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ID Logistics Amplia Participação Feminina em Cargos de Liderança

A ID Logistics Brasil, que faz parte do grupo líder europeu de logística de mesmo nome, presente em 19 países, acaba de ampliar para todas as suas 2.561 (47,12% do quadro ) colaboradoras, do total de 5.436 pessoas, distribuídas por 72 sites em todo o Brasil, programa corporativo exclusivo voltado ao desenvolvimento da liderança feminina. O IDelas quer levar as mulheres da empresa a posições importantes para que sejam cada vez mais protagonistas de suas histórias e da história da empresa[CA1] [CA2] .

Quatro mulheres dão seu testemunho de como é construir carreira na área da logística, segmento conhecido pela ampla presença masculina. Falam da sua opção profissional pela logística, pela agilidade intrínseca à dinâmica pulsante dos centros de distribuição, a energia do fazer acontecer e a agilidade que transforma desafios em soluções. De como superaram e superam as manifestações de preconceito, sustentadas não apenas por sua competência, mas também com o trabalho contínuo e consistente da empresa em zerar esse tipo de comportamento. Contam com entusiasmo o seu sucesso com brilho nos olhos e de como é trabalhar uma empresa que as apoia, as acolhe, as orienta, as incentiva e dá suporte.

O IDelas tem como como base três pilares: Autoconhecimento, Comunicação e Posicionamento. O conteúdo engloba os temas Solidariedade, que visa estimular as participantes a entenderem o seu poder, criando igualdade de gênero; Empreendedorismo e Excelência, que pretende incentivar as colaboradoras a terem iniciativas de inovar e vender suas ideias; e Altos Padrões que pretende levar às participantes à atingirem o nível de exigência voltado a entrega de resultados.

De acordo com levantamento de 2025, realizado pela ABOL – Associação Brasileira dos Operadores Logísticos, apenas 10% da força de trabalho da logística no Brasil é composta por mulheres. Na filial brasileira do Grupo ID Logistics, que se consolida como um dos principais operadores logísticos do País, elas representam 47,12% do quadro de colaboradores.

Essas e outras iniciativas traçadas e conduzidas com visão e comprometimento pela atual diretoria – um time de executivos brasileiros, liderados pelo CEO Gilberto Lima – impulsionaram a empresa a dobrar de tamanho nos últimos três anos.

NOS BASTIDORES DESSE CRESCIMENTO ESTÃO MUITAS MULHERES

Larissa Fernandes acorda e às 6h da manhã já está na academia, mantendo a disciplina que leva também para o trabalho. Treino concluído, ela parte para Ribeirão das Neves, na região metropolitana da Belo Horizonte, Minas Gerais, onde está localizado o maior centro de distribuição da região. Lá ela chega pontualmente às 8h, senta-se a sua mesa onde lidera, transforma e inspira.

Aos 28 anos, Larissa é gerente de um Fullfilment Center de 50 mil m², que opera para um dos maiores players mundiais de e-commerce e abriga cerca de 450 colaboradores. Um desafio de grande porte conduzido com muita determinação.

 “Depois de cursar engenharia de produção, entrei como trainee em um operador logístico e não sei dizer o que mais me faz brilhar os olhos, eu fui moldada na logística” diz categórica.

“O tempo corre diferente na logística, um ano de atuação na área equivale a cinco anos. É quase uma experiência de vida igual à minha idade porque é um ambiente extremamente dinâmico e acelerado”, conta.

Segundo ela, a ID Logistics tem uma presença muito forte em Extrema, MG, onde trabalhava em outro operador, e conhecia a sua capacidade, seus procedimentos e altos padronizações.

“Eu entrei na empresa muito voltada para o desafio. Eu ia para a posição de gerente de site com muitas responsabilidades e com muitas áreas suporte como segurança do trabalho, recursos humanos, segurança patrimonial, de qualidade e treinamento”, explica.

Já atuando à frente da operação afirma que “omo mulher, pela minha sensibilidade, não vou olhar o armazém do ponto de vista do que entra e do que sai. Apesar de aqui lidarmos com produtos de todos os tipos, eles não são nossa propriedade. A nossa principal responsabilidade aqui são as pessoas. O que a gente coloca aqui é a expertise, é a emoção. É o desenvolvimento dos colaboradores, o relacionamento entre eles, esse é nosso principal bem”.

“Aqui a gente cuida do fator humano para cuidar bem dos produtos do cliente”, explica. “Isso traz não só resultados positivos para engajamento e melhorias, mas para as próprias pessoas também, que se sentem valorizadas e acabam crescendo como profissionais”, afirma.

QUANDO A LOGISTICA CHEGA E TE FAZ MUDAR DE RUMO

 Luciana Lacerda começou dando aulas do pacote Office e Corel Draw. Um dos seus alunos enxergou nela talento e a convidou para trabalhar no setor de TI da McLane Company, uma das maiores empresas americanas de distribuição, que na época operava no Brasil como operador logístico, mas já não está mais no Brasil. Então em 1999, dava seu primeiro passo no mundo da tecnologia e em 2008, ela assumia a Coordenação de Sistemas.

“Gosto da área de logística pelo seu dinamismo, as coisas acontecem muito rápido. A gente ganha um cliente e temos de 3 a 4 meses para concretizar um projeto. Então acho que é essa dinâmica que me encanta”, afirma

Em 2013, a McLane vendia as operações para uma concorrente europeia. Luciana permaneceu e continuou crescendo por mais 13 anos e depois assumiu também a área de projetos com foco em melhoria contínua e então migrou para operações. “Eu já tinha traçado para mim o caminho de operações e em 2020 passei para a diretoria”, conta.

“Ao longo da minha carreira, eu passei por várias áreas e isso me capacitou estar à frente das operações. Eu desenhei operações, eu vendi operações, eu implementei operações e fiz melhorias”, conta. Eu via os diretores operacionais e sabia que podia estar naquele lugar também, fazendo um trabalho com mais qualidade”, relembra.

Em 2025, Luciana foi contratada para ser a Diretora de Operações da ID Logistics Brasil. “Foi uma decisão muito acertada, realmente foi uma mudança de patamar. A ideia de cuidar de mais de 60 operações no Brasil, eu vi isso como um desafio e uma oportunidade de crescimento”, conta.

