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China avança com IA generativa e desafia liderança do Ocidente na criação de imagens

A startup chinesa DeepSeek anunciou, em junho, o lançamento do Janus-Pro-7B, um modelo de geração de imagens por inteligência artificial que, segundo benchmarks internos, superou concorrentes como o DALL-E 3, da OpenAI, e o Stable Diffusion, da Stability AI. Com 84,2% de precisão no teste DPG-Bench, um dos principais benchmarks de qualidade visual,  o Janus-Pro-7B representa um salto na capacidade da China de competir com o Vale do Silício no segmento de IA generativa.

O modelo foi treinado com mais de 90 milhões de amostras, combinando dados reais e sintéticos, e está disponível em versões com 1 bilhão e 7 bilhões de parâmetros, o que permite maior flexibilidade para empresas e desenvolvedores. O lançamento coincide com o crescimento dos investimentos em IA por gigantes como Baidu, Tencent e Alibaba, que têm impulsionado soluções open source e ampliado a competitividade global do país no setor.

Para Rafael Franco, CEO da Alphacode, empresa especializada no desenvolvimento de aplicativos com sede em São Paulo, Curitiba e Orlando (EUA), o avanço chinês na IA é um sinal claro de mudança na dinâmica global de inovação. “A inteligência artificial generativa tem se tornado um dos pilares da inovação tecnológica, e o crescimento da China nesse setor sinaliza um futuro onde a diversidade de soluções será ainda maior. Isso significa que as empresas precisam se adaptar rapidamente para integrar essas novas ferramentas de forma eficiente e estratégica”, analisa Franco.

O impacto não se restringe à Ásia. Nos Estados Unidos, o assistente DeepSeek-V3 tornou-se o aplicativo gratuito mais baixado da App Store, ultrapassando o próprio ChatGPT. Esse movimento evidencia o apelo global das soluções chinesas e amplia sua presença em mercados dominados até então por empresas ocidentais.

A chegada de modelos como o Janus-Pro-7B ao mercado internacional pode gerar impactos relevantes em setores como design gráfico, publicidade e produção de conteúdo digital. “Modelos mais eficientes e acessíveis abrem novas possibilidades, mas exigem que as empresas saibam como utilizar essas tecnologias para gerar valor real aos usuários e negócios”, observa Franco.

O crescimento da IA generativa chinesa levanta também debates sobre regulação, soberania tecnológica e segurança cibernética, especialmente diante da abertura dos modelos para desenvolvedores de diferentes países. Ao tornar tecnologias de ponta mais acessíveis, a DeepSeek e outras startups chinesas promovem uma descentralização da inovação que pode alterar as estratégias de empresas criativas e agências publicitárias, inclusive no Brasil.

De acordo com Franco, o desafio das companhias brasileiras será encontrar formas de integrar essas tecnologias de forma estratégica, sem perder o controle sobre segurança, originalidade e relevância local. “A vantagem competitiva estará na capacidade de adaptação. As ferramentas estão disponíveis, mas o diferencial será como cada empresa irá aplicá-las ao seu ecossistema”, conclui Rafael.

Nova fase do WhatsApp reforça a necessidade de profissionalizar o atendimento pelo canal, alerta CM Mobile

Com 147 milhões de usuários ativos no Brasil, o WhatsApp dá mais um passo em sua consolidação como um dos principais canais de vendas e relacionamento do varejo nacional. Recentemente, a Meta anunciou que o aplicativo passará a contar com novos recursos de promoção, como anúncios nos Status, destaque de canais no diretório e a oferta de conteúdos pagos por assinatura. A novidade amplia o potencial comercial da plataforma, especialmente para pequenos e médios negócios, que hoje representam 95% dos perfis comerciais no país.

Para a CM Mobile, uma das principais empresas da América Latina no desenvolvimento de soluções de mensageria entre marcas e consumidores, esse movimento reforça o que o mercado já vem percebendo: vender pelo WhatsApp é fácil, mas fazer isso com eficiência, segurança e escala exige estrutura. Qualquer empresa pode usar os novos recursos de loja e anúncios, mas apenas aquelas que contam com um parceiro profissional conseguem transformar o aplicativo em um verdadeiro canal de negócios — com automação, integração, rastreabilidade, conformidade com a LGPD e gestão de múltiplos atendentes.

