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Maioria dos profissionais já tiveram boas ideias com IA, mas 9 em cada 10 sentem que ainda não conseguem executá-las

Aparentemente, ter boas ideias envolvendo a inteligência artificial não parece ser um problema dentro das empresas brasileiras — mas executá-las, sim.

Durante um estudo recente, que ouviu profissionais de diferentes áreas e regiões, 88% dos brasileiros ouvidos disseram já ter pensado em criar produtos, automações ou soluções promissoras com IA, mas esbarraram na dificuldade de colocá-los em prática.  

Os dados são da Conquer, escola de negócios que oferece cursos de liderança e desenvolvimento profissional e que, nas últimas semanas, investigou como pessoas de setores variados utilizam a IA no dia a dia, entre o uso de agentes e os desafios para passar do uso básico a aplicações mais estratégicas. 

Na prática, embora a tecnologia já esteja bastante presente na rotina corporativa, o estudo mostra que boa parte dos profissionais ainda se encontram em estágios iniciais de uso: 56,6% se definiriam, hoje, como usuários de nível “básico”, recorrendo às ferramentas para tarefas pontuais, como produzir textos, gerar imagens e responder perguntas. 

Quais os principais usos da IA no ambiente de trabalho em 2026? 

Se, há alguns anos, o uso da inteligência artificial estava restrito a certas áreas, em 2026, é possível dizer que tais tecnologias já se consolidaram no dia a dia de muitas empresas brasileiras — movimento que, como evidencia a Conquer, deixou de ser novidade para se tornar parte da rotina em diferentes setores e funções. 

Quando questionados pela escola de negócios, a maioria dos profissionais confirmaram que interagem com essas ferramentas há algum tempo. De acordo com o estudo, 30,4% deles já utilizam IA por cerca de seis meses a um ano, enquanto 41% afirmaram fazer uso de soluções como o ChatGPT e Gemini há mais de um ano, indicando uma adoção consistente dentro dos escritórios. 

Em um contexto descrito por muitos como a “era da IA agêntica”, mais do que presente, a tecnologia também vem ganhando novas camadas de aplicação no ambiente corporativo. Quando o assunto são os agentes de IA, por exemplo, 55,8% dos entrevistados compartilharam utilizá-los no dia a dia para a geração de conteúdo, bem como para analisar dados, extrair insights e elaborar relatórios (47,2%). 

Outros impactos dos agentes também reforçam o papel da IA na organização profissional. Isso porque, dos respondentes, 4 em cada 10 utilizam essas ferramentas para organizar tarefas, agendas e demandas do dia a dia, enquanto 38,2% recorrem à tecnologia durante o atendimento ao cliente, por meio de respostas automáticas e chatbots. 

Brasileiros têm boas ideias envolvendo a IA, mas ainda esbarram na execução 

Mesmo presente na rotina dos times e equipes, algo que o levantamento da Conquer descobriu é que, em um momento de alta popularidade da IA, muitos profissionais ainda se veem em um estágio inicial de uso da tecnologia, recorrendo às ferramentas principalmente para tarefas simples — sem explorá-las para criar soluções, integrações ou aplicações mais avançadas.

Ao refletirem sobre a própria relação com tais tecnologias, por exemplo, a maioria dos respondentes se definem como “usuários de IA”, grupo que reconhece utilizar plataformas como ChatGPT apenas para demandas pontuais, como escrever textos, responder dúvidas ou gerar ideias (56,6%). Já 26,4% se consideram “exploradores”, buscando novas ferramentas e testando algumas automações simples no dia a dia. 

Na outra ponta, os chamados “construtores de soluções” — isso é, aqueles que vão além do uso básico e de fato constroem com apoio da tecnologia — ainda são minoria.

Ao longo do estudo, aliás, apenas 11,6% dos profissionais afirmaram utilizar a IA de forma avançada, criando soluções próprias ou desenvolvendo aplicações estruturadas. O número explica uma dor compartilhada por 9 em cada 10 respondentes: a sensação de ter ideias promissoras, mas ainda não ser capaz de colocá-las em prática. 

Afinal, o que impede os profissionais de evoluírem no uso da IA? 

Na prática, tal descompasso entre ter boas ideias e executá-las não acontece por acaso. Entre os obstáculos citados, por exemplo, estariam a falta de conhecimento técnico (41%), a maior das dores, a dificuldade em escolher as ferramentas mais adequadas (32%) e, ainda, a ausência de incentivo por parte das empresas (21,6%), apenas alguns dos fatores que acabam limitando o avanço no uso estratégico da tecnologia.

A constatação, vale dizer, vem acompanhada de um alerta. Para 80% dos entrevistados, nos próximos anos, profissionais que apenas utilizam IA devem ser substituídos por aqueles que sabem idealizar, modelar e construir projetos com ajuda da tecnologia, o que reforçaria a urgência de desenvolver novas habilidades para se manter relevante e competitivo.  

“Embora muitas pessoas abandonem ideias relevantes devido à falta de conhecimento técnico, a boa notícia é que, graças às plataformas no-code e low-code, todo profissional pode criar e construir com ajuda da IA mesmo sem dominar a programação”, comenta Juliana Alencar, Diretora de Marketing da Conquer. “É um pouco do que abordaremos no Conquer AI Summit, encontro gratuito que acontece em 22 e 23 de abril e mostrará como estruturar uma solução do zero, preparando as pessoas para o futuro da IA dentro e fora das empresas”. 

