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Mercado Livre impulsiona R$ 381 bilhões em negócios de empreendedores e PMEs

O Mercado Livre apresenta os resultados do Relatório de Impacto “O melhor do Brasil”, estudo realizado em parceria com a Euromonitor International, que avalia o impacto social e econômico gerado por empreendedores e pequenas e médias empresas (PMEs) por meio de seu ecossistema, confirmando a força transformadora da economia digital no país.

Com dados consolidados de 2024, o relatório revela que 5,8 milhões de negócios utilizaram o ecossistema da companhia no país, movimentando R$381 bilhões, valor equivalente a 3,2% do PIB brasileiro. Para 59% das PMEs que operam no marketplace, as vendas geradas no Mercado Livre representam sua principal fonte de receita. Foram mais de R$ 90 bilhões em vendas geradas pelas PMEs por meio do Mercado Livre no ano passado. 

E este impacto vai além do volume de vendas: mais de 111 mil postos de trabalho surgiram diretamente por PMEs que vendem no marketplace. Considerando também os empregos diretos do Mercado Livre e os indiretos vinculados à logística, foram gerados, em média, 20 novos postos de trabalho por hora. 

A força do ecossistema também está na integração das diferentes cadeias de negócios. Além do marketplace e da logística própria, o Mercado Pago vem se consolidando como motor de crescimento para pequenas empresas: 60,5% das PMEs que adotaram o banco digital em 2024 relataram aumento nas vendas. Hoje, 3 em cada 5 PMEs da plataforma usam o Mercado Pago como seu principal meio de pagamento. 

“O relatório evidencia como o Mercado Livre vem cumprindo sua missão de democratizar o acesso ao comércio e aos serviços financeiros, encurtar distâncias e ampliar oportunidades. Mais do que números, os dados refletem histórias reais de transformação vividas por milhões de brasileiros que empreendem e crescem junto com a plataforma. Esse Brasil empreendedor está no coração do nosso ecossistema, gerando desenvolvimento e crescimento. Afinal, o que nos move é isso: entregar todos os dias o melhor do Brasil, dentro e fora da nossa plataforma”, afirmou Fernando Yunes, vice-presidente sênior e líder do Mercado Livre no Brasil

A pesquisa do Relatório de Impacto “O Melhor do Brasil” foi elaborada com base em mais de 7.700 entrevistas com PMEs e empreendedores ativos no Mercado Livre e no Mercado Pago, além de considerar a análise de dados internos da companhia e entrevistas qualitativas com agentes da cadeia logística, como operadores de última milha e de centros de distribuição da companhia. O documento completo está disponível neste link

*Tomando como referência o dado do PIB do Brasil em 2024 segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) considerando as vendas brutas no marketplace, a massa salarial mobilizada pelos envios decorrentes das vendas e as vendas brutas processadas via Mercado Pago.

Metodologia 

O Relatório de Impacto “O Melhor do Brasil” tem como objetivo aprofundar o entendimento do impacto social e econômico do ecossistema do Mercado Livre, com foco no papel dinamizador que exerce sobre as Micro, Pequenas e Médias Empresas (MPMEs) e empreendedores na Argentina, Brasil e México. Para desenvolver o relatório, a Euromonitor International, em colaboração com o Mercado Livre, adotou uma metodologia mista que integra múltiplas fontes: mais de 7.700 pesquisas com PMEs e empreendedores que utilizam o marketplace e as soluções de pagamento do Mercado Pago; análise de dados internos do Mercado Livre sobre vendas, atividade fintech e geração de empregos; entrevistas qualitativas com atores-chave da cadeia logística (operadores de última milha, centros de distribuição e transportadores); além de pesquisa secundária com fontes externas para mensurar os efeitos micro e macroeconômicos.

AI Mode do Google muda regras de SEO e desafia estratégias de marcas

Com a chegada do AI Mode, que leva a inteligência artificial generativa para dentro da busca do Google, o SEO segue em movimento e constante modificação. O recurso deve mudar não só a forma como consumidores acessam informações, mas também como empresas precisam se posicionar para não perder espaço nos buscadores. Para a liveSEO, maior agência de SEO da América Latina, o novo cenário traz riscos e oportunidades que exigem rápida adaptação. 

