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Vendedores da Amazon usaram o FBA para entregar mais do que o dobro de pedidos a clientes em todo o Brasil

Vendedores da Amazon usaram o FBA – Logística da Amazon para entregar mais do que o dobro de pedidos a clientes em todo o Brasil no primeiro trimestre de 2026, em comparação com o mesmo período do ano anterior. Com o FBA – Logística da Amazon, vendedores independentes enviam seus produtos para a Amazon, que armazena, separa, embala e envia esses produtos em nome deles, além de cuidar do atendimento ao cliente e das devoluções — para que possam se concentrar em expandir seus negócios enquanto os clientes recebem entregas rápidas e confiáveis.

O FBA é uma estratégia poderosa de crescimento para os vendedores“, afirma Virginia Pavin, Diretora de Marketplace da Amazon Brasil. “Com a expansão contínua da nossa rede logística, estamos permitindo que os parceiros de vendas ampliem seu alcance e ofereçam entregas cada vez mais rápidas e eficientes. O crescimento nas unidades vendidas via FBA no primeiro trimestre de 2026 é a prova de que esse serviço é um verdadeiro motor de sucesso, entregando a milhões de clientes brasileiros mais seleção, mais velocidade e mais conveniência, e aos vendedores, maior visibilidade e novas oportunidades de crescimento.”

Reforçando esse compromisso, a empresa anunciou o lançamento do programa “Vem de Amazon” e da ferramenta de inteligência artificial Amazon Ads Creative Suite, projetados para otimizar ainda mais a jornada do vendedor.

Dados que reforçam o papel da Amazon como impulsionadora do empreendedorismo

O alcance da rede de parceiros de vendas da Amazon.com.br é evidente na prática: 78% das vendas realizadas por parceiros são concluídas fora do estado de origem do vendedor, demonstrando a capacidade da Amazon de conectar negócios locais a clientes em todo o Brasil. Com mais de 100.000 parceiros de vendas impulsionando a digitalização e a expansão de negócios em todo o país, a Amazon.com.br ajuda vendedores a alcançar novos clientes e expandir seus negócios. Além disso, vendedores brasileiros podem vender para outros países, como Alemanha, Canadá, Estados Unidos, Reino Unido e Itália, destacando o potencial de internacionalização que a Amazon oferece.

Enquanto o alcance se expande no exterior, a demanda no Brasil acompanha o ritmo. De acordo com a pesquisa de Intenção de Compra e Top of Mind da NielsenIQ para o segundo trimestre de 2026, 89,7% dos entrevistados afirmam que pretendem realizar compras nos próximos três meses, e a Amazon se destaca como a loja mais lembrada em 6 categorias essenciais para compras online: Eletrônicos (28,9%), Informática (25,2%), Eletrodomésticos (22,2%), Livros (67%), Brinquedos (27,6%) e Telefonia (22,1%). Essa forte lembrança de marca se traduz em maior visibilidade para os produtos dos parceiros de vendas.

Ao conectar uma seleção diversificada a milhões de consumidores em todo o Brasil, a Amazon permite que cada vendedor alcance novos clientes em um país vasto e diverso“, explica Pavin. “Nosso objetivo é atender nossos clientes e ajudar os vendedores a ter sucesso, fornecendo a negócios de todos os tamanhos acesso à tecnologia e à nossa infraestrutura logística, permitindo que expandam seu alcance do local para o nacional e até internacional, impulsionando a economia e gerando empregos em todo o país.

Os resultados dos parceiros de vendas são impulsionados por uma infraestrutura logística em constante expansão. Hoje, existem mais de 300 centros logísticos operados com tecnologia Amazon no Brasil, distribuídos por todos os 26 estados e o Distrito Federal — mais de 100 dos quais foram inaugurados somente em 2025. Em 2026, esse ritmo se intensificou, com uma média de três novos centros inaugurados por semana, construindo uma rede logística que permite aos parceiros de vendas alcançar clientes em qualquer região do Brasil com velocidade e confiabilidade.

Novos serviços para impulsionar as vendas dos parceiros

A empresa apresentou o lançamento de iniciativas voltadas a impulsionar ainda mais o crescimento e a eficiência dos vendedores. “Vem de Amazon” é um programa de benefícios baseado em desempenho, inspirado no sucesso de modelos internacionais, projetado para atrair novos vendedores para a Amazon.com.br e incentivar a melhoria contínua nas métricas de experiência do cliente. O programa recompensa os vendedores com benefícios progressivamente mais valiosos à medida que melhoram seu desempenho em avaliações trimestrais.

