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Mais Correios e Infracommerce anunciam estratégias especiais para Black Friday e Natal

O Mais Correios, marketplace oficial dos Correios, em parceria com a Infracommerce, anuncia um conjunto de iniciativas estratégicas para alavancar as vendas durante a Black Friday e o Natal. A operação conjunta está concentrada em aprimorar a experiência do cliente com o lançamento do novo site — agora com visual renovado e mais ofertas —, além do desenvolvimento do aplicativo oficial e da aplicação de inteligência artificial para personalizar a jornada de compra durante a temporada promocional.

Além das ações voltadas ao consumidor final, o marketplace mantém aberto o canal de cadastro para novos sellers, disponível diretamente no site do Mais Correios. A plataforma também já conta com grandes integradores como Anymarket, Plugg.to, Vtex e Bling, facilitando a integração e a entrada de novos parceiros no ecossistema digital dos Correios.

A estratégia comercial contempla frete grátis, cupons de descontos exclusivos e condições diferenciadas de negociação com lojistas, além de planos de comissionamento mais competitivos para grandes vendedores. Também está confirmada a realização da Cyber Week, que estenderá as promoções da Black Friday para a primeira semana de dezembro, visando ampliar as oportunidades de vendas de presentes de Natal. 

“Graças à estrutura robusta e à experiência da Infracommerce em operações digitais e gestão de marketplaces, já vimos empresas conquistarem resultados impressionantes. Em poucos dias após a ativação de campanhas de mídia paga e estratégias de venda integradas ao marketplace, registraram um crescimento expressivo de faturamento, comprovando o impacto positivo da plataforma. Entre os integradores relevantes podemos destacar Anymarket, Vtex, Plugg.to e Bling.”, explica Giulia Zucchi – Head Comercial Mais Correios. 

Entre os destaques de produtos estão smartphones, TVs, geladeiras e fogões, que concentram maior faturamento, além de eletroportáteis como airfryers e liquidificadores, que lideram em volume de vendas. 

Integração entre o físico e o digital amplia o alcance do marketplace

As agências físicas dos Correios também estão sendo integradas à estratégia do Mais Correios, reforçando o conceito de omnicanalidade e proximidade com o público. A estatal iniciou a divulgação do marketplace nas unidades de atendimento em todo o país, com comunicações em vídeo nas TVs internas, adesivos nas vitrines e bottons identificando os atendentes. A iniciativa aproxima ainda mais a experiência física da digital, apresentando o marketplace aos consumidores que frequentam as agências e fortalecendo a presença da marca no dia a dia dos brasileiros.

Além das iniciativas comerciais, a parceria avalia integrar as campanhas de fim de ano aos projetos sociais dos Correios, ampliando o impacto positivo da operação no relacionamento com consumidores e sociedade.

Com a parceria, o Mais Correios e a Infracommerce reforçam sua atuação como players estratégicos do comércio eletrônico no Brasil. Juntas, as empresas oferecem soluções robustas e acessíveis, prontas para atender às altas demandas do varejo em datas-chave do calendário de consumo.

Black Friday deve movimentar cerca de R$ 15 bilhões com cartões

Mais de 40% dos brasileiros deverão fazer compras na próxima Black Friday, que ocorrerá em 28 de novembro, e vem se tornando uma das datas comerciais de destaque no varejo. É o que mostra a mais recente pesquisa da Abecs, associação que representa o setor de meios eletrônicos de pagamento, feita em parceria com o Instituto Datafolha. Segundo o levantamento, 42% dos brasileiros devem realizar compras de produtos ou serviços nesta data. Em média, os consumidores planejam gastar R$1.422, montante 3% superior ao visto em 2024. No total, o valor movimentado no período deverá chegar a R$14,9 bilhões.

O consumidor brasileiro dá preferência ao uso de cartões (crédito e débito) como principal meio de pagamento. Os cartões são citados por mais da metade dos entrevistados (58%), somando-se crédito e débito. As demais formas de pagamento, juntas, contemplam os 42% restantes. A preferência pelo cartão chega a 69% quando se leva em conta somente os consumidores das classes A/B. No geral, entre aqueles que preferem pagar com cartão de crédito, 85% pretendem parcelar sua compra.

Eletrodomésticos e eletrônicos têm preferência

Eletrodomésticos (33%) e eletrônicos (28%) lideram as intenções de compra. De acordo com os entrevistados da pesquisa da Abecs, 6% das compras deverão ser destinadas à aquisição de geladeira/refrigerador e 4% para máquina de lavar. Dentre os eletrônicos, o celular ainda lidera a intenção de compra, com 9%. A televisão aparece em segundo lugar, com 8%, mesmo índice dos eletrônicos em geral.

