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Delivery já movimenta R$ 140 bi no Brasil e ganha protagonismo no iFood Move

O iFood Move 2025, um dos maiores eventos da América Latina voltados ao setor de food service, reuniu milhares de empreendedores, executivos e especialistas no São Paulo Expo, em agosto, para discutir inovação, tecnologia e os desafios do futuro da alimentação no Brasil. O evento apresentou cases de sucesso que vêm transformando o mercado, entre eles a trajetória de uma marca com 49 anos de história, a Esfiha Imigrantes, que se consolidou como referência em São Paulo, fortalecida pela expansão para novas regiões e pela consolidação da unidade da Ricardo Jafet como uma das maiores operações de delivery do país.

diretor executivo da Esfiha Imigrantes, Filipe Mello, destacou, durante sua participação, a importância de equilibrar tradição e inovação no setor de alimentação. Ele ressaltou que momentos como o iFood Move são fundamentais para trocar experiências, aprender e compartilhar visões sobre como unir história e modernidade em um mercado cada vez mais digital e competitivo.

O crescimento do delivery no Brasil foi outro ponto central debatido no evento. De acordo com estudo da Kantar, o delivery tem sido o principal responsável pelo aumento do consumo fora de casa no país, com maior frequência de pedidos e elevação do ticket médio. Esse comportamento, impulsionado pela pandemia, transformou os aplicativos de entrega em ferramentas essenciais para a competitividade das marcas. Hoje, qualidade, atendimento, embalagens personalizadas e experiência digital são fatores decisivos para fidelizar clientes.

Durante o evento, a Esfiha Imigrantes foi reconhecida como case número 1 da Maquinona do iFood, ferramenta que utiliza inteligência de dados e automação para potencializar a performance de vendas. O reconhecimento reforçou o protagonismo da marca na adoção de soluções digitais para otimizar operações, ampliar seu alcance e aprimorar a experiência dos clientes.

Dados apresentados durante o iFood Move reforçam o impacto econômico do setor. Segundo levantamento da FIPE, o delivery representou 0,64% do PIB nacional em 2024, movimentando R$ 140 bilhões e gerando mais de 1 milhão de postos de trabalho diretos e indiretos. Esses números evidenciam a relevância do setor não apenas para pequenos e grandes negócios, mas também para o desenvolvimento econômico e social do país.

A participação da Esfiha Imigrantes no evento consolidou sua imagem como uma marca que valoriza a tradição, ao mesmo tempo em que acompanha as mudanças no mercado e se conecta aos novos hábitos de consumo. Essa combinação fortalece o relacionamento com clientes e parceiros estratégicos, reafirmando seu compromisso com a inovação e a qualidade.

Seu bot responde igual todos os dias? Então você não tem nada de inteligência artificial

Durante anos, muitas empresas acreditaram que bastava oferecer um “chat” para atender clientes. Na prática, o que existia era um FAQ com interface de conversa, repetitivo e limitado. O usuário digitava uma pergunta e recebia sempre a mesma resposta, independente do contexto. Sem aprendizado, sem adaptação, sem fluidez. 

Essa é a lógica dos bots tradicionais, construídos em fluxos pré-definidos. Eles operam em menus rígidos e blocos de texto engessados. São fáceis de implantar e rápidos para colocar no ar, mas ainda mais rápidos em gerar frustração. Afinal, basta um desvio da rota planejada para que o usuário se depare com respostas genéricas ou, pior, com a temida mensagem de erro: “Desculpe, não entendi”. 

Com a chegada dos Modelos de Linguagem de Grande Escala (LLMs), esse paradigma mudou. Em vez de seguir trilhas fixas, a IA passou a processar linguagem natural em tempo real. Isso significa que ela entende variações de intenção, adapta a resposta ao contexto e mantém a coerência mesmo quando o usuário decide mudar de assunto ou voltar etapas da conversa. 

Não é preciso reiniciar o fluxo. Não há perda de dados. Não existe travamento na primeira exceção. A cada interação, o modelo reorganiza as informações e mantém o diálogo vivo, fluido e inteligente. 

Essa capacidade se traduz em três pontos centrais como mesmo dado de entrada, múltiplas saídas possíveis, mesmo objetivo de negócio, múltiplas estratégias de linguagem e mesma janela de atenção, menos fricção e mais conversão. 