“Com este movimento da Meta, o WhatsApp reforça seu papel de ser o ‘balcão de loja’ do pequeno varejista, mas isso não significa improviso. Pelo contrário: quanto mais natural for a conversa da loja com um possível cliente, mais estratégica precisa ser a estrutura por trás dela”, afirma Pólen Kuhnen, country manager da CM Mobile. “É preciso garantir que cada interação com um comprador seja eficiente, segura e integrada aos fluxos do negócio. Essa é a diferença entre usar o WhatsApp para vender e tirar proveito real dele para uma loja.”

A empresa destaca que muitas PMEs já utilizam o aplicativo para conversar com clientes, tirar dúvidas, enviar links de pagamento e até concluir vendas. Com a chegada dos anúncios, esse fluxo tende a crescer ainda mais — o que exige controle, governança e visão estratégica no uso da ferramenta. “Atender os clientes pelo celular pessoal do dono da loja, sem histórico e sem integração, compromete a experiência do cliente e limita o crescimento do negócio”, conclui, Kuhnen.

Com uma tecnologia robusta, segura e fácil de usar, as soluções da CM Mobile permitem que as empresas profissionalizem totalmente sua operação no WhatsApp. Isso inclui a gestão de múltiplos atendentes em um único número, o registro completo das conversas com os clientes, a automação de mensagens e fluxos de atendimento, integração com sistemas de pagamento e ERPs, além do controle de acessos e conformidade com a LGPD. Na prática, isso significa mais produtividade para as equipes, redução de custos operacionais e uma experiência de atendimento muito mais eficiente, estratégica e escalável — transformando o WhatsApp em um verdadeiro canal de vendas e relacionamento.

iFood abre inscrições para investir R$10 milhões em melhorias para entregadores

Estão abertas as inscrições para a segunda edição do iFood Chega Junto, programa que incentiva iniciativas direcionadas à promoção de melhorias nas condições de vida e trabalho das pessoas entregadoras e de suas comunidades. Com aporte de R$10 milhões – valor dez vezes maior que o investido na edição anterior – a iniciativa vai destinar recursos a propostas alinhadas a seis pilares estratégicos: segurança viária, segurança alimentar, educação, saúde, fortalecimento de renda e circularidade.

O programa busca apoiar cerca de 100 projetos ao longo dos próximos dois anos, com o objetivo de fortalecer o trabalho dos mais de 400 mil entregadores ativos mensalmente na plataforma. Poderão participar pessoas entregadoras, coletivos da categoria, negócios sociais e organizações da sociedade civil com propostas que promovam melhorias concretas e estruturantes, com potencial de gerar impacto duradouro para os entregadores e suas comunidades

“Nosso objetivo é ampliar o alcance do impacto gerado pelos entregadores e pelas organizações que caminham junto com eles. Esta edição foi desenhada para apoiar projetos com potencial de transformação real, seja no acesso à educação, na segurança no trânsito, no fortalecimento da renda, na promoção da saúde ou em outras frentes alinhadas aos pilares do programa. Queremos investir em iniciativas que deixem um legado positivo e duradouro para quem vive do delivery, suas famílias e para as comunidades ao seu redor”, afirma Luana Ozemela, vice-presidente de Impacto e Sustentabilidade do iFood.

O iFood Chega Junto foi lançado em 2023 como parte do compromisso da empresa com soluções sociais e o fortalecimento da comunidade de entregadores. Na primeira edição, foram investidos R$ 1 milhão em 25 projetos selecionados entre mais de 500 propostas, impactando diretamente mais de 11 mil pessoas. A primeira edição contribuiu para o redesenho deste segundo edital, com mais recursos, escopo ampliado e foco em iniciativas estruturantes.

A seleção dos projetos desta segunda edição do Chega Junto será conduzida por um comitê externo de especialistas de diferentes instituições e áreas de impacto social, com o apoio da consultoria Semente Negócios, responsável por todo o processo de inscrição, seleção e acompanhamento das iniciativas. Entre os formatos possíveis estão workshops, eventos, plataformas tecnológicas, aplicativos, webinars, entre outros, sempre com foco no bem-estar dos entregadores e de suas comunidades.

O edital completo e o formulário de inscrição estão disponíveis neste LINK.

