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Estratégia orientada à experiência: o novo modelo competitivo do varejo digital

O e-commerce está sob um cenário de competição intensa, maior maturidade digital e consumidores cada vez mais criteriosos. Com o crescimento contínuo das compras online e a consolidação de novos hábitos de consumo, o foco das empresas deixou de ser apenas a expansão de vendas e passou a incluir eficiência operacional, experiência consistente e relacionamento de longo prazo com o cliente. Nesse contexto, tecnologia, logística e atendimento deixam de atuar de forma isolada e passam a ser pilares estratégicos da proposta de valor.

A evolução do setor evidencia que vencer no ambiente digital exige decisões mais precisas sobre preço, entrega, personalização e pós-venda. Entender o comportamento do consumidor, estruturar operações logísticas eficientes e integrar canais tornou-se essencial para a conversão, fidelização e crescimento sustentável. A seguir, alguns dos principais fatores que têm moldado a dinâmica do e-commerce e a relação das marcas com seus clientes.

  1. Preferências e comportamento do consumidor:

O consumidor online brasileiro se torna cada vez mais sensível a preço e custo de frete: de acordo com a Pesquisa de Intenção de Compra – Black Friday 2025, realizada pelas empresas Tray, Bling, Octadesk e Vindi, (unidades da LWSA), 48% dos entrevistados relataram desistência de compra devido a frete caro. Por outro lado, 53% disseram estar dispostos a esperar mais se o frete for gratuito. Isso demonstra que, em 2026, oferecer frete competitivo e clareza nas condições é requisito básico para conversão de clientes.

  1. Entrega rápida e logística como diferencial:

A pressão pela velocidade de entrega se intensifica: segundo levantamento Future Shopper da VML, 57% dos brasileiros esperam entrega em até 24 horas, sendo um indicador claro de urgência e expectativa por eficiência. Além disso, os dados mais recentes mostram o crescimento do volume de pedidos no país: o e-commerce movimentou R$ 100,5 bilhões apenas no primeiro semestre de 2025, com forte expansão da base de compradores. Para 2026, quem garantir frete ágil, rastreamento em tempo real e prazos confiáveis ganha vantagem competitiva.

  1. Personalização, tecnologia e canais integrados:

A expansão do e-commerce atrai consumidores mais diversos, com diferentes perfis e expectativas, o que torna a personalização um diferencial importante. A digitalização ampliada e o crescimento das vendas por dispositivos móveis reforçam a necessidade de integração entre canais: sites, apps, marketplaces e redes sociais. Com isso, acredito que a omnicanalidade e a experiência fluida entre esses pontos serão essenciais para aumentar a conversão e a fidelização dos clientes.

  1. Pós-venda, clareza e confiança como parte da proposta de valor:

A logística e o serviço pós-venda deixam de ser custos operacionais e reafirmam-se como pilares da experiência do cliente. Lojas que oferecem rastreamento transparente, política de devolução clara e entrega confiável estarão mais propensas a conquistar confiança e fidelização — especialmente em um contexto de consumidores mais cautelosos e exigentes.

Portanto, o futuro do e-commerce não será definido apenas por preço ou descontos, mas por quem consegue entregar relevância, conveniência e consistência em cada ponto da jornada do cliente. A combinação de logística eficiente, comunicação transparente, tecnologia e integração entre canais define quem estará à frente. Para marcas que entenderem e responderem a essas demandas, 2026 oferecerá oportunidades expressivas de crescimento e fidelização.

*Isadora Vecchi é diretora de Desenvolvimento de Novos Negócios, Marketing e CX, da Loggi

Atendimento ao cliente: o desafio é saber usar a IA. Sem alucinação.

Antes, o centro da atenção estava na própria tecnologia, seus modelos, algoritmos e precisão técnica. Agora, o diferencial competitivo está em saber o que se faz com ela, isto é, se ela será implementada alinhada com a estratégia e objetivos do negócio. Não se trata mais de experimentos aleatórios para ver se a tecnologia vai dar certo.

Nos últimos anos, especialmente com o avanço dos modelos de IA, a tecnologia de ponta tornou-se amplamente acessível a diferentes perfis de organizações empresariais e governamentais. Hoje é possível usar grandes modelos pré-treinados por meio de IA para executar tarefas específicas e com resultados que ainda podem barrar a precariedade do planejamento.

