Início Site Página 103

Gêmeos Digitais de Clientes (Customer Digital Twins)

Gêmeos Digitais de Clientes (ou Customer Digital Twins) são réplicas virtuais dinâmicas e precisas de consumidores individuais. No contexto da moda e varejo, essa tecnologia utiliza Inteligência Artificial e visão computacional para criar um manequim 3D exato do corpo do cliente, capturando não apenas medidas antropométricas (altura, cintura, ombros), mas também dados comportamentais e preferências de estilo.

Diferente de um simples perfil de usuário, o Gêmeo Digital é uma entidade viva de dados: ele evolui conforme o corpo do cliente muda ou seus gostos se transformam, permitindo que marcas simulem a experiência de uso de um produto no mundo virtual antes que ele seja enviado no mundo físico.

Como Funciona a Tecnologia

A criação de um Gêmeo Digital de Cliente geralmente ocorre em três etapas tecnológicas:

  1. Captura de Dados (Body Scanning): Através da câmera de um smartphone, o consumidor tira poucas fotos ou faz um vídeo curto. Algoritmos de visão computacional e Deep Learning convertem essas imagens 2D em um modelo 3D volumétrico, calculando a profundidade e a morfologia exata do corpo.
  2. Simulação Física de Tecidos: O sistema cruza o modelo 3D do corpo com o “Gêmeo Digital do Produto” (a roupa digitalizada). A tecnologia simula a física do tecido (elasticidade, peso, caimento), mostrando como a peça reagiria ao corpo daquela pessoa específica.
  3. Visualização e Análise: O cliente vê seu avatar vestindo a roupa. O sistema pode gerar “mapas de calor” (tension maps) que mostram onde a peça ficará apertada (vermelho) ou folgada (verde), oferecendo uma recomendação de tamanho baseada em dados, não em palpites.

O Grande Problema: Logística Reversa

O principal impulsionador dessa tecnologia é o combate à taxa de devolução no e-commerce de moda, que pode chegar a 30-40%.

  • O Cenário Atual: O cliente compra dois tamanhos (M e G) para provar em casa e devolver um. Isso gera custos de frete duplo, reembalagem e, muitas vezes, descarte do produto.
  • A Solução do Gêmeo Digital: Ao provar a roupa virtualmente com precisão milimétrica, o cliente elimina a dúvida do tamanho (“Will it fit?”). O Gêmeo Digital substitui a tabela de medidas estática (que é difícil de interpretar) por uma confirmação visual de caimento.

Benefícios Estratégicos

1. Hiper-personalização em Escala

As marcas podem usar os gêmeos digitais para sugerir coleções inteiras que favorecem o tipo de corpo específico do cliente, ignorando peças que não teriam um bom caimento.

2. Produção Sob Demanda (On-Demand)

Com os dados precisos dos corpos de seus clientes, marcas podem fabricar roupas apenas após a venda e com o ajuste perfeito, reduzindo o estoque parado e o desperdício têxtil.

3. Experiência “Phygital”

O Gêmeo Digital acompanha o cliente. Ele pode ser usado no e-commerce ou em uma loja física (via espelho inteligente), onde o cliente faz o login e recebe recomendações instantâneas sem precisar levar dezenas de peças para o provador.

Comparativo: Tabela de Medidas vs. Gêmeo Digital

CaracterísticaTabela de Medidas TradicionalGêmeo Digital de Cliente
InputCliente precisa se medir com fitaFotos via smartphone (IA)
PrecisãoBaixa (margem de erro humana)Alta (volumetria 3D exata)
VisualizaçãoNumérica/AbstrataVisual/Realista (Avatar 3D)
FocoTamanho (P, M, G)Caimento (Fit) e Conforto
ResultadoAlta taxa de devoluçãoRedução drástica de devoluções

O Futuro: A Economia dos Avatares

À medida que o conceito de Metaverso e ambientes imersivos evolui, o Gêmeo Digital do Cliente servirá como seu passaporte de identidade. A mesma réplica usada para comprar uma calça jeans no e-commerce poderá ser usada para vestir “skins” de marcas de luxo em jogos ou reuniões virtuais, criando um novo fluxo de receita para as marcas através da venda de bens puramente digitais (Direct-to-Avatar).

Agentic Commerce (Comércio Agêntico)

Agentic Commerce (ou Comércio Agêntico) refere-se a um ecossistema econômico onde softwares de Inteligência Artificial autônomos — conhecidos como Agentes de IA — têm a autoridade e a capacidade técnica para tomar decisões de compra e executar transações financeiras em nome de um usuário humano ou de uma empresa.

Neste modelo, o consumidor deixa de ser o operador direto da compra (pesquisar, comparar, clicar em “comprar”) e passa a ser um “gerente”, delegando a tarefa para a IA. O agente opera dentro de parâmetros pré-estabelecidos (orçamento, preferências de marca, prazos) para resolver uma necessidade, como repor mantimentos, reservar viagens ou negociar serviços.

