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Retail Media movimenta R$ 3,5 bi no Brasil e acirra disputa no e-commerce

Em franca ascensão global, o mercado brasileiro de Retail Media movimentou cifras acima de R$3,5 bilhões em 2024, somente no Brasil, segundo dados do IAB Brasil. O valor supera em 41% a arrecadação de 2023 e embasa as projeções do setor, que deve quase dobrar de tamanho, passando de US$1,6 bilhão em 2023 para US$3,1 bilhões em 2027.

Além de acirrar a disputa por destaque nas buscas do e-commerce, o cenário promissor evidencia a tecnologia como o principal diferencial competitivo e nesse contexto, plataformas de Retail Media despontam como importantes aliadas do mercado. Como uma das líderes do mercado, a Topsort é cada vez mais requisitada pelas marcas, que buscam as soluções da empresa para superar desafios como a fragmentação de dados e a lentidão na geração de relatórios, que são críticos para suas operações.

Com uma estrutura tecnológica que usa inteligência artificial para automatizar e otimizar campanhas, a plataforma da Topsort dispõe de ferramentas que ajustam lances em tempo real e analisam grandes volumes de dados para gerar insights práticos aos clientes.

“O que nos diferencia é a nossa metodologia: damos mais autonomia aos parceiros para monetizar anúncios com flexibilidade e controle total, algo que muitas plataformas não oferecem. Nossa proposta de valor é democratizar as complexas e lucrativas tecnologias de monetização que antes eram acessíveis apenas a gigantes globais”, detalhou o Head da Topsort Ad Network na América Latina, Diego Bonna.

Além disso, a companhia com atuação fundamentada em três pilares principais (crescimento exponencial do setor de Retail Media no país, validação estratégica de parceiros de alto nível e alinhamento de sua tecnologia com as principais tendências de futuro), aposta no modelo sem cookies e o uso de dados primários (first-party data), o que fortalece a marca como solução segura e “à prova de futuro”. Além disso, o modelo API-first permite que varejistas e marketplaces implementem, de forma rápida e eficiente, suas próprias plataformas de Retail Media.

Presente em mais de 40 países, a Topsort movimenta um GMV (Gross Merchandise Value) de mais de US$ 100 bilhões na América Latina, e se destaca também pela construção de soluções proprietárias que dão mais autonomia às marcas.

“Com o autobbing da Topsort, os anunciantes têm a liberdade de definir estratégias de campanhas e um ROAS (Return on Ad Spend) alvo, enquanto a plataforma se encarrega de otimizar os lances de forma autônoma. Isso simplifica consideravelmente a gestão de campanhas, eliminando ajustes manuais constantes e liberando os anunciantes para focarem em suas estratégias de negócio”, detalhou.

Ainda segundo o executivo, a Topsort é também uma aliada importante na gestão de campanhas lideradas pelas agências.

“Simplificamos a gestão de campanhas e maximizamos o ROAS. A nossa Ad Network permite o gerenciamento e otimização de projetos e campanhas em múltiplos varejistas a partir de um único painel. Além disso, com o nosso autobidding, é possível ajustar ações em tempo real para atingir o ROAS desejado, reduzindo o esforço manual. Assim, chegamos à uma performance de anúncios que supera expectativas. A plataforma oferece também acompanhamento de atribuição completo de ponta a ponta, permitindo que os anunciantes saibam exatamente quantas vendas cada anúncio gerou”, concluiu.

Integração de unidades vira eixo central de ESG e faz LWSA acelerar metas de carbono neutro para 2030

A integração das unidades de negócio adquiridas nos últimos anos virou peça-chave na estratégia ESG da LWSA. Com a consolidação de uma única estrutura jurídica e operacional, a empresa passou a operar com governança e metas ambientais, sociais e de gestão mais coesas. Um dos principais avanços foi a aceleração do compromisso de neutralizar suas emissões de carbono até 2030.

