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Era da IA Agêntica: quando inovação e talento se tornam indissociáveis

A inteligência artificial deixou de ser apenas uma ferramenta de apoio para se tornar parceira estratégica de empresas e profissionais. A popularização dos modelos generativos foi a porta de entrada: agora, vivemos a ascensão das IAs Agênticas, sistemas capazes de operar de forma autônoma, com decisões e execuções em tempo real.

Mais do que agentes restritos a tarefas específicas, esses modelos assumem processos de ponta a ponta, da análise de dados à tomada de decisões, reduzindo custos, acelerando operações e elevando a eficiência em diferentes setores. No mercado financeiro, por exemplo, já são aplicados para analisar grandes volumes de dados, detecção de fraudes e antecipação de riscos, protegendo investimentos e clientes. No varejo, funcionam como gestores invisíveis de estoque, prevendo picos de demanda, automatizando compras e ajustando preços conforme padrões de consumo.

A relevância é confirmada por projeções de mercado. Segundo os relatórios “Emerging Tech: The Future of Agentic AI in Enterprise Applications” e “Emerging Tech: Maximize Opportunities While Managing Risks of Agentic AI on Enterprise Software”, ambos da Gartner, cerca de 30% da receita global de software empresariais poderá ser impulsionada pela IA Agêntica até 2035, o que representa mais de US$ 450 bilhões.

Empresas como academias do futuro

Essa evolução traz uma nova exigência: preparar profissionais capazes de construir, implementar e governar projetos robustos de IA. Trata-se de uma tecnologia avançada, que demanda competências muito além do conhecimento básico ou superficial. Compreender suas reais funcionalidades exige aprendizado contínuo, aplicado e orientado à prática. Nesse cenário, as empresas não podem se limitar a adotar ferramentas, precisam assumir o papel de verdadeiros centros de aprendizagem, capazes de desenvolver talentos e sustentar a inovação.

Essa necessidade se torna ainda mais evidente quando observamos que muitos profissionais não conseguem resolver desafios sistêmicos justamente por não entenderem como certos conhecimentos se aplicam no dia a dia. Isso ocorre porque, em grande parte, ainda se apoiam somente na aprendizagem teórica ou autodidata – caminhos que, embora válidos, são insuficientes diante da atual complexidade tecnológica. O estudo “Work: In Progress – Descobertas de como a IA está transformando o Trabalho”, no qual o Google entrevistou mais de 3,5 mil profissionais de diferentes setores no Brasil e em outros países, ilustra bem essa realidade ao mostrar que 47% dos brasileiros buscam aprender sobre IA na internet. 

Esse modelo de aprendizagem é relevante, mas não sustenta sozinho todo o potencial das IAs Agênticas. É preciso ir além, aplicar o conhecimento de forma crítica e contextualizada, ampliando a aprendizagem para aspectos que ultrapassam a técnica e dialogam com a realidade das organizações. Isso inclui preocupações éticas, como a avaliação de sistemas enviesados, e também de governança, como a definição de responsabilidades sobre decisões tomadas autonomamente por algoritmos.

As organizações precisam se consolidar como ambientes de aprendizagem vivos. Isso significa investir não apenas em cursos formais, mas também em programas contínuos de upskilling e reskilling, mentorias e experiências práticas em grandes projetos. Aprender em equipe, lado a lado com pares e profissionais mais experientes, é o que transforma conhecimento em competência aplicada.

Na era da IA Agêntica e das mudanças aceleradas, adquirir novas habilidades nunca será um ponto de chegada, mas sim um caminho constante para transformar inovação em vantagem competitiva duradoura. Cada nova aprendizagem e aplicação representa também uma oportunidade de gerar valor para os negócios.

*Guilherme Pereira é diretor de Inovação da Alura + FIAP Para Empresas, soluções de educação corporativa do Grupo Alun, maior ecossistema de ensino em negócios e tecnologia da América Latina, que apoiam organizações de todos os tamanhos e segmentos na transformação de carreiras e negócios. 

Startups sem pitch estruturado têm 70% menos chances de captar recursos

A falta de clareza na comunicação compromete diretamente a busca por capital. Levantamento da CB Insights indica que startups sem um pitch estruturado têm até 70% menos chances de captar investimento. O dado é reforçado por um relatório da Magistral Consulting, que mostra que apenas 1% dos pitch decks enviados a investidores resulta em aporte efetivo, evidenciando a seletividade do mercado e a necessidade de apresentações objetivas e bem construídas. 

Para Marilucia Silva Pertile, cofundadora da Start Growth e mentora de startups SaaS, a fragilidade não está, na maioria das vezes, na ideia, mas na forma como ela é transmitida. “Um pitch mal estruturado pode comprometer até mesmo startups promissoras. O investidor quer ver clareza, domínio dos números e um plano sólido, e tudo isso precisa caber em poucos minutos”.

