Início Site Página 150

A cada 10 compras iniciadas na Black Friday, até 8 são abandonadas antes do pagamento, aponta levantamento

Com o aumento das compras online, o abandono de carrinho continua sendo um dos principais desafios do varejo digital brasileiro. Durante a Black Friday, quando o volume de acessos cresce e a concorrência por atenção é intensa, essa taxa pode ultrapassar 80% dos pedidos iniciados, segundo dados do E-commerce Radar. Isso significa que a cada dez consumidores que adicionam produtos ao carrinho, apenas dois finalizam a compra.

As causas mais comuns estão relacionadas à experiência do usuário. Frete alto, exigência de cadastro, lentidão do site, problemas de pagamento e a ausência de informações claras sobre o prazo de entrega são fatores decisivos. De acordo com o Baymard Institute, 48% dos consumidores desistem por causa de custos adicionais inesperados, enquanto 24% abandonam o carrinho por conta de processos longos ou complexos de checkout.
No Brasil, o impacto é ainda mais acentuado devido à predominância de compras via dipositivos móveis.

Segundo a NielsenIQ Ebit, mais de 70% das transações online já pelo celular, o que aumenta a sensibilidade a experiências frustrantes. “Na Black Friday, o consumidor está no modo impulso, mas também no modo comparação. Se a jornada não for fluida e clara, ele sai em segundos e não volta”, afirma Marcelo Pugliesi, CEO (Chief Executive Officer) da Hi Platform.

Além do abandono de carrinho, outro ponto crítico é a falta de transparência no status do pedido. Após a finalização da compra, muitos consumidores relatam não receber confirmação imediata ou atualizações sobre pagamento, separação e entrega. Essa ausência de comunicação gera insegurança e pode comprometer futuras compras. “A experiência não termina no pagamento. O cliente precisa sentir que está sendo acompanhado até o fim. Se o status não é atualizado, a confiança se perde”, observa Marcelo.

A Hi Platform, empresa brasileira de tecnologia especializada em Customer Experience (CX), vem atuando para resolver esses gargalos com o uso de automação inteligente e inteligência artificial. A plataforma identifica carrinhos abandonados em tempo real e permite que as marcas enviem estímulos personalizados para reconquistar o cliente, como mensagens, e-mails e ofertas específicas. Além disso, integra sistemas de pagamento e logística para atualizar automaticamente o status de pedidos em múltiplos canais, como WhatsApp, chat e e-mail.

De acordo com Marcelo, a personalização e a agilidade são determinantes para reverter desistências. “Não basta lembrar o cliente de que ele deixou um produto no carrinho. É preciso falar com ele do jeito certo, no canal certo e no momento certo. A IA permite isso, porque entende intenção, contexto e comportamento”, explica.

Os resultados são expressivos. Marcas que utilizam fluxos automatizados de recuperação de carrinho registram até 20% de aumento nas conversões, segundo estudo do Boston Consulting Group (BCG). Já a Accenture aponta que empresas com comunicação proativa sobre o status de pedido alcançam níveis de fidelização 16% maiores em relação às que não mantêm esse contato. 

A Black Friday é o principal teste para a eficiência dos sistemas de atendimento digital. O pico de acessos exige preparo técnico, mas também empatia nas interações. A Hi Platform defende que a tecnologia deve atuar como facilitadora da relação e não como barreira. “Quando a automação é bem aplicada, ela não afasta o consumidor. Ela mostra que a marca está pronta para responder rápido, de forma clara e humana”, comenta o executivo. 

Entre as boas práticas recomendadas estão simplificar o checkout, exibir o valor do frete desde o início da jornada, oferecer suporte ativo durante o processo de compra e garantir que todas as etapas do pedido estejam acessíveis em tempo real. Além disso, o uso de mensagens automatizadas de atualização no WhatsApp ou no e-mail ajuda a reduzir cancelamentos e dúvidas no pós-venda. 

Segundo dados da Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm), o e-commerce deve movimentar mais de R$ 205 bilhões em 2025, impulsionado por campanhas sazonais. Mas o potencial de crescimento depende diretamente da capacidade de oferecer experiências consistentes. “A corrida por vendas é intensa, mas as marcas que entendem o comportamento do cliente e usam IA de forma estratégica estão um passo à frente. Elas transformam atendimento em retenção”, finaliza Marcelo.

Como planejar a Black Friday sem comprometer a saúde financeira de seu negócio

A Black Friday é uma das datas mais esperadas do varejo e do e-commerce, mas também pode representar riscos para o caixa das empresas se não houver um planejamento financeiro adequado. 

De olho nesse cenário, a Agilize, primeira contabilidade online do Brasil, reforça a importância de uma preparação estratégica para equilibrar boas vendas e sustentabilidade financeira.