Na ID Logistics, a diretoria é muito coesa, aqui o time é muito unido, é um time que trabalha em prol de um objetivo. Todo mundo é respeitado e entrega resultados. Ela tem no DNA a inovação e eu acho isso fantástico. Não é só discurso. É realidade dentro das operações”, afirma.

A gente quer ver cada vez mulheres sendo capacitadas para assumirem cargos de liderança com programas como o IDelas, que é uma formação específica para elas assumirem cargos de gestão. É o que a gente almeja como empresa e como mulher”, afirma.

TODAS COMEÇARAM A TRAÇAR OS SEUS CAMINHOS MUITO CEDO

Najla Maroun, 45 anos, começou a trabalhar aos 15 anos para ajudar no sustento da família. Foi dona de confecção por pouco mais de seis anos, mas era um setor muito competitivo e decidiu partir para trabalhar na área de TI, mesmo graduada em Ciências Econômicas. Passou a dar consultorias fiscal e contábil e transitou por vários segmentos, até chegar à ID Logistics.

“Eu estava cansada da consultoria, cada dia estava em um lugar solucionando problemas pontuais. Surgiu a oportunidade de atuar na área de TI da empresa e aceitei”, conta ela.

Najla entrou no começo da ID Logistics no Brasil e teve a oportunidade de pegar projetos do começo ao fim, como a implantação do sistema TMS e BMS.

A ID Logistics é muito aberta a ideias. Tem uma ideia, faz. Aqui tenho total liberdade, assim como toda a área de TI. E você é reconhecido por isso. Tanto que eu virei coordenadora de TMS, depois da BMS, até virar gerente de TI”, conta.

Inclusive tivemos a oportunidade de implantar a inteligência artificial na empresa, na parte de RH o e-learning, depois o Andon na operação e o Check List, solução criada e desenvolvida por nós. O meu escopo cresceu por causa dessas oportunidades”, explica.

Na ID Logistics, eles se abriram para me conhecer e entender as minhas limitações e as minhas coisas maravilhosas. Aqui souberam me acolher, até porque sou autista. Tive muito acolhimento, principalmente dos meus chefes, dos meus colegas de trabalho”, conta.

O DESPERTAR DE UM PROPÓSITO CAPAZ DE REDIRECIONAR CARREIRAS

Caroline Apezzatto entrou na logística quase por acaso, mas encontrou ali o que se tornaria seu grande caminho. Na época, trabalhava na Amcham (Câmara Americana de Comércio), na área de Promoção Comercial do Setor de Comércio Exterior, liderando um projeto estratégico.

Um de seus patrocinadores era um 3PL e, sem perceber, ela passou a conectar demandas entre a McLane Company e potenciais clientes, apoiando empresas americanas que chegavam ao país, entendendo desafios da cadeia e se aprofundando no negócio para viabilizar entregas.

Quando vi, já estava completamente envolvida no universo logístico e foi ali que descobri uma paixão que mudaria toda a minha trajetória profissional”, conta.

Nesse movimento, inclusive, em 2011 que Caroline conheceu Luciana. A afinidade profissional virou aliança: juntas, atravessaram diversos desafios, uma parceria que se fortaleceu ao longo dos anos e segue guiada por propósito, entrega e visão compartilhada, agora dentro da ID Logistics.

Ao longo dos anos, Caroline transitou por diversas áreas: comercial, gestão de contratos e projetos, mas muitas vezes, atuou no piso da operação, mergulhando nos processos para buscar melhorias e apoiar resultados. “Cada etapa reforçou minha paixão por transformar estratégia em resultado e por construir times que entregam performance com propósito. A logística me ensinou a força que nasce quando unimos técnica, sensibilidade e colaboração.”

A combinação de propósito, entrega e empatia, hoje se reflete na liderança

de Caroline, que acredita profundamente no poder do exemplo e no impacto de criar ambientes onde mulheres se sintam preparadas, seguras e encorajadas a crescer. Sua trajetória, construída com coragem e consistência, tornou‑se combustível para impulsionar outras mulheres do seu time a ocuparem espaço, ampliarem voz e assumirem novos voos dentro da ID Logistics.

Desde que entrei na ID Logistics, há 11 anos, vivi um período intenso de muito crescimento e aprendizado da subsidiária local. E, acima de tudo, encontrei uma empresa alinhada aos meus valores: um lugar onde fazer a diferença para as pessoas é tão importante quanto entregar resultados para o negócio.”

Mais recentemente, o maternar trouxe novas camadas ao seu olhar profissional. “Ser mãe ampliou minha compreensão sobre o equilíbrio entre múltiplos papéis, sobre coragem, empatia e sobre o diferencial que nós, mulheres, imprimimos nos espaços que ocupamos. Também reforçou a importância de sermos felizes em todas as nossas facetas e de ocuparmos posições de liderança com autenticidade.” Essa transição veio acompanhada de acolhimento: ela alega que pode viver esse momento sem abrir mão de sua trajetória, com apoio genuíno e respeito.

QUANDO É PRECISO ENCARAR O PRECONCEITO

Por Larissa:

Eu convivo com dois estigmas: de gênero e de idade. Ao logo da minha carreira, por vezes ouvi comentários tipo “mas tão novinha assim”, o comentário blindado, que parece sem intenção nenhuma, até positivo, mas você sabe que tem um quê de surpresa e até de questionamento de mérito. Mas eu logo penso beleza, pode achar que eu sou mulher, novinha, mas me coloca para trabalhar que a gente conversa em cima dos resultados. E é assim entrou por um ouvido e saiu pelo outro” conta.

Mas ao mesmo tempo eu nunca me senti reprimida ou inferior por trabalhar em um ambiente onde impera o masculino, que é o ambiente de operações. Sou confiante no que sei e ajo de acordo com os meus valores, seguindo o meu senso de ética e justiça”, afirma ela.

Por Caroline:

“Como muitas mulheres que ingressam cedo em um setor majoritariamente masculino, enfrentei dúvidas, olhares enviesados e questionamentos sobre a capacidade da “menina” doce, delicada e determinada a fazer o seu melhor. Mas, com o tempo, com técnica, comprometimento e resultados consistentes, passei a ser vista como realmente sou: forte, focada em resultado, firme nas decisões, resiliente e preparada para atuar de igual para igual, competindo de frente e abrindo meus próprios espaços.”

