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O dia que virou um mês: como o Brasil transformou a Black Friday em um fenômeno bilionário e mais poderoso que nos EUA

A Black Friday desembarcou no Brasil em 2010 de forma tímida, quase experimental. Eram cerca de 50 lojas online tentando replicar um movimento americano que, até então, parecia distante da rotina do consumidor brasileiro. Foi só questão de tempo para que o país fizesse aquilo que faz melhor: pegar uma boa ideia, adaptar ao próprio ritmo e expandir até virar um fenômeno cultural e econômico.

Hoje, 14 anos depois, a Black Friday brasileira não só se consolidou como deixou de ser uma sexta-feira. Virou Black Week, avançou para Black November, e evoluiu para uma espécie de “pré-Natal oficial” do varejo e um dos períodos de maior circulação de capital no país e essa transformação não é intuitiva: é matemática.

Em 2024, segundo dados do E-Commerce Brasil, o período da Black Friday movimentou R$ 9,38 bilhões, um crescimento de 10,7% na comparação com 2023. No varejo físico, o índice ICVA registrou alta de 17,1%. E para 2025, as estimativas da ABIACOM (Associação Brasileira da Indústria e Comércio Eletroeletrônico) projetam um salto para R$ 13,34 bilhões apenas no ambiente digital.

Além disso, pesquisas mostram que o brasileiro está planejando mais: dados da CNDL/SPC Brasil indicam que 70% dos consumidores já usam a Black Friday para antecipar compras de Natal, e outros 54% afirmam guardar dinheiro o ano inteiro para aproveitar novembro. É um novo comportamento, condicionado por um mercado mais competitivo e por uma janela econômica muito particular: injeção do décimo terceiro, clima de festa chegando e um consumidor que se informa cada vez mais antes de decidir.

No Brasil, novembro é quase uma temporada. E essa temporada é lucrativa.

A Black Friday brasileira mudou e trouxe novos setores para o jogo

Se nas primeiras edições a briga era por televisores, smartphones e eletrodomésticos, hoje o Brasil tem um cenário muito mais diversificado. Com o consumidor aquecido, cada vez mais marcas tentam capturar seu pedaço desse bolo bilionário.

Até o fast-food entrou de vez na disputa.

O Bob’s, por exemplo, aposta em campanhas gamificadas de descontos progressivos, onde clássicos serão comercializados a R$ 1, estratégia que conversa com um consumidor já acostumado ao modelo de “missões”, “experiências” e recompensas. Burger King e McDonald’s também reforçam suas ofertas agressivas, entendendo que a Black Friday deixou de ser sobre eletro e passou a ser sobre estar presente na jornada de compra do cliente.

“O cliente está transitando no online, mas também nos shoppings e centros comerciais em busca de promoção. A marca que quer relevância precisa estar com ele nessa jornada completa. Oferecer clássicos queridos por preços atrativos é estratégico porque captura tanto a compra planejada quanto o impulso”, afirma Renata Brigatti Lange, diretora de Marketing do Bob’s.

As marcas ligadas ao Natal também perceberam a mudança. Kopenhagen e Brasil Cacau, por exemplo, passaram a usar novembro para antecipar vendas de panetones, chocolates e kits de presente algo que, historicamente, só ganhava tração em dezembro.

“Por muitos anos, produtos natalinos não faziam parte das ações de Black Friday. Mas, analisando o comportamento do consumidor, vimos que o apetite de compra e o capital disponível em novembro criam o momento ideal para dar um impulso nas vendas de Natal. Ano após ano, essa data se torna uma fortaleza no nosso calendário”, explica Renata Vichi, CEO do Grupo CRM.

O curioso é que o movimento não se limita ao varejo tradicional.

Até marcas de luxo e lazer premium já disputam atenção do consumidor. A Sea-Doo, líder global em motos aquáticas, entrou na Black Friday com modelos de entrada promocionados uma estratégia que mira consumidores de regiões litorâneas ou cidades com rios navegáveis.

“A moto aquática, principalmente em regiões costeiras, é mais do que lazer: é transporte, é fonte de renda para muitos. Nossos modelos de entrada se tornam ferramentas essenciais no dia a dia. Aproveitar janelas em que o consumidor está mais capitalizado tem sido muito assertivo. Já pensando no target com ticket médio mais alto um Sea-Doo é uma excelente opção de presente de Natal”, diz Michael Codd, General Manager da Sea-Doo no Brasil.

O caso Kärcher: quando a Black Week vira o Natal da empresa

Entre os cases mais emblemáticos da força da Black Friday no país está o da Kärcher, líder global em soluções de limpeza. A marca trata a Black Week como seu “Natal brasileiro” tamanha a relevância comercial do período.

