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De centro de custo a motor de receita: ROI e KPIs da biometria comportamental

São 6h da manhã e você está em um carro a caminho do aeroporto. Precisa concluir uma transferência urgente antes de embarcar. Abre o aplicativo do seu banco, mas o reconhecimento facial falha. Tenta de novo. Nada. Na terceira tentativa, recebe a mensagem: “Tentativas excessivas. Tente novamente mais tarde”. O embarque começa e a operação, e suas consequências pelo atraso, ficam para depois. Situações como essa revelam um dilema central: como equilibrar segurança e experiência do cliente no mundo bancário digital.

Por muito tempo, a segurança foi vista como uma barreira operacional inevitável. A biometria facial, por exemplo, é altamente eficaz contra fraude de roubo de conta (ATO, na sigla em inglês): alguns bancos brasileiros registraram redução de até 85% nas tentativas após a adoção dessa tecnologia. Porém, para funcionar adequadamente, exige um ambiente perfeito, com boa iluminação, tempo e atenção do usuário. No mundo real, variáveis como local, uso de óculos ou máscara e pressa do cliente podem gerar falhas, aumentar o atrito e levar ao descontentamento e abandono da transação.

Além disso, pesquisas da Universidade da Pensilvânia mostram que taxas de falsos positivos e negativos são maiores para grupos étnicos minoritários. Dispositivos com câmeras de baixa qualidade, acessórios como óculos escuros ou turbantes e mudanças físicas impactam a eficácia, o que leva clientes legítimos a enfrentar barreiras frustrantes.

Ao mesmo tempo, os criminosos não param. Entre 2023 e 2024, bancos que investiram em biometria facial conseguiram conter o ATO, mas viram crescer as fraudes por engenharia social, como o golpe da falsa central e o do WhatsApp. A Febraban reportou, em março de 2025, que 38% dos brasileiros foram alvo de tentativas de golpe (alta em relação aos 33% de setembro de 2024), e o Banco Central, via dados obtidos pela imprensa, registrou 4,7 milhões de fraudes via Pix em 2024, com prejuízos estimados em R$ 6,5 bilhões. Em paralelo, no Reino Unido, o Annual Fraud Report 2025 apontou perdas de £1,17 bilhão em 2024, mesmo com quedas relevantes em golpes de transferência induzida, o que reforça a necessidade de defesas mais adaptativas e menos visíveis.

É nesse cenário que a biometria comportamental deixa de ser apenas uma “camada extra” e se torna um diferencial competitivo. Ao analisar mais de 3.000 sinais de interação e contexto (como ritmo de digitação, padrões de deslize, velocidade de reação, movimentação do cursor, telemetria do dispositivo, geolocalização e até a detecção de acesso remoto), a tecnologia constrói um perfil dinâmico de risco para cada usuário. Isso permite identificar, em tempo real, comportamentos que indicam fraude ou “comportamento guiado” por criminosos, inclusive quando o cliente está, conscientemente ou não, seguindo instruções de um golpista ao telefone.

ROI e KPIs: segurança que entrega valor

O diferencial dessa abordagem é que ela mantém a experiência fluida para o cliente legítimo, enquanto bloqueia ou desacelera apenas o que foge do padrão seguro. Em casos práticos, os resultados são expressivos. Um banco do Reino Unido que implementou as soluções de inteligência comportamental manteve 95% de eficácia contra ATO, reduziu significativamente as fraudes de engenharia social e alcançou ROI de 400% no primeiro ano, combinando a queda nas perdas diretas com redução de falsos positivos e do volume de chamadas ao atendimento. No Brasil, outro banco, após enfrentar aumento de golpes no WhatsApp e telefone mesmo com biometria facial, implementou inteligência comportamental e passou a identificar e bloquear 97% das tentativas de ATO nos primeiros oito meses, detectando também a maioria dos casos de clientes agindo sob pressão criminosa. O impacto foi percebido não só na segurança, mas na satisfação: o NPS (Net Promoter Score) subiu 38 pontos e o tempo médio de autenticação caiu de forma relevante.

Esses resultados se refletem em KPIs que dialogam diretamente com a estratégia do negócio: redução no tempo de autenticação, diminuição de reclamações ligadas à segurança, alta taxa de resolução silenciosa de tentativas de fraude e maior aprovação automática de transações legítimas. No cálculo de ROI, entram as perdas evitadas, a redução de custos operacionais e a receita preservada por manter o cliente ativo e confiante. Um estudo da Forrester sobre Total Economic Impact (TEI) reforça que soluções que combinam prevenção de fraude e redução de atrito conseguem payback rápido e benefícios cumulativos ao longo dos anos.

Ao contrário de mecanismos visíveis, que desgastam o relacionamento quando falham, a biometria comportamental atua nos bastidores, protegendo o cliente de ameaças que ele nem sabe que existem. É uma segurança que, além de invisível, é estratégica: impede que o fraudador apenas mude de tática e explore outro ponto vulnerável. Para o cliente, o banco “simplesmente funciona melhor”; para o banco, cada interação segura e sem fricção é uma oportunidade de fortalecer confiança, reduzir perdas e transformar segurança em motor de competitividade.

