Início Site Página 2

O “Head de Marketing” mudou ou foi a nossa definição de cargo que ficou obsoleta?

Estamos vendo um movimento forte no Brasil: influenciadores assumindo cadeiras de liderança em gigantes. Toguro como Head na Cimed e Victor Sarro na Philips. Será que as marcas são ingênuas de entregar o marketing para criadores de conteúdo?

Pelo contrário: elas finalmente entenderam o jogo.

A verdade é que o marketing mudou. O estrategista de “torre de marfim” está perdendo lugar para quem tem estômago para o algoritmo. Existe uma provocação latente aqui: o marketing hoje precisa menos de “formação tradicional” e muito mais de skin in the game.

O “Day Trading” da Atenção

Gary Vaynerchuk explica bem esse fenômeno em seu livro, Day Trading Attention. Ele traz uma reflexão que é o soco no estômago necessário para o mercado atual:

“O custo de dar errado nas redes sociais é zero. O custo de não tentar é a invisibilidade.”

Os influenciadores entenderam isso antes de todo mundo. Eles não gerenciam planilhas de logística ou P&L, a tecnologia, as máquinas e os times técnicos já resolvem isso. Eles gerenciam o ativo mais escasso e volátil do mundo: a atenção.

A Regra dos 3%

Estima-se que apenas 3% dos posts do Toguro realmente “furam a bolha”. Para um marketeiro clássico, uma taxa de 97% de posts que não viralizam seria motivo de demissão. Para o novo marketing, isso é aprendizado em tempo real.

Eles erram muito, rápido e barato, para acertar o que nenhuma pesquisa de mercado de seis meses conseguiria prever. O influenciador entende onde errou, algo que o marketing tradicional, preso em rodadas de aprovação, tem dificuldade de processar.

O papel da tecnologia

O estrategista não morreu, ele só foi automatizado. A Inteligência Artificial já faz o trabalho pesado de análise de dados, segmentação e execução técnica. A tecnologia democratizou a operação.

O que sobrou? A agilidade e a conexão visceral.

O influenciador entra para fazer o que o marketing institucional esqueceu como faz: gerar buzz real. No “day trade” da atenção, quem demora para postar o que o público quer ouvir, já perdeu dinheiro.

O jogo agora é outro. Não se trata mais de comprar mídia; trata-se de ser a mídia.

O marketing não morreu, mas ele nunca foi tão barulhento. E você?

Está focado na operação do passado ou na atenção do agora?

Opinião: Bruno Brambilla, CEO Biglink

A compra por impulso morreu? A nova lógica do consumo de moda

Durante anos, o consumo de moda foi impulsionado por desejo, tendência e estímulo. Mas esse cenário vem mudando. O consumidor brasileiro não deixou de se interessar por estilo, ele passou aconsumir de forma mais estratégica. Na prática, isso significa menos impulso e mais decisão. Menos excesso e mais intenção.

Essa mudança é visível no comportamento de compra online e tende a se aprofundar à medida que o digital consolida seu papel como principal ambiente de descoberta, comparação e decisão. Segundo pesquisa da Wake em parceria com o Opinion Box,74,4% dos consumidores brasileiros compram online com frequência e 61,6% utilizam mais de um canal antes de concluir uma compra, evidenciando uma jornada mais criteriosa, baseada em comparação e validação.

“O que a gente observa é uma mudança clara na lógica de consumo. A compra deixou de ser apenas aspiracional e passou a ser mais funcional, conectada ao uso real e ao valor percebido”, afirma Daniel Soares, CCO da Dafiti.

A seguir, cinco sinais que ajudam a explicar por que o consumo de moda está se tornando mais racional, e por que esse movimento deve se consolidar nos próximos anos:

1. A lógica do impulso está dando lugar à lógica da decisão

O consumidor continua comprando moda, mas com mais critério. A jornada inclui mais comparação, pesquisa e validação antes da escolha, o que reduz compras imediatas e aumenta a intencionalidade.

2. Versatilidade passou a ser mais importante do que tendência

Peças que se adaptam a diferentes contextos ganham espaço. O foco deixa de ser “o que está na moda” e passa a ser “o que funciona mais vezes”.