Segundo a empresa, muitos empreendedores cometem o erro de focar apenas em aumentar o volume de vendas, sem calcular corretamente margens de lucro, custos operacionais e fluxo de caixa pós-campanha. O resultado pode ser um alto faturamento momentâneo, mas sem rentabilidade real.

“O segredo da Black Friday está em vender bem sem comprometer a saúde financeira do negócio. É fundamental precificar corretamente, entender o impacto de descontos no lucro e planejar o caixa para o período pós-evento, quando ainda há contas a pagar e recebimentos parcelados”, explica Luana Bispo, contadora e head contábil na Agilize da Agilize.

Confira abaixo cinco recomendações práticas para ajudar empreendedores e gestores a aproveitar a data de forma sustentável:

  1. Faça um diagnóstico financeiro antes da campanhaAntes de definir descontos, é essencial saber quanto cada produto ou serviço realmente custa, incluindo impostos, taxas e despesas operacionais. Essa análise mostra até onde é possível reduzir o preço sem gerar prejuízo.
  2. Planeje o fluxo de caixa para o pós-Black FridayDescontos e parcelamentos afetam o capital de giro. Por isso, o empreendedor deve projetar entradas e saídas futuras, garantindo que o caixa suporte despesas fixas e reposição de estoque após o evento.
  3. Ofereça descontos estratégicos, não generalizados
    Em vez de aplicar cortes amplos, priorize itens com maior margem de lucro ou baixo giro de estoque. Assim, é possível aumentar o ticket médio e melhorar a rentabilidade.
  4. Monitore resultados em tempo realAcompanhar o desempenho das vendas, custos e margens durante a campanha ajuda a ajustar rapidamente a estratégia, evitando erros que possam comprometer o lucro.
  5. Integre a contabilidade à gestão financeiraUnir informações contábeis e de fluxo de caixa em um mesmo ambiente permite decisões mais precisas e baseadas em dados reais, algo essencial em períodos de alta movimentação.

Mais de 27% das buscas no Google já não geram cliques externos, aponta levantamento

A forma como as pessoas consomem informação na internet passa por uma transformação silenciosa. Se antes o clique era o ponto de partida para qualquer jornada digital, hoje ele deixou de ser uma garantia. Cada vez mais, os usuários encontram respostas diretamente na página de resultados do Google, seja por meio de painéis de conhecimento, trechos em destaque ou respostas geradas por inteligência artificial. O comportamento reflete um novo estágio da experiência de busca: mais imediata, mais centralizada e menos dependente de sites externos.

Um levantamento feito pela Kipiai, com base em dados do Search Engine Land, mostra a dimensão dessa mudança. No primeiro trimestre de 2025, apenas 40,3% das pesquisas realizadas nos Estados Unidos resultaram em cliques orgânicos, ante 44,2% no mesmo período do ano anterior. No Reino Unido e na Europa, o movimento é semelhante, com queda de 47,1% para 43,5%. Ao mesmo tempo, as chamadas zero-click searches,buscas que não geram visitas a outros sites, avançaram de 24,4% para 27,2% nos EUA e de 23,6% para 26,1% na Europa.

O resultado é um cenário em que o Google se consolida como ponto final da busca, e não apenas seu intermediário. “O Google evoluiu de um mecanismo de descoberta para uma plataforma de resposta. O usuário quer resolver sua dúvida ali mesmo, sem precisar abrir outras abas”, explica Bruno Cunha Lima, fundador da Kipiai. “Essa mudança impacta diretamente a forma como marcas, veículos e criadores planejam sua presença digital. Estar no topo já não é sinônimo de ser visto, é preciso aparecer dentro do próprio ambiente de busca.”

Outro dado que reforça a concentração é o aumento das pesquisas que terminam em propriedades do próprio Google, como YouTube e Maps. Em março de 2025, elas representaram 14,3% das buscas, frente a 12,1% no mesmo mês do ano anterior. A tendência amplia a competição pela atenção do usuário e exige uma estratégia de visibilidade mais sofisticada, especialmente para marcas que dependem fortemente de tráfego orgânico para gerar negócios.

Para Cunha, o fenômeno não representa uma crise do SEO, mas uma mudança de paradigma. “As pessoas continuam pesquisando, na verdade, pesquisam até mais. O que muda é o destino dessa atenção. O clique já não é a única métrica de sucesso: visibilidade, autoridade e contexto passam a ter tanto peso quanto o tráfego em si”, analisa.

Essa transição obriga o mercado a olhar para o SEO de forma mais integrada. Não se trata apenas de otimizar páginas, mas de construir uma presença distribuída entre diferentes formatos e canais, aproveitando os novos espaços oferecidos pela própria SERP. “O algoritmo está premiando quem entrega valor imediato, seja em texto, vídeo ou resposta direta. Isso exige que as marcas dominem não só o conteúdo, mas a intenção de busca do usuário”, complementa o especialista.

