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Gastos com assinaturas devem crescer até 2030, revela pesquisa inédita

Quase metade (48%) dos consumidores brasileiros pretendem aumentar seus gastos com serviços de assinatura até 2030, consolidando o modelo de consumo recorrente como uma parte fundamental do orçamento doméstico. A conclusão é da Pesquisa de Assinaturas 2025, um estudo inédito realizado pela Vindi em parceria com o Opinion Box. Confira a pesquisa aqui. 

Somente no último ano, 35% dos entrevistados aumentaram esse tipo de gasto, que inclui assinaturas de serviços de streaming, academia, gás, plano de saúde, entre outros. Neste ano, 26% planejam ampliar ainda mais os gastos, um acréscimo de três pontos percentuais em relação à pesquisa de 2024, na qual 23% apontavam essa intenção.

De acordo com o estudo da Vindi, 56% dos brasileiros já gastam entre R$ 51 e R$ 200 mensais com assinaturas. “A recorrência passou a representar conveniência, previsibilidade e praticidade para o consumidor. E, para as empresas, significa receita estável e oportunidade de fidelização. É um modelo que amadureceu e deve continuar crescendo de forma sólida nos próximos anos”, afirma Marcelo Scarpa, VP de Financial Services da LWSA.

Streaming lidera, mas cresce a assinatura de apps de comida e serviços em nuvem

Apesar do streaming seguir na liderança do modelo de consumo recorrente, com 69%, outras atividades como academias, serviços em nuvem e programas de fidelidade de apps de comida também crescem na preferência dos consumidores.

O entretenimento, como o streaming de vídeo (73%) e música (45%), ainda lidera a preferência nacional. No entanto, a pesquisa aponta uma forte expansão das assinaturas para o dia a dia do consumidor, com destaque para apps de comida (40%) e academias (40%).

O modelo também se consolida em serviços essenciais do orçamento familiar, como planos de saúde (43%), seguros (35%) e educação (29%), além de ferramentas de produtividade, como o armazenamento em nuvem (35%).

“Esse comportamento indica que o consumidor brasileiro está confortável com a lógica do pagamento recorrente. Mas ele também é exigente: espera uma boa experiência, valor contínuo e autonomia para controlar seus gastos”, pontua Scarpa.

Anúncios e senhas compartilhadas: os novos dilemas do consumidor de streaming

A experiência segue sendo um fator primordial para 30% dos consumidores manterem um serviço. Por outro lado, quando se trata do serviço de streaming, 58% são contra os anúncios na plataforma, enquanto 45% acham justo ter publicidade e pagar menos pelo serviço.

A contratação de planos familiares responde por 80% das assinaturas de vídeo e 60% das assinaturas de áudio. Já o compartilhamento de senha com pessoas que não residem no mesmo endereço, diminuiu, passando de 56% no ano passado para 49% aferidos na pesquisa deste ano. 

A experiência de uso (30%) e o custo-benefício (20%) estão entre as principais razões para fidelização de clientes, além da oferta de vantagens exclusivas para assinantes (26%), de acordo com a pesquisa.  Por outro lado, 49% já cancelaram serviços por insatisfação e 39% afirmaram não usar com frequência o que assinaram.

Cartão de crédito lidera, mas desconfiança do consumidor abre espaço para o avanço do Pix

A pesquisa revela um paradoxo no comportamento do consumidor: embora o cartão de crédito ainda seja o meio de pagamento mais utilizado para assinaturas (69%), a desconfiança é alta, com apenas 24% dos usuários afirmando que confiam totalmente em cadastrar seus dados online.

Essa tensão abre espaço para o crescimento de métodos alternativos como o Pix (13%) e o débito (8%), especialmente entre os mais jovens. Para as empresas, esse cenário demonstra a necessidade de oferecer não apenas variedade, mas também tecnologia que garanta segurança e uma experiência de pagamento com poucas etapas.

“Vemos uma tendência de crescimento dos pagamentos por Pix com a chegada do Pix programado e, nos próximos meses com o Pix parcelado, sendo assim, as empresas terão que se adaptar”, conclui Scarpa.

**A Pesquisa de Assinaturas 2025 foi realizada em maio de 2025 com 2.023 consumidores em todas as regiões do Brasil. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais.

Logística verde no Brasil deve movimentar US$ 61 bilhões até 2030; tendências para 2025

A logística verde é um modelo focado em reduzir os impactos ambientais das operações logísticas. Isso envolve o uso de veículos menos poluentes, embalagens sustentáveis e rotas otimizadas, buscando aliar eficiência à responsabilidade ambiental.

