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Da NRF à Euroshop: os aprendizados para o varejo alimentar brasileiro

O início de 2026 foi um marco para os varejistas entenderem as tendências, novidades e desafios do setor. Isso porque aconteceram dois dos principais eventos voltados ao setor: em janeiro, a NRF 2026 (em Nova Iorque); em fevereiro, a EuroShop (na Alemanha). Acompanhá-los de perto e ter acesso às boas práticas disponíveis, também nos mostra que o varejo brasileiro está alinhado com o restante do planeta em uso de tecnologia. E, em alguns casos, até mais avançado.

Um problema que observei ser relevante – lá fora e aqui – é a falta de mão de obra. Há muitas oportunidades em aberto, mas não há pessoas disponíveis para ocupá-las. Neste ponto, o uso de tecnologia e bons processos são mandatórios para a continuidade de uma operação.

Porém existe uma diferença cultural importante na gestão das gôndolas entre o varejo europeu e o brasileiro. Na Europa, a organização é metódica: cada produto tem seu lugar fixo, um ‘endereço’ definido na loja. Se um item acaba, o espaço fica vazio, sinalizando de forma clara a necessidade de reposição e mantendo a lógica do estoque. Já por aqui a prateleira vazia é vista como inaceitável, sendo comum mover outros produtos para ‘tapar o buraco’. Embora a intenção seja manter uma aparência de gôndola cheia, essa atitude desorganiza o endereçamento da loja. O resultado é uma operação menos eficiente, pois dificulta a reposição das gôndolas e o controle de inventário. A questão não é aceitar a falta de produtos, mas sim entender que mascarar o problema compromete os ganhos de produtividade que uma loja bem-organizada pode trazer.

O fato é que o grande tema – tanto da NRF, quanto da Euroshop – foi o uso pragmático da inteligência artificial. Se poucos anos atrás falávamos de IA como um conceito, agora a vemos materializada em ferramentas que resolvem dores crônicas do nosso setor. Um dos exemplos mais impactantes é a evolução do reconhecimento de imagem. Câmeras posicionadas nas gôndolas ou mesmo robôs autônomos que circulam pela loja realizam a auditoria de prateleiras em tempo real, identificando rupturas de estoque no exato momento em que acontecem. Isso combate diretamente dois dos maiores vilões da rentabilidade: a quebra operacional e a perda de vendas por falta de produto. Além disso, essa mesma tecnologia acelera o self-checkout, identificando frutas, legumes e verduras sem código de barras, tornando a experiência do cliente ainda mais fluida e sem atritos.

Como exemplos europeus, temos a rede alemã Penny, que funciona sob o modelo de hard discount, ou seja, oferece os preços mais baixos do mercado através de extrema eficiência operacional, sortimento limitado e operação enxuta, com poucos funcionários, e o que permite a operação se manter ativa é a integração com a indústria, com paletes e caixas preparadas para serem colocadas diretamente na área de vendas. Outro destaque de loja que achei muito bacana foi o Recheio, loja portuguesa, que opera no modelo Cash & Carry. Eles possuem uma solução em que o cliente utiliza um coletor para registrar seus produtos enquanto faz a compra, no final coloca o carrinho todo em uma balança e paga num totem. É um modelo de autoatendimento para grandes volumes de compras que funciona muito bem.

Esses eventos e as oportunidades de visitar operações de varejo supermercadistas pelo mundo nos mostraram que o futuro do supermercado é integrado, inteligente e, acima de tudo, focado em liberar as equipes de tarefas repetitivas para que possam se dedicar ao que realmente importa: a experiência do cliente. As etiquetas eletrônicas evoluíram para canais de informação, os robôs se tornaram plataformas multifuncionais de auditoria e retail media, e a IA se tornou a grande orquestradora da eficiência. Para o setor supermercadista brasileiro, a mensagem é clara: investir na integração dessas tecnologias não é mais uma opção, mas o caminho inevitável para o crescimento e a relevância em um mercado em constante transformação.

*Por João Giaccomassi, diretor de produtos para Varejo Supermercados da TOTVS.

Delfia cresce 43% em 2025, alcança R$ 340 milhões em receita líquida e projeta salto em 2026

Delfia, curadoria de jornadas digitais, encerrou 2025 com receita líquida de R$ 340 milhões, um crescimento de 43% em relação a 2024. O resultado, orgânico, superou em cerca de 10% o orçamento projetado originalmente para o período. O crescimento foi sustentado, principalmente, pela expansão da Delfia em setores de atuação como telecomunicações, serviços financeiros e varejo, com ampliação da base de clientes e aumento da relevância das operações nesses mercados, que concentram a maior parte da receita da companhia.