Metodologia 

Para compreender como os brasileiros usam a IA no trabalho, nas últimas semanas, foram entrevistados 500 profissionais (maiores de 18 anos) residentes em todas as regiões e conectados à internet. O índice de confiabilidade foi de 95%, e a margem de erro foi de 3,3 pontos percentuais.

Ao todo, os respondentes tiveram acesso a 8 questões, em que puderam avaliar os próprios perfis enquanto usuários, seus níveis de entendimento em relação às ferramentas e as principais dores quando o assunto é a IA. A organização das respostas possibilitou a criação de diferentes rankings, nos quais você confere cada alternativa apontada pelos entrevistados.

4 maneiras de usar a IA no processo de recrutamento e seleção

A Inteligência Artificial já cumpre funções indispensáveis nos times de recursos humanos, diante da demanda crescente por processos ágeis, baseados em dados e centrados no candidato. Quase metade (46%) dos profissionais brasileiros de RH afirmam usar a IA diariamente em suas funções, um índice bem acima da média global (29%) e o mais alto entre os países analisados, segundo um estudo do LinkedIn.

A demanda por profissionais qualificados cresceu, a competição entre empresas aumentou e a pressão por contratações mais rápidas e bem-feitas nunca foi tão alta. Mas, embora o tema esteja em evidência, ainda é raro encontrar orientações práticas e aplicáveis, que possam explicar exatamente como a ferramenta pode ser útil para quem está na linha de frente do recrutamento. 

“O grande trunfo da IA nos recursos humanos é a capacidade de melhorar a triagem e ampliar a capacidade analítica dos recrutadores, sem substituir o olhar humano. Essa redução de gargalos operacionais faz dela indispensável”, comenta Christian Pedrosa, fundador e CEO da DigAÍ.

A seguir, o executivo destaca quatro processos que a IA pode otimizar no dia a dia dos processos seletivos:

1- Triagem inteligente de currículos e critérios ajustáveis à vaga

A primeira grande dor dos recrutadores é o volume; às vezes, há centenas de currículos para analisar em poucas horas. Soluções de IA conseguem fazer essa triagem de forma rápida e parametrizada, identificando palavras-chave, experiências relevantes e até compatibilidade com requisitos específicos. 

Diferente dos filtros tradicionais, a IA aprende com cada ajuste feito pelo RH, refinando a análise e reduzindo o risco de perder candidatos qualificados que não seguem um padrão tradicional de currículo.

2- Entrevistas automatizadas que analisam mais do que respostas

Os modelos de linguagem e as tecnologias de análise comportamental já são capazes de realizar entrevistas preliminares automatizadas, que avaliam coerência, clareza, raciocínio e até sinais de comunicação não verbal. A partir de sinais vocais quase imperceptíveis e da forma como cada resposta é construída, avalia-se inclusive se há contraste entre o que se diz e como se diz.

Isso torna mais evidentes comportamentos artificiais, como tom engessado ou respostas decoradas, e ajuda as empresas a reduzir vieses. Embora não substituam uma entrevista humana, essas características também ajudam a pré-selecionar candidatos mais alinhados, agilizando etapas e liberando o RH para conversas mais estratégicas.

3- Avaliação preditiva baseada em dados reais da empresa

Outra aplicação poderosa é o uso da IA para analisar o histórico de talentos da própria organização. Que características os colaboradores de alta performance têm em comum? Quais habilidades tendem a se traduzir em bons resultados em determinadas áreas? 

A partir desse diagnóstico, a tecnologia consegue indicar o potencial de fit dos candidatos com a equipe, a cultura e as demandas da função. Isso cria processos seletivos mais assertivos, com menos turnover e mais confiança nas escolhas.

4- Experiência do candidato mais humana (sim, com ajuda da IA)

Apesar de parecer paradoxal, a IA também melhora a percepção do candidato sobre o processo. Respostas mais rápidas, atualizações automáticas sobre etapas, orientações personalizadas e comunicação clara fazem com que o candidato se sinta valorizado, algo essencial em um mercado em que reputação empregadora é diferencial. Para o RH, isso reduz retrabalho, diminui dúvidas recorrentes e garante processos mais organizados.

“A adoção de IA no recrutamento já se consolidou como parte dos processos de recrutamento na forma como empresas atraem e selecionam talentos. Ela permite que o RH se dedique a funções mais centradas em relacionamento e decisão, ficando a cargo da tecnologia o trabalho de rotina, análise e de escala”, finaliza Pedrosa. 

Varejo brasileiro acelera reinvenção com crédito inteligente, omnichannel avançado e consumidor mais seletivo

O varejo brasileiro entra em 2026 consolidando uma nova fase de maturidade, marcada pela integração total entre canais físicos e digitais, expansão de modelos de crédito mais acessíveis e um consumidor mais exigente e racional. Em meio a juros ainda elevados e maior seletividade no consumo, empresas do setor aceleram investimentos em tecnologia, dados e experiência do cliente para garantir competitividade e crescimento sustentável. A transformação digital, que ganhou força durante a pandemia, deixou de ser diferencial e passou a ser pré-requisito no varejo.

