Início Site Página 9

Deepfake corporativo: o golpe agora imita seu chefe

Uma reunião rápida, com pauta urgente e decisão tomada em poucos minutos. Foi nesse contexto que uma multinacional europeia autorizou a transferência de €25 milhões após uma videochamada com alguém que parecia ser seu próprio CEO. O executivo, na prática, nunca participou da conversa. O caso foi revelado em março de 2026 pelo site OnOff Business, que detalhou o uso de deepfake para simular a liderança da empresa em tempo real. Ao mesmo tempo, dados recentes da Europol indicam que uma parcela relevante das fraudes no continente já envolve manipulação de identidade com inteligência artificial.

“Esse tipo de abordagem funciona porque se encaixa na rotina. É uma demanda plausível, com alguém conhecido e um nível de urgência que faz sentido dentro da operação”, afirma José Miguel, Gerente de Pré Vendas da Unentel. “Quando o contexto convence, dificilmente a primeira reação é duvidar.”

O uso de voz sintética e imagem gerada por IA tem sido direcionado a momentos específicos do dia a dia corporativo, principalmente aqueles em que decisões precisam acontecer rápido. Aprovações financeiras, mudanças de fornecedor ou solicitações fora do padrão viram portas de entrada quando não existe um caminho claro para validação. Em muitos casos, basta um único ponto de confirmação para que a solicitação avance.

Relatórios como o Verizon Data Breach Investigations Report 2025 ajudam a entender esse cenário ao mostrar que a maior parte dos incidentes ainda envolve interação humana. Quando uma solicitação combina familiaridade com urgência, a tendência é acelerar a resposta, mesmo sem uma checagem mais cuidadosa. É nesse espaço que o deepfake ganha eficiência.

Algumas empresas já começaram a ajustar esses pontos sem necessariamente recorrer a soluções complexas. Mudanças simples na forma como decisões críticas são validadas, como evitar aprovações por um único canal, registrar exceções e distribuir responsabilidades, têm reduzido o espaço para esse tipo de abordagem. Também cresce o cuidado com pedidos fora do fluxo habitual, principalmente quando envolvem valores, acessos ou prazos curtos.

“O deepfake acompanha a evolução da tecnologia, mas ele ainda depende de como a empresa opera no dia a dia. Quando existe clareza nos processos e mais de uma etapa de verificação, fica muito mais difícil para esse tipo de fraude avançar, por mais convincente que pareça”, finaliza José Miguel.

Na prática, isso tem levado empresas a rever pontos específicos da operação, principalmente onde há mais pressão por rapidez. Segundo o especialista, aprovações financeiras, por exemplo, deixam de acontecer apenas por chamada ou mensagem e passam a exigir uma segunda confirmação em outro canal já conhecido da equipe. Também ganha força a formalização de exceções, quando um pedido foge do padrão, ele não é resolvido no improviso, mas registrado e validado dentro de um fluxo definido. 

Em paralelo, ferramentas que conectam comunicação, identidade e histórico de interações ajudam a dar contexto para cada solicitação, evitando que decisões sejam tomadas com base apenas na aparência ou na urgência. Esse tipo de ajuste não elimina o risco, mas reduz significativamente o espaço para que abordagens como o deepfake avancem dentro da rotina.

Consumidores usam mais de 2,5 milhões de cupons online em um ano

O uso de cupons de desconto deixou de ser pontual e passou a fazer parte da rotina de compra do consumidor brasileiro. Dados da extensão de navegador Parcerias Online, desenvolvida pela Proxy Media, indicam que os usuários economizaram com mais de 2,5 milhões de cupons distribuídos em compras online entre abril de 2025 e abril de 2026. No período, os usuários ativosaplicaram cupons, em média, de duas a quatro compras por mês, com maior concentração em momentos de decisão e em períodos de maior intenção de consumo, como datas promocionais.

Atualmente, a ferramenta conta com cerca de 1.000 usuários ativos, que utilizam a tecnologia para automatizar a busca e aplicação de descontos em compras online. A extensão testa diferentescupons disponíveis e aplica automaticamente a melhor opção no momento do checkout, reduzindo o esforço manual do consumidor e tornando o processo de economia mais eficiente.

Preço guia decisões de compra

O uso da extensão está concentrado principalmente em grandes plataformas de e-commerce e marketplaces, como Netshoes, Shopee, Magazine Luiza, AliExpress e Hoteis.com. As categoriascom maior volume de aplicação de cupons acompanham o comportamento de consumo digital no país, com maior incidência em produtos de eletrônicos, moda e acessórios, beleza e viagens. Esse movimento indica que o consumidor está cada vez mais atento ao preço,inclusive em compras recorrentes, e não apenas em aquisições de maior valor.

