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Como jogar o jogo no metacassino que afeta varejo, consumo e serviços

Os defensores alegam que é parte da economia da experiência potencializada pelo digital e agora também pela Inteligência Artificial.

Os críticos destacam os impactos na economia, na sociedade e até mesmo na saúde mental. E até Lula se manifestou, apontando que problema do endividamento recorde de 82 milhões de brasileiros tem causa nas apostas em bets.

O inegável é que renda e recursos financeiros estão migrando do varejo, do consumo e dos serviços, os maiores geradores privados de emprego no Brasil, para apostas de toda forma.

Não é fenômeno restrito ao Brasil. Ele atinge de forma mais direta a economia ocidental, em especial Europa e Estados Unidos – com o Brasil em destaque.

A tal ponto que, por aqui, o Conselho Monetário Nacional (CMN) acaba de proibir as apostas preditivas para tudo além do que não se restringe ao mercado financeiro, já que esse modelo vinha aproveitando brechas na legislação para atuar de forma ilegal no mercado “protegido” das bets.

O tema envolvendo essas práticas tem criado problemas em vários países. Nos Estados Unidos, já se fala de uma epidemia fora de controle reunindo as bets, as apostas esportivas e as preditivas.

No Brasil, as apostas em bets atingem perto de R$ 300 bilhões por ano considerando as legais e as que não são controladas ou autorizadas – e que já responderiam por perto de 50% do todo.

Para efeito de referência e comparação, esse valor é equivalente ao todo do faturamento do setor de foodservice, que inclui bares, restaurantes, padarias, delivery e fast food do país. Ou perto de todo o faturamento do setor de telecomunicações, envolvendo empresas como Vivo, Claro, Tim e outras. Ou cerca de 50% do setor de supermercados, hipermercados e atacarejo do País.

É muito recurso desviado do consumo de bens e serviços para o mercado do “entretenimento” e que atrai cada vez mais empresas e estímulos promocionais para o metacassino que se criou e que cresce pelo aumento de empresas e negócios envolvidos, incluindo tradicionais veículos de comunicação, atraídos pela explosiva expansão.

Tudo parece conspirar para um processo alienante e viciante de entretenimento digital que tira o foco dos problemas reais cada vez mais complexos nos campos político, econômico e social.

Avanço recente e avassalador

Vale lembrar que esse movimento das bets começou por aqui em 2018 com a legalização das apostas esportivas, explodiu no período de 2019 a 2022 e foi regulamentado de forma definitiva em 2024.

A empresa legalizada e autorizada paga R$ 30 milhões pela outorga da licença e 12% sobre a receita bruta das bets, o que gera um potencial de arrecadação total estimado entre R$ 6 e R$ 12 bilhões por ano. E toda arrecadação é importante para equilibrar o aumento dos gastos públicos exponenciado pelo período eleitoral.

Esses números desconsideram tudo que as empresas informais capturam à margem da legalidade, sobre o que fica difícil gerar estimativas.

Parte relevante desse recurso migra para o mercado externo, para as controladoras ou operadoras das empresas no Brasil.

As apostas preditivas, o mais recente negócio desse ecossistema de atividades, têm a simplicidade e a amplitude de alternativas a seu favor, aumentando o potencial de massificação de acesso, pois os apostadores podem comprar probabilidades de eventos envolvendo eleições, inflação, clima, preços, comportamento de consumo ou lançamento de produtos, numa infinidade de oportunidades.

A razão fundamental da interferência do CMN proibindo as apostas preditivas foi a redução do potencial de arrecadação pela brecha identificada de ser parte do mercado financeiro e, portanto, não precisando pagar pela outorga e os impostos envolvidos.

Uma questão adicional é o uso de IA também como apostadora, jogando um jogo muito mais complexo que ao final tem por objetivo fundamental envolver, entreter, aumentar o volume de apostas e os ganhos das empresas envolvidas no metacassino e do governo com a arrecadação de impostos.

E desviando recursos, renda e emprego do consumo de produtos, serviços e marcas no varejo e no mercado.

Para integrar consumo, varejo e entretenimento

Muitos mecanismos promocionais adotados pelo varejo e marcas de alguma forma representam atuação nesse universo das apostas, ainda de forma tímida.

Sorteios, concursos, ofertas, promoções dinâmicas e outros mecanismos usados pelo varejo representam, de certa forma, uma “gamificação” do consumo, que parece ter apelo crescente na experiência do consumidor.

Existem diferentes modelos e alternativas, envolvendo cashback probabilístico, cupons progressivos, programas de fidelidade gamificados, ofertas limitadas ou mesmo engajamento de consumidores como promotores de vendas, que podem ser consideradas alternativas para maior envolvimento nessa febre, aparentemente não passageira, do entretenimento, apostas e experiência.

Exemplos da China, da Europa e dos Estados Unidos sinalizam oportunidades que, se não se podem eliminar o problema, ao menos indicam formas de aprender a jogar com ele.

Para fechar

A arrecadação de impostos com o varejo e o consumo formais, aliada à geração de emprego e renda, tem impacto social e econômico muito mais relevante e mais importante do que o gerado pelos impostos das bets formais.

Isso sem esquecer a ampliação do risco social e de saúde mental associados ao vício e ao endividamento.

