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Beleza cresce 44% no e-commerce impulsionada por marcas diretas ao consumidor

Em meio à consolidação do comércio eletrônico no Brasil e à mudança no comportamento de consumo no pós-pandemia, o segmento de saúde e beleza vem se firmando como um dos motores mais dinâmicos do varejo digital, impulsionado por novas estratégias de venda e pela ascensão de marcas nativas digitais. Em 2025, a categoria registrou crescimento de 44% no faturamento, alcançando R$ 791 milhões, segundo levantamento da Nuvemshop — desempenho que supera a média do mercado e reforça a crescente relevância do setor no ambiente online.

O avanço coloca saúde e beleza entre os segmentos de maior tração no e-commerce brasileiro, atrás apenas de moda, que lidera com R$ 2,9 bilhões em faturamento. Outras categorias, como casa e jardim (R$ 441 milhões), acessórios (R$ 426 milhões) e joias e semijoias (R$ 308 milhões), também apresentam desempenho relevante, mas em ritmo inferior ao observado na categoria de cosméticos e cuidados pessoais.

Parte dessa expansão está diretamente associada à evolução do modelo direct-to-consumer (D2C), no qual marcas passam a vender diretamente ao consumidor final, eliminando intermediários. Segundo Hygor RoqueHead of Revenue da Divibank, a estratégia tem permitido maior controle sobre preços, posicionamento e experiência de compra, além de ampliar margens e acelerar a capacidade de adaptação às demandas do público. “Nesse contexto, o ambiente digital se torna especialmente favorável para marcas independentes, que conseguem lançar, testar e escalar produtos com mais agilidade”, afirma.

O crescimento do e-commerce acompanha, ainda, a força estrutural do setor de cosméticos no país. De acordo com dados da Euromonitor International, o Brasil alcançou, em 2025, a posição de terceiro maior mercado global de beleza, movimento sustentado por tendências como a popularização de produtos veganos, linhas cruelty-free, marcas mais acessíveis e a expansão do consumo masculino. A expectativa é que o segmento mantenha crescimento médio anual de cerca de 8% até 2030.

Ao mesmo tempo, o estudo aponta uma mudança relevante nos modelos operacionais das lojas virtuais. Enquanto a revenda e a fabricação própria seguem predominantes, o dropshipping perdeu espaço, com queda de 28% em 2025. “A retração reflete fatores como a taxação de compras internacionais, a valorização do dólar e o aumento do custo de aquisição de clientes, pressionando a rentabilidade desse modelo”, destaca.

A tendência indica uma migração para estruturas mais sustentáveis e controladas, nas quais as empresas passam a dominar sua própria cadeia de valor. Entre negócios em expansão (com faturamento mensal acima de R$ 20 mil), a fabricação própria já aparece como estratégia dominante, evidenciando um movimento de maior maturidade operacional e busca por diferenciação. Nesse cenário, produzir deixa de ser apenas uma decisão logística e passa a ocupar papel central na construção de marca e na competitividade no comércio digital.

Mulheres representam 60% dos profissionais de marketing e publicidade, aponta Serasa Experian

Um levantamento da Serasa Experian, primeira e maior datatech do Brasil, mostra que 60% dos profissionais de marketing e publicidade identificados na base da companhia no país são mulheres. O estudo foi realizado por meio do Insights Hub, plataforma de Marketing Solutions da empresa, e identificou 169.545 pessoas com esse tipo de ocupação.
“Entender quem são os profissionais de marketing e publicidade mapeados pelo nosso ecossistema de big data é fundamental para empresas que buscam esses talentos, que têm papel relevante nas estratégias de negócios. A leitura demográfica, socioeconômica e comportamental ajuda as companhias na estruturação de estratégias mais assertivas de atração e retenção, de acordo com o perfil de cada profissional”, afirma Fernanda Guglielmi, gerente de RH da Serasa Experian.
A análise socioeconômica indica predominância de profissionais da classe B (50,3%), seguida pela classe C (31,8%). As classes D e A representam 9,1% e 8,1%, respectivamente. Veja o detalhamento dos dados no gráfico abaixo:
Os profissionais de marketing e publicidade estão predominantemente em São Paulo
Entre os profissionais de marketing e publicidade mapeados, quase metade (45,5%) tem entre 29 e 38 anos. Na sequência, 29% estão na faixa de 39 a 48 anos e 13,7% entre 18 e 28 anos. Confira o detalhamento por faixa etária no gráfico abaixo:
Em relação à distribuição geográfica, São Paulo reúne 36% dos profissionais mapeados pela datatech. Paraná aparece com 9,7%, Santa Catarina com 5,6% e Rio Grande do Sul com 5,5%.
“A distribuição etária nos permite perceber que os profissionais de marketing e publicidade estão em diferentes momentos da trajetória profissional. A idade pode ser um indicativo de profissionais em início ou consolidação de carreira e até de perfis mais experientes, inferência que pode oferecer, com base no objetivo do recrutador, insumos relevantes para empresas que buscam atrair e reter esses profissionais”, conclui Fernanda.