Pesquisas recentes já mostram os impactos dessa transição: segundo a Ahrefs, buscas em que o Google exibe respostas resumidas por IA registram queda média de 34,5% nos cliques orgânicos nos sites listados. Ao mesmo tempo, levantamento global da Ipsos com o Google indica que 54% dos brasileiros usaram IA generativa em 2024, acima da média mundial de 48%. Ou seja, o comportamento de busca já mudou e tende a acelerar ainda mais.

“As empresas que não ajustarem sua estratégia podem perder espaço nos próximos meses. Não se trata de abandonar o SEO tradicional, mas de evoluí-lo para o que chamamos de GEO (Generative Engine Optimization), com conteúdos e estruturas preparados para serem compreendidos e citados tanto por buscadores quanto por inteligências artificiais”, explica Lorena Martins, Diretora de Marketing da liveSEO.

Desafio ou oportunidade?

A liveSEO aponta que a mudança não deve ser vista apenas como um desafio. A aparição de empresas como fontes confiáveis nos resumos gerados por IA pode reforçar a autoridade de marca e ampliar o reconhecimento. Para isso, é essencial revisar conteúdos, implementar dados estruturados e otimizar aspectos técnicos que favoreçam a rastreabilidade, áreas em que a liveSEO já atua com metodologia própria.

Casos práticos de empresas acompanhadas pela agência já mostram ganhos: ao adaptar páginas críticas para formatos compatíveis com mecanismos de IA, negócios em segmentos de e-commerce e serviços registraram não só manutenção de tráfego, mas aumento na taxa de conversão pela qualificação dos acessos.

“Assim como em outros momentos da evolução do SEO, quem se move primeiro colhe resultados desproporcionais. Estamos oferecendo às empresas diagnósticos práticos sobre sua exposição ao AI Mode e estratégias para garantir presença em um ambiente cada vez mais competitivo”, reforça Lorena.

Segundo estimativas de mercado, as plataformas de IA já direcionam mais de 1 bilhão de acessos mensais a sites. Para a liveSEO, o recado é claro: quem adaptar sua estratégia primeiro terá vantagem competitiva.

Pesquisa da Honeywell aponta que varejistas brasileiros investem em IA para melhorar a experiência do cliente

A Honeywell está divulgando os resultados de sua Pesquisa Global de Tecnologia para Varejistas, que mostrou que os principais lojistas deste setor no Brasil estão comprometidos em investir no uso da inteligência artificial (IA) em todo seu potencial para otimizar processos.

O estudo constatou que oito em cada dez (84%) dos varejistas brasileiros já utilizam IA, em linha com os 85% em todo o mundo. Por aqui, 51% dos varejistas planejam expandir o uso de IA em breve, 33% planejam manter o uso atual e 15% ainda não possuem IA, mas planejam testá-la.

Do atendimento ao cliente à entrega final, a pesquisa destacou como os varejistas no Brasil estão pensando sobre a adoção da IA:

  • Os varejistas brasileiros afirmaram que a experiência do cliente (44%), o marketing (43%) e o atendimento ao cliente (39%) foram as áreas que mais se beneficiaram da IA e da digitalização.
  • Os entrevistados no Brasil atribuíram mais valor à IA para a experiência do cliente do que em outras regiões (+6% em relação à média global).
  • Em contraste, menos varejistas brasileiros do que em outras regiões afirmaram que a IA tinha o potencial de otimizar as atividades de compras (18% no Brasil vs. 28% globalmente).

“Os lojistas do setor estão buscando a IA para alcançar e atender melhor seus clientes em um mercado competitivo e em constante mudança”, afirma José Fernandes, CEO da Honeywell para a América Latina. “A IA tem um enorme potencial para criar experiências de compra hiperpersonalizadas e tornar as operações mais eficientes, seja na loja ou em toda a cadeia de suprimentos do varejo brasileiro”, completa.

Outras tecnologias avançadas também estão impactando o cenário do varejo no Brasil, com 40% dos varejistas investindo em tecnologias de visão mecânica e de câmera (VC), 39% adotando realidade aumentada (RA) e 31% usando reconhecimento óptico de caracteres (OCR). A VC pode ajudar a mitigar o crescente desafio da perda de estoque no varejo, enquanto a RA pode ajudar compradores ou funcionários a visualizar um produto em um espaço. O OCR pode acelerar significativamente os fluxos de trabalho do varejo ao reabastecer o estoque nas gôndolas ou identificar preços com etiquetas incorretas por meio da leitura rápida de rótulos e outras informações do produto.

