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ServiceNow apresenta AI Experience, nova interface para IA empresarial

ServiceNow, plataforma de IA para transformação empresarial, anunciou a AI Experience, uma nova porta de entrada inteligente e unificada para a IA corporativa. Com foco em experiências contextuais e multimodais, a solução conecta pessoas e agentes de IA por meio de uma interface intuitiva, com governança e segurança integradas, criando o ambiente ideal para adoção de IA em escala.

Amparada no Now Assist, a AI Experience se estende por qualquer fluxo de trabalho – incluindo o CRM da ServiceNow – e permite que funcionários acessem informações, atribuam tarefas e colaborem com IA de forma fluida.

A AI Experience resolve um dos maiores desafios que as empresas enfrentam hoje: experiências fragmentadas que atrasam o trabalho”, afirma Amy Lokey, vice-presidente executiva e chief experience officer da ServiceNow. “Com uma interface intuitiva e contextual, estamos colocando a IA no fluxo de trabalho, conectando pessoas, dados e agentes em um só lugar.”

Principais recursos da AI Experience incluem:

  • AI Voice Agents: interação por voz para acessar informações, atualizar registros e resolver tarefas com fluência humana.
  • AI Web Agents: agentes que aprendem com humanos para executar tarefas em sistemas externos, sem APIs ou integrações personalizadas.
  • AI Data Explorer: conecta dados internos e externos para investigar tendências, causas raiz e documentar insights sem sair do fluxo.
  • AI Lens: transforma telas e dashboards em ações automatizadas, eliminando esforço manual e acelerando decisões.

CRM autônomo com IA integrada

A AI Experience transforma o CRM da ServiceNow de um sistema estático de registro em uma plataforma de ação com IA nativa, onde agentes autônomos realizam tarefas repetitivas, como análise de tickets e recomendação de respostas. O objetivo é liberar as equipes humanas para decisões mais complexas e estratégicas, ao mesmo tempo em que clientes são atendidos com mais agilidade e fluidez, no canal de sua escolha.

Governança e flexibilidade para IA corporativa

A experiência é reforçada pelo AI Control Tower, centro de comando que permite governar, monitorar e gerenciar qualquer ativo de IA – nativo ou de terceiros. Além disso, os clientes têm liberdade para escolher os modelos de IA mais adequados a seus fluxos de trabalho, com suporte a modelos da ServiceNow e parceiros como Azure OpenAI, Anthropic Claude e Google Gemini.

Depoimentos de clientes:

  • “ A nova experiência de IA nos permite entregar interações mais simples, contínuas e eficazes para nossos clientes ”, diz Paolo Juvara , chief digital transformation officer da Pure Storage.
  • Com a IA da ServiceNow, transformamos nosso call center com fluxos mais inteligentes. Agora queremos explorar o uso de agentes de voz e web para elevar ainda mais nossa experiência de atendimento”, afirma Scott Steele, COO da Thrive.
  • Acreditamos que a IA responsável começa com as pessoas. A AI Experience traz uma forma nova, fluida e proativa de interagir com a tecnologia”, complementa Brian Eble, líder de tecnologia empresarial da EY.

Disponibilidade

  • AI Lens já disponível.
  • AI Voice Agents, AI Web Agents e AI Data Explorer tem o lançamento previsto para o final de 2025.

Engetron leva racks e UPSs modulares com integração IoT para ambientes industriais ao ENA 25

Engetron, empresa brasileira líder em fabricação de UPS IoT, apresenta seu portfólio de racks e UPSs modulares com integração IoT durante o Encontro Nacional de Automação – ENA 25, que acontece nos dias 1 e 2 de outubro, em Belo Horizonte (MG). A companhia exibirá em seu estande (74) no evento o Rack DWTT-A5, o Rack DWTT-A5 IP42 e o UPS Trifásico DWTT 20kVA-220, equipamentos prontos para atender às necessidades de ambientes industriais que exigem disponibilidade, eficiência energética e flexibilidade de expansão.

“Com a transformação digital e o avanço da automação, as operações industriais se tornaram cada vez mais dependentes de sistemas de energia confiáveis e inteligentes”, afirma Aluízio Ábdom, Diretor Comercial e de Marketing da Engetron. Segundo o executivo, a continuidade operacional é um fator crítico em segmentos estratégicos da indústria. “Por isso, nossas soluções foram projetadas para entregar desempenho, monitoramento remoto e escalabilidade, permitindo que cada cliente adapte sua infraestrutura de energia ao crescimento de suas operações”, diz.

