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Pesquisa mostra que metade dos usuários do Kwai empreendem e usam app como ferramenta para expandir os negócios

Uma nova pesquisa realizada pelo Kwai, aplicativo de criação e compartilhamento de vídeos curtos, revela o forte perfil empreendedor de sua comunidade. O levantamento, que ouviu 39.915 usuários ativos em agosto, aponta que 48% deles possuem um negócio próprio. O estudo traz um panorama sobre os setores de atuação, desafios e aspirações desse público, e também destaca o papel da plataforma para o desenvolvimento de negócios e conexões com marcas.

O estudo aponta para um dinamismo e diversidade de setores: 21% dos empreendedores atuam em serviços gerais, como limpeza, manutenção e jardinagem, enquanto 18,7% trabalham com alimentação, incluindo restaurantes, marmitas e lanchonetes. Além disso, mais da metade (53%) está começando a empreender e já utilizaram o aplicativo (36%) para encontrar fornecedores, parceiros ou ter ideias para seus negócios.

A vontade de evoluir é uma marca registrada desses empreendedores: 62% querem se profissionalizar e expandir suas empresas. Mas também enfrentam desafios importantes: 31% citam a dificuldade em divulgar melhor o trabalho e 25% apontam o aumento das vendas como principal obstáculo. Nesse cenário, 45% acreditam que conseguir crédito ou um empréstimo seria decisivo para o crescimento de seus negócios.

O levantamento também destaca que há ainda uma receptividade a soluções digitais voltadas para empresas: 67% dos entrevistados afirmaram que assistiriam a anúncios de produtos ou serviços que fossem úteis para seus negócios. Da mesma forma, o interesse por mais conteúdo sobre negócios é constante, já que 7 em cada 10 usuários gostariam de ver mais publicações voltadas para quem empreende.

“Esses dados confirmam nossa percepção de que o Kwai é muito mais do que um app de entretenimento; é um espaço de oportunidades e um ambiente relevante para quem empreende no Brasil. Nossa missão é empoderar esses criadores e donos de negócios, oferecendo ferramentas e um espaço onde eles possam prosperar. A alta receptividade a conteúdos especializados nos incentiva a fortalecer ainda mais esse ecossistema”, afirma Vitor Yu, gerente geral do Kwai For Business, unidade de negócios da plataforma.

Metodologia – A pesquisa “Empreendedorismo no Kwai” foi realizada por meio de um questionário dentro do aplicativo, entre os dias 1 e 10 de agosto. Foram ouvidos 39.915 usuários ativos na plataforma durante o período.

Dia do Empreendedor: 15 líderes mostram como propósito, tecnologia e inovação podem impulsionar o crescimento

Em 5 de outubro é celebrado o Dia do Empreendedor. A data surgiu como uma homenagem à criação do Estatuto da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte, em 1999, com a Lei n.º 9.841, e celebra os esforços dos empreendedores que buscam formas de alcançar a autonomia financeira

No primeiro semestre de 2025, foram abertos 2,6 milhões de novos pequenos negócios, de acordo com levantamento do Sebrae. O resultado é 23% superior ao do mesmo período do ano passado, quando foram criados cerca de 2,2 milhões de empreendimentos desse porte. Os MEIs, que corresponderam a 77,3% dos pequenos negócios abertos no primeiro semestre, registraram um aumento de 24,5% em relação ao mesmo semestre do ano anterior. Já as Microempresas e as Empresas de Pequeno Porte, que representaram, respectivamente, 18,6% e 4,1% dos pequenos negócios abertos no período, também cresceram — juntas, apresentaram alta de 17% na comparação com o primeiro semestre de 2024.

Diante desse cenário de crescimento, o Dia do Empreendedor deste ano destaca que, nos dias atuais, já não se trata somente de criar empresas, mas de solucionar dores profundas da sociedade e do mercado. É sobre aplicar inteligência artificial para prever o futuro dos negócios, redesenhar a saúde mental corporativa, construir ecossistemas financeiros inclusivos e provar que a diversidade é o maior ativo estratégico de uma organização.

Para celebrar a data, reunimos 15 nomes a seguir que trazem a materialização das tendências que definirão a próxima década da economia brasileira. Suas trajetórias oferecem um mapa para entender como tecnologia, propósito e modelos de gestão inovadores estão, na prática, construindo o futuro.

1) Vanessa Sandrini (@vansandrini) – visão estratégica, inovação e liderança humanista

Vanessa Sandrini é uma das vozes mais influentes do varejo brasileiro, com mais de 25 anos de experiência em empresas familiares e multinacionais, como Grupo Pão de Açúcar, Leroy Merlin, St Marche e JHSF/Fasano. É fundadora da VaS Continuum, um ecossistema de Vision as a Service, uma boutique de aconselhamento estratégico, mentoria e educação corporativa. Com seu método, apoia famílias empresárias, marcas e líderes em momentos de decisão: profissionalização, transição, expansão, novos negócios, M&A, desenvolvimento de cultura de gestão e governança — do tradicional ao luxo, dos grandes centros às regiões que sustentam os Brasis.

Reconhecida por seu compromisso com diversidade, inclusão e transformação social, Vanessa fundou o Instituto Mulheres do Varejo, é aliada da ONU Mulheres e foi a primeira mulher a assinar o Pacto Global representando uma empresa no Nordeste. Premiada como Personalidade do Ano no Varejo pelo Popai Brasil em 2021, também é autora e coautora de livros sobre branding e histórias do varejo. Sua trajetória evidencia como visão estratégica, inovação e liderança humanista podem transformar empresas, pessoas e o setor varejista como um todo.

2) Nina Silva (@ninasilvaperfil) – finanças e impacto social para fortalecer o afroempreendedorismo

CEO do Movimento Black Money e do D’Black Bank, Nina Silva representa uma das vozes mais relevantes do país em tecnologia, inovação e inclusão financeira. Considerada a “Mulher Mais Disruptiva do Mundo” pela Women in Tech Global Awards, ela é referência em afroempreendedorismo e transformação digital. Empresária, Investidora Anjo e Conselheira no Fórum Econômico Mundial com atuação no Responsible Investing Council, Nina também atua como Professora de Inovação e Finanças na PUCRS e outras instituições. Seu trabalho demonstra como a tecnologia financeira pode ser uma ferramenta poderosa de inclusão social e econômica.

3) Rachel Maia (@rachelomaia) – referência em liderança e diversidade corporativa, promovendo ambientes inclusivos e equitativos.

Primeira mulher negra a ocupar o cargo de CEO no Brasil, Rachel Maia construiu uma trajetória sólida com passagens pelas presidências de empresas como Tiffany & Co Joalheria, Pandora e Lacoste Brasil. Atualmente CEO da RM Cia 36 e fundadora do Instituto Capacita-me, ela é conselheira de grandes empresas e voz ativa em diversidade, liderança e transformação social no mundo corporativo. Rachel prova que a diversidade não é apenas uma questão moral, mas um imperativo estratégico para organizações que buscam inovação e crescimento sustentável. 

4) Kenny Laplante: tecnologia aplicada aos cuidados de crianças com autismo 

Kenny Laplante transformou sua própria história de vida em combustível para inovar no setor de saúde. Diagnosticado com apraxia na infância e marcado pelo apoio de uma fonoaudióloga, ele cresceu entendendo a importância da intervenção especializada. Após uma carreira no mercado financeiro em Nova York, decidiu deixar uma vida confortável para empreender no Brasil, inspirado tanto por sua vivência pessoal quanto pelo contato próximo com familiares autistas. Em 2020, fundou a Genial Care, healthtech que revolucionou o atendimento a crianças com autismo ao integrar tecnologia, equipes multidisciplinares e apoio direto a famílias e cuidadores.