O diferencial competitivo deixou de ser o acesso à tecnologia. Passou a ser a capacidade de aplicá-la ao negócio de forma inteligente.

IA conversacional não gera valor por falar bem. Gera valor quando resolve problemas reais, entende o contexto do cliente e se integra à estratégia da empresa.

Exemplos comprovados mostram que conversar com o cliente pode ser o mais próximo possível do que o usuário deseja. Pedimos a um amigo que conversasse com uma agente virtual de uma indústria alimentícia, especialmente do mercado de carnes.

De posse de seus recentes exames médicos, ele pergunta qual tipo de carne é ideal para uma pessoa com pré-diabetes. Ele não esperava uma resposta, considerando o tipo de pergunta. Mas, a agente explicou que ela entende a preocupação, mas ela não dá aconselhamento médico ou nutricional. É melhor falar com seu médico ou nutricionista sobre pré-diabetes.

Porém, ela indicou cortes magros de carne, como Filé Mignon e Patinho, e sugeriu modos de preparo mais leves.

Esta é a nova realidade da IA Conversacional: ser capaz de conversar sobre um tema relacionado ao seu escopo. Isso somente é possível se o projeto considerar todas as nuances das expectativas do cliente em uma conversa com a marca.

Para este modelo foram considerados:

– Ter uma agente de IA que antecipa necessidades em vez de simplesmente responder perguntas;
– Contextualizar as respostas a partir de uma base de conhecimento robusta e precisa;
– Oferecer respostas com contexto de histórico do cliente;
– Automação de processos internos com fluxo de conversação eficiente.

A tecnologia continua sendo crucial

Ela não pode se tornar uma commodity. Seu uso deve estar alinhado aos objetivos dos negócios, devendo IA conversacional estar conectada às expectativas do cliente. Sem modelos adequados, a execução pode falhar. Mas, se a base técnica for fraca, a solução não irá funcionar e o cliente não voltará tão cedo para uma conversa com a marca.

Os aspectos que devem ser considerados para o sucesso da IA Conversacional

Sabemos que a sua execução e as estratégias são difíceis, e que muitas empresas ainda tropeçam na definição de caso de uso claro, na governança de dados, nas métricas de sucesso e na adaptação cultural da organização para esta nova realidade.

As tecnologias abriram a porta para uma infinita variedade de usos. No entanto – hoje – diferenciar-se é saber como utilizá-la a partir de modelos eficientes que cumprem os objetivos do projeto. O verdadeiro valor está em planejar e executar com foco no impacto real — algo que demanda metodologia, visão e alinhamento estratégico.

Luiz Tardelli é CEO da Getbots.

Americanas registra aumento de 13% de venda por metro quadrado de lojas em 2025 e protocola saída da Recuperação Judicial

A Americanas divulgou hoje o balanço financeiro de 2025 com melhora expressiva nos indicadores financeiros e operacionais e desempenho de vendas acima da inflaçãoNo consolidado do ano anterior, a companhia registrou o crescimento de 7,8% nas vendas brutas no índice “mesmas lojas”, que evidenciou o crescimento de 13% da receita bruta por m² em comparação com o ano anterior. Os resultados apresentados estão em linha com a nova proposta de valor da companhia, que tem a loja física como protagonista e o digital como complemento da jornada omnicanal para uma experiência completa de compra.

O Ebitda Ajustado ex-IFRS 16, que exclui as despesas e eventos relacionados à recuperação judicial e às investigações da fraude e inclui o pagamento de aluguéis, foi de R$ 277 milhões. A melhora no indicador é de R$ 169 milhões ano contra ano e traduz a execução disciplinada das iniciativas para a reconstrução do negócio. O amadurecimento operacional também é refletido nas despesas com SG&A em 2025, que, excluindo depreciação e amortização, totalizaram R$ 748 milhões, uma redução de 18,1% em relação ao ano anterior.

Resultado Líquido apresenta melhora de R$ 280 milhões

A Americanas encerrou o ano de 2025 com um resultado líquido das operações continuadas positivo de R$ 98 milhões, uma melhora de R$ 280 milhões. É importante notar que este resultado financeiro não é comparável aos R$ 8,6 bilhões positivos de 2024, uma vez que o ano anterior foi beneficiado pelos haircuts dos credores com a novação da dívida no âmbito da execução do plano de recuperação judicial; ao excluir esse efeito relacionado aos haircuts, o prejuízo registrado em 2024 foi de R$ 182 milhões negativos.

