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Agrofriday da Orbia amplia vantagens para o produtor rural aproveitar a melhor época de descontos do ano

A Black Friday já se consolidou como uma das datas mais esperadas do comércio mundial e o agronegócio começa a sentir seus reflexos. Segundo a Pesquisa de Intenção de Compra – Black Friday 2025, realizada por Tray, Bling, Octadesk e Vindi, 70% dos consumidores já se planejam financeiramente para a data. O levantamento mostra ainda que 32% dos entrevistados deixam para decidir na última hora, o que reforça a importância de campanhas com ofertas relâmpago e ações ao longo de todo o mês.

Para se ter uma ideia do potencial desse período, em 2024, o e-commerce brasileiro faturou mais de R$ 4,5 bilhões durante a Black Friday, impulsionando diferentes setores, inclusive o agro. Nesse cenário, a Orbia, a maior plataforma digital integrada do agronegócio na América Latina, promove mais uma edição da Agrofriday. A ação acontece entre 3 e 30 de novembro, para que produtores e produtoras rurais também possam aproveitar as melhores condições e vantagens do período.

Com o mote “Agora é a hora: descontos de verdade”, a campanha convida o agricultor a usar seus pontos acumulados no Orbia Clube para garantir ofertas reais e oportunidades de economia em produtos e serviços essenciais para o dia a dia ou para o campo. A ação inclui descontos de até 80%, frete grátis, cupons especiais, tornando o mês de novembro uma janela estratégica para o planejamento e otimização de custos na fazenda.

Entre as novidades deste ano está a “Hora da Oferta”, uma dinâmica que traz um produto com desconto durante uma hora ao longo do dia. O horário e o produto serão anunciados nos canais oficiais da marca. Além disso, durante a AgroWeek (17 a 21 de novembro), o ritmo das promoções se intensifica com três ofertas por dia, e o Dia D, em 19 de novembro, traz descontos de hora em hora, nos produtos mais desejados da plataforma.

Mais do que descontos, a Agrofriday também reforça a conveniência da experiência digital completa oferecida pela Orbia. Durante o evento, o produtor também pode comprar e pagar insumos de forma 100% online, com segurança e agilidade. A plataforma reúne ofertas de sementes, defensivos e fertilizantes, além de permitir prazo de pagamento estendido em até 360 dias por meio do Orbia Pag, solução financeira integrada que simplifica o processo de compra. Através de parceiros financeiros, o recurso possibilita que o agricultor tenha um limite pré-aprovado de até R$ 500 mil, sob necessidade de validação, ampliando o acesso ao crédito e facilitando o investimento em insumos agrícolas.

“A Agrofriday é uma oportunidade para que o produtor rural planeje suas compras com antecedência, aproveitando descontos reais e condições que fazem diferença no custo de produção. Além das ofertas atrativas, ele pode realizar todo o processo de forma 100% digital, desde a cotação até o pagamento, com prazos estendidos e acesso facilitado ao crédito. Nosso objetivo é justamente simplificar toda essa jornada, oferecendo mais autonomia, economia e eficiência para quem está no campo”, afirma Ivan Moreno, CEO da Orbia.

Mais do que uma ação promocional, a Agrofriday representa uma forma de valorizar o produtor rural, oferecendo meios concretos de reduzir custos, planejar investimentos e aproveitar melhor os benefícios conquistados ao longo do ano. Ao unir conveniência digital, acesso a crédito e oportunidades de economia, a Orbia reforça seu compromisso em aproximar o campo das grandes tendências de consumo, mostrando que o agro também tem muito a ganhar quando o assunto é aproveitar a hora certa.

Marketing precisa sair do piloto automático e voltar a liderar a estratégia de negócios

O novo Panorama de Marketing e Vendas 2025, da RD Station, trouxe um dado que deve servir de alerta para qualquer líder de negócios: 71% das empresas não alcançaram suas metas de marketing no último ano, um número expressivo o bastante para tirar o marketing do piloto automático e recolocar a estratégia no centro da discussão. Por trás dessa estatística está um problema estrutural que vai além da adoção de ferramentas ou da disponibilidade de tecnologia.

O que falta, em grande parte das organizações, é uma estratégia integrada capaz de transformar ações de marketing em resultados concretos de negócio. O mesmo relatório mostra que 33% das empresas ainda operam sem metas claras, ao passo que 34% definem “gerar demanda para vendas” como prioridade número um. O contraste entre intenção e prática revela uma desconexão preocupante, em que companhias que desejam crescer, não possuem um plano estruturado para chegar lá.

Essa realidade evidencia a urgência de reposicionar o papel do marketing dentro das empresas. Ele não pode mais ser visto como um setor de apoio, limitado à criação de campanhas ou à gestão de canais, mas sim como uma força estratégica diretamente responsável pela geração de oportunidades e previsibilidade comercial. O marketing precisa participar da definição de metas, da construção de processos e da integração com a operação de vendas, garantindo que cada ação contribua efetivamente para o crescimento.