3. O preço perdeu protagonismo, o valor percebido ganhou

O menor preço já não é suficiente para garantir a compra. O consumidor avalia qualidade, durabilidade e frequência de uso, buscando equilíbrio entre investimento e retorno.

4. O consumo ficou mais livre e menos preso a marcas

A combinação entre itens premium e acessíveis reflete um comportamento mais autônomo. O consumidor monta suas escolhas com base em preferência e contexto, não mais em padrões rígidos.

5. O digital deixou de ser canal e virou ambiente de decisão

Mais do que um ponto de venda, o online se consolidou como espaço central da jornada. É ali que o consumidor descobre, compara, valida e decide, muitas vezes sem passar por outros canais.

Para as marcas, o desafio deixa de ser apenas atrair atenção e passa a ser sustentar relevância ao longo de toda a jornada.

“A relação com o consumidor está mais exigente. Não basta gerar interesse, é preciso facilitar a decisão, reduzir atrito e entregar uma experiência que faça sentido do início ao fim”, completa o executivo da Dafiti.

TCC fecha 2025 dobrando seu tamanho no Brasil e amplia presença no varejo alimentar

TCC, empresa global em soluções de marketing de fidelização baseadas em campanhas de alto engajamento junto ao varejo, encerrou 2025 com expansão consistente no Brasil. A empresaregistrou crescimento acelerado, duplicando o volume de projetos, ampliando sua presença no segmento alimentar e fortalecendo o pipeline de campanhas até 2027. Presentes no país há mais de uma década, os programas da TCC vêm ganhando tração entreredes nacionais e regionais diante da concorrência acirrada, da necessidade de recorrência e retenção e da busca por diferenciação no ponto de venda.Fundada há mais de 35 anos, com presença em 70 países, cerca 120 varejistas atendidos e mais de 10.000 campanhas entregues globalmente, a TCC tem foco na geração de valor – influenciando, reconhecendo e recompensando o comportamento do shopper naslojas e nos canais digitais.

As já conhecidas do público campanhas de selinhos, que se consolidaram como uma das estratégias mais eficazes de fidelização no varejo brasileiro, seguem encontrando aderência significativa. Popularizadas a partir de 2018, essas campanhasmovimentam milhões de transações ao ano e impactam diretamente indicadores comerciais das redes varejistas. Dados da TCC demonstram claramente que os clientes engajados aumentam o ticket médio e frequência de compra, de formarelevante, já que geram uma concentração de suas compras conectados à campanha. Muitos varejistas já tem as campanhas de fidelização consolidadas em seu calendário e os resultados gerados trazem uma mudança comportamental que gera valor de longoprazo, e não apenas estímulo promocional.
No mercado brasileiro, a TCC atendeu em 2025 redes reconhecidas do varejo alimentar, como Muffato e Oba Hortifruti, reforçando presença em diferentes regiões do país e ampliando cobertura em mercados locais emetropolitanos. A expansão reflete um pipeline mais robusto para 2026 e 2027, período para o qual a empresa já tem campanhas estruturadas e contratadas.

O ano também foi marcado pela chegada de novos executivos como Andrea Sylos, que assumiu a posição de liderança da operação brasileira, puxando um novo ciclo estratégico de ampliação de mercado e integração com o ecossistemaglobal da companhia. O escritório brasileiro está inserido no contexto da América Latina, Portugal e Espanha, com acesso à boas práticas e casos internacionais. “A TCC se destaca por transformar a relação entre varejistas e consumidores pormeio de campanhas que mobilizam razão e emoção com resultados efetivos para os varejistas e recompensas aspiracionais para os consumidores.”, explica Andrea Sylos.

Com mais de 20 anos de experiência no varejo brasileiro, passando por Grupo Pão de Açúcar, Grupo DPSP e Rappi, a executiva traz uma visão transversal que combina Marketing, CRM, Comercial e Omnicanalidade, atributosessenciais para um mercado onde fidelização é o motor de recorrência, relacionamento e diferenciação competitiva.