Por Diego Baldin, Engenheiro de Soluções LATAM da BioCatch

Split payment desafia caixa e governança nas empresas na Reforma Tributária

Com a chegada da Reforma Tributária, a introdução do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) e da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) marca uma mudança estrutural para o ambiente de negócios no Brasil. Entre os mecanismos previstos, o chamado split payment, ou pagamento desmembrado, talvez seja um dos dispositivos mais disruptivos do ponto de vista operacional, financeiro e sistêmico.

Nesse novo modelo, o valor do imposto é automaticamente segregado no momento da transação e repassado diretamente ao fisco. O fornecedor, portanto, recebe apenas o valor líquido. Embora a proposta vise combater a sonegação e otimizar a arrecadação, ela exige revisões profundas nos processos empresariais e gera incertezas importantes, especialmente para os líderes das áreas financeira, comercial, fiscal, de logística e tecnologia.

Isso porquê, na prática, o split payment exige um novo desenho de fluxo de caixa, precificação, governança sistêmica e renegociação contratual. Logo, a alta gestão é colocada em uma posição de protagonismo e passa a operar não apenas como apoiadora da transição fiscal, mas como agente estratégico para garantir continuidade, liquidez e resiliência.

O caixa das empresas será afetado diretamente. Com o valor líquido sendo menor, haverá necessidade de redimensionar capital de giro, revisar projeções financeiras e renegociar limites bancários, inclusive, porque a previsibilidade financeira, elemento essencial para o resultado, será comprometida em um primeiro momento.

Além disso, a liquidez dos fornecedores também pode ser impactada, afetando prazos de entrega e contratos logísticos. Cadeias interdependentes, como distribuição e revenda, podem sofrer rupturas operacionais; e a redução no valor líquido recebido pode forçar ajustes de precificação, descontos e comissões, gerando revisões em contratos com grandes clientes e impactando margens.

A conciliação entre o que é retido, repassado e registrado passa a demandar governança digital intensa e maior investimento em controle interno. Um erro técnico pode se transformar rapidamente em passivo fiscal e reputacional.

Vale reforçar que ERPs, gateways de pagamento, módulos fiscais e contábeis precisarão estar integrados de ponta a ponta para lidar com o desmembramento tributário. Empresas com múltiplos sistemas ou baixa maturidade digital enfrentarão custos altos de integração e risco de inconsistência.

Incertezas práticas ainda preocupam muito o mercado

Apesar das diretrizes gerais, diversos cenários operacionais ainda não têm definição clara sobre como funcionarão na prática sob o regime de split payment. Isso eleva a complexidade e acende alertas para os líderes empresariais.

Algumas questões levantadas giram em torno de como funcionará a devolução de mercadorias após o imposto já ter sido recolhido? Como será o processo de ajuste em casos de bonificação, desconto comercial ou cancelamento de nota? Haverá uma via automatizada para reembolso de tributos pagos indevidamente ou valores a recuperar? O sistema do fisco estará preparado para lidar com o volume e a diversidade das transações em tempo real?

Essas perguntas ainda sem resposta indicam que o impacto do split payment não se limita à esfera fiscal. Ele afeta o coração das operações e a margem operacional das empresas, exigindo revisão de processos, reestruturação de custos e redesenho da cadeia de valor.

Para a alta gestão, isso significa atuar de forma antecipada, avaliando cenários financeiros simulados, impactos em orçamento e a capacidade da empresa de absorver variações no caixa. Afinal, toda essa complexidade se traduz, no fim do dia, em resultado, o que depende diretamente do fluxo de caixa.

Esse novo cenário exige que as empresas se preparem com antecedência, realizando simulações e revisões dos valores por meio de soluções de cálculo externo, de forma a assegurar o compliance tributário, centralizar as regras fiscais e garantir que os montantes segregados, creditados e conciliados estejam em total conformidade com a legislação vigente. Afinal, se até hoje já há retenções e burocracias para que o contribuinte recupere valores que lhe são de direito, imagine o impacto e a complexidade em um sistema estruturado no split payment.

Com isso, as empresas têm percebido que há diversas vantagens como a redução de erros humanos e retrabalho, agilidade na adaptação às mudanças legais sem paralisação dos sistemas, integração com ERPs e múltiplos sistemas de gestão os quais são essenciais para operações de grande porte e melhor previsibilidade fiscal e financeira.

A Reforma Tributária e, especialmente, o split payment, devem ser entendidos como um novo capítulo da governança empresarial. CEOs, CFOs, COOs e líderes das áreas críticas precisam assumir o protagonismo desde já, promovendo uma resposta sistêmica à altura da complexidade envolvida.

Ainda acha que esse tema é apenas um desafio do fiscal e do TI? O split payment prova o contrário. Ele redefine processos, afeta decisões de preço, fluxo de caixa, investimentos e até a forma como o mercado percebe a empresa. Quem não assumir o protagonismo agora, vai descobrir tarde demais que pode ter perdido o controle.

*Thais Borges é diretora comercial e de marketing da Systax, empresa que desenvolve soluções tecnológicas voltadas para o mercado tributário.

