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Nascida no digital, marca esportiva brasileira inaugura 1ª loja física e mira expansão por franquias

Marca brasileira de roupas e acessórios esportivos, a Five Athletic inaugurou sua primeira loja física na última segunda-feira (15), em Ribeirão Preto (SP). O espaço conceito marca um passo estratégico no plano de expansão da empresa, com foco no desenvolvimento de uma rede de franquias pelo Brasil, após pouco mais de um ano e meio de operação no mercado digital.

A abertura oficial reuniu atletas patrocinados pela marca, parceiros comerciais, imprensa e influenciadores, reforçando o posicionamento da Five Athletic como marca com forte presença no segmento esportivo, com distribuição nacional e internacional. Moderna e projetada para proporcionar uma experiência completa aos clientes, a loja foi aberta ao público nesta quarta-feira (17) e funcionará como unidade-piloto para a estruturação do modelo franqueável (leia mais abaixo).

A história da Five é tão ousada quanto seu crescimento. O empresário Leandro Palma, de Bauru (SP), lembra que tudo começou em 2023 de forma despretensiosa, ao lado do cunhado e sócio, Bruno Amaral. “Eu já jogava futevôlei há muito tempo e decidi fazer algumas camisetas para vender aos amigos. Começamos com a cara e a coragem e sequer imaginávamos que a ideia iria se tornar algo tão grandioso”, relembra.

A virada veio em uma conversa informal com Fernando Santarelli, de Ribeirão Preto, que se interessou pelo projeto e entrou como sócio-investidor. “Ele trouxe a profissionalização necessária para o negócio crescer”, ressalta Leandro. Foi então que, em maio de 2024, nasceu oficialmente a Five Athletic, focada, no início, em cinco modalidades: futevôlei, beach tennis, vôlei de praia, corrida e fitness (incluindo CrossFit e academia).

A aceitação imediata e a lacuna no mercado de roupas esportivas com tecido de alta tecnologia, especialmente no segmento masculino, impulsionaram a expansão. Para Fernando, a força da marca vai além das peças de vestuário. O serviço de personalização, que atende apaixonados por esportes dentro e fora do país, também se tornou um diferencial competitivo.

“Fazemos uniformes personalizados para eventos em todo o Brasil e para torneios nos Estados Unidos, Portugal e Chile. Produzimos, por exemplo, os uniformes da Liga Americana de Futevôlei e das etapas de 2024 e 2025 do Orlando Footvolley Cup, um evento enorme”, explica. Além disso, a Five Athletic patrocina mais de 20 atletas profissionais em modalidades como futevôlei, beach tennis, pickleball, vôlei, vôlei de praia e corrida.

Com forte presença digital desde sua fundação, a marca entende que a loja física representa um novo patamar. “É um sonho realizado e o marco do início de um projeto ainda maior. Estou muito feliz porque o Fernando acreditou nesse sonho comigo”, destaca Leandro.

Fernando reforça o sentimento. “É uma satisfação imensa concretizar algo que começou em uma conversa de café. Ver o tamanho que o projeto ganhou em tão pouco tempo mostra que estamos no caminho certo. O feedback dos clientes e parceiros sobre a qualidade do material, o trabalho desenvolvido com atletas e o fomento ao esporte é sempre positivo”.

O próximo passo – a expansão da marca por meio de franquias – já está sendo desenhado, com negociações avançadas para inaugurar a primeira unidade fora do Estado de São Paulo. “A loja conceito em Ribeirão nos permitirá dominar todos os processos de uma operação física para então replicar o modelo em outras cidades”, projeta Leandro.

Espresso, a nova coleção da marca

No evento de inauguração de sua primeira loja física, a Five Athletic lançou a coleção Espresso, pensada para quem transforma energia em movimento todos os dias. Inspiradas na intensidade do café, as 17 peças em tons de marrom e preto traduzem força, foco e a elegância natural do expresso.

Cada detalhe reforça a proposta da linha: acompanhar a rotina fitness real com conforto, performance e presença. Guiada pelo slogan “Energia que te movimenta”, a nova coleção celebra o impulso que leva a continuar: no treino, na vida, no ritmo que é só nosso. E também se conecta ao propósito maior da Five Athletic: “Move easy, live better”.

Serviço:
A loja conceito da Five Atlhetic fica na rua Maestro Joaquim Rangel, 771, Alto da Boa Vista, em Ribeirão Preto. O funcionamento para as vendas de Natal, a partir do dia 17, é das 9h às 19h.

1º Marketplace de Planos de Saúde atinge 78 operadoras e 1120 planos

O setor de saúde suplementar atravessa um dos ciclos mais desafiadores, marcado por um aumento contínuo dos custos médico-hospitalares e pela expansão acelerada da base de beneficiários. Nos últimos 12 meses, as despesas assistenciais subiram 9,6%, ritmo superior ao da inflação geral e suficiente para pressionar margens e reajustes em praticamente todos os segmentos do mercado. Paralelamente, o número de beneficiários chegou a 53,3 milhões, o maior volume em 7 anos, impulsionado especialmente pelo crescimento de 18% nos planos PME, que se tornaram a principal porta de entrada para famílias de renda intermediária. A digitalização avança com força, com 42% das novas contratações já realizadas por canais online, proporção que era de apenas 14% no período pré-pandemia. Esse movimento aumenta a transparência, reduz assimetrias de informação e intensifica uma competição que redefine preços, redes credenciadas e modelos de contratação em todo o país.

É nesse ambiente mais competitivo que a Click Planos se consolida como 1º marketplace de planos de saúde, que passa a reunir 78 operadoras, 1.120 planos ativos e uma rede de 1.335 hospitais credenciados. A plataforma, disponível em www.clickplanos.com.br, centraliza informações sobre preços, redes credenciadas e carências, permitindo que usuários comparem produtos em segundos. “Quando o consumidor consegue visualizar com clareza as diferenças entre redes e valores, a competição se torna mais objetiva e transparente”, afirma Gustavo Succi, CEO da Click Planos. Esse avanço também responde à demanda crescente de usuários que buscam previsibilidade e menor impacto dos reajustes anuais, intensificando a pressão por eficiência e ajustes internos nas operadoras.

