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Relatório de varejo da Globant: consumidores intencionais na era da IA e 5 estratégias que definem o sucesso do comércio neste fim de ano

Globant, empresa nativa digital que ajuda organizações a prosperar em um futuro impulsionado pela tecnologia e pela inteligência artificial, lançou hoje seu novo relatório “O impacto da IA no varejo durante a temporada de festas de 2025”. O estudo revela como a inteligência artificial está transformando os hábitos de consumo, empoderando os consumidores e redefinindo a forma como as marcas devem se preparar para a época mais competitiva do ano.

De acordo com o relatório, os consumidores estão enfrentando esta temporada com uma atitude mais reflexiva, ética e orientada por valor do que em anos anteriores. Em vez de perseguirem descontos, eles estão focando em benefícios de longo prazo, confiança e experiências personalizadas, concentrando suas compras em menos varejistas que estejam alinhados com seus propósitos. Essa mudança intencional desafia as marcas a repensar como se conectam com os clientes — do descobrimento ao pagamento — em um mundo em que a IA influencia cada decisão.

A adoção da inteligência artificial em diferentes indústrias continua a acelerar: 72% das empresas já integram IA em pelo menos uma função de negócio, em comparação com 55% no ano anterior (Statista, 2024). No varejo, essa transformação já gera um impacto mensurável: durante a temporada de fim de ano de 2024, a IA influenciou US$ 229 bilhões em vendas online em todo o mundo, um salto significativo em relação aos US$ 199 bilhões registrados dois anos antes (Reuters, 2025).

À medida que a intencionalidade se torna a nova moeda da lealdade, o relatório da Globant identifica cinco estratégias-chave que definirão quais varejistas terão sucesso nesta época.  Essas estratégias combinam tecnologia, timing e propósito para responder às expectativas de consumidores orientados a valor e construir uma competitividade sustentável além das compras de fim de ano:

  1. Usar a IA para personalizar, não apenas para promover: a IA deve ir além de impulsionar vendas; deve fortalecer a lealdade. Ao analisar históricos de navegação e de compra, os varejistas podem oferecer recomendações e propostas verdadeiramente personalizadas. A mudança vai dos descontos genéricos de “20% off” para propostas com valor agregado que façam o cliente se sentir compreendido e valorizado.
  2. Lançar as campanhas de temporada no terceiro trimestre do ano: esperar até novembro já não é uma opção. Setembro e outubro são meses-chave para construir consideração de marca, oferecer conteúdo com propósito e conectar-se com os compradores intencionais antes do pico de movimento do período.
  3. Criar uma proposta atraente a preço cheio: descontos excessivos corroem o valor da marca a longo prazo. Em vez disso, os varejistas devem investir em transparência, storytelling poderoso e produtos exclusivos para clientes, reforçando a ideia de que o preço cheio vale o que entrega. Os consumidores estão dispostos a pagar mais por autenticidade, ética e experiência.
  4. Dominar a execução omnicanal sem falhas: os compradores esperam uma experiência fluida do descobrimento à compra. Os produtos encontrados em um aplicativo devem estar disponíveis imediatamente para entrega em domicílio ou retirada na loja no mesmo dia. Qualquer atraso ou desconexão coloca em risco não apenas uma venda, mas também a lealdade do cliente.
  5. Reimaginar a loja como um serviço: as lojas devem ir além do papel de vitrine. Elas são centros logísticos, espaços comunitários e zonas de experiência imersiva. O sucesso depende de capacitar as equipes para atuarem como embaixadores e solucionadores, e não apenas vendedores.

“Nesta temporada, os consumidores não estão correndo atrás de descontos nem escolhendo marcas por costume. Seu comportamento está orientado por decisões mais intencionais e guiadas por valor”, afirma Santiago NozigliaCEO do Retail, CPG, and Automotive AI Studio da Globant. “Os varejistas que reconhecerem essa mudança de mentalidade a tempo e oferecerem experiências personalizadas e sem atrito em todos os canais serão aqueles que conquistarão a lealdade do consumidor — não apenas durante o período de fim de ano, mas também em 2026 e além”.