No que se refere ao ítem vestuário, o porcentual chega a 26% da intenção de compra, principalmente camisas e calças. Outros 10% pretendem investir em calçados. Demais itens vistos na pesquisa são móveis (13%) e produtos de beleza/cosméticos (4%).

Perfil do consumidor

Os consumidores mais jovens se destacam nas intenções de compra: entre aqueles com até 34 anos, 53% planejam aproveitar as promoções, percentual que sobe para 57% na faixa de 18 a 24 anos. Quando o foco é o valor gasto, os maiores tíquetes médios aparecem entre pessoas de 45 a 59 anos (R$ 1.539) e de 25 a 34 anos (R$ 1.486).

Entre os consumidores que pretendem comprar na Black Friday, 46% são homens e 38% mulheres. A principal diferença está no valor médio de gasto: R$ 1.621 entre eles e R$ 1.185 entre elas.

Loja física ou e-commerce

Em relação ao local de compra, 55% (50% em 2024) dos entrevistados afirmaram preferir as lojas físicas, enquanto 48% dão preferência ao e-commerce. Entre os entrevistados, uma minoria (2%) afirma ainda não saber.

Entre aqueles que preferem as lojas físicas para realizar suas compras estão as mulheres (58%), pessoas entre 45 e 59 anos (65%) e acima de 60 (64%), além de consumidores das Classes C (57%) e D/E (69%).

O e-commerce é a primeira opção dos homens (52%), das pessoas de 25 a 34 anos (61%) e 18 a 24 anos (51%) e das classes A/B (63%).

Análise regional

As regiões Norte (56%) e Centro-Oeste (46%) lideram as intenções de compra de produtos e serviços. Em seguida está o Sudeste com 38% de intenção de compra. Nordeste (44%) e Sul (37%) apresentam os menores índices.

Apesar de liderar a intenção de compra, a região Norte é a que apresenta menor estimativa de valor a ser gasto: R$1.146. Nordeste (R$ 1.321) registrou valor abaixo da média nacional. Por outro lado, os valores das regiões Sudeste (R$ 1.436), Sul (R$ 1.524) e Centro-Oeste (R$ 1.888) estão acima.

Em relação a produtos e serviços que pretendem comprar, assim como na visão nacional, eletrodomésticos e eletrônicos lideram na preferência do consumidor em todas as regiões. No Nordeste, 38% escolhem eletrodomésticos e 24% eletrônicos. No Centro-Oeste, 31% optam por eletrodomésticos e 38% por eletrônicos. No Sudeste, os números são de 32% para eletrodomésticos e 31% para eletrônicos. Na região Sul, 29% dos entrevistados pretendem comprar eletrodomésticos enquanto 24% escolheram eletrônicos. Na região Norte, a maioria dos consumidores afirmam aproveitar a Black Friday para comprar eletrodomésticos (31%) e (38%) eletrônicos.

Black November: E-commerce registra 4,3 milhões de compras e 39 mil tentativas de fraude na primeira semana do mês, aponta Serasa Experian

A Black Friday deixou de se concentrar na última sexta-feira de novembro e hoje se estende por todo o mês, com promoções que antecipam a movimentação do varejo. A Serasa Experian¹, primeira e maior datatech do Brasil, analisou 4,3 milhões de pedidos na primeira semana do mês (1º a 8 de novembro), que movimentaram R$ 2,4 bilhões. Com o aumento da atividade digital, cresce também o volume de ataques. Nesse mesmo período, foram detectadas 39,2 mil tentativas de fraude, que, se efetivadas, poderiam gerar perdas de até R$ 29 milhões para os varejistas.

Ainda de acordo com os dados da datatech, houve retração de 15% no volume de pedidos e de 12% no valor movimentado, em comparação com a primeira semana de novembro de 2024. Apesar disso, o ticket médio dos pedidos legítimos apresentou alta: passou de R$ 540 para R$ 558, registrando crescimento de 3%. No sentido oposto, o valor médio das tentativas de fraude caiu 36%, indo de R$ 1.165 em 2024 para R$ 748 neste ano.

