A Powersafe, fabricante brasileira de baterias e sistemas de energia, lança oficialmente no Brasil uma loja virtual de modelos portáteis de estocagem e backup energético destinados aos consumidores residenciais, comerciais e demais atividades de laser, eventos ao ar livre e mobilidade em geral.
Com investimentos da ordem de R$ 1 milhão na criação da plataforma, infraestrutura logística, integração tecnológica e formação de equipe dedicada exclusivamente ao canal online, a Powersafe entra com a venda direta de estações de energia portáteis, painéis solares e dispositivos inteligentes da marca internacional EcoFlow.
A nova plataforma (www.ecoflowstore.com.br) nasce com alcance nacional, integração a sistemas de pagamento seguros e logística otimizada para todo o território brasileiro. A meta é que o e-commerce represente cerca de 25% do faturamento da unidade de renováveis da Powersafe no primeiro ano, impulsionado pela demanda nacional por soluções de energia limpa e pela performance global da marca EcoFlow, que movimentou US$ 311 milhões em 2024.
O e-commerce atende a um público amplo e diversificado, incluindo, famílias que buscam segurança durante apagões, usuários de lazer e aventura (camping, trilhas, motorhomes, Overland, náutica), profissionais em home office que exigem energia estável, fotógrafos, film-makers e equipes de eventos em campo, pequenos negócios, food trucks e empresas que necessitam de soluções portáteis para contingência e operações remotas.
Todo o sistema logístico da plataforma também foi concebido para fazer entregas entre dois e dez dias úteis, a depender da região, com frete grátis durante o período de lançamento, além de condições de pagamento que incluem PIX com 10% de desconto e aprovação imediata e parcelamento em até 10x sem juros no cartão.
Para André Ribeiro, gerente de operações na área de renováveis da Powersafe, o projeto marca um passo estratégico da empresa para fortalecer sua presença no mercado de soluções de energia limpa, móvel e acessível, acompanhando a crescente demanda por autonomia energética no Brasil. “O lançamento do e-commerce faz parte da estratégia de democratizar o acesso à energia portátil e sustentável, oferecendo mais praticidade ao consumidor e ampliando a presença da EcoFlow no mercado brasileiro”, afirma.
Ele destaca ainda que esse movimento consolida um ciclo de investimentos que complementa o portfólio da empresa, reforçando a visão da Powersafe de se posicionar como a maior referência do varejo no de armazenamento de energia do Brasil. “Estamos expandindo nossa atuação para além dos modelos tradicionais de distribuição, trazendo inovação, tecnologia e experiência de compra para um mercado que cresce de forma acelerada. Este é um passo fundamental para estarmos ainda mais próximos dos consumidores e do futuro da energia no país”, completa.
Fabricante de baterias investe em novo e-commerce de soluções de energia portátil para os mercados residenciais, comerciais e mobilidade
Black Friday 2025: IA generativa impulsiona o varejo, mas exige proteção para evitar brechas de segurança
A Black Friday é uma das datas mais cobiçadas pelo varejo e representa um pico no tráfego de dados pessoais. Esse aumento expressivo torna as transações mais expostas a ataques; panorama que ganha ainda mais complexidade com a crescente adoção da IA generativa.
Embora a tecnologia ofereça ganhos como personalização de ofertas, automação de marketing e antecipação de demandas, também pode ampliar o risco de brechas se não estiver acompanhada de controles robustos.
Como explica José Miguel, gerente de pré-vendas da Unentel, a “IA generativa é uma aliada poderosa para o varejo, mas exige o mesmo cuidado que qualquer outra ferramenta de alto impacto. O desafio está em garantir que o ganho de eficiência não venha às custas da segurança”.
Empresas do setor já buscam integrar soluções de cibersegurança para atuarem em conjunto com a IA generativa, capazes de monitorar fluxos de dados sensíveis e identificar comportamentos suspeitos em tempo real. Essas ferramentas permitem que as equipes de TI antecipem ameaças e ajustem políticas de acesso antes que um incidente ocorra — um avanço importante frente aos modelos tradicionais de defesa, baseados apenas na reação a ataques.
Segundo um estudo da KPMG, 33% das empresas no setor de consumo e varejo já adotam IA de forma parcial ou ampla, mas apenas 14% utilizam IA generativa, com previsão de crescimento para 60% nos próximos três anos. O levantamento também informa que o investimento direcionado à IA e ao digital no setor deverá subir de 9% do orçamento de TI para cerca de 13,8% no mesmo período.
Mesmo entre os que já investem, obstáculos como segurança da informação (58%), falta de habilidades técnicas (56%) e dados inconsistentes (47%) aparecem como barreiras.
Para aproveitar com segurança o potencial da IA generativa durante a Black Friday, José Miguel recomenda as seguintes ações imediatas:
Prevenção antes da detecção: escolha soluções de cibersegurança que foquem em evitar ataques não somente em detectá-los ou reagir depois.
Arquitetura segura: implemente camadas de proteção que limitem o acesso a dados sensíveis, com autenticação multifatorial, gestão de privilégios e revisões periódicas de permissões.
Monitoramento contínuo: adote sistemas que identifiquem comportamentos atípicos e acionem respostas automáticas quando necessário, reduzindo o tempo de detecção e mitigação de incidentes.
Pagamentos blindados: garanta que as transações passem por gateways certificados, utilizem criptografia ponta-a-ponta e sejam avaliadas por soluções antifraude em tempo real.
“Quando a IA generativa é usada com vigilância, estrutura técnica robusta e políticas claras de prevenção, o varejo minimiza riscos e ganha credibilidade junto ao consumidor, um diferencial decisivo em datas de alto volume de vendas e competitividade”, conclui José Miguel.