O DWTT-A5, rack modular trifásico plug-in com UPS IoT, será mostrado em sua versão original e em versão com o grau de proteção IP42, que impede a entrada de objetos sólidos com diâmetro maior que 1 mm e resiste a gotejamento de água com inclinação de até 15°. A integração com o IP42 garante maior durabilidade dos componentes internos e maior resiliência. O DWTT-A5 traz tecnologia hot-swap, permitindo substituições ou atualizações de módulos sem interrupção do sistema, garantindo escalabilidade e redundância. Com fator de potência 1.0, o equipamento ainda oferece potência ativa completa, disponível em configurações de 20kW ou 160kW.

Outro destaque é o UPS Trifásico DWTT 20kVA-220 que é compatível com diferentes tecnologias de baterias (VRLA, Lítio e Alcalinas) e possui autoteste automático de baterias, para verificação do funcionamento do equipamento, proporcionando maior confiabilidade e redução de riscos em operações críticas. Com fator de potência de entrada 0,99 e saída de 0,9, o DWTT 10kVA-220 entrega alto rendimento, reduzindo desperdício de energia e custos operacionais. O UPS ainda é equipado com retificador IGBT, bypass estático e manual, e display LCD interativo.

Além disso, tanto o rack DWTT-A5 quanto o UPS Trifásico DWTT 20kVA-220 contam com alta eficiência energética devido à dupla conversão e modo ECO, que reduzem custos de operação e refrigeração, além de permitirem paralelismo ativo de até oito unidades de UPSs para ampliar capacidade ou criar redundância. Ainda, são integrados ao Engetron IoT, tecnologia exclusiva da companhia para monitoramento remoto que, por meio de aplicativo ou web, possibilita acompanhar em tempo real parâmetros como potência, autonomia, alarmes e eventos registrados, além de gerar relatórios e configurar ações automáticas. Assim, os dispositivos combinam robustez, eficiência e segurança operacional, características ideais para indústrias que exigem continuidade energética confiável, flexibilidade e resiliência.

A participação da Engetron no ENA 25 reforça o compromisso da empresa em apoiar a modernização da indústria brasileira com soluções robustas e inovadoras.

O futuro da precificação em tecnologia com o crescimento da Inteligência Artificial: do licenciamento por usuário (seat-based) ao valor mensurável

A forma como softwares e serviços de tecnologia são precificados está passando por uma transformação significativa. O modelo tradicional de licenciamento por usuário, conhecido como seat-based, vem perdendo espaço diante da automação e da adoção de agentes de Inteligência Artificial (IA).

Estudos recentes apontam que 40% dos compradores de TI já consideram a redução de licenças por usuário como principal estratégia de corte de custos. Essa mudança evidencia que o simples cálculo de “quantos usuários” deixou de refletir o valor real que uma solução entrega.

Ao mesmo tempo, cresce o interesse por modelos de “pay-per-result”, em que o pagamento está atrelado a resultados concretos. A lógica é atraente, mas ainda enfrenta barreiras práticas:

  • 47% das empresas relatam dificuldade em definir resultados mensuráveis;
  • 36% destacam a imprevisibilidade de custos;
  • 25% apontam problemas em atribuir valor de forma justa entre fornecedor e cliente;
  • 24% lembram que resultados muitas vezes dependem de fatores externos ao prestador.

Novos caminhos no suporte corporativo

No campo de suporte a sistemas corporativos, como o SAP, surgem iniciativas para superar essa tensão entre previsibilidade e valor. Em vez de cobrar por hora ou chamado, alguns fornecedores utilizam assinaturas mensais baseadas em métricas operacionais.

Um exemplo é a utilização do fator de incidentes por usuário, que relaciona o número de chamados abertos ao total de usuários ativos. Essa métrica permite precificar de forma proporcional ao esforço real de sustentação, ao mesmo tempo em que incentiva a redução de incidentes e a estabilidade do ambiente.

Com esse formato, o custo não cresce automaticamente com o aumento de usuários, desde que o ambiente permaneça estável. Para o cliente, há previsibilidade de orçamento; para o fornecedor, existe espaço para capturar valor adicional por meio de melhorias e evoluções do sistema.

A transição para os modelos orientados a valor exige não apenas boa vontade, mas principalmente governança, métricas claras e relacionamento de confiança entre cliente e fornecedor.  

O ponto de convergência

A discussão sobre precificação em tecnologia não se limita a modelos contratuais: trata-se de alinhar incentivos, governança financeira e resultados percebidos. 

É uma conexão que só faz sentido quando olhamos para uma jornada completa de gestão de tecnologia. Também é um elemento estratégico de diferenciação e narrativa de valor, que resulta em estabilidade financeira, redução de riscos e ROI mensurável.