Outra novidade é o Creative Suite, um novo serviço gratuito integrado ao console de Amazon Ads que utiliza inteligência artificial para ajudar vendedores a criar imagens e vídeos de alta qualidade para suas campanhas publicitárias. Por exemplo, um vendedor pode fazer upload de uma simples foto de produto e o Creative Suite gerará automaticamente imagens de estilo de vida mostrando o produto em cenários reais, além de vídeos curtos otimizados para posicionamentos de anúncios — permitindo que PMEs produzam conteúdo visual profissional sem grandes orçamentos ou equipes especializadas, otimizando o desempenho das campanhas, aumentando a confiança do consumidor e melhorando as taxas de conversão.

Fim da taxa das blusinhas ameaça competitividade do varejo nacional, diz ABIACOM

A chamada “taxa das blusinhas” foi criada em 2024 para estabelecer a cobrança de imposto de importação sobre compras internacionais de até US$ 50 realizadasem plataformas estrangeiras. A medida buscou reduzir a desigualdade competitiva entre empresas sediadas no Brasil e varejistas internacionais, que até então se beneficiavam da isenção do tributo.

A Associação Brasileira de Inteligência Artificial e E-commerce (ABIACOM) entende que o fim da taxação sobre remessas internacionais de baixo valor nãorepresenta uma defesa do consumidor, mas a manutenção do privilégio tributário que desonera as plataformas estrangeiras. Para a entidade, o Brasil precisa assegurar isonomia tributária e concorrencial, garantindo que todas as empresas que desejam vender aoconsumidor brasileiro estejam sujeitas às mesmas regras aplicadas às companhias que geram empregos, investem e recolhem impostos no país.

Na avaliação da associação, manter a isenção para compras internacionais enquanto o varejo nacional continua submetido a uma elevada carga tributáriacria uma concorrência desequilibrada. A entidade destaca ainda que há estimativas apontando que a tributação das remessas internacionais contribuiu para preservar empregos e sustentar a atividade econômica no Brasil.

A ABIACOM defende que, no caso do governo decidir reduzir impostos, a medida deve beneficiar todos os agentes do mercado, especialmente aqueles que produzem,investem e geram empregos no país. Segundo a associação, a tendência internacional tem sido justamente a de fechar brechas tributárias em remessas internacionais de baixo valor, e o Brasil não deveria seguir em sentido contrário.

Para a entidade, o debate deve priorizar a construção de um ambiente de negócios mais equilibrado, com regras justas para todos os participantes do comércioeletrônico e do varejo nacional.

Ele vendia picolé na rua e se tornou o maior vendedor do TikTok Shop: Moisés Leal vende 4,5 milhões de reais na plataforma em abril

Usando apenas um celular e o poder da persuasão, Moisés Leal vem faturando alto no TikTok Shop. Em abril, vendeu 4,5 milhões de reais como afiliado e 100 mil produtos vendidos em 30 dias, batendo recorde alcançando o primeiro lugar no mês.

Segundo dados do Kalodata, plataforma especializada em análise de performance e rankings do TikTok Shop, Moisés Leal já conquistou por 4 vezes o primeiro lugar mensal entre os afiliados que mais venderam no Brasil.”

 O influenciador é um vendedor experiente. Sua primeira experiência com vendas foi na infância. “Ainda criança, vendia picolé nas ruas. Depois trabalhei como auxiliar de escritório através do programa Jovem Aprendiz, fui vendedor da Polishop, chapeiro em hamburgueria e também técnico em planejamento. Com o tempo, comecei a empreender. Tive barbearia, loja de roupas e loja de eletrônicos. Hoje não atuo mais nessas áreas porque decidi focar totalmente no digital, mas cada experiência, dificuldade e erro ao longo do caminho ajudaram a construir o profissional que me tornei”.

Moisés destaca que muito antes do TikTok Shop existir já estudava comportamento do consumidor, vendas e criação de vídeos com foco em conversão. “Sempre fui apaixonado por vendas e enxerguei nas redes sociais a oportunidade de unir comunicação, influência e performance comercial. Em 2023, me destaquei no Kwai Shop, permanecendo durante meses entre os maiores vendedores da plataforma. Quando o TikTok Shop iniciou sua operação no Brasil, em 2025, adaptei minhas estratégias e rapidamente me tornei o afiliado número 1 da plataforma no país”.

“Atualmente, o maior recorde de vendas do TikTok Shop Brasil pertence ao meu perfil. O primeiro grande marco veio com mais de 65 mil produtos vendidos em apenas 30 dias. Depois, em abril de 2026, quebrei meu próprio recorde ao ultrapassar 100 mil produtos vendidos em um único mês, gerando aproximadamente R$ 4,4 milhões em faturamento para lojas parceiras através do perfil @lealrecomenda”, continua.