Em 2024, a LWSA compensou todas as emissões de Gases de Efeito Estufa (GEE) dos escopos 1, 2 e 3, referente às emissões de 2023, por meio da aquisição de créditos de carbono certificados, com o projeto REDD+ Jari Amapá. Desde 2016, a empresa também adota o uso de energia 100% renovável comprada no Mercado Livre, o que contribui tanto para a redução das emissões quanto para a previsibilidade operacional e controle de custos. A companhia, que mantém o maior data center da América Latina, integra a carteira do Índice Carbono Eficiente da B3 (ICO2 B3) desde 2023.

Na cadeia de suprimentos, iniciou-se a implementação de um sistema de compras com critérios ESG para avaliação e mapeamento de riscos entre fornecedores.

“Temos um plano de ESG estruturado, que agora se fortalece com a integração das marcas adquiridas desde o IPO. Nosso desafio está em manter uma cultura corporativa alinhada, refletida nas metas de sustentabilidade e na gestão do negócio como um todo”, afirma Otávio Dantas, vice-presidente de Gestão, Estratégia e Pessoas da LWSA. 

Atualmente, a LWSA reúne 11 unidades de negócio e 14 marcas sob uma mesma governança. O portfólio cobre toda a jornada de digitalização de empreendedores, com soluções que vão do e-commerce aos meios de pagamento, ERPs, logística e presença digital. Hoje, a empresa detém 22% de participação no mercado brasileiro de e-commerce.

Diversidade e inclusão

A LWSA tem investido em inclusão produtiva e formação profissional. Na companhia, a representatividade de mulheres no quadro de colaboradores chegou a 40%. Além disso, 36% dos cargos de liderança são ocupados por mulheres, o que contribui para o equilíbrio da média salarial. A empresa está redesenhando a estrutura de cargos e salários para redução de diferenças. 

O programa “Quero Ser Dev”, voltado à formação de novos desenvolvedores, capacitou 15 pessoas em sua última edição, sete foram contratadas e seguem na empresa. No total, 86 profissionais foram contratados ao longo de nove turmas desde o início do projeto, com taxa de retenção de 58%.

Outro destaque é o “ProgrAmar”, voltado à inclusão de pessoas com deficiência cognitiva no mercado de trabalho. A iniciativa inclui uma trilha de capacitação para colaboradores, líderes e tutores. Em 2024, foi concluída a formação de PCDs e realizado o treinamento de 13 colaboradores, entre líderes e tutores, em inclusão no ambiente de trabalho.

Fora da empresa, os projetos se estendem à comunidade do entorno da sede, na zona sul de São Paulo. O “Conectaê” oferece formação em tecnologia e empregabilidade a adolescentes entre 15 e 17 anos em situação de acolhimento institucional. Nos últimos anos o projeto apresentou resultados consistentes, como: cerca de 50 jovens foram impactados pelo programa, com uma taxa de 80% de conclusão e 20% de taxa de empregabilidade, em duas edições. Somadas, às iniciativas de educação da companhia já impactaram mais de 200 pessoas desde 2023.

O reconhecimento vem em forma de rankings. Em 2024, a empresa se manteve entre os destaques do Great Place to Work, com posições de liderança nas categorias étnico-racial (8º lugar), LGBTQIAPN+ (10º lugar) e equidade de gênero (22º lugar). A LWSA também integra o Índice IDIVERSA da B3, desde a criação em 2023.

Governança: materialidade, comitês e sucessão estruturada

Em governança, a empresa atualizou sua matriz de materialidade incorporando o conceito de dupla materialidade, que considera tanto os impactos de suas atividades no meio ambiente e na sociedade (materialidade de impacto) quanto o efeito de questões de sustentabilidade em seu desempenho financeiro (materialidade financeira). Além disso, foi criado um Comitê ESG com atuação integrada à Vice-Presidência de Pessoas, Cultura e ESG.

O Conselho de Administração passou a contar com 37,5% de membros independentes. Em paralelo, foi concluída a transição planejada da presidência executiva, em um processo de sucessão conduzido com participação ativa do Conselho e alinhamento às metas estratégicas da companhia.

