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GFT Technologies anuncia Fabiana Piesigilli como nova COO no Brasil

 A GFT Technologies, empresa global de transformação digital centrada em Inteligência Artificial (IA), anuncia a chegada de Fabiana Piesigilli como nova Chief Operating Officer (COO) no Brasil, desde o início de agosto. Com mais de 23 anos de atuação no mercado liderando projetos de transformação digital e estratégia de TI em empresas do setor financeiro no Brasil e exterior, Fabiana tem como principal objetivo combinar a visão AI-Centric e orientada ao cliente com o crescimento sustentável da companhia, garantindo que a GFT no país continue sua expansão com eficiência sem abrir mão da agilidade.

Para isso, pretende combinar visão estratégica, capacidade de execução, foco em excelência operacional e proximidade com os times e clientes. “Somos uma empresa AI-Centric e contamos com ferramentas próprias, como o Wynxx, que acelera etapas importantes do ciclo de desenvolvimento de software. Nesse ambiente extremamente competitivo, precisamos continuar nos diferenciando por meio da inovação contínua e excelência na execução”, afirma.

Por isso, um de seus desafios será o de continuar liderando a evolução tecnológica da GFT local, mantendo o time atualizado e conectado com as necessidades reais do mercado e dos clientes. Essa visão está totalmente alinhada ao objetivo estratégico da empresa de ser o melhor parceiro em transformação digital centrada em IA responsável do mundo. A GFT no Brasil registrou aumento de 38% no quadro de pessoas em 2024 e 18% em receitas. E o plano global da GFT para os próximos cinco anos é ambicioso: passar de € 871 milhões de receita em 2024 para cerca de € 1,5 bi em 2029. “Em breve, a IA se tornará commodity tanto para o mercado de consultoria como para os clientes. Então, é essencial se antecipar às mudanças e tendências que já estão acontecendo”.

Outro objetivo importante da GFT, que Fabiana dará apoio, é o de expandir a presença da companhia em outros segmentos que a empresa atua, além do financeiro. Fabiana acredita que com a força do time e a expertise da companhia em transformação digital e IA, há muito espaço para colaboração e crescimento consistente.

Fabiana traz à GFT sua vasta experiência em grandes consultorias e instituições financeiras, como C6 Bank, Accenture e Everis (atual NTT Data), à frente de projetos de arquitetura de TI, implantação de core bancário e transformação de áreas de negócios. Também, já esteve ‘do outro lado do balcão’, como gestora de portfólio e cliente de serviços de tecnologia. É essa trajetória que a ajudará a entender com profundidade os desafios da operação e dos clientes, para atuar de forma estratégica em ambientes complexos, com foco em soluções concretas e clareza de propósito.

Para alcançar os resultados pretendidos, a executiva pretende engajar o time por meio de uma visão compartilhada, incentivo ao desenvolvimento contínuo e reconhecimento de conquistas, com base em um modelo de liderança que prioriza a proximidade, confiança, escuta ativa com clareza de objetivos e empatia. “Quero manter um ambiente em que as pessoas se sintam pertencentes e motivadas a dar o seu melhor. A GFT é uma empresa com cultura forte e valores sólidos que me identifico profundamente. São diferenciais importantes para atrair, engajar e reter talentos”, acrescenta.

50% dos brasileiros usam chatbots para tirar dúvidas, mas ainda lideram a desconfiança em IA na América Latina, aponta pesquisa

A pesquisa “A voz da América: preferências sobre comunicação das marcas“, conduzida pela Infobip e Opinion Box, revela que metade dos brasileiros entrevistados utiliza chatbots para tirar dúvidas sobre produtos e serviços, consolidando o uso da inteligência artificial no atendimento ao cliente. No entanto, o Brasil ainda lidera entre os países latino-americanos no índice de desconfiança: apenas 36% confiam na confidencialidade das informações compartilhadas com agentes de IA, enquanto 29% não confiam e 35% se dizem indiferentes.

A pesquisa também destaca que 74% dos respondentes brasileiros já utilizam chatbots, assistentes virtuais e sistemas autônomos para realizar tarefas do dia a dia, sendo 61% dos entrevistados que reconhecem benefícios como respostas rápidas, 35% que apontam maior precisão nas informações e 33% que usam pela conveniência. Porém, 45% dos brasileiros se preocupam com a segurança e privacidade dos dados, 38% notaram que a IA ainda tem dificuldade para entender problemas, 36% sentem falta do contato humano, e 30% observam problemas na precisão das respostas.

