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Brinquedos crescem 10% na América Latina e impulsionam retomada global, aponta Circana

A Circana, especializada em dados, tecnologia e análise do comportamento do consumidor, foi um dos destaques na 9ª edição do Mercado Livre Experience, realizado nos dias 24 e 25 de setembro, no Transamerica Expo Center, em São Paulo. Durante o encontro, que reuniu milhares de empreendedores e especialistas do varejo digital, Ana Weber, diretora de contas de varejo da empresa, apresentou insights inéditos sobre os mercados de brinquedos e puericultura.

O setor de brinquedos, que havia registrado retração de 1% em 2024, voltou a crescer em 2025. Até julho, o faturamento global avançou 8% em relação ao mesmo período do ano anterior, com aumento de 4% nas unidades vendidas e 3% no preço médio. A América Latina foi a região que mais se destacou, com alta de 10%, puxada especialmente por Brasil e México, ambos alinhados ao ritmo de expansão regional. Jogos e quebra-cabeças, blocos de montar, figuras de ação e colecionáveis foram as categorias de melhor desempenho, impulsionadas pela nostalgia, força dos produtos licenciados e pelo movimento dos chamados kidults, adultos que consomem brinquedos por bem-estar, coleção ou memória afetiva. Em contrapartida, bonecas, brinquedos pré-escolares e pelúcias mostraram queda, reflexo da baixa na taxa de natalidade e do amadurecimento precoce das crianças.

Se os brinquedos vivem um momento de retomada, o mercado de bebês atravessa uma fase de retração. Nos Estados Unidos, o faturamento caiu 5% em 2025, movimentando US$ 4 bilhões até julho, o que representa 214 milhões de dólares a menos do que no ano anterior. Apenas uma entre sete categorias conseguiu crescer: a de entretenimento e viagem. Os consumidores americanos têm priorizado itens de higiene, saúde e alimentação, considerados indispensáveis e que não podem ser adquiridos de segunda mão, enquanto móveis, utensílios de mesa e itens de cama e banho estão entre os segmentos mais afetados pela queda.

“O setor de brinquedos mostra sinais claros de recuperação e a América Latina lidera esse movimento. Já no mercado de bebês, vemos um consumidor mais seletivo, que prioriza segurança, higiene e conveniência. Essa transformação exige que as empresas estejam preparadas para atender perfis muito distintos de clientes, de pais de primeira viagem a colecionadores adultos”, afirmou Ana Weber.

A Circana apontou ainda os principais desafios e oportunidades para os próximos anos. A redução no número de nascimentos e a tendência entra as crianças de deixarem os brinquedos cada vez mais cedo, transformam a dinâmica da indústria. Ao mesmo tempo, a busca por produtos sem gênero, a valorização da nostalgia, as colaborações entre marcas e a influência asiática em estética e inovação tecnológica, oferecem novas avenidas de crescimento. Entender o cliente, e como ele toma a decisão de compra, se tornou indispensável para o sucesso no segmento, reforçando a importância de unir inteligência de mercado e inovação na criação de estratégias competitivas.

Inteligência Artificial e Economia Circular: oportunidades e riscos

Um estudo recente publicado na ScienceDirect mostra que a IA está se tornando um motor para os modelos de negócios circulares. Capacidades como análise preditiva, monitoramento em tempo real e automação inteligente ajudam a redesenhar cadeias produtivas para regenerar, reutilizar e reaproveitar, quase como se o algoritmo fosse o arquiteto circular. Mas há riscos: sem bons indicadores de circularidade, a promessa pode virar miragem.

Precisamos de métricas claras para monitorar o ciclo de vida de produtos e materiais, e garantir que a IA realmente esteja fechando ciclos, e não apenas otimizando o linear. Na vida real, isso significa ter indicadores certos sobre uso, devolução, reaproveitamento, atenção ao desperdício e ciclo de vida do produto, e confiar que os algoritmos estejam dando o diagnóstico certo. Nem tudo são flores tecnológicas. 

Outro recorte interessante vem de um estudo da Ellen MacArthur Foundation com apoio do McKinsey: eles mostram que a IA pode acelerar a circularidade em três frentes — design, novos modelos de negócio e otimização da infraestrutura. Traduzindo para o nosso dia a dia: a IA poderia ajudar a criar embalagens que se desmontam sozinhas no fim da vida útil, apoiar sistemas de leasing que prolongam a vida útil dos produtos e até sofisticar a logística reversa para recuperar e reciclar tudo que consumimos.