O avanço da inteligência artificial é outro ponto que reforça essa necessidade de alinhamento, já que, segundo o estudo, sete em cada dez profissionais de marketing já utilizam IA em alguma etapa da operação, o que representa um salto importante em termos de produtividade e eficiência. No entanto, sem uma base estratégica sólida, nenhuma tecnologia é capaz de gerar impacto real. A IA, quando aplicada sem objetivos claros, sem integração entre áreas e sem um plano de negócio bem definido, tende a se transformar apenas em mais um investimento descolado dos resultados.

Em muitos casos, o descompasso entre marketing e vendas permanece como o principal gargalo nas organizações, pois o marketing gera leads que não chegam qualificados à equipe comercial, enquanto o time de vendas não tem acesso a dados de comportamento e intenção desses potenciais clientes. Essa falta de conexão gera retrabalho, desperdício de recursos e perda de oportunidades, criando um ciclo de ineficiência que compromete o desempenho de toda a operação.

Reverter esse cenário exige repensar a jornada completa de geração de negócios, unindo estratégia, dados e execução sob um mesmo propósito. O marketing precisa ser tratado como parte essencial da engrenagem comercial, e não como uma área isolada. Isso significa planejar de forma integrada, estabelecer metas conjuntas, trabalhar com dados compartilhados, alavancar automação e tecnologia de forma estratégica e, principalmente, analisar continuamente a jornada do cliente, da atração até o fechamento da venda.

Mais do que uma mudança de processo, trata-se de uma mudança de mentalidade. É reconhecer que o crescimento sustentável depende de um marketing estratégico conectado a vendas, com visão de negócio e capacidade de gerar resultados consistentes. Nenhuma venda relevante acontece por acaso; ela é consequência direta de um trabalho coordenado entre comunicação, estratégia e execução.

O estudo da RD Station reforça o que o mercado já vem percebendo: as empresas estão diante de um ponto de virada. As que seguirem operando sem clareza, integração e visão estratégica dificilmente conseguirão competir em um ambiente cada vez mais orientado a dados, tecnologia e resultado. Por outro lado, aquelas que compreenderem que marketing e vendas são partes complementares da mesma equação, e que só juntos constroem previsibilidade, eficiência e crescimento sustentável, estarão mais bem posicionadas para conquistar o desempenho consistente que o mercado exige.

*Especialista no desenvolvimento de projetos que integram marketing e inovação estratégica para transformar marcas em negócios altamente competitivos, Rico Araujo é CEO da PX/Brasil, agência especializada em marketing estratégico, posicionamento competitivo e geração de negócios, e é Conselheiro de Inovação.

Transformar feedback em diálogo impulsiona crescimento e confiança no ambiente corporativo

No ambiente corporativo, o tema feedback ocupa um espaço curioso, sendo amplamente debatido, mas raramente compreendido em sua totalidade; para alguns, é uma técnica, para outros, uma ferramenta, há quem o veja como uma habilidade e há também quem o considere uma ficção organizacional. Essa pluralidade de percepções mostra que esse retorno, embora essencial, ainda é um território de ambiguidades, e compreender seus desafios e potenciais é o primeiro passo para ressignificá-lo como um verdadeiro instrumento de desenvolvimento humano e organizacional.

Mais do que uma prática pontual, é uma construção cultural que se manifesta não apenas em conversas agendadas, mas na forma como líderes e equipes se relacionam no cotidiano. Quando há confiança, clareza e escuta ativa, essa troca se torna natural, quase invisível, mas profundamente eficaz. Quando há medo, ruído ou hierarquia excessiva, ele se transforma em ritual mecânico, incapaz de gerar aprendizado genuíno. Assim, antes de buscar técnicas, é necessário compreender o ambiente que o sustenta, porque esse retorno entre pessoas é reflexo direto da cultura.
 
Segundo o relatório “Performance Feedback Culture Drives Business Impact”, do i4cp, conduzido com 234 organizações, incluindo 57 empresas americanas de capital aberto, identificou que aquelas no terço superior em “cultura de feedback” dobraram suas margens de lucro líquido, retorno sobre ativos (ROA), retorno sobre investimento (ROI) e retorno sobre patrimônio (ROE), em comparação com aquelas no terço inferior. Embora os dados revelem um potencial impacto positivo, é importante interpretá-los com cautela. Esses números derivam de contextos culturais e setoriais específicos e não significam que toda organização colherá os mesmos frutos apenas por implementar processos formais desse tipo de avaliação interna.

Essa ressalva é essencial porque o valor dessa devolutiva não está na forma, mas na intenção. A prática torna-se potente quando parte de uma escuta empática, orientada para o crescimento, e não do julgamento. Quando é usado como ferramenta de controle ou correção, ele perde força e gera resistência. Quando é oferecido como convite à reflexão e à melhoria mútua, transforma relações e amplia a consciência coletiva. Nesse sentido, o desafio não é apenas falar, mas criar espaço para o diálogo que gera sentido.

