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Sebrae RS acompanha o SXSW 2026 e traduz tendências globais para o varejo

O Sebrae RS está acompanhando de perto o South by Southwest (SXSW) 2026, que acontece de 12 a 18 de março, em Austin, nos Estados Unidos. Reconhecido como um dos principais eventos globais sobre inovação, tecnologia, comportamento e novos modelos de negócio, o festival reúne especialistas, empresas e lideranças que discutem os caminhos do futuro.

Mais do que participar do evento, a proposta do Sebrae RS é atuar como um radar de tendências para os pequenos negócios do Rio Grande do Sul. Ao longo da programação, a equipe acompanha painéis, experiências e debates que ajudam a entender como tecnologia, cultura e comportamento estão transformando mercados no mundo todo.

A cobertura é realizada por Débora Martini Kryvoruchca, gerente de marketing, Fabiano Zortéa, especialista em varejo, e David Viegas, analista de projetos em inovação do Sebrae RS. O grupo acompanha os principais conteúdos do evento com atenção especial a temas como mundo do trabalho, novas profissões, desafios de gestão e liderança de times, além de creator economy.

Os principais aprendizados e reflexões do SXSW são compartilhados em uma cobertura especial no blog e no Instagram do Sebrae RS, conectando empreendedores gaúchos às discussões que estão acontecendo no cenário global. A proposta é traduzir essas conversas para uma linguagem próxima da realidade dos micro e pequenos negócios, destacando o que merece atenção no radar de quem empreende.

“O SXSW é um espaço onde diferentes áreas – tecnologia, cultura, comportamento e negócios – se encontram para discutir o que vem pela frente. Estar aqui nos permite observar essas transformações e trazer para os empreendedores gaúchos uma leitura mais próxima do que pode impactar seus negócios nos próximos anos”, destaca a gerente de marketing do Sebrae RS.

Com essa iniciativa, o Sebrae RS amplia o acesso dos pequenos negócios às grandes discussões internacionais e reforça seu papel de conectar empreendedores às tendências que estão moldando o futuro dos mercados.

Para acompanhar a cobertura completa do SXSW 2026, acesse:

sebrae.rs/sebraersnosxsw.

Reachy Mini chega ao AliExpress e amplia acesso global à IA incorporada

O Reachy Mini, robô de mesa de código aberto que ganhou destaque entre desenvolvedores e pesquisadores de inteligência artificial, passa a ser vendido globalmente no AliExpress durante a Promoção de Aniversário da plataforma. O movimento marca a expansão do produto para além da comunidade open-source e reforça sua chegada ao mercado consumidor em países estratégicos, como Estados Unidos, Europa, Coreia do Sul, Japão e Brasil.

Reconhecido no ecossistema de inovação e destacado no Hugging Face, uma das principais plataformas globais de IA open-source, o Reachy Mini vem chamando a atenção como um dos projetos mais emblemáticos da chamada embodied AI, ou IA incorporada conceito que une inteligência artificial a dispositivos físicos capazes de interagir com o ambiente. Agora, com sua entrada no AliExpress, o produto dá um passo importante para alcançar um público mais amplo ao redor do mundo.

A chegada do Reachy Mini também reforça a estratégia do AliExpress de ampliar, desde 2025, sua presença no segmento de tecnologias avançadas e marcas globais de inovação. A Seeed Studio, empresa responsável pela fabricação do hardware do robô, escolheu o AliExpress como plataforma para seu lançamento voltado ao mercado consumidor e concentrou todo o estoque da estreia na operação da plataforma.

“O AliExpress demonstrou um compromisso consistente em apoiar produtos de alta tecnologia, o que conversa diretamente com o nosso momento de evolução de fabricante de hardware para marca inserida no universo da IA incorporada”, disse Joey Jiang, Vice-Presidente de Vendas Globais e Marketing, da Seeed Studio. “Estamos destinando todo o nosso estoque a esse lançamento e acreditamos que a Promoção de Aniversário representa uma oportunidade importante para apresentar o Reachy Mini a consumidores de diferentes mercados ao redor do mundo.”

O interesse em torno do produto ganhou ainda mais força após a CES 2026, quando Jensen Huang, CEO da NVIDIA, apresentou o Reachy Mini durante sua keynote em um dos principais palcos globais de tecnologia. A exposição contribuiu para ampliar a visibilidade do robô e impulsionar a demanda em torno do produto.

