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Como fidelizar os clientes depois da Black Friday?

A Black Friday está se aproximando e essa data continua sendo bastante aguardada pelo varejo. Em 2024, a ação movimentou R$ 9,3 bilhões no e-commerce brasileiro, segundo dados da Neotrust. Para 2025, a expectativa é ainda mais otimista, com projeções de crescimento.

É fato que muitas críticas surgiram porque marcas prometeram pequenos descontos ou, simplesmente, não sustentaram o nível de serviço prometido no pós-Black Friday, o que gerou frustração. Por outro lado, para quem é transparente, entrega valor real e se diferencia pelo atendimento, a data se torna uma verdadeira porta de entrada para novos clientes, gerando fidelização o ano todo.

O segredo é não olhar para a Black Friday como um fim em si mesma, mas como o início de uma jornada que pode se estender a longo prazo. Marcas que adotam esse mindset constroem relacionamentos mais duradouros, mesmo em um cenário competitivo. E o grande segredo são os dados.

Cada compra realizada na Black Friday é uma oportunidade de entender preferências e comportamentos, frequência de consumo e até ticket médio. Por exemplo, se um cliente comprou um smartphone, faz sentido que a próxima oferta seja um acessório compatível ou um plano de serviços.

Mais do que a venda cruzada, a inteligência de dados permite construir jornadas personalizadas, enviando recomendações relevantes no tempo certo, no canal preferido e com linguagem adequada. Com o uso de plataformas de comunicação, conseguimos automatizar esse raciocínio, criando trilhas personalizadas de relacionamento. Assim, é possível transformar o “cliente da Black Friday” em um cliente que se sente reconhecido e lembrado o tempo todo, com ofertas contextualizadas e personalizadas – e não com oportunidades genéricas.

Nesse sentido, é preciso manter uma atenção especial ao canal de relacionamento. O segredo é orquestrar os canais de forma integrada, evitando excesso de mensagens e priorizando a relevância e a preferência de cada cliente. Os e-mails oferecem ótimas oportunidades para ofertas personalizadas e conteúdos mais ricos, enquanto SMS e RCS são ideais para mensagens rápidas, diretas e com alta taxa de abertura. Já o WhatsApp cria proximidade, permitindo tanto a comunicação promocional quanto o suporte pós-venda, além dos push notifications, que funcionam bem em apps, especialmente com gatilhos em tempo real.

Em um cenário em que o consumidor busca mais do que preço, aliar os canais a estratégias eficazes pode fazer toda a diferença. Entre elas, está a criação de conteúdo educativo, como tutoriais, webinars, e-books e guias práticos, que ajudam o cliente a usar melhor o produto ou tomar decisões mais inteligentes.

Criar uma experiência de comunidade com grupos exclusivos, fóruns ou clubes de vantagens que conectam clientes entre si promove um senso de pertencimento altamente valorizado – assim como serviços agregados, como consultorias rápidas, atendimento humanizado ou programas de fidelidade. Tudo isso gera muito mais reconhecimento de marca por parte do consumidor, criando a percepção de benefícios exclusivos para quem comprou na Black Friday, como acesso antecipado a novas coleções ou até mesmo ofertas VIP.

Contudo, alguns pontos são essenciais e devem ser levados em consideração – entre eles, a transparência, evitando prometer o que não se pode cumprir. A agilidade é outro aspecto fundamental, mantendo o cliente informado sobre entrega, suporte e eventuais problemas. Da mesma forma, a personalização permite a construção de ofertas e comunicações baseadas em histórico e preferências, o que desperta um sentimento de proximidade.

Vale lembrar que a fidelização não acontece de forma automática; ela é construída diariamente a partir de experiências consistentes. Quando a marca entrega mais do que o esperado, cria um vínculo emocional. O cliente deixa de enxergar a empresa apenas como fornecedora de produtos e passa a vê-la como parceira – alguém que entende suas necessidades e entrega valor contínuo. Isso é o que sustenta a fidelização no longo prazo e gera lucros o ano todo.

Automação no WhatsApp recupera um terço das vendas perdidas por abandono de carrinho

Carrinhos cheios, poucas vendas. No mundo do comércio eletrônico, encher o carrinho não significa, necessariamente, fechar a compra. De acordo com o E-commerce Radar, mais de 80% das compras iniciadas no ambiente online não são concluídas. É um dado que assombra varejistas digitais e revela um gargalo ainda pouco explorado. Estamos falando do abandono do checkout, mais conhecido como “abandono de carrinho”.

