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O que esperar da IA aplicada à gestão em 2026?

À medida que o ano de 2026 avança, a Inteligência Artificial (IA) deixa de ser uma promessa futurista e se torna um elemento central na gestão empresarial em todos os segmentos da economia. Não se trata apenas de experimentar ferramentas novas, mas de redesenhar modelos de gestão, operar com base em dados em tempo real e criar vantagem competitiva sustentável em mercados cada vez mais dinâmicos e complexos.

Isso significa que há algumas tendências relevantes de aplicação da IA em processos de gestão, com vantagens concretas para as empresas. Claro, o Brasil pode acelerar a adoção dessa e de outras novas tecnologias para impulsionar produtividade, inovação e competitividade. Inclusive, diversos estudos, tais como o ‘The State of AI’, de 2025, feito pela McKinsey & Company, mostram que as empresas estão incorporando a IA em ritmo acelerado em todo o mundo.

Segundo o levantamento, 78% das empresas já usam IA em ao menos uma função de negócio — um salto significativo em relação a anos anteriores, com a tecnologia saindo das fases de teste para implantações em larga escala. Em pequenas e médias empresas (PMEs), 78% já utilizam IA em algum setor, especialmente em atendimento ao cliente, marketing e operações. Por fim, o estudo aponta que organizações que investem em IA com objetivos de crescimento e inovação tendem a alcançar melhores resultados do que aquelas que a usam apenas para redução de custos.

Esses números destacam que a Inteligência Artificial não é mais opcional, mas um componente estratégico e indispensável na gestão moderna, que está transformando a gestão de forma relevante. Afinal, com o uso de IA as tomadas de decisão ficam mais rápidas e assertivas, visto que sistemas de IA conseguem analisar grandes volumes de dados em tempo real, fornecendo insights que gestores humanos demorariam dias ou semanas para gerar. Isso melhora desde decisões operacionais até estratégias de mercado. Além disso, a automação de processos e produtividade está revolucionando tarefas repetitivas e administrativas, desde processamento de documentos até cálculo de preços e otimização de inventário. 

Outro benefício é atrelado ao atendimento e experiência do cliente. Chatbots, assistentes virtuais e agentes de IA já respondem grande parte das interações rotineiras dos clientes, garantindo atendimento 24/7 e mais satisfação. Fora isso, o planejamento financeiro se torna ainda mais objetivo, uma vez que as ferramentas de IA analisam padrões históricos e variáveis emergentes para criar projeções robustas de fluxo de caixa, gastos e receita, aumentando a precisão do planejamento financeiro. E, para fechar, há as vantagens relacionadas ao recrutamento e gestão de talentos, por conta da automatização de tarefas ligadas à triagem de currículos, realização de entrevistas preliminares e análise de perfil, que permitem liberar os gestores para focar em decisões humanas estratégicas.

Empresas que investem estrategicamente em IA relatam retornos médios de 3,7 vezes o valor investido. No caso das PMEs, há ganhos significativos de produtividade, melhor experiência do cliente e aceleração da inovação. Além disso, organizações que combinam dados de qualidade, governança robusta e integração tecnológica conseguem extrair resultados muito superiores à média. Em mercados competitivos, empresas que dominam o uso de IA obtêm vantagens que se acumulam ao longo do tempo.

No Brasil, há um ecossistema de inovação vibrante, com startups e iniciativas que já aplicam IA em gestão empresarial. Exemplos de empresas brasileiras que inovam com IA incluem soluções de automação de atendimento, CRM inteligente e plataformas de gestão financeira que automatizam processos contábeis e operacionais. Com políticas públicas que incentivem inovação, capacitação e parcerias entre empresas e instituições acadêmicas, o Brasil tem tudo para se posicionar entre os líderes da América Latina em adoção de IA aplicada à gestão.

Na minha visão, em 2026, a inteligência artificial vai ajudar a remodelar a forma como as empresas são geridas ao transformar a tomada de decisões, melhorar a experiência do cliente, fortalecer times e moldar estratégias vencedoras. Nas empresas brasileiras, a pergunta deve deixar de ser “adotar ou não?” para se tornar “quão rápido e de forma estratégica nós iremos implementar?”. A resposta a essa pergunta definirá quem lidera setores e quem fica para trás.