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Próximo à Black Friday, Linx lança solução para digitalizar lojas físicas de pequenos e médios varejistas

Com cerca de 9 milhões de PMEs, que representam 27% do PIB brasileiro, essas empresas desempenham um papel central na economia do país. Apesar do avanço na digitalização, com 66% das empresas em estágio inicial de transformação digital e apenas 3% liderando na adoção de tecnologias, muitas ainda enfrentam desafios para estruturar canais próprios de vendas online e integrar suas operações físicas e digitais de forma simples e acessível. Nesse cenário, a Black Friday se apresenta como uma oportunidade estratégica para aumentar o faturamento e fortalecer a presença digital, tornando essencial o uso de soluções que conectem de forma eficiente lojas físicas, canais online e gestão de estoque.

É nesse cenário que a Linx, uma empresa especialista em tecnologia para o varejo lança a solução Smart Sales, que permite transformar cada loja ou vendedor em um canal de vendas online completo, com vitrine digital, pagamento integrado e atualização automática no ERP Linx. Com o Smart Sales, o varejista pode criar sua própria loja online em poucos cliques, sem necessidade de domínio, hospedagem ou equipe técnica. A ferramenta oferece catálogo personalizado, checkout seguro e sincronização automática de produtos, estoque e pedidos com os sistemas Linx Microvix e Linx Seta Digital. 

“O Smart Sales foi desenvolvido para simplificar o acesso ao digital. O lojista não precisa de um grande projeto de e-commerce — ele transforma seu catálogo em uma vitrine online e começa a vender imediatamente, com gestão centralizada e total integração ao ERP”, explica Rafael Reolon, diretor de Retail na Linx. A solução também conta com um painel seller, que permite administrar pedidos, produtos, categorias, entregas e pagamentos em uma única tela, garantindo autonomia e eficiência operacional. Além disso, o sistema oferece diversas opções de pagamento (Pix, cartão e boleto) e integrações com os principais gateways e empresas de logística, ampliando a flexibilidade e o alcance das vendas. 

Para o executivo, o SmartSales chega ao mercado com foco em pequenos e médios negócios, de até 30 lojas no segmento de moda, calçados, cosméticos, acessórios e óticas e que já possuem alto volume de atendimento via redes sociais, mas enfrentam dificuldade em estruturar um canal digital próprio. “Com poucos cliques, o lojista transforma seu catálogo em uma vitrine de vendas online, sem precisar investir em um site completo ou equipe técnica, acelerando sua entrada no digital de forma acessível e escalável”, reforça o diretor de Retail da Linx. 

Disponível inicialmente para os clientes Linx, o produto faz parte da estratégia da companhia de fortalecer o ecossistema integrado de varejo, com foco em eficiência operacional, escalabilidade e maior rentabilidade para os lojistas.

Planejamento e engajamento da equipe são chaves para o sucesso da Black Friday, aponta especialista

A Black Friday, considerada um dos períodos mais intensos e competitivos do varejo, projeta resultados positivos para este ano. Segundo levantamento da Dito CRM em parceria com a Opinion Box, 61% dos consumidores pretendem aproveitar as promoções, enquanto 83% afirmam buscar ofertas ao longo de todo o mês e apenas 10% concentram suas compras no dia oficial do evento. Em meio a tanta concorrência, o preparo das equipes se torna um fator decisivo para garantir bons resultados. Para Surama Jurdi, CEO e fundadora da Surama Jurdi Academy, ecossistema global de educação empresarial, o sucesso começa muito antes das promoções irem ao ar. “Planejamento, comunicação clara e entusiasmo coletivo são pilares essenciais para campanhas de alto desempenho”, afirma.

A mentora recomenda iniciar a mobilização do time cerca de 30 dias antes do evento, em uma fase de aquecimento e engajamento. “É o momento de criar expectativa, despertar curiosidade e lançar teasers internos. Dizer, por exemplo, que esta será a Black Friday mais agressiva da história, porém sem revelar detalhes. Isso motiva e cria senso de pertencimento”, explica.

Duas semanas antes da data, começam os treinamentos intensivos, com foco em produto, atendimento e metas. Segundo Surama é essencial que os colaboradores compreendam a jornada do cliente, os diferenciais da campanha e o papel de cada canal de venda. “A equipe precisa entender que o foco vai além do preço e do volume: é manter a excelência no atendimento e saber o que será mensurado, para que todos se sintam motivados e reconhecidos”, reforça.