O diferencial disruptivo trazido por Kenny foi romper com o modelo fragmentado do tratamento tradicional. A empresa tem acelerado sua expansão com R$ 91,8 milhões captados em três rodadas de investimento, envolvendo fundos de peso como General Catalyst, Atlantico, Canary, IKJ Health Innovation, 1616 e SSV Capital, além de executivos experientes do setor de saúde. Laplante consolidou-se como um dos líderes mais inovadores do segmento, ao unir excelência clínica, impacto social e um modelo escalável de negócios.

5) Ana Fontes (@anafontesbr) – promovendo empreendedorismo feminino e gerando impacto social positivo

Fundadora da Rede Mulher Empreendedora, a primeira e maior plataforma de apoio a negócios liderados por mulheres no Brasil, Ana Fontes é referência nacional e internacional quando o assunto é empreendedorismo feminino. Sua atuação inclui programas de capacitação, acesso a crédito e mentoria, beneficiando milhares de empreendedoras em todo o país. Reconhecida pela ONU e pelo Fórum Econômico Mundial, ela mostra que investir em mulheres é investir no desenvolvimento econômico e social de forma sustentável.

6) Flávia Durante (@flaviadurante) – fortalecendo a economia criativa com foco em diversidade e inclusão

Jornalista, empreendedora e curadora de eventos, Flávia Durante é a criadora da Feira Pop Plus, o maior evento de moda plus size da América Latina. Sua trajetória é marcada pela defesa da diversidade de corpos, estilos e identidades no mercado da moda, unindo economia criativa, representatividade e geração de renda. Além de movimentar milhões em negócios, Flávia transformou a forma como o setor enxerga e atende o público plus size, influenciando marcas e consumidores. 

7) Ana Tomazelli (@anatomazellioficial) – Saúde mental corporativa e liderança feminina 

Enquanto a epidemia de burnout se alastrava pelo mundo corporativo, a psicanalista e Presidente do Ipefem (Instituto de Pesquisas & Estudos do Feminino) Ana Tomazelli ousou dizer o impensável: ‘Desista’. Mas não de desistir da carreira, e sim de modelos de liderança tóxicos e insustentáveis. 

Unindo a escuta da psicanálise com sua bagagem de mais de 20 anos como executiva de RH em gigantes como KPMG e DASA, ela hoje lidera uma revolução na discussão sobre saúde mental, provando que a vulnerabilidade não é fraqueza, mas a base para um crescimento profissional mais humano e duradouro., Autora dos livros “Carreira sem Sofrer” e “Desista”, questiona modelos tradicionais de liderança e propõe abordagens mais humanas e sustentáveis para o crescimento profissional. 

8) Marcos Guerra – Democratizando oportunidades através dos e-sports e inclusão digital

Co-founder da Team Solid, Marcos Guerra representa uma nova geração de empreendedores que está transformando o e-sports em uma ferramenta de inclusão social e criação de novas profissões. Especializado em formação e gestão de squads de tecnologia, ele demonstra como o universo gamer pode ser um caminho de inserção social para jovens, oferecendo oportunidades de carreira em um setor que prevê ultrapassar US$ 187 bilhões até o final de 2025, segundo o relatório da Newzoo, consolidando-se como uma das indústrias de entretenimento mais lucrativas. Sua abordagem colaborativa e foco em performance coletiva exemplificam as novas formas de liderança necessárias para democratizar o acesso ao mercado de tecnologia contemporâneo.

9) Thiago Muniz (@thiagomuniz.rp) – Criando o maior ecossistema de influência digital B2B da América Latina

Em um mercado onde o crescimento é muitas vezes um jogo de sorte, Thiago Muniz introduziu uma ciência exata. Como CEO da Receita Previsível, ele se tornou a principal referência no Brasil por transformar o caos das vendas B2B em um motor de crescimento escalável e, como o nome sugere, previsível. Recentemente, junto com Aaron Ross, autor do best-seller Predictable Revenue, adquiriu o controle da B2B Stack, criando o maior ecossistema de influência digital B2B da América Latina. 

Com 16 anos de experiência em geração de demanda, ele já ajudou inúmeras empresas a criarem oportunidades de vendas e escalarem seus negócios. Como afirma Muniz: “A nova narrativa do B2B não será contada por quem grita mais alto, mas por quem é mais confiável”. Professor de MBA na Fundação Getúlio Vargas, Thiago é especialista em demonstrar como a metodologia e a previsibilidade podem transformar equipes comerciais em motores de crescimento escalável.

10) Gustavo Siuves – Impacto e inovação no ecossistema financeiro

Gustavo Siuves quer transformar o setor financeiro brasileiro por meio de inovação, tecnologia e inclusão. Como Chief Revenue Officer (CRO) e sócio da Azify, ele lidera com foco em democratizar o acesso a produtos financeiros digitais seguros e escaláveis.

Com mais de 20 anos de experiência no mercado, Gustavo passou por empresas como Celcoin, Banco BS2 e Cielo, atuando em áreas que vão de BaaS e Blockchain a Investment as a Service. Sua trajetória demonstra como combinar visão estratégica, tecnologia e criatividade pode gerar soluções que não apenas impulsionam negócios, mas também promovem impacto social e inclusão econômica.

Palestrante em eventos como Blockchain.RIO e Campus Party Brasil, Gustavo mostra que inovação no setor financeiro vai além de produtos digitais: é sobre criar ecossistemas sustentáveis, preparar empresas para um futuro regulatório dinâmico e transformar desafios globais em oportunidades de crescimento. Seu trabalho evidencia como propósito e tecnologia podem ser a força motriz para construir um ecossistema financeiro mais justo e inovador.

11) Leonardo Freitas (@1eofreitas) – Décadas de experiência em mobilidade global para realizar sonhos

Leonardo Freitas é um exemplo de inquietude empreendedora que transformou experiências multidisciplinares em um negócio global. Nascido no Brasil e com nacionalidades em diferentes países, iniciou sua trajetória na música, mas logo se apaixonou pela tecnologia, passando pela Philips e ingressando em áreas estratégicas do governo norte-americano, onde atuou em segurança nacional e imigração durante os governos Bush e Obama. Esse caminho lhe deu uma visão única sobre pessoas, negócios e expansão internacional, o que o levou, em 1996, a fundar a HAYMAN-WOODWARD, inicialmente como uma consultoria de assuntos externos.

Sob sua liderança, a empresa, com presença em diversos países, se tornou referência mundial em mobilidade global, atendendo mais de 3,2 mil famílias por ano em serviços que vão desde vistos, planejamento tributário e seguros até a gestão de riqueza e logística completa para executivos e famílias. Para Freitas, que se tornou uma referência em assuntos imigratórios, internacionalizar não é apenas mudar de país ou abrir negócios fora, mas construir prosperidade de forma estruturada, personalizada e sustentável, sempre de olho nas oportunidades globais.