O diferencial da TCC está na construção de campanhas que geram valor percebido, por meio de recompensas aspiracionais, marcas desejadas e curadoria alinhada ao estilo de vida do consumidor. Em 2025, a TCC ampliou seu portfólio commarcas internacionais consagradas, como MasterChef, a italiana Guzzini, a alemã Fissler, além de Schott Zwiesel e Thomas (Rosenthal Group). Na frente de entretenimento, licenças como Warner Brothers,Smurfs,Peanuts/Snoopy e Netflix ampliaram o alcance emocional das campanhas, fortalecendo conexão com diferentes faixas etárias da família brasileira.

“Fidelização não é sobre desconto – é sobre construir significado, preferência e valor. Quando o consumidor percebe que está ganhando algo que conecta com seu estilo de vida, o engajamento acontece no caixa da loja, na jornada e namemória”, afirma Andrea Sylos, diretora geral da operação brasileira.

TCC projeta manter o crescimento intenso no país para os próximos dois anos e também expandir atuação para novos segmentos, como postos de combustíveis, farmácias e franquias – verticais que já apresentam resultadossólidos na Europa e na América Latina. A companhia segue avançando em novas parcerias estratégicas com marcas premium europeias e americanas, em categorias como Casa e Decoração, Entretenimento e Viagens e Lazer, visando aumentar apelo e adesãoentre shoppers brasileiros.
O varejo brasileiro vive um momento em que fidelização deixou de ser uma iniciativa tática e se consolida como um pilar estratégico de geração de valor. As redes querem clientes que voltem, comprem mais e defendam a marca — e é exatamentenisso que a TCC opera, transformar relacionamento em resultado.”, finaliza Andrea.

Sistema indiano que abriu caminho para o Pix completa 10 anos e deve ultrapassar 1 trilhão de transações em 2027, aponta EBANX

Prestes a completar dez anos em 11 de abril, o Unified Payments Interface (UPI) da Índia caminha para ultrapassar a marca de 1 trilhão de transações acumuladas no início de2027. A expectativa é de que o marco seja atingido até o final do atual ano fiscal indiano, iniciado em 1º de abril deste ano, com 297,2 bilhões de operações adicionais processadas na rede. Em valor, o acumulado deve saltar de 1,07 quatrilhão derúpias (aproximadamente R$ 60 trilhões) para cerca de 1,44 quatrilhão de rúpias (R$ 80 trilhões) no mesmo período.

O Pix, inspirado no sistema de pagamentos instantâneos criado pela Índia, registrou 240 bilhões de transações desde o lançamento no fim de 2020, um terço do acumulado do UPI até março de 2026.

Os números fazem parte de uma nova análise do EBANX com base em dados públicos da National Payments Corporation of India (NPCI) , do Reserve Bank of India (RBI, o banco central do país) e do Banco Central do Brasil.

“O UPI é o sistema de pagamento instantâneo mais utilizado do mundo e conseguiu algo que cartões e carteiras digitais nunca alcançaram na Índia”, afirma Rashmi Satpute, Diretora Regional do EBANX no país. “A Índiaera uma economia baseada em dinheiro vivo, com poucas alternativas viáveis. O UPI mudou isso ao permitir que qualquer pessoa com conta bancária fizesse pagamentos em tempo real, a qualquer hora, pelo aplicativo que preferir no celular. Essa combinaçãonão existia antes.”

No quinto aniversário, em 2021, o valor processado pelo UPI já superava em uma vez e meia o valor total em notas e moedas em circulação. Agora, no décimo, a diferença é de oito vezes: 314,2 trilhões de rúpias (R$ 17,5 trilhões) movimentadas nosúltimos 12 meses contra 39,9 trilhões de rúpias (R$ 2 trilhões) em dinheiro físico, segundo análise do EBANX.

O mesmo aconteceu no Brasil, mas em um patamar acima, alavancado pelo poder de compra do brasileiro — o tíquete médio de cada Pix em 2025 (R$ 443,45) foi seis vezes o do UPI (cerca de R$ 72,20). Os mais de R$ 35 trilhões movimentados pelo sistemabrasileiro nesse período representam quase 100 vezes o valor total em cédulas e moedas em circulação (R$ 365,7 bilhões). Essa diferença também se reflete no que os sistemas representam em suas respectivas economias: o valor processado em rúpias pelo UPI no último ano fiscal equivale a 88% do PIB indiano; no Brasil, o Pix já movimenta valores equivalentes a quasetrês vezes o PIB nacional.