Durante o período promocional, entre 16 e 25 de março, a loja oficial da Seeed Studio no AliExpress disponibilizará o Reachy Mini em estoque, sem necessidade de pré-venda, com unidades limitadas liberadas diariamente ao longo da campanha, permitindo que consumidores de diferentes países tenham acesso a um dos produtos mais comentados atualmente no universo da IA incorporada.

Reachy Mini passa a integrar a lista de marcas presentes no AliExpress Brand+, canal da plataforma dedicado a marcas globais de tecnologia e produtos premium. Nos últimos meses, outras empresas inovadoras também passaram a usar o marketplace como porta de entrada para mercados internacionais, em um movimento que reforça o posicionamento do AliExpress como vitrine global para marcas de tecnologia emergente.

Novas campanhas de phishing transformam o espaço reservado de nomes de domínio em ferramenta para aplicar golpes

Os ataques de phishing estão por toda parte, mas historicamente, suas táticas seguem padrões e tendências claros. Uma pesquisa da Infoblox Threat Intel revela uma anomalia: um novo método utilizado por cibercriminosos para atingir vítimas. As campanhas maliciosas usam um método inédito, nunca antes relatado, para burlar os controles de segurança. A estratégia consiste em explorar o espaço de nomes de domínio reservada à própria infraestrutura da internet para distribuir phishing por meio de spam. Nesse sentido, os criminosos criam túneis IPv6 e, em seguida, usam registros DNS reversos para hospedar os sites fraudulentos. É um vetor de ataque confuso, mas igualmente eficaz, já que esses registros DNS, hospedados no domínio de nível superior .arpa, dificilmente serão detectados por produtos de segurança.

Diferentemente de TLDs mais conhecidos, como .com e .net, voltados à hospedagem de conteúdos na web, o .arpa desempenha uma função específica dentro do Sistema de Nomes de Domínio (DNS). Ele é usado principalmente para associar endereços IP a domínios, por meio de registros de DNS reverso, e não para hospedar sites. Os hackers passaram a explorar uma brecha em controles de gerenciamento de registros oferecidos por alguns provedores de DNS. Essa funcionalidade permite adicionar registros de endereços IP vinculados a domínios .arpa e, a partir daí, hospedar conteúdo malicioso por trás dessa estrutura. 

Para escalar as campanhas, os criminosos ainda recorrem à obtenção de túneis IPv6 gratuitos, que fornecem um grande volume de endereços IP a serem utilizados nos ataques. Vale lembrar que túneis IPv6 não foram concebidos para esse tipo de finalidade. Eles existem para viabilizar a comunicação na internet em ambientes onde ainda predominam equipamentos legados baseados em IPv4 e não para sustentar operações de phishing. 

“Quando vemos atacantes explorando o .arpa, eles estão transformando o próprio núcleo da internet em uma arma”, disse a Dra. Renée Burton, vice-presidente da Infoblox Threat Intel. “O espaço de DNS reverso nunca foi projetado para hospedar conteúdo da web, então a maioria das defesas nem o considera como uma superfície de ameaça em potencial. Ao transformar o .arpa em um mecanismo de entrega para phishing, esses agentes efetivamente contornam os controles tradicionais que dependem da reputação do domínio ou da estrutura da URL. Os defensores precisam começar a tratar a própria infraestrutura de DNS como um recurso valioso para os atacantes e precisam ter visibilidade para identificar abusos em qualquer tipo de localização.”

Os e-mails de phishing observados nessas campanhas se fazem passar por grandes marcas e prometem “brindes” ou prêmios. As mensagens consistem em uma única imagem que esconde um hiperlink, direcionando as vítimas por meio de sistemas de distribuição de tráfego (TDSs) para sites fraudulentos. Enquanto isso, a URL visível jamais revela as estranhas strings de DNS reverso baseadas em .arpa que os atacantes estão utilizando.