E-commerce: desafios logísticos nas entregas de produtos volumosos

O comércio eletrônico brasileiro continua em expansão. Segundo a Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm), a previsão é que o setor alcance um faturamento de R$ 234,9 bilhões em 2025, representando um aumento de 10% em relação ao ano anterior. Esse crescimento é impulsionado por diversos fatores, incluindo a digitalização acelerada e mudanças no comportamento do consumidor.

Com o aumento das vendas online, a logística de entrega torna-se um ponto crítico, especialmente para produtos de grande porte, como móveis, eletrodomésticos e equipamentos industriais. A complexidade na movimentação e entrega desses itens exige soluções logísticas específicas e eficientes.

Desafios na entrega de produtos volumosos

A entrega de produtos de grande porte apresenta desafios distintos em comparação com itens menores. Um dos principais entraves é a infraestrutura inadequada em muitas regiões do país, o que torna o transporte mais lento, arriscado e caro. 

Outro ponto de atenção são os altos custos envolvidos, já que transportar itens grandes geralmente requer veículos especializados, rotas personalizadas e mão de obra treinada.

Além disso, produtos pesados e volumosos estão mais suscetíveis a danos durante o transporte. Isso exige atenção redobrada à embalagem e ao manuseio. A gestão de trocas ou devoluções também é mais complexa nesse tipo de operação e pode afetar diretamente a satisfação do consumidor.

Estratégias para superar os desafios logísticos

Para lidar com essas dificuldades, muitas empresas de e-commerce estão firmando parcerias com transportadoras especializadas. Ter parceiros que conhecem os cuidados exigidos por esse tipo de mercadoria aumenta as chances de sucesso nas entregas. 

O investimento em sistemas de gerenciamento de transporte (TMS) também vem crescendo, pois permite rastrear entregas em tempo real, identificar gargalos e propor melhorias operacionais.

Outra medida adotada por empresas é o treinamento específico de equipes de manuseio e transporte. Com isso, reduzem-se os riscos de avarias, atrasos e perdas. Segundo Márcio Schapke, Gerente Nacional de Logística da Frigelar, a importância das parcerias é o que dita o sucesso das entregas: “a seleção minuciosa da transportadora e a compreensão do conhecimento que ela possui é o que deve ser levado em conta na contratação. A Frigelar, em seu Sistema de Gerenciamento de Transporte, possui um direcionamento para cada linha de produto, seja geladeira, frigobar ou adega climatizada. Realizamos encontros semestrais com as transportadoras para treinamento em manuseio, armazenagem e movimentação, visando a redução de avarias e defeitos.”

Importância da gestão eficiente nas entregas

A gestão de entregas, especialmente para itens volumosos, requer atenção constante. Monitorar indicadores como prazo, índice de avarias e satisfação do consumidor é essencial para identificar pontos de melhoria. Ter controle sobre cada etapa da entrega evita prejuízos e mantém a reputação da empresa.

“Todo processo de entrega deve ser acompanhado de perto, independente se é feito pela própria empresa ou com transportadoras parceiras. Por isso, a rotina de gestão para avaliar prazo prometido ao cliente, índice de avarias e extravios são feitos com frequência. Dentro do ambiente concorrido que é o e-commerce, manter um desenvolvimento contínuo nas entregas gera valor para a marca.” menciona Márcio Schapke. 

Empresas que monitoram sua operação logística com regularidade conseguem se adaptar mais rapidamente e oferecer uma experiência mais satisfatória para o consumidor final.

Oportunidades no e-commerce

A entrega de produtos volumosos no e-commerce brasileiro é desafiadora, mas não impossível. Com planejamento, uso de tecnologia e parcerias estratégicas, é possível superar os obstáculos logísticos e garantir que o cliente receba o produto no prazo, em perfeitas condições.

Produtos volumosos exigem cuidados específicos na embalagem, transporte e entrega final. Adaptar-se às particularidades de cada tipo de mercadoria é indispensável para garantir o sucesso do negócio e a fidelidade do consumidor.

Proteção sob medida para pequenos empreendedores

Com o avanço da formalização dos modelos de negócio, cresce entre os pequenos e médios empreendedores a percepção de que proteger o patrimônio vai além de manter produtos ou equipamentos seguros: passa também por blindar a reputação e as finanças contra possíveis falhas profissionais. Nesse cenário, o seguro de Responsabilidade Civil Profissional (RC Profissional) ganha espaço como uma solução estratégica.