Com o aumento das preocupações relacionadas ao clima e ao futuro do planeta, soluções desse tipo estão se expandindo globalmente. No Brasil, um relatório da Grand View Research aponta que esse mercado já vale US$ 41 bilhões.

Além disso, a previsão é de um crescimento anual de 7,2% até 2030, quando as receitas totais devem alcançar US$ 61 bilhões. No cenário mundial, diversas iniciativas vêm sendo adotadas para promover um maior equilíbrio ambiental na logística.

Dados revelam cenário da logística verde no planeta

O mercado global de logística verde está avaliado em US$ 1,5 trilhão, segundo a Grand View Research, e deve atingir US$ 2,3 trilhões até 2030, conforme projeções. A taxa anual de crescimento prevista é de 8,1% a partir de 2025.

Entre os principais fatores que promovem esse avanço estão a busca por normas ambientais mais rigorosas, inovações tecnológicas e a maior demanda por práticas sustentáveis entre consumidores e empresas.

No setor logístico, a armazenagem é a área que mais cresce em soluções sustentáveis, respondendo por 37% do valor. Em relação ao transporte, os veículos rodoviários representam 40% das receitas.

Entre as iniciativas de maior destaque mundial estão as políticas ambientais da União Europeia, como o Acordo Verde, o plano de transição energética dos Estados Unidos e os compromissos da China para zerar as emissões de carbono.

No Brasil, a sustentabilidade na área foi discutida em abril como um dos temas da Intermodal, principal evento do setor logístico da América Latina.

Exemplos de iniciativas que promovem o equilíbrio ambiental

Com o apoio da tecnologia, empresas logísticas no Brasil e no mundo adotam diversas práticas para fomentar a sustentabilidade no setor. Os principais exemplos são:

  • Rotas otimizadas: planejamento que torna o transporte mais eficiente, reduzindo o consumo de combustível e a emissão de gases poluentes.
  • Logística reversa: estratégia que reaproveita materiais e garante o descarte correto dos resíduos ao final do ciclo dos produtos.
  • Frotas sustentáveis: priorização de veículos menos poluentes e melhor aproveitamento da carga para reduzir o número de viagens e o impacto ambiental.
  • Embalagens ecológicas: redução do uso de embalagens e preferência por materiais recicláveis ou biodegradáveis para diminuir a geração de resíduos.
  • Cadeia verde: seleção de parceiros que adotam práticas sustentáveis e utilizam matérias-primas ecológicas, fortalecendo a agenda ambiental.

Tendências para 2025

Diante do atual cenário e dos acordos previstos para os próximos anos, a logística verde deve continuar avançando, alinhada ao movimento global de sustentabilidade. Entre as principais tendências para 2025, estão:

  • Combustíveis alternativos e veículos elétricos: adoção de combustíveis limpos e veículos elétricos para reduzir as emissões na cadeia logística.
  • Armazenamento neutro em carbono: novos centros de armazenagem buscam neutralizar suas emissões por meio de tecnologias verdes e compensações ambientais.
  • Rotas otimizadas com inteligência artificial (IA): soluções que aprimoram o planejamento de rotas, economizando combustível e diminuindo o impacto ambiental.
  • Logística reversa ampliada: empresas ampliam a coleta e reutilização de embalagens e produtos, minimizando resíduos e incentivando a economia circular.
  • Cadeia verde de suprimentos: integração sustentável entre fornecedores, priorizando materiais ecológicos e práticas responsáveis em toda a cadeia.

Essas práticas contribuem para reduzir a poluição nas atividades logísticas a longo prazo, promovendo mais eficiência operacional e menor impacto ao meio ambiente.

Zuk e Itaú Unibanco promovem leilão com mais de 120 imóveis em agosto

Agosto reserva a oportunidade perfeita para quem quer adquirir a casa própria ou investir. A Zuk, referência nacional em leilões de imóveis, em parceria com o Itaú Unibanco, está realizando um leilão no dia (19/08), com mais de 120 imóveis para todo o perfil de comprador, já que há opções residenciais, comerciais e até terrenos em quase todo o Brasil. As condições de pagamento variam de acordo com o lote: alguns são à vista, outros oferecem desconto para pagamento imediato; os descontos podem chegar a 63% off. As vendas acontecem de maneira simplificada e totalmente on-line, na plataforma intuitiva da companhia.

As oportunidades podem ser encontradas nos seguintes estados: Acre, Amazonas, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo, Sergipe e Tocantins.