Confira o relatório completo aqui: https://www.infoblox.com/blog/threat-intelligence/abusing-arpa-the-tld-that-isnt-supposed-to-host-anything/

Sobre a Infoblox Threat Intel 

A Infoblox Threat Intel é a principal criadora de inteligência original sobre ameaças de DNS, destacando-se em meio a uma infinidade de agregadores. O que nos diferencia? Duas coisas: habilidades excepcionais em DNS e visibilidade incomparável. O DNS é notoriamente complexo de interpretar e analisar, mas nosso profundo conhecimento e acesso exclusivo ao funcionamento interno da internet nos permitem rastrear agentes de ameaças que outros não conseguem detectar. Somos proativos, não apenas defensivos, usando nossos insights para interromper o cibercrime em sua origem. Também acreditamos em compartilhar conhecimento para apoiar a comunidade de segurança em geral, publicando pesquisas detalhadas e disponibilizando indicadores no GitHub. Além disso, nossa inteligência é perfeitamente integrada às nossas soluções de Detecção e Resposta de DNS da Infoblox, para que os clientes obtenham automaticamente seus benefícios, juntamente com taxas de falsos positivos extremamente baixas.

Para 52,7% dos micro e pequenos empreendedores, inteligência artificial já é essencial para competir em 2026

A inteligência artificial ainda não foi incorporada de forma definitiva à rotina da maioria dos pequenos negócios brasileiros, mas já ocupa um lugar central nos planos para 2026. Pesquisa realizada pela InfinitePay, plataforma de serviços financeiros da CloudWalk, com 457 microempreendedores individuais e donos de micro e pequenas empresas de todo o Brasil, mostra que 65,7% dos respondentes não utilizam nenhuma ferramenta de IA hoje – e, ainda assim, 52,7% consideram a tecnologia essencial para competir no mercado este ano.

O levantamento, realizado no começo deste ano, revela um cenário de expectativa em relação à tecnologia. Para quase metade dos empreendedores ouvidos (44,5%), a principal prioridade da IA em 2026 é aumentar vendas e conversão, seguida pela melhoria da experiência do cliente (35,9%) e pela automação de tarefas repetitivas (23%).

O dado mais recorrente sobre o impacto esperado da Inteligência Artificial não tem a ver com corte de custos ou substituição de mão de obra: 41,7% dos respondentes afirmam que a IA vai devolver tempo para focar em decisões estratégicas. Outros 18,6% esperam conseguir atender mais clientes com a mesma equipe.

Onde a IA deve entrar primeiro

As áreas com maior intenção de adoção são atendimento ao cliente (46,5%) e marketing e vendas (42,1%), seguidas por gestão financeira (23,4%). Quando perguntados sobre que tipo de conteúdo gerado por IA pretendem utilizar, imagens para produtos e redes sociais lideram com folga (62,9%), à frente de vídeos promocionais (31,3%) e textos para posts e descrições (22,6%).

“Os números mostram que a primeira grande onda de adoção de IA nos pequenos negócios tende a ser impulsionada pelas frentes de comunicação e geração de demanda. São áreas em que já existem ferramentas acessíveis, de implementação simples e com impacto quase imediato em aquisição e relacionamento com clientes, o que torna a inteligência artificial não apenas uma aposta estratégica, mas uma alavanca prática de crescimento”, avalia Rafael Artusi, Head de Produto da InfinitePay.

Um exemplo prático é o JIM, assistente inteligente da InfinitePay, que apoia empreendedores em diferentes frentes do negócio. No atendimento ao cliente, acelera a solução de problemas e garante respostas mais rápidas. Em marketing e vendas, gera imagens e posts para redes sociais, por exemplo, impulsionando a presença digital. E na gestão financeira, produz relatórios e análises de vendas que facilitam a tomada de decisão, oferecendo mais eficiência, estratégia e crescimento às empresas.

Custo e conhecimento travam a adoção

A pesquisa também mapeia o que segura a adoção da IA por parte dos empreendedores. O custo das ferramentas é a principal barreira (34,3%), seguido pela falta de conhecimento técnico (29,1%). Preocupações com segurança de dados (7,8%) e perda do toque humano no atendimento (7,4%) aparecem em segundo plano. Ainda assim, 15,2% dizem não ter nenhuma preocupação.

Do lado do investimento, o cenário é cauteloso: 23,4% não pretendem investir nada em IA e 27,7% ainda não sabem quanto vão destinar. Entre os que já definiram um orçamento, a maioria (22,2%) planeja alocar até 5% do faturamento.

Quando questionados sobre o tipo de suporte necessário para implementar IA, treinamento próprio e da equipe lidera (34,1%), seguido por ferramentas prontas e fáceis de usar (23,8%). O recado é claro: o empreendedor quer soluções simples, integradas ao dia a dia e que não exijam conhecimento técnico avançado.