A tecnologia é apenas uma parte da equação. A verdadeira vantagem competitiva virá de líderes que saibam integrar IA à cultura e à estratégia do negócio, transformando o potencial da tecnologia em resultados reais.

*Mauricio Frizzarin é fundador e CEO da QYON Tecnologia, empresa norte-americana especializada no desenvolvimento de softwares para gestão empresarial com inteligência artificial. Frizzarin cursou Tecnologia de Software e Marketing, OPM (Owner/President Management) na Harvard Business School, Executive Education em Inteligência Artificial na University of California, Berkeley e em Fintech em Harvard – www.qyon.com 

Pesquisa do Kwai revela que 90% dos usuários compram online e redes sociais influenciam dois terços das compras

O comportamento de compra do consumidor brasileiro está cada vez mais digital, e as redes sociais vêm se consolidando como um dos principais motores das vendas online. Uma pesquisa in-app conduzida pelo Kwai for Business, a unidade de negócios do Kwai, mostra que nove em cada dez usuários da plataforma já realizam compras pela internet. Entre eles, 40% compram online todos os meses, número que sobe para 48% entre consumidores da classe C.

O preço continua sendo o principal motivador do consumo digital. Segundo o levantamento, 63% dos usuários afirmam que escolhem comprar online principalmente por ofertas e promoções, seguidos pela comodidade (12%) e pelo frete grátis (8%). O estudo também indica que 54% dos entrevistados já compram mais pela internet do que em lojas físicas, tendência ainda mais acentuada entre pessoas de 45 a 59 anos (57%) e entre usuários do Sudeste (61%).

O levantamento também aponta um ticket médio relevante nas compras digitais: quatro em cada dez consumidores afirmam gastar entre R$100 e R$600 em cada compra realizada online. Na hora de pagar, o Pix lidera entre os usuários do Kwai: 51% dizem preferir essa modalidade nas compras online, enquanto 21% ainda priorizam o cartão de crédito.

A pesquisa também reforça a importância das datas comemorativas no calendário do varejo digital. O Dia do Consumidor já representa 10% das compras realizadas no primeiro semestre, indicando uma importante janela de oportunidade para as marcas. Os usuários também se preparam com antecedência: 31% organizam suas compras pelo menos um mês antes da data, enquanto 20% ainda aproveitam as ofertas no próprio dia.

Para quem busca engajar esses consumidores, as redes sociais aparecem como o canal mais eficiente. Segundo a pesquisa, 66% dos anúncios que geram conversão são vistos nessas plataformas. No próprio Kwai, 54% dos usuários afirmam já ter realizado uma compra após ver um anúncio de produto no aplicativo.

“Datas especiais têm se consolidado como momentos importantes para conectar marcas e consumidores. Para os varejistas, isso representa uma oportunidade de estar presente no momento certo, com a mensagem certa, e aproveitar o planejamento e a alta receptividade dos consumidores às promoções e condições de pagamento”, afirma Vitor Yu, gerente geral do Kwai for Business no Brasil.

Metodologia da pesquisa: O levantamento “Pesquisa Varejo e E-commerce” foi realizado diretamente no aplicativo do Kwai (in-app), entre 05 e 28 de dezembro de 2025, com a participação de 42.038 usuários ativos. As questões incluíram múltipla escolha e escolha única, com o objetivo de mapear o perfil dos usuários do Kwai e seus hábitos de consumo e compra online.

Gouvêa Experience e Spheria Global anunciam joint-venture para fortalecer plataforma de missões internacionais 

A Gouvêa Experience anuncia uma joint-venture com a Spheria Global para uma nova vertical de missões internacionais voltadas a executivos e líderes empresariais. A iniciativa dá origem à Gouvêa & Spheria Trade Missions, criada com o objetivo de conectar líderes brasileiros aos principais ecossistemas globais de inovação, negócios e transformação empresarial.