Hoje, o vendedor atua fortemente em dois perfis dentro do TikTok: @lealrecomenda, que é totalmente focado em vendas como afiliado, enquanto o @moisesleall é voltado para estratégias, bastidores e ensinamentos sobre criação de conteúdo, viralização e vendas através de vídeos curtos. “Além dos resultados comerciais, também construí uma audiência de mais de 8 milhões de seguidores somando todas as redes sociais, me consolidando como especialista em vendas através de vídeos”.

Ele também ensina pessoas a faturarem alto na plataforma. “Atualmente, também ensino milhares de pessoas a trabalharem com TikTok Shop. Já são mais de 5 mil alunos aprendendo minhas estratégias e métodos para transformar vídeos simples em ferramentas reais de faturamento. Meu objetivo é mostrar que qualquer pessoa, com um celular na mão, estratégia e consistência, consegue mudar completamente de vida através da internet. E essa história está só começando”, finaliza.

Jequiti aposta no quick commerce e terá entregas em até 10 minutos via Rappi Turbo 

Jequiti, empresa do Grupo Silvio Santos, anuncia parceria com o Rappi Turbo como parte da evolução da sua estratégia de varejo e expansão de canais. A partir de agora, produtos selecionados da marca passam a estar disponíveis com entregas em até 10 minutos, ampliando a presença da Jequiti no universo do quick commerce.

O movimento acompanha uma mudança no comportamento de consumo: o quick commerce deixou de ser apenas uma solução para compras emergenciais e passou a ganhar espaço também em categorias ligadas a presentes, beleza, compras por impulso e itens ligados à cultura pop e ao universo das celebridades. 

“O quick commerce está evoluindo rápido. Hoje, o consumidor já espera receber não só itens essenciais, mas também produtos ligados a desejo, presente e conveniência imediata. A parceria com a Jequiti mostra exatamente esse movimento”, afirma Rodolfo Montanha, Diretor do Rappi Turbo no Brasil.

O movimento acontece em um cenário de crescimento do mercado de beleza no Brasil, que segue entre os maiores do mundo e reforça a estratégia da Jequiti de fortalecer sua relevância no varejo por meio de capilaridade, inovação e diversificação de canais.

Reconhecida pela qualidade de seus produtos, a Jequiti leva para o Rappi Turbo itens com forte apelo de identificação e desejo do consumidor. Entre os destaques está o Cebolinha, um dos perfumes mais viralizados da internet, além de fragrâncias assinadas por Patricia Abravanel, Hello Kity e outros nomes queridos pelo público.

“Essa parceria com a Rappi reforça a evolução da nossa estratégia multicanal, ampliando o acesso aos nossos produtos. Precisamos estar presentes onde o consumidor está, oferecendo produtos de qualidade com uma experiência de compra ágil e eficiente.”, afirma Larissa Fontanini, Diretora Executiva da Jequiti.

Neste primeiro momento, os produtos estarão disponíveis para São Paulo e Rio de Janeiro. Em breve, outras regiões onde a Rappi Turbo opera serão atendidas. Com a novidade, a Jequiti avança na consolidação do varejo como pilar estratégico do negócio, ampliando sua presença em ambientes digitais e fortalecendo a conexão com o consumidor em diferentes momentos de compra.

Lealdade no omnichannel: da loja ao app Por que as campanhas de “selinhos” continuam conquistando o consumidor digital

O maior equívoco da transformação digital talvez tenha sido imaginar que físico e online competiam entre si. Na realidade, o consumidor não escolheu um lado; ele integrou ambos. O verdadeiro varejo moderno não é uma disputa de canais, mas uma convergência de hábitos.

É aqui que a lealdade omnichannel se redefine. Fidelizar não é apenas ‘estar em todo lugar’, mas garantir uma continuidade emocional e de jornada em cada ponto de contato. Nesse cenário, mecânicas consagradas como as campanhas de selinhos revelam uma resiliência surpreendente.

O questionamento estratégico é inevitável: em uma era dominada por IA e hiperpersonalização, por que um modelo de recompensa progressiva mantém um engajamento tão superior? A resposta reside na psicologia da conquista, que a tecnologia potencializa, mas não substitui.

A resposta está menos na mecânica e mais na psicologia. Os selinhos, físicos ou digitais, operam sobre três pilares fundamentais do comportamento humano: progresso visível, recompensa tangível e sensação de conquista. Diferente de muitos programas de pontos, que se diluem em números abstratos, o selinho materializa a jornada. Ele mostra ao consumidor onde ele está e, principalmente, o quão perto está de chegar lá.