Em 2026, o conceito de omnichannel evolui para uma integração quase invisível entre canais, com consumidores transitando de forma fluida entre lojas físicas, aplicativos, marketplaces e redes sociais. Dados recentes publicados indicam que mais de 70% dos consumidores brasileiros utilizam múltiplos canais antes de concluir uma compra, reforçando a necessidade de estratégias integradas. Ao mesmo tempo, o varejo físico ressurge com força, agora reposicionado como ponto de experiência, retirada e relacionamento.

Outro vetor central de crescimento é o crédito para consumo. Com a desaceleração gradual da inflação e ajustes na política monetária, varejistas ampliam ofertas de financiamento próprio, crediário digital e soluções “compre agora, pague depois” (BNPL), mirando principalmente as classes emergentes e consumidores com acesso limitado ao crédito tradicional.

Nesse cenário, a inteligência de dados ganha protagonismo. Empresas passam a utilizar analytics avançado para personalizar ofertas, prever comportamento de compra e otimizar estoques, reduzindo custos operacionais em um ambiente de margens pressionadas. Além disso, o consumidor de 2026 apresenta um perfil mais consciente: pesquisa mais, compara preços e valoriza marcas que oferecem transparência, conveniência e propósito. Sustentabilidade, reputação e experiência passaram a influenciar diretamente a decisão de compra.

“Estamos vivendo uma nova virada no varejo brasileiro. Não é mais sobre ser físico ou digital, é sobre ser eficiente, acessível e relevante para um consumidor que está muito mais criterioso”, afirma Ricardo Nunes, fundador do Grupo R1 e da Ricardo Eletro.

“O crédito voltou a ser protagonista, mas com uma nova cara. Hoje, tecnologia e dados permitem oferecer soluções mais inteligentes, com menor risco e maior inclusão. Quem souber usar isso com responsabilidade vai liderar o mercado”, completa.

Segundo o empresário, o maior desafio do setor está na execução: “Muitos falam de inovação, mas poucos conseguem transformar isso em resultado real. O varejo de sucesso em 2026 é aquele que consegue integrar operação, tecnologia e estratégia de forma simples e eficiente.”

Ricardo Nunes é um dos nomes mais emblemáticos do varejo brasileiro. Fundador da Ricardo Eletro construiu uma das maiores redes de eletrodomésticos do país, com forte presença nacional e atuação marcante no modelo de vendas populares e acesso ao crédito. Atualmente à frente do Grupo R1, mantém atuação ativa no setor, acompanhando de perto as transformações do varejo e novos modelos de consumo.

Especialistas apontam que o varejo brasileiro deve crescer entre 3% e 5% em 2026, com destaque para segmentos como eletroeletrônicos, bens duráveis e marketplaces. A penetração do e-commerce deve ultrapassar 20% do total das vendas, enquanto o varejo físico seguirá relevante, especialmente em regiões fora dos grandes centros.

A tendência é de consolidação do setor, com fusões, aquisições e reestruturações financeiras entre grandes players, além da entrada de novos modelos de negócio baseados em tecnologia e serviços financeiros.

Inside Fashion Business reúne empresários do Tik Tok, Riachuelo, Dafiti, AZZAS 2154, Dass e Alpargatas para discutir tendências e o futuro da moda

O mercado de moda brasileiro segue em transformação acelerada, impulsionado pela digitalização, pela evolução do comportamento do consumidor e pela busca por modelos mais sustentáveis. O setor movimenta mais de R$ 230 bilhões ao ano no país e está entre os cinco maiores mercados têxteis do mundo. Ao mesmo tempo, cresce a demanda por experiências omnichannel, personalização e transparência nas cadeias produtivas, enquanto a inteligência artificial começa a redefinir desde a criação até a gestão de estoques e relacionamento com o cliente.

Globalmente, a indústria da moda também vive um momento de inflexão: o avanço do resale, a ascensão do consumidor orientado por valor e a integração entre físico e digital apontam para um novo ciclo de crescimento mais eficiente e orientado por dados. No Brasil, esse movimento se reflete no aumento do consumo híbrido, na expansão de marketplaces e no fortalecimento de marcas que combinam propósito, tecnologia e agilidade operacional.

É neste contexto que o Inside Fashion Business 2026 chega à sua terceira edição como um dos principais encontros estratégicos do setor no país. Promovido pela Gouvêa Experience, o evento será realizado no dia 27 de abril, no auditório da TOTVS, em São Paulo, reunindo executivos, especialistas e lideranças para discutir os desafios e as oportunidades que estão redesenhando a indústria da moda.

Ao longo de um dia completo de programação, o evento propõe uma imersão em temas centrais como inteligência artificial, omniconsumo, dados proprietários, sustentabilidade, novos formatos de varejo e a evolução da cadeia de valor da moda. A iniciativa reforça o papel da Gouvêa Experience como plataforma de conexão, conteúdo e geração de negócios no ecossistema de varejo e consumo.

A abertura será conduzida por Ana Paula Rocha, diretora-executiva da Gouvêa Experience, ao lado de Elói Assis, diretor-executivo de Varejo e Distribuição da TOTVS, trazendo uma visão estratégica sobre o momento atual do setor.

Na sequência, o painel “Crescer em Cenários Incertos” reúne lideranças como José Luís, CEO do Grupo HOPE, e Giuliano Donini, CEO da Marisol, com moderação de Marcos Gouvêa, para discutir os desafios e caminhos de crescimento na cadeia de valor da moda no Brasil.