Por Najla

Eu nunca cheguei a passar por uma situação constrangedora porque a minha postura é mais impetuosa. Sou filha de libanês e a gente é criada um pouco na realeza, é homem que tem que fazer as vontades da mulher. A cultura é machista, mas o meu pai teve a “infelicidade” de casar com a minha mãe (brasileira) nada machista, então ela não se dobrou”, explica Najla.

E continua: “Mas eu entendo que tem alguns comentários tipo, quando estou estressada, não é porque estou atarefada ou porque estou passando por um momento específico, é porque estou carente, porque estou de TPM. Hoje o comentário é de brincadeira, mas já foi mais taxativo. Mas mesmo na brincadeira, se não gosta não pode deixar passar”.

Por Luciana:

A diretora de Operações remete ao passado e conta que Company, por exemplo, o vestuário para trabalhar tinha regras muito rígidas, eram diretrizes da própria empresa. Uma mulher não podia vestir camiseta regata ou usar uma saia que não estivesse na altura do joelho.

“Se não seguíssemos essas regras éramos advertidas. E isso foi flexibilizando ao longo do tempo. Por exemplo, apesar de ser diretora, estou de terninho, mas usando tênis. Eu abandonei o salto faz pelo menos uns 5 anos, e só coloco em reuniões com clientes. Mas no dia a dia, tem que ser prático, temos de estar confortáveis, não dá mais para ter esse sofrimento que tínhamos em anos anteriores”.

O QUE FAZER PARA REDUZIR A ZERO O PRECONCEITO

Luciana explica que a orientação é coibir situações de assédio dentro das operações. “Essas mulheres são chefiadas por líderes que na visão delas têm o poder, por exemplo, de demíti-las, dessa forma podem se sentir coibidas a ter algum tipo de reação.”

“Temos um canal de ética que funciona muito bem e protege o denunciante e realiza de forma contundente as investigações”, complementa.

O trabalho intensivo é realizado junto às lideranças, que estão próximas dos demais colaboradores, para que o comportamento deles seja ajustado ao que deveria ser o padrão de respeito.

A gente vem trabalhando muito isso com o Recursos Humanos para que a gente tenha mais operações sem preconceito, essa é nossa bandeira, esse é o conceito da empresa”. “É o que pregamos com os regionais e que a gente desdobra também para nossos gerentes das operações”, diz.

“Isso inclui treinamentos de ética, comportamentais, com investimento contínuo no desenvolvimento de líderes para que conduzam times de forma engajadora. “As pessoas passam a maior parte de suas vidas nas operações. Então, que seja em um ambiente saudável e de respeito, para que elas consigam enxergar oportunidades de crescimento”, explica.

Há também um compromisso com equidade e oportunidades, rompendo com viéses históricos. “Nós temos que gerar equidade e oportunidades e tirar esse viés do passado, do patriarcado, coisas que não cabem mais e nunca deveriam ter existido”, afirma.

É difícil, mas estamos dando um passo importante. Essas iniciativas partem do setor privado, mas estamos todos no mesmo barco, nesse mesmo caminho e eu acredito que isso faz uma mudança importante na cultura da sociedade. Então eu acho que a gente está no caminho certo”, afirma.

Luciana conclui, mencionando a inclusão: “Nós damos oportunidades iguais para todos, homens, mulheres, PCDs. Esse viés discriminatório não cabe mais na nossa empresa”.

O QUE DIZER PARA A MULHER QUE ESTÁ CHEGANDO

É possível se tiver as ferramentas certas e força de vontade. É importante que a pessoa procure uma empresa que forneça essas ferramentas. É possível chegar em qualquer cargo como eu cheguei. Estou à frente da Diretoria de Operações em um segmento com predominância masculina”, diz Luciana.

“Comece, não pense duas vezes porque é mulher, porque é nova. Tem que ter confiança e a humildade de saber no que você no que é boa e o que precisa desenvolver, aprender, mas confiante de suas habilidades. Temos total condição de conquistar o nosso espaço, comprometidas e dedicadas ao que a gente se propõe a fazer, então é só começar”, afirma Larissa.

Aprendi o poder que temos de nos transformar e de fortalecer o ambiente à nossa volta por meio da empatia. A logística é um setor vibrante, desafiador e repleto de possibilidades para quem acredita na força da transformação. Eu diria para as mulheres que estão chegando: não tenham medo de se lançar em novas áreas, de aprender na prática, de se aproximar da operação e entender o negócio de verdade. Isso foi o que guiou minha carreira.”, posiciona Caroline.  

 Além de estudar, porque na área de TI sempre há algo novo, eu diria que quando passar por uma situação de preconceito não é precisa se calar, porque tem a mesma força de qualquer homem. Irá chegar mais longe entregando trabalho, entregando verdade. Eu quando venho pra cá, venho para entregar o meu melhor, entregar soluções”, finaliza Najla.

Zetta lança Guia de Inteligência Artificial Generativa para o mercado financeiro e de pagamentos

A Zetta, associação que representa as maiores fintechs do país, com apoio institucional da Anbima (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais), acaba de lançar o Guia de Melhores Práticas para Avaliação de Provedores de IA Generativa (GAIAG). O documento é o primeiro guia técnico dedicado exclusivamente ao mercado financeiro e de pagamentos no país, e deve atuar como um acelerador para a adoção segura da Inteligência Artificial Generativa (GenAI), estruturado em cinco pilares: compliance, cibersegurança, ciclo de vida da IA, proteção de dados e cadeia de valor.

“O lançamento mostra o compromisso da Zetta em apoiar a liderança do Brasil na economia digital, reforçando que a adoção responsável da IA generativa tem potencial para ampliar o acesso aos serviços financeiros, fortalecer mecanismos antifraude e melhorar a experiência do usuário”, diz Fernanda Laranja, vice-presidente da Zetta.

A necessidade do guia surge do descompasso entre a rápida adoção da tecnologia e a ausência de padrões claros de governança, em um cenário em que a incorporação acelerada de IA Generativa no setor financeiro traz desafios operacionais, éticos e regulatórios significativos. 

O objetivo central é estabelecer um padrão da indústria financeira e de pagamentos brasileira para a qualificação de risco de terceiros que forneçam soluções de Inteligência Artificial Generativa (IAGen). “O GAIAG não é apenas um documento teórico, mas uma ferramenta prática e modular desenhada para promover um ambiente de inovação responsável, garantindo segurança e excelência operacional”, ressalta Samanta Oliveira, coordenadora do grupo de trabalho de dados e IA da Zetta. 