“Sem dados de qualidade, não há IA inteligente”, alerta vice-presidente da Red Hat
A corrida pela adoção e implementação da inteligência artificial (IA) está acelerando, mas nem todas as organizações estão prontas para transformar a tecnologia em vantagem competitiva. A IDC prevê que 2026 será o ano em que o mercado irá passar da experimentação à adoção em escala da inteligência artificial. Essa virada, porém, será um desafio para os fortes. Líderes de tecnologia devem enfrentar meses complexos, o que vai exigir estratégia e jogo de cintura.
Segundo a Forrester, embora os CIOs contem com mais orçamento para transformar a IA em realidade, haverá mais volatilidade e pressão por resultados concretos. Se por um lado cresce o entusiasmo, por outro aumenta a percepção de que o verdadeiro diferencial não está na IA em si, mas sim nos dados utilizados para treinar os modelos. “Se um jogador em campo não é capaz de dominar a bola, dificilmente poderá chegar ao gol. O mesmo vale para a IA. Sem dados de qualidade e bem ‘dominados’ não há IA inteligente para as empresas”, afirma Gilson Magalhães, vice-presidente e general manager da Red Hat para a América Latina.
Na visão do executivo, 2026 será um ponto de inflexão. Os líderes de TI precisarão redefinir o sucesso dos projetos, saindo do foco em eficiência operacional para priorizar impacto estratégico e mensurável. Isso passa por governança de dados e seleção criteriosa das informações usadas para criar experiências de usuário e evitar erros dispendiosos. “Não basta adotar ferramentas; será preciso reestruturar jornadas, personalizar interações em tempo real e redesenhar operações com IA incorporada desde o chão de fábrica até a gestão. E tudo começa com dados bem dominados e uma estratégia clara”, diz
Dados sob controle: a era da soberania digital
A crescente regulação sobre privacidade e segurança de dados impulsiona uma tendência que deve se fortalecer ainda mais em 2026: a IA soberana. O conceito, que busca garantir que dados e modelos de IA permaneçam sob jurisdição nacional ou regional, reflete uma preocupação estratégica com compliance, segurança e confiança.
Para Magalhães, a soberania digital será decisiva na próxima década. “Empresas que dominarem seus dados, entendendo onde estão, como são processados, o que representam, como impactam o negócio e com quem são compartilhados, terão uma vantagem competitiva enorme. A IA depende de contexto, e o contexto depende de dados íntegros e usados com propósito”, afirma.
De acordo com o executivo, o primeiro passo para o domínio eficiente dos dados é entender que nem tudo que entra em um modelo é verdade e que a qualidade das respostas depende diretamente da qualidade e integridade dos dados. Aqui entra em jogo a chamada falácia digital, a falsa sensação de certeza que surge quando alimentamos a IA com informações incompletas, tendenciosas ou erradas, e confiamos cegamente no que ela entrega. “Essa falácia não é apenas um risco técnico, mas estratégico. Se decisões críticas de negócios, políticas públicas, saúde ou educação forem baseadas em um modelo treinado com dados incompletos ou contaminados, estaremos institucionalizando o erro. Pior ainda: escalando-o com o poder da automação”, alerta.
Combater esse risco requer três pilares: curadoria rigorosa de dados, transparência nas fontes e processos, e pensamento crítico constante. Em resumo, a IA só faz sentido com uma sólida governança de dados. Uma preocupação que já está presente no mercado. Segundo a IDC, para 2026, mais de 30% das organizações que usam IA avançada para produzir seus produtos ou serviços irão divulgar as fontes de dados usadas para treinar seus modelos.
Infraestrutura moderna e inferência inteligente
Nesse contexto, plataformas abertas e híbridas ganham destaque ao combinar modelos de IA com automação e governança de dados. Um exemplo é o Red Hat AI 3, apresentado durante o Red Hat Summit: Connect, série de eventos realizados pela Red Hat em mais de 60 países, sete deles na América Latina.
Com edições em São Paulo, Buenos Aires, Santiago, Cidade do México, Montevidéu, Lima e Bogotá, os eventos reuniram especialistas e executivos para discutir desafios e oportunidades do uso de IA sob a ótica do open source. “A próxima fase da inteligência artificial será híbrida, aberta e colaborativa, baseada em interoperabilidade, transparência e co-criação. É nisso que acreditamos e foi isso que compartilhamos com nossos clientes e parceiros”, conta Magalhães.
Outro destaque dos encontros foi a inferência, fase operacional da IA em que os modelos aplicam o que aprenderam em situações reais. Ela vem evoluindo rapidamente e se tornando peça-chave para decisões mais rápidas e precisas em diferentes setores. Na saúde, por exemplo, ajuda médicos a identificar padrões e anomalias no histórico dos pacientes. No setor financeiro, detecta erros e comportamentos incomuns em tempo real, prevenindo fraudes e agilizando o atendimento. De multinacionais a pequenas empresas, a inferência é o que define a eficiência, a precisão e o valor real das implantações de IA.
Segundo o Gartner, até 2028 mais de 80% dos recursos de computação acelerada usados para treinamento serão redirecionados para inferência. “O futuro da IA não é definido pelos modelos, mas pelo que você faz com eles”, resume Magalhães.
Uma nova arquitetura empresarial guiada por agentes inteligentes
O próximo ano também deve marcar a consolidação dos agentes de IA como parte da infraestrutura e dos aplicativos corporativos. O Gartner projeta que, até o final de 2026, 40% dos softwares empresariais terão integração direta com agentes inteligentes.