“Um dos principais diferenciais da Gouvêa sempre foi a nossa visão global. Em nossas experiências reunimos líderes dos setores de varejo, consumo e serviços em missões internacionais que promovem benchmarking com algumas das referências mais relevantes do mercado mundial. Com essa união ampliaremos essas iniciativas e reforçaremos nosso compromisso de antecipar tendências e traduzir, por meio dos nossos consultores, os principais aprendizados e práticas globais para a realidade do mercado brasileiro” explica Ana Paula Rocha, diretora executiva na Gouvêa Experience.

Com a joint-venture, Andreia Krolikowski, CEO e fundadora da Spheria Global, assume a posição de sócia diretora da vertical Gouvêa & Spheria Trade Missions, contribuindo para a rápida expansão. A executiva possui mais de uma década de experiência na organização e curadoria de imersões internacionais voltadas ao ambiente corporativo, mobilizando anualmente centenas de executivos.

“A proposta é levar lideranças empresariais aos ambientes onde as transformações de mercado estão acontecendo primeiro. Em vez de aprender por meio relatórios ou conferências meses depois, os participantes entram em contato direto com tecnologias, modelos de negócio e culturas empresariais no momento, local e contexto em que estão sendo construídos. O objetivo é aprender onde o conhecimento nasce, entender por que funciona e trazer esse repertório para dentro das organizações brasileiras antes que ele se torne óbvio para o mercado. Isso vira vantagem no mercado”, acrescenta Andreia Krolikowski, CEO e fundadora da Spheria Global.

A iniciativa também prevê a ampliação do calendário anual de programas, com mais agendas de visitas técnicas e participação em grandes feiras e eventos globais de negócios e inovação.

“Vamos trabalhar no rebranding das imersões internacionais e ampliar a recorrência e o número de programas realizados ao longo do ano. Isso é entregar aos líderes empresariais uma atualização constante da forma de pensar e de enxergar o mercado”, justifica Andreia.

Ao reunir a capacidade da Gouvêa Experience de gerar e entregar inteligência para o mercado com a experiência da Spheria na concepção e operação de imersões internacionais, a iniciativa busca aproximar o Brasil dos ambientes onde novos modelos de negócio, tecnologias e práticas de gestão estão sendo criados para permitir que empresários tenham contato direto com essas transformações, ampliando repertório e contribuindo para o aumento da eficiência e da competitividade de suas empresas.

Semana do Consumidor: especialista alerta para golpes, direito de arrependimento e problemas em entregas

Com a chegada da Semana do Consumidor, período marcado por promoções e aumento das compras online, especialistas alertam para a necessidade de atenção redobrada por parte dos consumidores. Além de verificar a veracidade das ofertas, conhecer os direitos previstos no Código de Defesa do Consumidor pode evitar prejuízos e dores de cabeça.

Segundo o professor Gabriel Schulman, docente da graduação e do mestrado em Direito da Universidade Positivo, o primeiro cuidado deve ser verificar a confiabilidade da loja antes de realizar qualquer compra, especialmente na internet.

“As compras online se tornaram cada vez mais comuns e exigem um cuidado redobrado do consumidor. É importante verificar onde se está comprando, porque existem muitos sites que tentam se passar por verdadeiros, mas na realidade são fraudes que cobram e não entregam o produto ou ainda capturam dados para aplicação futura de golpes”, explica.

Outro ponto importante destacado pelo especialista é a atenção durante períodos de promoções intensas, como a Semana do Consumidor. Segundo ele, o consumidor deve avaliar se o produto realmente atende às suas necessidades antes de finalizar a compra.

“Em campanhas promocionais, muitas vezes o consumidor se deixa levar pelo desconto e não observa se o produto possui as características que precisa, como tamanho, modelo ou funcionalidades. Em alguns casos, especialmente quando o produto foi adquirido em promoção específica, podem existir limitações para trocas”, afirma.

Direito de arrependimento nas compras online – Para compras realizadas fora do estabelecimento comercial — como pela internet, telefone, aplicativos ou redes sociais — o Código de Defesa do Consumidor garante o chamado direito de arrependimento.

“Nessas situações, o consumidor pode desistir da compra no prazo de até sete dias a partir do recebimento do produto. Basta comunicar o fornecedor, preferencialmente por escrito, informando que deseja cancelar a compra dentro do prazo legal”, explica Schulman.

