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Top 5 tendências que irão moldar a indústria e o varejo em 2026

O ano de 2025 foi marcado pelo boom de tecnologias avançadas guiadas por Inteligência Artificial (IA). A indústria, de modo geral, especificamente o setor varejista, observou e acompanhou as mudanças do consumidor, como, por exemplo, sua forma de se relacionar, consumir e comprar. A fronteira entre o espaço físico e o cenário online foi superada e a experimentação das novas ferramentas inteligentes convenceu grande parte das empresas, mas a maioria segue presa em pilotos isolados, com retorno limitado. Essa é a grande virada de 2026: escalar tecnologia com coerência, administração e lucro, transformando as tendências de mercado em uma necessidade estratégica. 

É justamente essa transição da fase de testes para a implantação em escala que traduz o principal desafio enfrentado pelas organizações do mundo inteiro. Embora o valor da IA já seja capturado, a percepção do impacto ainda está em construção. Segundo a pesquisa global “The State of AI 2025”, conduzida pela McKinsey, apenas 39% das empresas atribuem qualquer nível de impacto do lucro à IA. Para Danilo Rocha, Diretor de Vendas Brasil da Yalo, especialista em integração de IA em canais conversacionais e agentes inteligentes focados na indústria, com dados abundantes e maturidade das ferramentas, em 2026 o mercado será moldado por tendências que ganharam ainda mais força, já que, ainda de acordo com o relatório, 80% dos entrevistados afirmam definir a eficiência como um objetivo de suas iniciativas de IA, além de estabelecerem o crescimento e a inovação como medidores adicionais do impacto. 

Novo comportamento do consumidor supera “Crise da Confiança” 

De acordo com o relatório “NIQ’s 2026 Consumer Outlook”, da NielsenIQ, a cautela e a percepção de valor moldaram profundamente o comportamento do consumidor que enfrentou transformações significativas ao longo dos anos. O estudo afirma que 95% dos consumidores definem a confiança como elemento fundamental para escolher uma marca. “Apesar da crescente cautela do consumidor, as marcas podem conquistar a lealdade construindo confiança e oferecendo valor além do preço”, disse Marta Cyhan-Bowles, diretora de comunicações e chefe de marketing global COE da NIQ. 

De fato, o que antes podia se resumir em “comprar por impulso”, agora é repensado e avaliado sobre a intenção real por trás de uma compra. Outro levantamento da Euromonitor International revelou que a confiança se tornou ativo estratégico, uma vez que 57% dos consumidores avaliados pesquisaram exaustivamente sobre produtos e serviços antes de realizar uma compra em 2024. O foco foi do preço, único e exclusivamente avaliado, para a confiabilidade, alinhando conveniência, experiência e coerência como os próprios valores dos consumidores. 

Agentes inteligentes de IA 

Os agentes inteligentes de IA continuarão sendo a principal força motriz para 2026, evoluindo da função de possibilitar ganhos operacionais através da análise de dados e de gestão da logística, para impulsionar a expansão de forma controlada, estabelecendo novos padrões de governança e maximizando o retorno sobre o investimento (ROI). No levantamento da McKinsey, 62% dos entrevistados disseram que suas organizações estão pelo menos experimentando agentes de IA e 88% relataram uso regular de IA em pelo menos uma função de negócios.  

O Gartner prevê que, até 2026, 40% das aplicações empresariais contarão com agentes de IA dedicados a tarefas específicas, contra menos de 5% em 2025, ou seja, eles serão elementos fundamentais para escalar a conversação e o atendimento, permitindo interações valiosas e personalizadas com milhões de clientes de forma simultânea e imediata. A grande oportunidade que a tendência traz é de que os assistentes virtuais não respondem apenas às perguntas que recebem, mas antecipam necessidades, sugerem produtos adequados e executam transações completas em nome do consumidor. Danilo alerta que “o desafio é garantir que essa comunicação seja fluida e o mais natural possível”. 

Relacionamento inteligente e ascensão conversacional 

O executivo da Yalo adianta que, em 2026, saber apenas o nome do cliente não será mais o suficiente para um atendimento de valor. “A indústria e o varejo precisarão entender o contexto real do consumidor, antecipando o desejo, oferecendo o produto ideal, no momento perfeito”. Sendo assim, uma das principais tendências de uso será a personalização estratégica, focada em compreender o comportamento do consumidor e do parceiro de negócio em tempo real para fornecer soluções sob medida, tanto na jornada quanto na otimização da cadeia de suprimentos. “O objetivo é ir além da simples automação, buscando construir um relacionamento inteligente e sólido por meio de conversas com histórico e antecipação das necessidades, visto que a inércia ou a irrelevância serão penalizadas com a perda de atenção”, finaliza.  

Conversação por voz e o fim das interfaces tradicionais  

De acordo com o relatório “How the World Does Digital” (2024) da PYMNTS Intelligence, que examinou os comportamentos digitais de mais de 67.000 consumidores em 11 países (representando cerca de 50% do PIB global), a interação por voz já é um meio de compra estabelecido. A pesquisa revela que 17,9% da população em geral utiliza a tecnologia de voz para realizar compras pelo menos uma vez por semana. A tendência é liderada pela Gen Z, já que 30,4% dos jovens fazem compras por voz semanalmente, utilizando assistentes virtuais e dispositivos digitais, indicando a consolidação da conversação por voz como um canal crucial de vendas.  