A digitalização do setor se firmou como resposta direta ao aumento estrutural dos custos assistenciais, que vêm pressionando o ticket médio dos planos e estimulando famílias, profissionais autônomos e pequenas empresas a migrar para plataformas que permitam comparação imediata entre rede, preço e histórico de reajustes. Ao ampliar a cobertura nacional e regional, o marketplace contribui para reduzir a concentração de oferta e alterar a lógica tradicional de distribuição, em linha com tendências globais de healthtechs que organizam mercados historicamente marcados por assimetria de informação.

A expectativa, segundo o executivo, é de que o setor avance para um modelo em que tecnologia, dados e automação definam de forma cada vez mais precisa o valor real do plano e o comportamento de compra do consumidor. O aumento da oferta integrada deve continuar pressionando operadoras a melhorar eficiência, redes contratadas e condições comerciais, enquanto um número crescente de usuários passa a tomar decisões com base em critérios comparativos mais robustos. “O mercado vive um ponto de virada que aproxima saúde suplementar de modelos mais racionais e sustentáveis. Quanto maior a transparência, mais competitivo se torna o setor e mais acessível fica a escolha para o consumidor final. A tendência é de expansão contínua desse ecossistema nos próximos meses”, afirma Gustavo Succi, CEO da Click Planos. Com a entrada de novas parcerias, o marketplace se posiciona como um dos principais vetores da digitalização da saúde privada no Brasil e reforça a migração para um ambiente de contratação mais simples, comparável e com menos barreiras de acesso.

YouTube Shopping chega no Brasil: como creators, marcas e a própria plataforma se beneficiam do social commerce?

Com estratégias de social commerce ganhando protagonismo na creator economy, plataformas correm para expandir seus programas de afiliados e entrar no jogo dos marketplaces. Shopee, Amazon, TikTok e YouTube apresentam modelos distintos — com impactos para criadores que buscam novas fontes de receita, para marcas em busca de conversão e para seus próprios negócios.

Quatro meses após a chegada do TikTok Shop ao Brasil, no evento Made in YouTube 2025, o YouTube anunciou atualizações de IA para potencializar a criação na plataforma e a expansão do seu programa global de afiliados para o Brasil, incluindo as ferramentas de shopping. Agora, criadores podem marcar e disponibilizar produtos para compra em vídeos e shorts, eliminando atritos na jornada de compra via creators.

Com o anúncio, o YouTube Shopping iniciou oficialmente suas operações no Brasil, em parceria com Mercado Livre e Shopee. A chegada marca a expansão prática do programa de afiliados da plataforma no país, permitindo que criadores incluam links de produtos diretamente em vídeos, transmissões ao vivo, Shorts e postagens. Para participar, é necessário integrar o Programa de Parcerias do YouTube (YPP), ter pelo menos 10 mil inscritos e atender a alguns critérios de elegibilidade definidos pela plataforma.

YouTube Shopping chega com força ao Brasil

A iniciativa global já conta com mais de 500 mil criadores e um crescimento de cinco vezes em GMV (Gross Merchandise Volume) em relação ao ano anterior. O programa cria uma nova fonte de receita para criadores, além de anúncios e patrocínios, e impulsiona o formato shorts, transmissões ao vivo e colaborações. O conteúdo ganha mais relevância por estar atrelado à visibilidade de um produto, aumentando performance e engajamento.

Com essa estratégia, o YouTube também passa a monetizar diretamente as vendas – antes, quando um criador fazia publicidade, a plataforma não lucrava de forma direta. Agora, o rastreamento é facilitado e o negócio se torna uma vitrine de compras.

Para as marcas, a vantagem está em estruturar criadores como canal de vendas, com métricas, relatórios e possibilidade de alcance orgânico consistentes. A funcionalidade substitui o tradicional “link na bio/descrição” e o trackeamento via UTMs, encurtando a jornada de compra e atribuindo vendas com clareza.

Os desafios envolvem preparar catálogos compatíveis, definir regras de comissão e logística e abandonar a lógica de campanhas isoladas para mergulhar em um ecossistema onde entretenimento gera confiança, confiança gera conversão e conversão retroalimenta o algoritmo, com a credibilidade do influenciador como diferencial.

No live commerce, a plataforma traz o modo de prática, que permite testar equipamentos e comunicação antes de abrir a live ao público. Para criadores avançados, a novidade é a transmissão simultânea em horizontal e vertical, atendendo ao público tradicional e aos fãs de Shorts.

Qual a diferença de demais programas de afiliados e marketplaces?

O programa de afiliados da Shopee e do TikTok Shop prioriza social commerce e lives, onde a urgência impulsiona conversões. Marcas se beneficiam de volume imediato, mas podem diluir sua identidade em ambientes dominados por descontos. Criadores têm entrada fácil e ganho rápido, mas precisam de presença constante ao vivo ou produção em massa para manter o alcance.

O Amazon Associates segue o modelo clássico baseado em links, oferecendo grande distribuição, mas pouco controle criativo. Para criadores, há flexibilidade e catálogo amplo, mas com menor engajamento que formatos mais interativos.

O YouTube Shopping aposta na integração nativa, permitindo marcar produtos diretamente em vídeos, transmissões e Shorts. A plataforma tem a vantagem de contar com criadores consolidados e audiências acostumadas a buscar reviews e tutoriais antes da compra. As comissões são atribuídas às vendas, oferecendo ROI mais claro às marcas, mas ganhos menos previsíveis para criadores em um programa recente.