Os valores variam de R$ 38 mil para um apartamento na Parada de Lucas, Rio de Janeiro (RJ), com 38 metros quadrados, imóvel com maior desconto (63% off), até R$ 1 milhão para um apartamento na Freguesia Jacarepaguá, Rio de Janeiro (RJ), com 603 metros quadrados.

Para participar, basta se cadastrar no Portal Zuk, consultar o edital do lote e fazer a oferta pelo imóvel desejado.

Referência no ramo há 40 anos, com portal já consolidado na área de leilão judicial e extrajudicial, o Portal Zuk tem os imóveis como carro-chefe da casa. A empresa tem reconhecimento nacional e preços acessíveis, ajudando milhares de pessoas a realizar o desejo da casa própria ou do negócio dos sonhos.

De Netflix a Spotfy, serviços de streaming lideram assinaturas no Brasil

Quase metade (48%) dos consumidores brasileiros pretendem aumentar seus gastos com serviços de assinatura até 2030, consolidando o modelo de consumo recorrente como uma parte fundamental do orçamento doméstico. A conclusão é da Pesquisa de Assinaturas 2025, um estudo inédito realizado pela Vindi em parceria com o Opinion Box.

Somente no último ano, 35% dos entrevistados aumentaram esse tipo de gasto, que inclui assinaturas de serviços de streaming, academia, gás, plano de saúde, entre outros. Neste ano, 26% planejam ampliar ainda mais os gastos, um acréscimo de três pontos percentuais em relação à pesquisa de 2024, na qual 23% apontavam essa intenção.

De acordo com o estudo da Vindi, 56% dos brasileiros já gastam entre R$ 51 e R$ 200 mensais com assinaturas. “A recorrência passou a representar conveniência, previsibilidade e praticidade para o consumidor. E, para as empresas, significa receita estável e oportunidade de fidelização. É um modelo que amadureceu e deve continuar crescendo de forma sólida nos próximos anos”, afirma Marcelo Scarpa, VP de Financial Services da LWSA.

Streaming lidera, mas cresce a assinatura de apps de comida e serviços em nuvem

Apesar do streaming seguir na liderança do modelo de consumo recorrente, com 69%, outras atividades como academias, serviços em nuvem e programas de fidelidade de apps de comida também crescem na preferência dos consumidores.

O entretenimento, como o streaming de vídeo (73%) e música (45%), ainda lidera a preferência nacional. No entanto, a pesquisa aponta uma forte expansão das assinaturas para o dia a dia do consumidor, com destaque para apps de comida (40%) e academias (40%).

O modelo também se consolida em serviços essenciais do orçamento familiar, como planos de saúde (43%), seguros (35%) e educação (29%), além de ferramentas de produtividade, como o armazenamento em nuvem (35%).

“Esse comportamento indica que o consumidor brasileiro está confortável com a lógica do pagamento recorrente. Mas ele também é exigente: espera uma boa experiência, valor contínuo e autonomia para controlar seus gastos”, pontua Scarpa.

Anúncios e senhas compartilhadas: os novos dilemas do consumidor de streaming

A experiência segue sendo um fator primordial para 30% dos consumidores manterem um serviço. Por outro lado, quando se trata do serviço de streaming, 58% são contra os anúncios na plataforma, enquanto 45% acham justo ter publicidade e pagar menos pelo serviço.

A contratação de planos familiares responde por 80% das assinaturas de vídeo e 60% das assinaturas de áudio. Já o compartilhamento de senha com pessoas que não residem no mesmo endereço, diminuiu, passando de 56% no ano passado para 49% aferidos na pesquisa deste ano. 

A experiência de uso (30%) e o custo-benefício (20%) estão entre as principais razões para fidelização de clientes, além da oferta de vantagens exclusivas para assinantes (26%), de acordo com a pesquisa.  Por outro lado, 49% já cancelaram serviços por insatisfação e 39% afirmaram não usar com frequência o que assinaram.

Cartão de crédito lidera, mas desconfiança do consumidor abre espaço para o avanço do Pix

A pesquisa revela um paradoxo no comportamento do consumidor: embora o cartão de crédito ainda seja o meio de pagamento mais utilizado para assinaturas (69%), a desconfiança é alta, com apenas 24% dos usuários afirmando que confiam totalmente em cadastrar seus dados online.

Essa tensão abre espaço para o crescimento de métodos alternativos como o Pix (13%) e o débito (8%), especialmente entre os mais jovens. Para as empresas, esse cenário demonstra a necessidade de oferecer não apenas variedade, mas também tecnologia que garanta segurança e uma experiência de pagamento com poucas etapas.

