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O ano em que a logística virou protagonista: cinco lições de 2025 para empresas e consumidores

Em 2025, a logística deixou de ser uma operação de bastidores e se tornou protagonista nas estratégias de negócio. A explosão do e-commerce, a exigência crescente por transparência e a necessidade de eficiência mudaram radicalmente a forma como empresas planejam seus fluxos e como consumidores avaliam sua experiência de compra. Um levantamento recente mostrou que, no Brasil, um pedido sai para entrega a cada sete segundos, e mais da metade deles chega ao cliente em até três dias, um ritmo que redefine expectativas e pressiona toda a cadeia.

Mas afinal, quais foram as principais lições que 2025 deixa para o setor? 

1. A experiência logística virou parte do produto
O consumidor não avalia mais apenas o que compra, mas como recebe. Em um cenário em que prazos ficam cada vez mais curtos e o volume de pedidos cresce sem pausa, a jornada logística se tornou decisiva na percepção sobre uma marca. A rastreabilidade precisa, a comunicação proativa e a previsibilidade de entrega deixaram de ser diferenciais e passaram a ser pré-requisitos. Empresas que investiram em visibilidade integral da operação viram queda nas reclamações, aumento de confiança e fidelização mais forte, prova de que logística, hoje, é parte inseparável do produto.

2. Sustentabilidade deixou de ser discurso e virou critério competitivo
Com um mercado logístico que deve crescer mais de 20% até 2029 impulsionado pelo e-commerce, a pressão por eficiência ambiental se intensificou. Rotas otimizadas, redução de deslocamentos, embalagens mais inteligentes e visão integrada da cadeia passaram a impactar diretamente custos, desempenho e reputação. Em 2025, ficou evidente que operações sustentáveis são também operações mais eficientes e que empresas que não incorporarem métricas ambientais ao planejamento logístico correrão atrás do prejuízo nos próximos anos.

3. Automação e IA inauguraram um novo padrão operacional
O setor entrou em uma fase em que inteligência importa mais do que volume. Com previsões indicando que o mercado global de logística deve ultrapassar US$ 7,5 trilhões até 2029, a adoção de IA, roteirização inteligente e processos automatizados deixaram de ser tendência e se tornaram realidade diária. Em 2025, as empresas mais competitivas foram justamente aquelas que anteciparam demanda, integraram sistemas e eliminaram gargalos com base em dados. A automação finalmente deixou de ser promessa para se tornar o coração das decisões operacionais.

4. A Black Friday deixou de ser exceção e virou rotina
O comportamento de consumo criou um novo normal em que a lógica de picos já não é sazonal, mas constante. O que antes era um evento anual virou um laboratório contínuo de eficiência. Em 2025, as empresas precisaram operar o ano inteiro com a mesma precisão e agilidade exigidas na maior data do varejo. Organizações que desenvolveram stress tests, ajustaram estoques e estruturaram centros de distribuição mais responsivos conseguiram transformar altos volumes em vantagem competitiva — enquanto outras enfrentaram rupturas e atrasos. A grande lição é que lidar com picos deixou de ser preparação e passou a ser estratégia.

5. Colaboração virou o novo motor da eficiência logística
Nenhum elo cresce sozinho. A complexidade do setor tornou impossível operar com silos, e 2025 provou isso de maneira definitiva. A integração entre varejistas, transportadoras, operadores logísticos e marketplaces se tornou essencial para reduzir falhas, ganhar velocidade e otimizar custos. Compartilhar dados e construir visões únicas da operação trouxe ganhos tangíveis para toda a cadeia e principalmente para o consumidor final, que recebeu entregas mais rápidas, mais previsíveis e com menos atrito. A logística do futuro é interdependente, e quem entender isso terá vantagem estrutural.

Em síntese, 2025 mostrou que a logística não é mais um custo a ser enxugado, mas um ativo estratégico. O ano reforça uma agenda clara: investir em visibilidade, automação, sustentabilidade e colaboração. Se 2025 foi o ano em que a logística assumiu o protagonismo, 2026 será o ano de consolidar essa nova lógica, em que eficiência, tecnologia e experiência do cliente caminham juntas para moldar o futuro do setor.

*Por Adriano Guardiano, Diretor de Marketing e Vendas da Mobiis.

Pesquisa com 4.300 C-Levels revela demanda crescente por inovação mais rápida, maior ROI e resiliência empresarial reforçada

Rimini Street (Nasdaq: RMNI), provedora global de suporte, produtos e serviços de software empresarial de ponta a ponta, líder em soluções de inovação de ERP com Agentes de IA e em suporte independente para softwares Oracle, SAP e VMware, anunciou os resultados de pesquisa global “Imperativos do C-suite: Acelerando a Inovação em um Cenário em Transformação”. O estudo foi conduzido em parceria com a Censuswide, entrevistando quase 4.300 CFOs, CIOs, CEOs e CISOs em todo o mundo, analisando as pressões que influenciam decisões tecnológicas no nível executivo e as prioridades que moldam suas estratégias de investimento.

A análise do relatório mostra que os executivos estão recalibrando suas estratégias em torno de IA, automação e resiliência à medida que conselhos pressionam por inovação mais rápida e resultados de negócios mais claros. Embora muitas organizações continuem administrando orçamentos reduzidos e maiores preocupações com cibersegurança, líderes também apontam para um crescente déficit de talentos e crescente frustração com roadmaps de ERP ditados por fabricantes, que podem desacelerar esforços de transformação. Na realidade, 97% dos C-suites observam que, embora seus sistemas de ERP atuais atendam às necessidades do negócio em grande parte, 23% do tempo da força de trabalho é gasto na manutenção desses sistemas.