Somente nesses 10 dias, a empresa chega a movimentar mais de 10% do faturamento anual, que em 2025 deve bater R$ 1Bi, impulsionando especialmente a venda de lavadoras de alta pressão, robôs aspiradores e soluções para pets.

A empresa atribui o desempenho à combinação de fatores: maturidade digital, forte presença em marketplaces, comportamento de busca orientado por informação e uso de inteligência artificial para prever demanda, ajustar portfólio e personalizar ofertas. A IA se tornou, segundo a própria companhia, “o mapa do consumidor”.

“A Black Week é o momento em que todos os nossos esforços digitais convergem. Usamos dados e IA para antecipar o comportamento do consumidor, ajustar estoque e entregar exatamente o que ele procura. Isso explica por que esses dez dias respondem por mais de 10% do faturamento anual”, destaca Vinicius Marin, Gerente de E-commerce da Kärcher no Brasil.

Por que o Brasil fez a Black Friday “melhor” que os EUA

Nos Estados Unidos, a Black Friday ainda gira em torno de um único dia, seguido pela Cyber Monday. No Brasil, virou temporada com diversidade, criatividade e força multissetorial.

Aqui, temos:

  • mais categorias (do fast-food ao luxo)
    • mais tempo de ativação (semanas, não dias)
    • mais integração entre online e físico
    • mais uso de IA e dados para personalização
    • um consumidor mais planejado e informado

E há um ponto-chave: ao contrário dos norte-americanos, que fazem compras pós-Thanksgiving, o brasileiro recebe o 13º salário justamente quando as campanhas começam. É um impulso de capital que alimenta toda a cadeia.

O resultado é simples: quem não planeja novembro como parte do trimestre corre o risco de perder relevância e faturamento.

A Black Friday deixou de ser um evento promocional e virou um capítulo decisivo do ano fiscal.

Novembro é o novo início do Natal e ignorá-lo custa caro

O Brasil não apenas adotou a Black Friday: reinventou. Transformou a data em um ecossistema que atravessa indústrias, faixas de preço, canais e hábitos. Para algumas marcas, novembro representa oportunidade. Para outras, sobrevivência.

O fato é que, com R$ 13 bilhões previstos em vendas digitais para 2025 e uma crescente integração entre oferta, dados e comportamento, a Black Friday brasileira se consolida como uma das maiores forças econômicas do varejo nacional.

E quem ainda acha que ela dura só 24 horas está perdendo, literalmente, um mês inteiro de oportunidades.

Black Friday: Primeiras 12 horas do dia de promoções tem 650 mil pedidos no e-commerce, aponta Serasa Experian

Nas primeiras horas da Black Friday (28 de novembro) no Brasil, a Serasa Experian, primeira e maior datatech do Brasil, detectou 650 mil pedidos* realizados até as 12h em e-commerce, via transações digitais entre os players do varejo nacional. Deste total, que movimentou R$619.293.765,94, foram identificadas 912 compras como tentativas de golpes, barradas por tecnologias antifraude. Caso fossem efetivadas, poderiam gerar mais de R$800mil em perdas para consumidores e empresas.

A data é uma das mais intensas do calendário promocional brasileiro – e, nas primeiras 12 horas, o valor movimentado em compras já chega próximo ao total do dia anterior, de R$694 milhões. Os números acompanham o ritmo acelerado do consumo online e reforçam a importância da adoção de tecnologias robustas de autenticação e verificação de identidade para garantir experiências seguras a consumidores e empresas.

Golpes comuns e dicas para prevenção

Segundo dados da datatech, na semana da Black Friday de 2024 foi registrado um aumento de 260% na criação de páginas de phishing em comparação às demais semanas do mês . O método é um tipo de golpe digital em que criminosos simulam sites ou comunicações oficiais de empresas para enganar os usuários e capturar dados sensíveis, como senhas e informações de pagamento. Diante da expectativa de movimentação intensa no e-commerce em 2025, o alerta permanece: este é o momento em que o consumidor deve redobrar os cuidados com a segurança online.

Aos consumidores

• Garanta que seu documento, celular e cartões estejam seguros e com senhas fortes para acesso aos aplicativos;

• Desconfie de ofertas de produtos e serviços com preços muito abaixo do mercado. Nesses momentos de grandes promoções, é comum que os cibercriminosos usem nomes de lojas conhecidas para tentar invadir o seu computador e coletar dados sensíveis. Eles se valem de e-mails, SMS e réplicas de sites para tentar coletar informações e dados de cartão de crédito, senhas e informações pessoais do comprador;

• Atenção com links e arquivos compartilhados em grupos de mensagens de redes sociais. Eles podem ser maliciosos e direcionar para páginas não seguras, que contaminam os dispositivos com comandos para funcionarem sem que o usuário perceba;

• Cadastre suas chaves Pix apenas nos canais oficiais dos bancos, como aplicativo bancário, Internet Banking ou agências;

• Não forneça senhas ou códigos de acesso fora do site do banco ou do aplicativo;

• Inclua suas informações pessoais e dados de cartão somente se tiver certeza de que se trata de um ambiente seguro;

• Monitore o seu CPF com frequência para garantir que não foi vítima de fraude.