A consolidação das zero-click searches reflete uma tendência maior de centralização da experiência digital. O usuário busca conveniência; o Google, retenção. Entre os dois, marcas e publishers precisam encontrar novos caminhos para manter relevância e audiência em um ambiente onde a atenção é o ativo mais escasso.

“Hoje, não basta disputar o clique. É preciso disputar a lembrança. As empresas que conseguirem se posicionar como fonte confiável dentro da própria busca terão vantagem competitiva, mesmo sem o clique acontecer”, conclui Cunha.

Agrofriday da Orbia amplia vantagens para o produtor rural aproveitar a melhor época de descontos do ano

A Black Friday já se consolidou como uma das datas mais esperadas do comércio mundial e o agronegócio começa a sentir seus reflexos. Segundo a Pesquisa de Intenção de Compra – Black Friday 2025, realizada por Tray, Bling, Octadesk e Vindi, 70% dos consumidores já se planejam financeiramente para a data. O levantamento mostra ainda que 32% dos entrevistados deixam para decidir na última hora, o que reforça a importância de campanhas com ofertas relâmpago e ações ao longo de todo o mês.

Para se ter uma ideia do potencial desse período, em 2024, o e-commerce brasileiro faturou mais de R$ 4,5 bilhões durante a Black Friday, impulsionando diferentes setores, inclusive o agro. Nesse cenário, a Orbia, a maior plataforma digital integrada do agronegócio na América Latina, promove mais uma edição da Agrofriday. A ação acontece entre 3 e 30 de novembro, para que produtores e produtoras rurais também possam aproveitar as melhores condições e vantagens do período.

Com o mote “Agora é a hora: descontos de verdade”, a campanha convida o agricultor a usar seus pontos acumulados no Orbia Clube para garantir ofertas reais e oportunidades de economia em produtos e serviços essenciais para o dia a dia ou para o campo. A ação inclui descontos de até 80%, frete grátis, cupons especiais, tornando o mês de novembro uma janela estratégica para o planejamento e otimização de custos na fazenda.

Entre as novidades deste ano está a “Hora da Oferta”, uma dinâmica que traz um produto com desconto durante uma hora ao longo do dia. O horário e o produto serão anunciados nos canais oficiais da marca. Além disso, durante a AgroWeek (17 a 21 de novembro), o ritmo das promoções se intensifica com três ofertas por dia, e o Dia D, em 19 de novembro, traz descontos de hora em hora, nos produtos mais desejados da plataforma.

Mais do que descontos, a Agrofriday também reforça a conveniência da experiência digital completa oferecida pela Orbia. Durante o evento, o produtor também pode comprar e pagar insumos de forma 100% online, com segurança e agilidade. A plataforma reúne ofertas de sementes, defensivos e fertilizantes, além de permitir prazo de pagamento estendido em até 360 dias por meio do Orbia Pag, solução financeira integrada que simplifica o processo de compra. Através de parceiros financeiros, o recurso possibilita que o agricultor tenha um limite pré-aprovado de até R$ 500 mil, sob necessidade de validação, ampliando o acesso ao crédito e facilitando o investimento em insumos agrícolas.

“A Agrofriday é uma oportunidade para que o produtor rural planeje suas compras com antecedência, aproveitando descontos reais e condições que fazem diferença no custo de produção. Além das ofertas atrativas, ele pode realizar todo o processo de forma 100% digital, desde a cotação até o pagamento, com prazos estendidos e acesso facilitado ao crédito. Nosso objetivo é justamente simplificar toda essa jornada, oferecendo mais autonomia, economia e eficiência para quem está no campo”, afirma Ivan Moreno, CEO da Orbia.

Mais do que uma ação promocional, a Agrofriday representa uma forma de valorizar o produtor rural, oferecendo meios concretos de reduzir custos, planejar investimentos e aproveitar melhor os benefícios conquistados ao longo do ano. Ao unir conveniência digital, acesso a crédito e oportunidades de economia, a Orbia reforça seu compromisso em aproximar o campo das grandes tendências de consumo, mostrando que o agro também tem muito a ganhar quando o assunto é aproveitar a hora certa.

Marketing precisa sair do piloto automático e voltar a liderar a estratégia de negócios

O novo Panorama de Marketing e Vendas 2025, da RD Station, trouxe um dado que deve servir de alerta para qualquer líder de negócios: 71% das empresas não alcançaram suas metas de marketing no último ano, um número expressivo o bastante para tirar o marketing do piloto automático e recolocar a estratégia no centro da discussão. Por trás dessa estatística está um problema estrutural que vai além da adoção de ferramentas ou da disponibilidade de tecnologia.