Alguns dos principais insights do estudo são:

  • 44% dos executivos identificam IA e automação como as principais capacidades necessárias para apoiar iniciativas de TI de curto e longo prazo.
  • C-suites colaboram mais frequentemente com CIOs (31%) e CEOs (27%) em iniciativas de TI, destacando a necessidade de envolvimento mais precoce do CFO à medida que crescem as expectativas de ROI.
  • 36% dos líderes C-level afirmam que lacunas de competências limitam a capacidade de buscar oportunidades de crescimento, e 23% apontam que atrasos em projetos se tornaram uma preocupação devido à falta de talentos.
  • 69% dos líderes antecipam mudanças significativas no horizonte para seus investimentos em ERP.

Highlight 1: C-suites estão alinhando a estratégia de longo prazo em torno de IA e automação

Automação e IA representam a prioridade mais importante para os próximos cinco anos, com 46% dos CIOs e 43% dos CEOs considerando essas capacidades como o principal imperativo. Embora a cibersegurança, compliance e otimização de custos ainda dominem as iniciativas de curto prazo, líderes relatam foco crescente em construir uma base confiável para operações inteligentes, sustentadas por planejamento reforçado de continuidade de negócios e ampliação do desenvolvimento de competências. Mais de um terço (35%) dos entrevistados afirma que pretende transformar suas organizações em empresas orientadas por dados nesse período. C-suites podem se beneficiar ao gastar menos em upgrades caros de ERPs ainda valiosos e investir mais em inovação significativa, como automação e IA.

Highlight 2: Expectativas de ROI estão aumentando à medida que executivos exigem resultados mensuráveis

Os C-level estão analisando de forma mais rigorosa os resultados dos investimentos, com CIOs, CEOs e CFOs identificando a concretização de benefícios como principal métrica de ROI. Os líderes esperam aproximadamente 27% de retorno nos primeiros dois anos, aumentando para 37% dentro de cinco anos e quase metade (48%) do ROI esperado após seis anos. CISOs demonstram expectativas semelhantes, mas com ênfase um pouco maior em benefício financeiro direto. Essas conclusões refletem a crescente pressão para priorizar iniciativas tecnológicas que gerem impacto duradouro mantendo previsibilidade de custos. Embora suas visões sobre o futuro do ERP variem, quase 70% dos líderes C-level não veem o ERP tradicional no horizonte; 33% acreditam que o Agentic ERP, autônomo e orientado por IA na tomada de decisão, é o futuro.

“À medida que pressões econômicas e operacionais se intensificam, os executivos estão adotando uma abordagem muito mais disciplinada para investimentos em tecnologia. O levantamento mostra claramente que as organizações querem resultados mensuráveis, ciclos de retorno mais rápidos e muito mais flexibilidade na alocação de seus orçamentos”, afirmou Michael Perica, CFO da Rimini Street. “Um roadmap de software corporativo orientado pelo negócio, e não pelo fabricante, coloca os líderes no controle de onde e quando investir. Isso permite redirecionar recursos de atividades caras e de baixo ROI para iniciativas como os Agentes de IA, que melhorarão a eficiência, fortalecerão a resiliência e apoiarão o crescimento e a inovação de longo prazo.”

Highlight 3: Escassez de talentos e demandas de suporte estão desacelerando a inovação

Quase unanimemente, 98% dos executivos entrevistados relatam que a escassez de talentos em TI impacta sua capacidade de concretizar sua visão tecnológica, e 68% afirmam que o impacto é significativo. Embora 97% digam que seus sistemas de ERP atuais atendem amplamente às necessidades de negócio, o suporte limitado dos fornecedores força equipes internas a dedicar mais tempo à manutenção, atrasando iniciativas estratégicas. Como resultado, 99% dos entrevistados estão terceirizando serviços essenciais de TI, especialmente em cibersegurança, infraestrutura e suporte, para complementar sua capacidade interna e reduzir riscos operacionais. A otimização é outro caminho pelo qual as organizações podem extrair maior valor de seus investimentos em software corporativo e remover obstáculos que atrasam projetos e desaceleram a inovação.

Highlight 4: C-suites estão priorizando resiliência frente ao aumento do risco e às restrições impostas por fabricantes

Todos os entrevistados (100%) indicaram que redução de risco empresarial é prioridade máxima este ano, ressaltando preocupação contínua com ameaças de cibersegurança, interrupções na cadeia de suprimentos e volatilidade econômica. Para aumentar agilidade e resiliência operacional, líderes estão investindo em planejamento de continuidade de negócios (45%), na busca de fornecedores alternativos (45%) e no reforço da força de trabalho (44%). O lock-in de fornecedores permanece uma fonte constante de frustração para 35% dos C-suites, que citam upgrades forçados, flexibilidade limitada e altos custos como barreiras para alcançar objetivos de tecnologia de longo prazo.

“O modelo tradicional de ERP está sendo reimaginado à medida que novas tecnologias, como os Agentes de IA, redefinem expectativas de velocidade, flexibilidade e inteligência”, afirmou Joe Locandro, CIO global da Rimini Street. “Os executivos querem a liberdade de modernizar e inovar em seus próprios termos, sem ficarem presos a ciclos de upgrade ditados por fabricantes que consomem orçamento sem entregar valor proporcional. Ao estabilizar e maximizar a base de ERP já existente, as organizações podem redirecionar tempo e recursos para iniciativas estratégicas orientadas por IA que geram resultados mais relevantes.”

A pesquisa completa está disponível em: C-suite Imperatives: Accelerating Innovation in a Shifting Landscape.

Tendências para 2026: 5 movimentos que vão redefinir o futuro dos home services nos EUA

O mercado americano de home services — que movimenta mais de US$ 657 bilhões por ano — inicia em 2026 a mais profunda ruptura desde a criação dos grandes marketplaces de serviços. Pela primeira vez, instalações, reparos e manutenções passam a seguir padrões de velocidade, precisão e confiabilidade semelhantes aos de setores como e-commerce e mobilidade.