“O guia reflete um esforço conjunto de padronização para fortalecer o ecossistema de inovação no setor financeiro. Ele reafirma o compromisso da Anbima em promover e apoiar as iniciativas de transformação digital na indústria de investimentos e no mercado de capitais, apoiando as instituições na adoção responsável da IA. Ao promover conteúdo e referências técnicas consistentes, criamos condições para que o mercado use a tecnologia para gerar valor nos negócios com segurança, governança e eficiência”, afirma Carlos André, presidente da Anbima.

A iniciativa, que também contou com apoio técnico do escritório de advocacia Serur, e da consultoria Alvarez & Marsal, estabelece um marco para a adoção segura de IA Generativa no Brasil, propondo uma estrutura robusta para a avaliação e contratação de ferramentas.

“O Guia é um passo fundamental para a maturidade do ecossistema de inovação financeira brasileiro. Ao apoiar tecnicamente na construção deste framework, nosso objetivo foi criar um instrumento que permita às empresas avaliar e contratar soluções de IA Generativa com segurança, eficiência e alinhamento às melhores práticas globais de governança”, destaca Fabrício da Mota Alves, sócio do Serur.

Elaborado de forma colaborativa, o documento estabelece padrões técnicos e incentiva o intercâmbio de melhores práticas que elevam a maturidade regulatória e tecnológica do ecossistema, alinhando-o a referências internacionais e antecipando debates que já avançam no Congresso Nacional e nos órgãos reguladores.

“A consolidação de melhores práticas para avaliação de provedores de inteligência artificial generativa é essencial para fortalecer a governança, mitigar riscos e garantir conformidade regulatória. Ao contribuir para este guia, reforçamos uma abordagem estruturada que apoia decisões mais seguras e fundamentadas na adoção da IA no Brasil”, afirma Eduardo Magalhães, Managing Director de Disputes & Investigations na Alvarez & Marsal. 

O GAIAG funciona por meio de uma metodologia estruturada em etapas, apoiada por uma ferramenta prática (planilha de avaliação) e orientada pelo princípio da proporcionalidade baseada em risco. Antes de analisar o fornecedor, a instituição contratante avalia o contexto de uso da IA, classificando o risco em quatro níveis (mínimo, limitado, alto e crítico) a partir de critérios como finalidade de uso (se é apenas suporte administrativo ou atividade-fim), grau de complexidade regulatória e necessidade de licenças da contratante, impacto operacional em caso de indisponibilidade da solução e sensibilidade dos dados envolvidos. Em seguida, realiza-se a avaliação do provedor (due diligence), e com base no risco inerente, é gerado um questionário personalizado que orienta a análise das práticas do fornecedor. Por fim, calcula-se o risco residual (AI Risk Score), que indica o risco remanescente após a aplicação dos controles e serve de referência para a definição dos requisitos técnicos e contratuais necessários para a contratação.

Acesse o Guia de Melhores Práticas para Avaliação de Provedores de IA Generativa (GAIAG) no link:  https://gaig.somoszetta.org.br/

Dados não estruturados são desafio para incorporação da IA agêntica no Brasil

As empresas brasileiras vivem uma corrida pela adoção da inteligência artificial generativa, buscando ganhos de produtividade e inovação. Ferramentas baseadas em grandes modelos de linguagem já escrevem contratos, analisam dados e interagem com clientes em português – muitas vezes atuando como agentes autônomos de IA, capazes de planejar, raciocinar e executar tarefas de forma independente.

Uma pesquisa do Google, realizada no ano passado no Brasil, indicou que ao menos 62% dos altos executivos no Brasil afirmam já usar agentes de IA em suas operações, índice superior à média global. No entanto, por trás do entusiasmo com essas “colegas digitais” esconde-se um obstáculo estrutural subestimado: a gestão caótica do conteúdo não estruturado dentro das organizações.

Em um país onde 78% das empresas ainda estão nos estágios iniciais de maturidade em dados, segundo dados divulgados pela Beanalytics a incapacidade de organizar e aproveitar informações dispersas – de e-mails a documentos escaneados – ameaça comprometer os benefícios prometidos pela IA. Esse gargalo invisível pode desacelerar projetos, gerar riscos de segurança e fazer com que empresas brasileiras percam vantagem competitiva justo no momento em que a adoção da IA entra em alta velocidade.

O gargalo dos dados não estruturados

Grande parte do conhecimento corporativo reside em conteúdo não estruturado: textos livres, PDFs, imagens, áudios e outros formatos que não se encaixam em bases de dados tradicionais. Estimativas globais sugerem que cerca de 80% de todos os dados disponíveis hoje são não estruturados, mas as empresas aproveitam efetivamente apenas 20% do Big Data em suas decisões.

Ou seja, a maioria das informações valiosas permanece à margem das análises e das ferramentas de IA, simplesmente porque está desorganizada ou inacessível. Mesmo organizações que investiram pesado em transformação digital enfrentam esse dilema: possuem repositórios vastos de documentos e registros, porém carecem de ferramentas para extrair insights acionáveis deles e de governança para canalizar esse conhecimento de forma confiável em seus sistemas de IA.

O principal gargalo para escalar IA nas empresas não é apenas técnico – é organizacional. Sem uma gestão eficiente do conteúdo, os projetos de IA ficam “cegos” para seu maior patrimônio informacional. Essa limitação gera um efeito cascata: equipes continuam sobrecarregadas por tarefas manuais, agentes de IA operam com contexto incompleto e a vantagem competitiva esperada da IA simplesmente não se concretiza.

O problema não é falta de dados – pelo contrário. Um estudo recentemente publicado pela norte-americana Komprise em dezembro último, revelou que 74% dos líderes de TI e armazenamento já gerenciam pelo menos 5 petabytes desse tipo de conteúdo, um aumento de 57% em relação a 2024. Porém, transformar essa massa caótica em ativos prontos para IA é o grande desafio.

Técnicas tradicionais ajudam apenas até certo ponto: por exemplo, digitalizar documentos em papel via OCR resolve a questão da leitura, mas não da compreensão.

Um contrato escaneado pode se tornar pesquisável por palavras-chave, mas um agente de IA ainda não saberá discernir se uma data perdida no meio de um parágrafo representa assinatura, vencimento ou renovação – distinções que importam enormemente em operações legais e financeiras. Iniciativas de IA generativa falham ou patinam quando os dados de base não estão prontos.