O catálogo do YouTube ainda é limitado, priorizando integrações premium. Marcas ganham destaque, mas têm menos opções que Shopee e TikTok, que focam em produtos baratos e de alta rotatividade. A Amazon segue imbatível em diversidade, mas a atenção é diluída entre milhares de concorrentes e as comissões são menores.

O que falta descobrir sobre o YouTube Shopping no Brasil?

Ainda não há data confirmada para o lançamento, nem detalhes sobre percentuais de comissão que criadores receberão ou quais varejistas estarão aptos para participar. Também não foram divulgados os critérios de elegibilidade para os canais — se haverá exigência de inscritos ou categorias específicas de conteúdo.

Na vertical de Creative Strategy da Thruster, trabalhamos há um ano com o YouTube Shopping. É possível vender produtos próprios ou de terceiros. Para vender produtos próprios, o canal deve estar no Programa de Parcerias do YouTube (YPP), ter o número mínimo de inscritos ou ser um Canal Oficial de Artista, não ter público definido como “conteúdo para crianças” e não possuir violações de políticas. Para vender produtos de terceiros, além de estar no YPP, o canal precisa ter mais de 10 mil inscritos, não pode ser de música, nem estar associado a gravadoras ou distribuidoras e não pode ter infrações ativas das Diretrizes da Comunidade.

*Danilo Nunes, professor, pesquisador da Creator Economy e CEO e Fundador da Nudgy – primeira agência brasileira especializada em construir e alimentar sistemas criativos com foco em performance – com atuação nacional e internacional. Além de ser o principal mentor brasileiro de Creative Strategy para profissionais de criação que querem internacionalizar suas carreiras.

Lope Digital Commerce estreia com investimento de R$ 15 milhões e inaugura fase de crescimento do Grupo TTX

Após protagonizar uma série de aquisições, criações de empresas e exits de destaque no e-commerce brasileiro ao longo da última década, o Grupo TTX, fundo fechado de investimento direto, inicia um novo capítulo de sua trajetória com o lançamento da Lope Digital Commerce. Criada pelos ex-sócios da Tatix, vendida em 2021, a nova empresa chega ao mercado com R$ 15 milhões investidos em tecnologia e estrutura operacional, apoiada na expertise acumulada pelos executivos ao longo de mais de uma década no setor.

A proposta é atender médias e grandes empresas, com GMV (volume bruto de mercadorias) acima de R$ 5 milhões por ano, que buscam uma gestão integrada e eficiente de toda a sua jornada digital, eliminando as lacunas que hoje encarecem e fragmentam o e-commerce.


“Depois de mais de dez anos construindo e vivendo o crescimento do e-commerce brasileiro, voltamos ao setor enxergando com clareza o que precisa mudar. O mercado evoluiu, mas a operação digital ficou para trás: ainda há processos desconectados, baixa eficiência e margens pressionadas. Voltamos porque sabemos onde estão esses gargalos e como corrigi-los com uma abordagem mais estratégica, integrada e tecnológica”, afirma Luis Fernando Miller, Sócio-CEO do Grupo.

Entre os clientes atendidos estão Viveo, Freixenet, Matcon.casa e Giga Barato. A empresa projeta encerrar o ano com dez clientes operacionais e para 2026, a expectativa é ultrapassar R$ 200 milhões em GMV.

O diferencial da Lope está no modelo sob medida. Nada de pacotes engessados: a empresa atua como parceira estratégica, desenhando e operando soluções personalizadas que integram tecnologia, canais de venda, logística, atendimento e inteligência de mercado de acordo com a realidade de cada empresa.

“Entramos na raiz do negócio de cada cliente. As dores deles são nossas dores efetivamente. Podemos atuar desde a consultoria, passando pela escolha e implementação da plataforma, até a gestão completa do ecossistema logístico, financeiro e jurídico. Somos modulares o suficiente para encaixar a nossa operação na do cliente”, explica Alexandre Mendes, Sócio-CMO do Grupo.

Para garantir eficiência e escalabilidade, a empresa combina tecnologias proprietárias e convencionais com uma estrutura logística integrada. Sua arquitetura conecta todas as etapas da jornada de compra — da estratégia ao pós-venda — com sistemas que automatizam rotinas críticas e integram dados fiscais, logísticos e financeiros.

“Isso nos permite eliminar gargalos operacionais e dar visibilidade total da performance de cada canal. O sistema foi desenhado para se adaptar a diferentes modelos de negócio e escalar conforme o crescimento do cliente”, detalha Paulo Lelis, Sócio-CIO do Grupo.

Na frente logística, a Lope Digital Commerce conta com a Drops — outra empresa do Grupo TTX —, rede com mais de 2.000 pontos de coleta e entrega em todo o país, que amplia a capilaridade e eficiência das operações. Essa infraestrutura permite oferecer soluções que conectam o físico e o digital, garantindo entregas mais rápidas e operações integradas.

A eficiência desses pilares se reflete na operação: o tempo médio de processamento interno de pedidos é de apenas algumas horas. Outro destaque é o tempo total de implantação dos projetos, considerado abaixo da média do mercado, resultado do nível de customização que os sistemas e processos da Lope permitem.
 

Millennials dominam a compras de flores no Brasil, segundo Giuliana Flores

Os millennials assumiram de vez o protagonismo no mercado de flores no Brasil. Segundo levantamento da Giuliana Flores, os clientes entre 25 e 34 anos responderam por mais de 30% dos pedidos, totalizando R$ 1,9 milhão, entre janeiro e novembro de 2025. Digitalizados e exigentes, eles concentram suas compras no site, especialmente em datas como Dia das Mães e Dia dos Namorados, e demonstram preferência por arranjos premium, kits românticos e combos que incluem vinho, espumante e chocolates.

