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10 tendências para marcas na Black Friday 2025, segundo especialistas

Com projeção de R$ 7,1 bilhões em vendas online, a Black Friday 2025 promete acelerar uma nova fase no varejo digital brasileiro. Impulsionadas por inteligência artificial, mudanças no rastreamento e um consumidor mais exigente, as marcas precisarão ir além dos descontos para se destacar e encontrar no marketing de afiliados uma das principais alavancas de performance.

Parte dessa virada passa pelo marketing de afiliados e pelo papel cada vez mais estratégico dos criadores de conteúdo nas decisões de compra. Segundo levantamento da EY-Parthenon, 54% dos brasileiros seguem influenciadores digitais (acima da média global de 45%) e 61% dizem que suas escolhas são moldadas por essas recomendações. Durante a Black Friday, esse comportamento se intensifica: uma pesquisa da MField com o Opinion Box mostra que 59% dos consumidores se lembram de campanhas com influenciadores em edições anteriores, e 56% já compraram após serem impactados por esse tipo de ação.

“Criadores de conteúdo trazem senso de urgência, exclusividade e, principalmente, credibilidade. Eles ajudam a traduzir a oferta em benefício real para o consumidor”, destaca Rodrigo Genoveze, diretor regional da Awin para a América Latina. “Ao integrar essa influência com o modelo de afiliados, conseguimos campanhas mais eficientes, com maior conversão e menor desperdício de mídia”.

De olho nesse novo cenário, a Awin, uma das maiores plataformas globais de marketing de afiliados, elencou 10 tendências que devem moldar o desempenho de marcas e anunciantes na Black Friday 2025. “Estamos vivendo uma mudança profunda na forma como o consumidor descobre, compara e decide comprar. As marcas que combinarem influência, rastreamento inteligente e conteúdo de valor estarão mais preparadas para vencer a disputa pela atenção e pela conversão”, afirma.

Entre os 10 destaques para a Black Friday 2025, a Awin aponta que:

  • 1. IA redefine o topo do funil: menos tráfego, mais conversão – Com o uso crescente de ferramentas de inteligência artificial como ChatGPT, Gemini, Claude e outras, parte das buscas de ofertas deve migrar para ambientes de IA, reduzindo o tráfego geral de topo de funil. No entanto, isso tende a elevar as taxas de conversão, uma vez que os usuários chegam com intenção clara de compra.
     
  • 2. Google Shopping: CSS vira trunfo contra gigantes – Clientes de CSS (Comparison Shopping Services) podem ganhar visibilidade quando gigantes como Amazon reduzem ou pausam anúncios no Google Shopping. Essa movimentação torna os css parceiros importantes para varejistas que buscam manter impressões e diminuir o custo de aquisição.
     
  • 3. Rastreabilidade ganha força com a IPC da Awin – A Iniciativa de Proteção de Conversão (IPC) da Awin trouxe avanços no rastreamento: mais de 1 milhão de vendas recuperadas, US$ 100 milhões atribuídos em receita e US$ 8,5 milhões redirecionados em comissões para afiliados.
     
  • 4. Apps revelam o verdadeiro impacto das redes sociais – Marcas que possuem app transacional que adotaram rastreamento por aplicativo notaram saltos expressivos nas métricas de vendas, como incremento de 26% na receita de influenciadores em campanhas específicas. Essa prática ajuda a revelar a contribuição de criadores que promovem produtos via redes sociais.
     
  • 5. Pressão econômica exige promoções mais inteligentes – Com tarifas internacionais aumentando, cadeias de suprimento afetadas e inflação pressionando custos, espera-se que promoções menos agressivas prevaleçam. Marcas precisarão ajustar descontos e manter margens, tornando a estratégia de afiliados ainda mais relevante para ampliar o retorno sobre investimento.
  • 6. Tech partners assumem protagonismo no e-commerce – Ferramentas de otimização de conversão, recuperação de carrinho e parceiros CSS mostraram desempenho sólido em 2023-2024 e devem ser ainda mais relevantes nesta Black Friday.
     
  • 7. Conteúdo de terceiros vira diferencial competitivo – Investir em conteúdo patrocinado de qualidade, como resenhas, guias e recomendações baseadas em IA, eleva o engajamento e a credibilidade, com resultados perceptíveis no tráfego e nas conversões.
     
  • 8. Ferramentas de custo e conversão entram no radar – Recursos como comissionamento flexível e inteligência de abandono de carrinho se tornam essenciais para proteger margens e manter performance em cenário de incerteza econômica.
     
  • 9. A jornada até a compra está mais longa – A confiança abalada do consumidor torna a decisão de compra mais lenta. As marcas precisam revisar janelas de atribuição e reconhecer todas as etapas do funil para otimizar resultados.
     
  • 10. Pequenas marcas brilham com criatividade e influenciadores – PMEs aumentaram em 45% o uso de influenciadores via Awin Access. Com modelos de CPA e sub-redes segmentadas, pequenas empresas conseguem competir com grandes players durante a Black Friday.

Agentes de IA conduziram 90 mil conversas comerciais no último ano no Brasil

De acordo com o Chat Commerce Report 2025, o WhatsApp se consolidou como principal canal de vendas do varejo brasileiro. O estudo mostra que 95,21% das interações entre marcas e consumidores ocorreram no aplicativo e que o desempenho das campanhas de marketing garantiu a conversão em compras de 55%.

Refinada e aprimorada cada vez mais, a adoção de Inteligência Artificial na jornada do consumidor também faz toda a diferença nos negócios digitais. Sobre isso, a pesquisa do Chat Commerce mostra que, em 2024, agentes autônomos conduziram cerca de 90 mil conversas comerciais e resolveram 80% delas sem qualquer intervenção humana.