Embora os resultados da pesquisa mostrem um impulso geral contínuo para a IA, os varejistas no Brasil expressaram alguns desafios sobre sua adoção:

  • Os principais desafios previstos para a implementação futura da IA no país incluíram riscos de segurança (51%), conformidade regulatória (44%) e adaptação da força de trabalho (43%) — sugerindo que há uma oportunidade para os varejistas demonstrarem aos seus associados os benefícios que a IA pode trazer.
  • Embora a aceitação do cliente tenha sido citada como um potencial obstáculo para a adoção da IA por 40% dos varejistas globais, apenas 31% no Brasil disseram que seria um desafio para a implementação futura da IA no setor varejista.

A Pesquisa Global de Tecnologia do Varejista da Honeywell se concentrou em grandes varejistas nos EUA, Europa, América Latina, Índia e Oriente Médio e como eles estão utilizando tecnologias avançadas em suas operações, incluindo IA, automação, realidade aumentada, visão computacional e sensores. Os varejistas brasileiros participantes da pesquisa tiveram uma receita anual mínima de US$ 25 milhões.

Para saber mais sobre os resultados da pesquisa e como as tecnologias da Honeywell estão ajudando a moldar a nova era do varejo, visite https://automation.honeywell.com/us/en/industries/retail.

Metodologia

A Honeywell contratou a Wakefield Research para conduzir a Pesquisa Global de Tecnologia do Varejista da Honeywell em maio de 2025. Esta pesquisa abrangente entrevistou 450 executivos de grandes varejistas sobre o uso de IA e outras tecnologias por meio de um convite por e-mail e uma pesquisa online. Os seguintes mercados estão representados nos dados da pesquisa: Estados Unidos, Reino Unido, Alemanha, Brasil, Índia, Emirados Árabes Unidos e Reino da Arábia Saudita. O limite para “grande” varejista variou de acordo com o país, desde uma receita anual mínima de US$ 100 milhões nos EUA até uma receita anual mínima de US$ 5 milhões nos Emirados Árabes Unidos e Arábia Saudita.

GMZ.MOKE cresce 150% com RD Station e se torna referência como especialista em Sucesso de Marketing

A GMZ.MOKE, agência especializada em Sucesso de Marketing, registrou crescimento de 150% na operação no último ano, conquistou grandes contas e consolidou cases de destaque no mercado brasileiro. O desempenho é resultado direto da fusão entre as agências GMZ e MOKE e da parceria estratégica com a RD Station, unidade de negócios da TOTVS, que elevou a empresa à categoria parceira Diamond — o mais alto nível de relacionamento com a RD.

A união das duas agências, ambas com mais de uma década de atuação, nasceu da necessidade de oferecer soluções mais robustas, com foco em resultados tangíveis e mensuráveis. “Nossa pretensão sempre foi criar uma agência muito maior, muito mais robusta e muito mais preparada para poder levar a prosperidade para o ecossistema”, disse Rafael Costa, CEO da GMZ.MOKE.

Resultados impulsionados pela tecnologia

A parceria com a RD Station, iniciada há mais de sete anos, permitiu à GMZ.MOKE integrar tecnologia, inteligência artificial e metodologias avançadas para potencializar o retorno sobre investimento dos clientes. Entre os principais impactos estão o Crescimento de 150% na operação no último ano, Conquista de grandes contas e construção de cases de sucesso, Geração de Leads e Conversas otimizadas – integração do RD Station Marketing com o RD Station Conversas, acelerando interação e qualificação, e o uso de Inteligência Artificial para transformar vendas em conversas, com as ferramentas de IA da RD Station.