“A conversação por voz avança como um meio de compra e suporte crucial, uma vez que o uso da voz para pesquisa, compra e serviço ao cliente elimina a necessidade de digitar ou navegar por menus complexos, acelerando o ciclo de compra e melhorando a satisfação. Isso reforça a importância de canais diretos e integrados, além de inclusivos, que funcionem como uma única vitrine, facilitando a fluidez da jornada”, explica Danilo. 

Crescimento das vendas por canais integrados e populares 

O avanço do chat commerce,impulsionado pela IA, redefiniu o relacionamento B2B, conectando grandes marcas a milhões de pequenos e médios varejistas via canais amplamente utilizados como o WhatsApp. Ao automatizar toda a jornada de compra – do pedido à personalização de ofertas e gestão de relacionamento – a Inteligência Artificial garante que o pequeno empreendedor possa, por exemplo, repor seu estoque de forma rápida e intuitiva, 24 horas por dia durante os setes dias da semana.  

O Gartner projeta que, até o ano que vem, quatro em cada dez interações digitais ocorrerão por voz ou linguagem natural, tornando a comunicação com máquinas mais fluida que a navegação por menus ou cliques. Essa tendência se reflete em canais como o WhatsApp, que cresce em países emergentes e redefine o relacionamento entre grandes marcas e microvarejistas. Para Danilo, esse é o próximo campo de disputa do varejo: “O cliente não quer apenas ser atendido rapidamente. Ele deseja ser compreendido. A personalização só tem potencial de conversão quando reflete contexto e timing.” 

“A visão do impacto da IA dentro das organizações precisa ir além para que o desafio da implantação seja vencido com estratégia e inteligência. Mais do que tratar a tecnologia como motor de transformação, redesenhando fluxos de trabalho e acelerando a inovação, é urgente superar as velhas propagandas de interrupção. Estará na frente o negócio que se adaptar ao novo comportamento do consumidor, ofertando um produto ou serviço que nem ele mesmo sabia que precisava tanto naquele exato momento”, finaliza Danilo Rocha, Diretor de Vendas Brasil da Yalo, plataforma inteligente de vendas impulsionada por agentes. 

Estudo da Getnet aponta consolidação do serviço de delivery com faturamento estimado de R$79 bi e ticket médio 12% maior que o presencial

O mercado brasileiro de delivery de alimentos está em franca expansão, mostrando-se um polo de inovação e novos modelos de negócio. Um estudo de Inteligência Comercial da Getnet, realizado a partir de informações do setor, revela que a atividade segue em ritmo acelerado, impulsionada pela incorporação do serviço na rotina diária do consumidor.

De acordo com o levantamento, o faturamento do setor para este ano está projetado em aproximadamente R$ 79 bilhões, o que representaria um crescimento de cerca de 12,7% em relação a 2024.

Por sua vez, o ticket médio do delivery foi de R$ 66,21 por refeição em 2025, valor 12% superior ao do consumo presencial em restaurantes.

O estudo da Getnet aponta ainda que o volume de pedidos mensais continua em alta, ultrapassando os 150 milhões, um crescimento de 24% em relação ao ano passado.

Segundo o levantamento, o serviço de delivery já está presente em aproximadamente 80% dos estabelecimentos e responde por cerca de 20% do faturamento de bares e restaurantes. As preferências de consumo, como lanches, comida brasileira e marmitas, indicam que o delivery se tornou um hábito diário para refeições práticas.

“O delivery deixou de ser uma alternativa e se tornou um pilar estratégico de faturamento para bares e restaurantes no Brasil. Os dados mostram que a digitalização do consumo já é um fator determinante para a saúde financeira do varejo de alimentos”, diz Luciano Ferrari, vice-presidente comercial, marketing e clientes da Getnet.

“Depois de se popularizar durante a pandemia, o mercado de entregas agora vive uma fase de competição intensa. As empresas que lideram o setor estão diversificando, investindo em novos serviços como soluções financeiras e entregas muito rápidas. Além disso, novos concorrentes de fora do país estão chegando, trazendo tecnologia avançada e modelos de sucesso global”, destaca Luciano Ferrari.

Na avaliação do executivo, diante da nova fase, “o futuro do delivery se moldará pelos players que dominarem as estratégias de excelência operacional e tecnológica.”

Os principais erros cometidos no marketing para deixar em 2025

Todo ano, o marketing e a publicidade deixam lições importantes para o mercado, e em 2025, não foi diferente. Em um cenário marcado por excesso de informação, uma ditadura do imediatismo, novas tecnologias e consumidores cada vez mais críticos, muitas marcas erram ao confundir presença com relevância, volume com estratégia e tecnologia com propósito. 

Para Caroline Ferrari, Diretora de Novos Negócios Corporativos da Octopus, agência consagrada no mercado de publicidade e propaganda, repetir esses erros em 2026 pode custar muito mais do que visibilidade e comprometer reputação, confiança e, principalmente, resultados. 