“O marketing e as vendas mudaram depois que os agentes de IA entraram em cena. Nos últimos anos, isso tem ajudado as empresas a transformar suas vendas e atendimento. E não é mais sobre campanhas frias… é sobre conversas inteligentes, relevantes e fluidas”, destaca Luan Mileski, Head de Produto & Negócios no Irrah Tech, cofundador da Stoicweb Marketing e mentor na EVOA Aceleradora.

Luan é um dos palestrantes confirmados para a edição 2025 do Summit Iguaçu Valley, evento que conta com expositores, palestras com especialistas, painéis, rodadas de negócios e inovação, oficinas e workshops. No evento, o profissional mostra como o marketing e a venda conversacional, junto aos agentes de IA, estão mudando a forma de atrair e converter clientes, ajudando empresas a vender mais, atender melhor e manter proximidade humana.

Como exemplo prático do que o mercado já oferece em soluções, Luan apresentará ao público o desempenho de um dos produtos do grupo Irrah que traz esse efeito agregador: o Dispara Aí. A plataforma atingiu recentemente a marca de 16 milhões de mensagens por mês. Ela é utilizada em mais de 15 países por mais de 650 mil usuários.

“É uma solução que potencializa a comunicação entre empresas e clientes em tempo real, unindo automação inteligente, personalização avançada e mensuração rigorosa de resultados, tudo integrado de forma fluida às operações comerciais. A Dispara Aí permite que empresas mantenham a personalização em larga escala sem perder o toque humano, garantindo interações mais próximas e relevantes com seus clientes”, destaca.

A tecnologia responde dúvidas, qualifica leads, automatiza agendamentos e permite o envio de campanhas ilimitadas e segmentadas.

“Com base nesses dados, a plataforma envia mensagens personalizadas via WhatsApp, incluindo lembretes de carrinho abandonado, ofertas especiais e atualizações de status de pedidos”. 

O profissional destaca que a qualidade, que não acompanhou a explosão dos chatbots, hoje é diferencial para os negócios digitais. “Estamos em uma nova era, onde apenas seguir comandos como ‘aperte 1’ para isso ou ‘clique aqui para continuar’ não basta. Com os avanços dos agentes de IA, as empresas conseguem retomar conversas e executar tarefas. Tudo isso com tons de humanização impecáveis”, alerta o Head.

SERVIÇO

Palestra – IA Conversacional: A Nova Era do Marketing e das Vendas
Horário – 16h
Data – 9 de outubro de 2025
Local – Quinta das Marias, Foz do Iguaçu (Av. João Paulo II, 2703 – Jardim Manaus)
Sobre a plataforma – https://dispara.ai/

Agentes de IA aceleram atendimento ao cliente: setores de saúde, varejo e finanças lideram inovação

Os agentes de inteligência artificial (IA) surgiram como uma alternativa para modernizar o atendimento e otimizar processos nas empresas. De acordo com uma pesquisa que acaba de ser realizada pela Infobip e Opinion Box, o uso por parte dos consumidores já é uma realidade: o setor de saúde lidera essa tendência, com 39% dos usuários utilizando agentes para tarefas como agendamento de consultas e exames.

Mais avançados que os chatbots tradicionais, os agentes de IA são capazes de interpretar solicitações, tomar decisões e executar ações de forma autônoma. Isso significa que, diante de uma demanda, eles conseguem identificar o problema, sugerir uma solução adequada e até escalar a questão para um atendente humano, quando necessário.

“Os agentes de IA representam uma evolução significativa no relacionamento entre empresas e clientes. Eles não apenas respondem perguntas, mas compreendem o contexto da interação, avaliam possibilidades e entregam a solução mais adequada de forma imediata. Essa capacidade torna o atendimento mais ágil, preciso e próximo da expectativa do consumidor atual”, explica Caio Borges, country manager da plataforma global de comunicações em nuvem Infobip.

De acordo com a Estratégia Brasileira de Inteligência Artificial (EBIA), conduzida pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, a adoção de IA já é prioridade nacional, com 73 ações estratégicas previstas para estimular inovação, capacitação e aplicação da tecnologia em serviços públicos e setores produtivos. Esse movimento confirma que o uso da IA não é apenas uma tendência, mas parte essencial da agenda de competitividade e transformação digital do país.

Do atendimento automatizado à tomada de decisão autônoma

De acordo com o levantamento, o setor de varejo é um dos que mais vem ganhando com os agentes de IA, já que Brasil é o segundo país das Américas que mais utiliza IA para fazer compras, atrás apenas do México. Nessa direção, o Mercado Livre implantou a automação de mensagens por meio de APIs, conectando sistemas de rastreamento a canais como WhatsApp, SMS, RCS e e-mail. 

“Assistentes virtuais com IA oferecem suporte contínuo para consultas sobre status de pedidos, prazos de entrega e reagendamentos. Plataformas omnichannel mantêm o histórico de interações, permitindo transições rápidas entre chatbots e atendimento humano. Essas soluções agilizam a comunicação, tornam os processos escaláveis e reduzem dúvidas, evitando sobrecarga nos centros de atendimento”, conta o executivo da  Infobip, que integrou os serviços ao marketplace.

As expectativas dos consumidores atuais, como disponibilidade 24 horas, interações naturais e suporte em diferentes canais, pressionam empresas a investir em soluções tecnológicas. Um levantamento da Microsoft com micro e pequenas empresas brasileiras mostrou que 74% delas já utilizam algum tipo de inteligência artificial, sendo os assistentes virtuais para atendimento ao cliente a aplicação mais comum (69%). Isso demonstra que a tecnologia já está consolidada não apenas em grandes corporações, mas também em negócios menores que buscam eficiência.