Modelo de vendas sem estoque cresce no e-commerce; especialista explica como começar

Trabalhar de casa, com baixo investimento inicial e sem se preocupar com estoque físico e entrega. O que parece um cenário ideal é, na verdade, a base do dropshipping: um modelo logístico onde você atua como uma vitrine e o fornecedor, cuida de toda a logística e entrega. Os ganhos podem chegar a R$ 10 mil. 

O empreendedor pode optar por um dropshipping nacional ou um internacional, atuando como intermediário para fornecedores globais e acessando uma variedade maior de itens exclusivos. “Nos dois casos, a tecnologia de plataformas de ecommerce, como a Tray, por exemplo, automatizam os pedidos, reduzem erros e liberam tempo para o marketing, o verdadeiro motor de quem trabalha com vendas online em casa”, afirma Tiago Mazeto, diretor da Tray, plataforma de e-commerce da LWSA, direcionada para quem quer começar no e-commerce e para quem quer escalar o negócio. .

O faturamento do lojista está na diferença entre o preço pago pelo cliente e o valor transferido para o fornecedor, que costuma ser em média de 10% e 30% e, por isso, juntamente com seu baixo custo de investimento, a modalidade tem atraído tantos brasileiros. “É uma solução para quem quer começar no e-commerce e não tem muitos recursos para investir e, para quem já está operando o negócio, é a possibilidade de diversificar portfólio e aumentar lucro”, explica Tiago Mazeto, diretor da Tray.

Não por acaso, o modelo de negócios é uma das alavancas de crescimento do setor neste ano, além de lojas virtuais, social commerce e marketplaces. As projeções da Abiacom (Associação Brasileira de Inteligência e Comércio) é de que o setor chegue a 100 milhões de compradores em 2026 e um faturamento de R$ 260 bilhões. 

“Esses dados mostram que é possível empreender online com sucesso, desde que apoiado por plataformas de ecommerce que integram todas soluções que o lojista precisa para ter  tempo para planejar e investir em planejamento e estratégias de vendas que trazem bons resultados”, conclui. 

Confira algumas dicas para empreender online com dropshipping 

  1. Nicho e Produtos em Alta: Começar sem estoque facilita testar produtos. Em 2026, três setores se destacam pela alta margem: Tecnologia para Bem-estar no Trabalho (ergonomia para home office), Pet Tech (acessórios inteligentes para animais) e Eco-sustentabilidade (produtos reutilizáveis).
  2. Fornecedores de Confiança: Como eles entregam em seu nome, a reputação da sua loja depende deles. É vital avaliar histórico e prazos antes de começar.
  3. Vitrine e Escala: O lojista define fotos, descrições e prazos. Ter uma estrutura como a da Tray é o que permite centralizar a operação e integrar sua loja a gigantes como Mercado Livre e Amazon.
  4. Precificação Profissional: Não venda por intuição. Calcule taxas e custos de marketing para garantir que o faturamento se transforme em lucro real no bolso.
  5. Conformidade Fiscal: A obrigação fiscal existe no modelo. O uso de softwares de gestão facilita a emissão de notas e a regularidade do seu CNPJ enquanto você foca na estratégia.

Mercado Livre anuncia investimento recorde de R$ 57 bilhões e criará 10 mil novos postos de trabalho no Brasil em 2026

O Mercado Livre (NASDAQ: MELI) anuncia hoje o aporte histórico de R$ 57 bilhões (USD 10 bilhões) para suas operações no Brasil em 2026. O valor representa um salto de 50% em moeda local, em relação aos R$ 38 bilhões (USD 6.5 bilhões) investidos em 2025. Com isso, a companhia anuncia também a abertura de 10 mil novos postos de trabalho, elevando o quadro de funcionários da empresa no país para mais de 70 mil pessoas até o final do ano.

Os recursos, que correspondem a custos e despesas operacionais associadas ao desenvolvimento das prioridades de negócios, serão destinados prioritariamente à expansão da malha logística, ao fortalecimento da plataforma de marketplace e ao avanço do Mercado Pago. O plano de expansão inclui a abertura de 14 novos Centros de Distribuição Fulfillment ainda este ano, fazendo com que a companhia atinja a marca de 42 unidades Fulfillment no Brasil – um crescimento de 50%.

A estratégia vislumbra a oportunidade de aumentar a penetração do comércio eletrônico no Brasil, que atualmente gira em torno de 17%, patamar ainda distante de mercados como Estados Unidos (27%) e China (32%). “Com este aporte anual, o Mercado Livre reafirma a confiança no Brasil como um dos mercados mais promissores para e-commerce e serviços financeiros no mundo. Estamos focados em tornar nosso ecossistema mais eficiente e acessível, melhorando a experiência dos usuários, impulsionando o crescimento de milhões de empreendedores e ampliando a visibilidade dos nossos anunciantes”, afirmou Fernando Yunes, vice-presidente executivo de Commerce do Mercado Livre na América Latina e líder da empresa no Brasil.