“Um dos principais equívocos deste ano foi apostar em tendências sem alinhamento com a essência da marca. Vimos empresas correndo para usar inteligência artificial ou novos formatos apenas para ‘não ficar de fora’, sem estratégia clara, narrativa consistente ou métricas bem definidas”, analisa Ferrari. Segundo ela, a falta de planejamento e a urgência, transformaram boas ferramentas em ações vazias, com baixo impacto real no negócio.

Outro erro recorrente foi a comunicação genérica, principalmente num período onde o consumidor buscou identificação, personalização e diálogo. “Vimos muitas campanhas insistirem em mensagens amplas, pouco humanas e desconectadas do contexto social e cultural. Marcas que falaram com todo mundo acabaram não falando com ninguém. O público espera conversas relevantes, posicionamento claro e empresas que entendam suas dores e valores”, destaca.

Caroline também aponta o excesso de foco em performance imediata como um problema crítico. “Vimos que este ano foi marcado por uma obsessão por cliques, leads e resultados de curto prazo, em detrimento da construção de marca. Performance sem branding é insustentável. Em 2026, será essencial equilibrar dados com criatividade e visão de longo prazo”, afirma.

A falta de integração entre canais e equipes também está na lista de falhas, segundo a especialista. Estratégias fragmentadas, campanhas desalinhadas e comunicação desconectada entre online e off-line comprometeram a jornada do consumidor. Para a executiva, o próximo ano exige uma visão verdadeiramente integrada. “Não é mais sobre estar em todos os canais, mas sobre contar uma história única, coerente e contínua em todos os pontos de contato”, pontua. 

Para 2026, Caroline Ferrari defende um marketing mais consciente, estratégico e humano. “O aprendizado de 2025, para mim, é muito claro: marcas precisam menos de fórmulas prontas e mais de inteligência, escuta ativa e coragem para fazer escolhas. Quem entender isso agora sai na frente”, conclui.

Gouvêa Experience leva Delegação Internacional para a NRF 2026 com agenda exclusiva e imersão estratégica em Nova York

A Gouvêa Experience, referência há mais de três décadas em conteúdo, inteligência e desenvolvimento estratégico para o varejo, anuncia a Delegação Internacional Gouvêa Experience para a NRF Retail’s Big Show 2026 que acontece de 11 a 13 de janeiro, em Nova York (EUA). A jornada completa, realizada entre os dias 8 e 14 de janeiro, começa com um Study Tour exclusivo com visitas a operações icônicas de varejo, consumo, distribuição, tecnologia, inovação, experiências e serviços, proporcionando contato direto com os modelos de negócio mais avançados do mundo. Para completar a imersão, o Gouvêa Score atua como curadoria estratégica da NRF, pontuando e direcionando as palestras mais relevantes para executivos de varejo, consumo e serviços, garantindo foco no que realmente gera impacto para o mercado brasileiro.

Reconhecida como a mais relevante delegação brasileira rumo à NRF, a Gouvêa Experience entrega um programa diferenciado, com curadoria avançada, experiências exclusivas, agenda proprietária e suporte completo, consolidando-se como a iniciativa nacional mais completa voltada à leitura estratégica do varejo global.

Roteiro diferenciado

A Delegação inicia sua programação com uma reunião de abertura no escritório do Google em Nova York, um dos ambientes corporativos mais inovadores do mundo. O encontro será conduzido por um representante da companhia que compartilhará visões sobre tecnologia, comportamento do consumidor, inovação e os movimentos que estão moldando o futuro do varejo global.

A escolha do Google como ponto de partida reforça o posicionamento premium da delegação, estabelecendo desde o primeiro dia uma experiência de alto nível, focada em provocar novas perspectivas, estimular conexões estratégicas e ampliar o repertório dos executivos antes mesmo do início oficial da NRF.

Curadoria com o Gouvêa Score

Um dos grandes diferenciais da delegação é o uso da Gouvêa Score, ferramenta que analisa, ranqueia e recomenda as palestras mais relevantes da NRF a partir do contexto brasileiro. Com essa metodologia, os participantes conseguem direcionar seu tempo para conteúdos com real potencial de impacto em seus negócios, maximizando o aproveitamento do evento.

Study Tour exclusivo

O Study Tour Gouvêa Experience 2026 oferece acesso privilegiado a algumas das operações mais inovadoras de Nova York, incluindo visitas técnicas realizadas antes da abertura ao público. Nesse roteiro confirmadas visitas a marcas e empresas como Louis Vuitton, Puma, Lego Store, Ulta Beauty, Petco, Kiehl’s, Wilson Flagship, The RealReal, Nordstrom Local, Brooklyn Brewery, Capgemini, LinkedIn, Monday, além da futurista tm:rw Store (See You Tomorrow).

A programação inclui ainda almoços técnicos especiais como no Time Out Market – Union Square, que integra gastronomia, lifestyle e discussões estratégicas sobre consumo e experiência.

Visita guiada

Durante a NRF, a delegação conta com uma visita guiada especializada pela Expo conduzida por profissionais que estudam previamente as inovações, tecnologias e lançamentos mais relevantes. O percurso é desenhado para ser aplicado à realidade do mercado brasileiro, proporcionando uma imersão incomparável em relação a outras delegações nacionais.