Os ganhos são concretos: até US$127 bilhões por ano em alimentos e US$90 bilhões por ano em eletrônicos até 2030. Estamos falando de dinheiro de verdade sendo economizado e reciclado, num sistema que aprende e se adapta. Ou seja, a circularidade digitalizada também é competitividade e rentabilidade – o que torna tudo isso ainda mais irresistível num mundo capitalista. 

E vamos de Harvard Business Review para endossar a discussão: segundo Shirley Lu e George Serafeim, o mundo segue preso num ciclo linear de extrair-produzir-descartar, apesar de a circularidade prometer trilhões em valor, só que ela tromba em barreiras como baixo valor de produtos usados, custo alto de separação e falta de rastreabilidade.

A saída? Acelerar com IA em três frentes bem práticas: estender a vida útil dos produtos, usar menos matéria-prima e elevar o uso de materiais reciclados: a IA pode ajudar a manter vida útil alta com updates (como nos iPhones) ou ações de produto como serviço, onde a empresa continua dona e o consumidor só “aluga”, prolongando o ciclo real de uso. Isso vira receita, fideliza, valoriza o produto usado e ainda empurra uma economia mais circular e lucrativa, desde que a tecnologia não vire só mais um luxo caro. 

É aqui que precisamos conectar os pontos. A Economia Circular nos ensina a repensar fluxos de materiais e energia, buscar eficiência, eliminar desperdícios e regenerar sistemas. Mas, quando falamos de IA, estamos diante de um paradoxo: ela pode acelerar soluções e oportunidades para a circularidade (como mapear fluxos, prever cadeias de reciclagem, otimizar logística reversa, identificar hotspots de desperdício ou até acelerar pesquisas em novos materiais), mas também pode ampliar impactos ambientais se não for usada de forma consciente.

Entre alguns dos riscos, podemos destacar a pegada ambiental da IA (com o consumo crescente de energia e água nos data centers), o E-waste (a corrida por chips, servidores e supermáquinas também gera montanhas de lixo eletrônico e pressiona a mineração de minerais críticos) e a desigualdade digital (países em desenvolvimento podem ficar dependentes de tecnologias caras, sem acesso justo aos benefícios).

O grande desafio está no equilíbrio. Precisamos de uma IA a serviço da circularidade, e não o contrário. Como garantir que a Inteligência Artificial, em vez de agravar a crise ambiental, seja parte efetiva da solução? Precisamos manter o espírito crítico. Não podemos nos deixar levar apenas pelo hype tecnológico. É hora de escolher: queremos uma IA que aprofunde desigualdades e pressões ambientais, ou uma IA que potencialize a transição para a economia circular?

Eu tento ser otimista. Acredito que os processos tendem a ficar cada vez mais eficientes, com menor consumo de energia e melhor aproveitamento de recursos.

O que hoje parece um dilema – mais IA significando mais demanda energética – pode se equilibrar no futuro, desde que a mesma criatividade usada para escrever algoritmos seja aplicada para reduzir impactos e regenerar sistemas. Podemos usar a IA como aliada estratégica da circularidade, com olhos bem atentos e critérios sólidos: cobrando eficiência, rastreabilidade e métricas transparentes. 

Inteligência de verdade não se mede apenas em linhas de código ou na velocidade de processamento. No campo ambiental, só a circularidade garantirá que essa inteligência seja real, e não apenas artificial. No final das contas, o desafio não será somente sobre criar e monitorar uma inteligência artificial… mas sim uma inteligência circular.

*Isabela Bonatto é embaixadora da Movimento Circular. Bióloga e doutora em Engenharia Ambiental, com mais de doze anos de experiência em gestão socioambiental. Desde 2021, vive no Quênia, onde atua como consultora em projetos socioambientais em parceria com agências da ONU, governos, setor privado e organizações da sociedade civil. Sua trajetória combina conhecimento técnico-científico com práticas sociais inclusivas, desenvolvendo iniciativas que integram gestão de recursos naturais, políticas públicas, inovação circular e capacitação de comunidades.

Inteligência artificial já responde por mais de 60% das decisões automatizadas em plataformas de apostas

Um levantamento da Fulltrader Sports mostra que a inteligência artificial passou a responder por mais de 60% das decisões automatizadas nas plataformas de apostas em 2025. O dado confirma a consolidação dos algoritmos preditivos, que hoje são utilizados para calcular probabilidades em tempo real, ajustar odds e recomendar apostas de acordo com o histórico de cada usuário. O avanço acompanha a regulamentação do setor, que deve movimentar mais de R$ 100 bilhões no Brasil até o fim do ano, segundo estimativas do Ministério da Fazenda.