O relatório conclui que a IA será o fator diferencial nas histórias de sucesso do varejo deste ano. Desde o marketing preditivo e o planejamento de demanda até as experiências imersivas em loja, os varejistas que aproveitarem a IA não apenas otimizarão suas operações, mas também construirão laços emocionais mais profundos com os consumidores.

Para saber mais, baixe o relatório completo aqui: https://more.globant.com/pt-br/ia-no-varejo-natal-2025  

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Sobre a Globant

Na Globant, ajudamos as organizações a prosperarem em um futuro digital impulsionado pela IA. Nossas soluções focadas em indústrias combinam tecnologia e criatividade para acelerar a transformação empresarial e desenhar experiências que os clientes amam. Por meio da reinvenção digital, de nossos AI Pods baseados em um modelo de assinatura e da plataforma Globant Enterprise AI, transformamos desafios em resultados de negócios mensuráveis e as economias prometidas em impacto real.

  • Contamos com mais de 30 mil funcionários e estamos presentes em 35 países, abrangendo 5 continentes, trabalhando para empresas como Google, Electronic Arts, Santander, entre outras.
  • Fomos reconhecidos como Líder Mundial em Serviços de IA (2023) e Líder Mundial em Consultoria de Mídia, Integração e Provedores de Serviços de Nuvem em Operações de Negócios (2024).
  • Somos a marca de TI que mais cresce e a quinta marca de TI mais forte no mundo (2024), de acordo com a Brand Finance.
  • Também fomos destaque em estudos de caso de negócios em Harvard, MIT e Stanford.
  • Somos membros ativos da Green Software Foundation (GSF) e do Cybersecurity Tech Accord.
  • Somos parceiros globais da OpenAI, NVIDIA, AWS e Unity, integrando tecnologia de classe mundial para acelerar a inovação em todas as indústrias.

AliExpress celebra o 11.11 com descontos de até 90% em eletrônicos e gadgets inovadores  

O AliExpress, plataforma global do Alibaba International Digital Commerce Group, dá início ao 11.11, o maior festival de compras do mundo, com uma seleção especial de produtos de alta tecnologia. Nesta edição, o evento traz ofertas em gadgets, eletrônicos inteligentes e acessórios que unem inovação e preços imbatíveis, com descontos que chegam a 90% e cupons exclusivos ao longo de toda a campanha.

De dispositivos para criadores de conteúdo a soluções para casa, o 11.11 reforça o compromisso do AliExpress em democratizar o acesso à tecnologia e aproximar o público brasileiro das marcas mais desejadas do mercado global. 

Entre os dias 11 e 19 de novembro, a plataforma oferece até 90% OFF para compras em grupos e até 20% de cashback em compras em plataformas parceiras, além de ações interativas e ofertas exclusivas. A iniciativa incentiva os consumidores brasileiros a unirem forças para desbloquear descontos coletivos e aproveitar os melhores preços. 

Com entregas rápidas e suporte local, o AliExpress reafirma seu papel como uma das principais portas de entrada para a tecnologia global no Brasil, conectando consumidores a marcas inovadoras e oferecendo uma experiência de compra que combina conveniência, preço e qualidade.

O que você encontra no 11.11 do AliExpress 
 

Fones e áudio premium: experiência sonora de estúdio para criadores e gamers: o Kit de microfone condensador com placa de som e braço articulado garante captação limpa e profissional, ideal para gravações, podcasts e transmissões ao vivo.
 

Smartwatches e wearables inteligentes: o Xiaomi Smart Band 9 Active traz tela vibrante, monitoramento completo de saúde, integração com Android e iOS e bateria de longa duração. 