Economias cada vez mais digitalizadas

O mercado de e-commerce da Índia deve alcançar US$ 275 bilhões até 2028 — praticamente dobrando de tamanho em cinco anos. O UPI já responde por 57% do valor total de compras online no país, seguido por cartões de crédito com25%, segundo dados da Payments and Commerce Market Intelligence (PCMI) presentes no estudo Beyond Borders 2026 do EBANX.

“O que começou como um esforço para reduzir a dependência do dinheiro em espécie redefiniu o que significa dinheiro na Índia e se tornou a espinha dorsal da economia digital do país”, diz Satpute.

No Brasil, o Pix também está alavancando o crescimento do comércio eletrônico. No ano passado, ele ultrapassou os cartões de crédito e se tornou o método mais usado para compras online, com 42% do valor total, segundo dados da PCMI analisados peloEBANX. A expectativa é que essa participação chegue a 50% até 2028, quando o e-commerce atingirá um valor de mercado de US$ 516 bilhões, quase o dobro do indiano.

O roteiro indiano adaptado a outros países

Primeiro sistema de pagamento instantâneo a ganhar escala, o UPI acumulou uma década de aprendizados que outros países, incluindo o Brasil, vêm aproveitando para implementar e acelerar suas próprias redes. O Pix Automático, por exemplo, foilançado cinco anos depois do UPI AutoPay, funcionalidade de recorrência introduzida pela Índia em 2020. Um dos próximos passos da instituição brasileira é a internacionalização do Pix, prevista para o ano que vem. O UPI já opera nos Emirados Árabes Unidos, Singapura, França e outros cinco países.

“A Índia é constantemente procurada por outros países que querem entender como o UPI foi construído e como escalou”, afirma Satpute“O Brasil foi um dos primeiros a fazer isso, e hoje, cinco anos depois, tem o Pix— o segundo sistema de pagamento instantâneo mais utilizado do mundo, atrás apenas do UPI.”

Embora a experiência indiana tenha influenciado o desenvolvimento de sistemas em outros países, o Brasil trilhou um caminho próprio, com funcionalidades e regulamentações distintas: adesão obrigatória das instituições bancárias, padronizaçãode pagamentos via QR Code desde o primeiro dia, gratuidade para pessoas físicas, entre outras. O sucesso chamou a atenção de vizinhos.

A Colômbia foi um dos primeiros a criar um sistema inspirado no Pix. Lançado no ano passado, o Bre-B segue as mesmas características da rede brasileira: interoperabilidade, disponibilidade 24/7 e liquidação imediata. O EBANX foi uma das duas fintechs convidadas para ajudar no desenvolvimento da ferramenta colombiana de pagamento instantâneo.

Eitri leva nova geração de app commerce SaaS ao VTEX Day 2026

A Eitri participa pela terceira vez do VTEX Day 2026, que ocorre nos dias 16 e 17 de abril, no São Paulo Expo, em São Paulo. A empresa aposta em uma abordagem que busca redefinira maneira como aplicativos impactam performance, engajamento e resultados no e-commerce, em um setor que, segundo a companhia, evoluiu pouco desde sua consolidação, por volta de 2017.

“Estamos prontos para mostrar ao mercado uma nova geração de app commerce. É uma mudança relevante na forma como os aplicativos entregam performance e resultados, com ganhosreais para o negócio”, afirma Vinicius Nastri, CRO da Eitri.

Durante os dois dias de evento, a empresa contará com um estande próprio, onde realizará demonstrações práticas e apresentará cases reais de clientes. A ideia é evidenciar,na prática, como o modelo atual de app commerce evoluiu com a proposta da Eitri, trazendo ganhos concretos para operações digitais.