Entre as estratégias recomendadas, a especialista destaca as ações voltadas aos clientes mais fiéis. Esse é o momento ideal para as equipes de vendas elaborarem listas de consumidores considerados VIPs, que já possuem histórico de relacionamento com a marca. A ideia é desenvolver uma comunicação personalizada e promover uma Black antecipada, abrindo o carrinho exclusivamente para eles, que podem conferir as ofertas e produtos em primeira mão. Além de proporcionar uma experiência diferenciada, cria um sentimento genuíno de exclusividade. “Os clientes VIPs valorizam esse tipo de iniciativa porque percebem que são realmente especiais, essa atenção personalizada gera encantamento e fortalece o vínculo de fidelidade”, diz a especialista.

Durante a Black Friday, o papel do líder é determinante para manter o ritmo e a motivação do time. “Ele  deve estar junto, ajustando estratégias, motivando, ouvindo e direcionando. Essa é uma operação que exige monitoramento em tempo real, em parceria direta com marketing, assim garantir que as ações online e offline estejam alinhadas e performando juntas. É importante ouvir a equipe, entender o que pode ser ajustado e valorizar o trabalho coletivo. O líder que transmite energia e empatia comanda um time mais engajado e feliz e, consequentemente, que vende mais”, conclui.

A especialista destaca que o pós-Black Friday também merece atenção, depois da intensidade das vendas, a energia da equipe tende a cair e é neste momento que a liderança age para manter o ritmo. “Precisa aproveitar os novos clientes conquistados e lançar ações que os tragam de volta. O ideal é não parar, seguir com campanhas semanais até o Natal, com eventos, lançamentos e experiências que mantenham o engajamento da equipe e o fluxo de vendas”, aconselha.

Para a especialista, a Black Friday vai muito além das estratégias promocionais. “É um teste de preparo, liderança e cultura organizacional. Quando a equipe está motivada e alinhada com o propósito da empresa, o resultado é inevitável: mais performance, mais vendas e uma experiência inesquecível para o cliente”, conclui.

Black Friday em Crise? 55% dos brasileiros ainda não sabem se vão às compras, aponta pesquisa

A Black Friday 2025 chega cercada de desconfiança e cautela. Dados do levantamento inédito da Hibou, instituto especializado em monitoramento e insights de consumo, em parceria com a Score Agency, revelam um cenário de consumo mais contido: 55% dos brasileiros ainda não decidiram se vão comprar algo e 31% já afirmam que não pretendem participar. Apenas 45% declaram que vão às compras, uma queda de nove pontos percentuais em relação a 2024, quando o índice era de 54%.

“Essa indecisão massiva de 55% é um grito de alerta para o varejo. O consumidor não quer mais do mesmo. Ele está mais atento, mais em modo de espera, só se move diante de oportunidades reais e não de falsas promessas de desconto”, analisa Lígia Mello, CSO da Hibou.

O desafio da dúvida: o brasileiro mais racional e menos impulsivo

O comportamento revela um consumidor cada vez mais calculista. Apenas 7% deixam para pesquisar preços no dia da Black Friday, enquanto 42% anotam valores antes do evento para comparar e garantir que o desconto é real.

O planejamento vem crescendo: 22% começaram a pesquisar ainda em agosto e setembro17% no início de novembro e 19% esperam a semana da data. Mesmo assim, 21% admitem que não costumam pesquisar preços, um retrato da parcela que continua vulnerável às “ofertas-relâmpago”.

A motivação principal é pessoal: 88% dos que vão comprar pretendem se presentear, enquanto 7% afirmam que aproveitarão a data para adquirir um produto caro que não comprariam fora da Black Friday.

A caçada ao preço perfeito: desconto é rei, frete grátis é coroa

preço/desconto segue soberano, influenciando 83% dos consumidores. Em seguida vêm frete grátis (42%)marca (35%) e avaliações de outros compradores (24%).  O desconto via PIX aparece com 14%, sinalizando uma tendência crescente. Itens como kits promocionais (13%)experiência na loja física (10%) e cashback (6%) têm pouco impacto.

Na hora de pesquisar, 47% buscam comparativos de preços (históricos)34% acessam sites oficiais das marcas e 27% observam a porcentagem de desconto informada (ex.: “30% OFF”).

“O brasileiro está com o pé no freio e o olho no lucro. Ele não é mais seduzido por narrativas. Quer clareza no preço, confiança no canal e vantagem imediata”, comenta Lígia Mello, CSO da Hibou.

Para Albano Neto, Chief Strategy Officer da Score Agency, o movimento representa uma mudança profunda na relação entre marcas e pessoas:

“A Black Friday deixou de ser um evento de impulso e passou a ser um teste de confiança. O brasileiro aprendeu a fazer conta, comparar e esperar. Hoje, ele só se move quando sente que a promoção faz sentido não apenas no bolso, mas na forma como a marca entrega valor e verdade.”

