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As 8 contratendências do marketing em 2026: o que parar de fazer?

Em um cenário cada vez mais influenciado por inteligência artificial, automação e novos modelos de consumo, saber as tendências para o próximo ano é importante, porém, entender o que não funciona mais pode ser o trunfo para garantir mais eficiência, relevância e, sobretudo, confiança do cliente.

“A evolução da Inteligência Artificial é um mistério, pois ninguém sabe para onde isso nos levará e qual será o comportamento e os resultados que poderão ser alcançados. Por isso, saber as anti-trends é um diferencial competitivo em um cenário de incertezas e novas descobertas”, afirma Rodrigo Bidinoto, diretor global de vendas na ActiveCampaign.

Bidinoto lista as oito principais contratendências do marketing em 2026:

1 – Adoção de IA sem estratégia

O uso de IA sem expertise ou conhecimento técnico não gera inovação, amplifica erros e compromete decisões críticas. Ferramentas avançadas exigem governança, objetivos claros e integração com o negócio. Sem isso, a IA torna-se apenas mais um ruído operacional.

“A IA vai liderar as novas estratégias do marketing nos próximos anos, porém, o grande desafio atualmente é saber quando não utilizá-la”, ressalta.

2 – Visão simplista da omnicanalidade

Este é um erro recorrente, tratando todos os canais como se tivessem a mesma função e ignorando suas naturezas distintas. O canal de conversão não pode ser tratado como o canal de suporte, assim como canais de relacionamento exigem dinâmicas diferentes dos canais transacionais. Para o diretor global de vendas da ActiveCampaign, “ignorar essas diferenças resulta em experiências fragmentadas, baixa eficiência operacional e desgaste na relação com o consumidor, comprometendo a fidelização a longo prazo.”

3 – Manutenção de dados em silos 

A falta de comunicação entre informações de marketing, vendas e atendimento compromete a visão sobre a jornada do cliente e dificulta ações de fidelização. Quando os dados permanecem isolados em sistemas que não se integram, a empresa perde a capacidade de compreender comportamentos, antecipar necessidades e oferecer experiências personalizadas.

“No marketing digital, essa fragmentação gera campanhas desconectadas, abordagens repetitivas e uma experiência inconsistente, que enfraquece o relacionamento com clientes recorrentes e reduz o potencial de retenção e crescimento sustentável”, afirma.

4 – SEO não é mais suficiente 

No campo da descoberta de conteúdo, a lógica puramente baseada em palavras-chave perde espaço à medida que a descoberta de conteúdo é intermediada por Large Language Models (LLM). Com isso, o foco deixa de ser a palavra-chave e passa a ser a relevância atribuída pelas próprias IAs. Segundo Bidinoto, “não se trata mais de ranquear bem, mas de ser compreendido, citado e recomendado por sistemas inteligentes. Esse movimento dá origem ao GEO [Generative Engine Optimization], ou seja, a otimização de conteúdo voltada aos novos mecanismos generativos.”

5 – Marketing pouco interativo e sem dados

Ignorar dados ou utilizá-los de forma superficial compromete diretamente a eficácia do marketing digital. Sem análise consistente de comportamento, performance e jornada do cliente, as decisões passam a ser baseadas em suposições, e não em evidências.

Esse cenário impede ajustes em tempo real, reduz a capacidade de personalização e faz com que as marcas deixem de atender às expectativas atuais de diálogo contínuo e personalização em tempo real, criando fricções desnecessárias ao longo da experiência do consumidor. “Mais do que adotar tendências, o desafio para 2026 está em evitar práticas que já não fazem sentido”, explica o executivo.

6 – Métricas de vaidade

Focar exclusivamente em métricas como curtidas, visualizações e número de seguidores cria uma falsa sensação de sucesso. No marketing digital, esses indicadores não refletem, necessariamente, engajamento qualificado, geração de receita ou retenção de clientes.

“Quando decisões estratégicas são baseadas em métricas de vaidade, campanhas podem parecer bem-sucedidas no curto prazo, mas falhar na conversão e no impacto real no negócio”, conta.

7 – Automação sem segmentação

A automação é um dos pilares do marketing digital, mas perde completamente sua eficácia quando aplicada de forma genérica.

“Disparos massivos, fluxos padronizados e mensagens sem personalização resultam em baixa taxa de abertura, descadastramentos, desgaste da marca e piora na entregabilidade de emails. Sem segmentação baseada em comportamento, perfil e estágio da jornada, a automação deixa de escalar resultados e passa a amplificar erros”, chama a atenção o diretor de vendas global da empresa.