Para identificar os movimentos que realmente devem moldar o comportamento de moradores e prestadores nos próximos meses, a Houser, startup americana com sede na Flórida, analisou tendências tecnológicas, padrões de uso, sazonalidade local e gargalos estruturais do segmento. O resultado aponta cinco transformações centrais que devem remodelar profundamente o mercado.

Segundo o fundador e CEO, Felipe Rossi, “o setor sempre foi lento, manual e imprevisível. Agora, IA, automação e plataformas digitais estão empurrando o mercado para um modelo muito mais ágil, transparente e orientado por dados.”

  1. A ascensão do “Instant Everything”: orçamentos em segundos deixam de ser inovação e tornam-se expectativa

Comportamentos moldados por Amazon e aplicativos sob demanda transformaram a percepção de tempo do consumidor. Em 2026, homeowners passam a esperar respostas muito mais rápidas e objetivas, inclusive em serviços residenciais. A Houser já utiliza tecnologia de IA permitindo que os orçamentos sejam consistentes.

Segundo Rossi: “Velocidade está se tornando um elemento central da experiência. Quanto mais ágil e transparente o processo, maior a confiança e a satisfação do usuário.”

  1. IA deixa de ser suporte e vira o cérebro operacional do setor

A inteligência artificial passa a atuar em toda a jornada, trazendo mais precisão e eficiência ao mercado:

  • triagem do tipo de serviço;
  • análise de complexidade;
  • diagnóstico a partir de fotos ou vídeos;
  • estimativas geradas com agilidade;
  • recomendação do profissional ideal;
  • redução de visitas presenciais desnecessárias.

Com a chegada do Helper, assistente inteligente que orienta homeowners e prestadores durante cada etapa, a experiência se torna mais guiada, intuitiva e previsível.

  1. A era do “Licensed, Verified & Guaranteed”: confiança vira o ativo nº 1

Com o aumento de retrabalho e riscos associados a contratações informais, confiança passa a ser prioridade absoluta. Em 2026, moradores valorizam cada vez mais profissionais licenciados, verificados, avaliados e com histórico transparente de performance.

A Houser contribui para elevar esse padrão oferecendo camadas adicionais de confiabilidade, por exemplo, por meio do score inteligente, que analisa comportamento, desempenho, avaliações e tempo de resposta; PayKeeper, uma solução que traz maior previsibilidade ao fluxo financeiro do prestador; e, por fim, ranking dinâmico que destaca profissionais com histórico sólido.

Rossi reforça: “O consumidor precisa ter clareza sobre quem está entrando em sua casa, e o histórico desse profissional é fundamental para uma experiência segura.”

  1. A jornada 100% digital finalmente substitui o modelo tradicional

Processos que antes dependiam de ligações telefônicas, visitas presenciais e orçamentos demorados dão lugar a jornadas totalmente digitais e integradas.

Em 2026, homeowners esperam:

  • estimativas rápidas,
  • agendamento instantâneo,
  • acompanhamento do trabalho em tempo real,
  • pagamento seguro dentro da plataforma,
  • recibos e confirmações digitais.

Com o Helper, a Houser oferece uma experiência guiada, reduzindo etapas, dúvidas e fricções.

  1. Emergências on demand se tornam uma categoria própria — e a mais acelerada

Problemas que exigem resposta rápida, como falhas em ar-condicionado, aquecimento, elétrica, encanamento e vazamentos no telhado impulsionam o surgimento de uma categoria específica: emergências on demand.

Fenômenos climáticos mais intensos e picos de demanda na Flórida tornam essa vertical uma das mais relevantes do setor.

Esse novo modelo combina: IA para triagem imediata, geolocalização, base verificada de profissionais e disponibilidade em tempo real. Trata-se de uma frente com enorme potencial de expansão em 2026.

O que tudo isso significa para 2026

A convergência entre IA, automação e plataformas digitais inteligentes inaugura uma nova era de eficiência, velocidade e confiança nos serviços residenciais. Pela primeira vez, homeowners começam a experimentar níveis de previsibilidade semelhantes aos de setores mais maduros digitalmente.

Rossi conclui: “Estamos vendo um setor historicamente pouco digitalizado avançar rapidamente para modelos mais eficientes e previsíveis. É o início de um novo padrão mais ágil, seguro e orientado por dados.”

Agentes de IA estão em alta no Brasil

A Inteligência Artificial (IA) deixou de ser apenas uma solução complementar para se tornar um dos pilares estratégicos mais determinantes da economia global. Em poucos anos, ela evoluiu de ferramentas pontuais para sistemas autônomos capazes de tomar decisões, executar processos complexos e interagir com clientes e colaboradores em tempo real. Com isso, a pergunta fundamental mudou: não se discute mais se as empresas devem adotar IA, mas como e em qual ritmo elas conseguem fazer isso de forma estruturada, segura e sustentável.

Essa nova fase é marcada por uma diferença crescente de desempenho entre organizações. Enquanto algumas conseguem transformar IA em resultados concretos, outras enfrentam limitações técnicas e operacionais, impedindo avanços significativos. Nesse cenário, surge um conceito central: maturidade. Essa questão define quais organizações conseguirão capturar valor de longo prazo e quais ficarão presas a ciclos de experimentação pouco produtivos.

Empresas com maturidade tecnológica se destacam

A comparação entre empresas maduras e demais organizações mostra um contraste claro em três frentes: estratégia, infraestrutura e execução. Os negócios de referência adotam uma visão de longo prazo, com metas claras e governança estruturada. Além disso, investem em redes e ambientes de dados preparados para o futuro, evitando gargalos.

De acordo com levantamento da Cisco, enquanto 98% das empresas maduras já projetam suas redes para um ambiente mais complexo e orientado por IA, apenas 46% das demais fazem o mesmo. Essa diferença reflete uma postura de antecipação, característica central das organizações líderes.

