Início Site Página 104

Black Friday: o desafio invisível por trás das grandes promoções

A Black Friday se consolidou como uma das datas mais importantes do calendário do varejo mundial, pois é justamente quando os consumidores buscam por produtos com baixo custo e o comércio, por sua vez, intensifica as suas estratégias para atender à explosão de demanda. Contudo, por trás das vitrines virtuais e físicas repletas de ofertas, existe um desafio que nem sempre ganha os holofotes: a gestão eficiente da força de trabalho. Afinal de contas, são as pessoas, do planejamento ao atendimento, que sustentam a execução e garantem que a experiência do cliente corresponda às promessas feitas pelas marcas. 

Indiscutivelmente, nos últimos anos, o varejo tem vivido uma transformação profunda, tendo em vista que a digitalização acelerou o comportamento de compra, o consumidor se tornou mais exigente e o volume de transações cresceu exponencialmente em curtos períodos, como a Black Friday. Datas como esta, exigem das empresas não apenas planejamento logístico e tecnológico, mas também uma gestão de pessoas altamente estratégica. 

Em um ambiente em que velocidade, precisão e experiência personalizada são determinantes, o planejamento da força de trabalho deixou de ser uma função operacional para se tornar uma decisão de negócio. Empresas que conseguem prever demandas, ajustar escalas e alocar recursos com inteligência estão mais preparadas para enfrentar os picos de consumo sem comprometer a qualidade do serviço nem a produtividade das equipes. 

Um estudo recente da McKinsey & Company intitulado de “The Missing Productivity Ingredient: Investment in Frontline Talent” , mostra que organizações que investem estrategicamente em seus profissionais de linha de frente apresentam ganhos expressivos em eficiência e satisfação do cliente. O relatório conclui que a produtividade das empresas entrevistadas que tratam sua força de trabalho como ativo estratégico, e não apenas como custo, alcançam produtividade até 25% superior às que negligenciam o desenvolvimento e o dimensionamento adequado de suas equipes. 

Na prática, a performance da Black Friday, ou de qualquer grande data sazonal, depende menos de descontos e mais de gestão. E é justamente nesse ponto que as ferramentas de gestão da força de trabalho (Workforce Management – WFM) se tornam essenciais. Escalas bem estruturadas reduzem horas extras desnecessárias, evitam sobrecarga e mantêm o engajamento dos colaboradores mesmo sob pressão. Quando há planejamento, as equipes entregam com consistência. Sem ele, surgem atrasos, falhas e queda de produtividade. O consumidor percebe a diferença. Um bom atendimento, entrega pontual e uma experiência sem atrito são reflexos diretos de uma equipe bem planejada e apoiada por tecnologia, pois ela amplia a capacidade humana de antecipar cenários e tomar decisões baseadas em dados, mas é a liderança, com visão e empatia, que sustenta o equilíbrio entre produtividade e qualidade. 

O sucesso da Black Friday não se mede apenas em volume de vendas, mas na capacidade das empresas de operar com consistência e de valorizar quem faz tudo acontecer. Planejar pessoas é planejar resultados, e as organizações que compreendem isso constroem bons números sazonais e uma cultura de desempenho sustentável e contínuo, capaz de gerar vantagem competitiva durante todo o ano. 

*José Pedro Fernandes é vice-presidente global da SISQUAL® WFM.  

Rippling vs. Deel: a ganância é boa no mundo das startups?

Recentemente, o mercado global de tecnologia e recursos humanos acompanhou um escândalo digno das grandes histórias de espionagem corporativa: a Rippling, gigante avaliada em mais de US$ 13 bilhões, abriu um processo judicial acusando diretamente a concorrente Deel, avaliada em US$ 12 bilhões, de espionagem industrial. Não bastasse a acusação grave, o caso veio acompanhado de detalhes surpreendentes – e, diga-se, cinematográficos – sobre como o suposto espião teria sido descoberto.

Segundo a Rippling, um funcionário localizado na Irlanda estaria acessando ilegalmente canais internos no Slack, buscando informações sensíveis sobre estratégias comerciais e planos de expansão, especialmente relacionados à Deel. Para confirmar a suspeita, a Rippling montou uma armadilha – conhecida no jargão da segurança digital como honeypot – criando um canal fictício no Slack onde os funcionários supostamente discutiam negativamente a Deel. A rápida reação do suspeito, que teria visitado o canal falso poucas horas após a armadilha ser montada, foi suficiente para convencer a empresa da existência de uma operação de espionagem orquestrada pela rival. 