8 – Growth hacking focado apenas em crescimento

Por fim, o growth hacking desconectado de estratégia e sustentabilidade prioriza números rápidos em detrimento da construção de valor. Crescer apenas por crescer, sem considerar retenção, experiência do cliente e qualidade da base, gera churn elevado e desgaste operacional.

“No marketing digital, crescimento saudável está diretamente ligado à fidelização, ao lifetime value e à consistência da experiência entregue ao longo do tempo”, conclui.

7 em cada 10 brasileiros preferem internet com anúncios a pagar por serviços que hoje são gratuitos, mostra pesquisa do IAB Brasil

A maioria dos brasileiros reconhece o valor de poder utilizar a internet sem cobrança e entende a publicidade como um modelo legítimo de financiamento para o acesso gratuito a conteúdos e serviços digitais. Isso é o que mostra a quarta edição da pesquisa “Como seria a internet sem anúncios?”, realizada pelo IAB Brasil em parceria com o instituto Offerwise.

O estudo revela que 69% dos internautas preferem continuar consumindo conteúdos gratuitos com anúncios a ter que pagar por eles, resultado que vem crescendo ao longo dos últimos anos – era 63% em 2024 e 2023 –, indicando que as pessoas aceitam a publicidade à medida que a entendem como modelo de financiamento ao acesso gratuito à internet. Quando perguntados se tivessem que pagar por conteúdos, serviços on-line e aplicativos, 66% responderam que reduziriam o uso.

Outro dado relevante é a relação dos usuários com a própria publicidade. Nove em cada dez internautas reconhecem a importância de poder decidir quais conteúdos deseja pagar ou não, enquanto 71% dizem que os anúncios são úteis na decisão de compra.

“A pesquisa demonstra que os brasileiros entendem que a publicidade digital é fundamental para tornar a internet mais democrática, acessível e inovadora. Os anúncios viabilizam o acesso a conteúdos gratuitos de qualidade ao mesmo tempo em que ajudam a personalizar a experiência do usuário e facilitar a jornada de compra”, afirma Denise Hruby, CEO do IAB Brasil.

Uso de IA na publicidade

A pesquisa também avaliou a opinião dos entrevistados sobre o uso da Inteligência Artificial na publicidade. Mais da metade dos entrevistados (55%) concorda que a tecnologia é boa, mas gostaria de ver mais transparência na sua utilização. Outros 44% reconhecem que a IA ajuda no direcionamento de anúncios mais relevantes para seu perfil.

A pesquisa ouviu 1.500 pessoas entre os dias 14 e 24 de novembro deste ano. O estudo busca entender como brasileiros, de diferentes faixas etárias, gênero e classe social percebem a publicidade digital e quais comportamentos adotariam em um cenário em que tivessem que pagar por serviços que hoje são gratuitos na internet.

Clique aqui para acessar a íntegra.

O fim da fricção: como o Consumidor atual está forçando o e-commerce a ser invisível

A próxima grande revolução do varejo digital não será vista, e esse é justamente o ponto. Nos últimos anos, o e-commerce evoluiu em velocidade exponencial, impulsionado pela personalização, omnicanalidade e conveniência. Mas estamos entrando em uma fase ainda mais profunda, impulsionada não pela tecnologia, mas pelo comportamento. O surgimento do Consumidor exigente, que não aceita mais qualquer tipo de atrito. Para esse consumidor, comprar não pode ser um processo, é uma consequência natural do contexto.

É nesse cenário que o conceito de Invisible Commerce, debatido na NRF deste ano, ganhou força. Ele parte de uma premissa simples de que a experiência de compra deve desaparecer. Isso significa que elementos como pagamento, carrinho, autenticação, recomendação, logística e pós-venda deixam de ser etapas e se tornam eventos automáticos, integrados e silenciosos. O checkout autônomo resume bem essa lógica. O consumidor entra, pega o produto e sai. Não há fila, cartão, senha ou interação humana, a compra se conclui sem que ele perceba.

Esse mesmo princípio está se espalhando para todos os pontos do funil. Pagamentos invisíveis, baseados em identidade digital e tokenização, tornam o ato de pagar quase imperceptível. Processos antes dependentes de cookies agora são substituídos por autenticação contínua, permitindo compras em um clique, mas sem o clique. E a logística avança na mesma direção, com entregas cada vez mais preditivas, rotas otimizadas automaticamente e reabastecimentos antecipados. Não se trata mais de melhorar a experiência e sim de eliminá-la enquanto fricção.