Os grupos de 25–34 e 35–44 anos são os que mais utilizam o aplicativo, reforçando o papel da conveniência na jornada digital. Jovens de 18–24 anos ainda são fortemente influenciados pelas redes sociais, que funcionam como vitrine e canal direto para compra rápida. Já o público 45+ prefere realizar pedidos pelo WhatsApp, valorizando o atendimento assistido e a segurança de confirmar detalhes com um consultor.

Os dados revelam ainda que há um claro contraste entre gerações nas formas de consumo. Os mais novos, de 18 a 24 anos, compram por impulso, influenciados por tendências das redes sociais e por campanhas sazonais, optando por produtos “instagramáveis”. Já o público acima de 50 anos, planeja as compras com antecedência, busca segurança e qualidade e privilegia arranjos clássicos, plantas e orquídeas. Essa diferença de comportamento também se reflete no tempo de decisão: enquanto jovens finalizam o pedido em poucos minutos, consumidores mais velhos tendem a analisar detalhes de entrega, ocasião e durabilidade.

Quando falamos do ticket médio há também uma diferença acentuada. Enquanto o grupo de 18 a 24 anos registra os menores valores, de R$ 120 a R$ 150, as faixas acima dos 35 anos elevam consideravelmente o gasto por compra, chegando a R$ 330 nas idades acima de 45, especialmente em datas comemorativas.

As ocasiões também variam conforme a faixa etária. Enquanto os mais jovens priorizam datas românticas, aniversários e presentes surpresa, os consumidores de 25 a 34 anos lideram no Dia dos Namorados e Dia das Mães, dois dos maiores picos anuais da categoria. Já a faixa entre 35 e 44 anos impulsiona aniversários e datas românticas, enquanto o público 55+ concentra pedidos em celebrações religiosas, eventos familiares e datas tradicionais.

De olho nesse comportamento multifacetado, a marca prepara uma expansão baseada na segmentação geracional. A empresa estuda lançar três frentes: uma linha jovem, com produtos instagramáveis, embalagens coloridas e kits com chocolates; uma linha premium, voltada para consumidores entre 35 e 55 anos, com arranjos sofisticados e combos gourmet; e uma linha atemporal, direcionada ao público 55+, com orquídeas, plantas e presentes afetivos. Segundo a companhia, novas curadorias sazonais também devem reforçar momentos estratégicos do calendário.

O que você precisa saber sobre o futuro dos pagamentos no Brasil?

1. PIX domina o mercado 

O sistema de pagamento instantâneo brasileiro tornou-se o método preferido da população. Segundo o levantamento da MindMiners, cerca de 73% dos brasileiros afirmam que o PIX é o meio de pagamento mais utilizado no dia a dia. Já o estudo da Fundação Getúlio Vargas (FGV) revela que 63% dos brasileiros utilizaram o PIX ao menos uma vez por mês.

No primeiro trimestre de 2025, o sistema já havia registrado 250,5 milhões de transações em um único dia (6 de abril), movimentando R$ 124,4 bilhões – números que seriam superados meses depois, em setembro, com o novo recorde de 290 milhões de transações diárias.

2. Brasil entre os top 5 globais em adoção das criptomoedas 

Conforme dados do último relatório da Chainalysis, uma empresa de análise de blockchain, o Brasil é a maior economia em cripto na América Latina, tendo registrado volumes de transações de cripto de US$ 318,8 bilhões de julho de 2024 a junho de 2025. O número, que implica um crescimento anual de mais de 100%, destaca a crescente relevância das criptomoedas e suas possibilidades para a economia brasileira e seus cidadãos.

Em 2024, o país transacionou mais de US$ 318,8 bilhões em criptomoedas, com clientes institucionais respondendo por 70% do volume negociado na maior exchange brasileira. Dados do Banco Central revelam que, entre janeiro e setembro de 2024, as importações de criptoativos aumentaram 60,7%, impulsionadas principalmente pelo uso de stablecoins, que representam 70% das transações.

3. Open Finance se torna a próxima fronteira da inclusão financeira

Implementado pelo Banco Central em 2021, o Open Finance deve se consolidar até 2026 como o eixo central da inovação financeira no Brasil. O sistema já ultrapassou 62 milhões de consentimentos ativos, segundo a Federação Brasileira de Bancos (Febraban), um crescimento de 44% em um ano, embora 55% dos brasileiros ainda desconheçam seus benefícios.

Mais do que uma evolução do PIX, o Open Finance permite acesso a crédito mais barato e personalizado, comparação de produtos em tempo real, migração rápida entre instituições e maior segurança no compartilhamento de dados. A próxima fase prevê integração com seguros, previdência e investimentos, ampliando a inclusão e a personalização dos serviços financeiros.

4. O projeto Nexus prevê integração global dos pagamentos instantâneos

Bank of International Settlements (BIS) está desenvolvendo o Sistemaa plataforma Nexus, que deve integrar sistemas de pagamento instantâneo de 60 países, incluindo o PIX brasileiro. O projeto está em fase de testes na Malásia, Cingapura e Zona do Euro. 

5. O Brasil já é líder mundial no uso de carteiras digitais

De acordo com o Global Payments Report 2025 da Worldpay, 84% dos brasileiros já usam carteiras digitais como PicPay, Mercado Pago, Apple Pay e Google Pay, uma das maiores taxas do mundo. Em alguns segmentos de e-commerce, as carteiras já superam o cartão de crédito como forma de pagamento preferida.

 6. Pagamentos digitais devem representar 80% do e-commerce até 2030

Segundo o Global Payments Report 2025 da Worldpay, os pagamentos digitais devem representar mais de 80% do valor gasto no e-commerce brasileiro até 2030. As carteiras digitais, já utilizadas por 84% dos brasileiros, devem ultrapassar US$ 28 trilhões globalmente até o fim da década.