Em 2025, um estudo da Fivetran constatou que 42% das empresas enfrentaram atrasos, baixo desempenho ou fracasso em mais da metade de seus projetos de IA devido a problemas de prontidão dos dados. Em suma, enquanto os executivos cobram resultados da inteligência artificial, muitos times de tecnologia ainda lutam nos bastidores para organizar a informação necessária. Essa disparidade entre aspiração e realidade representa um gargalo estratégico: para usufruir da IA em todo seu potencial, as empresas precisam primeiro arrumar a casa dos dados.

Realidade e desafios nas empresas brasileiras

A adoção de IA generativa nas empresas brasileiras ainda é desigual e repleta de obstáculos práticos. Um estudo global patrocinado pela SAS em 2024 mostrou que apenas 46% das empresas no Brasil estavam utilizando ou implementando IA generativa, percentual abaixo da média mundial (54%).

Além disso, mesmo entre as que adotaram, menos da metade realmente conseguiu passar do experimento inicial para um caso de uso concreto – somente 47% possuem aplicações de IA generativa já em funcionamento. Os motivos desse descompasso ficam claros nas entrevistas com executivos: falta de expertise interna foi citada por 51% como o principal entrave para avançar, superando a média global e indicando escassez de profissionais capacitados no mercado brasileiro.

A dificuldade em sair da fase conceitual e implementar na prática também foi mencionada por 51%, evidenciando o famoso gap entre provar o conceito e escalar a solução no dia a dia operacional. Ou seja, há muita experimentação em laboratório, mas nem tanto projeto consolidado gerando valor contínuo.

Produtividade, eficiência e o caminho da competitividade

Superar o gargalo do conteúdo não estruturado não é apenas uma questão técnica – é uma estratégia de negócio para liberar o verdadeiro valor da IA. Os ganhos potenciais são substanciais.

Empresas brasileiras que já iniciaram a jornada da IA generativa relatam impactos positivos bem concretos: o estudo da SAS também apontou 87% delas afirmaram ter reduzido custos operacionais e 76% observaram aumento na retenção de clientes após implementar soluções de IA. Isso reforça a ideia de que uma inteligência artificial bem alimentada por dados confiáveis pode atuar como catalisador de eficiência e inovação. Imagine agentes de IA agilizando a triagem de milhares de contratos, apontando riscos em segundos – tarefa que um time humano levaria dias para executar – ou assistentes inteligentes resolvendo dúvidas de clientes de forma personalizada, liberando os atendentes para casos mais complexos. Esses saltos de produtividade só são alcançáveis quando a IA trabalha com informação completa e correta. Caso contrário, os supostos ganhos viram retrabalho ou, pior, problemas inesperados.

No fim das contas, a adoção bem-sucedida da IA autônoma dependerá menos de algoritmos miraculosos e mais de uma boa administração de um ativo já conhecido: os dados da empresa. Em um futuro breve, a competitividade no mercado – doméstico e global – será marcada pela capacidade de cada organização orquestrar humanos e inteligências artificiais trabalhando em sintonia. O desafio está lançado: preparar hoje o terreno informacional para que a revolução da IA autônoma cumpra, enfim, todo o seu potencial no contexto brasileiro.

Pom Pom, Cremer, Pague Menos, Riachuelo, Carter’s, Nicephotos e Turma da Mônica se reúnem para a 24ª Black Fralda

Criada em 2018, a Black Fralda se consolidou como a maior liquidação do Brasil dedicada a fraldas, produtos infantis e itens para gestantes. Ao longo de oito anos, a iniciativa se tornou aliada das famílias que buscam garantir conforto e qualidade para os bebês sem comprometer o orçamento doméstico. A 24ª edição ocorre de 9 a 15 de março, aproveitando o período do Dia Mundial do Consumidor (15/03), e reúne marcas relevantes do mercado com descontos que podem chegar a 70%. Entre as confirmadas estão Pom Pom, Cremer, Turma da Mônica, Bigfral, Riachuelo, Carter’s, Pague Menos, Nicephotos, Farmácias São João, entre outras.

Ao longo de sua trajetória, a campanha já reuniu mais de 50 marcas parceiras, contabilizou mais de 55 mil pedidos, impactou 4,5 milhões de famílias, vendeu 7 milhões de tiras de fraldas e registrou mais de 6,3 milhões de visitas em seu site.

“O nascimento de um filho transforma completamente a dinâmica financeira da família. A Black Fralda surgiu justamente para ajudar pais e responsáveis a planejarem melhor esse momento, garantindo acesso a produtos de qualidade por preços realmente competitivos. Nosso objetivo é unir marcas relevantes e oportunidades reais de economia em um período estratégico para o consumidor”, afirma Rylson Silva, Diretor Comercial da Proxy Media, idealizadora da campanha.

Grupo VIP e acesso antecipado

Durante a campanha, as compras podem ser feitas diretamente pelo site oficial da Black Fralda. Além disso, consumidores podem participar do Grupo VIP no WhatsApp, que oferece acesso antecipado às ofertas, condições exclusivas e prioridade em relação ao público geral.

Tecnologia a favor da economia

Entre os diferenciais da iniciativa está a Extensão Black Fralda, um programa gratuito que pode ser instalado no navegador e testa automaticamente cupons de desconto, além de comparar preços para facilitar a busca pelas melhores ofertas.

Outro destaque é a Calculadora de Fraldas, desenvolvida para ajudar pais e responsáveis a entenderem quanto custa cada unidade dentro do pacote. A ferramenta permite comparar diferentes marcas e tamanhos, trazendo mais transparência e evitando escolhas baseadas apenas no preço total da embalagem.

“Quando mostramos o custo por tira, ajudamos o consumidor a entender exatamente o que está pagando. Isso traz mais consciência, planejamento e controle do orçamento familiar, especialmente em um cenário em que cada decisão de compra faz diferença”, completa Rylson Silva.

Mercado em expansão

O mercado brasileiro de fraldas descartáveis é um dos maiores da América Latina e segue em crescimento. A expectativa é que o setor ultrapasse US$ 3,5 bilhões até 2030, com taxa média de crescimento anual entre 6% e 7%.

A maior parte da receita vem das fraldas descartáveis, que dominam o mercado devido à conveniência e à ampla disponibilidade no varejo físico e online. Ao mesmo tempo, segmentos como fraldas reutilizáveis e ecológicas também vêm ganhando espaço, impulsionados por consumidores que buscam alternativas mais sustentáveis.