O desempenho positivo foi impulsionado pelo crescimento de todas as unidades de negócio da empresa, que hoje atuam nas frentes de observabilidade, cibersegurança, serviços gerenciados, serviços de campo e infraestrutura. Além da expansão da receita reconhecida, a Delfia também registrou um volume de vendas superior ao faturamento do ano, criando um backlog relevante de contratos e entregas para 2026.

“Foi um crescimento expressivo, acima do planejado e, principalmente, equilibrado. Todas as nossas verticais cresceram em 2025, o que mostra a solidez do modelo de negócio e a aderência do nosso portfólio às demandas do mercado”, afirma Rodrigo Bocchi, fundador e presidente da Delfia.

Cibersegurança lidera desempenho

Entre as unidades de negócio da empresa, a de cibersegurança foi o principal destaque de 2025, superando as projeções iniciais. A área ganhou tração com soluções voltadas à mitigação de ataques distribuídos e multivetoriais, especialmente em ambientes de telecomunicações e operações críticas.

“As ameaças evoluem muito rápido e as empresas estão ampliando seus orçamentos para proteger dados, operações e reputação. A performance da cibersegurança em 2025 reflete esse movimento e deve continuar forte em 2026”, explica Bocchi.

Além da cibersegurança, observabilidade seguiu como carro-chefe da companhia, registrando volumes recordes no ano, enquanto os serviços gerenciados e de campo acompanharam o ritmo de crescimento, impulsionados pela digitalização das operações de grandes empresas.

Expansão operacional e novos hubs no Estado de São Paulo

Como resposta à maior demanda por serviços de campo e operações gerenciadas, a Delfia iniciou em 2025 a criação de hubs regionais dentro do Estado de São Paulo, com novas unidades em implantação em Praia Grande, Sorocaba e Presidente Prudente. A estratégia busca aumentar eficiência logística, proximidade com clientes e escalabilidade operacional.

Esse movimento também dá suporte ao crescimento dos serviços gerenciados, além de sustentar as entregas com um portfólio cada vez mais distribuído geograficamente.

“A descentralização das entregas é um caminho sem volta para o nosso portfólio. Esses hubs permitem ganhar eficiência econômica e elevar o nível de serviço em regiões estratégicas”, destaca Rodrigo Bocchi.

Qualidade, governança e pessoas no centro da estratégia para 2026

Para 2026, a Delfia projeta manter um ritmo acelerado de crescimento, com expectativa de atingir cerca de R$ 470 milhões em receita líquida, segundo orçamento em fase final de aprovação. O foco vai além da expansão financeira.

A empresa planeja elevar ainda mais o nível de qualidade das entregas, com investimentos em novas lideranças, amadurecimento do time de delivery e fortalecimento de práticas de governança. Entre as iniciativas estão a ampliação de certificações, a estruturação de um conselho de administração, o avanço de auditorias internas e o reforço dos controles operacionais.

“Crescer rápido exige bases sólidas. Estamos investindo tempo e capital em governança, qualidade e pessoas para garantir que a Delfia continue saudável, previsível e preparada para um novo patamar”, afirma Bocchi.

Investimentos em P&D, inovação e talentos

A Delfia também prevê para 2026 um investimento de aproximadamente R$ 5 milhões em Pesquisa e Desenvolvimento, direcionado a duas frentes principais: em automação e orquestração de soluções de observabilidade, com apoio de inteligência artificial para tomada de decisão operacional; e em soluções omnichannel com uso de IA generativa, voltadas à automação e tratamento inteligente de chamados.

A empresa reforça que a inovação segue como uma das estratégias centrais para sustentar o crescimento de longo prazo, além da Universidade Corporativa Delfia (UCD), que continua apoiando a qualificação técnica, a certificação e o amadurecimento do time por meio de trilhas internas, parcerias com fornecedores estratégicos e capacitação externa, incluindo cursos e MBAs.

Ao final de 2025, a Delfia contava com cerca de 720 colaboradores, número que deve crescer ao longo de 2026. A expectativa é que a companhia atinja a marca de mil profissionais no próximo ciclo, acompanhando a expansão do portfólio e a descentralização das operações no Brasil.

99Food segue expansão e chega hoje emFortaleza, Porto Alegre, São José dos Campos e Sorocaba

A 99Food inicia, nesta terça-feira, oficialmente sua operação em Fortaleza, Porto Alegre, São José dos Campos e Sorocaba com a oferta de serviços de delivery de comida e bebida. A 99 segue cumprindo seu plano nacional de expansão, com investimento previsto de R$2 bilhões, para desafiar o ecossistema do setor de delivery chegando a mais 100 cidades em diferentes regiões do Brasil até junho deste ano. Esta é a terceira capital do Nordeste, somando-se a Recife e Salvador, a contar com a 99Food.  

