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Pix Internacional deve impulsionar integração financeira entre países e facilitar pagamentos em tempo real

O Banco Central do Brasil avança em 2025 com os testes para a implementação do Pix Internacional, iniciativa que deve permitir pagamentos instantâneos entre fronteiras e integração direta com sistemas de países da América Latina. A proposta busca eliminar intermediários em transferências internacionais, reduzindo custos e prazos de liquidação, um gargalo que, segundo dados do Banco Mundial, ainda consome até 6% do valor enviado em remessas internacionais.

A novidade é vista como um passo estratégico na consolidação do Brasil como referência em inovação financeira global. Para Luis Molla Veloso, especialista em Embedded Finance e integração de serviços financeiros em plataformas digitais, a interoperabilidade internacional do Pix representa “um divisor de águas para o comércio exterior e para o consumidor”.

“Com o Pix Internacional, empresas poderão realizar pagamentos a fornecedores estrangeiros em segundos, com conversão automática de câmbio e rastreabilidade completa da operação. Isso reduz drasticamente o custo das remessas e democratiza o acesso a transações internacionais, antes restritas a grandes instituições”, explica o especialista.

O projeto é desenvolvido pelo Banco Central em conjunto com autoridades financeiras do Mercosul e do BIS (Bank for International Settlements). A expectativa é que, na primeira fase, o sistema permita operações entre Brasil, Argentina e Colômbia, ampliando depois para outros países latino-americanos.

A interoperabilidade segue tendência global. Segundo a consultoria McKinsey, mais de 60 países já adotam sistemas instantâneos de pagamento, mas apenas 10% têm integração internacional efetiva. O Brasil pretende ocupar esse espaço com um modelo baseado em APIs abertas e identidade digital verificada.

Veloso aponta que o avanço do Pix Internacional também pode acelerar a adoção de modelos de Embedded Finance entre fronteiras, conectando marketplaces e plataformas de serviços a meios de pagamento integrados. “A partir do momento em que o pagamento internacional se torna instantâneo e transparente, abre-se espaço para que empresas de e-commerce e plataformas de mobilidade incluam transações globais em suas jornadas digitais sem depender de bancos tradicionais”, avalia.

De acordo com o Banco Central, a estimativa é que o novo sistema entre em fase piloto até o final de 2025. A médio prazo, o Pix Internacional poderá beneficiar cerca de 10 milhões de brasileiros que realizam remessas de e para o exterior todos os anos, além de pequenas e médias empresas que buscam expandir operações no comércio internacional. “O Brasil tem a chance de liderar uma nova etapa de integração financeira regional. A tecnologia já está madura, o desafio agora é alinhar regulação, câmbio e segurança de dados entre os países”, conclui Veloso.

Black Friday: plataforma disponibiliza eletrônicos e eletrodomésticos a partir de R$ 1

A Kwara, marketplace especializado na venda de ativos, promove um leilão especial de Black Friday que democratiza o acesso a produtos de qualidade com condições excepcionais. São 217 lotes disponíveis, todos com lances iniciais a partir de apenas R$ 1,00 (um real), oferecendo uma oportunidade única para quem busca economia e funcionalidade.

O leilão, que acontece na plataforma entre os dias 26 e 28 de novembro, marca a estratégia da empresa para a data comercial mais aguardada do ano, traz uma variedade de itens práticos para o dia a dia como lavadoras, chaleira elétricaliquidificadorcooktop 4 bocas panela de arroz elétricacaixa de sompatinetes, bicicletas, entre outros. Já é possível visualizar os produtos que estarão disponíveis no leilão neste link.

Segundo o levantamento “Black Friday 2025 – A Black além do preço”, realizado pela MindMiners, 71% dos brasileiros pretendem gastar até R$ 1 mil nesta Black Friday. “Nossa proposta vai ao encontro dessa realidade. Queremos proporcionar acesso a produtos de qualidade com valores extremamente acessíveis, permitindo que mais pessoas possam aproveitar a data para adquirir itens úteis para suas casas com economia real”, explica o CEO da Kwara, Thiago da Mata.

Economia circular e Black Friday com propósito

Os leilões digitais representam um modelo exemplar de economia circular, conceito que ganhou força no Brasil com a implementação da Estratégia Nacional de Economia Circular (ENEC) em junho de 2024. Segundo pesquisa da Confederação Nacional da Indústria (CNI) divulgada em outubro de 2024, 85% das indústrias brasileiras já adotam práticas de economia circular, e 68% das empresas acreditam que essas medidas contribuem para a redução de emissões de gases de efeito estufa. 

Além disso, a população brasileira demonstra crescente engajamento com práticas sustentáveis: 67% dos consumidores já optam por produtos com selos ambientais e 78% afirmam reduzir o volume de lixo que produzem, segundo estudo da Ilumeo divulgado em maio de 2025.

