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Black Friday tem uma das menores taxas de ruptura do e-commerce e consolida novo padrão logístico, aponta estudo

A edição de 2024 da Black Friday consolidou um novo patamar de maturidade operacional no e-commerce brasileiro. Levantamento da Lett, empresa do ecossistema Neogrid, mostra que o evento registrou taxa média de ruptura de 30%, uma das menores entre todas as datas sazonais analisadas, ao passo que períodos como Carnaval e Páscoa chegaram a 50%. O resultado reflete o avanço tanto no planejamento de estoques quanto na integração entre varejo e indústria.

O estudo “Black Friday 2024 e Sazonalidades no E-Commerce Brasileiro” avaliou o comportamento das rupturas de outubro de 2024 a setembro de 2025 com base em dados diários coletados em grandes varejistas online, marketplaces e redes de diferentes segmentos. A análise aponta que, durante a chamada “Black November”, o estoque médio dos produtos durou 4,7 dias, enquanto o tempo médio de reposição foi de 3,8 dias – intervalo que indica um sistema em ritmo intenso, mas com resposta mais ágil e coordenada do que em anos anteriores.

Segundo Cynthia Prado Andrade de Menezes, gerente de Customer Success da Neogrid, o desempenho evidencia um processo contínuo de aprendizado do setor. “A Black Friday tornou-se referência em planejamento e execução no comércio eletrônico nacional. A antecipação de estoques, o uso de dados preditivos e a eficiência nas reposições revelam que o varejo está mais preparado para lidar com picos de demanda”, afirma.

A pesquisa também classificou as categorias de produtos em quatro perfis estratégicos de acordo com a relação entre duração do estoque e velocidade de reposição. Casa & cia (7,68 dias), bebidas (6,68 dias), e alimentos (5,85 dias) figuram entre as mais resilientes, com baixo risco de indisponibilidade. Já eletrônicos (3,45 dias), beleza (3,63 dias) e saúde sexual (3,03 dias) estão entre as mais críticas, exigindo maior atenção na reposição e no planejamento de inventário.

(Imagem: Divulgação/Reprodução)

Na opinião de Menezes, o avanço observado na Black Friday deve servir de modelo para outras datas de grande movimentação no comércio eletrônico. “O desafio agora é estender o mesmo nível de preparo e coordenação para outras sazonalidades, como Carnaval, Páscoa e Dia da Mulher. O equilíbrio entre disponibilidade e velocidade de reposição será determinante para sustentar o crescimento do setor”, destaca.

O estudo da Lett/Neogrid demonstra que o aprendizado operacional das últimas edições da Black Friday contribuiu para reduzir perdas, aumentar a eficiência das promoções e fortalecer a experiência do consumidor. “A próxima etapa de evolução do e-commerce brasileiro passa por replicar esse modelo de planejamento em todo o calendário promocional, aplicando métricas de performance, estoques de segurança e acordos logísticos mais precisos entre indústria e varejo”, acrescenta Menezes.

Na rota da Black Friday: aumento no volume de entregas amplia riscos de roubo de cargas

Com a chegada da Black Friday, o aumento expressivo nas vendas online e no volume de entregas exige atenção redobrada à segurança das operações logísticas. Entre novembro e dezembro, o número de entregas pode crescer até 30%, segundo a plataforma Eu Entrego. Esse crescimento acentuado pressiona centros de distribuição, transportadoras e marketplaces por agilidade e produtividade, muitas vezes em detrimento da segurança, resultando em um ambiente mais vulnerável a roubos e fraudes internas, cenário que exige planejamento redobrado. 

Além da tecnologia embarcada, o fator humano é determinante para a segurança logística. Processos estruturados de recrutamento, treinamento contínuo, verificação de antecedentes (background check) e engajamento dos motoristas e equipes de suporte são tão importantes quanto os sistemas de rastreamento e monitoramento. A atuação integrada entre pessoas e tecnologia é o que garante respostas mais ágeis e assertivas em situações críticas. 

O alerta se reforça diante dos números do Estudo de Roubo de Cargas, da ICTS Security, empresa especializada em consultoria e gestão de segurança, que revela um cenário paradoxal. Embora o número de ocorrências tenha caído 11% em relação a 2023, os prejuízos financeiros dispararam 21%, alcançando R$ 1,217 bilhão. O levantamento aponta que as quadrilhas têm priorizado cargas de maior valor agregado e fácil revenda, como alimentos, cigarros, eletroeletrônicos, medicamentos e cosméticos. 

A ICTS Security reforça que a prevenção, além de passar pelo processo de monitoração, deve criar redundância operacional. Isso inclui medidas como duplo motorista em rotas sensíveis, alteração dinâmica de trajetos em tempo real, rastreamento com tecnologia anti-jamming e o uso combinado de protocolos físicos e digitais. Essas práticas reduzem significativamente o impacto das tentativas de interceptação e tornam a operação menos previsível para o crime organizado.

“As empresas precisam tratar a Black Friday como uma operação de risco ampliado. A indicação é antecipar o planejamento e integrar áreas de segurança, logística e tecnologia em um modelo de prevenção contínua”, alerta Anderson Hoelbriegel, diretor de Negócios da ICTS Security. Segundo o especialista, essa integração deve envolver também times de analytics e inteligência preditiva, equipes de resposta rápida e cooperação com autoridades locais, ampliando a capacidade de dissuasão e reação a incidentes.