O Conceito Central: De “Human-to-Machine” para “Machine-to-Machine”

O e-commerce tradicional é baseado em interfaces projetadas para humanos (botões coloridos, fotos atraentes, gatilhos emocionais). O Agentic Commerce marca a transição para o M2M (Machine-to-Machine Commerce).

Neste cenário, um agente de compra (do consumidor) negocia diretamente com um agente de venda (da loja) através de APIs, em milissegundos, buscando a melhor oferta baseada em dados lógicos (preço, especificação técnica, velocidade de entrega), ignorando o apelo visual ou emocional do marketing tradicional.

Como Funciona na Prática

O ciclo do Comércio Agêntico geralmente segue três etapas:

  1. Monitoramento e Gatilho: O agente percebe uma necessidade. Isso pode vir de dados de IoT (uma geladeira inteligente notando que o leite acabou) ou de um comando direto (“Reserve um voo para Londres na próxima semana pelo menor preço”).
  2. Curadoria e Decisão: O agente analisa milhares de opções na web instantaneamente. Ele cruza o pedido com o histórico do usuário (ex: “ele prefere leite sem lactose” ou “ela evita voos com escalas curtas”).
  3. Execução Autônoma: O agente seleciona o melhor produto, preenche os dados de entrega, realiza o pagamento utilizando uma carteira digital integrada e notifica o usuário apenas quando a tarefa está concluída.

Exemplos de Aplicação

  • Reposição Doméstica (Smart Home): Sensores na despensa detectam baixos níveis de sabão em pó e o agente realiza a compra automaticamente no supermercado com o melhor preço do dia.
  • Viagens e Turismo: Um agente recebe o comando “Planeje um fim de semana romântico na serra com orçamento de R$ 2.000”. Ele reserva hotel, transporte e jantar, coordenando as datas com a agenda do casal.
  • Negociação de Serviços: Um agente financeiro monitora as contas de assinatura (internet, streaming, seguros) e entra em contato automaticamente com os provedores para renegociar tarifas mais baixas ou cancelar serviços não utilizados.

Comparativo: E-commerce Tradicional vs. Agentic Commerce

CaracterísticaE-commerce TradicionalAgentic Commerce
Quem CompraHumanoAgente de IA (Software)
Fator de DecisãoEmoção, Marca, Visual, PreçoDados, Eficiência, Custo-Benefício
InterfaceSites, Apps, Vitrines VisuaisAPIs, Código, Dados Estruturados
JornadaPesquisa → Comparação → CheckoutNecessidade → Entrega (Fricção Zero)
MarketingPersuasão Visual e CopywritingOtimização de Dados e Disponibilidade

O Impacto para as Marcas: “Marketing para Máquinas”

A ascensão do Agentic Commerce cria um desafio inédito para as empresas: como vender para um robô?

Como os agentes de IA não são afetados por embalagens bonitas ou influenciadores digitais, as marcas precisarão focar em:

  • Disponibilidade de Dados: Garantir que as informações do produto sejam legíveis para as IAs (Web Semântica).
  • Competitividade Real: Preço e especificações técnicas terão mais peso do que o branding emocional.
  • Reputação Digital: Avaliações e reviews serão dados cruciais que o agente utilizará para validar a qualidade do produto.

Resumo

O Agentic Commerce representa a transformação do consumidor em “supervisor de consumo”. É a evolução final da conveniência, onde a tecnologia remove a carga cognitiva da rotina de compras, permitindo que humanos foquem no consumo do produto, e não no processo de adquiri-lo.

Live Shopping Automatizado

Live Shopping Automatizado (também conhecido como AI Live Commerce ou Automated Live Streaming) é a evolução do comércio ao vivo tradicional. Trata-se de uma estratégia de vendas online que utiliza avatares gerados por Inteligência Artificial (IA) para apresentar transmissões de vídeo ininterruptas (24/7), demonstrar produtos e interagir com consumidores em tempo real, sem a necessidade de intervenção humana constante.

Diferente do Live Shopping tradicional, que depende da disponibilidade física de influenciadores ou vendedores, o modelo automatizado escala a presença da marca garantindo que uma loja tenha um “vendedor especialista” disponível a qualquer hora do dia ou da noite.

Como Funciona

A tecnologia por trás do Live Shopping Automatizado combina três pilares principais da Inteligência Artificial moderna:

  1. Avatares Hiper-realistas (Synthetic Media): Utilização de Deep Learning para criar apresentadores virtuais que mimetizam a aparência, expressões faciais, gestos e voz humana com precisão quase indistinguível da realidade.
  2. Processamento de Linguagem Natural (NLP/LLMs): O “cérebro” do avatar. Ele é conectado a uma base de conhecimento (o catálogo da loja, FAQs, manuais do produto) e utiliza Grandes Modelos de Linguagem para entender perguntas complexas dos usuários no chat e formular respostas precisas instantaneamente.
  3. Integração em Tempo Real: O sistema conecta-se ao feed de produtos do e-commerce. Isso permite que o avatar exiba o produto na tela (overlay), altere preços dinamicamente e direcione o cliente para o checkout sem interromper a transmissão.