“Esse leilão reflete nosso compromisso com a economia circular e o consumo consciente. Ao oferecer produtos em ótimo estado com valores acessíveis, contribuímos para ampliar o ciclo de vida de itens de qualidade e geramos oportunidades reais para consumidores que buscam soluções econômicas e funcionais”, reforça Thiago da Mata.

Com lances a partir de R$ 1 e uma variedade de produtos úteis para o cotidiano, o leilão de Black Friday da Kwara se posiciona como uma alternativa inteligente e sustentável para quem busca aproveitar a data com economia de verdade.

Visitação presencial e funcionamento do leilão

O leilão é 100% online, porém a Kwara oferece a possibilidade de visitação presencial no galpão da empresa, localizado em Embu das Artes/SP. Os interessados podem conhecer os itens nos dias 19, 22 e 24 de novembro de 2025, das 08h30 às 11h30 e das 13h30 às 16h00.

Os agendamentos devem ser realizados com, no mínimo, 24 horas úteis de antecedência, através do formulário disponível em cada lote (clicando em “Agende a sua visita”) ou pelo e-mail contato@kwara.com.br.

leilão já está disponível para habilitação e receberá lances a partir do dia 26 de novembro, às 11h. O encerramento está programado para o dia 28 de novembro, às 11h. Para participar, basta acessar o site da Kwara, criar uma conta e habilitar-se para dar lances.

Urban transforma o caos urbano em gatilho comercial no e-commerce 

Depois de desafiar os homens a enfrentarem o imprevisível da rotina do dia a dia da cidade, a Urban lança a segunda fase da campanha “Missão Impossível: Modo Urban”, um novo formato de ação inteligente que conecta comportamento, dados e estilo para acompanhar o ritmo da cidade em tempo real.

Mais do que uma campanha promocional, “Modo Urban” é uma extensão viva da marca, uma forma de traduzir o comportamento urbano em experiências personalizadas, conectando performance e propósito.

Nesta nova fase, a marca ativa uma estratégia comercial dinâmica, que será acionada sempre que imprevistos típicos das grandes cidades, como chuva, trânsito ou calor intenso, entrarem em cena. Nessas ocasiões, o público poderá acessar 15% de desconto nas peças da coleção por meio do cupom “MODOURBAN”. 

A ação acontece em múltiplos canais digitais: e-commerce, e-mail marketing direcionado a clientes selecionados, e chega para traduzir o real benefício da proposta da marca de vestir o homem moderno para qualquer missão, inclusive as mais imprevisíveis.

Inspirada nas situações cotidianas que testam o ritmo das grandes cidades, a campanha retrata com leveza e identificação os desafios de quem precisa manter o estilo mesmo quando os planos mudam. A narrativa ganha força em mensagens que combinam humor e propósito, como:

“Choveu, e os planos mudaram? Ative o modo missão: roupas que encaram qualquer clima com estilo. 15% OFF em lista selecionada.”

“Acordou atrasado? Missão quase impossível. Roupas que não precisam passar e estão sempre prontas pra qualquer missão. 15% OFF pra quem vive no ritmo da cidade.”

Com tecidos tecnológicos que não amassam e garantem conforto térmico e respirabilidade, a coleção traduz o pilar de inovação da Urban, que combina design contemporâneo, performance e versatilidade em cada peça.

“Missão Impossível: Modo Urban” reforça esse posicionamento ao mostrar que, quando o assunto é estilo e inteligência de vestir, a marca está pronta para acompanhar o homem moderno em qualquer missão, faça chuva, faça sol ou nos dias em que o tempo parece curto demais.

Serviço: 
A campanha segue ativa durante o mês de novembro, com ativações sazonais e 15% de desconto em peças selecionadas da coleção “Missão Impossível” mediante o uso do cupom “MODOURBAN”, disponíveis no site, canais digitais e em corners nas lojas Aramis. Para não perder nenhuma novidade entre em: Link

Black Friday 2025 será a mais social da história: redes sociais assumem o protagonismo nas vendas

Com a Black Friday 2025 se aproximando, na próxima sexta-feira, as redes sociais deixaram de ser meramente vitrines promocionais para se transformarem em verdadeiros centros de venda e descoberta de produtos. Em 2024, por exemplo, o varejo físico brasileiro registrou um crescimento recorde de 18,7% na semana da Black Friday, segundo a Serasa Experian, um indicativo claro de que os consumidores estão cada vez mais engajados e ativos. Agora, a expectativa é que o e-commerce e o social commerce sigam esse ritmo acelerado, preparando o terreno para uma edição ainda mais digital e imersiva da temporada de descontos deste ano.