A especialista lembra que menos de 10% dos pitches conseguem causar boa impressão logo no primeiro contato com investidores. “O que precisa parecer é que o empreendedor domina os próprios números e entende para onde quer levar a empresa. A reunião inicial é menos sobre convencer e mais sobre despertar confiança”.

Nesse cenário, a preparação prévia se torna decisiva. O relatório “The Top 12 Reasons Startups Fail, da CB Insights, mostra que 35% das empresas falham por não conseguirem captar recursos, enquanto 38% encerram atividades por problemas de caixa, problemas que poderiam ser mitigados com um plano de captação mais sólido. “Não basta ter uma ideia promissora. O mercado premia quem prova valor e demonstra preparo para crescer”, completa Marilucia.

A solução passa por um planejamento robusto e treino constante da apresentação. “Pitch é técnica. Quando estruturado, abre portas; quando improvisado, fecha oportunidades”, aponta Marilucia, que lista sete elementos essenciais em uma apresentação, que comprovam a consistência do negócio:

  1. Proposta de valor – explicar claramente qual problema a startup resolve.
  2. Tamanho do mercado – mostrar o potencial de crescimento e a relevância da oportunidade.
  3. Modelo de negócios – indicar como a empresa gera receita de forma sustentável.
  4. Diferencial competitivo – destacar o que torna a solução única em relação aos concorrentes.
  5. Métricas e tração – apresentar resultados já alcançados, como clientes, MRR e churn.
  6. Equipe – evidenciar experiência, complementaridade e comprometimento dos fundadores.
  7. Uso do investimento – detalhar como os recursos captados serão aplicados para gerar escala.

“A verdade é que os investidores têm, em média, menos de quatro minutos para analisar um pitch. Por isso, a clareza é determinante. A preparação começa muito antes da reunião, com métricas sólidas e presença ativa no ecossistema. Captação é relacionamento e técnica, não improviso”, conclui a cofundadora da Start Growth.

iFood inaugura terceiro Ponto de Apoio para entregadores em Porto Alegre

O iFood, empresa brasileira de tecnologia, inaugura nesta quarta-feira (1º) o terceiro Ponto de Apoio para entregadores e entregadoras em Porto Alegre. Localizado na Av. Saturnino de Brito, 534 – loja 2 – Jardim Itu, o espaço já está disponível para uso, oferecendo mais conforto e suporte durante a rotina de trabalho dos profissionais.

O iFood vem ampliando continuamente a rede de Pontos de Apoio para fortalecer o suporte aos entregadores em todo o país. A meta é alcançar, até o fim do ano, 30 unidades próprias em capitais e regiões metropolitanas, além de manter a expansão por meio de parcerias com restaurantes e mercados. Esses espaços oferecem água potável, banheiros, áreas de descanso e pontos de recarga de celular; em algumas cidades, também contam com geladeira e micro-ondas. Importante destacar que as estruturas são abertas a todos os entregadores, inclusive de outras plataformas.

“Esse é um espaço construído a partir da escuta dos entregadores, que nos apontaram a necessidade de locais seguros e confortáveis para apoiar o dia a dia. O iFood tem o compromisso de transformar essas demandas em soluções concretas, e os Pontos de Apoio são um exemplo disso. Ao abrir a terceira unidade em Porto Alegre, reforçamos nosso propósito de valorizar esses profissionais, que são fundamentais para o funcionamento do ecossistema de delivery”, afirma Giselle Dantas, Gerente de Diálogo Institucional do iFood.

Os locais são definidos com base em uma análise de rotas e densidade de pedidos, garantindo que os Pontos de Apoio estejam posicionados em áreas estratégicas. Os entregadores podem localizar o espaço mais próximo diretamente no aplicativo do iFood ou no site.

Rio Grande do Sul: crescimento acelerado no delivery

O Rio Grande do Sul tem se destacado no setor de delivery. Apenas entre 2022 e 2024, o iFood registrou crescimento de 15%, 13% e 20%, respectivamente. De acordo com estudo da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), o ecossistema do iFood representou 0,64% do PIB nacional em 2024. No Estado, o impacto foi de 0,46% do PIB gaúcho, com a geração de aproximadamente 49 mil postos de trabalho diretos e indiretos.

Hábitos de consumo do gaúcho

No Rio Grande do Sul, o delivery tem se consolidado como parte do dia a dia dos consumidores. Porto Alegre, Canoas, Caxias do Sul, Pelotas e Novo Hamburgo estão entre as cidades que mais fazem pedidos na plataforma. Já quando o assunto é preferência gastronômica, os gaúchos mostram diversidade: dos tradicionais lanches e pizzas à comida brasileira, passando pelo açaí, que se tornou um hábito popular, e pela culinária japonesa, que segue em alta no Estado.