7.  Banco Central segue investindo em segurança para prevenir fraudes

Apesar da ampla adoção, o PIX ainda passa por ajustes em relação à  segurança. Dados do Banco Central via Lei de Acesso à Informação revelam que as perdas com fraudes cresceram 70% em 2024, alcançando R$ 4,9 bilhões.

Para combater o problema, o BC implementou o Mecanismo Especial de Devolução (MED) e bancos intensificam investimentos em inteligência artificial e monitoramento em tempo real.

Brasil caminha para liderança em economia digital e descentralizada

Os números apresentados não deixam dúvidas: o Brasil está na vanguarda da revolução dos pagamentos digitais e seguirá assim no próximo ano. A combinação entre um sistema público de pagamentos instantâneos altamente eficiente (PIX) e a crescente adoção de tecnologias descentralizadas (criptomoedas) cria um ecossistema único no mundo, capaz de atender desde o pequeno comerciante até grandes corporações multinacionais.

O movimento de internacionalização do PIX e a participação brasileira no Sistema Nexus indicam que o país não apenas acompanha tendências globais, mas as lidera. Com 63% da população já utilizando pagamentos instantâneos regularmente e significativa parcela dos brasileiros detendo criptoativos, o mercado nacional se consolida como laboratório de inovação para o sistema financeiro global.

“Empresas e empreendedores precisam enxergar a digitalização dos pagamentos como parte central de sua estratégia. A combinação de diferentes métodos — do PIX às criptomoedas, incluindo carteiras digitais e soluções internacionais — será determinante para a competitividade. Esse movimento já está em andamento, com o Brasil ocupando posição de liderança na revolução dos pagamentos digitais”, destaca o CRO da Azify.

Os desafios de segurança, como as fraudes que resultaram em perdas de R$ 4,9 bilhões em 2024, demonstram que o avanço tecnológico deve vir acompanhado de investimentos robustos em proteção e educação digital. O Banco Central tem atuado proativamente com mecanismos de devolução e regulamentações mais rígidas, mas a responsabilidade é compartilhada entre instituições financeiras, empresas e usuários.

“Com a chegada de novas modalidades do PIX, a expansão do Open Finance e a consolidação das criptomoedas como classe de ativos legítima, o Brasil entra em uma nova década de transformação no sistema financeiro. O desafio agora é entender a velocidade dessa mudança e como empresas e consumidores vão se adaptar a um cenário cada vez mais digital e descentralizado, um movimento no qual o país já exerce papel de liderança global”, finaliza o especialista da Azify.

7 passos para começar a vender pelo TikTok Shop em 2026

Projeções do eMarketer indicam que o TikTok Shop deve ultrapassar US$ 150 bilhões em volume bruto de vendas em 2026, consolidando-se como um dos motores mais relevantes do comércio digital no mundo. O crescimento ocorre ao mesmo tempo em que o social commerce ganha espaço no Brasil, impulsionado pelo aumento do consumo de vídeos curtos e pela preferência por jornadas de compra integradas. 

A análise é de Sabrina Nunes, CEO e fundadora da Francisca Jóias, reconhecida como a maior loja online de semijoias do Brasil e referência nacional em estratégias de vendas digitais. Com 14 anos de experiência no e-commerce, ela acompanha de perto a mudança de comportamento do consumidor e a adoção acelerada da plataforma por pequenos negócios.

Dados do Data.AI mostram que o tempo gasto pelos brasileiros no TikTok cresceu mais de 70% nos últimos três anos, tendência que reforça o potencial do formato para quem precisa ampliar alcance com baixo custo. 

Cerca de 29% das compras por impulso ocorrem dentro de plataformas de conteúdo, cenário em que a integração entre conteúdo e transação reduz as etapas entre descoberta e compra. No país, 72% dos pequenos negócios utilizam redes sociais como principal vitrine comercial, segundo o Sebrae, o que acelera a migração para canais de conversão imediata.

Para a empresária,  o TikTok Shop democratiza o acesso ao comércio digital, mas exige rotina. Ela afirma que a previsibilidade das vendas depende diretamente da consistência operacional. “Quando a empreendedora tem calendário, catálogo organizado e consistência nas lives, a venda deixa de ser eventual. A plataforma privilegia quem aparece de forma constante, não quem publica uma vez ou outra”, explica. 

Segundo a especialista, o ciclo de crescimento está ligado à combinação entre conteúdo diário, lives recorrentes e uma operação simples e funcional, capaz de evitar atrasos e cancelamentos.

Ela também alerta que a entrada no TikTok Shop precisa ser planejada. Vídeos curtos, lives semanais e catálogo enxuto funcionam melhor quando inseridos em uma rotina organizada. A especialista observa que muitas empreendedoras começam produzindo conteúdo sem definir processos, o que dificulta a conversão. “A disciplina vira um ativo. A rotina de produção e organização interna reduz erros e melhora a reputação da loja. Isso impacta diretamente o alcance”, afirma.

A seguir, Sabrina separou um guia com orientações práticas reunindo os principais pontos destacados por Sabrina para quem deseja iniciar no TikTok Shop em 2026.

7 passos para começar a vender pelo TikTok Shop

  1. Estruture o catálogo digital com clareza e padrãoOrganize produtos com fotos consistentes, descrições objetivas e estoque atualizado. A plataforma prioriza lojas com informações completas e reduz a incidência de cancelamentos quando o catálogo é preciso. Não precisa de muitas variações de produto, e sim poucos produtos com mais profundidade de estoque.
  2. Configure corretamente a loja antes de publicarRealize cadastro fiscal e revise regras de logística e comissão. Erros na configuração inicial são uma das principais causas de atraso no início das vendas.
  3. Produza vídeos curtos diariamenteConteúdos de 5 a 15 segundos com demonstração prática tendem a ter melhor desempenho. A repetição ajuda o algoritmo a identificar o público ideal e aumenta as chances de viralização.
  4. Estabeleça um calendário fixo de livesLives recorrentes ampliam alcance, fortalecem a presença no “Para Você” e criam hábito no público. A constância vale mais do que transmissões longas e esporádicas.
  5. Use afiliados para expandir suas primeiras vendasCriadores afiliados permitem escalar sem investimento inicial em anúncios. Para iniciantes, é uma forma eficiente de testar produtos e ampliar a visibilidade.
  6. Monitore métricas e ajuste rapidamenteAcompanhe a taxa de conversão, retenção dos vídeos e produtos com maior clique. Esses dados orientam ajustes semanais e ajudam a identificar oportunidades de aumento de vendas.
  7. Organize operação, estoque e envio de forma simplesSeparar área de embalagem, padronizar etiquetas e garantir prazos contribui para reputação positiva na plataforma. O TikTok Shop prioriza lojas com bom histórico logístico.