12) Kenneth Corrêa (@kenaum) – Inteligência Artificial e Futuro dos Negócios 

Recentemente lançou no MIT (Massachusetts Institute of Technology) seu primeiro livro internacional, “Organizações Cognitivas – Alavancando o Poder da IA Generativa e dos Agentes Inteligentes”, palestrante TEDx internacional e professor de MBA na Fundação Getúlio Vargas. Kenneth Corrêa é uma das vozes mais influentes quando o assunto é o impacto das tecnologias emergentes nos negócios. 

Especialista em Dados, Inteligência Artificial e Metaverso, ele traduz temas complexos em linguagem acessível e aplicada. Atualmente é Diretor de Estratégia da Agência 80 20 Marketing, onde lidera uma equipe de 90 profissionais desenvolvendo projetos inovadores para grandes empresas. Kenneth demonstra como a IA generativa e os agentes inteligentes podem ser implementados de forma prática e estratégica, preparando organizações para o futuro digital.

13) Sylvestre Mergulhão – antecipou o futuro do trabalho: lidera, desde antes da pandemia, a revolução dos times remotos em tecnologia

Sylvestre Mergulhão trouxe para o Brasil a essência inovadora que vivenciou no Vale do Silício, impactando em transformações profundas no mercado de trabalho. Após sua experiência na Califórnia em 2006, fundou em 2010 a Impulso, já concebida como uma empresa 100% remota e baseada em práticas de gestão ágil aplicadas a todas as áreas do negócio – antes mesmo de que o trabalho remoto fosse uma pauta. 

Sob sua liderança visionária, a Impulso se destacou, fornecendo soluções para gigantes como Stone, Somos Educação, Globo e Cielo. Com um crescimento médio de 45% ao ano durante uma década, a empresa foi reconhecida em 2020 pela Endeavor como um dos negócios de alto crescimento no Brasil. A trajetória de Mergulhão exemplifica como inovação, cultura remota e gestão ágil podem redefinir o futuro do trabalho e impulsionar o sucesso em escala, alcançando resultados impressionantes: 86% de assertividade nas contratações e turnover 44% abaixo da média nacional. Ele demonstra como a tecnologia pode humanizar processos de RH e resolver a escassez de profissionais qualificados no setor de TI.

14) Alan Mareines – transformação do compartilhamento seguro de dados financeiros

CEO da Lina OpenX, Alan Mareines acumula anos de experiência como consultor no setor financeiro brasileiro, especialmente na Câmara Interbancária de Pagamentos (CIP). Especialista em pagamentos, trabalhou em estreita colaboração com o Banco Central do Brasil e liderou o grupo de estudos para implementação das mensagens ISO 20022 no Sistema de Pagamentos Brasileiro. 

Na Lina, Alan lidera a transformação do compartilhamento seguro de dados financeiros, apoiando instituições na jornada de transformação digital e consolidando a empresa como referência em Open Finance no mercado brasileiro.

15) Thiago da Mata – o “TikTok dos leilões”: democratização e tecnologia como a nova fronteira

CEO da Kwara, Thiago da Mata revolucionou o mercado de leilões online utilizando tecnologia e curadoria inteligente para antecipar preferências dos usuários. Com mais de 15 anos de experiência em grandes empresas como Coca-Cola, Royal Canin e startups como Frete.com e LogShare, ele trouxe para a Kwara uma abordagem disruptiva que resultou em mais de 230 mil itens leiloados e breakeven em apenas 7 meses. Thiago demonstra como a aplicação inteligente de dados e UX inovadora podem transformar setores tradicionais e criar novos padrões de experiência do usuário.

As trajetórias desses 15 líderes, embora únicas, convergem para uma verdade inegável: o empreendedorismo brasileiro contemporâneo transcendeu a busca pelo lucro a qualquer custo. O sucesso, agora, é medido por uma equação mais complexa, que inclui impacto mensurável, tecnologia humanizada e a capacidade de construir comunidades, não apenas carteiras de clientes.

Eles demonstram que as maiores oportunidades não estão em replicar fórmulas, mas em questioná-las. Em um mundo de incertezas, esses empreendedores não estão apenas se adaptando às mudanças — eles são a própria mudança. E observar seus próximos passos não é apenas inspirador; é um guia estratégico para quem deseja liderar, e não apenas sobreviver, na economia do futuro.

56,8% dos brasileiros preferem fazer compras pelo celular, revela pesquisa global da Sinch

Os hábitos digitais de compra estão transformando a forma como os brasileiros se relacionam com marcas do varejo. De acordo com a pesquisa global The State of Customer Communications 2025, conduzida pela Sinch — referência mundial em comunicação conversacional na nuvem — 56,8% dos consumidores brasileiros afirmam preferir fazer compras de itens não alimentícios pelo smartphone, bem acima da média global de 37,8%.

O estudo ouviu 2.800 consumidores em 12 países e mais de 1.600 líderes de negócios em quatro setores (Finanças, Saúde, Varejo e Tecnologia). No Brasil e no México, foram coletadas 407 respostas de consumidores, sendo 257 no Brasil.

O Brasil à frente da média global

  • Promoções geram engajamento muito maior no Brasil: enquanto globalmente 57,6% se interessam por frete grátis, no Brasil esse percentual chega a 84,4%. Reduções de preço motivam 73,9% dos brasileiros, contra 50,4% no mundo.
     
  • Conveniência e atualizações em tempo real fazem diferença: 42,4% dos brasileiros dizem que informações imediatas sobre preço e disponibilidade aumentam o interesse em promoções, sinalizando uma atenção especial à experiência digital, acima da média global.
     
  • IA e chatbots ganham confiança: 45,1% dos brasileiros consideram “muito úteis” as recomendações personalizadas de chatbots com IA (25,6% globalmente), e 75,5% confiam que esses bots forneçam informações precisas sobre rastreamento e prazos de entrega, frente a 52,3% no mundo.
     
  • Mensageria fideliza mais no Brasil: 73,3% dos consumidores brasileiros afirmam que retornariam para concluir uma compra ao receber um lembrete de carrinho abandonado via RCS, reforçando a eficácia da comunicação direta, acima da média global.
     
  • Segurança digital valorizada: 67,3% dos brasileiros sentem-se mais seguros usando autenticação adicional, comparado a 48,8% globalmente.
     
  • Logística e devoluções eficientes são diferenciais locais: 82,9% consideram que notificações de entrega em tempo real ajudam a evitar roubos de pacotes, e muitos consumidores brasileiros valorizam a possibilidade de trocas e devoluções diretamente pelo app de mensagens.

“O Brasil está na vanguarda da transformação digital no varejo. Os consumidores brasileiros não apenas adotam o mobile commerce mais rapidamente que a média global, mas também confiam mais em tecnologias digitais — como IA e mensageria — e valorizam a conveniência e segurança em cada etapa da compra. Esse cenário coloca o país como líder em engajamento digital e experiência de compra online”, afirma Mario Marchetti, diretor-geral da Sinch para a América Latina.

A pesquisa evidencia que o Brasil não apenas adota o mobile commerce mais rapidamente que a média global, mas também confia mais em tecnologias digitais — como IA e mensageria — e valoriza a conveniência e segurança em cada etapa da compra. O resultado coloca o país como líder em engajamento digital e experiência de compra online.

Pitz, plataforma de infraestrutura com IA, chega ao Brasil para modernizar oficinas mecânicas

Com a visão de viabilizar reparos automotivos em até 24 horas, a plataforma de software automotivo Pitz desembarca no Brasil com a meta de replicar e acelerar o sucesso instantâneo e a curva de crescimento alcançados no México. O objetivo da empresa é construir o sistema operacional das oficinas mecânicas na América Latina, onde, segundo dados internos, 85% das oficinas ainda funcionam com papel e caneta.