Smartphones de alto desempenho: smartphone POCO X7 Pro 5G (512GB/12GB RAM), desempenho é o que não falta. Equipado com processador de ponta, câmera potente e conectividade 5G, ele é feito para quem busca velocidade e qualidade em cada detalhe. 

Entretenimento e inovação 3D: O BYINTEK LOVE U14 Full HD 1080P entrega projeção inteligente com suporte 4K, conexão Bluetooth e Wi-Fi — um cinema portátil para qualquer espaço.

Games e conectividade sem fio: o controle 8BitDo Ultimate 2, compatível com PC e Android, combina precisão e conforto em um design retrô repaginado. Ideal para quem quer jogar com estilo e liberdade total de movimento.  

Cupons disponíveis: 

MEGAAE01 e PROMOBR01 para R$ 18 de desconto em compras a partir de R$ 90 

MEGAAE02 e PROMOBR02 para R$ 35 de desconto em compras a partir de R$ 200 

MEGAAE03 e PROMOBR03 para R$ 70 de desconto em compras a partir de R$ 400 

MEGAAE04 e PROMOBR04 para R$ 120 de desconto em compras a partir de R$ 780 

MEGAAE05 e PROMOBR05 para R$ 240 de desconto em compras a partir de R$ 1.500 

PROMOBR11 para R$ 330 de desconto em compras a partir de R$ 2.400

PROMOBR12 para R$ 375 de desconto em compras a partir de R$ 3.000

Giuliana Flores planeja reforçar equipe na Black Friday e Natal, com crescimento de 20% nas vendas

Em ritmo acelerado de expansão em 2025, a Giuliana Flores planeja reforçar seu quadro de colaboradores para acompanhar o crescimento projetado. A maior floricultura da América Latina prevê um aumento de 20% nas vendas durante as principais datas festivas do segundo semestre: Black Friday e Natal, impulsionado por campanhas temáticas, lançamento de novos produtos e pelo fortalecimento das compras online e corporativas. Para atender à alta demanda, a empresa irá contratar 35 colaboradores temporários na área de produção, reforçando as equipes de montagem, embalagem e expedição.

Na Black Friday, com a campanha Black Flower, os itens mais procurados são margaridas, orquídeas azuis, flores secas e os kits promocionais da própria linha. Já no Natal, os campeões de procura costumam ser as cestas natalinas com rosas, arranjos com pinhas e velas, rosas encantadas e os kits presenteáveis com aromatizadores e velas da linha exclusiva da marca, reforçando a preferência dos clientes por opções sofisticadas e afetivas para presentear.

Durante a campanha Black Flower, nome dado pela companhia à sua Black Friday, o volume de pedidos chega a triplicar em comparação com um dia comum. Para atender à alta demanda, a empresa reforça as equipes, implementa turnos extras e intensifica o ritmo de produção e expedição. Para 2025, a expectativa é de um crescimento de 20% nas vendas em relação à Black Friday anterior, impulsionado por ações promocionais, novos kits presenteáveis e pela ampliação do mix de produtos. Já para o Natal, a marca projeta um aumento de 25% em relação a dezembro de 2024, com destaque para o crescimento nas compras de cestas natalinas, arranjos temáticos e kits corporativos.

Muito além do digital

A empresa segue ampliando sua presença física com uma rede de 18 lojas próprias e 3 franquias, consolidando-se como referência em inovação no varejo de flores e presentes. São 14 lojas de grande porte distribuídas por bairros estratégicos de São Paulo e da Região Metropolitana, como Vila Nova Conceição, Aclimação, Santo André, Moema, Tatuapé, Higienópolis, Ipiranga, Guarulhos, Perdizes, Mooca, São Caetano do Sul, São Bernardo do Campo e Indianópolis, além de duas boutiques localizadas na Vila Nova Conceição e na Rua Augusta. A marca também conta com dois quiosques próprios e três franqueados, que funcionam como pontos de conveniência e reforçam a experiência omnichannel da empresa.