Para Ricardo Santos, cientista de dados e fundador da Fulltrader Sports, o movimento representa uma virada tecnológica. “A plataforma aprende com o comportamento do usuário e oferece sugestões que fazem sentido para o seu perfil. É um salto de eficiência, mas que exige responsabilidade na forma como esses recursos são aplicados”.

Os algoritmos já levam em conta fatores externos como desempenho recente, desgaste físico, condições climáticas e até transferências de jogadores. Em competições como o Brasileirão e o Mundial de Clubes, a combinação de variáveis intensificou o uso da IA, com as chamadas microapostas — aquelas feitas em escanteios, faltas ou jogadas específicas — crescendo 41% em 2024.

Santos alerta, contudo, que o uso de inteligência artificial não elimina a imprevisibilidade do esporte. “É um erro pensar que a tecnologia garante resultados. O acaso continua sendo parte do jogo, e a análise humana segue indispensável”.

A personalização também tem impacto no perfil dos apostadores. Estudo do Instituto Locomotiva mostra que as mulheres já representam 47% do público no Brasil, influenciando inclusive os algoritmos de recomendação. Segundo Santos, esse grupo adota estratégias mais racionais e conectadas a dados de performance.

Transparência e educação digital

O setor de apostas enfrenta o desafio de conciliar inovação tecnológica e responsabilidade social. A arrecadação pode chegar a R$ 6 bilhões em 2025, segundo projeção do governo. A União alerta, porém, para a necessidade de campanhas educativas voltadas à prevenção de comportamentos compulsivos.

O fundador da Fulltrader Sports destaca que já existem recursos capazes de identificar padrões de risco e limitar o uso. Ainda assim, reforça a importância da transparência e educação digital. “Em mercados maduros, como o Reino Unido, a fiscalização dos algoritmos é rigorosa. O Brasil ainda consolida esse processo, e cabe às empresas usar a IA para informar e proteger, não para manipular o apostador”, conclui.

xFusion chega ao Brasil para impulsionar a IA e a Transformação Digital

A xFusion, fornecedora global de infraestrutura e serviços de computação, anuncia oficialmente o início de suas operações no Brasil. A empresa, com sede em Singapura, assume um compromisso significativo com a região.  

No País, a operação será conduzida por Patrícia Cocozza, gerente geral da xFusion no Brasil, ao lado de Robin Shi, presidente da xFusion América Latina, e Louis Zhao, presidente de Negócios Internacionais da xFusion. Com a inauguração da operação brasileira, a xFusion está estabelecendo a fabricação local (Palhoça – SC) e trazendo soluções de computação avançada para acelerar a crescente economia digital do Brasil. 

Brasil na vanguarda da inovação 

A xFusion considera o Brasil e a América Latina como mercados estratégicos para a próxima onda de inovação em Inteligência Artificial (IA), modernização de data centers e edge computing. 

“O País vive um momento de forte transformação digital em setores como finanças, varejo e saúde, o que amplia a demanda por processamento de dados em tempo real e de alto desempenho”, afirma Louis Zhao, presidente de Negócios Internacionais da xFusion. “Estamos preparados para atender essa demanda com soluções de computação eficientes, de alto desempenho, projetadas para uma economia altamente conectada e cada vez mais digitalizada.” 

Para Robin Shi, presidente da xFusion América Latina, o Brasil lidera a expansão de infraestrutura na região. “Com a chegada de novos data centers em hiperescala, maior conectividade e rápida adoção do edge computing, o País está na dianteira desse movimento”, diz. “Essa infraestrutura é fundamental para viabilizar aplicações de IA em tempo real em áreas críticas como segurança pública, cidades inteligentes e Indústria 4.0. Temos orgulho em poder colaborar com governos e empresas brasileiras nesse processo de desenvolvimento.” 

Compromisso local 

Liderando a nova operação, Patrícia Cocozza traz profundo conhecimento do mercado de TI para orientar o crescimento da xFusion: “Estou entusiasmada em liderar a xFusion no Brasil em um momento tão estratégico. Nosso foco é construir um ecossistema local robusto, entregar valor diferenciado aos clientes e tornar acessível tecnologia de classe mundial. Com investimento em manufatura e talentos locais, estamos estabelecendo uma parceria de longo prazo com o País”, comenta Patricia. 

Para assegurar uma cadeia de suprimentos ágil e competitiva, a xFusion, em parceria com a BRITI, inaugurou o Brazil Supply Center. O centro realiza produção local, testes de integração e armazenamento, garantindo entregas rápidas e preços competitivos em toda a América Latina. Essa estrutura é apoiada pelos seis Global Technical Assistance Centers (GTACs) da companhia, que oferecem suporte técnico especializado 24 horas por dia. 