Mas o que leva um consumidor a desistir de uma compra? A pesquisa aponta três principais vilões: os custos adicionais inesperados, os prazos de entrega pouco competitivos e os processos de pagamento burocráticos. O resultado é um número alto de carrinhos esquecidos e de faturamento perdido.

Mas uma mudança começa a virar esse jogo. Cada vez mais empresas estão usando o WhatsApp como canal estratégico de recuperação de vendas, apoiadas por soluções de automação que transformam a forma de conversar com o cliente.

A experiência de um cliente do setor de e-commerce ilustra o impacto. “Ao adotar as soluções de marketing conversacional para atendimento inteligente via WhatsApp, a empresa alcançou uma taxa de conversão de 27% em apenas quatro semanas, superando as expectativas”, disse Luan Mileski, head de Produto e Negócios da paranaense Irrah Tech, desenvolvedora do Dispara Aí, plataforma de automação que ajuda na gestão e personalização do atendimento, criação de campanhas de vendas e na recuperação de carrinhos.

Outro caso de uso da Dispara Aí mostra um crescimento ainda maior: 32% de vendas recuperadas em relação ao mesmo período sem automação. Uma terceira empresa destacou que, além de vender mais, conseguiu melhorar o atendimento e oferecer previsibilidade de resultados.

“É uma solução que potencializa a comunicação entre empresas e clientes em tempo real, unindo automação inteligente, personalização avançada e mensuração rigorosa de resultados”, explica Mileski.

Segundo o especialista, no e-commerce, cada segundo importa. Um consumidor que abandona o carrinho hoje pode, em questão de minutos, estar comprando no concorrente. “Um lead quente que não é atendido rapidamente pode esfriar. Com fluxos inteligentes, gatilhos automatizados e mensagens personalizadas, é possível responder na hora certa, nutrir leads e acelerar o fechamento, mesmo com equipes enxutas”, observa Luan Mileski.

É aí que entram os fluxos automáticos de WhatsApp, que garantem respostas instantâneas e mantêm vivo o interesse do cliente. A ferramenta permite programar mensagens de boas-vindas, disparar follow-ups no momento exato e segmentar ofertas de acordo com o perfil e comportamento de cada lead. “Com tecnologia, leads quentes não esfriam, oportunidades não são perdidas e a equipe consegue focar no que realmente exige atenção humana”, reforça o executivo.

Além da recuperação de carrinhos, a automação ajuda a equilibrar duas demandas opostas: personalização e escala. A tecnologia possibilita ainda que pequenas equipes operem como grandes operações, mantendo o atendimento humano para interações mais complexas e usando inteligência automatizada para todo o restante.

Segundo Luan, isso se torna ainda mais estratégico em períodos críticos para o e-commerce: “Em datas como Black Friday e festas de fim de ano, a automação no WhatsApp é essencial para aumentar o faturamento, reduzir o abandono e melhorar a experiência de compra online.”

Os resultados já se traduzem em escala. Hoje, a Dispara Aí processa mais de 16 milhões de mensagens por mês, está presente em 15 países e reúne uma base de 650 mil usuários.

No fim, a lógica é uma só: quanto mais rápido e personalizado for o atendimento, menor será a distância entre um carrinho cheio e um pedido fechado.

Quem sustenta os marketplaces no Brasil? Allied revela perfis dos sellers que movem o varejo digital

Os marketplaces consolidaram-se como a principal porta de entrada do consumidor brasileiro no comércio eletrônico. Estima-se que 85% das pessoas que compram online no Brasil já realizaram compras em uma dessas plataformas. Mas, por trás da vitrine digital, há um motor silencioso que sustenta esse crescimento: os sellers.

Dados do 1º trimestre de 2025 do Magazine Luiza mostram que 41% das vendas online vieram de sellers terceirizados (os chamados sellers, modelo 3P), movimentando mais de R$ 4,6 bilhões. Em plataformas como Mercado Livre e Amazon, a participação ultrapassa 50% e, no caso da Shopee, chega a 100%.