A inteligência artificial ganha protagonismo ao longo do evento, especialmente no painel “Agentic AI: Inteligência Artificial com Ganho Real”, que traz nomes como Eric Chien, do TikTok Shop Brasil, Mauricio Bastos, da AZZAS 2154, e Yuri Gricheno, CEO e cofundador da Insider. A discussão aborda como a IA está impactando diretamente a eficiência dos negócios e a experiência do consumidor.

Outro destaque é o painel sobre a reconfiguração da força de trabalho em tempos de IA, com moderação de Roberta Andrade, trazendo reflexões sobre talentos, cultura organizacional e novas competências exigidas pelo mercado.

Em seguida, o conteúdo ganha novas perspectivas com a palestra “O Futuro do Luxo”, apresentada por Mariana Santiloni, da WGSN, que analisa as transformações no mercado global e o avanço de experiências e serviços como novos marcadores de status.

O comportamento do consumidor será tema central do painel “Value-Driven Consumer”, que reúne Daniel Milaré (Grupo Dass), Gabriela Silvarolli (Corello) e Daniel Soares (Dafiti) para discutir o que realmente influencia a percepção de valor e o vínculo com as marcas.

A agenda também destaca a sustentabilidade como eixo estratégico, no painel mediado por Edmundo Lima, da ABVTEX, com participações de Taciana Abreu (Riachuelo) e Maria Augusta Bottino (Alpargatas), além das discussões sobre a transformação dos espaços físicos com tecnologia e serviços, com Jéssica Menali (Panobianco) e Silvina Mirabella (EssilorLuxottica).

Encerrando o encontro, o painel final aborda a integração como caminho para o futuro da cadeia de valor da moda no Brasil, consolidando as principais reflexões do dia e reforçando a necessidade de colaboração entre indústria, varejo e tecnologia.

Mais do que um evento, o Inside Fashion Business se posiciona como um hub de inteligência e relacionamento, conectando os principais decisores do setor para antecipar tendências, compartilhar experiências e impulsionar a transformação do varejo de moda.

Shoppings superam concorrência de e-commerce e se consolidam como centro de serviços, entretenimento e convivência

O avanço do comércio eletrônico no Brasil caminha lado a lado com a experiência que o cliente busca em grandes centros de compras como os shoppings. Em vez de se tornar concorrente, o e-commerce evidenciou a força de um varejo cada vez mais integrado, de modo especial no pós-pandemia. Longe de uma disputa direta, os dois canais evoluem de forma complementar, refletindo uma jornada de consumo cada vez mais híbrida e centrada no cliente. É o que aponta Glaydson Trovão, superintendente do Londrina Norte Shopping.

Enquanto o e-commerce brasileiro faturou mais de R$ 204 bilhões em 2024, com crescimento superior a 10% ao ano e projeções que ultrapassam R$ 230 bilhões, os shoppings centers também atingiram um marco histórico ao superar R$ 200 bilhões em vendas em 2025, consolidando sua presença física em mais de 650 empreendimentos espalhados pelo país. Aliás, dados da Associação Brasileira de Shopping Centers (Abrasce) apontam que a taxa média de ocupação dos shopping centers no Brasil está em torno de 95,4%.

“Esse cenário reforça que o crescimento do digital não substitui o físico, mas amplia o ecossistema do varejo. O e-commerce se fortaleceu como canal de conveniência, impulsionado por logística eficiente, variedade de oferta e facilidade de compra. Ao mesmo tempo, os shopping centers seguem como espaços estratégicos de experiência, reunindo varejo, serviços e entretenimento em um único ambiente, com fluxo constante de consumidores e forte presença nas principais cidades brasileiras”, pondera Glaydson Trovão.

Na prática, conforme o superintendente do Londrina Norte Shopping, o comportamento do consumidor demonstra que a jornada de compra deixou de ser linear. “O cliente pesquisa online, compara preços e avalia opções, mas ainda valoriza o contato físico, o atendimento personalizado e a possibilidade de experimentar produtos antes da decisão final. Nesse contexto, os shoppings assumem o papel de hubs multifuncionais, conectando diferentes etapas da jornada e ampliando o tempo de permanência do consumidor com experiências que vão além da compra.”

Experiência e convivência

O setor de shopping centers, inclusive, tem demonstrado resiliência e capacidade de adaptação. “Mesmo diante do crescimento acelerado do digital, o setor mantém expansão gradual, alta taxa de ocupação e constante renovação do mix de lojas. Esse movimento evidencia a confiança de marcas e investidores no modelo, que se reinventa ao incorporar novas demandas e formatos de consumo”, avalia Glaydson.

O superintendente afirma ainda que, mais do que centros de compras, os shoppings evoluíram para plataformas completas de convivência. “Serviços de saúde, academias, espaços de coworking, gastronomia diversificada e atrações de lazer ampliam o papel desses empreendimentos na rotina das pessoas. Essa multifuncionalidade reforça sua relevância como destinos frequentes, e não apenas ocasionais”, ressalta.

Fator humano

Há ainda um aspecto que diferencia de forma definitiva os shopping centers do e-commerce: o fator humano. “O shopping é, essencialmente, o lugar do encontro de famílias, amigos e comunidades. É onde experiências são compartilhadas, onde o consumo se mistura com lazer, cultura e convivência. No caso do Londrina Norte Shopping, somos o ponto de encontro na zona norte da cidade. Essa dimensão social, sensorial e emocional não pode ser replicada por plataformas digitais. O e-commerce entrega eficiência e conveniência, mas não substitui o valor do contato, da presença e da vivência coletiva que os espaços físicos proporcionam”, comenta Glaydson.