“Estamos vendo uma mudança significativa no comportamento do consumidor. A urgência deixou de ser apenas sobre a velocidade da entrega e passou a ter um componente emocional, ligado à necessidade de se sentir informado. Isso faz com que as empresas revisem os investimentos na operação logística. Em vez de focar só em reduzir o tempo de entrega, muitas agora priorizam manter uma comunicação clara e constante com o cliente. O efeito é que o consumidor sente mais controle, mesmo quando os prazos são mais longos”, detalha Borges.

No setor financeiro, agentes de IA são utilizados para prevenir fraudes, esclarecer dúvidas sobre transações e apoiar estratégias de retenção de clientes. Já com empresas de telecom e serviços digitais, eles reduzem o tempo de espera em centrais de atendimento e oferecem suporte em múltiplos idiomas.

Segundo pesquisa do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) em parceria com o governo federal, 66% da população adulta brasileira já utilizou pelo menos um serviço público digital em 2024, e 77% avaliaram esse acesso como fácil. O dado reforça como a digitalização da relação entre cidadãos e instituições acelera a necessidade de soluções automatizadas e inteligentes de atendimento.

Para a Infobip, empresa global de comunicações omnichannel, a expansão dos agentes de IA é um reflexo direto dessas transformações. “Observamos um movimento em que os agentes de IA deixam de ser apenas ferramentas de automação para se tornarem parceiros estratégicos das empresas, capazes de prever necessidades e oferecer soluções de forma proativa”, finaliza Caio.

O Futuro do Pix e dos Meios de Pagamento no Brasil

Desde seu lançamento, o Pix modernizou a forma como os brasileiros lidam com o dinheiro. Rápido, gratuito e disponível 24 horas por dia, o sistema instantâneo do Banco Central já se consolidou como o principal meio de pagamento do País. Mas o futuro promete ainda mais transformações. A introdução do Pix Parcelado, do Pix Garantido e do Pix Internacional marcam a próxima etapa dessa jornada de inovação.  

Ocorre, no entanto, que o Pix é apenas uma espécie de “ponta de lança” de uma verdadeira revolução atualmente em curso nos meios de pagamentos do País, com benefícios em termos de praticidade e segurança para toda a população e para a economia, em geral.  

Mas comecemos por ele, o Pix. A modalidade garantida (em desenvolvimento pelo Banco Central e que possibilitará agendar ou parcelar pagamentos via Pix mesmo sem saldo disponível) permitirá realizar, como já mencionamos, pagamentos parcelados com garantia para o recebedor, democratizando o crédito e eliminando a necessidade de cartão. Falamos, ainda, do Pix Internacional, que viabilizará transferências entre países, ampliando fronteiras para o comércio, turismo e serviços. É evidente que, para que a novidade passe a funcionar, será essencial superar desafios regulatórios, como a harmonização entre diferentes sistemas cambiais e políticas de compliance. Em outras palavras, os sistemas de pagamentos do país que irá enviar o Pix terão de “conversar” com o sistema que irá receber esses recursos.  

Por fim – e mais imediatamente -, teremos, agora em setembro, o início das operações do Pix Parcelado, solução que beneficiará empresas de serviços recorrentes (ex. academias, escolas, streaming, internet), de consumo (água, telefonia, gás, luz), associações, condomínios e outras entidades. Para as empresas, a novidade irá trazer benefícios como redução da inadimplência e melhora no fluxo de caixa com recebimentos. Na ponta dos consumidores, os ganhos estão associados à conveniência, transparência e flexibilidade para autorizações a cancelamentos.  

Ao lado dessa evolução, o mercado assiste à ascensão de carteiras digitais (pagamento por cartão diretamente pelo celular, por sistemas como Apple Pay e Google Wallet) e dos super apps, que combinam funcionalidades como conta, cartão, cashback e crédito em uma única interface. Esses modelos entregam uma experiência fluida, centrada no usuário, e colocam os bancos tradicionais diante de uma necessidade urgente de adaptação, especialmente em relação à integração tecnológica e ao uso de dados em tempo real. Vale destacar que hoje, segundo uma pesquisa da Chroma Consultoria, 54% dos brasileiros já usam esses sistemas de pagamento por celular.  

No varejo físico, tecnologias como o NFC (sigla em inglês para Near Field Communication, ou, em bom português, o pagamento por aproximação) e o QR Code seguem ganhando espaço. O NFC, popularizado por carteiras digitais, transforma celulares em maquininhas de cartão, enquanto o QR Code continua sendo uma alternativa acessível, especialmente para transações de baixo valor (inclusive para o Pix) e no transporte público. Ambas as tecnologias impulsionam a inclusão financeira e reduzem o custo transacional.  

Resumindo, você pode até não estar familiarizado com a sigla “NFC” ou com o termo “carteira digital”, por exemplo, mas, muito provavelmente, já utilizou essas tecnologias.  

Outro protagonista silencioso nessa transformação dos meios de pagamento é o Open Finance. Ao permitir o compartilhamento de dados financeiros entre instituições autorizadas, o sistema viabiliza experiências hiperpersonalizadas, com limites e condições dinâmicas e crédito contextualizado. O impacto direto disso se reflete em maior conversão, menor inadimplência e satisfação do consumidor.  

Falando de maneira mais simples: quando, na hora de conceder um empréstimo ou oferecer um cartão, o banco tem acesso, por exemplo, ao perfil da dívida de um determinado cliente junto a todo o sistema (se possui um crediário junto à instituição X ou se financiou um veículo no banco Y), e não olha apenas para o seu “quintal”, fica mais fácil enxergar os eventuais riscos e, portanto, calibrar a oferta. Todos ganham.   