Segundo o professor, o consumidor não é obrigado a justificar o motivo da desistência nem aceitar troca por outro produto ou crédito na loja.

“O cancelamento pode ser feito simplesmente com a manifestação de arrependimento. Não é necessário explicar o motivo e o consumidor não é obrigado a aceitar outra mercadoria ou vale-compra”, ressalta.

O que fazer em casos de atraso ou produto com defeito – Quando há atraso na entrega, o consumidor pode optar por aguardar o produto ou solicitar o cancelamento da compra e eventual reparação, dependendo do prejuízo causado.

“Se o atraso gerar um impacto relevante na vida do consumidor — por exemplo, quando se trata de um equipamento profissional ou um medicamento — pode haver espaço para buscar uma indenização”, explica o especialista.

Nos casos em que o produto apresenta defeito, o Código de Defesa do Consumidor estabelece prazos para reclamação: 30 dias para produtos não duráveis e 90 dias para produtos duráveis. Além disso, muitos produtos possuem garantias contratuais adicionais oferecidas pelo fabricante.

Se o problema não for solucionado dentro do prazo legal de 30 dias, o consumidor pode escolher entre três alternativas: a substituição do produto, a devolução do valor pago ou o abatimento proporcional do preço.

“Quando o produto é essencial, como uma geladeira, por exemplo, o fornecedor deve oferecer uma solução imediata ao consumidor. Caso contrário, o consumidor pode exigir seus direitos e buscar a reparação adequada”, conclui Schulman.

Tecnologia antifraude de dispositivos bloqueia 2 milhões de ataques em 2025, mais do que o dobro do ano anterior

A Serasa Experian, primeira e maior datatech do Brasil, registrou que sua solução de Inteligência de Dispositivos identificou e barrou 2.000.642 tentativas de golpe em celulares e notebooks fraudulentos em 2025. O volume representa um crescimento de 112,2% na comparação com 2024, quando foram contabilizadas 942.834 tentativas interrompidas. A tecnologia da empresa líder em antifraude analisa sinais do dispositivo e do contexto de uso em jornadas digitais como cadastro, login e transações, e reconhece padrões suspeitos em navegadores digitais e aplicativos.

Para Leandro Bartolassi, Diretor de Autenticação e Prevenção à Fraude da Serasa Experian, o resultado de 2025, equivalente a uma ocorrência a cada 15 segundos em canais web e mobile, reforça a importância de monitorar, de forma contínua, os pontos de entrada mais explorados por fraudadores no ambiente digital. “A inteligência de dispositivos é uma camada essencial porque permite reconhecer, em tempo real, quando o acesso foge do padrão esperado e reúne sinais típicos de tentativa de fraude. Com isso, as empresas conseguem equilibrar segurança e experiência, acionando bloqueios ou etapas adicionais apenas quando o risco aumenta”.

As mais de 2 milhões de tentativas interrompidas refletem situações em que a Inteligência de Dispositivos detectou que o acesso apresentava sinais típicos de golpe. A solução avalia o comportamento do aparelho, seja ele celular, notebook, desktop ou tablet, e o contexto do acesso, identificando, por exemplo, o uso de um mesmo dispositivo tenta acessar várias contas em um curto intervalo de tempo, indícios de automação por bots ou padrões de uso muito fora do esperado para aquela operação. Com isso, as empresas conseguem aprimorar as regras de proteção, reduzir prejuízos e manter uma jornada mais fluida para quem é legítimo.

A solução atua tanto em web quanto em mobile, acompanhando a jornada do usuário nos principais canais digitais: no ambiente web, considera acessos realizados via navegador, seja em computador ou celular, enquanto no mobile analisa as interações feitas em aplicativos instalados em smartphones e tablets. Ao combinar sinais desses dois ambientes, a datatech contribui para reduzir perdas com fraude e apoiar decisões automatizadas de risco, respondendo rapidamente a mudanças no comportamento dos ataques.

Pelo nono ano consecutivo, Luiza Helena Trajano é a líder com melhor reputação do Brasil

Luiza Helena Trajano, presidente do Conselho de Administração do Magazine Luiza e presidente do Grupo Mulheres do Brasil, foi apontada pela consultoria espanhola Merco, pelo nono ano seguido, como a líder de negócio com melhor reputação no país.