No ambiente omnichannel, essa lógica ganha ainda mais potência. Hoje, o consumidor pode acumular “selinhos” ao comprar na loja física, completar desafios no aplicativo, interagir com a marca nas redes sociais ou até participar de campanhas sazonais. Cada ponto de contato deixa de ser apenas transacional e passa a contribuir para uma narrativa de relacionamento.

Não é mais sobre comprar. É sobre avançar. Nesse contexto, a natureza da recompensa também evolui, e se torna decisiva. Não basta recompensar, é preciso recompensar com significado. Quando campanhas de selinhos se conectam a marcas de desejo, o incentivo deixa de ser apenas transacional e passa a carregar valor simbólico.

Trocar pontos por um item aspiracional e reconhecido e socialmente amplifica a percepção de conquista e reforça a escolha pela marca promotora da campanha. Mais do que o benefício em si, está em jogo o que ele representa: status, pertencimento e realização. É essa combinação que transforma uma mecânica simples em um motor de engajamento contínuo, porque o consumidor não está apenas completando uma cartela, está se aproximando de algo que ele realmente quer.

Esse avanço contínuo cria um tipo de vínculo que vai além da conveniência. Ele ativa um senso de compromisso quase silencioso. Quando o consumidor já percorreu parte do caminho, ele tende a continuar, não apenas pelo prêmio final, mas pelo valor percebido do percurso já realizado.

É o que a economia comportamental descreve como o efeito de progresso. E, no varejo, isso se traduz em maior recorrência, ticket médio mais alto e, sobretudo, preferência de marca. Outro ponto relevante é a adaptabilidade desse modelo ao digital. Os selinhos evoluíram. Hoje, eles podem ser gamificados, personalizados e integrados a dados de comportamento em tempo real. É possível criar missões, liberar recompensas intermediárias, ajustar desafios conforme o perfil do cliente e até transformar a jornada em uma experiência social.

Mas o princípio permanece o mesmo: tornar o relacionamento visível e recompensador. Isso revela um aprendizado importante para marcas que buscam relevância no omnichannel: inovação não significa abandonar o passado, mas reinterpretá-lo com inteligência.
 

Enquanto muitas estratégias digitais falham por excesso de complexidade ou falta de clareza de valor, os selinhos funcionam justamente por sua simplicidade. Eles são intuitivos, universais e emocionalmente eficazes.

Em um cenário onde o consumidor é constantemente exposto a estímulos, escolhas e distrações, criar uma sensação de progresso concreto pode ser mais poderoso do que qualquer promessa sofisticada.

No fim das contas, lealdade não se constrói apenas com tecnologia, nem apenas com descontos. Ela nasce da combinação entre experiência consistente e recompensa percebida. E tudo o que o consumidor precisa para continuar escolhendo uma marca é sentir que está sendo valorizado ao longo da jornada.

Observabilidade avança como motor de decisões estratégicas emambientes digitais complexos

Antes restrita ao monitoramento técnico de sistemas, a observabilidade passa a ocupar espaço nas decisões do board. Segundo a Delfia, curadoria de jornadas digitais, organizações mais maduras já utilizam dados operacionais não apenaspara identificar falhas, mas para orientar decisões de negócio, otimizar custos e melhorar a experiência do cliente.

Esse avanço está ligado à capacidade de conectar diferentes dimensões da operação digital, como performance, eficiência operacional e impacto financeiro. Com isso, métricas técnicas passam a ser traduzidasem indicadores estratégicos, como conversão e receita.

“Empresas que observam melhor, decidem melhor. A diferença está na capacidade de transformar dados técnicos em contexto de negócio”, afirma Leonardo Santos, CTO da Delfia.

Um dos principais desdobramentos dessa evolução é a aproximação entre áreas distantes, como tecnologia e finanças. A observabilidade permite identificar desperdícios em ambientes de cloud, recursos subutilizadose custos desnecessários, criando uma ponte entre eficiência técnica e controle financeiro, passando a orientar os investimentos tecnológicos.

Apesar disso, ainda existem desafios culturais. “TI e finanças nem sempre falam a mesma língua, mas estão cada vez mais próximos. A observabilidade ajuda a traduzir esses universos”, explica o executivo.

Além do controle de custos, a prática também se consolida como ferramenta para antecipação de cenários. Com o apoio de inteligência artificial e análise preditiva, empresas conseguem identificar anomaliasantes que se tornem incidentes críticos.

