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Mesmo com recuo do e-commerce, varejo brasileiro cresce 2,4%

O varejo brasileiro cresceu 2,4% em julho de 2025, segundo o Índice do Varejo Stone (IVS), divulgado pela Forbes Brasil. Enquanto as lojas físicas registraram avanço mais moderado, de 0,7%, o comércio digital apresentou retração de 6,8% no período. Apesar da desaceleração pontual do e-commerce, especialistas destacam que os marketplaces e as estratégias digitais seguem como protagonistas da transformação do setor, reforçando a importância da presença online para resultados consistentes e competitivos.

Para o especialista em marketing e estratégia de negócios Frederico Burlamaqui, o crescimento do varejo digital e a força dos marketplaces estão diretamente ligados às mudanças no comportamento do consumidor brasileiro. “O cliente de hoje é mais informado e conectado. Muitas compras começam online, mesmo quando a finalização ocorre na loja física. Marketplaces reúnem variedade, preço competitivo e conveniência, oferecendo experiência segura e eficiente tanto para o consumidor quanto para as marcas”, explica.

Experiência física e digital

Burlamaqui explica que mesmo com o crescimento acelerado do comércio online, as lojas físicas continuam tendo papel estratégico, principalmente em segmentos que exigem interação direta com o produto ou atendimento especializado. “As lojas físicas não perderam relevância, mas precisam se reinventar para atender às novas expectativas do consumidor. Integrar a experiência do cliente no ponto físico com o digital permite oferecer mais praticidade, conforto e personalização. Isso não só aumenta a satisfação do consumidor, mas também fortalece a fidelização e potencializa o ticket médio, criando um ciclo virtuoso de engajamento e receita”, afirma.

Além de integrar lojas físicas e digitais, a profissionalização do varejo online se torna um fator essencial para manter a competitividade e atender às novas expectativas do consumidor. Nesse ponto, investimentos em logística ágil, atendimento personalizado e análise de dados permitem que as campanhas sejam mais segmentadas e assertivas, potencializando a experiência de compra em todos os canais. “Marketplaces oferecem estrutura e tráfego, mas o verdadeiro sucesso depende de uma gestão cuidadosa do mix de produtos, dos prazos de entrega e da comunicação com o consumidor. Empresas que enxergam o digital como uma extensão natural do negócio conseguem resultados consistentes e duradouros, construindo vantagem competitiva sustentável”, explica. 

Dicas do especialista para varejistas se adaptarem ao cenário digital

1 – Integração de canais

A unificação de estoque, preços e comunicação entre lojas físicas e online cria uma experiência fluida para o cliente, evitando confusão e reforçando a confiança. “Quando o consumidor percebe que a marca oferece uma jornada contínua, seja comprando na loja ou pelo e-commerce, aumenta a fidelização e o ticket médio”, explica Burlamaqui.

2 – Presença em marketplaces estratégicos

Escolher plataformas que conversem com o público-alvo e investir em posicionamento dentro delas aumenta visibilidade e vendas. “Não se trata apenas de estar presente, mas de se destacar. Marketplaces podem trazer tráfego, mas quem se comunica de forma clara e segmentada consegue converter muito mais”, afirma o especialista.

3 – Otimização logística

Garantir prazos competitivos, rastreamento eficiente e entregas confiáveis é decisivo para a satisfação do consumidor. “A experiência de entrega impacta diretamente na percepção da marca. Problemas logísticos podem destruir a reputação construída com esforço”, alerta Burlamaqui.

4 – Uso de dados para personalização

Informações de compra e navegação permitem criar ofertas segmentadas e aumentar a conversão. “Quem entende o comportamento do consumidor consegue antecipar necessidades e oferecer exatamente o que ele busca, aumentando engajamento e vendas”, explica.

3 – Treinamento de equipes

Capacitar colaboradores para atender bem tanto no físico quanto no digital garante consistência da marca. “O atendimento humanizado faz diferença. Equipes bem preparadas transformam experiências em fidelização”, destaca Burlamaqui.

4 – Investimento em experiência do cliente

Embalagens atrativas, pós-venda eficiente e atenção aos detalhes geram percepção de valor e fidelidade. “Experiência não é só preço ou produto; é cada interação. Marcas que investem nisso se diferenciam no mercado”, comenta o especialista.

5 – Adoção de tecnologia de apoio

Ferramentas de CRM, automação de marketing e gestão de estoque ajudam a otimizar processos e decisões estratégicas. “Tecnologia permite eficiência e rapidez. Quem usa dados para tomar decisões minimiza erros e maximiza oportunidades”, diz Burlamaqui.