Agentes autônomos aceleram essa divisão

“A chegada dos agentes de IA autônomos amplia essa distância. Eles são sistemas capazes de executar processos inteiros sem intervenção humana constante”, destaca a . Diretora de Negócios e Parcerias da Total IP+IA, Ariane Abreu. Mais de 80% das empresas no mundo já priorizam iniciativas com agentes e, dois terços delas, tiveram resultados positivos.

Contudo, somente as empresas mais maduras conseguem escalar esses agentes com segurança, governança e desempenho adequado. Esse movimento consolida a vantagem competitiva dos líderes e expõe a vulnerabilidade das organizações com limitações estruturais.

A “dívida de infraestrutura de IA”: o novo gargalo global

Um dos pontos mais importantes do estudo é a identificação de um obstáculo emergente: a dívida de infraestrutura de IA. Esse passivo se forma quando a empresa adota soluções de sem preparar adequadamente:

  • Ambientes de dados
  • Capacidade de GPU
  • Governança
  • Redes escaláveis
  • Estrutura de segurança apropriada

Os números reforçam a urgência: 54% das empresas não têm redes prontas para escalar a IA, 64% têm dificuldade em centralizar dados e 26% sofrem com capacidade limitada de GPU. No Brasil, 41% das organizações ainda estão nos primeiros estágios de preparação.

As empresas mais maduras compartilham características recorrentes:

Estratégia clara: 99% possuem um roteiro formal de IA e 91% têm um plano de gestão da mudança.

Infraestrutura escalável: 71% afirmam ter redes totalmente flexíveis e 77% vão ampliar data centers.

Execução consistente: 62% já têm processos bem definidos para escalar casos de uso.

Mensuração contínua: 95% monitoram impacto e 71% esperam novas fontes de receita.

Segurança avançada: 87% têm alta conscientização sobre ameaças e 75% protegem agentes autônomos.

Esses elementos constroem uma base sólida para alcançar resultados expressivos em múltiplas frentes: 90% dessas empresas registram ganhos simultâneos em lucratividade, produtividade e inovação.

“Adotar tecnologia não basta. O futuro será definido pela capacidade de escala, governança, segurança e planejamento integrado. Organizações com esses pilares já colhem benefícios significativos e estabelecem padrões no mercado”, explica Ariane.

Laudo do MPF confirma que licenciamento de data center do TikTok no Ceará é irregular e insuficiente 

Uma perícia técnica do Ministério Público Federal (MPF) confirmou as denúncias feitas pelo povo indígena Anacé junto às organizações da sociedade civil: o licenciamento ambiental do mega data center do TikTok, em Caucaia (CE), é tecnicamente inadequado, insuficiente e inadmissível.

O laudo, elaborado pelo Centro Nacional de Perícia do MPF, conclui que o empreendimento — com potência instalada de até 300 MW, consumo de energia superior ao de 99% das cidades brasileiras, e uso diário de cerca de 88 mil litros de água — não poderia ter sido licenciado por meio de Relatório Ambiental Simplificado (RAS). Segundo a perícia, a magnitude do projeto exige Estudo e Relatório de Impacto Ambiental (EIA/Rima), audiências públicas e ampla participação social.

A perícia foi determinada no contexto de representações apresentadas ao Ministério Público Federal, incluindo uma iniciativa anterior já constante nos autos e, posteriormente, a manifestação  apresentada por lideranças do povo indígena Anacé, junto às organizações Instituto de Defesa de Consumidores (Idec), Instituto Terramar, Laboratório de Políticas Públicas e Internet (Lapin), Escritório de Direitos Humanos e Assessoria Jurídica Popular Frei Tito de Alencar e Instituto de Pesquisa em Direito e Tecnologia do Recife (IP.rec), que alertaram o MPF para os riscos socioambientais, energéticos, hídricos e territoriais do empreendimento, além das irregularidades no processo de licenciamento conduzido pela Semace.

Entre as falhas apontadas pelo perito estão a ausência de comprovação da viabilidade hídrica do empreendimento, o fracionamento indevido do processo de licenciamento ambiental e a omissão dos impactos cumulativos e sinérgicos das estruturas associadas, como a linha de transmissão de 230 kV, a subestação elétrica, os geradores a diesel e seus sistemas de armazenamento de combustível, o sistema de resfriamento e a estação de tratamento de esgoto. O laudo afirma ainda que a licença foi concedida sem outorga de uso da água, em afronta aos princípios constitucionais da prevenção e da precaução ambiental, bem como o dever de proteção adequada do meio ambiente.

Essas falhas, segundo o próprio MPF, não afetam apenas os territórios diretamente impactados, mas também geram prejuízos ao consumidor brasileiro, ao agravar a escassez hídrica, intensificar a vulnerabilidade climática e pressionar sistemas essenciais como água e energia. Em um cenário de fragilidade hídrica na região, a instalação de um empreendimento altamente intensivo em recursos naturais, sem estudos técnicos adequados, pode ampliar riscos de insegurança alimentar, encarecer serviços essenciais e aprofundar desigualdades no acesso a bens básicos. 

Para o povo Anacé, o processo revela uma lógica histórica de imposição de grandes projetos sobre seus territórios. “Mais uma vez, tentam decidir sobre nossa terra sem nos ouvir. O laudo mostra que o licenciamento é falho, mas o erro começa antes: ninguém perguntou ao nosso povo se esse projeto poderia existir aqui”, afirma o cacique Roberto Itaiçaba, liderança do povo Anacé da Japuara.

As organizações afirmam que, embora o laudo aponte de forma clara os problemas no licenciamento ambiental, ele deixou de tratar de uma falha central: a falta de consulta às comunidades indígenas e tradicionais da região. O atual projeto prevê apenas reuniões comunitárias posteriores à emissão da licença, quando as obras estiverem em andamento, esvaziando completamente o direito à consulta. 