O Sudeste segue liderando as perdas, com 83,6% dos prejuízos nacionais, sendo São Paulo responsável por quase metade (47,2%), seguido por Rio de Janeiro (18,7%) e Minas Gerais (14,2%). Mas o estudo mostra uma migração do crime para novas rotas: o Nordeste aumentou sua participação para 11,7%, com destaque para os corredores logísticos de Pernambuco, Maranhão e Bahia, enquanto o Norte passou de 0,1% para 0,9%, impulsionado por ocorrências no Pará e Amazonas.

O levantamento também mostra como as quadrilhas se adaptam às contramedidas regionais. Em estados onde há maior integração com forças de segurança e legislações mais rigorosas, como Paraná e Espírito Santo, as ocorrências recuaram. Já em regiões com fiscalização mais limitada, especialmente em rotas interestaduais e zonas portuárias, observa-se o deslocamento estratégico das ações criminosas.

“O avanço das quadrilhas para rotas menos protegidas mostra uma rápida adaptação do crime organizado às vulnerabilidades regionais. Isso exige das empresas uma revisão constante de seus planos de gerenciamento de risco”, afirma Hoelbriegel. “Vale o alerta para o risco crescente de fraudes na integração entre armazenagem temporária e distribuição final. O uso indevido de espaços logísticos intermediários para manipulação ou desvio de cargas reforça a necessidade de uma gestão sistêmica, física, lógica e legal, de toda a cadeia de suprimentos”.

Para reduzir riscos durante o pico de vendas, a ICTS Security recomenda antecipar o diagnóstico de riscosmapear rotas e pontos vulneráveis, e reforçar o controle de acesso e monitoramento eletrônicoUm planejamento preventivo pode reduzir até 60% das ocorrências. Auditorias de parceiros logísticos, o uso de inteligência de dados e treinamento das equipes também são medidas fundamentais. A segurança logística deve ser encarada como um ciclo completo, prevenção, detecção, resposta e melhoria contínua, em que cada etapa é interligada e retroalimenta a outra. Esse modelo permite que as empresas se antecipem aos riscos e fortaleçam suas operações de forma sustentável.

A tecnologia também tem sido uma aliada estratégica na prevenção de roubos e na proteção das operações logísticas. Segundo Alvaro Loyola, country manager da Drivin Brasil, o uso de plataformas de gestão inteligente pode reduzir significativamente o tempo de resposta diante de incidentes. “Hoje, é possível identificar desvios de rota em tempo real e agir de forma imediata. Na Drivin, por exemplo, nossa solução emite alertas automáticos sempre que um veículo sai da rota planejada ou faz uma parada não programada, permitindo uma reação rápida e coordenada com a central de monitoramento. Esse tipo de tecnologia é fundamental para proteger motoristas, cargas e a reputação das empresas durante períodos críticos como a Black Friday”, destaca Loyola.

Na Olist, ecossistema de soluções voltado para pequenas e médias empresas, a solução logística Olist Envios conecta lojistas a uma rede com mais de dez transportadoras parceiras. Com o suporte de análise de dados e monitoramento em tempo real, a ferramenta permite identificar rapidamente qualquer anormalidade na entrega e acionar o último responsável pelo trajeto para garantir agilidade na resolução.

“Na Olist, redobramos os cuidados em períodos de grande movimento, como a Black Friday. Nesses momentos, cada detalhe da operação faz diferença, especialmente nas etapas em que o pacote muda de mãos. Um bom exemplo é o trajeto entre o centro de distribuição e a transportadora: se a movimentação fica parada por mais de um dia, um alerta é acionado imediatamente. Essa postura preventiva, aliando tecnologia e inteligência de dados, tem sido fundamental para reduzir perdas e roubos, além de reforçar a segurança e a confiança de toda a nossa rede, dos parceiros logísticos até o consumidor final”, afirma Glória Bolani Porteiro, head de Envios da Olist.

Segurança e eficiência no transporte de cargas

Enquanto as rodovias brasileiras sofrem cada vez mais com a sobrecarga e os riscos de circulação, a cabotagem desponta como uma alternativa altamente eficaz. Realizada pelo modal marítimo entre portos nacionais, a solução apresenta índices próximos de zero em ocorrências de roubo de carga, além de reduzir os riscos de avarias e o custo com seguros.

“Com a crescente demanda por eficiência e sustentabilidade no transporte de mercadorias, a navegação costeira tornou-se uma solução viável e estratégica, capaz de otimizar o fluxo de cargas. Ao aliviar gargalos como o desgaste acelerado das estradas, a alta incidência de acidentes e roubos, ela proporciona uma distribuição mais equilibrada da matriz logística, reduz os congestionamentos urbanos, melhora a fluidez do tráfego e diminui o tempo de transporte de mercadorias”, destaca Stephano Galvão, Diretor de Operações da Norcoast, empresa brasileira de navegação costeira.

