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O fim da fricção: como o Consumidor atual está forçando o e-commerce a ser invisível

A próxima grande revolução do varejo digital não será vista, e esse é justamente o ponto. Nos últimos anos, o e-commerce evoluiu em velocidade exponencial, impulsionado pela personalização, omnicanalidade e conveniência. Mas estamos entrando em uma fase ainda mais profunda, impulsionada não pela tecnologia, mas pelo comportamento. O surgimento do Consumidor exigente, que não aceita mais qualquer tipo de atrito. Para esse consumidor, comprar não pode ser um processo, é uma consequência natural do contexto.

É nesse cenário que o conceito de Invisible Commerce, debatido na NRF deste ano, ganhou força. Ele parte de uma premissa simples de que a experiência de compra deve desaparecer. Isso significa que elementos como pagamento, carrinho, autenticação, recomendação, logística e pós-venda deixam de ser etapas e se tornam eventos automáticos, integrados e silenciosos. O checkout autônomo resume bem essa lógica. O consumidor entra, pega o produto e sai. Não há fila, cartão, senha ou interação humana, a compra se conclui sem que ele perceba.

Esse mesmo princípio está se espalhando para todos os pontos do funil. Pagamentos invisíveis, baseados em identidade digital e tokenização, tornam o ato de pagar quase imperceptível. Processos antes dependentes de cookies agora são substituídos por autenticação contínua, permitindo compras em um clique, mas sem o clique. E a logística avança na mesma direção, com entregas cada vez mais preditivas, rotas otimizadas automaticamente e reabastecimentos antecipados. Não se trata mais de melhorar a experiência e sim de eliminá-la enquanto fricção.

A inteligência artificial é o motor silencioso dessa mudança. A IA generativa reduz atrito logo na descoberta, substituindo a busca por recomendações contextuais que entendem a intenção antes mesmo de o consumidor expressá-la. Assistentes conversacionais assumem dúvidas, orientam escolhas e simplificam decisões. A IA preditiva conecta consumo, estoque e transporte, criando uma jornada contínua, sem pausas e sem etapas manuais. É ela quem torna possível o que já aconteceu em outras indústrias, como música e mobilidade: o usuário simplesmente usa, sem pensar no serviço por trás.

Naturalmente, o Brasil enfrenta desafios particulares para chegar plenamente a esse modelo. A herança de sistemas fragmentados ainda dificulta integrações profundas; os meios de pagamento seguem complexos, misturando Pix, parcelamentos e antifraude; a logística nacional, marcada por custos elevados e regiões de baixa densidade, adiciona barreiras; e a regulação de dados ainda evolui para permitir experiências verdadeiramente contínuas. Em outras palavras, já temos consumidores que estão preparados e exigindo um novo grau de experiência e fluidez, mas ainda caminhamos para ter um ecossistema que entregue essas expectativas.

O e-commerce não vai desaparecer, mas a fricção vai. O futuro das compras será cada vez mais invisível, automatizado e integrado, e essa mudança beneficiará tanto consumidores quanto operações que conseguirem se adaptar. As empresas que prosperarem serão aquelas que entendem profundamente o comportamento do cliente, conectam dados, logística e pagamento em uma única estrutura e usam IA para antecipar necessidades em vez de responder a elas.

A melhor experiência de compra será a que ninguém percebe. E, para o Consumidor atual com alto grau de exigência, isso não é um luxo, é uma expectativa.

*Rodrigo Brandão é Gerente de Marketing da Espaço Smart, primeira loja de casas do Brasil

TRY inaugura novo modelo de e-commerce e promete redefinir o futuro da moda online

Comprar moda pela internet é, há décadas, uma aposta na intuição. Apesar dos avanços em fotos, vídeos e ferramentas de IA que simulam o caimento das peças, o setor, que movimentou mais de R$ 40 bilhões no Brasil em 2024 e cresce mais de 20% ao ano, segundo dados da eBit/Nielsen, ainda amarga índices de devolução que atingem 35%, principalmente pela frustração de receber algo diferente do esperado, seja no tamanho, caimento ou percepção do produto.

Esse desafio, que gera outros bilhões de reais com abandono de compras por insegurança, motivou o nascimento da TRY, startup criada para romper esse ciclo com uma solução que elimina as incertezas das compras digitais.