Jornada de conteúdo

Em Nova York, além da NRF, os executivos participam do Retail Executive Summit (RES), um evento proprietário da Gouvêa Experience realizado no último dia da delegação na sede do TikTok com foco na tradução prática das tendências globais.

A jornada termina no Brasil com o Retail Trends Pós-NRF 2026, em São Paulo, um evento exclusivo que consolida os principais aprendizados, insights estratégicos e as perspectivas para o varejo nacional a partir da NRF.

Experiência premium

O pacote da delegação inclui Full Conference Pass, acesso integral à Expo, Innovation Lab, Startup Zone e Consumer Product Showcase, além de kit exclusivo, encontro preparatório online, reunião de boas-vindas em Nova York, visitas técnicas, jantares de relacionamento, shuttle exclusivo para o Javits Center, wrap-up estratégico final e ingresso para o Retail Trends Pós-NRF 2026.

A hospedagem oficial será no Hotel Park Lane, em frente ao Central Park, com café da manhã exclusivo e assistência permanente. Para quem contrata o aéreo com a Primetour, agência integrada à Gouvêa Ecosystem, há ainda Concierge Travel 24 horas.

Relevância multissetorial

Embora tenha foco no varejo, a delegação é relevante para indústrias, empresas de tecnologia, bens de consumo, serviços aos clientes e organizações que atuam no ecossistema varejista, reunindo executivos de todo o Brasil e promovendo networking qualificado entre lideranças.

Patrocinadores

A Delegação Internacional Gouvêa Experience NRF 2026 conta com o patrocínio de Infor, Capgemini, Único, Monday, Méliuz e Salesforce, empresas que compartilham o compromisso com inovação, tecnologia e evolução do varejo.

Eu Entrego projeta aumento de 25% no volume de entregas no Natal e usa tecnologia para reforçar operações

O Natal permanece como um dos momentos mais intensos do e-commerce brasileiro e a Eu Entrego prevê aumento de aproximadamente 25% no volume de entregas em relação ao mesmo período de 2024. A tendência dialoga com o crescimento estrutural do comércio digital no país. De acordo com projeções divulgadas pela Associação Brasileira de Inteligência Artificial e E-commerce (Abiacom), o setor deve alcançar R$ 234,9 bilhões em faturamento em 2025.

Em 2024, a operação já havia registrado expansão relevante e, neste ano, o ritmo acelera impulsionado pelo aumento da omnicanalidade e pela compra antecipada. O avanço não se dá apenas em volume, mas em diversidade de comportamento, o que torna a logística ainda mais estratégica. Nesse cenário, vestuário, joias e cosméticos devem liderar a demanda porque carregam forte vocação para presente e são impulsionados pelas promoções de Natal.

Para absorver o pico, a empresa expandiu sua base com novos profissionais e ativou campanhas específicas para engajar entregadores inativos, reforçou turnos nas regiões de maior volume e intensificou o uso de hubs urbanos e pontos de apoio temporários. A tecnologia segue como pilar estratégico com roteirização em tempo real, organizando rotas e capacidade mesmo nos dias mais densos da temporada.

“Estamos diante de um cenário mais competitivo e exigente. O consumidor busca prazos confiáveis e experiência pós-compra consistente ao mesmo tempo em que o volume cresce em todas as regiões do país. Investimos em previsibilidade e visibilidade, aproximando entregadores, varejistas e tecnologia. A operação está reforçada com novos painéis, integrações aceleradas e modelos de IA que melhoram a distribuição. O objetivo é entregar dentro do prazo, reduzir filas de suporte e garantir eficiência no período mais intenso do ano”, afirma Norton Canali, diretor comercial da Eu Entrego.

A eficiência também se apoia na evolução da SofIA, atendente virtual da companhia, que reduz filas de suporte ao oferecer respostas mais rápidas aos entregadores. Internamente, dashboards acompanham volumes e capacidade em tempo real, enquanto integrações ampliadas com varejistas minimizam gargalos durante o pico.

Esse monitoramento contribui para uma atuação regional mais precisa. O Sudeste permanece como a região mais intensa do país, concentrando 55,86% das compras via e-commerce, segundo a Abiacom. O Nordeste avança com maior adesão de pequenos e médios varejistas ao online, movimento que acompanha a expansão estrutural do digital. A escala geográfica fortalece a demanda logística de fim de ano e exige planejamento robusto, especialmente em centros urbanos densos.

Além do recorte geográfico, o comportamento do consumidor influencia diretamente a dinâmica das entregas. Cresce a antecipação das compras, motivada por busca de promoções prolongadas e receio de atrasos. A preferência por entregas rápidas e opções flexíveis de recebimento aumenta, com destaque para janelas mais curtas, alternativas de retirada e confiança na pós-entrega, fatores que impactam diretamente a conversão no e-commerce.