Embora períodos como Black Friday, Cyber Monday, Dia do Consumidor e Natal ainda acumulem os maiores picos de uso, chegando a volumes até três vezes superiores à média mensal, os dadosapontam para uma mudança relevante no comportamento. O uso de cupons deixou de ser restrito a grandes campanhas e passou a fazer parte da rotina, sendo incorporado ao dia a dia das compras online.

Ao longo da semana, o uso da extensão se concentra principalmente no horário comercial, acompanhando momentos de navegação e decisão de compra. Já aos finais de semana, o comportamentose torna mais distribuído, sem picos específicos, o que reforça a ideia de um consumo mais contínuo e menos dependente de datas específicas.

Para Francisco Cantão, CEO da Proxy Media, os dados revelam uma tendência clara deevolução no comportamento digital, marcada pelo crescimento da chamada “compra assistida por tecnologia”. “Nesse modelo, o consumidor deixa de buscar cupons manualmente e passa a delegar esse processo a ferramentas automatizadas, que encontram e aplicam descontosde forma mais eficiente e integrada à jornada de compra”, explica.

Essa mudança também evidencia uma transformação na percepção de valor: o consumidor está mais sensível a preço, espera automação na aplicação de descontos e passou a utilizar cuponsnão apenas em momentos promocionais, mas também em compras do dia a dia. “Dessa forma, o desconto deixa de ser um diferencial competitivo e passa a ser uma expectativa básica do consumidor digital”, reforça o executivo.

A evolução geracional do app commerce no Brasil

Hoje em dia, o seu cliente não compara o seu app com o do seu concorrente. Compara com o iFood. E você está perdendo essa comparação. A provocação não é apenas um recurso retórico. Ela traduz uma mudançaestrutural na maneira como o consumidor brasileiro percebe valor no ambiente mobile. A régua deixou de ser setorial e passou a ser definida pelas melhores experiências do cotidiano digital. Isso muda tudo.

Para entender como chegamos até aqui, é preciso olhar para a evolução do app commerce no Brasil como uma jornada geracional. Não se trata apenas de tecnologia, mas de um desalinhamento histórico entretrês forças que avançaram em ritmos diferentes: o contexto tecnológico, o comportamento do consumidor e a capacidade de execução do varejo de marca. Por muitos anos, o descompasso fez com que o varejo corresse atrás de um consumidor que nunca esperou.

A primeira geração, entre 2009 e 2015, foi a era do app como projeto. O smartphone era novidade e o app era tratado quase como uma extensão experimental do site. Cada funcionalidade precisava ser construídado zero, com alto custo e ciclos longos. O consumidor, por sua vez, não tinha o hábito mobile. Baixava aplicativos por curiosidade, usava uma ou duas vezes e voltava para o desktop. O foco do varejo era ocupar espaço, conquistar presença, garantir que existiaum app. Era uma disputa por pixel, não por relacionamento.

A segunda geração, de 2016 a 2022, marca o app como produto. Com a expansão do 4G, a popularização dos smartphones e a consolidação de apps que resolviam problemas reais do dia a dia, o comportamentodo consumidor mudou de forma definitiva. O mobile deixou de ser complementar para se tornar      central. Foi nesse momento que surgiram os chamados apps de destino, que passaram a ocupar a tela inicial do usuário e a definir o padrão de experiência. O varejo, pressionado por essa nova expectativa,encontrou no modelo de plataformas prontas um meio para escalar. Não foi uma escolha por comodidade, foi uma questão de sobrevivência. Ainda assim, ao padronizar demais, abriu mão de diferenciação.

Esse movimento trouxe um efeito colateral importante. Quando todo mundo usa o mesmo template, mais da metade das experiências se torna ruim. Não porque falta esforço, mas porque falta identidade e capacidadede evoluir na velocidade que o consumidor exige. Enquanto os grandes apps evoluíam com ciclos semanais e centenas de engenheiros, o varejo operava com times enxutos e limitações estruturais. A régua continuou subindo e nem todos conseguiram acompanhar.