EUA lideram contratações de devs brasileiros com salários de até US$ 110 mil por ano, revela levantamento

A demanda global por programadores continua acelerada e, com ela, cresce o interesse de devs brasileiros. Segundo levantamento proprietário da TechFX, plataforma de câmbio especializada em profissionais brasileiros que recebem do exterior, os Estados Unidos lideram com folga a lista de nações que mais absorvem talentos, concentrando 85% das vagas. Dos 1.428 desenvolvedores brasileiros atuando no exterior que foram entrevistados, 1.220 trabalham para organizações americanas, com salários médios que chegam a US$ 110 mil anuais.

O estudo também aponta que, Canadá e Austrália aparecem empatados na segunda colocação, com apenas 1,85% cada. Outros mercados de destaque são Reino Unido (1,85%), Argentina (1,55%), Portugal (1,16%), México (1%) e Alemanha (0,62%).

“O profissional brasileiro, em média, alia formação técnica sólida à criatividade e adaptabilidade, uma combinação rara e altamente valorizada por empresas estrangeiras”, ressalta o CEO da TechFX, Eduardo Garay. “Além disso, companhias internacionais costumam oferecer salários até quatro vezes maiores do que os praticados no Brasil, o que torna essas vagas ainda mais atrativas, especialmente para PJs”, completa.

A presença de destaque de brasileiros no mercado internacional é reflexo da própria alta densidade de programadores no país. De acordo com dados da JetBrains, empresa especializada em desenvolvimento de software, o mundo soma hoje mais de 19,6 milhões de desenvolvedores. Com cerca de 630 mil devs, o Brasil ocupa a quinta posição em número absoluto de especialistas.

Cresce a migração de devs nacionais para oportunidades globais

Apesar do grande contingente de devs, estima-se que o Brasil enfrente hoje um déficit de 500 mil talentos em TI. Um dos principais fatores por trás desse desequilíbrio é a crescente valorização dos brasileiros por empresas estrangeiras. Entre 2020 e 2023, a contratação de profissionais de tecnologia do país por organizações internacionais disparou 491%, segundo o Brazilian Global Salary, estudo realizado no final de 2024 também pela TechFX.

O levantamento, que ouviu 1.611 brasileiros entre novembro e dezembro do ano passado, revela que 73% deles consideram atuar no exterior. Em sintonia com esse interesse, a demanda global por programadores brasileiros cresce, em média, 40% ao ano.

“A combinação de excelência técnica com a motivação para se destacar no cenário global torna os brasileiros cada vez mais requisitados. Com a desvalorização da moeda local, é natural que muitos busquem oportunidades em mercados mais competitivos e com melhor remuneração”, conclui o CEO da TechFX.

Destinos mais buscados pelos desenvolvedores

Se a ideia é encontrar os melhores destinos para aplicar seus talentos, vale observar onde estão as maiores concentrações de desenvolvedores no mundo. Esses mercados costumam oferecer mais oportunidades, infraestrutura sólida e maturidade para o trabalho remoto ou internacional. Não por acaso, a lista se aproxima bastante dos destinos mais escolhidos por brasileiros que atuam no exterior.

Confira abaixo os países com o maior número de desenvolvedores no mundo, segundo o estudo da JetBrains:

China
Com 3.885.000 desenvolvedores, a China lidera em número  absolutos e possui um mercado de software avaliado em US$ 2 trilhões. O país é referência em inteligência artificial e tecnologias emergentes. Ainda assim, seu mercado não é amplamente aberto à mão de obra estrangeira, o que limita o acesso a oportunidades para devs de fora do território chinês.

Estados Unidos
Na segunda colocação, os EUA reúnem 2.918.000 desenvolvedores e mantêm uma política ativa de contratação internacional: cerca de 200 mil profissionais de TI são admitidos anualmente, oriundos de diferentes regiões do mundo. O salário médio é de US$ 110.140 por ano, o que faz do país o principal destino para brasileiros que buscam renda mais alta.

Alemanha
Com mais de 832.000 desenvolvedores, a Alemanha se consolida como o maior hub tecnológico da Europa continental. O salário médio anual gira em torno de US$ 52.275, e o país mantém programas especiais de entrada para jovens brasileiros, como o Working Holiday Visa, que facilita a mobilidade internacional de especialistas na área.

Canadá
O mercado canadense contabiliza mais de 632.000 devs e cerca de 80 mil vagas abertas atualmente. O salário médio anual é de US$ 61.680. Com políticas de imigração mais flexíveis e iniciativas voltadas à atração de talentos estrangeiros, o país figura entre os destinos mais viáveis para brasileiros que desejam atuar fora do Brasil.

Reino Unido
Com cerca de 500.000 desenvolvedores, o Reino Unido se destaca por sua forte concentração tecnológica em Londres, que desponta como um dos principais hubs de inovação da Europa. O salário médio de um desenvolvedor gira em torno de US$ 55.275 por ano. Ainda que o país represente uma parcela menor das contratações globais de brasileiros, continua sendo uma opção estratégica para quem busca se estabelecer em um ecossistema maduro.