A abertura de lojas físicas, após o sucesso do e-commerce, representa uma estratégia inovadora que vai à contramão de outras marcas do setor, com o objetivo de complementar o ambiente virtual e atender consumidores que ainda preferem o contato presencial na hora da compra. Além disso, a empresa instalou três vending machines no Shopping Penha e nos terminais 2 e 3 de desembarque do Aeroporto de Guarulhos, oferecendo compra rápida e prática a qualquer hora. Em 2025, a companhia lançou oficialmente seu modelo de franquias durante a ABF, com a meta de alcançar entre 10 e 15 novas unidades até junho de 2026, reforçando seu compromisso de expandir a atuação e conquistar um público ainda maior.

“O nosso objetivo é ampliar os serviços e aprimorar a experiência dos clientes, tanto no ambiente online quanto nas lojas físicas. Com o crescimento nas vendas durante as datas especiais do fim de ano, estamos muito otimistas para 2025 e preparados para atender à demanda crescente por presentes especiais. Para isso, iremos reforçar nossa equipe, garantindo um atendimento ainda mais ágil e personalizado”, afirma Clóvis Souza, CEO da Giuliana Flores.

Como a IA está transformando o atendimento na Black Friday

A Black Friday deixou de ser apenas uma data de vendas e se tornou um verdadeiro teste operacional para o atendimento ao cliente. Esse período não apenas impulsiona o volume de transações, como também impõe uma sobrecarga significativa às equipes de suporte, que precisam lidar com milhares de interações simultâneas. Sem o devido preparo, o resultado é o aumento nas filas de espera, a frustração dos consumidores e a consequente queda na eficiência das operações.

De acordo com uma pesquisa realizada pela consultoria Gauge em parceria com a agência W3haus, a Black Friday 2025 no Brasil deverá alcançar um faturamento recorde de R$ 13,6 bilhões, um crescimento de 16,5% em relação a 2024.

Para Marcio Verderio Tahan, CEO da VTCall, empresa especializada em atendimento corporativo com inteligência artificial e automação, o sucesso para uma empresa se sair bem nessa época reside no planejamento antecipado e na cooperação entre pessoas e tecnologia “Automação e atendimento humano não competem, eles se complementam de forma estratégica. A tecnologia é a base que garante a agilidade e a escalabilidade, enquanto o fator humano preserva a empatia e a confiança, elementos cruciais para fidelizar o cliente”, afirma o especialista.

O aumento das interações exige que as empresas invistam em soluções capazes de expandir o suporte sem comprometer a qualidade. Nesse contexto, a automação torna-se indispensável para absorver o alto volume de contatos e manter o padrão de resposta nos momentos de pico. “Sistemas inteligentes identificam rapidamente padrões nas solicitações, ajustam as respostas em tempo real e transferem de forma automática os casos mais complexos para os atendentes. Esse fluxo garante simultaneamente eficiência operacional e personalização no trato com o cliente, ” complementa.

Com o apoio da inteligência artificial, é possível analisar o comportamento do consumidor, antecipar dúvidas frequentes e oferecer respostas mais precisas. Essa automação inteligente não só aumenta a produtividade das equipes, como também proporciona uma jornada para o cliente mais fluida e satisfatória, do primeiro contato ao pós-venda. O resultado é maior eficiência, escalabilidade e coleta de dados estratégicos para aprimorar continuamente os serviços.

No Brasil, onde o comércio eletrônico cresce de forma acelerada, a combinação entre IA e atendimento humano se consolida como um diferencial competitivo. “Orquestra-las de forma totalmente integrada, para entregar resultados concretos ao negócio, é o ideal nos dias atuais e deve ser cada vez mais priorizado”, conclui Marcio.

A Black Friday não premia apenas quem oferece os preços mais baixos, mas, sobretudo, quem entrega a melhor experiência de atendimento. As empresas que se preparam para lidar com a alta demanda não apenas aumentam seus lucros em novembro, como também transformam clientes ocasionais em grandes fiéis.