As bets e suas variantes criaram um dos maiores grupos de pressão no Congresso, reunindo e complementando os “4 Bs” que influenciam decisões por lá: as bancadas ligadas à Bíblia, Bala, Boi – e, agora, Bets.

Mas, de outro lado, é importante considerar que existe uma mensagem clara: o apelo do entretenimento está cada vez mais associado aos hábitos dos omniconsumidores, e cabe ao varejo, ao consumo, às marcas e aos serviços buscar alternativas para jogar também esse jogo de forma criativa, inovadora e envolvente para manter ou expandir seus negócios.

É assim que é.

Marcos Gouvêa de Souza é fundador e diretor-geral da Gouvêa Ecosystem

Por que a confiança é o ativo mais valioso na expansão de um Marketplace?

Os marketplaces se tornaram ambientes altamente atrativos, não apenas para empreendedores legítimos, mas também para organizações mal-intencionadas que enxergam nessas plataformas umaporta de entrada para lavagem de dinheiro, venda de produtos ilícitos/falsificados e fraudes financeiras. Empresas de fachada, quadros societários compostos por laranjas e estruturas pensadas para ocultar beneficiários finais não são exceções; são parte deum cenário cada vez mais sofisticado. Quando um desses sellers comete uma irregularidade, o impacto não recai apenas sobre ele; a reputação do marketplace é a primeira a ser questionada por consumidores e reguladores.

Por muito tempo, o cadastro de novos sellers nas plataformas de marketplaces foi tratado como uma etapa operacional, quase burocrática, resolvida com o envio de alguns documentos e achecagem básica do CNPJ. Porém, esse modelo ficou para trás. Hoje, a forma como um marketplace verifica quem vende dentro da sua plataforma é o que define a sustentabilidade do seu ecossistema e o nível de risco que o negócio está disposto a assumir.

É por isso que a verificação de empresas deixou de ser apenas uma exigência de Compliance e passou a ser o alicerce da confiança. Um marketplace só é sustentável quando consegue manterum ecossistema saudável, no qual vendedores legítimos prosperam e maus atores são barrados antes de causar danos. Sem essa curadoria, a experiência do consumidor se deteriora, a concorrência se torna desleal e o risco reputacional se acumula de forma silenciosa,até explodir em crises públicas ou sanções regulatórias. Ou pior: no próprio consumidor final e vendedores legítimos!

Os processos tradicionais de verificação de Pessoa Jurídica falham justamente por não acompanharem a complexidade desse cenário. Análises manuais e estáticas levam dias, criam fricçãoexcessiva e fazem bons sellers desistirem no meio do caminho. Ao mesmo tempo, podem ser superficiais.

Limitar a verificação apenas à situação cadastral do CNPJ na Receita Federal é deixar pontos cegos na operação. Esse modelo ignora o histórico dos sócios e omite alterações societáriascomplexas, muitas vezes desenhadas para camuflar riscos e vínculos suspeitos. A dependência de documentos, muitas vezes com baixa qualidade, sem qualquer prova de vida dos envolvidos, abre brechas para fraudes documentais e biométricas difíceis de detectara olho nu.

O desafio não é escolher entre rigor e agilidade: é encontrar o equilíbrio entre os dois. A lógica da fricção inteligente parte desse ponto. A maioria dos sellers legítimos não precisaenfrentar um processo pesado logo na entrada. Para eles, um fluxo simples, baseado em dados cadastrais e validações automatizadas, é suficiente. Já nos casos em que surgem sinais de alerta, o processo se aprofunda de forma seletiva: Com camadas adicionaisde verificação, como análise de documentos e validação da identidade dos sócios. Assim, a conversão é alavancada sem que a segurança seja sacrificada.

Para que isso funcione, alguns dados são essenciais no momento do cadastro. A situação cadastral da empresa em diferentes bases públicas, o quadro societário completo, a identificaçãodos beneficiários finais e a verificação em listas restritivas, como Pessoas Politicamente Expostas, sanções e mídias negativas. Isoladamente, essas informações dizem pouco. É na correlação entre elas que o risco real aparece. Um sócio que já esteve envolvidoem outras empresas problemáticas ou um beneficiário final oculto atrás de sucessivas alterações contratuais são sinais que dificilmente surgem em análises fragmentadas.

A automação e a análise de dados em larga escala são o que permitem transformar esse volume de informações em decisões práticas. Quando consultas a múltiplas fontes acontecem em segundose resultam em uma visão consolidada de risco, o gargalo humano deixa de ser o limitador do crescimento.

Mais do que acelerar o cadastro , isso muda a qualidade da decisão. A integração entre dados cadastrais, documentos e histórico de risco cria uma visão integrada do seller, capaz de revelarpadrões e vínculos que passariam despercebidos em processos isolados.

E o controle não termina quando o seller é aprovado. O maior erro é tratar o cadastro  como um evento definitivo. Empresas mudam, sócios entram e saem, comportamentos transacionais sealteram. Sem visibilidade contínua, o marketplace opera no escuro. A verificação ao longo do ciclo de vida do parceiro funciona como um termômetro de risco. Identifica-se mudanças relevantes e permitindo ações rápidas antes que um problema se torne público.Isso protege o consumidor, os parceiros legítimos e, sobretudo, a reputação da plataforma.

No fim, marketplaces que encaram a validação de Pessoa Jurídica como um ativo estratégico constroem ambientes mais confiáveis e resilientes. Aqueles que a tratam como um custo ou um obstáculoà conversão acabam pagando a conta mais adiante, seja em fraudes, perdas financeiras ou danos à marca.