Foco em logística, serviços financeiros e tecnologia 

Dos quase 10 mil novos postos de trabalho a maior concentração está nos times de logística, serviços financeiros e tecnologia, áreas cruciais para sustentar a eficiência do ecossistema. No braço financeiro, o investimento busca consolidar o Mercado Pago como a plataforma de serviços financeiros preferida pelos brasileiros. O foco será a ampliação do portfólio de crédito para pessoas físicas e empreendedores, sustentando a liderança em índices de satisfação (NPS). Atualmente, o Mercado Pago é um dos protagonistas na expansão do crédito no Brasil, utilizando tecnologia para democratizar o acesso a serviços financeiros e integrá-los à experiência de compra no marketplace. 

“No ano passado, consolidamos nossa liderança com recordes de participação de mercado e altos níveis de satisfação tanto em commerce quanto em serviços financeiros. Para 2026, vemos grandes oportunidades e continuaremos investindo com disciplina para encantar nossos usuários e vendedores e gerar valor para a sociedade brasileira”, complementa Yunes.

Impacto Econômico e Social

O Brasil segue como o principal mercado do grupo, representando 52,6% da receita total da companhia em 2025, com uma receita líquida local de R$ 84,5 bilhões. Esse desempenho reflete-se diretamente na economia nacional: no último ano, o Mercado Livre registrou uma arrecadação recorde de R$ 7,9 bilhões em tributos federais, estaduais e municipais. 

Além da contribuição fiscal, a empresa funciona como motor para 5,8 milhões de pequenas e médias empresas (PMEs) e empreendedores no Brasil. Em 2024, todos esses negócios juntos movimentaram R$381 bilhões por meio do ecossistema, comparável a 3,2% do PIB brasileiro,  reforçando o papel da companhia na inclusão financeira e no desenvolvimento sustentável do país.

Dados ainda são a principal barreira para alavancar IA, revela Salesforce

A Salesforce, em seu mais recente relatório “State of Data and Analytics”, revela que a maioria dos líderes de empresas brasileiras ainda enfrenta barreiras relacionadas a dados para impulsionar suas estratégias de Inteligência Artificial (IA).

O estudo, que ouviu 500 brasileiros, destaca uma questão crescente: 72% se sentem sob pressão cada vez maior para gerar valor com dados, ao passo que 68% das organizações brasileiras se descrevem como orientadas por dados, um aumento de 9% em relação ao ano anterior. No entanto, essa percepção contrasta com a prática: 92% (9 a cada 10) desses líderes admitem que suas empresas têm dificuldades em usar dados para alcançar as prioridades de negócios. Consequentemente, 83% afirmam que suas estratégias de dados exigem uma revisão completa antes que suas ambições de IA possam ser colocadas em prática.

Os desafios são agravados por dados “aprisionados” (inacessíveis ou inutilizáveis) que o relatório estima que 20% do total de dados corporativos. Mais alarmante ainda, dois terços acreditam que seus insights de negócios mais valiosos residem precisamente nessa porção inacessível de dados. Essa situação gera consequências diretas: 83% dos líderes citam os problemas com dados como o principal fator para limitação das capacidades de IA, da visão sobre os clientes, da personalização das interações e da perda de oportunidades de receita.

Em resposta a esses desafios, os líderes brasileiros estão revisitando ativamente a forma como os dados são compartilhados, utilizados e protegidos para atender às exigências da IA. Para mitigar os problemas de dados aprisionados, 45% das organizações brasileiras estão adotando a integração de dados de cópia zero (zero-copy data integration).

A busca por eficiência é evidente: 93% acreditam que teriam um desempenho superior se pudessem interagir com dados usando linguagem natural. Além disso, a segurança e a governança de dados são prioridades máximas, com 92% concordando que a IA demanda abordagens inteiramente novas para essas áreas.

O Brasil está no epicentro de uma transformação impulsionada pela IA, mas o sucesso depende fundamentalmente da nossa capacidade de gerenciar e ativar dados de forma eficaz“, diz Thais Padilha, Vice-presidente de engenharia de soluções na Salesforce Brasil. “O relatório é um chamado à ação. Não basta apenas adotar a IA; precisamos de uma fundação de dados robusta, acessível e segura para desbloquear seu verdadeiro potencial e capacitar as empresas agênticas brasileiras.”

Metodologia

Os dados do relatório são provenientes de duas pesquisas duplamente anônimas realizadas entre 27 de junho e 13 de agosto de 2025. A primeira pesquisa gerou 3.8 mil respostas de tomadores de decisão de TI e análise de dados de 18 países diferentes da América do Norte, América Latina, Ásia-Pacífico e Europa. A segunda gerou 3.852 respostas de líderes de linha de negócios dos mesmos países.

15,5 mil domínios maliciosos: como agentes de ameaças exploram um popular rastreador de anúncios para ocultar golpes de investimento em IA

Uma nova pesquisa da Infoblox Threat Intel e da Confiant revela que cibercriminosos estão utilizando o Keitaro, uma ferramenta amplamente utilizada para rastrear o desempenho de anúncios, para ocultar golpes e malware por trás de tráfego web comum; muitos deles se passando especificamente por oportunidades de investimento em IA.

