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Ex-VTEX e B2W é o novo Head of Marketing da Divibank

A Divibank anuncia a chegada de Hygor Roque como novo Head of Marketing, reforçando sua estratégia de crescimento e consolidação no competitivo mercado de fintechs brasileiro. A contratação sinaliza a aposta da empresa em inovação, experiência do cliente e marketing orientado a resultados, setores cada vez mais determinantes para o sucesso das fintechs.

O executivo acumula mais de 15 anos de experiência em marketing e e-commerce, com passagens por grandes plataformas como B2W, Rakuten, VTEX e Loja Integrada. Ele também liderou equipes comerciais e de marketing na Corebiz, agência de tecnologia e performance adquirida pela WPP, atendendo contas de destaque como Grupo Boticário, Telhanorte, Sony e C&C. Mais recentemente, esteve à frente da Diretoria de Marketing e Parcerias da Uappi, responsável por Demand Generation.

“A Divibank já possui uma marca consolidada e uma experiência de cliente de qualidade, e meu objetivo é levar isso a um novo patamar. Vamos inovar em todos os pontos de contato, transformar cada interação em valor real e fortalecer a posição da empresa como referência em plataforma inteligente de pagamentos no país”, afirma Hygor Roque.

A chegada dele coincide com um momento de expansão digital da fintech, que busca consolidar sua presença no mercado e fortalecer a identidade da marca. Atualmente, o negócio já opera com e-commerces integrados às plataformas VTEX, Shopify, WooCommerce, WBuy e Magento, além de contar com desenvolvimento tecnológico próprio. A contratação de um profissional com histórico robusto em e-commerce e marketing orientado a dados é um passo estratégico para diferenciar a empresa em um setor marcado pela intensa competição e rápida evolução tecnológica.

Além de liderar estratégias de marketing integradas, Hygor terá como foco projetos voltados à experiência do cliente, engajamento digital e inovação nos canais de comunicação. A expectativa é que sua atuação contribua para acelerar o crescimento da fintech, posicionando a Divibank como referência em soluções financeiras digitais no Brasil.

11/11 promete movimentar comércio eletrônico no Brasil: datas duplas já ultrapassam volumes alcançados pela Black Friday

Sabe aqueles dias do calendário em que o número do dia e do mês são iguais — como o próximo 10 de outubro (10/10)? Essas “datas duplas” vêm ganhando destaque no comércio eletrônico brasileiro. O fenômeno é tão forte que, em muitas plataformas, o volume de vendas nesses dias já rivaliza — e, às vezes, até supera — o da própria Black Friday.

A origem desse movimento está na China, com o 11/11 promovido pela Alibaba. No Brasil, a prática vem ganhando força graças à Shopee, que celebra seu aniversário em 7 de julho (07/07) e, além dessa data, realiza promoções e descontos especiais em todos os “dias duplos” do calendário, como 08/08 e 09/09.

Para não perder espaço e evitar ficar para trás, concorrentes têm adotado estratégias para estimular o consumo e enfrentar diretamente as datas duplas.

A Amazon, por exemplo, adotou o “Amazon Day”, geralmente no dia 15 de cada mês. O Mercado Livre, utilizando campanha publicitária com Neymar e Ronaldo Fenômeno como garotos-propaganda, reduziu, em julho — mês de aniversário da Shopee —, o valor mínimo em compras para frete grátis: de R$ 79 para R$ 19.

“É uma verdadeira corrida dos marketplaces para aquecer vendas, estar na dianteira do mercado, atrair e fidelizar clientes. Quem ganha é o consumidor”, afirma o especialista Cláudio Dias, CEO da Magis5, hub de integração de mais de 30 marketplaces no Brasil. “Vemos uma ‘Black Friday’ todo mês”, ressalta.

Cláudio Dias, CEO da Magis5

Monitorando transações de milhares de sellers, a Magis5 registrou, em 7 de julho, cerca de 500 mil pedidos processados em um único dia — superando os volumes da Black Friday de 2024. Nas horas de pico, a operação chegou a 40 mil pedidos/hora, evidenciando a necessidade de processos automatizados e gestão em tempo real.