Com o reconhecimento como parceira Diamond e especialista em Sucesso de Marketing, a GMZ.MOKE planeja ampliar sua atuação e continuar investindo em inovação. “Estamos construindo cases que nos dão muito orgulho e que mostram que é possível unir criatividade, dados e tecnologia para gerar prosperidade real para os clientes”, reforça Cost

Prêmio Limitless

Esses resultados validam a visão da GMZ.MOKE de que “o marketing é uma ciência voltada para tecnologia, dados e informação” e posicionam a agência como um farol de sucesso no mercado. Por isso, é reconhecida com o mais alto nível de parceria com a RD Station: o Prêmio Limitless, que destaca as empresas parceiras que entregam em performance, inovação e crescimento. “Alcançar o nível Diamond chancela os nossos processos, a nossa forma de trabalho e a nossa metodologia”, enfatiza o CEO Rafael.

Para Luís Lourenço, Diretor de Novos Negócios da RD Station, parceiros como a GMZ.MOKE são essenciais para o dinamismo e evolução do segmento. “O ecossistema de parceiros da RD Station é um dos nossos maiores ativos, contando com mais de 2.000 empresas, sendo a GMZ.MOKE uma das referências. O Prêmio Limitless foi criado justamente para reconhecer e celebrar a excelência e o impacto real que essas agências geram para seus clientes”, completa.

Lyra M2M passa a fazer parte da ABESE

Lyra M2M, empresa do Grupo Lyra, referência global em serviços financeiros para o mercado de pagamentos e em soluções de conectividade para IoT, passa a fazer parte da ABESEAssociação Brasileira das Empresas de Sistemas Eletrônicos de Segurança. Os mais de 20 anos de experiência do Grupo Lyra nos mercados brasileiro e global juntam-se às três décadas de existência da ABESE no fortalecimento do mercado de segurança eletrônica.

Fundada em 1995, a ABESE representa mais de 500 empresas distribuídas por todo o território nacional, abrangendo fabricantes, distribuidores, revendedores, empresas de monitoramento e rastreamento, além de projetos, instalação e manutenção de sistemas eletrônicos de segurança. O principal objetivo da associação é promover o desenvolvimento sustentável do setor, em um ambiente de segurança eletrônica mais seguro, inovador e regulamentado.

Com 25 anos de atuação no mercado internacional e há 20 anos no Brasil, o Grupo Lyra, criado na França em 2001 e presente atualmente em 12 países, é referência global do mercado de pagamentos para bancos, varejistas, bandeiras de cartões e adquirentes. Sua divisão de IoT totalmente focada em conectividade, plataforma de gestão e dispositivos nos mais diversos setores, a Lyra M2M tem em seu DNA o profundo conhecimento de mercado, a expertise em inovação tecnológica e a reconhecida alta qualidade em atendimento ao cliente, características que marcam a história de sucesso do Grupo Lyra. www.lyram2m.com.br

O que falta para os aplicativos móveis conquistarem excelência?

A discussão sobre qualidade em aplicativos móveis nunca foi tão urgente. O mercado já ultrapassa a marca de 200 mil apps analisados em 2025, mas apenas 18% alcançam a excelência. Isso significa que a maioria dos usuários ainda convive com experiências frustrantes que poderiam ser evitadas com um olhar voltado aos detalhes. É preciso encarar os principais pontos de atenção que estão diante de nós como oportunidades de melhoria.

Quando observamos os dados de forma ampla, fica evidente que o usuário valoriza simplicidade e conveniência. Aplicativos que oferecem navegação intuitiva, processos de compra sem ruídos e entregas confiáveis acabam gerando uma percepção positiva imediata. Não por acaso, as categorias com melhor desempenho são justamente aquelas em que o app consegue ser uma extensão natural da vida cotidiana, como compras online ou previsão do tempo. O contrário também é verdadeiro: quando funções básicas deixam de funcionar, como login, checkout ou aplicação de cupons, o impacto é desproporcional e mina a confiança do consumidor.

Esses pontos não devem ser lidos como falhas isoladas, mas como sinais de que a jornada digital ainda tem gargalos que exigem atenção. A instabilidade técnica, por exemplo, aparece com frequência nos relatos de usuários, o que reforça a importância de investir em testes robustos e monitoramento contínuo de desempenho. Do mesmo modo, problemas como estoque desatualizado ou fretes inconsistentes revelam a necessidade de maior integração entre sistemas e áreas do negócio. Cada detalhe que não funciona como esperado gera atrito e aumenta as chances de abandono.