O resultado consta da 12ª edição do Ranking de Reputação Corporativa e de Líderes 2025 lançado no Brasil. A Merco realiza os monitores corporativos de referência em 16 países da América Latina e Europa, onde vem avaliando a reputação de empresas desde 2000.

Além de Luiza Helena, completam a lista dos dez primeiros colocados os seguintes líderes empresariais: Fábio Barbosa, da Natura (2º); Cristina Junqueira, da Nubank (3º); Fábio Coelho, do Google (4º); Guilherme Leal, da Natura (5º); Milton Maluhy Filho, do Itaú Unibanco (6º); Fernando Yunes, do Mercado Livre (7º); Guilherme Benchimol, da XP Investimentos (8º); Tania Cosentino, empresária (9º); e João Paulo Ferreira, da Natura (10º).

Sobrinha dos fundadores do Magazine Luiza, Luiza Trajano Donato e Pelegrino Donato, Luiza Helena, começou a trabalhar na empresa aos 12 anos, passando por todos os departamentos, da cobrança à gerência, das vendas à direção comercial. Em 1991 assumiu a superintendência da empresa e foi responsável pelo salto de inovação e crescimento que colocou o Magazine Luiza, nas décadas seguintes, entre as maiores varejistas do Brasil.

Em 2013, Luiza Helena criou, juntamente com outras lideranças femininas, o Grupo Mulheres do Brasil, que hoje reúne cerca quase 140 mil participantes no país e também no exterior. Ela também é uma das fundadoras do Instituto para Desenvolvimento do Varejo (IDV) e conselheira em diversas empresas, além de atuar no Conselho de diversas entidades e desenvolver ações voltadas para o ESG.

“Sinto muito orgulho por estar há nove anos na liderança deste seleto grupo de enorme prestígio, ao lado de grandes nomes empresariais do Brasil. Espero, ao longo dos próximos anos, continuar inspirando outras pessoas a empreenderem e a se tornaram grandes líderes. Sou de uma família empreendedora e sempre tive de vencer desafios, como não perder minha essência, ter fluxo de caixa e fazer uma empresa do interior chegar, com sucesso, à capital. Este prêmio reforça meu compromisso com o que é certo, e continuarei ajudando o Brasil para que sua reputação no exterior seja ainda mais forte”, afirma Luiza Helena Trajano.

O ranking dos líderes com melhor reputação do país é elaborado a partir de uma pesquisa com diretores de empresas que faturam mais de R$ 200 milhões no país. De todos os indicados, os 100 mais bem classificados são submetidos à análise de especialistas que avaliam habilidades de comunicação, visão estratégica e capacidade de gestão, visão comercial, inovação, incentivo a comportamentos éticos e de responsabilidade social corporativa, talento e projeção internacional. Além dos diretores, também são entrevistados analistas financeiros, jornalistas da área econômica, diretores de comunicação, líderes de opinião e professores universitários das áreas de administração e negócios.

Giuliana Flores prevê mais de 30 ativações e amplia atuação em experiências para marcas

A Giuliana Flores projeta mais de 30 ações da Giu Experience em 2026, ampliando a presença da marca no segmento de brand experience. Ao longo de 2025, a iniciativa realizou dezenas de encontros em empresas como Itaú Personnalité, Santa Lolla e Villari.  Os formatos foram variados e incluíram ativações em lojas, presença em eventos corporativos, ações com influenciadores, ativações em datas comemorativas e experiências exclusivas para parceiros e clientes estratégicos. Direcionado ao universo corporativo, o projeto converte essas iniciativas em pausas de reconexão para colaboradores, com curadoria floral voltada a despertar sensações e fortalecer laços afetivos.

O portfólio atual da Giu Experience abrange diferentes formatos de atuação, que incluem ativações em lojas, workshops florais conduzidos por especialistas da marca, eventos personalizados e ações exclusivas voltadas a clientes e parceiros. A proposta é adaptar as iniciativas a diferentes contextos e públicos, mantendo a experiência como eixo central do projeto.