A diferença na prática 

Em áreas críticas como atendimento, cobrança e vendas, essa mudança é decisiva. A diferença entre concluir uma negociação ou perder o timing está na habilidade da IA em sustentar o raciocínio sem quebrar o fluxo. 

Imagine um cliente que pergunta sobre uma parcela. No bot tradicional, qualquer mudança de valor obriga o usuário a reiniciar o processo. Já um LLM compreende a alteração, ajusta a proposta e segue a negociação. Cada minuto preservado aumenta a chance de fechamento. 

Além disso, enquanto os fluxos fixos soam mecânicos e repetitivos, os modelos avançados entregam respostas únicas em cada conversa. O usuário não se sente diante de um script, mas em diálogo real. Ainda que os números e informações se mantenham consistentes, a forma de comunicar varia. Essa humanização do discurso é o que diferencia IA de simples automação. 

A verdade é que muitos negócios ainda operam com “menuzinhos” disfarçados de IA. Porém, os consumidores percebem rapidamente quando estão falando com algo que apenas repete respostas pré-programadas. Em contrapartida, interações baseadas em LLMs entregam dinamismo, flexibilidade e resultados mensuráveis em conversão. 

O que o mercado precisa entender é simples: atendimento não pode mais ser repetição, precisa ser inteligência. 

Isso significa abandonar a lógica do “atalho rápido” que só serve para dar uma aparência de inovação, mas não gera valor real. O consumidor atual já percebe quando está diante de uma interação engessada, e não aceita mais desperdiçar tempo navegando por menus intermináveis. Ele espera fluidez, clareza e, acima de tudo, respostas que façam sentido para o seu contexto específico. 

Empresas que ainda insistem em operar com chatbots estáticos, baseados em fluxos fixos, não estão apenas atrasadas tecnologicamente: estão perdendo oportunidades de negócios. Cada cliente frustrado é uma negociação interrompida, uma cobrança perdida, uma venda adiada. Por outro lado, aquelas que adotam LLMs transformam cada interação em uma chance de criar vínculo, reduzir fricção e aumentar conversão em tempo real. 

No fim, não se trata apenas de adotar uma tecnologia mais moderna. Trata-se de decidir se a empresa quer oferecer uma experiência que respeita o tempo e a inteligência do cliente. E, nesse ponto, não existe meio-termo: ou o atendimento evolui para conversas inteligentes, ou continuará preso a um passado de respostas repetitivas e resultados limitados. 

A questão que fica é: seu atendimento já saiu do fluxo ou ainda está preso em menus? 

*Danielle Francis é COO da Fintalk, empresa líder em IA conversacional no Brasil. E-mail: finatalk@nbpress.com.br 

Fenômeno que muda o Google exige conteúdo confiável e estratégico, alerta especialista em SEO e IA

Mais de 58% das buscas no Google nos Estados Unidos e quase 60% na União Europeia não resultam em cliques em links externos, segundo estudo conduzido por Rand Fishkin. Conhecido como zero-click search, o fenômeno evidencia uma mudança profunda no comportamento dos usuários: a resposta que antes era encontrada em sites agora está sendo entregue diretamente na página de resultados do Google.

Para Rosana Marques, especialista em motores de busca, SEO 360 e IA aplicada a conteúdo, e sócia da MUVA House, esse cenário redefine o jogo digital. “O zero-click search é, ao mesmo tempo, um desafio e uma oportunidade. As marcas que insistirem em medir autoridade apenas por cliques vão perder espaço. Hoje, é preciso construir conteúdo estratégico, preciso e de fácil consumo, que entregue respostas imediatas e confiáveis dentro do próprio buscador. Quem entende essa lógica se torna referência mesmo sem o clique”, afirma.

O desafio é ainda maior porque, de acordo com levantamento da Semrush, cerca de 30% dos cliques nos EUA vão para propriedades do próprio Google, como YouTube, Google Imagens e Google Maps, enquanto apenas 36% seguem para a web aberta — o equivalente a 360 cliques a cada mil buscas. Na União Europeia, o índice sobe levemente para 374. Mesmo com o avanço de IAs generativas e buscadores conversacionais, o Google mantém 89,66% de participação no mercado global de buscas, reforçando sua influência.