“Vemos uma tendência de crescimento dos pagamentos por Pix com a chegada do Pix programado e, nos próximos meses com o Pix parcelado, sendo assim, as empresas terão que se adaptar”, conclui Scarpa.

**A Pesquisa de Assinaturas 2025 foi realizada em maio de 2025 com 2.023 consumidores em todas as regiões do Brasil. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais.

Novo serviço de entregas nacionais entre Loggi e Uber chega a São Paulo

A Uber e a Loggi, referência em entregas no Brasil, anunciam a chegada à cidade de São Paulo do novo serviço integrado entre as empresas, o Envio Nacional. O lançamento permitirá que usuários do aplicativo Uber da capital paulista possam fazer envios nacionais de pacotes, sendo a coleta e a entrega realizadas pela operação da Loggi, para mais de 5,5 mil municípios de todo o Brasil. 

Com a chegada em uma das principais cidades do país, as companhias anunciam essa nova fase de expansão do serviço, que poderá alcançar mais de 10 milhões de usuários. O projeto já está em operação piloto desde junho em Campinas (SP) e Curitiba (PR) e a previsão é de seguir ampliando para outros municípios nos próximos meses.

“Após um período importante de testes, a expansão representa um passo importante da parceria ao oferecer mais uma opção aos clientes para simplificar a experiência de envio nacional de pacotes. Juntando expertises, da Uber em mobilidade e nossa em logística, ampliamos o leque de serviços, permitindo que qualquer pessoa ou empresa se beneficie de soluções rápidas, com qualidade e eficiência no envio de pacotes”, explica Viviane Sales, vice-presidente de Clientes e Receitas da Loggi.

Entre os principais benefícios do lançamento está a comodidade e praticidade de solicitar envios nacionais sem sair de casa ou da empresa, tudo pelo aplicativo da Uber, contando com o rastreamento de todo o processo, previsibilidade de data de entrega e segurança para envios de longa distância. Para os usuários e empresas clientes, o uso do Envio Nacional ajuda a poupar tempo para focar no que realmente importa.

“Quando fechamos a parceria com a Loggi, sabíamos que o mercado carecia de uma solução como o Envio Nacional, que atendesse pessoas e empresas de todo o País com mais praticidade e comodidade. Ampliar esse serviço para a maior capital brasileira representa uma nova e importante fase do nosso trabalho, visto que agora milhões de pessoas passam a ter acesso a envios mais rápidos, simples e eficientes”, destaca Marco Cruz, diretor de Desenvolvimento de Negócios da Uber.

Como funciona o Envio Nacional

Pelo aplicativo da Uber, é possível selecionar a opção Envio Nacional para envio de pacotes – incluindo uma ampla diversidade de produtos como moda, cosméticos, artigos esportivos, brinquedos, livros, eletrônicos, perfumaria, acessórios para pet, etc. Os itens serão coletados pela Loggi, entrarão na operação e na malha da empresa, para depois distribuição e entrega nacional.

Todo o envio poderá ser acompanhado diretamente pelo aplicativo da Uber. Além disso, caso o usuário tenha dúvida ou precise de suporte sobre o pedido, ao acessar uma viagem de Envio Nacional na seção “Atividade” do próprio aplicativo Uber, poderá acionar a Lori, canal da Loggi com Inteligência Artificial Generativa para atendimento conversacional com os clientes, que fornecerá  de forma interativa os direcionamentos personalizados para cada caso. Em situações que precisam de acompanhamento mais específico, o usuário será direcionado para os atendimentos humanos para tratativas e resoluções. 

CIO como catalisador da IA: da experimentação ao impacto nos resultados

Tenho acompanhado de perto a transformação provocada pela inteligência artificial no mundo dos negócios. No centro dessa revolução, o papel do CIO tem evoluído rapidamente. Não basta mais viabilizar tecnologia. É preciso liderar a mudança. E é aqui que mora a diferença entre um CIO operacional e um CIO verdadeiramente transformador.

O CIO que atua apenas como viabilizador técnico da IA perde a parte mais importante da equação: o impacto nos negócios. Claro, segurança da informação, arquitetura de dados e compliance são temas fundamentais, mas não suficientes. A verdadeira transformação ocorre quando a IA é pensada para mudar a forma como a empresa opera, e isso exige a compreensão profunda do modelo de negócio.

Hoje, grande parte do valor da IA generativa está na orquestração de soluções multiagentes, capazes de automatizar processos, tomar decisões em tempo real e mudar a maneira como áreas inteiras trabalham. Para isso, o CIO precisa ir além da TI. Precisa dominar design estratégico, experiência do usuário, jornada de serviço. Só assim é possível alinhar tecnologia com propósito e impacto.