Dar e receber feedback exige maturidade emocional, já que as pessoas reagem não apenas ao conteúdo do que ouvem, mas ao tom, ao contexto e ao vínculo com quem fala. É por isso que essa prática não se sustenta sem confiança, e confiança se constrói com coerência, presença e transparência. A liderança queo ferece conversas de desenvolvimento consistente é a mesma que acolhe vulnerabilidade, reconhece limites e compartilha aprendizados, e essa coerência é o que transforma o feedback em um gesto de cuidado e não de correção.

No entanto, mesmo com boas intenções, o processo pode falhar se não houver preparo, pois o excesso de imediatismo nas organizações muitas vezes leva a conversas superficiais, entregues sem contexto ou sem propósito claro. Nesses casos, o impacto é o oposto do desejado: em vez de promover engajamento, gera defensividade e desgaste. Estruturar momentos desse tipo de troca requer método, mas também sensibilidade. Exige considerar o momento certo, o formato adequado e, principalmente, o significado que aquela devolutiva terá para quem a recebe.

Ao mesmo tempo, é preciso entender que o feedback é uma via de mão dupla. As lideranças têm papel importante, mas as equipes também precisam desenvolver autonomia para solicitá-lo, refletir sobre ele e transformá-lo em ação. Uma cultura de aprendizado contínuo madura é aquela em que todos se veem como aprendizes permanentes, onde o erro é entendido como oportunidade de evolução e o diálogo se torna motor de crescimento coletivo.

Portanto, o feedback vai além da performance e se estabelece não como uma mera ferramenta de mensuração, mas como um instrumento de relação, pois depende da coragem para expressar, da humildade para ouvir e da sabedoria para transformar o aprendizado em melhoria contínua. Seu verdadeiro potencial se revela na capacidade de humanizar as organizações, aproximar pessoas, tornar o trabalho mais significativo e construir culturas onde o desenvolvimento é, de fato, um valor vivido no dia a dia.

*Joyce Romanelli é cofundadora e sócia-diretora da Fluxus, palestrante, educadora corporativa e professora universitária. Com mais de 20 anos de experiência em gestão e liderança, já atuou em cargos executivos na área da saúde e transita pela docência em cursos de pós-graduação e na educação corporativa. Na Fluxus, lidera programas que desenvolvem liderança feminina e promovem transformação organizacional, criando caminhos para que mais mulheres acessem e ressignifiquem os espaços de poder.

Como a Black Friday potencializa o crescimento nos negócios?

A Black Friday é considerada uma das datas mais importantes para o varejo, sendo uma oportunidade estratégica para atrair novos consumidores, fortalecer a fidelização de clientes e impulsionar o faturamento. No último ano a data registrou um recorde de vendas online no Brasil, alcançando R$ 4,27 bilhões, de acordo com a Neotrust Confi.

Segundo Vinicius Barreto, vice-presidente da vertical de Scale Up do Ecossistema 300 Franchising, adotar ações promocionais coordenadas é fundamental para maximizar os resultados e gerar impacto em escala. “A Black Friday continua sendo um grande potencial de crescimento para os negócios, desde que seja utilizada de forma estratégica. Atualmente, o consumidor está mais informado, atento e exigente. Pequenas vantagens ou descontos pouco expressivos já não são suficientes para convencer o público. Portanto, é necessário oferecer propostas reais de valor e preparar ações bem estruturadas. Com planejamento é possível transformar datas sazonais em expansão, empresas que se preparam bem conseguem não só vender mais, mas crescer de forma estruturada”, comenta o especialista.

Barreto ressalta que as lojas que concentram as operações no meio digital devem ter atenção redobrada. “É necessário um planejamento minucioso, principalmente devido ao aumento da concorrência e dos custos de mídia. Grandes varejos intensificam as ações ao longo de todo o mês de novembro,  termos como “Black Friday” tornam-se extremamente disputados nas plataformas de anúncios, elevando o investimento necessário para alcançar visibilidade”. 

Para manter a consistência da marca durante o período promocional, o profissional destacou três pontos de atenção. São eles:

Uniformidade – É crucial que a rede mantenha a semelhança nas promoções, preços e comunicação visual. O franqueador deve fornecer diretrizes claras sobre os descontos que serão oferecidos, os produtos em promoção e a forma como essas campanhas serão divulgadas. Isso evita que cada unidade faça ajustes individuais que possam causar distorções na marca ou gerar conflitos. 

Comunicação – Assegurar que seja aplicada de forma eficaz e padronizada entre todas as unidades é fundamental para manter a uniformidade e evitar conflitos que possam prejudicar o relacionamento interno e a reputação da rede

Treinamento – As franquias devem implementar treinamentos específicos antes da Black Friday, preparando franqueados e colaboradores para lidar com o aumento do fluxo de clientes e situações de alta demanda. Esses treinamentos podem incluir simulações de vendas sob pressão, técnicas de atendimento ao cliente para períodos de grande movimentação, além de orientações sobre como gerenciar estoques e resolver rapidamente problemas logísticos. Com isso, garantir que os consumidores tenham uma experiência satisfatória, independentemente do volume de vendas. 