As consequências para os negócios são claras. Um app instável ou confuso não apenas afasta clientes, mas eleva os custos de aquisição, já que cada novo usuário precisa ser conquistado com mais esforço e investimento. Em contrapartida, aplicativos de qualidade conquistam taxas mais altas de retenção, estimulam compras recorrentes e fortalecem a imagem da marca. A diferença entre estar no grupo dos 18% de excelência ou entre os 64% que decepcionam pode ser decisiva para a sustentabilidade de um modelo digital.

Ao mesmo tempo, novas tecnologias oferecem um horizonte promissor. Recursos de inteligência artificial permitem experiências mais personalizadas, com recomendações precisas, suporte automatizado mais eficiente e processos de compra otimizados em tempo real. Isso indica que, além de corrigir gargalos básicos, as empresas que buscam se destacar devem olhar para o futuro com a mentalidade de inovação contínua.

A boa notícia é que a solução está ao alcance de todos. Quando o aplicativo funciona de forma consistente, a experiência de compra é altamente satisfatória. Isso significa que investir em estabilidade, clareza de informações e suporte eficiente não é apenas uma questão de corrigir falhas, mas de abrir caminho para que mais empresas se posicionem no seleto grupo dos aplicativos de excelência.

O futuro dos aplicativos dependerá da capacidade de transformar pontos de atenção em diferenciais competitivos. Usuários não buscam experiências perfeitas, mas consistentes, fluidas e confiáveis. Se conseguirmos avançar nesse sentido, a curva que hoje aponta para a crise de qualidade pode se inverter, e os aplicativos passarão de ferramentas de conveniência a exemplos de inovação e confiança digital.

O outro lado da Black Friday: estratégias para conter a inadimplência no B2B

O brilho das promoções da Black Friday costuma se apagar rápido quando chegam as faturas e os boletos de início de ano. Entre gastos por impulso e renda extra temporária, muitos consumidores entram em janeiro já endividados — e esse efeito em cascata pressiona não apenas as famílias, mas também o caixa de varejistas e fornecedores. Para se ter uma ideia, em 2024 as vendas no varejo físico cresceram 17%, e o e-commerce avançou 9% em relação a 2023, superando patamares pré-pandemia, de acordo com o Índice Cielo do Varejo Ampliado.

Isso significa que a Black Friday é uma data poderosa para tracionar vendas, mas que também pode levar muitos a comprar por impulso e gastar mais do que podem pagar. O problema é agravado porque o final do ano costuma trazer renda extra temporária, como 13º salário e bonificações, dando falsa sensação de folga financeira. Em janeiro e fevereiro, o consumidor tem que lidar com uma avalanche de contas inadiáveis, que incluem impostos, escola dos filhos, entre outros compromissos.

De fato, o número de consumidores com contas atrasadas cresceu consistentemente entre novembro de 2024 e março de 2025. Em novembro passado, eram 68,62 milhões de inadimplentes (41,51% da população adulta), subindo para 69,66 milhões em março, o equivalente a 42,01% da população adulta, de acordo com a Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil).  

Impactos para a inadimplência B2B

O aumento da inadimplência pós-Black Friday repercute também nas relações B2B, especialmente entre grandes redes varejistas e seus fornecedores. Isso ocorre porque, se o consumidor final atrasa ou dá calote, o varejista pode enfrentar um aperto de caixa e atrasar pagamentos de pedidos feitos a fabricantes e distribuidores.  

Empresas que oferecem crediário próprio ou parcelamento sem intermediários acabam carregando em seu balanço a carteira de recebíveis dos clientes finais e, se muitos desses clientes não pagam, o prejuízo é direto. Já no caso de vendas via cartão de crédito, embora o risco de crédito seja do emissor, o varejista pode ser afetado indiretamente pela menor liquidez, e por custos financeiros mais altos.  

Um varejista com dificuldades vai buscar alongar prazos com fornecedores ou até suspender temporariamente pagamentos, transferindo o problema adiante na cadeia. Para os fornecedores, o acúmulo de débitos a receber atrapalha ou até interrompe o fluxo de caixa da empresa fornecedora.  

Uma estratégia sempre necessária para empresas fornecedoras é gerenciar os riscos com eficiência por meio do fortalecimento da análise de crédito preventiva. Esta é a primeira linha de defesa contra a inadimplência, que deve ser feita de forma rigorosa antes mesmo de conceder prazos e limites de compra aos varejistas. No contexto de uma Black Friday, muitos fornecedores ampliam estoques e oferecem condições especiais para aproveitar a alta demanda, contudo, é preciso fazer isso de maneira seletiva e coordenada.  