Dicas para empresas: 

• Estabeleça políticas internas de segurança da informação e oriente colaboradores sobre boas práticas, como o uso de senhas fortes e a participação em treinamentos de conscientização.

• Adote criptografia na transmissão de dados para proteger informações sensíveis de clientes e da empresa contra interceptações.

• Implemente soluções antifraude para minimizar riscos financeiros e reputacionais. Contar com especialistas e tecnologias dedicadas torna sua empresa mais preparada para lidar com golpes sofisticados.

• Utilize a prevenção em camadas como estratégia central. Ferramentas combinadas atuam em diferentes pontos da jornada digital e são essenciais diante da evolução constante das fraudes.

• Invista em soluções que se atualizem continuamente, garantindo a veracidade dos dados e maior resiliência contra novas ameaças.

• Conheça o comportamento do seu usuário e reduza fricções na jornada digital, sem comprometer a segurança.

• Trate a prevenção à fraude como fator de competitividade: soluções bem orquestradas aumentam a segurança, reduzem perdas e melhoram a experiência de compra.

*O levantamento realizado considera somente as transações realizadas entre 00h e 12h do dia 28/11/2025 analisadas pela Serasa Experian.

Try revoluciona o e-commerce de moda e redefine a jornada do consumidor

Comprar moda pela internet sempre foi um exercício de confiança. Por mais que uma imagem desperte desejo, nada substitui o toque do tecido, o caimento ou o movimento real da peça. O receio de que o produto não sirva ou não caia bem ainda faz milhões de consumidores desistirem da compra.

A TRY surge para transformar essa experiência, encurtando a distância entre o digital e o físico levando a experiência do provador da loja física para dentro da casa do consumidor.

Com um modelo pioneiro, o marketplace transforma o ato de compra em uma experiência sensorial, conveniente e sem riscos. O cliente recebe as peças desejadas em casa, experimenta, combina com suas peças do guarda-roupas e tem até 48 horas para decidir o que deseja comprar, pagando apenas pelo que escolher ficar. O restante é recolhido no mesmo endereço, sem custos adicionais. O serviço elimina a incerteza típica das compras online, reduz devoluções e amplia a confiança na decisão de compra.  

“Imagine ter que pagar para experimentar peças no provador de uma loja física, não faria nenhum sentido. Mas é exatamente isso que acontece nas compras online, e é esse problema que estamos resolvendo. A TRY entrega experiência, comodidade e conveniência. Não faz mais sentido comprar moda online sem antes pedir um Try”, afirma Roberto Djian, fundador e CEO da TRY.

A plataforma reúne uma curadoria de lojas que transita entre o autoral e o consagrado,  nomes como Gloria Coelho, Sarah Chofakian, Sophia Hegg, Zeferino, Neriage, Wasabi e Amapô já estão entre os parceiros. O sistema conta com duas modalidades de entrega: local, em que o pedido chega em até 3 horas quando o cliente está dentro de um raio específico da loja escolhida, e padrão, com prazo tradicional de envio. Em ambas as modalidades, o frete será gratuito no lançamento da plataforma. Os produtos mantêm os mesmos preços praticados pelas lojas em seus canais próprios de distribuição, reforçando a transparência da proposta. 

A TRY inaugura uma nova era para o e-commerce de moda, integrando o universo online e o contato real com o produto em uma experiência centrada no consumidor. A plataforma redefine a maneira de comprar moda na internet — tornando o processo mais prático, confiável e prazeroso. Para ir além, a TRY incorpora inteligência artificial em sua estrutura, com o objetivo de tornar cada jornada de compra ainda mais personalizada, conectando o consumidor ao que realmente reflete seu estilo e momento.

O site da TRY disponível em usetry.com.br tem previsão de lançamento em novembro, em versão beta, seguido pelo aplicativo. As operações terão início pelas regiões Sul e Sudeste, com previsão de expansão para outras localidades em breve.

Mais do que um marketplace, a TRY nasce com o propósito de facilitar a vida das pessoas e inaugura um novo capítulo na relação entre moda e tecnologia, uma experiência que devolve à compra online o seu toque mais humano: o da certeza de se apaixonar pelo que se veste.