A terceira geração, entre 2022 e 2025, representa uma inflexão. É o momento em que o app passa a ser plataforma. A arquitetura evolui, a tecnologia se torna mais acessível e, pela primeira vez, o varejorecupera autonomia. Com modelos mais flexíveis, baseados em componentes e desacoplamento entre interface e lógica, torna-se possível evoluir rapidamente sem reconstruir tudo a cada mudança. O impacto é direto na experiência. O app vai além de um canal de vendase se transforma em um ambiente de relacionamento, com identidade própria, funcionalidades exclusivas e capacidade de adaptação contínua. Pela primeira vez em quase duas décadas, o varejo consegue empatar o jogo.

Mas é na quarta geração, que começa agora, que surge uma oportunidade inédita. O app deixa de ser apenas uma interface para atuar como agente. A inteligência artificial muda a lógica de interação. Oconsumidor não quer somente navegar ou escolher. Ele quer delegar. Com isso, o modelo baseado em cliques migra para um modelo baseado em conversa e, em seguida, em execução. O pedido “me mostre opções” passa a ser “resolve isso pra mim”.

A mudança é profunda porque o app, diferente da web, tem acesso direto a recursos que ampliam essa capacidade de auxiliar. Câmera, voz, localização, sensores, biometria e contexto contínuo permitem experiênciasmais ricas e proativas. A inteligência deixa de ser uma ferramenta que o usuário acessa e passa a ser um sistema que antecipa, decide e executa. Isso redefine o papel do app no ecossistema digital.

Os primeiros sinais já são claros. Em setores como farmácia, processos complexos são resolvidos automaticamente dentro do app, reduzindo fricção e aumentando a conversão. Na moda, o uso de inteligênciavisual permite que o consumidor experimente produtos virtualmente, reduzindo devoluções e aumentando a confiança. Em todos os casos, o padrão é o mesmo. No lugar do app transferir complexidade para o usuário, ele passa a ter soluções.

A história do app commerce no Brasil mostra um movimento claro. Por muito tempo, o varejo reagiu ao comportamento do consumidor, sempre ajustando depois que a expectativa já havia mudado. A diferençaagora é que essa dinâmica pode se inverter. Com o avanço dos apps como agentes e a incorporação de inteligência no próprio dispositivo, existe uma janela real para antecipar demandas em vez de apenas responder a elas. Quem estiver preparado para evoluir comvelocidade e autonomia não vai só acompanhar a transformação como definir o que vem depois.

C6 Bank promove 3ª Invest Week com ofertas em investimentos no Brasil e no exterior

O C6 Bank realiza entre os dias 27 de maio e 5 de junho a terceira edição da Invest Week, campanha que reúne condições especiais para clientes que desejam investir no Brasil e no exterior. Durante o período, o banco vai oferecer vantagens em produtos de renda fixa, Tesouro Direto, previdência, fundos da C6 Carbon Asset e investimentos internacionais.  

Entre as opções disponíveis, há CDBs pós-fixados e prefixados, com investimento mínimo de R$ 100 e retornos de até 105% do CDI para os títulos com resgate em seis meses. Já os clientes do C6 Bank que contam com assessoria de investimentos terão acesso a produtos com rentabilidade ainda maior, que chega a 112% do CDI no prazo de um ano. A campanha também oferece taxas especiais em títulos isentos de imposto de renda, como LCA. As taxas promocionais podem variar durante a Invest Week e devem ser consultadas no aplicativo do banco ou diretamente com os assessores de investimentos. 

Os clientes que investirem pela primeira vez no Tesouro Direto terão benefícios exclusivos. Quem aplicar a partir de R$ 100 ganhará um cashback de 1.000 pontos C6 Átomos, o programa de pontuação do C6 Bank. Com ele, clientes acumulam pontos que não expiram e podem convertê-los em dinheiro, passagens e outros benefícios. 

A campanha também inclui benefícios para clientes que utilizarem o CDB Limite Garantido, produto que transforma o valor investido em limite no cartão de crédito. Ao investir nessa modalidade, clientes elegíveis poderão receber uma oferta de upgrade para os cartões Black ou Carbon, com isenção de anuidade por 12 meses enquanto mantiverem o investimento. 

As ofertas se estendem para previdência privada. Clientes que realizarem portabilidade pelo aplicativo do C6 Bank receberão 1.500 pontos C6 Átomos a cada R$ 10 mil transferidos. Já os fundos da C6 Carbon Asset terão redução do valor mínimo de aplicação, que passará de R$ 1.000 para R$ 100 durante a Invest Week, ampliando o acesso dos clientes.  