A fundadora colombiana Natalia Salcedo, em sua terceira empreitada, lidera a ferramenta inovadora com inteligência artificial, criada para oficinas e lojas de autopeças. O potencial atraiu pilotos de Fórmula 1 como investidores-anjo e fundos globais como Hustle Fund, Marathon e Valor Capital. A empresa segue aberta a investidores estratégicos brasileiros, ao mesmo tempo em que planeja expandir para toda a região.

Com lançamento inicial em São Paulo e foco em oficinas independentes, mecânicos profissionais, frotas corporativas e concessionárias, a Pitz espera ultrapassar 1.000 oficinas até 2026. No Brasil, a empresa apresentará módulos de gestão de frotas, com ferramentas de combustível, manutenção e rastreamento.

“Queremos que qualquer mecânico no Brasil, apenas usando o celular e a voz, possa operar como se tivesse uma equipe corporativa ao seu lado. Tomando decisões inteligentes, retendo clientes e se beneficiando de processos automatizados e integrados”, afirma Salcedo. “A Pitz busca dignificar e profissionalizar um ofício essencial, sem impor ferramentas complexas, simplificando a vida de clientes e donos de negócios e reduzindo a ansiedade que uma ida à oficina normalmente causa.”

No México, a Pitz demonstrou rápida aceitação, chegando a 75 oficinas pagantes e cerca de US$25 mil em receita recorrente mensal apenas quatro meses após o lançamento. Dados da empresa mostram que os mecânicos abrem o aplicativo em média 3,7 vezes por dia, com churn zero até hoje. Oficinas mexicanas relataram aumento de até 30% no faturamento, fechando mais orçamentos e reduzindo o tempo ocioso, o que ajudou mecânicos a recuperar até 500 horas de produtividade por mês.

Reinventando o status quo

“Somos os primeiros a combinar diagnósticos por voz com inteligência artificial, marketplace de peças e automação de fluxo de trabalho”, diz Salcedo, que acredita que a Pitz pode melhorar a renda de mais de 20 milhões de famílias ligadas ao mercado de reparos automotivos na América Latina e nos EUA. A CEO tem histórico de desafiar setores dominados por homens, construindo empresas de tecnologia que reinventam padrões estabelecidos.

Salcedo integrou a equipe inicial da Rappi, uma das startups que mais cresceram na América Latina. Depois, co-fundou a Jokr/Daki, que alcançou o status de unicórnio ao repensar a entrega de supermercado. Como fundadora da Meru, criou um marketplace B2B de autopeças na região, que chegou ao ponto de equilíbrio e movimentou milhões em transações, levando a transformação digital a um setor altamente tradicional.

Com a Pitz, considerada sua empreitada mais ambiciosa, Salcedo reúne esses aprendizados em uma plataforma IA que redefine o reparo automotivo. “Minha missão é construir uma empresa que defina uma categoria, inspirando a próxima geração de empreendedores na América Latina e além. Especialmente aqueles de setores esquecidos, que sustentam a vida cotidiana, mas muitas vezes são ignorados pela tecnologia e pelo capital”, afirma.

A Pitz pretende reduzir o tempo de espera e o custo dos reparos, simplificando tarefas demoradas como elaboração de orçamentos, agendamento de atendimentos, registro detalhado de clientes frequentes, controle de estoque, criação de ordens de serviço e emissão de cobranças. Totalmente desenhada para o dia a dia das oficinas, a plataforma poderá ser paga em reais, por assinatura mensal e sem multa em caso de cancelamento. Condições especiais estão sendo oferecidas no lançamento.

Impulsionada pelo rápido crescimento, a Pitz já prepara sua próxima rodada de investimentos para acelerar a expansão no Brasil e em outros países da região. A empresa convida fundos de venture capital e parceiros estratégicos para negociações, enquanto consolida sua posição como o sistema operacional das oficinas na América Latina.

TikTok transmitirá ao vivo shows do Tomorrowland Brasil 2025

Dando continuidade à parceria global com o Tomorrowland, o TikTok anuncia que transmitirá ao vivo todos os shows do palco principal do Tomorrowland Brasil, que ocorre nos dias 10, 11 e 12 de outubro em Itu (São Paulo). Ao longo de todo o fim de semana, o público poderá acompanhar apresentações de nomes como AlokDavid Guetta e John Newman, em LIVES nos perfis oficiais de Tomorrowland Brasil e Tomorrowland no TikTok.

A ação reforça a colaboração global entre TikTok e Tomorrowland, que faz da plataforma a parceira oficial de conteúdo do festival. O Tomorrowland 2025 em Boom, na Bélgica, estabeleceu recordes de transmissões ao vivo no TikTok, quando mais de 74 milhões de espectadores únicos acompanharam as LIVES ao longo dos dois fins de semana.

Um hub de busca dedicado ao festival também reunirá os melhores momentos, tendências e conteúdo criado pela comunidade, facilitando a descoberta e a conexão dos fãs com o evento. Para acessá-lo, basta pesquisar por Tomorrowland no aplicativo.

Como parte da parceria, o TikTok também recebeu, em seu escritório em São Paulo, artistas brasileiros que fazem parte do line-up do festival para um workshop sobre boas práticas de produção de conteúdo, promovendo troca de experiências e incentivando a criação de conteúdo criativo e autêntico na plataforma, ao mesmo tempo em que apoia o crescimento de artistas emergentes da música eletrônica.

“O Tomorrowland é um dos festivais de música eletrônica mais icônicos do mundo, e estamos animados em trazer sua energia mais uma vez para o TikTok como parte da nossa parceria global. Com conteúdo exclusivo, transmissões ao vivo, um hub dedicado e a colaboração com a comunidade local de artistas, queremos conectar os fãs brasileiros ao festival de uma forma ainda mais próxima, celebrando o poder da #ElectronicMusic, que é uma das comunidades mais crescem no TikTok em todo o mundo”, comenta Michael Kümmerle, Head global de desenvolvimento de parcerias de música do TikTok.

#ElectronicMusic no TikTok

  • A música eletrônica é um dos estilos mais populares no TikTok, onde as visualizações de posts com músicas do gênero, incluindo techno e house, superaram pela primeira vez aquelas com músicas indie e alternativa em 2024.
  • As publicações marcadas com #electronicmusic já superaram a marca de 34 bilhões de visualizações no TikTok.

Siga o Tomorrowland no TikTok.

Datas: 10, 11 e 12 de outubro de 2025

Onde assistir: Perfis oficiais de Tomorrowland Brasil e Tomorrowland

Da vitrine à timeline: como o marketing é o grande aliado das floriculturas?

O mercado global de flores deve movimentar US$ 60,38 bilhões até o final de 2025 e alcançar US$ 104,6 bilhões até 2033, segundo a consultoria Business Research, em um crescimento médio anual de 6,3%. No Brasil, com solos férteis e uma produção em expansão, o cenário acompanha a tendência. Mais do que presentes, as flores representam afeto, celebração e cuidado, elementos que tornam o setor altamente dependente de estratégias de marketing capazes de explorar sua força visual e conectar consumidores a datas especiais ao longo de todo o ano.