A inteligência artificial é o motor silencioso dessa mudança. A IA generativa reduz atrito logo na descoberta, substituindo a busca por recomendações contextuais que entendem a intenção antes mesmo de o consumidor expressá-la. Assistentes conversacionais assumem dúvidas, orientam escolhas e simplificam decisões. A IA preditiva conecta consumo, estoque e transporte, criando uma jornada contínua, sem pausas e sem etapas manuais. É ela quem torna possível o que já aconteceu em outras indústrias, como música e mobilidade: o usuário simplesmente usa, sem pensar no serviço por trás.

Naturalmente, o Brasil enfrenta desafios particulares para chegar plenamente a esse modelo. A herança de sistemas fragmentados ainda dificulta integrações profundas; os meios de pagamento seguem complexos, misturando Pix, parcelamentos e antifraude; a logística nacional, marcada por custos elevados e regiões de baixa densidade, adiciona barreiras; e a regulação de dados ainda evolui para permitir experiências verdadeiramente contínuas. Em outras palavras, já temos consumidores que estão preparados e exigindo um novo grau de experiência e fluidez, mas ainda caminhamos para ter um ecossistema que entregue essas expectativas.

O e-commerce não vai desaparecer, mas a fricção vai. O futuro das compras será cada vez mais invisível, automatizado e integrado, e essa mudança beneficiará tanto consumidores quanto operações que conseguirem se adaptar. As empresas que prosperarem serão aquelas que entendem profundamente o comportamento do cliente, conectam dados, logística e pagamento em uma única estrutura e usam IA para antecipar necessidades em vez de responder a elas.

A melhor experiência de compra será a que ninguém percebe. E, para o Consumidor atual com alto grau de exigência, isso não é um luxo, é uma expectativa.

*Rodrigo Brandão é Gerente de Marketing da Espaço Smart, primeira loja de casas do Brasil

Split payment e fluxo de caixa: o novo desafio da reforma tributária para empresas B2B

Antes mesmo de se adaptarem à complexidade do novo sistema tributário, as empresas brasileiras vão enfrentar um desafio direto no caixa. A partir de 2027, está previsto entrar em cena o split payment – mecanismo que antecipa o pagamento de tributos para o momento exato da transação. O modelo, que será facultativo nas operações entre empresas (B2B) num primeiro momento, promete simplificar a arrecadação, mas pode tensionar o capital de giro das companhias, especialmente em vendas a prazo.

Todo esse cenário de mudança está ancorado em uma reestruturação ampla do sistema tributário brasileiro. A partir de 2026, entra em vigor um novo modelo de impostos sobre o consumo baseado em dois tributos principais: a CBS, de competência federal, e o IBS, de competência estadual e municipal. Eles substituirão, progressivamente, PIS, COFINS, ICMS e ISS.

O cronograma é longo, mas os impactos serão sentidos desde o início. Em 2026, começa a cobrança simbólica de 0,1% para CBS e 0,9% para IBS, com testes controlados em operações específicas. Durante essa fase inicial, o novo sistema conviverá com o atual, exigindo das empresas uma operação fiscal paralela com emissão de documentos com dupla escrituração de tributos.

A partir de 2027, a CBS já entra com alíquota cheia, enquanto o IBS sobe gradualmente até alcançar sua plenitude em 2033. Nesse período, o split payment passa a ser oferecido como alternativa também nas operações B2B, inicialmente de forma facultativa, mas com expectativa de ampliação progressiva até se tornar padrão.

Na prática, o que antes servia como fôlego temporário no caixa, e ajudava a bancar folha, fornecedores e operação, deixará de existir. O impacto é silencioso, mas profundo. E quem não se planejar agora pode ser atropelado pelas consequências em poucos anos.

Split payment: desafio para o fluxo de caixa

Inspirado em modelos internacionais, o split payment – ou pagamento segregado – impõe uma lógica completamente diferente à circulação do dinheiro nas operações comerciais. Em vez de o valor total da nota fiscal ser pago ao fornecedor, para que este posteriormente recolha os tributos, o imposto será automaticamente separado no momento do pagamento e transferido diretamente ao governo. A empresa recebe apenas o valor líquido.

A proposta, sob o ponto de vista da arrecadação, é eficiente: reduz fraudes, evita inadimplência e antecipa o ingresso dos recursos públicos. Mas do ponto de vista empresarial, representa uma mudança estrutural na forma de operar o caixa. O impacto é ainda mais sensível em vendas com prazos longos ou contratos recorrentes, onde o descompasso entre a realização da receita e o recolhimento do tributo pode gerar buracos financeiros que antes eram amortecidos com o uso temporário desses valores.