Em um mercado cada vez mais regulado e competitivo, a qualidade do cadastro deixou de ser detalhe. Ela define quem cresce a qualquer custo no curto prazo e quem seguirá crescendo no longoprazo, com a tão desejada sustentabilidade.

*Carolina Utimura é Sócia e Head de Customer Success da idwall, empresa de tecnologia que disponibiliza plataforma de gestão de identidade digital e background check – E-mail: idwall@nbpress.com.br

Prevenção a fraude evitou prejuízos de R$ 2,4 bilhões em 2025 no e-commerce brasileiro, aponta Serasa Experian

As fraudes no e-commerce brasileiro seguiram pressionando as operações em 2025, com 2,3 milhões de tentativas registradas. Os dados são da Serasa Experian, primeira e maior datatech do Brasil, e correspondem aos pedidos do varejo digital que passaram pelas soluções antifraude da companhia. Nesse universo monitorado, o ticket médio das transações fraudulentas chegou a R$ 1.057,87, quase o dobro do valor registrado nas compras legítimas, de R$ 538,79, e foram evitados cerca de R$ 2,4 bilhões em prejuízos para empresas e consumidores.

“O cenário de fraude no e-commerce impõe um impacto direto sobre receita, eficiência operacional e experiência do consumidor. Quando as tentativas criminosas combinam alta escala, superando 2 milhões de diligências no ano passado, e ticket médio elevado, a prevenção à fraude deixa de ser apenas uma camada de proteção e passa a ser parte estratégica da sustentabilidade do negócio”, comenta o Diretor de Autenticação e Prevenção a Fraude, Rodrigo Sanchez.

Perfis masculinos concentram maior risco no recorte por gênero

No recorte por gênero, o levantamento também indica quais perfis os golpistas tentam reproduzir nas transações, não sendo, necessariamente, quem comete as fraudes. Entre os pedidos com gênero identificado, os perfis masculinos concentraram o maior risco de fraude no período, com taxa duas vezes superior à observada entre os femininos. A diferença também apareceu no valor das transações suspeitas: o ticket médio das tentativas de fraude que buscavam reproduzir perfis masculinos chegou a R$ 1.177,69, ante R$ 1.095 quando os golpistas se passavam por perfis femininos. Confira o detalhamento na tabela abaixo:

Para Sanchez, “em vez de uma proteção única para toda a base, a tendência é que as empresas ganhem eficiência ao combinar tecnologias e regras de autenticação capazes de considerar o contexto de cada jornada, bloqueando investidas suspeitas sem gerar fricção desnecessária para consumidores legítimos”, explica o executivo da datatech.

Eletroeletrônicos puxam ranking de tentativas de fraude no varejo digital

Entre as categorias monitoradas, “Eletroeletrônicos” lideraram em volume de tentativas de fraude, com 126,3 mil ocorrências barradas. Na sequência aparecem “Moda e Vestuário”, com 103,2 mil registros, e “Beleza, Saúde e Cuidados Pessoais”, com 95,6 mil. “Delivery” e “Brinquedos” completam o top 5, com 46,8 mil e 40,5 mil ocorrências, respectivamente.

Ao observar a taxa de risco proporcional de cada segmento, “Eletroeletrônicos” também se sobressaem, com 3,2%. Na prática, isso significa que, a cada 100 pedidos analisados nessa categoria, pouco mais de 3 foram classificados como tentativa de fraude. O índice é bem superior ao das demais frentes com maior incidência, como “Beleza, Saúde e Cuidados Pessoais” (1,3%) e “Moda e Vestuário” (1,2%).

O ticket médio das investidas barradas acompanha esse cenário. Em “Eletroeletrônicos”, o valor chegou a R$ 2.350,94, mais que o dobro da média geral das transações fraudulentas no e-commerce monitorado, de R$ 1.057,87, além de ficar 22,8% acima do ticket médio das compras legítimas da categoria. Entre os segmentos mais visados, “Moda e Vestuário” registrou ticket médio de R$ 641,34, enquanto “Brinquedos” marcou R$ 570,91.

Em categorias de maior valor agregado, a diferença entre o ticket das tentativas de fraude e o das compras legítimas fica ainda mais evidente. Além de “Eletroeletrônicos”, o mesmo comportamento foi observado em “Eletrodomésticos”, com ticket médio de fraude de R$ 2.217,07, ante R$ 1.551,85 nas compras regulares, e em “Automotivo”, com média de R$ 1.182,22, frente a R$ 649,61 entre os pedidos legítimos. Embora estejam fora do top 5 em volume, ambas também chamam atenção pelos valores elevados e pelo número de registros: foram 36,8 mil tentativas em “Eletrodomésticos” e 35,6 mil em “Automotivo”.

“Os dados mostram que a fraude no e-commerce acompanha a própria evolução do consumo digital, avançando sobre diferentes categorias de produto. Nesse cenário, o papel da tecnologia é ajudar as empresas a identificar padrões de risco com mais precisão, reduzir perdas e sustentar jornadas de compra mais seguras e fluidas para o consumidor”, conclui Sanchez.