“Quando o consumidor clica em ‘comprar’, ele não vê a complexidade que existe por trás daquele botão. Essa ação ativa uma rede invisível que conecta um microempreendedor do interior, um distribuidor regional, uma indústria global e um super seller digital”, explica Pedro Gabriel Silva, diretor de Varejo Digital da Allied.

Quem são os sellers

Segundo análise de Silva, esses sellers podem ser agrupados em três perfis principais:

  • Pequenos (P): microempreendedores e pequenas empresas, geralmente com poucos produtos, ticket médio baixo e operação enxuta.
     
  • Médios (M): empresas estruturadas, muitas vezes com e-commerce próprio ou lojas físicas, que utilizam os marketplaces como canal complementar (cerca de 30% da receita).
     
  • Grandes (G): indústrias, distribuidores e “super sellers” altamente especializados, responsáveis por grande parte do volume financeiro em algumas categorias.
  • Dentro do grupo dos grandes, os super sellers merecem destaque. Empresas quase 100% digitais, operam com portfólio enxuto e profundo, decisões ágeis e grande conhecimento das regras das plataformas. Esses sellers são frequentemente os primeiros a testar novas funcionalidades e influenciam diretamente a evolução dos marketplaces.

De acordo com a Allied, três movimentos devem marcar a próxima fase do varejo digital:

Curadoria mais rigorosa: plataformas darão prioridade a sellers com reputação e consistência;
 

  1. Integração tecnológica: gestão baseada em dados, automação e inteligência artificial como diferenciais competitivos;
     
  2. Relação mais próxima entre marketplaces e sellers: as plataformas tendem a atuar quase como aceleradoras, oferecendo insights, capacitação e até suporte financeiro.
     

“O que vai diferenciar o ecossistema dos marketplaces daqui para frente não é apenas tecnologia, mas a profissionalização e diversidade desses sellers”, afirma Pedro. “Entender profundamente esses perfis será determinante para o crescimento sustentável desse modelo no Brasil”, conclui.

Casas Bahia e Mercado Livre anunciam parceria estratégica para impulsionar o e-commerce de eletrodomésticos, eletrônicos e móveis no Brasil

Grupo Casas Bahia e o Mercado Livre anunciam hoje uma parceria estratégica de longo prazo, para ampliar o acesso, a conveniência e a eficiência do varejo digital no Brasil. A partir de novembro, os produtos das categorias core da Casas Bahia — eletrodomésticos, eletrônicos e móveis — estarão disponíveis na plataforma do Mercado Livre, oferecendo aos consumidores uma nova experiência de compra com entrega rápida, segurança, variedade e confiança junto à principal plataforma de e-commerce da América Latina.

Líder em eletrodomésticos, tecnologia e móveis no varejo físico, a Casas Bahia vem fortalecendo sua relevância também no e-commerce próprio, com crescimento de dois dígitos nos últimos trimestres. Agora, amplia sua presença em mais um canal de vendas com o Mercado Livre. “Essa aliança nos permitirá ganhar market share, alavancar nossa operação e otimizar o uso do nosso ecossistema, marcando um novo capítulo no e-commerce brasileiro. Mais do que uma expansão de canal, é uma evolução no modelo de negócio do Grupo Casas Bahia — uma companhia mais eficiente, conectada e preparada para o futuro do varejo nacional. A parceria une dois líderes de mercado com uma proposta de valor imbatível: as melhores ofertas, com o melhor serviço”, afirma Renato Franklin, CEO do Grupo Casas Bahia.

“É com muito orgulho que damos as boas-vindas à Casas Bahia à nossa plataforma. A chegada de uma marca histórica e com forte conexão com o consumidor brasileiro reafirma o nosso propósito de seguir desenvolvendo e fortalecendo o e-commerce no país”, afirma Fernando Yunes, vice-presidente sênior e líder do Mercado Livre no Brasil. O anúncio acontece em um momento estratégico, próximo à Black Friday, período em que categorias como eletrodomésticos, eletrônicos e móveis estão entre as mais procuradas pelos consumidores. “Essa parceria de longo prazo reforça a complementaridade das duas empresas e marca o início de uma nova fase para o e-commerce de eletrodomésticos, eletrônicos e móveis no Brasil”, completa o executivo do Mercado Livre.