Toda essa engrenagem será viabilizada por uma nova estrutura digital chamada Registro de Operações com Consumo (ROC), que funcionará como a espinha dorsal do split payment. É o ROC que vai receber os dados da nota fiscal, validar a operação e instruir a segregação automática do pagamento entre a conta da empresa e o Fisco. Ou seja, o sistema bancário ou de pagamento só poderá processar corretamente a divisão dos valores se estiver conectado ao ROC. Isso impõe um desafio técnico às instituições financeiras, mas também às empresas, que precisarão garantir que seus ERPs e sistemas de faturamento estejam plenamente integrados a esse ambiente. Outra dificuldade é que muitos detalhamentos técnicos ainda dependem de: regulamentação por parte do Governo Federal, definição dos padrões de integração, APIs (interfaces de programação de aplicações) e convenções com bancos e arranjamentos de pagamentos. 

Empresas prestadoras de serviços B2B, por exemplo, que já operam com margens apertadas e têm pouca geração de crédito tributário, tendem a sentir mais intensamente os efeitos do split payment. Ao emitir uma fatura de R$ 100 mil com pagamento em 90 dias, o que muda não é que ela terá que antecipar o pagamento do imposto com recursos próprios, mas sim que, quando o cliente fizer o pagamento, o valor será automaticamente dividido: estima-se que R$ 75 mil vão para a conta da empresa, e R$ 25 mil serão transferidos diretamente ao Fisco. 

Ou seja, a empresa passa a operar com um valor líquido menor do que o faturado, reduzindo o fôlego de caixa que antes existia entre a emissão da nota e o recolhimento do tributo. Isso muda completamente o perfil financeiro da operação.

A pressão será especialmente forte para empresas com prazos estendidos, modelos de faturamento escalonado ou atuação intensiva em contratos de longo ciclo. A gestão do caixa, que já exige precisão, passará a demandar capacidade preditiva, renegociação de prazos e estratégias de financiamento mais agressivas. Em muitos casos, será necessário revisar contratos vigentes para acomodar a nova realidade.

Serviços B2B na linha de frente da tensão

Embora a implementação do split payment no B2B comece de forma opcional em 2027, setores que operam com serviços entre empresas devem se preparar com antecedência. Serviços, ao contrário da indústria ou do varejo, tendem a acumular pouco crédito tributário sobre insumos. Isso significa que o impacto do recolhimento antecipado de tributos não será compensado facilmente na cadeia.

Segmentos como tecnologia, consultorias, marketing, advocacia, engenharia e facilities trabalham com prazos de recebimento dilatados e alto peso de folha na composição de custos. É exatamente esse perfil que será mais afetado pela nova lógica de liquidação líquida. O risco é real: as empresas terão alterações no fluxo de caixa.

A adoção do split payment nesse segmento exige, portanto, um trabalho integrado entre as áreas de tesouraria, planejamento, jurídico e comercial. É hora de revisar modelos de faturamento, simular impactos de diferentes prazos de recebimento e repensar a formação de preços em contratos novos. Ignorar esse movimento pode significar uma perda contínua e silenciosa de liquidez operacional — mesmo com vendas em crescimento.

Negócios B2B devem acompanhar desde já os projetos-piloto e testes conduzidos nos anos iniciais da reforma, aproveitando a chance de aprender com a experiência alheia. Idealmente, ao se aproximar o período de adoção obrigatória no segmento empresarial, a empresa já terá seus sistemas preparados para emitir documentos fiscais nos novos formatos e integrar o mecanismo de segregação de pagamento em seus fluxos de faturamento. Isso inclui assegurar que, ao emitir uma NF-e, todos os cálculos de IBS/CBS sejam feitos corretamente e informados, que o sistema consiga comunicar-se com as interfaces governamentais para reportar a operação e que os módulos financeiros registrem de imediato os créditos a que a empresa tem direito. 

Empresas que utilizam sistemas legados ou customizados podem considerar investir em soluções especializadas ou atualizações de versão fornecidas por desenvolvedores de software fiscal, garantindo conformidade com a Lei Complementar 214/2025 e suas regulamentações.

A tentação de enxergar a reforma tributária apenas como uma simplificação pode custar caro. Para empresas B2B, especialmente do setor de serviços, o split payment é um divisor de águas — uma mudança silenciosa, mas capaz de modificar a dinâmica do caixa de forma permanente caso não seja antecipada estrategicamente.

A boa notícia é que ainda há tempo. A adoção do novo modelo será escalonada, e 2027 funcionará como um campo de testes voluntário. Quem começar a simular, adaptar sistemas, rever políticas de faturamento e redesenhar contratos agora, chegará à fase obrigatória com maturidade operacional e domínio do impacto financeiro.

Por Mirian Cidral, CFO da Global Hub de Soluçõesde Relacionamento e Cobrança.