Cinco dicas para escolher os melhores meios de pagamento e impulsionar as vendas

Com a digitalização acelerada dos negócios e a ampliação das opções de pagamento no mercado, a escolha dos meios mais adequados tornou-se uma decisão estratégica para as empresas. Esse processo impacta, diretamente, a experiência do cliente, a segurança das transações e a eficiência operacional.

Para ilustrar, o Relatório de Tendências 2025 da Zoop revela que 77% dos brasileiros usam o Pix, consolidando-o como o método preferido nacionalmente. Além disso, 50% da população já utiliza pagamentos por aproximação, refletindo a rápida adoção de soluções digitais seguras e ágeis.

Com esse cenário em mente, Alex Tabor, CEO da Tuna Pagamentos — plataforma especializada em orquestração de pagamentos —, compartilha cinco dicas essenciais para ajudar empresários a escolherem os meios de pagamento mais adequados às suas necessidades.

  1. Conheça o perfil do seu público

Para o CEO, o primeiro passo para selecionar os meios de pagamento é entender quem são os seus clientes e quais são as preferências de cada geração. “Um público mais jovem, como as Gerações Z e Alpha, tende a valorizar pagamentos digitais, como os por aproximação, carteiras digitais e Pix. Já um perfil mais amplo ainda mantém o cartão como principal meio — usado por 78% dos brasileiros —, mas a preferência por celular já atinge 30% e deve crescer. Adaptar-se às preferências dos consumidores pode aumentar a satisfação e as vendas”, afirma.

  1. Avalie a segurança das transações

“A segurança deve ser uma prioridade ao escolher meios de pagamento. Opte por soluções que ofereçam proteção contra fraudes e que estejam em consonância com normas regulatórias, como o PCI DSS (Payment Card Industry Data Security Standard)”, indica Alex. 

Além disso, é importante considerar meios que permitam autenticação em duas etapas, criptografia de dados, reconhecimento facial e outros recursos de segurança — a fintech Tuna, inclusive, oferece este tipo de estrutura.

  1. Considere os custos envolvidos

Cada meio de pagamento tem seus próprios custos, que podem incluir taxas de transação e encargos por chargeback — estorno de uma transação com cartão de crédito ou débito.

Segundo o executivo, “é importante fazer uma análise detalhada desses custos em relação ao volume de vendas e ao ticket médio da empresa. Escolher meios de pagamento que equilibrem custos e benefícios pode ajudar a manter a saúde financeira do negócio”.

  1. Integração com sistemas existentes

A compatibilidade dos meios de pagamento com os sistemas de gestão já utilizados pela empresa é crucial. Por isso, a importância em contratar facilitadores de pagamentos que ofereçam uma grande diversidade de operadores. 

“Verifique se as soluções escolhidas se integram, facilmente, ao ERP, CRM ou outros softwares que sua empresa utiliza. A integração eficiente pode automatizar processos, reduzir erros e melhorar o controle financeiro e contábil”, aconselha Alex.

  1. Flexibilidade e escalabilidade

“À medida que uma empresa cresce, as necessidades de pagamento também evoluem”, lembra o CEO da Tuna. “Por isso, é importante escolher meios de pagamentos que ofereçam flexibilidade e possam adaptar-se ao crescimento do negócio”, completa. 

Soluções escaláveis que permitam adicionar novos métodos — como Pix automático, por aproximação ou parcelado — ou aumentar o volume de transações sem complicações são ideais para empresas em expansão.

IA desafia líderes de marketing e remodela tendências de CX, mas amplifica a essência do humano, acredita CMO da NAVA

A Inteligência Artificial (IA) não é mais uma tendência; é a nova condição de operação no Customer Experience (CX). Em um cenário onde a IA já aprimora o atendimento para 73% dos consumidores e se consolida entre as prioridades de transformação digital, o CMO se depara com um dilema crucial: como otimizar a experiência do cliente com o poder da IA sem desumanizar a marca?

