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Varejo 2026 será guiado por dados, confiança e execução, diz especialista

Atualmente, o varejo passa por transformações que vão muito além das novas tecnologias ou expansão de canais. Segundo dados da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), o setor projeta um crescimento de 3,66% em 2026, superando o valor de 1,81% estimado para 2025. Para a mentora Surama Jurdi, CEO e fundadora da Surama Jurdi Academy, ecossistema global de educação empresarial, o mercado no próximo ano será moldado por uma mudança estrutural de mentalidade, com modelos de negócio orientados à redução de atrito, à criação de ecossistemas e à geração de valor além do produto. “O setor não será definido por quem vende mais barato, mas por aquele que opera com excelência, aprende rapidamente e constrói relações de confiança duradouras com os clientes”, comenta. 

Surama, especialista em varejo, liderança e educação empresarial, com mais de 20 anos de experiência, apresenta as principais tendências para o varejo em 2026. Confira:

1 – Função estratégica da loja física

A loja física não desapareceu, ela passa a funcionar como um hub estratégico de serviços, experiências, logística e relacionamentos, com atendimento especializado e experiências imersivas aos clientes. “O produto, por si só, perde o protagonismo nesses espaços. O verdadeiro valor está na capacidade da marca de simplificar a jornada do cliente e entregar soluções completas, com fluidez e consistência. Além disso, o varejo estará mais orientado por dados e comportamento real. Em um cenário global mais cauteloso, confiança, previsibilidade e eficiência voltam a ser ativos estratégicos”, comenta a mentora. 

2 – Globalização com padronização e adaptação local

A expansão internacional entrou em uma nova fase, onde escalar não significa replicar modelos de forma automática. As empresas bem-sucedidas operam com um núcleo global, mas a execução é local. “Tecnologia, dados, cadeia de suprimentos, padrões de serviço e posicionamento de marca precisam ser escaláveis. Enquanto a variedade de produtos, comunicação, preço, meios de pagamento, logística e experiência devem respeitar a cultura e o comportamento de cada mercado. O erro mais comum das empresas é tentar exportar o modelo inteiro, porém o correto é levar apenas a tese de valor e ajustar a execução. Globalizar exige leitura cultural, inteligência emocional de mercado e capacidade de adaptação rápida, sem perder identidade”, orienta Surama. 

3 – Inovação constante e prática

A inovação deixa definitivamente de ser um projeto pontual e passa a ser uma competência na operação. As organizações líderes são aquelas que criam rotinas estruturadas de teste, aprendizado e escala, orientadas por dados e governança clara. “Sem essa disciplina, iniciativas acabam se perdendo em pilotos desconectados da realidade do negócio. O diferencial passa a estar menos no discurso e mais na aplicação consistente de métodos e na execução eficaz”, diz a CEO. 

4 – Inteligência artificial na operação

A inteligência artificial deve integrar a base operacional do varejo moderno, aumentando a qualidade das decisões, eficiência e liberando as equipes para atividades de maior valor estratégico. “Quando aplicada de forma integrada, a IA melhora previsões de demanda, reduz rupturas, otimiza preços, qualifica o atendimento ao cliente e fortalece a personalização. No entanto, sem processos claros, cultura orientada a dados e liderança preparada, o impacto se torna limitado”, diz a mentora. 

5 – Novo comportamento do consumidor

As pessoas tomam decisões com base em dois critérios principais: confiança e tempo, valorizando marcas que oferecem curadoria, clareza e simplicidade, assim reduzindo o excesso de escolhas ao longo da jornada. “A expectativa é que a marca conheça o cliente, antecipe necessidades e entregue soluções relevantes. O preço continua sendo importante, mas a percepção de justiça, conveniência operacional, entrega confiável, facilidade de devolução e qualidade do atendimento humano ganham peso crescente nas decisões de compra. Além disso, prova social, comunidades, influenciadores e experiências reais impactam mais do que campanhas tradicionais. Sustentabilidade e propósito são significativos, desde que fundamentados por práticas concretas e coerentes”, afirma Surama. 

A especialista ressalta que o avanço do varejo exige uma evolução equivalente na formação de líderes, a educação empresarial precisa ir além da teoria e estar conectada à prática. “O líder de 2026 precisa dominar três pilares: visão global, capacidade de execução local e desenvolvimento humano. Sem uma liderança qualificada, cultura forte e clareza estratégica, nenhuma transformação se sustenta. Não é apenas acumular conhecimento, mas aplicar aprendizados em decisão, ação e resultado sustentável”, conclui. 

PMEs lideram investimentos em tecnologia, e 70% já utilizam ferramentas digitais

A digitalização avança entre as pequenas e médias empresas (PMEs), com 70% delas já adotando alguma tecnologia digital, de acordo com o Sebrae. No entanto, o panorama atual ainda revela desafios: apenas 4,5% dessas organizações alcançaram o nível mais alto de maturidade digital, o que mostra que a integração das ferramentas ainda é limitada.

É o que aponta um estudo da Fundação Getulio Vargas (FGV) em parceria com a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI). Em contrapartida, as PMEs têm se destacado nos investimentos para mudar esse cenário e são responsáveis por 82% das empresas que mais apostam em avanços tecnológicos no país, segundo a Cortex.

Com o mercado cada vez mais digital, o futuro também mostra a importância da conectividade, que tem papel essencial no uso de tecnologias, sobretudo para empresas de menor porte que buscam competir com líderes de mercado.

Avanços tecnológicos moldam o futuro das PMEs

Atualmente, cerca de 60% das PMEs brasileiras já atuam de alguma forma no ambiente digital, seja por meio de redes sociais, sites ou plataformas estruturadas de e-commerce.