Inscrições abertas para cursos gratuitos de empreendedorismo no Qualifica SP

Pessoas que sonham em ter ou alavancar o próprio negócio têm a oportunidade de se capacitar gratuitamente até o dia 12 de outubro. A Secretaria de Desenvolvimento Econômico (SDE), através da Subsecretaria de Empreendedorismo e Produtividade, está oferecendo dois cursos gratuitos, on-line, para quem deseja empreender ou melhorar a gestão de pequenos negócios: Desenvolvimento de Atitude Empreendedora e Gestão de Pequenos Negócios com Inclusão Digital. Os interessados devem se inscrever pelo site: www.qualificasp.sp.gov.br

Ambas as formações têm 80 horas de duração, com aulas totalmente remotas no período noturno. Ao todo, são 100 vagas disponíveis, sendo 50 para cada curso. As capacitações são voltadas para pessoas a partir dos 25 anos, que desejam se qualificar em uma nova área ou iniciar uma nova carreira. As inscrições vão até 12 de outubro, e as aulas têm previsão de início em 27 de outubro.  

Daniele Aparecida Sampaio, de 43 anos, é proprietária de um pet shop em Mendonça, no interior paulista. Ela participou do curso de Gestão de Pequenos Negócios com Inclusão Digital e conta como a capacitação a ajudou na rotina empreendedora. “Acrescentou bastante no meu crescimento profissional. Aprendi sobre planejamento, finanças, marketing, vendas, gestão de pessoas e sobre aspectos legais e tributários que envolvem a administração de um empreendimento. Já estou colocando em prática o conhecimento no dia a dia para melhorar cada vez mais minha forma de trabalhar e a gestão do meu pequeno negócio”, diz. 

O que você vai aprender  

O curso Desenvolvimento de Atitude Empreendedora tem como objetivo qualificar o participante para identificar oportunidades de mercado e desenvolver produtos ou serviços. Veja alguns conteúdos abordados: 

  • Principais nichos de atividades empreendedoras 
  • Como administrar o próprio negócio. Visão estratégica de modelo de negócio 
  • Observações erradas resultam em ideias furadas – Pesquisa de mercado 
  • Noções de educação tributária. Principais tributos e taxações obrigatórias 

Já o curso Gestão de Pequenos Negócios com Inclusão Digital tem o intuito de desenvolver habilidades para atuar com mais eficiência no mercado, aliando gestão estratégica e inclusão tecnológica. Além dos temas do curso de Atitude empreendedora, há também:  

  • Netiqueta: etiqueta na era digital 
  • Dicionário digital 
  • Ferramentas de informática e de busca 
  • Ferramentas operacionais digitais 

Como se inscrever   

Basta acessar o www.trampolim.sp.gov.br, fazer o login na sua conta gov.br e escolher o curso desejado. Podem participar candidatos alfabetizados, domiciliados no estado de São Paulo e com idade compatível com a modalidade escolhida.   

Caso o número de inscritos ultrapasse o número de vagas, serão priorizadas pessoas menores de idade, com deficiência, desempregadas e com baixa renda.    

Para receber o certificado, o aluno deve ter ao menos 75% de presença nas aulas do curso.

Inclusão e velocidade: a revolução do e-commerce Brasil – Ásia

O comércio eletrônico deixou de ser tendência para se tornar motor econômico global. E, na rota Brasil – Ásia, segurança, velocidade e inclusão financeira são os pilares de uma integração que redefine mercados e aproxima consumidores de dois continentes.

A China segue como potência absoluta do setor. Em 2024, o país movimentou cerca de US$ 1,9 trilhão em e-commerce, ditando padrões de eficiência logística, carteiras digitais e superapps que se tornaram referência mundial. Esse peso não é apenas numérico: é cultural e tecnológico, um modelo de como pagamentos instantâneos e integrações digitais podem sustentar consumo em larga escala.

O Brasil, por sua vez, desponta como promessa e liderança regional. O mercado nacional de e-commerce superou US$ 346 bilhões em 2024, com expectativa de ultrapassar US$ 586 bilhões até 2027. Outro estudo projeta quase US$ 1,5 trilhão em 2033, consolidando o país como hub digital da América Latina. O motor dessa expansão é o Pix, que já responde por cerca de 40% das compras online e cujas iniciações de pagamento saltaram de R$ 624 milhões em 2023 para R$ 3,2 bilhões em 2024, crescimento superior a 400%.

Mas onde há escala, surgem riscos. A integração Brasil – Ásia só será sustentável se o tema da cibersegurança ocupar o centro da agenda. Vazamentos de dados, fraudes e ataques digitais crescem na mesma proporção que o volume de transações. A resposta exige mais do que leis e regulação: é preciso investir em APIs seguras, criptografia ponta a ponta, monitoramento em tempo real e machine learning para detecção de fraudes. 

A LGPD no Brasil e o avanço do Open Finance, que já reúne mais de 103 milhões de autorizações de compartilhamento de dados, oferecem bases sólidas para consumidores comprarem de lojistas asiáticos com confiança.