A situação ganhou contornos ainda mais dramáticos quando, ao receber uma ordem judicial para entregar seu telefone, o funcionário suspeito correu ao banheiro e teria tentado destruí-lo, inclusive tentando dar descarga no aparelho. Tal comportamento, que lembra uma cena típica de filmes policiais, serviu apenas para reforçar as suspeitas e agravar ainda mais o escândalo.

Esse episódio remete a outros casos famosos de espionagem corporativa, como a disputa histórica entre Coca-Cola e Pepsi, que envolveu funcionários trocando informações sigilosas sobre receitas e estratégias comerciais, ou ainda o caso recente envolvendo executivos da Uber, que foram acusados de espionagem industrial contra o Google na corrida por carros autônomos. O escândalo da Enron, embora não diretamente ligado à espionagem, também serve como um exemplo marcante de falhas éticas e de compliance que derrubaram uma gigante e transformaram definitivamente o mercado financeiro.

Em termos culturais, é impossível não lembrar do clássico filme Wall Street (1987), onde Gordon Gekko eternizou a frase “a ganância é boa”, refletindo uma visão distorcida sobre ética nos negócios. Mas, se algo pode ser aprendido da ficção – e dos casos reais mencionados – é que negligenciar controles internos e boas práticas de governança traz consequências reais e muitas vezes desastrosas para as empresas envolvidas.

O que o conflito Rippling vs. Deel escancara é justamente a necessidade urgente de fortalecer controles internos em empresas de todos os portes. É fundamental que organizações estabeleçam políticas claras de segurança da informação, limitação de acessos internos e que implementem sistemas robustos de monitoramento e auditoria. Mais do que apenas prevenir a espionagem corporativa, essas práticas são pilares de uma cultura organizacional sólida e ética, reduzindo drasticamente os riscos legais e reputacionais.

Um compliance estruturado, apoiado por uma governança corporativa sólida e eficaz, torna-se mais do que nunca indispensável. Controles internos bem definidos, alinhados às melhores práticas internacionais e com mecanismos claros de denúncia e investigação interna são ferramentas valiosas não apenas na proteção contra ações indevidas, mas também para evitar conflitos jurídicos dispendiosos e crises de imagem.

A lição deixada pela disputa entre Rippling e Deel é clara: ignorar a importância do compliance e da governança não é mais uma opção viável para empresas que desejam prosperar de maneira sustentável – inclusive startups. É hora de reconhecer que boas práticas não são apenas obrigações legais, mas investimentos estratégicos que garantem a integridade e longevidade das empresas no mercado global.

Como Gekko descobriria décadas depois, a ganância não é boa quando vem desacompanhada da responsabilidade e da ética corporativa. No mundo real, negócios sustentáveis são construídos sobre confiança, transparência e respeito às regras do jogo – algo que todas as empresas, não importa o seu tamanho, fariam bem em lembrar, pois no mundo dos negócios, ao contrário do cinema, nem sempre há uma segunda chance de reconstruir uma reputação perdida.

*Matheus Martins é especialista em Direito Empresarial pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) e em Private Equity, Venture Capital e Investimentos em Startups, também pela FGV. Além disso, é sócio do Barcelos Martins Advogados, escritório focado em soluções jurídicas para startups.

85% dos consumidores afirmam que as tarifas influenciarão suas compras de Black Friday e fim de ano

O comportamento do consumidor nesta temporada de compras promete ser influenciado não apenas por descontos, mas também no sentido contrário: no acréscimo de tarifas e custos adicionais do preço final de determinado produto. De acordo com levantamentorecente daRakuten Advertising, 85% dos consumidores afirmam que as tarifas têm impacto em suas decisões de compra durante a Black Friday e no final do ano — um dado que reforça a importância de estratégias orientadas por transparência com o consumidor.

“Com o aumento da conscientização sobre esses custos e impostos, os consumidores estão buscando marcas que comuniquem o valor de forma clara e autêntica. Os afiliados se tornam essenciais nesse processo, pois conseguem traduzir essas vantagens em mensagens que realmente conectam e geram conversão”, destaca Salomão Araújo, VP Comercial da Rakuten Advertising.