Por que a decisão humana ainda é insubstituível na era da IA?

*Por Rodrigo Cerveira

Pense em inteligência artificial e qual a primeira imagem que vem à mente? Para muitos, a resposta ainda remete a um visual futurista clichê, quase plástico: robôs, interfaces holográficas e carros que conversam com uma voz metálica. Essa foi a era da IA explícita, uma tecnologia presente na forma final das coisas, uma assinatura de modernidade plástica do que imaginávamos ser o futuro. Contudo, essa era chegou ao fim. Estamos entrando na era da  IA ubíqua, ou seja, um recurso integrado ao dia a dia, permitindo a tomada de decisão mais informada e eficiente em todos os níveis.

É a era em que a inteligência artificial deixa de ser o produto final para se tornar o meio do caminho, uma camada invisível e onipresente que otimiza processos em todas as áreas. Ela não é mais o carro autônomo em si, mas o cérebro que recalcula a rota em milissegundos para evitar o trânsito. Na medicina, por exemplo, já existem sistemas de IA que identificam fraturas ósseas com mais precisão que radiologistas ou detectam sinais precoces de doenças como Alzheimer anos antes dos primeiros sintomas. A IA tornou-se um tecido conjuntivo da nossa realidade digital, menos perceptível, mas imensamente mais impactante.

Essa onipresença, no entanto, traz consigo questões fundamentais. A primeira é sobre a sua confiabilidade. À medida que delegamos mais tarefas a esses sistemas, até que ponto podemos confiar neles? A mesma IA que pode salvar vidas ao analisar um exame de imagem pode, em outros contextos, “alucinar” — um termo que descreve sua tendência a preencher lacunas com informações extremamente plausíveis, mas factualmente incorretas. A linha entre o fato e a ficção bem construída nunca foi tão tênue.

Os exemplos são tão absurdos quanto preocupantes. Vimos o chatbot de uma grande companhia aérea inventar uma política de reembolso que não existia, levando a empresa a ser responsabilizada judicialmente. Advogados já passaram vergonha em tribunais ao citar casos jurídicos completamente fabricados por uma IA. E, no campo do bizarro, uma ferramenta de busca chegou a sugerir a adição de cola não-tóxica em pizzas, uma “dica” extraída de um comentário satírico na internet. Esses casos ilustram que a IA, por enquanto, não possui discernimento ou um compromisso com a verdade; ela é uma máquina de associação de padrões.

E isso nos leva à segunda questão, talvez a mais crítica. Com a IA se tornando uma facilitadora tão fluida e integrada, quem está, de fato, checando as conclusões? A conveniência de um resultado instantâneo pode nos levar a uma perigosa complacência, aceitando suas conclusões sem o devido rigor. As decisões passam por um filtro humano real ou estamos lentamente nos tornando meros aprovadores de sugestões algorítmicas?

A resposta para navegar nesta nova era está em redefinir nosso relacionamento com a tecnologia. A IA deve ser usada como um facilitador genial, um estagiário incansável e brilhante, mas não como um validador final. A responsabilidade de checar, garantir a procedência e a validade da informação antes de qualquer publicação ou decisão importante continua e sempre deverá continuar sendo humana. A era da IA ubíqua não é sobre substituir o pensamento humano, mas sobre aumentá-lo. Cabe a nós usar esse poder com sabedoria e, acima de tudo, com responsabilidade.

Pequenas e médias empresas impulsionam vendas no 11/11 e aquecem o e-commerce para a Black Friday

As pequenas e médias empresas que operam no modelo de venda direta ao consumidor (D2C – direct to consumer) faturaram R$30 milhões no 11/11, crescimento de 36% comparado a 2024. O levantamento é da Nuvemshop, maior plataforma de e-commerce do Brasil e da América Latina. Com ofertas inteligentes, frete facilitado e foco em performance, o 11/11 se consolidou como o esquenta positivo da Black Friday, acelerando a demanda e preparando o terreno para os descontos mais agressivos de fim de mês.