Metodologia

O levantamento considera os pedidos analisados pelos modelos de risco de fraude da Serasa Experian entre 1º de janeiro e 31 de dezembro de 2025, nos canais de e-commerce, marketplace, venda direta e app delivery, consolidados em uma única base. No estudo, “tentativas de fraude” são os pedidos classificados como suspeita de fraude, fraude confirmada ou com retorno de chargeback (CBK). 

Como livrarias podem usar uma plataforma de entrega e vender mais

Livraria pequena que depende só de venda presencial está deixando dinheiro na mesa. O mercado de livros online vale USD 23.38 bilhões em 2024 e continua crescendo, mas a logística ainda assusta muitos donos de livrarias que não sabem por onde começar.

A boa notícia é que plataformas de entrega tornaram a operação logística acessível para qualquer porte de negócio, com automação podendo reduzir custos operacionais em até 30%. Pensando que pequenas livrarias ainda enfrentam barreiras para entrar no digital, mas têm nas mãos uma grande oportunidade de crescimento, o CEO da LETS, André Mortari, preparou um guia para entender como funcionam essas plataformas, quais tipos existem, como escolher a ideal para sua livraria e quais erros evitar para transformar a entrega em diferencial competitivo.

O que é uma plataforma de entrega e como funciona para livrarias

Uma plataforma de entrega é um software que conecta a livraria a transportadoras e entregadores em um único lugar. Para livrarias pequenas, as opções mais comuns incluem plataformas especializadas, marketplaces como Mercado Livre, sistemas de e-commerce integrados com transportadoras, e apps de entrega rápida para pedidos locais.

Na prática, funciona assim: a plataforma recebe os pedidos que chegam de diferentes canais, seja do site próprio, da Estante Virtual ou do Instagram. A partir daí, ela compara preços entre transportadoras, gera etiquetas de envio e rastreia cada entrega em tempo real. O cliente recebe atualizações automáticas por WhatsApp ou e-mail, sem que você precise enviar mensagem por mensagem.

  • Centralização de pedidos: todos os canais de venda em uma única tela
  • Cotação automática: comparação de preços e prazos entre transportadoras
  • Rastreamento em tempo real: acompanhamento de cada etapa da entrega
  • Comunicação automatizada: atualizações enviadas direto ao cliente

Por que sua livraria precisa de uma plataforma de entrega

O mercado de livros online mudou. Quem compra um livro pela internet hoje espera rastreamento detalhado, prazos confiáveis e comunicação constante, independente do tamanho da loja.

Pense no cliente que compra na Amazon: ele recebe notificações em cada etapa, sabe exatamente quando o pacote vai chegar e consegue acompanhar o entregador no mapa. Sem uma plataforma de entrega, a livraria pequena oferece uma experiência inferior, mesmo tendo um catálogo mais interessante ou atendimento mais personalizado.

A boa notícia? A tecnologia nivela esse jogo. Com as ferramentas certas, uma livraria de bairro consegue oferecer o mesmo nível de profissionalismo na entrega que os grandes players.

Cotar frete manualmente para cada pedido consome tempo e, na maioria das vezes, resulta em escolhas mais caras. A comparação automática entre transportadoras identifica a melhor opção de custo-benefício em segundos, podendo reduzir custos de frete significativamente.

Em uma operação com dezenas de pedidos por semana, essa economia se acumula. No final do mês, a diferença pode representar uma margem significativa.

A ansiedade pós-compra é real. Quando o cliente não sabe onde está o pedido, ele entra em contato, reclama nas redes sociais ou simplesmente não volta a comprar. Atualizações automáticas sobre o status da entrega reduzem essa ansiedade e diminuem o volume de chamados no atendimento.

Processar 10 pedidos por dia manualmente é viável. Processar 50 ou 100 já exige mais pessoas, ou automação. A plataforma de entrega permite que a livraria cresça sem que a operação logística se torne um gargalo.

Para quem está começando, os Correios continuam sendo a opção mais acessível. A cobertura nacional permite atender clientes em qualquer cidade, mesmo com estrutura enxuta. Transportadoras privadas como Jadlog e Total Express oferecem alternativas com prazos competitivos para regiões específicas.

Apps de entrega rápida

Serviços como Lalamove, Loggi e iFood Entregas funcionam bem para entregas no mesmo dia em áreas urbanas. Se a livraria atende principalmente clientes da própria cidade, essa pode ser uma opção interessante para pedidos urgentes. A limitação está na cobertura geográfica: fora dos grandes centros, a disponibilidade diminui.

Plataformas de orquestração logística

Orquestração logísticaOrquestração logística é o termo usado para sistemas que escolhem automaticamente a melhor transportadora para cada pedido, considerando custo, prazo e histórico de performance. Esse modelo é o mais completo para livrarias que vendem em múltiplos canais e querem escalar.

Gestão de frota própria com tecnologia

Algumas livrarias optam por ter motoboys próprios para entregas locais. Nesse caso, um sistema de gestão de frota organiza rotas, distribui corridas e rastreia cada entregador. Essa opção faz sentido quando há volume constante de entregas na mesma região.

Livrarias com poucos pedidos podem começar com soluções mais simples, como integração direta com Correios. À medida que o volume cresce, a automação se torna mais vantajosa.

A pergunta é: você vende mais localmente ou nacionalmente? Entregas locais pedem soluções de same-day delivery. Vendas para todo o Brasil exigem integração com transportadoras de longa distância. Se a livraria vende na Estante Virtual, no Mercado Livre e no site próprio, a plataforma precisa integrar com todos esses canais. Sem integração, o trabalho de importar pedidos manualmente continua. para evitar os erros comuns de vendas multicanais.