6 – Exploração de social commerce

Integrar vendas a redes sociais amplia alcance e facilita compras impulsivas. “As redes sociais não são só canais de marketing; são pontos de venda estratégicos para engajar e converter o consumidor”, reforça o especialista.

7 – Monitoramento de métricas de performance

Acompanhar taxa de conversão, abandono de carrinho e ticket médio ajuda a ajustar estratégias rapidamente. “Sem medir performance, não há como corrigir rotas. Indicadores mostram onde melhorar e onde investir mais”, alerta Burlamaqui.

8 – Promoções inteligentes

Campanhas limitadas no tempo e personalizadas estimulam engajamento sem comprometer a margem. “Promoção bem planejada cria senso de urgência e valor percebido, mas precisa ser estratégica para não afetar lucratividade”, conclui o especialista.

EstrelaBet anuncia Leandro Machado como novo diretor financeiro

A EstrelaBet, maior gamingtech brasileira, anuncia a nomeação de Leandro Machado como seu novo CFO (Chief Financial Officer). Com mais de 25 anos de experiência em finanças, planejamento estratégico e governança corporativa, o executivo chega para fortalecer a disciplina financeira da companhia e apoiar seu próximo ciclo de crescimento sustentável.

Ao longo de sua trajetória, Leandro acumulou passagens por empresas nacionais e multinacionais de setores como bens de consumo, agronegócio, tecnologia e educação. Liderou áreas de Finanças, Jurídico, Recursos Humanos e Supply Chain, além de conduzir operações de M&A, projetos de eficiência operacional e estratégias de expansão.Antes de ingressar na EstrelaBet, foi CFO em companhias como Mind Lab, GeneSeas Aquacultura, Grupo Columbia e Nakashi, onde obteve avanços expressivos em rentabilidade e otimização de custos.

Formado em Engenharia Eletrônica, com MBA em Finanças e Mestrado em Agronegócio, Leandro também carrega no esporte a disciplina que leva para a gestão: é atleta de polo aquático há 35 anos, tendo defendido a Seleção Brasileira por 14 anos.

“Assumir a posição de CFO na EstrelaBet é uma responsabilidade inspiradora. Quero contribuir para que o crescimento da empresa seja sustentado por uma gestão financeira sólida, eficiente e alinhada às melhores práticas de governança”, afirma Leandro Machado.

Para João Gerçossimo, CEO da EstrelaBet, a chegada do novo CFO reforça o compromisso da companhia em avançar com disciplina e transparência. “Leandro combina profundidade técnica em finanças, visão estratégica e liderança de execução. Ele chega para fortalecer nossa governança, acelerar decisões com rigor e sustentar o próximo ciclo de crescimento da EstrelaBet, sempre com transparência e foco no entretenimento responsável”.1

Startup cria “Tinder” do Emprego através de IA

Em um país onde, mesmo com a melhora dos indicadores, cerca de 6,3 milhões de pessoas ainda estão em busca de emprego, iniciativas tecnológicas mostram que podem ser a ponte entre o dado positivo e a mudança de vida na prática. Encontrar uma vaga de trabalho pelo modelo convencional ainda é, para muitos brasileiros, um processo lento, frustrante e pouco eficiente. Candidatos enfrentam filas, papeladas, informações desatualizadas e, muitas vezes, sequer recebem retorno das oportunidades às quais se candidatam. Do outro lado, empresas públicas e privadas também perdem tempo e recursos em seleções pouco direcionadas, com alto índice de desistência ou incompatibilidade. Essa desconexão entre quem procura e quem oferece emprego tem sido um dos grandes entraves para reduzir o desemprego de forma estruturada e sustentável.

A plataforma Emprega 360 digitalizou o antigo modelo do SINE (Sistema Nacional de Emprego), que antes operava de forma analógica, com anúncios de vagas fixados em murais físicos. O resultado foi uma revolução no acesso ao mercado de trabalho regional e busca já por expansão nacional.  “Não basta o desemprego cair no gráfico do IBGE. Para o dado virar realidade na vida das pessoas, é preciso ação na ponta. E é isso que a Emprega 360 entrega: eficiência, engajamento e resultado, seja para prefeituras ou para a iniciativa privada”, afirma Gabriel Machado Lopes, sócio da Equity Group. Com uma lógica parecida à de aplicativos de relacionamento, a ferramenta aproxima empresas e candidatos com base em dados e perfis cruzados. A tecnologia torna o processo mais ágil, reduz o tempo de contratação e aumenta exponencialmente a efetividade, sem depender de cartazes em papel ou longas filas nos postos de atendimento. 