Big Techs como Apple, Google e Samsung também estão cada vez mais presentes no universo de pagamentos. Com infraestrutura global e integração nativa em dispositivos, essas empresas aceleram a inovação. No entanto, ainda enfrentam barreiras regulatórias e precisam se adaptar às exigências locais, como a LGPD (Lei Geral de Proteção de Dados) e às regras do Banco Central.  

Outro modelo que deve ganhar força é o Buy Now, Pay Later (BNPL, uma espécie de crediário digital rápido e simplificado, pensado para a experiência online). Focado especialmente no público jovem e desbancarizado, o BNPL combina flexibilidade e praticidade. Para ser sustentável, no entanto, exige ferramentas de análise de risco em tempo real, que evitem o superendividamento e promovam o uso responsável do crédito.  

O futuro reserva ainda a integração dos pagamentos com tecnologias emergentes como o 5G e a Internet das Coisas (IoT – pense no seu smart watch, que além de funções de relógio e celular, provavelmente incorpora funcionalidades como monitoramento dos batimentos cardíacos e sono, por exemplo). Carros que pagam o pedágio automaticamente, geladeiras que fazem pedidos sozinhas e máquinas de venda inteligentes fazem parte de um cenário em que o pagamento se torna quase invisível — incorporado à jornada do usuário de forma natural.  

Mesmo as criptomoedas, apesar da volatilidade e da falta de regulamentação clara, começam a ganhar espaço. A evolução das stablecoins (criptomoedas geralmente atreladas à variação de ativos menos voláteis, como ouro, dólar e euro) e a integração com carteiras digitais criam condições mais favoráveis para seu uso no varejo, desde que acompanhadas de regras estáveis e mecanismos de segurança.  

Tema importante na questão da evolução dos meios de pagamento é a biometria, que se apresenta não apenas como um recurso de segurança, mas como parte de uma jornada mais fluída (na medida em que impõe menos etapas) e com maior conveniência para o usuário. Um bom exemplo é o da C&A Pay, da rede varejista de moda, que permite realizar o pagamento apenas usando biometria facial – com reconhecimento prévio via aplicativo no celular, que, a partir daí, associará os traços do rosto ao perfil do cliente.  

O brasileiro é, por definição, um early adopter de novas tecnologias e não é exagero imaginar que, em horizonte de cerca de cinco anos, essa tecnologia já esteja bastante disseminada – como sugerem alguns relatórios de consultorias especializadas.   

Por fim, em meio a tantos avanços, a segurança segue sendo prioridade. O caso recente de fraudes envolvendo o Pix – com prejuízos bilionários – escancarou a necessidade de processos robustos, monitoramento inteligente e cultura de prevenção. Instituições precisam investir não apenas em tecnologia, mas em treinamento, controle de acessos e canais de resposta rápida, incluindo comunicação direta com o Banco Central para bloqueios emergenciais.  

O Brasil vive um momento único de transformação nos meios de pagamento. A combinação de tecnologia, regulação e experiência do usuário promete um ecossistema mais acessível, competitivo e seguro, colocando o país num cenário positivo de vantagem da inovação financeira global.  

* João Santos, CEO da Treeal

Cinco erros que líderes ainda cometem ao dar feedback e como evitá-los

O feedback tem se consolidado como uma ferramenta estratégica para o desenvolvimento de profissionais e equipes. Em ambientes altamente competitivos, ele orienta comportamentos, alinha expectativas e impulsiona a evolução das carreiras. De acordo com pesquisa da Gallup, 80% dos funcionários que recebem avaliações regulares relatam maior engajamento, reforçando seu papel crucial no desempenho organizacional.

Para Pablo Funchal, CEO da Fluxus Educação Corporativaespecializada no desenvolvimento de lideranças, muitos gestores ainda cometem erros simples que comprometem a eficácia desse processo. “Dar feedback não é apenas apontar problemas; é orientar, engajar e gerar aprendizado. Quando feito corretamente, ele impacta diretamente na motivação, retenção e resultados da equipe”, explica.

A seguir, o especialista lista os cinco erros mais comuns e como evitá-los:

1. Trazer julgamento pessoal em vez de fatos

Erro: Expressar opiniões ou rótulos como “você é desorganizado”.
Como evitar: Baseie-se em evidências concretas, descrevendo comportamentos observáveis e situações específicas.

2. Não apontar um caminho claro

Erro: Dar feedback sem sugerir melhorias.
Como evitar: Ofereça direcionamento prático, exemplos e próximos passos possíveis para o colaborador evoluir.

3. Perder o momento certo

Erro: Dar retorno muito tempo depois do ocorrido, quando o contexto já mudou.
Como evitar: Faça desse tipo de conversa uma prática contínua e oportuna, aproveitando o momento em que o comportamento ainda está fresco.

4. Terceirizar ou despersonalizar a conversa
Erro: Pedir para outra pessoa transmitir a orientação ou falar de forma impessoal.
Como evitar: O líder deve conduzir a conversa diretamente, de forma clara, pessoal e responsável.

5. Não criar o ambiente adequado

Erro: Dar feedback em público ou sem avisar previamente.
Como evitar: Prepare o espaço — presencial ou virtual — e informe sempre que se trata de um momento de retorno, garantindo privacidade e atenção.

Pablo reforça que a construção de uma cultura de feedback é essencial para transformar a performance de equipes e gerar resultados duradouros. “Conversas de desempenho bem aplicadas são motivadoras, melhoram processos e fortalecem a relação entre líderes e colaboradores. Ignorar essa prática é desperdiçar potencial humano e financeiro dentro da empresa”, conclui.