Para Marques, a transformação vai além da tecnologia: “O comportamento do usuário mudou. Com a ascensão do ChatGPT, Perplexity e outros modelos de linguagem, as pessoas não querem apenas links – querem respostas confiáveis e contextuais. Isso exige que empresas revisem seu conteúdo, invistam em clareza e se posicionem como fontes confiáveis de informação”. 

A especialista destaca que o zero-click search não significa invisibilidade, mas sim a necessidade de reposicionar o conteúdo. “Quem souber se adaptar, ganha não apenas tráfego, mas também confiança e autoridade diante de humanos e máquinas.”

Dia das Crianças: e-commerce brasileiro deve faturar mais de R$ 9 bilhões

O e-commerce brasileiro se prepara para um Dia das Crianças, celebrado em 12 de outubro, com faturamento recorde. De acordo com projeções da Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm), a data deve movimentar R$ 9,15 bilhões em vendas online, crescimento de 14,25% em relação ao ano passado. Desde 2020, o segmento teve expansão de 85%.

O levantamento da ABComm indica ainda que as lojas virtuais devem registrar mais de 16 milhões de pedidos até 12 de outubro, um aumento de 4,95% em relação ao mesmo período de 2024. O valor do ticket médio deve chegar a R$ 545,94, um incremento de 8,84% na mesma base de comparação.

“O Dia das Crianças é a última grande data do varejo antes da Black Friday. Diferente do Natal e Ano Novo, que reúnem preferências de todos os públicos, o Dia das Crianças permite ao varejista testar e refinar as estratégias voltadas exclusivamente para o público infanto-juvenil. Neste sentido, o retail media no e-commerce é uma ferramenta poderosa, pois permite direcionar anúncios a partir do comportamento do consumidor”, diz Eduardo Esparza, VP General Manager da Tenerity Ibéria e LATAM, companhia líder internacional de engajamento que aumenta o valor do relacionamento entre as empresas e seus clientes.

O executivo também afirma que além do volume de vendas, é importante que “o varejista crie oportunidades para entender melhor a jornada dos seus clientes no comércio eletrônico. Isso permite aprimorar canais de venda, criar estratégias de anúncios que impactem no momento ideal e fomentar a participação em programas de benefícios, por exemplo”.

Tendências de consumo no Dia das Crianças

Em 2024, segundo o Índice Cielo do Varejo Ampliado (ICVA), os segmentos que mais cresceram no e-commerce durante o Dia das Crianças, foram Livraria e Papelaria (8,9%), Brinquedos (6,1%), Recreação e Lazer (5,1%). No mesmo ano, a Kids Corp, uma martech especializada no público infantil e família, mostrou que os brinquedos ainda são preferência do público entre 6 e 12 anos.

“Esses dados confirmam que o segmento de brinquedos segue entre os itens mais desejados. A partir daí, os varejistas podem desenvolver estratégias que integrem programas de benefícios, clubes de descontos e outras iniciativas capazes de dialogar diretamente com os desejos dos clientes. Por isso, ressaltamos a análise e correlação de indicadores para estratégias mais aprimoradas ao longo do semestre”, finaliza Esparza.

Downtime pode causar prejuízos milionários e ameaçar vendas durante a Black Friday

O avanço do e-commerce vem transformando a maneira como os brasileiros compram produtos e como as marcas constroem sua competitividade digital. Hoje, cerca de 82% dos brasileiros realizam ao menos uma compra online por mês, segundo o relatório Identidade e Fraude 2025, do Serasa Experian. No entanto, 48% já desistiram de concluir a transação por falta de confiança nas plataformas. Nesse contexto, o chamado “downtime”, que são períodos em que sistemas e sites ficam indisponíveis, representa um dos maiores riscos para o varejo digital, pois além de interromper vendas, compromete a percepção de segurança e enfraquece a relação de confiança com os clientes.