A velocidade é outro diferencial. Se antes o cartão internacional era sinônimo de burocracia e tarifas altas, hoje Pix e carteiras digitais oferecem liquidação instantânea, reduzindo barreiras cambiais e aumentando a conversão. Essa experiência aproxima o consumidor brasileiro da realidade asiática, onde pagar com QR code ou via superapp é rotina.

A inclusão financeira completa o tripé. Cerca de 40 milhões de brasileiros ainda vivem em condição de sub-bancarização, mas já usam o Pix e carteiras digitais em seu cotidiano. Ao permitir que esses consumidores participem do comércio internacional sem depender de cartão de crédito, criamos um mercado inédito, democratizando o acesso a bens e serviços globais. Para empresas asiáticas, aceitar métodos de pagamento locais é mais que adaptação: é estratégia para conquistar milhões de novos clientes.

Estamos diante de uma oportunidade histórica. A China mostra o caminho da escala e da eficiência; o Brasil demonstra como inovação regulatória e diversidade de meios de pagamento podem gerar inclusão. O desafio é manter a ponte sólida, combinando segurança robusta, transações em segundos e acesso para todos.

Na integração Brasil e Ásia, não estamos apenas falando de transações digitais. Estamos falando de confiança, de futuro econômico compartilhado e de um mercado global que, cada vez mais, acontece em tempo real.

Semana do Cliente impulsiona vendas online com alta de 13,94%, revela Getnet

Levantamento feito pela Getnet, fintech global de meios de pagamento do Grupo Santander, durante a Semana do Cliente (15 a 21 de setembro de 2025) mostra que o comércio brasileiro registrou crescimento de 13,94% no faturamento em relação ao mesmo período de 2024.

O resultado foi impulsionado principalmente pelo varejo digital, que teve alta de 12%, enquanto o comércio físico cresceu 9%.

No recorte por segmento, os Materiais Duráveis Não Classificados lideraram o crescimento geral, com um incremento de 25,52% no faturamento, demonstrando maior apetite do consumidor por produtos de maior valor agregado. Outro destaque foi o setor de calçados, que registrou crescimento de 7,58% no período. No varejo on-line, a categoria Venda de Roupas para Família também apresentou desempenho positivo, com aumento de 11,12%, reforçando a importância do vestuário no comércio eletrônico.

“A análise dos dados da Semana do Cliente mostra que as iniciativas promocionais, aliadas à ampliação dos canais digitais, contribuíram para o aumento das vendas no período. O desempenho observado em diferentes segmentos e canais reforça a importância de estratégias integradas para atender às novas dinâmicas de consumo”, afirma Rodrigo Carvalho, Superintendente de Analytics da Getnet.

Digitalização e tokenização marcam discussões no StartSe Payment Revolution Day 2025

Especialistas e executivos do setor financeiro se reuniram nesta quarta-feira (24/09) no Distrito Anhembi, em São Paulo, para o StartSe Payment Revolution 2025, evento sobre o futuro dos meios de pagamento no Brasil. Ao longo de dez horas de programação imersiva, os debates evidenciaram que vivemos a maior transformação desde o surgimento do dinheiro físico. A digitalização, a tokenização e a integração de diferentes métodos, estão remodelando tanto a experiência do consumidor quanto a operação das empresas, embora ainda existam barreiras a superar para que esse ecossistema se torne totalmente fluido.

Um dos destaques foi a palestra “Do real ao digital: O Impacto do Drex, Bitcoin e Blockchain”, conduzida por Lia Maura de Freitas, Gerente de Soluções de TI no Banco do Brasil. “A tokenização traz a democratização do sistema financeiro ao permitir fracionar ativos, como títulos e imóveis, tornando-os acessíveis a um público muito maior. Investimentos de alto valor, antes restritos a poucos, passam a ser viáveis, quando divididos em partes menores. Um título de R$ 1 milhão, por exemplo, pode ser transformado em mil cotas de R$ 1.000, ampliando o acesso ao mercado. Estima-se que, até 2030, a tokenização represente até 10% do PIB mundial, o que reforça a importância de acompanharmos esse movimento e repensarmos nossos modelos de negócio”, destacou.

Outra atração foi a apresentação “Stable e Tokenização no Mercado de Capitais”, com Eric Altafim, Diretor de Produtos e Corporate Sales no Itaú Unibanco. “Hoje, 99% do mercado de stablecoins está lastreado em dólar, concentrado em três grandes emissores, e já movimenta entre 270 e 280 bilhões de dólares, um crescimento de 30% apenas neste ano. A projeção é que, até 2030, cerca de 10% do mercado global de pagamentos, que hoje soma aproximadamente 200 trilhões de dólares, seja transacionado por meio de stablecoins”, explicou. O executivo também destacou a perspectiva para o Brasil: “Quando olhamos para o país, o Drex deve ter um papel importante nesse avanço, mas a retirada da tecnologia blockchain pelo Banco Central abre espaço para que outras stablecoins em reais se consolidem. Esse será um passo essencial para viabilizar a tokenização de ativos e acompanhar a transformação que já acontece em escala global.”