RECONFIGURAÇÃO DO CALENDÁRIO DO VAREJO

Essa mudança força o seller a operar com mentalidade de alta performance o ano todo”, aponta Dias. “O varejo online não é mais sazonal: ele é contínuo, competitivo e exige inteligência de operação para capturar oportunidades todos os meses”.

“É uma reconfiguração impulsionada pelos grandes players, mas que impacta diretamente o seller que está conectado a essas grandes plataformas”, destaca o profissional. 

Para ele, não se trata mais de vender bem apenas em novembro, na Black Friday. Hoje, é preciso estar pronto todo mês, com uma operação eficiente, automatizada e ágil para atender ao jogo dos principais marketplaces. É assim que o seller consegue aproveitar datas estratégicas, como as datas duplas.

“A Magis5 conecta a loja virtual aos grandes e-commerces, centralizando a gestão das vendas e automatizando tarefas manuais. Com isso, o vendedor tem controle total de estoque, pedidos e preços em tempo real. Além disso, pode criar anúncios com facilidade para que seus produtos se destaquem nesses momentos — um diferencial para acompanhar o ritmo acelerado de promoções que movimenta o comércio eletrônico brasileiro”, afirma o CEO da Magis5.

POTENCIAL DO E-COMMERCE NO BRASIL

De acordo com a Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm), o e-commerce no Brasil deve crescer 10% em faturamento neste ano, atingindo quase R$ 225 bilhões. “A título de comparação, no último 11/11, impulsionado pela estratégia de data dupla da Alibaba, na China os marketplaces movimentaram 203,6 bilhões de dólares em um único dia”, sublinha Dias.

Os dados mostram que estamos diante de um novo ciclo no comércio eletrônico brasileiro”, conclui Dias. “Quem dominar essas janelas mensais de vendas, com tecnologia e planejamento, estará na frente na próxima década.

Casas Bahia moderniza infraestrutura de dados e migração da plataforma Databricks para o Google Cloud em parceria com a Thougthworks

A Thoughtworks, consultoria global de tecnologia que integra design, engenharia e inteligência artificial, anuncia que a Casas Bahia, uma das maiores varejistas do Brasil com mais de 1.000 lojas físicas e uma ampla plataforma de e-commerce, concluiu com sucesso a migração de seu data lake e da plataforma Databricks para o Google Cloud Platform (GCP). O movimento estratégico já resultou em uma redução imediata de 10% nos custos e em ganhos de eficiência operacional, estabelecendo uma base robusta e escalável para atender à alta demanda da temporada de Black Friday e sustentar o crescimento futuro da companhia.

“Na Casas Bahia, buscamos constantemente inovar e aprimorar a forma como atendemos nossos clientes”, afirma Filipe Jaske, Chief Technology Officer da Casas Bahia. “Com a parceria da Thoughtworks, nossa nova infraestrutura oferece a escalabilidade e a eficiência necessárias para apoiar nosso crescimento. Essa transformação nos permite trabalhar de maneira mais rápida e eficaz, automatizando até 90% do nosso processamento de dados.”

Com o propósito de permitir que seus clientes comprem “onde, quando e como quiserem”, a Casas Bahia tem utilizado sua plataforma de dados em nuvem, automação e inteligência artificial para alcançar a agilidade necessária para se adaptar às mudanças de comportamento do consumidor e oferecer jornadas de compra mais inteligentes e personalizadas. A iniciativa combina as capacidades e as práticas robustas de engenharia da Thoughtworks e da Databricks para modernizar a infraestrutura de dados, gerar insights mais acionáveis sobre o comportamento do cliente e criar recomendações de produtos e soluções financeiras que impulsionem o crescimento do negócio.

“Hoje, os dados de uma organização são sua vantagem competitiva, e na Databricks queremos levar o poder da inteligência de dados a todos os negócios”, afirma Bruna Wells, diretora de vendas de parceiros LATAM da Databricks. “Estamos empolgados em ver empresas líderes como a Casas Bahia utilizarem automação e IA como forma de identificar rapidamente insights e agir sobre eles para aprimorar a experiência do cliente.”