No Brasil, estima-se que cerca de 1,6 milhão de mulheres engravidem por ano, e aproximadamente 55% das gestações não são planejadas. O dado reforça a importância de informação clara, planejamento financeiro e acesso a oportunidades que ajudem a reduzir o impacto das despesas com itens essenciais, como fraldas, no orçamento familiar.

Yalo firma parceria com Abiacom para acelerar digitalização de indústrias e varejo no Brasil

A Yalo, plataforma inteligente de vendas, anuncia parceria com a Associação Brasileira de Inteligência Artificial e E-commerce (ABIACOM), com o objetivo de fortalecer a digitalização de indústrias, varejistas e empresas do comércio eletrônico no Brasil. 

A ABIACOM atua na defesa dos direitos e interesses do e-commerce brasileiro, contribuindo de forma proativa para o desenvolvimento do empreendedorismo digital e a evolução do ambiente de negócios no país. A parceria com a Yalo reforça essa missão ao aproximar o setor produtivo de tecnologias capazes de impulsionar eficiência operacional, inovação e competitividade. 

“A colaboração prevê a troca de conhecimento, iniciativas de capacitação e ações conjuntas voltadas à disseminação de boas práticas em transformação digital, com foco especial no uso estratégico de inteligência artificial, integração de canais digitais e personalização da experiência do cliente”, explica Danilo Rocha, diretor de vendas Brasil da Yalo.  

Para a companhia, a parceria amplia a conexão com o ecossistema de comércio eletrônico e inovação no Brasil, reforçando sua estratégia de expansão na América Latina e seu posicionamento como parceira tecnológica de empresas que buscam acelerar a maturidade digital. 

Já para a ABIACOM, a aliança representa um passo estratégico para fortalecer a competitividade do varejo e da indústria brasileira por meio da inteligência artificial aplicada aos negócios. “Na ABIACOM, temos a missão de fomentar um ecossistema mais inovador, eficiente e preparado para os desafios da nova economia digital. Ao aproximarmos nossos associados de soluções avançadas de IA, como as desenvolvidas pela Yalo, ampliamos a capacidade das empresas de gerar valor, escalar vendas e oferecer experiências cada vez mais personalizadas aos consumidores. Essa aliança reforça nosso compromisso com a transformação digital sustentável e com o protagonismo do Brasil no cenário latino-americano de comércio eletrônico”, destaca Fernando Mansano, presidente da associação.  

Dia do Consumidor reforça disputa entre experiência rapidez e presença digital nas decisões de compra

O Dia do Consumidor, celebrado em 15 de março, ganhou força no calendário do varejo brasileiro e se consolidou como uma das principais datas promocionais do primeiro semestre. O movimento ocorre em um momento de mudança no comportamento de compra. Levantamento da PwC, na pesquisa Global Consumer Insights Pulse 2023, aponta que 32% dos consumidores deixam de comprar de uma marca após uma única experiência negativa.

Já o relatório State of the Connected Customer, da Salesforce, mostra que 88% consideram a experiência oferecida tão importante quanto o produto ou serviço. Para Rafael Somera, especialista em comportamento do consumidor e CEO da Solutudo, plataforma que conecta consumidores a negócios locais, a data evidencia que o processo de decisão deixou de ser guiado apenas por preço. “O consumidor compara mais, pesquisa mais e espera resposta rápida. A empresa que demora para atender ou não aparece nos canais de busca simplesmente sai da disputa”, afirma.

Nos últimos anos, a data passou a mobilizar diferentes setores da economia. No mercado de beleza, clínicas e salões ampliam pacotes promocionais e experiências personalizadas para atrair novos clientes. No setor de alimentação, restaurantes e redes de delivery apostam em combos e ofertas limitadas para estimular volume de pedidos. Já no segmento de tecnologia, varejistas e marketplaces utilizam a data para antecipar liquidações de eletrônicos e serviços digitais.

A transformação do comportamento do consumidor é um dos fatores que explicam essa movimentação. Pesquisas do Google indicam que 93% das pessoas pesquisam online antes de realizar uma compra e transitam, em média, por três a seis canais diferentes até tomar uma decisão. Buscadores, redes sociais, avaliações online e aplicativos de mensagem passaram a integrar a jornada de consumo. “O cliente não depende mais de um único canal para decidir. Ele descobre uma empresa em um lugar, verifica reputação em outro e entra em contato por um terceiro”, explica Somera.

Essa dinâmica também revela outro fenômeno que ganha força nas datas promocionais: a redução da fidelidade às marcas. Mais de dois terços dos consumidores afirmam que mudam de marca quando encontram melhor experiência ou atendimento. 

O preço continua sendo relevante, mas a forma como a empresa responde e se relaciona com o cliente passou a influenciar diretamente na decisão final. “O desconto chama atenção, mas é a experiência que sustenta a relação. Quando a interação é ruim ou demorada, o consumidor simplesmente migra para outra opção”, afirma.

A velocidade de atendimento, segundo especialistas, tornou-se um dos principais fatores de conversão nas vendas digitais e presenciais. “Os  consumidores consideram essencial receber retorno imediato quando fazem uma pergunta comercial, e uma parcela significativa espera resposta em até dez minutos”, alerta o especialista. 

Para pequenos negócios, essa mudança no comportamento também abre oportunidades de competir com grandes redes varejistas. Enquanto grandes empresas apostam em volume e escala de descontos, os negócios locais conseguem diferenciar a experiência por meio de proximidade, atendimento personalizado e rapidez na resposta. “Pequenas empresas têm uma vantagem importante que é a agilidade. Muitas vezes conseguem responder mais rápido e oferecer uma experiência mais humana do que grandes estruturas”, diz.

A presença digital consistente também se tornou decisiva nesse contexto. Estudo da BrightLocal mostra que 99% dos consumidores consultam avaliações online em algum momento da jornada de compra. Informações atualizadas, respostas a comentários e conteúdo recente funcionam como sinais de credibilidade para quem pesquisa serviços ou produtos.

O fundador da Solutudo afirma que a visibilidade nos canais de busca e contato é hoje um fator estratégico para a sobrevivência das empresas. “Se a empresa não aparece quando o consumidor pesquisa, ela deixa de ser considerada. A decisão acontece antes mesmo do primeiro contato”, afirma.