NBA e AWS anunciam parceria para impulsionar a próxima era de inovação no basquete

A National Basketball Association (NBA) e a Amazon Web Services (AWS) anunciaram hoje uma parceria de múltiplos anos para impulsionar a próxima geração de inovação da liga, com a AWS se tornando a Parceira Oficial de Nuvem e Nuvem de IA da NBA e suas ligas afiliadas, incluindo WNBA, NBA G League, Basketball Africa League e NBA Take-Two Media.

Como parte da parceria, a NBA e a AWS lançarão o NBA Inside the Game powered by AWS, uma nova plataforma de inteligência do basquete que transformará bilhões de pontos de dados em insights envolventes e experiências interativas, reinventando a forma como os fãs se conectam ao jogo em todo o mundo.

Construída sobre a infraestrutura de IA líder da AWS, a plataforma apresentará um conjunto de recursos que aprimoram transmissões ao vivo e elevam a experiência dos fãs no aplicativo NBA, no NBA.com e nos canais sociais da liga.

“A parceria com a AWS nos oferece a oportunidade de elevar a experiência do jogo ao vivo por meio da inovação e proporcionar aos fãs uma compreensão mais profunda do basquete pelos próximos anos”, disse Ken DeGennaro, Vice-Presidente Executivo da NBA e Chefe de Operações de Mídia e Tecnologia. “A AWS tem um histórico comprovado em fornecer insights estatísticos únicos e oferecer experiências transformadoras que ressoarão com fãs da NBA em todo o mundo.”

“Na AWS, estamos entusiasmados com a visão da NBA de expandir os limites do que é possível no esporte”, afirmou Francessca Vasquez, Vice-Presidente de Serviços Profissionais & Agentic AI da AWS. “Essa parceria mostrará como a nuvem e a IA podem reinventar o jogo de basquete – desde a geração de novos insights até a criação de experiências que aproximam os fãs do jogo que eles amam. Juntos, estamos entregando tecnologia que não apenas aprimora transmissões ao vivo e plataformas digitais, mas também transforma como jogadores, técnicos e fãs entendem o basquete.”

Estatísticas Avançadas com IA

A NBA utilizará as capacidades de IA da AWS para oferecer aos fãs estatísticas ao vivo e análises abrangentes durante os jogos. Essa nova plataforma de estatísticas avançadas processa os dados de rastreamento de jogadores da NBA, que analisam os movimentos de 29 pontos de dados por atleta, usando aprendizado de máquina e IA para contextualizar os acontecimentos em quadra e gerar insights em tempo real.

Os fãs poderão aprofundar sua compreensão do jogo acessando novas estatísticas no aplicativo NBA, no NBA.com e durante transmissões ao vivo, incluindo o NBA on Prime.

Ao longo da temporada 2025-26, a NBA e a AWS apresentarão novas estatísticas impulsionadas por IA que capturam aspectos do desempenho no basquete nunca antes medidos, começando com:

  • Defensive Box Score: Reimaginando a Métrica Fundamental do Basquete
    Defensive Box Score quantifica contribuições defensivas individuais que as estatísticas tradicionais não conseguem medir. Algoritmos de IA detectam, em tempo real, qual defensor é responsável por cada jogador de ataque. Com o defensor primário identificado, o box score tradicional pode ser aprimorado, associando cada estatística ao marcador correspondente. Novas métricas como pressão sobre a bola, marcação dupla e trocas defensivas também poderão ser registradas.
  • Shot Difficulty: A Ciência do Arremesso
    Shot Difficulty vai além das estatísticas convencionais de acerto ou erro, avaliando cada aspecto de uma tentativa de arremesso. A dificuldade será quantificada com novas métricas, como o Expected Field Goal %, que leva em conta fatores como orientação e preparação do arremessador, detalhes da contestação defensiva, pressão, interferência e posicionamento dos jogadores em quadra. Essa estatística oferece uma apreciação mais profunda da habilidade e estratégia por trás de cada tentativa de pontuação.
  • Gravity: Quantificando o Impacto Invisível
    Gravity traduz em números o que técnicos e analistas observam há anos: como certos jogadores criam vantagens para seus companheiros apenas por estarem em quadra, mesmo sem tocar na bola. Essa nova métrica mede o nível de atenção que um jogador recebe da defesa, considerando a proximidade da marcação com ou sem a bola, para quantificar o espaço gerado para os colegas. O sistema processa dados de rastreamento ótico 60 vezes por segundo, usando redes neurais personalizadas para analisar como defensores reagem a jogadores específicos, levando em conta tanto o contexto em tempo real quanto dados históricos.