A tendência é clara: o futuro não estará na contagem de licenças, mas na capacidade de atrelar preço a valor mensurável, sem abrir mão da previsibilidade que empresas precisam para planejar seus investimentos de forma estratégica e sustentável.

Observabilidade que impulsiona resultados: a estratégia da Delfia para transformar dados em decisões de negócio

Prever erros e corrigi-los é uma inovação que faz toda a diferença hoje para as empresas e a Delfiacuradoria de jornadas digitais, realiza esse trabalho pioneiro, mas que ultrapassa essa função: a empresa vem fortalecendo sua atuação em observabilidade orientada ao negócio, um serviço cada vez mais essencial para empresas que desejam aliar performance técnica à geração de valor real.

Com sólida experiência em dados, infraestrutura e experiência do cliente, a Delfia defende que observabilidade deixou de ser uma ferramenta técnica para se tornar um acelerador de resultados. “Hoje, é possível acompanhar toda a experiência digital, desde a infraestrutura até o impacto financeiro, com dados em tempo quase real, e com métricas diretamente alinhadas aos indicadores estratégicos de negócio, como receita, churn e tempo de checkout”, explica Rodrigo Bocchi, fundador e presidente da Delfia. “Observabilidade é a bússola que transforma cada byte de telemetria em vantagem competitiva”, adiciona.

A Delfia já aplica automação com mais de 95% de confiança em tarefas como auto-scaling e remediação automatizada de incidentes. A empresa está agora em fase de testes com IA generativa, capaz de sugerir planos de ação completos, baseados em grandes volumes de dados e contextos técnicos e comerciais com validação final feita por humanos. O objetivo é evoluir para um modelo ainda mais inteligente e proativo, no qual a observabilidade não apenas detecta falhas, mas recomenda as melhores respostas para garantir a continuidade dos negócios.

De dados técnicos a decisões estratégicas

A proposta da Delfia vai além do tradicional monitoramento de “sinais vitais” como CPU, memória e logs. A empresa conecta múltiplas fontes de dados, incluindo métricas (Metrics), eventos (Events), logs (Logs), rastreamentos (Traces) e dados de produto, como conversões e pagamentos, para oferecer uma visão unificada de toda a operação digital. Essa abordagem possibilita detectar anomalias com agilidade e antecipar impactos sobre KPIs críticos, transformando problemas técnicos em insights de negócio acionáveis.

Esse processo começa com o mapeamento detalhado das jornadas do cliente e a associação entre cada transação e os componentes técnicos envolvidos. A telemetria é enriquecida com uma camada de informação comercial, incluindo variáveis como valor de pedido e perfil do usuário. Com isso, a Delfia aplica modelos de correlação com inteligência artificial, que permitem análises preditivas do impacto financeiro de falhas, lentidão ou picos de uso.

A empresa também estrutura Service Catalogs e SLOscom visibilidade clara de métricas e responsabilidades, alinhando áreas técnicas e de negócio em torno de metas compartilhadas. Dessa forma, decisões técnicas passam a ser tomadas com base em impactos mensuráveis no negócio.

Resultados em múltiplos setores

A observabilidade orientada ao negócio já mostra impacto direto em áreas como e-commerce, serviços financeiros, logística e experiência do cliente. No varejo, por exemplo, essa abordagem reduz o tempo de checkout e aumenta a conversão. No setor financeiro, melhora a eficiência em pagamentos instantâneos e garante aderência a regulamentações como o Open Finance. Já na logística, permite a otimização de rotas e previne penalidades contratuais, enquanto nas áreas de produto e CX, ajuda a correlacionar desempenho técnico com NPS e satisfação do cliente.

Companhias de diferentes segmentos já experimentam os benefícios da observabilidade orientada ao negócio com a Delfia. A Acerto, uma fintech de negociação digital de dívidas, por exemplo, conseguiu reduzir em 40% o tempo de diagnóstico de falhas, com resolução acelerada de dias para cerca de duas horas. A rede varejista Havan expandiu sua cobertura de monitoramento para 100% antes da Black Friday, reduzindo drasticamente o tempo médio de resposta a incidentes. Já a empresa de mobilidade Localiza&Co, com foco principal em aluguel de carros, antecipou 130 erros potenciais, alcançando um avanço de maturidade em dois anos. E um dos maiores grupos educacionais de ensino superior do país, a Ânima Educação, obteve uma economia de 20% em infraestrutura, com melhoria de 60% no desempenho e uma redução contratual de 42%. Segundo a Delfia, o que ainda impede muitas organizações de adotarem essa abordagem é a ausência de um patrocínio executivo forte e a falta de alinhamento entre objetivos técnicos e metas comerciais. A empresa defende ações como a inclusão de KPIs de negócio no dia a dia das equipes de tecnologia, a implementação de SLOs transversais e investimentos em educação contínua sobre o impacto financeiro de incidentes e ineficiências operacionais.