O que falta, em grande parte das organizações, é uma estratégia integrada capaz de transformar ações de marketing em resultados concretos de negócio. O mesmo relatório mostra que 33% das empresas ainda operam sem metas claras, ao passo que 34% definem “gerar demanda para vendas” como prioridade número um. O contraste entre intenção e prática revela uma desconexão preocupante, em que companhias que desejam crescer, não possuem um plano estruturado para chegar lá.

Essa realidade evidencia a urgência de reposicionar o papel do marketing dentro das empresas. Ele não pode mais ser visto como um setor de apoio, limitado à criação de campanhas ou à gestão de canais, mas sim como uma força estratégica diretamente responsável pela geração de oportunidades e previsibilidade comercial. O marketing precisa participar da definição de metas, da construção de processos e da integração com a operação de vendas, garantindo que cada ação contribua efetivamente para o crescimento.

O avanço da inteligência artificial é outro ponto que reforça essa necessidade de alinhamento, já que, segundo o estudo, sete em cada dez profissionais de marketing já utilizam IA em alguma etapa da operação, o que representa um salto importante em termos de produtividade e eficiência. No entanto, sem uma base estratégica sólida, nenhuma tecnologia é capaz de gerar impacto real. A IA, quando aplicada sem objetivos claros, sem integração entre áreas e sem um plano de negócio bem definido, tende a se transformar apenas em mais um investimento descolado dos resultados.

Em muitos casos, o descompasso entre marketing e vendas permanece como o principal gargalo nas organizações, pois o marketing gera leads que não chegam qualificados à equipe comercial, enquanto o time de vendas não tem acesso a dados de comportamento e intenção desses potenciais clientes. Essa falta de conexão gera retrabalho, desperdício de recursos e perda de oportunidades, criando um ciclo de ineficiência que compromete o desempenho de toda a operação.

Reverter esse cenário exige repensar a jornada completa de geração de negócios, unindo estratégia, dados e execução sob um mesmo propósito. O marketing precisa ser tratado como parte essencial da engrenagem comercial, e não como uma área isolada. Isso significa planejar de forma integrada, estabelecer metas conjuntas, trabalhar com dados compartilhados, alavancar automação e tecnologia de forma estratégica e, principalmente, analisar continuamente a jornada do cliente, da atração até o fechamento da venda.

Mais do que uma mudança de processo, trata-se de uma mudança de mentalidade. É reconhecer que o crescimento sustentável depende de um marketing estratégico conectado a vendas, com visão de negócio e capacidade de gerar resultados consistentes. Nenhuma venda relevante acontece por acaso; ela é consequência direta de um trabalho coordenado entre comunicação, estratégia e execução.

O estudo da RD Station reforça o que o mercado já vem percebendo: as empresas estão diante de um ponto de virada. As que seguirem operando sem clareza, integração e visão estratégica dificilmente conseguirão competir em um ambiente cada vez mais orientado a dados, tecnologia e resultado. Por outro lado, aquelas que compreenderem que marketing e vendas são partes complementares da mesma equação, e que só juntos constroem previsibilidade, eficiência e crescimento sustentável, estarão mais bem posicionadas para conquistar o desempenho consistente que o mercado exige.

*Especialista no desenvolvimento de projetos que integram marketing e inovação estratégica para transformar marcas em negócios altamente competitivos, Rico Araujo é CEO da PX/Brasil, agência especializada em marketing estratégico, posicionamento competitivo e geração de negócios, e é Conselheiro de Inovação.

Transformar feedback em diálogo impulsiona crescimento e confiança no ambiente corporativo

No ambiente corporativo, o tema feedback ocupa um espaço curioso, sendo amplamente debatido, mas raramente compreendido em sua totalidade; para alguns, é uma técnica, para outros, uma ferramenta, há quem o veja como uma habilidade e há também quem o considere uma ficção organizacional. Essa pluralidade de percepções mostra que esse retorno, embora essencial, ainda é um território de ambiguidades, e compreender seus desafios e potenciais é o primeiro passo para ressignificá-lo como um verdadeiro instrumento de desenvolvimento humano e organizacional.

Mais do que uma prática pontual, é uma construção cultural que se manifesta não apenas em conversas agendadas, mas na forma como líderes e equipes se relacionam no cotidiano. Quando há confiança, clareza e escuta ativa, essa troca se torna natural, quase invisível, mas profundamente eficaz. Quando há medo, ruído ou hierarquia excessiva, ele se transforma em ritual mecânico, incapaz de gerar aprendizado genuíno. Assim, antes de buscar técnicas, é necessário compreender o ambiente que o sustenta, porque esse retorno entre pessoas é reflexo direto da cultura.
 