Com mais de oito mil quilômetros de costa navegável, o Brasil está estrategicamente posicionado para ampliar o uso da cabotagem. “Esse modal promove inclusão territorial e reforça a governança logística no país, conectando regiões distantes com maior eficiência e estruturando uma cadeia de suprimentos mais integrada. Ao facilitar a distribuição de mercadorias e aumentar a competitividade das empresas, a navegação costeira também oferece mais segurança, já que a carga permanece por mais tempo em ambiente protegido, isto é, dentro do navio”, complementa Galvão.

IA e o futuro do trabalho: por que a inteligência emocional será o maior ativo

Automatizar operações, processar dados, mapear padrões e perfis, realizar atendimentos e melhorar a experiência do cliente. Essas são apenas algumas das infinitas maneiras em que a Inteligência Artificial (IA) vem sendo utilizada pelo universo corporativo. Uma pesquisa, realizada pela McKinsey, mostrou que o interesse das organizações pelo uso da IA vem crescendo ano a ano. Em 2024, cerca de 72% das empresas em todo o mundo já utilizavam a tecnologia de alguma forma, um salto em relação aos 55% registrados no ano anterior.

Nesse cenário, em que a inteligência artificial se torna cada vez mais presente no dia a dia das organizações, um questionamento é inevitável: o que resta de exclusivamente humano no futuro do trabalho? Para o professor da UniSociesc, Fernando Luiz Freitas Filho, doutor em Engenharia e Gestão do Conhecimento e especialista em Educação, o segredo não está em competir com as máquinas, mas em ser “mais humano do que nunca”. 

“A automação, os algoritmos e os robôs assumem tarefas antes realizadas por pessoas, mas há um conjunto de competências que permanecem insubstituíveis, e que serão, mais do que nunca, determinantes para quem quiser se manter relevante”, comenta o especialista. Ele defende que o profissional do futuro é aquele que alia a técnica à sensibilidade, alguém capaz de entender processos, mas também de compreender e inspirar pessoas.

O território humano inabalável 

As máquinas e os algoritmos já provaram sua eficiência em tarefas repetitivas e, mais recentemente, em funções cognitivas como a geração de relatórios e conteúdos. No entanto, sua atuação é fundamentalmente reativa e baseada em dados existentes. A verdadeira criação ainda é domínio exclusivo da mente humana.

“A criatividade genuína, que concebe ideias realmente novas e não apenas recombinações do que já foi feito, é uma fronteira que a IA ainda não cruzou. Da mesma forma, a capacidade de colaboração profunda, de construir relações de confiança e de engajar equipes através da motivação e da inspiração são características humanas insubstituíveis”, pontua o professor. 

Aprendizado contínuo, conexão e colaboração: o valor do humano

Um estudo realizado pela Dell Technologies em parceria com o Institute for the Future, estima que 85% dos empregos que existirão em 2030 ainda não foram criados. Diante desse dado, a capacidade de “aprender a aprender” – ou metacognição – se torna a âncora para a relevância profissional. “O foco deve migrar da acumulação estática de conhecimento para a agilidade em assimilar novos saberes e se adaptar a ferramentas emergentes, como a própria inteligência artificial generativa”, recomenda o professor.

Nesse contexto, a IA deve ser encarada não como uma rival, mas como uma aliada estratégica. “Utilizá-la para criar roteiros de estudo, explorar novos assuntos ou otimizar processos é um uso inteligente da tecnologia para liberar tempo e capacidade mental para as tarefas que demandam essencialmente humanidade”, comenta.

Paralelamente, em tempos de hiperconectividade digital, a conexão humana genuína se torna um ativo escasso. Para Fernando, o futuro do trabalho exigirá mais do que networking: pedirá colaboração real, troca de experiências e construção coletiva. “É fundamental criar laços que não sejam apenas de interesse comercial. Estar em grupos e associações para aprender, contribuir e cooperar é o que fortalece as relações e amplia a visão de mundo.”

Entre as competências que mais ganharão destaque, Fernando aponta duas: flexibilidade cognitiva e emocional. A primeira diz respeito à abertura para novas ideias, pontos de vista e conhecimentos. “É a capacidade de ouvir opiniões diferentes e buscar múltiplas fontes antes de formar sua própria conclusão.”

Já a flexibilidade emocional está ligada à empatia e à tolerância. “É saber conversar com quem pensa diferente sem hostilidade, compreender visões opostas e construir algo a partir do diálogo.”

Emoções e propósito: o lado humano da produtividade

Na visão do educador, a tecnologia deve ser usada para melhorar a qualidade de vida, e não apenas para aumentar a produtividade. “O que adianta termos um mundo automatizado, com robôs e IA fazendo tudo, se continuamos estressados, exaustos e sem propósito?”, questiona.

Ele cita os princípios da chamada “ciência da felicidade”, que incluem emoções positivas, engajamento, relacionamentos significativos, propósito e realizações. “Quando fazemos algo que gostamos, em um ambiente saudável, com colegas que se apoiam, o trabalho ganha sentido. Isso é impossível de programar em uma máquina”.

Mais do que eficiência, as empresas do futuro precisarão cultivar humanidade, criando espaços que valorizem o bem-estar e o equilíbrio. É o que diferencia um time basicamente produtivo de um time criativo e inovador.

O futuro é humano

A IA é uma ferramenta poderosa, mas ainda depende da direção humana para fazer sentido. Ela organiza dados, sugere caminhos, executa tarefas, mas quem define o propósito, quem decide o porquê, é sempre o ser humano.