A Thoughtworks defende o uso do poder dos dados e da inteligência artificial para capacitar equipes, acelerar fluxos de trabalho e liberar valor em todas as áreas do varejo moderno. As equipes de engenharia e dados da Thoughtworks, Databricks e Casas Bahia aplicaram as melhores práticas de entrega, incluindo feedback rápido, simplicidade e repetibilidade, para gerar valor de negócio de forma mais ágil.

“A Casas Bahia está na vanguarda da inovação no varejo ao usar dados para oferecer uma experiência verdadeiramente personalizada e criar novo valor para o cliente”, comenta Juliana Velozo, vice-presidente de varejo da Thoughtworks América Latina. “A Thoughtworks tem orgulho de ser parceira da Casas Bahia, mostrando como uma plataforma de dados preparada para o futuro pode ajudar a resolver desafios estratégicos e fortalecer a lealdade à marca em um mercado altamente competitivo.”

Vendas de tratores usados crescem 13% por meio da OLX em 2025

O trator é o implemento agrícola usado com maior crescimento em vendas por meio da OLX em 2025. É o que mostra levantamento do maior marketplace de classificados de produtos usados, autos e imóveis do Brasil. As comercializações do equipamento cresceram 13%, na base comparativa de janeiro a agosto deste ano com o mesmo período de 2024. Na sequência está a roçadeira, com aumento de 9% nas comercializações. A empilhadeira ocupa o terceiro lugar, com variação positiva de 2%.

Netshoes, Fila e FEMAMA se unem em campanha do Outubro Rosa

A Netshoes, maior e-commerce de artigos esportivos e lifestyle do país, é parceira da Fila no lançamento do tênis Speedzone Rosa, uma edição especial que celebra o Outubro Rosa. Com venda exclusiva pelo e-commerce, parte do valor arrecadado será revertido à Federação Brasileira de Instituições Filantrópicas de Apoio à Saúde da Mama (FEMAMA), instituição que atua para ampliar o acesso ao diagnóstico precoce e o tratamento ágil a fim de reduzir a mortalidade por câncer de mama no país.

A iniciativa reforça o compromisso da Netshoes em incentivar um estilo de vida saudável e esportivo, lema que guia o posicionamento da marca. A companhia aposta no poder do movimento como forma de promover bem-estar e autocuidado, sempre no ritmo de cada pessoa.

“Na Netshoes, acreditamos que o esporte pode transformar vidas. Apoiar o Outubro Rosa é mais uma forma de reforçar nosso compromisso com um lifestyle saudável, incentivando o movimento e o autocuidado em todos os momentos”, afirma Vitória Zanoni, Executiva de Contas da Netshoes. “Fazer parceria com marcas e instituições que compartilham desse propósito amplia o impacto das nossas ações e fortalece o esporte como ferramenta de conscientização.”

Como parte da campanha, a Netshoes e a Fila promoverão dois “treinões” especiais na Academia Netshoes, no Parque das Bicicletas, em São Paulo. Os encontros reunirão clientes, influenciadores e mulheres que vivem ou que já passaram por tratamento do câncer de mama, para um momento de conexão e incentivo à prática esportiva. A programação contará com aulas de ioga, bate-papo com profissionais da saúde e experimentação do novo modelo da Fila.

“A prática regular de esportes e atividade física tem um papel fundamental na redução de fatores de risco para desenvolvimento do câncer. O câncer de mama pode ter até 95% de chance de cura quando diagnosticado precocemente, mas ainda é o tipo que mais mata mulheres no Brasil. Estimular uma mudança nos hábitos cotidianos, como prevenção primária, e a realização anual de exames de rastreamento para mulheres a partir dos 40 anos, é essencial para salvar vidas. Iniciativas como a que estamos promovendo com essa parceria são muito importantes para levar essa mensagem a lugares onde a informação sobre saúde muitas vezes não chega.”, comentou Dra. Maira Caleffi, mastologista e Presidente Fundadora da FEMAMA.