Além de expandir o alcance no e-commerce e atrair novos consumidores, o movimento consolida a posição da Casas Bahia como referência omnichannel na venda desses produtos. Com a parceria, o Mercado Livre passa a ser o principal marketplace para venda de produtos do Grupo Casas Bahia, com foco inicial nas categorias core e plano de expansão gradual do portfólio.

Mês das Micro e Pequenas Empresas: 5 tendências que vão guiar os negócios em 2026

Outubro marca o Mês das Micro e Pequenas Empresas (MPEs), que representam mais de 90% dos negócios formais no Brasil (Mapa de Empesas, Governo Federal) e têm papel fundamental na geração de empregos e movimentação econômica. À medida que o ano se aproxima do fim, o olhar do empreendedor se volta para os desafios e oportunidades de 2026 — um período que promete ser marcado pela consolidação da transformação digital e pela busca por mais eficiência e competitividade.

“O empreendedor brasileiro é resiliente por natureza, mas 2026 exigirá mais: visão estratégica e capacidade de adaptação tecnológica. As micro e pequenas empresas precisam se organizar agora, enquanto ainda há tempo para se preparar e competir”, afirma Reginaldo Stocco, CEO da vhsys, empresa de tecnologia voltada à gestão de pequenos e médios negócios.

A seguir, Reginaldo lista cinco tendências que devem orientar o crescimento das MPEs no próximo ano.

  1. A primeira dessas tendências é a digitalização completa da gestão, que deixa de ser um diferencial e passa a ser requisito básico para a sobrevivência das empresas. Sistemas integrados que reúnem finanças, vendas, estoque e emissão de notas fiscais serão cada vez mais indispensáveis.
  2. Na sequência, vem o uso de dados para tomada de decisão, com relatórios e indicadores se tornando aliados estratégicos para entender o desempenho do negócio e o comportamento do cliente.
  3. Outro ponto importante é a atenção às novas obrigações fiscais e à conformidade digital. Com o avanço dos sistemas governamentais, a atualização e o cumprimento das exigências tributárias devem demandar mais atenção e ferramentas adequadas.
  4. integração com meios de pagamento também deve ganhar força, simplificando a rotina financeira e reduzindo custos operacionais.
  5. Por fim, a adoção de ferramentas de inteligência artificial e automação tende a transformar o dia a dia das pequenas empresas, otimizando desde o atendimento até a precificação.
     

“As MPEs estão no centro da economia brasileira. Apoiar sua digitalização e torná-las mais competitivas é essencial não apenas para o empreendedor, mas para todo o ecossistema de negócios”, reforça Stocco.

mLabs lança índice gratuito e revela engajamento real por segmento no Instagram

mLabs, plataforma líder em gestão e análise de mídias sociais no Brasil, acaba de lançar o mLabs Índice, um painel  gratuito e inédito que oferece dados reais e mensalmente atualizados sobre o desempenho de conteúdos e o engajamento no Instagram.

Com base em uma amostra de mais de 30 milhões de publicações, o índice  se consolida como a primeira base pública do país com essa amplitude de informações sobre as contas brasileiras no Instagram. A solução oferece uma leitura sobre taxas de engajamento, formatos de conteúdo e horários de postagem mais usados, com possibilidade de visão segmentada por mais de 20 setores do mercado brasileiro.

Dados que revelam o verdadeiro engajamento

O grande diferencial está na metodologia: as taxas de engajamento são calculadas  a partir da razão entre interações e alcance das publicações, e não sob o número de seguidores — métrica pública tradicional, mas muitas vezes imprecisa. O resultado é uma visão mais realista, comparável e transparente entre segmentos distintos.

“O mLabs Índice chega para possibilitar uma análise mais precisa sobre o engajamento real no Instagram. Desde 2023, a taxa média vem caindo progressivamente, de patamares acima de 6,0% para cerca de 4,5% em 2025. É uma queda significativa, que reforça a importância de decisões baseadas em dados reais. Com o índice, marcas e agências finalmente têm um parâmetro confiável para entender se seus resultados estão acima ou abaixo da média do mercado. E, o melhor, com acesso gratuito e atualizado mensalmente.”, afirma Rafael Kiso, fundador e CMO da mLabs.

Impacto direto no mercado de marketing digital

Além de ser  gratuito e acessível, o mLabs Índice representa um marco na democratização de informações sobre performance real do Instagram no Brasil. A iniciativa traz informações confiáveis para benchmarking de performance, podendo auxiliar na obtenção de insights para profissionais otimizarem estratégias de conteúdo, fornecendo também uma base confiável para definir formatos de postagem mais eficazes. 