Por outro lado, o digital segue como um aliado estratégico, inclusive para os shoppings. “O e-commerce amplia o alcance das marcas, facilita o acesso a produtos e fortalece o relacionamento com o consumidor. Integrado ao físico, ele potencializa resultados e contribui para uma experiência mais fluida e personalizada.” Dessa forma, segundo o superintendente, o varejo brasileiro avança para um modelo integrado, no qual experiência e conveniência caminham juntas. “Nesse cenário, os shoppings não apenas mantêm sua importância, como se consolidam como protagonistas de uma jornada de consumo mais completa, humana e conectada às novas expectativas da sociedade.”

Visa apresenta novos serviços para modernizar o processo de resolução de disputas

A Visa (NYSE: V), líder global em pagamentos digitais, anunciou seis novas ferramentas de resolução de disputas, desenvolvidas para reduzir a perda de bilhões de dólares a cada ano em razão de processos ineficientes e obsoletos. O portfólio ampliado de serviços de resolução de disputas busca ajudar estabelecimentos comerciais e instituições financeiras a reduzirem custos administrativos, diminuírem os prejuízos com fraude e realocarem esses recursos para crescer, inovar e melhorar a experiência do cliente.

As disputas continuam sendo um dos pontos de fricção mais persistentes no comércio, elevando os custos dos estabelecimentos comerciais e das instituições financeiras, causando frustração e dúvidas nos consumidores. Em 2025, a Visa processou 106 milhões de disputas mundialmente, número recorde que representa um aumento de 35% desde 2019.

“A gestão de disputas está deixando de ser uma atividade administrativa para se tornar uma prioridade estratégica, impulsionada pelo aumento dos volumes, do rigor regulatório e da pressão para preservar a experiência do cliente”, disse Sam Abadir, diretor de pesquisa, risco, conformidade e crimes financeiros da IDC Financial Insights. “As instituições que continuam gerenciando disputas por meio de processos fragmentados e manuais estão abrindo mão de receitas irrecuperáveis, e absorvendo custos que os fluxos de trabalho modernos poderiam eliminar”.

Por exemplo, no dia a dia, uma ação aparentemente simples pode escalar rapidamente. Alguns consumidores podem contestar uma cobrança porque não reconhecem o nome da empresa, sem saber que se trata do nome oficial da filial onde fizeram a compra. Outros podem contestar cobranças vinculadas a uma assinatura difícil de cancelar. Por trás de cada caso, há processos que consomem tempo e dinheiro dos bancos e dos estabelecimentos comerciais. Hoje, porém, é possível reduzir esses esforços usando ferramentas modernas que agilizam e automatizam processos, agilizando a resposta e agregando clareza a todos os atores.

Ferramentas novas e aprimoradas de resolução de disputas para estabelecimentos comerciais

  • Resolução eficiente de disputas: Dispute Resolution Network otimiza a gestão prévia da disputa para que os estabelecimentos comerciais evitem que um caso escale e se transforme em disputa, acelerando a resolução e reduzindo a carga operacional. O piloto já está disponível, e a implementação geral está prevista para o final de 2026.
  • Recuperação de receita impulsionada por IA: Dispute Recovery Manager automatiza a resposta dos estabelecimentos comerciais aos pedidos de estorno, gerenciando disputas com respostas baseadas em inteligência artificial generativa (GenAI, na sigla em inglês) e fornecendo uma pontuação preditiva da probabilidade de sucesso para maximizar a recuperação. O piloto será expandido até o final de 2026.
  • Prevenção proativa de disputas: Order Insight ajuda a prevenir disputas desnecessárias ao mostrar detalhes das transações e esclarecer dúvidas sobre cobranças legítimas. Com a atualização de abril de 2026, os estabelecimentos comerciais poderão utilizar a solução Compelling Evidence 3.0 dentro de Order Insight para compartilhar evidências com os bancos sobre transações suspeitas, filtrando os casos com baixa probabilidade de avançar no processo.

Ferramentas novas e aprimoradas de resolução de disputas para emissores e credenciadores

  • Empoderamento de agentes: Dispute Intelligence é movida por modelos preditivos de IA e auxilia na análise de cada caso com uma visão abrangente da rede. Os agentes utilizam dados globais de transações e disputas da Visa para tomar decisões mais informadas. Já disponível de forma geral.
  • Revisão otimizada: Dispute Doc Analyzer utiliza IA para eliminar a revisão manual de documentos nas respostas pré-arbitragem dos analistas dos emissores. A ferramenta analisa anexos e resume e estrutura os principais dados, ajudando a reduzir tarefas manuais demoradas e a aumentar a eficiência das tomadas de decisão. Já disponível de forma geral. Para os credenciadores, Doc Analyzer permite que o questionário de resposta a disputas seja preenchido em segundos em nome dos seus estabelecimentos comerciais. A ferramenta estará disponível para os credenciadores no final de abril.
  • Plataforma de disputas impulsionada por IA: Visa Dispute Case Manager incorpora funcionalidades de IA para unificar fluxos de trabalho em uma plataforma centralizada que gerencia disputas em várias redes de cartão, do recebimento à resolução. Disponibilidade geral na América do Norte em 2026.

