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Digitail Conference 2026 debate o uso estratégico da IA e o novo papel do varejo digital no Brasil

A transformação digital deixou de ser tendência para se consolidar como motor central dos negócios. É nesse cenário que a Gouvêa Experience promove, no dia 16 de junho, o Digitail Conference 2026 que terá como tema “IA como Ecossistema de Negócios e com Resultados Comprovados”. No encontro, executivos de grandes empresas do país discutirão como a inteligência artificial está redefinindo estratégias, transformando o consumo, mudando as operações, a competitividade e a relação com o consumidor.

Com uma agenda intensa ao longo do dia, o Digitail propõe uma visão prática e aplicada da IA, abordando desde produtividade interna até novas formas de engajamento e conversão no ambiente omnichannel.

Entre os destaques da programação está o painel sobre o omniconsumidor e como a inteligência artificial tem redefinido expectativas e experiências de compra. A discussão, mediada por Marcos Gouvêa, Fundador e Diretor-Geral da Gouvêa Ecosystem, trará reflexões sobre personalização em escala, eficiência operacional e os impactos das mudanças tecnológicas na relação entre empresas, consumidores e colaboradores.

Outro ponto central será o debate sobre dados proprietários como diferencial competitivo, com moderação de Eduardo Yamashita, CEO da Gouvêa Inteligência, e participação de Carolina Lantaller, diretora de trade marketing da Unilever. Já o painel sobre “Agentic Commerce” contará com moderação de Roberto Wajnsztok, Sócio-Diretor da Gouvêa Consulting, e participação de Lívia Masiero, Diretora Executiva de E-commerce do Grupo Boticário e Sérgio Ferraz, Diretor de E-commerce da Leroy Merlin.

Já o painel sobre competitividade reunirá Alan Barsi, Vice-presidente de Excelência Operacional e Customer da MadeiraMadeira, e Eduardo Sá, Diretor de Supply Chain da Natura, para discutir a eficiência operacional e entrega de valor. Na sequência, Graciela Kumruian, CEO da Netshoes, abordará a integração entre o físico e o digital.

O painel sobre marketing omnicanal orientado por inteligência artificial contará com Igor Cardoso, Head de Branding da Keetam e José Caporrino, Head de Criação da Chilli Beans. A discussão sobre o fator humano e liderança será conduzida por Caio Nalini Diretor de Gestão de Pessoas do Magazine Luiza, que trará uma perspectiva sobre cultura organizacional em tempos de transformação acelerada.

A programação inclui ainda apresentações de cases, momentos de networking e uma palestra de encerramento, reforçando o objetivo do Digitail Conference de conectar teoria e prática, tendências e resultados concretos.

Com uma curadoria voltada à aplicabilidade e à geração de valor, o Digitail 2026 é um dos principais fóruns para discussão do futuro do varejo e dos negócios digitais no Brasil, reunindo decisores que estão na linha de frente da transformação do setor.

66% das organizações dizem que dados em tempo real são inegociáveis, diz pesquisa

Denodo, líder em gerenciamento de dados, divulgou os resultados do AI Trust Gap Report  (Relatório da Lacuna de Confiança na IA), um estudo global abrangente que revela que a próxima fronteira da inteligência artificial, a IA Agêntica, enfrenta uma crise crítica de confiança.

À medida que a IA evolui de chatbots passivos para agentes capazes de tomar decisões independentes e acionar fluxos de trabalho operacionais, o nível de exigência para a precisão dos dados nunca foi tão alto. No entanto, a pesquisa destaca que obstáculos técnicos estão minando essas iniciativas:

  • A busca por contexto: 63% das organizações identificam a “busca por dados relevantes”, dentro de contextos de negócios específicos, como a principal barreira para a implantação da IA.
  • A necessidade de dados em tempo real: 66% dos entrevistados insistem que os dados de IA devem ser acessados em tempo real para serem considerados confiáveis.
  • O paradoxo da segurança: 67% enfrentam dificuldades para manter controles de segurança e acesso consistentes entre os sistemas, um requisito vital para operações agênticas seguras.
  • Escala e complexidade: A iniciativa média de IA empresarial agora consome dados de mais de 400 fontes, com 20% das organizações lidando com mais de 1.000 fontes.
  • Gargalos de desempenho: Quase 60% dos entrevistados relatam dificuldade em otimizar o desempenho para as cargas de trabalho intensivas exigidas pela IA em larga escala.