Natal reforça convergência “phygital” e consolida novo papel da mídia na jornada de compra

Em mais um ano de uma das épocas mais aguardadas do calendário, o Natal confirma a consolidação de uma jornada de consumo cada vez mais ‘figital’, em que estímulos digitais e experiência física se complementam na decisão de compra. A data, considerada a mais importante do varejo e que reúne diversas tendências de consumo, traz cada vez mais um consumidor informado e exigente, em busca de novas experiências. 

Para Caroline Ferrari, Diretora de Novos Negócios Corporativos da Octopus, agência de publicidade e propaganda, o Natal deste ano evidencia a maturidade da omnicanalidade no varejo brasileiro. O consumidor transita entre o clique e o físico sem perceber barreiras, encontrando no digital conveniência, comparação e influência, e no ponto de venda a confiança, o imediatismo e a experiência que a data proporciona. 

“A publicidade digital se tornou o gatilho da intenção. O cliente é impactado, navega, compara preços e só então conclui a compra, seja online ou presencialmente. O papel da comunicação é garantir que essa jornada seja contínua e sem atrito”, comenta. Segundo a profissional, a convergência entre esse estímulo digital e experiência física é o que deve impulsionar o desempenho do varejo neste fim de ano.

Essa navegação do consumidor entre o digital e o físico também foi apresentada recentemente na pesquisa Consumer Insights 2025, da UOL, e aponta que a internet segue como elemento central na formação de intenção, com 41% dos consumidores afirmando que anúncios em sites e portais influenciam diretamente o processo de escolha, enquanto 39% reconhecem que esses ambientes determinam quais marcas ou lojas entram na sua lista de possibilidades. Os dados reforçam o papel estratégico da publicidade digital como ponto de partida dessa jornada, que começa no impacto e na pesquisa online, mas se desenrola em múltiplos canais, marketplaces, e-commerces próprios, lojas físicas e, especialmente, shoppings centers.

“O grande desafio também está na atenção do consumidor, exigindo campanhas capazes de unir criatividade, dados e eficiência. O digital assume protagonismo na fase de descoberta, enquanto os shoppings e marketplaces se fortalecem como ambientes de conversão, cada um cumprindo um papel complementar no ecossistema de compra”, complementa Ferrari. 

Caroline destaca que as grandes tendências para o Natal deste ano e próximas datas importantes do calendário do varejo se resumem a uma omnicanalidade madura, uma mídia digital como base da descoberta, aumento da competição por atenção, shoppings e marketplaces que complementam jornadas e pressão por eficiência. 

“O Natal deste ano não é sobre onde o consumidor compra, mas sobre como ele se move entre os canais. As marcas que entenderem essa jornada fluida vão capturar participação de mercado e valor de marca ao mesmo tempo”, finaliza a especialista.

Transporte fluvial no Amazonas entra na era digital e já movimenta 15 mil pedidos por mês

A logística fluvial no Brasil acaba de ganhar um salto tecnológico com a entrada da Envoy no modal. A empresa, conhecida por soluções que otimizam operações de entrega para grandes marcas, passou a integrar embarcações ao seu ecossistema de gestão e rastreamento, conectando a origem ao porto, o porto às cidades e as cidades ao cliente final. A novidade está em operação no Amazonas, onde a tecnologia acompanha cerca de 15 mil pedidos por mês, movimentando 242 toneladas em outubro de 2025 e monitorando embarcações diariamente conforme a demanda dos clientes.

A ampliação para o modal aquaviário é parte da estratégia da empresa de aumentar a cobertura, eficiência e previsibilidade logística em regiões com acesso rodoviário limitado. Segundo Vinicius Pessin, fundador da Envoy, a decisão reflete tanto a vocação da região Norte quanto o papel crescente da Amazônia no consumo digital. Ele afirma que o transporte fluvial é visto pela companhia como fundamental para diversificar modais e reduzir custos, além de destravar operações em áreas historicamente pouco atendidas. “O Brasil possui uma das maiores redes hidrográficas do mundo e aproveitar esse potencial é essencial para ampliar a conectividade, aumentar a eficiência e tornar as entregas mais sustentáveis”, diz Pessin.

A plataforma, que já operava com carro, caminhão e moto, foi adaptada para permitir visibilidade completa da cadeia fluvial. Transportadoras e operadores logísticos passaram a acompanhar cada etapa dentro do mesmo ambiente, com rastreamento em tempo real e controle operacional padronizado. Para a Envoy, o avanço reforça o posicionamento da marca como referência em inovação logística. “A inovação é central para quem somos. Nosso papel é conectar modais, integrar dados e transformar a entrega em uma experiência mais inteligente e eficiente”, afirma o executivo.