Para essas empresas, investir de forma contínua em tecnologia é fundamental para manter a competitividade. Entre os avanços mais relevantes estão:

  • Inteligência Artificial (IA): 47% das PMEs brasileiras já utilizam ou planejam utilizar IA, segundo a Serasa. A tecnologia amplia a produtividade, automatiza tarefas e apoia decisões estratégicas baseadas em dados.
  • Computação em nuvem: reduz custos e permite acesso remoto a sistemas com segurança e escalabilidade, tornando o negócio mais ágil e preparado para o modelo híbrido.
  • Automação: otimiza processos repetitivos, libera tempo e aumenta a precisão das operações. Ferramentas automatizadas de marketing, finanças e atendimento ajudam pequenas empresas a competir em igualdade com grandes players.
  • Cibersegurança: 90% das violações de dados têm origem em erro humano. Investir em treinamento, autenticação e ferramentas de proteção é essencial para preservar informações e a reputação da empresa.

Outro ponto essencial é a conectividade. Afinal, ter uma internet de qualidade está diretamente relacionado ao bom desempenho das operações digitais.

No Brasil, uma pesquisa da IDC mostra que 49% das empresas já adotam o 5G, a geração mais moderna de tecnologia móvel disponível atualmente.

Conectividade e 5G são pilares da nova era digital

A conectividade 5G se tornou um fator chave para a digitalização, principalmente entre as PMEs. Com maior velocidade e baixa latência, essa tecnologia amplia o potencial de operação digital, reduz falhas e otimiza a experiência do usuário.

Na prática, o resultado é mais produtividade e eficiência para negócios que dependem de sistemas em nuvem, plataformas de atendimento e comunicação em tempo real. Segundo a Anatel, o 5G já cobre cerca de 64% do território nacional.

Especialistas em conectividade da Claro Empresas consideram, por exemplo, que essa tecnologia é decisiva para impulsionar a capacidade das PMEs. A empresa de telecomunicações está entre as que fornecem a tecnologia para as organizações.

Apesar dos avanços, ainda há desafios a superar. A cobertura desigual, o custo de equipamentos e outros fatores limitam a expansão em regiões menos desenvolvidas, dificultando o acesso de pequenos empreendedores.

Com o amadurecimento da conectividade, o 5G tende a redefinir a forma como as PMEs operam e se relacionam com o mercado. Ao oferecer mais velocidade e segurança, a nova rede acelera a transformação digital em um cenário cada vez mais competitivo.

Expectativas para os próximos anos

Mesmo com obstáculos na implementação nacional, o 5G deve continuar avançando e tornando o caminho da transformação digital mais acessível às PMEs. Entre os principais benefícios dessa tecnologia estão:

  • Produtividade: o 5G elimina lentidão e assegura o uso fluido de aplicativos, videoconferências e ferramentas em nuvem, mesmo com múltiplos usuários conectados.
  • Mobilidade segura: equipes acessam dados e sistemas com rapidez fora do escritório, mantendo o trabalho remoto eficiente e protegido.
  • Conectividade eficiente: permite integrar diversos dispositivos, como smartphones, tablets, computadores e soluções de IoT, com estabilidade e alto desempenho.
  • Segurança e governança: amplia o controle sobre dados e acessos, oferecendo mais proteção e gestão inteligente das informações corporativas.
  • Proteção em nuvem: transferências rápidas e backups automáticos garantem conformidade com a LGPD e segurança nas operações.

No cenário atual, tecnologias como 5G e inteligência artificial se tornaram essenciais para a sobrevivência das PMEs. A transformação digital exige eficiência e decisões baseadas em dados, e quem não acompanha perde competitividade.

Essas inovações ajudam a reduzir custos e tornar as operações mais rentáveis. Para evoluir, as PMEs precisam avaliar seu nível de maturidade digital, investir em infraestrutura e capacitação.

Nesse contexto, a parceria com provedores de internet é decisiva, oferecendo estabilidade e resiliência para o crescimento sustentável.

Rappi e PicPay se unem e promovem primeira experiência de delivery dentro de uma fintech

Em dezembro, usuários da Picpay vão passar a ter acesso a uma nova sessão, onde poderão realizar pedidos para entregas de refeições ou de itens em até 10 minutos. Isso será possível pois a plataforma de pagamentos e serviços digitais firmou uma parceria com o Rappi, superapp líder na América Latina, que disponibiliza no destino toda a sua expertise de operação com rapidez, comodidade e tecnologia.

A nova seção “Picpay Delivery” funcionará como um espelho, permitindo que se efetuem pedidos sem a necessidade de ser usuário de ambos os aplicativos. Ou seja, por meio da integração, toda a jornada de compra — da escolha do item ao pagamento e acompanhamento do pedido Rappi — acontece integralmente dentro do PicPay.

Inicialmente estarão disponibilizados na plataforma 100% dos itens disponíveis no Rappi Turbo, que faz entregas ultrarrápidas em até 10 minutos, para todas as cidades em que o serviço atua. Além de uma seleção especial do nosso portfólio de Restaurantes para São Paulo (SP), Rio de Janeiro (RJ) e Recife (PE).

“Essa parceria representa um passo significativo para o Rappi no Brasil pois combinamos nossa tecnologia e operação de última milha a 64 milhões de usuários do PicPay, para oferecer uma experiência unificada, simples e poderosa. É uma iniciativa que reforça nosso compromisso com inovação, conveniência e acesso a serviços essenciais, assim como contribui para a expansão geográfica da plataforma junto à PicPay”, afirma Felipe Criniti, CEO do Rappi no Brasil.

A novidade é considerada um movimento disruptivo no setor de delivery e serviços digitais, ao unir a expertise do Rappi em operações de alta eficiência ao alcance massivo do PicPay, criando um ecossistema de consumo ainda mais completo e conveniente.