Analisando especificamente o quarto trimestre de 2025, a Americanas registrou um lucro líquido de operações continuadas (excluem as operações de Hortifruti Natural da Terra e Grupo Uni.co, em processo de venda pela companhia) de R$ 206 milhões, contra uma perda de R$ 385 milhões no mesmo período de 2024 e encerra o período com Caixa Líquido – caixa maior do que dívida trazida a valor presente -, resultado da combinação de estrutura de capital sólida e eficiência, com redução do consumo de caixa operacional.
 

Centenário e plano estratégico até 2029
 

Com sua base financeira e operacional reestruturada, a Americanas entra em um novo ciclo estratégico trienal até 2029, em agenda dupla dedicada ao aprofundamento no conhecimento do consumidor, a partir de um fluxo médio de visitas de mais de 95 milhões de pessoas nas lojas, no site e no app da Americanas. O primeiro pilar, de Performance, foca em acelerar resultados com excelência operacional e evoluir na experiência do cliente através de uma estratégia comercial alinhada à precificação, à relação reformulada com fornecedores, à melhoria no atendimento e à modernização das lojas.

A segunda agenda, de Transformação, busca uma mudança significativa na experiência de compra em categorias alinhadas à expectativa do consumidor, ampliando a conexão através do programa de fidelidade “Cliente a”. Hoje, a varejista já possui mais de 40% de compras identificadas nas lojas, apresentando um gasto médio mais alto do cliente fidelizado e uma recorrência duas vezes e meia maior. “Estamos definitivamente vivendo uma nova fase em 2026, concluindo um ciclo de 3 anos de uma reestruturação intensa em todas as frentes de negócios e preparando a companhia para voltar a crescer”, comenta Fernando Soares, CEO da Americanas.

Saída da Recuperação Judicial

A conclusão do ciclo mencionado pelo executivo coincide com o pedido de encerramento do processo de Recuperação Judicial junto à 4ª Vara Empresarial da Comarca do Rio de Janeiro, protocolado nesta quarta, 25. A solicitação foi feita pouco mais de dois anos após a homologação do Plano de Recuperação Judicial. A companhia cumpriu com todas as obrigações previstas nos dois anos de fiscalização do plano e vem se reestruturando financeira e operacionalmente, desde janeiro de 2023, após a descoberta da fraude de resultados cometida pela gestão anterior.

“A saída da RJ libera a nossa agenda. Deixamos as discussões que já se esgotaram e partimos em direção ao futuro. Estamos prontos para acelerar o crescimento sustentável com muita responsabilidade e otimismo. Não existe futuro sem presente, e é isso que estamos construindo juntos na Americanas”, conclui Fernando Soares.

TP-Link inaugura loja oficial na Shopee e aposta em segurança residencial e conectividade acessível

A novidade chega acompanhada de benefícios atrativos para o consumidor, como cupons de primeira compra, frete grátis oferecido pela plataforma e condições promocionais em produtos selecionados — além da possibilidade de participação no programa de afiliados da Shopee, que permite que criadores de conteúdo e usuários monetizem suas recomendações por meio de links comissionados.

Entre os destaques da nova loja, estão produtos voltados tanto para o dia a dia quanto para quem busca mais tecnologia e segurança em casa:

Destaques da loja TP-Link na Shopee

UB500 – Adaptador Bluetooth 5.0
Ideal para quem quer conectar fones, teclados, controles e outros dispositivos ao computador com mais estabilidade e alcance. O modelo é um dos destaques da loja e está com preço promocional de lançamento, tornando-se uma opção acessível para upgrade de conectividade.

🔸 Tapo C200 – Câmera de segurança interna
Um dos modelos mais populares da marca, a Tapo C200 oferece visão noturna, rotação 360°, áudio bidirecional e monitoramento em tempo real via aplicativo — ideal para ambientes internos, como salas, quartos e escritórios.

🔸 Tapo C500 – Câmera externa inteligente
Projetada para áreas externas, a C500 conta com resistência às intempéries, visão noturna avançada e monitoramento remoto, sendo uma solução eficiente para quem busca reforçar a segurança da casa ou do negócio.

Câmera Mercusys MC510 – O novo lançamento Mercusys usa a resolução 2K combinada com Inteligência Artificial para manter seu lar seguro. Com proteção contra chuva e poeira, a Mercusys MC510 manda avisos para seu smartphone cada vez que algo potencialmente perigoso acontece na sua área de cobertura.