Os resultados alcançados na cidade de Mariana, Minas Gerais, desde a adoção da Emprega 360 impressionam e chamam a atenção de governos e empresas de todo o país. Em apenas dois anos, a cidade mineira conseguiu elevar a taxa de aproveitamento de vagas públicas de 23% para 58%, o que representa um crescimento de 152%. A taxa de conversão de vagas em contratações também saltou de 20% para mais de 65%, consolidando uma nova eficiência no processo de empregabilidade local. Nesse período, foram 14 mil contratações realizadas por meio da plataforma, que também conectou mais de 24,2 mil candidatos a oportunidades reais de trabalho. Ao todo, mais de 550 empresas aderiram ao sistema digital, que já ultrapassou 2,8 milhões de visualizações de vagas, ampliando significativamente o alcance e o engajamento. Além disso, o tempo entre a abertura da vaga e a efetivação da contratação foi drasticamente reduzido, promovendo uma dinâmica muito mais ágil e eficaz para todas as partes envolvidas.

A meta da Equity Group é levar a Emprega 360 para outras prefeituras, estados e empresas privadas, transformando o modelo de intermediação de mão de obra em um sistema mais justo, rápido e eficiente. Com a plataforma, o candidato ganha visibilidade e acesso, enquanto a empresa reduz tempo e custo de contratação, uma via de mão dupla com impacto social mensurável. 

ROI em campanhas omnichannel: como mensurar?

Mensurar resultados de marketing e venda em campanhas de canal único costuma ser um processo mais direto: escolher a meta que reflita o desempenho de um canal específico e, a partir dela, calcular o ROI. Mas, e quando o cliente pesquisa um produto no seu site, tira dúvidas com um vendedor na loja física e finaliza a compra pelo aplicativo? No omnichannel, cada ponto de contato conta — e essa integração de canais, embora valiosa para potencializar resultados, torna a mensuração do retorno sobre o investimento muito mais complexa.

No contexto omnichannel, o ROI avalia quanto uma ação que integra múltiplos canais, sejam eles físicos e/ou digitais, gerou de retorno financeiro em relação ao investimento realizado. Todavia, enquanto em campanhas de um único canal é possível correlacionar investimento e retorno de forma direta, quando há diversos canais direcionados, o retorno vem da soma de interações em diferentes pontos de contato, muitas vezes, com jornadas de compra mais longas e não lineares – o que torna essa uma tarefa bastante complexa em muitas empresas.

Além dessa complexidade em avaliar impactos vindos de diferentes canais, também é importante considerar outros desafios importantes dessa jornada: a integração de dados, pois cada canal coleta informações em formatos e métricas diferentes; a visibilidade da jornada completa, uma vez que, muitas vezes, partes da experiência não são registradas de forma rastreável e mensurável; e a sobreposição de resultados que pode acontecer sem uma visão integrada, quando a mesma conversão é contabilizada em mais de um canal, distorcendo, assim, o ROI.

E, quais os prejuízos de não se atentar a esses cuidados, especialmente diante de um mercado altamente digital e conectado? Segundo um levantamento da ILUMEO, cerca de 20% dos investimentos em mídia não apresentam relação estatística significativa com os resultados de negócio, como vendas ou geração de leads. Isso significa que, sem a medição adequada, um quinto do orçamento de marketing pode ser desperdiçado.

Esse dado reforça a importância de centralizar as informações de diferentes fontes em um único canal e padronizar métricas, nomenclaturas de canais e trackings, para que se tenha uma visão 360º da jornada do cliente e, com isso, ter uma visão clara e objetiva de quanto a empresa obteve de retorno em cada campanha estabelecida. E, nesse sentido, claro que não podemos deixar de destacar o quanto a tecnologia pode ser uma aliada valiosa.

Existem diversas ferramentas no mercado capazes de auxiliar com essa mensuração, como CRMs integrados que ajudam a acompanhar todas as interações ao longo do ciclo de vida do cliente e consolidar dados comportamentais, transacionais e de engajamento; além de soluções de BI que contribuem para transformar grandes volumes de dados em dashboards de fácil interpretação. Muitas delas, inclusive, permitem até mapear jornadas e já atribuir peso a cada canal, tornando essa análise ainda mais completa e confiável para embasar futuras tomadas de decisão.

Nesse sentido, não há apenas um único indicador a ser utilizado pelas empresas, tudo dependerá da estratégia adotada e dos objetivos que desejam conquistar. Apesar disso, há alguns indispensáveis de serem priorizados, como o ROI geral da campanha, CAC comparado antes e depois da implementação do omnichannel, LTV (que mede o valor total que um cliente gera ao longo do relacionamento), taxa de conversão por canal e cross-channel (identificando onde os consumidores avançam na jornada), engajamento e taxa de retenção.