A pesquisa ainda mostra que 35% dos entrevistados dizem que farão compras “cuidadosamente tarifárias”, buscando entender melhor o valor total antes de adquirir um artigo determinado, enquanto 29% afirmam que as tarifas serão “um fator importante” e influenciarão diretamente as escolhas. Outros 22% estarão apenas “um pouco atentos”, enquanto apenas 11% indicaram que as tarifas “não serão um fator relevante”.

Segundo Salomão, este cenário cria oportunidade para marcas e profissionais de marketing de afiliados. A recomendação é priorizar parceiros que possam apoiar neste sentido, com comunicações que destaquem vantagens locais — por exemplo, “Por que sua marca brasileira oferece valor superior: sem taxas, envio rápido e suporte local”.

Além disso, de acordo com o especialista, ofertas de frete grátis podem funcionar como um diferencial competitivo para reduzir a percepção de custo e impulsionar as conversões, especialmente em momentos como esse, em que consumidores estão mais atentos ao preço final.

A pesquisa confirma uma tendência de alta para o varejo digital. De acordo com dados da Gauge e W3haus, a Black Friday de 2025 deve movimentar cerca de R$13,6 bilhões no Brasil, o que representa um crescimento de 16,5% em relação ao ano anterior. O comportamento do cliente também reforça o papel estratégico do ambiente online: segundo o levantamento da Rakuten Advertising, 98% dos brasileiros buscam por descontos e cupons antes ou durante suas compras, impulsionando um aumento de 5,61% no público da categoria “Cupons e Descontos”, em comparação a 2024.

Como a Inteligência Artificial Está Transformando o E-commerce em 2025

Em 2025, o setor de e-commerce está passando por uma revolução impulsionada pela inteligência artificial, que redefine a forma como consumidores e empresas interagem online. Conhecer as aplicações dessa tecnologia é fundamental para quem deseja se destacar neste mercado em rápida evolução.

Introdução à transformação do e-commerce em 2025

O comércio eletrônico vive uma era de mudanças rápidas e profundas em 2025, com a inteligência artificial (IA) se estabelecendo como uma das principais forças motrizes por trás dessa transformação. As lojas virtuais estão adotando cada vez mais soluções inteligentes para oferecer experiências personalizadas, otimizar operações e melhorar a satisfação do cliente. Essas inovações não apenas aumentam a competitividade, mas também promovem uma verdadeira revolução digital no setor.

O papel da inteligência artificial no crescimento do setor

A inteligência artificial tem desempenhado um papel fundamental no crescimento do e-commerce em 2025, ajudando empresas de todos os tamanhos a se adaptarem às novas demandas do mercado digital. Segundo dados de 2025, mais de 75% das lojas online de sucesso utilizam pelo menos uma solução baseada em IA para melhorar suas operações.

Essa tecnologia ajuda na análise de dados em tempo real, previsão de tendências, automatização de processos e personalização da experiência do usuário. Como resultado, as empresas conseguem aumentar suas taxas de conversão, reduzir custos operacionais e conquistar maior fidelidade dos clientes.

Principais aplicações da IA no e-commerce em 2025

1. Personalização avançada

Uma das aplicações mais visíveis da IA no comércio eletrônico em 2025 é a personalização de conteúdo. Os algoritmos analisam o comportamento de navegação, compras anteriores e preferências do usuário para oferecer recomendações altamente relevantes. Por exemplo, plataformas de e-commerce como a MercadoLivre e Amazon utilizam IA para sugerir produtos que correspondem exatamente às necessidades do cliente, aumentando as chances de compra.

2. Atendimento ao cliente automatizado

Chatbots inteligentes com capacidade de processamento de linguagem natural oferecem suporte 24/7, resolvendo dúvidas e auxiliando na finalização de compras. Essas ferramentas reduzem significativamente o tempo de resposta e melhoram a experiência do consumidor, além de liberar recursos humanos para tarefas mais complexas.

3. Otimização de preços e estoque

A inteligência artificial permite ajustar preços em tempo real com base na demanda, concorrência e comportamento do mercado. Além disso, ela otimiza a gestão de estoque, prevendo a demanda futura para evitar excessos ou faltas de produtos. Empresas como a Alibaba já utilizam essas técnicas para maximizar lucros e eficiência em suas operações.