“Quando o empreendedor diz que custo e complexidade são as maiores barreiras, isso reforça uma convicção que temos desde o início: a IA para pequenos negócios não pode ser mais uma ferramenta que o empreendedor precisa aprender a usar e pagar à parte. Ela precisa vir embutida nos serviços que ele já usa no dia a dia, funcionando como um integrante a mais da equipe, sem custo extra e sem curva de aprendizado”, afirma Artusi. 

IA como funcionário extra 

Entre os empreendedores que já usam IA, as aplicações são diversas e muitos deles já encaram a tecnologia como um “funcionário extra”. Outro levantamento da InfinitePay, que analisou milhões de interações com o assistente inteligente JIM apontou as cinco finalidades mais comuns. 

São elas: pagamentos e transações financeiras; consultoria e pesquisa em tempo real para embasar decisões; auditoria e controle de caixa; criação de campanhas de marketing para redes sociais e WhatsApp; e, por fim, análise de crédito e simulações financeiras voltadas à expansão dos negócios.

“Os dados confirmam o que já observamos na prática. Temos milhões de empreendedores usando o assistente inteligente JIM, e o padrão se repete: quem adota a tecnologia não está buscando substituir pessoas, está buscando ter mais tempo e mais clareza para tomar decisões melhores e mais estratégicas”, diz Artusi. 

O fim da Guerra Fria: como o Martech está unindo CMOs e CIOs em busca de eficiência

O “fim da Guerra Fria” no ecossistema de Martech não é apenas metáfora: é a constatação de que a distância entre marketing e tecnologia, antes marcada por reservas e silos, vem se dissolvendo em uma parceria pragmática e necessária. Hoje, CMOs e CIOs caminham lado a lado na busca por eficiência, orientação a dados e experiência do cliente, movidos pela crença de que apenas a integração entre estratégia de marca e governança de tecnologia pode sustentar resultados consistentes em um mercado cada vez mais competitivo.

A unificação entre as áreas não é uma promessa abstrata, mas uma prática que se reflete na melhoria da eficiência operacional. Quando marketing e tecnologia alinham metas, métricas e roadmaps, as decisões deixam de ser reativas e passam a ser orientadas por evidências. A integração entre plataformas de martech, dados e IA reduz ciclos de entrega, diminui desperdícios e amplia o retorno sobre o investimento.

A consultoria Gartner aponta que embora os orçamentos de Marketing não tenham crescido nos últimos anos, os líderes estão aplicando os recursos de forma mais produtiva graças ao uso de IA e dados. ‘Os investimentos em GenAI estão gerando ROI por meio de maior eficiência de tempo (49%), maior eficiência de custos (40%) e maior capacidade de produzir mais conteúdo e/ou gerenciar mais negócios (27%)’, destaca a pesquisa, realizada no início de 2025 com 402 CMOs e outros líderes de marketing na América do Norte, Reino Unido e Europa, de diferentes setores, tamanhos de empresas e receitas.

Com segmentação mais precisa, automação de campanhas com maior relevância e uma governança de dados promovendo estratégias escaláveis, as equipes têm sido capazes de passar com mais rapidez do insight à ação. Entretanto, não se pode ignorar possíveis resistências à mudança. Impedimentos culturais são, muitas vezes, o obstáculo mais desafiador: silos enraizados, diferenças de linguagem entre negócios e tecnologia, e governança de dados ainda fragmentada.

Então quais estratégias precisam ser adotadas para uma colaboração mais eficaz?

A saída é criar uma visão de valor compartilhada e estabelecer canais de comunicação transparentes e regulares. Em muitas organizações, a resposta tem passado pela criação de pactos de governança que definem papéis, responsabilidades e níveis de autonomia, sem sufocar a agilidade.

Concentrar os esforços em torno da experiência do cliente também serve como um poderoso ponto de convergência. Ambas as áreas podem colaborar no mapeamento da jornada do cliente, identificando pontos problemáticos e usando a tecnologia para oferecer experiências digitais aprimoradas.

No campo dos dados e da privacidade, a aliança CMO-CIO se revela ainda mais decisiva. A qualidade dos insights depende da qualidade das fontes, da harmonização entre dados (de onde vêm e como são tratados), e da conformidade com regulações. Assim, a parceria entre as áreas aumenta a responsabilidade compartilhada pela confiabilidade dos resultados, algo que reforça a confiança de clientes, reguladores e acionistas. Em termos práticos, isso se traduz em modelos de governança de dados que assegurem transparência, rastreabilidade e proteção, sem impedir a agilidade necessária para competir.