“A inteligência artificial é uma ferramenta essencial para escalar e personalizar o atendimento, mas para que o cliente confie, as empresas precisam adaptar o tom da comunicação, tornando-a mais humana, transparente e respeitosa. Já a segurança dos dados deve ser uma prioridade e as companhias precisam investir em soluções ágeis que acompanhem as expectativas do consumidor”, ressalta Caio Borges, country manager da Infobip.

Sobre a satisfação com os chatbots, 55% estão satisfeitos, 20% são indiferentes e 25% insatisfeitos. Quanto à personalização, 24% desejam que a IA utilize informações de compras e pesquisas anteriores para melhorar as interações, 23% querem chats com uma linguagem mais natural, 22% esperam que o chatbot se adapte ao estilo do usuário, e 21% apontam que ele deveria lembrar o básico, como nome e última interação. Apenas 10% rejeitam essas personalizações.

No que tange aos canais digitais, o WhatsApp é o favorito de 70% dos brasileiros para contato com empresas, seguido por websites (46%), onde os chatbots ainda têm forte presença, e redes sociais como Instagram e Facebook (20%). Caio Borges enfatiza que a estratégia omnicanal é vital para garantir que o cliente possa ser atendido onde preferir, com fluidez e qualidade em todos os pontos de contato.

Outro canal que vem ganhando força é o RCS (Rich Communication Services), tratado como uma evolução do SMS por permitir recursos interativos. Segundo a pesquisa, 69% dos brasileiros já receberam mensagens via RCS de empresas, sendo que 45% considera que a interatividade é útil e apontam disposição para utilização deste canal. Para acompanhamento de entregas, 48% apontam o RCS como relevante; 45% o utilizam para agendar exames e consultas; e 39% para confirmação e check-in de voos e viagens. Além disso, 54% afirmam que o RCS é um meio mais seguro para troca de informações.

“O RCS é uma tecnologia que combina a simplicidade do SMS com interatividade e segurança, oferecendo uma experiência mais rica no celular, algo essencial para empresas que querem inovar no relacionamento com o cliente”, aponta Borges.

No uso de agentes de IA no dia a dia, 40% dos brasileiros se sentem confortáveis usando a tecnologia para criar listas de compras, 39% para fazer agendamentos, 38% para enviar mensagens ou e-mails automáticos, e 33% para reorganizar a agenda diante de imprevistos. O Brasil é o segundo país das Américas que mais utiliza IA para fazer compras, atrás apenas do México.

Por fim, a pesquisa aponta que, apesar dos avanços, o Brasil registra a menor disposição para usar agentes de IA no futuro na América Latina, com 65% favoráveis, 16% contrários e 19% indiferentes. Quando questionados sobre os canais preferidos para serem contactados pelas empresas, 75% optam pelo WhatsApp, 44% pelo e-mail, 21% por redes sociais, 17% por SMS, 14% por chatbots, e apenas 5% por RCS. “Esse comportamento reflete que as empresas ainda precisam avançar muito na construção de relacionamentos digitais mais confiáveis e personalizados. Entender as preferências dos consumidores e investir em canais que realmente tragam segurança e praticidade é fundamental para ampliar a adesão e fidelidade dos clientes no uso da inteligência artificial”, finaliza.

Magalu lança primeiro programa de trainee em Inteligência Artificial do Brasil

O Magalu acaba de lançar o processo seletivo para o primeiro programa de trainee em Inteligência Artificial do Brasil, voltado a profissionais de cursos de exatas. A iniciativa está diretamente relacionada ao novo ciclo estratégico da companhia  – com início em 2026 –  e tem como objetivo formar talentos com alta capacidade técnica e analítica e visão estratégica em dados e IA, preparados para desenvolver soluções inovadoras e para aplicar tecnologia aos negócios. Podem se candidatar profissionais formados entre dezembro de 2022 e dezembro de 2025, em cursos de exatas, não necessariamente ligados à tecnologia. 

Com remuneração mensal de 9 600 reais e benefícios, os trainees atuarão nas áreas de negócios que utilizam a inteligência artificial para aprimorar processos e criar novas soluções. As inscrições serão feitas unicamente pelo canal oficial do programa no WhatsApp, com o fluxo de conversa orientado pela Lu, a influenciadora digital do Magalu, por meio da aplicação de IA. Uma vez inscrito, o candidato percorrerá as fases seguintes – testes práticos e entrevistas – em outras plataformas, mas ainda com interações via WhatsApp. A etapa final será presencial. Os pré-selecionados serão entrevistados por Frederico Trajano, CEO da companhia, e os candidatos escolhidos devem ser comunicados até o final de dezembro. Para se inscrever ou saber mais sobre o processo, basta mandar um “oi” para a Lu, no WhatsApp (11) 97827-4804.