Os sonhos de consumo em xeque: celular e TV perdem fôlego

Mesmo com o cenário de contenção, o celular ainda é o item mais sonhado (12%), seguido por TV (10%)geladeira (8%) e perfume (7%). Em 2024, esses produtos tinham intenções muito mais altas: celular (20%) e TV (18%), revelando uma queda significativa no apetite por itens de alto valor.

Nas categorias gerais de compra, os líderes são vestuário (31%)eletrodomésticos (30%)artigos para pets (28%) e utilidades domésticas (26%).
A presença dos pets marca uma mudança de comportamento relevante: 19% dos entrevistados afirmam comprar algo para seus animais, um dado novo em relação ao levantamento anterior.

Gasto mais baixo: momento de reposição, não de luxo

A maioria dos consumidores pretende gastar entre R$250 e R$1.000, enquanto apenas 2% afirmam que gastarão mais de R$6.000.
O impulso por grandes aquisições perdeu força: quem dizia querer aproveitar para comprar  um produto caro que não compraria fora da data caiu de 14% (2024) para 7% (2025).
Além disso, 47% afirmam que só comprarão se encontrarem uma boa oportunidade, reforçando o perfil mais racional e seletivo do consumidor.

Fuga do consumo físico: o digital domina

O digital segue como canal dominante. 61% dos consumidores farão compras em marketplaces multimarcas como Mercado Livre, Amazon e Shopee, 40% em sites oficiais das marcas e 26% em marketplaces de grandes redes varejistas como Magalu e Fast Shop.

Nas lojas físicas, o comportamento se mantém diversificado: 39% devem comprar em lojas de rua conhecidas35% em shoppings e 31% dizem que vão passear e aproveitar as oportunidades. Apenas 11% não pretendem comprar em loja física.

Quando o tema é entrega, 37% dizem que tanto faz o formato, desde que o frete seja grátis22% preferem entrega em até sete dias, 15% valorizam o agendamento e 13% gostariam de receber no mesmo dia.

Marcas em disputa: Mercado Livre dispara, Shopee dá salto

Na percepção dos consumidores, o Mercado Livre é a marca que faz a melhor Black Friday, citada por 16% dos entrevistados, quase o dobro de 2024 (9%).
Logo atrás vêm Amazon (15%)Magalu (11%) e a Shopee, que teve o salto mais expressivo: de 2% para 10% em um ano.
Entre as marcas tradicionais, Electrolux (6%)Samsung (6%)Casas Bahia (5%) e Zeedog (5%) mantêm destaque.

O ceticismo cresce: 12% vêem a Black Friday como pura vitrine

Apesar de 66% ainda acreditarem em grandes descontos e 45% valorizarem a comparação de produtos em promoção12% afirmam que a Black Friday é apenas uma estratégia de divulgação de produtos, mais que o dobro de 2024, quando o índice era 5%.

A confiança virou moeda rara. O consumidor observa histórico de preço, analisa reputação e decide com base em evidências, não apenas em anúncios ou influenciadores.

Redes sociais viram o novo shopping center

As redes sociais são hoje o principal canal de descoberta de ofertas (56%), seguidas por anúncios em aplicativos (29%)buscadores (26%)TV aberta (25%) e marketplaces (22%).
indicação de amigos ainda pesa (21%), mas influenciadores (1%) e inteligências artificiais (2%) têm impacto limitado na jornada de compra.

Sustentabilidade e propósito entram como critério de desempate.

A consciência social começa a influenciar o consumo: 51% afirmam preferir marcas com iniciativas sociais e ambientais, enquanto apenas 8% discordam dessa afirmação. O dado reforça que preço continua essencial, mas valores e confiança já fazem parte do processo de escolha.

Metodologia

A pesquisa Hibou + Score  Black Friday 2025 foi realizada entre 1º e 6 de novembro de 2025, com 1.302 entrevistados em painel digital em todo o Brasil. A amostra inclui homens e mulheres, maiores de 18 anos, das classes A, B, C, D e E. A margem de erro é de 2,7 pontos percentuais.

Black November: antecipar ou esperar a sexta-feira oficial?

O que era uma sexta-feira de promoções virou um mês inteiro de ofertas. A chamada Black November se consolidou no varejo brasileiro, estendendo o período de descontos muito além da data oficial. Ainda assim, os dados indicam que a sexta-feira da Black Friday segue oferecendo as oportunidades mais vantajosas.