Principais Características

  • Disponibilidade 24/7: A característica mais disruptiva. Enquanto humanos precisam de descanso, a IA pode transmitir por dias a fio, capturando vendas em horários alternativos (madrugada, feriados) que antes eram “tempos mortos”.
  • Interatividade Instantânea: O avatar lê o chat da live e responde às dúvidas (sobre tamanho, material, prazo de entrega) em segundos, eliminando a fricção que muitas vezes impede a compra.
  • Multilinguismo: Muitos sistemas permitem que o mesmo avatar mude de idioma instantaneamente dependendo da geolocalização do usuário, permitindo vendas globais sem barreiras linguísticas.
  • Personalização de Dados: O sistema aprende com as perguntas mais frequentes e pode ajustar o roteiro de vendas em tempo real para focar nos benefícios que o público mais valoriza naquele momento.

Comparativo: Live Shopping Tradicional vs. Automatizado

CaracterísticaLive Shopping Tradicional (Humano)Live Shopping Automatizado (IA)
ApresentadorInfluenciador ou VendedorAvatar de IA Hiper-realista
DuraçãoLimitada (geralmente 1h a 2h)Ilimitada (24/7)
CustoAlto (cachê + equipe de produção)Menor custo recorrente (SaaS)
EscalabilidadeBaixa (1 para 1 live)Alta (Múltiplas lives simultâneas)
InteraçãoPode perder perguntas no chatResponde a múltiplas dúvidas simultaneamente
Conexão EmocionalAlta (autenticidade humana)Média (crescendo com a evolução da IA)

Benefícios para o E-commerce

1. Redução do CAC (Custo de Aquisição de Cliente)

Ao manter uma live ativa o tempo todo, o tráfego orgânico que chega ao site tem uma taxa de conversão muito maior do que em uma página estática de produto. O vídeo retém a atenção e a IA converte o visitante.

2. Consistência de Marca

Humanos podem ter dias ruins, esquecer o script ou cometer gafes. O avatar segue rigorosamente as diretrizes da marca (Brand Safety), garantindo que a mensagem seja sempre perfeita e alinhada às políticas da empresa.

3. Testes A/B em Tempo Real

É possível testar diferentes avatares (homem, mulher, jovem, sênior) ou diferentes tons de voz para descobrir qual perfil de vendedor converte mais para determinados produtos, algo inviável com contratações humanas.

O Futuro do Live Shopping

O Live Shopping Automatizado aponta para um futuro onde o e-commerce deixa de ser um catálogo estático (“self-service”) e volta a ser uma experiência assistida, similar ao varejo físico, mas digital.

À medida que a tecnologia avança, espera-se que estes avatares não apenas vendam, mas atuem como Personal Shoppers completos, lembrando do histórico de compras do cliente e sugerindo combinações de produtos de forma proativa assim que o usuário entra na live.

Loja Integrada promove evento em SP para decretar o “fim do e-commerce tradicional” e lançar nova categoria de vendas

Com a proposta de encerrar o ciclo do varejo digital convencional, a Loja Integrada realiza no dia 22 de janeiro de 2026, em São Paulo, o evento “Na Komea 2026”. O encontro, que acontecerá no Villa Blue Tree, tem como objetivo principal apresentar aos empreendedores o uso de Inteligência Artificial para tornar a gestão de negócios menos operacional e mais estratégica.

O destaque da conferência será o lançamento oficial da Komea, apresentada pela organização como uma nova categoria de e-commerce. A tecnologia, agora disponível para todo o mercado, foca na utilização de Agentes de IA para simplificar a complexidade das vendas e alavancar resultados, permitindo que lojistas foquem menos em processos manuais e mais em inteligência de negócio.

“Estamos dando adeus ao jeito clássico de vender online e o Na Komea 2026 é o kick-off deste movimento que estamos anunciando ao mercado. É o fim do e-commerce tradicional”, afirma Lucas Bacic, CEO da Loja Integrada.

Programação e Especialistas

Para debater a nova era do empreendedorismo digital, o evento reunirá executivos e especialistas de peso do setor. Além de Lucas Bacic, estão confirmados nomes como Geraldo Thomaz (fundador e co-CEO da VTEX), Alfredo Soares (fundador da G4 Educação e sócio da VTEX), e a consultora de Marketing Digital Camila Renaux.

O painel também trará casos práticos de sucesso, com a presença de lojistas que escalaram suas marcas no ambiente digital, incluindo Ana Vitória Cerqueira (CEO da Anavi Brand) e Daniele Moreira (fundadora da Use Hitzz).