“Sempre fomos inovadores e disruptivos. Com esse processo de seleção de novos trainees não poderia ser diferente”, afirma Trajano. “Temos o desafio de implementar um ciclo impulsionado pela aplicação da inteligência artificial e precisamos atrair os melhores talentos da área para nos apoiar na execução dessa estratégia.” 

“Mais do que atrair especialistas em inteligência artificial, queremos que cada trainee se sinta desafiado a questionar o óbvio e propor soluções inovadoras para as nossas áreas de negócio”, diz Patricia Pugas, diretora executiva de gestão de pessoas. “A tecnologia em si está aí para todos. O que vai realmente fazer a diferença é como essas ferramentas vão transformar, para melhor, o dia a dia da empresa e de todos que são impactados por ela.”

Na seleção, serão valorizados conhecimentos em linguagens de programação como Python e SQL, ferramentas de cloud (AWS, GCP, Azure), bibliotecas de IA/ML (TensorFlow, PyTorch) e soluções de análise de dados. Mas ser especialista não é um requisito obrigatório, uma vez que os profissionais atuarão nas áreas de negócio da companhia e o programa oferecerá trilhas de formação específica. Os participantes terão acesso a cursos, mentorias e workshops ministrados por profissionais do Magalu e externos.

Durante todo o programa, haverá acompanhamento técnico e de carreira, com espaço para que todos proponham projetos próprios. As melhores ideias poderão ser testadas e implementadas. Os trainees trabalharão com machine learning, IA generativo e ferramentas do Magalu para desenvolver soluções práticas. Eles serão alocados na sede da companhia, em São Paulo, ou em áreas estratégicas, de forma híbrida. Entre os benefícios oferecidos estão plano de saúde, vale-refeição/alimentação, participação nos lucros e auxílio-mudança (para pessoas de fora de São Paulo) e curso de idiomas.

NG.CASH traz Coringa como sócio e lança conta exclusiva do influenciador

NG.CASH, conta digital voltada para as novas gerações, anunciou uma parceria com o influenciador Victor Augusto, conhecido como Coringa, empreendedor e um dos maiores influenciadores do Brasil. Como parte do acordo, o criador se torna sócio da fintech e lançará com exclusividade uma nova conta digital com cartão de crédito pré pago, desenvolvido em colaboração com ele.

A iniciativa marca um novo capítulo na estratégia da NG.CASH de ampliar sua presença entre o público jovem por meio de produtos personalizados e uma abordagem centrada em cultura, comunidade e influência. O movimento ocorre logo após a empresa captar R$ 150 milhões em sua rodada Série B, liderada pela New Enterprise Associates (NEA), com participação de investidores como Andreessen Horowitz (a16z), Monashees, Quantum Light, Daphni e Endeavor Catalyst.

“O lançamento desse produto é um passo importante para aprofundarmos a conexão com comunidades que já nascem digitais e buscam mais do que serviços bancários tradicionais. A figura do influenciador passa a integrar o nosso modelo de crescimento, com um papel direto na construção de marca e aquisição de clientes”, afirma Antonio Nakad, cofundador e CMO da NG.CASH.

Creators no centro da estratégia

A entrada de Coringa como sócio reforça o investimento da NG.CASH em marketing de influência como um dos pilares para aquisição e fidelização de usuários. A fintech já atua em frentes como entretenimento e e-sports, com parcerias firmadas com a equipe LOS, uma das maiores da América Latina, e com o artista Xamuel, da Universal Music.

A nova conta do Coringa será lançada por meio de uma campanha multiplataforma, com conteúdos em vídeo, podcasts, cortes para redes sociais e uma live interativa comandada pelo próprio influenciador. O objetivo é transformar o lançamento em uma experiência de engajamento real com a comunidade do streamer.

“Hoje, o criador de conteúdo não é apenas um canal de divulgação, mas um ativo estratégico para marcas que querem estar presentes na vida dos consumidores mais jovens”, complementa Nakad.

A era da hiperpersonalização

O cartão exclusivo do Coringa é desenvolvido com o recurso Sketch My Card, que permite aos usuários customizar o layout do cartão com rabiscos, adesivos digitais ou ilustrações próprias. A NG.CASH é hoje a única instituição financeira da América Latina a oferecer esse nível de personalização.