O movimento ocorre em um ano de forte expansão da companhia. Em 2025, o modelo SaaS da Envoy cresceu 72%, impulsionado pela ampliação da base de clientes em 53%, novas integrações tecnológicas e a evolução do motor de inteligência artificial Sofia AI para planejamento dinâmico de rotas. A empresa mantém Net Promoter Score (NPS), indicador de satisfação e lealdade dos clientes, superior a 70 pontos e gera entre 15% e 20% de redução de custos logísticos aos clientes, segundo dados institucionais. O plano estratégico prevê umCompound Annual Growth Rate (CAGR), ou taxa de crescimento anual composta, acima de 30% pelos próximos cinco anos, o que deve multiplicar a operação em até cinco vezes até 2030.

A entrada no transporte fluvial consolida a aposta da Envoy em soluções que reflitam a diversidade e a complexidade da logística brasileira. No Norte, onde rios são estradas e portos são portas de entrada do consumo, a tecnologia busca reduzir gargalos históricos e elevar a previsibilidade das entregas. “Estamos conectando a logística real do país a um padrão tecnológico que entrega visibilidade e controle, independentemente do modal. Isso permite que o fluvial deixe de ser uma operação isolada e passe a fazer parte de um fluxo integrado, seguro e eficiente”, explica Pessin.

A partir desse movimento, a companhia pretende expandir a tecnologia para outros estados com forte vocação hidroviária, reforçando a tese de que a modernização do modal fluvial não depende apenas de infraestrutura física, mas também de integração, dados e inteligência operacional. Para a Envoy, a logística do futuro será multimodal, conectada e orientada por informação em tempo real, e o Norte do país, historicamente desassistido, pode se transformar em vitrine dessa transformação.

Compras online no Natal devem crescer ao menos 15% no Brasil, indica estudo

As vendas digitais para o Natal devem registrar um avanço expressivo neste ano, com previsão de alta mínima de 15% no número de pedidos e crescimento de 18% no GMV (volume total de vendas). As estimativas fazem parte de um levantamento da Admitad, empresa global de tecnologia e marketing de performance, em parceria com a Flowwow, marketplace global de entrega de flores e presentes que atua em mais de 40 países.

O cenário acompanha sinais de um fim de ano aquecido no varejo brasileiro, em que a maior parte dos consumidores planeja comprar presentes e pesquisar opções para a data — uma tendência que ganha força na interface entre canais digitais e físicos e que influencia todo o funil de compra, segundo consultorias como a Deloitte

O estudo analisou mais de 300 mil transações do e-commerce brasileiro na temporada de Natal em 2023 e 2024, além de padrões de navegação e comportamento de compra em dezembro. A projeção considera também indicadores históricos e tendências observadas no varejo digital.

Os dados do último Natal reforçam o cenário positivo. Em dezembro de 2024, o comércio eletrônico brasileiro cresceu 15% em número de pedidos e 17% em valor transacionado, apesar de uma leve queda quando comparado à média mensal daquele ano. O tíquete médio subiu de US$ 33 (cerca de R$ 179 no câmbio atual) para US$ 36 (R$ 195) e a participação das compras via smartphone avançou de 20% para 25%.

A força dos marketplaces permanece decisiva: mais de 72% das compras online no país, no ano passado, foram realizadas em plataformas desse tipo. As categorias mais procuradas foram moda (30%), eletrônicos (19%), casa e jardinagem (16,8%), brinquedos e hobbies (10,2%), beleza e saúde (7,3%) e esportes (4%).

“Acreditamos que as compras online terão um salto relevante neste fim de ano. Moda, artigos para casa, turismo e delivery devem puxar o crescimento, acompanhados de um bom desempenho no setor de eletrônicos”, afirma Anna Gidirim, CEO global da Admitad.

Esse movimento se confirma nos números da Flowwow. A previsão da empresa neste ano é de um crescimento de 50% no número de pedidos em relação ao período natalino de 2024, impulsionado por uma demanda por presentes personalizados, entregas facilitadas e o fato de o marketplace ter ampliado sua rede de parceiros e praças

Na Flowwow, as categorias de produtos mais demandadas são buquês de flores, cestas de café-da-manhã e kits com chocolates.

Perfil do consumidor

O comportamento do consumidor, por sua vez, tem mostrado um perfil cada vez mais estratégico. Em 2024, quase 17% utilizaram cupons ou códigos promocionais, mais de 20% optaram por itens com cashback, 22% foram influenciados por conteúdos e mídia online e 15% tomaram decisões após navegar em vitrines e coleções de lojas afiliadas. As redes sociais responderam por 7% das vendas, anúncios de busca por 6% e campanhas em aplicativos por 5%.