Criado para resguardar empresas e profissionais de prejuízos decorrentes de falhas no exercício da atividade, esse tipo de seguro cobre prejuízos bem como despesas em gerais. Antes restrito a grandes corporações, atualmente vem ganhando espaço entre negócios de menor porte.

“O pequeno empresário entende hoje que um simples erro pode gerar prejuízos significativos, tanto financeiros quanto de imagem. A busca por seguros como o RC Profissional mostra um amadurecimento do empreendedor brasileiro”, afirma Reinaldo Zanon, CEO da Seguralta Franchising, maior rede de franquias de seguros do país.

Segundo ele, a procura por esse tipo de cobertura entre os clientes da rede cresceu mais de 30% nos últimos dois anos, puxada principalmente por profissionais liberais e microempresas de serviços. “A judicialização das relações de consumo, o crescimento da prestação de serviços digitais e o aumento da exigência por parte dos clientes impulsionam essa mudança de comportamento”, explica.

Além de proteger financeiramente o negócio, o RC Profissional também reforça a credibilidade junto aos clientes, demonstrando responsabilidade e preparo em caso de imprevistos. Em segmentos como contabilidade, TI, marketing, saúde e arquitetura, ele já é considerado um diferencial competitivo.

Para os especialistas do setor, o movimento ainda deve se intensificar nos próximos anos, impulsionado pela digitalização dos serviços, pela ampliação do acesso ao seguro e pela conscientização dos empreendedores sobre gestão de riscos. “A mentalidade de que seguro é custo está sendo substituída pela noção de que é um investimento necessário para a longevidade e a solidez do negócio”, conclui Zanon.

PMEs descentralizam o e-commerce no Brasil, aponta Mapa da Logística

O comércio eletrônico brasileiro tem crescido nacionalmente e está se tornando cada vez mais descentralizado, alavancado pelas vendas e entregas de pacotes de pequenas e médias empresas (PMEs). Segundo o novo levantamento do Mapa da Logística, realizado pela Loggi com dados do segundo trimestre deste ano, os empreendedores de PMEs estão presentes em diferentes regiões e fazem seus envios de forma mais pulverizada em todo o país, refletindo uma maior diversificação de origem de pacotes, por exemplo, com apenas 40% do volume vindo de São Paulo, já 65% do volume das grandes empresas são originadas do estado paulista.

Entre as regiões de maior destaque no envio de pacotes por PMEs estão estados como Santa Catarina, sendo que 16% dos pacotes deste segmento partem da região, número maior comparado a de grandes empresas (6,5%). Na sequência, está Minas Gerais, com 10% das remessas de pequenos e médios negócios, frente a 5% dos grandes e-commerces, e no Paraná, 9% dos pacotes das PMEs partindo do estado, enquanto grandes empresas possuem apenas 3% do volume.

A pesquisa revela ainda que existe um movimento e tendência de vendas e envios de mercadorias das PMEs para a região Sul do Brasil, com 18% do volume para esta região, quando comparado a grandes empresas (14%), indicando um perfil de consumo e oportunidades para empreendedores digitais em estados como Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná.

Além disso, os pequenos negócios se destacaram neste período por comercializarem produtos com maior valor médio por pedido, atingindo R$ 217,00 por transação — 21% acima do registrado por grandes marcas, 51% maior do que os grandes marketplaces. Esse comportamento evidencia um posicionamento diferenciado desses empreendedores, com foco em itens de maior valor agregado e potencial de margem.

Modelos de envios de PMEs

Em busca de mais praticidade e economia, o Mapa da Logística aponta que as PMEs têm adotado um modelo mais flexível para envios nacionais, e costumam optar por diferentes soluções logísticas, levando em consideração a necessidade e a demanda. Atualmente, 30% dos envios são feitos por grade fixa, ou seja, com periodicidade definida para coleta de pacotes, enquanto 40% utilizam coleta pulverizada com variação de dia e hora, enquanto 30% operam via pontos de recebimento de pacotes (do conceito de Pick up and Drop off points — PUDOs), onde é possível levar até um lugar credenciado, ter mais autonomia e obter preços reduzidos.