O futuro da observabilidade

A Delfia acredita que a observabilidade será um diferencial competitivo nos próximos anos, especialmente em setores regulados e altamente digitais. “Empresas maduras em observabilidade têm até quatro vezes mais chances de superar suas metas financeiras e operacionais”, destaca Rodrigo Bocchi.

A empresa também observa tendências importantes como FinOps, SecOps, GreenOps e monitoramento em tempo real como pilares para a evolução da observabilidade. No caso da fintech Zoop, por exemplo, a Delfia ajudou a consolidar dez ferramentas em uma única solução baseada em Datadog, reduzindo custos e aumentando a governança. Em outro exemplo, a integração entre observabilidade e segurança na Acerto reduziu o tempo médio de resposta para menos de duas horas.

Com o avanço da IA generativa, do Open Finance e da necessidade de decisões em tempo real, a Delfia prepara seus clientes com streaming de dados contínuo, rastreamento preciso da performance dos modelos de IA e conformidade permanente com marcos regulatórios, como a LGPD.

NossaBet anuncia parcerias com gigantes de tecnologia e ‘catálogo gigantesco’ de novos jogos

A NossaBet, operadora de iGaming com DNA totalmente brasileiro, deu um passo importante na semana passada ao firmar cooperações estratégicas com líderes globais do setor. As parcerias foram fechadas durante o SBC Summit Lisboa 2025, um dos maiores eventos mundiais do mercado de apostas, e prometem elevar o patamar de inovação e segurança para os jogadores no Brasil.

Durante a missão, a NossaBet formalizou uma parceria com a SoftSwiss, gigante da tecnologia em iGaming. Além disso, finalizou os detalhes para um contrato de fornecimento direto com a Pragmatic Play, um dos principais provedores de jogos do mercado. Este movimento vai transformar o cardápio de opções para os jogadores da NossaBet, como adianta o COO da empresa, Eduardo Luqueze.

“Passaremos a ter um catálogo gigantesco de novos jogos. A Pragmatic Play vai nos permitir oferecer mais promoções e recursos exclusivos para os nossos usuários, mantendo a vanguarda do que é oferecido no mercado mundial,” afirmou o executivo.

Experiência aprimorada

Luqueze, que representou a operadora no evento, destacou que o foco das negociações foi na inovação tecnológica e no jogo responsável. Uma das ferramentas cruciais em discussão foi a solução “Know Your Customer” (KYC), da Serasa.

“A solução de KYC da Serasa é rápida, segura e eficiente. Isso garante uma experiência aprimorada aos usuários e reforça nosso compromisso inegociável com a segurança,” enfatizou Luqueze.

Mercado em expansão

Além das parcerias, a participação no SBC Summit Lisboa 2025 permitiu à NossaBet acompanhar os debates cruciais sobre a dinâmica do mercado, incluindo as mudanças na relação entre afiliados e influenciadores após a regulamentação no Brasil. Luqueze ressaltou que o evento comprovou a crescente força do mercado brasileiro e latino-americano no cenário global de iGaming.

A próxima revolução da programação será com IA nativa de código

Nos últimos anos, a aplicação de modelos de linguagem à programação transformou o dia a dia dos desenvolvedores. Ferramentas como GitHub Copilot, ChatGPT e Replit Ghostwriter aumentaram a produtividade ao sugerir trechos de código, automatizar tarefas repetitivas e até gerar soluções completas a partir de descrições em linguagem natural. No entanto, os ganhos recentes já se mostram incrementais, indicando que os LLMs, por sua natureza textual, atingiram um limite estrutural.

Os LLMs foram concebidos para interpretar linguagem natural e, posteriormente, adaptados para lidar com código. Essa adaptação trouxe resultados expressivos, mas enfrenta limitações em que o código não é apenas texto, mas também lógica, dependência e comportamento. Interpretá-lo exige raciocínio algorítmico, coerência estrutural e compreensão de contextos amplos, habilidades que os LLMs generalistas não foram projetados para oferecer.

As micro, pequenas e médias empresas (MPMEs) brasileiras têm uma perspectiva positiva quanto aos potenciais da Inteligência Artificial (IA), com 77% dos tomadores de decisão considerando que a IA agiliza os processos de suas empresas. É o que revela a pesquisa “IA em micro, pequenas e médias empresas: tendências, desafios e oportunidades“, encomendada pela Microsoft à Edelman Comunicação.