No período da tarde tivemos “A Barreira Invisível: Navegando no Cenário de Pagamentos Brasileiro”, apresentada por Nathan Marion, Senior Director no NuPay. “Tivemos um dado que nos surpreendeu muito: pagamentos com NuPay no varejo têm 23 pontos percentuais a mais de aprovação do que os feitos com cartão de crédito. Porém, nosso objetivo não é substituir os outros meios de pagamento, mas melhorar o processo existente, reduzindo ineficiências como fraude, cartões inválidos e falta de limite, deixando a experiência mais fluida, tanto para o cliente quanto para o lojista”, afirmou Marion.

Ele ainda ressaltou os impactos das chamadas barreiras invisíveis. “São fricções que o consumidor não enxerga, mas que representam enormes perdas para o mercado. No Nubank, conseguimos aumentar o poder de compra do cliente com modalidades como, limite adicional e crédito emergencial, que já evitaram que até 68% das vendas de um grande varejista fossem perdidas. Isso mostra que é possível unir experiência e performance, reduzindo perdas e aumentando a conversão.”

A palestra “O Futuro dos Pagamentos: A Visão da Mastercard para os próximos 5-10 anos”, conduzida por Mario Rocha, Diretor de Produtos e Soluções para PMEs e B2B da Mastercard Brasil, trouxe perspectivas para o setor corporativo. “Pagamentos B2B sempre existiram, mas o que muda e nos leva ao futuro é a forma como eles acontecem. E o Brasil já está nesse futuro: cerca de 90% das empresas possuem conta PJ e adotam ferramentas digitais de gestão, o que nos coloca em vantagem em relação a países semelhantes, como o México, onde 90% das transações ainda são em dinheiro. Esse grau de digitalização cria condições únicas para acelerar a transformação nos pagamentos corporativos”, disse Rocha.

Para concluir, o executivo destacou as tecnologias que devem impulsionar essa mudança. “Soluções como os cartões virtuais (VCNs) e a integração via APIs tendem a ganhar cada vez mais espaço, trazendo automação, controle e eficiência para empresas de todos os portes. O futuro dos pagamentos B2B é brilhante e a oportunidade está em transformar processos manuais e complexos, em operações digitais mais seguras, rápidas e escaláveis.”

O evento contou também com a participação de Gustavo Carvalho, diretor executivo de Value Added Services da Visa do Brasil, que avaliou de forma positiva o encontro. “Foi uma experiência muito enriquecedora participar do StartSe Payment Revolution neste ano. Tivemos acesso a conteúdos relevantes, diversos insights e ainda a oportunidade de realizar um networking de alto nível com os participantes. Agradeço o convite e espero continuar contribuindo nos próximos anos. É sempre um prazer debater temas como prevenção à fraude e cibersegurança, que exigem colaboração constante. Essa troca de informações é fundamental para que todo o ecossistema esteja mais protegido.”

Ao final, o Payment Revolution Day 2025 reafirmou o papel da StartSe e de seus eventos como plataformas de conexão entre tendências globais e a realidade brasileira. Mais do que apresentar novas tecnologias, o encontro deixou claro que a revolução nos meios de pagamento já está em andamento. Para empresas e consumidores, o desafio não é apenas acompanhar, mas liderar essa transformação, porque em um mundo cada vez mais digital, quem dominar a infraestrutura de pagamentos terá em mãos uma das principais alavancas de competitividade e crescimento.

PL Connection 2025 reúne líderes do varejo e reforça compromisso com sustentabilidade e inovação

A edição 2025 do PL Connection, realizada no Pavilhão Amarelo do Expo Center Norte, foi histórica, consolidando o evento como o principal ponto de encontro para o mercado de marcas próprias na América Latina. Durante três dias, mais de 4.000 profissionais passaram pelo espaço, incluindo líderes do varejo alimentar, farmacêutico, setores especializados como pet e perfumaria, além de representantes da indústria, distribuidoras e agências de branding.

Com mais de 100 expositores, 50 palestrantes e cerca de 70% das empresas já confirmando participação na próxima edição, o evento gerou oportunidades de negócios e parcerias entre as empresas, networking qualificado e conhecimento sobre tendências, inovações e estratégias do setor. A cerimônia de premiação do PL Connection reuniu mais de 400 participantes, celebrando cases de sucesso do segmento em diferentes categorias.

O impacto do PL Connection 2025 vai além da movimentação do evento, fortalecendo todo o ecossistema de marcas próprias no país. Para Fernando Ruas, CEO da Francal “cada edição do PL Connection reforça nosso compromisso em conectar o setor, criar oportunidades de negócios reais e gerar conhecimento que impulsiona toda a cadeia de marcas próprias. Ver a participação ativa de líderes e profissionais do setor é a prova de que estamos construindo um mercado mais sólido e inovador”. 

Já Antônio Sá, sócio-fundador da Amicci ressalta: “O evento não é apenas uma vitrine de produtos, mas um hub de tendências, inovação e relacionamento. O engajamento do público mostra a maturidade do setor e como podemos evoluir juntos, fortalecendo toda a indústria de marcas próprias no Brasil e na América Latina”.