Esses agentes, capazes de operar com autonomia e aprender com dados, já estão em expansão em setores como varejo, finanças e manufatura e podem impulsionar aproximadamente 30% da receita de software de aplicativos corporativos até 2035, ultrapassando US$ 450 bilhões. O impacto inicial será mais visível nas áreas voltadas ao cliente, com chatbots e assistentes inteligentes que cruzam histórico, preferências e comportamento em tempo real.
“Essas interações adaptadas ao contexto vão exigir que as empresas repensem não só o que vendem, mas como vendem, por quais canais e como se comunicam com seus clientes”, explica o executivo. “O diferencial competitivo passará a ser o quanto sua IA entende — e respeita — o comportamento humano”.
Ferramentas como o ChatGPT já mostram esse potencial. “O consumidor está na loja, conversa com a solução e recebe uma recomendação personalizada em tempo real. Isso não é mágica. São dados, conhecimento, agentes e inferência”, afirma Magalhães.
Automação inteligente
Outra tendência em expansão é a chamada IA física, que leva a inteligência ao mundo real por meio da integração com robótica, veículos autônomos, Internet das Coisas e gêmeos digitais. Segundo a Deloitte, até 2026, essa convergência deve aumentar a eficiência e a segurança em setores antes limitados pela complexidade ou custo da automação.
Essa evolução, no entanto, não significa que a automação tradicional será deixada de lado. Muito pelo contrário. O Gartner estima que, em 2026, 30% das empresas terão automatizado mais da metade de suas atividades de rede com base em IA. “Essa modernização da infraestrutura é o alicerce da nova economia digital. Significa eliminar silos, integrar nuvens, repensar o papel dos dados e trazer automação para o centro da operação”, diz o vice-presidente da Red Hat para a América Latina.
Relatório da McKinsey mostra que organizações que integram IA aos seus processos de automação conseguem, em média, aumentar a produtividade em 35% e reduzir custos operacionais em 20%. Mas o verdadeiro diferencial está na capacidade de aprender e se reinventar continuamente.
Nesse sentido, soluções open source empresariais, como o Red Hat Ansible Automation Platform, tornam-se aliadas estratégicas. Elas permitem expandir a automação entre domínios, orquestrar fluxos de trabalho e otimizar operações de TI com segurança e flexibilidade. Além disso, ajudam a reforçar a cibersegurança, detectando e respondendo a ameaças com muito mais agilidade.
Para Magalhães, o avanço da IA exigirá uma nova arquitetura empresarial baseada em três fundamentos: controle de dados, inferência e modernização tecnológica. “A inteligência artificial só entregará valor quando aplicada com propósito e alinhada ao conhecimento humano”, conclui Magalhães.
Black Friday vira batalha por atenção: tecnologia decide quem conquista o consumidor
A Black Friday deixou de ser apenas um dia de descontos agressivos e passou a representar um momento decisivo para o varejo brasileiro. Para além das promoções, o principal desafio das marcas é encontrar caminhos eficientes para chegar ao consumidor no momento exato em que ele está disposto a comprar. Em uma economia digital saturada de estímulos e marcada por orçamentos cada vez mais apertados, a capacidade de se comunicar com precisão se tornou tão importante quanto o preço ofertado.
O cenário atual evidencia que o e-commerce é uma realidade consolidada. Gustavo Jota, especialista em produtos digitais e executivo da Ativos Capital, afirma que “A ideia de que o comércio digital é o futuro está ultrapassada. Ele faz parte do cotidiano, assim como ter um site ou um perfil nas redes sociais. Na Black Friday, ninguém pega o carro para procurar promoção. As pessoas correm para a internet”. A data, segundo ele, apenas reforça um comportamento que já se tornou padrão.
RCS: o antigo SMS agora é interativo
Nesse ambiente, novas tecnologias de comunicação passaram a ganhar protagonismo, especialmente aquelas capazes de aproximar o consumidor da marca por meio de mensagens personalizadas. Uma das apostas mais recentes é o RCS, protocolo que transforma a caixa de mensagens do celular em um canal mais interativo e seguro, com botões, imagens e a identidade visual da marca. A tecnologia, desenvolvida em parceria entre operadoras, promete ocupar o espaço deixado pelo SMS tradicional e entregar um nível de credibilidade pouco comum em campanhas de marketing digital. “O RCS chega certificado pelas operadoras e pelos próprios sistemas operacionais. Isso elimina o risco de falsificação e aumenta a confiança do consumidor, que sabe que aquela mensagem é realmente da marca”, explica Jota.
Embora ainda esteja em expansão, o RCS já apresenta resultados expressivos. Em uma campanha recente realizada pela Ativos Capital em parceria com um influenciador digital, a taxa de abertura ficou em torno de 45%, mesmo antes de o recurso estar disponível a todos os modelos de celular. Esse desempenho chamou a atenção de grandes empresas e agências, que passaram a considerar o canal como peça estratégica para ações de alto impacto.
Ao mesmo tempo, o SMS – longe de ser uma tecnologia obsoleta – segue mostrando força surpreendente. Com taxas de leitura que ultrapassam 90%, ele continua sendo um dos meios mais imediatos e eficazes para a Black Friday. Jota relembra um caso recente: “Uma rede de fast food enviou mensagens segmentadas minutos antes do almoço e aumentou em 30% o volume de pedidos naquele período. É a prova de que o SMS ainda é uma ferramenta poderosa quando usada com inteligência”.