O próprio laudo admite que esse ponto ficou fora da análise, por ter sido atribuído à Assessoria Nacional de Perícia em Antropologia (ANPA). Isso, no entanto, não reduz a gravidade do problema — pelo contrário, mostra que o licenciamento avançou sem respeitar um direito básico dessas comunidades. O Ministério Público Federal reforça esse entendimento ao defender a anulação da licença e a realização da consulta ao povo indígena Anacé antes de qualquer avanço do projeto.

Em síntese, a perícia desmonta a narrativa de que esse é um empreendimento simples ou de baixo impacto. Agora, cabe aos órgãos públicos agir para suspender esse licenciamento e impedir que a expansão da infraestrutura digital no Brasil avance à custa de direitos, água e energia das comunidades.

Quando o WhatsApp domina, o vendedor perde espaço

O uso do WhatsApp como principal canal de vendas se tornou regra no Brasil e, em muitos segmentos, o volume de pedidos feitos pelo aplicativo já supera o do próprio e-commerce, com taxas de conversão até seis vezes maiores, segundo o Chat Commerce Report 2025. De acordo com o levantamento, 95,21% das interações digitais entre marcas e consumidores ocorreram no aplicativo, confirmando sua posição de destaque como vitrine, meio de comunicação e canal de checkout.

Mas essa centralidade, apesar de gerar conveniência imediata, expõe uma fragilidade silenciosa, a de transformar vendedores altamente capacitados em simples tiradores de pedido. E isso ocorre justamente num momento em que as empresas precisam de previsibilidade, dados estratégicos e capacidade de gestão comercial, três pilares que o WhatsApp, por si só, não consegue sustentar. A normalização desse comportamento cria um entendimento distorcido de eficiência, em que acredita-se que mais pedidos via WhatsApp indicam maturidade comercial, no entanto, ocorre o contrário.

Quando o aplicativo se torna o sistema de vendas, e não apenas parte dele, a operação perde profundidade, pois o vendedor deixa de exercer seu papel estratégico — prospectar, negociar, diagnosticar necessidades e construir soluções — para atuar como operador manual de demandas. Essa mudança de função tem consequências diretas, como retrabalho, informações duplicadas, menor tempo dedicado à venda consultiva e perda de visão sobre pipeline e oportunidades.

Isso não é coincidência, com cerca de 3 bilhões de usuários mensais, segundo a Meta, o WhatsApp se consolidou como ferramenta de trabalho para pequenas e médias empresas. E seu uso está profundamente enraizado no comportamento do consumidor: 82% dos brasileiros já se comunicam com marcas pelo aplicativo e 60% afirmam já ter comprado por lá, de acordo com o relatório da Opinion Box. Isso explica por que 70% dos negócios o utilizam como parte das estratégias de marketing, vendas e relacionamento, segundo o Panorama de Marketing e Vendas 2024.

No entanto, a popularização não elimina, ao contrário, amplia o efeito colateral da dependência. Quando toda a operação comercial está concentrada no WhatsApp, a empresa fica vulnerável. Dados estratégicos ficam fragmentados nas conversas individuais dos vendedores. Quando um colaborador se desliga, os históricos, acordos, bases de clientes e informações valiosas simplesmente desaparecem. Além disso, a ausência de métricas claras, rastreabilidade e centralização impede análises consistentes e fragiliza a governança comercial. 

Essa realidade limita a capacidade de prever resultados, executar ações de CRM, modelar comportamento de compra e tomar decisões orientadas por dados, justamente os diferenciais mais necessários no ambiente competitivo atual. Reverter esse cenário exige reposicionar o WhatsApp dentro da jornada comercial. Ele não deve ser o sistema em si, mas o ponto de entrada. Ao transferir pedidos e interações para processos estruturados, portais B2B, catálogos digitais, carrinhos automatizados, integrações de ERP ou fluxos apoiados por inteligência artificial, a empresa recupera o domínio sobre informações, reduz erros e cria padrões operacionais mais escaláveis.

Diante disso, o vendedor deixa de ser um executor de tarefas repetitivas e volta a atuar como especialista comercial, com foco em relacionamento, diagnóstico e expansão da carteira. Quando os pedidos são centralizados e automatizados, sobra tempo para analisar indicadores, construir propostas mais estratégicas e gerar valor real para o cliente. Portanto, a solução não está em abandonar o WhatsApp, mas em recolocá-lo em seu devido papel: um canal de comunicação, não um sistema de venda.

*Rafael Calixto é especialista em vendas B2B, com vasta experiência em modernização de processos comerciais, integração de tecnologia nas vendas, idealizador de soluções com Agentes Inteligentes de Pedidos (AIP) para vendas B2B em escala e CEO da Zydon.

CRM impulsionado por IA é aliado para criar desejo e gerar conversão para as vendas de Natal

Passada a Black Friday, a atenção do varejo se voltou para as compras de Natal. Mais de 70% dos consumidores devem presentear alguém na data, com valor médio de R$ 174, segundo pesquisa realizada pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo SPC Brasil. A previsão é de que as vendas no período movimentem R$ 85 bilhões na economia.

Muitos comerciantes aproveitaram outubro e novembro para seduzir os consumidores, fidelizando também para o Natal. Mas ainda dá tempo para criar desejo e gerar conversão. De uma maneira ou de outra, o CRM – cada vez mais impulsionado por IA – se torna um diferencial competitivo essencial para impulsionar resultados. Ao trabalhar com dados de forma estratégica, as empresas conseguem entender melhor o comportamento do consumidor, criar campanhas personalizadas e converter mais, tanto com novos clientes quanto com a base já existente.

De acordo com o relatório da Pipedrive, States of Sales and Marketing report 2024/2025, 68% dos entrevistados que usam a IA em vendas e marketing encaram a tecnologia como um grande apoio, auxiliando as equipes a melhorar a produtividade e alcançar suas metas.