Outra recomendação é observar o comportamento de pagamento logo nas primeiras parcelas ou faturas após a Black Friday. Se o cliente varejista começar a atrasar já em dezembro ou janeiro, isso acende um sinal de alerta para o fornecedor intensificar o acompanhamento.  

Ferramentas de inteligência de crédito podem ser grandes aliadas nesse processo preventivo. Ao utilizar dados de bureaus e indicadores setoriais, fornecedores conseguem identificar rapidamente sinais de alerta em seus clientes varejistas, como aumento de passivos, concentração de dívidas ou histórico recente de atrasos.  

Decisões baseadas em dados tendem a tornar a concessão de crédito mais precisa e evitar novos atrasos, sobretudo em um cenário em que a inadimplência das famílias pressiona diretamente o caixa das grandes redes. Análises preventivas de crédito B2B não são apenas uma medida de prudência, mas um recurso estratégico para garantir a sustentabilidade das relações comerciais em períodos de maior risco, como o pós-Black Friday.

Efeitos das ações ágeis de cobrança no pós-venda

Mesmo com uma análise preventiva robusta, é inevitável que atrasos ocorram. Por isso, a segunda linha de defesa é uma estratégia de cobrança ágil e efetiva logo após a Black Friday. Aqui, a regra de ouro é: não procrastinar frente a um atraso.

Estudos demonstram que quanto mais cedo se age, maior a chance de receber. Segundo o Índice Global de Recuperação de Crédito B2B (IGR), 82% das dívidas com até 10 dias de atraso são recuperadas, entre 11 e 20 dias, a recuperação cai para 70%, porém, quando o atraso passa de 20 dias, a taxa de recuperação tende a ficar abaixo de 50%. Ou seja, dívidas B2B que ultrapassam três semanas de atraso entram em uma zona crítica em que praticamente metade já não se recupera mais. Esse dado evidencia a importância de reagir prontamente a partir do monitoramento do calendário de pagamentos para evitar picos de inadimplência, acionando a cobrança assim que ocorrer o atraso.

Na prática, isso significa ter uma régua de cobrança bem definida no pós-Black Friday. Se o título venceu hoje e não houve pagamento, amanhã mesmo já deve partir um aviso amistoso ao cliente. Muitas vezes, um simples aviso pode resolver, especialmente após o período de vendas intensas, em que o comprador pode ter se desorganizado em meio a tantos pagamentos. Uma estratégia preventiva de cobrança é enviar lembretes de pagamento poucos dias antes do vencimento e imediatamente após a data, já que uma parcela dos atrasos iniciais está ligada a esquecimentos ou pequenos desencontros administrativos.

Passados 30, 60 dias, a probabilidade de não receber cresce exponencialmente, e a empresa precisa decidir até quando é viável esperar antes de tomar ações jurídicas. Nesse sentido, ter políticas claras de crédito e cobrança ajuda a evitar decisões emocionais ou tratamento inconsistente entre clientes.

Avanços da tecnologia facilitam a recuperação de crédito

Lidar com um volume alto de cobranças simultâneas, algo comum após grandes períodos promocionais, pode sobrecarregar as equipes de crédito. Felizmente, a tecnologia é uma aliada para tornar esse processo mais eficiente e até melhorar as taxas de sucesso. Segundo dados do IGR, hoje mais da metade (54%) dos acordos de renegociação de dívidas são fechados por meio de canais digitais, com destaque absoluto para o WhatsApp, utilizado em 45% das negociações bem-sucedidas. Também cresce o papel da automação, com cerca de 10% dos acordos sendo feitos com recursos de IA.

Na cobrança digital, há ainda os benefícios trazidos pela riqueza de dados gerados. Ao usar sistemas informatizados, é possível monitorar em tempo real quais clientes visualizaram a mensagem, clicaram no link de pagamento, ou responderam com alguma dúvida. Com essas informações, a equipe de cobrança pode fazer uma gestão mais inteligente, identificando quais devem seguir no fluxo automatizado e quais precisam escalar para uma ligação telefônica.