Transformando a Inteligência do Basquete

O NBA Inside the Game powered by AWS também contará com uma tecnologia inédita chamada Play Finder, que utiliza IA para analisar e compreender os movimentos dos jogadores em milhares de partidas. Com serviços como Amazon Bedrock e Amazon SageMaker, a ferramenta permitirá buscas instantâneas de jogadas semelhantes, abrindo caminho para futuras integrações de IA generativa baseadas em dados de rastreamento de jogadores.

Play Finder ajudará fãs e narradores a aprender estratégias ofensivas comuns e explorar insights mais profundos, combinando resultados de jogadas com análises avançadas.

Um sistema de alertas em tempo real dentro do Play Finder permitirá que comentaristas forneçam contexto histórico e insights estratégicos instantaneamente, tornando cada jogo mais envolvente, educativo e informativo. Equipes da NBA terão acesso direto aos modelos de aprendizado de máquina que sustentam a ferramenta, melhorando fluxos de trabalho de gestão e comissão técnica.

Versões futuras do Play Finder permitirão que fãs explorem a estratégia do basquete com profundidade inédita no aplicativo NBA.

Engajamento Global de Fãs

O aplicativo NBA, o NBA.com e o NBA League Pass – que oferecem cobertura e programação durante todo o ano para fãs ao redor do mundo – rodarão na AWS. Por meio dessa parceria, a NBA acelerará o crescimento global do basquete, oferecendo aos fãs novas e exclusivas oportunidades de compreender estratégias de equipe e conceitos que levam à execução em quadra.

Além disso, NBA e AWS disponibilizarão conteúdo em diferentes idiomas e experiências personalizadas nas plataformas.

A parceria também amplia o relacionamento estratégico da NBA com a Amazon. Esta temporada marca o início do histórico acordo de 11 anos de direitos de mídia do Prime Video, com 66 jogos da temporada regular transmitidos globalmente e uma nova suíte de recursos interativos a estrear. O Prime Video também será o parceiro estratégico e destino global de assinaturas terceirizadas do NBA League Pass, oferecendo streaming de jogos ao vivo e sob demanda nos EUA e internacionalmente.

A primeira noite do NBA on Prime contará com uma rodada dupla na sexta-feira, 24 de outubro, na semana de abertura da temporada, com os Celtics enfrentando os Knicks (19h30 ET) e os Lakers recebendo os Timberwolves (22h ET), em dois reencontros dos Playoffs da NBA 2025

Aplicativos sustentáveis ganham espaço e impulsionam práticas de ESG

Os aplicativos voltados para sustentabilidade estão deixando de ser acessórios e se consolidam como parte essencial da estratégia empresarial. De acordo com a pesquisa “Sustentabilidade & Opinião Pública”, divulgada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), 88% dos brasileiros já adotam regularmente práticas como reduzir o desperdício de água e energia, reutilizar materiais e utilizar serviços compartilhados. Esse comportamento pressiona empresas a alinharem suas operações às expectativas de consumidores e investidores.

No ambiente corporativo, a tecnologia vem se tornando um diferencial competitivo em processos de licitação, captação de investimentos e fortalecimento da reputação das marcas. “Aplicativos de gestão ambiental, por exemplo, permitem monitorar em tempo real o consumo de água e energia, identificar desperdícios e agir de forma preventiva. Já as plataformas de logística ajudam a otimizar rotas de transporte, reduzindo emissões de carbono e custos com combustível”, diz Rafael Franco, CEO da Alphacode, empresa responsável pelo desenvolvimento de soluções digitais para marcas como Habib’s, Madero e TV Band.

Além de reduzir desperdícios, as ferramentas digitais geram impacto positivo na sociedade. “Essas soluções transformam as operações empresariais em ciclos mais inteligentes, que conciliam eficiência econômica e responsabilidade ambiental”, pontua o executivo. Entre os casos de destaque, estão os aplicativos que conectam excedentes de alimentos a organizações que os redistribuem, evitando descarte desnecessário; as plataformas que incentivam o compartilhamento de veículos elétricos; e soluções para irrigação agrícola que garantem economia de água.

Para Franco, a integração entre tecnologia e sustentabilidade deixou de ser tendência e passou a ser um requisito estratégico. “Empresas que adotam soluções digitais de ESG demonstram compromisso com a preservação ambiental e se diferenciam no mercado. Em um momento de urgência climática, essa combinação é também uma necessidade para garantir um futuro sustentável”.