“A IA está mudando rapidamente de sistemas que meramente respondem perguntas para sistemas que tomam ações autônomas, e essa transição altera inteiramente os requisitos de dados”, disse Dominic Sartorio, vice-presidente de Marketing de Produto da Denodo. “Quando um agente de IA gera um resultado de negócio, não há margem para dados obsoletos ou sem governança. Para escalar a IA agêntica com confiança, as empresas devem ir além dos silos de dados estáticos e adotar uma base de informações dinâmicas, governadas e contextualmente relevantes.”

O relatório conclui que a “lacuna de confiança” não é uma falha dos modelos de IA, mas um reflexo da arquitetura de dados subjacente. Para que as organizações passem da IA experimental para a escala automatizada, elas devem superar a divisão entre seus acervos de dados díspares e os requisitos de tempo real dos sistemas agênticos.

Dia das Mães 2026: varejo intensifica uso de IA para garantir conversão na reta final da data que fatura R$ 11 bilhões

Com o Dia das Mães a apenas cinco dias de distância, o varejo brasileiro precisa mergulhar na execução cirúrgica. A projeção da Associação Brasileira de Inteligência em Comércio (Abiacom) aponta para um faturamento de R$ 11 bilhões no e-commerce — um crescimento de 10,8% —, mas o sucesso nesta reta final depende de uma capacidade específica: converter o consumidor que pesquisa e compara até o último minuto.

Nesse cenário, a Inteligência Artificial deixou de ser uma tendência de longo prazo para se tornar a ferramenta de “resgate” da margem de lucro, de acordo com a Zenvia, empresa de tecnologia que oferece soluções completas de Inteligência Artificial (IA) para a experiência do cliente. 

“O varejista que não utiliza IA para identificar a intenção de compra no momento exato do clique está deixando margem na mesa. O consumidor de 2026 tem uma jornada híbrida complexa, oscilando entre o online e o offline. Se a marca não for relevante agora, na semana decisiva, ela perde o cliente para a concorrência que está oferecendo uma experiência menos atritada”, analisa Gilsinei Hansen, VP de Negócios da Zenvia.

WhatsApp como motor de conversão

Na contagem regressiva para a data, a comunicação precisa ser conversacional. A integração de IA aos sistemas de gestão de clientes (CRM) eleva o atendimento automatizado ao patamar de um vendedor digital ativo. A nova fronteira dessa estratégia são os agentes de IA, que operam de forma autônoma para orquestrar jornadas completas, desde a recomendação proativa até a conclusão da venda, resolvendo problemas complexos sem a necessidade de intervenção humana em cada etapa. Quando o sistema detecta hesitação, ele não apenas espera — ele intervém, esclarecendo dúvidas logísticas ou oferecendo condições de fechamento em tempo real.

“Estamos observando uma transição importante: o WhatsApp deixou de ser apenas um canal de suporte para se tornar a maior ferramenta de fechamento de vendas. Ao integrar IA com o CRM, conseguimos usar o histórico do cliente para enviar uma recomendação assertiva no momento exato em que ele está quase abandonando o carrinho. Isso é hiperpersonalização em escala: humanizamos a tecnologia para que a equipe de vendas possa focar no que realmente exige empatia humana”, explica Hansen.

Ação para os dias finais

Para o varejista que busca otimizar o resultado até o próximo domingo, a estratégia exige pragmatismo. Não é momento para novas implementações, mas para extrair valor máximo do que já está estruturado.

“Para quem está nos dias finais da campanha, o recado é direto: não busquem novas implementações, foquem na otimização do que já existe. Identifiquem os carrinhos abandonados nas últimas 48 horas e ativem uma comunicação via WhatsApp focada em solução, não apenas em promoção. Crescimento sustentável nasce de experiências que resolvem problemas reais, geram valor mensurável e fortalecem a relação com o cliente. Quem demonstrar agilidade tecnológica agora, garantirá a conversão que separa o lucro do prejuízo nesta data”, conclui o executivo.

Luiza Trajano é homenageada em Nova York

Mulheres Positivas, ecossistema voltado ao desenvolvimento pessoal e profissional de mulheres, fundado por Fabi Saad, segue com sua agenda internacional de encontros presenciais e promove o Ornare Mulheres Positivas NYC Person of the Year. Voltado a executivas, o evento será o único com foco no público feminino durante a Brazil Week 2026 e acontecerá em 12 de maio, no showroom da Ornare, no A&D Building, em Nova York, nos Estados Unidos.

O encontro homenageará sete mulheres que se destacam por meio de seus trabalhos e contribuições. Entre elas, estão a presidente do Conselho de Administração do Magazine Luiza e fundadora do Grupo Mulheres do Brasil, Luiza Helena Trajano; a vice-presidente do Grupo Mulheres do Brasil e criadora do Fundo Dona de Mim, Sônia Hess; e a sócia-fundadora e presidente do Grupo Legend, Daniella Marques, ex-presidente da Caixa Econômica Federal (2022–2023), onde ajudou a fortalecer o empreendedorismo feminino por meio do programa Caixa Pra Elas.