Black Friday amplia o risco cibernético corporativo na América Latina

KnowBe4, renomada plataforma global de cibersegurança que aborda de forma abrangente a gestão de risco humanos e de agentes de IA, observa que períodos sazonais de alto consumo, como Black Friday e Natal, continuam entre os momentos de maior risco cibernético para empresas em toda a América Latina.

Durante esse período, o aumento do tráfego digital, o maior volume de e-mails e a sobrecarga das equipes de TI criam a “tempestade perfeita” de risco. O cenário se agrava devido a fatores típicos do setor varejista, como o uso de funcionários temporários não treinados e a complexidade de ambientes multicanais que combinam lojas físicas, e-commerce, aplicativos e sistemas de pagamento.

De acordo com o Global Retail Report 2025, o varejo está entre os cinco setores mais visados do mundo. O custo médio de uma violação de dados nesse segmento atingiu US$ 3,48 milhões em 2024 (IBM), um aumento de 18% em relação ao ano anterior. A América Latina aparece como a segunda região mais atacada, respondendo por 32% de todas as tentativas, atrás apenas da América do Norte (56%). O Brasil está entre os cinco países mais afetados por ransomware no varejo.

Como funcionam os golpes mais comuns

Cibercriminosos aproveitam o ritmo acelerado e o aumento da comunicação no período para inserir mensagens fraudulentas que se misturam às legítimas. Esses ataques afetam tanto empresas, que podem ter seus sistemas comprometidos, quanto consumidores, que muitas vezes compartilham dados pessoais e de pagamento durante promoções online.

Um dos golpes mais frequentes envolve promoções falsas que imitam ofertas de grandes varejistas e redirecionam usuários para sites clonados. Nessas páginas, logins e senhas corporativas ou pessoais são roubados e vendidos em fóruns maliciosos.

Outra tática comum envolve mensagens que simulam alertas técnicos, como atualizações de software, redefinições de senha ou notificações de entrega. Escritas de forma profissional e com aparência legítima, essas comunicações induzem o usuário a clicar em links ou abrir arquivos anexados, resultando na instalação de malware ou spyware capaz de monitorar atividades, roubar cookies de sessão e capturar credenciais armazenadas.

Esses golpes exploram gatilhos psicológicos como urgência, recompensa e familiaridade. Um e-mail assinado por um colega ou pelo departamento de TI, por exemplo, é menos questionado quando a carga de trabalho está alta e os prazos estão apertados. Isso transforma o fator humano no principal ponto de entrada para ataques cibernéticos.

Reduzindo o risco por meio de cultura, comportamento e treinamento contínuo

Combater esse tipo de fraude exige uma mudança cultural nas organizações. Programas contínuos de conscientização e simulações de phishing podem reduzir em até 88% a probabilidade de um funcionário interagir com mensagens maliciosas ao longo de 12 meses. O relatório destaca que, antes do treinamento, o índice médio de suscetibilidade a phishing (Phish-prone™ Percentage) é de 30,7% em pequenas empresas, 32% em médias e 42,4% em grandes organizações. Após noventa dias, esses índices caem para cerca de 20%.

“Essa evolução mostra que o comportamento humano passou a ser reconhecido como um dos pilares mais eficazes na defesa contra ameaças cibernéticas, especialmente quando os colaboradores aprendem a identificar sinais sutis de fraude, entendem sobre táticas de manipulação psicológica e se tornam participantes ativos na defesa de cibersegurança da empresa”, diz Rafael Peruch, Technical CISO Advisor da KnowBe4.

Além do treinamento, é essencial reforçar políticas internas de segurança durante datas sazonais, revisar fluxos de comunicação e implementar autenticação multifator (MFA) em todos os sistemas. Recursos como real-time coaching e alertas automáticos de phishing ajudam a criar respostas imediatas a tentativas de fraude.

“A automação ajuda a detectar ameaças, mas é o gerenciamento do risco humano que realmente reduz o risco. Com o apoio da inteligência artificial, conseguimos identificar padrões de comportamento e criar programas de conscientização personalizados para cada organização”, conclui Peruch.

Vendas da segunda-feira pós-Black Friday devem superar as da sexta-feira, indica estudo

O varejo brasileiro está otimista com a Black Friday, que deve movimentar mais de R$ 5 bilhões, segundo a CNC (Confederação Nacional do Comércio).. O ano de 2025, porém, deve consolidar um movimento que já vinha sendo observado anteriormente: a dispersão das compras feitas pelo consumidor ao longo de toda a semana, com a Cyber Monday — segunda-feira seguinte à semana de ofertas, no dia 1º/12 — já representando um valor maior de vendas para o comércio eletrônico do que a própria sexta-feira em que a data é oficialmente comemorada, dia 28/11.