Para Thais Trapp, CMO da Nava, “a verdadeira revolução não está em automatizar tudo, mas em redefinir o papel da sensibilidade humana em um ambiente hiperautomatizado. A IA é uma alavanca estratégica, mas a arte de criar conexões genuínas e um CX que encanta ainda reside no olhar estratégico e na empatia do CMO”, avalia.

As inovações em IA estão, sem dúvida, pavimentando o caminho para um atendimento ao cliente mais eficiente e personalizado. Thais destaca três frentes que merecem a atenção estratégica dos CMOs:

  1. IA Generativa para ganhar escala e personalização da voz da marca. A ferramenta revoluciona o atendimento 24/7 com respostas automáticas e personalizadas via chatbots e assistentes virtuais. Seu poder vai além: ela apoia o treinamento de agentes humanos, criando cenários realistas, e otimiza a criação de conteúdo customizado, mensagens e scripts. “O resultado é uma automação que permite oferecer propostas específicas baseadas em dados históricos, com 84% de aprovação dos brasileiros pela praticidade, segundo a pesquisa “Dados sobre Consumo e Fidelização no Brasil”, feita pela Neogrid em parceria com o Opinion Box. O desafio, contudo, é garantir que essa escala não dilua a autenticidade e a voz da marca, e que a personalização não se torne invasiva”, pontua a executiva.
  2. Agentes autônomos aplicados à decisão contextualizada. A evolução para agentes autônomos com memória contextual é um salto. Esses agentes compreendem o histórico e o contexto das interações, permitindo decisões mais assertivas sem intervenção humana. A autonomia reduz o tempo de resposta e eleva a eficiência. “Mas aqui reside um risco crítico: a quem atribuir a responsabilidade por decisões autônomas que possam gerar insatisfação ou, pior, violar princípios éticos ou de privacidade? A autonomia da máquina exige uma supervisão humana ainda mais estratégica”, avalia a CMO da NAVA.
  3. Modelos multimodais para entender além das palavras. Integrando fala, texto e imagens, esses modelos avançados compreendem com precisão as demandas mais complexas do cliente. Um sistema pode, por exemplo, interpretar uma mensagem de texto acompanhada de uma foto ou um comando de voz, oferecendo respostas mais ricas e fluidas. “O dilema está em como garantir que a IA interprete nuances culturais e emocionais em diferentes formatos, sem reproduzir vieses ou gerar respostas inadequadas em situações sensíveis”, pondera.

Nesse contexto, em que o volume de dados e a velocidade da automação passaram a ser ativos essenciais de competitividade, o maior ativo de um CMO tornou-se a sensibilidade nas relações. A dependência excessiva da IA, na busca pelo caminho mais fácil, pode levar a armadilhas como a falta de empatia, a resistência do cliente, a presença de vieses algorítmicos. Isso porque a IA pode falhar em situações complexas que exigem inteligência emocional e julgamento ético, porque uma parte significativa dos consumidores ainda se opõe a interações exclusivamente robóticas, especialmente em momentos de frustração ou para resolver problemas delicados.

A IA deve ser um apoio à inteligência humana, liberando equipes de marketing de tarefas repetitivas para que possam focar no que realmente importa: a empatia, a escuta ativa, a resolução de problemas complexos e a construção de relacionamentos duradouros. Isso significa liderar com propósito, garantindo que os projetos reflitam a necessidade de negócio e mantenham um foco inabalável na qualidade da experiência do cliente; garantir responsabilidade e eficiência com uma governança de dados exemplar, além de um plano rigoroso de prevenção de vieses por meio de dados diversos e auditorias contínuas”, explica Thaís Trapp. “O futuro do marketing, seja ele B2B ou B2C, reside na capacidade de integrar inovações tecnológicas com pensamento crítico, criatividade e um profundo entendimento humano. A tecnologia potencializa a experiência, mas a alma da marca e a conexão genuína são construídas pela estratégia e sensibilidade do CMO”, defende.