Também serão homenageadas a empresária Rachel Maia, reconhecida por sua atuação em governança corporativa, diversidade e inclusão; a fundadora e CEO da ONG Amigos do Bem, Alcione Albanesi; a CEO da rede Blue Tree Hotels Chieko Aoki; e a CEO do Safra National Bank, Simoni Morato.

“Realizar o oitavo evento do Mulheres Positivas em Nova York é motivo de orgulho e simboliza a força de uma rede que cresce e ganha cada vez mais relevância global. Esta edição é especialmente significativa ao homenagear mulheres cujas trajetórias transformadoras inspiram e abrem caminhos para tantas outras”, afirma Fabi Saad.

Com cobertura da Record News, o evento irá reunir cerca de 70 executivas e empreendedoras, promovendo um ambiente de troca e conexões entre lideranças femininas. Camila Moraes, diretora de jornalismo da Record News, destaca a parceria da emissora no evento: “O Mulheres Positivas é um projeto que temos orgulho de fazer parte. Dar visibilidade a tantas profissionais influentes é também missão da emissora, que é comprometida em trazer cada vez mais representatividade dentro do mercado de trabalho e negócios. Quando mulheres se veem nessa posição de destaque na TV aberta, em rede nacional, mudamos a percepção de mundo e de posicionamento delas na sociedade”.

A iniciativa também reforça o papel do Mulheres Positivas como plataforma de visibilidade e reconhecimento para mulheres que geram impacto em diferentes setores da sociedade.

Com mais de 500 mil downloads, presença em países como Brasil, Estados Unidos, Itália, México, Colômbia e Emirados Árabes, e uma rede de 220 empresas parceiras, o Mulheres Positivas se consolida como um dos principais ecossistemas de impacto feminino de origem brasileira com atuação internacional, conectando conteúdo, empregabilidade, negócios e transformação social.

Serviço:

“Ornare Mulheres Positivas NYC Person of the Year”

Quando: 12 de maio, das 10h30 às 12h30

Onde: A&D Building, 4th Floor, Room 461 – 150 East 58th Street, New York, 10155, NY

Na era da IA, conformidade com a LGPD sem sistema de gestão expõe empresas a riscos crescentes, apontam especialistas

O avanço acelerado da digitalização e o uso crescente de tecnologias como inteligência artificial têm ampliado exponencialmente o volume de dados tratados pelas empresas e, com isso, os riscos associados à privacidade. Nesse cenário, especialistas apontam que a adequação à Lei Geral de Proteção de Dados (Lei Geral de Proteção de Dados) não pode mais ser tratada como um checklist jurídico, sob pena de expor organizações a vulnerabilidades significativas.

Dados recentes indicam que o Brasil segue entre os países mais afetados por incidentes de segurança da informação, com aumento expressivo nos casos de vazamento de dados nos últimos anos. Somente no primeiro semestre de 2025 foram registradas 314,8 bilhões de atividades maliciosas direcionadas ao Brasil, o que demonstra uma necessidade na ampliação de fiscalização regulatória e elevação de exigências sobre empresas de todos os setores.

Para Marcos Gomes, sócio-fundador da Dédalo, consultoria do Grupo OSTEC especializada em certificações ISO e normas de Segurança e Privacidade, o principal erro das organizações ainda está na forma como encaram a conformidade. “Existe uma falsa sensação de segurança quando a empresa acredita que estar adequada à LGPD significa apenas ter documentos, políticas ou termos revisados. Sem um sistema de gestão estruturado, essa conformidade é superficial e não se sustenta no dia a dia da operação”, afirma.

Além do risco jurídico, a ausência de uma abordagem estruturada impacta diretamente a capacidade de resposta a incidentes e a governança de dados. Levantamentos recentes mostram também o crescimento da judicialização envolvendo a LGPD, refletindo um ambiente mais maduro e rigoroso em relação à proteção de dados pessoais.

Segundo Daniel Cadorin, também sócio-fundador da Dédalo, o desafio é transformar a privacidade em um processo contínuo dentro das empresas. “A LGPD exige uma mudança de mentalidade. Não se trata apenas de cumprir uma obrigação legal, mas de implementar uma cultura de gestão de dados baseada em risco, com processos claros, monitoramento contínuo e responsabilidade distribuída”, explica.

Esse movimento se torna ainda mais crítico com o avanço da inteligência artificial, que amplia o uso e a circulação de dados sensíveis. Sem governança adequada, as empresas ficam mais expostas não apenas a sanções, que podem chegar a 2% do faturamento, mas também a danos reputacionais e perda de confiança de clientes e parceiros.