Entender o perfil do cliente é o primeiro passo para qualquer floricultura que deseja se destacar em um mercado competitivo. Saber quais ocasiões mais motivam a compra, como Dia das Mães, Dia dos Namorados e aniversários, permite direcionar campanhas com maior precisão. Além disso, compreender preferências estéticas, desde buquês clássicos até arranjos mais modernos, ajuda a construir ofertas personalizadas que aumentam as chances de fidelização. Além disso, construir uma identidade de marca consistente também é essencial. Mais do que logotipo ou uma paleta de cores, trata-se de transmitir uma mensagem clara e emocional: não são apenas produtos, mas símbolos de afeto e celebração. Uma marca forte facilita a lembrança do consumidor e fortalece o vínculo emocional, fator decisivo na hora da escolha entre diversas opções disponíveis no mercado.

No ambiente digital, o SEO e o marketing de conteúdo funcionam como grandes aliados. Estar bem posicionado em buscas como “entrega de flores no mesmo dia” ou “arranjos para casamento” amplia o alcance e garante visibilidade para clientes em potencial. Outro ponto importante é sempre criar conteúdos relevantes, como dicas de cuidados com arranjos, tendências de decoração ou significados de determinadas espécies, tudo isso gera valor e autoridade para a marca.

As redes sociais desempenham um papel central, já que as flores são altamente visuais e compartilháveis. Investir em fotografias bem produzidas, vídeos curtos mostrando os bastidores da montagem de arranjos e até enquetes interativas fortalece o engajamento. Promoções exclusivas ou concursos em datas sazonais também ajudam a ampliar o alcance e estimular a participação dos seguidores.

O e-mail marketing segmentado continua sendo uma das estratégias mais eficazes para fortalecer o relacionamento entre floriculturas e seus clientes. Campanhas personalizadas, baseadas no histórico de compras e nas preferências de cada consumidor, permitem oferecer arranjos sob medida para diferentes ocasiões, aumentando a taxa de conversão e a fidelização. Paralelamente, parcerias estratégicas com negócios locais, como cafés, restaurantes e empresas de eventos ampliam significativamente o alcance da marca, ao mesmo tempo em que criam experiências integradas de consumo. Essa combinação entre comunicação direta e alianças comerciais gera novas oportunidades de venda e consolida a floricultura como parte ativa da vida social e cultural da comunidade.

Combinando identidade de marca sólida, estratégias digitais consistentes e ações que reforcem a conexão com a comunidade, as floriculturas têm a oportunidade de ir além do simples aumento nas vendas. Trata-se de construir um branding duradouro, capaz de gerar lembrança, engajamento e fidelidade. Em um mercado cada vez mais competitivo, aquelas que souberem integrar presença online, criatividade e proximidade com o cliente não apenas garantirão crescimento, mas também se consolidarão como referência.

E-sports são uma indústria crescente e o tema não pode ser ignorado

Os e-sports deixaram de ser uma tendência de nicho para se tornar uma indústria global consolidada. Jogos como Fortnite, Counter-Strike, Grand Theft Auto V, FIFA, League of Legends e Minecraft já não são apenas produtos de entretenimento, e sim plataformas competitivas e de consumo de conteúdo, que atraem milhões de jogadores e espectadores diariamente. No Brasil, segundo dados da Newzoo, existem mais de 100 milhões de jogadores, dos quais 55% assistem conteúdos de jogo, 27% acompanham competições de e-sports e 12% se consideram entusiastas, evidenciando o tamanho e o engajamento desse público.

O crescimento desse mercado impacta diretamente a forma como desenvolvedoras projetam seus jogos. Hoje, é necessário pensar não apenas na jogabilidade, mas também na experiência do espectador. Competir de forma atrativa para o público se tornou tão importante quanto criar um produto divertido para jogar. Essa mudança reflete a profissionalização do setor, que passou a investir em transmissões, comentários especializados, eventos presenciais e premiações que aproximam fãs e atletas virtuais.

A dimensão e o engajamento dos e-sports têm levado até o Comitê Olímpico Internacional (COI) a considerar formas de inserir modalidades de jogos eletrônicos nos Jogos Olímpicos ou mesmo criar um evento olímpico próprio para e-sports. Essa discussão ganha relevância diante do envelhecimento do público de esportes tradicionais e da necessidade de atrair novas gerações, que já estão imersas em realidades digitais, jogando, assistindo competições e seguindo influenciadores especializados nas redes sociais.

O interesse em e-sports não é apenas cultural, mas também econômico, em que a audiência crescente gera oportunidades de patrocínios, publicidade e monetização direta em transmissões. Além disso, o setor movimenta apostas esportivas significativas, criando a necessidade de regulamentação e monitoramento, similar ao que ocorre em modalidades tradicionais. A profissionalização dessas práticas é fundamental para garantir transparência e justiça nas competições.

No entanto, um dos desafios mais urgentes é a questão da integridade esportiva, já que atualmente, os testes de doping em e-sports são quase inexistentes, enquanto o uso de estimulantes e substâncias que aumentam desempenho cresce entre competidores. A supervisão adequada e a aplicação de regras rigorosas, possivelmente sob a tutela do COI ou de entidades especializadas, são passos essenciais para proteger atletas, investidores e espectadores.

Além disso, a regulamentação pode contribuir para mitigar fraudes e manipulação de resultados em apostas esportivas, um ponto crucial em um mercado de e-sports que já movimenta cifras expressivas. A ausência de fiscalização e padronização gera riscos significativos tanto para o setor quanto para a confiança do público, tornando essencial garantir integridade e credibilidade para consolidar a indústria em nível global.

A profissionalização e o reconhecimento oficial dos e-sports também podem gerar impactos sociais positivos, criando carreiras estruturadas, oferecendo oportunidades de educação e desenvolvimento de habilidades digitais, e estimulando práticas éticas de competição. Dessa forma, o setor passa a oferecer alternativas concretas de crescimento profissional para jovens em um ambiente cada vez mais digitalizado.

Portanto, os e-sports representam uma mudança de paradigma no consumo de esportes e entretenimento, e a combinação de audiência engajada, potencial econômico e oportunidades de inovação exige atenção das instituições esportivas, empresas e investidores. Com regulamentação adequada e acompanhamento estratégico, esses esportes digitais têm potencial para se tornar parte integrante da cultura esportiva mundial, criando novas formas de competir, assistir e investir.

*João Antonio de Albuquerque e Souza é atleta olímpico, graduado em Direito pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e mestre em Direito e Justiça Social pela UFRGS. Atualmente, é Presidente do Tribunal de Justiça Desportiva Antidopagem (TJD-AD) e sócio fundador do escritório Albuquerque e Souza. Com expertise em Direito Civil, Trabalhista e Desportivo, sua atuação abrange temas como contratos e responsabilidade civil.

Tendências Atuais no Mercado de E-commerce: O Que Está Moldando o Futuro do Varejo Online

O e-commerce brasileiro está passando por uma transformação acelerada que vai além do crescimento de faturamento. Novas tecnologias, mudanças no comportamento do consumidor e a busca incessante por experiências personalizadas moldam um cenário competitivo e dinâmico. Este conteúdo reúne as principais tendências atuais no mercado de e-commerce, trazendo dados, exemplos práticos, tabelas comparativas e dicas para preparar seu negócio para o futuro.


1. Omnichannel: Integração Total entre Canais

A experiência omnichannel consolidou-se como prioridade para o consumidor moderno. Segundo a NielsenIQ, mais de 60% dos brasileiros já utilizam tanto aplicativos quanto navegadores para suas compras online, e 68% dos consumidores consideram essencial uma experiência integrada entre canais físicos e digitais.