Cinco exemplos de aplicativos sustentáveis em operação no Brasil

  1. Gestão de energia e água – Apps de monitoramento permitem acompanhar em tempo real o consumo de recursos, identificando desperdícios e ajustando padrões de uso. Empresas de manufatura e hospitais já utilizam a tecnologia para reduzir contas e melhorar eficiência.
  2. Reaproveitamento de alimentos – Plataformas conectam supermercados e restaurantes com organizações sociais, evitando o descarte de estoques excedentes e garantindo a redistribuição a comunidades em situação de vulnerabilidade.
  3. Logística inteligente – Aplicativos de gestão de frota e rotas ajudam a reduzir emissões de CO₂ e custos com combustíveis, otimizando entregas em grandes centros urbanos.
  4. Mobilidade elétrica compartilhada – Soluções que incentivam o uso de veículos elétricos por meio de compartilhamento ou aluguel, reduzindo a emissão de poluentes e o tráfego urbano.
  5. Reciclagem digital – Apps que mapeiam pontos de coleta e estimulam a separação correta de resíduos, conectando consumidores e empresas de reciclagem em cadeias de economia circular.

“Aplicativos sustentáveis não são custo, mas investimento com retorno rápido. Projetos de monitoramento podem reduzir em até 30% o consumo e já se pagam em poucos meses. O futuro está em soluções que combinem inteligência artificial, capaz de prever desperdícios, e blockchain, que garante transparência às cadeias produtivas. Essa integração vai diferenciar quem apenas fala de ESG de quem aplica sustentabilidade na prática”, conclui o CEO

“Saudável desrespeito pelo impossível”: lições do Google para a era da IA

A inteligência artificial deixou de ser um conceito futurista para se tornar um elemento central na vida profissional e nos negócios. Em uma imersão nos escritórios do Google em Nova Iorque, pude conhecer de perto como a empresa enxerga essa transformação e como sua cultura organizacional serve de alicerce para o avanço tecnológico. A experiência revelou não apenas a visão do Google para a era da IA, mas também lições fundamentais sobre o futuro das carreiras, a inovação e a adaptação das empresas.

Um dos conceitos mais marcantes é o chamado “saudável desrespeito pelo impossível”, mentalidade que impulsiona a companhia a desafiar constantemente o status quo e buscar soluções que parecem, à primeira vista, inalcançáveis. Esse pensamento se conecta ao chamado “10X thinking”, em que a meta não é apenas melhorar 10% um processo ou produto, mas encontrar caminhos para fazê-lo dez vezes melhor. Trata-se de uma abordagem que valoriza a ousadia e a coragem de errar, entendendo o erro não como fracasso, mas como parte essencial do aprendizado.

Essa lógica é reforçada por práticas como o modelo 70/20/10, no qual 70% dos esforços são dedicados ao core business, 20% a projetos adjacentes e 10% a ideias completamente fora da caixa. Mais do que orçamento, trata-se de mentalidade: a inovação floresce quando existe espaço para experimentação, colaboração entre equipes e segurança psicológica para testar e falhar.

No campo do trabalho, a inteligência artificial não é vista como uma ameaça apocalíptica, mas como uma força de reconfiguração. Em vez de eliminar carreiras inteiras, a tecnologia reorganiza tarefas. As chamadas “Tarefas Vermelhas”, rotineiras e repetitivas, são facilmente absorvidas por sistemas inteligentes. Já as “Tarefas Verdes”, criatividade, empatia, julgamento ético e originalidade, permanecem exclusivamente humanas e se tornam ainda mais valiosas. O profissional do futuro será um “Centauro”, híbrido de humano e IA, combinando as vantagens da tecnologia com habilidades que máquinas não conseguem replicar.

Outro ponto central da experiência foi perceber como o Google mantém o usuário no centro de tudo. A máxima “se o usuário tem um problema, o Google também tem” traduz uma visão que orienta o desenvolvimento de ferramentas cada vez mais acessíveis. Se antes era necessário dominar prompts complexos para obter bons resultados, hoje a IA caminha para se tornar mais intuitiva, permitindo que comandos simples gerem soluções eficazes. Essa democratização da inovação abre espaço para que empresas de todos os portes e setores utilizem a IA para automatizar processos, gerar insights em tempo real e entregar experiências mais relevantes.

Essa realidade nivela o campo de jogo, permitindo que pequenas empresas e startups tenham acesso a ferramentas antes restritas a gigantes da tecnologia. A IA, portanto, não é apenas um recurso técnico, mas um motor de competitividade em escala global.

Para líderes, o grande desafio está em criar ambientes que estimulem a experimentação. Uma sugestão prática é realizar uma “auditoria” das tarefas repetitivas das equipes e identificar onde a IA pode atuar, liberando tempo para atividades estratégicas. Para profissionais, a dica é enxergar a tecnologia como extensão das próprias capacidades, e não como substituta. O convite é abraçar um renascimento pessoal, colocando em primeiro plano as habilidades humanas que a IA jamais replicará.

O maior risco não está na adoção da tecnologia, mas em permanecer preso às tarefas que ela pode facilmente substituir. A velocidade da transformação exige resiliência e capacidade de adaptação. E é justamente aí que reside a oportunidade: conforme a IA assume o trabalho repetitivo, o que nos torna únicos, como a criatividade, empatia, capacidade analítica e visão de futuro, ganha valor exponencial.