A ação busca ressaltar a importância da atividade física e do autocuidado como aliados na prevenção do câncer de mama e reforça o propósito da Netshoes de inspirar pessoas a se movimentarem e viverem de forma mais saudável.

Ótima Digital apresenta primeira integração de RCS à Carteira do Google no Brasil

O Grupo Ótima Digital, referência em mensageria e automação de comunicações, realizará no dia 21 de outubro um encontro sobre o uso do RCS (Rich Communication Services) na sede do Google, em São Paulo. A iniciativa reunirá executivos, especialistas e representantes de grandes marcas para discutir resultados, tendências e novas oportunidades do canal no Brasil.

Durante o evento, a Ótima Digital apresentará cases implementados em diferentes segmentos, incluindo um painel dedicado ao mercado de crédito e cobrança, com participação da 4C Digital, A Credit e TRC Taborda. Entre os destaques, está o projeto desenvolvido em parceria com a Memed, líder e pioneira em prescrição digital no país, que resultou na primeira integração do RCS à Carteira do Google no Brasil, consolidando um marco inédito no uso da tecnologia.

O piloto da solução apresentou resultados expressivos, com 50% das mensagens lidas gerando interação e 11% dos usuários salvando a receita diretamente na carteira digital. A iniciativa permite que pacientes recebam receitas médicas via RCS e armazenem os documentos na Carteira do Google com apenas um clique, garantindo mais praticidade e segurança no acesso às informações.

A integração aprimora a experiência do usuário e exemplifica como a tecnologia pode simplificar jornadas digitais complexas, especialmente em setores que exigem alto nível de confiança e agilidade, como o da saúde. O projeto rendeu à Ótima Digital e à Memed o prêmio “Enhancing Customer Experience with Rich Features”, concedido durante o RCS World Tour São Paulo, em reconhecimento à inovação e ao impacto da solução.

“Estamos construindo uma nova forma de se comunicar por meio de mensagens mais ricas, seguras e interativas, que unem conveniência e tecnologia. Esse evento é uma oportunidade de compartilhar resultados e fortalecer o ecossistema do RCS no Brasil”, afirma Marcos Guerra, CRO e CXO da Ótima Digital. 

O encontro de outubro será seguido por uma nova edição confirmada para o dia 13 de novembro, também na sede do Google, em São Paulo.

Datas duplas: tendência lançada pela Alibaba movimenta o e-commerce global e promete grandes ofertas no 11/11

O calendário do varejo brasileiro não é mais o mesmo. Impulsionados por gigantes do e-commerce como Shopee, Amazon e Mercado Livre, as ‘datas duplas’ ou,  spike days, reconfiguram a forma como o consumidor compra e, principalmente, a maneira como nós, líderes de mercado, precisamos nos preparar para vender.

A corrida por novas frentes de vendas no e-commerce brasileiro está reconfigurando o calendário do varejo, e a estratégia por trás disso tem um nome: as “datas duplas”. Nascidas na China pela iniciativa da Alibaba, que transformou o 11/11 (Dia do Solteiro) em um evento global de vendas, essas datas se tornaram um fenômeno no Brasil.

O poder desse movimento é inegável: na última edição, o 11/11 movimentou globalmente 203,6 bilhões de dólares em um único dia, um valor quatro vezes superior ao faturamento anual do e-commerce brasileiro. Essa nova dinâmica exige uma nova postura estratégica, onde cada mês tem potencial para gerar picos de demanda.

Mas, por aqui, já temos resultados impressionantes também. No 07/07, data dupla que marca aniversário da Shopee, no nosso sistema Magis5 tivemos meio milhão de pedidos processados. O volume que superou o total de pedidos de todos os marketplaces na última Black Friday. Nas horas de pico, nossa plataforma ultrapassou a marca de 40 mil pedidos por hora, demonstrando a robustez necessária para suportar picos de demanda.