Automação para interpretar dados e hiperpersonalizar campanhas
A personalização, aliás, é o ponto central da disputa por atenção. As empresas acumularam, nos últimos anos, grandes bases de dados colhidas nas lojas físicas, no e-commerce e nos mais variados pontos de contato. A legislação de proteção de dados, embora tenha colocado limites necessários, não inviabilizou o marketing personalizado, muito pelo contrário: profissionalizou o processo. Para extrair valor dessas informações, porém, não basta coletá-las: é preciso interpretá-las. Por muito tempo, essa tarefa ficou concentrada em grandes departamentos de tecnologia, equipes de cientistas de dados e projetos complexos de Big Data Analytics, o que se mostrou caro, lento e nem sempre eficiente.
É justamente nesse vácuo que surgem plataformas de CDP (Customer Data Platform), como o EasyCDP, da Ativos Capital, criadas para organizar dados, identificar padrões, segmentar públicos e acionar campanhas de maneira automatizada. “As empresas estavam gastando muito dinheiro para transformar dados em ação. O EasyCDP democratiza essa inteligência: ele centraliza informações, identifica comportamentos de compra e indica a melhor forma de falar com cada cliente”, destaca Jota. Segundo ele, a plataforma cruza dados de lojas físicas e digitais e permite ações altamente específicas, como enviar um cupom a clientes que só compram em aniversários ou impactar públicos que abrem mensagens apenas à noite.
Respostas instantâneas para oscilações de tráfego
A velocidade, no entanto, é o fator que define o sucesso na Black Friday. Em uma data em que as campanhas mudam hora a hora, as empresas precisam responder instantaneamente às oscilações de tráfego, conversão e estoque. Por isso, além das soluções robustas, a Ativos Capital oferece alternativas mais simples, como o Disparo Pro, pensado para negócios que precisam agir de forma imediata. Com ele, é possível importar listas, configurar mensagens e disparar uma ação em poucos minutos. Segundo Jota, “as promoções da Black Friday não acontecem no planejamento, acontecem ao vivo. Se o carrinho está vazio ou a oferta não converte, a empresa não pode esperar. Em 15 minutos ela pode mudar o rumo da campanha”.
A disputa não é apenas tecnológica. Há uma mudança estrutural no comportamento de consumo no Brasil: o orçamento do comprador está mais curto, e isso faz da concorrência um embate direto pelo poder aquisitivo, não apenas por preferência de marca. “A competição da Black Friday não é entre produtos; é pelo orçamento do consumidor. Quem chega primeiro com a oferta certa conquista esse espaço”, afirma Jota. Essa dinâmica faz com que empresas menores possam rivalizar com grandes varejistas, desde que utilizem bem seus dados e seus canais de comunicação.
O futuro próximo, segundo o especialista, aponta para uma integração cada vez maior com inteligência artificial, capaz de acelerar análises e sugerir automaticamente as melhores jornadas de comunicação. O EasyCDP já usa IA para propor campanhas, prever comportamentos e reduzir desperdícios, um movimento que deve se intensificar nos próximos anos. Para Jota, “as empresas que combinam CDP com inteligência artificial já estão se distanciando dos concorrentes. A velocidade de decisão virou vantagem competitiva”, completa.
E-Commerce 2025: China lidera e Brasil sobe no Top 10 global
O e-commerce mundial reafirma sua trajetória de crescimento em 2025, impulsionado pela digitalização do consumo e por inovações tecnológicas que redefinem a experiência de compra.
O bom desempenho, em um contexto macroeconômico global desafiador, reforça o setor como um motor essencial da economia digital e ressalta a importância de parceiros de abastecimento eficientes e estratégicos para garantir a competitividade das operações.
Empresas que investem na transparência, na qualificação e no monitoramento contínuo de fornecedores estabelecem a base de uma cadeia de suprimentos robusta e resiliente, apta a enfrentar as complexidades do mercado.
Panorama global: liderança asiática e mercados em expansão
Nesse cenário de intensa competitividade, a China mantém seu destaque global e atua como um verdadeiro laboratório de tendências.
No primeiro semestre de 2025, as vendas online de bens físicos no país somaram ¥ 6,12 trilhões (algo em torno de R$ 4,6 trilhões), volume que representou 24,9% do seu varejo total, conforme dados do governo chinês.
A liderança do país não se deve somente à vasta população, mas, sim, à combinação de uma infraestrutura tecnológica avançada, à cultura de pagamentos móveis em massa e a um ecossistema de varejo digital maduro.
Os Estados Unidos ocupam a segunda posição, com o e-commerce sustentado por grandes marketplaces e pela logística altamente sofisticada.
Outros mercados asiáticos e europeus, como Reino Unido, Japão e Coreia do Sul, ficam com as posições seguintes, com seus indicadores econômicos que apresentam crescimento constante, embora em ritmo diferente do chinês.
A penetração da internet e o uso crescente de smartphones em economias emergentes, como a Índia e o próprio Brasil, indicam que o potencial de expansão nesses locais permanece elevado.
Nesse panorama, nosso país se solidifica em relevância ao se posicionar entre os dez maiores mercados de comércio eletrônico do mundo. As projeções para o final de 2025 indicam que o setor deve registrar um faturamento de R$ 234,9 bilhões.
A Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm) aponta que o Brasil tem cerca de 94 milhões de compradores ativos que sustentam um ticket médio de R$ 539,28 cada.
O segredo da China para preservar a liderança mundial
A superioridade chinesa no comércio eletrônico é multifatorial. O país não se limita à escala de consumo, e abrange também a inovação constante em modelos de negócio e tecnologia.