Segundo o estudo, 75% das empresas entrevistadas afirmam que estão otimistas em relação ao impacto da Inteligência Artificial (IA) em seu trabalho e isso se reflete nos planos de investimento das companhias, que afirmam que continuarão investindo ou investirão pela primeira vez em IA (73%), sendo que 61% delas já possuem plano de ação ou metas específicas relacionadas à essa tecnologia.

Porém, para superar essas restrições, surge a necessidade de uma IA nativa de código, um sistema projetado desde o início para tratar código como primeira linguagem. Essa abordagem demanda uma nova arquitetura de transformer, capaz de compreender profundamente semântica, lógica e estruturas complexas de software, indo além da simples autocompletação de trechos.

Entre as competências essenciais dessa nova geração de IA estão um entendimento semântico profundo do código, raciocínio lógico e algorítmico, manutenção de contexto estendido em bases complexas, compreensão de dependências e bibliotecas, capacidade de testar e validar código e interpretação de requisitos ambíguos. A conjunção dessas habilidades permitiria que a IA atuasse de forma autônoma, confiável e consistente.

O desenvolvimento dessa arquitetura exigirá novos datasets, algoritmos específicos e mudanças na forma como concebemos o ato de programar. É uma transformação de base, que transcende ajustes incrementais e redefine o que significa criar software com auxílio de IA. A expectativa é que, em um horizonte de cinco anos, possamos testemunhar sistemas capazes de atuar como engenheiros de software completos.

A atual fase dos LLMs generalistas demonstra que a produtividade aumentou, mas a autonomia ainda é limitada. A evolução futura dependerá da criação de modelos nativos de código, capazes de lidar com complexidade, dependências e raciocínio lógico de forma integrada, abrindo caminho para uma programação mais estratégica, escalável e confiável. Essa mudança não apenas redefine a tecnologia, mas também o papel do desenvolvedor.

Em vez de atuar apenas como executor de comandos, o profissional se tornará um arquiteto e supervisor de sistemas inteligentes, orientando a IA a transformar especificações abstratas em soluções completas e funcionais. A revolução da programação com IA está apenas começando. A próxima geração não se limitará a otimizar tarefas, ela promete redesenhar o próprio conceito de desenvolvimento de software, tornando os sistemas de IA parceiros técnicos plenos, capazes de compreender, criar e iterar sobre soluções complexas com autonomia e inteligência contextual.

Integração entre Bling e e-commerce B2B define o futuro de distribuidores

No setor atacadista e de distribuição, eficiência operacional não é mais apenas um diferencial competitivo, é uma condição de sobrevivência. Empresas que lidam com grandes volumes de pedidos precisam de processos confiáveis, rápidos e com baixo índice de falhas. Nesse meio, integrar o ERP Bling ao e-commerce B2B deixou de ser uma decisão técnica restrita ao time de TI e se tornou uma escolha estratégica capaz de determinar a competitividade do negócio.

Quando ERP e e-commerce operam de forma isolada, toda a engrenagem da empresa perde fluidez. O estoque desatualiza, pedidos podem ser duplicados, notas fiscais atrasam e a experiência do cliente se deteriora. O que parece apenas “um detalhe operacional” na prática compromete a margem, que já é naturalmente apertada no setor. Um levantamento da PwC mostra que falhas em processos de backoffice podem consumir até 25% da margem operacional de pequenas e médias empresas. Para negócios que dependem de escala e trabalham com preços competitivos, esse desperdício pode significar a diferença entre crescer e estagnar.

Um erro comum de muitos distribuidores é acreditar que podem “dar um jeito” em falhas sistêmicas com planilhas, e-mails ou lançamentos manuais. A curto prazo, essa solução improvisada pode parecer suficiente. Mas, à medida que o negócio cresce, esses atalhos se transformam em gargalos que aumentam os custos ocultos, reduzem a agilidade e travam a expansão. O que parecia controle, na verdade, se torna um obstáculo para competir em mercados cada vez mais digitais.

Vale destacar que tanto o Bling quanto um e-commerce B2B, separadamente, já são ferramentas poderosas. O primeiro organiza finanças, estoque e emissão de documentos fiscais. O segundo amplia o alcance de vendas, dá escala ao relacionamento com clientes e abre canais para novas receitas. No entanto, quando operam sem integração, entregam apenas parte de seu potencial.