Com um modelo inédito, o marketplace permite que o consumidor receba em casa as peças desejadas, experimente livremente por 48 horas e só pague pelo que decidir ficar. O restante é recolhido no mesmo endereço, sem custo adicional. O sistema elimina a fricção entre o desejo e a decisão, resgatando um elemento essencial ao consumo de moda: a experiência.

A plataforma reúne uma curadoria de lojas que transita entre o autoral e o consagrado: nomes como Gloria Coelho, Sarah Chofakian, Sophia Hegg, Zeferino, Neriage, Wasabi e Amapô já estão entre os parceiros. Os produtos mantêm os mesmos preços praticados pelas lojas em seus canais próprios de venda, reforçando a transparência da proposta.

O sistema conta com duas modalidades de entrega: local, com entrega em até 3 horas quando o cliente está dentro de um raio específico da loja escolhida, e padrão, com prazo tradicional de envio. Em ambas as modalidades, o frete será gratuito no lançamento da plataforma. 

A TRY amplia o acesso dos consumidores a marcas que antes eram inacessíveis e redefine o padrão de conveniência no e-commerce de moda. Agora, qualquer pessoa pode ter acesso a essa experiência sem precisar de histórico prévio com as lojas ou marcas parceiras.

Uma parte significativa das marcas de moda já oferece esse tipo de serviço, mas de forma amadora e restrita a clientes com quem já têm relacionamento, o que reforça o quanto ele é desejado e necessário. A diferença é que, com a TRY, o modelo ganha escala e se torna digital: os parceiros oferecem a experiência de experimentação para uma base de usuários cada vez maior. Além disso, a plataforma cuida de todo o processo — da logística ao pagamento — e se responsabiliza pelos produtos enquanto estão em trânsito, garantindo total segurança.

O modelo também permite que os parceiros repensem seus investimentos em lojas físicas, ao levar a experiência do provador diretamente para a casa do consumidor.

Em breve, a TRY ampliará seu impacto ao impulsionar o universo da moda circular, que cresce três vezes mais rápido que o mercado tradicional, segundo relatório da BCG. Ao permitir que o consumidor experimente antes de comprar, a plataforma elimina uma das principais barreiras desse segmento: a incerteza quanto ao caimento e ao real estado de conservação de peças únicas.

Dados preliminares indicam que o serviço tem potencial de reduzir as devoluções em até 80%, aumentar o ticket médio em cerca de 30% e dobrar a recompra, alcançando uma taxa de conversão até cinco vezes superior à média do e-commerce tradicional.

“A TRY quebra o paradoxo do e-commerce de moda: criamos o primeiro marketplace com infraestrutura digital que proporciona a experiência real da experimentação. A plataforma elimina a insegurança do consumidor e escala as vendas dos parceiros com total segurança”, afirma Roberto Djian, fundador e CEO da TRY.

A empresa realizou uma rodada pré-seed e avalia um novo aporte para impulsionar o próximo ciclo de crescimento, acompanhando a expansão do marketplace e o avanço das novas frentes de negócio. Os participantes e valores não foram divulgados.

Mais do que um marketplace, a TRY representa a nova base tecnológica para o varejo de moda digital, abrindo um novo canal de vendas para marcas, fabricantes, lojas, e-commerces e outras operações do segmento. A plataforma é impulsionada por inteligência artificial aplicada a múltiplas frentes do negócio, elevando o nível de eficiência, personalização e integração de todo o ecossistema.

Com lançamento previsto para novembro, em versão beta, o site da TRY estará disponível em usetry.com.br, seguido pelo aplicativo. As operações terão início pelas regiões Sul e Sudeste, com expansão em breve para outras regiões. 

A TRY nasce com a ambição de redefinir o futuro da moda online, unindo tecnologia, sustentabilidade operacional e experiência humana em um mesmo ecossistema. A iniciativa pode reposicionar o Brasil na vanguarda da inovação em e-commerce no principal segmento de bens de consumo do mundo.

Yalo transacionou mais de R$ 30 milhões em 7 dias via WhatsApp na última Black Friday no Brasil

A Yalo, plataforma inteligente de vendas com agentes de Inteligência Artificial, registrou no Brasil, em apenas 7 dias, mais de R$ 30 milhões em volume total de vendas transacionadas via WhatsApp no período da Black Friday.  