A tecnologia é o motor dessa transformação. Plataformas de Martech, Data Platforms e inteligência artificial não apenas aceleram operações, mas redefinem o peso da priorização de investimentos. Quando CMOs e CIOs entendem os cenários de valor, a priorização deixa de depender apenas do retorno imediato de campanhas para considerar aprendizado, qualidade de dados e a escalabilidade de soluções. A responsabilidade por resultados passa a ser compartilhada: cada investimento é mensurado pela melhoria da experiência do cliente, pela consistência de dados e pela eficiência dos processos internos.

Olhando para o futuro, algumas tendências devem guiar essa sinergia entre as áreas. A agilidade continuará a ser a base da transformação, com estruturas que favoreçam decisões rápidas sem sacrificar a governança. Por outro lado, a governança de dados precisa amadurecer, com arquiteturas que garantam a confiabilidade e acessibilidade dos dados, respeitando a privacidade. E, finalmente, a experiência do cliente continua a ser o farol: tecnologias devem respeitar a narrativa da marca, de forma que crie valor real para o público, sem perder de vista a ética e a responsabilidade.

O “fim da Guerra Fria” em Martech não é o desaparecimento de tensões, mas a edificação de uma parceria estratégica entre CMOs e CIOs. Quando essa aliança amadurece, a eficiência é mais do que um resultado operacional: é a consequência natural de uma visão compartilhada de valor, respaldada por dados confiáveis, governança sólida e uma experiência do cliente que, de fato, faz a diferença.

* Fábio Sayeg é CRO da Cadastra, empresa global especialista em serviços tecnológicos aplicados ao marketing para fazer as empresas crescerem.

Do morango do amor à corrida: o que liderou as buscas dos brasileiros em 2025, segundo o Mercado Livre

No ritmo acelerado do digital, em que tendências surgem em questão de horas, os dados ajudam a traduzir o que evolui de conversa para hábito real de consumo. O “MELI Trends 2025”, levantamento anual do Mercado Livre, analisa buscas realizadas na plataforma para mostrar como temas que marcaram o dia a dia dos brasileiros se refletiram no interesse por produtos e categorias no e-commerce. O estudo transforma sinais em insights sobre comportamento e aponta movimentos que podem seguir influenciando o consumo em 2026.

No ano que passou, cultura, lifestyle saudável e itens conectados à confeitaria destacaram-se como importantes tendências do consumo brasileiro. Isso evidencia como o entretenimento se converte em desejo de compra, os esportes engajam diferentes perfis e os itens ligados à confeitaria e estilo, por sua vez, foram impulsionados por criadores de conteúdo e tendências nas redes sociais.

“O MELI Trends consolida o Mercado Livre como um hub de dados capaz de antecipar movimentos culturais, capturar tendências emergentes e revelar como assuntos virais impactam decisões concretas de compra. As camisetas de corrida, por exemplo, foram buscadas mais de 160 milhões de vezes, o equivalente a mais da metade da população brasileira, enquanto o “Stitch” recebeu mais de 80 milhões de buscas, como se um a cada três brasileiros pesquisasse pelo termo”, afirma Tulio Landin, diretor sênior de marketplace do Mercado Livre.

O sabor como tendência

Em 2025, o sabor ganhou protagonismo e mostrou como as tendências nascem nas redes, mas se consolidam no mundo real. O “Morango do Amor”, impulsionou mais de 30,8 milhões de buscas por “morango” e elevou o interesse por leite condensado a 2,2 milhões de pesquisas, com alta entre junho e dezembro. O tema também impactou outras categorias e inspirou a criação de maquiagens, cremes corporais, suplementos e até utensílios domésticos. Além dele, o pistache seguiu uma trajetória semelhante, com mais de 5 milhões de buscas e picos sazonais na Páscoa e no fim do ano, com a procura intensa por chocolates e panetones.

Estilo nostálgico e cíclico

Ainda no contexto dos grandes virais, a moda confirmou que a nostalgia influencia diretamente as escolhas de compra, trazendo de volta grandes sucessos dos anos 2000. O estilo boho somou 19 milhões de visitas, enquanto a estética Y2K (anos 2000) se materializou especialmente no top cropped (12,5 milhões de buscas) e no baggy jeans (1,7 milhão). O passado deixou de ser apenas referência estética e se transformou em comportamento concreto de compra, evidenciando ciclos culturais mais curtos e intensos e um consumidor que responde rapidamente a estímulos simbólicos.