Essa análise de dados permite testar hipóteses continuamente, ajustando mensagens, segmentações e formatos para criar experiências mais personalizadas, elevando o engajamento e, consequentemente, esse retorno sobre o investimento. Realize essas verificações frequentemente, pois o comportamento consumidor muda e isso impacta, diretamente, na performance dos canais dentro da estratégia de campanha omnichannel.

O mais importante nisso tudo é garantir a qualidade e a atualização constante desses dados, uma vez que pode comprometer toda a análise de ROI e levar a decisões equivocadas sobre o negócio. O segredo é transformar números em insights acionáveis, já que, ao identificar quais canais têm maior impacto em cada etapa do funil, é possível redistribuir orçamento e esforços de forma mais inteligente e estratégica para elevar a conquista dos resultados desejados.

Os 5 maiores desafios de cibersegurança em 2025 e como superá-los com inteligência contínua

O ano de 2025 marca um ponto de mudança para a cibersegurança. A sofisticação das ameaças, somada à complexidade das infraestruturas corporativas, criou um cenário em que o risco deixou de ser eventual para se tornar constante. Não falamos mais de incidentes isolados, mas de campanhas persistentes e adaptativas que exploram cada vulnerabilidade possível, desde a engenharia social altamente direcionada (spear phishing), passando por ataques à cadeia de suprimentos (supply chain attacks), até ameaças persistentes avançadas (APT) e ransomware com capacidade de se espalhar de forma quase invisível.

A resposta tradicional, baseada em defesas e ações reativas após a ocorrência, está ultrapassada. As empresas precisam migrar para uma abordagem sustentada por inteligência de comprometimento contínuo, capaz de identificar atividades maliciosas em tempo real e com base em evidências concretas.

Dentro desse contexto, há cinco desafios centrais que determinam o sucesso ou o fracasso de uma operação de segurança em 2025, que são:

1 – A sobrecarga de alertas irrelevantes: O volume de dados de segurança gerados por ferramentas como SIEMs, EDRs e firewalls é massivo. Segundo um relatório do Gartner, empresa de pesquisa e consultoria, 75% desses alertas são falsos positivos ou irrelevantes. O problema não é apenas a fadiga dos analistas, mas o risco real de que um incidente crítico se perca no ruído.

Uma empresa que integre um sistema de comprometimento contínuo, pode constatar que cerca de 80% dos alertas do seu SIEM não representam ameaça real. Ao filtrar e priorizar eventos relevantes, é possível reduzir em até metade o tempo médio de resposta. Isso mostra que a batalha não é por mais dados, mas por dados mais qualificados.

2 – A falta de visibilidade real: A transformação digital dissolveu o conceito de perímetro. Hoje, a superfície de ataque inclui dispositivos móveis, ambientes em nuvem, endpoints remotos e redes híbridas. Ferramentas tradicionais, projetadas para monitorar fronteiras fixas, falham em detectar movimentações laterais, beaconing ou conexões discretas com servidores de comando e controle.

Um estudo do Ponemon Institute, instituto de pesquisa independente, apontou que 56% das violações de dados têm como causa falhas na visibilidade e na capacidade de resposta rápida. A solução está em monitorar continuamente todas as comunicações da rede, independentemente de origem ou destino, permitindo identificar comportamentos anômalos antes que se tornem incidentes críticos.

3 – A escassez de profissionais qualificados: O déficit global de especialistas em cibersegurança ultrapassa 3,5 milhões, segundo a Cybersecurity Ventures, empresa de pesquisa especializada em segurança cibernética. Esse gargalo significa que muitas empresas operam com equipes reduzidas e sobrecarregadas, aumentando o risco de erros e atrasos.

Ao automatizar a detecção e priorizar ameaças reais, é possível aliviar essa pressão. Organizações que adotaram inteligência de comprometimento contínuo podem reportar reduções de até 60% no tempo de resposta, liberando recursos humanos para atuar de forma mais estratégica.

4 – Ferramentas que não conversam entre si: No esforço de se proteger, empresas acumulam soluções diversas: SIEM, EDR, DLP, antivírus, firewalls e NDR, mas sem integração, essas ferramentas criam silos de dados que dificultam a correlação de eventos e atrasam decisões.

A chave está em plataformas capazes de se integrar de forma nativa a ecossistemas já existentes, como Splunk, QRadar, Elastic, Palo Alto, Fortinet, Checkpoint e SOARs. Assim, a segurança deixa de ser um mosaico desconexo e passa a operar como um organismo único, com fluxo contínuo de informação e contexto compartilhado.