Tal alinhamento ainda é uma barreira para muitos. Segundo o estudo Gartner CIO Agenda 2025, 72% dos CIOs em todo o mundo afirmam que a inteligência artificial está entre as prioridades estratégicas da área de tecnologia. No entanto, apenas 24% conseguem comprovar que estão gerando valor tangível com as iniciativas. Isso evidencia um gap entre intenção e execução, reforçando a necessidade de um papel mais ativo e estratégico do CIO na jornada da IA.

Três competências-chave para sair do laboratório

Se você é CIO e ainda está preso à fase da experimentação, minha sugestão é clara: desenvolva três competências fundamentais para virar o jogo e entregar valor real.

  1. Design estratégico e de serviços: Entender como os fluxos de trabalho e as experiências se conectam é essencial para construir soluções de IA que façam sentido dentro do negócio.
  2. Experimentação ágil: Nada substitui a capacidade de testar rápido, errar rápido e aprender mais rápido ainda. Modelos como Scrum, Lean e Design Sprint são grandes aliados.
  3. Adaptabilidade: A IA muda todo dia. Novos modelos surgem, APIs se transformam, regulações aparecem. O CIO e seu time precisam estar preparados para reconstruir sempre que for necessário. Isso faz parte do jogo.

Inclusive, um estudo recente da MIT Sloan Management Review em parceria com a BCG aponta que apenas 11% das empresas analisadas conseguiram obter retorno financeiro positivo com IA. O que elas têm em comum? Uma forte integração entre tecnologia e estratégia de negócio, além de governança clara e foco em valor desde o início.

Como tenho aplicado isso na prática

Na empresa onde atuo como CIO, nós tomamos a decisão de democratizar o acesso à IA desde o início. Construímos uma plataforma interna, um verdadeiro hub de IA, que conecta diferentes modelos (incluindo as principais LLMs do mercado) em uma única interface, acessível a todos os 900 colaboradores.

A medida evita dois erros comuns: o uso descontrolado de ferramentas públicas (que pode comprometer dados sensíveis) e a limitação do uso da IA a nichos isolados. Aqui, todo mundo tem acesso, do atendimento à liderança.

Além disso, criamos um roadmap público de inovação, atualizado duas vezes por semana, que mostra claramente os projetos em andamento, suas fases, entregas e próximas etapas. Isso gera transparência, engajamento e accountability.

Outra frente são os workshops mensais sobre IA, com temas como agentes autônomos, engenharia de prompts, comparação entre LLMs, entre outros. Mais de 400 pessoas participam ativamente. E o mais importante: temos um conselho de C-Levels que prioriza as iniciativas de IA com base no retorno para o negócio.

Esse tipo de estrutura e iniciativa está cada vez mais presente no Brasil. A IDC Latin America AI Spending Guide 2025 estima que as empresas brasileiras devem investir mais de US$ 1,9 bilhão em soluções de inteligência artificial neste ano. Os principais focos são automação de processos, atendimento ao cliente, análise de dados e suporte à decisão. Ou seja, o mercado local já entende a IA como pilar estratégico, não mais como um experimento isolado.

IA não é mais laboratório — é plataforma de valor

Se eu pudesse dar um conselho a outros CIOs, seria: parem de tratar a IA como um experimento em laboratório. Escolha casos de uso pequenos, com alto impacto potencial e rápida implementação, e coloque-os em produção. Mesmo que imperfeitos, esses testes em campo vão trazer feedback valioso para melhorar a solução.

O verdadeiro salto ocorre quando a equipe de desenvolvimento e os usuários finais trabalham juntos. A colaboração contínua entre tecnologia e negócio gera soluções mais relevantes, eficazes e duradouras.

No fim das contas, IA boa é IA que funciona no mundo real. E o CIO que entende isso, que constrói junto com os usuários, deixa de ser apenas gestor de tecnologia para se tornar protagonista da transformação do negócio.

Netshoes Run SP reunirá mais de 8.500 atletas na Marginal Pinheiros; saiba como retirar os kits

A Netshoes Run, corrida de rua do maior e-commerce de artigos esportivos e lifestyle do país, vai reunir 8.500 atletas na Marginal Pinheiros, em São Paulo, no dia 24 de agosto. Essa será a maior prova já realizada pela companhia e acontece pela terceira vez na capital paulista, com ingressos esgotados desde meados de julho. A retirada dos kits será realizada na loja outlet da Netshoes, nos dias 21 e 22 de agosto, das 10h às 20h, e no dia 23 de agosto, das 10h às 18h.