Trazendo Tecnologia de classe mundial, pronta para IA, ao Brasil 

Com o avanço da Inteligência Artificial e da análise de big data, cresce também a necessidade de servidores que combinem alto desempenho com eficiência energética. A xFusion atende a essa demanda com seu portfólio de servidores com tecnologia de resfriamento líquido. 

Principais diferenciais das soluções da xFusion: 

  • Alto desempenho: servidores com CPUs e GPUs de última geração, preparados para executar modelos de IA, machine learning e simulações com velocidade superior. 
  • Eficiência energética: o resfriamento líquido reduz significativamente o consumo de energia e a pegada de carbono dos data centers, contribuindo com a sustentabilidade global. 
  • Confiabilidade: o resfriamento superior mantém as temperaturas estáveis dos componentes, aumentando a vida útil do equipamento e garantindo a disponibilidade do sistema para cargas de trabalho de missão crítica.  
  • Maior densidade: entrega mais poder computacional em menos espaço, aumentando a capacidade dos data centers sem comprometer segurança ou performance. 

Entre as soluções já disponíveis no Brasil estão: 

  • Servidores FusionPoD for AI: rack-scale totalmente refrigerado a líquido, projetado para cargas de IA de alta complexidade. 
  • FusionOne HCI, FusionOne AI e FusionOne HPC: modelos versáteis que atendem diferentes demandas do mercado. 

Datas sazonais de final de ano: como a segurança é determinante para garantir o sucesso das vendas

O fim do ano é marcado por grandes datas para o comércio, como Black Friday, Natal e Ano Novo, períodos que concentram parte relevante do faturamento de empresas de diferentes setores. Mas, ao mesmo tempo em que representam oportunidades de crescimento, esses momentos também chamam a atenção dos criminosos em busca de brechas para realizar fraudes, ataques cibernéticos e roubo de dados, que podem comprometer operações inteiras em questão de horas.

Por isso, cada vez mais, a cibersegurança vem sendo tratada como um pilar estratégico para o sucesso das datas sazonais. Fernando Dulinski, CEO do Cyber Economy Brasil, ressalta que a proteção de dados deixou de ser um tema exclusivo da área de tecnologia e passou a fazer parte das discussões de negócio. Afinal, a confiança do consumidor está diretamente ligada à percepção de segurança, um incidente pode não apenas gerar prejuízos financeiros, mas também abalar a reputação da marca e impactar a fidelização de clientes no longo prazo.

“Esses períodos de pico são momentos de alta visibilidade e alta pressão operacional, e é justamente quando os ataques costumam crescer. Investir em cibersegurança significa proteger não só os sistemas, mas também a reputação e o relacionamento com o cliente”, afirma Fernando.

De acordo com dados do relatório “Cybersecurity Readiness Index 2025”, da Cisco, somente 5% das empresas no país atingiram um nível considerado maduro de proteção digital, o mesmo valor registrado no ano anterior,  um sinal claro de estagnação. Ou seja, a maioria das empresas brasileiras ainda está vulnerável, com poucos processos claros de defesa e monitoramento contínuo, o que expõe os negócios a riscos que podem resultar em perdas financeiras e danos à reputação.

Para Paulo Lima, CEO daSkynova, evolução da marca Skymail, empresa referência em soluções de cloud computing, segurança digital, e-mail corporativo e colaboração, o investimento em cibersegurança se mostra cada vez mais uma estratégia essencial para garantir a continuidade das operações, proteger os dados dos clientes e fortalecer a imagem da marca no mercado. “Proteção eficaz significa mitigar riscos de fraudes e ataques com a maior antecedência possível, garantindo que a experiência de compra seja segura, fiel e positiva, o que impacta diretamente a fidelização e o sucesso sustentável das vendas em períodos críticos do ano”, analisa.

Além disso, a cibersegurança se configura hoje como um diferencial competitivo, e empresas que demonstram compromisso com a segurança digital conseguem conquistar maior confiança dos consumidores e parceiros, ampliando sua presença no mercado e sua capacidade de inovação. “Estamos vivendo um cenário de transformação digital acelerada, e o alinhamento entre segurança, tecnologia e negócios é decisivo para manter a vantagem competitiva e evitar interrupções que prejudiquem o faturamento e a reputação durante e depois das datas sazonais”, ressalta Gustavo Caetano, CEO e fundador da Samba, autoridade em soluções de IA para negócios.