Entre as ativações, os visitantes poderão experimentar recursos baseados em inteligência artificial integrados diretamente aos aplicativos, incluindo agentes inteligentesque operam em tempo real e de forma iterativa dentro das plataformas. A empresa também disponibilizará análises em tempo real, como avaliações de desempenho de aplicativos, cálculo automatizado de ROI no canal mobile e estimativas de perdas de vendas causadaspor falhas como crashes.

Além das demonstrações, a Eitri levará materiais com comparativos de resultados e cases detalhados, permitindo que empresas entendam de forma objetiva os impactos da soluçãono desempenho de seus aplicativos.

O VTEX Day reúne anualmente líderes de varejo, tecnologia e inovação, além de empresas e parceiros do ecossistema de e-commerce do Brasil e do exterior, e é visto pela Eitri comouma oportunidade estratégica para geração de negócios. A companhia se posiciona como uma solução voltada à infraestrutura, permitindo que parceiros e agências ampliem a geração de valor no canal de aplicativos nativos.

Serviço

Eitri no VTEX Day 2026

Datas:16 e 17 de abril

Local:São Paulo Expo

Informações:https://vtexday.vtex.com/

A economia dos algoritmos: o risco que impacta resultados

O e-commerce no Brasil já não é o mesmo. Hoje, não basta ter boa logística ou investir em marketing. Existe uma engrenagem menos visívelque influencia diretamente os resultados: os algoritmos.

Enquanto muitas empresas ainda olham apenas para vendas e participação de mercado, são esses sistemas que definem, em poucos segundos,quais produtos aparecem para o cliente, quais ganham destaque e quais perdem espaço.

Na prática, o desempenho de um negócio deixou de depender só do produto. Ele passa, cada vez mais, pela forma como os dados são interpretadospor essas plataformas. E é aí que surge um risco que nem sempre é percebido a tempo.

Ignorar o funcionamento desses sistemas pode trazer consequências no médio prazo.

A primeira é a perda de visibilidade. Quando uma empresa não entende ou não se adapta às regras das plataformas, ela simplesmente deixade aparecer. Não se trata apenas de vender menos, mas de se tornar irrelevante para o consumidor.

Outro ponto é a dificuldade de entender decisões automatizadas. Preços e recomendações mudam o tempo todo, muitas vezes sem clarezasobre o porquê. Quando os resultados não vêm, identificar a causa se torna um desafio.

Também há a dependência crescente de grandes plataformas. Dados e atenção do público estão concentrados em poucos players, o que tornao cenário mais vulnerável. Uma mudança nessas estruturas pode afetar diretamente o desempenho de um negócio de um dia para o outro.

Diante disso, a inteligência artificial precisa fazer parte da estratégia, e não ficar restrita à área técnica. O tema deve estar namesa da liderança.

Isso passa por revisar com frequência os algoritmos utilizados, garantindo que decisões automatizadas, como precificação e recomendação,estejam alinhadas com os objetivos do negócio. Também envolve definir critérios claros para o uso de dados, com atenção à ética e aos impactos sobre o cliente.

Além disso, desenvolver uma cultura orientada a dados é essencial. Não é necessário que executivos saibam programar, mas é fundamentalque saibam interpretar informações e questionar resultados.

A economia orientada por algoritmos já faz parte da realidade. A diferença está na forma como cada empresa se posiciona. É possívelusar esses sistemas de maneira estratégica ou apenas reagir ao que eles determinam.

A tecnologia tende a ganhar ainda mais espaço no e-commerce, mas a decisão final continua sendo humana. É isso que separa quem acompanhao movimento de quem realmente lidera.

*Airan Jr. é especialista em IA First e membro do Conselho de IA da Associação Brasileira de Inteligência Artificial e E-commerce (ABIACOM), entidadeque reúne representantes de lojas virtuais e prestadores de serviços nas áreas de tecnologia, mídia e meios de pagamento –E-mail: abiacom@nbpress.com.br.

O futuro das publis: report revela que 73% dos consumidores estão saturados, mas não querem o fim da publicidade

Em um cenário onde a publicidade deixou de ser interrupção para se tornar parte da narrativa, um novo estudo revela uma tensão central no mercado: embora 73% dos consumidores afirmem estar saturados com conteúdos patrocinados, apenas 16% desejam que as publicidades desapareçam.