E-commerce mais acessível e colaborativo

Além dos preços competitivos, a Shopee oferece uma experiência de compra facilitada, com benefícios como: Cupons de desconto para novos usuários, frete grátis em diversas ofertas e promoções sazonais e campanhas relâmpago.

Outro diferencial é o programa de afiliados da Shopee, que funciona de forma semelhante ao de grandes plataformas globais: qualquer pessoa pode divulgar produtos por meio de links personalizados e receber comissão por vendas realizadas, criando oportunidades de renda no ambiente digital.

Com a chegada à Shopee, a TP-Link amplia sua presença nos principais marketplaces do país, acompanhando o comportamento do consumidor brasileiro, cada vez mais digital e sensível a custo-benefício.

A iniciativa também reforça o posicionamento da marca em oferecer tecnologia de qualidade com acesso facilitado, tanto para usuários domésticos quanto para pequenos empreendedores que buscam soluções inteligentes para o dia a dia.

Varejo abre 2026 com alta de 3,4%, segundo Mastercard SpendingPulse

O início de 2026 mantém crescimento para o varejo brasileiro. Conforme dados do Mastercard SpendingPulse, que mensura vendas do varejo físico e online e contempla todos os métodos de pagamento, sem ajustar pela inflação, o setor registrou crescimento de 3,4% em relação a ao mesmo período do ano passado. Ao todo, foram 10 setores da economia analisados, com seis deles apresentando desempenho acima da média nacional.

No recorte regional, 15 das 27 unidades federativas superaram o crescimento médio do país, indicando uma recuperação heterogênea do consumo entre as diferentes regiões.

“O resultado de janeiro reforça a resiliência do consumidor brasileiro, com destaque para o setor de Restaurantes, que apresentou forte dinamismo. A região Nordeste segue como destaque positivo, enquanto observamos oportunidades de crescimento em setores como Móveis e decoração, por exemplo”, afirma Gustavo Arruda, Economista-Chefe para a América Latina do Mastercard Economics Institute (MEI).

No desempenho setorial, áreas consideradas discricionárias mostraram uma aceleração. Os principais números positivos foram Restaurantes (12,3%), Joias (10,8%), Eletrônicos (9,6%). Por outro lado, alguns setores tiveram um fraco desempenho, como Materiais de construção (-0.9%) e Móveis e decoração (-3.6%), por exemplo.

Regionalmente, todas elas tiveram o Nordeste liderou o crescimento com 5,9%, enquanto o Sudeste registrou a menor expansão (2,2%). Os dois estados com melhor desempenho foram da região Nordeste: Ceará (7,7%) e Bahia (7,3%), seguidos de Santa Catarina (6,4%) no sul.

Fim de 2025

Os resultados do primeiro mês do ano seguem a trajetória positiva do último mês de 2025. Ainda segundo o MEI, o varejo fechou o mês de dezembro com alta de 4,9%, com os setores de destaque sendo Farmácias (13,8%), Hospedagem (8,3%) e Restaurantes (7,4%). Nos estados, dois se repetem: Santa Catarina (10,8%) e Ceará (9,7%), com Sergipe (9,9%) entre eles.

IA no testing: o dilema entre velocidade e qualidade ficou para trás

A Inteligência Artificial generativa já entrou de vez no ciclo de desenvolvimento de software, e, com ela, surgiu uma dúvida comum nas empresas: é possível ganhar velocidade sem comprometer a qualidade? Na prática, essa não é mais a pergunta certa. Segundo o Capgemini Research Institute, mais de 55% das organizações já exploram o uso dessa tecnologia em desenvolvimento e testing, com foco em eficiência e redução de tempo. O avanço é claro. O ponto agora é outro: como transformar essa velocidade em qualidade de forma consistente.

A automação assistida por IA já permite reduzir significativamente o esforço operacional em tarefas repetitivas. Em projetos recentes, registramos reduções de até 80% em ciclos de regressão, liberando equipes para atividades mais estratégicas, como análise de risco e validação de negócio.

Esse movimento também acelera a adoção de práticas mais maduras, como a antecipação dos testes ao longo do desenvolvimento. Com apoio da tecnologia, é possível identificar vulnerabilidades mais cedo, estruturar cenários de teste antes mesmo da codificação e aumentar a consistência das validações. Mas acelerar não significa, necessariamente, melhorar.