Do lado do PicPay, a integração reforça a estratégia de ampliar a oferta de serviços dentro do aplicativo, transformando-o em um hub multifuncional que acompanha o usuário em todas as suas necessidades diárias.

“A parceria com o Rappi, inaugura um modelo inédito no mercado para trazer ainda mais conveniência ao usuário do nosso app”, afirma Alexandre Moshe, VP executivo de Audiências e Ecossistema do PicPay. “Esse passo, somado ao lançamento dos hubs de Viagens e Experiências e ao marketplace de ponta a ponta no app, reforça que o cliente pode comprar tudo que precisa sem sair do PicPay”, conclui.

A chegada do PicPay Delivery amplia as opções para os consumidores e aumenta a competitividade no setor. “A parceria com o Rappi nos dá escala operacional e fortalece nossa capacidade de criar acordos relevantes com restaurantes e marcas amadas pelos brasileiros, com estratégias agressivas de ofertas pagando com PicPay. Assim, conseguimos transferir parte do valor que hoje fica nas plataformas diretamente para os consumidores, aumentando o benefício do nosso ecossistema”, afirma Lucas Gonzalez, executivo que lidera a operação.

A nova funcionalidade será disponibilizada gradualmente para toda a base de usuários do PicPay, oferecendo uma experiência de pedidos e entregas eficiente, moderna e totalmente integrada ao ecossistema robusto do Rappi.

Empresa de cibersegurança lista 5 dicas para proteger o varejo digital de fraudes e ataques

Tradicionalmente, o fim do ano concentra o maior volume de vendas do varejo brasileiro, impulsionado por diferentes datas sazonais e pelo aumento natural do consumo. Em 2024, as últimas sete semanas do ano registraram um crescimento de 12,2% no consumo na comparação com o mesmo intervalo do ano anterior. Além de aquecer o mercado, esse período se tornou um termômetro estratégico que ajuda empresas a identificarem acertos e oportunidades de melhoria nas operações, inclusive na segurança.

Com o ritmo dos negócios avançando, cresce também a preocupação com golpes envolvendo fraudes digitais e tentativas de invasão. Ataques de phishing, clonagem de sites e roubo de dados de pagamento têm se tornado cada vez mais sofisticados, explorando falhas de segurança e picos de acesso nas plataformas de e-commerce. 

Para Gabriel Paiva, CEO da Dfense, empresa de cibersegurança do Grupo FCamara, multinacional brasileira de tecnologia e inovação, o cenário atual exige vigilância constante. “Os criminosos digitais evoluíram. Hoje, eles usam inteligência artificial (IA), engenharia social e automação para identificar brechas específicas em cada operação. Diante desse contexto, o varejo precisa de uma defesa igualmente inteligente e adaptativa.”

Com base nas principais ameaças observadas ao longo do ano, a Dfense reuniu cinco medidas indispensáveis para proteger o e-commerce e proporcionar uma época de compras segura tanto para as empresas quanto para os consumidores:

  1. Fortalecer o check-out e tokenizar os pagamentos: o momento da transação é o ponto mais visado por fraudadores. Golpes como o “Pix falso” e fraudes com cartão seguem entre as principais ameaças. O reforço do check-out e a tokenização dos pagamentos – que substitui dados sensíveis por códigos criptografados – diminuem consideravelmente o risco. “Garantir segurança nesse processo é o primeiro passo para conquistar o ativo mais valioso: a confiança do consumidor”, afirma Paiva.
  2. Utilizar a IA na detecção em tempo real: sistemas de IA preditiva possibilitam identificar e bloquear comportamentos suspeitos em milissegundos analisando padrões de navegação, dispositivos e histórico de compra. A tecnologia atua como um radar invisível, barrando fraudes antes que causem danos – diferencial essencial em ocasiões de alto tráfego.
  3. Blindar canais de mensageria e governança digital: aplicativos como WhatsApp e Telegram se converteram em porta de entrada para ataques direcionados. Golpes que começam em conversas com clientes podem rapidamente comprometer sistemas internos. A adoção de soluções de Mobile Device Management (MDM) contribui para isolar dados corporativos e controlar acessos, prevenindo contaminações cruzadas. “O malware via WhatsApp mostra o quanto a fronteira entre o pessoal e o corporativo está cada vez mais tênue. É preciso permitir agilidade sem abrir mão da segurança”, diz Paiva. 
  4. Automatizar respostas e simular incidentes: o tempo de reação ao ataque cibernético é decisivo. Plataformas de orquestração e resposta a incidentes (SOAR) reduzem o impacto com fluxos automatizados, testes de simulação e alertas integrados. Empresas preparadas conseguem conter o dano em minutos e evitar prejuízos maiores.
  5. Adotar o conceito de Security by Design: segurança não é um adendo, mas um pilar de design. Incorporar práticas de Security by Design desde o desenvolvimento de novas plataformas e integrações é o que diferencia empresas resilientes das vulneráveis. “Não se trata de reagir, e sim de construir com segurança desde o início. Essa mentalidade precisa estar no DNA do varejista durante todo o ano”, explica Paiva. 

Mais do que um custo, a cibersegurança se consolida como um investimento estratégico. No fim do ano, quando picos de acesso e transações testam o limite dos sistemas, as empresas com infraestrutura segura são as que transformam tráfego em faturamento real e sustentável. Em um panorama de ameaças cada vez mais sofisticadas, a confiança digital passa a ser o novo diferencial competitivo do varejo.