Principais benefícios do omnichannel:

  • Jornada de compra sem atritos
  • Possibilidade de comprar online e retirar na loja
  • Estoque integrado e prateleira infinita
  • Atendimento centralizado ao cliente
BenefícioDescrição
Click & CollectCompra online, retirada em loja física
Prateleira InfinitaIntegração de estoques
Atendimento UnificadoHistórico do cliente em todos os canais

Dica: Automatize a atualização de estoque e promova experiências personalizadas em todos os pontos de contato para fidelizar seu cliente.


2. Hiperpersonalização e Uso de Inteligência Artificial (IA)

A personalização da experiência de compra atingiu um novo patamar graças à IA e Big Data. Plataformas utilizam algoritmos para analisar comportamento, preferências e histórico de compras, oferecendo recomendações e ofertas sob medida.

Exemplos de Aplicação:

  • Recomendações de produtos personalizadas
  • Automação de descrições de produtos e atendimento via chatbots
  • Segmentação de campanhas de e-mail marketing

Depoimento de Especialista

“A hiperpersonalização com IA eleva as taxas de conversão e fidelização, tornando-se um diferencial competitivo essencial.” – Mariana Trigo, Coordenadora de E-commerce


3. Social Commerce: Vendas Diretas pelas Redes Sociais

O social commerce é um fenômeno crescente: 66% dos consumidores brasileiros já pesquisam produtos em redes sociais e quase 70% já compraram após ver um anúncio. As plataformas como Instagram, Facebook, TikTok e Pinterest oferecem funcionalidades para venda direta, integração com lojas online e recursos de live commerce.

Estratégias em alta:

  • Parcerias com influenciadores (micro e macro)
  • Conteúdo interativo: lives, stories shoppables, reviews
  • Programas de afiliados e incentivo ao compartilhamento

4. Pagamentos Instantâneos e Invisíveis

O pagamento via Pix já representa mais de 30% das transações em grandes datas como a Black Friday. O Pix Parcelado e as carteiras digitais (Apple Pay, Google Pay, PayPal) ganham espaço, assim como soluções “one-click buy” e pagamentos invisíveis, em que o consumidor finaliza a compra com mínima fricção.

TendênciaVantagem para o consumidor
Pix e Pix ParceladoRapidez e flexibilidade
Carteiras DigitaisSegurança e praticidade
Pagamento InvisívelExperiência sem atritos

Dica: Ofereça o máximo de opções de pagamento e destaque as mais rápidas e seguras no seu checkout.


5. Logística Ágil e Entregas Expressas

A busca por prazos menores de entrega é cada vez mais decisiva na escolha do e-commerce. Entregas no mesmo dia, envio por drones e políticas de frete flexíveis são diferenciais. Marketplaces e grandes varejistas já investem em logística própria e parcerias inteligentes.

Principais Ações:

  • Parcerias com hubs logísticos regionais
  • Rastreamento em tempo real para o cliente
  • Opção de entrega expressa ou agendada
SoluçãoImpacto no Negócio
Entrega no mesmo diaAumento de conversão
Rastreamento onlineRedução de consultas no SAC
Drones e automaçãoRedução de custos logísticos

6. Sustentabilidade, ESG e Recommerce

O consumidor valoriza cada vez mais marcas que praticam a sustentabilidade. O recommerce (revenda de produtos seminovos), embalagens ecológicas e cadeias logísticas verdes são tendências que estão mudando o jogo.

  • Utilização de embalagens recicláveis
  • Incentivo ao consumo consciente (exemplo: slow fashion)
  • Programas de logística reversa e cashback sustentável

Exemplo real:

Grandes varejistas já identificam produtos sustentáveis e informam o consumidor sobre o impacto ambiental de suas compras.


7. Automação e Atendimento Inteligente

Chatbots com IA, atendimento 24/7, CRM integrado e programas de fidelidade personalizados são fundamentais para escalar o suporte sem perder qualidade. O atendimento automatizado reduz custos, aumenta a satisfação e coleta dados valiosos para personalização futura.

Exemplos de automação:

  • Resposta automática para dúvidas frequentes
  • Reengajamento de carrinhos abandonados
  • Envio automático de cupons e promoções

8. Modelos de Assinatura e Experiência de Compra Inovadora

Kits de assinatura (ex: beleza, alimentos, bebidas), clubes de vantagens e experiências gamificadas aumentam o valor do ciclo de vida do cliente e reduzem o churn. O consumidor busca conveniência, previsibilidade e recompensas contínuas.

Exemplo de modelo de assinatura:

  • Clubes de café, snacks, cosméticos ou roupas

Tabela Comparativa de Modelos de Receita

ModeloBenefício
Venda avulsaFlexibilidade
Assinatura mensalPrevisibilidade e fidelização
CashbackRetorno e engajamento

9. Realidade Aumentada, Voice Commerce e Experiência Imersiva

A adoção de realidade aumentada (AR) e virtual (VR) permite ao cliente experimentar produtos virtualmente, aumentando a confiança na compra. O voice commerce, impulsionado por assistentes como Alexa e Google Assistant, já é realidade em grandes marcas.

Exemplo prático:

  • Lojas de móveis e óculos que oferecem “prova virtual” via app.
  • Otimização de SEO para buscas por voz.

Dica: Invista em imagens 3D, vídeos de demonstração e otimize seus conteúdos para pesquisa por voz.


10. Segurança e Privacidade de Dados

A LGPD e a maior consciência do consumidor sobre privacidade fazem da segurança um requisito básico. Adoção de tokenização, 3DS e checkout seguro são obrigatórios.

  • Transparência no uso de dados
  • Cumprimento das normas LGPD
  • Certificações de segurança digital

11. Principais Setores em Alta no E-commerce Brasileiro

Segundo relatórios recentes:

  • Moda: previsão de crescimento de 20% até 2025
  • Saúde e beleza: destaque em faturamento e número de pedidos
  • Eletrônicos: smartphones e acessórios lideram
  • Alimentos e bebidas: impulsionados pela conveniência
SetorCrescimento (%) 2024/25
Moda20%
Saúde e Beleza18%
Eletrônicos15%
Alimentos/Beb.18,4%

12. Oportunidades para Pequenos e Médios Negócios

O crescimento do e-commerce proporciona espaço para PMEs inovarem e conquistarem nichos. O segredo está na adoção rápida de tendências, uso de plataformas acessíveis, integração com marketplaces e aposta em branding e conteúdo relevante.

Checklist Prático:

  • [ ] Sua loja possui design responsivo?
  • [ ] Oferece Pix, carteiras digitais e parcelamento?
  • [ ] Está presente e vende pelas redes sociais?
  • [ ] Tem logística ágil e rastreável?
  • [ ] Pratica sustentabilidade?
  • [ ] Investe em conteúdo e marketing digital?

13. Cases e Exemplos de Sucesso

  • Live commerce com influenciadores: aumento de vendas em datas sazonais
  • Entrega expressa e rastreamento: diferenciação positiva no pós-venda
  • Clubes de assinatura: retenção de clientes acima de 30%

14. Referências e Fontes de Dados


Conclusão

O e-commerce brasileiro vive uma era de oportunidades impulsionadas por tecnologia, dados e experiência do cliente. Adaptar-se às tendências, inovar e colocar o consumidor no centro das estratégias são fatores-chave para o sucesso em 2025 e além.