Mas por onde as empresas devem começar?

Segundo os especialistas, para sair da teoria e avançar na aplicação efetiva da Lei Geral de Proteção de Dados, o recomendado é seguir alguns passos essenciais, tais como:

1. Mapear o ciclo de vida dos dados: identificar quais dados são coletados, onde estão armazenados, como são utilizados e com quem são compartilhados é o primeiro passo para qualquer estratégia de conformidade.

2. Classificar riscos e priorizar ações: nem todos os dados têm o mesmo nível de sensibilidade. É fundamental avaliar riscos e focar esforços nas áreas mais críticas do negócio.

3. Estruturar políticas e processos claros: mais do que documentos formais, é necessário garantir que políticas de privacidade e segurança sejam aplicadas na prática e compreendidas pelas equipes.

4. Definir responsabilidades internas: a governança de dados exige papéis bem definidos, incluindo responsáveis por monitoramento, resposta a incidentes e relacionamento com a Autoridade Nacional de Proteção de Dados.

5. Investir em cultura e treinamento: a conscientização dos colaboradores é um dos pilares da proteção de dados. Erros humanos ainda estão entre as principais causas de incidentes.

6. Monitorar e evoluir continuamente: a conformidade não é estática. Auditorias, revisões periódicas e melhoria contínua são essenciais para acompanhar mudanças regulatórias e tecnológicas.

Nesse contexto, a adoção de sistemas de gestão de privacidade e proteção de dados passa a ser um diferencial competitivo. Estruturas baseadas em governança, gestão de riscos e melhoria contínua permitem que as organizações não apenas atendam às exigências regulatórias, mas também se posicionem de forma mais segura e estratégica em um mercado cada vez mais orientado à confiança digital.

“Empresas que tratam a LGPD de forma estruturada conseguem ir além da conformidade. Elas ganham eficiência, fortalecem sua reputação e criam uma base sólida para inovação, especialmente em um cenário cada vez mais orientado por dados”, conclui Marcos.

Amazon e RME Lançam 6ª Edição do Decola Garota para Alavancar Empreendedorismo Feminino Digital

Com o e-commerce consolidado como vetor de crescimento, o empoderamento feminino no ambiente digital é fundamental. Nesse cenário, a Rede Mulher Empreendedora (RME) e a Amazon têm o prazer de anunciar a 6ª edição do Decola Garota, um programa gratuito e robusto projetado para impulsionar mulheres com negócios formalizados que desejam expandir suas vendas online.

O Decola Garota oferece treinamento 100% online, mentorias coletivas com especialistas da Amazon e prêmios em recurso financeiro (até R$ 10.000 para o 1º lugar, R$ 7.000 para o 2º, R$ 5.000 para o 3º, R$ 3.500 para o 4º e R$ 2.500 para o 5º), visando a escalabilidade de micro e pequenas empresas lideradas por mulheres. As aulas, com início em junho e encerramento em outubro, cobrirão temas práticos como gestão do tempo, comunicação assertiva, relacionamento com clientes, operação, logística, posicionamento digital e estratégias de crescimento no e-commerce. O programa é direcionado a empreendedoras com CNPJ, que atuam com produtos físicos e potencial de escala, especialmente aquelas sem conta na Amazon ou com perfil recente.

Lançamento e Impacto: O lançamento oficial ocorrerá no dia 6 de maio, às 17h, por meio de uma live conjunta no YouTube da Amazon e da RME. Mais de 500 mulheres já foram impactadas pelo projeto, e nesta edição, a proposta é democratizar ainda mais o acesso ao conhecimento, garantindo aplicabilidade imediata do aprendizado.

Insights no Amazon Conecta (20 de maio): Para aprofundar a discussão sobre o impacto do programa no cenário do empreendedorismo feminino, Virginia Pavin, Diretora de Marketplace da Amazon Brasil, liderará um painel durante o Amazon Conecta, um evento estratégico focado em capacitar vendedores e fomentar o empreendedorismo. Neste painel, Virginia abordará os desafios e oportunidades para mulheres no e-commerce, ressaltando a relevância de capacitações como a do Decola Garota e o papel do digital como alavanca de crescimento para negócios femininos.

Esta é uma oportunidade para destacar uma iniciativa transformadora sobre o empreendedorismo feminino, um incentivo que capacita e impulsiona cada vez mais mulheres no ambiente digital.