Investimento no exterior  

Os clientes que já investem no exterior ou querem começar a diversificar internacionalmente poderão aproveitar a redução do spread para envio de remessas à C6 Global Invest, a plataforma internacional do banco com saldo em dólar e acesso a ativos de renda fixa e variável no exterior. Durante a campanha, o spread cairá de 1,5% para 0,5% para investimentos a partir de US$ 100. A plataforma também terá rentabilidades especiais para aplicações em Time Deposit (TD), modalidade de renda fixa em dólar. 

Entre as opções disponíveis está o TD C6 Resgate Automático, produto semelhante a um CDB em dólar. O valor aplicado continua rendendo na conta de investimentos internacional e, sempre que necessário, é transferido automaticamente para a conta global transacional. A solução é vantajosa para quem planeja viagens ou outros gastos no exterior. O produto tem IOF de 1,1%, menor que o cobrado em cartões de crédito e contas globais, e carência de um mês para movimentação dos recursos.  

Para acessar as condições especiais, basta entrar no app e tocar em C6 Invest ou no banner da campanha localizado na página inicial. Os clientes também podem consultar os assessores de investimento e o regulamento no site do banco para obter mais informações sobre as ofertas. As condições da terceira edição da Invest Week estarão disponíveis por tempo limitado no aplicativo do C6 Bank.

Sympla, Mercado Livre e Mercado Pago se unem para ampliar estratégia de experiências e eventos proprietários

A Sympla, maior marketplace de eventos do Brasil, o Mercado Livre, e-commerce líder na América Latina, e o Mercado Pago, instituição financeira do Grupo Mercado Livre, anunciam uma parceria estratégica voltada ao fortalecimento de experiências ao vivo, entretenimento e eventos proprietários. Com o acordo, a Sympla passa a operar a venda de ingressos dos eventos proprietários realizados pelo Mercado Livre no Brasil, incluindo iniciativas como Meli Music e Mercado Livre Experience. E o Mercado Pago passa a integrar a jornada de pagamentos das transações realizadas pela plataforma.

A iniciativa acompanha um movimento cada vez mais relevante no setor de eventos, no qual marcas passaram a enxergar experiências presenciais como um ativo estratégico de relacionamento, engajamento e construção de comunidade. Ao reunir tecnologia, distribuição, ticketing e pagamentos em uma operação integrada, a parceria também aponta para um mercado mais maduro, com maior eficiência operacional, mais conveniência para o público e novas possibilidades de monetização e ativação.

Na prática, a união entre empresas com forte capacidade de escala e atuação complementar contribui para impulsionar o ecossistema de eventos no país. Para o setor, isso representa não apenas o fortalecimento de eventos proprietários, mas também a consolidação de modelos mais profissionais, digitais e conectados à jornada completa do consumidor, da descoberta à compra e à participação na experiência.

Para a Sympla, a iniciativa reforça sua presença em projetos de grande porte e amplia sua atuação junto a empresas que enxergam experiências ao vivo como parte central de suas estratégias de marca. Nos últimos anos, a plataforma vem consolidando sua posição para além da venda de ingressos, conectando descoberta, compra e participação em diferentes formatos de eventos e experiências.
 

“Na Sympla, acreditamos que experiências ao vivo têm um papel cada vez mais central na forma como as marcas se relacionam com as pessoas. Essa parceria reforça nossa capacidade de operar grandes projetos com escala, tecnologia e eficiência, além de consolidar a Sympla como parceira estratégica de empresas que investem em conexão e comunidade por meio de eventos. Duas gigantes do ao vivo se unem!”, afirma Rodrigo Cartacho, CEO da Sympla.

Para o Mercado Livre, a parceria fortalece a evolução dos eventos proprietários como plataforma de conteúdo, relacionamento e aproximação com diferentes audiências. A integração com o Mercado Pago também amplia a conexão entre experiência e transação dentro do ecossistema da companhia.

Além da operação de ticketing e pagamentos, a colaboração prevê ações conjuntas de comunicação e ativações voltadas a diferentes públicos e comunidades, unindo a expertise da Sympla em experiências ao vivo à força de marca e capacidade de engajamento do Mercado Livre.

Sobre a Sympla, marketplace líder no setor de eventos no Brasil

A Sympla oferece aos brasileiros a resposta para a pergunta “o que fazer”, com uma programação completa de eventos e experiências. Festas, festivais, corridas de rua, congressos, cursos, peças de teatro, espetáculos e opções culturais e esportivas: tudo em um só lugar, transformando a forma como as pessoas descobrem eventos e se conectam com o momento presente. Marketplace da vida ao vivo, conecta produtores de eventos a compradores promovendo, em média, 62 mil eventos de forma simultânea e gerando mais de 134 vendas por minuto em 4000 cidades brasileiras. Pioneira no Brasil, desde sua fundação em 2012 a Sympla já vendeu mais de 306.9 milhões de ingressos.