Além do cartão, o design da conta e da comunicação foi cocriado entre os times da fintech e do influenciador. A proposta é ampliar a percepção de valor entre os jovens, oferecendo uma jornada bancária compatível com os códigos e a linguagem da comunidade digital.

Expansão com foco cultural

Fundada em 2021, a NG.CASH surgiu com o propósito de oferecer liberdade financeira e autonomia para milhões de jovens brasileiros. Em 2024, captou R$ 65 milhões em sua rodada Série A e, com a nova rodada, soma mais de R$ 300 milhões levantados desde sua fundação. Com uma base com 7 milhões de usuários, infraestrutura 100% digital e posicionamento centrado em cultura e comportamento, a fintech mira agora a consolidação como principal plataforma financeira da Geração Z na América Latina.

Aftershoot lança perfis instantâneos de IA: Presets do Lightroom para estilos de IA em menos de 60 segundos

A Aftershoot anunciou nesta terça-feira (26) o lançamento dos Perfis Instantâneos de IA (Instant AI Profiles), um recurso inovador que permite aos fotógrafos transformar seus presets do Lightroom em perfis de edição adaptáveis com tecnologia de IA em menos de 60 segundos. A ferramenta torna a edição com IA acessível desde o primeiro dia – basta transformar suas próprias predefinições em edições consistentes e personalizadas.

A criação de um Perfil de IA Profissional requer uma biblioteca de edição grande e consistente, mas muitos fotógrafos dependem de presets do Lightroom que ainda precisam de ajustes manuais, os Perfis Instantâneos de IA transforma esses presets em um fluxo de trabalho mais inteligente e escalável com tecnologia de IA. 

Perfis Instantâneos de IA: Principais Benefícios

  • Mais inteligente do que apenas presets – aplica seu estilo de forma inteligente por imagem com contexto, adaptando-se à iluminação, câmera e cena.
  • Não é necessário fazer uploads – Cria um perfil de IA em minutos, sem precisar fazer upload de nenhuma foto. 
  • Resultados consistentes e com a sua marca – Oferece um visual característico em escala desde o primeiro dia.
  • Espaço para evoluir – Comece com os perfis instantâneos de IA e, em seguida, atualize facilmente para os perfis de IA profissionais para obter a máxima precisão à medida que você edita mais.

“Com os Perfis Instantâneos de IA, estamos eliminando o tempo de espera que surge devido à falta de conjuntos de dados de treinamento que os fotógrafos podem fornecer desde o início”, disse Justin Benson, cofundador da Aftershoot. “Em apenas um minuto, os fotógrafos podem ver seu visual aplicado de forma inteligente em uma galeria. É a maneira mais rápida de passar de edições pré-definidas para edições adaptativas, ao mesmo tempo em que abre as portas para o crescimento futuro com os Perfis Pro de IA”, acrescenta Benson. 

Harshit Dwivedi, fundador e CEO da Aftershoot, ainda comenta: “Criamos os perfis para tornar a edição por IA acessível a mais fotógrafos. Até agora, a criação de um perfil com inteligência artificial personalizada exigia catálogos do Lightroom Classic com pelo menos 2.500 fotos editadas, o que deixava muitos dependentes de perfis do mercado que nem sempre refletiam seu estilo. Com os Perfis Instantâneos de IA, os fotógrafos podem transformar suas próprias predefinições em estilos de edição adaptáveis – melhores do que os próprios presets e personalizados para o seu visual.”

Ao contrário dos presets do Lightroom, que aplicam um visual fixo em todas as fotos, os Perfis Instantâneos de IA aplicam seu estilo dinamicamente, ajustando a iluminação, o modelo da câmera e o contexto da cena para oferecer edições mais inteligentes e personalizadas. Isso significa menos correções manuais e mais consistência desde o início.

Como este recurso funciona

Criar um perfil instantâneo de IA leva apenas alguns minutos:

  1. Carregue seu próprio preset do Lightroom (.xmp).
  2. Personalize seu perfil IA com um guia visual simples de três etapas, ajustando a exposição, a temperatura e a tonalidade ao seu estilo.
  3. Clique em “Gerar perfil” e seu Perfil de IA estará pronto para ser usado em todas as galerias.