4. Logística inteligente

O uso de IA na cadeia de suprimentos garante entregas mais rápidas e precisas. Desde rotas otimizadas até previsão de demanda de transporte, esses sistemas tornam o processo logístico mais eficiente, reduzindo custos e melhorando a satisfação do cliente.

5. Reconhecimento visual e realidade aumentada

A combinação de reconhecimento visual com IA permite que consumidores experimentem produtos virtualmente, como testar um móvel em sua sala ou experimentar roupas usando realidade aumentada. Essas tecnologias aumentam o engajamento e reduzem as taxas de devolução, ainda presentes em muitos setores de e-commerce.

Tendências de tecnologia para o e-commerce no próximo ano

  • Integração de IA com dispositivos IoT: Smart mirrors, assistentes de voz e outros dispositivos inteligentes continuarão integrando IA para criar experiências de compra mais imersivas.
  • Automação completa do atendimento: Assistentes virtuais mais sofisticados, capazes de lidar com tarefas complexas e manter interações mais humanas.
  • Buy Now, Pay Later (Compra Agora, Pague Depois): Sistemas de pagamento inteligente que se conectam à IA para oferecer opções de financiamento personalizadas.
  • Previsão de tendências com Big Data: Uso de análise preditiva para antecipar mudanças de mercado e ajustar estratégias de vendas rapidamente.

Desafios e oportunidades para lojistas em 2025

Embora as oportunidades sejam muitas, o uso de inteligência artificial também apresenta desafios. Entre eles, a necessidade de investimentos em tecnologia, a gestão de dados pessoais dos consumidores e a manutenção da ética no uso da IA. Contudo, as oportunidades de crescimento, inovação e maior engajamento compensam esses obstáculos para quem estiver preparado.

Lojistas que adotarem estratégias inteligentes em 2025 poderão se destacar, oferecer experiências únicas aos clientes e ampliar sua participação no mercado digital. Além disso, a integração de IA às operações permitirá uma tomada de decisão mais rápida e embasada, impulsionando o negócio de forma sustentável.

Como se destacar com IA no comércio eletrônico

Para se destacar no competitivo setor de e-commerce em 2025, é fundamental investir em inteligência artificial de forma estratégica. Algumas dicas incluem:

  1. Entender profundamente seu público: Utilize análise preditiva e machine learning para compreender seus consumidores e oferecer experiências personalizadas.
  2. Investir em tecnologia de ponta: Integre chatbots, recomendações personalizadas e automação logística para otimizar suas operações.
  3. Priorizar a experiência do usuário: Utilize realidade aumentada e reconhecimento visual para criar interações mais imersivas e intuitivas.
  4. Ajustar estratégias de preços em tempo real: Use IA para monitorar a concorrência e adaptar sua estratégia de preços rapidamente.
  5. Garantir a privacidade e ética: Respeite os dados dos clientes e utilize a IA de maneira ética, fortalecendo a confiança na sua marca.

Seguindo esses passos, seu e-commerce estará bem preparado para aproveitar ao máximo as oportunidades oferecidas pela inteligência artificial em 2025, garantindo uma vantagem competitiva duradoura.

Em resumo, a inteligência artificial está moldando o futuro do comércio eletrônico, trazendo inovação e eficiência em todos os aspectos do setor. Quem integrar essas soluções de forma estratégica estará à frente da curva e poderá aproveitar o máximo das tendências tecnológicas em 2025 e além.

Black Friday antecipada: faturamento omnichannel cresce 17% e marketplaces disparam 46%

A Linx, especialista em tecnologia para o varejo, identificou um início de novembro aquecido em diferentes segmentos, impulsionado pela temporada de Black Friday. O estudo, realizado entre 1º e 15 de novembro com a base de clientes da empresa, mostrou que marketplaces e operações omnichannel registraram desempenho positivo em relação ao mesmo período de 2024.

De acordo com levantamento, houve um aumento de 17% no valor faturado em clientes com operação omnichannel na primeira quinzena de novembro de 2025, comparado ao mesmo período do ano anterior, além de um crescimento de 7% no ticket médio. As operações omnichannel se destacam com desempenho superior motivado pela integração entre canais e pelo foco na jornada do cliente.
 

“Em um momento de forte competição comercial, as marcas que conseguem conectar estoque, pagamento e logística entre o físico e o digital entregam uma experiência muito mais fluida ao consumidor”, afirma Cláudio Alves, Diretor de Enterprise da Linx.