A mensagem é clara: a inteligência artificial não é um fim, mas um meio. Um convite para reinventar carreiras, empresas e formas de pensar. O futuro do trabalho não será definido pela tecnologia em si, mas pela forma como escolhemos utilizá-la para potencializar o que temos de mais humano.

Jaimes Almeida Neto é cofundador e CRO da Budz, uma pet tech brasileira que utiliza inteligência artificial para empoderar tutores de pets, onde com sua ampla experiência em estratégia de crescimento, monetização e parcerias estratégicas, lidera a expansão B2B da empresa, fortalecendo sua presença no mercado.  Atuou como Key Account na Almeida Junior, um dos principais grupos de shopping centers do Brasil e foi fundador da cervejaria Caravan. Além disso, teve passagem pelo mercado financeiro na EQI Asset, onde trabalhou na gestão de fundos imobiliários e na estruturação de dívidas, adquirindo sólido conhecimento em investimentos, captação de recursos e modelagem financeira.

Comunidade geek no Brasil é consolidada e tem apoio de grandes companhias como Warner Bros. através de seu hub Warner Play 

A Warner Bros. é um dos maiores nomes do entretenimento no mundo e, no Brasil, acompanha de perto o consumo de filmes, séries, games e cultura geek por meio dos canais nas redes do Warner Play. Em um dos principais mercados globais – responsável por 36% da receita digital da América Latina e 11º no ranking mundial, segundo a PwC –, a companhia se conecta com diferentes gerações através de suas histórias e personagens icônicos, que também ganham vida nos videogames. 

Com franquias como Mortal Kombat, Hogwarts Legacy, Superman, Um Filme Minecraft e Pecadores, a Warner Bros. construiu um legado que ultrapassa as telas, explorando novas formas de interação no universo gamer e geek. Nesse contexto surgiu o Warner Play, criado há 5 anos para aproximar ainda mais o público desse ecossistema de narrativas e marcas icônicas. 

Este mês, o canal celebra seu 5º aniversário junto a mais de 2,5 milhões de seguidores no YouTubeTikTok e Instagram, consolidando-se como um hub de cultura geek e uma plataforma estratégica para a Warner Bros. no Brasil – além de um espaço que também conecta outras marcas a essa comunidade. 

Além dos games  

O Warner Play também amplia a experiência geek com entrevistas exclusivas, curiosidades de bastidores, conversas com especialistas e trailers dos principais lançamentos da Warner. Dessa forma, o canal vai além do público gamer e alcança os 40% de brasileiros que se declaram fãs da cultura pop, segundo o Relatório Cultura e Arte no Brasil – Hábitos e Comportamentos dos Brasileiros. 

“Desde o início, nosso objetivo foi criar um espaço de encontro, onde diferentes públicos pudessem compartilhar interesses e acompanhar as novidades do universo Warner. Esse marco reforça que estamos no caminho certo e renova nosso compromisso em inovar e valorizar nossa comunidade, que está no centro de tudo que fazemos”, afirma Andrea Buzzi, Gerente de Marketing da Warner Bros. Games no Brasil. 

Conteúdo para todos  

Hoje, o Warner Play se conecta a uma audiência em expansão: 82,8% dos brasileiros já se consideram gamers, segundo a Pesquisa Game Brasil. A maioria é da Geração Z (15 a 29 anos), seguida pelos Millennials (30 a 44). Nesse cenário, 86,9% acompanham conteúdo de games no YouTube e 40,5% no TikTok — onde vídeos curtos ganham força. Para atender a esse público diverso, o canal adapta sua linguagem a cada plataforma, sempre com foco em conteúdo dinâmico, interativo e centrado na comunidade. 

Os esports como um dos pilares  

Em 2025, Mortal Kombat segue como destaque entre os gamers brasileiros, especialmente no cenário de esports. Reconhecido como o título de console mais popular entre o público masculino, segundo a PGB, o jogo também projeta o Brasil na cena latino-americana, com atletas conquistando torneios como a Pro Kompetition, a Liga Latina e a EVO. 

A Warner reforça essa presença com investimentos em torneios de comunidade e transmissões oficiais — incluindo a cobertura em português da EVO 2025 pelo Warner Play. Para Andrea Buzzi “essa cobertura especializada ajuda a democratizar o acesso ao cenário competitivo, facilitando a entrada de novos jogadores e fortalecendo a base de fãs que já temos”. Essas iniciativas consolidam o canal como um dos principais hubs de jogos de luta e esports no país. 