Segundo levantamento da Cuponation, plataforma de cupons e benefícios digitais, os descontos médios na data oficial podem ser de 10% a 15% superiores aos das semanas anteriores. A diferença é mais evidente em categorias como móveis, decoração e artigos esportivos, que concentram maior interesse à medida que a data se aproxima.

Nas lojas de departamento, os descontos variaram de 20% a 70% nos “esquentas” e chegaram a 80% na sexta-feira oficial. Eletrodomésticos seguiram trajetória semelhante. No setor de tecnologia, reduções já começaram elevadas (entre 50% e 80%) e atingiram até 90% em casos pontuais. Em esportes, os cortes subiram de 50%-70% para 60%-80%; e em móveis e decoração, de cerca de 60% para até 80%. A exceção foi o turismo, que ofereceu condições levemente melhores antes da data, com descontos médios de 40%, contra 30%-50% na sexta. Na moda, as promoções oscilaram entre 20%-70% no pré-evento e 25%-80% na data principal.

O padrão é claro: quem consegue esperar tende a encontrar preços melhores na Black Friday. Porém, estoques limitados e itens muito populares ainda justificam compras antecipadas. Em eletrônicos e games, por exemplo, o risco de esgotamento é alto e muitos consumidores preferem garantir o produto mesmo com desconto menor.

O frete também pesa na decisão. Muitas lojas só liberam frete grátis na sexta-feira, o que pode fazer diferença, especialmente em compras de menor valor. Outro ponto relevante é o modelo de cada varejista. Empresas que fabricam seus produtos têm mais flexibilidade para reduzir preços; já lojistas que revendem dependem das estratégias das marcas. Por isso, itens como smartphones, consoles e notebooks frequentemente atingem seus maiores descontos apenas quando fabricantes autorizam campanhas conjuntas na data oficial.

A busca por preços competitivos também intensificou o uso de cupons. Mesmo durante grandes liquidações, plataformas costumam liberar códigos adicionais que podem reduzir o valor final em até 10% extras, em muitos casos acumulando com o desconto principal.

Para Rebecca Fischerco-fundadora e Chief Strategy Officer (CSO) da Divibank, o segredo está no acompanhamento prévio dos preços. “Sem histórico, é difícil reconhecer uma promoção verdadeira. O consumidor está mais atento, e cresce o uso de comparadores e ferramentas de monitoramento ao longo do ano, o que ajuda a evitar falsas ofertas”, afirma.

No fim, a Black Friday continua sendo um teste de confiança para o varejo. Em um cenário de maior volume de vendas e competição intensa, quem pratica transparência e mantém políticas claras de troca e devolução tende a fidelizar o cliente. O resultado: a data deixa de ser um único dia de grandes descontos e se torna uma estratégia duradoura de construção de relacionamento e reputação.

Caso tenha interesse na pauta, basta me avisar que faço a ponte com a executiva.

Shopee bate recorde histórico de acessos e pedidos nas primeiras 12 horas do 11.11

A Shopee divulgou o balanço das primeiras 12 horas da sexta edição do 11.11 – A Maior Liquida do Anoprincipal data dupla do marketplace no Brasil. No período, a plataforma bateu recorde de acessos e pedidos em apenas meio dia, superando o volume total de vendas da Black Friday de 2024.

“O 11.11 começou mostrando a força da data no Brasil. Nas primeiras horas, observamos resultados muito positivos, com forte crescimento nas vendas e alto volume de cupons resgatados. Esses números refletem o quanto o público confia na Shopee e reconhece o evento como um dos principais momentos de descontos do ano”, afirma Felipe Piringer, head de marketing da Shopee.
 

Os consumidores têm aproveitado o 11.11 para realizar compras de itens de maior valor agregado, evidenciando a consolidação da data como um momento importante também para categorias de ticket médio mais alto. Eletrodomésticos representaram mais de 10% das vendas nas primeiras 12 horas do dia, crescendo duas posições em comparação ao ranking de 2024.
 

Além disso, pela primeira vez, Móveis entrou para as categorias mais vendidas, demonstrando uma diversificação do perfil de consumo e o fortalecimento da Shopee como destino completo para diferentes tipos de compra — das ofertas diárias aos grandes investimentos do lar. Outras categorias de destaque são Celulares e Acessórios e itens para a casa.