“Seguimos firmes com nossa estratégia de negócio e reafirmamos nosso compromisso de trazer os preços baixos e oportunidade de ganhos característicos de 99Food”, afirma Bruno Rossini, Diretor Sênior de Comunicação da 99. Desde o ano passado, a empresa já está presente em mais de 70 cidades, incluindo capitais como São Paulo, Rio de Janeiro, Goiânia, Belo Horizonte, Salvador e Curitiba. 

A 99Food inclui grandes redes como McDonald’s e Burger King, além de diversos estabelecimentos locais. Dentro do SuperApp da 99, a proposta é que todos os envolvidos na plataforma se beneficiem. Para os clientes, a chegada do serviço traz incentivos como cupons de até R$99 e entregas gratuitas nas primeiras compras.  

Para os entregadores, o ecossistema da 99 utiliza um algoritmo e inteligência artificial para realizar o “match” ideal entre pedido e entregador, alcançando uma acurácia nas estimativas de tempo de preparo dos restaurantes e, consequentemente, impactando o tempo total de entrega. 

“A chegada da 99Food abre espaço para estabelecimentos e consumidores que atualmente não participam do mercado de delivery de comida devido aos preços e taxas altas praticados pela concorrência” . A diferença das taxas aplicadas pela 99Food permitem que os comerciantes não sejam obrigados a repassar custos para os consumidores e encontrem uma margem de lucro saudável para o seu negócio. Nossa expansão, chegando em Fortaleza e indo para o resto do Brasil nos próximos meses, é a prova de que o delivery de comida no país está evoluindo, mais e mais brasileiros querem ter acesso à conveniência e os preços acessíveis que só a 99Food tem oferecido”, explica o executivo. 

Com um tempo médio de 25 a 30 minutos por pedido, a 99Food possui uma oferta inicial aos entregadores de ganho mínimo garantido de R$250 ao realizar 20 viagens pela 99, sendo ao menos cinco de delivery de comida.  

Com a estreia da 99Food nos municípios, os consumidores podem unificar tarefas contando com serviços de transporte de pessoas e entregas de itens pela 99 e financeiros pelo 99Pay, tudo junto em um único aplicativo. “Somos a opção de delivery com mais benefícios, opções e agilidade para os consumidores, mais oportunidades de ganho para os entregadores, e expansão de alcance e lucratividade real para os restaurantes. Estamos completando um ecossistema de comodidade ao oferecer em um único aplicativo soluções de mobilidade, entregas, delivery de comida e meios de pagamento” afirma Rossini. 

Com DNA brasileiro desde sua criação, em 2012, a 99 opera em mais de 3.300 cidades, conecta 60 milhões de usuários cadastrados a 1,5 milhão de motoristas e motociclistas, que, além de transportar pessoas, cuidam de entregas de objetos, e agora também de comida. Só o setor de entregas da empresa, por exemplo, teve um aumento de 125% no último ano.

Jogos online lideram a preferência dos estudantes em seus momentos de lazer

Um relatório aponta a preferência dos adolescentes pelos jogos online quando estão em seus momentos de lazer, fora da escola. Os dados são do levantamento que ouviu mais de 2,3 milhões de estudantes do 6º ao 9º ano do Ensino Fundamental, realizado pelo MEC (Ministério da Educação) em parceria com o Itaú Social, Consed (Conselho Nacional de Secretários de Educação) e a Undime (União dos Dirigentes Municipais de Educação).

“As pequenas recompensas e a sensação de progressão funcionam como estímulos que potencializam o engajamento e a motivação dos adolescentes nos jogos online. Além disso, esses ambientes oferecem espaços de troca e pertencimento, favorecendo a formação de “pequenas comunidades” dentro do universo do game, com regras, linguagens e dinâmicas próprias, o que amplia o envolvimento e mantém a atenção do público”, explica Sonia Dias, gerente de Desenvolvimento e Soluções do Itaú Social.

Apesar das diferenças regionais, a preferência por games no celular ou computador é algo em comum para adolescentes de todos os estados. No Rio Grande do Sul, por exemplo, 70% dos estudantes do 6º e 7º anos e 63% dos de 8º e 9º anos costumam jogar online quando não estão nas atividades escolares. Já no Maranhão, apesar da ocorrência ser menor (53% e 51%, respectivamente), a atividade segue sendo a primeira opção dos adolescentes.

Em estados de outras regiões do país o cenário se repete, com a prática sendo mencionada por mais da metade dos participantes: em São Paulo, 66% dos estudantes mais novos e 60% dos mais velhos responderam que jogam online; já na Bahia, o índice foi de 62% e 58%; no Paraná, 67% e 61%; enquanto o Pará registrou 51% nos dois grupos.

O levantamento investigou os aspectos da vida do estudante fora do ambiente escolar, apontando que, além dos jogos online, os adolescentes destacaram a opção por atividades artísticas, treino esportivo coletivo e a participação em grupos religiosos. As respostas para esses itens ficam em torno de 26% e 58%, com as preferências se alternando conforme o estado.