Já de acordo com Ricardo Maravalhas, CEO e fundador da DPOnet, empresa que nasceu com o propósito de democratizar, automatizar e simplificar a jornada de conformidade com a LGPD (Lei Geral de Proteção de Dados), independente do porte, as empresas devem estar em conformidade com a LGPD para evitar multas, sanções legais e perda da credibilidade. “As empresas precisam olhar para além das datas sazonais. Estar em conformidade com a LGPD é fundamental para a segurança da informação, todos os dias. À medida em que temos os avanços tecnológicos, também existem criminosos com estratégias sofisticadas para aplicar golpes virtuais. Quanto antes prevenir, melhor”, afirma.

Para Aluísio Cirino, CEO da Alloyal, o desafio é conquistar a confiança do cliente. “Mais do que vender, o desafio do fim de ano é conquistar a confiança do cliente. Em um ambiente marcado por golpes e riscos digitais, cada compra segura é também uma mensagem de credibilidade. Marcas que tratam a segurança como prioridade não apenas evitam perdas, mas criam relações de confiança que sustentam a fidelidade do cliente muito além das festas. Segurança é, em última instância, o alicerce da fidelização.”

Onda inédita de ataques cibernéticos coloca PMEs brasileiras em guerra digital

As pequenas e médias empresas (PMEs) estão no epicentro de uma onda sem precedentes de ataques cibernéticos. De acordo com o Annual Threat Report 2025 da N-able (NYSE:NABL), o número de incidentes saltou de 48,7 mil em junho de 2024 para 13,3 milhões em junho de 2025, crescimento de 273 vezes em apenas um ano. O estudo mostra que 88% das violações confirmadas envolveram ransomware ou extorsão de dados, liderados por grupos como Play, Qilin e Tycoon 2FA, responsáveis por ataques contra empresas em mais de 40 países. “As PMEs se tornaram o elo mais frágil da cadeia digital. Para os criminosos, é onde encontram defesas mais vulneráveis, operações críticas e maior propensão a pagar resgates”, alerta Rodrigo Gazola, CEO e fundador da Addee, empresa especializada em soluções de segurança para prestadores de serviços de TI e representante exclusiva da N-able no Brasil.

No Brasil, onde as PMEs representam cerca de 96% das empresas, o impacto é potencialmente devastador. Muitas organizações ainda operam com infraestrutura de TI básica, sem autenticação multifator ou planos de continuidade de negócios. Segundo dados da Kaspersky, em 2024, 43% das Pequenas e Médias Empresas (PMEs) da América Latina foram vítimas de ataques de phishing no ano passado, tipo de fraude digital que busca enganar os usuários para que forneçam informações confidenciais como senhas, dados bancários ou acessos a sistemas corporativos. No caso do Brasil, houve um aumento de 267% nos golpes de phishing, com mais de 309 milhões de bloqueios de mensagens falsas, equivalente a 588 tentativas de ataque por minuto. 

Gazola reforça que a questão não é mais “se” uma empresa será atacada, mas “quando”. “O dado mais alarmante do relatório não é apenas o crescimento de 273 vezes nos ataques, mas o fato de que mais de 80% deles poderiam ser evitados com medidas simples, como autenticação multifator, backups testados e gestão contínua de vulnerabilidades. Esse é o ponto cego das PMEs: o básico ainda não está resolvido”, afirma.

Ele destaca ainda que a sofisticação trazida pela inteligência artificial aumentou a urgência de rever processos. “Estamos diante de e-mails de phishing praticamente indistinguíveis dos reais, vídeos falsos que imitam gestores e até manipulação de voz para autorizar transações financeiras. Se antes a dúvida era investir em segurança, hoje a questão é sobreviver sem ela”, complementa.

Nesse cenário, cresce a importância dos SSPs (Security Service Providers), que oferecem serviços de segurança gerenciada adaptados à realidade das pequenas empresas. “Os SSPs atuam como força de defesa terceirizada, monitorando ambientes 24×7, aplicando inteligência de ameaças e garantindo atualização contínua das defesas, algo que muitas PMEs não conseguiriam manter sozinhas”, destaca Gazola. Além de prover tecnologia, os SSPs exercem papel educativo, ajudando gestores e funcionários a entenderem riscos e adotarem práticas básicas de cibersegurança.

“Os criminosos perceberam que não precisam mais mirar apenas grandes corporações. Uma PME com 20 funcionários pode ser tão lucrativa quanto um banco se a operação dela parar por alguns dias. É nesse ponto que entra a responsabilidade dos prestadores de serviços de TI e dos SSPs em educar, proteger e monitorar. A segurança deixou de ser um custo e se tornou fator de continuidade dos negócios”, conclui Gazola.