Mudança de hábitos

Em 2025, o lifestyle saudável ganhou ainda mais espaço e virou parte da rotina de muitas pessoas. Com isso, o interesse crescente por esportes, especialmente a corrida, impulsionou 75,7 milhões de buscas por smartwatch, 8,9 milhões por tênis de corrida e 160,4 milhões por camisetas esportivas. Além disso, a prática do tênis também foi destaque no ano e marcou forte presença na plataforma, com buscas que ultrapassam 140 milhões de pesquisas, entre raquetes, vestimentas e calçados.

O consumo cultural e o pertencimento
Personagens e fenômenos culturais também influenciaram o consumo. O livro de colorir Bobbie Goods registrou 32 milhões de buscas no auge da viralização, os bebês reborn ultrapassaram 40 milhões ao longo do ano e o personagem Stitch alcançou 80,4 milhões de pesquisas, expandindo sua presença para mochilas, cadernos e pelúcias.

Além disso, as tendências colocaram a literatura em destaque no radar novamente, a exemplo da ascensão de escritores como Raphael Montes, autor brasileiro de livros entre os mais buscados da plataforma – Jantar Secreto, Dias Perfeitos e Suicidas.

Dos palcos para os carrinhos

A passagem de artistas internacionais pelo Brasil, como Lady Gaga, Shawn Mendes e Dua Lipa impactaram diretamente categorias como moda e beleza. Do glitter corporal às camisetas comemorativas. Shows, premiações e viralizações passaram a gerar picos imediatos de busca, demonstrando a velocidade com que cultura e consumo se conectam.

“Ao analisar milhões de pesquisas realizadas diariamente, o Mercado Livre reafirma seu papel como radar cultural e de consumo do país. O ‘MELI Trends 2025’ mostra que o e-commerce deixou de ser apenas canal de venda para se consolidar como plataforma de inteligência sobre o comportamento do brasileiro e, consequentemente, um espaço onde desejos e tendências ganham escala e o futuro do consumo começa a tomar forma”, conclui Tulio.

É possível conferir aqui o relatório completo de tendências do e-commerce.

LIVE! lança aplicativo próprio e anuncia a chegada do LIVE! Club, programa de fidelidade com benefícios exclusivos

A LIVE!, marca referência em activewear e lifestyle esportivo, anuncia o lançamento do seu novo aplicativo de compras e clube de benefícios, disponível para Android e iOS à partir de 13 de março. A iniciativa integra a estratégia da marca de fortalecer seu ecossistema digital e aprofundar o relacionamento com clientes por meio de uma jornada mais fluida, personalizada e conectada.

O novo app concentra todas as funcionalidades do e-commerce da marca, permitindo realizar compras, acompanhar pedidos e acessar o histórico completo em um único ambiente. A grande novidade é somada ao lançamento de LIVE! Club, programa de fidelidade oficial da marca, que oferece benefícios progressivos e acesso às vantagens exclusivas.

“O aplicativo nasce para aproximar ainda mais a LIVE! de seus clientes e transformar a experiência de compra em um relacionamento contínuo. Queremos oferecer uma jornada fluida, do online ao físico, e recompensar quem escolhe a marca com vantagens reais e experiências que dialogam com seu estilo de vida. O LIVE! Club representa essa evolução, ampliando nossa conexão para além do produto”, afirma Gabriel Sens, CEO e fundador da LIVE!.

Por meio do LIVE! Club, clientes que realizam compras em qualquer canal da marca, lojas próprias, franquias ou e-commerce, passam a fazer parte do programa e já iniciam na categoria Bronze após a primeira compra. A partir daí, conforme aumentam seu relacionamento com a marca, avançam de nível e desbloqueiam benefícios progressivos dentro do ecossistema da LIVE!. Os níveis do programa são Bronze, Silver, Gold, Platinum e Private.

Além dos próprios benefícios dentro do ecossistema da marca, o programa também estreia com parceiros estratégicos que ampliam o universo de bem-estar e lifestyle da LIVE!. Para os clientes da categoria Private, há benefícios e descontos exclusivos em marcas parceiras confirmadas, como Pink CheeksBio RitmoPortoBay Hotels & Resorts e Buddha Spa. Para utilizar os benefícios, é necessário apresentar o aplicativo como comprovação de participação no LIVE! Club.