Serviço

O “Na Komea 2026” está programado para ocorrer das 09h às 21h. Os ingressos para o encontro, que se posiciona como o primeiro de varejistas amplificados por IA no Brasil, já estão à venda com valores a partir de R$ 497,00 através da plataforma Sympla.

  • Evento: Na Komea 2026
  • Data: 22 de janeiro de 2026
  • Local: Villa Blue Tree (Rua Castro Verde, nº 266, Jardim Caravelas – São Paulo/SP)
  • Ingressos e informações: Sympla

IA gera nova onda de fraudes em reembolsos e coloca e-commerce global em alerta

O avanço das ferramentas de inteligência artificial generativa está produzindo um efeito colateral inesperado no comércio eletrônico global: a falsificação de provas visuais para golpes de reembolso. Plataformas que historicamente confiavam em fotos e vídeos para validar devoluções agora enfrentam um cenário em que comprovantes digitais forjados simulam danos inexistentes, tornando a detecção de fraudes cada vez mais complexa.

Nos Estados Unidos, o impacto financeiro já é mensurável. Dados recentes da consultoria AppZen revelam que, em setembro de 2025, cerca de 14% dos documentos fraudulentos analisados apresentavam sinais de manipulação por IA — um salto expressivo em comparação ao ano anterior. A fintech Ramp corrobora o cenário, relatando o bloqueio de mais de US$ 1 milhão (aprox. R$ 5,6 milhões) em notas fiscais suspeitas apenas nos últimos 90 dias.

O “Golpe do Caranguejo” e a viralização na China

O fenômeno não é exclusivo do ocidente. Na China, plataformas como RedNote e Douyin lidam com uma onda de devoluções baseadas em materiais adulterados. Casos insólitos, como vídeos de xícaras de cerâmica rasgadas como papel ou etiquetas com caracteres ilegíveis, tornaram-se virais.

Um caso emblemático envolveu a comerciante Gao Jing, herdeira de um negócio familiar de criação de caranguejos há 30 anos. Ao receber vídeos que mostravam os animais supostamente mortos na entrega, Gao notou inconsistências visuais sutis geradas pela IA. Sua denúncia às autoridades resultou na detenção do comprador por oito dias, ilustrando que a tecnologia já tem consequências legais reais.

Desafio tecnológico e humano

Segundo estimativas da Forter, o uso dessas imagens adulteradas cresceu mais de 15% desde o início de 2025, impulsionado pela facilidade de acesso a geradores de imagem. Contudo, especialistas alertam que a resposta não deve ser apenas tecnológica.

“Tecnologia e dados são ferramentas poderosas, mas falham quando desconectadas da empatia e da transparência”, analisa Rebecca Fischer, CSO e co-fundadora da Divibank. Para a executiva, paradoxalmente, a tecnologia transformadora é a que permite às empresas exercerem sua humanidade, mantendo o foco em ouvir e antecipar as necessidades do cliente.

O dilema da segurança

O cenário impõe um dilema operacional: endurecer as políticas de devolução pode frear as fraudes, mas tende a penalizar consumidores honestos e prejudicar a experiência de compra. Por outro lado, a flexibilidade expõe lojistas a prejuízos massivos, muitas vezes causados por grupos organizados que utilizam IPs rotativos para dificultar o rastreamento.

Embora algumas plataformas já empreguem contra-inteligência artificial para analisar imagens suspeitas, essas soluções ainda são vistas como limitadas. Enquanto o equilíbrio não é atingido, equipes de atendimento seguem sob pressão, divididas entre o risco de prejuízo financeiro e a necessidade de um atendimento humanizado.

Uso de agentes de IA no WhatsApp cresce mais de 1000% na Black Friday 2025, revela OmniChat

Quinze anos após a consolidação da Black Friday no Brasil, a data que transformou o varejo digital volta a passar por uma inflexão. Se na primeira década o avanço veio da migração do consumidor para o online, 2025 marca a entrada definitiva da inteligência artificial como motor de escala no comércio conversacional. “Em um país em que mais de 140 milhões de pessoas usam WhatsApp diariamente, conversar virou comprar. O diálogo virou o novo clique, deslocando a interação entre marcas e clientes para uma via de mão dupla, instantânea e personalizada. 2025 será lembrado como o ano da Black Friday da IA”, afirma Maurício Trezub, cofundador e CEO da OmniChat, plataforma líder em chat commerce e WhatsApp Business Solution Provider (BSP).

Segundo dados da plataforma, o volume total de conversas processadas no WhatsApp durante novembro cresceu 31% em comparação com o mesmo período de 2024, alcançando 15,9 milhões de interações. A disparada do volume não comprometeu a experiência do consumidor. Muito pelo contrário na verdade. O tempo médio de espera do consumidor teve uma redução de 54% no período de maior pressão operacional do varejo.