Já no varejo digital, o movimento foi ainda mais intenso. O valor faturado em marketplaces tiveram salto de 46% na comparação anual. O dia 11 de novembro dobrou o faturamento em comparação ao dia 10 de outubro de 2025, consolidando-se como um dos principais marcos do calendário promocional com as “datas dobradas”.

“O forte resultado dos marketplaces reforça o comportamento de antecipação das compras além da última sexta do mês de novembro. Desta forma, a jornada digital segue ganhando protagonismo, ao mesmo tempo em que o varejo físico mantém um ritmo sólido e alinhado ao calendário de ofertas”, afirma Daniel Mendez, Diretor de E-Commerce da Linx.

IRRAH Tech lança integrador que conecta agentes de IA a milhares de softwares, como CRMs e ERPs

A inteligência artificial deixou de ser promessa para se tornar parte indissociável da rotina profissional. Seja no atendimento, na gestão de dados ou na experiência do consumidor, a IA já não atua como apoio, mas como engrenagem central dos processos. Segundo o Gartner, até 2026 mais de 80% das empresas utilizarão modelos de programação de aplicações de IA generativa em ambientes de produção, movimento que acelera a incorporação definitiva dessa tecnologia às operações.

Na prática, isso já começa a transformar a forma como interagimos com serviços e produtos. Um usuário pode escolher um imóvel para locação diretamente pelo WhatsApp, recebendo fotos, vídeos, áudios explicativos e documentos em PDF em uma única experiência virtual. Do lado corporativo, clínicas de saúde podem treinar agentes de IA com depoimentos de pacientes, disponibilizar vídeos de antes e depois de procedimentos ou até anexar apresentações comerciais completas.

Essa dinâmica, no entanto, só é possível quando a IA consegue se conectar de maneira fluida a sistemas já existentes, e é justamente nesse ponto que surge uma inovação descrita como “divisor de águas”. A IRRAH Tech, desenvolvedora da plataforma GPT Maker, anunciou o lançamento do Model Context Protocol (MCP), um padrão de integração que simplifica e amplia a comunicação entre agentes de IA e softwares corporativos.

“Sem dúvida, é uma das atualizações mais significativas de nossa história. O MCP torna possível conectar inteligência artificial a CRMs, ERPs, plataformas de atendimento e muito mais, sem fricção. Significa que a integração acontece de forma fluida, simples e sem barreiras técnicas ou burocráticas. Estamos colocando nas mãos das empresas o poder de escalar suas automações com liberdade total”, afirma Jenifer Calvi, Head de Negócios do GPT Maker.

A atualização não apenas amplia a compatibilidade com mais de 8 mil sistemas e plataformas, como elimina a necessidade de programações complexas, tornando as integrações acessíveis a empresas de diferentes portes. Entre os recursos apresentados estão dashboards reformulados com indicadores personalizados, suporte multimídia para treinamento de agentes (com vídeos, áudios e documentos) e uma funcionalidade de busca inteligente, que permite respostas mais precisas e contextualizadas.

“Além disso, o MCP conta com a possibilidade de revisar atendimentos anteriores, o que significa que o agente consegue aprender com conversas passadas, identificar padrões e aprimorar interações futuras”, acrescenta Jenifer Calvi.

O impacto prático pode ser visto em setores variados: no relacionamento com clientes, com a integração a ferramentas como Hubspot, RD Station e Pipedrive; no suporte técnico, via Zendesk e Intercom; e na automação de fluxos, conectando-se a plataformas como Make, N8N e Zapier para eliminar tarefas repetitivas.

Mais do que uma atualização tecnológica, o MCP responde a um desafio estratégico em um mercado em plena expansão. De acordo com a Grand View Research, o setor de agentes de IA deve atingir US$ 50,31 bilhões até 2030, uma taxa de crescimento anual superior a 45%. Para especialistas, protocolos comuns como o MCP são fundamentais para sustentar esse avanço.

“O futuro da IA não está apenas em responder perguntas, mas em agir de forma inteligente dentro do contexto das empresas, conectando-se aos sistemas que elas já utilizam no dia a dia. É justamente essa transição que o MCP acelera”, avalia a Head de Negócios do GPT Maker.