Todo esse movimento se deve à procura pela Shopee, mas por outros marketplaces também. Sabedores da ofensiva da Shopee, redes como Mercado Livre e Amazon também colocaram descontos e promoções ousadas em campo.

O Mercado Livre tem baixado o valor mínimo para compras com frete grátis e apostado em campanhas publicitárias estreladas por grandes nomes como Neymar e Ronaldo Fenômeno.

Por sua vez, a Amazon tem instituído o Amazon Day – geralmente por volta do dia 15 de cada mês. Não é, portanto, necessariamente uma data dupla, mas o dia de ofertas especiais é definido como reação à estratégia de data dupla propriamente dita, da Shopee.

Diante dessa nova realidade, é crucial alertar os gestores de e-commerce e grandes sellers. Essa força empreendedora, composta por brasileiros e brasileiras que encontram no e-commerce uma fonte de renda significativa, precisa de preparo para aproveitar a crescente corrida dos marketplaces. A profissionalização não é mais uma opção, mas uma exigência para atender à demanda e manter a competitividade.

Chamo a atenção para a necessidade de os sellers estarem preparados para aproveitar essa corrida dos marketplaces. É preciso investir cada vez mais na profissionalização, para atender o que pedem os marketplaces e o que exige o consumidor. A gestão integrada, o controle minucioso de estoque e o cumprimento de prazos não são mais diferenciais, mas sim requisitos básicos para quem busca competitividade e escala. Em suma, uma gestão integrada que aguente o tranco dessas ondas de demanda.

Não se trata mais de aguardar e focar na Black Friday. Todo mês, agora, tem seu potencial.

Por Cláudio Dias, CEO da Magis5, hub de automação e integração de marketplaces.

Black Friday aquece o mercado de trabalho: abertura de vagas temporárias sobe 81% nos meses que antecedem o evento

A Black Friday ainda não chegou, mas seus efeitos já se fazem sentir no mercado de trabalho. De acordo com um levantamento inédito da Sólides, HR Tech que atende mais de 40 mil pequenas e médias empresas em todo o Brasil, as contratações ligadas ao período promocional começam semanas antes do evento e têm impacto direto na geração de empregos temporários e fixos.

Entre 2022 e 2024, o número médio de vagas temporárias abertas em setembro e outubro foi 81% maior do que nos outros meses do ano. O dado evidencia como o fenômeno do varejo aquece o mercado de trabalho bem antes das promoções chegarem ao consumidor. A tendência é de crescimento contínuo: de 2023 para 2024, as oportunidades temporárias avançaram 53,3%.

O movimento também se reflete nas contratações permanentes. Nos dois meses que antecedem a Black Friday, o número médio de vagas fixas cresceu 17,5% na média dos últimos dois anos, com alta expressiva de 58,6% entre 2023 e 2024. O resultado mostra que as empresas não apenas reforçam suas equipes para o pico de demanda, mas também aproveitam o período para expandir seus quadros de forma duradoura.

“A Black Friday se consolidou como um gatilho importante para o mercado de trabalho, especialmente entre as PMEs. O que antes era apenas uma data de consumo hoje é um indicador da atividade econômica real e um momento estratégico de geração de oportunidades. Para este ano, a tendência é de que a oferta de vagas temporárias se mantenha como a do ano passado”, afirma Ricardo Kremer, diretor de Produtos e Tecnologia (CPTO) da Sólides. “Muitas empresas usam o período para identificar e reter talentos que, após o aumento sazonal, acabam permanecendo em suas equipes.”

O levantamento da Sólides também destaca o perfil das ofertas de emprego. Em 2024, os estados com maior volume de vagas foram São Paulo (26%), Minas Gerais (17%) e Santa Catarina (6%). As áreas que mais contrataram foram comercial (22%), administrativa (15%) e tecnologia (7%), com destaque para funções como vendedor, representante comercial, auxiliar administrativo e desenvolvedor back-end e full stack.

Os dados consideram o total de vagas abertas entre setembro e outubro de 2022, 2023 e 2024 no Portal de Vagas e na plataforma da Sólides, refletindo de forma direta a movimentação do mercado de trabalho em pequenas e médias empresas brasileiras.