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FAQ – Perguntas Frequentes sobre Tendências no E-commerce

Quais as tendências mais importantes?

  • Omnichannel, personalização via IA, social commerce, pagamentos instantâneos, logística ágil e sustentabilidade.

Como implementar IA no e-commerce?

  • Utilize plataformas e plugins de recomendação, chatbots e análise de dados para personalizar a experiência do cliente.

Vale a pena investir em live commerce?

  • Sim! As vendas por lives e influenciadores têm alto engajamento e aumentam a conversão.

O Pix é essencial?

  • Sim, é o método de pagamento preferido dos consumidores brasileiros atualmente.

Este conteúdo foi elaborado pelo time E-Commerce Update. Compartilhe e continue acompanhando as principais tendências do setor!


Da crise à eficiência: por que o Help Desk é vital para a logística

A pressão por margens mais enxutas e prazos cada vez mais rígidos tem levado o setor logístico a um ponto de inflexão. Em um mercado em que minutos de atraso impactam contratos e fidelização, garantir a disponibilidade dos sistemas e a padronização de processos entre unidades operacionais deixou de ser apenas um desafio técnico — tornou-se uma demanda estratégica.

O help desk — muitas vezes tratado como uma função operacional básica — dentro deste contexto, passou a desempenhar um papel central na eficiência da cadeia de valor. Quando estruturado com tecnologia, automação e visibilidade, o suporte técnico transforma-se em uma ferramenta capaz de reduzir custos, evitar perdas operacionais e aumentar o controle de ponta a ponta, especialmente em empresas com múltiplas localidades.

Dados recentes ajudam a dimensionar o impacto da indisponibilidade nos resultados logísticos. Segundo estimativas da Gartner, uma hora de downtime pode custar até US$ 42 mil para uma empresa de médio ou grande porte. E não são eventos esporádicos: o mesmo estudo indica que empresas enfrentam, em média, 87 horas de paralisação não planejada por ano — o equivalente a quase quatro dias inteiros de operação parada.

No setor de logística, no qual a disponibilidade de sistemas de gestão de armazém (WMS), transporte (TMS), dispositivos móveis, redes e impressoras está diretamente conectada à produtividade, cada interrupção impacta prazos, penalidades contratuais, roteirizações e satisfação do cliente final.

A complexidade do suporte em ambientes descentralizados

Em operações logísticas distribuídas, a descentralização da TI amplifica os desafios do suporte. Armazéns, filiais, hubs urbanos e centros de distribuição operam com estruturas diversas, perfis distintos de usuários e níveis variados de maturidade técnica.

Em muitas organizações, o atendimento ainda depende de equipes locais sobrecarregadas ou de suporte presencial vindo da matriz — um modelo que gera disparidades nos tempos de resposta, improvisos na resolução e, principalmente, perda de visibilidade para os gestores corporativos.

Segundo um levantamento realizado em 2024 por uma consultoria global de ITSM, quase 46% das empresas com operações geograficamente distribuídas relatam dificuldades para manter níveis de serviço consistentes entre as unidades. E quando não há padronização, o suporte se torna reativo, lento e propenso ao retrabalho. Tickets se perdem, históricos não são consolidados e problemas recorrentes deixam de ser identificados, multiplicando custos operacionais silenciosos.

Centralização e visibilidade: o que muda com um help desk estruturado

A adoção de uma solução eficiente e centralizada de help desk representa um divisor de águas para empresas logísticas. Trata-se de um modelo que unifica o suporte técnico em uma única plataforma, permitindo que todos os chamados — independentemente da localidade de origem — sigam fluxos definidos, com categorização padronizada, níveis de prioridade e prazos de atendimento acordados.

Esse tipo de estrutura cria um ambiente em que a visibilidade em tempo real é garantida. O gestor de TI consegue acompanhar os incidentes por unidade, por sistema afetado ou por tipo de problema, identificando tendências, gargalos e áreas que exigem reforço técnico ou treinamento. Esse monitoramento contínuo, associado a indicadores de desempenho como SLAs (Acordos de Nível de Serviço) e SLIs (Indicadores de Nível de Serviço), transforma a TI em um centro de decisão baseado em dados, e não mais em suposições.

Ao centralizar o atendimento, a empresa também reduz a dependência de suporte presencial em localidades remotas. Incidentes que antes exigiam deslocamento de técnicos passam a ser resolvidos por acesso remoto, com rapidez, padronização e menor custo. Estudos indicam que o suporte remoto reduz o tempo médio de resolução em até 30% e os custos operacionais em cerca de 50%, principalmente quando associado a fluxos automatizados.

Automação e padronização: a nova base da eficiência

A automação é um dos principais diferenciais de uma solução moderna de help desk. Tarefas repetitivas e de baixo valor — como redefinição de senhas, atualizações de sistema ou diagnóstico de falhas conhecidas — podem ser executadas automaticamente, liberando a equipe para lidar com incidentes mais complexos e estratégicos.

Além disso, fluxos inteligentes garantem que chamados sejam roteados diretamente para o time ou analista certo, de acordo com regras de negócio previamente configuradas.

Esse modelo elimina a necessidade de triagem manual e reduz significativamente o tempo de atendimento. Também evita escalonamentos desnecessários e contribui para melhorar a experiência do usuário interno, que passa a contar com um suporte mais ágil, preciso e previsível.

Outro recurso essencial nesse contexto é a base de conhecimento integrada, alimentada de forma contínua por chamados resolvidos. Cada incidente se transforma em aprendizado documentado, acessível não apenas à equipe técnica, mas também aos usuários. Com isso, a organização pode oferecer portais de autoatendimento e FAQs dinâmicos, permitindo que problemas simples sejam resolvidos pelo próprio colaborador, sem abrir um ticket. A automação combinada à inteligência da base de conhecimento reduz o volume de chamados e melhora o tempo médio de resposta, ao mesmo tempo em que fortalece a autonomia das equipes operacionais.

Indicadores, relatórios e decisões orientadas por dados

Em ambientes logísticos, onde cada minuto conta, a previsibilidade operacional é um ativo valioso. Por isso, outro benefício estratégico da adoção de um help desk estruturado é a capacidade de gerar relatórios acionáveis — com indicadores segmentados por filial, tipo de chamado, tempo de resolução, frequência de reabertura e grau de impacto.

Com esses dados em mãos, a TI pode avaliar com mais clareza quais unidades exigem reforço de infraestrutura, quais sistemas apresentam maior instabilidade e onde estão os pontos de falha recorrentes. Essa visibilidade não apenas otimiza investimentos, como também permite que a área de tecnologia atue de forma proativa, antecipando demandas e reduzindo a probabilidade de falhas críticas.

Um estudo publicado em 2024 por uma associação internacional de service management mostrou que organizações que operam com SLAs bem definidos e acompanhados conseguiram reduzir em 76% a ocorrência de incidentes críticos. Mais do que isso, aumentaram em até 20% a disponibilidade dos sistemas mais sensíveis à operação, como WMS e plataformas de roteirização.

Impacto financeiro e retorno tangível

Os ganhos de eficiência e controle proporcionados por uma estrutura de help desk bem implementada resultam em impactos financeiros tangíveis. Além da redução direta com deslocamentos, visitas técnicas e retrabalho, há uma economia significativa associada à diminuição do tempo de inatividade.

Para se ter uma ideia, segundo dados da IBM, empresas que adotam automação no suporte conseguem reduzir os custos médios por incidente em até 45%, além de melhorar a taxa de resolução no primeiro contato — um indicador fundamental para conter chamados reincidentes e preservar a produtividade das operações locais.