A Black Friday representa uma oportunidade para as redes crescerem e se consolidarem no mercado, desde que haja preparo e alinhamento entre franqueadora e franqueados. “Mais do que participar da data, é essencial atuar com inteligência, compreender o comportamento do consumidor, investir em diferenciação e planejar cada etapa da jornada de compra”, finaliza. 

Pesquisa da RCELL indica que Black Friday 2025 terá consumidor mais criterioso e que varejistas projetam alta em vendas e faturamento

Às vésperas da Black Friday, a RCELL uma das maiores distribuidoras de tecnologia do Brasil, realizou pelo segundo ano consecutivo uma pesquisa proprietária com grandes varejistas sobre a data de promoções. O levantamento aconteceu no ENTER 2025, entre 16 e 19 de setembro, no Japy Golf Resort Hotel. O evento reuniu mais de 200 participantes, entre clientes, indústria e a RCELL, em uma imersão estratégica para projetar o futuro do comércio inteligente para o próximo quarter. Com palestras, estandes e rodadas de negócios, consolidou-se como um hub de inovação e conexões de alto impacto

O perfil dos respondentes confirma a representatividade do levantamento, pois 36% são compradores, 32% gestores de compras/categoria e 16% proprietários. Em relação ao porte, 64% representam empresas de médio porte (varejistas regionais e nacionais) e 32% de grande porte, atuando em segmentos como eletrônicos, informática, eletrodomésticos e móveis. A abrangência nacional também se destaca, com maior participação das regiões Sudeste e Nordeste. 

O objetivo da iniciativa é compreender de forma ampla como essas empresas estão se preparando para a data, além de identificar desafios, oportunidades e tendências que impactam diretamente o desempenho comercial. 

Os participantes, relataram que na Black Friday do ano passado, o ticket médio concentrou-se entre R$ 501 e R$ 1.500 (56%), seguido por R$ 1.501 a R$ 2.500 (36%). Para este ano, o otimismo prevalece, com 36% projetando alta superior a 15%. 

Sobre faturamento, 64% das empresas estimam superar R$ 10 milhões. As categorias mais promissoras são dos eletrodomésticos (36%)smartphones (28%) e eletroeletrônicos (24%). Já a influência do cenário econômico divide opiniões, sendo que 28% acreditam em neutralidade24% preveem impacto negativo16% positivo e 32% consideram a situação ainda incerta. Mesmo diante deste quadro dividido, a expectativa geral é de expansão. 

Os resultados mostram que o varejo está mais estratégico na preparação para a data, pois 48% iniciaram o planejamento dois meses antes e 36% com quatro meses de antecedência. A definição dos produtos em promoção é guiada, sobretudo, pela demanda do consumidor (28%), pelo planejamento estratégico próprio (24%) e planejamento estratégico do distribuidor (20%). Em relação às ofertas, a maioria (72%) pretende aplicar descontos entre 11% e 30%. Na divulgação, os canais digitais lideram: Instagram (88%)websites próprios (80%) e Facebook (68%) aparecem como principais meios de comunicação com o consumidor. Já o Tik Tok Shop, embora iniciado em maio de 2025, apenas 52% pretendem utilizá-lo. 

O estudo mostra que, mesmo diante de um cenário econômico desafiador, o varejo segue confiante e mais estratégico na preparação para a Black Friday. O consumidor está cada vez mais criterioso, exige preços competitivos e buscam prazos menores, além de valorizar benefícios adicionais como frete grátis e promoções relâmpago. Esse conjunto de fatores reforça a importância de um planejamento comercial sólido e de ações de marketing assertivas para conquistar relevância nessa data”, avalia Alexandre Della Volpe, Diretor de Marketing da RCELL. 

Do ponto de vista do perfil do consumidor, a pesquisa revela que a maioria dos clientes na Black Friday está na faixa de 35 a 50 anos (56%), seguida por 25 a 34 anos (36%), com equilíbrio de gênero em mais da metade dos casos (56%). O levantamento revela que a experiência presencial ainda é a preferida dos consumidores, mas os canais digitais já representam uma fatia de 28%, com destaque para sites próprios e marketplaces. O WhatsApp se consolida como ferramenta de apoio, enquanto as redes sociais aparecem mais como canais de influência do que de compra direta.  

O comportamento esperado para 2025 reforça um consumidor cada vez mais criterioso e exigente. 84% dos varejistas acreditam em maior busca por descontos agressivos60% apontam comparação intensa de preços e 48% projetam foco em produtos de maior valor agregado. O parcelamento segue como diferencial, com 56% das compras realizadas em 7 a 10 parcelas

Sobre a experiencia dos clientes, mais de um terço dos respondentes (36%) já mede satisfação por meio de NPS, enquanto 32% utilizam SAC e redes sociais, e outros 32% ainda não adotam ferramentas formais. O feedback, no entanto, é valorizado: 72% dizem utilizá-lo sempre para melhorias. Entre as prioridades, destacam-se comunicação de ofertas (24%), variedade de produtos (24%), agilidade na entrega (20%).  