A seguir, Zahra Jivá, Diretora Global de Estratégias de Vendas e Sean Evers, VP de Vendas na Pipedrive dão dicas para que pequenas e médias empresas aproveitem todo o potencial de vendas do Natal.

1- Faça promoções

A forma mais rápida de alcançar suas metas é vender para clientes existentes, promovendo ofertas especiais de Natal ou Ano Novo. É importante analisar o histórico de compras e ver se os compradores já exploraram tudo o que poderiam da sua empresa. Os clientes atuais são os prospects mais fáceis: confiam em você, já têm cadastro e não precisam passar por onboarding, o que acelera o fechamento.

2- IA como aliada na época de vendas

A IA pode aliviar muito a pressão do período de pico quando é aplicada a processos específicos. Ela funciona especialmente bem para priorizar automaticamente leads por intenção de compra, gerar recomendações personalizadas para consumidores indecisos e ajustar automaticamente o timing de mensagens ou campanhas de retargeting.

A ferramenta também adapta a mensagem conforme a intenção: quem já tem itens no carrinho precisa de um tipo de comunicação totalmente diferente de alguém que ainda está comparando. Isso aumenta bastante as chances de conversão. Por exemplo, a IA identifica quem viu um produto recentemente, mas não comprou, e envia sugestões de lembretes automaticamente.

Por outro lado, a expectativa de que a IA, sozinha, gera receita é exagerada. Sem dados de qualidade, públicos bem definidos e conteúdo criativo, o impacto é limitado. A IA não substitui vendas humanas. Ela as deixa mais eficientes, rápidas e escaláveis.

3- Use os dados a seu favor

Em dezembro, o maior impacto vem das ações ágeis e guiadas por dados. Quem usa dados em tempo real para reagir diretamente à intenção de compra ainda pode conquistar bastante espaço.

As medidas práticas incluem campanhas rápidas nas redes destacando produtos-chave, emails personalizados para quem está indeciso ou lives e stories que respondem a tendências e demandas do momento. Unboxings com influenciadores também funcionam muito bem.

4- Aposte na integração entre CRM e estoque

No fim de ano, não basta saber o que o cliente quer: é fundamental garantir que a empresa consiga entregar. Integrar CRM ao estoque e à operação logística permite prever demanda com maior precisão e planejar campanhas com base no que realmente está disponível ou com maior probabilidade de giro. Essa visão evita frustrações típicas de alta sazonalidade, como atrasos, cancelamentos ou produtos esgotados após ações de marketing.

5- Aproveite o final de dezembro

Existe a percepção de que o trabalho desacelera durante as festas. Alguns chegam a dizer que “nada acontece” entre o Natal e o Ano Novo. Por isso, muitos vendedores acreditam que as vendas de fim de ano são menos prováveis e acabam tirando férias ou reduzindo drasticamente o ritmo.

Isso é um grande erro, pois dezembro, especialmente as últimas duas semanas, pode apresentar as maiores taxas de conversão do ano. Os prospects que ainda estão trabalhando podem estar em ritmo mais leve, o que significa que clientes antes inacessíveis estão mais disponíveis e receptivos a conversar sobre ofertas de fim de ano. Isso é ainda mais verdadeiro quando você está promovendo descontos ou liquidações em todo o site. Por isso, vendedores experientes aproveitam esse momento mais tranquilo para fechar negócios.

6- Não esqueça da estratégia pós-venda

O relacionamento não termina com a compra. O CRM pode transformar o impulso de Natal em vínculo duradouro por meio de ações de pós-venda inteligentes: mensagens de agradecimento personalizadas, ofertas exclusivas de recompra, convites para programas de fidelidade e cupons válidos para janeiro (“boas-vindas ao novo ano”).

Também é possível ativar fluxos automatizados, como pedir avaliação do produto, sugerir acessórios complementares ou enviar conteúdo útil sobre o item adquirido. Essas interações aumentam retenção, estimulam novas compras e podem converter compradores sazonais que só aparecem no Natal em clientes recorrentes ao longo do ano.

7- Celebre a equipe de vendas

Nenhuma estratégia de CRM, Natal ou crescimento funciona sem um time de vendas motivado e o fim de ano é o momento ideal para reconhecer esse esforço. Celebrar a equipe não é apenas um gesto simbólico: aumenta a moral, estimula uma competição saudável, fortalece a cultura interna, ajuda a reter bons profissionais e ainda atrai novos talentos. Esse reconhecimento pode ir além do “vendedor do ano” e premiar diferentes qualidades que fazem a máquina comercial funcionar, como o follow-up mais criativo, o profissional com melhor trabalho em equipe, a maior venda do ano ou as táticas mais inovadoras de fechamento.

Sete práticas essenciais para elevar o atendimento nas empresas a partir de 2026

A experiência do cliente será um dos principais diferenciais competitivos de 2026. O relatório Future of Customer Experience, da PwC, mostra que 73% dos consumidores consideram esse elemento como algo decisivo na escolha por uma marca. 

O estudo Zendesk CX Trends reforça a tendência, apontando que 61% trocam de fornecedor após uma única experiência ruim e 76% não retornam quando falhas se repetem. Mesmo com avanços tecnológicos, a percepção do cliente continua condicionada à qualidade das interações e não apenas ao produto ou serviço adquirido.

Para Hygor Lima, especialista em gestão de processos e fundador da SEC Consulting, o principal desafio para o próximo ano é transformar o atendimento em uma operação previsível e mensurável. “Grande parte das empresas iniciam janeiro com demandas acumuladas e sem diretrizes mínimas de atendimento. Isso gera ruído, retrabalho e insegurança para o cliente, especialmente em setores que operam com alto volume e prazos curtos”, explica. 

O cenário ganha relevância em empresas de serviços, onde grande parte das entregas depende de comunicação clara, acompanhamento ativo e precisão operacional. A pressão aumenta nas viradas de ciclo, período em que organizações lidam com acúmulo de demandas, ajustes de equipe e reorganização de rotinas. 