As chamadas técnicas de cloaking tornaram-se um elemento central do cibercrime moderno, permitindo que criminosos façam sites maliciosos parecerem seguros. O estudo conjunto oferece a primeira análise longitudinal sobre como uma ferramenta comercial amplamente utilizada, o Keitaro Tracker,  vem sendo explorada por hackers. 

Ao longo de um período de quatro meses, os pesquisadores identificaram milhares de instâncias maliciosas do Keitaro que utilizavam ocultação de domínio para direcionar vítimas a golpes e malwares, enquanto exibiam conteúdo benigno para outros usuários. Paralelamente, houve colaboração com a Keitaro para derrubar essas operações e aprofundar o entendimento sobre o uso de licenças roubadas.

Em vez de construir infraestrutura personalizada, muitos hackers compram ou pirateiam softwares comerciais de rastreamento que já fazem o que eles precisam. O design robusto e self-hosted do Keitaro, aliado à sua facilidade de implantação, o torna atraente tanto para profissionais de marketing legítimos quanto, infelizmente, para os cibercriminosos.

As principais conclusões da pesquisa incluem: 

Primeira visão longitudinal do abuso do Keitaro em larga escala

A Infoblox e a Confiant examinaram quatro meses de atividade do Keitaro a partir de 1º de outubro de 2025 e encontraram aproximadamente 15,5 mil domínios usados ​​ativamente para instâncias maliciosas do Keitaro. Essas infraestruturas ocultavam desde golpes de investimento até malware para roubo de informações, com tráfego proveniente de sites comprometidos, spam, mídias sociais e publicidade online.

Cloaking (camuflagem) como infraestrutura do crime 

O estudo confirma que a camuflagem de domínio, implementada por meio de sistemas de distribuição de tráfego (TDSs) e kits de camuflagem, tornou-se um componente essencial das operações de cibercriminosos. As técnicas de cloaking são usadas para burlar restrições de anúncios e conteúdo, atingir vítimas com precisão e até mesmo proteger agentes maliciosos uns dos outros. Muitos agentes não constroem mais seus próprios sistemas, optando por explorar rastreadores comerciais como o Keitaro, que funciona como infraestrutura pronta para uso, oferecendo a mesma conveniência tanto para profissionais de marketing quanto para criminosos. Embora o Keitaro Tracker não ofereça mais suporte a integrações com sistemas de cloaking, os hackers ainda conseguem usar seus recursos indevidamente dessa forma.

Golpes de investimento com temática de IA passam a dominar o uso malicioso do Keitaro

Entre as ameaças que exploram o Keitaro, os golpes de investimento foram, de longe, a principal categoria. Uma tendência recente nesses golpes é o uso de IA como principal chamariz de marketing: páginas rotineiramente afirmam oferecer “Tecnologia de Negociação Inteligente com IA” ou “Soluções de Negociação Inteligentes” que automatizam as negociações e prometem retornos exorbitantes, às vezes reforçados com imagens ou vídeos deepfake. Os pesquisadores também observaram indícios de que a IA generativa está sendo usada programaticamente para produzir em massa manchetes, textos e recursos visuais para páginas de isca e imagens de anúncios.

Duas perspectivas complementares revelam um ecossistema muito maior

Na produção desta pesquisa, a Confiant contribuiu com visibilidade em toda a cadeia de publicidade, enquanto a Infoblox se concentrou em como as ameaças aparecem no DNS, com o apoio de análises de spam e conteúdo de sites. Essa combinação de perspectivas proporcionou aos pesquisadores uma ampla compreensão do cenário.

  • “Durante anos, o Keitaro surgiu em investigações individuais, mas ninguém parou para perguntar qual era a real dimensão do problema”, disse a Dra. Renée Burton, vice-presidente de Inteligência de Ameaças da Infoblox. “Descobrimos que o Keitaro aparecia frequentemente em campanhas maliciosas, mas a história não é realmente sobre o Keitaro; ele é apenas um participante em um ecossistema que cibercriminosos estão usando para escalar e direcionar ataques em todo o mundo.” 

Leia a postagem completa do blog aqui: https://www.infoblox.com/blog/threat-intelligence/inside-keitaro-abuse-a-persistent-stream-of-ai-driven-investment-scams/

Varejo físico pode competir com e-commerce e grandes redes

Num ambiente comercial cada vez mais disruptivo, as lojas de rua precisam encontrar meios eficazes de concorrer com as grandes redes e o e-commerce Internacional. É o novo paradoxo do setor, pois a pessoa que passa na calçada pode escolher entre o estabelecimento físico local, a marca global instalada no shopping mais próximo ou uma plataforma digital. A decisão não depende mais da geografia, mas sim de atenção, conveniência e experiência.