Ao longo das 24 horas de campanha, foram realizados 112 mil pedidos, um crescimento de 39% em relação ao ano passado. Reafirmando a força do D2C em nichos de mercado, os segmentos com melhor desempenho foram Moda, líder com R$13 milhões, seguido por Saúde & Beleza R$3,5 milhões, Acessórios R$2 milhões e Casa & Jardim R$2 milhões. 

O estudo considerou as vendas realizadas exclusivamente no dia 11 de novembro de 2024 e 2025, com base nos lojistas brasileiros que utilizam a Nuvemshop.

A moeda da Black Friday deixa de ser o apelo das promoções e torna-se a confiança do consumidor

De acordo com o estudo Black Friday 2025, realizado pela consultoria Gauge em parceria com a agência W3haus, a semana oficial do evento deve movimentar R$13,6 bilhões no Brasil, um crescimento de 16,5% em relação a 2024. Apesar dos números positivos, especialistas alertam que a data já não carrega o mesmo impacto emocional e simbólico de anos anteriores.

Para Flavia Mardegan, especialista em vendas e comportamento do consumidor, o termo “Black Friday” passou a ser usado de forma tão recorrente pelo varejo que perdeu parte do seu poder de mobilização.

“O que antes era uma data esperada e com senso de urgência virou um conceito espalhado por todo o ano. Hoje temos “Black Week”, “Black Month” e até promoções chamadas de “Esquenta Black”. Isso dilui a percepção de oportunidade e desgasta o interesse do consumidor”, avalia.

Criada nos Estados Unidos como uma liquidação pontual para escoar estoques e aquecer o comércio, a Black Friday chegou ao Brasil em 2010, cercada de desconfiança. O consumidor brasileiro, acostumado a promoções genéricas, via a data como uma jogada de marketing. “No início, o desafio era provar que os descontos eram reais. Depois, tivemos o problema da chamada “Black Fraude”, quando muitas empresas maquiaram preços, comprometendo ainda mais a confiança”, relembra Flavia.

Quinze anos depois, o cenário é outro e o consumidor também. Ele pesquisa, compara e só compra se acreditar que está fazendo um bom negócio.

“A Black Friday deixou de ser sobre preço e passou a ser sobre confiança. O consumidor aprendeu a fazer conta, a acompanhar histórico de preços e não cai mais em armadilhas”, explica a especialista.

Flavia observa ainda que o uso indiscriminado do termo “Black” como sinônimo de liquidação permanente acabou banalizando o valor da data.

“O varejo estendeu tanto o conceito que o cliente já não enxerga mais um momento especial. Ao utilizar esse gancho para liquidações durante vários períodos do ano e transformar novembro inteiro em mês de promoção, o comércio perde o senso de urgência e o poder de mobilizar o consumidor pela escassez”, pontua.

Para ela, o desafio das marcas em 2025 é reconstruir a credibilidade da Black Friday, posicionando-a menos como uma corrida por descontos e mais como uma oportunidade de relacionamento e transparência.

“Hoje, o cliente quer clareza, quer ser respeitado. O que fideliza não é o preço mais baixo, e sim a confiança de que está comprando algo realmente vantajoso. E essa confiança é o novo ativo do varejo”, conclui.

Impulso: Black Friday eleva comportamento de compra multicanal dos consumidores

A Impulso, empresa de retail media da RD Saúde (dona das marcas Raia e Drogasil), prepara a maior Black Friday da sua história. Para a campanha deste ano, a empresa oferece novas soluções e uma estrutura mais completa para anunciantes que buscam performance e presença integrada em todos os pontos de contato com o consumidor.

Principal data do calendário de vendas do varejo, o evento vem consolidando um comportamento de compra multicanal, movido por clientes que transitam entre o digital e o físico em busca de conveniência, preço e experiência.