O valor corresponde exclusivamente às transações realizadas dentro da plataforma da Yalo, envolvendo campanhas personalizadas e potencializadas por inteligência artificial, conduzidas por grandes marcas da indústria e do varejo, que utilizam a tecnologia conversacional da empresa para escalar suas operações de vendas. Atualmente, a companhia atende marcas como Nestlé, Coca-Cola Femsa, Kellanova, Colgate, Mondelez e The Magnum Company, além de distribuidores e indústrias regionais. 

O resultado consolida o WhatsApp como um dos principais canais de vendas do varejo brasileiro e reforça a força do comércio conversacional impulsionado por IA, modelo em que a Yalo já é referência global, conectando indústrias, distribuidores e varejistas por meio de agentes inteligentes. 

“Esse resultado mostra, na prática, como a IA aplicada às jornadas conversacionais deixou de ser tendência para se tornar motor real de receita. A Black Friday de 2025 foi um marco de maturidade para esse modelo no Brasil e do que está por vir em 2026”, afirma Tiago Maldaner, Gerente de Customer Success Brasil da Yalo. 

Segundo a empresa, o desempenho registrado neste período reflete ainda um avanço importante na estratégia adotada para a Black Friday de 2025, com maior uso de agentes de IA para: automação ativa de vendas; personalização de ofertas em escala; inteligência preditiva de reposição; e atuação proativa junto ao varejo. 

Agentes de IA devem assumir compras online até 2026 e inauguram nova fase do consumo digital

A Mastercard iniciará, até o começo de 2026, a implementação de um sistema de pagamentos no qual agentes de inteligência artificial poderão realizar compras em nome do usuário, utilizando tokens criptografados no lugar dos dados reais do cartão. A solução, que começa a ser liberada na América Latina, funciona por meio de limites, regras e permissões programadas pelo consumidor, permitindo que apenas agentes verificados concluam transações.

O anúncio ocorre em um momento de aceleração da automação financeira. A consultoria Bain & Company projeta que o mercado global de Embedded Finance deve superar US$ 7,2 trilhões até 2030, impulsionado pela integração de serviços bancários em plataformas não financeiras. Já a Gartner estima que, até 2026, mais de 20% das empresas globais utilizarão formas de IA autônoma em processos operacionais.

A avaliação é de Luis Molla Veloso, especialista em Embedded Finance e integração de serviços financeiros em plataformas digitais. Ele afirma que a chegada de agentes autônomos aos meios de pagamento inaugura um ciclo de consumo em que as decisões de compra poderão ocorrer de forma contínua e programada. “É uma mudança estrutural: o usuário não apenas autoriza, ele delega. A combinação entre IA autônoma, tokenização e limites programáveis cria um ambiente em que a compra acontece no momento mais vantajoso, dentro dos parâmetros definidos”, diz.

Como funcionará o novo modelo

O consumidor cadastra o cartão no sistema e determina um conjunto de regras: valor máximo por transação, frequência, categorias permitidas, lista de agentes autorizados e limites semanais. Os dados do cartão deixam de ser compartilhados e são substituídos por tokens exclusivos e criptografados. Apenas software certificado poderá realizar transações.

Segundo a Mastercard, o modelo permitirá agendamento inteligente, reposição automática de produtos e compras realizadas por agentes que monitorem preços e condições. Para Luis, o sistema tende a se integrar rapidamente ao varejo, especialmente em categorias de consumo recorrente, como supermercado, assinaturas digitais e utilidades.

Impacto sobre o consumidor

A novidade diminui fricção, reduz exposição de dados sensíveis e automatiza rotinas de compras, mas também aumenta a dependência da precisão das configurações feitas pelo usuário. “É seguro, mas exige atenção. O equilíbrio entre conveniência e supervisão será determinante para evitar compras fora do planejado”, afirma Luis.

O que muda para as empresas

Para o mercado, a adoção de agentes de IA traz uma combinação de oportunidades e desafios. Varejistas, fintechs, bancos e marketplaces precisarão adaptar infraestrutura, processos e estratégias de retenção para atuar em um ambiente de compras altamente automatizado. 

Entre os ganhos esperados estão a maior previsibilidade de demanda   já que compras programadas reduzem sazonalidade, carrinhos abandonados e rupturas e a ampliação da conversão, com transações automatizadas aumentando recorrência e diminuindo barreiras de decisão. Empresas com APIs integradas, checkouts compatíveis e fluxos tokenizados tendem a construir uma relação mais profunda com o cliente, enquanto a tokenização reduz o risco de fraudes ao eliminar o uso direto de dados do cartão.