O comportamento do consumidor brasileiro evidencia o poder das plataformas sociais. De acordo com dados do Datareportal de 2024, 63,1% dos usuários brasileiros preferem usar redes sociais para busca online, superando ferramentas tradicionais como o Google. Essa preferência se traduz em resultados concretos: 65% dos brasileiros utilizam as redes sociais para fazer compras online, segundo o Relatório Varejo 2024 da Adyen.

“As redes sociais se transformaram no principal canal de descoberta e decisão de compra. O consumidor brasileiro não apenas busca produtos nessas plataformas, mas confia nelas para validar suas escolhas, comparar preços e, cada vez mais, finalizar transações”, afirma a CEO da Hay Hyve, agência boutique global full-service, Bruna Madaloni.

Instagram domina, mas o TikTok acelera a disputa pelo social commerce

O Instagram segue como a plataforma mais relevante para o social commerce, com 91% de penetração nos smartphones brasileiros, segundo pesquisa Panorama Mobile Time/Opinion Box 2025. A rede lidera as preferências para transações sociais com 61% de aderência, seguida pelo Facebook (52%) e TikTok (19%). 

Entretanto, o TikTok se destaca como a rede que mais cresce no país. Entre 2023 e 2024, a plataforma saltou de 40% para 46% de penetração nos dispositivos brasileiros, com aumento de 27% no volume de posts entre janeiro e maio de 2025, segundo a dados do próprio aplicativo. O Brasil já soma 111 milhões de usuários ativos, ocupando o terceiro maior mercado global da plataforma.

E o crescimento tem implicações diretas no comércio eletrônico já que o TikTok Shop chegou apenas esse ano ao Brasil e anteriormente já estava disponível em  15 países e tem demonstrado forte desempenho em mercados como Estados Unidos e Sudeste Asiático, onde o modelo de social commerce já é consolidado. 

“Enquanto o Instagram ainda é a vitrine preferida dos brasileiros, o TikTok vem acelerando um movimento que vai muito além do entretenimento: a transformação do conteúdo em comércio. O formato de vídeos curtos e altamente engajantes faz com que a descoberta do produto e o impulso da compra aconteçam no mesmo ambiente, encurtando o ciclo de decisão do consumidor. No entanto, não adianta viralizar no TikTok se você não tem estrutura de conversão nos canais de venda. As marcas que tratam o social commerce como uma extensão estratégica do funil de vendas estão conquistando resultados muito acima da média”, explica Bruna.

Geração Z redefine a busca por ofertas

Para 31% da Geração Z, as redes sociais têm papel destacado na data comemorativa, com o TikTok já funcionando como ferramenta de busca para essa geração durante as promoções, segundo levantamento da MindMiners. 

“A Geração Z é o elo entre o entretenimento e o consumo. Essa geração aprendeu a comprar enquanto se diverte, e é isso que explica o crescimento acelerado do social commerce. O conteúdo deixou de ser apenas um estímulo e passou a ser parte da experiência de compra”, destaca Madaloni.

Influenciadores no centro da estratégia

O papel dos criadores de conteúdo é fundamental para o sucesso das marcas durante a Black Friday. Pesquisa da Spark revela que 53% dos brasileiros começam a planejar suas compras já em julho, mas 48% decidem por impulso para não perder uma boa oferta. 

“O social commerce chegou ao seu ponto de virada. Hoje, as marcas que conseguem unir influência genuína, conteúdo de qualidade e uma experiência de compra sem fricção estão conquistando resultados muito acima da média, e isso tende a se intensificar nas compras de final de ano”, analisa Bruna.

Social commerce: da descoberta à conversão

O social commerce brasileiro apresenta números expressivos. Segundo o relatório Estado do Marketing de Influência no Brasil 2025, da HypeAuditor em parceria com a ESPM, o país ultrapassou EUA e Índia e se tornou o líder mundial com 3,8 milhões de criadores ativos, representando 15% do total global. Além disso, 90% das marcas planejam ampliar sua presença no Instagram até o fim de 2025, com foco em conversões e retorno sobre investimento.

O WhatsApp também se consolida como canal estratégico, já que 93,4% dos internautas brasileiros utilizam o aplicativo e 55% dos consumidores o usam para contatar empresas, conforme o Datareportal.

Para a especialista, a integração entre descoberta no Instagram ou TikTok e finalização via WhatsApp se torna uma jornada cada vez mais comum. “O comportamento do consumidor mudou. Hoje, o momento da descoberta e o da compra acontecem quase simultaneamente. Ele vê um conteúdo, confia na recomendação e já quer resolver a compra com poucos cliques — muitas vezes dentro do próprio aplicativo. Esse é o poder do social commerce quando bem estruturado”, observa Bruna.