O dado faz parte do report “O Futuro das Publis”desenvolvido pela Nozy Content Agency em parceria com a Cigarra Buzz Agency – agências do grupo UMAUMA. A análise foi construída a partir de 728 respostas válidas, visando investigar como o público percebe, consome e reage à publicidade no ambiente digital e apontar caminhos para a evolução da publicidade contemporânea.

O insight central do estudo parte de uma importante provocação: “o que é uma publi quando tudo é publi?”. Com isso, o material analisa o impacto da economia da influência em um país que já soma 3,8 milhões de influenciadores* – o maior número do mundo – e aborda como os conteúdos patrocinados vêm sendo percebidos, produzidos e tensionados atualmente.

De acordo com o report, a publicidade deixou de ocupar espaços delimitados e passa a operar de forma contínua, integrada ao conteúdo e mediada por creators, algoritmos e novas tecnologias. Nesse cenário, o problema não está na presença das marcas, mas na forma como elas se inserem nas narrativas: hoje, 85% dos consumidores pulam publicidades quando percebem que são forçadas ou artificiais, e 30% afirmam perder a confiança no influenciador após experiências negativas com conteúdo patrocinado.

“Os brasileiros passam, em média, mais de nove horas por dia online, em um ambiente altamente competitivo pela atenção. Com isso, a publicidade deixa de ser uma interrupção e passa a ocupar o centro da experiência de consumo de conteúdo, integrada às narrativas que circulam nas redes. O nosso report observa que o público não rejeita a publicidade em si, mas, sim, a falta de contexto, de coerência e de verdade. A atenção virou um ativo escasso e só permanece quem faz sentido dentro da história”, afirma Giovana Viscardi, sócia da Nozy Content Agency.

Entre os formatos que mais engajam, destacam-se conteúdos que priorizam entretenimento e experiência: 58% do público prefere abordagens com humor e leveza, 44% valorizam narrativas conectadas a situações reais e 42% confiam mais em reviews sinceros. O dado reforça uma lógica crescente no mercado: conteúdo primeiro, produto depois.

Outro ponto de atenção levantado pelo estudo é o uso da inteligência artificial na publicidade. Embora 95% dos entrevistados já utilizem IA no dia a dia, 86% demonstram desconfiança em relação à sua aplicação em campanhas, e 65% acreditam que marcas deveriam deixar explícito quando a tecnologia é utilizada. Para os pesquisadores, o desafio não está na tecnologia em si, mas na transparência e na manutenção da percepção de humanidade na comunicação.

“O futuro da publicidade não está em desaparecer, mas em se transformar. Sabemos que o mercado muda o tempo todo e que prever o futuro com precisão é impossível, mas estudos como esse ajudam a organizar sinais, entender o comportamento do público e ajudar marcas na construção da narrativa. A colaboração da Cigarra foi essencial nesse processo, justamente pela nossa expertise no mercado de influenciadores e pela proximidade com a prática real do setor”, declara Vivian Hipólito, sócia da Cigarra Buzz Agency.

Com base em três frentes de análise – público, criadores e agências – o report aponta que o mercado caminha para um modelo mais maduro, onde relevância cultural, responsabilidade e coerência passam a ser tão importantes quanto performance e alcance. Mais do que disputar atenção, as marcas precisam, agora, justificar sua presença.

Mais do que mapear tendências, “O Futuro das Publis” busca compreender o presente — analisando comportamentos, expectativas e contradições que moldam a relação entre marcas, creators e audiência. Ao reunir dados, análises e diferentes perspectivas de mercado, o material se posiciona como uma ferramenta para marcas, agências e criadores que buscam desenvolver comunicações mais relevantes, autênticas e conectadas com o público.

*Estudo de Marketing de Influencers 2025, elaborado pela HypeAuditor em parceria com a ESPM (Escola Superior de Propaganda e Marketing).

PMEs batem recorde de vendas no setor alimentício na semana de  Páscoa com alta de 27%

Pequenas e médias empresas demonstraram fôlego e estratégia na Semana de Páscoa de 2026, entre 30 de março e 05 de abril, com um desempenho expressivo que resultou em aproximadamente 6,3 milhões de vendas realizadas e R$ 1,23 bilhão transacionados, segundo levantamento da Olist, ecossistema focado em soluções de e-commerce para PMEs.