Os números ajudam a entender esse cenário. Segundo a SellersCommerce, plataforma norte-americana especializada em e-commerce, 2,77 bilhões de pessoas, ou 33% dos terráqueos, compram online. O mercado global de comércio eletrônico está estimado em US$ 6,8 trilhões em 2025, com projeção de alcançar US$ 7,95 trilhões até 2027. E não é só isso, pois somente as vendas por meio de redes sociais foram dimensionadas em US$ 1,17 trilhão no ano passado, conforme a E-commerce Germany News (EGN), portal de referência sobre comércio eletrônico.

A concorrência é simultaneamente local e internacional. O público comprador é omnichannel. O ambiente urbano tornou-se palco de uma ferrenha disputa. O consumidor não interage apenas com o comércio local. Ele pesquisa no celular enquanto caminha. Compara preços dentro da própria loja. Descobre marcas no Instagram e finaliza a compra na calçada. O varejo deixou de ser um território delimitado por paredes.

Nesse contexto, a pergunta inevitável é: como garantir que o comércio de rua continue competitivo? São fundamentais políticas públicas que lhe possibilitem competir contra gigantes globais. Isso é importante, considerando que esse varejo é um universo fértil de empreendedorismo e pequenas empresas, geradoras de empregos, renda e inclusão social. Em uma cidade como São Paulo, maior polo econômico do País, com cerca de dois milhões de empresas ativas e uma economia que responde por parcela relevante do PIB nacional, dar protagonismo às lojas das nossas calçadas é uma decisão estratégica.

Nesse sentido, há sinais positivos. Políticas públicas municipais recentes têm sido amigáveis aos negócios. De 2021 a 2025, 869.004 empresas foram criadas na cidade (número não inclui MEIs), além da imigração de 89.840 para a capital paulista. Somente no ano passado, foram abertas 185.121 e outras 15.616 transferiram-se para a cidade.

Esse movimento consistente reflete a redução de entraves burocráticos, a simplificação de processos e uma agenda contínua de legislação e políticas públicas voltadas à atração e à expansão de investimentos, construída de maneira coordenada entre diferentes áreas do poder público. Medidas como a redução do ISS para setores estratégicos, prevista nas Leis nº 17.719/21 e 17.875/22, a modernização das compras públicas com a Lei Federal nº 14.133/2021 e a regulamentação da Encomenda Tecnológica, pelo Decreto nº 64.062/2025, contribuem para um ambiente mais competitivo e previsível.

Há, também, um processo urbano estruturante em curso, referente à revitalização do centro da cidade, tradicional polo do comércio de rua. A retomada dessa região histórica ocorre por meio de dois programas interligados, o PIU (Plano de Intervenção Urbana) e o Requalifica Centro.

O primeiro é operacionalizado em dois grandes recortes: o Setor Centro Histórico e o Setor Centro Metropolitano, que abrange Brás, Belém, Pari, Bom Retiro e Santa Cecília. Propõe três eixos claros: adensar, misturar usos e enfrentar a carência habitacional. Prevê ampliação da oferta habitacional, retrofit de imóveis subutilizados, preservação do patrimônio histórico-cultural, estímulo a usos mistos, inclusive comerciais, e cooperação público-privada na requalificação territorial.

O Requalifica Centro é voltado à adequação de construções existentes aos padrões atuais de segurança, salubridade e acessibilidade, ampliando a oferta de área apta ao adensamento por meio do retrofit. Para torná-lo economicamente viável, adotou-se um pacote abrangente de incentivos: isenções de IPTU por períodos prolongados e de ITBI, redução da alíquota de ISS para serviços de engenharia e arquitetura ligados às obras, remissão de débitos anteriores do imóvel, isenções de taxas municipais e retorno gradual à tributação integral após o período de benefício. Há, ainda, subvenções econômicas para cobrir parte relevante das despesas de obra.

Essas iniciativas não são periféricas ao debate sobre e-commerce. Afinal, a disputa, mais do que digital, é também territorial, porque o avanço do comércio eletrônico é crescente e irreversível. Ele trouxe conveniência, ampliou o acesso e democratizou ofertas. Porém, a despeito de sua importância para o consumidor, é preciso manter cada vez mais forte e próspero o varejo de rua, no qual existe um ecossistema vivo de empreendedorismo, empregos e renda.

Os paulistanos, como eu, sabem muito bem do que estou falando. A cidade pulsa nas vitrines, nas calçadas movimentadas e nas portas abertas. Se a concorrência agora é global, a resposta precisa ser local, inteligente, estruturada e corajosa.

Alessandra Andrade é presidente da São Paulo Negócios, agência de promoção de investimentos e exportações do município.

Número de comércios online no Brasil encolhe pela primeira vez em mais de uma década

A BigDataCorp divulgou a 11ª edição do estudo Perfil do E-Commerce Brasileiro, revelando que o comércio eletrônico nacional entrou, pela primeira vez em sua série histórica, em uma fase clara de maturidade e consolidação. Após atingir o pico de 2,24 milhões de lojas online em 2024, o número caiu para 2,1 milhões em 2026, movimento inédito que indica uma mudança estrutural no setor e sinaliza que o crescimento deixa de ser quantitativo e passa a ser qualitativo.