Inicialmente, a infraestrutura digital é inclusiva e robusta. A maioria das transações ocorre via dispositivos móveis, com pagamentos digitais (como Alipay e WeChat Pay), o que facilita a conversão e elimina barreiras.
A China também foi a pioneira, e continua como líder, na integração de conteúdo e comércio. O live shopping, por exemplo, que combina entretenimento e vendas em transmissões ao vivo, já representa uma fatia significativa do total das vendas digitais no país e serve de inspiração para mercados ocidentais.
Plataformas, como Shein e Temu, exemplificam a agilidade e a sofisticação das cadeias de suprimentos locais, que conseguem responder à demanda do consumidor de forma ultrarrápida.
Outro motivo é o uso intensivo de Inteligência Artificial (IA) e Big Data, que permitem uma hiperpersonalização da experiência. Algoritmos preditivos orientam a produção, a estocagem e o marketing e tornam o ecossistema chinês um dos mais eficientes e adaptáveis do mundo.
O desempenho do Brasil no Top 10 global
A previsão de faturamento da ABComm tem como base a adoção digital massiva, pois o país tem uma alta taxa de conectividade e uma forte preferência do consumidor pelo m-commerce (comércio via celular), o que simplifica a jornada de compra.
Outro motivo é a inovação em pagamentos, devido à introdução e popularização de métodos de pagamento instantâneo. Nesse cenário, o Pix se destaca, pois revolucionou a velocidade das transações, diminuiu o tempo de compensação e facilitou a inclusão financeira de milhões de brasileiros.
A maturação logística também tem grande peso. A crescente profissionalização dos marketplaces e dos operadores logísticos aprimorou as entregas e permitiu o alcance de regiões antes desassistidas.
Apesar dos avanços, o mercado nacional, com sua complexidade tributária e extensas dimensões continentais, exige das empresas uma atenção especial à eficiência operacional.
Logística e competitividade: o papel da gestão de fornecedores
No e-commerce, o atraso ou a falha na entrega de um item compromete a satisfação do cliente, impacta negativamente a reputação da marca e eleva as taxas de reclamação e de devolução.
Como não há margens para erros logísticos, uma abordagem estratégica da gestão de fornecedores é indispensável para garantir a eficiência, a qualidade do produto final e o controle rigoroso dos custos.
Uma gestão eficaz desses parceiros contribui para aprimorar o controle de qualidade, otimizar o fluxo de entregas, diminuir gastos, como os de sourcing e frete de entrada, e reduzir a probabilidade de interrupções na cadeia de suprimentos.
O cenário atual, que exige das empresas atenção a critérios de sustentabilidade e compliance (ESG), torna a qualificação dos fornecedores um fator de sobrevivência competitiva.
O uso de sistemas específicos, como um SRM (Supplier Relationship Management, ou Gestão de Relacionamento com Fornecedores), oferece soluções robustas que automatizam a due diligence e ajudam a mitigar riscos jurídicos e reputacionais desse tipo de parceria.
Tendências globais que moldam o setor
Duas tendências merecem destaque pelo poder de transformar o setor mundialmente em 2025: o Social Commerce e o BNPL.
A primeira se refere à venda direta de produtos diretamente nas redes sociais, processo que simplifica a jornada do cliente ao eliminar a necessidade de redirecionamento para o site do e-commerce.
Essa modalidade se consolida por permitir que marcas utilizem o engajamento e a credibilidade dos influenciadores digitais para impulsionar a conversão. O formato também é potente para engajar o público jovem, que valoriza a autenticidade e a conveniência de comprar no mesmo ambiente em que consome conteúdo.
Um estudo da Accenture revelou que as vendas globais de comércio social alcançarão US$ 1,2 trilhão até o final de 2025.
A segunda tendência (Buy Now, Pay Later – “Compre Agora, Pague Depois”) é uma modalidade de crédito que permite aos consumidores parcelar compras sem a necessidade de um cartão de crédito tradicional.
Esse recurso é um método de pagamento flexível e transparente, que ajuda a evitar abandono de carrinho e atua como um incentivador de compras de valor elevado.
O modelo é um aliado poderoso para o e-commerce, pois transfere o risco de crédito para a instituição financeira que oferece o serviço, enquanto aumenta o poder de compra do consumidor.
A Worldpay, por exemplo, prevê que o BNPL representará cerca de 15% dos pagamentos de e-commerce global até 2025.
Como se manter no topo do mercado de e-commerce
O e-commerce em 2025 demonstra um notável equilíbrio entre a escala e a sofisticação. O ritmo da inovação segue nas mãos da China, mas diversos países se destacam pelo potencial de crescimento, como o Brasil.
A liderança global tem como base alicerces digitais e logísticos robustos, nos quais a gestão de fornecedores se revela um diferencial estratégico crucial para o bom funcionamento do negócio.
Em um ambiente em que o consumidor exige velocidade, personalização e compliance socioambiental, o sucesso do varejo digital passa, inevitavelmente, por uma parceria de abastecimento eficiente. Essa relação ajuda a garantir entrega, qualidade, cumprimento de prazos e a satisfação dos clientes finais.
Graco reforça presença digital e fortalece atuação no e-commerce nacional
A Graco, reconhecida marca internacional de produtos infantis e líder de vendas nos Estados Unidos, anuncia um novo passo em sua jornada digital no Brasil. A partir deste mês, a marca inicia a venda de seu portfólio na Amazon, um dos principais marketplaces do país.
A abertura deste novo canal de venda direta na Amazon representa um marco estratégico para a Graco, que reforça sua presença digital com o propósito de estar ainda mais próxima das famílias, oferecendo conveniência, segurança e acesso direto a produtos de alta qualidade. A marca, que já atua no país por meio do Planeta do Bebê, fortalece seu compromisso com a experiência do consumidor, ampliando o alcance e a visibilidade em um dos canais de compra online mais relevantes do país.