“As disputas geram pressão em cada parte do ecossistema de pagamentos, frustrando os consumidores e aumentando os custos e a complexidade para os estabelecimentos comerciais e as instituições financeiras”, disse Leonardo Collado, líder de serviços de valor agregado, Visa América Latina e Caribe. “Quando a tecnologia obsoleta não consegue acompanhar o ritmo das fraudes, elas passam despercebidas. Nosso portfólio ampliado de serviços de disputa oferece aos usuários a visibilidade que eles precisam para focar no que mais importa: atender os clientes, lançar novos produtos e expandir seu negócio”.

Shopee e Flamengo lançam segunda camisa exclusiva após recorde de vendas na plataforma

Shopee e o Clube de Regatas do Flamengo anunciam mais um produto em parceria, a nova Camisa Flamengo & Shopee 2026. Após o sucesso da linha comemorativa de 130 anos, que ultrapassou milhares de unidades vendidas e se tornou o item rubro-negro mais vendido na Shopee, as marcas lançam, no dia 16 de abril, mais uma camisa para o torcedor, com venda exclusiva no marketplace.

Na esteira das colaborações entre marcas, a iniciativa conecta a magnitude da maior torcida do mundo ao alcance e à inovação de um e-commerce acessado mensalmente por mais de um terço da população brasileira, com a peça disponível no preço promocional de lançamento por R$ 99,89, com cupom ou R$ 92,40 para pagamentos via Pix.

A nova camisa traz como diferencial um item licenciado de alta qualidade a um custo acessível ao torcedor, com a proposta de oferecer produtos cada vez mais alinhados às expectativas da torcida. A peça também se inspira em um marco histórico do clube, ao se tornar o primeiro brasileiro a conquistar o tetracampeonato do principal torneio da América, em novembro de 2025. Esse feito é representado pelas quatro estrelas nas costas da camisa, acompanhadas dos anos das conquistas (1981, 2019, 2022 e 2025), agregando valor simbólico e reforçando a identidade da coleção.

“A parceria entre Shopee e Flamengo vem sendo construída de forma consistente e já demonstra, na prática, como o e-commerce pode aproximar os torcedores de seus clubes. Os resultados observados em campanhas recentes reforçam o potencial de iniciativas que unem conveniência, acesso e experiências relevantes dentro da plataforma”, afirma Felipe Piringer, diretor de marketing da Shopee.

O lançamento destaca o momento positivo ao integrar-se a um ecossistema que valoriza alcance nacional e uma experiência completa para o torcedor, desde o primeiro contato até a finalização da compra. Esse movimento também se reflete no comportamento do público: as buscas pelo termo “Flamengo” cresceram 30% na plataforma após o início do patrocínio.

Histórico da Parceria

Os números das ativações de 2025 também comprovam esse avanço. Na campanha da data dupla 2.2, com cupons estampados nas camisas dos jogadores, mais de 220 mil cupons foram resgatados. Já na promoção de 1 ano de Shopee Grátis assinada pelo Flamengo, realizada em dezembro, foram 42 mil cupons resgatados, reforçando o alto nível de engajamento da torcida com iniciativas digitais.

Além disso, os dados de 2025 mostram a força da presença nacional do Flamengo dentro da plataforma. O Rio de Janeiro lidera o ranking de estados com maior volume de vendas e compras de itens do clube, seguido por Minas Gerais e São Paulo. Na sequência, aparecem Espírito Santo e Santa Catarina, mostrando que o interesse da torcida rubro-negra por produtos do time também está presente em diferentes regiões do país.

“Os números falam por si só e mostram o potencial da parceria entre Flamengo e Shopee. O lançamento de mais essa camisa exclusiva deixa claro onde está o nosso foco: ouvir e atender o torcedor rubro-negro que está espalhado por todo o Brasil com o apoio de parceiros estratégicos.”, destaca Marcos Senna, diretor comercial do Flamengo.

A união entre Shopee e Flamengo simboliza um cenário em que tecnologia, engajamento e a paixão pelo futebol caminham juntos para impulsionar soluções mais modernas, acessíveis e conectadas ao comportamento do público.

Serviço 

Produto: Camisa Flamengo & Shopee 2026
Data de lançamento: 16 de abril
Preço: R$ 99,89 (com cupom Pix: R$ 92,40)
Onde comprar: Link

VTEX coloca inteligência artificial no centro do e-commerce e anuncia nova era do comércio digital

A VTEX (NYSE: VTEX), empresa global líder em soluções de comércio digital, anuncia uma nova fase para o varejo digital ao redesenhar sua plataforma integrando a inteligência artificial em todas as suas frentes, da operação à experiência do cliente e à geração de receita. A evolução foi apresentada durante o VTEX DAY, como parte do VTEX Vision 2026, principal momento do ano em que a companhia revela sua visão de futuro.

Mais do que lançar novas soluções, a VTEX reposiciona o papel da tecnologia no comércio: a inteligência artificial deixa de ser uma camada adicional e passa a ser a base de toda a operação de marcas e varejistas. Na prática, isso significa uma mudança estrutural de um modelo centrado em tarefas manuais, para uma gestão orientada a resultados, estratégia e crescimento.