Principais regiões do e-commerce no Brasil

O levantamento do Mapa da Logística traz também um amplo balanço de envios nacionais, considerando pequenos, médios e grandes negócios. Neste segundo trimestre do ano, há um destaque para o eixo Sul-Sudeste e o Nordeste como as regiões que mais enviaram e receberam pacotes, além da forte presença no Centro-Oeste, principalmente em Goiás. Vale destacar os estados que tiveram maior crescimento no envio de pacotes durante o período: Santa Catarina (275%), Rio Grande do Sul (175%), Goiás (167%), Espírito Santo (124%) e Minas Gerais (45%).

Para entregas nacionais, aproximadamente metade de todo o volume transportado no Brasil chega ao destino em até 2 dias — índice fundamental para sustentar a competitividade do e-commerce nacional — e 60% em 3 dias, mostrando avanço constante de eficiência do setor de logística no país.

Categorias mais consumidas pelos brasileiros

De modo geral, em todos os segmentos de negócios (pequenos, médios e grandes empresas) a categoria de maior destaque foi a de vestuário e moda, que liderou o consumo em três regiões (Centro-Oeste, Sudeste e Sul). Esse resultado teve forte impacto pelas datas comemorativas que impulsionam o varejo entre maio e junho deste ano — entre elas Dia das Mães e Dia dos Namorados. Outro segmento que cresceu neste período foi o de serviços financeiros (exemplos: cartões, máquinas de pagamento etc), que liderou nas regiões Nordeste e Norte, que podem estar atrelados ao crescimento de bancos digitais e microempreendedorismo.

Também tiveram outros tipos de produtos que demonstram o comportamento e os hábitos de consumo dos brasileiros que mais cresceram no 2°trimestre do ano, comparado com o mesmo período do ano passado, como óticas (302%), farmácias (204%), artigos esportivos (196%), jóias e bijuterias (144%), jogos e brinquedos (126%), entre outros.

Datas comemorativas

As datas comemorativas foram importantes períodos que impulsionaram o e-commerce no país. Durante a Semana do Dia das Mães, em maio, os envios nacionais cresceram em comparação ao mesmo período de 2024, para pequenos negócios (143%). Entre os produtos comercializados estão vestuário e moda, com crescimento expressivo de 214% comparado ao ano anterior, seguido por jóias e bijuterias com 198%, e depois cosméticos e perfumaria com 103%.

Já na Semana do Dia dos Namorados, também se manteve a tendência de crescimento, em relação ao mesmo momento do ano anterior, para os pequenos negócios (121%). Sendo um resultado bastante positivo, inclusive quando comparado com as grandes marcas (6%).

Sobre o Mapa da Logística

O Mapa da Logística é um levantamento da Loggi lançado em 2025 que apresenta a cada trimestre os dados locais e nacionais de envios e entregas, destaca categorias de produtos em expansão, além de trazer insights e ser referência para empresas de todos os tamanhos, em especial pequenos e médios empreendedores que vendem online para se conectarem com novos mercados em expansão e ampliarem suas vendas. Os dados são coletados com base em envios realizados — entre pequenos, médios e grandes negócios, desde quem envia dezenas de pacotes até milhares diariamente — em todas as regiões do Brasil.

Nesta segunda edição, foi analisado o movimento logístico do Brasil no 2º trimestre deste ano, considerando mais de 16 milhões de pacotes enviados em mais de 5 mil municípios conectados nas cinco regiões do país, por uma base de 21 mil empresas de diferentes segmentos e regiões.

Para acessar o material completo, acesse a página oficial da Loggi no link para baixar o PDF de cada trimestre

O “Employee Experience” virou apenas um discurso?

Empresas brasileiras têm investido cada vez mais em iniciativas voltadas ao bem-estar dos colaboradores. No entanto, um levantamento da Diversitera – especializada em pesquisas para gestão, com ênfase em Diversidade e Inclusão – revela um desalinhamento preocupante entre o discurso institucional e a estrutura de poder nas organizações.