A IA ainda pode gerar inconsistências, omitir contexto ou exigir revisões humanas. Sem uma estratégia clara de qualidade, o ganho de velocidade pode amplificar riscos — e impactar diretamente o negócio. Por isso, o papel do testing está mudando. Segundo o World Quality Report, as equipes de qualidade estão migrando para funções de maior valor, com foco em análise de risco, validação de impacto e supervisão de resultados gerados por IA.

Na prática, o tester deixa de ser apenas executor e passa a atuar como um agente de decisão. alguém que interpreta, prioriza e garante que o que chega à produção esteja alinhado com o negócio. Ao mesmo tempo, não estamos apenas usando IA para testar, mas cada vez mais testando soluções construídas com ela. Isso exige ampliar os critérios de qualidade, considerando consistência, comportamento dinâmico e resposta a cenários não lineares.

O valor dessa tecnologia no testing não está em substituir o trabalho humano, mas em potencializá-lo. Organizações que conseguem equilibrar automação com critério técnico e visão de negócio tendem a capturar ganhos reais, não apenas em produtividade, mas em qualidade e competitividade. Porque, no fim, ir mais rápido só faz sentido quando também significa chegar melhor.

*Paola Aguirre é Líder de Testing na Ecosistemas Global, onde trabalha com estratégias de asseguramento de qualidade, automação e evolução de práticas de QA para ambientes de transformação digital.

Brasileiros fazem quase 500 mil buscas mensais por velocidade de internet no Google

A internet ruim deixou de ser apenas um incômodo doméstico e passou a afetar trabalho, estudo e entretenimento. 

Pesquisa feita pela redação com base no volume de buscas do Google indica que o termo “velocidade de internet” concentra quase 500 mil pesquisas mensais no Brasil, refletindo uma preocupação crescente dos usuários com lentidão, oscilações de sinal e desempenho real dos serviços contratados.

Essa pressão já aparece no comportamento dos usuários também em outros estudos. Um levantamento divulgado pela Gazeta do Povo, por exemplo, mostra que 54% deles podem trocar de plano de celular por problemas de sinal.

Além disso, as reclamações sobre a qualidade da internet seguem em alta: a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) registrou um aumento de 14,3% nas queixas ao longo de 2024.

Nesse cenário, os principais impactos da velocidade da conexão no cotidiano ficam mais evidentes:

• Influencia diretamente a qualidade do trabalho remoto, estudo e videoconferências.
• Determina a rapidez no carregamento de páginas, vídeos e aplicativos.
• Afeta a fluidez da transmissão de dados, reduzindo ou ampliando travamentos.
• Precisa sustentar vários dispositivos simultâneos sem perda de desempenho.

Para quem depende da rede, a diferença entre uma conexão rápida e outra instável aparece em detalhes básicos. Uma reunião sem travamentos, uma aula sem atrasos ou um vídeo que roda sem pausas podem definir a satisfação com o serviço contratado.

Com isso, a concorrência entre operadoras tende a aumentar. A demanda por serviços mais estáveis continua em alta, e a capacidade de reduzir oscilações se torna um dos principais fatores em um mercado cada vez mais dependente de conectividade.

Telecom expande infraestrutura em meio à pressão por estabilidade

As operadoras têm ampliado investimentos para acompanhar a demanda por desempenho. A expansão do 5G avança nesse movimento e deve responder por 43% do tráfego de dados móveis até o fim de 2025, segundo o Ericsson Mobility Report.

O mercado brasileiro de telecomunicações também segue em crescimento. Avaliado em US$ 32 bilhões em 2024, o setor pode chegar a US$ 43 bilhões em 2029, movido pela demanda por redes mais eficientes.

Na banda larga fixa, a fibra óptica continua como padrão de conectividade. Especialistas apontam que novas gerações da tecnologia podem oferecer velocidades acima de 10 Gbps nos próximos anos, ampliando a capacidade de transmissão.

Para representantes da NIO Internet, empresa do setor de telecomunicações, entregar internet de qualidade deixou de ser diferencial. Estabilidade e baixa latência passaram a ser requisitos essenciais para atender às expectativas dos usuários.

Com investimentos acelerados e concorrência em alta, o setor tenta equilibrar expansão e melhorias perceptíveis ao consumidor. A expectativa é de que a modernização das redes reduza desigualdades e eleve o patamar de conectividade no país.