Sobre o relatório

Os dados fazem parte do Relatório Nacional da Semana da Escuta das Adolescências, que traz as percepções dos estudantes sobre suas identidades, diversidades e obstáculos à participação, estimulando gestores, professores e comunidades a promoverem escolas mais inclusivas e transformadoras. 

A iniciativa permite dar um passo importante na elaboração de uma política pública voltada especialmente para os Anos Finais do Ensino Fundamental. Os dados reforçam a necessidade de escolas que dialoguem com as experiências e expectativas dos estudantes, promovendo uma educação mais prática, participativa e conectada à vida cotidiana, incluindo os múltiplos espaços midiáticos presentes no dia a dia do adolescente.

Mais informações sobre dados de todos os estados e os detalhes completos do relatório podem ser acessados em: https://semanadaescuta.org.br/resultados/estados  

Roblox

Os resultados da pesquisa ganham ainda mais notoriedade após protestos realizados no Roblox, uma plataforma online de criação de jogos que permite aos usuários programar e participar de experiências desenvolvidas por eles próprios ou por outros usuários. O movimento ocorreu após a proibição do uso do chat por menores de nove anos, impedindo que jogadores mais novos pudessem conversar uns com os outros. A mudança na regra restringiu a interação entre o público infantil e o adulto, com o objetivo de aumentar a segurança das crianças.

“A internet é uma ferramenta potente e eficiente que promove a aproximação das pessoas e o acesso aos mais diferentes conteúdos. No entanto, caso a navegação não tenha o acompanhamento dos pais, pode se tornar perigosa em um ambiente que pode ser potencialmente danoso para a criança”, analisa Sonia.

Em razão do cenário de envolvimento dos adolescentes com os jogos online, somado ao movimento de crianças na plataforma Roblox, a Escola Fundação Itaú oferece o curso “Prevenção da violência on-line na primeira infância”. A formação é gratuita, certificada e oferece materiais de apoio e ferramentas para potencializar o diálogo sobre a construção de rotinas saudáveis de uso das tecnologias.

O conteúdo contribui para que famílias e professores consigam orientar o uso responsável da internet ainda na primeira infância, em que as crianças possam, no futuro, utilizar as plataformas com segurança. De acordo com as orientações da formação, é importante que escolas promovam atividades como:

– Discussões sobre sexualidade e sua superexposição nos meios de comunicação;

– Promoção de encontros de reflexão e atividades de integração entre famílias, professores e estudantes;

– Desenvolvimento, junto aos alunos, da noção de autocuidado e autoproteção no âmbito da educação para a autonomia;

– Utilização de dados estatísticos, histórias reais e notícias para informar sobre as melhores formas de proteger crianças e adolescentes contra o abuso on-line. 

Proibição do celular na escola

Desde janeiro de 2025, está proibido o uso de celulares por estudantes no ambiente escolar, medida que resulta de um processo gradual de debate e normatizações sobre o uso pedagógico e não pedagógico da internet. Contudo, a proibição não implica que os professores devam abandonar as tecnologias digitais ou ignorar seus benefícios na aprendizagem. Para a gerente do Itaú Social, as escolas exercem um papel importante na mediação dos estudantes com a internet, fortalecendo sua autonomia, segurança e desenvolvimento no ambiente virtual.

“Quando falamos sobre o uso da tecnologia na educação, nos referimos a um ambiente com equipamentos (computadores, celulares, tablets) e softwares com padrões de qualidade confiáveis. Além disso, a Inteligência Artificial permite ampliar oportunidades educacionais, promovendo a inclusão social e fortalecendo a cidadania. Ao apoiar iniciativas nessas áreas, é preciso adotar uma postura cuidadosa, que valorize o uso ético e responsável dessas ferramentas dentro e fora da escola”.

A vida além do hype: o que a maturidade da IA revela sobre o marketing digital

A realidade operacional mostra que a IA não é uma solução mágica. Ela é uma ferramenta poderosa, mas profundamente dependente da qualidade dos dados, da integração dos sistemas e da capacidade humana de formular boas perguntas. Sem isso, o que se tem não é inteligência, é apenas processamento.

De acordo com estudo realizado pela Conversion, 41,3% dos profissionais destacam que o aumento da produtividade com uso de IA é uma das maiores prioridades dos entrevistados. O mesmo relatório aponta ainda que 82,4% dos entrevistados utilizam tecnologia diariamente em 2025, representando um crescimento exponencial, em relação ao ano anterior, quando a porcentagem era de 43,7%,

Grande parte das empresas percebeu que o desafio não está apenas nos modelos de IA, mas na base que sustenta esses modelos. Dados fragmentados, métricas inconsistentes, sistemas que não conversam entre si e processos manuais ainda são parte do cotidiano de muitas operações de marketing. Aplicar IA sobre essa estrutura é como tentar construir um prédio inteligente sobre um alicerce instável.