Segundo o relatório “Performance Feedback Culture Drives Business Impact”, do i4cp, conduzido com 234 organizações, incluindo 57 empresas americanas de capital aberto, identificou que aquelas no terço superior em “cultura de feedback” dobraram suas margens de lucro líquido, retorno sobre ativos (ROA), retorno sobre investimento (ROI) e retorno sobre patrimônio (ROE), em comparação com aquelas no terço inferior. Embora os dados revelem um potencial impacto positivo, é importante interpretá-los com cautela. Esses números derivam de contextos culturais e setoriais específicos e não significam que toda organização colherá os mesmos frutos apenas por implementar processos formais desse tipo de avaliação interna.

Essa ressalva é essencial porque o valor dessa devolutiva não está na forma, mas na intenção. A prática torna-se potente quando parte de uma escuta empática, orientada para o crescimento, e não do julgamento. Quando é usado como ferramenta de controle ou correção, ele perde força e gera resistência. Quando é oferecido como convite à reflexão e à melhoria mútua, transforma relações e amplia a consciência coletiva. Nesse sentido, o desafio não é apenas falar, mas criar espaço para o diálogo que gera sentido.

Dar e receber feedback exige maturidade emocional, já que as pessoas reagem não apenas ao conteúdo do que ouvem, mas ao tom, ao contexto e ao vínculo com quem fala. É por isso que essa prática não se sustenta sem confiança, e confiança se constrói com coerência, presença e transparência. A liderança queo ferece conversas de desenvolvimento consistente é a mesma que acolhe vulnerabilidade, reconhece limites e compartilha aprendizados, e essa coerência é o que transforma o feedback em um gesto de cuidado e não de correção.

No entanto, mesmo com boas intenções, o processo pode falhar se não houver preparo, pois o excesso de imediatismo nas organizações muitas vezes leva a conversas superficiais, entregues sem contexto ou sem propósito claro. Nesses casos, o impacto é o oposto do desejado: em vez de promover engajamento, gera defensividade e desgaste. Estruturar momentos desse tipo de troca requer método, mas também sensibilidade. Exige considerar o momento certo, o formato adequado e, principalmente, o significado que aquela devolutiva terá para quem a recebe.

Ao mesmo tempo, é preciso entender que o feedback é uma via de mão dupla. As lideranças têm papel importante, mas as equipes também precisam desenvolver autonomia para solicitá-lo, refletir sobre ele e transformá-lo em ação. Uma cultura de aprendizado contínuo madura é aquela em que todos se veem como aprendizes permanentes, onde o erro é entendido como oportunidade de evolução e o diálogo se torna motor de crescimento coletivo.

Portanto, o feedback vai além da performance e se estabelece não como uma mera ferramenta de mensuração, mas como um instrumento de relação, pois depende da coragem para expressar, da humildade para ouvir e da sabedoria para transformar o aprendizado em melhoria contínua. Seu verdadeiro potencial se revela na capacidade de humanizar as organizações, aproximar pessoas, tornar o trabalho mais significativo e construir culturas onde o desenvolvimento é, de fato, um valor vivido no dia a dia.

*Joyce Romanelli é cofundadora e sócia-diretora da Fluxus, palestrante, educadora corporativa e professora universitária. Com mais de 20 anos de experiência em gestão e liderança, já atuou em cargos executivos na área da saúde e transita pela docência em cursos de pós-graduação e na educação corporativa. Na Fluxus, lidera programas que desenvolvem liderança feminina e promovem transformação organizacional, criando caminhos para que mais mulheres acessem e ressignifiquem os espaços de poder.

Como a Black Friday potencializa o crescimento nos negócios?

A Black Friday é considerada uma das datas mais importantes para o varejo, sendo uma oportunidade estratégica para atrair novos consumidores, fortalecer a fidelização de clientes e impulsionar o faturamento. No último ano a data registrou um recorde de vendas online no Brasil, alcançando R$ 4,27 bilhões, de acordo com a Neotrust Confi.

Segundo Vinicius Barreto, vice-presidente da vertical de Scale Up do Ecossistema 300 Franchising, adotar ações promocionais coordenadas é fundamental para maximizar os resultados e gerar impacto em escala. “A Black Friday continua sendo um grande potencial de crescimento para os negócios, desde que seja utilizada de forma estratégica. Atualmente, o consumidor está mais informado, atento e exigente. Pequenas vantagens ou descontos pouco expressivos já não são suficientes para convencer o público. Portanto, é necessário oferecer propostas reais de valor e preparar ações bem estruturadas. Com planejamento é possível transformar datas sazonais em expansão, empresas que se preparam bem conseguem não só vender mais, mas crescer de forma estruturada”, comenta o especialista.

Barreto ressalta que as lojas que concentram as operações no meio digital devem ter atenção redobrada. “É necessário um planejamento minucioso, principalmente devido ao aumento da concorrência e dos custos de mídia. Grandes varejos intensificam as ações ao longo de todo o mês de novembro,  termos como “Black Friday” tornam-se extremamente disputados nas plataformas de anúncios, elevando o investimento necessário para alcançar visibilidade”. 