Essa é uma das conclusões do estudo que analisou padrões de consumo e mais de 700 mil pedidos feitos no e-commerce brasileiro durante a semana da Black Friday. O levantamento foi realizado pela Admitad, empresa global de performance e tecnologia de marketing, em parceria com a Flowwow, marketplace internacional de presentes e flores.

Dois fatores principais explicam esse movimento. Um deles diz respeito ao comportamento do próprio varejo, segundo Mikhail Liu-i-Tian, CEO da Flowwow no Brasil. “As lojas online têm cada vez mais distribuído ofertas ao longo de toda a semana, com alguns dias, como a quinta-feira, inclusive superando a própria sexta em muitos players. Esse modelo permite ao varejista manter fluxo constante e engajar públicos distintos, e não apenas concentrar esforços em um único pico de vendas”, afirma.

Curiosamente, no último ano a Cyber Monday já ultrapassou a Black Friday em valor de vendas, e a tendência neste ano é que se repita, afirma Anna Gidirim, CEO da Admitad. “Eletrônicos, segmento de luxo, móveis, moda e produtos de beleza devem ser as categorias de maior tíquete médio e que devem representar um salto importante nas vendas em reais.”

Dados e projeções

A tendência é que as vendas da semana de Black Friday 2025 representem uma alta de até 9% nas vendas e 10% em valor — variações registradas no ano passado, segundo a Admitad, responsável por compilar os dados do estudo.

Um dos grandes destaques serão os marketplaces, que reúnem ofertas agressivas e devem representar mais de 70% dos pedidos online neste ano. “O domínio dos marketplaces acontece tanto entre grandes varejistas quanto em plataformas menores e especializadas”, afirma o CEO da Flowwow no Brasil. “Além da escala, os marketplaces de nicho têm algo que o consumidor brasileiro valoriza muito: a sensação de personalização e de relacionamento com quem vende. Isso mantém a conveniência, mas sem perder o toque humano, algo difícil de replicar em grandes operações centralizadas”.

Eletrônicos (28%) e moda (26%) devem representar as principais compras feitas no período, seguidos pelas categorias de casa e jardinagem (13%), brinquedos e lazer (8%), beleza (6%) e esportes (5%).

O comportamento de compra também evidencia que o consumidor está mais atento às vantagens extras da data. Quase 20% utilizaram cupons ou códigos promocionais, mais de 25% optaram por produtos com cashback, 7% foram atraídos por redes sociais, mais de 13% tomaram decisões de compra após navegação em vitrines e curadorias de lojas afiliadas, enquanto 18% foram influenciados por mídia e plataformas de conteúdo.

Anúncios digitais ainda tiveram impacto relevante: 5% das compras vieram de anúncios em aplicativos móveis e 7% foram impulsionadas por anúncios em mecanismos de busca.

Com critérios de compra mais racionais e ofertas distribuídas ao longo de vários dias, o consumidor brasileiro tende a reforçar a “semana da Black Friday” como modelo definitivo — e não apenas a sexta-feira —, fazendo da Cyber Monday uma nova estrela do calendário promocional, com forte apelo para conveniência, personalização e descontos.

Geração Alpha espera que flexibilidade e tecnologia revolucionem ambiente de trabalho até 2040, revela estudo do IWG

Uma nova pesquisa revelou que a Geração Alpha (grupo de pessoas nascidas a partir de 2010) espera que seus empregos sejam radicalmente diferentes dos de seus pais, desde o fim do deslocamento diário e do e-mail até o trabalho recorrente com robôs.

Produzido pelo International Workplace Group (IWG), líder global em soluções de trabalho híbrido e proprietário das marcas Regus, Spaces e HQ, um novo estudo realizado com jovens de 11 a 17 anos e seus pais, todos residentes no Reino Unido e nos EUA, fez perguntas sobre como eles esperam que o ambiente de trabalho tenha mudado até 2040 – quando a Geração Alpha deverá representar a maioria da força de trabalho.

O levantamento mostrou que quase nove em cada dez (86%) membros da Geração Alpha esperam que suas vidas profissionais tenham se transformado em relação às de seus pais, tornando a rotina no escritório irreconhecível em relação às práticas dos dias de hoje.

Deslocamento diário extinto até 2040

Uma das mudanças previstas mais marcantes diz respeito ao deslocamento. Menos de um terço (29%) da Geração Alpha espera gastar mais de 30 minutos se deslocando para o trabalho todos os dias — padrão atual para muitos pais —, com a maior parte prevendo ter a flexibilidade para trabalhar em home office ou mais perto de onde mora.