Os perfis instantâneos de IA já estão disponíveis, e fazem parte do plano Aftershoot Pro e dos planos superiores. Para comemorar o lançamento, novos usuários podem solicitar um teste gratuito de 30 dias, além do primeiro mês da Aftershoot Pro por apenas R$81,00 (US$ 15), normalmente o valor chega a R$260,00 (US$ 48/mês).

Para usuários de avaliação existentes, a oferta especial de R$81,00 (US$ 15) no primeiro mês também está disponível como parte de uma campanha por tempo limitado que vai até 9 de setembro de 2025.

Ciberataques disparam no Brasil e exigem novas estratégias para proteger os negócios

Empresas brasileiras sofreram, em média, mais de 2,6 mil ciberataques semanais no início de 2025, um aumento de 21% em relação ao ano anterior, segundo levantamento da Check Point Research. Nesse cenário, a abordagem tradicional de “apagar incêndios” na segurança digital se mostra insuficiente diante da velocidade e sofisticação das ameaças, muitas delas potencializadas por inteligência artificial.

“O futuro da defesa digital exige que deixemos de esperar o ataque acontecer. A resposta está na proteção ofensiva: pensar e agir como um atacante para encontrar e corrigir falhas antes que elas sejam exploradas”, afirma Rodolfo Almeida, COO da ViperX, startup de proteção ofensiva do Grupo Dfense.

Da reação à antecipação: a mentalidade do atacante

A proteção ofensiva consiste em simular ações de um invasor real para identificar vulnerabilidades e bloquear caminhos antes que sejam usados. Técnicas como red teaming e emulação de adversários permitem validar brechas técnicas e lógicas, priorizando correções com base no risco real.

A filosofia do “hacker do bem”, profissional contratado para agir de forma ética e controlada, já é adotada em países como EUA e membros da União Europeia, além de iniciativas brasileiras como a atuação do Banco Central e o exercício Guardião Cibernético. “Essa abordagem vai além de um simples checklist anual: ela insere a segurança como função estratégica da organização”, explica o executivo. 

A recém-sancionada Estratégia Nacional de Cibersegurança (E-Ciber) reforça essa necessidade, elevando o tema à esfera de Estado, com pilares de resiliência e cooperação.

Inteligência artificial: acelerando a proteção ofensiva

A IA não deve ser vista como inimiga, mas como aliada no processo de antecipação. Ela conecta informações dispersas, desde mudanças na nuvem até credenciais vazadas, para indicar onde um ataque provavelmente começaria.

Para Almeida, a tecnologia potencializa a segurança ofensiva em três frentes:

  1. Mapeamento e priorização – varredura contínua da superfície de ataque e destaque das brechas mais críticas;
  2. Ensaios de ataque – simulação de cenários realistas para testar controles e identificar falhas rapidamente;
  3. Correção acelerada – sugestão e automação de soluções para reduzir retrabalho e eliminar oportunidades para criminosos.

“Com IA, encontramos as portas abertas e conseguimos fechá-las antes que sejam atravessadas”, destaca o executivo.

Da ação pontual à disciplina contínua

Almeida reforça que a tecnologia, sozinha, não resolve o problema. É necessário abandonar o modelo de “projeto pontual” e adotar uma disciplina contínua de gestão de exposição a ameaças (Continuous Threat Exposure Management – CTEM).

O executivo recomenda que as empresas priorizem métricas que reflitam impacto real no negócio, como tempo de correção e número de caminhos de ataque bloqueados, e adotem programas constantes de testes e treinamentos, além de compartilharem conhecimento com parceiros e órgãos do ecossistema.

“Segurança digital não é apenas sobre se proteger, mas sobre construir um futuro digital mais resiliente para todos”, conclui Almeida

Pesquisa revela que IA ajuda a economizar até cinco horas semanais em marketing e vendas

Mais de 70% dos profissionais de marketing e vendas afirmam que o uso da inteligência artificial aumenta a produtividade. Com a otimização de tempo, 67% dos usuários conseguem economizar de duas a cinco horas semanais. É o que revela a sexta edição do relatório anual sobre o mercado de vendas e marketing (State of Sales and Marketing Report 2024/2025) feito pela Pipedrive, CRM de vendas fácil e eficaz para pequenas empresas.

A pesquisa ouviu 1.060 profissionais em 82 países, incluindo o Brasil. O levantamento mostra que a adoção da IA é maior nas empresas de médio porte, enquanto as grandes empresas avançam mais lentamente, isso devido à complexidade dos sistemas atuais, processos de aprovação desafiadores e outros fatores ligados à coleta de dados, normas e regulamentações. Em relação ao perfil dos usuários, profissionais entre 18 e 35 anos são duas vezes mais propensos a adotar ferramentas de IA em comparação com aqueles de 65 anos ou mais.