Com sede no Paraná e presença em mais de 70 países, a IRRAH Tech aposta que a padronização das integrações pode transformar os agentes de IA em atores centrais da produtividade corporativa, aproximando-os daquilo que hoje já se delineia como o novo padrão da transformação digital. “Estamos falando da fusão entre pessoas, processos e máquinas inteligentes”, conclui Jenifer Calvi.

Fintech de pagamentos Juspay, que opera no Brasil, cresce 61% e fatura US$ 61 milhões em 2025

A fintech indiana Juspay, posicionada como uma das maiores empresas de orquestração de pagamentos da Ásia, anunciou resultados recordes no ano fiscal de 2025 (FY25). A empresa registrou lucro líquido de US$14 milhões e receita total de US$61 milhões, o que representa um crescimento de 61% em relação ao ano anterior. O desempenho se deu por conta da expansão no volume de transações digitais, ampliação da base de clientes, aumento da eficiência operacional e entrada em novos mercados internacionais.

Durante o ano fiscal, o volume diário de transações processadas pela Juspay cresceu de 175 milhões para mais de 300 milhões, enquanto o volume total de pagamentos anual subiu 150%, saltando de US$400 bilhões para US$1 trilhão. O resultado reflete a incorporação de grandes empresas e bancos globais à sua rede, entre eles Agoda, Amadeus, HSBC, Tiket e Zurich Insurance, além de maior eficiência com a otimização dos custos de infraestrutura de software.

Impulsionada por esse crescimento, a Juspay ampliou sua presença internacional e atua no Brasil há um ano, consolidando sua presença no ecossistema local de pagamentos. Por aqui, já orquestra soluções de pagamento da Mastercard e do Latam Pass, programa de fidelidade na Latam Airlines. 

“Nosso crescimento contínuo reforça a força dos nossos produtos, do nosso time e das nossas parcerias”, afirmou Sheetal Lalwani, cofundador e COO da Juspay. “Conseguimos manter a lucratividade ao mesmo tempo em que expandimos nossa presença global e fortalecemos relacionamentos estratégicos. Para o ano fiscal de 2026, seguiremos investindo na construção de uma infraestrutura segura, interoperável e de nova geração, que ofereça experiências perfeitas para empresas, bancos e consumidores. Nosso compromisso é com um crescimento sustentável, movido por inovação tecnológica profunda.”

O plano operacional da Juspay para 2026 prevê aumento nos investimentos em inovações, mantendo a rentabilidade com foco em desenvolvimento de produtos, expansão global e aprimoramento das capacidades em inteligência artificial (IA). Entre as principais frentes estão:

  • Transformar pagamentos por meio de orquestração em setores de alto crescimento, como companhias aéreas, hotelaria, agências de viagens online e e-commerce, promovendo conectividade e alcance global;
  • Capacitar bancos internacionais com uma infraestrutura de aceitação de pagamentos de nova geração, desenvolvida para escalabilidade, confiabilidade e experiências mais simples para os comerciantes;
  • Avançar no conceito de “agentic commerce”, com fluxos de compra inteligentes e contextuais em ambientes nativos de IA, criando jornadas de compra seguras e sem fricção;
  • Liderar a inovação em autenticação, com o uso de passkeys e biometria, reforçando segurança e conformidade regulatória, sem abrir mão da experiência do usuário.

Entre as próximas etapas, a Juspay pretende fortalecer sua atuação internacional e ampliar o portfólio de clientes por meio de parcerias estratégicas em mercados-chave. A companhia seguirá investindo em pagamentos biométricos dentro do ecossistema Pix no Brasil, funcionalidade que já é vista por especialistas com potencial para se tornar o principal meio de pagamento do Brasil pela capacidade de reduzir o tempo de transação superior a 2 minutos para menos de 10 segundos.

Em paralelo, a fintech direciona esforços para aprimorar sua plataforma de orquestração open source, o Hyperswitch, e um conjunto de tecnologias voltadas a pagamentos digitais mais seguros e fluidos, além de já estar expandindo suas soluções de infraestrutura para bancos globais, com uma plataforma moderna de adquirência desenvolvida para oferecer maior confiabilidade, escalabilidade e agilidade.