A própria rastreabilidade de processos também colabora para a redução de riscos. Em segmentos regulados, como o transporte de produtos farmacêuticos ou alimentos, manter histórico completo e auditar o suporte é essencial para atender exigências legais e contratuais. O help desk, nesse contexto, torna-se não apenas uma ferramenta de atendimento, mas um componente estratégico da governança e da conformidade operacional.

A eficiência operacional no setor logístico depende de múltiplos fatores, mas poucos têm impacto tão direto — e muitas vezes negligenciado — quanto o suporte técnico. Em empresas com unidades espalhadas, filiais remotas e grande dependência de sistemas integrados, investir em uma solução eficiente de help desk não é uma questão de conveniência: é uma estratégia para proteger margem, garantir qualidade e escalar com segurança.

Ao centralizar o atendimento, automatizar fluxos, medir desempenho com precisão e documentar aprendizados, a TI passa a operar com previsibilidade e inteligência — entregando valor real à operação. E em um mercado cada vez mais exigente, onde o erro custa caro e a demora compromete contratos, ter um help desk forte é mais do que importante: é uma forma de garantir que o negócio continue rodando, sem paradas, com controle, visibilidade e confiança.

Por Edsel Simas, Chief Technology Officer da Setrion Software e da Milldesk

Quais são as principais causas de demissão da Geração Z?

A Geração Z, formada por pessoas nascidas por volta de 1997 e 2010, já ocupa um espaço cada vez maior no mercado de trabalho. Até 2030, estima-se que um em cada três profissionais ativos será dessa geração, sendo que em alguns segmentos, ocupará mais de 50% da massa de trabalho. Com um perfil digital nativo e uma visão de mundo moldada pela tecnologia, eles trazem novas expectativas para o ambiente corporativo. Porém, essas mesmas características que os diferenciam também estão entre os fatores que mais os expõem a desligamentos, seja por decisão própria ou por parte das empresas.

Segundo o relatório 2025 Gen Z and Millennial Survey da Deloitte Global 2025, a Geração Z apresenta propensão a mudanças constantes e as empresas enfrentam dificuldades em reter esse público. O problema, no entanto, não se limita à alta rotatividade voluntária e por considerarem a empresa como um intercâmbio de experiências e não como o único sentido da vida estar em apenas 1 CNPJ por 40 anos. Muitas demissões são involuntárias e estão relacionadas a comportamentos e expectativas que se chocam com a cultura organizacional vigente.

1. Dificuldade de adaptação ao ambiente corporativo

Embora a Geração Z seja fluente no uso de tecnologia e inovação, ainda existe um grande contraste entre o estilo de trabalho que eles esperam e a realidade de muitas empresas. Estruturas hierárquicas rígidas, burocracias excessivas e lideranças pouco abertas ao diálogo costumam gerar desconforto. Em muitos casos, o jovem profissional acaba não conseguindo se adaptar, e isso se reflete em falta de engajamento, queda de produtividade e, em último estágio, demissões.

Ricardo Dalbosco, Doutor e especialista no futuro do trabalho e comunicação multigeracional, explica que “a Geração Z não aceita comandos cegos. Esse público quer compreender o propósito por trás das ordens e participar ativamente das decisões. Quando o ambiente corporativo não oferece espaço para esse diálogo, surgem conflitos que podem levar ao desligamento precoce”.

2. Expectativas desalinhadas com a realidade

A Geração Z busca propósito, flexibilidade e ascensão rápida. Muitos jovens chegam às empresas esperando progressões de carreira aceleradas, liberdade para gerir sua rotina e benefícios alinhados ao bem-estar. Quando encontram ambientes rígidos, com poucas oportunidades de crescimento e políticas de trabalho pouco flexíveis, a frustração aparece. Esse desalinhamento impacta o engajamento e pode levar tanto à saída voluntária quanto a avaliações negativas que resultam em demissão.

3. Questões ligadas à saúde mental

Pesquisas da American Psychological Association revelam que a Geração Z é a que mais relata altos níveis de estresse e ansiedade. Esse dado se torna ainda mais relevante no ambiente de trabalho, onde a pressão por resultados, o acúmulo de tarefas e a ausência de apoio emocional ampliam a vulnerabilidade. O reflexo é evidente: absenteísmo, perda de foco e dificuldade em manter relações profissionais saudáveis. Quando não existe suporte adequado, muitas empresas acabam optando pela substituição desses colaboradores.

Além disso, os levantamentos mostram quais são os maiores fatores de estresse relatados por essa geração: 77% dos adultos da Geração Z apontam o trabalho como um estressor significativo (em comparação a 64% dos adultos em geral); 81% indicam o dinheiro como fonte relevante de estresse (também acima dos 64% do total de adultos); e 46% citam a economia como fator de preocupação (número próximo aos 48% gerais).

4. Baixa tolerância à frustração

A Geração Z cresceu em um contexto de gratificação imediata, impulsionado pelo acesso rápido à informação, pelas redes sociais e pelo consumo digital instantâneo. Essa vivência formou profissionais que, em muitos casos, demonstram baixa tolerância a processos demorados ou a feedbacks negativos. Em ambientes de alta pressão, onde a resiliência é essencial, essa característica pode gerar choques diretos com líderes e colegas, acelerando o risco de desligamento.

5. Conflitos geracionais no ambiente de trabalho

De acordo com Dalbosco, atualmente, convivem até cinco gerações em uma mesma organização. Isso cria um ambiente rico em diversidade, mas também propenso a choques de visão e linguagem. Enquanto gerações mais antigas valorizam hierarquia, tempo de casa e disciplina, a Geração Z prioriza autonomia, flexibilidade e autenticidade. O resultado é um ambiente de tensão, no qual pequenas diferenças de percepção podem se transformar em atritos recorrentes. Muitas demissões ocorrem justamente porque empresas e profissionais não conseguem transformar esses choques em aprendizado mútuo.

Como a Geração Z pode reduzir o risco de demissão

Para evitar desligamentos, a Geração Z precisa investir em autogestão e protagonismo de carreira. O primeiro passo é desenvolver competências comportamentais, como comunicação assertiva, resiliência e inteligência emocional. Esses elementos são fundamentais para lidar com a pressão e com a diversidade de perfis dentro das empresas.

Outro ponto essencial é buscar mentores internos e externos. Aprender com profissionais mais experientes acelera a adaptação e ajuda a compreender melhor a dinâmica organizacional. Da mesma forma, alinhar expectativas de forma transparente com gestores evita frustrações e cria um ambiente de confiança.

O cuidado com a saúde mental também deve ser prioridade. Estabelecer rotinas de autocuidado, buscar apoio profissional quando necessário e respeitar limites pessoais são atitudes que contribuem para maior estabilidade no trabalho. Finalmente, é crucial conectar o próprio propósito com o impacto real da função. Profissionais que enxergam sentido no que fazem tendem a ter maior motivação e menor risco de demissão.

As principais causas de demissão da Geração Z não estão ligadas à falta de capacidade técnica, mas sim ao desalinhamento de expectativas, à dificuldade de adaptação cultural e à gestão das emoções. Trata-se de uma geração que valoriza propósito e autenticidade, mas que ainda precisa aprender a lidar com os desafios de ambientes corporativos que nem sempre acompanham a mesma velocidade de mudança.