Levantamento da Celcoin aponta que crédito é fator de lealdade no varejo para 60% dos brasileiros

O ecossistema financeiro e de crédito tem evoluído a passos largos nos últimos anos. Cartão de crédito, pagamento por reconhecimento facial e até via aplicativo já são realidade em muitas empresas e lojas do varejo, seja fisicamente ou online. É o que revela o estudo “O varejo no novo ecossistema financeiro”, realizado pela Celcoin, infratech financeira que provê infraestrutura para bancos e fintechs oferecerem produtos de crédito. De acordo com a pesquisa, 75% dos consumidores afirmam que um bom serviço financeiro aumenta a sua lealdade a uma loja ou marca. Essa importância se reflete no fato de que 6 em cada 10 entrevistados já mudaram ou mantiveram sua escolha de loja por causa dos serviços financeiros oferecidos.

Cerca de 32% das pessoas realizam compras online mensalmente, enquanto 24% são mais ativos e compram em sites diariamente ou semanalmente. Ainda de acordo com o estudo, quando o assunto são serviços financeiros próprios do varejo, o parcelamento e o cashback são elencados como o serviço mais útil enquanto os cartões, a facilidade mais utilizada pelos consumidores. As vantagens financeiras são o principal critério para os consumidores optarem por serviços financeiros próprios da loja, citados por 42% dos respondentes, com destaque para descontos exclusivos (37,6%), maior facilidade de pagamento (22,1%), e poder parcelar, mesmo sem cartão de crédito (20,1%).

“O sucesso do varejo no novo ecossistema financeiro está intrinsecamente ligado à capacidade das marcas de oferecerem crédito e formas de pagamento que facilitem o consumo. Muitas modalidades ainda são pouco conhecidas pelos consumidores ou pouco exploradas pelo varejo. As soluções financeiras não são apenas transacionais, mas sim diferenciais competitivos para o varejo, capazes de gerar lealdade dos consumidores ao mesmo tempo que geram receita para as lojas”, explica Luís Moraes, Diretor de Produtos da Celcoin.

Entre os serviços financeiros mais utilizados, se destaca o cartão próprio da loja (27%) e o parcelamento de compras (23%), amplamente dominados pelas classes C1 e DE. No entanto, há um gap entre uso e utilidade: o parcelamento é o serviço mais valorizado pelos consumidores, sendo considerado o mais útil por 35% para fazer compras online. O Cartão próprio da loja, por outro lado, é amplamente utilizado (27%), mas não aparece entre os serviços percebidos como mais úteis (11%). Isso sugere que a adoção deste produto pode estar ligada a incentivos imediatos, como descontos, em vez de uma preferência genuína, o que pode gerar risco de baixa fidelização no longo prazo.

“Esses dados reforçam que a busca do consumidor é por mais vantagens financeiras para facilitar o consumo, o que amplia as chances de fidelização quando os benefícios são bem comunicados e integrados à jornada de compra. Para que o varejista consiga transformar o serviço financeiro em um pilar de lealdade, a confiança é um ativo essencial. O bom serviço de produtos financeiros, seja pela qualidade ou pela quantidade, pode transformar o consumidor em um cliente leal. O Embedded Finance representa, por exemplo, uma oportunidade valiosa de transformar o varejo em uma plataforma financeira completa, oferecendo conveniência, crédito acessível e fidelização em um só ecossistema”, finaliza Moraes.

O levantamento também revelou que os clientes valorizam a transparência nas condições (34%) e levam em consideração a marca que oferece o serviço (26%) como os fatores que mais fortalecem a confiança e a chance de uso das ferramentas.

Ainda há oportunidades de expansão em produtos como o Seguro e o BNPL (Buy Now, Pay Later), que são pouco conhecidos pelos consumidores. Embora o seguro seja percebido como útil por 17% dos consumidores, apenas 8% o utilizam, revelando um gap de oportunidade ligado à falta de clareza sobre cobertura e custo adicional, por exemplo. O BNPL também apresenta baixa adesão (3%) e baixa percepção de utilidade (1%), indicando que o potencial de crescimento depende diretamente de uma comunicação mais transparente e de ações que transmitam confiança ao consumidor.

Conduzido com 1.549 respondentes entre agosto e setembro, o estudo mapeou os hábitos de compra e as motivações que levam os clientes a aderirem aos serviços financeiros oferecidos pelas varejistas.