Para o professor Fernando, o profissional do futuro será aquele que unir o melhor dos dois mundos: a precisão das máquinas e a sensibilidade das pessoas. “As máquinas foram feitas para facilitar a vida, não para substituí-la. O papel da tecnologia é nos ajudar a sermos mais produtivos e, principalmente, mais felizes. Em tempos de inteligência artificial, o diferencial será cada vez mais natural: a inteligência emocional”, conclui.

Comandado por megaempresários, evento aborda o poder nas mãos do consumidor

O consumidor nunca foi tão poderoso… e tão imprevisível. Ele compra por valores emocionais, navega por impulso, exige personalização e abandona marcas que não o representam. Se antes a competição se dava entre produtos, hoje ela acontece entre experiências. O consumo deixou de ser uma transação e passou a ser uma forma de expressão.

Pesquisas do Instituto Ipsos mostram que 78% dos brasileiros esperam que marcas se posicionem em temas sociais e ambientais. Já o estudo Deloitte 2025 Consumer Insight revela que 63% das decisões de compra são guiadas por valores pessoais e não apenas por preço. O que antes era um diferencial, agora é pré-requisito.

Para Marcos Koenigkan, fundador do Mercado & Opinião, o novo consumo é uma fronteira de comportamento, não de produto. “O consumidor de agora não quer apenas comprar. Ele quer pertencer, sentir-se ouvido e ver propósito nas escolhas que faz. Entender essa lógica é essencial para qualquer negócio que queira permanecer relevante nos próximos anos”, afirma.

Essa virada cultural é impulsionada pela hiperconectividade e pela inteligência artificial, que permitem mapear desejos e antecipar comportamentos. Mas, como alerta Koenigkan, tecnologia sozinha não basta. “O desafio está em combinar dados e sensibilidade. A empresa que olhar apenas para os números e não para as pessoas perde a alma da marca e, consequentemente, o cliente”.

Dentro dessa reflexão sobre consumo e pertencimento, o Mercado & Opinião, realiza em 25 de novembro de 2025, em São Paulo, o jantar “O futuro do consumo e o novo comportamento do consumidor”, que reunirá grandes lideranças para discutir o que vem a seguir nas relações entre marcas e pessoas.

Segundo Paulo Motta, coanfitrião do evento, vivemos uma revolução guiada pela emoção. “A jornada de compra deixou de ser linear. O cliente se informa, compara, testa, abandona o carrinho e volta três dias depois, mas só finaliza se sentir conexão. É um consumo cada vez mais emocional e menos racional. As empresas precisam aprender a dialogar com esse novo perfil”.

O jantar faz parte da agenda nacional do Mercado & Opinião, reconhecida por reunir grandes nomes do empresariado brasileiro em encontros que unem networking de alto nível e debates sobre tendências estratégicas. “Quem compreender o consumidor antes dos concorrentes liderará o mercado. É disso que tratamos: antecipar o amanhã”, conclui Koenigkan.

Evento: Jantar com Empresários – Mercado & Opinião

Tema: O futuro do consumo e o novo comportamento do consumidor

Data : 25 de novembro de 2025 – 18h30

Local: São Paulo

Prepare seu negócio para a Black Friday: dicas para vender mais com segurança e eficiência

Com a chegada da Black Friday, empresas de todos os portes precisam se preparar para o aumento no volume de transações e o comportamento mais exigente do consumidor. Para ajudar nessa preparação, a iugu reuniu orientações práticas que contribuem para uma operação mais segura, eficiente e com maior taxa de conversão.

Entre as principais recomendações está a importância de avisar previamente o Provedor de Serviços de Pagamento (PSP), plataforma de e-commerce e fornecedores sobre o aumento de volume nas vendas, e se essa volumetria ultrapassará os níveis da operação tradicional. Essa comunicação evita que picos de transações sejam interpretados como tentativas de fraude e resultem em bloqueios indevidos. “É um erro comum não avisar a adquirente sobre o aumento de volume. Quando o sistema identifica um pico inesperado, pode interpretar como comportamento suspeito e bloquear as operações. Uma simples comunicação prévia já minimiza isso”, explica Fabricio Divitiis, superintendente comercial da iugu. 

Outro ponto essencial é garantir um suporte técnico ágil, com equipes preparadas para responder rapidamente em caso de qualquer imprevisto. Em datas de alta demanda, minutos de inatividade podem significar perdas expressivas em vendas e reputação. Também é importante revisar as configurações dos meios de pagamento, checando se as regras de parcelamento, juros e promoções estão atualizadas, e testar toda a jornada do cliente, do checkout à confirmação, para identificar falhas e/ou possibilidades de aumentar a receita antes do pico de acessos.

A personalização da jornada de compra também faz diferença. Ter um checkout com domínio próprio e um ambiente seguro transmite confiança e reduz a exposição a fraudes, aumentando a taxa de conversão. Além disso, é recomendável analisar e ativar todos os métodos de pagamento relevantes para o seu negócio, como cartão, boleto, Pix e carteiras digitais, para atender diferentes perfis de consumidores e ampliar as chances de fechamento.