A companhia também prevê a ampliação da plataforma com novos formatos, incluindo vivências ainda mais imersivas, parcerias com marcas de lifestyle e bem-estar e ativações híbridas, que combinam recursos físicos e digitais. A ideia é desenvolver soluções cada vez mais personalizadas para empresas e comunidades, expandindo o alcance e aprofundando o impacto das experiências.

Em todos os formatos, as flores assumem papel protagonista na construção sensorial das ações. Elementos como cores, texturas e aromas naturais são combinados de forma cuidadosa para estimular os sentidos e criar ambientes que despertam sensações, memórias e conexões afetivas, transformando cada encontro em uma vivência marcante e emocionalmente significativa.

Para o público, a Giu Experience se materializa em momentos de pausa, encantamento e reconexão em meio à rotina. As ações incluem desde a criação de arranjos florais e a interação com instalações sensoriais até ambientes pensados para fotos, troca de experiências, relaxamento e descoberta. A proposta é ir além do consumo e estimular memórias afetivas, sensação de pertencimento e conexão emocional com a marca.

“Percebemos uma demanda cada vez maior por experiências que estimulem pausas conscientes, desaceleração e reconexão emocional. A Giu Experience nasce justamente para atender a esse movimento, criando ambientes sensoriais que convidam o público a respirar, sentir e estar presente. Nesse contexto, as flores atuam como mediadoras desse processo, oferecendo vivências que equilibram estética, emoção e bem-estar, em sintonia com as novas necessidades do consumidor contemporâneo”, afirma Clóvis de Souza, CEO e fundador da Giuliana Flores.

Consumidor multicanal pressiona empresas por atendimento integrado e uso de agentes virtuais com IA, aponta Dígitro

Um consumidor inicia um contato com uma empresa por telefone, continua a conversa pelo WhatsApp e finaliza a solicitação em um chat ou aplicativo. Esse percurso entre diferentes canais se tornou cada vez mais comum na jornada de relacionamento com marcas e serviços. Para as empresas, esse comportamento tem ampliado a pressão por sistemas capazes de integrar os canais de atendimento e garantir continuidade nas interações, evitando que o cliente precise repetir informações a cada novo contato.

No contexto do Dia do Consumidor, essa transformação se torna ainda mais evidente. Em datas comerciais e campanhas promocionais, o volume de interações cresce significativamente, exigindo que as empresas tenham sistemas capazes de organizar o fluxo de atendimento e ampliar a capacidade de resposta das equipes.

Outro fator que impulsiona essa mudança é a diversidade de perfis de consumidores. Enquanto gerações mais jovens tendem a preferir interações por aplicativos de mensagens e canais digitais, muitos clientes ainda valorizam o atendimento por telefone. Para as empresas, o desafio passa a ser estar disponível no canal que cada pessoa prefere utilizar.

Segundo André Jansen, diretor de Operações e Serviços da Dígitro Tecnologia, acompanhar esse comportamento é essencial para manter a qualidade da experiência do cliente. “O consumidor quer resolver suas demandas de forma rápida e pelo canal de sua preferência. Quando as empresas conseguem integrar esses canais e organizar o atendimento, a experiência melhora tanto para o cliente quanto para as equipes responsáveis pelo suporte. Dessa forma, a inteligência artificial surge como protagonista ao possibilitar automatizar etapas do atendimento, direcionar solicitações de forma mais eficiente e garantir interações mais fluidas e ágeis ao longo de toda a jornada do consumidor”, afirma.

Evolução das plataformas de atendimento

Para responder a esse novo cenário, empresas têm investido em plataformas capazes de integrar diferentes canais de comunicação em um único ambiente de gestão. Essa abordagem, conhecida como estratégia omnichannel, permite que todas as interações, independentemente do canal utilizado, façam parte de uma mesma jornada de relacionamento com o cliente.

Na prática, isso significa que atendentes humanos e sistemas automatizados conseguem acessar o histórico completo das interações, garantindo continuidade no atendimento mesmo quando o consumidor muda de canal ao longo da conversa.

Na Dígitro Tecnologia, essa estratégia se materializa no NeoInteract, plataforma desenvolvida para unificar interações realizadas por voz, chat, aplicativos de mensagens e outros canais digitais. A solução permite que empresas organizem a jornada do consumidor em um único sistema, facilitando a continuidade do atendimento e ampliando a eficiência das equipes responsáveis pela gestão das interações.