Reclamações por compras online disparam no Brasil, mostram órgãos de defesa do consumidor

O número de queixas de consumidores sobre compras realizadas pela internet no Brasil continua em alta, segundo dados divulgados pelos órgãos de defesa do consumidor. Só no período da Black Friday de 2025, o Procon-SP contabilizou 3.064 interações com consumidores, das quais 2.979 reclamações formalizadas. Isso significa um aumento de quase 40% em relação ao ano anterior.

Entre os principais problemas relatados estão: não entrega ou entrega com atraso (31,62%), pedidos cancelados pelo fornecedor (15,51%) e produto com defeito ou diferente do anunciado (11,75%). Especialistas observam que o crescimento das queixas acompanha o aumento contínuo das compras online no país e o surgimento de frustrações relacionadas à experiência do usuário. Um estudo recente da E-Commerce Brasil mostrou que 77% dos brasileiros abandonam compras online devido à insatisfação com o site ou aplicativo, e muitos consumidores também relatam preocupações com métodos de pagamento e segurança digital.

O advogado Giordano Malucelli, especialista em direito do consumidor, destaca que a legislação brasileira prevê mecanismos de proteção ao comprador online. “O Código de Defesa do Consumidor estabelece que a oferta vincula o fornecedor; se o prazo de entrega não for cumprido ou a compra for cancelada sem justificativa, o consumidor pode exigir o cumprimento da oferta, aceitar produto equivalente ou rescindir o contrato com a restituição integral do valor pago”, afirma.

Malucelli lembra que nas compras eletrônicas o consumidor também tem o direito de arrependimento, com possibilidade de desistir da compra em até sete dias após o recebimento do produto. “Registrar reclamações nos canais oficiais e conservar comprovantes e mensagens é essencial para fortalecer qualquer demanda administrativa ou judicial”, acrescenta o advogado.

Segurança nas compras

Além do amparo legal, a adoção de medidas preventivas pode reduzir riscos nas compras digitais. Segundo Arthur Braga da Octoshop Brasil, marketplace especializado em tecnologia, a atenção deve começar antes da finalização da compra. Verificar a reputação do site e do vendedor, optar por meios de pagamento com proteção contra fraudes e evitar concluir compras em redes públicas de internet estão entre as principais recomendações.

“Comprar online é uma facilidade cada vez mais presente na rotina do consumidor, mas exige cuidado. Informação, segurança e atenção ao ambiente digital são tão importantes quanto conhecer os direitos garantidos por lei”, conclui o especialista.

Alta demanda no Natal expõe empresas ao risco de banimento no WhatsApp

O Natal se aproxima e, com ele, a temporada mais quente do varejo. E, neste ano, um protagonista ganha ainda mais força como o principal campo de disputa pelas vendas: o WhatsApp. De acordo com relatório especializado, produzido em parceria com a Opinion Box, o canal segue como o principal para o contato entre consumidores e marcas no Brasil. O estudo mostra que 30% dos brasileiros já utilizam o aplicativo para realizar compras, enquanto 33% o preferem no pós-venda, superando meios tradicionais como e-mail e telefone.

“Por anos, o WhatsApp foi apenas um aplicativo de mensagens. Hoje, é o balcão mais movimentado do varejo digital brasileiro”, diz Alberto Filho, CEO da Poli Digital, empresa goiana que trabalha com soluções oficiais de comunicação via WhatsApp.

E assim, a pressão para vencer a concorrência e por resultados rápidos nessa época do ano leva muitas empresas a adotarem práticas que violam as políticas da Meta, controladora do WhatsApp. O resultado? Um dos maiores pesadelos para qualquer negócio moderno: ter a conta banida.

“Entender como o sistema funciona e quais são os limites é importante para garantir que a principal vitrine de vendas não feche as portas em plena semana de Natal”, explica Mariana Magre, especialista em atendimento via WhatsApp e Customer Success da Poli Digital.

Ela explica que o crescimento meteórico do WhatsApp Business trouxe oportunidades e riscos. Quanto mais essencial o canal se torna, maior o impacto de seu mau uso. “A expansão atraiu não apenas empresas legítimas, mas também spammers e golpistas, o que levou a Meta a endurecer a vigilância sobre comportamentos suspeitos”, explica.

A Meta Platforms divulgou que, entre janeiro e junho de 2025, foram banidas mais de 6,8 milhões de contas no WhatsApp, muitas delas associadas a operações de fraude, como parte de um esforço mais amplo para reprimir o abuso de seus serviços de mensagens por criminosos.

“O sistema da Meta analisa padrões de comportamento para identificar atividades semelhantes a spam. Entre os sinais de alerta estão o envio de um volume anormal de mensagens em pouco tempo, um alto índice de bloqueios e denúncias, e o disparo para contatos que nunca interagiram com a marca”.

As consequências variam. Um bloqueio temporário pode durar horas ou dias, mas o banimento permanente é devastador: o número se torna inutilizável, todo o histórico de conversas é perdido e o contato com os clientes é interrompido de forma imediata.

Contudo, a especialista da Poli Digital detalha que a grande parte dos bloqueios ocorre por desconhecimento técnico. As infrações mais comuns envolvem o uso de versões não oficiais do WhatsApp, como GB, Aero e Plus, e o disparo em massa via APIs “piratas”. Essas ferramentas não são homologadas pela Meta e são facilmente rastreadas pelos algoritmos de segurança, levando a banimentos quase certos.