Luis observa que esse movimento exige uma revisão completa da estratégia de experiência do usuário. “Quando a compra passa a ser delegada, o papel do varejista muda. A decisão não ocorre mais apenas na vitrine; ela ocorre no back-end, dentro do sistema de IA. Quem não se preparar para integrar APIs ou oferecer dados estruturados pode perder relevância nesse novo ciclo”, afirma.

Apesar das vantagens, o modelo traz pontos de atenção importantes. A dependência de sistemas autônomos para decisões de compra exige transparência e rastreabilidade; empresas precisam reconhecer padrões de compras automáticas sem recorrer a comunicações invasivas; e novas dinâmicas de estorno e atendimento deverão ser criadas para lidar com transações feitas por agentes. Além disso, o setor terá de enfrentar uma pressão maior por preços dinâmicos, em um ambiente em que a disputa passa a ocorrer também entre algoritmos, não apenas entre estratégias de marketing.

Como empresas devem se preparar

Especialistas indicam que o setor privado deve iniciar uma preparação técnica e estratégica antes da chegada plena da funcionalidade em 2026. Segundo Luis, três frentes são fundamentais:

  1. Infraestrutura de APIs e tokenizaçãoEmpresas precisam garantir que seus checkouts, sistemas de pagamento e camadas antifraude aceitem tokens, não dados de cartão. “Quem ainda opera com integrações antigas terá dificuldade”, alerta.
  2. Dados estruturados e catálogo padronizadoAgentes de IA tomam decisões com base em dados claros. Descrições inconsistentes, preços mal atualizados e catálogos desorganizados podem tirar um varejista da recomendação automática.
  3. Estratégia de recorrência e retençãoProgramas de recompra, descontos com base em frequência e modelos de assinatura terão peso maior, porque conversam diretamente com a lógica dos agentes autônomos.

Luis destaca que as empresas que se adaptarem primeiro podem capturar ganhos expressivos. “Estamos entrando em um varejo orientado por sistemas, não por comportamento imediato. Quem estiver pronto para oferecer informação clara, integração e preços competitivos será o fornecedor preferencial dos agentes”, avalia.

Riscos e cuidados

A automação também impõe desafios regulatórios e riscos comportamentais para consumidores e empresas. Do lado do usuário, permissões excessivamente amplas podem levar a gastos não intencionais, especialmente quando notificações não estão ativadas ou quando os limites programados deixam de ser revisados. Para as empresas, há o risco de dependência elevada de algoritmos externos, o que pode ampliar disputas por compras não reconhecidas e exigir a criação de modelos sólidos de governança para o uso de IA em ambientes de consumo.

Luis reforça que o modelo só será sustentável se houver equilíbrio entre eficiência e responsabilidade. “A inovação avança rápido, mas precisa vir acompanhada de transparência, supervisão e mecanismos de reversão. Agentes autônomos podem transformar o varejo, desde que operem dentro de limites claros”, conclui.

Busca por conversas muda jornada do consumidor e pressiona GA4 a revelar tráfego gerado por IA

O comportamento do consumidor está passando pela maior transformação desde a popularização dos smartphones. Assistentes como ChatGPT, Perplexity e Gemini já participam ativamente de pesquisas, comparações e decisões de compra e, em muitos casos, se tornam o primeiro ponto de contato entre marca e usuário. Porém, quase nada disso aparece de forma clara nas métricas do Google Analytics 4. Para a TEC4U, agência especialista em performance digital, essa lacuna cria um desafio crítico para empresas que dependem de atribuição precisa para crescer.

A mudança de hábito do usuário é confirmada por projeções da Gartner, que indicam queda de até 25 por cento no uso de aplicativos até 2027 ao mesmo tempo em que assistentes de IA assumem protagonismo na jornada de descoberta. A busca deixa de ser uma página e passa a ser uma conversa, o que redefine o caminho até os sites e exige novas formas de leitura e categorização de tráfego. Hoje, acessos originados em interações com IA aparecem como referral e not set, mascarando o impacto real desse novo ecossistema.