Além do atendimento receptivo, plataformas desse tipo também permitem integrar ações de marketing e comunicação conectadas a sistemas de CRM, ampliando a capacidade de relacionamento com clientes. A partir do histórico de interações, as empresas podem organizar campanhas, realizar comunicações personalizadas e desenvolver estratégias mais estruturadas de contato ao longo da jornada do consumidor.

Inteligência artificial amplia capacidade de atendimento

O avanço do atendimento multicanal tem levado empresas a rever suas estratégias de relacionamento com clientes. Cada vez mais, os investimentos estão direcionados ao uso de inteligência artificial para automatizar parte das interações e ampliar a capacidade de atendimento, mantendo níveis elevados de personalização.

Agentes virtuais baseados em IA já assumem etapas operacionais do atendimento, como a triagem inicial de demandas e o direcionamento de solicitações, permitindo que equipes humanas se concentrem em casos mais complexos. Ao mesmo tempo, tecnologias de automação tornam as interações mais rápidas e naturais para o consumidor.

Para que esse modelo funcione de forma eficiente, a chamada camada de serviços também ganha importância. É ela que permite desenhar e estruturar jornadas de atendimento alinhadas às particularidades de cada empresa, integrando canais, processos e tecnologias de forma consistente.

A combinação entre plataformas integradas, inteligência artificial e serviços especializados tende a se consolidar como um dos principais pilares das estratégias de experiência do cliente nos próximos anos. Nesse cenário, empresas de tecnologia passam a desempenhar um papel estratégico ao estruturar as arquiteturas que sustentam essa jornada, integrando canais de comunicação, automação e análise de dados em um mesmo ambiente de gestão. Para a Dígitro Tecnologia, essa integração entre plataforma, inteligência artificial e serviços é justamente o que permite às empresas organizar operações de atendimento mais eficientes, escaláveis e alinhadas ao novo comportamento do consumidor.

Conversão não é mais só UX: é confiança

Durante muitos anos, a discussão sobre conversão no e-commerce girou em torno de layout, usabilidade, performance, velocidade do site, clareza no checkout e jornada simplificada. Tudo isso continua sendo importante, mas já não é suficiente. Hoje, a verdadeira taxa de conversão passa por um elemento mais profundo e decisivo: confiança.

Segundo dados do Relatório E-commerce Trends 2026, da Octadesk e Opinion Box, 93% dos consumidores brasileiros afirmam já terem deixado de comprar online por medo de fraude, o maior índice registrado na série histórica, e mais da metade já foi vítima de algum tipo de golpe. 

Além disso, o mesmo estudo indica também que 64% dos e-consumidores já deixaram de comprar um produto por medo de informar seus dados pessoais ou de pagamento, justamente por receio de fraudes e vazamentos.

Em um cenário de alta concorrência, consumidores mais informados (exigentes) e aumento de fraudes digitais, a decisão de compra deixou de ser apenas racional e funcional. Ela é, acima de tudo, emocional. E confiança é o filtro invisível que determina se o clique vira venda ou abandono de carrinho.

Nesse cenário, o crescimento do comércio eletrônico também trouxe o avanço das tentativas de fraude, proporcionalmente. Golpes, perfis falsos, anúncios irregulares e vazamento de dados afetam não apenas quem sofre diretamente o prejuízo, mas todo o ecossistema.

Quando um consumidor percebe risco, a fricção aumenta. Ele pesquisa mais, hesita mais e, na maioria das vezes, abandona mais. Players como ClearSale e Serasa Experian apontam que a sofisticação das fraudes digitais evolui na mesma velocidade da digitalização do varejo. Isso significa que a segurança deixou de ser um item de bastidor e passou a ser parte da experiência da jornada de compra.

O que noto, portanto, é que a reputação é sim um ativo estratégico, e não mais um detalhe. Atualmente, as avaliações, comentários, histórico de entregas e taxa de resolução de problemas influenciam diretamente a decisão do consumidor. Estudos da Nielsen mostram que recomendações e opiniões de outros consumidores estão entre os fatores de maior peso na decisão de compra online.