“O mLabs índice traz um avanço importante na compreensão da performance real do Instagram ao longo dos anos, para contas do Brasil. Ele torna a inteligência de dados  acessível a todos, desde profissionais de marketing à pequenas e grandes marcas.”, afirma Rafael Kiso, CMO da mLabs.

Democratização de dados e inovação nacional

Desenvolvido a partir do comportamento real dos usuários brasileiros no Instagram, o mLabs Índice foi criado para o mercado nacional. Seu sistema de visualização é intuitivo e interativo, com filtros por segmento, público e formato, além da possibilidade de baixar a fotografia dos gráficos para uso direto em estratégias de marketing.

O mLabs Índice já está disponível gratuitamente no site https://www.mlabs.com.br/indice. A iniciativa reforça o compromisso da mLabs em democratizar o acesso à inteligência de dados para marcas, criadores e profissionais de marketing em todo o país.

LWSA adota energia 100% renovável e reforça compromissos ambientais e sociais

A integração das unidades de negócio adquiridas nos últimos anos virou peça-chave na estratégia ESG da LWSA. Com a consolidação de uma única estrutura jurídica e operacional, a empresa passou a operar com governança e metas ambientais, sociais e de gestão mais coesas. Um dos principais avanços foi a aceleração do compromisso de neutralizar suas emissões de carbono até 2030.

Em 2024, a LWSA compensou todas as emissões de Gases de Efeito Estufa (GEE) dos escopos 1, 2 e 3, referente às emissões de 2023, por meio da aquisição de créditos de carbono certificados, com o projeto REDD+ Jari Amapá. Desde 2016, a empresa também adota o uso de energia 100% renovável comprada no Mercado Livre, o que contribui tanto para a redução das emissões quanto para a previsibilidade operacional e controle de custos. A companhia, que mantém o maior data center da América Latina, integra a carteira do Índice Carbono Eficiente da B3 (ICO2 B3) desde 2023.

Na cadeia de suprimentos, iniciou-se a implementação de um sistema de compras com critérios ESG para avaliação e mapeamento de riscos entre fornecedores.

“Temos um plano de ESG estruturado, que agora se fortalece com a integração das marcas adquiridas desde o IPO. Nosso desafio está em manter uma cultura corporativa alinhada, refletida nas metas de sustentabilidade e na gestão do negócio como um todo”, afirma Otávio Dantas, vice-presidente de Gestão, Estratégia e Pessoas da LWSA. 

Atualmente, a LWSA reúne 11 unidades de negócio e 14 marcas sob uma mesma governança. O portfólio cobre toda a jornada de digitalização de empreendedores, com soluções que vão do e-commerce aos meios de pagamento, ERPs, logística e presença digital. Hoje, a empresa detém 22% de participação no mercado brasileiro de e-commerce.

Diversidade e inclusão

A LWSA tem investido em inclusão produtiva e formação profissional. Na companhia, a representatividade de mulheres no quadro de colaboradores chegou a 40%. Além disso, 36% dos cargos de liderança são ocupados por mulheres, o que contribui para o equilíbrio da média salarial. A empresa está redesenhando a estrutura de cargos e salários para redução de diferenças. 

O programa “Quero Ser Dev”, voltado à formação de novos desenvolvedores, capacitou 15 pessoas em sua última edição, sete foram contratadas e seguem na empresa. No total, 86 profissionais foram contratados ao longo de nove turmas desde o início do projeto, com taxa de retenção de 58%.

Outro destaque é o “ProgrAmar”, voltado à inclusão de pessoas com deficiência cognitiva no mercado de trabalho. A iniciativa inclui uma trilha de capacitação para colaboradores, líderes e tutores. Em 2024, foi concluída a formação de PCDs e realizado o treinamento de 13 colaboradores, entre líderes e tutores, em inclusão no ambiente de trabalho.

Fora da empresa, os projetos se estendem à comunidade do entorno da sede, na zona sul de São Paulo. O “Conectaê” oferece formação em tecnologia e empregabilidade a adolescentes entre 15 e 17 anos em situação de acolhimento institucional. Nos últimos anos o projeto apresentou resultados consistentes, como: cerca de 50 jovens foram impactados pelo programa, com uma taxa de 80% de conclusão e 20% de taxa de empregabilidade, em duas edições. Somadas, às iniciativas de educação da companhia já impactaram mais de 200 pessoas desde 2023.