Para a TEC4U, tratar esse volume como ruído estatístico gera uma visão distorcida do funil de aquisição. Ao não identificar a origem exata do usuário, empresas deixam de entender quais canais realmente geram receita e onde devem investir. A invisibilidade dos assistentes de IA no GA4 cria uma zona cinzenta que compromete análises de desempenho, previsões e estratégias de mídia.

Melissa Pio, CEO da TEC4U, afirma que a falta de visibilidade sobre o tráfego originado por IA pode se tornar uma das maiores dores do marketing moderno. “Estamos vivendo a maior mudança de comportamento do consumidor desde o mobile. Hoje, muita gente descobre produtos, serviços e comparativos dentro de conversas com IA. Se as empresas não conseguirem medir isso, estarão tomando decisões com dados incompletos”, explica Melissa.

A executiva defende que o primeiro passo é reconhecer assistentes de IA como um canal próprio no GA4 e não como uma anomalia ou desvio de classificação. Isso exige criar grupos personalizados de canais, definir regras específicas para identificar padrões de origem e estabelecer critérios para diferenciar acessos vindos de ChatGPT, Perplexity, Gemini e outros sistemas conversacionais. Segundo Melissa, a mudança é estrutural. “Sem um canal dedicado, o tráfego de IA se perde dentro de categorias genéricas e impede qualquer otimização”, afirma.

O cenário se torna ainda mais complexo porque muitos assistentes utilizam navegadores internos ou ambientes de renderização próprios, o que altera a forma como o hit chega ao GA4. Isso aumenta a incidência de registros imprecisos e exige análises complementares, como identificação de picos de tráfego incomuns, padrões de engajamento e comportamento pós-clique. A TEC4U já utiliza métodos combinando leitura técnica e comportamento do usuário para esclarecer essas origens.

Para Melissa, a urgência da pauta é evidente. “ChatGPT já é um canal. Perplexity já é um canal. Mas eles continuam invisíveis para grande parte das empresas. Quando conseguimos medir o impacto real, abrimos espaço para estratégias muito mais eficientes e alinhadas ao comportamento atual do consumidor”, diz a CEO.

A projeção para os próximos anos é que buscas conversacionais se tornem o principal ponto inicial da jornada digital, especialmente em segmentos como e-commerce, educação, serviços financeiros e B2B. A confiança do usuário em respostas de IA cresce rapidamente e, com ela, cresce também a necessidade de métricas capazes de acompanhar essa nova lógica de navegação.

Melissa reforça que a solução não é apenas técnica, mas cultural. “O marketing precisa entender que estamos entrando na era da descoberta assistida. O consumidor não está mais navegando. Ele está perguntando. E quem responde cada vez mais são os assistentes de IA. Se não acompanharmos essa mudança, vamos perder competitividade”, explica.

Para apoiar empresas nesse novo cenário, a TEC4U vem desenvolvendo metodologias, dashboards e rotinas de análises específicas para tráfego gerado por IA. Isso inclui modelagens próprias de clusterização, leitura de comportamento de sessão e validação cruzada entre diferentes assistentes. A agência afirma que medir corretamente essa origem será um dos maiores diferenciais competitivos de 2025 e 2026.

O avanço da IA conversacional como porta de entrada do consumidor é irreversível e cresce todos os meses. O desafio agora é garantir que os dados acompanhem essa mudança. “A questão não é se os assistentes de IA impactam o tráfego e as vendas. A questão é quando as empresas vão começar a medir esse impacto de forma correta”, conclui Melissa.

Tupperware estreia suas lojas oficiais em Marketplaces

A Tupperware Brasil dá mais um passo em sua estratégia de inovação e expansão da conexão com o consumidor. Após realizar a sua primeira Live Shop no Instagram, a marca anuncia o lançamento de suas lojas oficiais nos marketplaces Mercado Livre e Shopee, além da integração de seu catálogo com Amazon e Magalu.

A novidade amplia a presença digital da Tupperware, oferecendo ao público novas formas de acessar seus produtos icônicos com praticidade e credibilidade, em plataformas já consolidadas no varejo online.

O início da operação será gradual: o portfólio contou, inicialmente, com linhas de produtos licenciados e a famosa Big T. Em seguida, novas linhas de sucesso, como Tupper Caixas, utensílios e inovações recentes serão incorporadas, em um movimento estratégico de expansão contínua.