Na Black Friday de 2024, esse movimento ficou evidente: o comportamento multicanal dos clientes da RD Saúde cresceu 18% em relação a 2023, mostrando que a Black Friday é cada vez mais um momento de conexão entre marcas e consumidores em diferentes pontos da jornada.

Essa integração se refletiu diretamente nos resultados. O volume de acessos aos canais digitais da RD Saúde aumentou 60% no dia da Black Friday e a receita digital saltou 93% na comparação anual. A empresa também converteu 400 mil novos clientes durante o período, consolidando a data como um motor de aquisição e fidelização.

A Black Friday também abre novas frentes de relacionamento para as marcas anunciantes. Na Black Friday de 2024, 90% dos compradores da categoria infantil eram novos consumidores, ou seja, não haviam adquirido produtos dessa cesta nos 12 meses anteriores.

A receita de vendas de algumas categorias registrou forte aceleração em relação à campanha de 2023 – caso dos itens de proteção solar (+58%), desodorantes (+29%), fraldas infantis (+26%) e tratamentos de pele medicinais (+25%). Na categoria de pele, a participação do canal online subiu de 25% para 44% e a receita dos anunciantes dobrou no período.

“A Black Friday representa um momento único de encontro entre marcas e consumidores em múltiplos canais. É uma oportunidade estratégica para construção de vínculo, relevância e relacionamento de longo prazo”, afirma Fabiana Manfredi, CEO da Impulso.

Para a Black Friday de 2025, a Impulso adotou o sistema de busca por leilão em tempo real nos sites e aplicativos da RD Saúde, que permite às marcas disputar posições de destaque nos resultados e garantir visibilidade estratégica no momento exato da decisão de compra. A empresa também oferece formatos de busca por performance.

A Impulso também está usando inteligência artificial generativa no desenvolvimento em larga escala de peças e criativos em múltiplos formatos, reduzindo o tempo de produção e garantindo agilidade e personalização nas campanhas. Além disso, as marcas poderão explorar ações de CRM via SMS, e-mail marketing e push notification, campanhas de mídia programática e segmentação baseada nas audiências proprietárias da RD Saúde.

A presença física continua sendo um diferencial competitivo da Impulso, com 10 mil telas digitais distribuídas em mais de 2.100 farmácias Raia e Drogasil de todo o Brasil.” Com alcance, inteligência e tecnologia, a Impulso oferece performance e conexão ao longo de toda a jornada de compra do consumidor”, diz a CEO.

Black Friday 2025: frete vira o fator decisivo para o pequeno empreendedo

O frete se consolidou como o elemento central para o sucesso da Black Friday 2025: 68,4% dos pequenos e médios lojistas afirmam que o custo de envio será decisivo para o desempenho de suas vendas, segundo pesquisa realizada pela SuperFrete, plataforma que conecta empreendedores às melhores opções de frete e transportadoras. Outros 21,5% destacam o prazo de entrega como fator estratégico, enquanto apenas 1,9% não consideram o frete relevante.

A pesquisa ouviu lojistas de diferentes segmentos e revela que, mesmo com desafios, o clima entre os empreendedores é de otimismo moderado, refletindo a crescente percepção de que uma logística bem planejada pode ser o diferencial competitivo nesta Black Friday.

Estoque e confiança em alta

Quase metade dos lojistas, 47,8% afirmaram que pretendem aumentar a quantidade de produtos, enquanto 22,5% disseram que manterão os volumes iguais aos do ano passado. Nichos como Suplementos e Decoração & Casa se destacam entre os que já aumentaram significativamente seus estoques.

Sobre as expectativas de vendas, 36,8% estão muito mais confiantes do que em 2024, enquanto 17,7% se declararam “um pouco mais confiantes”. Já 22,5% acreditam que terão desempenho similar ao do ano passado, e apenas 7,2% se mostraram menos otimistas. Para 15,8%, esta será a primeira Black Friday como lojistas, refletindo a renovação constante do ecossistema digital.