A sexta-feira de ofertas será marcada por consumidores mais estratégicos e exigentes. Diante disso, as marcas precisam ir além do desconto e investir em relacionamentos autênticos — com conteúdo relevante, recomendações confiáveis de influenciadores e experiências de compra integradas que respeitem a jornada multiplataforma do consumidor brasileiro. “Algumas empresas já fazem isso de forma muito inteligente, promovendo conversas significativas com seus públicos em vez de apenas empurrar promoções. Essa abordagem pode gerar um engajamento muito maior e fortalecer a identificação com a marca”, completa Madaloni.

Com o evento cada vez mais distribuído ao longo de novembro e as redes sociais consolidadas como principal ambiente de descoberta, inspiração e compra, a Black Friday 2025 promete ser a mais digital e social da história do varejo brasileiro.

PneuStore aumenta vendas e ticket médio com solução da CRMBonus

Maior e-commerce de pneus do Brasil, com mais de 3 milhões de acessos mensais, a PneuStore precisava resolver um gargalo importante na jornada de compras: carrinhos abandonados. Para mudar esse cenário e resgatar esses consumidores, a PneuStore, braço digital da Cantu Inc., maior ecossistema de soluções em pneus da América latina, apostou na plataforma CRM Back, da empresa CRMBonus, passando a contatar automaticamente esse público via WhatsApp.

A estratégia, iniciada como projeto piloto para a Black Friday, em outubro de 2024, não poderia ser mais assertiva: em pouco tempo, a PneuStore registrou incremento de 5% nas suas vendas totais e um aumento significativo no ticket médio dos pedidos. Os dados acumulados neste um ano de parceria entre PneuStore e CRMBonus mostram que os clientes impactados pela solução CRM Back apresentaram taxa de recompra aproximadamente 12% maior em relação ao restante da base, reforçando o potencial da ferramenta para ampliar o ciclo de vida do consumidor.

Na prática, a solução é integrada ao e-commerce e configurada pelo time de marketing da PneuStore com base em dados coletados pelo próprio sistema, que incluem o comportamento e perfil dos consumidores, produtos pesquisados, tempo de permanência na loja online e momento em que o carrinho é abandonado, entre outros, o que garante ações personalizadas e maior efetividade no engajamento.

Experiência do cliente otimizada

 “O abandono de carrinhos era um desafio que comprometia nossos resultados. Com a integração do CRM Back à PneuStore, conseguimos reverter parte dessas perdas e gerar receita incremental, além de engajar clientes recorrentes com uma jornada mais fluida e atrativa”, destaca Leonardo Guedes, Gerente de Growth Marketing da PneuStore.

Para a CRMBonus, a experiência com a PneuStore tem sido muito bem-sucedida, gerando ganhos financeiros mensuráveis para as duas empresas, que desenvolveram um modelo de parceria baseado em resultados. “O sucesso da aplicação na PneuStore mostra como o CRM Back entrega resultados concretos. O aumento de 5% nas vendas, aliado ao crescimento do ticket médio e da taxa de recompra, reforça a eficiência da nossa plataforma em potencializar a performance de e-commerces de alto volume”, aponta, Yago Ruegg, Head de Digital da CRMBonus.

Ao investir na parceria com a CRM Bônus, a PneuStore reforça sua visão estratégica de alinhar-se a soluções que elevam a experiência do cliente e ampliam a rentabilidade do negócio. “Nosso foco é garantir que cada interação com a marca seja positiva e gere valor. O resultado alcançado mostra que tecnologia e experiência do cliente são pilares para sustentar crescimento em um setor altamente competitivo”, conclui Leonardo Guedes.

Como o D2C equilibra a rentabilidade dos lojistas online na Black Friday

Durante o mês de novembro, as PMEs online se organizam para o maior momento do ano de vendas: a Black Friday. Nela, as lojas lidam com uma realidade de um mês inteiro de vendas aceleradas e descontos progressivos; para lidar com o cenário, é fundamental que a empresa esteja bem preparada para crescer de forma sustentável. Para marcas D2C (Direct to Consumer), o mês apresenta desafios e oportunidades próprios de quem fala com seu público de forma direta; a Nuvemshop, plataforma de e-commerce líder no Brasil e América Latina, estima crescimento de 27% no D2C durante a Black Friday comparado ao ano anterior.

“O poder de decisão precisa estar nas mãos de quem vende. Ao eliminar intermediários, o modelo D2C garante melhores margens de lucro. É uma forma de garantir o crescimento sustentável do negócio frente ao mercado, consolidando o relacionamento com o cliente. No D2C, as marcas constroem reputação e conexão, não se limitando a venda de um produto somente”, afirma Alejandro Vázquez, presidente e co-fundador da Nuvemshop. A empresa estima, ainda, que haverá, na Black Friday, 23% de aumento no volume de pedidos e um ticket médio de R$ 273 por pedido; os setores de moda, beleza e saúde e acessórios prometem maior crescimento.