WatchGuard lança FireCloud Total Access, primeiro SASE híbrido que leva Zero Trust às PMEs e MSPs

WatchGuard Technologies, empresa global em cibersegurança unificada, anunciou o FireCloud Total Access, o primeiro serviço SASE híbrido que rompe com o modelo exclusivo para grandes empresas e torna o Zero Trust e a segurança em nuvem viáveis para MSPs e equipes de TI enxutas. Rápido de implementar e simples de gerenciar, ele unifica SWG, FWaaS, ZTNA e identidade em uma única plataforma gerenciada na nuvem para proteger a força de trabalho híbrida moderna.

O FireCloud Total Access é um serviço de Zero Trust em nuvem que leva a segurança em nível corporativo a todos os usuários, independentemente de onde estejam. A solução protege trabalhadores remotos contra ameaças da internet e garante acesso contínuo e baseado em identidade a aplicativos SaaS, em nuvem ou privados. Ao substituir o uso de VPNs e hardwares complexos, o FireCloud Total Access oferece conectividade mais rápida, segura e simples para equipes distribuídas.

O novo serviço amplia o portfólio FireCloud e fortalece a visão de SASE híbrido da companhia, apresentada no início deste ano.

Impulsionando SASE e Zero Trust além das grandes empresas

Até agora, soluções eficazes de SASE híbrido e Zero Trust eram, em grande parte, restritas a empresas com muitos recursos. O FireCloud Total Access unifica Secure Web Gateway (SWG), Firewall-as-a-Service (FWaaS) e Zero Trust Network Access (ZTNA) em uma única plataforma gerenciada pelo WatchGuard Cloud. Essa abordagem simplifica as operações, tornando a proteção em nível corporativo acessível a todos e oferecendo às equipes de TI um caminho prático e passo a passo para evoluir para uma postura de Zero Trust.

Parte da Unified Security Platform® da WatchGuard, o FireCloud Total Access é entregue por meio de um único agente de segurança e se integra perfeitamente aos serviços da empresa de defesa de rede, proteção de endpoints e autenticação multifator. Todas essas camadas alimentam o ThreatSync™, o motor XDR com inteligência artificial da WatchGuard, que proporciona correlação mais inteligente, priorização mais precisa e resposta mais rápida. Com a WatchGuard, as empresas têm uma plataforma projetada para operar de forma integrada, maximizando os resultados de segurança e minimizando o esforço das equipes que a gerenciam.

Proteção em Todo Lugar com SASE Híbrido

A WatchGuard lidera a transição de defesas baseadas em perímetro para a segurança de rede de próxima geração, voltada para o trabalho de qualquer lugar em pequenas e médias empresas. À medida que as organizações adotam a nuvem, proteger os colaboradores em ambientes remotos e híbridos deixou de ser opcional: é essencial para resguardar dados sensíveis e garantir a continuidade dos negócios. Na linha de frente está o FireCloud Total Access, que oferece proteção contínua para usuários remotos enquanto assegura o acesso a aplicativos e dados sensíveis on-premises. A solução garante que cada usuário, em qualquer conexão, permaneça protegido, onde quer que esteja trabalhando.

O FireCloud Total Access amplia as proteções pioneiras da solução de segurança de rede líder de mercado da WatchGuard, Firebox , essencial para proteger escritórios, filiais e redes on-premises. Juntos, FireCloud e Firebox oferecem a segurança abrangente que as organizações precisam para proteger usuários, aplicativos e infraestrutura em toda a rede híbrida.

“O trabalho remoto e as redes híbridas agora são permanentes, e as organizações precisam de uma forma mais simples de aplicar o Zero Trust enquanto protegem os usuários em qualquer lugar”, diz Andrew Young, Chief Product Officer da WatchGuard. “O FireCloud Total Access permite que MSPs e equipes de TI enxutas implementem a solução em poucas horas, apliquem políticas consistentes pelo WatchGuard Cloud e substituam as VPNs tradicionais de acesso total à rede por acessos baseados em identidade e por aplicação.”

FireCloud Total Access: O que Inclui

  • Zero Trust Network Access (ZTNA): Este modelo de segurança oferece acesso por sessão, com consciência de identidade e dispositivo, a aplicativos privados, funcionando como uma alternativa à VPN para usuários remotos, permitindo apenas o acesso necessário à rede.
  • Firewall-as-a-Service (FWaaS) com IA: Prevenção de intrusões, segurança DNS, sandboxing e aplicação de políticas para usuários fora da rede, com detecção orientada por IA no APT Blocker e no Gateway Antivirus para bloquear ameaças avançadas em tempo real.
  • Secure Web Gateway (SWG): Fornece filtragem de URLs, controle de aplicativos e gestão de shadow IT por meio de inspeção TLS. O FireCloud Total Access simplifica a emissão e validação de certificados na nuvem, garantindo exame completo do tráfego criptografado contra phishing, malware e visitas a sites de risco, sem aumentar a carga operacional.
  • Integração com o Ecossistema: O FireCloud Total Access se integra ao AuthPoint® (MFA/SSO), ThreatSync™ (XDR) e WatchGuard Endpoint Security para implementar Zero Trust em identidade, endpoints e redes, tudo gerenciado pelo WatchGuard Cloud.

“Nossos clientes querem menos ferramentas, menos atrito e melhores resultados”, explica Alex Dumas, Principal Engineer da Ember One, parceira da WatchGuard. “Com o FireCloud Total Access, podemos padronizar a proteção web e o acesso a aplicativos privados entre os clientes, demonstrar valor em um único portal e escalar serviços recorrentes sem aumentar a carga de gerenciamento.”