Realizada entre junho de 2022 e março de 2025, o estudo analisou mais de 70 empresas de 17 segmentos . O recorte mostra que a alta liderança no mercado formal de trabalho segue homogênea e ainda distante da pluralidade brasileira, muitas vezes divergindo da proporcionalidade esperada quanto à demografia do país, como demonstram os dados abaixo:

  • Apenas 1,5% dos cargos de diretoria e gerência executiva são ocupados por pessoas com deficiência (IBGE: 8,9% de PcD no Brasil) ;
  • Mulheres ocupam 35% desses cargos (IBGE: 51,5% de mulheres no Brasil);
  • Pessoas negras representam 9,7% das lideranças de topo (IBGE: 55,5% de negros no Brasil).

Segundo especialistas, esses dados não são apenas um alerta sobre representação e representatividade, mas também um indício de risco estrutural que pode comprometer a própria capacidade das empresas de escutar, inovar e reter talentos.

“Não há experiência do colaborador sem representatividade real na tomada de decisão”, afirma Jaime Almeida, diretor de DEI da ABRH-SP. “Lideranças homogêneas podem não compreender a dimensão das dores e desafios enfrentados por grupos minorizados. Isso afeta diretamente o clima organizacional, os índices de saúde mental e, por consequência, a performance do negócio”.

Saúde mental preocupa

A constatação vem num momento em que o esgotamento emocional e o burnout se tornaram fenômenos comuns no ambiente corporativo, especialmente entre profissionais sub-representados. Outros estudos apontam que a exclusão estrutural está diretamente relacionada à perda de engajamento, rotatividade elevada e à dificuldade em desenvolver ambientes psicologicamente seguros.

Apesar do aumento dos investimentos em programas de saúde mental, os especialistas reforçam que não há bem-estar sustentável sem uma transformação profunda nas estruturas de liderança.

“A Employee Experience precisa ser redesenhada com lentes de diversidade, equidade e inclusão. Do contrário, ela continuará sendo um privilégio de poucos”, complementa Jaime Almeida“Se as pessoas que estão na liderança não desenvolvem repertório através da escuta, não representam e não reconhecem diferentes trajetórias, dificilmente conseguirão construir uma cultura de pertencimento real”.

Para a Diversitera, Diversidade, Equidade e Inclusão (DEI) não podem ser iniciativas periféricas e cosméticas à estratégia de negócio, quando na realidade são valores que contaminam ferramentas de gestão aplicadas no dia a dia. Em um mercado cada vez mais exigente – com consumidores, investidores, fornecedores e talentos cobrando coerência e compromisso – empresas que não repensarem suas lideranças correm o risco de se tornarem irrelevantes.

Bitybank lança “Bity Creators” e amplia oportunidades para influenciadores digitais monetizarem sua audiência

O Bitybank acaba de lançar a página Bity Creators, um novo hub dedicado a influenciadores digitais que desejam monetizar sua audiência enquanto promovem o universo das criptomoedas e serviços financeiros digitais. A iniciativa faz parte da estratégia do Bity para fortalecer sua comunidade de afiliados e escalar, de forma autêntica e orgânica, a aquisição de novos clientes.

O programa é estruturado com base em um modelo de remuneração por performance e atende criadores de todos os tamanhos, de Nano a Mega Creators, com faixas de comissão que variam de R$25 a R$100 por cadastro efetivado, além de benefícios progressivos para os indicados.

Diferente de modelos tradicionais, o influenciador define seus ganhos conforme suas entregas e resultados, sem exigência de pagamento prévio, o que garante autonomia, transparência e escalabilidade. A proposta é clara: quanto mais conversões, maior o retorno.

A página Bity Creators foi desenhada para facilitar o processo de adesão, com uma interface simples, linguagem acessível e todas as informações necessárias sobre critérios, categorias e vantagens do programa. Os influenciadores podem se cadastrar diretamente pela landing page e começar a divulgar imediatamente.

Entre os nomes que já fazem parte do time de criadores estão Thiago Nigro, Bruno Perini, Rafaela Ferrari e Iara Thamires, reforçando a credibilidade do programa. Além de gerar renda para os influenciadores, a iniciativa contribui para a educação financeira da audiência, propagando o acesso às criptomoedas de maneira segura, didática e confiável.

Com a Bity Creators, o Bitybank convida influenciadores de todos os nichos: finanças, tecnologia, lifestyle, educação, games, e mais interessados a participarem de um programa sólido, com recompensas reais e impacto mensurável.