Para ela, em um ambiente cada vez mais dinâmico e competitivo, o diferencial não será ter a IA mais avançada, mas sim a habilidade de interpretá-la e transformar informação em valor e, acima de tudo, manter-se em constante evolução, com ou sem algoritmos. “É a fusão da mente humana com a capacidade da máquina que definirá os líderes de mercado e as marcas que realmente encantam”, finaliza.

A revolução do CRM com IA além da automação

O CRM como conhecemos está ultrapassado. A inteligência artificial não está apenas automatizando processos, mas redefinindo completamente como as empresas se relacionam com seus clientes. O debate atual mostra que estamos diante de uma mudança fundamental, não incremental. 

A grande virada acontece quando entendemos que a IA pode processar qualquer tipo de informação. Dados que antes eram ignorados, como manuais em PDF, gravações de atendimento ou e-mails trocados, agora se tornam matéria-prima valiosa. Isso permite criar respostas precisas e personalizadas em tempo real, algo impensável no CRM tradicional. 

A orquestração inteligente de canais é outro avanço. Ao invés de enviar a mesma mensagem para todos, a IA analisa cada cliente e determina o melhor canal, o momento ideal e o conteúdo mais relevante. Isso muda completamente a eficácia das campanhas. 

Sem dúvida, os profissionais de CRM enfrentam a reinvenção. Com a IA cuidando da análise de dados em larga escala, seu papel se torna mais estratégico. Eles precisam interpretar os padrões identificados pela máquina e traduzi-los em ações que realmente melhorem a experiência do cliente. 

As empresas que adotarem essa visão terão vantagem decisiva. O CRM com IA permite antecipar necessidades, personalizar em escala e construir relacionamentos mais autênticos. Mas isso exige abandonar velhos hábitos e abraçar a nova mentalidade centrada no cliente. 

O futuro já chegou para quem sabe usar a IA não como ferramenta de automação, mas como aliada estratégica. A tecnologia está disponível. O desafio agora é cultural e organizacional. 

Growth hacking: sua empresa está pronta para ir além do buzz?

Na última década, a busca por crescimento rápido e eficiente tornou-se uma obsessão no mercado, especialmente em um cenário onde recursos escassos são a nova norma. Com isso, o growth hacking emergiu como um dos caminhos mais eficazes para acelerar resultados, sobretudo em negócios digitais como startups e e-commerces. Mais do que um conjunto de técnicas, trata-se de uma filosofia orientada à experimentação contínua, em que dados, criatividade e automação se combinam para impulsionar decisões inteligentes e gerar tração com menos risco.

Enquanto o marketing tradicional prioriza planos de longo prazo e campanhas amplas, o growth hacking aposta em experimentos ágeis, orientados por métricas específicas e centrados no comportamento real do usuário. O termo se originou no Vale do Silício, no começo da década passada, mas rapidamente ganhou corpo entre empresas que precisavam ir além do discurso de “fazer mais com menos”. Essas companhias precisavam aprender mais rápido, errar com menos custo e acertar com mais impacto. Sendo assim, o princípio fundamental era simples: testar, mensurar, aprender e ajustar. 

Contudo, o que transforma o growth hacking em uma estratégia realmente potente é sua conexão com a Teoria das Restrições e a análise financeira baseada em margem de contribuição. Quando um líder entende com clareza a margem de contribuição de seus produtos ou canais, torna-se possível calcular de forma precisa o retorno necessário para que uma ação seja não apenas válida, mas vantajosa financeiramente. É esse raciocínio que permite decisões mais racionais e orientadas por dados, longe de esforços movidos por intuição ou meras apostas.

Vamos a um exemplo prático: imagine uma empresa com margem de contribuição de 5% avaliando um projeto de otimização de conversão. Se a gestão define uma trava de segurança de 20%, o investimento só se justifica se gerar um retorno 24 vezes superior ao valor investido, sendo 20 vezes para cobrir os custos e 20% adicionais como margem de segurança. Essa lógica estabelece um ponto de equilíbrio claro e cria uma zona de confiança para perseguir crescimento sem comprometer a saúde financeira do negócio.