O lançamento reforça o momento de expansão da LIVE!, que alcançou R$1 bilhão em faturamento em 2025 e superou 370 unidades no Brasil e no exterior. A projeção é que o aplicativo represente mais de 10% da receita da marca já no primeiro ano.

Adeus ao “mil ao contrário”: Os bastidores da maior mudança já feita no CNPJ no Brasil

Durante décadas, o CNPJ brasileiro foi uma sequência previsível de números. Uma estrutura tão estável que muitos sistemas simplesmente assumiram que ela jamais mudaria. Mas a partir de julho de 2026, essa premissa deixa de existir. Com a entrada em vigor do CNPJ Alfanumérico – que passa a combinar letras e números – o país testemunhará uma das mudanças silenciosas mais profundas da infraestrutura digital que sustenta empresas, bancos e serviços financeiros. E, como toda mudança aparentemente simples, o impacto pode ser muito maior do que parece.

A alteração foi oficializada pela Instrução Normativa nº 2.229/2024 e responde a um problema concreto: o Brasil simplesmente está ficando sem combinações possíveis de CNPJ. Hoje, já existem dezenas de milhões de registros empresariais ativos no país e o crescimento da formalização, impulsionado por microempreendedores, startups e novos modelos de negócio, vem acelerando esse esgotamento. A Receita Federal estima que o sistema atual estava se aproximando de seu limite, o que levou à decisão de permitir letras nas primeiras posições do cadastro, mantendo os 14 caracteres tradicionais.

À primeira vista, a mudança parece trivial. Afinal, trata-se apenas de permitir letras onde antes havia números. Porém, para quem trabalha com tecnologia, é sabido que pequenas premissas estruturais costumam estar espalhadas por milhares de linhas de código. Durante décadas, bancos de dados, sistemas de faturamento, plataformas de crédito e até aplicativos de e-commerce foram construídos assumindo que o CNPJ era estritamente numérico. Quando essa lógica muda, toda a cadeia precisa ser revisada – da validação de formulários até algoritmos de risco e compliance.

É por isso que muitos especialistas têm comparado o CNPJ Alfanumérico a um “micro bug do milênio”. No final dos anos 1990, o problema não era o calendário em si, mas a forma como sistemas inteiros haviam sido programados para interpretar datas. Agora, o desafio não está no CNPJ, mas na quantidade de sistemas que nunca imaginaram lidar com letras nesse campo. E o efeito dominó pode ser enorme: ERPs, sistemas de emissão de notas fiscais, APIs de cadastro, plataformas de Open Finance, motores antifraude e ferramentas de análise de crédito precisarão ser atualizados para reconhecer e validar o novo padrão.

Essa transformação já está acontecendo, ainda que de forma desigual. Algumas instituições financeiras e companhias de tecnologia começaram a adaptar suas plataformas com antecedência. Outras, porém, seguem empurrando o tema para o futuro, esperando prazos adicionais ou regulamentações mais detalhadas. O problema é que, quando a mudança entrar definitivamente em produção, não haverá espaço para improviso. Um sistema incapaz de interpretar corretamente um CNPJ Alfanumérico pode simplesmente rejeitar um cadastro, bloquear uma transação ou impedir a abertura de uma conta.

E é aqui que o consumidor entra nessa história. Em um país onde praticamente todas as relações econômicas passam por algum tipo de validação de CNPJ – seja na abertura de um marketplace, no cadastro de um prestador de serviços ou na contratação de crédito – qualquer falha sistêmica tem impacto direto na experiência do usuário. Um pequeno erro de validação pode impedir um empreendedor de emitir uma nota fiscal, atrasar um pagamento ou travar uma operação comercial. A infraestrutura digital invisível que sustenta a economia precisa funcionar sem fricção.

Ao mesmo tempo, essa mudança abre espaço para avanços importantes. O novo formato amplia exponencialmente as combinações possíveis, garantindo que o sistema de registro empresarial brasileiro continue sustentável por décadas. Além disso, o redesenho do identificador cria uma oportunidade rara: revisar arquiteturas tecnológicas, modernizar integrações e tornar os sistemas mais preparados para um ambiente de negócios cada vez mais digital e automatizado.

No fim das contas, o CNPJ Alfanumérico é um lembrete poderoso de algo que a tecnologia frequentemente nos ensina – mudanças aparentemente pequenas podem revelar fragilidades estruturais profundas, mas também criar oportunidades de evolução. O Brasil está prestes a trocar alguns números por letras. A questão real não é essa. A pergunta é: quem está preparado para o impacto que vem junto com elas?