 
Ainda de olho no aumento de vendas, a Black Friday pode ser uma oportunidade de conquistar receita contínua. Campanhas de assinatura com descontos estratégicos fidelizam clientes e mantêm o caixa girando o ano inteiro. Por exemplo, ofertas como “3 primeiros meses com 50% OFF” podem ajudar na previsibilidade de faturamento mesmo após o pico de vendas.

O cuidado com a documentação e a organização com parceiros de operação também são fundamentais. Garantir que cadastros e contratos estejam atualizados evita atrasos na liberação de pagamentos. Já o uso de soluções automatizadas de repasse de comissões, como o split de pagamento, permite distribuir valores entre diferentes áreas da operação, como influenciadores, afiliados ou parceiros comerciais, garantindo agilidade e precisão.

Por fim, é indispensável reforçar a segurança interna: revisar acessos administrativos, redefinir senhas e adotar autenticação em dois fatores ajudam a proteger dados e transações. E, claro, manter o Pix habilitado e testado garante um método rápido e seguro de pagamento para a data.

“Planejamento, testes e segurança são as palavras-chave da Black Friday. Quanto mais preparada estiver a tecnologia financeira, maior será o potencial de vendas e de fidelização de clientes no pós-data”, conclui Divitiis.

Confiança digital como diferencial competitivo: por que investir na gestão de certificados é investir no futuro?

Em um mundo cada vez mais conectado, a transformação digital vem mudando profundamente a forma como as empresas se relacionam, produzem e protegem as suas informações.  

Contudo, apesar dos avanços na digitalização, muitas empresas ainda enfrentam riscos e custos ocultos por não adotarem uma gestão centralizada de certificados digitais. De acordo com uma pesquisa recente, 81% das organizações relataram ter sofrido ao menos uma interrupção causada por falhas em certificados no último ano, incidentes que podem gerar prejuízos entre US$ 500 mil e mais de US$ 5 milhões, a depender do porte e do setor de atuação. 

Quando essas credenciais ficam instaladas em estações de trabalho individuais, sem controle central, o risco de uso indevido, exportações não autorizadas, falhas em renovações ou interrupções de processos é elevado, afetando diretamente a continuidade dos negócios e o compliance. Nesse cenário, a confiança digital deixou de ser apenas um requisito técnico e se tornou um verdadeiro diferencial competitivo.  

Com este intuito, a empresa espanhola Redtrust começou, há cerca de dois anos, a comercializar sua ferramenta de gestão de certificados digitais no Brasil. Já amplamente conhecida no mercado espanhol, a empresa tem como propósito oferecer uma forma simples e segura de armazenar e gerenciar certificados digitais, ajudando empresas a manter controle total sobre as suas identidades eletrônicas.  

Hoje, milhares de organizações dos mais diversos setores confiam na Redtrust para administrar os seus certificados, pois a solução garante o armazenamento seguro e criptografado dessas credenciais, permitindo o uso dos certificados por diversos usuários, de forma prática e confiável.  

No Brasil, o tema tem ganhado ainda mais força. Segundo o Instituto Nacional de Tecnologia da Informação (ITI), já existem mais de 13 milhões de certificados digitais ativos no país, número que mostra o avanço da digitalização e a importância de uma gestão especializada. Com tantos certificados em circulação, a centralização desses ativos deixou de ser uma tarefa pontual e se tornou parte essencial das estratégias de segurança e conformidade de qualquer empresa.  

É nesse ponto que a Redtrust se destaca. A solução da empresa permite centralizar todos os certificados digitais em um repositório único, seguro e criptografado. Dessa forma, elimina-se a necessidade de instalar certificados manualmente em cada computador, o que reduz tempo, esforço e falhas humanas. A plataforma também oferece controle total sobre o uso dos certificados, pois é possível definir quem pode utilizá-los, para quais finalidades e em quais sistemas, impedindo usos indevidos e garantindo conformidade com as políticas internas da organização. Além disso, a empresa gerencia todo o ciclo de vida dos certificados, emitindo alertas automáticos antes do vencimento e evitando paradas operacionais. 

Outro diferencial é a rastreabilidade. Cada uso de certificado é registrado e auditável, proporcionando transparência e segurança em cada transação. Ou seja, na prática, a Redtrust ajuda as empresas a ganharem agilidade, reduzirem riscos e aumentarem a produtividade.  

“A confiança digital é o novo alicerce da competitividade. Empresas que investem em uma gestão eficiente de certificados digitais garantem segurança e continuidade operacional. O nosso compromisso é oferecer uma solução completamente segura, que una disponibilidade e validade legal”, afirma José Luiz Vendramini, Sales Account Manager da Redtrust, ressaltando que a companhia vai além da tecnologia, colaborando para que as empresas antecipem ameaças, protejam seus ativos digitais e acelerem a inovação com segurança em um ecossistema cada vez mais dinâmico.  

IA muda o mercado de trabalho e liderança humana se torna o diferencial das empresas na era tecnológica

O avanço da Inteligência Artificial (IA) está redesenhando a forma como trabalhamos e tomamos decisões, tornando as habilidades humanas o principal fator de destaque nas organizações. De acordo com o Future of Jobs Report 2025, do Fórum Econômico Mundial, 39% das habilidades atuais dos trabalhadores serão transformadas ou substituídas até 2030. Entre as mais valorizadas estão justamente aquelas que a tecnologia não replica, como pensamento analítico, criatividade, empatia, adaptabilidade e liderança social.