Essa eficiência está diretamente associada à adoção de agentes autônomos de IA. O Whizz Agent multiplicou por 10 o número de conversas conduzidas na Black Friday. O salto veio de múltiplas frentes, desde o aumento de interações iniciadas organicamente pelo consumidor no botão de WhatsApp no site das marcas clientes – que cresceu 869% – até a expansão dos fluxos de recuperação de carrinho e o uso intensivo de campanhas de WhatsApp Marketing.

A IA não apenas absorveu volume, mas elevou a eficiência comercial. A conversão em vendas atendidas pelos agentes autônomos de IA, durante o período da Black Friday, cresceu em 700% quando comparamos 2024 com 2025.

Os ganhos também se estenderam à produtividade humana. Vendedores que utilizaram o Whizz Copilot responderam, em média, 52% mais rápido do que aqueles que não utilizaram o recurso ao longo de suas jornadas, reforçando a lógica de complementaridade entre IA e atendimento consultivo. Segundo Trezub, “a IA garante velocidade, precisão e continuidade, enquanto o vendedor atua onde há nuance, emoção, negociação. É esse equilíbrio que melhora experiência e conversão”.

O impacto foi especialmente forte em setores historicamente dependentes de atendimento humano. No varejo de moda, as conversas conduzidas por Inteligência Artificial tiveram um crescimento superior a 16.000%, considerando o período de Black Friday de 2024 versus 2025. Em educação, o avanço foi de mais de 2.800%. O movimento confirma que a adoção de IA conversacional deixa de ser restrita ao varejo de alta frequência e passa a ganhar tração em segmentos de ciclo mais longo.

Os dados mostram que a jornada do consumidor também mudou. Se antes ele clicava, agora ele conversa. A lógica do funil tradicional – atrair, clicar, converter – dá lugar a um modelo conversacional em que o cliente pergunta, recebe recomendações, monta o carrinho e finaliza a compra em um único ambiente.

Esse movimento exige resiliência técnica. Para sustentar picos de milhares de conversas simultâneas por minuto, a OmniChat operou a Black Friday com arquitetura de nuvem elástica, redundância em múltiplas camadas e monitoramento contínuo, seguindo normas como ISO 27001, 27017 e 27018 e garantindo conformidade plena com a LGPD. Com o WhatsApp se tornando um dos principais canais de receita de uma marca, a estabilidade deixa de ser detalhe técnico e passa a ser vantagem competitiva.

“No ano em que a IA assumiu protagonismo nas operações de vendas, a Black Friday de 2025 deixa um recado claro para o varejo brasileiro: a disputa não é mais apenas por cliques. É por diálogos – e pela capacidade de transformá-los em escala, eficiência e relacionamento duradouro”, afirma Trezub.

Pedidos no iFood confirmam que mês de dezembro é sinônimo de panetone, sorvete, brinquedos, churrasco e cerveja para o brasileiro

A contagem regressiva para Natal e Réveillon começou e o iFood revela que o espírito festivo de fim de ano já toma conta das cestas de compras na plataforma, confirmando que o verdadeiro Natal brasileiro acontece a 30°C, com ventilador ligado, amigo secreto de última hora e um delivery chegando na porta. Um levantamento do iFood Tendências confirma essa cultura: panetone, sorvete, brinquedos, churrasco e cerveja são as categorias de maior crescimento na primeira quinzena de dezembro, comparado ao mesmo período do ano anterior.

Se dezembro tivesse um sabor, seria de frutas cristalizadas ou gotas de chocolate: apontando a tendência dos brasileiros para compras no delivery nos preparativos para as festas, o tradicional panetone registrou o crescimento de 157% de pedidos no período. Em números absolutos, saímos de 26 mil unidades em 2024 para quase 68 mil panetones rodando pelo Brasil nestas duas semanas.

O iFood Tendências também registrou que os brasileiros já entraram no clima do verão com crescimento de pedidos por sorvete chegando a 126%. Enquanto o panetone cuida da tradição, os brasileiros lutam contra o calor típico de dezembro com 888.000 pedidos apenas nesta primeira quinzena.

E como o brasileiro não se reúne sem fogo e carvão, o tradicional churrasco das festas brasileiras fez o consumo da categoria dobrar de tamanho, com 101% a mais de pedidos que nos primeiros 15 dias de dezembro do ano passado. A cerveja, combustível oficial da confraternização, acompanhou a alta, com crescimento de 72% (336 mil pedidos).

O iFood também assumiu oficialmente o posto de “ajudante para quem deixou para última hora”. A categoria de Jogos e Brinquedos cresceu 91%, refletindo um novo comportamento: em vez de enfrentar o caos dos grandes centros comerciais, o brasileiro descobriu que o presente pode chegar em minutos, junto com o jantar.