“A presença oficial nos marketplaces representa um marco na nossa jornada digital, ampliando o alcance da marca, fortalecendo a credibilidade institucional e oferecendo mais conveniência ao consumidor. É uma iniciativa complementar à nossa rede de consultores, que continua sendo o coração da Tupperware no Brasil”, afirma Patricia Braga, Diretora de Marketing – Latam da Tupperware.

O Brasil segue agora os passos de outros mercados da região, como o México, que desde 2024 está presente nos marketplaces Amazon e Mercado Livre. O objetivo é acelerar resultados e consolidar ainda mais o relacionamento da marca com os consumidores digitais.

Além de reforçar a presença institucional, a entrada nos marketplaces tem como objetivo conquistar novos públicos, despertar interesse pela marca e fortalecendo todo o ecossistema de vendas.

“Com essa movimentação, a Tupperware reafirma seu compromisso em oferecer soluções práticas, sustentáveis e alinhadas às novas tendências de consumo, tornando sua experiência de compra cada vez mais acessível, conectada e próxima do consumidor”, finaliza Patricia.

Marketing 2026: entre a inteligência artificial e o valor insubstituível do pensamento humano

O ano de 2026 deve marcar uma virada importante no mercado de marketing e comunicação. As transformações aceleradas pela inteligência artificial, pela mudança do comportamento do consumidor e pelo amadurecimento das plataformas digitais vão exigir que empresas adotem modelos mais inteligentes, ágeis e, sobretudo, mais humanos de se comunicar. A análise é do especialista em marketing e estratégias de negócios Frederico Burlamaqui, que ressalta: o futuro do setor não pertence aos entusiastas cegos da tecnologia, mas a quem souber equilibrar inovação com pensamento crítico.

Para Burlamaqui, a Inteligência Artificial deixa de ser apenas uma ferramenta operacional e passa a atuar diretamente no apoio às decisões estratégicas, especialmente no processamento de grandes volumes de dados, análises preditivas e leitura de cenários complexos. No entanto, ele faz uma ressalva importante: “Não somos contra a IA, mas somos absolutamente contra a substituição do capital intelectual humano. Estratégia não se automatiza. Ela se constrói”.

Segundo o especialista, há um entusiasmo excessivo do mercado em delegar à IA tarefas que exigem sensibilidade, repertório e visão de contexto. “Existe a ilusão de que a tecnologia resolve tudo. Em 2026, as marcas que se destacarão serão aquelas que usarem a IA com parcimônia, como ferramenta de apoio, e não como atalho criativo”, afirma.

Burlamaqui defende um marketing mais artesanal, no qual processos estratégicos, criação de conceitos, posicionamento de marca e produção de conteúdo permanecem essencialmente humanos. “Não utilizamos imagens geradas por IA, por exemplo. Preferimos contratar fotógrafos, equipes criativas e profissionais especializados. Redação, design e direção criativa precisam de gente, de olhar, de vivência. A IA entra onde ela realmente agrega: na análise de dados e na leitura de padrões”, explica.

Outra mudança relevante para 2026 é a personalização avançada, impulsionada pela tecnologia, mas guiada por inteligência humana. As plataformas passam a compreender contexto, preferências e momento de compra, permitindo abordagens mais precisas. Ainda assim, Burlamaqui ressalta que a personalização só funciona quando existe estratégia por trás. “O funil não desaparece, ele se adapta. Mas quem define o caminho ainda precisa ser gente”.

Com a explosão de conteúdos gerados automaticamente, ganha força o que o especialista chama de “conteúdo human-first”: narrativas reais, bastidores, vulnerabilidade e profundidade. “O consumidor percebe quando tudo é genérico. Em 2026, autenticidade deixa de ser discurso e volta a ser vantagem competitiva”, diz.

Entre outras tendências que devem ganhar força no próximo ano, Burlamaqui destaca:

  • Social Commerce 3.0 – integração entre conteúdo, venda e atendimento nas plataformas, com a IA apoiando processos, e não substituindo relações;
  • SEO multimodal – otimização para voz, vídeo e imagem, acompanhando a evolução dos buscadores;
  • Comunidades como ativo estratégico – redução da dependência de algoritmos e fortalecimento da confiança;
  • Marcas como hubs educacionais – conteúdo aprofundado, formação e autoridade intelectual;
  • Clean data – gestão ética e transparente de dados próprios diante do avanço das regulações;
  • Experiências híbridas em XR – uso consciente de ambientes imersivos para aproximar o consumidor da experiência real;
  • Marketing de impacto genuíno – propósito sustentado por ações consistentes, e não por narrativas automatizadas.