Banco Central intensifica segurança do Pix com novas regras para barrar fraudes

O Banco Central do Brasil lançou em março de 2025 novas regras para o Pix com o objetivo de conter fraudes digitais e aumentar a confiança no sistema de pagamento instantâneo. Entre as medidas estão a proibição de cadastro de chaves vinculadas a CPFs ou CNPJs em situação irregular e a exigência de uso de dispositivos previamente cadastrados para autorizar transações acima de valores definidos.

Dados da Serasa Experian mostram que, no primeiro trimestre de 2025, o país registrou 3,4 milhões de tentativas de fraude, um aumento de 22,9% em relação ao mesmo período do ano anterior. Mais da metade dos brasileiros adultos afirmam já ter sido vítimas de golpes, e 54% relataram prejuízo financeiro. Segundo o Banco Central, as perdas com fraudes no Pix cresceram cerca de 70% em 2023, somando R$ 4,9 bilhões.

Luis Molla Veloso, especialista em Embedded Finance e integração de serviços financeiros em jornadas digitais, explica que o crescimento das tentativas de fraude exige respostas proporcionais. “A escala do Pix demanda segurança contínua. As novas regras de autenticação são relevantes, mas o monitoramento comportamental e a validação de dispositivos são fundamentais para combater a engenharia social usada por criminosos”, afirma.

As instituições financeiras participantes do sistema deverão adotar, até novembro de 2025, mecanismos de gestão de risco capazes de identificar transações fora do padrão do cliente e revisar periodicamente as marcações de fraude nos cadastros. Essas exigências visam aumentar a detecção precoce de movimentações suspeitas e reduzir a abertura de contas com dados falsos.

Para os usuários, especialistas reforçam a importância de medidas simples, como verificar o nome e o CPF ou CNPJ do destinatário antes de enviar o pagamento, ativar a autenticação em dois fatores, evitar realizar transações em dispositivos públicos e desconfiar de mensagens que peçam transferências urgentes. Em caso de golpe, a orientação é registrar boletim de ocorrência e acionar imediatamente o banco para solicitar bloqueio dos valores pelo Mecanismo Especial de Devolução (MED), criado pelo Banco Central.

Apesar de o MED permitir recuperar o dinheiro em parte dos casos, levantamento recente mostra que apenas 5% das vítimas de golpes com Pix sabem que esse recurso existe e como utilizá-lo.

Para Veloso, o desafio do sistema é equilibrar agilidade e segurança. “A tecnologia cria barreiras cada vez mais eficientes, mas o usuário ainda é o elo mais vulnerável. A educação digital é tão importante quanto a inovação regulatória para garantir a integridade do Pix e a proteção de todos os envolvidos”, conclui o especialista.

Especialistas em identificação explicam os bastidores da autenticação de produtos

A recente crise de falsificação no setor de bebidas expôs a fragilidade dos mecanismos de autenticação disponíveis no país. Para os especialistas da Securetrace, grupo com mais de um século de experiência acumulada em identificação e segurança e responsável pelo desenvolvimento das cédulas do Real e do passaporte brasileiro, autenticar um produto é garantir sua integridade e proteger vidas.

Segundo Mário Nicoli Filho, CEO da empresa, “um produto para ser reconhecido como original deve conter uma ferramenta que permita ao consumidor checar sua autenticidade de forma imediata e indubitável”. A complexidade das falsificações cresceu, e a verificação visual deixou de ser suficiente. Hoje, falsificadores reutilizam frascos e rótulos originais descartados, preenchendo-os com conteúdo adulterado.

Com o avanço da inteligência artificial e da ótica de precisão, a autenticação tornou-se mais acessível. O que antes exigia perícia técnica agora pode ser feito em segundos, por meio de um smartphone. Isso permite que consumidores, comerciantes e fiscais confirmem a origem de um produto antes da compra ou consumo.

O impacto das falsificações vai além do setor de bebidas. A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que 10% dos medicamentos vendidos no mundo sejam falsificados, resultando em mais de 100 mil mortes anuais. No Brasil, o Fórum Nacional Contra a Pirataria e a Ilegalidade (FNCP) calcula que o país perdeu R$ 468 bilhões em 2024 com o mercado ilegal, sendo R$ 85 bilhões apenas com bebidas alcoólicas. O problema também atinge cosméticos, suplementos e combustíveis, com consequências sanitárias, econômicas e sociais.