Outro erro grave é a compra de listas de contatos e o envio de mensagens para pessoas que não autorizaram o recebimento (sem opt-in). Além de ferir as regras da plataforma, essa prática eleva drasticamente o índice de denúncias de spam.

A ausência de uma estratégia de comunicação estruturada agrava o cenário: o envio excessivo de promoções irrelevantes e o desrespeito às políticas comerciais do WhatsApp comprometem o chamado Quality Rating, métrica interna que mede a “saúde” da conta. “Ignorar essa classificação e insistir em práticas ruins é o caminho mais curto para um bloqueio permanente”, reforça Mariana.

Para atuar de forma segura, é essencial compreender as diferenças entre as versões do aplicativo:

  1. WhatsApp Pessoal: voltado ao uso individual.
  2. WhatsApp Business: gratuito, indicado a pequenos negócios, mas com limitações.
  3. API Oficial do WhatsApp Business: solução corporativa que permite automação, múltiplos atendentes, integração com CRM e, sobretudo, segurança em escala.

É nessa última que está o “pulo do gato”. A API Oficial opera dentro dos parâmetros da Meta, com templates de mensagens pré-aprovados, opt-in obrigatório e mecanismos de proteção nativos. Além disso, garante que toda comunicação siga os padrões de qualidade e consentimento exigidos.

“Na Poli Digital, nós ajudamos as empresas a fazer essa transição de forma segura, centralizando tudo em uma plataforma que integra a API Oficial do WhatsApp ao CRM. Isso elimina o risco de bloqueios e mantém a operação em conformidade”, explica Mariana.

Um exemplo emblemático é o da Buzzlead, empresa que utiliza o WhatsApp em grande escala para notificações e engajamento. Antes da migração, o uso de disparadores não oficiais causava bloqueios recorrentes e perda de mensagens. “Quando a gente começou a enviar grandes volumes, enfrentamos problemas de bloqueio de número. Foi através da Poli que conhecemos a API Oficial do WhatsApp e conseguimos resolver tudo”, conta José Leonardo, diretor da Buzzlead.

A mudança foi decisiva. Com a solução oficial, a empresa passou a operar sem aparelhos físicos, usando templates aprovados e reduzindo drasticamente o risco de banimento. “Os resultados melhoraram bastante, maior taxa de leitura e melhor entrega das notificações”, completa o executivo.

Mariana resume o ponto central: “Migrar para a API Oficial não é apenas uma troca de ferramenta, é uma mudança de mentalidade. A plataforma da Poli organiza os fluxos, garante o cumprimento das regras e monitora a qualidade da conta em tempo real. O resultado é tranquilidade para focar no que realmente importa: vender e se relacionar com o cliente, especialmente no Natal”.

“E, se o Natal é o auge das vendas, a segurança e a conformidade se tornam o verdadeiro presente para quem quer continuar crescendo em 2025”, conclui Alberto Filho. 

LGPD 2026 e E-commerce: Guia Completo para Estar em Conformidade

Com a proximidade de 2026, as empresas de e-commerce precisam se adaptar às novas diretrizes da LGPD para garantir conformidade e segurança no tratamento de dados. O cenário atual de 2025 exige uma preparação estratégica para evitar multas e fortalecer a confiança do consumidor.

Introdução à LGPD 2026 e E-commerce

A Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) tem sido uma peça-chave no cenário de privacidade e proteção de dados no Brasil desde sua implementação em 2020. Com a previsão de ajustes e novos requisitos que entrarão em vigor até 2026, as empresas de e-commerce devem estar atentas às nuances dessa legislação. Em 2025, a conformidade com a LGPD não é mais uma opção; é uma necessidade para manter a integridade do negócio, evitar penalidades financeiras e garantir a confiança dos consumidores.

Entendendo as Mudanças na LGPD Para 2026

Desde sua promulgação, a LGPD vem passando por atualizações que visam ampliar sua abrangência e consolidar sua eficácia. As principais mudanças previstas para 2026 envolvem:

  • Ampliação das penalidades: multas podem chegar até 2% do faturamento da empresa, limitadas a R$ 50 milhões por infração.
  • Novos requisitos de transparência: exigência de informações mais claras sobre o uso de dados pessoais.
  • Obrigações adicionais às empresas de e-commerce: fortalecimento das medidas de segurança e privacidade, incluindo a obrigatoriedade de nomear um encarregado de proteção de dados (DPO).
  • Atualizações nos direitos dos titulares: maior facilidade para que consumidores acessem, corrijam ou excluam seus dados.

Para 2025, entender essas mudanças é fundamental para planejar ações que garantam a conformidade no prazo estipulado. Não cumprir essas exigências pode resultar em sanções severas e danos à reputação da marca.

Impacto da LGPD nas Operações de E-commerce em 2025

Em 2025, o impacto da LGPD já é perceptível nas estratégias de negócios digitais. Os e-commerces que priorizam a proteção de dados de seus clientes observam benefícios claros, tais como:

  • Aumento da confiança do consumidor: consumidores estão mais propensos a comprar de lojas que demonstram respeito pela privacidade.
  • Redução de riscos de multas e processos judiciais: conformidade impede sanções financeiras e ações legais onerosas.
  • Melhoras na reputação da marca: empresas transparentes ganham reconhecimento e fidelidade.