O relatório também revela que 85% das empresas planejam priorizar o desenvolvimento humano e a requalificação de equipes até 2030, reconhecendo que a lacuna de habilidades comportamentais é um dos principais obstáculos à transformação organizacional. Em meio à expansão da IA generativa e da automação, cresce a percepção de que o futuro do trabalho dependerá da integração entre tecnologia e humanidade.

Para Pablo FunchalCEO da Fluxus Educação Corporativaespecializada no desenvolvimento de lideranças, o desafio das lideranças modernas é aprender a unir performance e propósito.“A inteligência artificial está transformando tarefas e decisões, mas não substitui o que é mais essencialmente humano: consciência, empatia e propósito. A liderança do futuro será aquele capaz de combinar fluência tecnológica com profundidade emocional”, afirma.

Com mais de uma década de atuação no desenvolvimento de lideranças conscientes e culturas organizacionais saudáveis, a Fluxus tem conduzido programas voltados para autoconhecimento, empatia, comunicação e influência social, como a Academia de Líderes e o programa de Liderança Feminina, que impactaram mais de 30 mil pessoas, reforçando seu compromisso com uma comunicação empática e estruturada.

Segundo Pablo Funchal, mais do que acompanhar a IA, é preciso reaprender a ser humano no trabalho. “A tecnologia amplia nossa capacidade de agir, mas é o olhar humano que dá sentido e direção. Escutar com empatia, sustentar relações de confiança e criar ambientes de aprendizado contínuo são habilidades que definirão as lideranças mais relevantes da próxima década”, conclui.

Expectativa de faturamento de R$13bi no e-commerce movimenta preparação de marcas para Black Friday

A tradicional liquidação americana, iniciada no Brasil em 2010 com foco em vendas online, hoje já se consolida como grande marco do varejo nacional e alta expectativa de faturamento. Segundo a ABComm Forecast, a Black Friday de 2025 promete ser a maior da história, com uma previsão de faturamento superior a R$13 bilhões. 

E, na busca para atingir resultados e metas, marcas do varejo eletrônico brasileiro têm se preparado com antecedência para atrair consumidores em busca de preços e oportunidades. Muito além do preço atrativo, esse planejamento envolve previsibilidade logística, pronto atendimento e antecipação de tendências e  desejos do consumidor. A CUFF Jewelry é um desses exemplos.  A marca brasileira de acessórios se prepara meses antes para a data, com reestruturação que vai do estoque à expedição, implementando mudanças estratégicas e operacionais para garantir agilidade e satisfação em todo o processo de compra durante o pico de demanda. 

“Sabemos que esta é uma época muito aguardada pelas fãs da marca e também por novos clientes em busca de oportunidades, por isso, nos organizamos para trazer não apenas descontos, mas toda a experiência satisfatória de compra que ofertamos o ano todo em nosso site”, Afirma Brenda Picirillo, fundadora da CUFF.

A aposta da marca para este ano se concentra em produtos de alta procura como brincos e os famosos pingentes, conhecidos como charms. A expectativa, segundo a fundadora, é aumentar em 25% o faturamento, com crescimento de 16% no ticket médio em relação ao mesmo período do ano passado. 

Para isso, a empresa investe também em análises de tendências que ajudam a definir o portfólio de produtos que serão destaque e as margens de desconto. Além da organização interna, a CUFF aposta em engajar sua base de clientes fiéis com antecedência, oferecendo um desconto cumulativo ao do site, para quem se cadastrar previamente para receber as ofertas da campanha, criando um ambiente de exclusividade e expectativa.

Toda essa movimentação ajuda a prever o comportamento do consumidor e gerar vendas. Um estudo da Globo revela que 43% dos consumidores já têm a intenção de comprar na Black Friday, mas um grupo significativo de 40% permanece indeciso, representando um vasto território a ser conquistado por meio de ofertas relevantes e comunicação assertiva. Contudo, o grande desafio para o varejo é a credibilidade do desconto: a pesquisa aponta que 81% dos entrevistados só efetivará a compra se perceberem que os preços estão, de fato, mais baixos que o habitual.

70% das visitas via IA estão concentradas nos 3 maiores e-commerces do setor, mostra pesquisa inédita Cadastra e Similarweb

A IA Generativa já está transformando como consumidores descobrem e compram produtos online no Brasil. É o que revela a pesquisa inédita “O Futuro da Busca: como a IA Generativa está redefinindo o caminho até o consumidor”, desenvolvida pela Cadastra, empresa global que resolve desafios de crescimento, em parceria com a Similarweb, plataforma global de inteligência competitiva digital. O estudo analisou o uso de plataformas de IA no Brasil entre janeiro de 2023 e agosto de 2025, com foco em sua influência sobre o e-commerce e o marketing digital.

Segundo a pesquisa, o ChatGPT domina 99% do mercado brasileiro de IA Generativa, registrando 310,67 milhões de acessos em agosto de 2025 — alta de 124,58% em um ano. O Perplexity, segundo colocado, também apresentou crescimento expressivo de 131,03%, alcançando 2,01 milhões de visitas no período. Com esses números, o Brasil se consolida como o terceiro país com maior volume de tráfego global em ferramentas de IA, atrás apenas dos Estados Unidos e da Índia.