Nas duas últimas medições, o levantamento registrou queda no total de operações, algo que não ocorria desde o início da série histórica, em 2014, evidenciando que o mercado passa por um ajuste natural após anos de expansão acelerada. Esse comportamento indica que o setor está mais seletivo, mais profissionalizado e com maior exigência operacional para que as lojas permaneçam ativas.

O cenário aponta para um ambiente mais competitivo, onde sobrevivem as operações mais preparadas em tecnologia, marketing e gestão. O estudo mostra que a consolidação não representa retração, mas sim consolidação do ecossistema digital brasileiro. “Pela primeira vez observamos o e-commerce brasileiro deixando de crescer em volume de lojas e passando a evoluir em qualidade das operações. Isso mostra que o setor entrou definitivamente em uma fase de maturidade”, afirma Thoran Rodrigues, CEO da BigDataCorp.
 

Concentração geográfica e digitalização das operações na última década

Em dez anos, o e-commerce brasileiro se tornou mais digital, menos dependente de estrutura física e muito mais concentrado geograficamente. Em 2016, 13,46% das lojas virtuais possuíam também uma loja física, enquanto em 2026 esse número caiu para 6,34%, indicando que a proporção de operações puramente digitais praticamente dobrou ao longo da década.

Ao mesmo tempo, a distribuição geográfica das lojas também passou por transformação significativa, com uma concentração cada vez maior nos estados que já lideravam o setor. São Paulo amplia sua liderança e passa a representar 57,86% de todas as lojas virtuais do país, reforçando sua centralidade no comércio eletrônico nacional. Minas Gerais aparece com 6,32% e Rio de Janeiro com 6,05%, mantendo o eixo Sudeste como principal polo do e-commerce. Estados do Sul também ampliam sua participação, com Paraná atingindo 5,06%, Rio Grande do Sul 4,37% e Santa Catarina 4,03%. Fora desse eixo, Goiás (2,62%) e Bahia (1,97%) apresentam as maiores presenças relativas, mostrando que o crescimento fora dos grandes centros ocorre de forma mais gradual.

Mudança no perfil de preço dos produtos vendidos

O perfil dos produtos vendidos também revela uma transformação relevante na última década, mostrando que o e-commerce brasileiro se consolidou como um canal voltado a produtos de baixo ticket e alto giro.

Em 2016, 75,99% das lojas vendiam majoritariamente produtos abaixo de R$100, enquanto em 2026 esse número sobe para 78,88%, ampliando ainda mais essa característica. No sentido oposto, as lojas cujo mix principal era composto por produtos acima de R$1.000 representavam 12% em 2016 e passam para 8,66% em 2026, indicando redução proporcional significativa. Esses dados mostram que, ao longo do tempo, o comércio eletrônico reforçou sua vocação para volume, recorrência e preços mais acessíveis ao consumidor.

O movimento também sugere que a estratégia das lojas passa menos por produtos de alto valor unitário e mais por frequência de compra. A evolução histórica reforça que o e-commerce se especializou em categorias de maior giro e menor ticket médio. Essa tendência se mantém estável mesmo com a maturidade do setor e a consolidação das operações.

Crescimento do uso de marketplaces como canal de venda

A presença em marketplaces também passou por uma transformação marcante ao longo dos últimos anos, indicando que as lojas passaram a diversificar seus canais de venda. Em 2019, 96% das lojas não utilizavam nenhum marketplace como canal comercial, demonstrando que essa prática era pouco difundida no setor.

Em 2023, esse número cai para 85,18%, mostrando uma adesão crescente a esses ambientes de venda. A participação de lojas presentes em dois marketplaces sobe de 0,43% em 2019 para 8,31% em 2023, um crescimento expressivo em poucos anos. Já as lojas presentes em mais de cinco marketplaces passaram de praticamente inexistentes, com 0,0038%, para 2,31% no mesmo período.

Esses dados mostram que os marketplaces deixaram de ser canais complementares e passaram a integrar a estratégia de distribuição das operações digitais. O movimento indica uma busca maior por alcance, diversificação e ampliação da presença comercial. A evolução mostra que o e-commerce brasileiro se tornou mais multicanal e menos dependente apenas do site próprio.

Predominância de pequenos empreendedores e operações de nicho

A força do micro e pequeno empreendedorismo segue sendo uma característica central do setor, mesmo após a fase de consolidação observada nas últimas medições. Empresas com faturamento de até R$5 milhões por ano representam 86% do mercado, mostrando que o e-commerce continua sendo a principal porta de entrada para novos negócios no Brasil.

Além disso, quase 74% das lojas recebem menos de 10 mil visitantes por mês, o que reforça a presença de operações de pequeno porte e altamente segmentadas. Esses números indicam que, mesmo com a concentração geográfica e a redução no número total de lojas, o perfil das operações permanece pulverizado em termos de audiência. O dado também sugere que a maior parte do mercado é formada por lojas de nicho, com públicos específicos e atuação direcionada.
 

A característica mostra que o e-commerce brasileiro mantém sua base fortemente apoiada no pequeno empreendedor. Esse cenário permanece consistente ao longo da série histórica do estudo.
 