Integração entre Olist e e-commerce B2B é o divisor entre eficiência e sobrevivência

O Brasil é um país que se orgulha de sua criatividade e resiliência, mas, quando o assunto é eficiência operacional, ainda há um longo caminho a percorrer. Empresas de todos os portes continuam gastando energia dobrada em tarefas que poderiam ser automáticas, especialmente no setor de distribuição, onde cada minuto perdido em processos manuais representa milhões desperdiçados. A integração entre plataformas como Olist e e-commerce B2B não é mais um luxo ou uma tendência passageira; é a linha que separa uma operação enxuta de uma operação pesada, e, em última análise, a sobrevivência da empresa no mercado.
 
Segundo a ABAD/NielsenIQ 2025, os distribuidores já operam em um mercado que ultrapassa R$ 400 bilhões anuais. Nesse contexto, a eficiência operacional não é apenas desejável; é absolutamente essencial. No entanto, muitas empresas ainda tratam seus canais de venda como ilhas isoladas, criando custos invisíveis que corroem suas margens e comprometem sua competitividade. Quando essas plataformas não estão integradas, o resultado é retrabalho, planilhas intermináveis e uma margem crescente para o erro humano. A ausência de comunicação entre Olist e o e-commerce B2B transforma o que deveria ser um processo simples e eficiente em um pesadelo operacional.

Um estudo da Deloitte mostra que empresas que adotam integração digital reduzem em até 30% os custos operacionais ligados à transcrição e conferência de pedidos. Isso significa que, ao integrar Olist e e-commerce B2B, as empresas podem centralizar dados, acelerar a reposição de estoque e reduzir falhas em faturamento e logística. É uma eficiência que se traduz em crescimento sustentável, permitindo que as empresas ganhem escala sem inflar o time.

Além disso, processos automatizados garantem maior precisão no atendimento, agilidade na reposição de estoque e menor risco de falhas em logística e faturamento. O resultado é uma operação que não apenas sobrevive, mas cresce de forma sustentável em um mercado cada vez mais competitivo. A escolha não é entre Olist ou e-commerce B2B, mas entre operar de forma fragmentada ou integrada.

A falta de conexão entre plataformas cria custos invisíveis que corroem margens e comprometem a velocidade de resposta ao mercado. Empresas que ignoram essa integração tendem a enfrentar gargalos operacionais que dificultam expansão e inovação. Em contrapartida, esse movimento permite escalar operações sem necessidade de inflar o time, manter consistência nos processos e acelerar decisões com base em dados precisos. É a linha que separa operações enxutas e eficientes de operações pesadas e vulneráveis a erros.

A integração entre Olist e e-commerce B2B é a linha tênue entre eficiência e sobrevivência, e as empresas que entenderem isso e incorporarem como parte fundamental de sua estratégia estarão preparadas para enfrentar os desafios do mercado de distribuição brasileiro e prosperar em um ambiente cada vez mais competitivo. As que não entenderem, infelizmente, estarão fadadas a ficar para trás.

*Rafael Calixto é especialista em vendas B2B, com vasta experiência em modernização de processos comerciais, integração de tecnologia nas vendas, idealizador de soluções com Agentes Inteligentes de Pedidos (AIP) para vendas B2B em escala e CEO da Zydon.

YouTube Shopping vai iniciar operação no Brasil com Mercado Livre e Shopee como primeiros parceiros para seu programa de afiliados

O YouTube anunciou hoje a expansão do seu ecossistema de comércio no Brasil com a integração oficial de dois dos maiores marketplaces do país: Mercado Livre e Shopee . A novidade permite que criadores de conteúdo marquem produtos dos catálogos de ambos os varejistas diretamente em seus vídeos, lives, posts e Shorts, facilitando a jornada de compra para milhões de espectadores.

A integração faz parte da chegada oficial do Programa de Afiliados do YouTube Shopping ao Brasil, anunciada recentemente durante o evento global “Made on YouTube”. Com o recurso, criadores elegíveis podem exibir produtos em suas transmissões e vídeos, ganhando comissões sobre as vendas que gerarem, fortalecendo a conexão entre descoberta e compra. O país é um mercado prioritário para as soluções de commerce da plataforma que, globalmente, já conta com mais de 500 mil criadores afiliados ao YouTube Shopping.

“A chegada do Programa de Afiliados do YouTube Shopping ao Brasil é um marco importante, já que o país tem um dos ecossistemas de criadores mais vibrantes do mundo”, afirma Clarissa Orberg, head de parcerias do YouTube.

“Estamos oferecendo aos YouTubers brasileiros novas maneiras de fortalecer suas comunidades e monetizar sua criatividade. Apenas em 2024, o YouTube contribuiu com R$4,94 bilhões para o PIB nacional. A integração do Mercado Livre e da Shopee como nossos primeiros parceiros amplifica ainda mais essa economia de criadores que estamos desenvolvendo”, comemora.