Esses movimentos se somam à forte intenção de compra registrada em estudos nacionais, que apontam que cerca de 76% dos brasileiros planejam presentear neste Natal, com uma média de vários presentes por pessoa e tendência a buscar experiências e itens com significado afetivo, de acordo com a CNDL (Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas) e o SPC Brasil.

Para Mikhail Liu-i-Tian, CEO da Flowwow no Brasil, o contexto do Natal reforça tendências emocionais do consumidor. “O brasileiro equilibra praticidade com significado. Ele quer entregar um presente no mesmo dia, mas também procura algo que represente afeto. Essa combinação fortalece a busca por produtos personalizados, arranjos temáticos, kits e experiências que traduzam uma mensagem”, explica.

Segundo ele, esse movimento é ainda mais perceptível no setor de presentes. “Presentes com propósito ganham protagonismo no fim do ano. Notamos uma procura crescente por itens que despertem memória afetiva ou contem uma história. Essa sensibilidade faz da data uma das mais fortes para quem trabalha com curadoria e personalização.”

Com múltiplos picos de consumo, avanço do mobile e maior valorização de conveniência e significado, o Natal de 2025 deve consolidar uma nova dinâmica no varejo digital brasileiro, marcada por planejamento antecipado, uso intensivo de marketplaces e consumidores mais atentos às vantagens do ambiente online.

Nava e Twilio anunciam parceria estratégica no Brasil

A Nava, consultoria brasileira de tecnologia, e a Twilio, plataforma de engajamento do cliente que impulsiona experiências personalizadas em tempo real para empresas líderes do mundo todo, anunciam uma parceria estratégica. Seu intuito é fortalecer a presença da Twilio no mercado brasileiro ao posicionar a Nava como seu aliado estratégico local, capaz de acelerar a adoção, integração e expansão das soluções de Customer Engagement. Combinando a tecnologia global da Twilio à expertise da Nava em implementação, escalabilidade e orquestração de jornadas, a colaboração permitirá que empresas brasileiras convertam a complexidade de seus ecossistemas de comunicação em experiências unificadas, inteligentes e automatizadas.

“A Twilio integra APIs flexíveis e módulos escaláveis para voz, e-mail e mensagens (SMS, RCS, WhatsApp e chat), a fim de permitir a criação de jornadas omnicanal personalizadas. A Nava, por sua vez, atua como um pilar fundamental na tradução do potencial da plataforma em resultados concretos – garantindo desempenho e retorno sobre o investimento em projetos de alta complexidade”, explica André Scatolini, CEO da Nava.

Segundo o executivo, a Twilio oferece uma plataforma com um conjunto de produtos que possibilita um melhor engajamento do cliente para empresas em todos os canais. “Nossa parceria permite que empresas brasileiras se integrem facilmente e aproveitem as ferramentas necessárias para atingir seus objetivos de negócios”, enfatiza Scatolini. “Juntas, a Nava e a Twilio oferecerão às empresas uma maneira simples de construir soluções completas e funcionais, alinhadas às necessidades específicas do mercado”.

“À medida que aceleramos nosso crescimento em toda a região da América Latina, esta parceria nos permitirá atender melhor nossos clientes no mercado brasileiro”, afirma José Eduardo Ferreira, Vice-Presidente Regional de Vendas para a América Latina da Twilio. “A Nava traz o nível de excelência, suporte e confiabilidade necessários para que nossos clientes ofereçam experiências ainda mais hiperpersonalizadas e impulsionadas por dados e IA — liberando todo o valor de nossas soluções. Esta colaboração reforça nosso compromisso com foco no cliente e com a criação de interações digitais de impacto real nos negócios.”

Tendências para 2026: navegar no curto prazo será vital

O ano de 2026 será curto. Não no calendário, obviamente, mas na prática. Entre Copa do Mundo e eleições presidenciais, teremos menos horas disponíveis, mais distrações coletivas e um país atravessado por tensões macroeconômicas e políticas. E, se já não fosse o suficiente, um fator adicional acende um alerta silencioso nos bastidores da economia global: a formação de uma possível bolha em Inteligência Artificial.

Não é exagero falar em bolha. Hoje, grande parte da valorização das empresas de IA está dissociada da entrega real de valor. O sistema financeiro sempre se apoiou em algum tipo de lastro. Já foi ouro. Depois, garantias mais abstratas, mas ainda conectadas a fundamentos. No caso da IA, porém, vemos cifras exponenciais sendo movimentadas sem que exista, proporcionalmente, um valor tangível gerado na mesma escala. É como se estivéssemos inflando um balão com a expectativa de que ele se sustente pelo ar da narrativa e não pela estrutura.