5 – A resposta reativa a incidentes: Talvez o desafio mais crítico seja a postura reativa. Percebo que em muitas empresas, o tempo médio de detecção de uma ameaça crítica ainda ultrapassa 200 dias. Esse atraso é praticamente um convite para que o atacante explore ao máximo a infraestrutura comprometida.

Com inteligência de comprometimento contínuo, essa janela pode cair para menos de cinco minutos. A diferença não é apenas técnica, é estratégica. Uma detecção quase imediata não apenas reduz danos, mas também permite conter o ataque antes que ele gere repercussões jurídicas, financeiras e reputacionais.

O que a cibersegurança eficaz exige em 2025

Superar esses desafios exige mais que tecnologia, requer mudança de mentalidade. É preciso adotar um modelo de defesa que elimine o ruído, priorizando eventos realmente relevantes e descartando falsos positivos; garanta visibilidade total, independentemente de onde estejam os ativos e usuários; otimize recursos humanos, automatizando processos e liberando especialistas para tarefas estratégicas; unifique o ecossistema de segurança, integrando ferramentas para resposta coordenada; e mantenha vigilância constante, reduzindo a janela de exposição de meses para minutos.

Em 2025, a capacidade de detectar, compreender e agir com agilidade diante de uma ameaça não é diferencial competitivo, é pré-requisito para sobrevivência. As empresas que entenderem isso agora estarão não apenas protegidas contra o cenário atual, mas preparadas para o que está por vir.

Wilson Piedade é Chief Operating Business do Oakmont Group, com foco em desenvolvimento de novos modelos de negócios e novas parcerias buscando diferencial competitivo e melhores resultados.

O novo marketing B2B entende de números e conversa com pessoas

Por muito tempo, o marketing B2B foi encarado como algo puramente técnico. Processos, números e especificações eram o que baseavam a comunicação. A ideia era que, para convencer, bastava falar sobre eficiência e funcionalidade. Mas, com o passar do tempo, fomos descobrindo que isso não é suficiente. Mesmo quando a decisão é de uma empresa, quem escolhe continua sendo uma pessoa, com metas, dúvidas, prioridades e expectativas. E entender essa pessoa faz toda a diferença.

A compreensão dessa realidade altera a forma como nos posicionamos, como construímos relacionamentos e como enxergamos a jornada de compra. Quando o foco está apenas em produto e performance, o marketing vira um acessório. Porém, quando colocamos pessoas no centro, ele se transforma em ferramenta de escuta, de diálogo e de construção de valor.

Quando o marketing volta a olhar para pessoas

Tudo começa pelo conhecimento. Saber quem está do outro lado é indispensável. Quem são os tomadores de decisão? Quem influencia o processo? Em muitos casos, não se trata mais de convencer uma única pessoa, a sua interface no cliente, mas de entender como diferentes áreas se conectam, como o RH, a logística, o financeiro e o jurídico, por exemplo, participam da decisão. O mapeamento desses interlocutores permite construir uma abordagem mais eficaz e, principalmente, mais respeitosa com o tempo e as necessidades de cada empresa.

Tecnologia a serviço do relacionamento

Ferramentas de CRM não são apenas bases de dados. São a nova forma de organizar relacionamentos. Se antes trocávamos cartões de visita e construíamos memória comercial a partir de anotações, hoje a consolidação de todas essas informações é possível, em sistemas que ajudam a personalizar, prever, acompanhar e melhorar a experiência de ponta a ponta. O CRM, quando bem alimentado e compartilhado entre as áreas, ou seja, usado de forma inteligente, se transforma em uma plataforma viva de inteligência sobre o cliente.

A tecnologia tem papel essencial nesse processo. Mas não como fim, e sim como meio. Automatizar interações, usar inteligência artificial com o objetivo de antecipar demandas, cruzar dados e gerar recomendações são recursos valiosos. Mas o que realmente importa é o que fazemos com o tempo e a clareza que essas ferramentas nos oferecem. Quando aplicada de forma inteligente, a tecnologia libera a agenda das pessoas para se concentrarem no que as máquinas não podem fazer: construir relações de confiança.

Em muitos casos, os próprios clientes se tornam embaixadores da marca. São eles que contam, com suas palavras, seu jeito, o que realmente funciona. Essa influência verdadeira, baseada em vivência real, tem um peso grande no ambiente B2B. Principalmente quando ela surge de forma espontânea, de cliente para cliente, em conversas, recomendações, eventos e iniciativas que colocam quem usa de forma central na comunicação.

Nada disso é possível, é claro, sem integração. A colaboração entre marketing, vendas e outras áreas de uma empresa é o que sustenta um modelo mais eficiente. Ainda existem barreiras, muitas vezes culturais, que dificultam essa fluidez. Mas é preciso romper com a ideia de que cada área “possui” um cliente. O cliente é da empresa. E quando todos trabalham com essa mentalidade, a entrega é muito mais coerente, mais ágil e mais relevante.