Entre os produtos mais vendidos estão: Console de videogame, Smartphone, Escova Secadora, Bicicleta ergométrica e Micro-ondas. Os estados com maior registro de compras são: São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Paraná e Bahia.

Diferente da campanha do ano passado, mais da metade dos consumidores (51%) optaram pelo cartão de crédito como método de pagamento, superando o PIX, utilizado por 37% dos usuários. O resultado reflete o impacto positivo das parcerias estratégicas firmadas pela Shopee como a do Nubank para a ação de 2025, que ofereceram condições exclusivas e benefícios diferenciados aos clientes que escolheram pagar com cartão.

Mercado Livre investe R$30 milhões em cupons somente nos dias 10 e 11.11, e reúne mil criadores em evento para produção de conteúdo ao vivo

O Mercado Livre, e-commerce líder na América Latina, realiza no dia 10 de novembro, na Community Creators Academy, um evento imersivo com mais de mil afiliados e criadores de conteúdo de todo o país. O encontro, realizado na virada do 11.11, terá 8 horas de produção de conteúdo ao vivo com cupons de hora em hora e ofertas relâmpagos exclusivas e contará com a presença de 15 top marcas, como Electrolux, Pampers, Buddemeyer e Mondial. Serão 18 espaços de diferentes formatos para criação de vídeos, além de um webinar com 6 horas de duração sobre criação de conteúdo, estratégias para impulsionar vendas e marcas durante o período promocional. Os conteúdos gerados ao longo do dia serão publicados nos perfis dos participantes e também transmitidos em uma grande live no perfil oficial do programa mercadolivreafiliados.

A consolidação das datas dobradas, que tiveram início com o 11.11 no exterior e vêm ganhando força no país, está transformando a forma de comprar e vender online. No centro desse movimento estão os afiliados e criadores de conteúdo, que se tornaram agentes diretos de venda, movimentando milhões em transações e impulsionando o social commerce.

“O programa de Afiliados e Criadores é um dos pilares que fortalece nosso ecossistema, reunindo milhares de criadores ativos em todo o país. Com ganhos de até 16% sobre as vendas aprovadas e incentivos à produção de conteúdo, o programa cresceu 310% no número de afiliados no segundo trimestre deste ano, em comparação a 2024. Em setembro, foram registrados 72 pedidos por minuto, consolidando-se como uma das principais portas de entrada para o empreendedorismo digital”, afirma Renata Gerez, Head de Social Commerce do Mercado Livre na América Latina.

Entre as histórias que representam essa nova geração de criadoras estão a de Lilian Alves ( promocoesuteiss), que deixou o emprego de cozinheira, onde ganhava um salário mínimo, e hoje já chegou a faturar mais de R$ 13 mil mensais com o programa. “Comecei a divulgar os produtos em junho e, desde então, minha renda aumentou muito mais do que eu esperava. Supriu todas as minhas necessidades e me mostrou que é possível viver do digital”, conta.

O evento será realizado no Content Campus, espaço localizado na Vila Leopoldina, em São Paulo, escolhido por ser um dos principais hubs de criação de conteúdo da América Latina. Com mais de 14 mil m² dedicados à produção e à inovação. Inspirado no conceito “figital”, que une experiências físicas e digitais, o ambiente foi pensado para estimular colaborações em tempo real entre criadores, marcas e audiências – cenário ideal para um encontro que celebra o poder do conteúdo e o protagonismo dos afiliados no novo varejo digital.

“Estamos vivendo a virada definitiva do varejo para o conteúdo. As datas dobradas aceleraram um comportamento que já era inevitável: hoje, o consumidor compra influenciado por criadores em tempo real. Quando marcas, plataformas e creators se encontram no mesmo espaço, como neste 11.11, vemos o poder dessa nova economia acontecendo na prática, vendas, comunidade e cultura se movendo juntas. Esse é o futuro do comércio digital”, afirma Fabio Duarte, fundador e CEO da Community Creators Academy.

Estudo aponta alta intenção de compra e a força dos cupons de desconto

De acordo com a pesquisa Panorama de Consumo | Black Friday 2025, realizada pelo Mercado Livre e Mercado Pago, 76% dos consumidores consideram os cupons decisivos ou muito importantes na hora da compra, que reforça o papel do social commerce no varejo, enquanto 68% afirmam que irão aproveitar as ofertas do 11.11. O levantamento – o maior sobre tendências de consumo feito para a data, com 42 mil respondentes – mostra que as campanhas sazonais se consolidam como grandes impulsionadoras de vendas e engajamento digital, especialmente quando combinadas a estratégias de influência.