Durante o evento, a empresa apresentou um portfólio integrado que reorganiza o funcionamento do comércio digital a partir de três frentes: o VTEX Commerce Platform (gestão do comércio), o VTEX CX Platform (experiência do cliente), e o VTEX Ads Platform (monetização). As soluções atuam de forma orquestrada para simplificar operações complexas, aumentar a produtividade dos times envolvidos e gerar impacto direto em receita e margem.

“A inteligência artificial deixou de ser apenas uma ferramenta e passou a ser o coração da operação”, diz Geraldo Thomaz, fundador e co-CEO da VTEX. “Nosso objetivo é que cada interação, cada decisão e cada fluxo seja otimizado automaticamente, liberando os times para atividades estratégicas e oferecendo uma experiência mais ágil e personalizada para o cliente”, completa.

No campo operacional, o VTEX AI Workspace, o primeiro sistema operacional de comércio nativo em IA, redefine a forma como empresas gerenciam o e-commerce. A plataforma passa a operar de maneira conversacional, incorporando uma camada de agentes autônomos e especializados — em catálogo, promoções, busca e operações —, permitindo que decisões e análises sejam feitas em linguagem natural, enquanto agentes de IA executam tarefas, identificam oportunidades de forma proativa, implementam otimizações e automatizam fluxos – conectando operação e estratégia em tempo real.
 

Na experiência do cliente, o VTEX CX Platform marca uma ruptura com os modelos tradicionais de atendimento. Em vez de chatbots isolados, a solução utiliza múltiplos agentes de IA que atuam de forma independente e coordenada ao longo de toda a jornada, da descoberta à compra e ao pós-venda. Como principal entrega de inovação, o novo webchat interativo transforma o agente em um consultor proativo, com consciência de contexto em tempo real, capaz de interpretar as páginas navegadas, adaptar sua abordagem e interagir diretamente com a experiência. Esses agentes compreendem a intenção, apoiam decisões de compra e resolvem demandas de forma autônoma, além de conduzir ativamente o consumidor pelo funil, com navegação assistida, interações multimodais (voz e texto) e respostas gerativas contextualizadas nas páginas de produtos. O resultado são interações mais fluidas, eficientes e personalizadas, com impacto direto na conversão e na percepção de valor da marca.

Esse avanço se conecta diretamente ao movimento mais amplo liderado pela VTEX no campo do agentic commerce. Durante o VTEX Day, a empresa anunciou o suporte ao Universal Commerce Protocol (UCP) e uma parceria com o Google, que habilita vendas via Gemini e Google AI Mode. Nesse novo paradigma, assistentes de inteligência artificial deixam de apenas apoiar a navegação e passam a executar compras de forma autônoma em nome dos consumidores, transformando a jornada, que antes começava em sites ou aplicativos, em uma experiência que pode se iniciar e se concluir dentro de uma única interação conversacional.

Já na monetização, o VTEX Ads Platform amplia o papel do e-commerce como canal de receita, permitindo que varejistas transformem seus ambientes digitais em ativos de mídia, com novas fontes de receita e aumento de margens. A solução não se limita apenas a varejistas da base VTEX. Com o uso de IA, o anunciante recebe suporte para definição de planos de mídia, alocação de investimento, geração de criativos e otimizações automáticas de performance.

A novidade é uma experiência de gestão de campanha com IA para retail media. Em vez de processos manuais e fragmentados, o usuário passa a contar com um agente de IA que interpreta briefings, estrutura campanhas, apoia criação e ajuste de criativos, validações e otimização contínua, criando um fluxo ponta a ponta mais simples, rápido e eficiente.

Essa nova arquitetura reforça a atuação da VTEX de ponta a ponta no comércio digital, conectando experiência do cliente, eficiência operacional e aumento de margens. Com inteligência artificial aplicada, a companhia impulsiona eficiência, receita e geração de valor de forma coordenada.

“Com o VTEX Vision 2026, estamos transformando inteligência artificial em resultados tangíveis, capacitando empresas a converter complexidade operacional em vantagem competitiva e crescimento mensurável. A próxima geração do comércio será definida por quem consegue unir estratégia, execução e IA em toda a jornada, e nós estamos liderando isso”, afirma Mariano Gomide de Faria, fundador e Co-CEO da VTEX.

Com uma única infraestrutura que integra operações digitais B2B e B2C, experiência do cliente e retail media, a VTEX reforça seu posicionamento como plataforma que não apenas acompanha, mas redefine a forma como o comércio digital é operado, agora com a inteligência artificial no centro de tudo.

Sankhya anuncia 11ª aquisição e amplia o portfólio da plataforma EIP

A Sankhya, uma das principais fornecedoras de soluções em gestão do Brasil, anuncia a aquisição da Magis5, solução que centraliza e automatiza a gestão de produtos, pedidos e clientes em mais de 60 integrações nos principais marketplaces e lojas virtuais. Essa é a 11ª empresa a compor a plataforma da Sankhya, que conecta dados, pessoas e tecnologias, oferecendo uma gestão preditiva, colaborativa e completa.

“Estamos nos preparando para um grande salto de crescimento e a Magis5 tem um papel importante nesse processo e com o perfil exatamente que buscamos: uma grande sinergia com a nossa cultura, um robusto portfólio de serviços e tecnologia de ponta e atuação em um mercado extremamente pujante, que é o ecommerce. A solução da Magis5 se encaixa na jornada integrada que estamos construindo, o que chamamos de ‘jornada feliz’, ampliando a entrega de valor aos clientes e prospects.”, comenta Felipe Calixto, CEO da Sankhya.