Três quartos (75%) disseram que reduzir o tempo desperdiçado com deslocamentos seria uma prioridade, permitindo que passem mais tempo com suas próprias famílias, caso se tornem pais no futuro.

Robôs e IA se tornarão comuns, e o e-mail será coisa do passado

O estudo também explorou previsões tecnológicas importantes, que focam fortemente em inteligência artificial (IA) – constatação que não chega a causar surpresa em 2025. Para 88% da Geração Alpha, o uso de assistentes inteligentes e robôs será parte regular do dia a dia.

Outros avanços tecnológicos esperados incluem headsets de realidade virtual para reuniões virtuais em 3D (38%), áreas de jogos (38%), cápsulas de descanso (31%), configurações personalizadas de temperatura e iluminação (28%) e salas de reunião com realidade aumentada (25%).

E talvez na previsão mais ousada de todas, um terço (32%) diz que o e-mail estará morto, substituído por novas plataformas e tecnologias que possibilitem uma colaboração mais eficiente.

Trabalho híbrido sustentará a nova realidade

A pesquisa também constatou que o trabalho híbrido será o modelo padrão. Para 81%, o trabalho flexível será a norma em 2040, com funcionários tendo liberdade para escolher como e onde trabalhar.

Apenas 17% da Geração Alpha esperam trabalhar em um escritório principal o tempo todo, sendo que a maioria deve dividir seu tempo entre casa, espaços de trabalho locais e a sede central, garantindo que possam realizar suas tarefas da forma mais eficiente possível. Entre os principais benefícios de se distanciar de um modelo presencial rígido no escritório estão a redução do estresse causado pelo deslocamento (51%), mais tempo com amigos e família (50%), melhora na saúde e bem-estar (43%) e trabalhadores mais produtivos (30%).

Espera-se que essa flexibilidade aumente a produtividade de tal modo que faz um terço (33%) da Geração Alpha acreditar que a semana de trabalho de quatro dias será o padrão. Nos EUA, 22% dos trabalhadores afirmam que seu empregador oferece uma semana de quatro dias, segundo o estudo ‘2024 Work in America Survey’, realizado pela The Harris Poll em parceria com a American Psychological Association.

“Os dados revelam uma mudança de mentalidade muito clara entre os jovens que, em breve, ocuparão a maior parte da força de trabalho. No Brasil, já observamos uma demanda crescente por modelos flexíveis que aproximem as pessoas de onde vivem e que proporcionem mais qualidade de vida”, diz Tiago Alves, CEO Brasil do IWG. “As empresas que compreenderem essa tendência e estruturarem operações híbridas desde já estarão mais preparadas para atrair talentos da Geração Alpha e para competir em um ambiente profissional cada vez mais tecnológico e descentralizado”, acrescenta.

“A próxima geração de trabalhadores deixou claro: flexibilidade sobre onde e como trabalhar não é opcional, é essencial. A geração atual cresceu vendo seus pais desperdiçarem tempo e dinheiro em longos deslocamentos diários, e a tecnologia disponível hoje basicamente tornou isso redundante”, afirma Mark Dixon, fundador e CEO do IWG. “A tecnologia sempre moldou o mundo do trabalho e continuará moldando. Há 30 anos, vimos o impacto transformador da ampla adoção do e-mail e, hoje, o advento da IA e dos robôs está tendo um impacto igualmente profundo — influenciando como e onde a Geração Alpha trabalhará no futuro”, complementa o executivo.

Empresas que tratam bem o cliente vendem mais e sobrevivem à Black Friday

O consumidor brasileiro está cada vez menos tolerante a maus atendimentos,  e mais atento às marcas que oferecem experiências consistentes. De acordo com a pesquisa Customer Service Trends 2025, da Octadesk em parceria com a Opinion Box, 80% dos consumidores já desistiram de uma compra após uma experiência ruim e 72% afirmam que não voltariam a comprar de uma empresa que falha no suporte.

Às vésperas da Black Friday, o dado acende um alerta. Em um cenário de alto volume de vendas, o atendimento deixa de ser apenas um canal de suporte e passa a ser o principal diferencial competitivo. João Paulo Ribeiro, especialista em cultura organizacional centrada no cliente, explica que o comportamento das equipes de atendimento revela mais sobre uma marca do que qualquer campanha publicitária. “O comportamento de quem atende diz mais sobre a empresa do que qualquer campanha. Escutar o cliente é o maior antídoto contra crises”, afirma.

Os dados de 2024 reforçam a urgência do tema. O portal Reclame Aqui registrou 14,1 mil reclamações durante a última Black Friday, o maior número da série histórica. O Procon-SP também registrou 2.133 queixas, um aumento de 36,9% em relação a 2023, com destaque para atrasos na entrega, cancelamentos e propaganda enganosa. “Esses problemas não são apenas falhas operacionais. São sintomas de empresas que não tratam o atendimento como parte da cultura”, avalia Ribeiro.