De acordo com o relatório da Dynatrace, 88% dos líderes de tecnologia afirmam que a complexidade dos ambientes digitais aumentou nos últimos anos, impactando diretamente a capacidade das empresas de gerenciarsuas operações.

Esse contexto reflete a forma como as empresas lidam com a complexidade de seus sistemas. Em ambientes mais maduros, a arquitetura é clara, há maior domínio do código e os times conseguem atuar de formamais estratégica, equilibrando performance e eficiência financeira.

Já em operações menos estruturadas, o que se observa é o oposto: equipes presas a ciclos contínuos de correção, decisões técnicas pouco sustentáveis e sistemas que acumulam áreas críticas que poucos profissionaisconseguem ou se sentem seguros para modificar, aumentando riscos e limitando a evolução do negócio.

Casos de mercado mostram que a falta de visibilidade pode gerar perda de receita em canais digitais, aumento de abandono em aplicações lentas e falhas em jornadas críticas do cliente. “Não se trata apenasde manter sistemas funcionando, mas de garantir que a operação digital esteja alinhada aos objetivos estratégicos da empresa”, conclui Leonardo Santos.

2026 inaugura uma nova fase: a maturidade digital do consumidor

Durante anos, o crescimento do e-commerce foi impulsionado pela adoção. Ou seja, novos consumidores entravam no digital, aprendiam a comprar online e ampliavam gradualmente sua confiança. Mas 2026 é um ano emblemático e marca uma inflexão importante: não estamos mais falando de expansão: estamos falando de maturidade.

O mercado avançou de forma veloz e o consumidor digital evoluiu. Com ele, mudaram também suas expectativas, critérios de decisão e nível de exigência. Portanto, hoje, o desafio dos marketplaces não é mais conquistar novos usuários, mas atender um consumidor muito mais consciente, comparativo e menos tolerante a falhas.

Os números mostram claramente essa transformação. No Brasil, cerca de 88% a 90% da população adulta já compra online, consolidando um cenário de alta penetração digital . Além disso, de acordo com dados da Associação Brasileira de Inteligência Artificial e E-commerce (Abiacom), quase 97 milhões de brasileiros devem consumir no e-commerce em 2026, com crescimento contínuo da base .

Mais do que isso: o comportamento se intensificou. As informações do Relatório E-commerce Trends 26 indicam que 91% dos consumidores compram online pelo menos uma vez por mês, e mais da metade já incorporou o digital como parte da rotina, inclusive em horários não convencionais, como à noite ou madrugada .

Isso significa algo inegável: o e-commerce deixou de ser canal e virou hábito.

Isso acontece porque, se antes a informação era assimétrica, hoje ela é abundante e isso mudou completamente a dinâmica de decisão. Hoje o consumidor pesquisa antes de comprar; compara preços em tempo real; avalia reputação e reviews; e escolhe com base em custo-benefício, não apenas preço.

Não por acaso, estudos da Ecglobal, empresa do Grupo Stefanini, mostram que 88% dos consumidores enxergam a tecnologia como aliada na tomada de decisão, reforçando o papel de ferramentas digitais nesse processo. O resultado é um consumidor mais racional (e, ao mesmo tempo, mais volátil, pois muda rapidamente de opinião).

Neste sentido, um dos sinais mais claros da maturidade digital é a queda da lealdade automática. Na América Latina, quase metade dos consumidores abandona uma plataforma após uma experiência ruim, especialmente relacionada à entrega ou devolução. Ao mesmo tempo, fatores como transparência de preço e políticas claras são prioridade para cerca de 75% dos usuários .

Isso muda completamente o jogo, pois não é mais a marca que retém: é a execução.

Não podemos deixar de explorar que a maturidade digital também traz complexidade. O e-consumidor não é mais um perfil único, ele varia por:

  • geração
  • classe social
  • preferências de pagamento
  • contexto de consumo

No Brasil, por exemplo, o crescimento é puxado principalmente pela classe média, que é altamente conectada, mas também sensível a preço e condições de pagamento. Isso exige dos marketplaces uma abordagem mais segmentada e inteligente.

Por fim, a maturidade exige estratégia, não apenas escala. Entramos, definitivamente, na era em que crescer não basta. Os marketplaces que desejam se manter relevantes precisarão:

  • equilibrar eficiência operacional com experiência
  • usar dados para entender — e não apenas segmentar — o consumidor
  • garantir consistência em toda a jornada
  • priorizar o básico bem feito antes de sofisticar

Porque, no fim, a maturidade digital traz uma consequência inevitável: o consumidor não perdoa. Se antes o desafio era atrair, agora é sustentar. E, nesse novo contexto, vence quem entender que o consumidor digital deixou de ser aprendiz para se tornar especialista.