“A expansão digital da Graco reflete nosso compromisso em acompanhar as famílias em todas as etapas, com praticidade e confiança. Nosso foco é oferecer uma experiência de compra acessível e segura, fortalecendo o posicionamento da marca como referência em qualidade e inovação no universo infantil”, diz Ana Carolina Di Grigoli, Gerente de Marketing da Graco no Brasil.
A decisão de fortalecer a atuação digital tem como base insights sobre o comportamento de compra das famílias brasileiras, que têm impulsionado o crescimento do setor infantil no e-commerce. A busca por praticidade, confiança e produtos de qualidade elevou o interesse por produtos de puericultura pesada, segmento no qual a Graco se destaca por sua credibilidade e padrões internacionais de segurança.
Com foco em entregar soluções adaptadas às necessidades locais, a marca realizou uma análise cuidadosa do portfólio global, selecionando modelos que combinam tecnologia, segurança e praticidade, sem abrir mão do padrão de excelência que consolidou a marca mundialmente.
Aurora Friday deve elevar faturamento em 70% no e-commerce
A cada ano, a Aurora Friday se consolida como uma das campanhas mais importantes da Cooperativa Vinícola Aurora. Em 2025, a expectativa é superar os resultados anteriores – a empresa projeta aumento de 70% no faturamento do e-commerce em comparação ao mesmo período de 2024.Somente na primeira quinzena de novembro, o e-commerce já registrou mais de 950 pedidos, e a projeção para o Aurora Day, principal ativação da campanha, é ultrapassar 500 compras em um único dia.
Segundo o diretor de Marketing e Vendas, Rodrigo Valerio, a campanha deste ano foi estruturada com foco em performance, conveniência e personalização.
“Em 2024, aprendemos muito sobre comportamento do consumidor e fortalecemos a estratégia de comunicação. Neste ano, aprofundamos esse movimento com melhorias no sortimento, reforço em categorias-chave e uma experiência digital mais fluida”, afirma.
A Aurora Friday se mantém como a principal data de vendas do e-commerce da cooperativa. A ação integra um calendário mais amplo de ativação digital, que inclui o Aurora Day, o Dia do Vinho, em junho, e a Semana dos Espumantes, em outubro.
Para 2025, a Aurora implementou mudanças estruturais na operação online. A migração para a plataforma Shopify trouxe maior estabilidade, velocidade e uma navegação mais intuitiva. A busca do site também foi aprimorada, permitindo que o consumidor encontre rótulos por ocasião, perfil de consumo, harmonização ou sabor. Pela primeira vez, a cooperativa realizará lives dentro do próprio e-commerce, integradas à jornada de compra.
Conforme Rodrigo Valerio, essas inovações acompanham as transformações no comportamento do consumidor, especialmente entre o público jovem.
“Percebemos que a jornada é cada vez mais visual e influenciada por recomendações práticas. Crescem buscas como ‘qual vinho combina com tal prato’. Por isso estamos investindo em vídeos, lives, conteúdos curtos e guias de harmonização”, explica.
Assim como em anos anteriores, a Aurora Friday também será realizada nas lojas físicas da cooperativa, em Bento Gonçalves, onde haverá programação especial na sexta, sábado e domingo. O modelo híbrido segue como diferencial da marca, integrando conveniência digital e experiência presencial.
Novidades no portfólio e ofertas mais agressivas
Os destaques da Aurora Friday 2025 incluem os espumantes, a linha Varietal — que tem registrado crescimento, e os lançamentos do ano, como os vinhos Desalcoolizados e o Vinho Laranja, que integram a estratégia de rejuvenescimento da marca e ampliação de ocasiões de consumo.
A campanha mantém descontos progressivos que chegam a 50%, além de kits promocionais, rótulos exclusivos e condições especiais por região. Para São Paulo, principal mercado da Aurora, o frete terá preço reduzido em compras acima de R$ 200. Outras praças também terão benefícios personalizados.
Stone apresenta ecossistema de soluções para impulsionar o empreendedor brasileiro no “Stone ON”, evento da companhia
A fim de marcar o início de uma nova jornada de comunicação e reforçar seu posicionamento como “especialista em quem empreende”, a Stone realizou hoje, 24 de novembro, o evento “Stone ON”. Na ocasião, a companhia apresentou as atualizações de seu portfólio, focadas em resolver as dores reais dos pequenos e médios empreendedores brasileiros, e apresentou uma novidade: uma funcionalidade inédita no Brasil para gestão de funcionários, a Bate Ponto, com controle de ponto diretamente na maquininha de cartão, além da funcionalidade de Pagar Funcionários.
A novidade permite que a maquininha de vendas se transforme em um relógio de ponto, utilizando reconhecimento facial para maior segurança e eliminando a necessidade de equipamentos físicos. Já a solução Pagar Funcionários permite fazer o pagamento de salários, férias e 13º de forma prática pelo app ou pelo portal web da Stone. Essas funcionalidades são cruciais, especialmente ao considerar que apenas 20% das PMEs monitoram as horas de trabalho de seus colaboradores de forma sistemática, e muitos ainda fazem controle de ponto de forma totalmente manual. Os dados foram revelados por uma pesquisa realizada pela Stone em parceria com a Provokers – empresa de consultoria de Branding e Negócios -, com mais de 1800 clientes da companhia das cinco regiões do país.