Parceria com a Eu Reciclo e impacto socioambiental

A sustentabilidade foi um dos pilares da edição, consolidada por meio da parceria com a Eu Reciclo. Segundo o Relatório Técnico de Gestão Ambiental, o evento gerou 7.470 kg de resíduos, sendo 3.422 kg reciclados e 4.048 kg destinados à compostagem. O processo envolveu cooperativas cadastradas na Prefeitura de São Paulo, promovendo inclusão social e geração de renda. Os resíduos orgânicos foram transformados em composto para uso agrícola, fechando o ciclo sustentável do evento.

Além disso, a gestão ambiental contou com educação ambiental junto a expositores, montadores e visitantes, supervisão de profissionais qualificados, uso de EPI para segurança no trabalho e destinação adequada de todos os resíduos, garantindo conformidade com legislações federais, estaduais e municipais de resíduos sólidos.

“O PL Connection demonstra que é possível unir inovação, negócios e sustentabilidade. A participação ativa de expositores e visitantes nas práticas ambientais evidencia a maturidade do setor e reforça nosso compromisso com responsabilidade socioambiental. Além disso, o conteúdo extremamente rico e educativo sobre os temas relevantes que conseguimos trazer para o palco, para todos que estiveram no evento só evidencia o quanto o mercado está maduro para lidar com o tema marca própria.”, destaca Sá.

Mais de 40 patrocinadores e apoiadores estiveram presentes, reforçando a importância estratégica do PL Connection no calendário do mercado. Entre expositores, palestrantes e público qualificado, a combinação de conteúdo, networking e práticas sustentáveis consolidou a edição 2025 como um marco de resultados e impacto positivo, elevando ainda mais o padrão para os próximos anos.

“Encerramos esta edição com a certeza de que o PL Connection é muito mais do que um evento de apresentação de produtos. Ele se consolidou como uma plataforma estratégica para aprendizado, conexão e inovação, fortalecendo o desenvolvimento de todo o setor de marcas próprias na América Latina”, finaliza Ruas.

Geração Z ensina colegas mais experientes a usar IA e ajuda a aumentar produtividade e colaboração nas empresas, aponta pesquisa

Novo estudo global da International Workplace Group (IWG), líder global em soluções de trabalho híbrido e proprietário das marcas Regus, Spaces e HQ, revela que os profissionais da Geração Z estão desempenhando um papel fundamental na adoção de inteligência artificial (IA) dentro das empresas, ensinando colegas mais experientes e ajudando a liberar ganhos de produtividade e colaboração em ambientes de trabalho híbrido.

A pesquisa, baseada em entrevistas com mais de 2.000 profissionais nos Estados Unidos e no Reino Unido, mostra que a IA está se tornando um pilar central na forma como as equipes — especialmente as híbridas — operam. Oito em cada dez trabalhadores já experimentaram ferramentas de IA, e 78% afirmam que elas economizam tempo, com uma média de 55 minutos poupados por dia, o equivalente a quase um dia inteiro adicional de produtividade por semana.

Os trabalhadores relatam que esse tempo está sendo realocado para atividades de maior valor agregado, como trabalhos criativos ou estratégicos (41%), aprendizagem e desenvolvimento (41%), colaboração presencial (40%) e networking (35%). O percentual dos que afirmam que a IA os ajuda a executar tarefas de forma mais eficiente chega a expressivos 86%, enquanto 76% dizem que o uso da tecnologia está acelerando seu avanço na carreira — número que chega a 87% entre os profissionais da Geração Z.

Colaboração entre gerações: a chave para liberar os ganhos da IA

A colaboração intergeracional é central nessa transformação. Quase dois terços (59%) dos jovens profissionais estão ativamente ajudando colegas mais experiences a adotar e aprender a usar ferramentas de IA. Como resultado, 80% dos diretores sêniores afirmam que esse suporte permite focar em tarefas de maior valor, enquanto 82% relatam que as inovações em IA introduzidas por colegas mais jovens abriram novas oportunidades de negócio.

Dois terços dos executivos C-Level dizem que as habilidades em IA dos funcionários mais jovens melhoraram a produtividade de seus departamentos. Além disso, mais de 80% dos diretores sêniores acreditam que as inovações em IA trazidas por colegas juniores abriram novos caminhos de crescimento.

No geral, 86% dos entrevistados afirmam que a IA os tornou mais eficientes, e 76% acreditam que ela está acelerando o avanço em suas carreiras, quesito que chega a 87% entre os respondentes da Geração Z.

Automação libera tempo para atividades de maior impacto

Trabalhadores abraçam o potencial da IA para eliminar tarefas administrativas demoradas. As áreas mais citadas em que desejam aplicar automação incluem: redação de e-mails (43%), registro e resumo de reuniões (42%), organização de arquivos (36%) e preenchimento de formulários ou entrada de dados (36%).

Com essas tarefas automatizadas, os profissionais estão realocando tempo para atividades mais significativas. Dentre os entrevistados, 55% agora se dedicam a projetos de alto impacto, 54% a iniciativas de desenvolvimento profissional e 40% a fortalecer relacionamentos com colegas e clientes ou investir em bem-estar pessoal.