Nuvemshop lança recurso que permite pagar sem sair do WhatsApp

A Nuvemshop, plataforma de e-commerce, anunciou parceria estratégica com a Meta para lançar um novo recurso no WhatsApp, destinada ao mercado de vendas diretas ao consumidor (D2C). A colaboração apresenta um recurso que permite aos consumidores completarem todo o processo de compra, desde a descoberta do produto até o pagamento, sem precisarem sair do WhatsApp. A solução para checkout de pagamento online foi criada exclusivamente para o Brasil e posiciona a Nuvemshop como a primeira plataforma de e-commerce do mundo que permite pagar sem sair do WhatsApp.

“Esse é um marco histórico para o e-commerce global. Ao trazer a jornada de compra completa para dentro do WhatsApp, estamos inaugurando a era do Comércio Agêntico, em que a tecnologia e a inteligência artificial têm um papel fundamental nas vendas, tornando a jornada mais fluida e sem fricções”, explica Alejandro Vázquez, presidente e cofundador da Nuvemshop. “Ao construir essa parceria com a Meta, por meio da integração do WhatsApp com a nossa solução de IA – o Nuvem Chat -, estamos facilitando os processos de venda e compra dos milhões de usuários do aplicativo no Brasil e dos lojistas que utilizam a Nuvemshop. Não se trata de apenas uma inovação tecnológica, mas sim de uma revolução no varejo online”.

“O WhatsApp faz parte do dia a dia de todos nós, de grupos de amigos até transações comerciais. Esta parceria com a Nuvemshop reforça ainda mais o papel do WhatsApp como uma plataforma de negócios, pois estamos sempre em busca de novos parceiros que nos ajudem a levar serviços de pagamento a todas as pessoas e empresas que utilizam o WhatsApp no Brasil para adquirir produtos e serviços. Nosso objetivo é enriquecer cada vez mais a experiência dentro das conversas, permitindo que as pessoas resolvam tudo dentro do WhatsApp – e os pagamentos são uma parte fundamental dessa experiência”, comenta Tarcisio Ribeiro, Diretor de Parcerias de Monetização do WhatsApp.

Integração automatizada

A solução funciona por meio de integração direta do Nuvem Chat, tecnologia avançada de IA desenvolvida pela Nuvemshop, ao WhatsApp, via Interface de Programação de Aplicações (API – mecanismos que permitem que dois componentes de software se comuniquem usando um conjunto de definições e protocolos). Com a integração, o Nuvem Chat se conecta em tempo real com a loja online, acessando informações como catálogo de produtos, formas de envio, métodos de pagamento, promoções e status de pedidos. A IA é capaz de interpretar texto, imagem e áudio, além de solicitar ajuda humana quando necessário, garantindo uma experiência híbrida e eficaz em todas as etapas do processo de compra.

Por exemplo, um consumidor entra em contato com a loja via WhatApp perguntando sobre um produto. A IA responde com todos os detalhes das opções disponíveis. Ao escolher a opção desejada, o Nuvem Chat cria o carrinho e disponibiliza o pagamento direto na conversa, via Nuvem Pago (meio de pagamento próprio da Nuvemshop), já com os dados de pagamento salvos do cliente em sua wallet. Caso o consumidor não tenha dados de pagamento salvos na Nuvemshop, pode cadastrar na hora.

“Hoje em dia, a maior parte das conversas com clientes acontece no WhatsApp. Mas transformar essas conversas em vendas ainda é trabalhoso e cheio de impasses, pois o lojista perde tempo respondendo perguntas repetitivas, não consegue dar conta de longas jornadas de atendimento e, muitas vezes, precisa redirecionar o cliente para outro canal na hora de fechar a compra — o que gera perda de conversão. Nossa solução resolve isso ao permitir que toda a jornada de compra, do atendimento ao pagamento, aconteça dentro da conversa no WhatsApp, de forma automatizada e escalável”, completa Vázquez.

Além de facilitar as compras dos consumidores, o Nuvem Chat integrado ao WhatsApp permite que os empreendedores do varejo online, sejam pequenas ou grandes marcas, escalem seu atendimento e convertam mais vendas.

Todas as mensagens no WhatsApp são protegidas com criptografia de ponta a ponta, e a Nuvemshop não armazena conversas ou dados. Toda a troca de informações acontece diretamente na infraestrutura segura da Meta, garantindo conformidade com legislações como a LGPD e a GDPR.