“A Shopee está comprometida em proporcionar experiências que gerem engajamento para vendedores e para consumidores. Com a expansão do YouTube Shopping para o Brasil, estamos entusiasmados em ajudar os lojistas brasileiros a se conectarem com mais criadores e, assim, potencializar suas vendas. Essa colaboração também abre oportunidades para os mais de 5 milhões de participantes do nosso Programa de Criadores e Afiliados monetizarem seus conteúdos enquanto promovem produtos que ressoam com seus públicos. Seguimos firmes em nossa missão de impulsionar vendedores e criadores a prosperarem à medida que a economia digital cresce”, diz Felipe Piringer, Head de Marketing da Shopee.

“A chegada do YouTube Shopping ao Brasil marca um novo capítulo para o comércio digital, e o Mercado Livre tem orgulho de ser um dos parceiros nessa estreia. Nossa força como marketplace, com sortimento amplo e qualificado, presença das grandes marcas, segurança e a entrega mais rápida do país, garante que afiliados e criadores tenham as melhores condições para gerar renda com confiança. O crescimento de 310% no nosso programa no último trimestre e as recompensas mais competitivas do mercado, reforçam nosso compromisso com a Creator Economy, em apoiar novos talentos e impulsionar modelos sustentáveis de empreendedorismo online”, afirma Renata Gerez, Head de Social Commerce do Mercado Livre.

Com a funcionalidade, os espectadores podem navegar pelos produtos destacados pelos seus criadores favoritos diretamente na tela do vídeo e clicar para serem direcionados ao site do Mercado Livre ou Shopee para finalizar a compra.

Criteo traz dicas estratégicas para a Black Friday e vendas de fim de ano 

Com o fortalecimento da economia do Brasil e o mercado de trabalho aquecido com mais de 102 milhões de brasileiros empregados, segundo dados do IBGE, os consumidores entram na reta final do ano com mais segurança para comprar. O cenário favorece o varejo, mas também exige que os profissionais de marketing e vendas estejam preparados para lidar com um comportamento de compra cada vez mais fluído: os clientes não seguem mais um funil, mas se movem entre plataformas de conteúdo, aplicativos, reels de redes sociais e sites de marcas, o que torna mais difícil prever quando e onde interagir com eles.

Em um ambiente de alta concorrência, é essencial que os profissionais de marketing estejam alinhados desde o planejamento até a execução. Para ajudá-los, Tiago Cardoso, diretor geral da Criteo no Brasil, plataforma global que conecta o ecossistema de comércio, preparou junto com a equipe de especialistas da Criteo, dicas estratégicas para as empresas considerarem antes e durante a alta temporada de vendas.

Performance

Priorize as metas já estabelecidas e tenha flexibilidade estratégica durante toda a temporada:

  • Defina metas e KPIs específicos para cada canal (ex: receita, ROAS, conversão).
  • Avalie se existe margem de flexibilidade nas metas estabelecidas.
  • Planeje se o investimento será aumentado em alguma fase da temporada.
  • Distribua o investimento com base nas datas mais estratégicas para o seu negócio.

Campanhas

Garanta que suas campanhas estejam alinhadas com o calendário e preparadas para mudanças rápidas:

  • Mapeie o lançamento de novos produtos e tenha suporte planejado.
  • Elabore uma lista de prioridades para possíveis mudanças no mercado.
  • Analise os resultados das campanhas dos anos anteriores para entender a eficiência de cada estratégia.
  • Liste quais campanhas serão ativadas nesta temporada e considera que elas são diferentes das demais campanhas do mercado e dos concorrentes.
  • Avalie se haverá variações de campanha em diferentes fases da temporada.
  • Considere promoções e estratégias de varejistas parceiros.

Orçamento

Planeje com base em dados históricos, mas seja ágil para agir em momentos críticos:

  • Use o histórico do ano anterior como base para projeções e definição de metas.
  • Reserve uma verba emergencial para datas cruciais como Black Friday, Cyber Week e Natal.
  • Distribua o orçamento entre as fases da temporada de acordo com o impacto esperado.
  • Avalie a possibilidade de garantir investimento adicional conforme a performance.

Relatórios

Monitore com frequência e prepare-se para agir com base nos dados coletados:

  • Crie relatórios específicos para as datas mais quentes.
  • Revise os relatórios dos anos anteriores para entender o que funcionou e o que precisa de atenção.
  • Determine quais perguntas os relatórios precisam responder no final do trimestre.
  • Estabeleça um processo claro para ajustes urgentes.

À medida que a confiança do consumidor cresce e a concorrência se intensifica, os profissionais de marketing que adotarem agilidade, decisões orientadas em dados e colaboração fluida com parceiros estarão mais bem posicionados para vencer nesta temporada de festas. Ao colocar as estratégias em prática e estar preparadas para se adaptar, as marcas podem maximizar o desempenho nos principais momentos de compra e construir relacionamentos mais fortes e duradouros com seus clientes no próximo ano.