Sergio Favarin é Business Vice President da GFT Technologies no Brasil.

Nova linha Seara Gourmet by Bridgerton chega ao varejo

Seara Gourmet oficializa a chegada de sua nova linha de produtos desenvolvida em parceria com a Netflix ao mercado brasileiro. Inspirada no universo da série Bridgerton, os produtos já podem ser encontrados pelos consumidores em canais de venda físicos e digitais.

Unindo a conveniência de pratos prontos à sofisticação da categoria gourmet, a linha traz itens como o Duo de Salames e Copa, além de opções de finalização rápida como o filé ao molho de pimenta com purê e queijo. Para ficar ainda mais completa, Seara Gourmet by Bridgerton apresenta também uma sobremesa de mousse com chocolate belga e um kit presenteável com salames, vinho e alho negro.

O lançamento reforça o posicionamento da Seara Gourmet de valorizar momentos de convivência e celebração, associando qualidade e apresentação diferenciada ao consumo cotidiano no varejo..

“A linha Seara Gourmet by Bridgerton chega ao varejo, trazendo inovação e valor agregado à categoria de pratos prontos e frios, em uma parceria que celebra a união da experiência gourmet com a sofisticação dos rituais de receber em casa, elevando o sabor e o entretenimento” afirma Tannia Fukuda Bruno, diretora de marketing da Seara.

Avanço de IA expõe urgência em preparar líderes e gestores para integrar tecnologia e gestão de pessoas

O avanço acelerado da inteligência artificial nas empresas tem reforçado um ponto cada vez mais evidente no ambiente corporativo: a necessidade de gestores preparados para integrar tecnologia, tomada de decisão e gestão de pessoas. À medida que ferramentas digitais passam a fazer parte da rotina das organizações, o desafio deixa de ser apenas tecnológico e passa a ser também estratégico e humano. É o que afirma o professor Lacier Dias, empresário, especialista em estratégia, tecnologia e transformação digital, doutorando pela Fundação Dom Cabral e fundador e CEO da B4Data.

Um levantamento conduzido pela Korn Ferry com 611 organizações na América Latina, incluindo 319 no Brasil, mostra que a inteligência artificial generativa já começa a se consolidar na área de recursos humanos. Segundo o estudo, 47% das empresas participantes afirmam utilizar esse tipo de ferramenta em alguma etapa de seus processos de gestão de pessoas, indicando um avanço consistente da tecnologia nas rotinas corporativas.

“Essas soluções permitem maior agilidade e capacidade analítica, mas também ampliam a responsabilidade das lideranças na interpretação dos dados e na condução das decisões”, pondera Lacier. Entre as aplicações mais comuns estão o apoio em processos de recrutamento e seleção, análise de dados de pessoas, desenvolvimento de talentos e automação de tarefas administrativas. De acordo com o especialista, o avanço da inteligência artificial não substitui o papel da liderança. Ao contrário, torna-o ainda mais estratégico. “Em um cenário de transformação digital acelerada, líderes precisam equilibrar o uso de tecnologia com sensibilidade humana, visão de negócio e capacidade de engajar equipes.”

Nesse contexto, cresce a demanda por gestores capazes de atuar como integradores entre tecnologia, estratégia e cultura organizacional. “A habilidade de traduzir dados em decisões, promover inovação responsável e garantir que a tecnologia esteja alinhada aos objetivos do negócio torna-se um diferencial competitivo”, ressalta o professor. De acordo com ele, outro ponto de atenção é a preparação das organizações para lidar com as mudanças provocadas pela IA no mundo do trabalho. “A adoção de ferramentas avançadas exige investimentos não apenas em tecnologia, mas, também, em capacitação, governança e desenvolvimento de novas competências.”

Lacier é taxativo ao dizer que as empresas que conseguirem alinhar inteligência artificial, liderança preparada e gestão de pessoas estarão mais bem posicionadas para aproveitar os ganhos de produtividade e inovação trazidos pela tecnologia. “Mais do que uma tendência tecnológica, a inteligência artificial passa a ser um fator estratégico de transformação organizacional e reforça a urgência de lideranças capazes de conduzir empresas em um ambiente cada vez mais orientado por dados, inovação e colaboração entre humanos e máquinas.”