Essa forma de enxergar o marketing, mais integrada, mais sensível às pessoas e mais conectada com a realidade de quem decide, tem guiado também a nossa atuação na Edenred Mobilidade. Atuamos com o foco muito claro em construir valor em cada ponto da jornada, e isso começa pela forma como nos comunicamos, ouvimos e entendemos os nossos clientes.

As ferramentas que oferecemos e usamos refletem essa intenção. O TED, nossa inteligência artificial voltada à gestão de frotas, é mais do que uma solução operacional. Ele nos permite traduzir dados em ganhos concretos, o que se torna, também, uma mensagem forte de marca: queremos ser parceiros na construção de eficiência, não apenas fornecedores de soluções. O GoHub, que organiza e centraliza informações antes dispersas, apoia decisões mais rápidas e precisas, fortalecendo a confiança ao longo do relacionamento.

Do outro lado, a EVA, nossa assistente virtual, realiza milhões de atendimentos com agilidade, e ao mesmo tempo, com cuidado. Ela representa um ponto de contato que precisa ser eficiente, mas também acolhedor. Cada conversa conta, e cada experiência consolida a percepção que o cliente tem da nossa marca.

Influência real vem de quem vive a experiência

Mais do que falar sobre o que Edenred faz, procuramos apoiar com o que nós sabemos – a riqueza da nossa base de dados, e sempre ouvir quem usa nossas soluções no dia a dia. Gestores, motoristas, caminhoneiros e parceiros que usam nossas soluções todos os dias em suas operações compartilham suas histórias em vídeos, eventos e outras iniciativas de comunicação. Eles não apenas validam o que oferecemos; eles mostram, na prática, como a tecnologia pode gerar impacto real. É uma influência que vem diretamente da experiência, e por isso é tão poderosa. Quando alguém que vive a operação todos os dias recomenda uma solução, essa mensagem tem uma credibilidade que um discurso pronto dificilmente consegue alcançar.

No fim do dia, fazer marketing B2B é ouvir com atenção, entregar consistência e construir confiança com o tempo. E quando essa relação é construída com verdade e respeito, o cliente deixa de ser apenas alguém que compra. Ele passa a fazer parte do que a marca constrói todos os dias.

Três erros que pequenos lojistas ainda cometem ao entrar nos marketplaces

As micro e pequenas empresas brasileiras movimentaram R$ 67 bilhões no comércio eletrônico em 2024, um recorde de mais de 1200% de crescimento em cinco anos, conforme dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) com base na Receita Federal.

Para Reginaldo Stocco, CEO da vhsys — empresa de tecnologia especializada em soluções de gestão empresarial online —, esse avanço sugere que os pequenos lojistas estão finalmente migrando para os marketplaces. No entanto, o executivo acredita que muitos deles ainda escorregam em falhas comuns que comprometem o retorno dessa transformação digital.

“É estimulante ver esse movimento, mas muitos ainda se perdem justamente naqueles detalhes que definirão quem decola de fato”, afirma Reginaldo. A seguir, o especialista destaca três erros clássicos, mas decisivos, que podem minar os resultados dos pequenos empreendedores:

1. Não precificar com visão holística

Muitos lojistas definem preços olhando apenas para os concorrentes, sem considerar as taxas dos marketplaces, custos de frete ou estratégia de margem. O que fazer: calcule o preço final com base no custo total da operação. Use ferramentas comparativas e não sacrifique a rentabilidade por visibilidade momentânea.

2. Falta de descrição e imagem profissional

Anúncios com fotos de baixa qualidade ou textos genéricos não convencem quem ainda não conhece sua marca. O que fazer: invista em fotos nítidas, ângulos variados e descrições claras. Destaque benefícios, uso, diferenciais e palavras-chave que ajudem na busca interna da plataforma.

3. Gestão manual de estoque e pedidos

Atualizações manuais dão margem a erros: produtos esgotados continuam à venda, pedidos são atrasados e reputação é afetada. O que fazer: integre seu sistema (ERP ou plataforma de gestão) ao marketplace para sincronizar automaticamente o estoque, o status de pedidos e evitar surpresas desagradáveis ao consumidor.

Ciberataques colocam pequenas empresas na mira dos hackers

Se até instituições robustas e altamente estruturadas sofrem ataques cibernéticos, pequenas empresas estão ainda mais expostas. Um exemplo recente foi confirmado pelo Escritório Administrativo dos Tribunais dos Estados Unidos, que classificou como “sofisticada e persistente” a ação contra o sistema dos tribunais federais no início deste mês. A ocorrência reforça um alerta importante: os cibercrimes não se limitam a grandes corporações e, muitas vezes, têm como alvo preferencial negócios de menor porte, com menos recursos de proteção.