“Os dados ajudam a explicar o comportamento do brasileiro durante o mês de festas. Dezembro é sobre comer panetone, o campeão nacional, tomar sorvete, comprar brinquedos para as crianças, fazer confraternização com churrasco e cerveja. E o crescimento das vendas de um ano para o outro mostra que os consumidores usam a conveniência do delivery para poder investir tempo naquilo que importa, que é celebrar com a família e amigos”, explica Rafael Corrêa, Head de Comunicação do iFood.

Ranking de categorias com maior crescimento percentual na primeira quinzena de 2024 vs 2025:

  1. Panetone
  2. Sorvetes
  3. Churrasco
  4. Jogos e brinquedos
  5. Cerveja

O que está por trás do Natal no varejo: planejamento antecipado, grandes investimentos e logística de grande porte

Responsável pela maior concentração de vendas do ano e decisivo para o resultado do empreendimento e lojistas, o Natal é considerado a data mais estratégica do varejo brasileiro, com estimativa de movimentar cerca de R$ 84,9 bilhões na economia em 2025, de acordo com a Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e o SPC Brasil. Para que essa experiência chegue pronta ao consumidor em novembro, o trabalho começa meses antes, envolvendo planejamento detalhado, decisões criativas, investimentos robustos e uma engrenagem complexa que integra criatividade, comunicação, promoção comercial, mídia, eventos e cenografia.

No Jockey Plaza Shopping, em Curitiba, esse processo começa ainda nos primeiros meses do ano e ganha escala de grande operação. A campanha natalina mobiliza diferentes frentes ao longo de todo o calendário e concentra cerca de 30% da verba anual do fundo de promoção do empreendimento, consolidando como o maior investimento do shopping e mostrando o nível de complexidade exigido para entregar a data mais esperada do varejo.

Segundo a gerente de marketing do Jockey Plaza Shopping, Michelle Cirqueira, que há mais de uma década coordena projetos de Natal em shoppings, a antecedência é decisiva para o sucesso da campanha. “Pensar o Natal de forma integrada, com decoração, comunicação, promoção e mídia, permite criar uma experiência que emociona, aumenta o tempo de permanência, fortalece o vínculo com o público e gera resultados consistentes para lojistas e marcas”, afirma.

Até março, a decoração natalina já está contratada. É nesse momento que se definem conceitos cenográficos, cronogramas de produção e logística. No Jockey Plaza, essa etapa é conduzida em parceria com a empresa Blitzen, responsável por desenvolver projetos exclusivos, que dialogam diretamente com a identidade do empreendimento. Em 2025, a empresa foi responsável pela execução de cerca de 30 projetos natalinos no Brasil. No Jockey Plaza Shopping, a decoração feita pela empresa teve a assinatura de Cecília Dale, que visitou pessoalmente a decoração montada. “É emocionante ver uma ideia que nasce meses antes ganhar forma e encantar famílias. Cada detalhe carrega muito trabalho, cuidado e paixão”, afirma Cecília.

Com experiência acumulada em diferentes empreendimentos e segmentos do varejo e à frente do sétimo Natal no Jockey Plaza Shopping, Michelle Cirqueira acompanha de perto a evolução das campanhas natalinas e reforça que a data cresceu muito nas últimas décadas, principalmente com a mudança dos shoppings centers de apenas locais de compras para hub de experiências diversas como entretenimento, lazer, diversão, gastronomia, inclusão social e compras. “Depois de tantos projetos de Natal, fica claro que não existe improviso. Tudo é pensado para se comunicar com o consumidor em todas as necessidades que ele tem e desejos que ele nem sabe que pode vir a ter nesta época! O sucesso da campanha depende de planejamento antecipado, integração entre áreas e decisões tomadas com antecedência e estratégia. No marketing, o Natal é um projeto completo, que envolve comunicação, promoção, mídia e experiência, e não apenas uma ambientação temática”, afirma Michelle.

Em 2025, a operação do Natal do Jockey Plaza envolveu o transporte de cinco carretas, somando mais de 500m3 de materiais, entre estruturas, cenários e elementos decorativos, além de milhares de pontos de luz de LED distribuídos pelos ambientes do shopping, números que evidenciam a dimensão logística do projeto.

Mas o Natal vai muito além da cenografia. A partir de agosto, tem início outra fase estratégica: o planejamento da campanha promocional e de comunicação. É quando a agência responsável recebe o briefing, desenvolve o conceito criativo, o tema, o Key Visual (KV) e os layouts que irão conduzir todas as ações publicitárias, promocionais e institucionais do período.

No Jockey Plaza Shopping, esse trabalho é assinado pela TIF Comunicação. Em 2025, a estratégia trouxe um diferencial relevante: pela primeira vez, toda a produção dos materiais audiovisuais da campanha foi realizada com o uso de inteligência artificial. A escolha permitiu ganhos expressivos de eficiência e uma economia significativa em custos tradicionalmente elevados, como equipes de produção, elenco, modelos, maquiagem, figurino, fotografia e captação audiovisual. “O uso da inteligência artificial ampliou nossas possibilidades criativas e estratégicas. Conseguimos manter alto nível estético e conceitual, com mais agilidade e redução de custos de produção, sem perder força de comunicação”, destaca o CEO da TIF Comunicação, Thiago Biazetto.