Retomada da hospedagem local e mudanças na infraestrutura

A infraestrutura tecnológica também apresenta mudanças relevantes ao longo do tempo, especialmente no que diz respeito à hospedagem dos sites. Em 2024, apenas 14% das lojas estavam hospedadas em servidores localizados no Brasil, representando o menor patamar da série recente.

Nas medições seguintes, esse número volta a crescer, indicando uma retomada da utilização de infraestrutura nacional. O dado mostra que a localização da hospedagem volta a ganhar relevância dentro da estratégia das operações digitais. A evolução sugere que o tema passou a ter maior importância nos últimos anos, acompanhando a maturidade do setor. A série histórica mostra que esse comportamento não era observado com a mesma intensidade anteriormente.

A mudança ocorre paralelamente ao amadurecimento das lojas e da estrutura tecnológica disponível no país. O indicador passa a fazer parte do cenário de transformação estrutural do e-commerce brasileiro.

Ascensão do vídeo como principal formato de comunicação

O comportamento das lojas nas redes sociais também passou por mudanças significativas, mostrando a ascensão do vídeo como principal formato de comunicação. O TikTok está presente em 25% das lojas, praticamente empatado com o Instagram, que aparece em 27% delas.

O YouTube está presente em mais de 30% dos e-commerces, consolidando o vídeo como canal predominante de divulgação. Esses números mostram que a estratégia de marketing das lojas evoluiu ao longo do tempo, incorporando novas plataformas e formatos. A presença dessas redes indica que o relacionamento com o consumidor se tornou mais visual e dinâmico. O dado mostra uma mudança clara na forma como as lojas se comunicam com seus públicos.
 

A evolução acompanha a transformação do comportamento digital dos consumidores. O vídeo passa a ocupar posição central na estratégia de marketing das operações.
 

Segurança digital avança enquanto acessibilidade permanece desafio

Os indicadores de segurança e acessibilidade mostram comportamentos distintos ao longo da série histórica do estudo. Quase 90% das lojas operam com certificado SSL, indicando um avanço significativo na segurança digital do setor. Por outro lado, 97% dos sites ainda apresentam falhas de acessibilidade, revelando um desafio persistente para as operações.

O contraste entre os dois dados mostra que, enquanto a segurança evoluiu de forma consistente, a experiência do usuário ainda apresenta gargalos importantes. A série histórica indica que a adoção de SSL cresceu rapidamente ao longo dos anos.

Já a acessibilidade permanece como um ponto de atenção relevante dentro do ecossistema digital. O cenário mostra que ainda há espaço significativo para melhorias na experiência dos consumidores.

“Os dados mostram que o desafio do e-commerce brasileiro deixou de ser crescer em quantidade e passou a ser evoluir em qualidade, estrutura e governança”, conclui Thoran Rodrigues.

Metodologia

O levantamento monitora desde o volume de sites ativos até perfis societários, tecnológicos e comportamentais. Todas as informações usadas para análise são de fontes públicas. Os dados completos do estudo podem ser consultados ao clicar neste link

Para ter acesso às imagens em alta, clique aqui, e gráficos, aqui.

BuyTicket estreia no mercado internacional de ingressos com revenda para a Copa do Mundo

Em um dos maiores e mais aguardados eventos esportivos do planeta – capaz de mobilizar bilhões de pessoas, movimentar mercados globais e transformar cidades-sede – a Copa do Mundo representa não apenas paixão pelo futebol, mas também uma intensa demanda por ingressos e experiências oficiais. É nesse cenário de alta procura e circulação internacional de torcedores que a BuyTicket anuncia sua estreia no mercado internacional, passando a atuar na revenda de ingressos para os jogos da Copa no exterior e em experiências oficiais no Brasil. O movimento marca um novo capítulo para a plataforma brasileira, que amplia sua presença no cenário global conectando torcedores a oportunidades de compra com checagem rigorosa de autenticidade e tecnologia proprietária de verificação.

Para 2026, os dados da Fifa projetam uma receita total de US$ 10,9 bilhões, aumento de 56% em relação à Copa do Mundo de 2022 no Catar. Pela primeira vez, o mundial de futebol terá a participação de 48 seleções e será disputado, em junho e julho, em três países: Estados Unidos, Canadá e México. A expectativa é de recorde de público, aumento do fluxo turístico internacional e alta demanda por ingressos e experiências oficiais. 

Nesse cenário de expansão e maior complexidade logística, cresce também a busca por alternativas seguras no mercado secundário. Com expertise consolidada na revenda de ingressos no mercado brasileiro desde 2023 – período em que já intermediou mais de 150 mil vendas – a BuyTicket amplia sua operação para a Copa de 2026 e se posiciona como facilitadora da jornada do fã, oferecendo mais transparência, confiança e fluidez em um evento que movimenta o mundo dentro e fora dos estádios. 

Além do entretenimento, a empresa conta com um background robusto no segmento esportivo, tendo realizado revendas para campeonatos de futebol de diferentes escalas, Fórmula 1, NFL, entre outras grandes competições internacionais, o que reforça sua experiência em eventos de alta demanda e relevância global.