Pedidos entram automaticamente no ERP, estoques são atualizados em tempo real, notas fiscais são emitidas sem intervenção manual e relatórios refletem a realidade da operação sem atrasos. O que antes era fonte de erros e retrabalho se transforma em fluidez e inteligência operacional. Para o distribuidor, isso significa ganhar velocidade de resposta, melhorar o nível de serviço e proteger margens em um setor onde cada ponto percentual conta.

De acordo com a ABAD/NielsenIQ 2025, o atacado distribuidor cresce acima de 10% ao ano, ritmo que exige eficiência absoluta. Empresas que não se digitalizam rapidamente perdem competitividade, abrindo espaço para concorrentes que já compreenderam que tecnologia não é suporte, mas motor de crescimento. Além disso, integrar Bling e e-commerce B2B fortalece a confiança dos clientes. Informações mais precisas sobre disponibilidade de produtos, prazos de entrega e faturamento reduzem ruídos e aumentam a previsibilidade.

Essa transparência gera fidelização, melhora o relacionamento e sustenta o crescimento de longo prazo. No fim das contas, a integração não é detalhe técnico, é uma decisão estratégica. Representa a ponte entre sobreviver no presente e se preparar para o futuro. Empresas que adiam essa escolha correm o risco de se perder em retrabalho, enquanto as que abraçam a integração colhem ganhos em escala, eficiência e competitividade. No setor atacadista e de distribuição, a pergunta já não é mais “se” integrar, mas “quando”. E, nesse jogo, cada mês de atraso significa espaço cedido ao concorrente.

*Rafael Calixto é especialista em vendas B2B, com vasta experiência em modernização de processos comerciais, integração de tecnologia nas vendas, idealizador de soluções com Agentes Inteligentes de Pedidos (AIP) para vendas B2B em escala e CEO da Zydon.

Talk convida seis mulheres com histórias inspiradoras de empreendedorismo

Seis histórias e trajetórias inspiradoras estarão no palco do evento Empreendedorismo Feminino, que será realizado dia 7 de outubro, a partir das 13h30 no Espaço Villa Rica (R. Piauí 211). Na programação, um talk com seis mulheres empreendedoras que compartilharão um pouco dos desafios que enfrentaram para alcançar o sucesso profissional. São elas Elieth Hodas, da Panetteria Palhano; Graziele Cardoso, psicanalista e hipnoterapeuta; Karynne Santos, advogada especialista em Direito Previdenciário; Rafaela Sandoval que trabalha com saúde e bem-estar fundadora do Serenity Spa Terapeutico; Mayhara Magley, contadora e CEO da Advance Garantidora; e Chris Magaldes, estrategista de branding, marketing e comunicação.

“Será um momento para podermos ver que nem sempre a vida de uma mulher empreendedora é repleta de flores. Há espinhos no caminho e vamos compartilhar a força que cada uma teve para vencer cada obstáculo”, afirma Léia Marcolina, da Santopano, uma das organizadoras ao lado de Alexsandra Oliveira, cerimonial e eventos. “É importante promover essa sororidade no palco para potencializar o encontro, o networking e as parcerias que podem surgir a partir do compartilhamento dessas histórias”, ressalta Alexsandra. Os ingressos já estão no segundo lote, custam R$ 125 (mais taxa) e estão disponíveis pela internet. E parte da renda obtida com a venda dos ingressos será revertida para a compra de alimentos em prol da Casa de Apoio Amigos do HU (Hospital Universitário).

Elieth

Há 30 anos, Eliete Hodas “caiu de paraquedas” no ramo da panificação e transformou esse desafio em uma trajetória de sucesso. Hoje é proprietária da Panetteria Palhano, referência em Londrina, que atende centenas de clientes diariamente e conta com uma equipe de mais de 70 colaboradores. Sua experiência em vendas, finanças e gestão foi essencial para transformar a padaria em um negócio sólido e inovador. No evento de Empreendedorismo Feminino, Eliete compartilhará sua jornada inspiradora de superação, liderança e conquistas no universo da panificação.

Graziele

Graziele Cardoso é psicanalista, hipnoterapeuta e programadora neurolinguista. Formada na área administrativa e pós-graduada em Compliance e Gestão de Riscos, decidiu superar o medo e a insegurança para recomeçar do zero na área da saúde mental. No talk, vai compartilhar sua trajetória de transformação, como encontrou forças para seguir em frente mesmo em meio a dúvidas e inseguranças. Irá mostrar que com coragem e determinação conseguiu se reconstruir e, independentemente das circunstâncias, é sempre possível dar a volta por cima. Entre os temas, falará sobre autoconhecimento na jornada de transição de carreira, abordando recomeços, resiliência e autoestima, elementos essenciais para quem deseja mudar de caminho com confiança.