“Como qualquer ferramenta poderosa, a IA abre infinitas oportunidades para economizar tempo, simplificar fluxos de trabalho e até mesmo impulsionar o pensamento criativo. Mas o verdadeiro sucesso vem de usá-la com uma confiança medida, uma dose saudável de pensamento crítico e uma abordagem estratégica, consistente e escalável para a adoção. Grande parte desse sucesso começa conosco, construindo consciência, fazendo melhores perguntas e fomentando uma cultura que equilibre inovação com responsabilidade, tanto como indivíduos quanto como empresas”, afirma Paulo Cunha, CEO da Pipedrive.

Veja as principais conclusões da pesquisa (State of Sales and Marketing Report 2024/2025) da Pipedrive:

1- Uso da IA em vendas: tarefas de comunicação predominam

Ao analisar o uso da IA em vendas é possível observar uma clara tendência: a maioria dos profissionais que adotaram a IA em seus processos utiliza a ferramenta principalmente para tarefas de comunicação, como criação de conteúdos (76%), resumo de conteúdos (56%) existentes e preparação de materiais de vendas (46%).

Por outro lado, menos de um em cada quatro entrevistados usa a IA em atividades mais relacionadas a dados, como análise de padrões ou previsões. Isso revela um potencial ainda pouco explorado da IA. 
 

2- IA é usada principalmente para criar conteúdos de marketing

Os profissionais de marketing também utilizam a tecnologia principalmente para criar conteúdo e realizar outras tarefas de comunicação. Os usos mais comuns da IA incluem a geração de posts para redes sociais (62%), conteúdos publicitários (58%) e artigos de blog (56%), seguidos de resumo de conteúdos (53%).


3- Economia de tempo é um dos principais benefícios da adoção da IA

Para a maioria dos usuários (67%), a IA ajuda a economizar entre duas e cinco horas por semana. Os profissionais de vendas e marketing trabalhando em micro e pequenas empresas (com até 100 funcionários) têm implementado a IA com mais sucesso do que aqueles em empresas maiores, reportando maior economia de tempo.

Os times de marketing usam a IA principalmente para gerar novos conteúdos. A ferramenta se mostrou especialmente eficiente nesta área, com os profissionais estimando uma economia maior de tempo em comparação com pessoas em cargos de vendas.


4- IA tem um impacto positivo na produtividade e no desempenho geral dos funcionários

Mais de 70% dos entrevistados que implementaram a IA afirmam que ela contribuiu para aumentar sua produtividade. As ferramentas de IA também são reconhecidas como

úteis para melhorias de desempenho. 

Os gerentes de marketing formam o grupo mais engajado na adoção da IA nos fluxos de trabalho. Pelo menos, 41% dos gerentes de vendas e 75% dos gerentes de marketing adotaram a IA, em comparação com 34% dos vendedores e 54% dos profissionais de marketing.


5- Empresas grandes são mais lentas em adotar a IA

A adoção é maior nas empresas de médio porte (44%). As empresas de grande porte avançam mais lentamente (30%), devido à complexidade dos sistemas atuais, processos de aprovação desafiadores e outros fatores ligados à coleta de dados, normas e regulamentações.

“A IA parece estar por toda parte, o que cria a ilusão de que ela já é utilizada por todo mundo,  mas os dados contam uma história diferente. As grandes organizações, em particular, enfrentam obstáculos significativos: sistemas legacy, processos internos complexos e requisitos de compliance mais rígidos muitas vezes atrasam a adoção. Já as pequenas e médias empresas tendem a ser mais ágeis, pois possuem estruturas mais simples e conseguem tomar decisões mais rapidamente, o que lhes dá uma clara vantagem ao testar e integrar IA em seus fluxos de trabalho’’, explica Viktoria Ruubel, CPO da Pipedrive. 

Para baixar o relatório completo, clique aqui.

3 mitos sobre IA no atendimento digital que sua empresa precisa superar

Nos últimos anos, a Inteligência Artificial (IA) ganhou destaque como solução para todos os desafios da comunicação digital. Porém, na prática, o cenário é complexo. Muitas empresas acreditam que apenas implementar IA transformará completamente a experiência do cliente. É hora de desmistificar essa visão. A IA é uma ferramenta poderosa, mas não é e nem deve ser a única resposta para melhorar o relacionamento com o consumidor.  