Se essa bolha estourar, o impacto será inevitável. Não é uma discussão tecnológica; é macroeconômica. Aversão ao risco cresce. Os mercados oscilam. Os investimentos recuam. E organizações passam a operar sob o peso de um nervosismo difuso, aquele que ninguém verbaliza, mas todo mundo sente. Em um ambiente assim, previsões de longo prazo perdem nitidez. A estratégia se embaralha. A confiança se esgarça.

Agora coloque esse cenário dentro do Brasil de 2026. Além das tensões globais, teremos um ano eleitoral, sempre um período de forte insegurança econômica, e uma Copa do Mundo, que culturalmente afeta a produtividade por aqui. Isso significa que empresas terão menos tempo útil, menos estabilidade institucional e mais variáveis externas fora de controle. Em outras palavras: um ambiente perfeito para que qualquer plano rígido fracasse.

É justamente por isso que a gestão por OKRs passa a ser uma necessidade estratégica. Não porque “OKR está na moda”, mas porque 2026 é, por definição, um ano de curto prazo. A lógica tradicional de empilhar projeções longínquas, como se nada fosse mudar no meio do caminho, simplesmente não se sustenta quando o próprio ano nasce turbulento.

A gestão tradicional, com horizontes longos e metas estáticas, cria uma espécie de “neblina” estratégica. Quanto mais distante o objetivo, maior a distorção da visão. E, em um ano volátil, essa neblina vira cegueira. Já a gestão por OKRs opera de forma oposta: assume desde o início que mudanças vão acontecer. Em vez de tentar prever cada curva, cria musculatura para reagir rápido a elas.

Não se trata de planejar menos, mas de planejar melhor. 2026 pede foco em ciclos curtos, ajustes frequentes, priorização extrema e transparência radical. Pede coragem para abandonar planos que não fazem mais sentido e disciplina para construir um ritmo operacional capaz de absorver turbulências e não colapsar com elas.

Se a bolha de IA estourar, as empresas mais adaptáveis sobreviverão. Se não estourar, ainda assim, o curto prazo será determinante por causa das peculiaridades do calendário brasileiro. De um jeito ou de outro, navegar 2026 exigirá flexibilidade.

E é justamente essa combinação, clareza de foco, cadência de ciclos curtos e capacidade de correção rápida, que faz dos OKRs a ferramenta mais compatível com o mundo real que nos aguarda. Em um ano onde ninguém consegue prever nada com precisão, o que resta é construir capacidade de leitura e resposta.

2026 será um ano curto, incerto e intenso. Mas incerteza não é sinônimo de paralisia. Para quem souber operar com foco, cadência e adaptabilidade, esse também pode ser um ano de avanço. Não por causa da estabilidade (que não virá), mas por causa da capacidade de ajustar a rota rapidamente sempre que o cenário exigir. E ele vai exigir.

Kirvano lança pagamento com pix automático

A Kirvano, plataforma que transforma conhecimento em negócios digitais, referência para infoprodutores e criadores de conteúdo, adiciona o pix automático como funcionalidade adicional de pagamento recorrente. Com a nova modalidade, os clientes poderão fazer a compra de cursos, mentorias, participar de comunidades e acessar outros produtos digitais de forma imediata e sem custo adicional.

“O pix automático é uma oportunidade para que as empresas e infoprodutores alcancem novos clientes como aqueles que não acessavam assinaturas por falta de cartão de crédito. Além disso, permite ao empreendedor fazer melhor gestão do fluxo de caixa e reduzir o custo de transação. Já o consumidor tem maior controle financeiro, segurança na transação pois não há compartilhamento de dados e pode ser cancelado diretamente no app do banco”, explica Alexandre Brito, co-CEO e responsável pelo ecossistema de pagamentos da Kirvano. 

De acordo com a Abecs, Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços (Abecs), os pagamentos recorrentes com cartão cresceram 88,5% em apenas dois anos. O cartão de débito movimentou R$ 2.6 bilhões em valor transacionado por recorrência em 2024, com ticket médio de R$ 36,35. Já para a recorrência com o cartão de crédito, que movimentou R$ 100 bilhões no mesmo período, o ticket médio observado foi de R$ 84,77. A adição do Pix Automático deve aumentar o montante total de pagamentos recorrentes no mercado.

A Kirvano soma 2,4 milhões de clientes – entre infoprodutores, afiliados e co-afiliados – e 140 mil produtos como cursos, e-books, mentorias. Fundada em 2024 por Lorram Félix que segue como co-CEO e está à frente das estratégias de inovação e tecnologia. O propósito do negócio é transformar a vida de quem ensina e empreende na internet com o entendimento que, atrás de cada venda existe um sonho a ser realizado aliado a missão de facilitar esse caminho com tecnologia simples e eficiente.