“A Copa do Mundo representa uma grande oportunidade, mas, mais do que expandir a atuação da empresa, enxergamos uma demanda real do consumidor brasileiro, que muitas vezes não se sente seguro ao comprar ingressos em plataformas internacionais. Ao oferecer uma solução brasileira, com operação transparente e ingressos 100% autênticos, identificamos a chance de unir crescimento estratégico e geração de confiança, garantimos o ingresso ou dinheiro de volta. Não é apenas um movimento de expansão global, mas um compromisso de levar total segurança e tranquilidade para quem quer viver experiências fora do país”, afirma Angelo Bimbato, CEO da BuyTicket.

Visando a internacionalização, a startup brasileira passa a atuar de forma ainda mais estruturada em grandes eventos globais, operando em conformidade com a legislação local de cada mercado em que está presente. Para atender à nova demanda e fortalecer sua operação, a empresa também ampliou seu time em 35%, reforçando áreas estratégicas para garantir eficiência e suporte qualificado aos consumidores. Todos os bilhetes anunciados na plataforma passam por rigorosa checagem de autenticidade, com uso de inteligência artificial e processos tecnológicos que garantem uma operação segura, transparente e totalmente rastreável — do anúncio à transferência final ao comprador.

Mais do que tecnologia, a BuyTicket reforça seu posicionamento como uma marca humana. Para compras de alto valor, a empresa disponibiliza o serviço de Concierge, com atendimento especializado e suporte real em todas as etapas da jornada, oferecendo orientação personalizada, acompanhamento da transação e apoio dedicado ao torcedor, desde a compra até a catraca do evento. A plataforma também garante a disponibilização do ingresso ao comprador entre 24h a 48 horas antes do evento, assegurando previsibilidade, para quem está planejando uma experiência internacional de grande porte. 

“Sabemos que estamos lidando com sonhos e experiências únicas. Por isso, além da inteligência artificial e dos processos de verificação, fazemos questão de oferecer um atendimento próximo, consultivo e acessível, que traga tranquilidade ao fã”, o CEO.

A BuyTicket está presente nos maiores festivais e shows realizados no Brasil, como The Town, Rock in Rio, Lollapalooza e muitos outros que serão anunciados em breve. Para mais informações, acesse o site: https://buyticketbrasil.com/.

Gastos globais com TI devem ultrapassar a marca de R$ 31,19 trilhões em 2026

Os investimentos globais em tecnologia da informação devem ultrapassar os R$ 31,19 trilhões em 2026, segundo levantamento da Thunderbit. O volume reforça o papel estratégico da TI na sustentação de operações digitais, escalabilidade de sistemas e competitividade das empresas em um ambiente cada vez mais orientado por dados.

O crescimento acompanha a aceleração da transformação digital em diferentes setores, com foco em iniciativas ligadas à inteligência artificial, automação de processos, análise de dados e desenvolvimento de plataformas digitais. 

Na prática, a tecnologia deixa de ser apenas suporte operacional e passa a atuar como pilar central das estratégias de negócio.

levantamento reúne indicadores sobre adoção tecnológica, a expansão dos investimentos também está diretamente relacionada à necessidade de modernização de infraestrutura, com empresas buscando maior eficiência, integração entre sistemas e capacidade de processamento para lidar com volumes crescentes de dados.

Velocidade e experiência do usuário ganham peso

Com a digitalização avançando, aspectos técnicos ligados à performance passaram a impactar diretamente indicadores de negócio. Um dos principais pontos é a velocidade de carregamento de páginas e aplicações.

Dados divulgados por Saad Armek indicam que 53% dos usuários de dispositivos móveis abandonam um site quando ele leva mais de três segundos para carregar, o que evidencia o impacto direto da performance técnica na experiência de navegação.

Outro indicador relevante são os Core Web Vitals, conjunto de métricas utilizadas pelo Google para avaliar carregamento, interatividade e estabilidade visual. Atualmente, apenas cerca de 54,6% dos sites atendem aos critérios recomendados, o que aponta para gargalos técnicos ainda presentes na maior parte das aplicações web.

Nesse contexto, temas como otimização de front-end, arquitetura de sistemas, uso de CDNs e monitoramento contínuo de performance ganham protagonismo nas áreas de tecnologia.

IA, dados e novas arquiteturas

Para especialistas do setor, o avanço dos investimentos deve intensificar a adoção de arquiteturas mais robustas e orientadas a dados, além de acelerar a integração de soluções baseadas em inteligência artificial no dia a dia das empresas.

“Estamos vendo uma mudança estrutural em que TI passa a ser responsável não apenas pela sustentação, mas pela geração de valor direto ao negócio. Isso envolve desde a adoção de IA até a construção de ambientes mais resilientes, escaláveis e orientados à experiência do usuário”, avalia Felipe Cardoso, CEO da Rank Certo.

Com o aumento consistente dos investimentos em TI, a tendência é que a competitividade entre empresas esteja cada vez mais ligada à capacidade de integrar infraestrutura, dados e experiência digital.