Esse tipo de abordagem exige disciplina e atenção constante a gargalos no funil de conversão, sempre com base em dados reais. Ferramentas como otimização de landing pages, programas de indicação, testes A/B e personalização em escala são apenas algumas das táticas preferidas por times de alta performance. Ainda assim, é o alinhamento estratégico entre áreas que faz a diferença.

No growth hacking, marketing, produto e tecnologia deixam de operar em silos. Passam a trabalhar como um único organismo, com metas conjuntas e entregas rápidas. Isso requer a formação de squads multidisciplinares, com autonomia para experimentar, aprender e evoluir com agilidade. A capacidade de falhar rapidamente, ajustar a rota e escalar o que funciona é o que garante a vantagem competitiva dessa abordagem.

À medida que essa cultura de experimentação se consolida, o impacto no negócio torna-se evidente: decisões passam a ser tomadas com base em evidências, e não em suposições. Resultados surgem de ciclos curtos de aprendizado validado, o que acelera o atingimento do product-market fit (PMF). Isso é particularmente crítico para startups, afinal, segundo o Startups Survival Secrets, 42% delas não alcançam o PMF em até 12 meses.

Outro pilar essencial nesse processo é a automação. Plataformas de CRM, ferramentas de e-mail marketing, scripts personalizados e sistemas de análise comportamental permitem que os aprendizados e melhorias sejam replicados em escala, com menos esforço manual. Automatizar tarefas repetitivas libera tempo e energia para que os profissionais se concentrem no que realmente importa: entregar valor ao cliente.

É importante, porém, desfazer um equívoco comum: growth hacking não é uma fórmula mágica, tampouco um atalho para o sucesso. Trata-se de um processo disciplinado e interativo, fundamentado em hipóteses bem construídas, testes relevantes e aprendizado contínuo. Seu diferencial está justamente na capacidade de executar pequenos experimentos com alto potencial de impacto, adaptando estratégias ao que os dados mostram e não ao que se presume.

Em um ambiente tão competitivo e escassez de recursos, o growth hacking se posiciona como uma das estratégias mais pragmáticas e eficazes para impulsionar negócios digitais. Para os líderes que desejam iniciar essa jornada, o primeiro passo é estruturar times ágeis, abraçar uma cultura baseada em dados e fomentar um ambiente onde a inovação ocorra de forma contínua. Afinal, crescimento sustentável não nasce por acaso. Ele é fruto de decisões inteligentes, testes consistentes e uma cultura voltada ao aprendizado.

Riadis Dornelles assume o cargo de CEO Latam da PremiumAds

Com mais de duas décadas de experiência no mercado de mídia e publicidade, Riadis Dornelles assumiu o cargo de CEO Latam da PremiumAds, empresa especializada em soluções inteligentes para monetização digital. 

O executivo lidera a expansão da adtech na América Latina, estreitando o relacionamento com publishers e anunciantes por meio de tecnologia, estratégia e parcerias de longo prazo. Sua trajetória reflete a transformação do setor nos últimos anos. 

Riadis passou por revistas, rádios, TVs e eventos até se consolidar no mercado de monetização digital – campo em que dados, inteligência de mercado e inovação tecnológica redefinem a forma como marcas e veículos se conectam ao público. 

Para ele, o grande diferencial ainda está nas pessoas e no relacionamento construído com confiança e entrega de valor real. “A mídia programática pode ser altamente tecnológica, mas o que diferencia os negócios de verdade são as pessoas, a estratégia e a parceria de longo prazo. Minha missão na PremiumAds é simplificar a complexidade do setor e ampliar o impacto positivo para publishers e anunciantes em toda a América Latina”, afirma.

A PremiumAds é uma das principais plataformas independentes de mídia paga no Brasil, oferecendo soluções completas para publishers que buscam maximizar sua receita digital e para anunciantes que desejam alcançar audiências qualificadas com mais eficiência. Ao unir tecnologia de ponta com uma abordagem consultiva e próxima, a empresa vem se destacando por transformar dados em resultados reais.