SHEIN registra alta de até 538% em peças da nova coleção de Tata Estaniecki com a filha para o Dia das Mães

Neste Dia das Mães, a SHEIN convidou Tata Estaniecki e sua filha mais velha, Bia, de 5 anos, para estrelarem sua campanha para a data. Após o anúncio da parceria com a influenciadora, a varejista registrou um aumento expressivo na procura pelas peças da fashion collab. Desde o dia 07 de abril até essa semana, as vendas de uma das principais peças da ação – um vestido longo com decoração floral – cresceram 524%. Há ainda itens infantis que multiplicaram as vendas por mais de 10 vezes – caso dessa saia plissada para meninas. 

 A coleção, disponível nesta página exclusiva, conta com 120 peças, pensadas para acompanhar mães em suas diferentes versões – desde um conjunto de alfaiataria no trabalho até a mulher que opta por um vestido com decote no final de semana. Já para as filhas, as roupas também dialogam com os diferentes momentos da infância: do mood escola até os looks mais fofos para as festinhas dos amigos.  

Entre as mais de 70 peças femininas disponíveis, um dos itens que mais tem chamado a atenção é um conjunto de terno, com blazer e calça reta na cor marrom, que teve alta de 384% nas vendas desde o começo da campanha. A lista dos mais vendidos traz ainda um colete assimétrico de botão, na cor off-white, que registrou aumento de 258% desde o lançamento da collab.  

Um dos destaques da coleção é a tendência dos ‘Family Looks’, permitindo montar composições que combinam estampas, cores e estilos. A ação une o alcance digital da apresentadora à curadoria estratégica da varejista, reforçando a moda como uma ferramenta de união familiar.  No exemplo do vestido longo rosa para a mulher adulta, há uma peça para a filha combinar com a mãe, que é uma versão do vestido também em tons rosados, mas em tule.

“A tendência Mini Me não se concentra apenas em oferecer roupas iguais, mas em compor looks que se completam, fazendo a moda fortalecer os laços familiares”, afirma Rodrigo Eimori, diretor de Marketing da SHEIN.

 Para todas as peças da coleção, a SHEIN oferece um cupom exclusivo (SHEINTATA) que dá 15% de desconto, sem valor mínimo, e 20% off em compras acima de R$ 300, com desconto máximo de R$ 200. Além disso, há milhares de ofertas espalhadas pelo site, com até 90% de desconto em peças e produtos fora dessa coleção, para presentear mães com as maiores tendências a preços acessíveis.   

Dia das Mães deve movimentar R$ 37,9 bilhões e amplia risco de golpes em compras online

Mais de 127 milhões de brasileiros devem ir às compras no Dia das Mães, com movimentação estimada em cerca de R$ 38 bilhões no comércio e setor de serviços, segundo levantamento da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas e do SPC Brasil, em parceria com a Offerwise Pesquisas. O volume expressivo de consumo acende um alerta para a atuação de cibercriminosos, que aproveitam a data para intensificar golpes em ambientes digitais.

De acordo com especialistas da ESET, empresa líder em detecção proativa de ameaças, a combinação entre alta conectividade, apelo emocional da data, busca por melhores preços e de opções de última hora amplia a exposição a fraudes. Entre as práticas mais recorrentes de cibercriminosos em datas de grande movimentação no varejo está a criação de sites clonados, que reproduzem com alto nível de fidelidade o visual de grandes varejistas, aproveitando-se da confiança da população nas grandes marcas. Esses endereços costumam apresentar promoções agressivas que atraem e induzem os consumidores ao erro.

Outro golpe frequente envolve o phishing, técnica em que criminosos enviam mensagens por e-mail, SMS ou redes sociais com links que direcionam para páginas falsas, simulando lojas legítimas. Com promoções chamativas e descontos com “tempo regressivo” para concluir a compra, o consumidor pode ficar tentado a acessar esse ambiente e finalizar a compra. Uma vez que já está no domínio fraudulento, dados pessoais e bancários podem ser capturados ou a pessoa ainda pode ser levada a concluir pagamentos. Em alguns casos, após uma tentativa de pagamento com cartão, o usuário é informado de uma suposta falha e orientado a finalizar a compra via Pix ou boleto.

“Os golpes não acontecem apenas em sites desconhecidos. Muitas vezes, eles começam em anúncios patrocinados ou mensagens aparentemente legítimas que aparecem no cotidiano digital do consumidor, como nas redes sociais. Isso amplia o alcance das fraudes e exige um olhar mais crítico, mesmo em canais considerados confiáveis”, afirma Thales Santos, especialista em segurança da informação na ESET Brasil.