Para Adilson Batista, CIO da Cadastra, o avanço da IA marca uma mudança estrutural na forma como marcas se conectam com seus públicos. “A Inteligência Artificial tem o potencial de transformar jornadas em sistemas adaptativos, capazes de decidir, aprender e criar conteúdo em tempo real.”

IA Generativa inaugura o GEO, a nova era da busca digital

O estudo aponta o surgimento do GEO (Generative Engine Optimization), nova disciplina que se soma ao SEO tradicional ao priorizar a visibilidade de conteúdos referenciados como fonte por modelos de linguagem (LLMs), e não apenas seu ranqueamento em buscadores. Essa transformação exige que as marcas reformulem suas estratégias de conteúdo para serem identificadas e citadas pelas inteligências artificiais. 

Entre janeiro de 2023 e agosto de 2025, o ChatGPT gerou mais de 6,1 milhões de visitas de referência aos 10 maiores e-commerces brasileiros, consolidando-se como um novo canal de descoberta e conversão. O Google, por sua vez, segue relevante, mas tem apresentado leve retração no volume de acessos, enquanto os usuários passam a alternar e complementar buscas entre ambas as plataformas. 

“Aumentar a conversão com o uso de IA é essencial para transformar a atenção em rentabilidade e consolidar a presença das marcas no ambiente digital”, afirma Tiago Dada, SEO e CRO Manager da Cadastra.

Busca mais longa, jornada mais curta

O comportamento do consumidor também mudou: as perguntas realizadas em ferramentas de IA são cinco vezes mais extensas que no SEO tradicional (média de 23 palavras por consulta), e as sessões duram mais de 7 minutos. Além disso, o ChatGPT passou a oferecer recursos de compra instantânea (“Instant Checkout”), permitindo que usuários finalizem transações sem sair da plataforma. 

Nos Estados Unidos, 41% dos consumidores já preferem buscas generativas para compras online, e esse padrão tende a se repetir no Brasil nos próximos meses. Nesse novo cenário, as métricas tradicionais de performance — como taxa de cliques (CTR) — perdem força, dando lugar à taxa de referência (referrals) e à densidade de menções, que indicam com que frequência uma marca é citada nas respostas de IA. 

O público das plataformas é majoritariamente jovem: 60% dos usuários do ChatGPT têm entre 18 e 34 anos54,9% compredominância masculina. Já o Perplexity tem perfil similar, com uso mais técnico e concentrado entre homens (56,8%). A sobreposição entre plataformas é baixa: apenas 1,04% dos usuários do ChatGPT também utilizam o Perplexity, o que reforça o domínio da OpenAI no mercado. 

Setores em destaque

A análise da Cadastra e da Similarweb mostra como diferentes segmentos estão sendo impactados pela IA Generativa:

  • Beleza: público conectado e atento a práticas ESG, buscando equilíbrio entre lojas físicas e digitais.
  • Farma: 70% das visitas via IA estão concentradas nos três maiores e-commerces do setor, com foco em comparação de preços.
  • Moda: destaque para marketplaces de revenda e consumo sustentável, liderados por plataformas como Enjoei.
  • Viagens: uso cotidiano da IA em apps de transporte, hospedagem e planejamento de rotas.

Para Tiago Dada, o papel do conteúdo ganha ainda mais peso nesse contexto. “O conteúdo deixou de ser apenas um complemento. Quando está bem-posicionado e pensado para responder às dúvidas do consumidor, ele impulsiona vendas de forma natural, sem depender exclusivamente de mídia paga.” 

O estudo recomenda que empresas adotem uma visão de “supply chain de conteúdo”, com processos contínuos e integrados de criação, revisão e mensuração — algo que, segundo Adilson Batista, é decisivo para quem deseja competir no ambiente da IA. “Para ter sucesso em GEO, estruture um ‘supply chain de conteúdo’, tratando criação, aprovação e distribuição como uma fábrica integrada, a partir de conceitos definidos, regras claras e mensuração constante.” 

Metodologia

A pesquisa utilizou a base de dados da Similarweb, que combina múltiplas fontes — incluindo medição direta, redes de contribuição, dados públicos e parcerias — para estimar tráfego e comportamento digital. O estudo analisou dados de janeiro de 2023 a agosto de 2025, cobrindo 600 sites (100 em cada setor: AI Chatbots, E-commerce, Travel, Fashion, Beauty e Pharma) e mais de 12 mil palavras-chave monitoradas.

Os dados foram coletados em plataformas desktop, mobile web e aplicativos, abrangendo métricas de audiência, engajamento, busca paga e orgânica, social, display e referrals. Após a coleta, as informações passaram por processos de limpeza, correspondência, processamento e mescla, para eliminar duplicidades e padronizar as fontes.

Na etapa de modelagem, foram aplicados métodos de Machine Learning e calibragem preditiva para ajustar as estimativas de tráfego e participação de mercado. Essa modelagem garante consistência entre diferentes períodos e indústrias, permitindo comparações históricas e identificação de tendências no ambiente digital brasileiro e global.