A largada da maior distância, a meia maratona, será às 5h30. A corrida terá cinco categorias: infantil, 5 km, 10 km, 15 km e a estreia do percurso de 21 km. O caminho pela Marginal Pinheiros é conhecido por ser plano e ideal tanto para iniciantes quanto para corredores experientes que buscam melhorar seu tempo.

Neste ano, a prova conta com patrocínio da adidas, parceria da Soldiers, e apoio das marcas Lindoya, Believe, Frooty e Powerade, que promoverão ativações especiais no pós-prova. Em parceria com o Spotify, o DJ e influenciador Rapha Lima será responsável por animar os corredores durante o evento, além de trazer playlists de corridas exclusivas disponíveis na plataforma

Ação social e retirada de kits

Um dos destaques da Netshoes Run é o kit do atleta, disponível nas versões básico, intermediário e premium, além da opção infantil. As camisetas, desenvolvidas em parceria exclusiva com a adidas, acompanham no kit básico o número de peito, medalha, ecobag e adesivos. Já o kit intermediário inclui, além desses itens, uma meia e uma viseira, enquanto o premium acrescenta ainda um corta-vento e uma garrafa.

Aqueles que adquiriram os kits poderão retirá-los na loja da Netshoes, localizada na Rua Amazonas da Silva, 27, no segundo andar. O período de entrega começa  na quinta-feira, 21, às 10h e se encerra no sábado, 23, às 18h. 

Assim como na etapa de Brasília, os corredores poderão participar de uma ação social: quem levar um par de tênis usado, em bom estado, poderá trocá-lo por uma pochete personalizada da marca. Os calçados arrecadados serão doados para uma ONG.

Alta de 10% no e-commerce até 2025 exige galpões mais eficientes, apontam dados

O crescimento do e-commerce brasileiro segue em ritmo acelerado. Segundo a Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm), as vendas online devem atingir um faturamento de R$ 224,7 bilhões em 2025, um avanço de 10% em relação a 2024. A projeção acompanha o aumento no volume de pedidos, na diversificação dos canais de venda e na exigência dos consumidores por entregas rápidas e precisas. Esse cenário pressiona toda a cadeia logística, especialmente os galpões e centros de distribuição, que se tornam peças-chave na engrenagem do varejo digital.

Com mais movimentações, turnos estendidos e alta rotatividade de produtos, os centros logísticos precisam operar com máxima eficiência. Um dos pontos críticos é a iluminação: a qualidade da luz impacta diretamente a produtividade das equipes, a segurança no manuseio de cargas e a visibilidade para leitura de códigos, etiquetas e sensores.

Eficiência energética e segurança operacional

De acordo com levantamento da Associação Brasileira de Iluminação (Abilux), a substituição de sistemas antigos por soluções mais robustas e eficientes pode gerar economia de até 60% no consumo de energia elétrica dos galpões. Além disso, ambientes com iluminação deficiente têm 20% mais chances de registrar acidentes de trabalho, segundo dados da Organização Internacional do Trabalho (OIT).

Nesse contexto, fabricantes e operadores logísticos têm apostado em tecnologias como luminárias LED de alto rendimento, sensores de presença, sistemas automatizados de controle de luz e luminárias com proteção IP para áreas com poeira ou umidade. A expectativa é que, até 2026, mais de 75% dos centros de distribuição do país estejam totalmente adaptados com soluções de iluminação inteligente, conforme projeção da consultoria Markets and Markets.

A escolha de luminárias para galpões envolve critérios como potência, durabilidade, resistência a impactos e facilidade de manutenção. Modelos de alta performance ajudam a otimizar o layout dos espaços, reduzir pontos cegos e manter o conforto visual para os operadores. Em regiões com maior exposição à poeira ou variações térmicas, como galpões no interior ou próximos a áreas industriais, o uso de carcaças seladas e materiais anticorrosivos é fundamental.

Logística de alta performance exige planejamento

Com a previsão de que mais de 435 milhões de compras sejam realizadas no comércio eletrônico brasileiro em 2025, os desafios logísticos vão além da armazenagem. A rapidez no picking, a rastreabilidade e a redução de perdas dependem de operações fluidas, e isso passa por ambientes bem iluminados, com visibilidade total dos produtos e sinalização eficiente.

Empresas que apostaram em retrofit de galpões, substituindo lâmpadas fluorescentes ou vapor metálico por sistemas LED automatizados, conseguiram reduzir em até 40% o tempo de separação de pedidos em grandes volumes.