Hoje, boa parte dos processos de atendimento, especialmente em canais como WhatsApp, são objetivos e operam com base em fluxos de ação e condição. Ou seja, o cliente informa um dado, como o CPF, e o sistema responde de forma automatizada com base nesse input. Se houver erro no preenchimento, não há necessidade de uma IA para corrigir o curso da conversa, pois um simples fluxo de revalidação pode resolver. O bot pode solicitar novamente o dado e, uma vez corrigido, seguir o atendimento normalmente. Isso é automação básica, mas extremamente eficaz. Não exige tecnologia de ponta, apenas uma arquitetura bem pensada de interação.  

Por outro lado, existem situações em que a IA faz toda a diferença. Por exemplo, uma negociação de dívidas via chatbot. A IA pode interpretar nuances de linguagem, sugerir abordagens e propor acordos personalizados com base no histórico do cliente. Ela agrega valor em situações subjetivas, onde não há respostas prontas ou binárias. Contudo, é indispensável ter uma base de dados consistente e bem estruturada para garantir a eficácia.  

Diante do potencial da inteligência artificial, alguns mitos persistem e dificultam sua adoção estratégica. Vamos três deles que levam a equívocos e mostrar como superá-los para aproveitar ao máximo a IA.  

  1. IA resolve tudo sozinha

Este é o mito mais comum. A ideia de que basta implementar uma IA para revolucionar o atendimento é enganosa. Sem processos claros, fluxos estruturados e objetivos definidos, nenhuma tecnologia será suficiente. A IA deve complementar a estratégia de atendimento e não a substituir. Somente será efetiva quando integrada a cenários específicos e bem definidos.  

  1. Todo negócio precisa de IA

Nem todas as empresas precisam investir em inteligência artificial para proporcionar um bom atendimento. Operações simples, como agendamentos, confirmações ou orientações básicas, podem funcionar perfeitamente com bots tradicionais e automações bem desenhadas. O importante é entender profundamente seu cliente, a demanda existente e os canais que ele utiliza. Em muitos casos, soluções mais simples se apresentam como alternativas eficazes e econômicas.  

  1. IA é sempre mais barata ou eficiente

Implementar IA exige investimento significativo, especialmente em operações complexas com integração a sistemas. Além dos custos da plataforma e canais, há cobranças adicionais específicas para o uso da IA. Além disso, a eficiência só é garantida quando a ferramenta é alimentada por dados precisos, atualizados e estruturados. Sem uma base consistente de informações, a IA será limitada e pouco eficaz. A personalização, que é seu grande diferencial, depende diretamente da qualidade dos dados fornecidos.  

Sem dúvida, a IA é excelente para lidar com situações complexas, interpretar ambiguidades e compreender variações linguísticas. No entanto, seu sucesso depende diretamente de preparação prévia, curadoria de dados e entendimento detalhado da jornada do cliente.  

Infelizmente, muitas empresas pulam etapas cruciais, adotando tecnologias avançadas antes de organizar suas próprias bases de conhecimento e informação. E como já foi dito, a IA sem uma boa base de dados é como um atendente sem treinamento adequado: gera confusão, insatisfação e prejuízos à reputação da empresa.  

A discussão sobre IA no atendimento não é sobre ser a favor ou contra a tecnologia, mas entender como e em que situação usar a ferramenta. É compreender que eficiência digital não depende apenas do que é mais novo, mas do que é adequado. Assim, o melhor caminho nem sempre é o mais sofisticado. Às vezes, está no que é mais estruturado.  

Diante das tecnologias emergentes, é importante entender as complexidades que envolvem cada decisão estratégica da empresa para, assim, traçar o melhor caminho e alcançar os resultados esperados.  

*Francisco Duque Dabus é COO da Robbu, empresa global de tecnologia especializada em comunicação omnichannel que transforma a maneira como os negócios se conectam com seus clientes. – E-mail: robbu@nbpress.com.br  

Pitzi lança plataforma digital para capacitar 10 mil vendedores de varejistas e fabricantes de celulares 

A Pitzi, empresa de proteção para smartphones e eletrônicos no Brasil, acaba de lançar uma plataforma de capacitação digital para vendedores e equipes comerciais de seus parceiros – redes varejistas, operadoras e fabricantes de celulares. Disponível desde 10 de junho, a solução tem como meta qualificar 10 mil profissionais em dois anos e impulsionar as vendas em 10% nos pontos de venda físicos.