A Magis5 é um hub que otimiza todos os fluxos do varejo online em sites como Mercado Livre, Amazon, Magalu e Shopee, unificando a gestão de vendas, estoque, emissão de notas e expedição. Com cerca de 110 funcionários, a empresa gerou mais de 100 milhões de pedidos de clientes, que superaram os R$10 bilhões transacionados pela plataforma em 2025.

“É uma honra poder fazer parte do Ecossistema Sankhya. Continuamos com total autonomia no nosso negócio, mas conseguimos explorar soluções e recursos que não temos hoje. O portfólio da Sankhya permitirá um crescimento exponencial no ritmo acelerado de uma startup. Estamos prontos e preparados para isso”, comemoram Claudio Dias e Vitor Lima, fundadores da Magis5.

A investida fará uma integração nativa com os principais produtos da Sankhya, desde o produto core do ERP ao TMS (Lincros), ASIS (Gestão tributária), Ploomes (CRM) e Flowbiz (Automação de Marketing). A Sankhya ainda conta com a Vixting (Saúde Ocupacional), Espresso (Despesas Corporativas), PontoTel (Controle de ponto), Mindsight (Gestão de Talentos), Neppo (Atendimento Automatizado) e Meetime (Sales Engagement).

A Sankhya deve investir mais de R$200 milhões em novas aquisições, sempre buscando trazer empresas complementares ao seu negócio.

“Além do crescimento orgânico, fusões e aquisições são um pilar central da estratégia de expansão da Sankhya, que multiplicou sua receita recorrente mensal em mais de oito vezes nos últimos cinco anos. Agora, com IA, Deploy e novas soluções, o objetivo é acelerar ainda mais esse crescimento”, afirma André Britto, CFO da Sankhya.

Para mais informações, acesse o site da Sankhya.

Um em cada quatro brasileiros não tem cartão de crédito, aponta Serasa Experian

Mesmo sendo o principal meio de pagamento do país, o cartão de crédito ainda não está presente para toda a população brasileira: 24,9% não possuem o produto, enquanto 25% têm apenas um cartão. Por outro lado, metade dos consumidores (50,1%) já concentra dois ou mais. Os dados são do “1º Anuário Mosaic Insights” da Serasa Experian, primeira e maior datatech do Brasil. Lançado em março de 2026, o estudo analisa o comportamento do consumidor a partir de perfis que combinam renda, estabilidade financeira e momento de vida.

Criado pela área de Marketing Solutions da companhia, o estudo também mostra que, no e-commerce, 74,87% das transações via cartão estão concentradas entre grandes bancos (privados e públicos) e bancos digitais, estes últimos já respondendo por pouco mais de 25% das compras online. Confira o detalhamento no gráfico a seguir:

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O recorte indica uma mudança relevante na dinâmica competitiva do setor, com crescimento dos bancos digitais no momento do pagamento, mas mantém relevância dos grandes bancos, que concentram metade das transações online.

“Cartão de crédito não é só meio de pagamento: ele é infraestrutura de consumo. Quando o acesso não é homogêneo e o mercado de emissores se reorganiza, a estratégia de conversão também precisa mudar”, afirma a CMO e Vice-Presidente de Marketing Solutions da Serasa Experian, Giovana Giroto. “Uma parcela ainda enfrenta barreiras de entrada: ter instrumento, limite e aprovação. Outra já está em uma lógica de escolha entre emissores, benefícios e experiência de checkout. Isso muda atrito, taxa de aprovação e até o que deve ser enfatizado na oferta”, completa.

Além de evidenciar a expansão dos bancos digitais no checkout, o anuário da datatech reforça que o cartão segue como principal meio de consumo online. Segundo Giroto, o desafio para as marcas não é apenas acompanhar mudanças no cenário de crédito, mas transformá-las em ação ao longo da jornada: identificar perfis com maior chance de aprovação, ajustar parcelamento e comunicação à capacidade de pagamento e reduzir fricções no momento da compra. “Quando a oferta conversa com a realidade financeira do consumidor, a marca não só preserva conversão e ticket médio, como torna o investimento em mídia mais eficiente. Por isso, combinar dados, clareza de condições e desenho de jornada no checkout deixa de ser detalhe operacional e passa a ser alavanca de resultado”, analisa a executiva da datatech. 

Planejamento financeiro segue concentrado

Esse retrato de acesso também conversa com outra leitura do estudo: planejamento financeiro de longo prazo permanece concentrado. O Mosaic Insights aponta que apenas 15% da população tem alta propensão a produtos de investimento, o que sinaliza que, para grande parte do país, o consumo ainda é orientado ao “mês a mês”, principalmente por restrição de previsibilidade. O anuário também registra baixa propensão da população brasileira à previdência privada (9,6%) e maior aderência a seguro saúde (24,6%), frequentemente percebido como necessidade básica no país.

“Quando apenas uma parcela consegue operar no longo prazo, a conversa sobre consumo muda. Em muitos casos, a decisão não é ‘quero ou não quero’, é ‘eu consigo sustentar?’”, declara Giovana. “Isso vale para produto, parcelamento e principalmente para desenho de jornada: reduzir fricção, dar clareza e calibrar compromisso ao contexto do público”, completa.