O reconhecimento vem em forma de rankings. Em 2024, a empresa se manteve entre os destaques do Great Place to Work, com posições de liderança nas categorias étnico-racial (8º lugar), LGBTQIAPN+ (10º lugar) e equidade de gênero (22º lugar). A LWSA também integra o Índice IDIVERSA da B3, desde a criação em 2023.

Governança: materialidade, comitês e sucessão estruturada

Em governança, a empresa atualizou sua matriz de materialidade incorporando o conceito de dupla materialidade, que considera tanto os impactos de suas atividades no meio ambiente e na sociedade (materialidade de impacto) quanto o efeito de questões de sustentabilidade em seu desempenho financeiro (materialidade financeira). Além disso, foi criado um Comitê ESG com atuação integrada à Vice-Presidência de Pessoas, Cultura e ESG.

O Conselho de Administração passou a contar com 37,5% de membros independentes. Em paralelo, foi concluída a transição planejada da presidência executiva, em um processo de sucessão conduzido com participação ativa do Conselho e alinhamento às metas estratégicas da companhia.

Kaspersky alerta: golpe de compartilhamento de tela do WhatsApp que circula na Europa pode ser aplicado no Brasil

A Kaspersky alertou para um novo golpe que tem circulado em países europeus e que pode ser replicado no Brasil. Apelidado de golpe do espelhamento de tela, o ataque faz com que as vítimas compartilhem a tela do celular durante chamadas de vídeo, permitindo que criminosos capturem códigos de verificação, senhas e outras informações sensíveis. Veja abaixo mais detalhes sobre o golpe e como se proteger.

Esse novo golpe ainda não foi observado no Brasil, mas tem potencial para chegar no país, já que os criminosos brasileiros costumam adaptar rapidamente fraudes que funcionam em outras regiões e o WhatsApp é muito popular localmente. “Este modus operandi já vêm sendo registrados em países europeus, como Portugal, e como as técnicas de engenharia social são facilmente replicáveis, é importante que os usuários brasileiros estejam atentos e saibam identificar esse tipo de tentativa de fraude”, explica Fabio Assolini, diretor da Equipe Global de Pesquisa e Análise da Kaspersky para a América Latina.

O golpe geralmente começa com uma ligação de alguém se passando por representante de banco, prestadora de serviços ou até um contato conhecido — um exemplo clássico de engenharia social. Durante a chamada, o criminoso cria senso de urgência e solicita que a vítima compartilhe a tela para “verificar” ou “corrigir” um suposto problema, simulando um suporte técnico.
 

Exemplo com a opção de compartilhamento de tela durante uma chamada de vídeo

Ao aceitar, a vítima expõe dados confidenciais exibidos no celular, como códigos de autenticação, senhas e notificações de aplicativos financeiros. Aproveitando a visualização da tela, o criminoso pode tentar ativar o WhatsApp em outro aparelho: ao registrar o número da vítima, o WhatsApp envia um código de verificação (OTP) para o telefone — código que o fraudador consegue ver na notificação e usar para assumir a conta. Com isso, os golpistas passam a enviar mensagens em nome da vítima, pedir dinheiro aos contatos e ampliar o alcance da fraude.

Os criminosos costumam agir com rapidez: após obter as informações, tentam finalizar transferências, alterar senhas ou bloquear o acesso da vítima às próprias contas antes que o problema seja detectado.

“Apesar de ser uma função que não é nova (lançada em agosto de 2023), a função de compartilhar a tela no WhatsApp é pouco conhecida e utilizada. De fato, é a primeira vez que vemos ataques de engenharia social abusando desse recurso. Apesar de ser útil em situações em que as pessoas precisem de algum auxílio técnico, o recurso tem um potencial malicioso caso seja compartilhado com estranhos. Apesar de não permitir a operação e controle remoto do dispositivo, essa função já é suficiente para que fraudadores vejam senhas, nomes de usuários e outros dados importantes que podem, juntamente com a engenharia social, fazer com que as vítimas facilitem aos golpistas”, explica Fabio Assolini.