Desenvolvida com foco em praticidade, a plataforma oferece trilhas de conhecimento sobre produtos Pitzi, técnicas de venda e gestão, tudo em formato gamificado. Um dos principais diferenciais é a acessibilidade imediata, pois os usuários podem começar a utilizar os conteúdos sem qualquer tipo de treinamento prévio ou processo de onboarding.  

“A plataforma foi criada para transformar vendedores em especialistas em proteção celular, com conteúdo disponível a qualquer momento e focado em resultados práticos”, explica Tatiany Martins, Vice-presidente Comercial, Marketing e CX da Pitzi. A ferramenta se integra ao ecossistema de soluções que a empresa já oferece gratuitamente aos parceiros, como o aplicativo Pitzi Ninja para engajamento em pontos de venda.  

A Pitzi planeja constantes melhorias na plataforma, incluindo a implementação de inteligência artificial para personalização da experiência de aprendizado. A iniciativa reforça o compromisso da empresa com o desenvolvimento profissional dos parceiros que atuam diretamente com os consumidores finais, aliando capacitação qualificada ao crescimento dos resultados comerciais.

Segurança digital deixa de ser diferencial e se torna requisito obrigatório no desenvolvimento de aplicativos

O avanço da digitalização em setores como varejo, saúde e finanças coloca a segurança digital no centro da experiência do usuário em aplicativos. Dados da consultoria MarketsandMarkets indicam que o mercado global de autenticação multifatorial deve dobrar até 2027, passando de US$13 bilhões em 2022 para mais de US$26 bilhões. A tendência reflete uma exigência do consumidor: além de funcional, o aplicativo precisa ser seguro.

Segundo Rafael Franco, CEO da Alphacode, empresa especializada no desenvolvimento de aplicativos para setores como delivery, fintechs e saúde, recursos como biometria facial, tokens temporários, autenticação adaptativa e análise comportamental já integram a arquitetura padrão de segurança em aplicativos robustos. “O usuário quer segurança, mas também fluidez. Por isso, tecnologias como autenticação biométrica e análise de comportamento ganham espaço. Elas reforçam a proteção sem criar barreiras desnecessárias”, afirma.

Para o executivo, o diferencial está em desenvolver aplicações com segurança pensada desde a concepção. “Quando a proteção está no centro da arquitetura do app, a marca transmite confiança antes mesmo da primeira interação. Isso tem valor direto na relação com o cliente e na conversão em vendas”, analisa.

Entre os recursos mais utilizados, segundo Franco, estão:

  • Autenticação por selfie e biometria digital
  • Tokenização e criptografia de ponta a ponta
  • Sistemas antifraude integrados
  • Análise comportamental para detecção de padrões incomuns
  • Autenticação adaptativa baseada em localização e dispositivo

Essas tecnologias tornam a jornada do usuário simultaneamente fluida e segura, além de proteger dados sensíveis e mitigar riscos de fraude. “As empresas que tratam a proteção de dados com o mesmo cuidado que têm com o design ou o marketing estão se posicionando melhor. Segurança virou critério de escolha”, reforça.

A digitalização do setor financeiro, impulsionada por soluções como carteiras digitais, open finance e BaaS (Banking as a Service), intensifica a urgência do tema. “Aplicativos financeiros precisam ser rápidos, mas, principalmente, seguros. Estamos falando de dados bancários, transações, crédito. É inaceitável haver falhas de segurança nesse ambiente”, aponta Franco.

Além de proteger, a segurança digital também influencia a percepção de valor e a fidelização do cliente. Aplicativos que transmitem confiança tendem a apresentar maior retenção, menor taxa de abandono e maior engajamento. Em setores como food delivery e mobilidade urbana,  nos quais o tempo de resposta é decisivo, a ausência de atritos é fator crítico. “O cliente percebe quando a empresa leva segurança a sério, mesmo antes de digitar a primeira senha”, resume.

O futuro da segurança digital em aplicativos aponta para experiências ainda mais integradas, com o uso de inteligência artificial para prever riscos e adaptar os níveis de proteção em tempo real. Em vez de bloquear o usuário, a tecnologia evolui para protegê-lo de forma quase imperceptível, reforçando a confiança como um dos ativos mais valiosos da economia digital.

Com sedes em São Paulo, Curitiba e Orlando (EUA), a Alphacode é responsável por soluções digitais utilizadas por mais de 20 milhões de pessoas todos os meses. Entre os clientes estão grupos como Habib ‘s, Madero, TV Band e China In Box.