Por que o e-commerce brasileiro precisa levar a sério a segurança das APIs

As APIs se consolidaram como a espinha dorsal da economia digital, mas também se tornaram um dos principais vetores de ataque cibernético. No Brasil, cada empresa sofreu, em média, 2,6 mil tentativas de invasão por semana no primeiro trimestre de 2025, segundo relatório da Check Point Research (Julho/25), um aumento de 21% em relação ao mesmo período do ano anterior, cenário que coloca a camada de integração no centro das discussões de segurança.

Sem governança, contratos bem definidos e testes adequados, erros aparentemente pequenos podem derrubar checkouts de e-commerce, travar operações de Pix e comprometer integrações críticas com parceiros. O caso da Claro, por exemplo, que teve credenciais expostas, buckets S3 com logs e configurações, além de acesso a bancos de dados e infraestrutura AWS colocados à venda por hacker, ilustra como falhas em integrações podem comprometer tanto a confidencialidade quanto a disponibilidade de serviços em nuvem. 

A proteção de APIs, no entanto, não se resolve com a aquisição de ferramentas isoladas. O ponto central está em estruturar processos de desenvolvimento seguro desde o início. A abordagem design-first, com uso de especificações como OpenAPI, permite validar contratos e criar uma base sólida para revisões de segurança envolvendo autenticação, permissões e tratamento de dados sensíveis. Sem essa fundação, qualquer reforço posterior tende a ser paliativo.

Os testes automatizados, além de serem a linha seguinte de defesa, realizam testes de segurança de API com ferramentas como OWASP ZAP e Burp Suite, continuamente gerando cenários de falha, como injeções, bypasses de autenticação, estouro de limites de requisição e respostas a erros inesperados. Da mesma forma, testes de carga e stress garantem que integrações críticas se mantenham estáveis sob tráfego intenso, bloqueando a possibilidade de bots maliciosos, responsáveis por boa parte do tráfego da internet, comprometerem sistemas por saturação.

O ciclo se completa na produção, onde a observabilidade se torna elemento essencial. Monitorar métricas como latência, taxa de erros por endpoint e correlação de chamadas entre sistemas permite detectar anomalias de forma precoce. Essa visibilidade encurta o tempo de resposta, evitando que falhas técnicas se transformem em incidentes de indisponibilidade ou brechas exploráveis por atacantes.

Para empresas que operam em e-commerce, serviços financeiros ou setores críticos, a negligência com a camada de integração pode gerar custos expressivos em perda de receita, sanções regulatórias e danos reputacionais. Startups, em especial, enfrentam o desafio adicional de equilibrar velocidade de entrega com a necessidade de controles robustos, já que sua competitividade depende tanto da inovação quanto da confiabilidade.

A governança de APIs também ganha relevância diante de padrões internacionais, como a norma ISO/IEC 42001:2023 (ou ISO 42001), que estabelece requisitos para sistemas de gestão de inteligência artificial. Embora não trate diretamente de APIs, torna-se relevante quando APIs expõem ou consomem modelos de IA, especialmente em contextos regulatórios. Nesse cenário, também ganham força as práticas recomendadas pelo OWASP API Security para aplicações baseadas em modelos de linguagem. Esses referenciais oferecem caminhos objetivos para empresas que buscam conciliar produtividade com conformidade regulatória e segurança.

Em um cenário em que integrações se tornaram vitais para negócios digitais, APIs seguras são APIs testadas e monitoradas de forma contínua. Combinar design estruturado, testes automatizados de segurança e performance, além de observabilidade em tempo real, não apenas reduz a superfície de ataque, como cria times mais resilientes. A diferença entre operar de forma preventiva ou reativa pode definir a sobrevivência em um ambiente cada vez mais exposto a ameaças.

*Mateus Santos é CTO e sócio da Vericode. Com mais de 20 anos de experiência em sistemas das áreas financeira, elétrica e de telecom, possui expertise em arquitetura, análise e otimização de desempenho, capacidade e disponibilidade de sistemas. Responsável pela tecnologia da empresa, Mateus lidera a inovação e desenvolvimento de soluções técnicas avançadas.