Os 10 melhores hacks para economizar no Mercado Livre que estão conquistando os brasileiros

O Mercado Livre reúne uma série de recursos, benefícios e oportunidades que, quando bem aproveitados, transformam uma simples compra em uma verdadeira estratégia de economia. De cupons personalizados a programas de fidelidade, passando por ofertas-relâmpago e vantagens pouco exploradas dentro da própria plataforma, existem atalhos que fazem diferença real no valor final do carrinho. E o melhor: muitos deles estão ao alcance de qualquer usuário.

Cuponation, plataforma que reúne cupons de desconto e ofertas atualizadas diariamente, selecionou os melhores hacks para quem quer aproveitar ao máximo tudo o que o Mercado Livre oferece, pagando menos e comprando com muito mais inteligência.

1. Novato? Ganhe até R$ 30 OFF na primeira compra

Se você nunca comprou no Mercado Livre, essa é sua chance de estrear já economizando. Novos clientes ganham um cupom generoso de primeira compra (o valor varia conforme a época e promoções ativas), além de envio Full e frete grátis no primeiro pedido. Também é possível receber um pacote de cupons de boas-vindas com descontos progressivos — por exemplo, R$30 OFF compras acima de 120. Ou seja, você economiza não só na primeira, mas nas primeiras compras no Mercado Livre.

2. A aba de cupons personalizados que ninguém usa (mas deveria)

Poucos usuários conhecem esse recurso, mas a aba de cupons do Mercado Livre é uma mina de ouro escondida no app.

Para acessar basta abrir o menu no canto inferior direito e selecionar “Cupons”. Ali você encontra descontos personalizados e válidos especificamente para o seu perfil, nada de ficar testando códigos que não funcionam. O melhor é que as regras de cada cupom ficam bem explicadas (produtos válidos, valor mínimo, etc.) e a maioria é aplicada automaticamente no checkout. 

3. A aba “Ofertas” muda todos os dias — e muita gente ignora

O Mercado Livre mantém uma seção chamada Ofertas, que reúne produtos com descontos reais e com tempo limitado.

A dica aqui é acessar essa aba diariamente e filtrar por categorias como de eletrônicos, casa, beleza ou moda, para achar promoções que duram poucas horas. Combinar essas ofertas com cupons disponíveis no Cuponation pode dobrar a economia.

4. Siga suas lojas favoritas e destrave cupons exclusivos

Quer descontos exclusivos? Então siga o perfil das suas lojas preferidas dentro do Mercado Livre, especialmente as “lojas oficiais”.

Ao acessar o perfil delas, você encontra cupons e ofertas ativas naquele período, válidos apenas para produtos daquela marca. É perfeito se você tem interesse em marcas específicas que possuem loja própria na plataforma, já que muitas vezes, elas oferecem um cupom especial só por você seguir o perfil.

5. Ative alertas de preço

O Mercado Livre permite que o usuário ative alertas de preço em produtos salvos. Assim, quando o valor cai, ele recebe uma notificação.

Criar uma lista de desejos é outro truque eficiente: além de organizar o que você quer comprar, o sistema mostra variações de preço e ofertas relâmpago diretamente na sua conta. É uma forma simples e oficial de acompanhar oportunidades sem precisar monitorar manualmente.

6. Produtos recondicionados: o tesouro escondido com até 40% OFF

Na categoria de eletrônicos e gadgets, o Mercado Livre tem uma seção de produtos recondicionados, que são itens originais, testados, com garantia, mas com preço muito menor.

Esses produtos podem custar até 40% menos do que o novo, e se somado a cupons adicionais o desconto fica ainda mais agressivo.

7. Ganhe cupons assistindo e compartilhando Clips

Os Clips do Mercado Livre (vídeos de até 1 minuto criados por vendedores) também podem virar economia.

Os usuários com conta ativa podem compartilhar um Clip por WhatsApp, redes sociais ou e-mail. Se pelo menos 5 pessoas com contas ativas assistirem, é possível ganhar um cupom de até R$150 OFF.

8. Avaliações que viram cupons: opine e acumule Stickers
Deixar uma avaliação após receber o produto pode render recompensas dentro do Mercado Livre.

Cada opinião gera até 100 Stickers:
• 80 ao incluir fotos reais
• 20 ao escrever o comentário

Os Stickers podem ser trocados por cupons de desconto. Por exemplo: 100 Stickers valem R$1 OFF e 900 podem render R$10 OFF. Para quem compra com frequência, é uma forma simples de transformar a experiência em economia.