Ele explica que, em períodos de pico, muitas operações de atendimento entram em colapso porque foram projetadas para volumes convencionais. “Os call centers são dimensionados para curvas estáveis. Quando precisam crescer ou reduzir de forma abrupta, isso gera caos e custos exponenciais para as marcas”, afirma.

Para enfrentar esse cenário, especialistas apontam que as empresas precisam investir em ferramentas de atendimento com elasticidade operacional, capazes de crescer e reduzir de forma previsível conforme o volume de contatos. 

A tecnologia ideal combina inteligência artificial e gestão humana, redistribuindo as demandas entre canais e priorizando as interações mais urgentes sem comprometer a experiência. “A ideia é eliminar o improviso. O atendimento precisa ser planejado para se adaptar aos picos sem gerar caos nem custos desnecessários”, explica Ribeiro.

O desafio, segundo ele, está em equilibrar eficiência e empatia. “A IA ajuda a entender o comportamento, mas é o ser humano que dá sentido à jornada. O cliente quer agilidade, mas também quer ser compreendido.”

Estudos de mercado reforçam o impacto do atendimento bem estruturado na decisão de compra. Segundo o relatório NPS Benchmarking 2025, da Opinion Box, empresas com índices de satisfação acima da média registram até 2,4 vezes mais recompra e menor incidência de reclamações públicas. Para o consumidor, isso se traduz em menos tempo perdido, mais transparência e maior confiança nas marcas que valorizam o relacionamento.

Durante a Black Friday, o atendimento se torna o elo entre promessa e entrega — e, quando falha, compromete toda a reputação da marca. “Durante a Black Friday, a empresa é exposta em tempo real. Tudo o que foi prometido em campanhas é colocado à prova no chat, no WhatsApp, no SAC e nas redes sociais. O cliente percebe em segundos se há coerência entre discurso e prática”, afirma Ribeiro.

No fim, a conta é simples, enquanto descontos atraem clientes por um dia, um bom atendimento fideliza por um ano. “A escuta ativa é o que transforma atendimento em relacionamento. Quando o cliente é ouvido de verdade, ele volta, recomenda e fortalece a marca”, conclui Ribeiro.

Black Friday Ao Vivo: Varejo registra melhor madrugada da História, segundo Cielo

A Black Friday 2025 começou com força total no Brasil. De acordo com dados ao vivo da Cielo, o e-commerce registrou a melhor madrugada da história, com 8.554.207 transações realizadas — um crescimento de 29,8% em relação ao período até às 6 horas da manhã da Black Friday de 2024. 

O brasileiro esperou a virada do calendário para fechar negócio. O pico de compras até agora foi à meia-noite. Foram registradas 476 operações simultâneas por segundo. Os indicadores mostram um consumidor mais preparado e disposto a comprar logo no início do evento. 

Entre os meios de pagamento, o PIX se destacou, com 73.947 transações realizadas apenas no canal online durante a madrugada, consolidando-se como opção cada vez mais relevante para compras rápidas, convenientes e seguras, quando feita por meio de uma maquininha.

“A Black Friday 2025 começou em ritmo histórico. O e-commerce teve sua melhor madrugada, com crescimento expressivo nas transações e uma demanda digital consistente. O PIX ganhou ainda mais espaço entre os consumidores, reforçando a rapidez e a conveniência como fatores decisivos na jornada de compra”, afirma o vice-presidente de Negócios, Carlos Alves.

Os dados refletem a operação em tempo real da Cielo, que monitora continuamente o comportamento do consumo no país durante o período promocional mais importante do calendário do Varejo.

JoomPulse revela tendências da Black Friday entre as principais categorias de compras

JoomPulse, plataforma de inteligência de dados em tempo real que oferece análises e recomendações para vendedores de marketplace, divulga insights exclusivos pré-Black Friday sobre o período no e-commerce brasileiro.

Além desse conjunto de dados pré-evento, JomPulse também lançará análises pós-Black Friday, permitindo que os vendedores comparem dinâmicas semana a semana, compreendam o comportamento de pico e reconheçam como os eventos sazonais estão evoluindo no mercado.

Aqui destacamos diversas categorias de alto impacto, que ilustram uma mudança-chave no comportamento de compra: os picos sazonais estão se tornando mais suaves, longos e distribuídos de forma mais uniforme no decorrer de várias semanas.

Categorias-chave para Black Friday mostram um novo padrão sazonal. 