Algumas plataformas de entrega SaaS cobram mensalidade fixa, outras cobram por pedido processado, e há ainda modelos com percentual sobre o frete. Vale comparar qual modelo faz mais sentido para o volume atual da operação.

Como integrar a plataforma de entrega com sua livraria

1. Mapeie todos os canais de venda

Liste de onde vêm os pedidos: site próprio, Estante Virtual, Mercado Livre, Instagram, WhatsApp. Esse mapeamento define quais integrações a plataforma precisa oferecer

2. Escolha uma plataforma com integrações nativas

Integrações prontas economizam tempo e evitam erros de digitação manual. Quanto menos trabalho manual, menor a chance de problemas.

3. Configure regras de entrega por região
É possível definir transportadoras diferentes para cada estado ou cidade. Pedidos para São Paulo podem ir por uma transportadora expressa, enquanto pedidos para o interior seguem pelos Correios.

4. Teste a operação com volume reduzido
Antes de migrar toda a operação, vale testar com poucos pedidos. Isso permite identificar ajustes necessários sem impactar muitos clientes.

5. Monitore resultados e faça ajustes

Acompanhar métricas desde o início ajuda a identificar problemas rapidamente. Taxa de sucesso, custo médio e prazo de entrega são indicadores essenciais.

Erros comuns na logística de livrarias e como evitar

Ignorar o custo total por entrega

O custo vai além do frete. Reentregas, embalagem danificada e tempo da equipe resolvendo problemas também pesam na conta.

Não comunicar o status da entrega ao cliente

Falta de comunicação gera ansiedade, que gera reclamações, que consomem tempo do atendimento. Atualizações automáticas resolvem isso.

Depender de uma única transportadora

Quando a transportadora falha ou aumenta preços, a livraria fica sem alternativa. Ter múltiplas opções integradas oferece segurança.

Gerenciar pedidos manualmente

Planilhas e controle manual funcionam até certo ponto. Depois, os erros se acumulam e limitam o crescimento.

A logística bem executada deixa de ser apenas operação e se torna vantagem competitiva. Clientes que recebem seus livros no prazo, com comunicação clara e sem problemas, voltam a comprar.

A tecnologia permite que livrarias pequenas ofereçam experiência de nível profissional, competindo de igual para igual com grandes players.

ECA Digital pressiona e-commerce e redesenha regras do comércio online no Brasil

O ECA Digital, aprovado em março, começa a redesenhar não apenas a forma como redes sociais e plataformas digitais lidam com crianças e adolescentes, mas também a estrutura de funcionamento do e-commerce e do mercado publicitário no Brasil. A atualização do Estatuto da Criança e do Adolescente para o ambiente virtual impõe um novo nível de exigência regulatória que atinge marketplaces, varejistas online e empresas que operam com comércio digital, mesmo aquelas que não têm o público infantil como foco direto.

Na prática, o impacto mais imediato está na forma como essas plataformas passam a lidar com verificação de idade e proteção de menores em ambientes de consumo. A simples autodeclaração de idade, amplamente utilizada até aqui em compras online, deixa de ser suficiente em situações de maior risco, como a venda de bebidas alcoólicas, cigarros ou produtos restritos. A nova lógica exige mecanismos mais robustos de checagem, o que força as empresas a reestruturarem etapas básicas da jornada de compra.

Esse movimento atinge também a arquitetura das plataformas. Recursos de engajamento amplamente difundidos no e-commerce e em aplicativos digitais, como rolagem infinita, notificações insistentes e sistemas de recompensa, incluindo mecânicas inspiradas em jogos, passam a ser restringidos para menores de idade. Em alguns casos, isso significa não apenas a adaptação de fluxos específicos, mas a necessidade de redesenhar a experiência completa do usuário.

Para o setor, o desafio central está na implementação de mecanismos de verificação de idade que sejam, ao mesmo tempo, confiáveis e escaláveis. Métodos como biometria facial e validação documental começam a ganhar espaço, substituindo a autodeclaração. A mudança, no entanto, exige equilíbrio entre precisão, experiência do usuário e proteção de dados, já que as informações coletadas não podem ser armazenadas de forma permanente.

O ECA Digital também redefine a lógica da publicidade digital. O direcionamento direto de anúncios para crianças e adolescentes deixa de ser permitido com base em dados comportamentais, obrigando as marcas a migrarem de uma lógica de segmentação individual para uma estratégia baseada em contextos e ambientes. Isso altera profundamente a eficiência das campanhas e reduz a previsibilidade das audiências alcançadas.

Para o e-commerce, o efeito combinado dessas mudanças é estrutural. O setor passa a operar sob uma lógica em que conversão, engajamento e conformidade regulatória precisam coexistir dentro de um sistema mais rígido de proteção ao usuário. “O ponto central não é apenas a adoção de novas ferramentas, mas a mudança de paradigma na forma como plataformas digitais estruturam suas decisões de produto e comunicação, especialmente quando há interação potencial com menores de idade”, destaca Hygor RoqueHead of Revenue da Divibank.