Em um período no qual todas as marcas estarão com ativações especiais, o consumidor pode se sentir sobrecarregado com o excesso de informações. De acordo com a pesquisa E-Consumidor 2026, realizada em parceria entre Nuvemshop e a Opinion Box, 4 em 10 consumidores apontam que o excesso de informações e ofertas tornam a experiência de compras cansativa. Nesse contexto, as lojas virtuais saem na frente: o cansaço leva o consumidor a marcas familiares, com as quais eles possuem uma conexão e relacionamento. 70% dos consumidores preferem comprar na loja virtual da marca quando querem ter certeza de que um produto é original. Essa confiança se traduz em altas taxas de fidelização: 46,5% dos consumidores voltam a fazer compras nos sites próprios da marca. No marketplace, a taxa de recompra é de 30%.

Cenário D2C

De acordo com os dados da Nuvemshop, as lojas virtuais D2C estão em franca expansão: em 2024, houve faturamento de R$ 601 milhões; somente no mês de novembro de 2024, durante o período de Black Friday, houve um volume total de vendas de cerca de R$ 44 milhões, por meio dos mais de 9,6 milhões de produtos comercializados. Esse crescimento permanece acelerado em 2025; no 1° semestre do ano, as marcas tiveram um faturamento de R$ 3 bilhões no primeiro semestre de 2025, o que representa um aumento de 50% na comparação com o mesmo período de 2024.

“Crescimento sustentável implica um modelo de negócios estruturado e que olhe para o longo-prazo. O D2C permite que as lojas expandam o seu negócio de forma honesta com o consumidor, priorizando esse relacionamento que é a espinha dorsal de qualquer negócio. Ao priorizar qualidade, confiança e conexão e não engajar em ofertas sem margem de lucro, as lojas virtuais crescem de forma sustentável, e a Nuvemshop também” explica Vázquez. “Nosso compromisso com mais de 170 mil clientes está no fornecimento de ferramentas cada vez mais avançadas que aportem a expansão da marca, e o do lojista é se manter íntegro e fiel ao seu público”.

Como Retail Media transforma a Black Friday em resultados reais

Em um cenário onde a jornada do consumidor é cada vez mais digital e fragmentada, o Retail Media se consolida como a principal estratégia para impulsionar as vendas na data mais importante do varejo. Segundo o relatório Retail 2025: 10 Tendências Moldando o Mercado de Retail Media, produzido pela Coresight Research, esse mercado deve movimentar US$179,5 bilhões globalmente até esse ano, com um crescimento anual de 15,4%.

Diante desse cenário, para Rodrigo Pimentel, CRO da Unlimitail, joint venture do Grupo Carrefour e Grupo Publicis, que tem como objetivo atender ao crescente mercado de Retail Media na Europa e América Latina, a Black Friday é um período intenso em que o tráfego qualificado é valioso e a disputa por atenção do cliente é acirrada. “Essa estratégia permite que as marcas se destaquem e falem diretamente com o público que já está propenso à compra. Assim, acaba sendo o canal que conecta a jornada de compra com a oferta da marca de forma fluida, aumentando a rentabilidade e a eficiência”, explica.

Os resultados da última temporada comprovam a força do varejo na Black Friday. Dados internos da Unlimitail mostram que o volume de pedidos nas lojas físicas chegou a crescer, em média, mais de 60% nas semanas que antecedem o evento, em comparação com a própria semana da Black Friday. No digital, a receita do e-commerce registrou aumento de 3% de aumento durante a semana da Black Friday em relação ao período pré-sazonalidade, reforçando como o consumidor é impactado em múltiplos pontos de contato ao longo da jornada de compra.

“A Black Friday gera uma quantidade imensa de dados de comportamento do consumidor, chamado de First-party data. No entanto, o principal desafio é saber como utilizar esses dados de forma estratégica para criar campanhas segmentadas e personalizadas, garantindo que a mensagem certa chegue ao público certo no momento mais decisivo”, acrescenta Pimentel.

Esse movimento de antecipação também se refletiu no fim de ano, com um salto de +114% em receita no e-commerce durante o período pré-Natal e Ano Novo, frente às semanas das próprias datas festivas. Entre as categorias que mais se destacaram no Grupo Carrefour (Atacadão, Sam’s Club e Carrefour), os resultados foram expressivos: +405% em artigos de viagens, +218% em pneus, +114% em soundbars e +69% em TVs, confirmando o papel estratégico do Retail Media em impulsionar tanto o engajamento quanto a conversão em categorias de alto potencial.