O número representa um crescimento de 27% em relação ao mesmo período do ano anterior, evidenciando que, mesmo diante de um cenário macroeconômico mais desafiador. O ticket médio foi de R$ 194 por transação. Produtos como balas, chicletes, marshmallows e chocolate lideraram a preferência do público. 

Geograficamente, os estados de São Paulo, Minas Gerais, Paraná e Santa Catarina concentraram 77% das vendas, registrando variação de 3% no mesmo período do ano anterior.  Mesmo com a alta dos preços, com os chocolates figurando entre os itens mais pressionados, o sucesso das PMEs durante a Páscoa se explica por estratégias de antecipação, foco em experiência de compra e diferenciação. Para Fábio Gallo, COO da Olist, a chave está em planejar com antecedência e explorar os diferenciais que só os pequenos negócios conseguem entregar.

“Mesmo quando o preço não é o principal atrativo, datas como a Páscoa continuam sendo oportunidades estratégicas para os pequenos negócios”, afirma Gallo. “Com antecedência, criatividade e foco na experiência do consumidor, é possível gerar valor e conquistar clientes”, destaca.

Gallo ainda ressalta que quem se prepara com meses de antecedência tem mais chances de negociar bem com fornecedores, criar campanhas relevantes e evitar decisões de última hora. A experiência de compra também é um diferencial importante, com destaque para o atendimento próximo, embalagens cuidadosas, entregas ágeis e comunicação humanizada, elementos que contribuem para fidelizar o consumidor.

Além disso, contar a história por trás dos produtos, explorando o poder do storytelling, ajuda a criar conexões emocionais com o público. “Consumidores estão mais atentos à origem do que compram, e isso pode ser decisivo no momento da escolha”, reforça.

Amazon Brasil lança a ‘Central da Torcida’, página dedicada aos fãs de esportes

A Amazon Brasil anuncia hoje o lançamento da “Central da Torcida”, uma página exclusiva criada para ser o destino de compras para os torcedores brasileiros que se preparam para grandes eventosesportivos. A iniciativa reforça o compromisso da Amazon em oferecer um portfólio completo de produtos que atende a todas as paixões e necessidades dos clientes, combinando conveniência e preços competitivos em um só lugar.

A “Central da Torcida” foi projetada para facilitar a vida dos torcedores, reunindo em uma única página tudo o que é preciso para trazer para casa toda a energia da torcida. Os fãs de esportes encontrarão uma vasta seleção de produtos, incluindoTVs de última geração e sistemas de áudio para não perder nenhum lance, colecionáveis como álbuns de figurinhas licenciados, e uma linha exclusiva de vestuário, com produtos oficiais licenciados da FIFA e artigos esportivos. Além disso, a páginadisponibiliza itens de casa e decoração temáticos para transformar o ambiente.

“Sabemos que o brasileiro é apaixonado por esportes, especialmente pelo futebol, e que a celebração vai muito além dos 90 minutos. A ‘Central da Torcida’ nasce do nosso desejo de fazer parte dessa festa, oferecendo a melhor seleção e a maiorconveniência para que nossos clientes encontrem tudo o que precisam para torcer e celebrar”, afirma Ricardo Perez, diretor de Varejo na Amazon Brasil. “Este lançamento está diretamente conectado à nossa missão de oferecer uma ótima experiência decompra aos nossos clientes, combinando tecnologia e um profundo entendimento local para criar momentos memoráveis em ocasiões culturalmente relevantes para o país.”

A página contará com ofertas e cupons exclusivos em todas as categorias ao longo do ano, incluindo datas importantes como as promoções de 5.5 e 6.6. Como parte da experiência, a Amazon se uniu a 16 criadores de conteúdo do seu programa deAssociados, que farão uma curadoria especial de produtos em suas próprias vitrines dentro da “Central da Torcida”. A iniciativa oferece aos clientes dicas e recomendações, ao mesmo tempo em que gera novas oportunidades para os criadores engajarem suasaudiências.