No cronograma de implementação, a Autoridade Nacional de Proteção de Dados deve conduzir a fiscalização de forma gradual, com uma fase inicial mais orientativa e foco em lojas de aplicativos e sistemas operacionais, antes de ampliar a atuação para outros setores do ecossistema digital. As sanções previstas vão de advertências a multas que podem chegar a 10% do faturamento das empresas no Brasil, além de medidas mais severas em casos de reincidência.

Promoções com sorteios impulsionam vendas no Dia das Mães, mas exigem regularização

O Dia das Mães é uma data significativa no comércio brasileiro e oferece uma excelente chance às empresas que querem aumentar suas vendas, atrair consumidores e aperfeiçoar a relação com seu público. Numerosas marcas investem em campanhas promocionais que geram engajamento imediato, sendo os sorteios uma das táticas mais eficazes utilizadas.

Além de despertar o interesse do consumidor, campanhas com premiações aumentam o fluxo de vendas, incentivam novas compras e contribuem para a fidelização. No entanto, algumas empresas ainda desconhecem que promoções desse tipo precisam seguir regras específicas e contar com autorização adequada para acontecer de forma legal.

Segundo Marcio Fritsch, diretor da ApliCap Capitalização, a solução prática, segura e estratégica para esse tipo de ação está na Capitalização na Modalidade Incentivo.

A realização de sorteios no Brasil exige autorização prévia e o cumprimento das normas previstas na legislação. A Modalidade Incentivo permite que as empresas realizem promoções de maneira regularizada, com agilidade e total segurança jurídica”, afirma.

Simplificação do processo

Tradicionalmente associada ao consumidor final, a capitalização também possui uma aplicação estratégica para o mercado corporativo. Na Modalidade Incentivo, a empresa adquire títulos de capitalização e oferece aos seus clientes a chance de participar de sorteios vinculados à campanha promocional.

Todo o processo é regulamentado pela SUSEP (Superintendência de Seguros Privados), órgão ligado ao Ministério da Fazenda, o que garante credibilidade, conformidade legal e transparência em todas as etapas.

A empresa contratante pode focar na campanha e nos resultados, enquanto a capitalizadora assume a responsabilidade operacional e regulatória da promoção”, explica Fritsch.

Um dos diferenciais da Modalidade Incentivo é a simplificação do processo promocional. A Sociedade de Capitalização é responsável pela emissão dos títulos, pela apuração dos sorteios e pelo pagamento dos valores aos contemplados.

Isso reduz burocracias internas, acelera a implementação da campanha e oferece tranquilidade para que a empresa concentre esforços em vendas, marketing e experiência do cliente.

É uma solução que une praticidade e segurança, dois fatores essenciais para campanhas sazonais que exigem rapidez na execução”, destaca o diretor da ApliCap.

Diferenciais que consolidam segurança

Além da legalidade, a Modalidade Incentivo fortalece a imagem da marca diante do consumidor. Promoções transparentes, organizadas e respaldadas por instituição fiscalizada transmitem confiança.

Outro benefício é a flexibilidade. As campanhas podem ser personalizadas conforme os objetivos da empresa, com liberdade na definição dos valores de premiação, regras de participação, duração e mecânica promocional.

Cada negócio pode construir uma ação sob medida, alinhada ao perfil do seu cliente e às metas comerciais da data”, reforça Fritsch.

Como aplicar no Dia das Mães?

A mecânica pode ser simples e altamente atrativa. Um exemplo é oferecer ao consumidor um número da sorte a cada compra acima de determinado valor, permitindo a participação em sorteios de prêmios em dinheiro.

No Dia das Mães, em que a emoção desempenha influência na compra, promoções bem elaboradas criam um efeito ainda mais significativo.

Essa é uma data que mobiliza sentimentos e intenção de compra. Associar isso à chance de ganhar prêmios em dinheiro, com total segurança e legalidade, pode ser o diferencial competitivo que a marca precisa para vender mais e fidelizar clientes”, conclui Marcio Fritsch

Aline Lima, da CloudWalk, é a primeira representante do setor de pagamentos na diretoria da Acrefi

Uma das entidades mais relevantes do mercado financeiro, a Associação Nacional das Instituições de Crédito, Financiamento e Investimento, a Acrefi, terá pela primeira vez na história uma cadeira na diretoria ocupada por alguém do setor de meio de pagamentos. Aline Lima, responsável pela área de Compliance na CloudWalk, integrará a chapa presidida por Tadeu Silva, que comandou a associação nos últimos dois anos, e estará à frente da gestão no biênio 2026-2028. 

A chegada de Aline à diretoria da Acrefi reforça a importância de ampliar a diversidade de vozes dentro da associação, sobretudo com a inclusão de profissionais que atuam no setor de meios de pagamento – um dos segmentos mais dinâmicos e inovadores do mercado financeiro.

“É uma honra integrar a diretoria da Acrefi em um momento tão relevante para o setor. A presença de uma representante de meios de pagamento contribui para ampliar o diálogo entre diferentes modelos de negócio e acelerar a construção de um ambiente regulatório cada vez mais moderno, inclusivo e inovador”, afirma Aline Lima. 

Fundada em 1958, a Acrefi representa instituições financeiras que atuam na concessão de crédito e no financiamento ao consumo e à produção no Brasil. A entidade tem papel ativo no diálogo com reguladores, na formulação de políticas públicas e na promoção de boas práticas para o desenvolvimento sustentável do crédito no país.