O mercado começa a reconhecer isso. Muitos projetos de IA foram recalibrados, pilotos foram revistos e expectativas ajustadas. A transformação está acontecendo, mas não na velocidade nem no formato que se imaginava. E isso não é um fracasso, é um amadurecimento.

Outro ponto que ficou mais claro é que a inteligência artificial não elimina a necessidade de inteligência humana. Criatividade, repertório, leitura de contexto e capacidade de interpretação continuam sendo insubstituíveis. Em muitas situações, vemos profissionais gastando mais tempo supervisionando e ajustando respostas de IA do que levariam para executar a tarefa do zero. A produtividade não vem automaticamente, ela precisa ser construída.

O valor real da IA está em assumir tarefas repetitivas, organizar grandes volumes de informação e ampliar a capacidade analítica. Quando bem aplicada, ela libera tempo e energia para que as equipes façam o que humanos fazem melhor: pensar, criar, interpretar e decidir.

No marketing digital, isso significa uma mudança importante de foco. Sai a obsessão pela ferramenta da vez e entra a preocupação com a arquitetura de dados, governança de informação e qualidade de mensuração. Sai o discurso de substituição e entra o de amplificação.

Estamos entrando na fase em que a pergunta deixa de ser “quem está usando IA?” e passa a ser “quem está usando IA com base sólida?”. Essa diferença tende a separar iniciativas cosméticas de resultados consistentes.

A vida além do hype é menos espetacular, mas muito mais produtiva.

*CTO e Sócio da NeoPerformance, com uma carreira marcada pela inovação no marketing e na tecnologia. Publicitário por formação, começou como redator e rapidamente se tornou um desenvolvedor autodidata, combinando essas habilidades para criar softwares de governança de dados para clientes como Vale e Bradesco. Esse caminho resultou na criação do NeoDash, um software avançado que modela e interpreta dados de publicidade. NeoDash é hoje a espinha dorsal da operação de dados da NeoPerformance. Com dois leões de Cannes na bagagem, sua expertise tem beneficiado grandes anunciantes no Brasil e no exterior, ajudando-os a entender e otimizar os resultados de suas campanhas de mídia paga. Como diretor de produto do NeoDash e CTO da Neoperformance, Pablo continua a liderar iniciativas tecnológicas que impulsionam o marketing digital, consolidando sua posição como um inovador na indústria.

Entenda o que muda no mercado de games com o novo ECA Digital

O novo Estatuto Digital da Criança e do Adolescente (ECA Digital), que entra em vigor em 17 de março, altera substancialmente a operação de jogos eletrônicos, lojas de aplicativos e plataformas online. A norma impõe regras mais rigorosas para anúncios e acaba com a autodeclaração de idade, entre outras obrigatoriedades e proibições. Essas regras devem ser aplicadas a jogos online que possibilitam interação entre usuários, de forma síncrona ou assíncrona.

Para Tatiana Campello, sócia da área de Dados, Privacidade e Cibersegurança e Propriedade Intelectual, e Maria Helena Bragaglia, sócia de Resolução de Conflitos e de Consumo e Varejo do Demarest Advogados, as mudanças fortalecem as camadas de proteção para crianças e adolescentes, mas ainda não está claro como as produtoras e outras empresas responsáveis farão o controle, já que não há regulamentação específica.

Por outro lado, a lacuna abre espaço para que as plataformas assumam um papel de liderança para elaborar um modelo de boas práticas no país.

A proibição de loot boxes (caixas de recompensa em que os usuários são premiados aleatoriamente) está entre os pontos de maior repercussão na indústria. Este veto vai impor às produtoras ajustes de design e monetização, já que muitas destas caixas podem ser compradas com pagamento real ou virtual e premiam usuários com itens que são vendidos ou trocados em mercados secundários.

A norma também endurece as regras de publicidade e a moderação em ambientes online de interação entre crianças e adolescentes. Anúncios direcionados a menores estão proibidos, e as plataformas devem monitorar e remover de forma proativa conteúdos considerados nocivos (exploração sexual, violência etc.).

No caso de jogos online, as contas de menores de 16 anos devem estar obrigatoriamente vinculadas a um responsável. Além disso, a plataforma deve oferecer uma ferramenta para supervisão do adolescente naquele ambiente.

As sanções estabelecidas vão de advertências a multas de até 10% do faturamento do grupo empresarial no Brasil, limitadas a R$ 50 milhões. Também existem as possibilidades de proibição e suspensão da plataforma infratora no país. A fiscalização será feita pela Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD).