Marketing de afiliados se consolida como pilar estratégico para marcas na Copa do Mundo 2026

Com a proximidade da Copa do Mundo de 2026, as marcas enfrentam o desafio de converter a atenção global em decisões de compra efetivas, encontrando no marketing de afiliados um caminho de alta conversão. Segundo o estudo Affiliate Intelligence, da Rakuten Advertising, rede líder global de afiliados e marketing de performance, 51% dos consumidores já confiam nesses links para adquirir produtos, o que posiciona a estratégia como uma aliada indispensável para as experiências de consumo durante o mundial.

Essa confiança é alimentada principalmente pela busca por vantagens financeiras e credibilidade técnica. De acordo com o levantamento, o acesso a descontos ou cupons exclusivos motiva 33% das compras, enquanto a confiança na opinião do influenciador e a presença de conteúdos detalhados, como testes e comparativos, respondem por 23% da preferência do público cada um.

“O sucesso dessa modalidade para o próximo grande evento esportivo está principalmente na humanização do processo de venda e na fuga da publicidade tradicional excessivamente polida, que já não agrada mais os compradores”, afirma Salomão Araújo, VP Comercial da Rakuten Advertising no Brasil.

O levantamento revela que a transparência é o fator determinante para a segurança do torcedor, com 56% dos entrevistados afirmando que confiam mais no conteúdo quando ele é honesto e apresenta abertamente tanto os prós quanto os contras dos produtos. Somado a isso, o desejo por realismo é uma tendência forte, visto que 51% dos consumidores preferem ver o item sendo utilizado em contextos reais do cotidiano em vez de produções de estúdio.

“Ao integrar o marketing de afiliados às experiências da ocasião, as empresas conseguem oferecer uma jornada de compra muito mais rica e consultiva. O torcedor que busca equipar a casa ou adquirir itens oficiais, encontra nos produtores de conteúdo um filtro de qualidade que valida o investimento através de avaliações genuínas e demonstrações práticas. Nesse cenário, as marcas que priorizarem a entrega de valor real e a transparência sobre as características dos produtos estarão em vantagem estratégica para conquistar não apenas o clique, mas a fidelidade do torcedor em 2026”, conclui o executivo.

E-commerce: conversão pode crescer até 5x com integração entre dados, operação e atendimento

Entre o clique e a entrega do e-commerce, uma cadeia de decisões simultâneas e integradas sustenta cada pedido e não há margem para falhas. Aplicações analisadas pela Quality Digital indicam que a integração entre diferentes frentes da jornada pode impulsionar resultados, com casos como o da Osklen, que registram crescimento de até cinco vezes na conversão de recuperação de pedidos em canais conversacionais ao conectar dados, atendimento e execução ao longo do processo. Cada pedido percorre uma sequência contínua de decisões executadas simultaneamente para que a jornada funcione de forma consistente.

Inspirada na lógica de redes de transporte, a operação digital da Quality Digital organiza o e-commerce como uma estrutura em que diferentes fluxos operam de forma paralela e interdependente. B2C, B2B, D2C, marketplace e omnichannel aparecem como linhas que se cruzam ao longo da jornada e se conectam a pontos críticos que sustentam a execução. Decisões relacionadas a catálogo, preço, disponibilidade, pagamento, gestão de pedidos, logística e entrega deixam de atuar de forma isolada e passam a compor uma rede integrada, na qual o desempenho depende da consistência entre dados e sistemas. 

A proposta defendida desloca a leitura tradicional do commerce digital, que por muito tempo foi organizada de forma sequencial. Ao posicionar o pedido como elemento central, o modelo mostra que a continuidade da jornada depende da coordenação entre múltiplas camadas que operam ao mesmo tempo. “A venda deixou de ser um evento isolado e passou a ser orientada por dados ao longo de toda a operação. Quando essa base está organizada, é possível medir impacto direto em conversão, ticket médio e recorrência”, afirma Júlio Britto, CEO da Quality Digital.  