Preferência por compras digitais gera oportunidades para golpes

Ainda de acordo com o estudo da CNDL/SPC Brasil, cerca de 47% dos consumidores pretendem realizar as compras online, principalmente por aplicativos (75%), sites (60%) e redes sociais, como o Instagram (25%). Entre os canais mais utilizados estão varejistas internacionais (55%), sites especializados em cosméticos (40%) e lojas de departamento (35%). No ranking de produtos mais procurados, itens de moda lideram com 53%, seguidos por perfumes e cosméticos (50%). Chocolates e flores aparecem com 24% cada, enquanto experiências como jantares, spas e viagens são mencionadas por 19%.

“A preferência crescente do consumidor em compras online, com a praticidade de poupar tempo e não precisar sair de casa, somada ao grande leque de lojas e opções, acaba gerando um ambiente extremamente favorável para que golpistas se infiltrem entre promoções e páginas verdadeiras com links e sites maliciosos”, comenta Santos.

Também são comuns no ambiente digital abordagens por meio de perfis fraudulentos em redes sociais e falsos atendentes, que entram em contato para oferecer suporte ou condições especiais de compra. Nessas situações, o objetivo é induzir o compartilhamento de informações sensíveis ou redirecionar o pagamento para canais não oficiais.

Segundo Santos, o uso de novas tecnologias tem elevado o grau de sofisticação dessas práticas. “Hoje, os criminosos conseguem personalizar abordagens com base no comportamento do usuário, utilizando dados públicos e padrões de consumo para tornar o golpe mais convincente. Isso faz com que a fraude não dependa apenas da tecnologia, mas também da forma como a mensagem é construída”, explica.

Para reduzir o risco de cair em golpes, a ESET recomenda adotar as seguintes práticas:

  • Desconfiar de preços muito abaixo da média de mercado;
  • Evitar clicar em links recebidos por mensagens, e-mails ou redes sociais;
  • Acessar lojas digitando diretamente o endereço no navegador;
  • Verificar se o site possui conexão segura (https) e se o domínio está escrito corretamente;
  • Pesquisar a reputação da loja antes da compra;
  • Utilizar soluções de segurança que bloqueiem sites maliciosos;
  • Preferir pagamentos com cartão de crédito, que permitam contestação.

Para além das ferramentas tecnológicas, o comportamento do usuário é um fator determinante na prevenção. “Grande parte dos golpes depende de decisões tomadas com pressa. Interromper esse impulso, revisar informações e validar a origem da oferta são atitudes simples que reduzem significativamente o risco de prejuízo”, conclui Santos.

Vender mais e lucrar menos: o paradoxo que está quebrando marcas nos marketplaces brasileiros

O e-commerce brasileiro vive uma contradição crescente: nunca se vendeu tanto nos marketplaces, mas uma parcela expressiva de vendedores opera à beira do colapso financeiro sem perceber. Para Lucas Schwichtemberg, fundador e CEO da HimmelCorp – consultoria especializada em gestão de operações em marketplaces -, o fenômeno tem explicação direta: muita vontade e pouco preparo. “O vendedor brasileiro é entusiasmado por natureza. Ele vê a caixa saindo, fica eufórico, e não percebe que está crescendo no faturamento e encolhendo na margem”, afirma.

“As marcas vendem mais e lucram menos porque não têm maturidade para empreender. Elas acabam sendo sufocadas pela dopamina – veem a caixa saindo, pensam no curto prazo, sem noção do quanto está levando o dinheiro embora”, aponta o consultor.

Com 86% das vendas online do país concentradas em plataformas como Mercado Livre e Amazon (Markl, 2022) os marketplaces tornaram-se, na prática, o principal canal de varejo do Brasil. Para o consumidor, é conforto e variedade. Para o vendedor despreparado, é uma armadilha sofisticada.

O modelo de negócio das plataformas é simples e eficiente: elas oferecem audiência, infraestrutura logística e meios de pagamento – e cobram por tudo isso. Além das comissões sobre cada venda, os marketplaces desenvolveram um segundo negócio igualmente lucrativo: a venda de visibilidade. É o chamado retail media – um ecossistema de anúncios internos em que marcas pagam para aparecer primeiro nas buscas, nas vitrines patrocinadas e nos banners de categoria.

O problema é que essa publicidade é cobrada por clique, não por venda. Cada acesso ao anúncio tem custo, independentemente de o consumidor comprar ou não. Para o vendedor que não domina a lógica de conversão – saber transformar cliques em compras -, o gasto com mídia pode consumir a margem inteira sem gerar crescimento proporcional. “Usar o sistema contra o sistema é a nossa filosofia”, explica Schwichtemberg. “A métrica principal não é quantos cliques você teve, mas quantas vendas você fez com o menor número de cliques possível. Para isso, cada detalhe do anúncio importa: imagem, título, descrição, preço, avaliações. Tudo precisa estar alinhado com o que o algoritmo e o consumidor esperam ver.”