Veja, abaixo, as principais mudanças para a indústria de games:

  • Proibição de loot boxes em jogos direcionados a menores ou de acesso provável por esse público.
  • Anúncios direcionados a crianças e adolescentes passam a ser proibidos nas plataformas;
  • Verificação de idade mais rígida: plataformas não podem aceitar apenas na autodeclaração do usuário;
  • Contas de menores de 16 anos devem estar vinculadas a um responsável, com controle claro de atividades e compras;
  • Remoção rápida e proativa de conteúdos nocivos (exploração sexual, violência, incentivo à automutilação/suicídio, jogos de azar);
  • Moderação mais rígida em chats e interações dentro de jogos online;
  • Obrigatoriedade de sistema para recebimento de reclamações e denúncias contra usuários;
  • Revisão de mecânicas e da monetização dentro do ambiente do jogo para se adequar ao banimento de caixas aleatórias e práticas comerciais predatórias.

Loggi lança primeira experiência self-service na logística voltada para PMEs

Com o objetivo de acelerar a conexão do e-commerce às entregas em todo o país e ampliar oportunidades para pequenas e médias empresas, a Loggi lançou um exclusivo sistema logístico self-service que permite cadastrar lojas online, integrar plataformas, acessar tabelas de frete e enviar o primeiro pacote de forma totalmente digital e autônoma, em poucos minutos. Desenvolvido com tecnologia proprietária e otimizado com o uso de Inteligência Artificial, o sistema valida e conclui todo o processo sem burocracia, viabilizando o envio de pacotes no mesmo dia.

Com a nova plataforma, pequenas e médias empresas passam a ter acesso às mesmas soluções utilizadas por grandes operações, com fretes mais acessíveis, entregas confiáveis e integração a mais de 40 plataformas do ecossistema de e-commerce brasileiro.

Pioneiro no setor, o serviço combina automação e inteligência artificial para oferecer uma jornada simples e eficiente. Desde o lançamento, o tempo médio de atendimento foi reduzido em cerca de 50%, a retenção de clientes alcançou aproximadamente 80% e os índices de satisfação superaram os 80%.

Atualmente, o modelo já gera cerca de R$ 3 milhões em receita mensal e movimenta aproximadamente 100 mil pacotes, quase o dobro do volume registrado antes da implementação da solução.

Ao ampliar o acesso a modelos operacionais mais escaláveis, o sistema permite que empresas em crescimento tomem decisões comerciais com mais rapidez e flexibilidade em um mercado cada vez mais competitivo.

“Com o sistema self-service, as pequenas e médias empresas entram em um novo patamar de competitividade, com crescimento acelerado, redução de custos e melhora significativa na experiência de quem vende online. Ao simplificar a jornada do empreendedor, a Loggi potencializa a gestão e a performance das vendas digitais de forma inédita no Brasil”, afirma Isadora Vecchi, head de Novos Negócios da Loggi.

Escassez de talentos no Brasil supera média global e atinge 80% dos empregadores 

A escassez de talentos, ou seja, a dificuldade das empresas em encontrar profissionais com as competências necessárias, permanece elevada no Brasil, com 80% em 2026, acima da média mundial (72%). Os dados são da Pesquisa de Escassez de Talentos, divulgada pelo ManpowerGroup, líder global em soluções de força de trabalho. Eslováquia (87%), Grécia (84%) e Japão (84%) apresentam os maiores índices de escassez.  

O índice brasileiro permanece praticamente inalterado nos últimos quatro anos: 80% em 2023, 80% em 2024, 81% em 2025 e 80% em 2026. A estabilidade do indicador em patamar elevado evidencia que as empresas continuam enfrentando dificuldades consistentes para encontrar os profissionais de que precisam.  

“A escassez de talentos deixou de ser um fenômeno pontual e passou a integrar a dinâmica estrutural do mercado de trabalho brasileiro. Não se trata de uma oscilação momentânea, mas de um cenário persistente, que exige das empresas uma revisão profunda de suas estratégias de atração, desenvolvimento e retenção de profissionais”, comenta Wilma Dal Col, diretora de Recursos Humanos no ManpowerGroup.  

No Brasil, os setores com maior dificuldade de contratação são Serviços Profissionais, Científicos e Técnicos (85%); Informação (83%); e um grupo de setores, todos com 79%: Comércio e Logística; Hospitalidade; Manufatura; e Serviços Públicos e Recursos Naturais.  

A análise regional revela que a escassez é mais intensa nos principais polos econômicos do país. O estado de São Paulo lidera com 88% dos empregadores relatando dificuldade para recrutar, seguido por Minas Gerais (85%) e Rio de Janeiro (80%). A capital paulista, isoladamente, apresenta 79%.  

Entre as hard skills, desenvolvimento de modelos e aplicações de IA e letramento em IA continuam entre as competências mais difíceis de encontrar, reforçando a pressão por habilidades ligadas à transformação digital. Também ganham destaque TI e dados, além de front office, atendimento ao cliente e marketing e vendas.  