Isso acontece porque a lógica é simples: quando o cliente não pode tocar o produto, ele “toca” a experiência de quem já comprou. Por isso, sistemas transparentes de avaliação e políticas claras de mediação de conflitos não são apenas mecanismos operacionais, são ferramentas de conversão.

Gestores de e-commerces e marketplaces precisam entender que apostar em transparência reduz a fricção. Portanto é preciso investir em preço claro; prazo realista; política de troca objetiva; e comunicação rápida.

Como já comentei, a falta de transparência (e confiança) é um dos principais motivos de abandono. O consumidor digital aprendeu a desconfiar de letras miúdas e promessas genéricas. Ele quer previsibilidade para continuar comprando e não apenas “palavras bonitas” para conquistar sua atenção.

Não se constrói confiança com uma campanha pontual ou um selo isolado. Confiança é resultado de consistência, ética e transparência. Ela nasce da governança de dados, do combate ativo à fraude, da moderação responsável, da relação saudável com sellers e, principalmente, da proteção ao consumidor.

Por fim, destaco que mais do que reduzir chargebacks ou melhorar métricas operacionais, investir em confiança impacta diretamente o CAC, o LTV e, principalmente, a recorrência. Em um ambiente onde qualquer pessoa pode vender, as plataformas precisam assumir o papel de orquestradoras dessa confiança, equilibrando crescimento com responsabilidade.

Como lojas pop-up organizam vendas temporárias — e integram físico e digital

Montar uma loja do zero em poucos dias, integrar estoque físico e digital, treinar equipe para um sistema novo e ainda garantir agilidade no atendimento durante um evento de alto tráfego. Esse é o desafio enfrentado por marcas que apostam em pop-up stores, flagships temporárias e lojas conceito como canal de relacionamento com o consumidor.

A FILA encontrou uma resposta para esse problema no Rio Open 2026. Durante os nove dias do torneio, a marca operou sua loja oficial no evento com um sistema de gestão 100% em nuvem — o Myrp Enterprise — que permitiu abrir caixas, controlar estoque e registrar vendas em tempo real sem instalar nenhum programa nas máquinas. Bastou acessar pela internet.

Velocidade de montagem, sem abrir mão do controle

A principal vantagem de sistemas baseados em nuvem para operações temporárias é justamente a ausência de infraestrutura pesada. Não há necessidade de servidores locais, instalações complexas ou técnicos no local. A operação da FILA foi estruturada rapidamente e funcionou de forma estável mesmo nos horários de maior movimento do torneio, reduzindo filas e acelerando o atendimento.

“Estar presente no evento vai muito além da visibilidade: é sobre construir relacionamento com o consumidor e fortalecer nossa autoridade na categoria”, afirma Adriana Negrão Magalhães David, Head de Marketing da FILA Brasil.

Os resultados reforçam a estratégia: produtos do segmento feminino cresceram 11% em relação ao mesmo período de 2025, enquanto os lançamentos masculinos superaram 25% de crescimento na comparação com o ano anterior.

Prateleira infinita: o físico vende o que não tem em estoque

Outro desafio clássico das lojas temporárias é o estoque limitado. Com espaço reduzido e mix enxuto, é comum o consumidor não encontrar o produto que procura — e a venda se perder.

A integração entre físico e digital do Myrp Enterprise resolveu com o conceito de “prateleira infinita”: o consumidor que não encontrava um item disponível na loja do Rio Open podia comprá-lo ali mesmo e optar pela entrega em casa. 

Tibério César Valcanaia, diretor técnico e comercial do Myrp, explica que a proposta é exatamente essa: simplificar a operação do varejo em formatos temporários — pop-up stores, flagships e lojas conceito.

“Ter uma solução que conecta perfeitamente a loja física e os canais digitais hoje significa oferecer uma experiência de compra contínua. O consumidor moderno já não vê fronteira entre o que é online ou presencial — ele quer conveniência, velocidade e transparência em qualquer ponto de contato. Isso melhora significativamente a experiência de compra e reduz interrupções nas vendas”, afirma.

A FILA já adota esse modelo em outras iniciativas além do Rio Open, como a Maratona FILA e a House of Racer.