Nesse ambiente de concorrência ampliada, o Dia do Consumidor se consolida como um termômetro do varejo contemporâneo. A data não mede apenas o volume de vendas, mas revela como empresas estão estruturando presença digital, atendimento e experiência para acompanhar um consumidor mais conectado, mais exigente e cada vez menos fiel às marcas. “Hoje a disputa não é apenas por preço. É por atenção, confiança e rapidez”, conclui.

Programa de assinaturas da Giuliana Flores prevê crescimento de 40% em 2026

O modelo de assinaturas se consolidou como uma das principais apostas de crescimento da Giuliana Flores. O Clube da Giu, que leva arranjos e experiências florais recorrentes para a casa dos consumidores, projeta expansão de 40% em 2026, após acumular cerca de 3 mil assinantes desde o início das operações, em 2023. A iniciativa se firmou como pilar de relacionamento ao transformar a compra em um ritual e atrair principalmente mulheres millenials e da geração Z, com idades entre 28 e 45 anos, das classes média e média-alta, já habituadas ao e-commerce e a modelos de compra recorrentes. Trata-se de um público digital, orientado à conveniência, que valoriza praticidade sem abrir mão de experiência e significado, com interesse em bem-estar, decoração, rituais para o lar e presentes que reforcem vínculos afetivos. 

Os kits incluem espécies cuidadosamente escolhidas de acordo com o mood do mês, acompanhadas por um vaso exclusivo com o logo da marca (presente nas opções semanais, quinzenais e na primeira entrega), além de sachê perfumado, flowerfood que é um supernutriente que prolonga a vida das plantas e uma playlist especial no Spotify, criada para embalar o momento com trilhas sonoras selecionadas. Tudo isso vem em um embrulho caprichado, que traz também dicas, conteúdos exclusivos e informações sobre a inspiração daquele mês. As assinaturas podem ser feitas com frequência semanal, quinzenal ou mensal. 

Para fevereiro, o Clube da Giu aposta na temática “Carnaval de Todos os Cantos”, inspirada na diversidade cultural brasileira, com arranjos que exploram cores vibrantes, movimento e a energia festiva típica da data, reforçando a proposta de conexão emocional por meio das flores. Entre as novidades do programa estão a inclusão de orquídeas no portfólio e a modalidade Assinatura Presente, que permite programar buquês personalizados para datas especiais, como aniversários e celebrações de relacionamento, com entregas recorrentes planejadas. Mais informações sobre os planos e edições podem ser consultadas no site do Clube da Giu. 

Hoje, o Clube da Giu está presente na capital paulista e em diversas cidades da Grande São Paulo, do interior e do litoral, ampliando sua capilaridade no estado. O serviço atende atualmente os municípios de Barueri, Cajamar, Campinas, Carapicuíba, Cotia, Cubatão, Diadema, Embu das Artes, Guarujá, Guarulhos, Itapecerica da Serra, Itapevi, Jandira, Jundiaí, Mairinque, Mauá, Mogi das Cruzes, Osasco, Pirapora do Bom Jesus, Praia Grande, Santos, Santana de Parnaíba, Santo André, São Bernardo do Campo, São Caetano do Sul, São José dos Campos, São Paulo, São Roque, São Vicente, Sorocaba, Taboão da Serra e Vargem Grande Paulista. 

“Criamos o clube de assinaturas para transformar a compra de flores em um ritual recorrente de afeto e conexão. Mais do que receber um arranjo, o assinante vivencia uma experiência completa, com temática, conteúdos exclusivos e benefícios que fortalecem o vínculo com a marca e ampliam a frequência de contato. Para 2026, a expectativa é manter um crescimento acelerado, com a expansão da base de assinantes, novas experiências, e parcerias estratégicas, consolidando o clube como um dos principais motores de fidelização da nossa empresa”, compartilha Clóvis Souza, CEO da Giuliana Flores.

Cuponomia reúne cupons e cashback de até 65% para o Dia do Consumidor

Com o Dia do Consumidor se aproximando, celebrado em 15 de março, empresas do varejo online intensificam as campanhas promocionais para atrair clientes. Entre as estratégias mais usadas estão os cupons de desconto e o cashback, modelo que devolve ao consumidor parte do valor gasto na compra.

Para a data, o Cuponomia reuniu em uma página especial ofertas de marcas parceiras que incluem cupons e percentuais de cashback em diferentes categorias do comércio eletrônico. Entre os destaques estão campanhas que chegam a até 65% de cashback em serviços de tecnologia e segurança digital.

O consumidor também encontra ofertas em grandes varejistas e marketplaces, com percentuais de cashback que chegam a até 12% em lojas como Casas Bahia e até 10% em plataformas como Magalu e em marcas de beleza como O Boticário. A página reúne ainda promoções em outros segmentos do e-commerce, como alimentos, farmácia e turismo, com marcas como Natura, Mundo Danone, Pilão, Drogaria São Paulo e a rede hoteleira Accor.

Para Ivan Zeredo, diretor de marketing do Cuponomia, a data vem ganhando espaço no calendário do varejo digital brasileiro e tem sido cada vez mais utilizada pelas marcas como oportunidade para impulsionar vendas. “O Dia do Consumidor tem se consolidado como um momento importante para o e-commerce. Muitas empresas aproveitam o período para lançar campanhas com cupons e cashback e estimular compras em um momento fora das grandes datas promocionais do calendário”, afirma Zeredo.

Segundo o executivo, a possibilidade de combinar diferentes benefícios também tem contribuído para o interesse dos consumidores nas campanhas. “Quando o consumidor consegue usar um cupom e ainda receber parte do valor da compra de volta por meio do cashback, o potencial de economia aumenta. Por isso, essas ofertas acabam atraindo quem já tem o hábito de pesquisar preços antes de finalizar uma compra”, reforça Ivan. Vale ressaltar que, para aproveitar os benefícios, o consumidor deve ficar atento ao prazo de validade dos cupons e das campanhas de cashback, além das regras específicas de cada oferta.

Hackers usam domínios de governos brasileiros para espalhar malware, aponta relatório

Novo relatório da empresa de cibersegurança ZenoX, do Grupo Dfense, identificou uma campanha de malware que utiliza domínios de governos brasileiros, legítimos e falsificados, para enganar usuários e roubar dados sensíveis. A investigação também aponta indícios de ligação com o grupo hacker Plump Spider, conhecido por operações de fraude digital direcionadas ao Brasil.