*Mariana Mantovani é especialista em Marketplace e E-commerce, e fundadora da Boost Marketplace, empresa especializada em turbinar e impulsionar resultados de vendas nos maiores marketplaces do mercado. Com mais de 15 anos de experiência no ecossistema digital, Mariana sempre atuou em empresas de referência como Netshoes, Electrolux, Mercado Livre e RD Saúde, com foco em e-commerce, marketplaces, liderança de times de performance, e desenvolvimento de negócios.

Copa do Mundo: marcas devem trabalhar com decisões em tempo real e redefinir estratégias de mídia, aponta especialista

A Copa do Mundo segue como um dos poucos eventos capazes de sincronizar a atenção do país e acelerar decisões de consumo em larga escala. Segundo o estudo “O jogo fora de campo”, da MindMiners, 83% dos brasileiros pretendem acompanhar o evento e 1 em cada 3 afirma que ajusta o carrinho de compras durante o período. Categorias diretamente ligadas ao contexto do jogo são as mais impactadas, com destaque para supermercados (47%), alimentos e snacks (43%) e bebidas (36%), enquanto até 19% consideram comprar eletrônicos como TVs para melhorar a experiência de assistir aos jogos.

Durante o período, também é comum observar picos expressivos de audiência e acessos simultâneos em plataformas digitais, acompanhados por mudanças instantâneas no consumo. Esse comportamento não é novo, mas ganha uma nova dimensão a cada edição do torneio. Se, em Copas anteriores, o impacto se concentrava majoritariamente na televisão e no varejo físico, hoje ele se distribui de forma dinâmica entre múltiplos canais digitais. “O consumidor comenta, pesquisa, compra e interage ao mesmo tempo, muitas vezes durante o próprio jogo, o que encurta drasticamente o intervalo entre atenção e conversão”, afirma Bruno Okada, sócio da Elementar Digital, agência especializada em marketing digital orientado por dados.

O especialista explica que, por essa razão, não é o suficiente para as marcas apenas planejarem as campanhas com antecedência. Empresas que conseguem capturar os melhores resultados são aquelas que operam com estruturas flexíveis, capazes de ajustar investimentos, criativos e mensagens conforme o contexto evolui. Um gol, uma jogada decisiva ou até mesmo um meme podem redefinir, em segundos, o comportamento do público e, consequentemente, a performance das campanhas.

Um exemplo prático desse movimento já pode ser observado em plataformas de delivery. “Quando um aplicativo como o iFood ativa promoções específicas no horário de um jogo preparatório da Copa, como aconteceu recentemente, ele está fazendo exatamente isso: conectando a paixão do consumidor a uma oferta relevante no momento certo. A marca aproveita o contexto emocional do evento para estimular o consumo de forma orgânica e estratégica”, exemplifica Okada.

Para ele, eventos como a Copa escancaram uma mudança que já está em curso no marketing: não basta mais planejar bem, é preciso reagir bem. “Hoje, quem consegue integrar dados em tempo real com execução rápida tem uma vantagem competitiva clara. Estamos falando de ajustar mídia, criativo e oferta quase que simultaneamente ao comportamento do consumidor”.

Além da velocidade, a personalização também ganha protagonismo. Com maior volume de dados sendo gerado durante o evento, torna-se possível identificar padrões de consumo por região, horário e perfil de público, permitindo uma alocação de mídia mais eficiente e uma comunicação mais relevante. Para aproveitar esse potencial, é preciso que marcas invistam em profissionais e ferramentas que saibam fazer a leitura e ativação desses dados em tempo real, combinando análise de performance com recomendações práticas de mídia e criativos.

“A diferença entre uma campanha mediana e uma campanha de alta performance, durante a Copa, está na capacidade de adaptação”, complementa Bruno. “Não se trata apenas de estar presente, mas de saber como e quando agir. É nesse ponto que dados e tecnologia deixam de ser suporte e passam a ser protagonistas”, conclui.

Sobre a Elementar Digital

Fundada em 2017, a Elementar Digital é uma agência de marketing digital que atua como parceira estratégica de negócios, auxiliando empresas  a gerar melhores resultados de venda de forma pragmática, eficiente e sustentável. Além do trabalho estratégico, o time da Elementar se diferencia pela capacidade de execução com excelência na operação de mídia e análise de dados.