Mais informações e inscrições em: Bity Creators 

“Pulo o anúncio”: 78% dos brasileiros evitam propagandas sempre que podem, revela pesquisa

Uma nova pesquisa da Hibou, instituto especializado em monitoramento e insights de consumo, mostra que o brasileiro está cada vez mais impaciente com a publicidade. Realizado nos dias 20 e 21 de junho com 1.304 entrevistados em todo o país, o levantamento traça um panorama sobre o comportamento do consumidor diante da comunicação publicitária nos mais diversos canais, como streamings, TV, marketplaces e aplicativos.

Anúncios em vídeo: rejeição imediata

A maioria dos respondentes, 78%, afirmou que pula os anúncios assim que possível ao assistir vídeos no YouTube ou em plataformas com publicidade. Apenas 8% disseram deixar a propaganda passar até o fim, desde que não seja muito longa, enquanto 2% assistem até o final, independentemente da duração. Além disso, 4% usam bloqueadores de anúncios.

Mesmo com a opção de pagar para evitar propaganda, a resistência ainda é forte: 35% não pagam nenhum streaming, 23% pagam apenas um, 19% arcam com a maioria dos que utilizam e apenas 10% pagam por todos.

Atenção é rara, mas possível

A atenção a anúncios longos (com mais de 30 segundos) do interesse do impactado só acontece sempre para 5% dos entrevistados. Outros 9% afirmaram prestar atenção frequentemente, enquanto a maioria assiste esporadicamente (23%)raramente (39%) ou nunca (24%).

Quando um anúncio chama a atenção, as reações variam: 24% buscam o site ou marketplace da marca para conferir a veracidade, 21% visitam as redes sociais da empresa, 19% clicam diretamente para saber mais e 19% pesquisam em plataformas como o Reclame Aqui. Outros 10% apenas memorizam a informação, 7% comentam com amigos e 15% dizem que isso não acontece com eles.

“Estamos diante de um consumidor cansado que está cada vez mais exigente e seletivo. Não há mais espaço para comunicação genérica ou invasiva. O que funciona hoje são mensagens que entregam valor real, com criatividade, utilidade e clareza”, afirma Ligia Mello , CSO da Hibou.

Propagandas repetidas irritam mais que interrupções

O que mais incomoda o consumidor na publicidade? Segundo o estudo, 74% se irritam com propagandas repetidas, 63% com apelo emocional exagerado, 58% com interrupções de conteúdo e 45% com mensagens sem clareza. Além disso, 34% não gostam de piadas forçadas ou comunicações que tentam impor um ponto de vista.

Na TV, o comportamento também mostra desatenção: 42% pegam o celular para fazer outra coisa durante o intervalo, 34% assistem esperando o programa voltar, 15% mudam de canal, 14% saem da sala e 6% colocam a TV no mudo. Já 14% disseram não assistir à TV aberta ou a cabo.

Apesar do ceticismo, 59% dos consumidores consideram eficaz a publicidade direcionada, principalmente quando veiculada por marcas conhecidas ou dentro de canais de vendas. A aceitação cresce quando o anúncio não interfere no que estão fazendo, algo valorizado por 78% dos entrevistados.

61% preferem receber recomendações baseadas em histórico de compras e 40% acreditam que um anúncio criativo é mais eficiente. Ainda assim, apenas 28% reconhecem que anúncios em canais de venda influenciam suas compras esporadicamente, e 39% sentem que esse tipo de publicidade vem melhorando suas experiências de consumo.

“A propaganda precisa respeitar o tempo e o momento do público. Interromper para tentar convencer já não funciona. O novo caminho é integrar, sugerir e gerar identificação sem forçar a barra”, complementa Ligia Mello.

Propaganda nos marketplaces ainda faz diferença

Durante compras em marketplaces como Amazon ou Mercado Livre, 34% dos consumidores consideram que os anúncios ajudam a descobrir novos produtos. Outros 10% já mudaram de ideia por conta de promoções e 5% seguiram recomendações da plataforma. Por outro lado, 41% buscam apenas o que desejam comprar e 30% só notam anúncios quando há vantagens claras. Apenas 4% afirmaram não comprar em marketplaces.

Super apps dividem opiniões

O estudo investigou também a aceitação de aplicativos multifuncionais, como apps de transporte que oferecem empréstimos ou serviços financeiros em plataformas de e-commerce. 25% dos brasileiros não se incomodam, 16% acham bom ter mais opções e 9% consideram ótimo resolver tudo em um só lugar. Em contrapartida, 22% acreditam que esses apps perdem o foco e 28% não gostam da grande quantidade de ofertas não relacionadas.