A Meta anunciou recentemente novas ferramentas para proteger os usuários do WhatsApp e do Messenger contra possíveis golpes. Entre as novidades, o WhatsApp passará a exibir avisos quando alguém tentar compartilhar a tela com um contato desconhecido durante uma chamada de vídeo, ajudando a evitar o vazamento de informações confidenciais, como dados bancários ou códigos de verificação.

Para se proteger deste golpe, a Kaspersky recomenda:

  • Ative “Silenciar Chamadas Desconhecidas” no WhatsApp: vá em Configurações > Privacidade > Chamadas e habilite a opção. Chamadas de números desconhecidos serão silenciadas e registradas no histórico, mas não tocarão no telefone.
  • Nunca compartilhe a tela do seu celular com desconhecidos, mesmo durante videochamadas.
  • Desconfie de ligações inesperadas: bancos e empresas legítimas não pedem códigos ou compartilhamento de tela.
  • Não informe códigos de verificação (OTP), PINs ou senhas a terceiros.
  • Evite usar aplicativos financeiros em dispositivos vulneráveis, como smartphones antigos ou sem atualizações de segurança.
  • Habilite autenticação de dois fatores (2FA) em todos os aplicativos financeiros e de mensagens.
  • Use ferramentas de segurança, como o Kaspersky Who Calls, para identificar e bloquear chamadas de números suspeitos.

Marketing de Afiliados: 5 estratégias para impulsionar as vendas de Black Friday

Com a aproximação da Black Friday, a principal data sazonal do ano para o varejo e e-commerce, adotar estratégias de afiliação mais inteligentes, decisivas e orientadas por dados é cada vez mais relevante. É isso que reforça Salomão Araújo, VP Comercial da Rakuten Advertising, rede líder global em marketing de performance.

Em um momento de alta competitividade e com o consumidor cada vez mais exigente, a executiva destaca pilares como o papel da tecnologia, dos criadores e da proteção de marca como fatores decisivos para impulsionar o desempenho das campanhas e maximizar o valor gerado no segmento. Segundo dados da Gauge e W3haus, a Black Friday de 2025 movimentará R$ 13,6 bilhões no Brasil — um crescimento de 16,5% em relação a 2024. Nesse cenário, em que o consumidor se mostra mais maduro, exigente e planejado, buscando não apenas preço, mas também conveniência, cashback e confiança na loja, Salomão revela 5 insights de afiliados para impulsionar as vendas na data.

1. Implementar conteúdos com LLM Inteligente

Segundo o profissional, o uso de Modelos de Linguagem Grande (LLMs) é essencial para ampliar a visibilidade e a descoberta das marcas durante a Black Friday. Com milhões de consumidores buscando inspiração para compras e presentes, especialmente em categorias, produzir conteúdos pensados para interagir com ferramentas baseadas em IA se torna necessário. “Essa abordagem aumenta o alcance orgânico e conecta as marcas às novas formas de pesquisa e recomendação que estão moldando o comportamento digital. Para as linhas de produto extensas, por exemplo, uma alternativa é criar os próprios guias de presentes otimizados para IA direcionados a públicos específicos para garantir posicionamento privilegiado nos resultados de pesquisa”, reforça a especialista.

2. Investir em afiliação estratégica e parcerias de valor

Mais do que volume, a afiliação moderna exige credibilidade e personalização. A especialista recomenda priorizar parcerias com criadores de alto desempenho, ajustando comissões de forma estratégica e incentivando colaborações de longo prazo. “Essa abordagem fortalece a confiança entre marcas e afiliados, além de garantir campanhas mais eficientes e alinhadas com o público certo”, enfatiza Salomão.

3. Priorização de criadores em plataformas-chave

Para alcançar consumidores em momentos de intenção real de compra, é fundamental investir em plataformas que influenciam decisões. A Diretora de Publisher Partnerships destaca o Reddit, a Amazon e o YouTube como canais prioritários, principalmente pela relevância nas pesquisas e recomendações de produtos. “A presença ativa nessas comunidades aumenta a probabilidade de descoberta e engajamento, especialmente durante o período de alta demanda da Black Friday”, complementa.