A medição de resultados em Retail Media é mais direta do que em outros canais, com métricas como o retorno sobre o investimento em anúncios e a incrementação das vendas. “Isso permite que as marcas provem a eficiência de seus investimentos e tomem decisões ágeis com base em dados sólidos. Além disso, elas podem transformar seus canais em plataformas de comunicação estratégicas, prontas para maximizar as vendas e garantir um retorno sobre o investimento robusto. Em um mercado cada vez mais dinâmico, o Retail Media se torna indispensável para construir um relacionamento de valor com o consumidor e impulsionar o crescimento do varejo”, conclui.

Fabricante de baterias investe em novo e-commerce de soluções de energia portátil para os mercados residenciais, comerciais e mobilidade

A Powersafe, fabricante brasileira de baterias e sistemas de energia, lança oficialmente no Brasil uma loja virtual de modelos portáteis de estocagem e backup energético destinados aos consumidores residenciais, comerciais e demais atividades de laser, eventos ao ar livre e mobilidade em geral.    
 
Com investimentos da ordem de R$ 1 milhão na criação da plataforma, infraestrutura logística, integração tecnológica e formação de equipe dedicada exclusivamente ao canal online, a Powersafe entra com a venda direta de estações de energia portáteis, painéis solares e dispositivos inteligentes da marca internacional EcoFlow.
 
A nova plataforma (www.ecoflowstore.com.br) nasce com alcance nacional, integração a sistemas de pagamento seguros e logística otimizada para todo o território brasileiro. A meta é que o e-commerce represente cerca de 25% do faturamento da unidade de renováveis da Powersafe no primeiro ano, impulsionado pela demanda nacional por soluções de energia limpa e pela performance global da marca EcoFlow, que movimentou US$ 311 milhões em 2024.
 
O e-commerce atende a um público amplo e diversificado, incluindo, famílias que buscam segurança durante apagões, usuários de lazer e aventura (camping, trilhas, motorhomes, Overland, náutica), profissionais em home office que exigem energia estável, fotógrafos, film-makers e equipes de eventos em campo, pequenos negócios, food trucks e empresas que necessitam de soluções portáteis para contingência e operações remotas.
 
Todo o sistema logístico da plataforma também foi concebido para fazer entregas entre dois e dez dias úteis, a depender da região, com frete grátis durante o período de lançamento, além de condições de pagamento que incluem PIX com 10% de desconto e aprovação imediata e parcelamento em até 10x sem juros no cartão.
 
Para André Ribeiro, gerente de operações na área de renováveis da Powersafe, o projeto marca um passo estratégico da empresa para fortalecer sua presença no mercado de soluções de energia limpa, móvel e acessível, acompanhando a crescente demanda por autonomia energética no Brasil. “O lançamento do e-commerce faz parte da estratégia de democratizar o acesso à energia portátil e sustentável, oferecendo mais praticidade ao consumidor e ampliando a presença da EcoFlow no mercado brasileiro”, afirma.
 
Ele destaca ainda que esse movimento consolida um ciclo de investimentos que complementa o portfólio da empresa, reforçando a visão da Powersafe de se posicionar como a maior referência do varejo no de armazenamento de energia do Brasil. “Estamos expandindo nossa atuação para além dos modelos tradicionais de distribuição, trazendo inovação, tecnologia e experiência de compra para um mercado que cresce de forma acelerada. Este é um passo fundamental para estarmos ainda mais próximos dos consumidores e do futuro da energia no país”, completa.

Black Friday 2025: IA generativa impulsiona o varejo, mas exige proteção para evitar brechas de segurança

A Black Friday é uma das datas mais cobiçadas pelo varejo e representa um pico no tráfego de dados pessoais. Esse aumento expressivo torna as transações mais expostas a ataques; panorama que ganha ainda mais complexidade com a crescente adoção da IA generativa. 

Embora a tecnologia ofereça ganhos como personalização de ofertas, automação de marketing e antecipação de demandas, também pode ampliar o risco de brechas se não estiver acompanhada de controles robustos.

Como explica José Miguel, gerente de pré-vendas da Unentel, a “IA generativa é uma aliada poderosa para o varejo, mas exige o mesmo cuidado que qualquer outra ferramenta de alto impacto. O desafio está em garantir que o ganho de eficiência não venha às custas da segurança”.

Empresas do setor já buscam integrar soluções de cibersegurança para atuarem em conjunto com a IA generativa, capazes de monitorar fluxos de dados sensíveis e identificar comportamentos suspeitos em tempo real. Essas ferramentas permitem que as equipes de TI antecipem ameaças e ajustem políticas de acesso antes que um incidente ocorra — um avanço importante frente aos modelos tradicionais de defesa, baseados apenas na reação a ataques.

Segundo um estudo da KPMG, 33% das empresas no setor de consumo e varejo já adotam IA de forma parcial ou ampla, mas apenas 14% utilizam IA generativa, com previsão de crescimento para 60% nos próximos três anos. O levantamento também informa que o investimento direcionado à IA e ao digital no setor deverá subir de 9% do orçamento de TI para cerca de 13,8% no mesmo período. 