Desenvolvido para MSPs e PMEs: O Diferencial do FireCloud Total Access

  1. Implementação em horas, não semanas: O FireCloud Total Access não exige hardware nem configuração complexa de VPN. Com esta solução, políticas e proteções são entregues instantaneamente pelo WatchGuard Cloud, permitindo uma implementação rápida e escalável.
  2. Leve operacionalmente: MSPs e equipes de TI contam com gerenciamento multi-inquilino, herança de políticas e relatórios prontos para uso.
  3. Pacotes previsíveis: A licença por usuário desta solução se alinha aos modelos de receita recorrente dos parceiros, oferecendo uma abordagem personalizada que equilibra custo acessível e resultados em nível corporativo.
  4. Uma plataforma poderosa: O FireCloud Total Access se integra perfeitamente aos serviços de rede, endpoint e identidade da WatchGuard, todos conectados pelo ThreatSync™, o motor XDR com IA que proporciona detecção mais inteligente e resposta mais rápida, reduzindo a carga sobre as equipes de TI.
  5. Zero Trust dimensionado: O FireCloud Total Access entrega resultados corporativos sem os custos ou a complexidade típicos.

FireCloud Total Access estará disponível a partir de 25 de setembro de 2025, por meio da robusta rede da WatchGuard, composta por quase 17.000 MSPs que oferecem serviços de revenda e gerenciados em mais de 20 países. Os parceiros podem acessar testes self-service,além de materiais de capacitação e demonstrações de produtos na WatchGuard Cloud e pelo WatchGuard Partner Portal.

Segurança real para o mundo real – Roadshows globais: Zero Trust, edição de redes

Fazer parte do apoio à comunidade global de MSPs significa oferecer treinamento e capacitação contínuos. Todos os anos, as equipes da WatchGuard caem na estrada para receber milhares de parceiros em workshops práticos, projetados para ajudá-los a lançar, aprimorar e evoluir suas ofertas de segurança. Neste outono, as sessões terão como foco casos de uso modernos de segurança — proteger a força de trabalho em qualquer lugar e defender contra adversários apoiados por IA.

Do clique ao valor: a nova fronteira da gestão de tráfego pago

O investimento em links patrocinados nunca foi tão alto e tão desafiador. Nos últimos anos, o custo da mídia paga disparou, pressionando empresas de todos os portes a rever suas estratégias de marketing digital. Segundo relatório do IAB em parceria com a PwC, só nos Estados Unidos os gastos com publicidade digital somaram US$ 258,6 bilhões em 2024, um crescimento de 14,9% em relação ao ano anterior. A escalada nos investimentos deixa clara a necessidade de medir com mais precisão os resultados obtidos.

Ao mesmo tempo, mudanças nas políticas de privacidade, como o fim dos cookies de terceiros e leis mais rígidas em diversos países, estão transformando a forma como as campanhas são mensuradas. Um estudo da Advertiser Perceptions indica que essas regulamentações já prejudicam a capacidade das empresas de confirmar se uma compra foi feita por cliente novo ou recorrente, limitando a atribuição de valor e a otimização de campanhas.

Para o especialista em marketing e estratégia de negócios, Frederico Burlamaqui, esse cenário exige uma mudança de mentalidade: “Não basta mais avaliar o sucesso de uma campanha pelo volume de cliques. O verdadeiro valor da gestão de tráfego está em conectar investimento a indicadores estratégicos como CAC (Custo de Aquisição de Cliente) e LTV (Lifetime Value). São essas métricas que revelam se a operação está crescendo de forma sustentável”.

Custos em alta e novos desafios

O aumento contínuo dos custos de mídia também pressiona o planejamento. Em alguns segmentos, o custo por clique subiu mais de 20% no último ano. Projeções de mercado mostram que o crescimento global de anúncios digitais deve desacelerar em 2025, para apenas 2,2%, devido às incertezas econômicas. “A inflação da mídia paga obriga gestores a entender o funil completo e a mensurar não só a conversão, mas também a qualidade do cliente conquistado”, reforça Burlamaqui.

Automação e os limites da IA

Ferramentas de automação e inteligência artificial — cada vez mais presentes em plataformas como Google Ads e Meta Ads — prometem otimizar lances e segmentações de forma quase autônoma. Porém, especialistas alertam para os limites dessa automação. “A IA pode indicar caminhos, mas a visão estratégica ainda precisa ser humana. Só o gestor entende nuances como posicionamento de marca, timing de campanhas e ajustes criativos que fazem sentido para o negócio”, explica Burlamaqui.

Pesquisas acadêmicas recentes confirmam esse desafio: modelos de “atribuição preservadora de privacidade”, desenvolvidos para respeitar a LGPD e normas globais, muitas vezes introduzem vieses e dificultam a mensuração real das conversões. Isso reforça a necessidade de equilibrar tecnologia e análise humana.

Diversificação de canais como estratégia

Outro ponto central é a diversificação. Apostar apenas em Google e Meta pode ser arriscado em um cenário tão dinâmico. O social commerce, a mídia programática e até novos formatos em marketplaces e influenciadores digitais surgem como alternativas para diluir custos e alcançar públicos de maneira mais segmentada. “Estamos vivendo a era do marketing de performance 2.0. O clique é apenas o começo; o que realmente importa é transformar tráfego em valor real para o negócio”, conclui Burlamaqui.

Com integração de portfólios, UOL Host e HubLocal unem forças para transformar a jornada digital de PMEs

UOL Host, parceiro para quem busca começar ou alavancar um negócio online no Brasil, acaba de firmar uma parceria estratégica com a HubLocal, plataforma de Marketing Local e SEO Local, com mais de 20.000 clientes. A partir da integração das soluções das empresas, os clientes terão acesso a recursos avançados de SEO Local, inteligência artificial aplicada à presença digital e ferramentas de hospedagem, tudo de forma unificada e escalável. 