O frete como diferencial competitivo

Segundo Victor Maes, CEO e fundador da SuperFrete, a logística deixou de ser apenas operacional e se tornou estratégica: 

 “Nos últimos anos, vimos pequenos e médios negócios transformarem a logística em vantagem competitiva. O frete não é mais um detalhe: é parte central da experiência de compra e pode definir se o cliente compra ou desiste. Lojistas que entendem isso conseguem oferecer preço justo, entrega confiável e atendimento de qualidade, mesmo com recursos limitados. Esse é o caminho para competir de igual para igual com grandes varejistas e conquistar resultados consistentes na Black Friday e ao longo de todo o ano.” afirma.  

Nichos em destaque

Entre os setores que mais esperam vendas estão moda e acessórios (23%), beleza e cuidados pessoais (17%) e eletrônicos e acessórios (16,8%). Segmentos menores, como colecionáveis e suplementos, também registraram otimismo, embora com menor representatividade no universo de respondentes.

Dados da pesquisa SuperFrete – Black Friday 2025

  • 68,4% consideram o custo do frete fator decisivo nas vendas.
  • 21,5% apontam o prazo de entrega como elemento essencial.
  • 47,8% pretendem aumentar o estoque de produtos.
  • 36,8% estão muito mais confiantes do que em 2024.
  • 15,8% vão participar da Black Friday pela primeira vez.
  • Setores mais otimistas: Moda e Acessórios (23%), Beleza e Cuidados Pessoais (17%) e Eletrônicos e Acessórios (16,8%).

Um mercado em transformação

Dados do mercado reforçam um cenário em que pequenos e médios negócios têm cada vez mais espaço na Black Friday. Com maior acesso a soluções digitais de gestão, pagamento e frete, esses empreendedores conseguem competir em condições mais vantajosas.

“A Black Friday deixou de ser apenas uma oportunidade para grandes varejistas. Hoje, vemos pequenos negócios se planejando e conquistando resultados expressivos. O que define o sucesso é a preparação antecipada e a capacidade de oferecer uma experiência completa para o consumidor”, conclui Maes.

No B2B, postura consultiva vale mais que desconto

À medida que o relacionamento corporativo passa por forte transformação, cresce a valorização de modelos baseados em experiência e consultoria. Em 2025, 89% das empresas afirmam competir mais por experiência do cliente do que por preço ou produto, de acordo com estudo da OnRamp. Já uma pesquisa da PwC mostra que 73% dos consumidores consideram a experiência um fator determinante em suas decisões de compra.

Esse comportamento também se reflete nas negociações B2B, onde a fidelização depende de muito mais do que a tecnologia de atendimento. De acordo com Aline Swensson, CSO da Unentel, as empresas B2B que mais crescem não veem o cliente como transação, mas como um aliado de longo prazo. “O uso de IA, CRMs inteligentes e analytics é fundamental, mas é a postura consultiva que transforma contratos em parcerias longevas”, afirma.

O movimento atual une automação inteligente e personalização. Segundo a Forrester Research, companhias que priorizam a experiência do cliente alcançam até o dobro de crescimento de receita em comparação às que não têm essa prática como prioridade. 

E não é só no face a face que a consultoria tem valor. O B2B Pulse 2025, da McKinsey & Company, aponta que o e-commerce já responde por 34% das receitas B2B globais e que mais de 50% dos compradores estão dispostos a trocar de fornecedor caso não encontrem uma experiência digital fluida e personalizada.

Para além das ferramentas, o valor está na antecipação de cenários. “Em vez de apenas responder, buscamos antecipar demandas e propor soluções customizadas antes mesmo que se formule a dúvida. Isso só se faz conhecendo bem o cliente e suas necessidades, tanto no trato presencial quanto no online”, explica Aline. “Esse equilíbrio entre dados, tecnologia e empatia é o que garante confiança, renovação e crescimento sustentável”, conclui.