A ampliação de canais e integrações tem elevado o nível de complexidade operacional nas empresas. Plataformas de comércio, sistemas de gestão de pedidos, meios de pagamento, soluções de logística e ferramentas de relacionamento com o cliente passaram a atuar de forma simultânea, exigindo sincronização contínua. Com a redução da intervenção manual, o tempo de resposta diminui, enquanto inconsistências tendem a se propagar com maior velocidade ao longo da operação. 

O desempenho do e-commerce está cada vez mais associado à capacidade de execução. A geração de demanda perde relevância quando a estrutura operacional não sustenta a jornada até a entrega. Informações imprecisas no checkout, divergências de estoque e desalinhamentos logísticos afetam a experiência do consumidor, aumentam custos e impactam a percepção de valor da marca. 

De acordo com Roberto Ave Faria, diretor da Quality Digital, a execução da jornada precisa combinar precisão operacional com capacidade de adaptação à demanda. “O conceito de delivery promise funciona como um contrato de prazo de entrega e é decisivo para a finalização da compra, afinal, qualquer desvio impacta diretamente a conversão e a confiança do consumidor”, afirma. O executivo também destaca a necessidade de evolução na forma como o varejo trabalha a hiperpersonalização da experiência. “No conceito de home for you, a vitrine digital passa a ser montada de acordo com perfil, histórico e interesse do cliente. Não adianta oferecer tudo para todo mundo. Quando a oferta não conversa com o comportamento, a jornada perde eficiência e a conversão não se sustenta”, diz. 

Atualmente, no cenário do comércio digital, o crescimento sustentável do e-commerce depende menos do aumento de volume e mais da capacidade de coordenar decisões de forma integrada. Com a expansão dos canais digitais e o aumento das conexões necessárias para sustentar cada pedido, a eficiência operacional passa a definir o limite entre crescimento com rentabilidade e perda de desempenho. Ao tornar visível essa estrutura, o modelo apresentado contribui para uma compreensão mais precisa dos fatores que determinam o resultado no comércio digital. 

iFood inicia expansão de app para iPhone no Rio Grande do Sul e anuncia novas funcionalidades para entregadores

O iFood, empresa brasileira de tecnologia, iniciou pelo Rio Grande do Sul a expansão da nova versão do aplicativo para iOS voltado aos entregadores da plataforma. Em cerca de 30 dias após a liberação, a plataforma registrou crescimento de 16% no número de novos entregadores cadastrados. 

A novidade faz parte de uma nova leva de atualizações anunciadas pela empresa para o aplicativo usado pelos entregadores. Além da chegada ao iOS, as mudanças incluem ferramentas voltadas à organização da rotina, acompanhamento de ganhos, visualização de oportunidades e planejamento das entregas dentro do app.

O aplicativo passou a contar com uma funcionalidade que permite ao entregador acompanhar seus próprios objetivos financeiros e o progresso das entregas em tempo real, trazendo mais visibilidade sobre a rotina e apoiando o planejamento semanal. A chamada Tela de Metas, já disponível para todos os entregadores cadastrados, organiza essas informações de forma simples e acessível dentro do app.

O iFood também expandiu o acesso ao Rotas Disponíveis, recurso que agora pode ser utilizado por entregadores em mais de 2 mil cidades onde a empresa atua. A funcionalidade reúne pedidos disponíveis em uma lista aberta, permitindo maior autonomia e flexibilidade na escolha das rotas e na organização das entregas.

Outra atualização anunciada pela empresa é a ampliação da ferramenta de Antecipação de Repasse. A partir de agora, todos os entregadores poderão antecipar diariamente os valores recebidos pelas entregas realizadas, em montantes de até R$ 400 por dia e sem cobrança de taxas. Antes, o recurso possuía limite de utilização de até 4 vezes por mês para parte dos entregadores. O app também ganhou uma nova tela em formato carrossel para exibir promoções simultaneamente. A funcionalidade já soma mais de 300 mil acessos. 

A importância do Rio Grande do Sul no mercado nacional de delivery

Segundo o iFood, a escolha do Rio Grande do Sul para iniciar a expansão da versão para iOS está ligada à relevância estratégica do estado para a operação da plataforma e ao objetivo de ampliar o acesso ao aplicativo em diferentes dispositivos.

De acordo com estudo da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), o ecossistema do iFood representou 0,64% do PIB nacional em 2024. No Rio Grande do Sul, o impacto foi equivalente a 0,46% do PIB estadual, com a geração de aproximadamente 49 mil postos de trabalho diretos e indiretos.