Segundo ele, a virada do ano deve ser encarada como momento de redefinir padrões, mapear gargalos e estabelecer metas claras para equipes e gestores. 

Hygor reuniu sete ações essenciais para fortalecer o atendimento e construir consistência no relacionamento com o cliente ao longo de 2026.

  1. Definir o tempo máximo de primeira respostaPrazos claros reduzem a percepção de abandono e elevam a confiança. A definição do tempo inicial de resposta deve ser documentada e de conhecimento de todo o time.
  2. Padronizar respostas e fluxos internosA falta de padrões gera divergências de orientação e erros facilmente evitáveis. O mapeamento de etapas e a definição de responsáveis reduzem variações e aumentam a clareza operacional.
  3. Centralizar o histórico de todas as interaçõesRegistros completos evitam repetição de perguntas, aceleram soluções e fortalecem a imagem da empresa. “Sem histórico organizado, o cliente percebe descontinuidade”, afirma Hygor.
  4. Estabelecer critérios de priorizaçãoClassificar demandas por urgência, impacto e prazos legais evita que tudo seja tratado como emergencial. Esse critério reduz a sobrecarga e direciona melhor a equipe.
  5. Implementar checklists operacionaisChecklists evitam esquecimentos e garantem que etapas críticas sejam cumpridas. De acordo com Hygor, operações que adotam listas de verificação têm queda significativa em retrabalho.
  6. Monitorar indicadores de eficiência e satisfaçãoTempo de resposta, reincidência de chamados e nível de satisfação são métricas fundamentais para ajustes. “Decisões sem dados aumentam o risco de erro”, aponta o especialista.
  7. Treinar equipes com base em rotinas clarasTreinamentos periódicos fortalecem a cultura interna e asseguram alinhamento entre setores. A recomendação é manter revisões constantes e reforço das práticas documentadas.

Para o especialista da SEC Consulting, 2026 deve marcar a diferença entre empresas estruturadas e organizações que ainda operam de modo improvisado. “Atendimento é processo, não improviso. Quem estabelece padrões e monitora desempenho entra no novo ciclo com vantagem competitiva real”, conclui.

59% dos consumidores já experimentaram IA agêntica, revela pesquisa global da Criteo  

A Inteligência Artificial (IA) já se integrou silenciosamente ao cotidiano do consumidor, transformando como as pessoas descobrem, comparam e escolhem produtos. E isso inclui o uso de agentes de IA. Em todo o mundo, 59% dos compradores já tiveram alguma experiência com assistentes de compras agênticos e 29% os utilizam regularmente. Os dados fazem parte do levantamento Consumer Sentiment Index (CSI), conduzido pela Criteo, plataforma global que conecta o ecossistema de comércio.

O relatório ouviu mais de 10 mil consumidores em todo o mundo e revelou os hábitos em torno do uso de IA. Aqui estão os principais destaques:

1- IA agêntica é bem percebida pelos entrevistados 

A tecnologia agêntica que permite à IA agir de forma autônoma em nome do consumidor já está no radar de 66% dos entrevistados. Sendo que, em todo mundo, 59% deles já tiveram alguma experiência com eles e 29% os utiliza regularmente.

A pesquisa mostrou que mais da metade (56%) dos consumidores se sentiria mais confortável em ter um assistente de compras agêntico ajudando a identificar os melhores preços disponíveis para um determinado produto. Isso é seguido de perto por encontrar o produto certo a partir de uma descrição (49%).

2- IA como ferramenta de eficiência e economia 

Os agentes de compra alimentados por IA estão sendo percebidos como aliados reais no processo de compra. A sensação de ganho prático é clara: 62% dos consumidores acreditam que essas tecnologias ajudam a economizar tempo ou dinheiro ao comprar, dois dos principais motores de decisão no varejo digital. Essa percepção indica que a IA deixou de ser vista apenas como suporte conversacional e passou a desempenhar um papel ativo na tomada de decisão, filtrando opções, reduzindo etapas e oferecendo caminhos mais curtos até o produto ideal.

3- Chatbots com IA são copilotos na jornada de compras  

Mais de 60% dos consumidores considera os chatbots com IA úteis ao fazer compras online (62%) e se sente confortável com a IA personalizando sua experiência (56%). Cerca de metade recebe bem e confia nas recomendações de produtos feitas por IA (51% e 50%, respectivamente), consolidando assim, a IA como copiloto na decisão de compra.

4- Consumidores estão divididos sobre como pesquisam online 

Quando o assunto é como navegar pelo universo de compras online, os consumidores estão longe de adotar um único caminho. Os dados mostram um cenário fragmentado: 31% dos compradores globais já preferem utilizar um assistente de compras com IA independente. Ao mesmo tempo, 32% afirmam não ter preferência.

Por outro lado, existe um grupo que mantém hábitos tradicionais: 19% preferem realizar a busca manualmente, destacando a relevância do controle direto sobre cada etapa da pesquisa. Já 17% optam por assistentes integrados aos sites ou aplicativos dos varejistas, indicando que ainda há espaço e expectativa para soluções nativas que otimizem a experiência dentro dos próprios ambientes de compra.

5- ChatGPT é útil para comparar produtos 

Globalmente, as ferramentas de IA são vistas como úteis para comparar produtos (44%) e esclarecer dúvidas específicas (41%), etapas que costumam consumir tempo e gerar indecisão.

Nesse contexto, o ChatGPT se destaca como a solução preferida, com 57% dos entrevistados afirmando que a plataforma é útil para buscar um produto específico, indicando que os compradores já recorrem à IA não apenas para suporte, mas como ponto de partida estratégico na descoberta e avaliação de opções.