Especialista em cibersegurança revela sete ajustes essenciais para reduzir riscos digitais antes de 2026

Entrar em 2026 com contas desnecessárias ativas, autenticação parcial e backups não testados pode custar milhões. Segundo o Cost of a Data Breach 2024, da IBM, o custo médio global de uma violação atingiu US$ 4,88 milhões, enquanto no Brasil o impacto médio por incidente chegou a R$ 7,19 milhões em 2025, alta de 6,5% em relação a 2024. Diante desse cenário, a consultoria em segurança da informação LC SEC separou sete ajustes práticos que empresas de todos os portes podem aplicar ainda em dezembro ou no início do ano para reduzir riscos digitais e proteger informações sensíveis:

1. Mutirão de credenciais e acessos

O primeiro passo é listar todas as contas vinculadas ao domínio da empresa, incluindo colaboradores, estagiários, temporários, terceiros, contas de serviço e integrações, e desativar imediatamente as que não são mais necessárias. O foco é eliminar contas órfãs, acessos temporários que se tornaram permanentes e usuários genéricos desconhecidos. “Com isso, a empresa reduz significativamente a superfície de ataque, fechando portas que muitas vezes permanecem abertas por anos”, explica Luiz Claudio, CEO da LC SEC.

2. Ajustar privilégios ao mínimo necessário

Após identificar quem realmente precisa ter acesso, o próximo passo é revisar e reduzir privilégios excessivos. Isso inclui perfis de administrador, chaves de nuvem e contas de serviço com “poderes ilimitados”. Para Luiz, a regra é simples: “Cada acesso deve ser proporcional à função, evitando que um erro ou invasão de um usuário comprometido se transforme em um risco corporativo de grande impacto”.

3. Priorizar MFA onde dói mais

Mesmo com avanços em grandes empresas, quase dois terços das pequenas e médias ainda não utilizam autenticação multifator (MFA) nem planejam adotá-la. A LC SEC recomenda torná-la obrigatória nos sistemas mais críticos, como e-mails corporativos, VPNs, ERPs, CRMs e consoles de nuvem, começando por diretoria, finanças e equipes de TI. “Essa medida reduz drasticamente a probabilidade de invasões por credenciais roubadas”, pontua o especialista.

4. Checar vazamento de senhas antes do réveillon

Com bilhões de senhas circulando em bases criminosas, verificar se credenciais corporativas já foram expostas é essencial. Ferramentas especializadas permitem identificar e forçar a troca de senhas comprometidas, bloquear reuso e reforçar MFA, diminuindo o risco de ataques direcionados por phishing ou infostealers.

5. Dar um choque de realidade nos logs

Ter sistemas de monitoramento não adianta se os eventos críticos não são registrados. A LC SEC orienta validar se logins, falhas de login, criação e exclusão de usuários, alterações de privilégios e acessos fora do padrão estão sendo devidamente monitorados. Melhores logs ajudam a reduzir o tempo de detecção e resposta, o que pode significar uma economia de milhões em caso de violação, segundo o IBM Cost of a Data Breach.

6. Colocar backups à prova

Ransomwares frequentemente miram repositórios de backup: 96% dos ataques têm esse objetivo, e 76% conseguem comprometer cópias, segundo o Veeam Ransomware Trends Report 2024. Por isso, é essencial testar restaurações, manter cópias imutáveis ou offline e controlar rigorosamente quem pode alterar ou apagar os backups. “Essas medidas aumentam a resiliência e reduzem perdas de dados críticas”, diz o executivo.

7. Amarrar tudo com comunicação clara para o time

Por fim, consolidar essas ações com comunicação interna é crucial. Campanhas como a “semana do reset de acessos” explicam ao time por que senhas foram trocadas, MFA ampliado e logs revisados. Essa abordagem humanizada reduz resistência, fortalece a cultura de segurança e garante que cada colaborador compreenda seu papel na proteção da empresa.

Segundo Luiz Claudio, “a intensificação da campanha marca a virada entre ‘fazer o curso’ e adotar segurança como comportamento cotidiano. Ainda existe a percepção de que awareness é um checklist, mas isso não funciona mais. Nosso objetivo é apoiar as empresas nessa mudança cultural”. Com essas sete medidas, empresas de diferentes portes podem reduzir significativamente sua exposição a ataques digitais, transformando a virada de 2025 para 2026 em um marco de maturidade em segurança da informação.

O que o consumidor brasileiro vai exigir das marcas em 2026

A experiência do cliente deixou de ser discurso publicitário para se tornar estratégia de sobrevivência. Consumidores brasileiros estão cada vez mais digitais, imediatistas e intolerantes a falhas. Por conta disso, as empresas que investem em Customer Experience (CX) não estão apenas encantando clientes: estão gerando receita, aumentando margem e reputação. Segundo pesquisas recentes sobre o comportamento do consumidor, 83% dos brasileiros abandonam uma marca após uma única experiência ruim. E isso muda tudo: o foco não é mais apenas vender, mas garantir jornadas sem atrito, atendimento resolutivo e relacionamentos sustentáveis.

Esse novo comportamento do consumidor não é construído sobre achismos: ele se revela em dados, pressiona estruturas e exige respostas rápidas, empáticas e consistentes das marcas. A seguir, as dez tendências mais relevantes que devem orientar as estratégias de experiência do cliente em 2026 no Brasil – não como projeções distantes, mas como movimentos já em curso no mercado. São práticas que combinam tecnologia, inteligência de dados e cultura organizacional para lidar com um consumidor que não perdoa fricção, premia conveniência e só permanece fiel quando se sente, de fato, compreendido.

Personalização sob demanda, em escala e com contexto

Sete em cada dez consumidores esperam interações adaptadas ao seu histórico, perfil e comportamento atual. E não se trata apenas de chamar o cliente pelo nome ou oferecer produtos com base em compras anteriores: o que se espera agora é relevância em tempo real, com capacidade de entender preferências momentâneas, mudanças de hábito e contexto da jornada.