Sabrina reforça que o TikTok Shop é uma oportunidade especialmente relevante para mulheres empreendedoras e pequenos negócios que buscam previsibilidade, mesmo começando com poucos recursos. “Venda não é uma ação isolada. É consequência da rotina. Quando a empreendedora entende isso, o TikTok deixa de ser aposta e se torna uma estratégia concreta”, afirma.

iFood fecha 2025 com R$ 744 milhões investidos em incentivos financeiros, pontos de apoio e bem-estar dos entregadores

O iFood encerra 2025 com mais de R$744 milhões de reais destinados a iniciativas para apoiar o dia a dia dos entregadores que atuam com a plataforma. Os recursos foram direcionados para incentivos financeiros, expansão de pontos de apoio e de Hubs, além de iniciativas de cuidado e valorização. O valor é um aporte extra em relação ao repasse padrão feito pelas entregas, e reforça o compromisso da empresa em investir no Brasil com cada vez melhores condições de trabalho, suporte operacional e oportunidades de desenvolvimento para quem atua na plataforma.

No pilar de incentivos financeiros, o iFood anunciou o Super Entregadores – primeiro programa de recompensas para a categoria no Brasil. Presente em mais de 30 cidades, o Super Entregadores distribuiu, apenas em dezembro, mais de R$17 milhões em bônus para mais de 10 mil participantes, com valores entre R$900 e R$3 mil para cada, pagos diretamente no repasse. Ao longo do ano, o iFood também investiu em promoções e incentivos que garantiram ganhos adicionais aos entregadores em todos os meses.

Em suporte operacional, o iFood ampliou a rede de Pontos de Apoio e alcançou 31 unidades instaladas, com presença em todas as regiões do país. Criados pelo iFood e acessíveis a profissionais de diferentes plataformas, os Pontos de Apoio oferecem área para refeição e descanso, recarga de celulares, banheiros, água potável e estacionamento para motos e bicicletas.  Em 2025, a média mensal foi de 33 mil entregadores atendidos pelos espaços e, para 2026, a expectativa é de aumentar ainda mais o alcance através da expansão do número de PDAs e de ativações de engajamento nos locais. A plataforma também ampliou a criação de hubs, espaços que agilizam a retirada de pedidos em shoppings.

O montante de R$744 milhões também inclui a ampliação de iniciativas de bem-estar, com ações voltadas à saúde, cultura e educação. Entre elas estão a garantia de cobertura de seguro contra acidentes, além de campanhas de entrega de itens essenciais à rotina, como bags, camisas UV e capas de chuva, reforçando a segurança e o conforto térmico em diferentes condições climáticas. Apenas entre novembro e dezembro, mais de 16 mil itens estão sendo distribuídos em diferentes regiões do país. A empresa promoveu ainda ações de cultura e lazer, como ingressos para shows, festivais e cinemas, além de campanhas de saúde exclusivas para este público.

O iFood também investiu na ampliação de projetos de educação ao longo do ano, pilar fundamental de desenvolvimento dos entregadores. Por meio do programa Meu Diploma do Ensino Médio, mais de 11 mil pessoas já concluíram a formação básica. Além disso, os trabalhadores têm acesso a bolsas de estudo para cursos técnicos e de ensino superior, bem como a iniciativas de capacitação contínua, como a plataforma Decola e o projeto Anjos de Capacete, voltado à formação em primeiros socorros.

500 mil entregadores e recorde na operação

O ano também foi marcado por resultados inéditos. O iFood alcançou o marco de 500 mil entregadores ativos em novembro, além de registrar 3,8 milhões de pedidos em um único dia na Black Friday, maior volume de sua história.

Para reconhecer o trabalho da categoria, a empresa fortaleceu iniciativas que ampliam ganhos, como a campanha Entrega Premiada, que contemplou mais de 100 entregadores em novembro com motos, televisores e celulares. A plataforma lança ainda, pelo segundo ano consecutivo, a Retrospectiva de Entregadores, já disponível no app, reunindo dados individuais sobre número de entregas, avaliações, gorjetas e outros indicadores.

Além dos investimentos em ações de valorização, o ganho médio por hora trabalhada no iFood foi de R$ 31, considerando dados do mês de novembro. O valor representa um aumento de 9% na comparação com o mesmo período do ano anterior.