Com a chegada de Riadis à liderança, a empresa reforça seu compromisso com inovação, performance e excelência em atendimento, apostando em um modelo que valoriza tanto os números quanto os relacionamentos humanos por trás de cada conexão.

Amazon investe na otimização de logística para vendedores parceiros, expandindo rede de pontos de envios pelo Brasil 

A Amazon Brasil anuncia a integração da rede de ‘Pontos de Envio’, uma opção dentro do programa Delivery by Amazon (DBA), que permite que vendedores parceiros deixem seus pacotes em locais designados para posterior envio aos clientes, através de seu programa de logística própria, que integra a frota de parceiros de transporte locais e regionais. A operação alcançará mais de 800 pontos até o final do ano.

A ampliação da rede logística é parte do plano de aceleração da Amazon Brasil para 2025 e reforça o seu compromisso com a experiência dos nossos parceiros e clientes. Os estabelecimentos comerciais que hospedam esses pontos de entrega se beneficiam da operação, enquanto os vendedores parceiros ganham uma solução eficiente, aproveitando a estrutura logística da Amazon em locais próximos aos seus negócios.

“Com a operação de ‘Pontos de Envio’ integrado diretamente na nossa rede logística, estamos dando um passo significativo para democratizar ainda mais o acesso à nossa tecnologia e serviços de entregas rápidas. Nosso objetivo é simplificar a vida dos nossos vendedores parceiros, oferecendo uma solução de envio que se encaixa perfeitamente em suas rotinas, eliminando barreiras e otimizando o tempo, para que possam focar em crescer seus negócios. Para nossos clientes em todo Brasil, essa operação se traduz em entregas mais rápidas”, afirma Marcio Neves, Diretor de Transportes da Amazon no Brasil. “Essa solução inovadora é resultado de um trabalho integrado, desenvolvido localmente por meio da colaboração entre times de Produto, Operações e Tecnologia no Brasil.”

No Brasil, o serviço de Marketplace da Amazon já conta com mais de 100 mil vendedores parceiros, dos quais 99% são PMEs. Atualmente, a cobertura de entregas atinge 100% dos municípios brasileiros, e a digitalização tem sido fundamental para quebrar barreiras geográficas, com 78% das vendas ocorrendo fora dos estados de origem dos vendedores.

Para utilizar a opção de envio, os vendedores parceiros precisam fazer parte do programa DBA – Delivery by Amazon. Uma vez no programa, os vendedores podem identificar os pontos de envio mais convenientes utilizando a página Link. A página também conta com um link de registro para estabelecimentos comerciais interessados em se integrar à rede.

A Amazon continua investindo em soluções logísticas e tecnológicas que beneficiem tanto seus clientes quanto seus vendedores parceiros, reforçando seu compromisso com a inovação e a excelência operacional no Brasil.

IAB Brasil lança guia de publicidade digital para apostas online

O avanço da regulamentação das apostas online — também conhecidas como bets — trouxe novas exigências legais e éticas para a divulgação desse serviço. Atento a esse cenário, o IAB Brasil (Interactive Advertising Bureau) lança hoje um guia inédito que consolida, em um único documento, as regras, diretrizes e boas práticas para campanhas digitais do setor.

O material foi elaborado para orientar agências, influenciadores e anunciantes sobre os limites e responsabilidades na comunicação das apostas online, garantindo conformidade com a regulamentação da SPA (Secretaria de Prêmios e Apostas) e com as diretrizes do Conar (Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária).

Com esta iniciativa, o IAB Brasil reforça seu papel de promover educação, compliance e ética no ecossistema digital, oferecendo ao mercado uma ferramenta prática para orientar campanhas e proteger consumidores. 