Para o especialista, 2026 será o ano em que o mercado precisará escolher entre atalhos tecnológicos e construção estratégica de longo prazo. “A IA é poderosa, mas não pensa, não sente e não cria cultura. O diferencial continuará sendo humano. Quem entender isso cresce. Quem delegar tudo às máquinas, perde identidade”, conclui.

Datas duplas transformam o calendário do varejo digital e impulsionam as vendas no Brasil

As chamadas datas duplas, como 10/10, 11/11 e 12/12, estão ganhando força no calendário promocional do comércio eletrônico brasileiro e passaram a ocupar um espaço estratégico nas operações de venda. 

Inspiradas no Singles Day, criado na China pela Alibaba no fim dos anos 2000, essas ações deixaram de ser iniciativas pontuais para integrar um ciclo contínuo de estímulo ao consumo. O formato contribui para organizar melhor os picos de demanda ao longo do ano e reduz a dependência de períodos tradicionais, ao mesmo tempo em que amplia a previsibilidade para o varejo. 

Dados divulgados pelo Hub de Integração Marketplaces Anymarket mostram que o 10/10 em 2025 registrou crescimento de 56% em relação ao ano anterior, valor que mostra o fortalecimento desse modelo para conversão e fidelização.

No setor de casa e decoração, o impacto na rotina é certeiro. “Para as empresas, as datas duplas representam uma oportunidade de planejar micro campanhas com foco em estoque, logística, segmentação de ofertas e experiência do cliente. Para o consumidor, elas significam acesso mais frequentes a descontos, melhores condições de pagamento e ofertas distribuídas ao longo do ano, então eu acho que todo mundo sai ganhando”, afirma Daniela Costa, CEO da Homedock, e-commerce de móveis e soluções para o lar.

Daniela reitera que esse movimento inaugura uma nova etapa no varejo digital brasileiro ao transformar o calendário promocional em um ciclo contínuo que exige planejamento, tecnologia e gestão eficiente. “As empresas que incorporam esse ritmo regular conseguem ampliar presença, suavizar sazonalidades e construir ciclos de venda mais previsíveis e sustentáveis, transformando datas numéricas em vetores de crescimento”, diz. 

A perspectiva também está presente na área de compras da Homedock. Raphael Capuzi, gerente de produto da empresa, reforça que as datas duplas funcionam como um laboratório para inovação e agilidade. “Esses eventos aceleram a percepção sobre comportamento de compra e geram insights importantes para ajustar portfólio, preço e sortimento. A movimentação mais intensa em períodos curtos ajuda a medir a aceitação dos produtos e a entender, em tempo real, o que o cliente busca quando encontra condições atrativas”, revela e acrescenta que trabalhar com picos bem distribuídos estimula decisões mais precisas e fortalece a estratégia comercial ao longo do ano.

6 formas de usar a inteligência artificial para conquistar clientes no Natal e impulsionar as vendas de fim de ano

Com a chegada do fim de ano, o varejo entra no momento mais competitivo do calendário: consumidores estão atentos, decisões são aceleradas e há um volume crescente de interações. Nesse cenário, a inteligência artificial deixa de ser tendência e se torna uma aliada poderosa para quem quer aumentar conversão, fidelizar clientes e criar experiências mais humanas, mesmo em grande escala.  

Como destaca a professora e especialista em CRM, Jholy Mello, a tecnologia potencializa dados, agiliza processos e revela necessidades que nem sempre o consumidor expressa — mas só gera impacto real quando está a serviço de relações mais profundas e autênticas. 

  1. Personalização em tempo real

A IA analisa histórico de compras, comportamento de navegação e preferências individuais para sugerir produtos, ofertas e conteúdos sob medida. Essa personalização deixa de ser um “mimo” e se torna um diferencial competitivo: quando o cliente sente que a marca realmente o conhece, sua taxa de conversão e engajamento aumenta significativamente. A tecnologia permite capturar microintenções — aquele detalhe que o cliente nem comentou, mas que muda sua decisão. 

  1. Automação inteligente do atendimento

Chatbots e assistentes virtuais não servem apenas para responder dúvidas: quando bem configurados, eles ajudam a resolver problemas, direcionar escolhas e reduzir atritos na jornada. A IA melhora o tempo de resposta, libera a equipe para funções estratégicas e garante atendimento consistente em todos os canais. E, quando há necessidade de contato humano, ela identifica o momento exato de escalar para um atendente. 