Paralelamente à criação da campanha, o shopping estrutura as ações promocionais, que também demandam grandes investimentos e planejamento antecipado. No último Natal, a campanha registrou mais de 220 mil cupons depositados ao longo de 61 dias, para concorrer ao sorteio de um carro, distribuiu 15.500 chocotones exclusivos e apresentou resultados expressivos: as vendas totais cresceram 15,5% em relação ao Natal anterior, com ticket médio 24% maior.

Neste ano, a temporada festiva começou em 6 de novembro, com a chegada do Papai Noel e a abertura da decoração interativa “Natal no Haras do Jotapê”, e a campanha promocional “Celebre o Natal no estilo Jockey” iniciou em 13 de novembro. A cada R$ 300 em compras, os clientes recebem um cupom para concorrer a um carro elétrico BYD Song Pro. Já com R$ 800 em compras, ganharam um panetone de chocolate da Biscoitê, esgotado ao fim do estoque em 16 de dezembro. Entre decoração e parque infantil, posto de trocas da promoção, Papai Noel e demais artistas, cenógrafos, monitores e atendentes, a campanha de Natal emprega mais de 100 colaboradores diretos durante o período no shopping.

O planejamento de mídia, considerado o maior do ano para o shopping, é concentrado em cerca de 50 dias. Parte dos espaços de OOH e DOOH da cidade, altamente disputados no período, é reservada com seis a nove meses de antecedência, devido à alta demanda do mercado. Além do impacto comercial, o Natal do Jockey Plaza mantém um forte compromisso social. Como em todos os anos, 100% do lucro arrecadado com as atrações de Natal é destinado à ONG Equocavalaria. No último Natal, o valor doado foi de R$ 65.831,31.

Mais do que uma ação sazonal, o Natal do Jockey Plaza Shopping é um projeto estratégico de longo prazo e está cada ano mais consolidado como referência em shoppings de todo o país por suas grandes campanhas integradas. Os cases de Natal do Jockey foram, por 3 anos consecutivos, finalistas na maior premiação nacional do setor na ABRASCE (Associação Brasileira de Shoppings Centers). Um esforço que transforma o período mais importante do varejo em uma plataforma de experiência, resultados e posicionamento institucional.

Uso de IA acelera fraudes digitais e impulsiona mercado global para mais de US$ 200 bilhões

A cibersegurança está em constante transformação,impulsionada pelo avanço tecnológico e pela evolução das ameaças digitais. Projeções da Future Market Insights indicam que o mercado global de detecção de fraudes deve crescer de US$ 43,4 bilhões em 2025 para US$ 217,8 bilhões em 2035, refletindo a maior sofisticação dos ataques e a forma como as organizações vão enfrentar um cenário ainda mais desafiador. Os hackers irão se aproveitar das novas funcionalidades e vertentes da inteligência artificial para explorar vulnerabilidades em tempo recorde e as identidades digitais serão alvos prioritários.

Segundo Thiago Tanaka, Diretor de Cibersegurança da TIVIT, a segurança digital passou a ser vista como um processo contínuo de adaptação. No entanto, ao analisar a maturidade das empresas, os movimentos do mercado e o comportamento dos atacantes, uma coisa fica clara: 2026 não será apenas mais um ano de evolução, mas sim um ano de aceleração e revisão de abordagens, alerta o executivo. “O que antes avançava de forma incremental agora ganha proporção, escala e impacto muito maiores.”

O executivo conta que o problema afeta não só o segmento de tecnologia, mas todos os setores. O Fórum Econômico Mundial (WEF) já coloca os ciberataques, ano após ano, entre as principais ameaças globais, figurando consistentemente no Top 10 de riscos que podem desestabilizar economias inteiras. As investidas criminosas são um risco sistêmico com poder de interromper cadeias produtivas, comprometer serviços essenciais e desencadear crises reputacionais e financeiras.

É nesse cenário que a TIVIT destaca cinco tendências principais em cibersegurança para 2026, com a Inteligência Artificial no centro dos negócios:

Tipos de ataques que devem dominar o cenário: No próximo ano, ataques tradicionais ganham força graças à IA e à automação, ampliando fraudes comportamentais capazes de imitar com precisão vozes, estilos de comunicação e decisões humanas. Ao mesmo tempo, integrações SaaS e automações invisíveis se tornam portas de entrada silenciosas, enquanto o ransomware evolui para uma ocupação contínua, com invasores permanecendo nos sistemas e extorquindo vítimas em ciclos prolongados.