Para manter a consistência da marca durante o período promocional, o profissional destacou três pontos de atenção. São eles:

Uniformidade – É crucial que a rede mantenha a semelhança nas promoções, preços e comunicação visual. O franqueador deve fornecer diretrizes claras sobre os descontos que serão oferecidos, os produtos em promoção e a forma como essas campanhas serão divulgadas. Isso evita que cada unidade faça ajustes individuais que possam causar distorções na marca ou gerar conflitos. 

Comunicação – Assegurar que seja aplicada de forma eficaz e padronizada entre todas as unidades é fundamental para manter a uniformidade e evitar conflitos que possam prejudicar o relacionamento interno e a reputação da rede

Treinamento – As franquias devem implementar treinamentos específicos antes da Black Friday, preparando franqueados e colaboradores para lidar com o aumento do fluxo de clientes e situações de alta demanda. Esses treinamentos podem incluir simulações de vendas sob pressão, técnicas de atendimento ao cliente para períodos de grande movimentação, além de orientações sobre como gerenciar estoques e resolver rapidamente problemas logísticos. Com isso, garantir que os consumidores tenham uma experiência satisfatória, independentemente do volume de vendas. 

A Black Friday representa uma oportunidade para as redes crescerem e se consolidarem no mercado, desde que haja preparo e alinhamento entre franqueadora e franqueados. “Mais do que participar da data, é essencial atuar com inteligência, compreender o comportamento do consumidor, investir em diferenciação e planejar cada etapa da jornada de compra”, finaliza. 

Pesquisa da RCELL indica que Black Friday 2025 terá consumidor mais criterioso e que varejistas projetam alta em vendas e faturamento

Às vésperas da Black Friday, a RCELL uma das maiores distribuidoras de tecnologia do Brasil, realizou pelo segundo ano consecutivo uma pesquisa proprietária com grandes varejistas sobre a data de promoções. O levantamento aconteceu no ENTER 2025, entre 16 e 19 de setembro, no Japy Golf Resort Hotel. O evento reuniu mais de 200 participantes, entre clientes, indústria e a RCELL, em uma imersão estratégica para projetar o futuro do comércio inteligente para o próximo quarter. Com palestras, estandes e rodadas de negócios, consolidou-se como um hub de inovação e conexões de alto impacto

O perfil dos respondentes confirma a representatividade do levantamento, pois 36% são compradores, 32% gestores de compras/categoria e 16% proprietários. Em relação ao porte, 64% representam empresas de médio porte (varejistas regionais e nacionais) e 32% de grande porte, atuando em segmentos como eletrônicos, informática, eletrodomésticos e móveis. A abrangência nacional também se destaca, com maior participação das regiões Sudeste e Nordeste. 

O objetivo da iniciativa é compreender de forma ampla como essas empresas estão se preparando para a data, além de identificar desafios, oportunidades e tendências que impactam diretamente o desempenho comercial. 

Os participantes, relataram que na Black Friday do ano passado, o ticket médio concentrou-se entre R$ 501 e R$ 1.500 (56%), seguido por R$ 1.501 a R$ 2.500 (36%). Para este ano, o otimismo prevalece, com 36% projetando alta superior a 15%. 

Sobre faturamento, 64% das empresas estimam superar R$ 10 milhões. As categorias mais promissoras são dos eletrodomésticos (36%)smartphones (28%) e eletroeletrônicos (24%). Já a influência do cenário econômico divide opiniões, sendo que 28% acreditam em neutralidade24% preveem impacto negativo16% positivo e 32% consideram a situação ainda incerta. Mesmo diante deste quadro dividido, a expectativa geral é de expansão. 

Os resultados mostram que o varejo está mais estratégico na preparação para a data, pois 48% iniciaram o planejamento dois meses antes e 36% com quatro meses de antecedência. A definição dos produtos em promoção é guiada, sobretudo, pela demanda do consumidor (28%), pelo planejamento estratégico próprio (24%) e planejamento estratégico do distribuidor (20%). Em relação às ofertas, a maioria (72%) pretende aplicar descontos entre 11% e 30%. Na divulgação, os canais digitais lideram: Instagram (88%)websites próprios (80%) e Facebook (68%) aparecem como principais meios de comunicação com o consumidor. Já o Tik Tok Shop, embora iniciado em maio de 2025, apenas 52% pretendem utilizá-lo. 