De acordo com o estudo, os operadores da campanha exploraram infraestruturas públicas confiáveis para hospedar ou redirecionar arquivos maliciosos. A estratégia aumenta as chances de sucesso dos ataques, já que domínios governamentais costumam ser considerados seguros por usuários e por diversas soluções de segurança digital. 

Entre os casos analisados, os pesquisadores identificaram o uso de um subdomínio legítimo do governo de Goiás para distribuir um executável malicioso chamado “Certificado_PCAP.exe”, baixado automaticamente quando a vítima acessa determinados links. Os criminosos também criaram páginas falsas que simulam serviços públicos, incluindo URLs que imitam sites oficiais do governo do Amapá, apesar de estarem hospedadas em servidores controlados pelos próprios atacantes.

Segundo Gabriel Paiva, CEO do Grupo Dfense, o cenário reflete uma evolução nas operações de fraude digital. “Estamos vendo campanhas cada vez mais estruturadas, que combinam engenharia social, infraestrutura distribuída e malware especializado para roubo de credenciais. O Brasil permanece como um dos principais alvos dessas operações.”

Como funciona o ataque

Conforme o relatório, o ataque opera por meio de uma cadeia de infecção em múltiplas etapas. O processo começa geralmente com links maliciosos enviados por e-mail ou inseridos em páginas comprometidas, que redirecionam o usuário para um endereço aparentemente confiável.

Ao acessar esse endereço, o sistema da vítima inicia automaticamente o download de um arquivo executável. O arquivo contém um infostealer desenvolvido em Delphi, linguagem frequentemente utilizada na criação de trojans voltados ao roubo de dados financeiros.

Depois de instalado, o malware coleta credenciais armazenadas em navegadores, captura cookies de sessão e tokens de autenticação e acessa arquivos do sistema. Essas informações são então enviadas para servidores controlados pelos criminosos.

Para evitar detecção, os dados roubados podem ser transmitidos por meio de serviços legítimos da internet, utilizados como infraestrutura de comando e controle (C2). Em alguns casos analisados, o envio ocorreu por meio da plataforma Webhook.site, normalmente usada para testes de aplicações web.

Malware se disfarça de software legítimo

Os especialistas também identificaram o uso de sideloading em aplicações baseadas em Electron, técnica que permite executar código malicioso dentro de programas aparentemente legítimos. Em um dos casos analisados, o malware foi incorporado a uma aplicação que se apresentava como BoostNote, um software real de anotações colaborativas.

Enquanto a interface visível funcionava normalmente, o código malicioso operava em segundo plano coletando informações do sistema. O malware também estabelece comunicação periódica com servidores controlados pelos atacantes, aproximadamente a cada 120 segundos,  para enviar dados roubados ou receber novas instruções.

Risco crescente exige defesa ativa

De acordo com o executivo, o aumento da sofisticação dessas campanhas exige que instituições públicas e privadas elevem seu nível de maturidade em segurança digital, especialmente diante de ataques que exploram infraestruturas consideradas confiáveis.

Entre as medidas recomendadas estão:

  • autenticação multifator resistente a phishing (FIDO2 ou WebAuthn);
  • soluções de detecção comportamental em endpoints (EDR);
  • políticas de segurança de conteúdo para impedir a execução de scripts maliciosos;
  • monitoramento contínuo de inteligência de ameaças.

Consumidores devem antecipar compras para o Dia do Consumidor e priorizar canais online, aponta pesquisa

Uma pesquisa conduzida pelo Méliuz, com 95% de confiabilidade e 5% de margem de erro, indica que o Dia do Consumidor, que acontece no próximo dia 15, segue ganhando relevância no calendário promocional brasileiro, com intenção de compra elevada e forte protagonismo do ambiente digital. Segundo o levantamento, 76,2% dos consumidores pretendem aproveitar as ofertas da data, enquanto outros 35% ainda estão em fase de decisão sobre realizar compras em março. O cenário amplia o potencial de influência das marcas no período, que para o varejo já se estende por vários dias e passou a ser conhecido como Semana do Consumidor.

A familiaridade com a data também avança: 63,8% afirmam já conhecer o Dia do Consumidor. Entre os que planejam comprar, 57,1% farão isso pela primeira vez, sinalizando renovação da base de participação e expansão do alcance do evento.

A jornada de compra tende a começar antes do dia 15. Mais da metade dos entrevistados (54,1%) considera iniciar as compras antes da Semana do Consumidor, enquanto 1 a cada 7 pessoas demonstra interesse em promoções após a data, reforçando que o período promocional já se estende para além de um único dia.

O digital se mantém como principal canal: 76,2% pretendem comprar online, seja de forma exclusiva ou combinada com lojas físicas. O preço promocional aparece como principal fator decisivo (37,8%), seguido por frete grátis (24%) e cashback (22%), evidenciando um consumidor mais atento à composição de valor da oferta. Em termos de gasto, 48% indicam intenção de desembolsar acima de R$300, demonstrando que a data movimenta compras planejadas, além das aquisições por oportunidade.

O interesse também se reflete no varejo alimentar e farmacêutico: 85,6% pretendem buscar promoções em supermercados e farmácias, e 82% afirmam que devem acompanhar ofertas vinculadas a benefícios, como o cashback em notas fiscais, ao longo da Semana do Consumidor.

Diante desse cenário, a expectativa é de que o período seja marcado não apenas por descontos diretos, mas também pela ampliação de incentivos financeiros adicionais. Durante todo o mês de março, o app do Méliuz vai concentrar ofertas em diferentes categorias, com até 26% de cashback durante a campanha, reforçando a busca do consumidor por economia real ao longo da jornada de compra.

Como o Méliuz funciona

Para ganhar cashback com o Méliuz, o consumidor precisa se cadastrar gratuitamente no site ou no aplicativo. Para fazer compras online, basta escolher a loja de sua preferência, clicar em ‘Ativar Cashback’ e fazer a compra normalmente no site da loja, na aba que será aberta automaticamente, escolhendo a forma de pagamento que preferir. Também é possível ganhar cashback nas compras feitas em lojas físicas, enviando notas fiscais no aplicativo do Méliuz

Após a confirmação da compra, o cashback é creditado no extrato do Méliuz e, ao completar R$ 20 de saldo disponível, o consumidor pode transferir na hora o valor para sua conta digital no Méliuz e usar o dinheiro como quiser – transferir via Pix, pagar boletos e muito mais.