“A publicidade digital é uma poderosa ferramenta de comunicação, mas exige responsabilidade. O objetivo deste guia é oferecer ao mercado um material de referência que une clareza, aplicabilidade e alinhamento regulatório. Ao consolidar boas práticas e reforçar princípios éticos, queremos apoiar anunciantes, agências e influenciadores na construção de campanhas que protegem o consumidor, fortalecem a confiança no setor e contribuem para um ambiente digital mais seguro e transparente”, afirma Denise Porto Hruby, CEO do IAB Brasil. 

Segundo ela, a publicidade regulada cumpre uma função social educativa ao informar o público sobre quais plataformas são seguras, fiscalizadas e comprometidas com políticas de jogo responsável, além de desempenhar um papel relevante na construção de marcas confiáveis que geram credibilidade e reduzem o apelo de ofertas irregulares. 

Alertas

Uma das recomendações do guia é que a publicidade de bets evite o uso de expressões que sugiram compulsão ou urgência (“Corra, é sua última chance”, por exemplo) ou que associem apostas ao sucesso financeiro garantido, desestimulando frases como “Transforme R$ 10 em R$ 1.000 rapidamente”. 

“Influenciadores digitais e agências devem adotar uma abordagem ética, transparente e consciente ao promover esse tipo de serviço. As campanhas nas mídias digitais devem sempre ser feitas com cuidado, evitando qualquer tipo de apelo enganoso ou incentivo a comportamento de risco, seja financeiro ou mental”, destaca o documento. 

O guia de publicidade digital para apostas online já está disponível para download no site oficial do IAB Brasil: https://iabbrasil.com.br/guia-da-publicidade-digital-para-apostas/ 

Como recuperar vendas no e-commerce? Estudo mostra que 80% dos consumidores abandonam os carrinhos

No e-commerce brasileiro, perder uma venda no último clique continua sendo um dos maiores desafios para empreendedores digitais. Um estudo inédito da Opinion Box mostra que quase 80% dos consumidores têm o hábito de desistir da compra na reta final, e 14% fazem isso com frequência. Esse comportamento revela o tamanho da oportunidade para lojistas que investem em estratégias de recuperação de vendas.

De janeiro a julho de 2025, a Loja Integrada, plataforma especializada em soluções para o comércio digital, ajudou seus parceiros a recuperar R$ 28,4 milhões em vendas que seriam perdidas. O resultado representa um crescimento de 18,7% em efetividade na comparação com os seis meses anteriores (julho a dezembro de 2024), quando foram revertidos R$ 23,9 milhões. Entre os pedidos abandonados no ecossistema da plataforma, 80% foram recuperados pela funcionalidade de carrinho abandonado. Outros 18,9% vieram da automação de produto abandonado — que aciona quando o cliente visita uma página de produto, mas não conclui nenhuma ação. Já a automação de pedidos cancelados respondeu por 1,1% das vendas recuperadas.

Estratégias de recuperação: tecnologia a favor do lojista

A partir dos insights do estudo, a Loja Integrada recomenda o uso combinado de recursos que atuam diretamente na jornada do consumidor. Entre eles estão:

  • E-mails automatizados de lembrete, que recordam o cliente sobre o item deixado no carrinho;
  • Notificações push, que retomam a intenção de compra em tempo real;
  • Cupons de desconto estratégicos, que incentivam a finalização da transação.

Além dessas práticas voltadas para a recuperação de vendas, a plataforma já disponibiliza uma série de agentes de IA que facilitam a operação, como assistente de dados, criador de promoção, cadastro de produtos, ajuste de preço e analista de estoque. O portfólio foi recentemente ampliado com o lançamento da Komea, rede de agentes de IA que auxilia o empreendedor a automatizar processos de venda, sugerir promoções e acompanhar o desempenho da loja de forma personalizada. A expectativa é que, em breve, essa inteligência também atue diretamente na recuperação de vendas, transformando desistências em oportunidades de fidelização. “Nosso propósito é aliviar a sobrecarga dos pequenos e médios lojistas, permitindo que eles foquem no crescimento estratégico. Ao recuperar vendas que antes seriam perdidas, conseguimos devolver tempo, energia e receita para o empreendedor”, afirma Lucas Bacic, CMO da Loja Integrada.