De acordo com José Miguel, gerente de pré-vendas da Unentel, a falsa sensação de segurança é um dos maiores riscos para pequenos negócios atualmente. “Muitos acreditam que os criminosos digitais estão interessados apenas em grandes empresas, mas a verdade é que os negócios menores são visados justamente por serem mais vulneráveis”, afirma.

No Brasil, os números mostram que o risco é real. Só no primeiro trimestre de 2025, foram registrados, em média, mais de 2,6 mil ataques por empresa a cada semana, segundo o relatório da Check Point Research, um aumento de 21% em relação ao mesmo período do ano anterior. Na América Latina, o crescimento foi ainda mais acentuado: 108%.

Hoje, ter medidas de proteção de dados e operações é o básico para qualquer negócio que atue no ambiente digital. Um ataque pode derrubar sistemas, comprometer o relacionamento com clientes e gerar prejuízos capazes de ameaçar a continuidade da empresa. Investir em cibersegurança, portanto, é agir com responsabilidade e visão de longo prazo.

“É hora de encarar a cibersegurança como um pilar essencial para a sobrevivência e o crescimento sustentável das pequenas empresas. Ignorar isso é como deixar a porta aberta esperando que ninguém perceba”, finaliza José Miguel.

SMS desponta como novo aliado do e-commerce brasileiro nas estratégias de comunicação multicanal

Um recurso simples, direto e ainda pouco explorado no Brasil tem mostrado resultados expressivos para o comércio eletrônico: o SMS. Apesar de muitas vezes associado a mensagens de operadoras e autenticações de sistemas bancários, o canal está conquistando espaço como ferramenta de marketing e relacionamento — e os números ajudam a explicar o porquê.

De acordo com relatório da Infobip, baseado em dados da Validity, 90% das mensagens SMS são lidas em até 3 minutos após o envio. Em comparação, o e-mail apresenta taxas de abertura em torno de 20 a 25%, muitas vezes horas depois do disparo.

Além da efetividade, o SMS carrega outra vantagem estratégica: ele é mais barato do que o WhatsApp para campanhas em massa. Enquanto o custo por mensagem no WhatsApp Business API varia conforme o volume e a categoria da comunicação, o SMS mantém tarifas mais acessíveis e estáveis, o que se reflete em ROI mais alto em ações rápidas e diretas.

Dados coletados pela edrone entre abril e julho de 2025 em campanhas de mais de 100 lojas virtuais brasileiras mostram que o SMS já está entregando resultados tangíveis:

  • Recuperação de carrinhos abandonados via SMS alcançou uma taxa de conversão de 2,32% e gerou mais de R$ 100 mil em receita, a partir de pouco mais de 6 mil mensagens enviadas.
  • ticket médio dos pedidos recuperados superou os R$ 696,04, valor acima da média em outras campanhas digitais.
  • Em estratégias de pós-venda, o canal foi ainda mais eficiente: ticket médio de R$ 1.071,83 por pedido.

Casos como o da Tia Sônia, que recuperou carrinhos abandonados com ROI de quase 4.000%, e da Banca do Ramon, que registrou 31,43% de taxa de cliques em campanhas de SMS Newsletter, reforçam que o canal pode ser decisivo na jornada de compra do consumidor.

Plantei Garden Center, loja virtual especializada em plantas, apostou em automações enviadas logo após a visualização de produtos e obteve mais de R$ 4,6 mil em receita com 38 pedidos via SMS em apenas 30 dias, alcançando um ROI superior a 1.000%. Já as Lojas Kaster, do setor de materiais de construção, conseguiram recuperar R$ 5 mil apenas em carrinhos abandonados via SMS, num total de mais de R$ 11 mil recuperados no período. 

Para Evelyn Tavares, assistente de marketing das Lojas Kaster, o diferencial foi a agilidade. “O SMS gerou mudanças claras nos resultados: aumento nas vendas, mais clientes participando das promoções e retorno quase imediato das ações. É uma ferramenta simples, mas com grande impacto no desempenho das campanhas.”

Especialistas apontam que o sucesso do SMS no e-commerce tem relação direta com o comportamento do consumidor contemporâneo: conectado, multitarefa e pouco paciente. Nesse cenário, o fator tempo faz diferença. “Uma notificação direta no bolso do cliente é mais difícil de ser ignorada do que um e-mail que pode ficar esquecido na caixa de entrada”, explica Marisa Walsick, analista de CRM da Agência Sanders e responsável pelas estratégias de comunicação da Banca do Ramon.