Lançamentos 2026

Essas e outras novidades foram anunciadas hoje para as mais de cinco mil pessoas durante o D2C Summit, evento da Nuvemshop voltado para marcas que vendem direto ao consumidor, em sua 1a edição. Além da solução de checkout para WhatsApp, a Nuvemshop apresentou no D2C Summit mais de 100 novos produtos em sua campanha InovA 2026. A campanha tem como objetivo posicionar a Nuvemshop como um ecossistema completo de e-commerce da loja online a todas as soluções para as marcas crescerem, com Chat IA, Pagamentos, Envios e Marketing – tudo no mesmo lugar. Mais informações aqui.

Varejistas celebram resultados de campanhas com estratégias de Retail Media

Uma das maiores redes de drogarias da Colômbia, a La Rebaja, viu as vendas aumentaram em 137%, alcançou 3x de ROAS (Retorno sobre o Investimento em Publicidade) e obteve uma taxa de conversão de 9,5%. Já no Brasil, o Daki, maior aplicativo de entrega de alimentos do Brasil, conquistou 5x de ROAS e uma impressionante taxa de conversão de 40% em anúncios. Em comum a solução baseada em Inteligência Artificial e na estratégia AI-first, implementada pela Topsort, principal empresa de infraestrutura de Retail Media.

Francisco Larraín, cofundador e CTO da Topsort, explica que a plataforma estrutura um sistema organizacional centralizado em IA, que elimina a necessidade de altos investimentos em desenvolvimento inicial e permite decisões mais rápidas, precisas e competitivas.

“Construímos a Topsort com base em IA desde o primeiro dia. Isso significa: sem custos inflados de implementação, sem integrações frágeis — apenas decisões mais rápidas e precisas no nível do leilão. Isso permite que os varejistas monetizem em semanas, não em anos”, explica.

O executivo observa ainda que a Topsort facilita um dos maiores desafios do setor: a necessidade de dominar centenas de ferramentas diferentes e manter especialistas em cada uma delas.

“Hoje, os profissionais de marketing enfrentam centenas de ferramentas desconectadas e uma curva de aprendizado íngreme. Nosso sistema resolve isso. Uma plataforma, uma camada de leilão, uma inteligência. Agências e anunciantes podem ativar campanhas em diferentes varejistas e mercados sem precisar reaprender uma dúzia de interfaces.”

Outro diferencial apontado por Larraín é que a solução AI-first facilita o entendimento de públicos ao conectar diferentes áreas da empresa em um único sistema, aprimorando o direcionamento e o uso de dados.

Para ele, a velocidade da transformação digital também reforça a relevância do Retail Media. “A mudança na publicidade digital não está desacelerando — pelo contrário, está se acelerando. Não lutamos contra essa realidade, nós a projetamos. A Topsort dá aos varejistas a capacidade de se adaptar instantaneamente, seja a novos formatos, novos mercados ou novos sinais de dados”, ressalta.

Por fim, o executivo enfatiza o papel da Topsort na democratização do acesso ao Retail Media. “Até agora, o Retail Media era um jogo para gigantes com enormes equipes de engenharia. Nós invertemos essa dinâmica. Um pequeno varejista pode criar uma plataforma de autosserviço com a mesma sofisticação de gigantes do setor”, conclui.

IA impulsiona maior canal de estética do mundo e amplia fronteiras do negócio de beleza

O Grupo Patrícia Elias Estética & Saúde, referência no mercado de beleza e bem-estar, tem investido fortemente em inovação para acompanhar seu crescimento exponencial. Sob gestão do CEO Luís Guimarães, a empresa adotou soluções baseadas em inteligência artificial para automatizar processos, aumentar a produtividade e melhorar a experiência dos clientes em diferentes frentes de atuação.

Comandando uma operação que reúne clínica de estética, e-commerce, loja física nos Jardins (SP), cursos, linha própria de dermocosméticos e o maior canal de estética do mundo no YouTube – com mais de 8,7 milhões de inscritos -, o grupo viu na tecnologia uma aliada para escalar resultados sem perder a essência.

“A inteligência artificial nos permite crescer com consistência. Automatizamos o que é repetitivo para que nossa equipe se concentre no que mais importa, em criar, acolher e se conectar com o cliente”, afirma Luís Guimarães, CEO do grupo.

Entre os avanços mais significativos, destaque para a dublagem automatizada dos vídeos para o espanhol. O que antes era feito manualmente, em volume limitado, agora permite a publicação de até oito vídeos por dia com alcance internacional. O atendimento ao cliente também passou por uma reestruturação completa, com agentes virtuais disponíveis 24h substituíram processos operacionais, elevando o índice de satisfação de 80 para 95 pontos.

“O impacto foi imediato, conseguimos reduzir os custos, ampliamos o alcance e melhoramos a qualidade do atendimento. Hoje, conseguimos lançar novos produtos, campanhas e conteúdo em questão de horas, com agilidade e padrão de excelência”, complementa Guimarães.