Os números que revelam o paradoxo

O repasse financeiro das plataformas pode levar até 50 dias – um intervalo que força muitos vendedores a recorrer à antecipação de recebíveis, serviço que consome até 3% da margem a cada ciclo. Para uma operação de margens estreitas, esse único fator já é capaz de inviabilizar o negócio.

Os cases acompanhados pela HimmelCorp ilustram o que a gestão especializada é capaz de mudar. Uma varejista que faturava R$ 900 mil mensais chegou a R$ 13 milhões em um único canal após a consultoria. Trata-se de uma empresa que, já consolidada com R$ 6 milhões no Mercado Livre, escalou para R$ 18 milhões sem comprometer a margem. Uma marca de equipamentos eletrônicos e educação triplicou o faturamento do canal direto – de R$ 3,8 milhões para R$ 12 milhões – com apoio de inteligência artificial na gestão comercial.

Os erros do vendedor sem gestão e sem estratégia de mídia

A HimmelCorp mapeou os principais equívocos cometidos por vendedores que operam nos marketplaces sem o suporte de uma gestão especializada. Os padrões se repetem independentemente do porte da empresa:

• Gestão por dopamina: decisões tomadas com base no volume de vendas, ignorando a margem real. O vendedor se emociona com o crescimento do faturamento sem perceber que o lucro está encolhendo.

• Desconhecimento do custo real da mídia: gastar em publicidade paga por clique sem monitorar a taxa de conversão. O resultado é investimento crescente para resultados estagnados.

• Anúncio mal estruturado: imagens de baixa qualidade, títulos sem as palavras-chave certas e descrições incompletas afastam o algoritmo e o consumidor. Um clique caro que não converte é dinheiro perdido.

• Fluxo de caixa ignorado: o repasse dos marketplaces pode demorar até 50 dias. Sem planejamento, o vendedor antecipa recebíveis a taxas que consomem até 3% da margem todo mês.

• Informalidade tributária: emitir notas fracionadas ou operar de forma irregular cria passivos crescentes – especialmente com a reforma tributária em curso, que altera diretamente as regras para o e-commerce.

• Crescimento sem estrutura: escalar 100% ao mês sem preparar equipe, estoque e logística gera rupturas operacionais. A avaliação cai e o algoritmo pune a loja com menos visibilidade.

• Estratégia de preço destrutiva: competir apenas por preço é uma corrida ao fundo do poço. Sem construir percepção de valor – fotos, conteúdo, reputação -, o vendedor é engolido pelos concorrentes e pelos revendedores internacionais.

• Ausência de visão de canal: grandes marcas que entram nos marketplaces sem estratégia podem canibalizar seus próprios revendedores, destruindo relações comerciais construídas por anos.

Próximos cinco anos | Para Schwichtemberg, os próximos anos serão marcados por uma seleção natural no varejo digital. De um lado, uma disputa crescente entre Mercado Livre e Amazon – com a plataforma norte-americana declarando maior atenção ao mercado brasileiro – que deve beneficiar os vendedores com mais opções de canais e condições mais competitivas. Do outro, uma eliminação progressiva dos vendedores amadores.

Entre as tendências mapeadas para o período estão: expansão logística dos marketplaces para Norte e Nordeste, intensificação do retail media como principal fonte de receita das plataformas, crescimento da presença de vendedores internacionais – especialmente da China – e estratégias das plataformas para capturar a Geração Z como público consumidor dominante.

Como jogar o jogo no metacassino que afeta varejo, consumo e serviços

Os defensores alegam que é parte da economia da experiência potencializada pelo digital e agora também pela Inteligência Artificial.

Os críticos destacam os impactos na economia, na sociedade e até mesmo na saúde mental. E até Lula se manifestou, apontando que problema do endividamento recorde de 82 milhões de brasileiros tem causa nas apostas em bets.

O inegável é que renda e recursos financeiros estão migrando do varejo, do consumo e dos serviços, os maiores geradores privados de emprego no Brasil, para apostas de toda forma.

Não é fenômeno restrito ao Brasil. Ele atinge de forma mais direta a economia ocidental, em especial Europa e Estados Unidos – com o Brasil em destaque.

A tal ponto que, por aqui, o Conselho Monetário Nacional (CMN) acaba de proibir as apostas preditivas para tudo além do que não se restringe ao mercado financeiro, já que esse modelo vinha aproveitando brechas na legislação para atuar de forma ilegal no mercado “protegido” das bets.

O tema envolvendo essas práticas tem criado problemas em vários países. Nos Estados Unidos, já se fala de uma epidemia fora de controle reunindo as bets, as apostas esportivas e as preditivas.