O estudo mostra que, mesmo diante de um cenário econômico desafiador, o varejo segue confiante e mais estratégico na preparação para a Black Friday. O consumidor está cada vez mais criterioso, exige preços competitivos e buscam prazos menores, além de valorizar benefícios adicionais como frete grátis e promoções relâmpago. Esse conjunto de fatores reforça a importância de um planejamento comercial sólido e de ações de marketing assertivas para conquistar relevância nessa data”, avalia Alexandre Della Volpe, Diretor de Marketing da RCELL. 

Do ponto de vista do perfil do consumidor, a pesquisa revela que a maioria dos clientes na Black Friday está na faixa de 35 a 50 anos (56%), seguida por 25 a 34 anos (36%), com equilíbrio de gênero em mais da metade dos casos (56%). O levantamento revela que a experiência presencial ainda é a preferida dos consumidores, mas os canais digitais já representam uma fatia de 28%, com destaque para sites próprios e marketplaces. O WhatsApp se consolida como ferramenta de apoio, enquanto as redes sociais aparecem mais como canais de influência do que de compra direta.  

O comportamento esperado para 2025 reforça um consumidor cada vez mais criterioso e exigente. 84% dos varejistas acreditam em maior busca por descontos agressivos60% apontam comparação intensa de preços e 48% projetam foco em produtos de maior valor agregado. O parcelamento segue como diferencial, com 56% das compras realizadas em 7 a 10 parcelas

Sobre a experiencia dos clientes, mais de um terço dos respondentes (36%) já mede satisfação por meio de NPS, enquanto 32% utilizam SAC e redes sociais, e outros 32% ainda não adotam ferramentas formais. O feedback, no entanto, é valorizado: 72% dizem utilizá-lo sempre para melhorias. Entre as prioridades, destacam-se comunicação de ofertas (24%), variedade de produtos (24%), agilidade na entrega (20%).  

O relacionamento com clientes após a Black Friday é mantido principalmente por WhatsApp (72%)e-mail marketing (68%) e CRM (52%), com ações que se estendem até o Natal em 40% dos casos. Para os próximos anos, os varejistas apontam como tendências mais impactantes o crescimento das vendas via redes sociais (64%), a integração entre loja física e online (56%) e a expansão dos marketplaces (48%)

Na percepção dos varejistas, os consumidores priorizam descontos relâmpago (60%), seguidos por combos de produtos com preço especial (16%) e frete grátis (16%) como diferenciais decisivos. 

Por fim, as mudanças de comportamento dos consumidores também chamam atenção, com 68% já percebem maior exigência por prazos de entrega menores e 40% observam um consumo mais racional, baseado em comparação intensa de preços. Isso reforça a necessidade de estratégias cada vez mais ágeis, digitais e orientadas por dados para atender a um público cada vez mais exigente. 

“A Black Friday segue como uma das maiores oportunidades de vendas do ano, mas também como um grande teste de maturidade para o varejo. Na RCELL, acreditamos que entender essas tendências é fundamental para apoiar nossos parceiros e garantir que estejam preparados para crescer de forma sustentável nesse cenário cada vez mais competitivo”, conclui. 

Imóveis que se pagam sozinhos: Brasileiros estão usando o Airbnb para financiar dívida

Enquanto muitos brasileiros ainda enxergam o financiamento bancário como única alternativa para adquirir um imóvel, cresce silenciosamente um modelo que pode mudar essa lógica. Chamado de “auto quitação”, esse sistema permite que o próprio imóvel gere a renda necessária para pagar suas parcelas, muitas vezes sem que o investidor precise desembolsar mensalmente do próprio bolso. A estratégia tem ganhado força especialmente entre brasileiros que vivem no exterior e desejam manter ou ampliar seu patrimônio no país. Ao unir a compra de imóveis via consórcio com a locação por temporada em plataformas como o Airbnb, o modelo oferece uma combinação atraente: previsibilidade, rentabilidade e redução de risco. É exatamente esse o foco da atuação da Referência Capital, empresa que já soma quase R$ 900 milhões em consórcios imobiliários negociados e clientes em 32 países.

Com rentabilidades que chegam a 1,4% ao mês, a proposta tem se mostrado eficiente para investidores que buscam ativos com geração de caixa e potencial de valorização. Ao contrário do financiamento tradicional, que exige entrada alta, juros elevados e longos compromissos com bancos, o modelo de auto quitação é baseado em cotas de consórcio imobiliário, alternativa sem juros, com parcelas mais acessíveis e flexibilidade na escolha do imóvel. “A lógica aqui é simples: você adquire o bem por meio de um consórcio, recebe a carta de crédito, compra um imóvel já formatado para locação por temporada e utiliza a renda dessa locação para pagar as parcelas restantes. Em alguns casos, o investidor ainda obtém lucro desde o primeiro mês”, explica Pedro Ros, CEO da Referência Capital.