Varejo e tributação: como prosperar frente à reforma tributária?

Por Veridiana Selmi, Gerente de Inteligência Tributária da Synchro

Nos últimos anos, o Brasil tem se deparado com um cenário econômico desafiador, onde a complexidade do sistema tributário se destaca como um dos principais entraves ao crescimento sustentável das empresas. A recente aprovação da reforma tributária, materializada na Lei Complementar nº 214/2025, promete transformar esse panorama, especialmente para o setor varejista, que é um dos pilares da economia nacional.

A simplificação tributária, promovida pela eliminação da cumulatividade e desoneração das exportações, surge como um alívio esperado para o setor varejista. A nova legislação, ao garantir maior simplicidade na tributação, proporciona uma melhora significativa no fluxo de caixa das empresas. Isso não apenas possibilita a expansão para novos mercados, mas também aumenta a oferta de novos produtos. 

No modelo atual, os créditos acumulados nas aquisições de produtos a serem exportados não davam direito ao ressarcimento. Com a nova legislação, as exportações ficam desoneradas, permitindo o aproveitamento e restituição dos créditos acumulados de forma menos burocrática. Essa mudança é fundamental para preservar o fluxo de caixa das organizações exportadoras e garantir crédito integral sobre todos os insumos, bens e serviços utilizados no exercício da atividade econômica.

Com projeções de economia de custos de até 12% e redução da burocracia estimada em R$281 bilhões por ano (segundo estudo do Sindifisco), as empresas do varejo ganham a oportunidade de direcionar investimentos estratégicos para tecnologia e modernização. Em vez de apenas “gastar” os recursos com a adaptação aos novos sistemas, é essencial investir em instituições que façam o monitoramento da legislação e forneçam regras e cálculos tributários para atendimento, tanto dos novos tributos decorrentes da reforma tributária quanto dos tributos atuais. A revisão e automação de processos internos, além do treinamento de equipes para operar sistemas e interpretar dados com foco em análises estratégicas, são passos cruciais para otimizar essa economia.

Os pilares para uma transição bem-sucedida

Com a aprovação do novo modelo de tributação, o setor varejista brasileiro se encontra em um ponto de inflexão, onde a adaptação às novas diretrizes fiscais se torna não apenas uma necessidade, mas uma oportunidade para impulsionar a competitividade e a eficiência operacional. Para navegar com sucesso por essa transição, as organizações devem focar em três pilares fundamentais:

Integração de novas plataformas: A complexidade da reestruturação dos sistemas internos apresenta desafios técnicos e operacionais significativos, especialmente para empresas de menor porte. É fundamental que as organizações acionem seus setores de TI e fiscal, bem como seus fornecedores de solução fiscal, para realizarem um diagnóstico completo de adaptação e implementação das novas diretrizes exigidas pela reforma tributária. Durante a fase de transição, onde dois modelos de tributação conviverão simultaneamente, estabelecer um padrão de comunicação digital com fornecedores de software e prestadores de serviço contábil-fiscal é essencial para atender às novas exigências.

Segurança da informação: Com a previsão de um “tsunami” de dados e a necessidade de acompanhamento em tempo real, o setor varejista enfrenta o desafio de garantir a segurança e a integridade de suas informações fiscais. Adotar soluções fiscais que prezem pela máxima segurança das informações é crucial. Criar um ambiente de transmissão de dados seguro, com infraestruturas, políticas, processos e tecnologias que garantam a proteção, privacidade e integridade dos dados, especialmente os mais sensíveis, é imperativo. Outro ponto fundamental é a adoção de práticas em conformidade com a Lei Geral de Proteção de Dados, combinada à escolha de prestadores certificados e especializados.

Capacitação profissional: Um dos principais gargalos enfrentados pelo varejo é a capacitação e treinamento das equipes de TI e contabilidade. A adequação às novas exigências técnicas exigidas pela reforma tributária é crucial, pois diversos documentos fiscais eletrônicos precisarão ser revisados. As entidades de classe e o governo têm um papel fundamental em auxiliar na formação de profissionais qualificados para lidar com as novas exigências fiscais. A capacitação deve ser fornecida tanto pelas organizações quanto por cursos, treinamentos e palestras disponibilizados pelo governo e entidades.

Um novo horizonte para o varejo

Com o “consenso histórico” sobre a reforma, o setor varejista precisa se preparar para as mudanças. Equipes capacitadas devem acompanhar normas e implementações tributárias, enquanto parcerias com empresas de soluções fiscais inteligentes otimizam a gestão e potencializam benefícios. Automação de processos e treinamento focado em análises estratégicas completam a estratégia para o sucesso.

A reforma tributária representa uma oportunidade única para o varejo brasileiro se reinventar e se tornar mais competitivo, tanto no mercado interno quanto externo. Mas será que todos os negócios estão prontos para aproveitar essa transformação? Investir em tecnologia, segurança da informação e capacitação das equipes deixou de ser uma opção e tornou-se essencial para extrair os benefícios da simplificação fiscal e enfrentar um cenário tributário em constante evolução. A capacidade de adaptação e inovação será o diferencial das organizações que desejam prosperar nesta nova era. Quem não começar agora a revisar seus processos e estratégias certamente perderá espaço no mercado.