No fim, o sucesso da Black Friday não se mede apenas pelo volume de vendas, mas pela capacidade das empresas de transformar esse faturamento em receita líquida. Investir em análise de crédito preventiva, estruturar uma régua de cobrança consistente e adotar ferramentas digitais de monitoramento é o que separa crescimento sustentável de ilusão passageira. A data pode ser um motor de expansão ou uma porta de entrada para a inadimplência — a diferença está na gestão.

Por Alessandro Holthausen, gerente de Customer Sucess & Relacionamento da Global

Gripmaster lança e-commerce e aposta em digitalização do setor de pneus pesados

A Gripmaster, marca de referência em pneus fora-de-estrada e parte da Cantu Inc., maior ecossistema de soluções em pneus e líder no mercado de reposições na América Latina, acaba de lançar o seu e-commerce exclusivo para revendedores e frotistas. A novidade fortalece a estratégia omnichannel da companhia e amplia a sua presença no atacado digital, atendendo especialmente segmentos pesados como mineração, construção civil, portos, agricultura e indústria. 

Segundo Leandro Veiga, Diretor Comercial da Gripmaster, o objetivo é simplificar a jornada de compra de frotistas, lojistas e distribuidores, garantindo agilidade e maior conveniência. “Estamos trazendo um modelo inédito de vendas para o setor, elevando os níveis de transformação digital no ecossistema de pneus. A compra agora acontece de forma prática, diretamente pela tela do celular”, afirma o executivo. 

Operação multicanal e atendimento personalizado 

Até então com atuação apenas no modelo offline, a Gripmaster passa a adotar um formato multicanal, que integra a atuação da equipe comercial ao novo ambiente digital. O e-commerce funciona 24 horas por dia, 7 dias por semana, oferecendo mais autonomia ao cliente, sem renunciar ao suporte humano, pois vendedores seguem sendo os responsáveis pelo relacionamento e pelo pós-venda, mesmo nas compras realizadas online. 

A plataforma utiliza a estrutura logística da Cantu Inc., que atualmente conta com mais de 60 centros de distribuição espalhados pelo país. O acesso é restrito a empresas cadastradas, com login via CNPJ, garantindo segurança e personalização das condições comerciais. 

Com foco em operações OHT (Off the Highway Tires), nas quais o custo por hora oferecido pelos pneus é decisivo, o canal digital deve acelerar cotações e aquisições de pneus para os diversos segmentos atendidos pela marca. A expectativa da Gripmaster é que o e-commerce já represente mais de 10% da receita da unidade de negócio ainda em 2025.  

A Gripmaster apresentará oficialmente a sua nova plataforma ao público durante a ExposiBram, que será realizada em Salvador entre os dias 27 e 30 de outubro, onde apresentará também diversas novidades no setor de pneus para mineração. 

Retorno financeiro médio das campanhas da Meta foi 20 vezes maior do que no TikTok

Mesmo com o crescimento acelerado do TikTok como canal de publicidade, a Meta (dona do Instagram e do Facebook) continua sendo a plataforma que mais entrega resultados financeiros para os anunciantes. Essa é a conclusão de um estudo feito pelo Reportei, uma das principais plataformas de relatórios e dashboards para marketing digital, com base na análise de mil contas com campanhas ativas, sendo 700 no TikTok e 300 no ecossistema da Meta.

Segundo o levantamento, cerca de 66% das contas do TikTok não obtiveram nenhum lucro com os anúncios, ou seja, os gastos superaram os ganhos. Já na Meta, apenas 30% das contas ficaram no prejuízo. E mais: o retorno financeiro médio das campanhas na Meta foi 20 vezes maior que no TikTok, mesmo com um número de contas analisadas muito menor.

Além disso, metade das contas da Meta conseguiu multiplicar por seis cada real investido em anúncios. No TikTok, esse retorno médio foi de apenas R$1,70 para cada R$1,00 gasto.

“Apesar de o TikTok ter crescido em número de anunciantes, a maioria ainda investe pouco e não alcança resultados relevantes. Já na Meta, há uma base mais madura de anunciantes, com investimentos mais consistentes e estratégias melhor estruturadas”, explica Renan, cofundador e CMO do Reportei.