“Cada produto apresentado durante o Stone ON nasceu de um entendimento muito profundo sobre o empreendedor brasileiro. Buscamos entender quais são as dores dos clientes, quais são os seus reais problemas e, a partir disso, oferecemos soluções – não o contrário”, comenta Pedro Zinner, CEO da Stone. “A Stone nasceu pensando no cliente e em dar cada vez mais visibilidade a ele. Assim, os clientes evoluem e a gente evolui no ritmo deles”, complementa.
Em um cenário de retração do mercado, o final do ano ganha importância ainda mais estratégica: o 4º trimestre representa 27% das vendas anuais do varejo. E, no mês de dezembro, tem 10,5% de peso nas vendas via cartão.
A pesquisa realizada pela Stone em parceria com a Provokers, mapeou as principais dores e o contexto atual do empreendedor brasileiro. Nela, foi possível notar que:
- Cerca de 34% dos empreendedores indicam que a principal dor é vender mais.
- Outros 33% têm como principal dificuldade obter crédito e capital para crescer.
- Os demais 33% sofrem mais com desafios na gestão do dia a dia do negócio.
“A gente sabe que o pequeno e médio empreendedor perde um bom tempo do dia com tarefas operacionais, por isso, oferecemos soluções que deixam essa rotina muito mais simples. Com a Stone, o empreendedor ganha tempo para cuidar do que realmente importa: fazer o negócio crescer”, diz Mateus Biselli, diretor de Growth da Stone.
Uma análise da Stone revela, ainda, que o varejo brasileiro, após um período de forte expansão entre 2021 e 2024, teve o ano de 2025 marcado pela perda de fôlego. Vender ficou mais difícil, e crescer exigiu mais esforço. Diante desse cenário desafiador e com as três grandes dores do empreendedor — vender mais, ter crédito para crescer e organizar a gestão do negócio — mais urgentes do que nunca, a Stone anunciou um conjunto de soluções estratégicas para quem empreende.
Soluções para Vender de Todas as Formas
Dados da pesquisa da Stone com a Provokers mostram que, atualmente, 5 em cada 10 MEIs e autônomos já vendem pelo WhatsApp, e 42% usam outras redes sociais. Já entre as PMEs, o uso chega a 57% via WhatsApp, 42% nas redes e 16% em apps de delivery.
Para seguir com a materialização da promessa de ser a especialista em quem empreende, a Stone apresentou um conjunto de ferramentas que complementam a maquininha de olho também nesse empreendedor conectado:
- TapStone: Solução que transforma o celular em maquininha, oferecendo um complemento ao hardware tradicional, ideal para diminuir filas e dar autonomia para a equipe.
- Link de Pagamento: Permite vendas à distância de todo o Brasil sem a necessidade de um site e com o recebimento no dia seguinte.
- Venda por Assinatura e Pré-autorização na Maquininha: Ferramentas que garantem previsibilidade de receita e segurança para modelos de recorrência e reservas.
Crédito que não espera: mais fôlego para crescer
Na pesquisa da Stone com a Provokers, dados apontaram que 36% dos clientes dizem que o motivo da antecipação (de recebíveis) é para facilitar a gestão financeira. Já 74% deles não usam sistema de gestão para acompanhar gastos e 67% fazem todos os pagamentos manualmente.
Para garantir capital de giro, a principal novidade no pilar de crédito é o Pix no Crédito e Boleto Parcelado, que permite que o empreendedor utilize um limite de crédito pré-aprovado para realizar pagamentos via Pix e boleto, mesmo sem saldo imediato. O produto é focado em dar fôlego ao fluxo de caixa para pagar fornecedores e estoque, utilizando dados transacionais para oferecer limites adequados.
Gestão simplificada
Apenas 20% das PMEs controlam sistematicamente as horas dos funcionários. E 38% dos clientes da Stone ainda fazem controle de ponto 100% manual (por papel ou planilha). Os dados são da pesquisa realizada pela Stone em parceria com a Provokers.
Para que a gestão não tenha um peso maior no dia a dia do empreendedor e para que ele possa ter mais clareza para tomar decisões, a Stone apresentou soluções pensadas para simplificar a rotina de quem vende. O foco é dar clareza do fluxo de caixa sem a necessidade de esforço manual:
- Minhas Finanças: Centraliza entradas e saídas de dinheiro, simplificando o controle financeiro e a gestão de caixa via Conta PJ Stone.
- Raio-X Delivery: Ferramenta que exibe as vendas das plataformas de delivery dia a dia, incluindo previsão de pagamentos e auditoria das taxas cobradas por pedido.
- Gestão de Funcionários: Solução para organizar, remunerar e dar suporte à equipe, facilitando a gestão de pessoas. Inclui funcionalidades como o Bate Ponto (com reconhecimento facial na maquininha) e o Pagamento de Salários.
O Stone ON contou com a participação do CEO, Pedro Zinner; Rodolfo Luz, diretor de marketing da Stone; João Misko, diretor de produtos da Stone; Mateus Biselli, diretor de Growth da Stone; Lia Matos, diretora de estratégia e marketing da Stone, além do embaixador Luciano Huck.
E-commerce em alta: como prevenir litígios e proteger a reputação da marca
Segundo dados da Associação Brasileira de Inteligência Artificial e E-Commerce (AbiaCom), o setor movimentou aproximadamente R$ 204 bilhões em 2024, o que representa um aumento de cerca de R$ 18 bilhões em relação ao ano anterior, atingindo mais de 91 milhões de consumidores ativos em todo o país[1], consolidando o comércio eletrônico como um dos principais canais de consumo no país — e um terreno cada vez mais sensível à reputação das marcas.