O modelo tem sido especialmente atrativo para expatriados. Com o fortalecimento do dólar e do euro frente ao real, brasileiros que vivem fora do país conseguem adquirir imóveis no Brasil com maior poder de compra. Além disso, ao optarem por unidades em regiões com alta demanda turística ou corporativa, os investidores aproveitam a liquidez do mercado de locação de curta duração para transformar patrimônio em renda. A Referência Capital atua como uma consultoria completa nesse processo: seleciona os imóveis mais promissores, administra a aquisição da carta de crédito, cuida da compra e até da inserção da unidade em plataformas como Airbnb, Housi e Charlie, garantindo ocupação recorrente e gestão profissional.

Segundo Ros, mais do que uma oportunidade pontual, a estratégia representa uma nova forma de pensar o investimento imobiliário. “Ao transformar o imóvel em um ativo de renda previsível, a auto quitação permite ao investidor construir patrimônio com inteligência, reduzindo a exposição ao risco e aumentando sua capacidade de planejamento financeiro”, reforça. Entre os diferenciais da empresa estão também o Referência Bank, braço financeiro especializado em câmbio internacional, que facilita a entrada de recursos no Brasil com taxas muito abaixo do mercado, apenas 0,38% para a conversão de moeda estrangeira para reais, contra até 2,5% praticados por grandes plataformas.

A expectativa da Referência Capital é ultrapassar a marca de R$ 1 bilhão em consórcios negociados até o fim de 2025, ampliando a oferta de imóveis voltados ao modelo de auto quitação e consolidando sua atuação em cidades com grande potencial de valorização. A abertura da filial em Nova York reforça a presença internacional da empresa, que mira um público cada vez mais interessado em combinar rentabilidade e segurança, seja para diversificar seus investimentos, preparar uma aposentadoria no Brasil ou simplesmente transformar um imóvel em uma fonte de renda que se paga sozinha.

73,4% dos consumidores do Sul pretendem gastar acima de R$ 500 na Black Friday, mostra pesquisa da LWSA

A Pesquisa de Intenção de Compra – Black Friday 2025, realizada por Tray, Bling, Octadesk e Vindi, unidades da LWSA, mostra que 65,2% dos consumidores do Sul já se planejam financeiramente e 73,4% pretendem gastar acima de R$ 500 na Black Friday. Um universo de 34,8% dos clientes de Estados como Rio Grande do Sul, Paraná e Santa Catarina, deixam a decisão de compra para última hora.

No Sul, 47,5% pretendem aproveitar as ofertas para adquirir eletrônicos, como smartphones, games, smartwatch, 37,3% para eletrodomésticos, como geladeiras, airfryers e micro-ondas e  32,3% pretendem gastar com roupas.

“Na Black, o consumidor encontra o momento perfeito para unir necessidade e desejo: trocar o essencial, como uma geladeira e para o lojista online é a grande chance de transformar compras em experiências e fidelizar clientes”, diz Thiago Mazeto, diretor da Tray. 

Frete decide compra

Na região Sul, um total 52,5% afirmaram desistir da compra diante de taxas de frete elevadas, mesmo quando há boas promoções, e 55,1% preferem esperar mais para garantir frete grátis. A jornada de consumo é cada vez mais digital e mobile. O celular é usado por 72,8% dos consumidores da região nas compras online. “O consumidor decide a compra pelo celular e espera ser atendido no canal de sua escolha. Essa realidade evidencia que atendimento adequado às preferências do cliente é requisito básico para conquistar e reter clientes na Black Friday”, finaliza Mazeto.

Reta final para lojistas se prepararem

Os meses que antecedem o período de venda são cruciais para lojistas e empreendedores se prepararem para atender a alta demanda de vendas. De acordo com Marcelo Navarini, diretor do Bling, PMEs devem prever demanda de produtos, preparar estoques, estabelecer estratégia de precificação para que os descontos não comprometam a margem.  

“A Black Friday se tornou o maior mês de vendas e quem se antecede com planejamento e trabalha bem esse momento consegue converter em vendas e transformar clientes ocasionais em compradores recorrentes”, afirma Navarini. 

Pix cresce entre as formas de pagamento

Entre as formas preferidas de pagamento, o cartão de crédito lidera na região com 59,5% dos consumidores, mas o Pix avança e 26,6% afirmam que irão utilizá-lo durante a Black Friday deste ano. “O Pix já se consolidou como um dos principais meios de pagamento do brasileiro e vem assumindo um protagonismo crescente na Black Friday. A cada ano ele se aproxima mais do cartão de crédito, especialmente pela praticidade e pelo custo reduzido para lojistas e clientes”, ressalta  Monisi Costa, diretora de Pay e Banking do Vindi. 

O estudo entrevistou 1018 consumidores, com idade acima de 16 anos de todo o Brasil e de todas as classes sociais, entre 6 e 27 de agosto de 2025. A margem de erro da pesquisa é de 3,1 pontos percentuais.