Karynne

A advogada Karynne Pires Santos, especialista em Direito Previdenciário, nasceu em Paranaguá e veio para Londrina conhecendo apenas o marido e os sogros. Montou do zero o escritório K & Santos Advogados, abriu uma unidade no litoral do Paraná, hoje tem uma grande carteira de clientes e até ajuda colegas de trabalho. Em novembro, lança o livro “LOAS – Benefício Assitencial”. É pós-graduada em Direito por sete vezes e integra a Comissão de Direito Previdenciário da OAB-PR Subseção Londrina. Entre as mulheres empreendedoras, compartilhará um pouco da jornada que a levou ao sucesso.

Rafaela

Empresária e idealizadora do Serenity Spa Terapêutico, Rafaela Sandoval é formada em Jornalismo e especializada em Marketing, mas criou um espaço dedicado ao cuidado integral do corpo e da mente. Hoje, atua com o propósito de inspirar mulheres a acreditarem em sua própria capacidade, a romperem barreiras e a pensarem fora do óbvio. E é isso que levará ao talk, além de compartilhar o início de sua trajetória empreendedora. Falará sobre como cada dificuldade pode esconder uma oportunidade e o que parece uma barreira pode ser o começo de algo novo. Desde a reclamação de um cliente ou uma crise podem se transformar em inspiração para melhorar o serviço e reinventar processos.

Mayhara

Bacharel em Direito e contadora, Mayhara Magley Ferreira é CEO e fundadora da Advance Garantidora, empresa que há mais de 12 anos atua em diversos estados brasileiros garantindo receita mensal e segurança financeira para condomínios. No evento, ela dividirá com o público os desafios e as conquistas de ser mulher e empreendedora em um mercado competitivo e conservador, mostrando como a coragem de inovar pode abrir caminhos, além de mostrar ser possível equilibrar a maternidade com a gestão de um negócio em crescimento. Em pauta, como ela transformou em fonte de receita a inadimplência condominial com resiliência, inovação e liderança humanizada.

Chris

Formada em Marketing e especializada em gestão de vendas, branding e neuromarketing, Chris Magaldes é estrategista de branding, marketing e comunicação, CEO da Magaldes Comunicação & Marketing. Sua trajetória vai além de diplomas: é feita de vivências, superações e, acima de tudo, propósito. Apresenta o programa Mulheres, na Paiquerê 91,7, o único programa de rádio em Londrina totalmente feminino, com convidadas mulheres que compartilham assuntos relevantes a esse público. No talk, Chris falará sobre branding e o rebranding do evento Empreendedorismo Feminino, explicando o processe de uma marca se reinventar e ampliar seus negócios.

Ingressos: https://villarica.pagtickets.com.br/empreendedorismo-feminino-redescobrindo-limites-e-o-poder-da-transformacao__17483/

“Fracasso de startups não pode ser tratado como dado estatístico”, alerta o especialista Alan Oliveira

No mercado financeiro, uma máxima costuma ser repetida sem grandes questionamentos: em cada 10 startups investidas, no longo prazo, até 9 acabam encerrando suas atividades. Essa estatística, frequentemente citada como natural dentro da lógica de risco e retorno, é tratada como parte do jogo pelos investidores que apostam no potencial de uma única empresa para compensar as perdas das demais.

No entanto, para o empreendedor que vê sua startup falir, a realidade é bem diferente. “Por trás de cada número existe uma pessoa que investiu tempo, dinheiro e energia. Quando a falência acontece, o impacto não é apenas financeiro, mas também emocional e profissional. Não podemos aceitar que isso seja visto como normal”, afirma Alan Oliveira, especialista em inovação e empreendedorismo.

Oliveira alerta que a naturalização do fracasso no ecossistema pode ser prejudicial ao desenvolvimento de talentos. “É frustrante para o profissional que vê seu sonho desmoronar sem ter apoio. Esse ambiente de ‘vale-tudo’ desestimula novas ideias e pode afastar potenciais empreendedores”, completa.

Para ele, a discussão precisa evoluir: em vez de enxergar a falência apenas como dado estatístico, é necessário fortalecer políticas de apoio, educação empreendedora e redes de suporte que realmente ajudem fundadores a se reerguer e a empreender de forma mais sustentável.

Ajudando o ecossistema

Atuando como mentor e educador, Alan trabalha justamente para que empreendedores não sejam engolidos por essa lógica. Seu trabalho se estrutura em três frentes

Mentoria estratégica: auxilia fundadores a desenhar processos de vendas e crescimento, garantindo previsibilidade comercial e reduzindo riscos de falência por falta de estrutura.