Mas há um limite tênue: apenas 29% dos brasileiros se dizem plenamente satisfeitos com o nível de personalização que recebem, e um terço se sente desconfortável em fornecer dados pessoais sem ter retorno claro em troca. Isso obriga as marcas a reequilibrar a equação: coletar menos, contextualizar melhor e entregar valor real. A personalização em 2026 não será mais diferencial, será o ponto de partida.

Automação com IA, mas sem apagar o humano

A inteligência artificial está definitivamente no centro da operação de atendimento das empresas brasileiras, mas o consumidor não abre mão do fator humano. Neste ano, a maioria dos brasileiros já teve contato com chatbots ou assistentes virtuais, e boa parte deles vê com bons olhos a conveniência do autoatendimento.

Uma pesquisa da ServiceNow mostrou que 77% dos consumidores desejam que as marcas ofereçam opções de autoatendimento, e 72% esperam que os bots sejam eficazes, rápidos e resolutivos. Mas a prática ainda está aquém da promessa: apenas 20% relatam experiências positivas com bots, e mais da metade dos consumidores diz que os assistentes virtuais funcionam apenas “às vezes”.

O resultado? Cresce a frustração e, com ela, a exigência de interações mais naturais, empáticas e transparentes. Para 2026, o desafio das marcas será abandonar fluxos genéricos e apostar em IA treinada em linguagem humanizada, com respostas ajustadas ao tom e à urgência da demanda. E, acima de tudo, garantir acesso fluido a um atendente humano sempre que necessário – algo que a maior parte dos brasileiros considera essencial para confiar no atendimento automatizado. A IA já entrou na conversa, mas quem decide se continua nela é o cliente.

Omnicanalidade com fluidez de verdade

A presença multicanal já não impressiona ninguém. O que conta agora é a capacidade de integrar os pontos de contato em tempo real, sem ruído, perda de histórico ou mudanças de tom. Neste ano, 77% dos brasileiros alternaram entre canais físicos e digitais em suas compras. A experiência híbrida consolidou-se: o consumidor pesquisa no Instagram, compra no app, retira na loja e reclama pelo WhatsApp – e espera que a empresa acompanhe esse movimento com naturalidade.

No entanto, falhas de continuidade ainda são comuns. Estudos apontam que cerca de 80% dos consumidores esperam uma experiência fluida entre canais, mas poucos sentem que isso já acontece. Para 2026, não se trata mais de adicionar novos canais, mas de garantir que cada um funcione como extensão do outro, com contexto compartilhado e linguagem consistente.

Velocidade e resolução como critério de lealdade

No Brasil, o tempo de resposta virou parâmetro direto de qualidade, e o consumidor não tolera esperar. Neste ano, mais da metade dos clientes esperam ser atendidos em até cinco minutos, e a expectativa de solução imediata em canais digitais é alta, especialmente em chat e WhatsApp.

Não é apenas sobre agilidade na resposta, mas sobre eficiência na resolução. Um estudo da Opinion Box mostrou que clientes são 2,4 vezes mais propensos a manter o vínculo com marcas que resolvem seus problemas com rapidez. Já o oposto é igualmente verdadeiro: demora, repetição de informações e encaminhamentos sem fim alimentam o abandono.

Empresas que se destacam em CX hoje estruturam fluxos inteligentes de triagem, bots de atendimento com roteamento eficiente e equipes de backoffice alinhadas ao tempo real do cliente. Para 2026, a expectativa não é só de agilidade: é de assertividade. O consumidor quer resolver na hora, no canal que escolheu, e com o mínimo de atrito possível.

Empatia e humanização como diferencial competitivo

Mesmo com tanta automação, o que realmente fideliza o consumidor brasileiro continua sendo o tratamento humano – no tom, na escuta e na capacidade de lidar com situações que exigem sensibilidade. Ao menos 65% dos clientes ainda preferem interações com atendentes humanos, principalmente em casos complexos, delicados ou que envolvem frustração. A comunicação excessivamente mecânica, mesmo quando eficiente, gera distanciamento.

Por isso, empresas têm investido na formação de equipes com foco em empatia, autonomia e linguagem próxima. Isso se aplica também à IA: 81% dos consumidores brasileiros valorizam bots que usam linguagem simpática e acessível, indicando que não basta a IA funcionar, ela precisa soar humana. Para o futuro, a expectativa é clara: resolver rápido, sim, mas sem parecer que quem está do outro lado é um script.

Excelência digital e autoatendimento inteligente

Estar no digital não basta: o que diferencia é a qualidade da experiência oferecida. Com o mobile dominando o tráfego e o consumidor cada vez mais autônomo, simplicidade, clareza e velocidade viraram pré-requisitos. Uma pesquisa da Locaweb mostrou que 40% dos brasileiros abandonam compras por falta de informação, e 34% desistem diante de cadastros longos ou sites pouco intuitivos.

Ao mesmo tempo, 69% preferem resolver questões simples por conta própria, desde que tenham ferramentas eficazes para isso, como FAQs interativas, tutoriais, e chatbots que realmente funcionam. A tendência para o próximo ano é clara: tirar o atrito da frente do cliente. Usabilidade, velocidade de carregamento, fluxos inteligentes e segurança nas transações deixarão de ser atributos técnicos para se tornar critérios centrais de percepção da marca.

Métricas de experiência e ROI no centro da estratégia

Em 2026, Customer Experience não será mais um esforço invisível: será pauta de diretoria, com metas claras e indicadores que conectam experiência à performance. O tempo do “intuitivo” passou: empresas que lideram em CX no Brasil já associam NPS, CSAT, churn e tempo de resposta a indicadores de retenção, ticket médio e receita recorrente.

Cada ajuste na jornada – de um botão no app a um novo protocolo de atendimento – é acompanhado de indicadores de adoção e impacto. Em 2026, experiência será tão mensurável quanto margem e crescimento. E mais do que encantamento, o que se espera é consistência que gere resultado.