6- Consumidores estão abertos a sugestões de IA patrocinadas 

Embora os consumidores estejam cada vez mais abertos a receber recomendações de produtos feitas por IA, essa aceitação vem acompanhada de uma expectativa clara de transparência. Globalmente, 52% afirmam que considerariam um produto indicado por um assistente de compras com IA desde que a recomendação patrocinada esteja claramente identificada, mostrando que a confiança não depende apenas da tecnologia, mas da forma como ela se apresenta.

“Os dados do Consumer Sentiment Index (CSI) conduzido pela Criteo, mostram que os consumidores já enxergam a inteligência artificial como uma aliada estratégica na hora das compras. Seja para buscar, comparar opções, tirar dúvidas ou receber recomendações, a IA está reduzindo fricções e ampliando a confiança ao longo da jornada. À medida que essas tecnologias evoluem, vemos uma experiência de compra cada vez mais personalizada e eficiente”, comenta Tiago Cardoso, Diretor Geral da Criteo para a América Latina.

Atrasos nas entregas de fim de ano: 7 dicas para garantir uma experiência positiva no frete

Se você vende online, já sabe como é: chega fim de ano e tudo muda. As vendas da Black Friday ganham força, o Natal dispara os pedidos e, de repente, o volume de envios da sua loja cresce mais rápido do que você imaginava. E aí, mesmo quando você faz tudo certinho, começam a aparecer os atrasos das transportadoras, encomendas paradas no rastreio e clientes mandando mensagem querendo saber “mas já saiu para entrega?”

Ainda que os atrasos façam parte dessa época do ano, especialistas afirmam que é possível proteger a experiência do cliente com ações simples e estratégicas. Para Fernanda Clarkson, cofundadora e CMO da SuperFrete, plataforma que conecta empreendedores às melhores opções de frete e transportadoras, a alta temporada exige mais do que operação, exige gestão de expectativa. “Fim de ano não é apenas um pico de vendas. É também um teste de confiança. Quem compra está mais ansioso, com expectativas altas e pouca tolerância para falhas. Nesses momentos, contar com parceiros logísticos estruturados faz toda a diferença para atravessar a temporada sem comprometer a reputação do negócio ”, afirma.

E é exatamente por isso que, antes que a temporada fique ainda mais intensa, vale se preparar. Aqui vão 7 dicas práticas para passar o período de vendas de fim do ano com mais tranquilidade.

1. Diversifique suas alternativas de frete

A dependência de uma única transportadora aumenta o risco em períodos críticos. Quando uma operação enfrenta lentidão, todo o fluxo da loja é impactado.

Clarkson reforça: “O lojista precisa encarar frete como estratégia. Ter acesso a diferentes transportadoras permite escolher a melhor opção para cada envio e reduz a dependência de um único operador, especialmente em momentos de instabilidade.”

Plataformas que centralizam diferentes opções facilitam esse processo – ao evitar que você enfrente fila e garantir fluxo de envio prioritário junto às transportadoras – e permitem escolher a melhor modalidade para cada caso, especialmente quando há instabilidade no setor.

2. Monitore o rastreamento de todos os pedidos

Acompanhar o status das encomendas é essencial para identificar rapidamente um atraso ou movimentação fora do padrão. Quando o lojista entende antes do cliente que algo está errado, ele consegue agir preventivamente, avisar e orientar o comprador.

“O acompanhamento ativo do rastreio permite agir antes do problema escalar. Ter essa visibilidade centralizada em um aplicativo facilita muito a rotina do empreendedor. Esse acompanhamento contínuo evita surpresas e ajuda a manter o consumidor informado, reforçando a percepção de cuidado e profissionalismo.”, destaca Clarkson.

3. Seja transparente e mantenha seu cliente informado

No e-commerce, silêncio vira ansiedade. Transparência é uma das principais formas de blindar a reputação da loja diante de imprevistos. Se o rastreamento acusa lentidão ou mudança de rota, o ideal é avisar o cliente antes que ele pergunte.

“Quando a comunicação é proativa, o impacto emocional do atraso diminui muito. O cliente percebe que existe alguém do outro lado acompanhando seu pedido e cuidando da experiência”, afirma Clarkson.

4. Reforce seu atendimento ao cliente

Com o aumento do volume de pedidos, cresce também o número de dúvidas, solicitações e reclamações. Por isso, é essencial ampliar a atenção aos canais de atendimento.

A orientação é responder com clareza e agilidade, demonstrar empatia e oferecer alternativas sempre que necessário. Um bom atendimento pode transformar uma situação de insatisfação em fidelização.

5. Agilize o despacho das encomendas

Em períodos de instabilidade logística, cada minuto conta. Deixar pacotes acumulados para enviar depois pode custar dias de atraso ao cliente.

Entre as boas práticas recomendadas estão preparar os pedidos com antecedência, organizar estoque, estabelecer metas diárias de despacho e priorizar encomendas mais urgentes. Quanto mais rápido a mercadoria entrar no fluxo das transportadoras, maiores as chances de cumprir o prazo.

6. Fortaleça suas estratégias de pós-venda

A relação com o cliente não termina quando o produto é enviado. Em épocas de maior instabilidade, o pós-venda se transforma em uma peça-chave para manter a fidelidade.

Ações como oferecer cupons de desconto, enviar mensagens personalizadas após a entrega e garantir suporte contínuo ajudam a reverter experiências negativas e preservar a percepção de valor da marca.

7. Encare a experiência do cliente como um conjunto, não como um momento isolado

A entrega é apenas uma das etapas da jornada de compra. E até mesmo um atraso pode se tornar uma oportunidade de fortalecer o vínculo com o consumidor, desde que o lojista conduza a situação com transparência, atenção e postura ativa.

“Um imprevisto não define a reputação do vendedor. O que define é a resposta. Empreendedores que contam com a SuperFrete como parceiro logístico conseguem oferecer prioridade no fluxo, mais opções de envio e um acompanhamento próximo  e isso impacta diretamente a confiança do cliente”, conclui Clarkson.”, afirma Clarkson.