  1. Segmentação avançada que entende o não dito

A IA é capaz de revelar padrões invisíveis ao olho humano — perfis de consumo, desejos implícitos, gatilhos emocionais e intenções futuras. Para Jholy, esse é o verdadeiro poder do CRM aliado à tecnologia: sair do “quem é meu cliente” para “o que move meu cliente”. Assim, campanhas deixam de ser genéricas e se tornam conversas direcionadas, com mais precisão e menos desperdício de verba. 

  1. Previsão de compras e recomendações inteligentes

Modelos preditivos ajudam a antecipar necessidades antes mesmo que o consumidor manifeste uma demanda. Isso vale para reposição de produtos, sugestões complementares ou até detecção de queda de interesse. Essa proatividade cria experiências surpreendentes e aumenta a satisfação: a marca aparece no momento certo, com a solução certa. 

  1. Otimização contínua da jornada

A IA mapeia gargalos, identifica rupturas e aponta oportunidades de melhoria em toda a jornada do cliente — do clique ao checkout. Em vez de decisões baseadas em achismos, o varejista passa a trabalhar com evidências concretas. Pequenas melhorias no fluxo podem resultar em aumento expressivo de conversão, reduzindo abandonos e ampliando o valor percebido da marca. 

  1. Fortalecimento da fidelização

Programas de pontos, ofertas personalizadas, lembretes, recomendações e experiências exclusivas se tornam ainda mais poderosos com IA. A tecnologia ajuda a criar um relacionamento contínuo, que não depende apenas de datas sazonais. Quanto mais a marca demonstra que presta atenção no cliente, mais ele permanece — e recomenda. 

Pix internacional impulsiona e-commerce brasileiro e atrai fintechs estrangeiras

O avanço do Pix e o crescimento consistente do e-commerce brasileiro estão moldando um novo cenário para o varejo digital e ampliando o interesse de fintechs estrangeiras no mercado nacional. De acordo com o Banco Central do Brasil, foram registradas 72 bilhões de operações no primeiro semestre de 2025, um aumento de 15,2% em comparação ao ano anterior. No mesmo período, o volume financeiro atingiu R$ 59,7 trilhões, crescimento de 14,5% em relação ao mesmo intervalo do ano anterior.

Paralelamente, o comércio eletrônico segue em expansão. Segundo a ABComm (Associação Brasileira de Comércio Eletrônico), o setor faturou R$ 204,3 bilhões em 2024, com 414,9 milhões de pedidos realizados em todo o país, reforçando a maturidade do varejo digital brasileiro e a demanda crescente porsoluções de pagamento mais ágeis, integradas e escaláveis.

Nesse contexto, o chamado Pix internacional ganha protagonismo. A possibilidade de utilizar o Pix em transações transfronteiriças, seja para compras de consumidores brasileiros em sites internacionais, seja para que empresas globais aceitem o método preferido do público nacional, vem atraindo a atenção de players estrangeiros que buscam ampliar seu acesso ao mercado brasileiro.

Para empresas que desejam operar no Brasil, integrar o Pix significa reduzir atritos, elevar conversão e atender ao comportamento de consumo já consolidado no país. Ao mesmo tempo, abre um novo horizonte para a internacionalização de compras e serviços, ampliando a competitividade das plataformas que se adaptam a essa realidade.
O Pix já faz parte do cotidiano dos consumidores brasileiros, e sua expansão para o ambiente internacional representa uma evolução natural do sistema. Quando empresas globais passam a aceitar o Pix, elas reduzem fricção, aumentam a conversão e se conectam de forma mais direta ao comportamento do consumidor local. Estamos entrando em uma fase em que o Pix não apenas impulsiona vendas dentro do Brasil, mas também fortalece o e-commerce transfronteiriço e aproxima o mercado nacional da economia digital global”, afirma Marlon Tseng, CEO da Pagsmile.

Com o país combinando escala, alta adesão ao Pix e um e-commerce em forte ritmo de expansão, o Brasil se consolida como um dos mercados mais estratégicos para empresas de tecnologia e pagamentos que desejam crescer na América Latina. Nesse contexto, o Pix internacional surge como um dos principais motores dessa próxima etapa.