O que marcou 2025 para quem entrega

Para além dos investimentos, ao longo de 2025, o iFood avançou no seu plano de valorização dos entregadores parceiros da plataforma. Entre os principais marcos estão:

  • Abril – Reajuste no valor das taxas mínimas de até 15,4%, padronização nacional do raio de atuação de entregas de bicicleta para 4 km; ampliação do seguro pessoal para até R$120 mil reais em casos graves.
  • Junho – Isenção de taxas para antecipação de repasses; nova funcionalidade de rotas com o rota destino;
  • Julho – Lançamento do Super Entregador, o primeiro programa de recompensas do setor com ganhos adicionais e diversas vantagens.
  • Setembro – Lançamento do iFood Chip; abertura de sete novos Pontos de Apoio; atualizações no programa Segunda Chance; parceria com a Mottu com renda extra e acesso facilitado a motos econômicas.
  • Novembro – Expansão do iFood Pedal, que em parceria com a Tembici poderá chegar a até 45 mil e-bikes nos próximos anos. Esse é o maior projeto de descarbonização do delivery com bicicletas elétricas da América Latina. O projeto possibilita acesso ao veículo e, consequentemente, aumento de ganhos para quem trabalha com entregas. O iFood também anunciou o lançamento do iFood Chip para todo o Brasil.
  • Dezembro – Chegada ao marco de 31 Pontos de Apoio; liberação de R$17 milhões em bônus pelo Super Entregadores com mais de 10 mil entregadores beneficiados e ampliação nacional da funcionalidade Rota Destino.
     

“Como uma empresa brasileira, que atua há 14 anos no Brasil, temos um olhar profundo para as necessidades dos trabalhadores e transformamos essas demandas em soluções reais. Esse compromisso faz parte da nossa cultura e da forma como cuidamos do ecossistema”, afirma Johnny Borges, diretor de Impacto Social do iFood. “Encerrar o ano com tantos avanços nos enche de orgulho e reforça nossa missão de seguir criando mais qualidade de vida, mais ganhos e melhores condições de trabalho para quem escolhe o iFood todos os dias”, complementa Luana Ozemela, CSO e Vice-Presidente de Impacto Social do iFood.

Seu cliente é um só. Seu varejo também deveria ser.

Um cliente fiel, que há anos compra no ecommerce da marca, entra em uma loja física. O vendedor o recebe com simpatia, mas sem acesso ao seu histórico. Sem contexto, oferece produtos que pouco têm relação com seu perfil. O cliente se frustra, sai sem comprar e a venda se perde. O problema não é o cliente, é o sistema.

Enquanto o consumidor já vive de forma integrada, o varejo ainda se comporta como se atendesse pessoas diferentes: uma no site, outra no app, outra na loja física. Por trás do discurso moderno, a realidade ainda é fragmentada e essa desconexão custa caro e se traduz em margens comprimidas, experiências inconsistentes e oportunidades de venda desperdiçadas. 

Segundo a ABComm, o ecommerce brasileiro faturou R$204,3 bilhões em 2024 e deve chegar a R$234,9 bilhões em 2025. A expansão é inegável, mesmo com os canais ainda desconectados. Imagine o potencial de crescimento se todos esses pontos de contato realmente conversassem entre si. A integração total entre físico e digital não seria apenas uma tendência: seria uma revolução de margem, eficiência e receita.

Quando o sistema não conecta todos os pontos da jornada, o impacto no resultado é imediato. Num modelo fragmentado, o cliente pesquisa no site, encontra um preço, mas vê outro na loja. O produto que parecia disponível está esgotado, e o vendedor não sabe que ele já tentou comprar pelo app. A experiência quebra e a venda, quase sempre, se perde. Agora imagine esse cenário em uma operação realmente integrada: o cliente é reconhecido em qualquer canal, o preço é consistente, o estoque se atualiza em tempo real e o atendimento já começa com o histórico completo à disposição. O que antes era fricção vira fluidez. O que antes gerava desistência vira conversão. 

Estudos da McKinsey e da Deloitte mostram que empresas que oferecem experiências verdadeiramente integradas conseguem aumentar em cerca de 20% a retenção de clientes e em até 30% a rentabilidade, em comparação às que ainda operam de forma fragmentada. Em um contexto de margens cada vez mais estreitas, essa diferença pode representar milhões de reais em EBITDA de um exercício.

O problema é que boa parte do mercado construiu o que chamo de “omnicanalidade de fachada”. Varejistas investem em múltiplos canais, mas esquecem de conectá-los. Sistemas legados, bases de dados descentralizadas e equipes que ainda trabalham de forma isolada impedem que as marcas enxerguem o cliente como um só. O resultado é uma sensação de modernidade sem entrega real de valor.

A virada acontece quando o negócio passa a operar com um único cérebro, capaz de reunir, interpretar e agir sobre dados em tempo real, sustentado por uma única fonte da verdade (“single source of truth“). É essa base unificada, estrategicamente alocada na arquitetura para alimentar rápido qualquer canal de venda, que permite decisões rápidas, personalizadas e consistentes, em vez de percepções fragmentadas.

E é a partir desses dados — centralizados, seguros e organizados — que a Inteligência Artificial vai se alavancar para redefinir as experiências de compra e interação com as marcas. 

Uma análise conduzida pela VTEX em sua base de clientes na América Latina mostrou, na prática, o impacto da Inteligência Artificial sobre performance e eficiência no varejo. Em varejistas de eletrônicos, por exemplo, sistemas de busca por contexto com IA — isto é, mecanismos que entendem o significado e a intenção por trás da pergunta para entregar resultados mais relevantes, mesmo quando ele não usa o nome exato do produto — elevaram as taxas de conversão em até 17% e reduziram em mais de 50% as buscas sem resultado. 

No setor de moda e esportes, assistentes automatizados resolveram 87% dos atendimentos sem intervenção humana, diminuindo em 20% o custo operacional e, em alguns casos, alcançando até 94% de satisfação do cliente. E entre marcas de beleza e bem-estar, recomendações inteligentes de produtos — sistemas que analisam o comportamento, preferências e histórico de compra do cliente para sugerir exatamente o que faz sentido para ele naquele momento — aumentaram em 6% a receita e em quase 10% o número de itens comprados por cliente. 

Além disso, soluções de Ads baseadas em IA têm se tornado uma nova frente de geração de receita para o varejo: elas entregam anúncios mais precisos, convertem melhor na ponta e ainda devolvem dados valiosos para a indústria, fortalecendo todo o ecossistema. Esses são números que mostram como a IA deixou de ser um investimento em inovação para se tornar uma alavanca direta de crescimento, margem e eficiência para o varejo.