As tendências que se desenham para 2026 não são apenas apostas de mercado:  são respostas concretas às exigências de um consumidor brasileiro mais informado, impaciente e consciente do próprio valor. O que define a experiência não é mais o encantamento pontual, mas a entrega consistente, relevante e confiável em cada ponto da jornada. Marcas que compreenderem isso e tratarem CX como infraestrutura estratégica, unindo dados, empatia, eficiência e propósito  não vão apenas se diferenciar: vão sobreviver num mercado em que lealdade se conquista um clique por vez.

Por Fabiano Amorim, Gestor da Unidade de Negócios de Customer Experience da Selbetti

Relatório da HP revela que 57% dos malwares em 2025 são voltados ao roubo de dados de acesso

A HP Inc. (NYSE: HPQ) divulgou hoje seu mais recente Threat Insights Report, que revela como os cibercriminosos estão aprimorando suas campanhas com animações profissionais (simulações visuais enganosas, como barras de carregamento falsas e telas de senha) e malwares disponíveis por assinatura. Os pesquisadores da HP alertam que essas campanhas misturam visuais convincentes, o uso de plataformas populares como o Discord e kits de malware frequentemente atualizados para escapar da detecção, tanto por usuários quanto por ferramentas de segurança.

O relatório analisa ataques cibernéticos reais e ajuda as organizações a acompanhar as técnicas mais recentes usadas pelos criminosos para evitar detecção e comprometer PCs em um cenário de ameaças em constante evolução. Com base em milhões de endpoints com HP Wolf Security*, campanhas notáveis identificadas pela equipe de pesquisa de ameaças da HP incluem:

  • Golpes com aparência oficial usam arquivos maliciosos ocultos: Criminosos se passando pela Procuradoria da Colômbia enviaram e-mails com falsas notificações legais. O link levava a um site que imitava um órgão oficial, com uma animação que rolava automaticamente e exibia uma suposta “senha de uso único”, levando a vítima a abrir um arquivo compactado com senha.
    • Ao ser aberto, o arquivo extraía uma pasta com um programa modificado e oculto, que instalava o malware PureRAT em segundo plano. O ataque dava aos criminosos controle total sobre o dispositivo. Em média, apenas 4% das amostras semelhantes foram detectadas por ferramentas antivírus.
  • PDF falso da Adobe leva à instalação de acesso remoto: Um arquivo PDF com a identidade visual da Adobe redirecionava o usuário para um site que simulava uma atualização do leitor de PDF. A página exibia uma barra de instalação animada, convencendo a vítima a instalar um programa modificado do ScreenConnect — uma ferramenta legítima de acesso remoto.
    Assim que instalado, o programa se conectava a servidores controlados pelos atacantes, permitindo o acesso completo ao dispositivo comprometido.
  • Criminosos hospedam malware no Discord para burlar segurança: Agentes de ameaça usaram o Discord para armazenar os arquivos maliciosos, evitando criar sua própria infraestrutura e aproveitando a boa reputação da plataforma.
  • Antes da instalação, o malware desativava uma proteção importante do Windows 11 chamada “Integridade de Memória”. Em seguida, era executado o Phantom Stealer, um programa vendido por assinatura em fóruns clandestinos, com recursos prontos para roubo de credenciais, senhas e dados financeiros. Ele é atualizado frequentemente para escapar das ferramentas de segurança.

“Os atacantes estão apostando em animações visuais convincentes e malwares prontos para enganar usuários e escapar da detecção com facilidade”, afirma Patrick Schläpfer, Principal Threat Researcher da HP Security Lab. “Essas ferramentas são vendidas como serviço e evoluem tão rápido quanto softwares legítimos, o que torna os ataques ainda mais difíceis de prever.”

Além dos ataques convencionais, os criminosos também estão usando cookies de sessão — arquivos que mostram que um usuário já está logado — para invadir sistemas sem precisar da senha ou da autenticação em duas etapas (MFA). O relatório destaca que 57% das famílias de malware mais ativas no 3º trimestre de 2025 são do tipo infostealer, projetadas para roubar dados sensíveis, inclusive esses cookies.

O HP Wolf Security isola ameaças em contêineres seguros dentro do próprio computador, permitindo que ataques sejam analisados mesmo quando escapam das ferramentas tradicionais de segurança. Até hoje, usuários da solução já clicaram em mais de 55 bilhões de anexos, páginas e arquivos, sem nenhum caso de violação relatado.

“Criminosos estão abusando de plataformas confiáveis, imitando marcas conhecidas e usando truques visuais como animações. Mesmo ferramentas avançadas de detecção podem falhar em identificar algumas ameaças”, afirma Dr. Ian Pratt, Head Global de Segurança para Sistemas Pessoais da HP Inc. “Ao isolar interações de alto risco — como abrir arquivos ou sites não confiáveis — criamos uma camada de proteção que evita danos, sem impactar a experiência do usuário.”

Dados adicionais do relatório (julho a setembro de 2025):

  • 11% dos e-mails maliciosos detectados pelo HP Sure Click passaram por pelo menos um filtro de e-mail sem serem bloqueados.
  • 45% dos ataques foram distribuídos por arquivos compactados (.zip, .tar, .z), com aumento de 5 pontos em relação ao 2º trimestre.
  • 11% das ameaças bloqueadas no período foram arquivos PDF, um aumento de 3 pontos em relação ao trimestre anterior.

“Com criminosos abusando de plataformas conhecidas, imitando marcas confiáveis e usando truques visuais como animações, mesmo ferramentas avançadas podem falhar em detectar algumas ameaças”, afirma Dr. Ian Pratt, Head Global de Segurança para Sistemas Pessoais da HP Inc. “Isolar interações de alto risco — como abrir arquivos ou sites não confiáveis — cria uma camada de proteção que evita danos, sem comprometer a experiência do usuário.”