O uso de IA também alcança áreas como comunicação interna, gestão de projetos e produção de conteúdo. A equipe passou a contar com ferramentas de linguagem natural para adaptar textos ao tom de voz da marca, facilitar decisões estratégicas e manter a coesão em todos os canais.

Apesar do alto grau de automação, o CEO reforça que a tecnologia não substitui o fator humano. “A inteligência artificial é uma ferramenta de apoio. Ela cuida do básico, mas quem transforma a experiência são as pessoas por trás do atendimento e do conteúdo. O segredo está no equilíbrio entre eficiência tecnológica e empatia.”

O grupo, fundado pela esteticista Patrícia Elias, é uma referência no setor de beleza ao unir conhecimento técnico, linguagem acessível e forte presença digital. Os vídeos de cuidados com a pele e autoestima conquistaram milhões de seguidores no Brasil e no exterior. Patrícia segue à frente da marca como fundadora e especialista, enquanto Guimarães lidera a gestão e a expansão estratégica.

Para o futuro, o plano é seguir integrando soluções de IA em áreas como liderança, logística e treinamento, ampliando o alcance da marca e otimizando operações com inteligência. “Empreendedores precisam começar agora. Identifique tarefas que tomam tempo e podem ser automatizadas. A IA é um caminho sem volta, quem souber usá-la com propósito vai prosperar”, finaliza o CEO.

Livro narra a história de Elias Torres, barbeiro mineiro que já atendeu Messi, Neymar e Ronaldinho

Chega às livrarias neste mês o livro A arte de empreender do zero: Como tirar do papel e construir um negócio com propósito, publicado pela Buzz Editora. A obra conta a trajetória de Elias Torres, mineiro conhecido como “Seu Elias”, que começou a carreira como barbeiro aos 13 anos e se tornou referência no mercado de beleza masculina e educação profissional.

Aos 26 anos, Elias abriu a primeira barbearia que leva seu nome em Belo Horizonte, com R$ 30 mil obtidos no limite do cheque especial. Dois anos depois, enfrentava uma dívida de R$ 600 mil. A crise, no entanto, impulsionou o crescimento, e em 2024, o grupo faturou R$ 24 milhões e projeta alcançar R$ 65 milhões até 2028.

Hoje, a marca Seu Elias tem sede em Alphaville e reúne 12 operações, entre próprias e franqueadas, localizadas em Minas Gerais e no interior de São Paulo. O ecossistema inclui serviços premium de beleza masculina, a linha Baboon Cosméticos, a barbearia infantil Seu Elias Kids, cafés e experiências personalizadas. A estrutura é sustentada por mais de 160 colaboradores.

No campo educacional, Elias fundou a Barber Day University, considerada a primeira universidade de barbearia do mundo. São quatro cursos presenciais – técnica, gestão, visagismo e formação de educadores – que recebem semanalmente entre 50 e 100 alunos. Na versão online, o impacto já alcança 100 países e formou mais de 100 mil profissionais. “O que era apenas uma barbearia se tornou uma escola de negócios. Hoje, transformamos vidas por meio do conhecimento, da técnica e da mentalidade de crescimento”, afirma o empresário.

Outro destaque é o Seu Elias Experience, um atendimento exclusivo que combina corte de cabelo com consultoria de imagem e negócios. O serviço já atraiu clientes como Messi, Neymar e Ronaldinho Gaúcho, reforçando o prestígio internacional da marca.

Além de empreendedor, Elias também atua como palestrante, com passagens por instituições como Sebrae, Sicoob e Unimed. Em 2025, comandou a Barber Day Conference, que reuniu 4.000 profissionais no espaço Vibra São Paulo. Parte da renda foi revertida ao Projeto Crescer, que mantém escolas e igrejas em Moçambique e barbearias-escola em centros de recuperação de dependentes químicos no Brasil. “Lucro sem impacto é só número. A minha missão é gerar prosperidade que transborde para outros”, destaca.

Para o autor, o livro é um convite à superação. “Não é um livro sobre cabelo ou barbearia. É sobre empreender do zero, tirar um negócio do papel e construir algo sólido, escalável e de valor. Seja você barbeiro, cabeleireiro ou de qualquer outra área, este conteúdo vai te ajudar a crescer com propósito”, explica. Ao comentar sua jornada, Elias afirma que a filosofia que guia sua trajetória: “A beleza está nos detalhes e no modelo de negócio certo. Acreditar quando ninguém mais acredita é o que define um verdadeiro empreendedor”.