Educação empreendedora: oferece treinamentos que unem conceitos de neurociência aplicada às vendas, comunicação e branding, preparando líderes para resistirem à pressão do mercado.

Rede de suporte: conecta empreendedores a contatos, investidores e parceiros estratégicos, transformando crises em pontos de virada em vez de fim de linha.

“A falência de startups não pode ser só estatística. O meu papel é justamente ajudar esse fundador que está no limite, oferecendo estratégia comercial, rede e educação. Muitos quebram não porque a ideia era ruim, mas porque não tinham processo, previsibilidade ou suporte. Se conseguimos estruturar isso, damos ao ecossistema menos falências desnecessárias e mais pessoas capazes de se reerguer e criar novamente”, conclui Oliveira.

Netflix pode comprar a Warner? Rumor agita Hollywood e Wall Street

O rumor de que a Netflix poderia estar interessada em adquirir a Warner Bros. Discovery (WBD) circulou com intensidade nos últimos dias, mexendo com investidores e provocando discussões sobre o futuro do entretenimento global. A informação, inicialmente publicada pelo jornalista Dylan Byers, do site Puck, ainda carece de confirmação oficial, mas expõe o momento delicado e de reestruturação pelo qual passa a indústria.

Para André Charone, mestre em negócios internacionais e especialista em mercado da cultura pop, a simples especulação já é significativa. “Estamos diante de um setor que se movimenta rápido, com fusões e aquisições moldando o mapa do entretenimento. A Netflix, que sempre cresceu de forma orgânica, estaria diante de uma virada histórica caso realmente entrasse no jogo para comprar parte ou a totalidade da Warner”, avalia o pesquisador que também é autor do livro “Negócios de Nerd”.

Paramount Skydance dá o primeiro passo

Embora a especulação com a Netflix tenha roubado a cena, o movimento mais concreto envolve a Paramount Skydance, de David Ellison. Reportagens do Wall Street Journal e da Reuters apontam que a companhia prepara uma oferta em dinheiro pela WBD. A notícia foi suficiente para impulsionar as ações da empresa, que subiram com a expectativa de um leilão.

A estratégia da Warner

A Warner já havia anunciado sua intenção de se dividir em duas companhias até 2026: uma voltada para estúdios e streaming (HBO, Warner Pictures, Max) e outra para canais de TV paga (CNN, TNT, Discovery). Essa reestruturação torna mais viável a entrada de players interessados apenas em ativos específicos.

“Essa divisão abre caminho para uma compra seletiva”, observa Charone. “No caso da Netflix, faz muito mais sentido focar apenas nos estúdios e no streaming, que dialogam diretamente com seu modelo de negócios, em vez de herdar redes de TV que não agregam tanto à sua estratégia.”

Vantagens e riscos para a Netflix

O atrativo é evidente: acesso imediato a um portfólio de peso, que inclui franquias como Game of ThronesHarry Potter e DC Comics, além do prestígio da marca HBO. “Seria um salto qualitativo para a Netflix, colocando-a em outro patamar de relevância cultural e competitiva”, avalia Charone.

Por outro lado, os desafios não são menores. A WBD tem cerca de US$ 30 bilhões de dívida líquida e a transação poderia custar mais de US$ 70 bilhões no total. “A Netflix sempre evitou grandes aquisições. Entrar em um negócio desse porte significaria não apenas absorver uma dívida pesada, mas também enfrentar barreiras regulatórias em várias jurisdições”, alerta Charone.

Impacto simbólico

Além dos números, há a dimensão cultural. A Netflix construiu sua identidade como a disruptora que desafiou os estúdios tradicionais. Tornar-se dona da Warner seria um gesto simbólico poderoso.

“É o outsider assumindo o controle do antigo império. Isso reforçaria a imagem da Netflix como líder absoluta, mas também aumentaria a pressão de concorrentes e reguladores que enxergam riscos na concentração de poder”, explica Charone.

Três cenários em disputa

Em sua análise, o especialista em mercado da cultura pop ainda prevê três cenários possíveis, em ordem de probabilidade:

  1. Paramount Skydance fecha o negócio e incorpora a Warner, criando um novo conglomerado de mídia.
  2. A Warner executa sua cisão e segue independente, tentando gerar valor de forma orgânica.
  3. A Netflix entra no tabuleiro, possivelmente mirando apenas a divisão de estúdios e streaming.

“O mercado já entendeu que a Warner sozinha não se sustenta no longo prazo. O que está em jogo agora é quem terá o apetite e a capacidade de transformar esse ativo em vantagem estratégica”, conclui Charone.