O relacionamento com clientes após a Black Friday é mantido principalmente por WhatsApp (72%)e-mail marketing (68%) e CRM (52%), com ações que se estendem até o Natal em 40% dos casos. Para os próximos anos, os varejistas apontam como tendências mais impactantes o crescimento das vendas via redes sociais (64%), a integração entre loja física e online (56%) e a expansão dos marketplaces (48%)

Na percepção dos varejistas, os consumidores priorizam descontos relâmpago (60%), seguidos por combos de produtos com preço especial (16%) e frete grátis (16%) como diferenciais decisivos. 

Por fim, as mudanças de comportamento dos consumidores também chamam atenção, com 68% já percebem maior exigência por prazos de entrega menores e 40% observam um consumo mais racional, baseado em comparação intensa de preços. Isso reforça a necessidade de estratégias cada vez mais ágeis, digitais e orientadas por dados para atender a um público cada vez mais exigente. 

“A Black Friday segue como uma das maiores oportunidades de vendas do ano, mas também como um grande teste de maturidade para o varejo. Na RCELL, acreditamos que entender essas tendências é fundamental para apoiar nossos parceiros e garantir que estejam preparados para crescer de forma sustentável nesse cenário cada vez mais competitivo”, conclui. 

Imóveis que se pagam sozinhos: Brasileiros estão usando o Airbnb para financiar dívida

Enquanto muitos brasileiros ainda enxergam o financiamento bancário como única alternativa para adquirir um imóvel, cresce silenciosamente um modelo que pode mudar essa lógica. Chamado de “auto quitação”, esse sistema permite que o próprio imóvel gere a renda necessária para pagar suas parcelas, muitas vezes sem que o investidor precise desembolsar mensalmente do próprio bolso. A estratégia tem ganhado força especialmente entre brasileiros que vivem no exterior e desejam manter ou ampliar seu patrimônio no país. Ao unir a compra de imóveis via consórcio com a locação por temporada em plataformas como o Airbnb, o modelo oferece uma combinação atraente: previsibilidade, rentabilidade e redução de risco. É exatamente esse o foco da atuação da Referência Capital, empresa que já soma quase R$ 900 milhões em consórcios imobiliários negociados e clientes em 32 países.

Com rentabilidades que chegam a 1,4% ao mês, a proposta tem se mostrado eficiente para investidores que buscam ativos com geração de caixa e potencial de valorização. Ao contrário do financiamento tradicional, que exige entrada alta, juros elevados e longos compromissos com bancos, o modelo de auto quitação é baseado em cotas de consórcio imobiliário, alternativa sem juros, com parcelas mais acessíveis e flexibilidade na escolha do imóvel. “A lógica aqui é simples: você adquire o bem por meio de um consórcio, recebe a carta de crédito, compra um imóvel já formatado para locação por temporada e utiliza a renda dessa locação para pagar as parcelas restantes. Em alguns casos, o investidor ainda obtém lucro desde o primeiro mês”, explica Pedro Ros, CEO da Referência Capital.

O modelo tem sido especialmente atrativo para expatriados. Com o fortalecimento do dólar e do euro frente ao real, brasileiros que vivem fora do país conseguem adquirir imóveis no Brasil com maior poder de compra. Além disso, ao optarem por unidades em regiões com alta demanda turística ou corporativa, os investidores aproveitam a liquidez do mercado de locação de curta duração para transformar patrimônio em renda. A Referência Capital atua como uma consultoria completa nesse processo: seleciona os imóveis mais promissores, administra a aquisição da carta de crédito, cuida da compra e até da inserção da unidade em plataformas como Airbnb, Housi e Charlie, garantindo ocupação recorrente e gestão profissional.

Segundo Ros, mais do que uma oportunidade pontual, a estratégia representa uma nova forma de pensar o investimento imobiliário. “Ao transformar o imóvel em um ativo de renda previsível, a auto quitação permite ao investidor construir patrimônio com inteligência, reduzindo a exposição ao risco e aumentando sua capacidade de planejamento financeiro”, reforça. Entre os diferenciais da empresa estão também o Referência Bank, braço financeiro especializado em câmbio internacional, que facilita a entrada de recursos no Brasil com taxas muito abaixo do mercado, apenas 0,38% para a conversão de moeda estrangeira para reais, contra até 2,5% praticados por grandes plataformas.

A expectativa da Referência Capital é ultrapassar a marca de R$ 1 bilhão em consórcios negociados até o fim de 2025, ampliando a oferta de imóveis voltados ao modelo de auto quitação e consolidando sua atuação em cidades com grande potencial de valorização. A abertura da filial em Nova York reforça a presença internacional da empresa, que mira um público cada vez mais interessado em combinar rentabilidade e segurança, seja para diversificar seus investimentos, preparar uma aposentadoria no Brasil ou simplesmente transformar um imóvel em uma fonte de renda que se paga sozinha.

73,4% dos consumidores do Sul pretendem gastar acima de R$ 500 na Black Friday, mostra pesquisa da LWSA

A Pesquisa de Intenção de Compra – Black Friday 2025, realizada por Tray, Bling, Octadesk e Vindi, unidades da LWSA, mostra que 65,2% dos consumidores do Sul já se planejam financeiramente e 73,4% pretendem gastar acima de R$ 500 na Black Friday. Um universo de 34,8% dos clientes de Estados como Rio Grande do Sul, Paraná e Santa Catarina, deixam a decisão de compra para última hora.