A executiva também destaca o papel da colaboração institucional: “Acredito que a troca entre instituições tradicionais e empresas de tecnologia financeira é essencial para fortalecer o sistema como um todo, promovendo mais eficiência, competitividade e acesso para consumidores e empreendedores.”

Para o presidente reeleito da Acrefi, Tadeu Silva, a nova composição da diretoria reflete um movimento importante de evolução do setor. “A atuação da Aline Lima fortalece a pluralidade de perspectivas, especialmente ao trazer a visão de uma empresa nativa digital, que coloca a Inteligência Artificial como parte fundamental de todos os processos. Além disso, avançar na representatividade feminina em posições de liderança é fundamental para construirmos um setor com mais equidade”, afirma.

Aline trabalhará ao lado de outros diretores, que atuarão de forma coletiva, nos próximos dois anos, para o desenvolvimento do mercado de crédito no país. “Quero colaborar para fortalecer pontes entre inovação e regulação, ampliando o diálogo e ajudando a construir soluções que impulsionem um sistema financeiro mais acessível, eficiente e preparado para os desafios futuros”, conclui Aline.

Inteligência artificial impulsiona nova visão sobre trabalho e bem-estar

A discussão sobre o aumento da produtividade tem sido recorrente, especialmente agora em razão da tramitação do projeto de lei (PL 1838/2026), que busca reduzir a jornada de trabalho de 44 horas semanais para 40 horas.  Estudos recentes apontam que a adoção de soluções baseadas em IA pode elevar a produtividade em até 40% em determinadas atividades operacionais e administrativas.

Segundo levantamento da consultoria McKinsey, cerca de 60% das tarefas realizadas atualmente poderiam ser parcialmente automatizadas com tecnologias já disponíveis.

No Brasil, onde setores como comércio e serviços ainda dependem fortemente de mão de obra intensiva, a IA pode atuar otimizando processos, automatizando tarefas repetitivas e apoiando a tomada de decisões. Com isso, profissionais passam a focar em atividades estratégicas, criativas e de maior valor agregado.

Tecnologia como ponte entre produtividade e bem-estar

Para o coordenador do curso de Análise e Desenvolvimento de Sistemas da Afya Centro Universitário de Pato Branco, Cézar Augusto Mezzalira, o avanço da IA pode contribuir para os debates no Brasil.

“A Inteligência Artificial permite que empresas façam mais com menos tempo e menos esforço humano em tarefas repetitivas. Quando bem aplicada, ela não substitui o trabalhador, mas potencializa sua capacidade. Isso cria um cenário favorável para a produtividade no ambiente de trabalho”, explica Cézar, da Afya de Pato Branco.

Cézar ressalta que ferramentas de automação, análise preditiva e atendimento digital já são realidade em muitos negócios. “Hoje, um sistema inteligente consegue organizar estoques, prever demanda, automatizar atendimentos e até sugerir estratégias comerciais. Isso reduz gargalos operacionais e libera tempo das equipes”, acrescenta o coordenador do curso de ADS.

Ainda segundo o especialista, a IA é pode ser uma ferramenta estratégica nesse processo, porque permite redesenhar operações inteiras. “Com o avanço das discussões no país, a tendência é que tecnologia e novas formas de organização caminhem juntas, abrindo espaço para modelos mais sustentáveis tanto para empresas quanto para trabalhadores”, finalizada Cezar, coordenador do curso de ADS da Afya de Pato Branco.

WPP Commerce e Eitri apostam em tecnologia para escalar apps de R$ 280 milhões em GMV

A WPP Commerce e a Eitri anunciaram uma parceria estratégica para modernizar a operação de aplicativos móveis de varejistas que atuam no ecossistema VTEX no Brasil. O acordo prevê a migraçãode aproximadamente 50 aplicativos, que juntos representam cerca de R$ 280 milhões em GMV por ano, para a plataforma Eitri App Shopping ao longo das próximas semanas. A expectativa das empresas é que a atualização tecnológica contribua para um crescimento decerca de 45% no GMV gerado por esses aplicativos e para um aumento médio de conversão estimado em 180%, sem alteração nos custos atuais para os clientes envolvidos.

Resultado da fusão estratégica entre Corebiz e Enext, duas referências no segmento e integrantes do Grupo WPP, a WPP Commerce passa a ser a maior operação end-to-end de digital commerce na América Latina.Ao longo de sua trajetória, a empresa desenvolveu cerca de 300 aplicativos de varejo e atende alguns dos maiores clientes do ecossistema VTEX, com grande potencial de adoção da nova tecnologia dentro de sua base.

A tecnologia da Eitri sustenta operações móveis que processam quase R$ 1 bilhão em vendas anuais por meio de aplicativos de varejo no Brasil. A empresa está à frente de uma nova geração de app commerceSaaS, baseada no conceito já consolidado para as plataformas de e-commerce e diferente das soluções atuais de mobile app, em que os aplicativos deixam de ser produtos fechados e passam a evoluir continuamente, com mais flexibilidade e autonomia para as marcas.Após a primeira etapa de migração, conduzida em cerca de nove semanas, as empresas estimam alcançar 128 aplicativos ativos até o final de 2026, com uma capacidade produtiva conjunta de aproximadamente 20 novos aplicativos ou projetos de evolução por mês. Emprojetos recentes, clientes que adotaram a tecnologia da Eitri registraram incremento de receita em torno de 43% após a adoção da nova estrutura tecnológica.