A modernização da infraestrutura também permite alinhamento com as metas ESG, uma vez que sistemas eficientes contribuem para a redução de emissões e desperdício energético. Além disso, muitas empresas estão integrando a iluminação inteligente com seus sistemas de gestão predial (BMS), permitindo monitoramento em tempo real do consumo, falhas e necessidade de manutenção preventiva.

Investimento com retorno garantido

Embora a modernização da iluminação logística exija investimento inicial, o retorno costuma ser rápido. De acordo com a Abesco (Associação Brasileira das Empresas de Serviços de Conservação de Energia), projetos de eficiência luminosa em ambientes industriais têm payback médio de 12 a 18 meses.

Diante do aumento da concorrência e da pressão por prazos menores de entrega, a iluminação, muitas vezes negligenciada, tem se tornado um dos diferenciais para players que atuam com grande volume no e-commerce. Em 2025, ela deve ganhar ainda mais relevância nas decisões estratégicas de empresas que buscam escala, eficiência e segurança em suas operações.

70% dos Millennials não verificam a veracidade de suas ligações, revela Kaspersky

Segundo o relatório Reality Check da Kaspersky, 70% dos Millennials verificam ocasionalmente a autenticidade de suas ligações e 64% alegam já ter encontrado alguém online que acreditam ter deturpado ou distorcido sua verdadeira identidade. O estudo também revela ainda uma ingenuidade no comportamento digital dos Millennials. Sendo a primeira geração a crescer com as redes sociais, eles se orgulham das suas vivências e conquistas tecnológicas: 71% acreditam ser os membros com mais conhecimentos digital em suas famílias.

Ainda de acordo com o estudo, 14% dos Millennials alega já ter utilizado um nome falso, criou um perfil fictício ou fingiu ser outra pessoa nas redes sociais. Esta estatística destaca uma tendência preocupante: a falsificação digital não é apenas o domínio criminosos, mas um comportamento adotado por algumas pessoas da geração.

Quando confiamos somente em nossos próprios conhecimentos digitais, podemos acabar ignorando a possibilidade de que os outros não sejam tão inocentes vritualmente como imaginamos. Em alguns casos, pessoas com fortes traços narcisistas, psicopatas ou maquiavélicos exploram essa confiança por meio de catfishing e outras tácticas enganosas”, afirmaRuth Guest, Ciberpsicóloga e Fundadora do Jogo de Segurança nas redes sociais Sersha.

Os resultados destes comportamentos são evidentes, com 38% da geração relatarem experiências negativas devido à perda de confiança online e 68% afirmarem que são menos propensos a confiar e a estabelecer relações online. Talvez o mais surpreendente seja o fato de, apesar de tudo isto, 44% dos entrevistados afirmarem que ainda confiam nas informações compartilhadas através de comunidades virtuais.

“Como principais administradores digitais nos lares de todo o mundo, cabe aos próprios millennials identificar e resolver o problema da ingenuidade e da confiança indevida da sua geração. O seu papel vai para além da sua própria utilização, influenciando a comunidade online em geral através da gestão da vida digital dos outros”, afirma Marc Rivero, Investigador Principal de Segurança da Equipa de Investigação e Análise Global (GReAT) da Kaspersky.

“Tomando medidas proativas, como a verificação de identidades, a gestão de dados pessoais e a informação sobre ciberameaças, os Millennials podem manter o controle sobre a sua segurança online e reduzir o risco de engano. Os hábitos digitais que cultivam não só protegem a sua própria segurança, como também criam um maior cuidado para gerações mais jovens e para pessoas menos tecnologicamente experientes, reforçando uma cultura de vigilância num panorama em linha cada vez mais enganador”, acrescenta Rivero.

As recomendações abaixo podem ajudar os millennials, suas famílias e amigos a enfrentar riscos que possam encontrar nas interações digitais:

  • Verifique identidades: realize pesquisas de imagens invertidas, verificação cruzada de perfis e videochamadas para confirmar que uma pessoa corresponde às fotos publicadas.
  • Cruzamento de informações: verifique se existem fontes confiáveis que mostrem as informações compartilhadas para evitar espalhar ou se relacionar com desinformação.
  • Cuide de informações pessoais: limite o que pode ser visto e compartilhado. Tenha cuidado com o que está a mostra e ajuste as definições de privacidade para limitar o acesso aos dados sensíveis.
  • Tenha cuidado com a localização: a publicação de locais visitados com frequência pode revelar involuntariamente padrões de comportamento. Quando for utilizar tags de localização, opte por locais amplos ou não específicos.
  • Tenha atenção aos dados alheios: quando compartilhar informações que envolvam outras pessoas, obtenha sempre o consentimento deles. Cuide desses dados com o mesmo nível de cuidado e respeito que os seus.
  • Mantenha-se informado sobre golpes digitais: esteja sempre informado sobre os golpes online mais comuns e seus sinais de alerta, garantindo sempre uma maior vigilância. O blog Kaspersky Daily oferece sugestões atualizadas para isso.
  • Utilize senhas fortes: soluções de segurança de confiança, como o Kaspersky Password Manager geram senhas protegidas e únicas para cada conta. Resista à tentação de reutilizar a mesma senha para mais de uma conta.
  • Instalar atualizações: mantenha aplicativos e softwares atualizados para corrigir vulnerabilidades de segurança e garantir a segurança ideal para todos os dispositivos. Além disso, utilize software antivírus como o Kaspersky Premium para se proteger contra ameaças como ligações maliciosas e roubo de identidade em tempo real.

Para acessar o relatório, acesse o link.

Queda nas ações do Airbnb impulsiona setor hoteleiro

O avanço das restrições ao aluguel de curto prazo em diversas cidades pode favorecer o setor hoteleiro tradicional, e marcas de hospitalidade tradicionais já se preparam para atender a essa demanda, ao menos é o que apostam gigantes do mercado, como a rede Hyatt.

Nos últimos anos, plataformas como o Airbnb transformaram o mercado de viagens, impactando preços, turismo, hospitalidade e infraestrutura nos destinos mais desejados. Essa nova forma de hospedagem transformou a maneira como nós viajamos, mas também trouxe desafios à vida nos grandes centros urbanos. O impacto das locações de curto prazo vai além do turismo, agravando a escassez de moradias e os preços em cidades como Barcelona, Berlim e Nova York.

Para conter os impactos do crescimento dos aluguéis de curta duração, diversas cidades têm adotado restrições e novas regras, o que tem gerado controvérsias entre moradores, proprietários e investidores. Nesse contexto, o setor de hospitalidade tradicional tem buscado reforçar seus diferenciais para conquistar esse público.

A pressão regulatória já se reflete no mercado: as ações do Airbnb caíram mais de 6% após a teleconferência de resultados, acumulando perda superior a 7% desde a divulgação do balanço.

Diante dessa mudança, hotéis vêm se posicionando de forma estratégica, destacando atributos que contrastam com as fragilidades das hospedagens alternativas, muitas vezes associadas a riscos, falta de padrão e instabilidade. Embora o aluguel por temporada ainda atraia investidores, ele traz desafios como alta carga de trabalho, barreiras legais e renda imprevisível. Já os hotéis oferecem vantagens consolidadas, como segurança, limpeza, atendimento 24h e opções de lazer, capazes de atrair consumidores cada vez mais exigentes. Evidenciar esses pontos torna-se crucial em meio à crescente frustração de viajantes com as limitações do modelo alternativo.

O cenário atual também é uma chance para hotéis atraírem nômades digitais e turistas corporativos, que buscam estabilidade e infraestrutura profissional. Muitos já evitam aluguéis por temporada devido à imprevisibilidade e preferem hotéis para estadias longas, segundo pesquisa da Morning Consult, que mostra que 61% dos viajantes corporativos preferem hotéis a aluguéis por temporada quando a estadia ultrapassa sete dias. 

Se antes o Airbnb se destacava por oferecer uma certa “autenticidade”, agora os hotéis também passaram a investir em experiências mais locais e personalizadas para atrair os hóspedes, um exemplo disso é a Hyatt Inclusive Collection a linha de resorts all-inclusive da Hyatt. “Nos resorts da nossa linha, passamos a investir em experiências locais, firmando parcerias com pequenos negócios e valorizando a gastronomia regional, sem abdicar da tecnologia, com soluções como check-in digital e serviços personalizados” explica Antonio Fungairino, Head de Desenvolvimento das Américas da Hyatt Inclusive Collection.

Hotéis podem investir mais em estadias prolongadas, com gestão terceirizada por operadores especializados, tornando o modelo mais prático e rentável. Hospedagens de longa duração têm ocupação mais estável e fluxo de caixa previsível. Operar várias unidades permite economias de escala e maior lucratividade.

Investir em múltiplas unidades em hotéis de estadia prolongada ajuda a diluir riscos e enfrentar instabilidades. De olho nesse mercado, algumas redes lançaram novas marcas focadas nesse modelo, apostando em maior resiliência e rentabilidade. Com a pressão sobre o Airbnb pelo impacto em bairros, hotéis podem se reposicionar como líderes do turismo sustentável, gerando empregos e contribuindo para a economia local.