Em um cenário onde estar presente no ambiente digital deixou de ser uma opção e se tornou uma necessidade, os números falam por si. Cerca de 46% das buscas no Google têm caráter local e 85% dos consumidores pesquisam online antes de comprar em lojas físicas. Além disso, 97% das pessoas consideram as informações online essenciais para confiar em um negócio local e 60% chegam a entrar em contato diretamente pelos resultados de busca. 

Nossa missão com essa parceria é empoderar empreendedores para que sejam facilmente encontrados pelos seus clientes, desde a busca online até a conversão. Com a tecnologia da HubLocal e a solidez do nosso portfólio, entregamos uma solução completa e escalável para quem quer crescer de verdade. A parceria vem com um objetivo ambicioso: impactar mais de 1 milhão de empresas até 2028”, afirma Ricardo Leite, Diretor do UOL Host. 

A partir dessa integração, os clientes do UOL Host passam a ter acesso às ferramentas avançadas de SEO e de inteligência artificial para posicionamento Local da HubLocal, enquanto os clientes da HubLocal também poderão contratar o robusto portfólio do UOL Host em um só lugar (Criador de Sites, Loja VirtUOL, E-mail Pro Premium e UOL Anúncios).  

Entre os recursos oferecidos pela HubLocal, destacam-se a atualização automática de dados em plataformas como Google Perfil de Empresas, Bing Places for business, Apple Business Connect e Facebook Places; o gerenciamento centralizado de avaliações com respostas automatizadas via IA; a publicação em massa de ofertas e eventos; relatórios inteligentes em tempo real; e consultoria técnica especializada. Tudo isso apoiado pela IA de posicionamento local, tecnologia exclusiva da HubLocal que mensura a visibilidade digital, sugere melhorias e facilita a gestão multicanal.  

A tecnologia também permite o gerenciamento unificado da presença digital em múltiplos canais, incluindo buscadores (Google, Bing, Yelp), geolocalização (Google Maps, Apple Maps, Perfil de Empresa no Google), redes sociais (Facebook, Instagram, WhatsApp, LinkedIn, Foursquare) e plataformas de busca por voz, como Amazon Alexa. Essa centralização reduz a complexidade da operação e aumenta significativamente o alcance e a eficiência digital dos negócios. 

“A cada dia fica mais evidente que o futuro dos negócios locais está na visibilidade digital. Nossa parceria com o UOL Host nos permite acelerar esse movimento, levando a tecnologia e inteligência necessária a milhões de empreendedores. Mais do que integrar portfólios, nos unimos com o mesmo propósito de fortalecer o ecossistema de pequenos e médios negócios no Brasil e ajudá-los a prosperar na era digital”, analisa Felipe Caezar, CEO da HubLocal.  

Outro diferencial está no uso da inteligência artificial por meio do HubNômetro, sistema exclusivo da HubLocal. A ferramenta oferece recomendações de melhorias baseadas em dados, termômetro de performance, edições em massa e monitoramento de avaliações com respostas automatizadas. O objetivo é otimizar a gestão digital e permitir que o empreendedor concentre seus esforços no crescimento do negócio. 

“O empreendedor que não é encontrado online perde clientes todos os dias. Essa parceria entrega o que há de mais completo em soluções locais, com usabilidade, inteligência e suporte para facilitar a gestão desde o início, acelerar a digitalização, aumentar a visibilidade e impulsionar as vendas. Com essa colaboração, ampliamos não apenas o nosso portfólio, mas também o da HubLocal, que passa a oferecer as soluções de digitalização de negócios do UOL Host”, finaliza Ricardo Leite. 

Crise energética pressiona data centers: como FinOps e observabilidade ajudam a reduzir custos na nuvem

Por Heber Lopes, Head de Produtos e Marketing da Faiston

Nos últimos dois anos, os custos de energia elétrica dispararam e estão afetando diretamente a operação de data centers – tanto em nuvens públicas quanto em infraestruturas privadas. No Brasil, a conta de luz deve ainda ter um aumento de 6,3% até o final do ano, segundo a Aneel – acima da inflação esperada para o ano.

Esse aumento pesa no orçamento de empresas que dependem de data centers, já que a eletricidade responde por cerca de 32% do seu custo operacional. Ou seja,

quase um terço das despesas de manter servidores e sistemas de resfriamento está diretamente atrelado à tarifa energética. A situação se torna mais crítica em meio à expansão da economia digital e a uma crise energética global: na Europa e nos Estados Unidos, a demanda por eletricidade voltou a subir após anos estagnada, impulsionada pela construção acelerada de data centers e outros grandes consumidores.

Diante desse cenário, empresas brasileiras e globais têm cada vez mais apertado os cintos e aplicando FinOps para retomar o controle sobre os gastos na nuvem. De fato, ao menos 59% das empresas já contam com equipes dedicadas de FinOps para fazer a gestão desses custos, de acordo com a pesquisa 2025 State of the Cloud, publicada pela SC Cloud.

E o ponto mais relevante para uma equipe de FinOps é, justamente, a visibilidade total do ambiente: é preciso identificar para onde está indo cada centavo gasto em nuvem, atribuindo custos por projeto, departamento ou aplicação. Assim, o FinOps implementa métricas e painéis transparentes que mostram, por exemplo, quanto cada aplicativo ou time consome de recursos e qual a fatura associada – eliminando surpresas e a “letra miúda” das contas. Essa etapa informativa é fundamental para embasar as próximas ações.