No Sul, 47,5% pretendem aproveitar as ofertas para adquirir eletrônicos, como smartphones, games, smartwatch, 37,3% para eletrodomésticos, como geladeiras, airfryers e micro-ondas e  32,3% pretendem gastar com roupas.

“Na Black, o consumidor encontra o momento perfeito para unir necessidade e desejo: trocar o essencial, como uma geladeira e para o lojista online é a grande chance de transformar compras em experiências e fidelizar clientes”, diz Thiago Mazeto, diretor da Tray. 

Frete decide compra

Na região Sul, um total 52,5% afirmaram desistir da compra diante de taxas de frete elevadas, mesmo quando há boas promoções, e 55,1% preferem esperar mais para garantir frete grátis. A jornada de consumo é cada vez mais digital e mobile. O celular é usado por 72,8% dos consumidores da região nas compras online. “O consumidor decide a compra pelo celular e espera ser atendido no canal de sua escolha. Essa realidade evidencia que atendimento adequado às preferências do cliente é requisito básico para conquistar e reter clientes na Black Friday”, finaliza Mazeto.

Reta final para lojistas se prepararem

Os meses que antecedem o período de venda são cruciais para lojistas e empreendedores se prepararem para atender a alta demanda de vendas. De acordo com Marcelo Navarini, diretor do Bling, PMEs devem prever demanda de produtos, preparar estoques, estabelecer estratégia de precificação para que os descontos não comprometam a margem.  

“A Black Friday se tornou o maior mês de vendas e quem se antecede com planejamento e trabalha bem esse momento consegue converter em vendas e transformar clientes ocasionais em compradores recorrentes”, afirma Navarini. 

Pix cresce entre as formas de pagamento

Entre as formas preferidas de pagamento, o cartão de crédito lidera na região com 59,5% dos consumidores, mas o Pix avança e 26,6% afirmam que irão utilizá-lo durante a Black Friday deste ano. “O Pix já se consolidou como um dos principais meios de pagamento do brasileiro e vem assumindo um protagonismo crescente na Black Friday. A cada ano ele se aproxima mais do cartão de crédito, especialmente pela praticidade e pelo custo reduzido para lojistas e clientes”, ressalta  Monisi Costa, diretora de Pay e Banking do Vindi. 

O estudo entrevistou 1018 consumidores, com idade acima de 16 anos de todo o Brasil e de todas as classes sociais, entre 6 e 27 de agosto de 2025. A margem de erro da pesquisa é de 3,1 pontos percentuais.

Pix e Embedded Finance redefinem o comportamento do consumidor na Black Friday

Sete em cada dez brasileiros já se planejam financeiramente para a Black Friday de 2025, e 60% pretendem gastar mais de R$500, segundo levantamento da LWSA, grupo que reúne as marcas Tray, Bling, Octa Desk e Vindi. O estudo aponta que o consumidor chega à data mais preparado e conectado, com o Pix e o Embedded Finance, modelo que integra serviços financeiros a plataformas digitais  ganhando protagonismo na jornada de compra.

De acordo com o Banco Central, o Pix já representa mais de 40% das transações financeiras do país, consolidando-se como o principal meio de pagamento instantâneo entre os brasileiros. A modalidade Pix parcelado, em expansão desde 2024, começa a rivalizar com o cartão de crédito ao oferecer aprovação imediata e maior previsibilidade de gastos, fatores decisivos no comportamento de consumo durante o período promocional.

Para Luis Molla Veloso, especialista em Embedded Finance e integração de serviços financeiros em jornadas digitais, a mudança reflete uma transformação estrutural no varejo. “O consumidor quer concluir a compra dentro do próprio ambiente digital, sem precisar migrar entre plataformas. O Embedded Finance permite que o varejo ofereça crédito, parcelamento e recompensas integradas, criando uma experiência fluida e de confiança. Isso aumenta a conversão e fideliza o cliente”, afirma Veloso.

Projeções de mercado indicam um crescimento exponencial para o Embedded Finance, com estimativas de que o volume global de transações possa ultrapassar US$7 trilhões até 2030, segundo fontes como Accenture, impulsionado por empresas que integram soluções de pagamento, crédito e seguros em seus ecossistemas digitais. No Brasil, o avanço do Open Finance amplia o escopo dessa transformação, ao permitir que usuários compartilhem dados de forma segura para receber ofertas personalizadas de produtos financeiros.

Veloso explica que a Black Friday se tornou um campo de teste natural para essas inovações. “Durante a data, o varejo experimenta tecnologias que unem experiência e eficiência. Pix Automático, carteiras digitais e APIs bancárias integradas permitem aprovar crédito e liberar o produto em segundos. O diferencial já não é apenas o desconto, mas a conveniência e a segurança de uma compra sem fricção”, avalia o especialista.