IA defensiva e ofensiva: A IA torna-se indispensável para detectar comportamentos suspeitos, analisar identidades em tempo real e responder automaticamente a incidentes, mas também cria riscos como dependência excessiva da automação, data poisoning e proliferação de ferramentas sem governança. A defesa passa a exigir tanto velocidade de máquina quanto rigor na supervisão e transparência dos modelos.

O desafio real dos ambientes multicloud: Com múltiplos provedores, aplicações SaaS, dispositivos temporários e agentes automatizados, o controle de identidade se fragmenta e expõe lacunas que tornam 2026 especialmente desafiador. As identidades não humanas, como bots, containers efêmeros e agentes de IA, se tornam o maior ponto cego, interagindo e consumindo dados sem monitoramento adequado.

Cultura e humanos na linha de frente: A segurança passa a depender menos de dispositivos e mais de comportamento humano, com estresse, fadiga, uso inadequado de IA e manipulação emocional ampliando riscos internos. Profissionais precisam unir visão técnica e entendimento arquitetural a sensibilidade sobre pessoas e negócios, comunicando riscos na linguagem do board e navegando ambientes híbridos complexos.

Aposta ousada com IA: Agentes autônomos de IA devem ganhar espaço nos SOCs (Centro de Operações de Cibersegurança), atuando com autonomia parcial para corrigir vulnerabilidades simples, bloquear sessões suspeitas e ajustar políticas antes da intervenção humana. É uma resposta inevitável ao volume de sinais e à escassez de especialistas, representando o próximo salto entre automação tradicional e defesa inteligente.

“A segurança cibernética deixa de ser apenas uma operação para proteção de sistemas, passa a ser estratégia de sobrevivência para as empresas em 2026”, conta Tanaka. “O paradigma mudou e o objetivo deixou de ser “prever tudo”, mas sim de responder, aprender e se adaptar mais rápido do que o adversário. Hoje, ela representa a proteção da confiança, da continuidade e da qualidade da decisão, pilares estratégicos de qualquer organização moderna”, conclui.

Apenas 1 em cada 5 pequenos empresários consegue aplicar o que aprende em mentorias, aponta Sebrae

Embora a capacitação tenha avançado entre pequenos negócios, a prática ainda não acompanha o ritmo do aprendizado. Levantamento do Sebrae mostra que, embora entre 68% e 82% dos empreendedores participem de mentorias, cursos e programas de formação, menos de 20% conseguem aplicar de forma consistente o que aprendem na rotina da empresa. O dado expõe um gargalo estrutural: o conhecimento é adquirido, mas não chega a se transformar em processos, métricas ou mudanças operacionais.

Para especialistas, o cenário evidencia uma disfunção crescente no ecossistema de desenvolvimento empresarial. A oferta de eventos, imersões e mentorias aumenta ano após ano, mas a capacidade dos empresários de transformar orientação em execução permanece limitada. O resultado é um acúmulo de informações sem aderência ao dia a dia  justamente onde os negócios enfrentam suas maiores pressões.

Thiago Oliveira, fundador da Saygo, e especialista em estruturação de empresas, observa esse movimento há anos. Segundo ele, o problema não está na qualidade das mentorias, mas na falta de mecanismos que apoiem o empresário após o aprendizado. “O empreendedor sai energizado da capacitação, mas volta para uma agenda que consome todo o tempo com tarefas operacionais. É nesse choque entre teoria e rotina que a implementação morre”, afirma.

Oliveira explica que a principal dor relatada por donos de pequenos negócios é a dificuldade de criar sistemáticas claras para aplicar novos métodos. “Não falta conhecimento. Falta estrutura para transformar esse conhecimento em hábito organizacional. Sem rotina, o aprendizado se perde em poucos dias”, diz.

A conclusão do Sebrae reforça um diagnóstico já percebido dentro do próprio setor produtivo: o problema não é de acesso à informação, mas de execução. Segundo análises da instituição, boa parte dos empresários participa de formações em gestão, marketing ou finanças, mas não dispõe de ferramentas que ajudem a monitorar tarefas, delegar responsabilidades ou integrar as equipes aos novos processos.

O impacto dessa lacuna aparece nos indicadores de produtividade. Pequenas empresas que não conseguem implementar o que aprendem convivem com retrabalho, baixa previsibilidade financeira e decisões baseadas em urgências e não em planejamento. Pesquisas internas mostram ainda que a sobrecarga operacional é um dos principais fatores que impedem a mudança de comportamento nas organizações, mesmo quando o empreendedor reconhece a necessidade de ajustes.

Para Oliveira, a próxima fronteira do desenvolvimento empresarial está justamente na transição entre o aprendizado e a execução. “A mentoria não pode terminar na sala de aula. Ela precisa continuar dentro da empresa, com acompanhamento, método e tecnologia que ajudem a transformar intenção em ação. Sem isso, continuaremos formando empresários que sabem o que precisa ser feito, mas não conseguem fazer”, conclui.