Neste sentido, dados globais ajudam a dimensionar o impacto do downtime para as empresas do setor varejista. O levantamento The Hidden Cost of Downtime, da Splunk, ligada à Cisco, indica que as 2.000 maiores companhias do mundo acumulam em torno de US$ 400 bilhões por ano em custos envolvendo sistemas ou sites fora do ar. Na América do Sul, o prejuízo estimado chega a US$ 208 milhões anuais. Embora a queda imediata nas vendas represente cerca de um quarto desse montante, os danos mais duradouros estão na perda de confiança do consumidor e na erosão da credibilidade das marcas, fatores que exigem investimentos consideráveis e longo prazo para serem recuperados.

Quando esse cenário é analisado sob a ótica dos períodos de alta demanda para o varejo, o risco do downtime torna-se ainda mais evidente. A Black Friday, por exemplo, concentra, em poucos dias, um volume de negociações capaz de alterar o desempenho anual do setor. De acordo com o relatório consolidado pela plataforma Hora a Hora da Confi.Neotrust, o e-commerce brasileiro movimentou R$ 9,38 bilhões no período entre 28 de novembro e 1º de dezembro de 2024, um crescimento superior a 10% em relação ao ano anterior.

Perfil de consumo e o impacto do downtime

Além disso, o consumidor que participa desse tipo de evento costuma chegar ao site preparado, após pesquisas e comparações de preços, esperando encontrar agilidade, estabilidade e segurança. Uma falha técnica nesse momento ameaça não apenas a receita imediata, mas também compromete o relacionamento com um perfil de cliente cada vez mais estratégico para o varejo.

Durante a Black Friday, o comportamento do consumidor também intensifica as demandas sobre os sistemas tecnológicos. É comum que o cliente abra várias abas simultaneamente, compare preços, adicione múltiplos itens ao carrinho e aguarde sugestões personalizadas em tempo real. Esse padrão exige da infraestrutura capacidade ampliada de processamento e escalabilidade, sobretudo para suportar os picos de tráfego.

Nesse contexto, a adoção de soluções na nuvem permite testar e escalar rapidamente os recursos disponíveis, além de reduzir gastos com infraestrutura física. Diante disto, para que a tecnologia deixe de ser vista como um custo, é necessário que as áreas de TI sejam integradas às estratégias do negócio, pois seus investimentos impactam diretamente a continuidade operacional e a satisfação do consumidor.

A interrupção nas operações digitais provoca danos que ultrapassam o impacto financeiro imediato. A indisponibilidade do site afeta diretamente a imagem da marca, causando insatisfação no consumidor e levantando dúvidas sobre a segurança dos seus dados pessoais, por exemplo. Esse cenário dificulta estratégias de fidelização e compromete a sustentabilidade do negócio.

Por outro lado, garantir operações estáveis e oferecer uma experiência personalizada fortalece a relação com o cliente. O uso inteligente dos dados disponíveis permite a recomendação de produtos complementares e simplifica a jornada de compra, inclusive no pós-venda, ampliando o valor percebido pelo consumidor.

Por Cleyton Leal, líder de serviços de aplicativos da SoftwareOne.

Fraudes por deepfake disparam 700% no Brasil; veja como se proteger

As fraudes que utilizam deepfake, manipulação digital de voz, imagem ou vídeo para simular pessoas reais, cresceram cerca de 700% entre o 1º trimestre de 2024 e o 1º trimestre de 2025, segundo relatório global de segurança digital da Sumsub. O levantamento aponta ainda que os incidentes no Brasil são cinco vezes mais frequentes do que nos Estados Unidos, colocando o país na linha de frente dos ataques digitais.

Na semana passada, a Polícia Civil do Amazonas deflagrou a Operação Holograma, que prendeu os responsáveis por aplicarem golpes milionários clonando biometrias faciais. As vítimas relataram haver veículos financiados em seus nomes com documentação falsificada por IA. De acordo com a Secretaria de Segurança Pública do Amazonas (SSP-AM), este foi o primeiro caso de deepfake no estado, e chamou a atenção pela sofisticação tecnológica aplicada.

De acordo com José Miguel, gerente de pré-vendas da Unentel, o deepfake deixou de ser um risco distante e já impacta diretamente as rotinas corporativas. “Hoje existem golpes em que a voz ou a imagem de executivos são clonadas para autorizar pagamentos ou liberar acessos. A tecnologia está mais sofisticada e exige protocolos de verificação mais rígidos, uso de múltiplas camadas de autenticação e treinamento constante das equipes. Trata-se de criar uma cultura preventiva dentro das empresas”, afirma.