“O Rio Grande do Sul tem relevância estratégica dentro do ecossistema nacional de delivery e vem registrando crescimento consistente nos últimos anos, por isso foi escolhido para iniciar a expansão da versão para iOS. A adesão à nova versão logo nos primeiros dias reforça a força do mercado local e o potencial de geração de renda na região. Nosso objetivo é seguir investindo em tecnologia e em melhorias que apoiem a rotina dos entregadores e, ao mesmo tempo, gerem experiências cada vez melhores para lojistas e consumidores, com inovação aplicada de ponta a ponta na operação”, afirma Jamilson Batista, Diretor de Engenharia e Excelência em IA do iFood.

IA no service desk: como as empresas estão transformando suporte em inteligência operacional

Por Edsel Simas, CTO da Setrion e da Milldesk Help Desk Software 

Em operações de médio e grande porte, o service desk tem deixado de ser apenas uma função de atendimento para se tornar um ponto estratégico de leitura da operação de TI. O volume de chamados continua alto, mas o que realmente mudou foi a complexidade: ambientes híbridos, aplicações distribuídas, múltiplos dispositivos e dependência crescente de SaaS criaram um cenário em que cada ticket carrega mais contexto técnico do que antes. Nesse ambiente, a inteligência artificial passa a ter um papel muito mais relevante do que automatizar respostas: a tecnologia passa a atuar como uma camada de interpretação que reorganiza o funcionamento do suporte. 

O dado mais interessante nesse contexto não está apenas no crescimento da adoção de IA, mas na mudança de expectativa sobre o service desk. Segundo levantamentos do setor, organizações processam, em média, mais de 10 mil tickets por mês, enquanto a percepção de complexidade operacional cresce de forma consistente. Isso desloca o foco da eficiência tradicional, baseada em volume e SLA, para a capacidade de entender, correlacionar e resolver problemas com mais precisão. É nesse ponto que a IA começa a transformar o service desk em um núcleo de inteligência operacional. 

Do ponto de contato à camada de inteligência 

A base conceitual dessa mudança ajuda a entender o movimento. Na prática de ITIL, o service desk sempre foi definido como o ponto central de contato entre usuários e provedores de serviço. O que a IA faz é ampliar esse papel. Em vez de apenas registrar e encaminhar demandas, esse ponto de contato passa a interpretar sinais, antecipar problemas e estruturar conhecimento de forma contínua. 

Na prática, essa transformação acontece porque a IA resolve um problema que a automação tradicional nunca conseguiu endereçar bem: lidar com contexto incompleto. Chamados raramente chegam estruturados. Usuários descrevem sintomas, não causas. Sistemas geram alertas sem explicação clara. Equipes trabalham com informações fragmentadas. Nesse cenário, tecnologias tradicionais de automação operam com limitações evidentes. Já modelos de IA conseguem interpretar linguagem natural, identificar padrões e sugerir caminhos com base em histórico e comportamento. 

Esse avanço muda profundamente a dinâmica do service desk. A triagem deixa de ser uma etapa puramente operacional e passa a ser uma etapa analítica. Classificação de tickets, definição de prioridade e direcionamento deixam de depender exclusivamente de regras fixas e passam a considerar contexto, histórico e impacto potencial. Isso reduz erros de encaminhamento, melhora o uso de especialistas e diminui retrabalho. 

Ao mesmo tempo, a IA começa a atuar como uma camada de apoio direto ao analista. Plataformas de ITSM já incorporam recursos que sintetizam incidentes, sugerem respostas e estruturam documentação automaticamente. O ganho mais relevante aqui não é apenas velocidade. É redução do tempo de entendimento do problema. Em operações grandes, boa parte do esforço está em reconstruir o contexto de um incidente. Quando esse processo é acelerado, o tempo total de resolução tende a cair de forma consistente. 

A nova dinâmica operacional do service desk 

Há ainda um efeito menos visível, mas mais estrutural: a melhoria da qualidade do conhecimento. Cada chamado resolvido passa a alimentar a base de dados de forma mais organizada. A IA transforma interações em documentação, identifica padrões recorrentes e fortalece a base de conhecimento. Com o tempo, isso reduz dependência de conhecimento individual e aumenta a capacidade de escala da operação. 

Esse ciclo, que envolve captura, interpretação, ação e aprendizado, é o que diferencia automação de inteligência operacional. O service desk deixa de ser apenas um ponto de passagem e passa a ser um sistema que aprende continuamente com a própria operação. 