Esse crescimento, no entanto, vem acompanhado de novos desafios. Em períodos de alta demanda — como a Black Friday e o final do ano, quando o volume de compras cresce de forma exponencial —, a pressão sobre os sistemas logísticos, de pagamento e de atendimento ao cliente tende a se intensificar.
Com isso, eleva-se também o risco de falhas operacionais, como atrasos na entrega, cancelamentos, dificuldades com trocas e devoluções do produto, que podem rapidamente se converter em reclamações públicas e demandas judiciais, atingindo a reputação da empresa.
Hoje, o primeiro reflexo de uma falha raramente ocorre no Judiciário. Ele surge nas telas dos consumidores, os quais costumam se manifesta em plataformas como o “Procon”, “Reclame Aqui” e, principalmente, as redes sociais, que se tornaram os principais canais de formalização de reclamações pelo público, na busca de uma solução célere e menos burocrática para seus problemas.
Logo, tais espaços deixaram de ser apenas meios de registro de demandas e passaram a desempenhar papel decisivo na formação da reputação das empresas. Neles, a resposta rápida — ou a ausência dela — é capaz de definir a percepção pública da marca, impactando diretamente a confiança, a credibilidade e até as vendas futuras.
Quando essas reclamações não são tratadas com eficiência, a escalada é quase inevitável: o conflito extrajudicial se transforma em ações judiciais, ampliando os custos e a exposição negativa da empresa. O litígio, nesse contexto, não representa apenas um desafio jurídico, mas também um custo estratégico e de imagem, uma vez que cada ação judicial representa um registro público de insatisfação, implicando em tempo, energia e recursos, que deixam de ser direcionados à atividade-fim.
Os gastos com custas processuais e condenações se somam aos riscos de decisões desfavoráveis que, além de gerar impactos financeiros, contribuem para o desgaste da imagem e podem servir de precedente para novas demandas. Assim, a empresa passa a enfrentar não apenas o aumento quantitativo do contencioso, mas também um efeito multiplicador de desgaste reputacional.
Diante desse cenário, é essencial que as companhias mantenham atenção redobrada aos procedimentos internos e ao cumprimento das normas previstas no Código de Defesa do Consumidor, especialmente em épocas como a Black Friday e o final de ano, dado o aumento significativo no volume das compras.
Nesse contexto, a clareza das informações, a eficiência no atendimento, o cumprimento de prazos e a efetividade nas trocas e devoluções são medidas indispensáveis.
Empresas que tratam o tema com visão estratégica, integrando as áreas jurídica, de atendimento e de comunicação, não apenas reduzem riscos de litígio, mas constroem valor de marca, transformando desafios em oportunidades de fidelização.
*Rebecca Bissoli Raffa é especialista da área Cível do escritório Finocchio & Ustra Sociedade de Advogados.
*Fernanda Casagrande Stenghe integra a equipe Cível do escritório Finocchio & Ustra Sociedade de Advogados.
Black Friday assume a liderança do varejo e transforma o calendário de consumo
Durante anos, o Natal reinou absoluto como o auge do comércio, mas o avanço do digital e a mudança no comportamento de consumo reposicionaram o calendário e hoje, a Black Friday é o evento mais aguardado pelo varejo brasileiro.
Segundo a Neotrust, as vendas online ultrapassaram 7,1 bilhões de reais em 2023, um crescimento de 15% sobre o ano anterior, e a expectativa para 2025 é de nova expansão, sustentada pela confiança do consumidor e por estratégias cada vez mais sofisticadas de e-commerce.
Mas o fenômeno não é apenas sobre descontos. Trata-se de um novo modelo de antecipação de compras e de relacionamento entre as marcas e os consumidores. “O cliente atual não quer só pagar menos. Ele está bastante consciente das maquiagens nos preços, então busca descontos que realmente valem a pena, ele pesquisa, faz a curadoria e leva em consideração a experiência como um todo, inclusive a idoneidade da empresa”, afirma Daniela Costa, fundadora da Homedock, loja virtual de móveis e decoração. A especialista completa que o período concentra mais de 15% das vendas anuais da empresa. “A Black Friday deixou de ser uma ação promocional e virou uma operação estratégica, com planejamento de meses e integração de toda a cadeia”, diz.
Para os analistas de mercado, de fato, a Black Friday se tornou uma vitrine de eficiência empresarial, marcas que conseguem aliar tecnologia, atendimento e entrega consolidam reputação e ampliam o ticket médio. “É uma data que testa a capacidade de execução das empresas e o nível de confiança do público”, revela Daniela. Na Homedock, o período impulsiona também a fidelização: mais da metade dos clientes que compram na promoção voltam a comprar nos meses seguintes.
Esse movimento consolida um novo ciclo econômico no varejo brasileiro. As empresas estruturam o ano em torno de novembro, concentrando investimentos em marketing, tecnologia e estoque. O Natal, ainda relevante, agora é uma extensão natural da onda de consumo iniciada pela Black Friday porque o calendário mudou, e com ele, a forma de vender e comprar. Hoje, o desconto é apenas o ponto de partida de uma relação que mistura estratégia, experiência e conveniência — os novos pilares do comércio contemporâneo.
“Somos uma empresa que nasceu e se firmou no ambiente digital e fazemos parte da geração que entende o consumo como um processo não apenas emocional, mas racional também. Estamos empenhados com a data e vamos atuar fortemente com coleções sazonais e campanhas baseadas em dados para captar o comportamento do público, um mapeamento que vai permitir calibrar os estoques e direcionar ofertas em 2026 com mais precisão”, finaliza a empresária Daniela Costa.