Com os dados em mãos, vem a fase de otimização ativa. Workloads subutilizadas são reestruturadas ou consolidadas, adequando a capacidade provisionada à demanda real (prática de rightsizing). Se servidores estiverem com baixo uso de CPU ou memória de forma consistente, podem ser migrados para instâncias menores ou máquinas virtuais compartilhadas, reduzindo tanto o custo quanto o consumo de energia sem afetar o desempenho. Recursos “zumbis”, como volumes de armazenamento sem leitura/escrita ou máquinas virtuais esquecidas, são desligados ou removidos assim que identificados.

Observabilidade: peça-chave para FinOps

No entanto, executar uma estratégia de FinOps efetiva depende de monitoramento contínuo – é aí que entra a observabilidade. Esse conceito oferece uma visão holística do ambiente de nuvem, correlacionando métricas de desempenho, logs de eventos e rastreamento de transações. Ferramentas modernas conseguem cruzar informações de telemetria técnica com dados de custo, gerando insights poderosos: se a conta de um banco de dados disparou 40% num mês, os logs podem revelar que determinada consulta SQL mal otimizada está consumindo recursos excessivos.

Da mesma forma, métricas mostram se uma máquina virtual está superdimensionada ao revelar que sua utilização média de CPU é de apenas 20%. A partir desses alertas, equipes de FinOps e engenharia podem tomar decisões informadas – seja para ajustar o tamanho da instância, otimizar código ou desligar serviços desnecessários. Observabilidade fornece os dados brutos e o contexto técnico que o FinOps precisa para agir com precisão.

E a sinergia entre FinOps e observabilidade cria um ciclo virtuoso de melhoria contínua. Cada pico anômalo de uso ou custo capturado possibilita ações corretivas, e reescalonamento de capacidade. Essa integração permite respostas rápidas a incidentes financeiros: tão importante quanto responder a falhas técnicas é reagir a “incidentes de custo” – situações em que um bug ou uso indevido provoca gastos inesperados. Com monitoração granular, desvios orçamentários que antes só seriam percebidos ao fim do mês agora podem ser identificados e mitigados em dias ou horas. Isso garante que a empresa pague pelo desempenho que realmente necessita entregar, nada além disso.

Para a liderança, a lição da crise energética é clara: controlar os gastos na nuvem se tornou uma questão de sobrevivência do negócio. O período de “cheque em branco” para escalar aplicações ficou para trás – agora, cada workload precisa justificar seu consumo com entrega de valor. Implementar FinOps é criar uma cultura de responsabilidade compartilhada, em que times técnicos e financeiros falam a mesma língua e tomam decisões embasadas em dados. Já a observabilidade garante a visibilidade fina necessária para executar essas decisões no dia a dia, adaptando a capacidade e corrigindo rumos com agilidade. Juntas, essas práticas formam a dupla dinâmica que transforma a nuvem de um centro de custo imprevisível em uma plataforma otimizada e alinhada aos objetivos estratégicos da empresa.

TikTok Shop pode virar o ‘super app’ de compras no Brasil?

O TikTok Shop já não é apenas uma aposta no e-commerce brasileiro: a plataforma de vendas da rede social movimenta cerca de US$ 46 milhões por mês no país, alcançando a marca de US$1 milhão por dia em 2025, segundo dados do Itaú BBA. 

De acordo com matéria divulgada no portal InvestNews, o crescimento de 25 vezes em apenas quatro meses coloca o app no centro de uma discussão maior: poderia o Brasil ver nascer aqui um “super app” de compras, nos moldes do que já acontece na Ásia?

Diferente de players tradicionais como Mercado Livre e Amazon, o TikTok Shop não depende da busca ativa do consumidor. A lógica é inversa: os produtos chegam ao público por meio de vídeos curtos e criativos, em uma fusão entre entretenimento e consumo. 

É a mesma dinâmica que transformou o Douyin (versão chinesa do TikTok) em um ecossistema que concentra compras, pagamentos e serviços.

Disputa direta com marketplaces

Para Felipe Cardoso, CEO da agência Rank Certo, enquanto o aplicativo está em estágio no Brasil, já é uma realidade na Ásia há algum tempo. 

“Quem se adaptar primeiro por aqui pode conquistar uma fatia relevante do mercado, especialmente entre os jovens”, comenta, apontando que o maior erro seria tratar o TikTok Shop como um marketplace convencional: “A lógica não é de catálogo, mas de engajamento. É preciso construir narrativa antes de vender”, aponta. 

Como empresas podem se posicionar no TikTok Shop

Especialistas em marketing digital apontam que marcas brasileiras podem fortalecer sua presença na plataforma com estratégias combinadas, que vão além da simples abertura de uma vitrine online. Entre as principais recomendações estão:

  • Reforçar a estrutura digital: Investir em SEO, backlinks e experiência do usuário para garantir que os sites oficiais deem suporte às vendas originadas no app.
  • Apostar em content marketing: Produzir vídeos curtos, pesquisas setoriais e artigos que dialoguem com as “dores” dos consumidores, ampliando autoridade digital.
  • Usar influenciadores e criadores: Parcerias com perfis de alta aderência ao público-alvo ajudam a aumentar conversões e fortalecer a percepção da marca.
  • Integrar canais de venda: Criar estratégias que conectem a operação no TikTok Shop a outros marketplaces e ao e-commerce próprio, maximizando resultados.

Com faturamento diário já na casa de US$1 milhão, o TikTok Shop abre espaço para um novo ciclo do comércio eletrônico no Brasil. A consolidação dependerá da capacidade da plataforma em replicar o modelo asiático de super app e da velocidade de adaptação das empresas locais às novas dinâmicas digitais.