Combinando tecnologia, dados e criatividade, a agência oferece serviços de gestão de marketing, atuando em todos os canais como Google, Meta e TikTok, além de  mídia programática, promoção de aplicativos, CRM, SEO e Data Analytics e Tracking com foco em performance.

Reconhecida por sua excelência e capacidade analítica, a Elementar Digital gerencia mais de R$ 250 milhões em mídia digital por ano e atende marcas de relevância nacional e internacional, como iFood, Mercado Livre, Pão de Açucar, Marisa, Insider Store, Pantys, Mantecorp, e Sousmile. Essa trajetória consolidou a agência como referência em estratégias digitais avançadas, unindo confiança, inovação e qualidade na entrega. Mais informações: https://elementar.digital/

91% das empresas sofrem pressão para implementar IA no atendimento ao cliente em 2026, aponta Gartner

A inteligência artificial deixou de ser um projeto experimental e passou a ocupar posição central nas estratégias de atendimento ao cliente das empresas. Segundo pesquisa da Gartner, 91% dos líderes globais de customer service afirmam estar sob pressão direta da liderança executiva para implementar IA ainda em 2026.

O levantamento também mostra que 80% das organizações planejam transformar funções de atendimento nos próximos meses, enquanto 84% pretendem ampliar as habilidades exigidas dos agentes humanos para atuar em conjunto com sistemas inteligentes.

Para Mario Marchetti, CEO Latam da Sinch, o mercado entra agora em uma etapa mais madura da IA conversacional, em que integração entre canais e qualidade da experiência passam a ser prioridade. “As empresas perceberam que apenas automatizar respostas não é suficiente para os desafios atuais. O consumidor espera contexto, continuidade e personalização em qualquer canal, seja WhatsApp, SMS, RCS, voz ou aplicativos proprietários”, afirma Marchetti.

Segundo o executivo, a pressão pela adoção de IA está diretamente ligada à mudança no comportamento do consumidor, que passou a demandar respostas imediatas e jornadas sem fricção. “O cliente atual não separa mais atendimento humano e digital. Ele simplesmente espera que a comunicação funcione, independentemente do canal utilizado”, diz.
 

A avaliação da Sinch é que o avanço da IA deve acelerar investimentos em plataformas omnichannel e mensageria conversacional, principalmente em setores como bancos, varejo, saúde e telecomunicações. “O grande desafio das empresas em 2026 não será apenas implementar IA, mas garantir que ela consiga operar com segurança, contexto e integração em escala”, afirma Marchetti.

O estudo da Gartner ainda aponta que as organizações estão priorizando iniciativas ligadas à melhoria da experiência do cliente, automação inteligente e eficiência operacional. “Estamos vendo uma transição importante: a mensageria deixa de ser apenas um canal de contato e passa a ser infraestrutura estratégica de relacionamento”, conclui o CEO.

5 tendências que estão moldando o futuro do e-commerce e foram destaque na 1ª edição do DHL E-commerce Day 

Velocidade, eficiência logística, inteligência artificial e decisões orientadas por dados deixaram de ser tendências futuras para se tornarem fatores centrais de competitividade no mercadode e-commerce e supply chain. Esse cenário é refletido no estudo The Future Shopper Report 2025, da VML, que aponta que 57% dos consumidores brasileiros esperam receber suas compras em até 24 horas. O dado evidencia como agilidade, previsibilidade eeficiência operacional passaram a influenciar diretamente a experiência de compra, acelerando investimentos em automação, inteligência artificial, integração logística e uso estratégico de dados em toda a cadeia.

Os temas estiveram no centro das discussões da primeira edição do DHL E-commerce Day, realizada em São Paulo (SP). O evento reuniu executivos e especialistas do setor para discutir os caminhos de evolução do varejo digital, reforçando que a integração entretecnologia, dados e operações logísticas deixou de ser diferencial e passou a ser condição básica para competitividade.

“O e-commerce entrou em uma nova fase, em que não basta crescer — é preciso executar com excelência. Logística, dados e tecnologia deixam de ser áreas de suporte e passama ser o núcleo estratégico das empresas. Quem conseguir integrar esses pilares com velocidade e consistência terá uma vantagem competitiva clara nos próximos anos”, afirma Solon Barrios, VP de E-commerce e Retail na DHL Supply Chain Brasil.

“Hoje, no e-commerce, a experiência do cliente não termina na compra, ela se consolida na entrega. A inteligência artificial tem um papel cada vez mais estratégico nesse processo,permitindo maior previsibilidade operacional, otimização de rotas, antecipação de picos de demanda e comunicação mais transparente com o consumidor em tempo real. Em um cenário em que velocidade e conveniência são determinantes para fidelização, integrar tecnologiae logística deixou de ser um diferencial e passou a ser essencial para a competitividade das empresas”, afirma Patricia Starling, Vice-presidente comercial da DHL Express Brasil.