9. Verifique o histórico de preços antes de comprar

Existem extensões e sites parceiros que mostram o histórico de preços dos produtos no Mercado Livre, assim, o consumidor consegue saber se o desconto é real ou se o valor foi inflado antes da promoção. Essa é uma dica essencial, principalmente em eventos como a Black Friday, para não cair em “falsos descontos”.

 10. Combine Tudo: Cupons, Cashback, Meli Dólar e Parcelamento

A melhor economia acontece quando o consumidor combina diferentes benefícios.

O que é o Meli+?

Se você já é cliente frequente do Mercado Livre, considere assinar o Meli+, o programa de fidelidade da plataforma. Os benefícios incluem:

  • Frete grátis em envios rápidos para milhões de produtos
  • Cashback (Meli Dólar) em compras
  • Cupons exclusivos mensais
  • Acesso a serviços de streaming (planos Total e Mega)

Combinando o Meli+ com o cartão Mercado Pago, que oferece até 10% de cashback em compras,  você aumenta ainda mais sua economia!

Economia inteligente é hábito — não sorte

Os consumidores mais atentos usam o Mercado Livre e o Cuponation como aliados, pelas oportunidades escondidas dentro da própria plataforma. O segredo está em combinar informação com ação: saber onde estão as melhores ofertas e aproveitar cada cupom disponível fazendo uma real diferença no bolso no fim do mês.

Appmax aposta em inteligência artificial para proteger o consumidor no e-commerce

O clique que finaliza uma compra online nem sempre encerra a ansiedade do consumidor. Entre fraudes digitais e decisões de compra por impulso, cresce no e-commerce a busca por soluções que aumentem a previsibilidade da experiência. E a inteligência artificial começa a ganhar espaço nessa nova camada de proteção.

Não por acaso, cerca de 48% dos consumidores brasileiros já desistiram de finalizar compras online por insegurança com sites ou aplicativos, segundo o Relatório de Identidade e Fraude da Serasa Experian. Ao mesmo tempo, levantamento da CNDL e do SPC Brasil aponta que 51% dos consumidores conectados já realizaram compras por impulso, o que significa que dúvidas ou arrependimentos muitas vezes aparecem apenas depois do pagamento.

Esse cenário revela um desafio estrutural do comércio eletrônico: a falta de previsibilidade para o consumidor caso algo dê errado após a compra. “A confiança ainda é uma barreira importante no e-commerce. Muitas vezes o consumidor não desiste apenas pelo preço, mas pelo receio de não conseguir resolver se algo sair errado. Essa sensação de falta de suporte acaba impactando diretamente a experiência de compra”, afirma Betina Wecker, fundadora da Appmax, fintech brasileira especializada em soluções de pagamento para e-commerces e negócios digitais

Dentro desse contexto, empresas do setor de pagamentos e tecnologia começam a ampliar o uso de inteligência artificial para melhorar o suporte ao consumidor no pós-compra e reduzir conflitos que muitas vezes acabam em disputas financeiras entre clientes, lojistas e instituições de pagamento.

Na Appmax, por exemplo, esse movimento vem se traduzindo na expansão do uso de IA em ferramentas de atendimento e gestão de transações. A empresa desenvolveu o Compra Protegida, um sistema criado para oferecer um canal estruturado de suporte ao consumidor antes que eventuais problemas evoluam para disputas com bancos ou operadoras de cartão.

Na prática, após concluir uma compra em um site parceiro habilitado pela Appmax, o consumidor pode ativar o serviço por um valor adicional. Caso haja problemas relacionados à entrega ou à experiência do pedido, o atendimento ocorre via WhatsApp, no qual a plataforma organiza as informações da transação e conduz a mediação entre consumidor e lojista. Se a situação não for resolvida, o serviço prevê reembolso garantido ao consumidor.

A solução utiliza inteligência artificial para estruturar os dados da transação e agilizar a análise de cada caso, reduzindo etapas burocráticas comuns em processos de chargeback, quando o cliente solicita o cancelamento do pagamento diretamente ao banco ou à operadora do cartão. “Para o setor de comércio eletrônico, iniciativas desse tipo refletem uma mudança gradual no foco das plataformas digitais. É necessário também oferecer mais segurança e previsibilidade ao consumidor após o pagamento”, analisa Betina.