Mesmo entre os que já investem, obstáculos como segurança da informação (58%), falta de habilidades técnicas (56%) e dados inconsistentes (47%) aparecem como barreiras. 

Para aproveitar com segurança o potencial da IA generativa durante a Black Friday, José Miguel recomenda as seguintes ações imediatas:

Prevenção antes da detecção: escolha soluções de cibersegurança que foquem em evitar ataques não somente em detectá-los ou reagir depois.

Arquitetura segura: implemente camadas de proteção que limitem o acesso a dados sensíveis, com autenticação multifatorial, gestão de privilégios e revisões periódicas de permissões.

Monitoramento contínuo: adote sistemas que identifiquem comportamentos atípicos e acionem respostas automáticas quando necessário, reduzindo o tempo de detecção e mitigação de incidentes.

Pagamentos blindados: garanta que as transações passem por gateways certificados, utilizem criptografia ponta-a-ponta e sejam avaliadas por soluções antifraude em tempo real.

“Quando a IA generativa é usada com vigilância, estrutura técnica robusta e políticas claras de prevenção, o varejo minimiza riscos e ganha credibilidade junto ao consumidor, um diferencial decisivo em datas de alto volume de vendas e competitividade”, conclui José Miguel.

“Sem dados de qualidade, não há IA inteligente”, alerta vice-presidente da Red Hat

A corrida pela adoção e implementação da inteligência artificial (IA) está acelerando, mas nem todas as organizações estão prontas para transformar a tecnologia em vantagem competitiva. A IDC prevê que 2026 será o ano em que o mercado irá passar da experimentação à adoção em escala da inteligência artificial. Essa virada, porém, será um desafio para os fortes. Líderes de tecnologia devem enfrentar meses complexos, o que vai exigir estratégia e jogo de cintura. 

Segundo a Forrester, embora os CIOs contem com mais orçamento para transformar a IA em realidade, haverá mais volatilidade e pressão por resultados concretos. Se por um lado cresce o entusiasmo, por outro aumenta a percepção de que o verdadeiro diferencial não está na IA em si, mas sim nos dados utilizados para treinar os modelos. “Se um jogador em campo não é capaz de dominar a bola, dificilmente poderá chegar ao gol. O mesmo vale para a IA. Sem dados de qualidade e bem ‘dominados’ não há IA inteligente para as empresas”, afirma Gilson Magalhães, vice-presidente e general manager da Red Hat para a América Latina.

Na visão do executivo, 2026 será um ponto de inflexão. Os líderes de TI precisarão redefinir o sucesso dos projetos, saindo do foco em eficiência operacional para priorizar impacto estratégico e mensurável. Isso passa por governança de dados e seleção criteriosa das informações usadas para criar experiências de usuário e evitar erros dispendiosos. “Não basta adotar ferramentas; será preciso reestruturar jornadas, personalizar interações em tempo real e redesenhar operações com IA incorporada desde o chão de fábrica até a gestão. E tudo começa com dados bem dominados e uma estratégia clara”, diz

Dados sob controle: a era da soberania digital

A crescente regulação sobre privacidade e segurança de dados impulsiona uma tendência que deve se fortalecer ainda mais em 2026: a IA soberana. O conceito, que busca garantir que dados e modelos de IA permaneçam sob jurisdição nacional ou regional, reflete uma preocupação estratégica com compliance, segurança e confiança.

Para Magalhães, a soberania digital será decisiva na próxima década. “Empresas que dominarem seus dados, entendendo onde estão, como são processados, o que representam, como impactam o negócio e com quem são compartilhados, terão uma vantagem competitiva enorme. A IA depende de contexto, e o contexto depende de dados íntegros e usados com propósito”, afirma. 

De acordo com o executivo, o primeiro passo para o domínio eficiente dos dados é entender que nem tudo que entra em um modelo é verdade e que a qualidade das respostas depende diretamente da qualidade e integridade dos dados. Aqui entra em jogo a chamada falácia digital, a falsa sensação de certeza que surge quando alimentamos a IA com informações incompletas, tendenciosas ou erradas, e confiamos cegamente no que ela entrega. “Essa falácia não é apenas um risco técnico, mas estratégico. Se decisões críticas de negócios, políticas públicas, saúde ou educação forem baseadas em um modelo treinado com dados incompletos ou contaminados, estaremos institucionalizando o erro. Pior ainda: escalando-o com o poder da automação”, alerta.

Combater esse risco ​​requer três pilares: curadoria rigorosa de dados, transparência nas fontes e processos, e pensamento crítico constante. Em resumo, a IA só faz sentido com uma sólida governança de dados. Uma preocupação que já está presente no mercado. Segundo a IDC, para 2026, mais de 30% das organizações que usam IA avançada para produzir seus produtos ou serviços irão divulgar as fontes de dados usadas para treinar seus modelos.