A DHL sintetizou cinco tendências centrais discutidas no evento que já estão impactando o mercado e devem orientar as estratégias das empresas:

1- Dados como ativo estratégico para eficiência operacional
A base da operação logística moderna está na capacidade de coletar, integrar e interpretar dados em tempo real, garantindo mais precisão no planejamento de demanda, melhor alocação de estoque e maior capacidade de antecipar picos sazonais no e-commerce. Maisdo que impulsionar eficiência operacional, os dados passaram a ocupar um papel estratégico na compreensão do comportamento de compra e da jornada do consumidor, permitindo identificar padrões de navegação, recorrência de consumo, abandono de carrinho e preferênciasregionais para orientar decisões mais assertivas de sortimento, pricing, mídia e relacionamento. Nesse cenário, marcas que conseguem transformar dados em inteligência aplicada conquistam vantagem competitiva ao criar experiências mais relevantes e personalizadas,fortalecer a conexão com o consumidor e ampliar sua capacidade de gerar valor, conversão e crescimento sustentável no longo prazo.

2- Inteligência Artificial no core das operações de e-commerce e supply chain
A partir de uma base sólida de dados, a inteligência artificial passa a atuar diretamente na tomada de decisão. No mercado, já é aplicada para prever demanda, otimizar rotas de entrega, automatizar atendimento ao cliente e até ajustar níveis de estoque de formadinâmica. O avanço mais relevante é a evolução para sistemas mais autônomos, capazes de responder em tempo real às mudanças no comportamento do consumidor e nas condições operacionais. “A inteligência artificial já está transformando as operações de e-commercee supply chain, trazendo mais eficiência, previsibilidade e capacidade de resposta em tempo real. O avanço agora é integrar dados e IA para apoiar decisões cada vez mais autônomas em toda a cadeia”, afirma Rafaela Braga, Sr. Data Science Manager no Itaú Unibanco.

3- Crescimento da complexidade operacional exige integração tecnológica

O aumento do volume de pedidos, a diversidade de canais e a expectativa por entregas mais rápidas tornam a operação mais complexa. Isso exige integração entre sistemas, plataformasde venda, operadores logísticos e parceiros de transporte. Sem essa integração, há perda de visibilidade, aumento de erros e ineficiência operacional. A tendência é a consolidação de ecossistemas tecnológicos capazes de orquestrar toda a operação de formaintegrada.

4- Logística na base da reputação e competitividade da experiência digital

A logística deixou de ser apenas uma etapa operacional e passou a ser decisiva na escolha do consumidor. Prazo de entrega, custo de frete e confiabilidade são fatores que impactamdiretamente a conversão. Empresas que investem em redes logísticas mais eficientes, com maior proximidade do cliente e melhor gestão de transporte, conseguem se diferenciar no mercado.

5- Adaptabilidade como fator de sobrevivência neste momento de reconfiguração do mercado

Em um ambiente de mudanças rápidas, com novas tecnologias e modelos de negócio surgindo constantemente, a capacidade de adaptação se torna essencial. Empresas precisam revisarcontinuamente suas estratégias logísticas, ajustar suas operações e responder rapidamente às mudanças de mercado. A flexibilidade operacional passa a ser um dos principais fatores de sucesso. “Estamos vivendo um momento de reconfiguração do mercado, em que a capacidade de adaptação se tornou mais importante do que escala ou histórico. Empresas que conseguem ajustar rapidamente suas operações e estratégias terão mais competitividade nos próximosanos”, afirma Piero Franceschi, CEO na StartSe.

A programação contou com a participação de executivos e especialistas que estão na linha de frente da transformação do setor, incluindo Piero Franceschi (StartSe), RafaelaBraga (Itaú Unibanco), Diego Kawaoka Melo (Dafiti Group), Erik Parronchi (doTERRA), Leandro Gravena (Intelipost), Omar Pucci (Fullcommerce Brasil), Julio Nishino (Fullcommerce Brasil), Luiz Garcia Ferreira (Nuvemshop), Monique Prince (REDE Itaú), Rodrigo Abreu(UP2Tech) e Camila Farani (G2 Capital) e Rapha Falcão.

O evento contou com apoio de empresas relevantes do ecossistema digital, como Fullcommerce, Intelipost e Nuvemshop, reforçando a importância da colaboração entre tecnologia,operação e estratégia para o desenvolvimento do setor.