Benefícios para trabalhadores híbridos

A influência da IA na colaboração remota também é evidente: 69% dos trabalhadores híbridos dizem que ela está facilitando o trabalho em equipe entre diferentes locais, com benefícios como melhor preparação para reuniões (46%), acesso ampliado a informações compartilhadas (36%) e maior eficácia nos acompanhamentos pós-reunião (36%). A pesquisa também revelou que 40% dos profissionais híbridos dizem que a IA liberou tempo para investir em comunicação e atividades de fortalecimento de equipe.

Ainda no modelo híbrido, a IA também está redefinindo a forma como o tempo de escritório é utilizado. Com a automação cuidando do trabalho rotineiro, os dias presenciais passaram a ser dedicados a pensamento estratégico (41%), aprendizado e desenvolvimento (41%), colaboração face a face (40%) e networking (35%). Mais da metade dos trabalhadores (53%) afirmam que a IA está ajudando a alcançar melhores resultados, e 64% acreditam que está tornando o trabalho híbrido mais eficiente e eficaz.

Os trabalhadores também reconhecem os riscos de não acompanhar essa transformação: 63% temem que não aprender a usar ferramentas de IA possa atrasar seu crescimento na carreira, e 61% acreditam que quem não adotar IA corre o risco de ficar para trás. Ainda assim, o movimento é de aprendizado compartilhado: 51% dizem que a IA está ajudando a reduzir a distância entre gerações, e mais da metade afirma compartilhar regularmente conhecimentos de IA com colegas — índice que chega a 66% entre os profissionais de 25 a 34 anos.

“O mundo do trabalho está evoluindo rapidamente. Os avanços da tecnologia, em especial da inteligência artificial, estão aumentando a produtividade, abrindo novas oportunidades de carreira e conectando diferentes gerações de conhecimento. Esses ganhos significativos de produtividade viabilizados pela IA estão ajudando a criar equipes mais conectadas e ágeis, prontas para o futuro do trabalho. As novas gerações estão desempenhando um papel essencial ao compartilhar suas habilidades digitais com colegas, o que melhora a performance e abre novas oportunidades de negócio”, diz Mark Dixon, fundador e CEO da IWG.

Como adaptar uma central de atendimento à Geração Z? Especialista aponta caminhos para conquistá-los

Marcada pela hiperconexão e por elevados padrões de exigência, a Geração Z cresceu com a tecnologia integrada ao seu cotidiano, o que moldou expectativas mais rigorosas em relação às marcas. Para eles, o atendimento deve ser imediato, eficiente e sem atritos, acompanhando o ritmo acelerado com que se comunicam e tomam decisões. A paciência com filas e esperas praticamente não existe: se a resposta não chega em poucos minutos, a alternativa é buscar outra opção.

Um estudo do InstitutoZ em parceria com a MMA Latam, publicado pelo Meio & Mensagem, mostra que 60% das empresas ainda encontram dificuldades para dialogar com esse público, inclusive nas redes sociais.

Segundo Marcio Verderio Tahan, CEO da VTCall, empresa especializada em atendimento corporativo com inteligência artificial e automação, ignorar essas expectativas significa perder relevância. “Esse grupo valoriza agilidade e espera que as marcas estejam presentes em múltiplos canais, prontos para oferecer soluções imediatas. Nascidos entre 1997 e 2010, devem responder pela maior parte das compras nos próximos anos, além de influenciar o comportamento de outras gerações”, ressalta Marcio.

Como atendê-los de forma inteligente?

Comportamentos digitais já transformaram a forma de consumir, exigindo novas estratégias para a gestão da experiência do cliente. O que antes parecia impossível, unir tecnologia a um atendimento humanizado, hoje é realidade graças ao avanço das ferramentas. Softwares são capazes de interagir, responder dúvidas e até antecipar necessidades, criando experiências mais práticas e consistentes. Hoje, a Geração Z também está presenciando essa nova era que só se aperfeiçoa.

“O erro mais comum é acreditar que a tecnologia torna o atendimento impessoal. Quando bem aplicada, ela faz justamente o contrário: aproxima e torna a jornada mais fluida para quem está do outro lado”, explica Marcio. Hoje, plataformas omnichannel e recursos de automação permitem atuar 24 horas por dia com rapidez e eficiência, conectando canais como WhatsApp, Telegram e redes sociais. Assim, a experiência se mantém contínua e integrada, garantindo eficiência e proximidade ao mesmo tempo, algo essencial para esses consumidores que valorizam exclusividade e odeiam esperar.

Para Marcio, o segredo está no equilíbrio “Esses nativos digitais querem que cada interação seja eficiente e, ao mesmo tempo, humana. O tempo deles precisa ser respeitado em cada contato”, reforça.

Além disso, os consumidores jovens valorizam a praticidade e objetividade, e esperam que seu tempo seja respeitado e que essas soluções antecipem suas necessidades. Cada interação deve ser pensada como uma oportunidade de engajamento, fortalecendo a confiança e a percepção positiva da marca.