Segundo um estudo da CNDL/SPC Brasil revelam um cenário ainda mais enfático sobre o comportamento do consumidor digital no Brasil. A dominância do comércio móvel é clara, com 87% dos consumidores utilizando o smartphone para realizar compras online.

A sensibilidade ao custo de entrega se mostra como o principal obstáculo na jornada de compra. Uma pesquisa da Octa Desk em parceria com a Opinion Box aponta que, para 67% dos consumidores, a oferta de entrega gratuita é decisiva no momento de finalizar o pedido.  

Essa seletividade reforça que o consumidor está mais consciente e atento ao custo-benefício da compra. Segundo Veloso, o cenário também traz oportunidades para pequenas e médias empresas. “O Embedded Finance democratiza o acesso a ferramentas financeiras antes restritas a grandes varejistas. Com dados integrados e menor dependência de intermediários, as PMEs ganham previsibilidade de caixa e capacidade de oferecer condições competitivas, o que tende a aumentar sua participação nas vendas de fim de ano”, observa.

Com juros ainda elevados e crédito mais restrito, o uso de pagamentos instantâneos e modelos de financiamento embutidos deve reduzir barreiras e estimular o consumo planejado. Para o especialista, a tendência é de consolidação do chamado “pagamento invisível”  , aquele que ocorre de forma automática dentro das plataformas. “A Black Friday de 2025 marca uma virada no comportamento de compra do brasileiro. Pagamento e consumo se fundem em uma experiência única, simples e segura. É uma mudança que vai além da data e tende a se expandir por todo o calendário comercial de 2026”, conclui Veloso

OLX registra crescimento de 142% nas vendas de iPhones usados

A OLX, marketplace de classificados de produtos usados, autos e imóveis, registrou um crescimento expressivo de 142% nas vendas de iPhones usados, levando em consideração as quatro versões que antecedem o iPhone 17, lançado no último 19 de setembro. A análise avaliou os 30 dias posteriores à data deste lançamento em comparação com os 30 dias anteriores. Os dados revelam o aquecimento do mercado de smartphones seminovos, impulsionado pela busca por economia e sustentabilidade.

“O mercado de iPhones usados continua em expansão, refletindo uma mudança no comportamento do consumidor brasileiro, que busca tecnologia de qualidade com preços mais acessíveis”, afirma Flávio Passos, VP de Autos e Bens de Consumo do Grupo OLX. “Além da economia financeira significativa, a compra de dispositivos seminovos contribui para a economia circular e a sustentabilidade,” complementa.

O ranking dos iPhones mais vendidos entre 19 de setembro e 18 de outubro deste ano foi liderado pelo iPhone 13, representando 22,1% de participação de mercado. Na sequência vêm o iPhone 13 Pro Max, iPhone 14 Pro Max, iPhone 14 e iPhone 15.

Os três modelos mais populares concentram 41,4% de todas as vendas de iPhones usados na plataforma, demonstrando a preferência dos consumidores por aparelhos com boa relação custo-benefício.

Os modelos mais procurados e anunciados

O levantamento indica ainda que o iPhone 13 também lidera os rankings de procura e de anúncio por meio da plataforma, após o lançamento do iPhone 17.

Economia significativa para consumidores

A análise dos preços praticados por meio da plataforma revela que a compra de iPhones usados proporciona uma economia substancial aos consumidores de cerca de R$ 2.194 por aparelho.

Destaque para lançamentos recentes

O iPhone 16 Pro Max se destacou como o modelo com maior variação de crescimento, registrando alta de 197,7% nas vendas após o lançamento do iPhone 17. Este resultado demonstra como os lançamentos recentes impulsionam o mercado secundário, com consumidores optando por versões anteriores para economizar.

Como fazer uma compra online com mais segurança

  • Não divulgue seus dados pessoais nem seu número de celular;
  • Desconfie de preços ou ofertas muito abaixo do mercado;
  • Verifique na plataforma informações sobre o vendedor, como tempo de conta, registro da empresa, se for o caso, e licenças;
  • A OLX oferece a opção Garantia da OLX, serviço pelo qual é possível pagar a compra pela plataforma, sem precisar efetuar transferências para terceiros. Assim que o pagamento é confirmado pela OLX, o comprador recebe uma mensagem de confirmação diretamente no chat do anúncio;
  • Sempre peça a nota fiscal do item que está negociando. Desta forma, há certeza da legalidade da procedência do produto e, caso ainda esteja na garantia, é possível ter acesso à assistência técnica oficial;
  • No caso de uma compra ou entrega presencial, escolha lugares movimentados, como praças, shoppings ou estações de metrô. Se possível, sempre vá acompanhado de outro adulto;
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Brasil deve encerrar 2025 com US$ 418,8 bilhões movimentados em e-commerce, aponta Nuvei

O Brasil deve encerrar 2025 com um volume de US$ 418,8 bilhões movimentados no e-commerce, registrando uma taxa média de crescimento de 21% ao ano até 2027. Entre as tendências que impulsionam esse avanço, o PIX já é o método de pagamento preferido dos consumidores brasileiros e deve ultrapassar os cartões como principal meio de pagamento digital nos próximos dois anos.