Relatórios recentes e casos como o da Operação Holograma mostram que golpes com deepfake já não se restringem ao ambiente das redes sociais: eles atingem setores estratégicos como fintechs, bancos, tecnologia e serviços digitais, onde a confiança externa é um ativo fundamental.

Veja, a seguir, algumas medidas práticas para prevenção:

1. Verificação multicanal: sempre confirme instruções sensíveis (transferências altas, mudanças de titularidade etc.) por mais de um canal já validado (telefone, videochamada, presencial ou qualquer conexão que já exista e seja segura).

2. Ferramentas de análise de identidade sintética: se possível, utilize softwares e serviços que detectem deepfake analisando padrões de voz, inconsistências visuais, metadados de arquivos e histórico de comportamento.

3. Treinamento e simulados internos: capacite equipes de finanças, compliance, TI e jurídico para reconhecerem sinais de deepfake; faça exercícios simulados de ataque para testar vulnerabilidades.

4. Governança e política interna clara: estabeleça protocolos formais para casos suspeitos, quem acionar, registrar provas e colaborar com autoridades.

“A prevenção é hoje a principal defesa. Investir em tecnologia, conscientizar colaboradores e estruturar protocolos claros de resposta são passos essenciais para evitar que os deepfakes avancem dentro das empresas”, completa José Miguel.

Três dicas para transformar a Black Friday em receita sustentável e fidelização

Transformar o pico de vendas da Black Friday em receita recorrente é um dos principais desafios do e-commerce no Brasil. Segundo dados divulgados pelo site Infomoney e realizados pela Betalabs Tecnologia, o período registrou R$ 9,3 bilhões em transações em 2024, um crescimento de 10,5% em relação ao ano anterior.

O consumo recorrente também está em alta. Segundo levantamento da E-Commerce Brasil, realizado em abril de 2025, com dados da Betalabs Tecnologia, 74% dos consumidores brasileiros já assinam pelo menos um serviço. Já estudo da NielsenIQ em parceria com a Amazon Brasil mostra que 45% dos consumidores têm algum serviço prime ou premium, 80% já aderiram a streamings e 77% assinam ou consideram assinar pacotes prime/premium no e-commerce.

Nesse contexto, Luan Gabellini, cofundador e CEO da Betalabs Tecnologia e especialista em e-commerce e modelos de venda recorrente, reforça que a Black Friday deve ser vista como uma oportunidade estratégica para aumentar não apenas o tráfego, mas também a confiança e fidelização do cliente. “É o momento ideal para mostrar ao consumidor que a marca entrega valor mesmo após a promoção”, comenta. 

A seguir, o especialista destaca três estratégias fundamentais para alavancar o crescimento:

1. Aproveite a Black Friday para estimular a compra dos seus serviços recorrentes

Com 74% dos consumidores brasileiros já assinando ao menos um serviço recorrente, a Black Friday é uma oportunidade estratégica para converter compradores ocasionais em clientes fiéis. Ofereça planos de assinatura ou pacotes especiais durante o período de promoções, destacando benefícios como conveniência, exclusividade e economia, para garantir que a venda pontual se transforme em receita contínua ao longo do ano.

2. Explore a escolha do consumidor por assinaturas digitais

Como 68% dos brasileiros já utilizam algum tipo de serviço digital, segundo pesquisa da Opinion Box em parceria com a Vindi, a Black Friday é uma oportunidade para destacar ofertas de assinaturas e produtos digitais. É possível oferecer pacotes combinados, condições exclusivas ou benefícios adicionais para quem aderir durante o período de promoções, transformando a compra única em um relacionamento contínuo e aumentando a fidelização do cliente.

3. Aproveite a valorização da curadoria em serviços digitais do consumidor brasileiro

Segundo estudo do TiInside, realizado em setembro de 2025, o consumidor brasileiro está aberto a novos formatos de serviços digitais, especialmente quando oferecem curadoria, praticidade e economia de tempo. O levantamento indica ainda que 49% dos cancelamentos acontecem por insatisfação, reforçando a importância de experiências de qualidade para fidelização. Com isso, Luan Gabellini alerta que o impacto da Black Friday não deve ser apenas momentâneo, e que o real ganho está em transformar esse fluxo em um relacionamento duradouro, oferecendo curadoria, praticidade e economia de tempo ao consumidor.