Acesse o relatório completo

Threat Insights Report está disponível no blog da HP Threat Research.

Sobre os dados

As informações foram coletadas com consentimento de clientes do HP Wolf Security, no período de julho a setembro de 2025, com investigações conduzidas pela equipe de pesquisa de ameaças da HP.

Fim de ano pressiona logística no Brasil: congestionamento em hubs e gargalos fiscais ameaçam eficiência da cadeia

À medida que o fim de ano se aproxima, o setor de logística brasileiro entra em um período de tensão máxima. Dados do mercado apontam que a movimentação de cargas em centros de distribuição pode aumentar em até 35% entre 15 de dezembro e 5 de janeiro, segundo associações representativas dos operadores logísticos, elevando o risco de congestionamentos nos principais hubs do país.

Esse crescimento de volume ocorre justamente em um momento em que a pressão por entregas rápidas e conformidade fiscal também aumenta, resultando em retenções que, em alguns casos, chegam a 72 horas nas regiões metropolitanas do Sudeste, segundo relatos de transportadoras que atuam nesses corredores de alta demanda.

A situação reflete um desafio mais amplo enfrentado pela logística nacional: enquanto o varejo digital e o comércio eletrônico impulsionam a necessidade de velocidade, a infraestrutura e os sistemas fiscais tradicionais ainda não estão totalmente preparados para responder a demandas tão intensas. Analistas apontam que esse descompasso pode gerar impactos econômicos significativos para toda a cadeia produtiva.

Gargalos fiscais travam operações

Um dos sinais de alerta emergentes está na própria emissão dos documentos fiscais que acompanham cada carga. Para o setor, a lentidão ou erro na emissão de notas e declarações não é apenas um transtorno burocrático, pode ser um verdadeiro bloqueador operacional.

“Quando os hubs operam no limite, qualquer falha fiscal vira um gargalo imediato. A doca não gira, o caminhão não sai e toda a cadeia sente o impacto”, afirma Ewerton Caburon, CEO da Emiteaí, empresa especializada em automação fiscal para logística.

A Emiteaí, com sede em Blumenau, já processou mais de 480 milhões de documentos fiscais eletrônicos no país, tornando-se referência em tecnologia para emissão, integração e rastreamento de informações que sustentam operações logísticas. Segundo Caburon, a velocidade de emissão, quando bem integrada a sistemas de gestão e transporte, pode ser determinante para reduzir filas e acelerar saídas. “Emitir corretamente e em até 1 minuto não é só eficiência: é uma medida de sobrevivência para manter a operação fluindo no pico de fim de ano”, diz o especialista.

Custos operacionais sob pressão

Os institutos que acompanham a atividade logística observam ainda o impacto financeiro desses congestionamentos. Estimativas apontam uma alta de cerca de 12% nos custos operacionais durante o período de maior movimento, pressionando margens tanto de transportadoras quanto de varejistas e operadores de centros de distribuição.

O aumento de custos é causado por uma série de efeitos combinados: espera prolongada de veículos, necessidade de reentregas, utilização mais intensa de mão de obra e equipamentos, além de penalidades por atrasos ou falhas de conformidade.

Ao mesmo tempo, o setor logístico como um todo mantém um ritmo de expansão significativo, impulsionado pelo crescimento do e-commerce e pela digitalização de processos. Projeções setoriais estimam que o mercado brasileiro de logística deve crescer mais de 20% nos próximos anos, impulsionado por inovação tecnológica e automação, apesar dos desafios de infraestrutura e mão de obra já existentes.

A fronteira entre entrega e documento

Ewerton explica que a logística de alta performance exige mais do que apenas capacidade de transporte: precisa de inteligência integrada entre emissão fiscal, rastreamento de mercadorias e operações de armazenamento. Um relatório recente da Associação Brasileira de Logística indica que, até o final do ano, uma grande maioria das empresas logísticas deve implementar sistemas integrados de gestão para reduzir perdas e otimizar processos, um movimento visto como essencial diante dos desafios de final de ano.

Para Caburon, esse é um aspecto cada vez mais claro: “A logística de ponta a ponta não existe sem um fluxo de documentos que seja tão rápido quanto a própria entrega. Quando os dois não estão alinhados, o resultado é literalmente uma fila de caminhões parados — e isso custa caro para todo o setor.”

Tendências para o e-commerce em 2026: atendimento instantâneo, reputação e conversão como pilares centrais

O e-commerce entra em 2026 sob uma nova lógica de competitividade. Se, nos últimos anos, preço e sortimento lideravam as decisões de compra, agora são atendimento instantâneo, reputação da marca e capacidade de conversão em tempo real que determinam quem cresce e quem perde espaço no varejo digital. Em um ambiente cada vez mais fragmentado entre marketplaces, WhatsApp, redes sociais e lojas virtuais, a experiência conversacional passa a ocupar o centro da estratégia.

De acordo com Tiago Vailati, CEO da Loopia, plataforma de Chat Commerce com Inteligência Artificial, o atendimento passa a ser visto como parte estratégica do funil de vendas, e a lógica é simples: quem responde primeiro, vende. “O cliente escolhe o melhor canal para comprar, aquele que é mais conveniente, que proporciona a melhor experiência, combinando preço, entrega e comodidade. E, nesse cenário, velocidade, contexto e relacionamento são decisivos”, afirma o executivo.

A partir da análise do comportamento de consumo, da operação de centenas de e-commerces e da evolução do uso de IA no varejo digital, Tiago mapeou quatro tendências que devem moldar o e-commerce em 2026. Confira.