Infraestrutura moderna e inferência inteligente

Nesse contexto, plataformas abertas e híbridas ganham destaque ao combinar modelos de IA com automação e governança de dados. Um exemplo é o Red Hat AI 3, apresentado durante o Red Hat Summit: Connect, série de eventos realizados pela Red Hat em mais de 60 países, sete deles na América Latina. 

Com edições em São Paulo, Buenos Aires, Santiago, Cidade do México, Montevidéu, Lima e Bogotá, os eventos reuniram especialistas e executivos para discutir desafios e oportunidades do uso de IA sob a ótica do open source. “A próxima fase da inteligência artificial será híbrida, aberta e colaborativa, baseada em interoperabilidade, transparência e co-criação. É nisso que acreditamos e foi isso que compartilhamos com nossos clientes e parceiros”, conta Magalhães. 

Outro destaque dos encontros foi a inferência, fase operacional da IA em que os modelos aplicam o que aprenderam em situações reais. Ela vem evoluindo rapidamente e se tornando peça-chave para decisões mais rápidas e precisas em diferentes setores. Na saúde, por exemplo, ajuda médicos a identificar padrões e anomalias no histórico dos pacientes. No setor financeiro, detecta erros e comportamentos incomuns em tempo real, prevenindo fraudes e agilizando o atendimento. De multinacionais a pequenas empresas, a inferência é o que define a eficiência, a precisão e o valor real das implantações de IA.

Segundo o Gartner, até 2028 mais de 80% dos recursos de computação acelerada usados para treinamento serão redirecionados para inferência. “O futuro da IA não é definido pelos modelos, mas pelo que você faz com eles”, resume Magalhães.

Uma nova arquitetura empresarial guiada por agentes inteligentes

O próximo ano também deve marcar a consolidação dos agentes de IA como parte da infraestrutura e dos aplicativos corporativos. O Gartner projeta que, até o final de 2026, 40% dos softwares empresariais terão integração direta com agentes inteligentes.

Esses agentes, capazes de operar com autonomia e aprender com dados, já estão em expansão em setores como varejo, finanças e manufatura e podem impulsionar aproximadamente 30% da receita de software de aplicativos corporativos até 2035, ultrapassando US$ 450 bilhões. O impacto inicial será mais visível nas áreas voltadas ao cliente, com chatbots e assistentes inteligentes que cruzam histórico, preferências e comportamento em tempo real.

“Essas interações adaptadas ao contexto vão exigir que as empresas repensem não só o que vendem, mas como vendem, por quais canais e como se comunicam com seus clientes”, explica o executivo. “O diferencial competitivo passará a ser o quanto sua IA entende — e respeita — o comportamento humano”.

Ferramentas como o ChatGPT já mostram esse potencial. “O consumidor está na loja, conversa com a solução e recebe uma recomendação personalizada em tempo real. Isso não é mágica. São dados, conhecimento, agentes e inferência”, afirma Magalhães.

Automação inteligente

Outra tendência em expansão é a chamada IA física, que leva a inteligência ao mundo real por meio da integração com robótica, veículos autônomos, Internet das Coisas e gêmeos digitais. Segundo a Deloitte, até 2026, essa convergência deve aumentar a eficiência e a segurança em setores antes limitados pela complexidade ou custo da automação.

Essa evolução, no entanto, não significa que a automação tradicional será deixada de lado. Muito pelo contrário. O Gartner estima que, em 2026, 30% das empresas terão automatizado mais da metade de suas atividades de rede com base em IA. “Essa modernização da infraestrutura é o alicerce da nova economia digital. Significa eliminar silos, integrar nuvens, repensar o papel dos dados e trazer automação para o centro da operação”, diz o vice-presidente da Red Hat para a América Latina.

Relatório da McKinsey mostra que organizações que integram IA aos seus processos de automação conseguem, em média, aumentar a produtividade em 35% e reduzir custos operacionais em 20%. Mas o verdadeiro diferencial está na capacidade de aprender e se reinventar continuamente.

Nesse sentido, soluções open source empresariais, como o Red Hat Ansible Automation Platform, tornam-se aliadas estratégicas. Elas permitem expandir a automação entre domínios, orquestrar fluxos de trabalho e otimizar operações de TI com segurança e flexibilidade. Além disso, ajudam a reforçar a cibersegurança, detectando e respondendo a ameaças com muito mais agilidade.

Para Magalhães, o avanço da IA exigirá uma nova arquitetura empresarial baseada em três fundamentos: controle de dados, inferência e modernização tecnológica. “A inteligência artificial só entregará valor quando aplicada com propósito e alinhada ao conhecimento humano”, conclui Magalhães.