No Brasil, as apostas em bets atingem perto de R$ 300 bilhões por ano considerando as legais e as que não são controladas ou autorizadas – e que já responderiam por perto de 50% do todo.

Para efeito de referência e comparação, esse valor é equivalente ao todo do faturamento do setor de foodservice, que inclui bares, restaurantes, padarias, delivery e fast food do país. Ou perto de todo o faturamento do setor de telecomunicações, envolvendo empresas como Vivo, Claro, Tim e outras. Ou cerca de 50% do setor de supermercados, hipermercados e atacarejo do País.

É muito recurso desviado do consumo de bens e serviços para o mercado do “entretenimento” e que atrai cada vez mais empresas e estímulos promocionais para o metacassino que se criou e que cresce pelo aumento de empresas e negócios envolvidos, incluindo tradicionais veículos de comunicação, atraídos pela explosiva expansão.

Tudo parece conspirar para um processo alienante e viciante de entretenimento digital que tira o foco dos problemas reais cada vez mais complexos nos campos político, econômico e social.

Avanço recente e avassalador

Vale lembrar que esse movimento das bets começou por aqui em 2018 com a legalização das apostas esportivas, explodiu no período de 2019 a 2022 e foi regulamentado de forma definitiva em 2024.

A empresa legalizada e autorizada paga R$ 30 milhões pela outorga da licença e 12% sobre a receita bruta das bets, o que gera um potencial de arrecadação total estimado entre R$ 6 e R$ 12 bilhões por ano. E toda arrecadação é importante para equilibrar o aumento dos gastos públicos exponenciado pelo período eleitoral.

Esses números desconsideram tudo que as empresas informais capturam à margem da legalidade, sobre o que fica difícil gerar estimativas.

Parte relevante desse recurso migra para o mercado externo, para as controladoras ou operadoras das empresas no Brasil.

As apostas preditivas, o mais recente negócio desse ecossistema de atividades, têm a simplicidade e a amplitude de alternativas a seu favor, aumentando o potencial de massificação de acesso, pois os apostadores podem comprar probabilidades de eventos envolvendo eleições, inflação, clima, preços, comportamento de consumo ou lançamento de produtos, numa infinidade de oportunidades.

A razão fundamental da interferência do CMN proibindo as apostas preditivas foi a redução do potencial de arrecadação pela brecha identificada de ser parte do mercado financeiro e, portanto, não precisando pagar pela outorga e os impostos envolvidos.

Uma questão adicional é o uso de IA também como apostadora, jogando um jogo muito mais complexo que ao final tem por objetivo fundamental envolver, entreter, aumentar o volume de apostas e os ganhos das empresas envolvidas no metacassino e do governo com a arrecadação de impostos.

E desviando recursos, renda e emprego do consumo de produtos, serviços e marcas no varejo e no mercado.

Para integrar consumo, varejo e entretenimento

Muitos mecanismos promocionais adotados pelo varejo e marcas de alguma forma representam atuação nesse universo das apostas, ainda de forma tímida.

Sorteios, concursos, ofertas, promoções dinâmicas e outros mecanismos usados pelo varejo representam, de certa forma, uma “gamificação” do consumo, que parece ter apelo crescente na experiência do consumidor.

Existem diferentes modelos e alternativas, envolvendo cashback probabilístico, cupons progressivos, programas de fidelidade gamificados, ofertas limitadas ou mesmo engajamento de consumidores como promotores de vendas, que podem ser consideradas alternativas para maior envolvimento nessa febre, aparentemente não passageira, do entretenimento, apostas e experiência.

Exemplos da China, da Europa e dos Estados Unidos sinalizam oportunidades que, se não se podem eliminar o problema, ao menos indicam formas de aprender a jogar com ele.

Para fechar

A arrecadação de impostos com o varejo e o consumo formais, aliada à geração de emprego e renda, tem impacto social e econômico muito mais relevante e mais importante do que o gerado pelos impostos das bets formais.

Isso sem esquecer a ampliação do risco social e de saúde mental associados ao vício e ao endividamento.

As bets e suas variantes criaram um dos maiores grupos de pressão no Congresso, reunindo e complementando os “4 Bs” que influenciam decisões por lá: as bancadas ligadas à Bíblia, Bala, Boi – e, agora, Bets.

Mas, de outro lado, é importante considerar que existe uma mensagem clara: o apelo do entretenimento está cada vez mais associado aos hábitos dos omniconsumidores, e cabe ao varejo, ao consumo, às marcas e aos serviços buscar alternativas para jogar também esse jogo de forma criativa, inovadora e envolvente para manter ou expandir seus negócios.

É assim que é.

Marcos Gouvêa de Souza é fundador e diretor-geral da Gouvêa Ecosystem