O evento faz parte da estratégia do Mercado Livre para uma Black Friday histórica. Em 2025, a empresa oferece R$100 milhões em cupons, um aumento de 150% nos investimentos promocionais em relação ao ano anterior. O comércio digital brasileiro vive uma nova fase e as datas dobradas, somadas ao engajamento dos afiliados, fortalecem um novo modelo de consumo mais digital, planejado e guiado por recomendações de confiança.

Contratar tecnologia na logística é decisão estratégica e não apenas financeira

Por muito tempo, a escolha entre comprar ou assinar uma tecnologia logística foi vista apenas como custo. Hoje, essa decisão define o quanto uma empresa será capaz de inovar, integrar cadeias complexas e responder rapidamente às demandas do mercado. A licença perpétua, comparável à compra de um imóvel, oferece controle total, mas exige manutenção contínua e pode se tornar um ativo obsoleto. O modelo Software as a Service (SaaS), similar ao aluguel, reduz o investimento inicial e garante evolução constante. Já o pay-per-use adiciona flexibilidade para operações que oscilam conforme a sazonalidade. Ou seja, o modelo ideal depende menos do orçamento disponível e mais da estratégia de crescimento do negócio.

Quando uma empresa opta por comprar um software de forma definitiva, ela assume o risco de ficar presa a uma tecnologia que não acompanhará novas regulamentações, APIs ou integrações críticas. O problema não é apenas a obsolescência, mas a perda de competitividade. Na logística, onde os ciclos de inovação são curtos, investir em algo estático pode significar perder a capacidade de reagir ao mercado. Por outro lado, o modelo de assinatura não está isento de desafios. A dependência do fornecedor para atualizações e suporte exige contratos transparentes, previsibilidade de reajustes e garantias de evolução tecnológica. A velocidade de atualização compensa a dependência, desde que o SLA seja estruturado com critérios de disponibilidade mínima, tempo de resposta para incidentes e penalidades objetivas.

A previsibilidade de gastos é fator relevante, mas o que realmente pesa na decisão é a governança dos dados. De nada adianta pagar menos se a empresa não tem clareza sobre onde os dados estão armazenados ou se consegue extrair inteligência operacional com rapidez. Esse ponto se conecta ao maior motivo de frustração entre gestores logísticos: muitos contratam plataformas caras, mas continuam usando planilhas para consolidar informações. Esse sintoma revela falhas de implantação, governança e escolha inadequada de fornecedor. O modelo de contratação, por si só, não garante eficiência. O que garante é a aderência do sistema à estratégia do negócio e sua capacidade de se integrar a áreas críticas como transporte, armazenagem, compras e financeiro.

Por isso, interoperabilidade deve ser uma cláusula central em qualquer contratação. A plataforma logística não pode ser uma ilha tecnológica. É preciso garantir abertura para integrações via API, compatibilidade futura e portabilidade de dados, evitando qualquer tipo de aprisionamento digital. Do ponto de vista contratual, mecanismos de segurança cibernética, revisões periódicas, liberdade para migração e proteção contra mudanças unilaterais são essenciais para blindar a operação. Mais do que evitar riscos, essas cláusulas preservam a autonomia estratégica da empresa.

Quando falamos de retorno financeiro, a diferença entre os modelos também é clara. Na compra tradicional, o investimento inicial elevado alonga o payback, que só começa a ser percebido após anos. No modelo SaaS, o ROI costuma ser mais rápido justamente pela entrada imediata em operação e pela eliminação de grandes desembolsos iniciais. Porém, o cálculo não deve considerar apenas o valor do contrato, mas os ganhos de eficiência, rastreabilidade, redução de falhas e visibilidade de ponta a ponta. Assinatura não é custo operacional, é investimento estratégico.

A pressão para reduzir custos logísticos é permanente, mas cortar orçamento em tecnologia pode aumentar as perdas em toda a cadeia. Na prática, economizar na assinatura e aceitar uma plataforma limitada pode custar caro em retrabalho, falta de visibilidade ou perda de controle operacional. O equilíbrio está em conectar a tecnologia diretamente aos indicadores de performance logística, demonstrando impacto em produtividade e margem.

Contratar tecnologia não é uma decisão de TI, é uma decisão de futuro. Na logística, onde a previsibilidade da demanda é cada vez menor e a integração de dados se tornou vital, escolher o modelo certo define se a empresa será protagonista da inovação ou espectadora da própria obsolescência.