Para reforçar a importância de aproveitar a Black Friday como estratégia de fidelização, Gabellini conclui que: “A Black Friday precisa ser encarada como porta de entrada. É o momento em que o cliente testa a marca e, se for bem atendido, está mais propenso a permanecer. Empresas que oferecem benefícios exclusivos e consistência no serviço conseguem estender o efeito da data por todo o ano.”

E-Ciber 2025: todos os setores devem se responsabilizar pela Cibersegurança

A cibersegurança deixou de ser uma preocupação exclusiva de especialistas e departamentos de TI. Com a publicação da Estratégia Nacional de Cibersegurança (E-Ciber 2025), o governo brasileiro mostra que toda sociedade tem responsabilidade pela proteção digital. O documento, que substitui a versão de 2020, não se dirige apenas ao Estado, mas convoca empresas, universidades e cidadãos a atuarem em conjunto pela soberania digital do país.

“A E-Ciber 2025 é um marco porque amplia a discussão para além do círculo técnico. Ela nos chama a uma responsabilidade coletiva, algo que até então era visto como tarefa do governo ou de grandes corporações”, afirma Michele Nogueira, PhD em Ciência da Computação pela Universidade de Sorbonne e professora da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

Isso porque o risco digital cresce mais rápido que a capacidade de proteção. O Fórum Econômico Mundial, em seu relatório Global Cybersecurity Outlook 2025, aponta que dois terços das empresas já preveem o impacto da Inteligência Artificial (IA) na segurança digital. No entanto, apenas 37% possuem ferramentas para avaliar esses riscos.

Entre as pequenas e médias empresas (PMEs), o cenário é ainda mais preocupante: 69% não contam com mecanismos seguros para a adoção de IA. A nova estratégia brasileira reconhece essa fragilidade. PMEs são alvos frequentes e, quando atacadas, podem comprometer cadeias inteiras de fornecimento.

“Se as pequenas engrenagens falham, todo o sistema pode entrar em colapso. PMEs são alvos fáceis porque, em geral, não têm equipes especializadas. Atacá-las é a porta de entrada mais fácil para comprometer cadeias inteiras”, explica Michele Nogueira.

Os eixos da Estratégia

A E-Ciber 2025, proposta pelo Comitê Nacional de Cibersegurança (CNCiber), que agora inclui o setor empresarial e a sociedade civil, é estruturada em pontos-chaves:

  • Governança nacional: a estratégia estabelece que o CNCiber será o órgão coordenador, com mecanismos de regulação, fiscalização e controle.
  • Soberania tecnológica: a meta é estimular o desenvolvimento de soluções nacionais para reduzir a dependência de tecnologias estrangeiras.
  • Inclusão e diversidade: o documento direciona atenção especial a grupos vulneráveis, como crianças, adolescentes e pessoas neurodivergentes.
  • Maturidade cibernética: propõe padrões de certificação para elevar o nível de segurança em todos os setores.
  • Inovação: incentiva o desenvolvimento e a segurança em PMEs e startups, reconhecendo sua importância em setores críticos.

Cibersegurança na Prática

A estratégia prevê medidas concretas, como a exigência de due diligence cibernética em operações de fusões e aquisições. Esse processo permite que falhas de segurança sejam detectadas antes da finalização de um negócio, evitando perdas financeiras.

“A due diligence cibernética é essencial. O ataque à C&M Software, que explorou credenciais vazadas e afetou 293 instituições financeiras, é um exemplo prático de como falhas críticas podem custar bilhões. A nova estratégia propõe protocolos de resposta e planos de contingência para evitar situações semelhantes”, ressalta Michele Nogueira.

A educação também é um pilar da E-Ciber 2025. O documento defende a capacitação de professores e gestores para difundir noções de segurança desde a educação básica. Outro ponto é a proteção de grupos vulneráveis. Dados alarmantes mostram que mais de 60% das denúncias de crimes na Internet envolvem abuso infantil. A estratégia enfatiza que essa proteção deve estar no centro das políticas digitais.