4. Foque em influenciadores que gerem valor e não números

Os influenciadores seguem como peças-chave nas decisões de compra online. Segundo pesquisa recente da Rakuten Advertising, 65% dos consumidores com alta intenção de compra são impactados por influenciadores de beleza, enquanto criadores ligados à moda, saúde, fitness e celebridades também exercem influência significativa. “Apostar em parcerias com perfis autênticos e bem posicionados é essencial para fortalecer a conexão com o público e ampliar o alcance das campanhas de afiliados”, afirma a profissional.

5. Redobre a atenção contra fraudes

Em um cenário de grande volume de transações e alto tráfego, proteger a marca é tão importante quanto gerar resultados. “O uso do Rakuten Detect, por exemplo, que é uma tecnologia alimentada por inteligência artificial atuante em tempo real para identificar e eliminar atividades suspeitas, garante mais segurança e transparência nas operações, preservando a reputação das marcas e a credibilidade das campanhas. Escolha parceiros que tenham fatores de confiabilidade contra esse tipo de risco”, finaliza o especialista.

Inteligência Artificial transforma a forma de entender o consumidor no varejo

Por décadas, as empresas acreditaram que a chave para entender o consumidor estava em perguntar. Pesquisas, formulários, SACs e painéis de opinião eram a bússola para orientar decisões. Contudo, o tempo revelou que, no varejo, o cliente nem sempre sabe expressar claramente o que deseja e muitas vezes sequer tenta. Suas escolhas são impulsivas, emocionais e influenciadas pelo contexto. Para entregar valor de verdade, a marca precisa ir além do que é dito e decifrar as entrelinhas. Hoje, mais do que ouvir, o grande desafio é interpretar, e é exatamente aí que a inteligência artificial faz toda a diferença.

O uso da inteligência artificial no varejo cresce em ritmo acelerado. Segundo a Fortune Business Insights, esse mercado deve saltar de US$ 6,36 bilhões em 2022 para impressionantes US$ 55,53 bilhões até 2032, com uma taxa média anual de crescimento superior a 30%. Por trás desse avanço está a necessidade urgente de entender melhor o comportamento do consumidor em um cenário cada vez mais competitivo. A IA permite ir além do que foi dito, analisando como, quando e por que o cliente age de determinada forma. É a diferença entre enxergar um dado e reconhecer um padrão.

Essa capacidade analítica não é apenas promissora, é necessária. Em um estudo da Epsilon, 80% dos consumidores disseram preferir marcas que oferecem experiências personalizadas. E personalização não se faz com achismos. Ela exige o cruzamento de dados objetivos com percepções subjetivas — expressões faciais em uma loja física, hesitação em uma ligação, reações a um banner online. A inteligência artificial, por meio de recursos como análise preditiva, processamento de linguagem natural e visão computacional, ajuda a mapear essas emoções e convertê-las em estratégias acionáveis.

A exigência do consumidor por essa abordagem mais sensível é cada vez mais evidente. De acordo com a Capgemini, 74% dos clientes esperam que as marcas compreendam suas necessidades e expectativas individuais. Não se trata apenas de oferecer o produto certo, mas de reconhecer o momento emocional de quem compra. Essa leitura fina só é possível com o apoio de tecnologias que ampliam a escuta, refinam a interpretação e ajustam o discurso em tempo real.

Além de melhorar a experiência, a IA entrega resultados concretos. Um relatório da McKinsey mostra que empresas que personalizam suas interações com base em inteligência artificial conseguem aumentar suas vendas em até 20% e elevar a retenção de clientes em até 30%. Já a Aberdeen Strategy & Research aponta que companhias que constroem estratégias centradas na voz do cliente têm 3,5 vezes mais chance de crescer acima da média do mercado. São números que reforçam o valor estratégico de entender, de fato, o que o consumidor deseja, mesmo quando ele não verbaliza.

O avanço da IA no varejo não deve ser visto apenas como uma tendência tecnológica, mas como uma mudança de mentalidade. Quem ainda acredita que dados são apenas relatórios ou que a escuta ativa se resume a SAC e pós-venda está preso a um modelo que já não responde às exigências do mercado. A nova era exige mais. Exige atenção ao que não foi dito. É essa escuta invisível, que capta sentimentos, intenções e contextos, que diferencia marcas comuns de marcas memoráveis.

*Wanderly Limeira é Head de Produtos e Inovação responsável pelo desenvolvimento do HVOICE, diretor executivo do HVAR, com quase 30 anos de experiência com empresas inovação e produtos digitais.