1. Atendimento instantâneo deixa de ser diferencial e vira requisito básico

Em 2026, a espera será sinônimo de abandono. O consumidor multicanal — que transita entre WhatsApp, marketplaces e redes sociais — espera respostas em segundos, não em minutos. As operações que não funcionam de forma contínua, 24 horas por dia, tendem a perder vendas, muitas das vezes, sem nem perceber.

2. Chat Commerce se consolida como principal motor de conversão

A jornada de compra deixa de ser linear e passa a ser conversacional. Em vez de navegar sozinho pelo site, o consumidor compra conversando — seja com vendedores humanos, seja com agentes de IA treinados para vender, tirar dúvidas e orientar decisões.

Esse movimento transforma o atendimento em um canal ativo de vendas, capaz de impactar diretamente indicadores como taxa de conversão, ticket médio e recompra. As operações que tratam o chat apenas como SAC tendem a ficar para trás.

3. Reputação passa a ser construída em tempo real

Avaliações, mensagens privadas, comentários em redes sociais e conversas em marketplaces passam a pesar tanto quanto anúncios e campanhas institucionais. Cada interação vira um ponto de contato que constrói — ou destrói — a reputação da marca.

4. Inteligência Artificial evolui de automação para inteligência de vendas

Em 2026, a IA deixa de atuar apenas como suporte operacional e passa a ser inteligência aplicada à conversão. Agentes inteligentes assumem funções como priorização de atendimentos, identificação de intenção de compra, recomendação de produtos, recuperação de carrinho abandonado e pós-venda. A diferença estará menos na presença da IA e mais na forma como ela é treinada e integrada à jornada completa. Operações que usam IA apenas de forma reativa tendem a perder eficiência frente a modelos mais inteligentes e proativos.

Para a Loopia, o e-commerce de 2026 será definido menos por tecnologia isolada e mais pela capacidade de transformar conversas em vendas, com inteligência, velocidade e contexto. “O atendimento deixa de ser custo e passa a ser ativo estratégico. Quem entende isso agora, chega mais preparado em 2026”, conclui Tiago Vailati.

O Natal moderno evolui e se reinventa com a ascensão das redes sociais

Nos últimos anos, o Natal deixou de ser apenas um período de celebrações familiares para se transformar também em um grande palco digital. As redes sociais, especialmente Instagram, TikTok e Pinterest, redefiniram o que significa “glamour natalino”, moldando desejos, estéticas e expectativas. O resultado desse movimento é um “novo glamour”, mais visual e frequentemente distante da simplicidade afetiva que tradicionalmente marcava essa época do ano.

Antes da influência massiva do universo digital, a decoração de Natal era um ritual íntimo, pensado para dentro de casa e para quem vivia aquele ambiente. Hoje, ela se tornou também uma vitrine. Árvores impecáveis, mesas coordenadas com precisão, lares convertidos em cenários cinematográficos e composições planejadas para gerar impacto compõem um imaginário que se dissemina em alta velocidade. Nasce, assim, uma estética que não busca apenas decorar, mas inspirar, e que dialoga diretamente com tendências globais e padrões visuais altamente refinados.

Esse fenômeno impulsionou a profissionalização da decoração natalina. Decoradores, designers, artistas e empresas especializadas passaram a ocupar um espaço crescente, atendendo desde famílias que desejam reproduzir um ambiente sofisticado até marcas que enxergam no Natal uma oportunidade de reforçar posicionamento e branding. A busca por ambientes esteticamente pensados não se explicaria apenas por vaidade, pois trata-se de uma demanda que combina conforto, identidade e impacto visual em um contexto em que tudo pode se tornar conteúdo.

Com isso, o glamour também se reinventa. Ele deixa de representar ostentação e passa a refletir curadoria: escolhas de materiais, combinações de cores, composição de luz, equilíbrio entre tradição e modernidade. O que antes era uma decoração de ocasião se torna uma narrativa visual capaz de expressar estilo de vida, emoções e referências culturais. Esse deslocamento transforma o Natal em uma experiência planejada, fotografável e replicável.

A mudança, porém, reacende um debate central, já que o Natal, sempre foi marcado pela memória, pelo afeto e pela presença, e não pela performance. Quando a estética se sobrepõe completamente ao significado, corre-se o risco de esvaziar o sentido da data, substituindo emoção por espetáculo. Por outro lado, quando o visual se conecta a propósito, identidade e história familiar, ele não perde sua essência; apenas ganha novas formas de expressão, inclusive no ambiente digital.

Do ponto de vista econômico, a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) projeta que o varejo deve movimentar R$ 72,71 bilhões no Natal de 2025, crescimento de 2,1% em relação ao ano anterior. Caso o número se confirme, será o melhor desempenho desde 2014. O “novo glamour”, portanto, não apenas influencia comportamentos e desejos, mas impulsiona setores inteiros, da decoração ao consumo. Ainda assim, apesar da força das redes, o significado do Natal continua sendo construído individualmente, dentro de cada casa.

No fim, talvez o equilíbrio esteja em aproveitar a inspiração oferecida pelas redes sem perder de vista que o Natal é, essencialmente, humano. Não é sobre likes, mas sobre pertencimento; não é sobre comparação, mas sobre criar memórias que permanecem quando a árvore é desmontada e o feed volta ao normal. O “novo glamour”, quando compreendido dessa forma, não é um desvio, mas apenas uma camada contemporânea em uma celebração que continua sendo, em sua essência, afetiva.

*Vivian Bianchi é diretora criativa e fundadora da Tree Story, empresa especializada em projetos personalizados de decoração natalina, com foco em ambientações exclusivas para residências, marcas e ambientes corporativos. É formada em Design de Interiores pela EBAC, com especializações em produção e cenografia pelo IED São Paulo e IED Barcelona