No campo das soft skills, profissionalismo e ética no trabalho lideram como as competências comportamentais mais valorizadas no Brasil, seguidas por comunicação, colaboração e trabalho em equipe.  

“Em um cenário de rápida evolução das hard skills e de crescente uso da inteligência artificial, são as soft skills que garantem sustentabilidade no longo prazo. A dificuldade que muitos profissionais enfrentam ao elaborar prompts para ferramentas de IA revela, na essência, um desafio de comunicação, com impactos diretos na colaboração e na adaptação no trabalho. Aliada à flexibilidade mental, que permite aprender e evoluir em meio às transformações, a comunicação deixou de ser um atributo desejável para se tornar uma competência estratégica inegociável”, afirma a executiva. 

Para enfrentar esse desafio, as organizações adotam estratégias para atrair, reter e desenvolver talentos. Entre as principais iniciativas no Brasil estão upskilling e reskilling dos colaboradores (44%), a busca por novos pools de talentos (25%), maior flexibilidade de localização (23%) e a flexibilização de horários (21%). Em seguida, vêm os ajustes salariais para maior competitividade (18%), investimentos em anúncios pagos para divulgação de vagas (15%), a terceirização de funções (13%) e a expansão da força de trabalho temporária (12%).  

A forma como as empresas estão reagindo ao cenário sinaliza uma mudança importante de mentalidade. Embora ajustes salariais e investimentos em recrutamento continuem relevantes, o foco crescente em upskilling e reskilling indica que as organizações começam a entender que a solução mais sustentável para a escassez de talentos está na capacitação da própria equipe.  

“Ao diversificar as frentes de busca por talentos e oferecer mais flexibilidade, as empresas ampliam o acesso a profissionais e constroem modelos de trabalho mais adaptáveis e preparados para as transformações do mercado”, conclui Wilma.

Grupo Villela aposta em app de prospecção empresarial para alcançar R$ 1 bilhão em faturamento

O setor de franquias segue em expansão no Brasil e começa a incorporar tecnologias mais avançadas para sustentar o crescimento. Em 2025, o franchising brasileiro ultrapassou pela primeira vez a marca de R$300 bilhões, alcançando R$301,7 bilhões em faturamento, avanço de 10,5% em relação a 2024, segundo a Associação Brasileira de Franchising (ABF). Nesse ambiente, redes que combinam tecnologia, automação e modelos de baixo investimento têm ampliado sua presença nacional.

Uma das apostas nesse movimento vem do Grupo Villela, rede especializada em soluções financeiras e jurídicas para empresas e que nos últimos anos vem figurando entre as 20 microfranquias de maior destaque do Brasil em levantamento da ABF. A companhia desenvolveu um aplicativo próprio baseado em inteligência artificial para apoiar franqueados na prospecção de clientes e na gestão da operação. A estratégia sustenta um plano de expansão que inclui dobrar o número de unidades e alcançar R$ 1 bilhão em faturamento anual.

A ferramenta funciona como o centro da operação das franquias. Por meio do aplicativo, os franqueados recebem leads qualificados, roteiros de visitas com geolocalização, acesso a materiais comerciais e scripts de venda personalizados. O sistema também cruza dados públicos para identificar empresas com passivos financeiros ou processos judiciais e sugerir quais soluções podem ser aplicadas em cada caso.

Segundo Renan Lemos Villela, fundador e CEO da rede, o objetivo foi transformar tecnologia em apoio direto à atividade comercial dos franqueados.

“A proposta foi criar uma ferramenta que funcione como um copiloto de vendas. O aplicativo identifica oportunidades, organiza a prospecção e ajuda o franqueado a estruturar a abordagem comercial com mais eficiência”, afirma.

IA como motor de crescimento

A transformação digital da companhia ganhou força durante a pandemia de Covid-19, quando muitas empresas passaram a enfrentar dificuldades financeiras e aumentou a procura por serviços de reorganização de dívidas. Foi quando o Grupo Villela decidiu investir no desenvolvimento da plataforma que hoje sustenta a rede de franquias, projeto liderado por Maquene Tavares, à época vice-presidente de produto e atualmente vice-presidente comercial.

“O objetivo foi reunir em uma única ferramenta tudo o que um franqueado precisa para prospectar empresas, entender suas necessidades e estruturar uma operação comercial eficiente”, afirma. Além de apoiar a prospecção, o aplicativo também oferece recursos de treinamento, automação de tarefas administrativas e monitoramento de desempenho das unidades.

De lá para cá, a rede também ampliou o portfólio de serviços voltados à reorganização financeira das empresas, incluindo soluções de gestão de passivos trabalhistas, renegociação de dívidas no agronegócio e plataformas baseadas em inteligência artificial para monitoramento de riscos jurídicos e financeiros.