Árvores de Natal

Em 2024, a categoria registrou crescimento de +52%, semana a semana, antes da Black Friday, impulsionada pela forte demanda inicial.


Em 2025, a dinâmica mudou para –26,8%, semana a semana, mas o valor absoluto da categoria ainda aumentou na comparação entre os anos, de R$ 17 milhões para R$ 21 milhões.

Isso indica uma grande mudança estrutural: a demanda de Black Friday está crescendo, mas o pico não se concentra mais em uma única semana, com os consumidores distribuindo suas compras por um período mais longo, suavizando picos e remodelando a sazonalidade tradicional.

Vinhos e Espumantes

A categoria passou do crescimento de +11,3%, semana a semana, em 2024 para –48,1% em 2025, mostrando uma das reversões mais acentuadas.


No entanto a queda na dinâmica não significa uma diminuição no gasto com o produto. Dados do JoomPulse revelam que:

  • a média do ticket aumentou significativamente;
  • os consumidores passaram a optar por vinhos premium e de preço mais alto;
  • o valor da categoria é impulsionado pela sofisticação, não pelo volume.

Os consumidores estão comprando menos garrafas, porém mais caras. Esse é um insight fundamental para vendedores que estão refinando suas estratégias de sortimento e preços.

Óculos de VR: impulso forte, apesar da normalização

Óculos de VR continuam sendo uma das categorias que mais crescem. O segmento disparou com uma dinâmica semanal de +185,9% em 2024 e, embora tenha se normalizado para +94,4% em 2025, a tendência de alta permanece forte, confirmando a adoção crescente de VR no Brasil.

Nova realidade dos eventos sazonais

Os dados apontam para uma mudança clara: a Black Friday não é mais um fenômeno de um único pico; em vez disso, as principais plataformas estão incentivando os consumidores a se envolverem em ciclos de desconto prolongados, com picos menores e mais estáveis.

Isso está alinhado às estratégias observadas em todo o setor, no qual os participantes estendem as promoções por períodos mais longos para reduzir a carga, estabilizar a logística e aumentar a captura de receita geral.

“Hoje, entender a sazonalidade exige mais do que números de alto nível. Análises semana após semana mostram o quão rápido o mercado pode mudar. Com relatórios sazonais pré e pós-Black Friday, os sellers obtêm uma visão completa do comportamento do consumidor e podem construir previsões mais precisas”, diz Ivan Kolankov, CEO da JoomPulse.

Kolankov acrescenta que os dados de mercado devem ser acessíveis, já que insights abertos aceleram o desenvolvimento para todos, desde vendedores individuais até o ecossistema como um todo. O acesso a análises transparentes incentiva a inovação e garante um desenvolvimento de mercado mais saudável.

JoomPulse publicará análises pós-Black Friday para comparar ambos os períodos e revelar como os picos de demanda se desenvolvem no cenário varejista em transformação atual.

Nuvemshop é selecionada para integrar a rede global da Endeavor no Brasil e na Argentina

A Nuvemshop, maior plataforma de e-commerce do Brasil e da América Latina, foi oficialmente selecionada para integrar a rede global da Endeavor, principal comunidade do mundo para empreendedores de alto impacto. A empresa passa a ser apoiada diretamente pelos escritórios do Brasil e da Argentina, um fato que reflete a forte presença e atuação do time fundador nas duas geografias. A aprovação acontece após um rigoroso processo de seleção internacional e posiciona a Nuvemshop ao lado de algumas das empresas de crescimento mais acelerado do mundo, reconhecendo seu potencial de gerar um efeito multiplicador no ecossistema de tecnologia e varejo da região.
 

“Fazer parte da Endeavor é um enorme orgulho — e também uma grande responsabilidade. Admiramos a rede há anos, porque ela representa os mesmos valores com os quais construímos a Nuvemshop: pensar grande, aprender com os erros, assumir riscos e gerar impacto. Para nós, sermos escolhidos é um reconhecimento pela trajetória, mas, acima de tudo, uma oportunidade de continuar aprendendo e multiplicar impacto”, afirma Santiago Sosa, CEO e cofundador da Nuvemshop.

Com a entrada na rede, os líderes da Nuvemshop se comprometem a atuar ativamente no fortalecimento do ecossistema, mentorando novos fundadores e compartilhando os aprendizados da jornada de escalar um negócio de tecnologia no Brasil e na América Latina. A parceria reforça a missão da Nuvemshop de não apenas oferecer uma plataforma robusta para o D2C, mas também de fomentar e acelerar o desenvolvimento de todo o cenário empreendedor da região.

O marco reforça a missão da empresa de, além de oferecer uma plataforma robusta e alavancar o mercado D2C, também fomentar e acelerar o desenvolvimento do ecossistema empreendedor da região.