Do ponto de vista de negócio, essa transformação começa a aparecer em métricas. Indicadores clássicos como MTTR, taxa de resolução no primeiro nível e custo por ticket continuam relevantes, mas passam a ser influenciados por novos fatores. A capacidade de resolver no primeiro contato aumenta quando a triagem é mais precisa. O custo por ticket tende a se estabilizar ou reduzir quando há menos escalonamentos desnecessários. E a experiência do usuário melhora quando a resposta já considera contexto e histórico. 

Estudos conduzidos por organizações como a Forrester indicam que o uso estruturado de IA em ITSM pode gerar economias relevantes de tempo em incidentes complexos, especialmente em atividades de investigação e coordenação. O impacto não está apenas na automação de tarefas simples, mas na aceleração de decisões em cenários mais difíceis. 

A IA, claro, não elimina a necessidade de analistas, mas altera o tipo de trabalho realizado. O foco sai da execução repetitiva e vai para análise, validação e tomada de decisão. Isso exige treinamento e adaptação cultural, especialmente em operações maiores, onde a padronização é mais difícil. 

O que se observa, portanto, é uma mudança estrutural no papel do service desk dentro das organizações. Em vez de um centro de custo voltado a resolver problemas, ele passa a ser uma fonte contínua de dados e inteligência sobre a operação de TI. Cada incidente deixa de ser apenas um evento isolado e passa a ser um ponto de aprendizado. 

Para empresas de médio e grande porte, esse movimento tem implicações diretas. Ambientes mais complexos não permitem mais modelos baseados apenas em volume e escala humana. A eficiência passa a depender da capacidade de interpretar e agir sobre informação em tempo real. A IA viabiliza essa transição ao transformar dados dispersos em decisões operacionais mais consistentes. 

O resultado não é apenas um service desk mais eficiente. É uma operação mais previsível, com menor fricção e maior capacidade de adaptação. Em um cenário em que a tecnologia está cada vez mais integrada ao negócio, essa evolução deixa de ser uma iniciativa de TI e passa a ser uma alavanca de desempenho organizacional. 

No fim, o que está em jogo não é automatizar o atendimento. É redefinir o papel do service desk dentro da empresa. Quando bem implementada, a IA não substitui o suporte. Ela transforma o suporte em um sistema capaz de entender, aprender e melhorar continuamente a operação. 

Kamino passa a integrar sistemas da Oracle e Sankhya para automatizar gestão financeira

A Kamino, plataforma de gestão financeira com IA nativa voltada a médias empresas, anunciou sua entrada nos marketplaces da Oracle NetSuite e da Sankhya. Com a novidade, companhias que já utilizam esses sistemas poderão integrar suas operações financeiras à plataforma da Kamino, automatizando processos como pagamentos, conciliação bancária e fluxo de caixa. Além da automação, os clientes contam com o Agente Financeiro, um chat conversacional de inteligência artificial que analisa dados financeiros e fornece relatórios e insights em tempo real.

O movimento reforça a estratégia da companhia em um modelo aberto de gestão financeira, no qual as organizações mantêm liberdade para incorporar diferentes soluções aos sistemas já utilizados. Embora muitas médias empresas já operem com sistemas corporativos consolidados, parte relevante da rotina financeira continua descentralizada entre planilhas, bancos e processos manuais, o que gera retrabalho, baixa visibilidade de caixa e fechamentos financeiros demorados.

“As empresas querem que gestão financeira, pagamentos e conciliação aconteçam de forma integrada, em tempo real e com menos processos manuais. Esse é o movimento que está transformando o mercado”, afirma Gonzalo Parejo, CEO e cofundador da Kamino.

Para resolver esse desafio, a Kamino centraliza a operação financeira em uma plataforma integrada a mais de 40 sistemas como ERPs, CRMs, sistemas logísticos, marketplaces e outras ferramentas corporativas. Com isso, pagamentos, conciliação bancária, emissão de boletos, NFS-e e consolidação multi-CNPJ passam a ocorrer dentro de um fluxo unificado.

Segundo a companhia, o modelo reduz erros manuais, acelera o fechamento financeiro e libera os times para atividades mais analíticas e estratégicas. A implementação também pode ser concluída em poucos dias quando o ERP da companhia já estiver estabilizado.

A digitalização da área financeira deve acelerar nos próximos anos à medida que médias empresas busquem operações mais centralizadas, digitais e integradas aos sistemas já utilizados no dia a dia. “O financeiro está deixando de atuar apenas como uma área operacional para assumir um papel mais estratégico dentro das companhias, com maior capacidade de análise e tomada de decisão”, conclui Gonzalo Parejo.