Além disso, pesquisas da McKinsey indicam que estratégias multicanal podem aumentar em até 287% as taxas de conversão de vendas, justamente porque combinam diferentes pontos de contato, alcançando o consumidor no momento e no dispositivo certos.

Tendência em expansão

Se na Europa o SMS já é parte consolidada do mix de comunicação, no Brasil ele ainda engatinha, mas promete se tornar protagonista em campanhas digitais. A adesão de grandes e pequenos e-commerces nos últimos meses mostra que o canal deixou de ser um recurso secundário e começa a ocupar lugar estratégico na pauta de marketing. No fim das contas, o SMS funciona porque traduz a lógica do consumo moderno: mensagens curtas, diretas, personalizadas e recebidas em tempo real. Mais barato que o WhatsApp, mais imediato que o e-mail, o canal se consolida como peça-chave no arsenal do e-commerce brasileiro.

Como calcular o ROI de influenciadores? Mais da metade das marcas não investe mais em marketing de influência por não saber medir retorno

Mensurar o retorno sobre investimento (ROI) no marketing de influência ainda é um dos grandes desafios para marcas e agências. De acordo com a 8ª edição da pesquisa ROI & Influência 2025”, realizada pela Youpix em parceria com a Nielsen, 53% das empresas do mercado afirmam ter dificuldade em quantificar o ROI de suas campanhas com influenciadores.

O levantamento mostra que esse é o principal motivo pelo qual muitas empresas deixam de aumentar seus investimentos no setor. Outras barreiras destacadas foram: provar a efetividade do influenciador (48%), a demanda por maior transparência em métricas além de impressões (43%), planejamento estratégico (19%) e até mesmo a descrença de lideranças na efetividade do segmento (19%). Apesar dos obstáculos, mais da metade (57%) dos entrevistados pretendem aumentar seus orçamentos em marketing de influência ainda em 2025.

Para Fabio Gonçalves, diretor de talentos brasileiros e norte-americanos da Viral Nation e especialista em marketing de influência há mais de dez anos, a questão do ROI não pode ser vista de forma simplista.

“Quando falamos em ROI de influenciadores, precisamos entender que ele vai além de vendas diretas. Retorno pode ser construção de marca, engajamento real da audiência, conversão em leads qualificados ou até mesmo influência em intenção de compra. O erro mais comum é esperar que o influenciador seja apenas um canal de performance, quando na verdade ele também atua no topo e no meio do funil. O ROI existe, mas precisa ser medido com as ferramentas corretas e dentro dos objetivos traçados para cada campanha. Por exemplo, um fator muito importante na mensuração é a confiança que o influenciador traz para a marca; ter uma pessoa atestando a qualidade do produto nem sempre vai gerar uma venda direta, mas pode gerar uma venda futura”, explica.

O profissional reforça ainda que cada etapa do funil exige métricas diferentes: “Se a marca busca conversão imediata, pode acompanhar o ROI por meio de links rastreáveis, cupons e vendas atribuídas. Já para campanhas de awareness, as métricas de sucesso podem ser alcance qualificado, aumento de share of voice ou brand lift. Não existe uma fórmula única — ROI em marketing de influência é diretamente proporcional ao alinhamento de expectativas e KPIs definidos no início da parceria.”

Nesse cenário, muitas empresas ainda se sentem inseguras por falta de padronização no mercado. Mas, segundo Gonçalves, isso não significa que os resultados não possam ser comprovados: “O que falta muitas vezes é clareza de propósito e consistência na análise. Não se trata de provar que o influenciador funciona ou não, mas sim de identificar se o criador certo foi escolhido para o objetivo certo. ROI é consequência de estratégia bem feita.”

Fabio explica que é dever das agências de influenciadores trabalharem em conjunto com as marcas para definir KPIs claros, criar metodologias de mensuração adaptadas a cada objetivo e entregar relatórios detalhados que vão além de números superficiais de impressões.

“Na Viral Nation, nosso papel é ajudar as marcas a traduzirem o impacto do criador em resultados tangíveis, seja em vendas, brand equity ou fidelização. O marketing de influência é um investimento que dá retorno, mas precisa ser tratado com a mesma seriedade estratégica que qualquer outra frente de mídia”, conclui.

METODOLOGIA

A 8ª edição da pesquisa “ROI & Influência 2025”, realizada pela Youpix em parceria com a Nielsen, ouviu 187 profissionais de agências e marcas entre os dias 24 de abril e 30 de junho de 2025. O estudo pode ser acessado em: https://www.youpix.com.br/pesquisa-roi-2025-download?utm_medium=email&utm_campaign=roi_download&utm_source=RD+Station.