Mas essa transformação não acontece apenas pela adoção de novas ferramentas, ela exige uma mudança de mentalidade. Ser verdadeiramente omnichannel não é estar em todos os lugares, é ser o mesmo em todos eles. É integrar dados, equipes e processos em torno de uma visão única, que permita decisões ágeis e personalizadas em tempo real.

Personalização gera conexão e conexão gera conversão. Até aqui, personalização e escala eram estratégias antagônicas. Com dados centralizados, no lugar certo e capaz de gerar informação em tempo real, e com o apoio da AI, a personalização se torna escalável dentro do varejo. Chegou ao fim a era do trade-off entre atender bem, entender cada cliente como único e ser eficiente. 

O varejo do futuro não será definido pelos canais que ocupa, mas pelo valor e pela consistência que entrega em todos eles. O cliente é um só. O seu varejo também precisa ser.

O pós-Black Friday marca o início de um novo ciclo para o e-commerce

Por Jasper Perru , head de Groth & Performance do ecossistema ANYTOOLS

A Black Friday deixou de ser uma corrida de 24 horas para se tornar um ciclo estratégico de pelo menos 60 dias. O varejo online brasileiro vive hoje um modelo em que outubro aquece, novembro se converte e dezembro se consolida, e quem continua planejando como se tudo se resumisse a um único pico está ficando para trás. 

Uma análise do ANYMARKET sobre o mercado de marketplace confirma que, embora o crescimento da Black Friday permaneça relevante, sua dinâmica mudou de forma estrutural. Considerando as vendas de outubro e novembro, o GMV avançou 39,5% e o volume de pedidos cresceu 26,07% na comparação anual. A sexta-feira de Black Friday registrou alta de 44,93% em GMV em 2025, enquanto o período até a Cyber Monday acumulou crescimento de 43,97%. 

No entanto, esses resultados vieram acompanhados de uma perda de concentração das vendas ao longo do mês. A participação da Black Friday e da Cyber Monday no total de vendas de novembro recuou de 24,7% em 2024 para 23,7% em 2025, evidenciando uma redistribuição da demanda para outros momentos do calendário. O 11/11 surge como um dos principais vetores dessa diluição, ao apresentar crescimento expressivo de 155,9% em 2025 frente à mesma data do ano anterior, consolidando-se como um novo pico relevante dentro do mês.

Esse crescimento não nasce do acaso: é resultado direto de um consumidor mais criterioso e consciente, de marketplaces mais competitivos e de sellers mais maduros, capazes de alinhar estoque, dados e operação para aproveitar uma janela comercial que, hoje, dura quase um trimestre. Em debates internos, com parceiros que trabalham ativamente no setor, não falamos mais em uma data isolada, mas em um trimestre estratégico. Isso exige integração real entre canais, ERP, logística e atendimento, com qualquer ruptura ou atraso tem impacto direto em reputação e visibilidade.

Os dados internos reforçam a tese: nesta última Black Friday, o ANYTOOLS participou de 10% de todo o e-commerce brasileiro. Um movimento desse porte só acontece quando sellers operam com qualidade, profundidade de estoque e inteligência comercial. A gestão preditiva e a preparação começam meses antes, com ajustes de infraestrutura, novos backlogs de funcionalidades, alinhamento entre atendimento e estratégia e aproximação direta com marketplaces. O resultado é uma operação capaz de sustentar picos sem incidentes e transformar dados em vantagem competitiva.

Outro fator determinante é o comportamento do consumidor. A venda diluída ao longo do mês e a disputa por atenção, impulsionada por afiliados, lives, cupons e ofertas relâmpago, tornam o cenário ainda mais competitivo. Os marketplaces, com tráfego massivo e disposição para investir, ampliaram seu protagonismo. Sellers preparados souberam usar isso a seu favor: garantiram visibilidade, aumentaram o catálogo, negociaram ações agressivas e aproveitaram campanhas patrocinadas pelos próprios marketplaces. E a tendência deve seguir em dezembro, já que as plataformas querem fidelizar a fatia de mercado conquistada em novembro.

Em paralelo, a automação desponta como o maior divisor de águas. A sincronização de estoque, a criação de kits inteligentes, a aplicação de regras comerciais específicas por canal e o controle rigoroso de pedidos evitam erros caros, não apenas em dinheiro, mas em reputação. O desconto puro virou armadilha. Sem estratégia, o seller vende, mas lucra menos.

O pós-venda também ganhou protagonismo. Com o aumento de compras impulsivas, cresce o volume de dúvidas, cancelamentos e devoluções. Identificar padrões por canal, produto ou transportadora permite respostas mais rápidas e eficientes. A IA acelera diagnósticos e libera equipes para resolver casos complexos. Ignorar o pós-venda significa perder margem, reputação e exposição futura.

Outro ponto crítico é a conciliação financeira. Em semanas repletas de regras especiais de comissão, rebates e cupons, qualquer divergência corrói a margem. Sellers que não conciliam por SKU, canal e período correm o risco de pagar comissões acima do acordado e comprometer o resultado da campanha.

No saldo final, a Black Friday deste ano pode ser destacada na maturidade dos sellers e na força de ecossistemas. As visitas realizadas a grandes operações durante a semana reforçaram parcerias, garantiram confiança e mostraram o impacto real das soluções do grupo na vida dos profissionais por trás de operações gigantes.

A visão que se impõe para 2025 é clara: o e-commerce entrou em uma era mais competitiva, orientada a dados, centrada em automação e baseada em previsibilidade. O desafio do seller deixa de ser “vender muito em novembro” e passa a ser “performar bem durante todo o trimestre estratégico”. O pós-Black Friday, e não a data em si, é o verdadeiro diferencial. Quem domina esse ciclo vende mais e vende melhor.