Entre as contas analisadas no TikTok, 50% investiram cerca de R$500 em anúncios nos últimos seis meses. O problema é que, para a maioria delas, esse valor não se converteu em vendas — e, por consequência, o desempenho financeiro foi negativo.

A análise revelou um padrão claro: campanhas com baixo investimento tendem a ter baixo retorno. Enquanto isso, as contas que mais faturaram foram justamente aquelas que investiam valores maiores e com estratégias mais refinadas. Esse comportamento foi mais visível entre os 20% de contas com melhor desempenho, o que ajuda a explicar por que algumas campanhas elevam artificialmente a média geral, mesmo quando a maioria apresenta resultados ruins.

No caso da Meta, o investimento médio foi muito mais alto — e, proporcionalmente, o retorno também. Um dado que chama atenção é que as contas da Meta foram mais ativas, com maior frequência de campanhas, testes e ajustes ao longo do tempo. Isso contribuiu para uma curva de crescimento mais consistente nas métricas analisadas.

Em 2025, por exemplo, o estudo apontou um salto expressivo no lucro gerado pelos anúncios na Meta, mesmo com variações no desempenho ao longo dos meses.

Melhores setores por plataforma
O estudo também avaliou o desempenho por segmento. De forma geral, todos os setores analisados apresentaram melhores resultados na Meta. Entre os destaques estão empresas que usam o gerenciador de anúncios da Meta (Ads Manager), companhias com presença estruturada na plataforma e agências de marketing.

Já no TikTok, o setor de e-commerce foi o que apresentou os melhores retornos médios, seguido por freelancers e pequenas agências. No entanto, o número de contas ativas em cada setor ainda é pequeno, o que limita a representatividade dos dados.

Outro ponto importante: quanto maior o investimento, maior a dificuldade de manter um bom retorno proporcional, principalmente no TikTok. “Isso acontece porque campanhas menores, muitas vezes mais segmentadas, têm mais chance de acertar o público ideal — enquanto grandes investimentos exigem escala e precisão para manter o desempenho”, explica Renan.

Para os profissionais de marketing e publicidade, os dados da pesquisa deixam um recado claro: o TikTok ainda é um território em construção quando o assunto é mídia paga. “Embora o TikTok seja uma vitrine poderosa para marcas e criadores, a performance financeira dos anúncios ainda está concentrada em poucos casos de sucesso. Já a Meta, com mais tempo de estrada e recursos de segmentação mais consolidados, segue como a principal plataforma para obter retorno real sobre investimento em anúncios — principalmente para empresas que estão começando a estruturar suas campanhas digitais”, aponta o cofundador do Reportei.

Startup Odisseia AI lança Synthetos, solução de inteligência de dados

A Odisseia AI, startup catarinense especializada em agentes de atendimento baseados em inteligência artificial, lançou uma nova solução de inteligência de dados chamada Synthetos durante a participação na Fenabrave, maior feira da América Latina e a segunda maior do mundo no setor da distribuição de veículos automotores.

A edição deste ano da Fenabrave atingiu recorde de público no São Paulo Expo, com mais de 12 mil participantes inscritos e 200 marcas expositoras. O estande da Odisseia AI atraiu o interesse dos visitantes, com mais de 30 empresas que agendaram reuniões para avançar em conversas sobre as soluções apresentadas.

O assistente inteligente voltado especialmente para apoiar a gestão de vendas traz análise de dados e gera relatórios e insights sobre o negócio do cliente, traduzindo informações complexas.

“O Synthetos é o melhor amigo do gerente de vendas. Ele é capaz de analisar todas as conversas de todos os vendedores em tempo real, identificando pontos de melhoria, percentual de conversão e destacando quais interações não performaram e porquê. É um tipo de trabalho que antes era impossível de ser feito manualmente, mas agora se torna realidade com a Odisseia”, explica Felipe Bittencourt, CEO da Odisseia AI.

Com um ecossistema completo de soluções, a Odisseia AI se diferencia de outras ferramentas do mercado. “Não somos apenas um CRM. Também não somos apenas um chatbot. A Odisseia funciona como um verdadeiro sistema operacional para toda a jornada do cliente. Conseguimos garantir eficiência em cada interação”, afirma.

A participação na Fenabrave reforça o compromisso da startup em conduzir inovação às empresas, levando tecnologia de ponta a processos comerciais.