Com o acordo, os clientes passam a utilizar aplicativos nativos para iOS e Android conectados diretamente à infraestrutura de e-commerce, com sincronização completa de catálogo, preços, estoque e checkout da plataforma VTEX. A tecnologia também automatiza atualizações exigidas pelos sistemas operacionais das lojas de apps, reduzindo a necessidade de intervenções técnicas frequentes e simplificando a gestão das aplicações móveis.

“Esta parceria reforça nosso compromisso em entregar as melhores soluções do mercado aos nossos clientes. A Eitri traz uma plataforma moderna, que complementa perfeitamente o ecossistema VTEX, permitindoque os varejistas acelerem suas vendas no canal mobile com uma solução robusta e escalável”, afirma Felipe Macedo, CEO da WPP Commerce.

Entre os aplicativos que operam na nova plataforma ou estão em fase avançada de implementação estão marcas como Sawary, Levi’s, BAW, Intimissimi e Calzedonia, que poderão se tornar grandes cases da iniciativa.

“O mobile commerce representa uma oportunidade gigantesca para o varejo brasileiro. Nossa parceria com a WPP Commerce nos permite levar a melhor tecnologia de aplicativos para uma base ainda maior devarejistas, com um modelo que elimina as dores de cabeça típicas de manutenção e atualização de apps”, afirma Guilherme Martins, cofundador e CEO da Eitri.

A migração dos aplicativos será conduzida de forma gradual, seguindo um cronograma estruturado, com acompanhamento direto das equipes das duas empresas para garantir continuidade das operações e adaptaçãoprogressiva à nova infraestrutura tecnológica.

Os aplicativos contemplados pela iniciativa pertencem a segmentos como Moda, Beleza e Farmácia, com possibilidade de priorização de determinados setores considerados estratégicos para o comércio digital.

Além da modernização inicial dos aplicativos, as empresas avaliam ampliar a parceria no decorrer dos próximos meses, expandindo a adoção da tecnologia dentro da base da WPP Commerce e possivelmente paranovas operações de varejo que ainda não utilizam aplicativos mobile.

A parceria também prevê a continuidade das condições comerciais atuais para os clientes migrados, garantindo previsibilidade durante o processo de atualização tecnológica.

Os aplicativos desenvolvidos na plataforma da Eitri incluem recursos voltados à performance e engajamento do consumidor, como notificações push para comunicação direta com usuários, acompanhamento de pedidos em tempo real e otimizações que contribuem para melhorar a conversão no ambiente mobile.

Diversidade de meios de pagamentos online influenciam comportamento dos consumidores online e boleto atinge mínima histórica de 27% no e-commerce, revela camara-e.net

Levantamento inédito da Câmara Brasileira da Economia Digital (camara-e.net), em parceria com a consultoria Gmattos, revela que o boleto bancário registrou em março sua pior performance histórica, sendo aceito por 27% das lojas monitoradas.

Em 2021, o boleto bancário era aceito por 85% das lojas — patamar que vem caindo de forma consistente até atingir os atuais 27%, a mínima histórica. No mesmo período, o cartão de débito permaneceu praticamente estável, na faixa dos 15%, enquanto o Pix avançou de forma contínua e consolidou sua liderança entre os meios de pagamento à vista.

O levantamento mostra que o foco atual do e-commerce está na expansão das linhas de crédito como motor de vendas. A oferta de parcelamento com juros no cartão de crédito atingiu o recorde de 35% dos estabelecimentos virtuais no primeiro trimestre de 2026.

Avalia o estudo também que, embora apenas cerca de 10% dos clientes que pagam com cartão optem pelo parcelamento com juros, essas vendas não ocorreriam sem a opção do parcelamento de longo prazo.

Esse movimento de crédito flexível também impulsiona alternativas fora do ecossistema de cartões. O modelo de crediário direto e o Buy Now, Pay Later (BNPL) – compre agora, pague depois, traduzido para o português –, ganham força, com exemplo das inovações no setor aéreo.

No campo da facilitação de pagamentos, o Click to Pay – que possibilita pagamento por um clique – manteve sua taxa de aceitação estagnada em 5,1%, indicando que a massificação da modalidade na hora de fechar a compra ainda é um desafio no país.

Promoções 

Além dos meios de pagamento, os dados trazem um raio-x das estratégias promocionais de março de 2026, marcadas por uma retração na agressividade dos descontos. O levantamento aponta que 40% das lojas limitaram suas ofertas a um teto de 60% de desconto, um cenário bem diferente dos 15% registrados na última Black Friday. Os descontos acima de 80% despencaram e foram encontrados em apenas 1,7% dos e-commerces, contra 20% no mesmo período promocional de novembro.

Para compensar essa redução, o varejo apostou na logística. A oferta de frete grátis foi o grande destaque, presente em 10,2% das lojas, um volume quase três vezes maior do que o mensurado no início do ano.

Metodologia

O Estudo Gmattos de Pagamentos monitora as principais lojas online, a cada 2 meses desde janeiro de 2021. As lojas observadas, de diversos segmentos, são representativas do mercado, correspondendo a mais de 80% das vendas online, no Brasil. O critério de observação é o mesmo desde sua origem, garantindo sustentação para comparações a análise de tendências e identificação de práticas promocionais e de meios de pagamento.