WhatsApp deve ser usado por 60% dos consumidores durante a Black Friday

A cena clássica do relógio marcando meia-noite, telas de celulares iluminando os rostos de milhões de brasileiros e um clique simples no WhatsApp abrindo a porta para promoções que desaparecem em minutos. Esse é o retrato da Black Friday, que deixou de ser um dia de liquidação importado dos Estados Unidos para se transformar em um dos maiores movimentos de consumo do país.

Em 2024, o Brasil registrou números recordes: R$ 9,38 bilhões movimentados no e-commerce entre 28 de novembro e 1º de dezembro, crescimento de 10,7% sobre o ano anterior, segundo dados da Neotrust.

Foram 18,2 milhões de pedidos, alta de 14%. Mas, por trás dessa avalanche de compras, uma ferramenta em especial vem ganhando mercado. O WhatsApp hoje deixou de ser apenas um aplicativo de mensagens e virou um canal direto de vendas.

Com 148 milhões de usuários ativos no Brasil, o app já é usado por 82% dos consumidores para falar com empresas e por 60% para concluir compras. O que antes era uma conversa rápida para tirar dúvidas, agora virou um funil de vendas inteiro na palma da mão.

“Anúncios de clique para WhatsApp, os chamados Click to WhatsApp, são um divisor de águas. Eles permitem que o cliente, ao ver uma campanha no Instagram, Facebook ou até mesmo no Threads, vá direto para uma conversa com a empresa, sem precisar salvar contatos ou preencher formulários. Isso elimina barreiras e acelera a conversão”, explica Alberto Filho, CEO da Poli Digital, empresa especializada em automação e centralização de canais de atendimento.

“Ter uma plataforma que oferece uma solução completa e integrada para atendimento omnichannel, estratégia que integra todos os canais de vendas e comunicação de uma empresa, também é um diferencial. Ela unifica o contato com clientes de diversos canais, como WhatsApp, Instagram, Facebook e chats, em um único ambiente, priorizando a distribuição das demandas e a personalização do contato, garantindo respostas rápidas com uso de chatbots inteligentes e evitando clientes desassistidos”, complementa o executivo. 

Mas, se para o consumidor a experiência parece simples, para os lojistas o desafio é enorme: é preciso atender a milhares de pessoas ao mesmo tempo, sem comprometer a qualidade, sem acumular filas e claro, sem instabilidades de conexão. É nesse contexto que entram tecnologias como chatbots com respostas automáticas, catálogos digitais com fotos e links de pagamento integrados, além de soluções que monitoram em tempo real o status de cada transação.

“A boa notícia é que hoje existem diversas ferramentas para auxiliar o empresário nessa tarefa. O Poli Pay, por exemplo, foi desenvolvido para gerenciar pagamentos de forma ágil e segura por todos os canais digitais, integrar diferentes meios de recebimento e monitorar o comportamento do cliente para reduzir abandonos de carrinho. Em dias de pico, como a Black Friday, essa inteligência pode fazer a diferença entre atingir a meta ou perder vendas”, detalha Filho.

Desde o seu lançamento, o Poli Pay já movimentou mais de R$ 7 milhões em transações, reforçando o papel da plataforma em auxiliar pequenas e médias empresas no processo de amadurecimento e vendas pelo universo digital.

Segundo o executivo, outro ponto crucial nesse processo é garantir o treinamento da equipe de vendas. Não basta a tecnologia estar pronta; os atendentes também precisam saber utilizá-la para agilizar a jornada de compra e transformar dúvidas em fechamento rápido.

“Garantir que o WhatsApp e a equipe estejam preparados para o pico de vendas da Black Friday e das festas de fim de ano é determinante. Quem investir em atendimento ágil, integrado e de qualidade se destacará e fidelizará clientes em um dos momentos mais competitivos do varejo”, finaliza o CEO da Poli Digital.