Para a Securetrace, a autenticação deve ser tratada como questão de segurança pública e responsabilidade compartilhada. “Confiar em um elemento de validação comprometido é tão perigoso quanto não ter proteção alguma”, afirma Nicoli Filho. Segundo ele, o uso de mecanismos frágeis cria uma falsa sensação de segurança e agrava o problema.

Dessa necessidade surgiu o ID Secure (powered by Cypheme), tecnologia da Securetrace que estabelece um novo padrão de autenticidade. O sistema utiliza uma etiqueta de impressão digital única, impossível de ser copiada, com 99,9% de eficácia anticópia. É a única solução antifalsificação do mundo reconhecida pela norma ISO 12931, que certifica sistemas de validação de autenticidade com alto grau de confiabilidade.

O ID Secure também funciona como um mecanismo de rastreabilidade e inteligência forense. A tecnologia combina inteligência artificial, geolocalização e análise de dados para detectar fraudes, registrar evidências e fornecer informações às autoridades. O sistema já registrou mais de 75 mil vidas salvas, 10 milhões de produtos falsificados eliminados e US$ 180 milhões em receitas recuperadas.

A Securetrace mantém um programa contínuo de aprimoramento e cooperação técnica com empresas globais de segurança e defesa. O objetivo é estabelecer padrões de confiança e rastreabilidade entre marcas, autoridades e consumidores.

A missão da empresa é prevenir falsificações, proteger a economia formal e garantir que o consumidor possa confiar no que consome.

ActiveCampaign lança o primeiro conector de marketing autônomo para o Claude da Anthropic

ActiveCampaign, plataforma de automação de marketing, anunciou o lançamento do primeiro conector de marketing autônomo para o Claude, da Anthropic, agora disponível no Diretório de Conectores do Claude. Através desta integração, os usuários do Claude podem agora acessar diretamente as capacidades de marketing da ActiveCampaign, recuperando dados de desempenho, criando campanhas, atualizando o CRM ou acionando automações por meio de linguagem natural.

Como o conector é construído no servidor MCP da ActiveCampaign, a integração permite que os usuários do Claude realizem suas tarefas da ActiveCampaign diretamente em seu espaço de trabalho de Inteligência Artificial. Para os profissionais de marketing que trabalham no Claude, isso significa que eles podem analisar, descobrir insights e agir na ActiveCampaign sem trocar de plataformas.

“Esta integração redefine a forma como os profissionais de marketing realizam seu trabalho”, disse Jason VandeBoom, fundador e CEO da ActiveCampaign. “Ao disponibilizar os bilhões de pontos de dados de marketing da ActiveCampaign no Claude, estamos encontrando os usuários onde eles trabalham. Os profissionais de marketing agora podem trazer todo o poder da ActiveCampaign para seu fluxo de trabalho diário de IA, movendo-se perfeitamente do insight para a ação.”

Os principais recursos incluem:

  • Acesso conversacional a insights de marketing: Os dados e automações da ActiveCampaign agora estão acessíveis diretamente do Claude. Os profissionais de marketing podem usar linguagem natural para recuperar resultados de campanhas, detalhes de contato ou desempenho de automação. Por exemplo, basta dizer: “Como minhas campanhas se saíram na semana passada?” e o Claude exibe esses dados e tem o contexto de que precisa para fornecer melhores insights de negócios.
  • Fluxos de trabalho simplificados: Tudo o que os profissionais de marketing já fazem na ActiveCampaign, como acionar automações ou fazer brainstorming de ideias de campanha, agora pode ser feito diretamente no Claude. Por exemplo, basta dizer: “Inicie a automação ‘Agradecimento pós-reunião e acompanhamento’ para contato Emma Murrey,” e o Claude executa a ação instantaneamente – dando aos profissionais de marketing a capacidade de executar rapidamente sem sair de seu espaço de trabalho de IA.
  • Recomendações orientadas por IA: Os profissionais de marketing agora podem combinar a inteligência de marketing da ActiveCampaign com as capacidades analíticas do Claude para agir mais rapidamente. Por exemplo, peça ao Claude para analisar campanhas recentes, e ele pode responder: “Suas taxas de abertura aumentaram 15% entre os compradores de primeira viagem. Considere uma campanha de acompanhamento para aprofundar o engajamento.” Isso transforma dados brutos em estratégia acionável em tempo real.

O conector ActiveCampaign para Claude já está disponível no diretório do Claude. Para saber mais, visite Link.