Por exemplo, lojas online que adotaram políticas de privacidade claras, solicitar consentimento explícito e investiram em segurança de dados tiveram uma evolução significativa na retenção de clientes em 2025.

Principais Requisitos para Conformidade até 2026

Para estar em conformidade com a LGPD até 2026, os e-commerce devem focar em alguns requisitos essenciais:

  1. Mapeamento de Dados: identificar todas as categorias e fluxos de dados pessoais coletados e processados.
  2. Consentimento Claro: obter consentimento específico e explícito dos titulares antes de qualquer tratamento de dados.
  3. Política de Privacidade Transparente: comunicar claramente o uso de dados, prazos de armazenamento e direitos do usuário.
  4. Segurança da Informação: implementar medidas técnicas e administrativas para proteger os dados contra acessos não autorizados.
  5. Treinamento de Equipes: capacitar colaboradores para lidar adequadamente com dados sensíveis.
  6. Design de Produtos e Serviços Padrão Privacy-by-Design: incorporar a proteção de dados desde a fase de desenvolvimento de plataformas e ferramentas de e-commerce.

Boas Práticas de Proteção de Dados em E-commerce em 2025

Para que os negócios de e-commerce estejam alinhados com as exigências da LGPD em 2025 e preparem-se para as mudanças de 2026, é importante adotar boas práticas, tais como:

  • Implementar uma política de privacidade acessível e compreensível: garanta que os clientes saibam exatamente como seus dados serão utilizados.
  • Solicitar consentimento de forma explícita: use caixas de check ou comandos específicos para obter autorização. Evite consentimentos implícitos.
  • Manter registros das autorizações: documente todas as manifestações de consentimento recebidas.
  • Atualizar constantemente suas políticas: ajuste as diretrizes de privacidade conforme mudanças na legislação ou nas operações do seu e-commerce.
  • Investir em segurança digital robusta: utilize firewalls, criptografia e backups regulares para proteger os dados.
  • Informar rapidamente em caso de incidentes: tenha um plano de resposta a incidentes para comunicar vazamentos ou acessos não autorizados aos titulares e às autoridades competentes.

Ferramentas e Recursos para Implementar a LGPD no seu Negócio

Hoje, diversas ferramentas tecnológicas auxiliam as empresas na adaptação à LGPD. Algumas das mais utilizadas incluem:

  • Sistemas de gestão de consentimento: plataformas que controlam e registram o consentimento dos usuários.
  • Softwares de privacy by design: facilitam a integração de medidas de proteção na fase de desenvolvimento de produtos.
  • Ferramentas de criptografia: garantem a confidencialidade dos dados armazenados e transmitidos.
  • Plataformas de monitoramento de vazamentos: detectam atividades suspeitas e prevenem ameaças.
  • Consultorias especializadas em proteção de dados: oferecem diagnósticos e planos de ação específicos para o seu negócio.

Investir nessas ferramentas é crucial para uma implementação eficiente da LGPD, além de garantir o acompanhamento constante das conformidades necessárias para 2026.

Consequências do Não Cumprimento da LGPD em 2026

O não cumprimento das exigências até 2026 pode trazer sérias consequências para as empresas de e-commerce. Entre elas:

  • Multas pesadas: multas que podem chegar a milhões de reais, prejudicando financeiramente o negócio.
  • Perda de reputação: consumidores desconfiam de marcas que não demonstram preocupação com privacidade.
  • Impedimento de operação: em casos extremos, a autoridade pode limitar ou até suspender o funcionamento de plataformas que não estejam em conformidade.
  • Ações judiciais e sanções: processos movidos por consumidores ou órgãos reguladores podem gerar custos adicionais e danos de longo prazo.

Portanto, a preparação para 2026 não é apenas uma questão de compliance legal, mas uma estratégia para assegurar o sucesso e a longevidade do seu negócio de e-commerce.

Conclusão

O cenário de conformidade com a LGPD em 2025 já é desafiador, especialmente para os e-commerces que desejam se manter competitivos até 2026. Investir em planejamento, tecnologia e capacitação são passos essenciais para estar em dia com as regulamentações, evitar sanções e conquistar a fidelidade dos consumidores. Quanto mais cedo sua empresa se preparar, mais tranquilo será o caminho até a adequação total, garantindo um futuro digital seguro, ético e lucrativo para o seu negócio de e-commerce.

Compras internacionais passaram por mudanças tributárias em 2025 e exigem atenção do consumidor

O avanço do comércio eletrônico internacional no Brasil em 2025 trouxe mudanças estruturais nas regras de tributação e no controle das compras feitas no exterior. Ainda assim, o volume de encomendas segue elevado. Dados da Receita Federal indicam que, apenas em outubro, mais de 16 milhões de remessas internacionais chegaram ao país, sendo cerca de 96% delas processadas dentro do Programa Remessa Conforme (PRC), mecanismo que permite a declaração antecipada e o recolhimento dos tributos no momento da compra. O resultado, segundo relatório oficial do órgão, evidencia a consolidação do comércio eletrônico transfronteiriço e a adaptação de consumidores e plataformas ao novo modelo de tributação e fiscalização.