As conclusões fazem parte do relatório consolidado Guia de Expansão Global para Mercados de Alto Crescimento, que encerra a primeira edição da série de estudos da Nuvei, fintech global de pagamentos, dedicada a mapear o desempenho e o potencial dos mercados emergentes. Ao longo do ano, a pesquisa analisou oito economias de destaque: Colômbia, Emirados Árabes Unidos, Brasil, África do Sul, México, Hong Kong, Chile e Índia.

No cenário brasileiro, o relatório aponta o PIX, Mercado Pago, PicPay, boleto bancário (em declínio) e PayPal como os principais meios de pagamento utilizados no comércio eletrônico. Os cartões de crédito nacionais representam 31% das transações, enquanto os internacionais somam 10%, e o parcelamento continua sendo uma prática amplamente adotada pelos consumidores.

“Para o mercado brasileiro, o aprendizado é claro: os pagamentos instantâneos tornaram-se uma expectativa padrão, não mais uma alternativa. As taxas de fraude vêm melhorando, mas tecnologias como tokenização e autenticação avançada continuam sendo fundamentais para manter a segurança e a eficiência nas transações”, afirma Juan Jorge Soto, General Manager da Nuvei América Latina.

De acordo com a Nuvei, empresas que desejam expandir suas operações no setor precisam oferecer opções de pagamento locais, como PIX, cartões de crédito nacionais e carteiras digitais, além de habilitar parcelamentos e preços em real (BRL). O uso de QR Codes via PIX aumenta a conversão de vendas, enquanto o emprego de tokenização e impressão digital de dispositivos é essencial para o controle de fraudes e melhoria nas taxas de aprovação.

Inclusão financeira

Em escala global, o estudo revela que o volume total de e-commerce nos oito mercados analisados atingiu US$ 908,4 bilhões, com projeção de quase dobrar até 2027, alcançando US$ 1,2 trilhão, o que representa um crescimento médio anual de 19%.

Entre os países estudados, o Brasil desponta como o maior mercado digital, movimentando US$ 418,8 bilhões. Na sequência, aparecem Índia (US$ 212,9 bilhões), México (US$ 125,7 bilhões), Colômbia (US$ 61,4 bilhões) e Chile (US$ 39,1 bilhões). Nos Emirados Árabes Unidos, cartões e carteiras digitais ainda dominam, enquanto na África do Sul o recém-lançado PayShap começa a impulsionar a inclusão financeira.

A ascensão de sistemas de pagamento locais, como o PIX no Brasil e o UPI na Índia, é apontada como um dos principais fatores por trás desse salto. Ambos os modelos se tornaram referências globais em pagamentos instantâneos, servindo de exemplo para novas iniciativas em países como México (DiMo) e Colômbia (PSE).

O relatório destaca ainda que os oito mercados analisados abrigam quase dois bilhões de pessoas, mais da metade delas com menos de 35 anos, uma geração que já nasce digital, compra online por padrão e molda o futuro do comércio eletrônico global. Suas economias digitais crescem em ritmo de dois dígitos, impulsionadas por consumidores jovens e conectados, classes médias em expansão e políticas públicas de inclusão financeira.

Esse movimento vem sendo reforçado por iniciativas governamentais, regulamentações de open banking e inovações conduzidas por bancos centrais, como o próprio PIX e o UPI, que reduziram a dependência do dinheiro físico e integraram milhões de pessoas aos ecossistemas digitais formais. De acordo com o Fundo Monetário Internacional (FMI), as economias emergentes devem crescer, em média, 4% ao ano entre 2024 e 2029, mais que o dobro das economias avançadas.

“O comércio eletrônico deve ultrapassar a marca de US$ 1,2 trilhão até 2027, e as economias emergentes continuarão crescendo em ritmo significativamente mais rápido do que América do Norte e Europa Central. O Brasil, em especial, consolida-se como um dos maiores polos de inovação em pagamentos do mundo”, afirma Soto.

Próxima edição amplia olhar sobre oportunidades globais de pagamento

Para 2026, a Nuvei prepara uma nova edição do Guia de Expansão Global, com foco em novas geografias. As próximas fases do estudo deverão apoiar comerciantes e empresas internacionais a ampliarem sua base de consumidores digitais, explorando novas oportunidades de diversificação e fortalecendo o acesso a ecossistemas que inovam em velocidade sem precedentes.

A Nuvei ressalta que o avanço da Geração Z e dos Millennials nos mercados emergentes será determinante nesse processo. Essa população, altamente conectada e adepta do mobile-first, busca experiências digitais personalizadas e pagamentos instantâneos. A influência desse público tende a crescer: até 2030, três em cada quatro consumidores nas economias emergentes terão entre 15 e 34 anos.

“A principal conclusão é clara: o cenário de pagamentos nos mercados de alto crescimento está evoluindo, não se substituindo. As economias digitais que mais crescem no mundo e a próxima geração de consumidores estão prontas para os comerciantes que também estiverem prontos para elas”, conclui Juan Soto.

Saiba mais sobre o estudo consolidado e suas respectivas fases acessando o link.