“A E-Ciber nos convida a superar a ‘menoridade da cibersegurança’, assumindo uma postura crítica e responsável. A efetividade da estratégia, no entanto, dependerá do engajamento coletivo. Nenhuma diretriz se sustenta sozinha. A cibersegurança precisa ser vivida na prática, no cotidiano de cada cidadão”, conclui a cientista da computação.

Mudança no comando do GPA marca nova fase sob liderança brasileira

A assembleia desta segunda-feira (6) consolidou a transferência do controle do conselho de administração do Grupo Pão de Açúcar (GPA) para a família mineira Coelho Diniz, encerrando um ciclo de 13 anos de predominância do grupo francês Casino.

O novo conselho, composto por nove membros, passa a ter maioria formada por representantes ligados à família e aliados estratégicos.

Para o advogado Ramiro Becker, sócio-fundador do Becker Advogados, a mudança é um marco relevante de governança corporativa:

“Essa movimentação concentra na família Coelho Diniz o controle efetivo do conselho, o órgão decisor mais importante de uma companhia. Isso significa que as principais definições estratégicas, como investimentos, desinvestimentos e contratações de executivos, passam a ser conduzidas diretamente sob sua liderança.”

Segundo Becker, o reposicionamento representa “uma inflexão no centro de poder do GPA, que deixa de estar sob influência estrangeira para consolidar um comando nacional”.

Ex-Magalu lança FIDC voltado ao giro rápido de micro e pequenas empresas

O cenário atual das empresas brasileiras, em meio à inflação alta e Selic em 15%, é marcado por inadimplência, endividamento crescente e uma busca recorde por recuperação judicial. O número de empresas inadimplentes atingiu patamar crítico: 7,2 milhões de empresas, o que equivale a 31,6% de todos os negócios ativos no Brasil. O setor de serviços lidera essa crise, com 52,8% dos negócios inadimplentes, seguido pelo comércio, com 35%. Em meio a esse cenário, a combinação de alta na taxa de juros e inflação expõe empreendedores a estagnação e fluxo de caixa apertados, dificultando acesso ao crédito.

Com apoio da Equity Group, holding liderada por João Kepler, Mário Nogueira, ex-executivo da Magalu, criou uma solução para transformar esse panorama. O Núcleo Financeiro foi pensado para solucionar a principal dor dos pequenos empreendedores: acesso ao crédito. A solução está na antecipação de recebíveis: pequenas e médias empresas que possuem valores a receber, como vendas a prazo, boletos ou notas fiscais, podem usar esses recebíveis como garantia para obter o capital de giro que precisam, sem burocracia ou atrasos. “O grande desafio do empreendedor hoje é a falta de opções para acessar crédito de forma simples e rápida. A antecipação de recebíveis surge como uma solução acessível para quem precisa de capital, mas não tem acesso às linhas tradicionais de crédito”, afirma Mário Nogueira, Sócio Fundador e Conselheiro do Núcleo Financeiro. Ao enviar seus recebíveis para a plataforma do NF, o empreendedor tem uma análise rápida do valor que pode ser antecipado e, após a aprovação, o crédito é depositado diretamente na conta digital da empresa, com o acompanhamento do processo em tempo real, seja por aplicativo ou plataforma online.

“Estamos criando uma alternativa ao crédito tradicional, oferecendo uma linha de financiamento que usa o que o empreendedor já tem, que são os recebíveis, para dar a ele acesso rápido ao capital de giro. A antecipação de recebíveis não é uma solução nova, mas é uma forma de crédito muito mais acessível e ágil, especialmente para quem enfrenta dificuldades com o crédito bancário tradicional”, ressalta João Kepler, CEO da Equity Group. O FIDC se destaca pela agilidade e pela transparência nas condições oferecidas, permitindo que os empreendedores tenham acesso a uma solução financeira que se adapta à sua realidade, sem as complicações do crédito tradicional. Com a projeção de movimentar o caixa e novas contratações, o objetivo da empresa é ajudar micro e pequenas empresas a superar a barreira do acesso ao crédito, oferecendo uma maneira eficiente de usar os recebíveis como capital de giro para crescer de forma mais sustentável.