A ‘Central da Torcida’ é uma iniciativa de longo prazo, projetada para futuros eventos esportivos, consolidando a Amazon como a casa do torcedor brasileiro. Para conhecer a seleção de produtos disponíveis, acessewww.amazon.com.br/centraldatorcida.

Para os momentos de última hora, a Amazon também oferece o Amazon Now, serviço que permite receber produtos selecionados em até 15 minutos em regiões específicas.

Revenue Intelligence é o novo BI? Por que as áreas de vendas estão virando centros de dados

Por anos, empresas investiram em BI para entender o que estava acontecendo, com dashboards, relatórios e cruzamento de bases. Funcionou até certo ponto. O problema é que boa parte dos dados que realmente importam nunca chegaram a nenhum sistema, ficando presos em conversas e trocas.

Em reuniões de vendas, ligações e trocas de mensagens, o cliente fala tudo: objeções reais, concorrentes que está avaliando, prazo de decisões, orçamentos que ainda não foram aprovados. São dados de pipeline, de inteligência competitiva e de timing. E nenhum deles vai automaticamente para o CRM.

O que vai para o CRM é o que o vendedor lembrou de digitar depois da reunião, no meio de outras inúmeras tarefas. Ou seja, é um recorte parcial e até defasado da realidade. E é sobre esse recorte que gestores fazem forecast, CS prioriza contas em risco e CROs projetam as próximas receitas. 

É aí, diante desses pontos desfalcados, que Revenue Intelligence aparece com a capacidade de transformar interações comerciais em dados estruturados que alimentam decisões estratégicas, transformando todo o ciclo de vendas e receitas de uma empresa.

Enquanto o BI parte de informações já registradas, Revenue Intelligence captura o dado no momento em que ele nasce, seja em uma fala do cliente ou nos padrões que só aparecem quando você junta centenas de conversas e consegue enxergar o que está acontecendo de verdade.

Além disso, essa inteligência não serve só para vendas. Ela conecta o que o cliente diz na prospecção com o que o CS precisa saber para a retenção, conecta o padrão de objeções com o conteúdo que o marketing deve produzir. Ou seja, é uma inteligência compartilhada entre times que, muitas vezes, operam de forma segmentada.

Empresas B2B com vendas complexas geram diariamente um volume imenso de dados não estruturados. Cada interação comercial contém informações valiosas sobre o mercado, concorrência, comportamento de compra do cliente e possíveis gargalos processuais. O desafio é que, frequentemente, esse dado é tratado apenas como parte de uma conversa.

Quando você começa a estruturar esse dado com segurança e integração aos sistemas que já existem, a área de vendas passa a funcionar como um centro de dados no sentido estratégico: um lugar de onde saem insights que orientam decisões estratégicas de toda a empresa.

Porém, é muito importante ressaltar que dados sem segurança não são ativos, são riscos. Sempre que se fala em captura de conversas, a pergunta sobre segurança é imediata (e legítima). A conversa com o cliente talvez seja o ativo mais sensível de uma operação comercial, tratar esse dado com o mesmo rigor que se trata uma base financeira é o mínimo que qualquer empresa séria deveria exigir das ferramentas que adota. 

Por fim, as melhores informações sobre o seu cliente já estão na sua empresa, nas conversas e trocas que acontecem todos os dias. A questão é o que você está fazendo com elas.  Sempre lembrando que criptografia e conformidade com a LGPD não são diferenciais, são requisitos. Qualquer plataforma que trata Revenue Intelligence com seriedade precisa ter isso como ponto de partida.

Thais Sterenberg é CEO e Cofundadora da Elephan.ai, plataforma mais completa de inteligência de receita para empresas B2B. Especialista em Growth e receita, pós-graduada em Marketing (ESPM), a executiva é ex-Danone e Nestlé, foi sócia/CMO da Fix e construiu do zero o B2B Growth do QuintoAndar. Atua ainda como professora e mentora, além de ser cofundadora do ecossistema Mulheres de Growth. Foi reconhecida como Top 10 Female Founders to Watch (Aurora Tech Awards).