Tecnologia aplicada à expansão das franquias

O modelo adotado pela rede é o de micro franquias home-based, que podem ser operadas com estrutura enxuta e gestão digital. O aplicativo concentra tarefas de prospecção, treinamento, acompanhamento de desempenho e gestão de clientes, permitindo que os franqueados administrem a operação principalmente pelo celular.

Essa digitalização também reduz barreiras de entrada para novos empreendedores, que passam a contar com suporte tecnológico para atividades que tradicionalmente exigiriam experiência comercial ou uma estrutura maior.

A estratégia tem impulsionado a expansão da rede. O grupo conta atualmente com cerca de 1.500 unidades franqueadas e projeta alcançar 3 mil ainda em 2026, ampliando sua presença em diferentes regiões do país.

Para viabilizar o crescimento, a empresa adotou um modelo de investimento reduzido. O investimento estimado em cerca de R$50 mil por unidade pode ser financiado pela própria fintech da companhia e diluído nos royalties pagos ao longo da operação.

A expectativa da companhia é que a combinação entre tecnologia, rede de franquias e demanda crescente por reorganização financeira continue impulsionando o crescimento nos próximos anos. Para Renan Villela, a digitalização da gestão comercial tende a se tornar cada vez mais comum no franchising. “A inteligência artificial permite escalar operações com mais eficiência e apoiar empreendedores que estão iniciando no mercado”, afirma o CEO.

AliExpress celebra 16 anos no Brasil com grandes descontos, ofertas em marcas globais e experiências interativas no app

O AliExpress, plataforma global de e-commerce do Alibaba International Digital Commerce Group, celebra seus 16 anos com uma campanha especial que reúne grandes descontos, ações interativas dentro do aplicativo e ofertas em diversas categorias de produtos. Durante o período promocional, consumidores brasileiros poderão encontrar até 80% de desconto, produtos de marcas globais e nacionais no canal Marcas+ , além de ofertas de até 50% no Group Buy, tudo isso, além de lives diárias que distribuem créditos e cupons para o público diretamente pelo aplicativo.

Destaque para o canal Marcas+

Um dos principais destaques da campanha está no Marcas+, área do AliExpress dedicada às lojas oficiais de fabricantes e marcas reconhecidas globalmente. Durante o aniversário da plataforma, consumidores poderão encontrar até 80% de desconto em produtos selecionados, especialmente nas categorias de tecnologia, eletrônicos, acessórios e equipamentos para criação de conteúdo.

A iniciativa reúne ofertas de grandes marcas globais e vendedores brasileiros que operam dentro do ecossistema da plataforma, ampliando a variedade de produtos disponíveis e permitindo que consumidores encontrem desde equipamentos tecnológicos até itens para diferentes momentos do dia a dia.

Os consumidores também poderão aproveitar ofertas na categoria Marcas+, canal do AliExpress dedicado às lojas oficiais de fabricantes globais que oferecem, condições especiais e uma experiência de compra mais direta com as marcas. Durante o período promocional, consumidores poderão encontrar ofertas em itens de tecnologia, eletrônicos e acessórios de marcas reconhecidas internacionalmente. Um dos exemplos é a FIFINE, marca global especializada em equipamentos de áudio para streaming, criação de conteúdo e jogos, que participa da campanha com descontos em produtos como microfones e acessórios voltados para setups de transmissão e produção digital.

O Group Buy, modelo de compra coletiva inspirado em formatos populares no comércio digital asiático, também terá promoções.Nesse formato, consumidores podem acessar preços ainda mais competitivos ao convidar outras pessoas para participar da mesma compra.Durante o aniversário do AliExpress, produtos selecionados poderão chegar a até 50% de desconto nessa modalidade, incentivando compras colaborativas e ampliando o acesso a preços reduzidos em diversas categorias.

Lives diárias com cupons e créditos no aplicativo

A campanha também aposta em experiências interativas dentro do aplicativo. Durante o período promocional, o AliExpress realizará lives diárias, nas quais apresentadores e convidados destacam ofertas da plataforma e distribuem créditos e cupons exclusivos para os usuários que acompanham as transmissões. As lives fazem parte da estratégia da plataforma de transformar a experiência de compra digital em um ambiente mais dinâmico e participativo, aproximando consumidores das ofertas em tempo real e ampliando as oportunidades de desconto.
 

Moedas e jogos interativos ampliam as oportunidades de economia

Dentro do aplicativo, os usuários também poderão coletar moedas e se divertir em jogos interativos, que permitem acumular recompensas ao longo da campanha. As moedas conquistadas nas atividades podem ser utilizadas para obter descontos adicionais em produtos selecionados, ampliando as possibilidades de economia durante o aniversário da plataforma. Essas mecânicas fazem parte da experiência gamificada do AliExpress, que combina entretenimento e compras para tornar a navegação dentro do aplicativo mais interativa e recompensadora para os usuários.