O advogado tributarista e especialista em investimentos internacionais, André Peniche, acompanha de perto os impactos das novas regras sobre o consumidor brasileiro. “A principal transformação prática está na antecipação do recolhimento dos tributos no momento da compra, o que reduz incertezas e evita surpresas na chegada da encomenda ao país. O consumidor passou a ter mais clareza sobre quanto vai pagar e menos risco de retenção ou cobrança adicional”, afirma.

Relatórios mensais de resultados do PRC, divulgados ao longo de 2025 pela Receita Federal em seu portal oficial, mostram que o programa se consolidou como o principal mecanismo de controle das remessas internacionais, com milhares de plataformas de comércio eletrônico aderindo ao sistema. A medida teve como objetivo aumentar a transparência, reduzir o tempo de liberação das mercadorias e padronizar a cobrança de impostos, especialmente nas compras de até US$ 50.

Para André Peniche, entender como funciona esse modelo é essencial antes de finalizar qualquer compra. “Quando a plataforma é certificada no Programa Remessa Conforme, o Imposto de Importação é reduzido de 60% para 20% nas compras de até US$ 50, e o valor já aparece discriminado no checkout. Isso muda completamente o planejamento do consumidor. O Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) estadual continua sendo cobrado sobre o valor total da operação, com alíquota que varia conforme o estado”, diz o especialista.

De acordo com as regras em vigor, compras feitas em plataformas não certificadas seguem sujeitas à tributação tradicional, com Imposto de Importação de 60% e ICMS cobrados após a chegada do produto ao Brasil, o que pode elevar significativamente o custo final e gerar atrasos no desembaraço aduaneiro. Por isso, verificar se o site está habilitado no Programa Remessa Conforme e guardar todos os comprovantes da operação se tornou uma etapa fundamental do processo.

Peniche reforça que a compra internacional deve ser encarada como uma decisão informada e planejada. “Hoje, não basta olhar apenas o preço do produto anunciado. É fundamental considerar todos os tributos envolvidos, verificar se a plataforma é certificada no Programa Remessa Conforme, entender como funciona a cobrança do ICMS e avaliar o prazo real de entrega. Quando o consumidor tem acesso a essas informações antes de finalizar a compra, ele reduz significativamente o risco de cobranças inesperadas, retenção da mercadoria ou atrasos no desembaraço aduaneiro”, conclui.

Remessa Online mira em expansão estratégica no comércio exterior e projeta crescimento de mais de 400% em 2026

A Remessa Online, maior plataforma independente de transferências internacionais do Brasil, anuncia a expansão de sua atuação no segmento de comércio exterior e a evolução de seu portfólio de soluções para importadores e exportadores, consolidando o COMEX como um eixo prioritário para 2026.

Impulsionada pelo aumento da demanda de pequenas e médias empresas por operações internacionais mais ágeis e previsíveis, a companhia projeta um crescimento de 470% em seu produto de COMEX no próximo ano. Entre as melhorias implementadas recentemente está o novo fluxo de cadastro empresarial, online e simplificado, além da aceleração significativa do processamento de pagamentos de importação, que passou de seis horas para apenas cinco minutos para clientes já cadastrados na plataforma.

Para novos usuários, o processo completo — do cadastro à finalização do pagamento — pode ser concluído em cerca de 1h30, um desempenho bastante superior ao dos modelos tradicionais de mercado. Segundo parâmetros públicos do Banco Central, Febraban e manuais de câmbio de grandes bancos, o fluxo bancário costuma exigir de 2 a 5 horas apenas para análise documental, podendo chegar a 1 a 3 dias úteis para a liquidação completa.

A expectativa da Remessa Online é que, com a digitalização crescente e a ampliação de ofertas para PMEs, mais empresas consigam acessar o mercado internacional com eficiência operacional e menor barreira de entrada. Ao simplificar o acesso ao câmbio internacional e reduzir o tempo de processamento para apenas alguns minutos, reforçamos nosso compromisso em apoiar o crescimento das PMEs no mercado global”, afirma Márcio William, CEO da Remessa Online.

PMEs ganham protagonismo no comércio exterior brasileiro

As pequenas e médias empresas (PMEs) têm ampliado sua relevância no comércio exterior, especialmente no abastecimento de cadeias produtivas essenciais. Dados analisados pela Remessa Online indicam que esse segmento movimentou US$ 4,74 bilhões em importações em 2024, representando 27.491 empresas ativas — quase metade do total de importadoras do país. Entre os setores mais relevantes estão a Indústria da Transformação (50%), Agropecuária (30%) e Indústria Extrativa (18%), que dependem de insumos internacionais para manter sua competitividade.

A Ásia permanece como a principal origem das compras, concentrando 64,1% das importações das PMEs, com destaque para máquinas, equipamentos, componentes eletrônicos, metais, produtos químicos e insumos agrícolas. O mercado evidencia a oportunidade para novas empresas ingressarem no comércio exterior e para as operações já existentes ganharem maior profissionalização.