Durante corridas por aplicativos como Uber ou 99, 52% observam o trânsito e a rua, 44% conversam com o motorista ou acompanhantes, 41% monitoram o caminho pelo app, 32% usam o celular para outras atividades e 6% leem, trabalham ou fazem outras tarefas fora do celular. 11% não utilizam esse tipo de serviço.

Mensagem certa no momento certo

Por fim, quando perguntados sobre o quanto anúncios em canais de venda e aplicativos influenciam suas decisões de compra, 9% disseram ser sempre impactados, 23% frequentemente, 48% esporadicamente, 8% raramente e 12% nunca. Ou seja, mesmo diante de certa resistência, 71% ainda se sentem impactados de alguma forma.

“A propaganda eficaz precisa se tornar parte da experiência, e não um obstáculo. O consumidor brasileiro está cada vez mais consciente do que consome e por quê. E a comunicação que o respeita e o compreende será, naturalmente, mais valorizada”, finaliza Ligia Mello, da Hibou.

Comportamento de consumo em datas comemorativas: como impulsionar o varejo?

O comportamento de consumo em datas comemorativas vem se transformando com o avanço da tecnologia, a digitalização do varejo e as mudanças nos hábitos dos consumidores. Segundo levantamento recente da NielsenIQ, cerca de 67% dos brasileiros afirmam se planejar financeiramente para adquirir presentes em ocasiões especiais como Dia das Mães, Natal e Dia dos Namorados. Isso revela não apenas a relevância desses períodos para o comércio, mas também a necessidade de estratégias bem estruturadas para atrair e fidelizar os clientes. O desempenho do comércio, seja físico ou digital, tem sido impulsionado pela combinação de promoções, personalização e uma experiência de compra cada vez mais ágil e integrada.

Entre os principais fatores que influenciam a decisão dos clientes estão a entrega rápida, a qualidade dos produtos e a experiência. Com a aceleração do e-commerce, a conveniência ganhou protagonismo: consumidores esperam prazos curtos, opções de agendamento e processos simplificados. Outro ponto que vem ganhando força é a personalização. Presentes que podem ser customizados com itens adicionais como chocolates, pelúcias, bebidas ou velas aromáticas se destacam por transmitir mais cuidado e atenção. Esse tipo de diferencial tem maior presença em categorias como flores, cestas, cosméticos e artigos de decoração, principalmente nos canais digitais, que permitem ajustes no momento da compra com mais facilidade.

Promoções e descontos continuam sendo elementos centrais na decisão de comprar um produto. Eles não apenas impulsionam as vendas no curto prazo, como também contribuem para a fidelização do cliente, desde que sejam oferecidos de forma planejada. Outro recurso poderoso é oferecer sugestões de presentes. Muitos consumidores têm dúvidas sobre o que adquirir, e as marcas que conseguem orientá-los com curadoria, listas temáticas e kits prontos acabam facilitando a jornada de compra e fortalecendo o relacionamento com o cliente. Essas dicas podem ser divulgadas em pontos de venda, redes sociais, e-mails e anúncios digitais.

No contexto das comemorações sazonais, o planejamento é determinante para o sucesso das vendas. Não basta apenas acompanhar o calendário: é preciso preparar o estoque, treinar a equipe e alinhar todas as ações de marketing e operação para oferecer uma experiência sem falhas. A antecipação também faz a diferença. Marcar presença antes dos concorrentes com teasers, descontos exclusivos para clientes cadastrados e campanhas segmentadas ajuda a capturar a atenção do público.

O comércio varejista vem colhendo resultados expressivos em 2025, impulsionado justamente pelas estratégias bem executadas em datas comemorativas. No Dia dos Namorados, por exemplo, houve crescimento de 11,3% nas vendas em relação a 2024, de acordo com dados de pesquisa do Itaú Unibanco. A Páscoa também teve desempenho positivo, com alta de 6,4% nos pedidos segundo o Índice Cielo do Varejo Ampliado (ICVA), revertendo a queda registrada no ano anterior. O Dia das Mães se destacou ainda mais: estima-se que mais da metade da população brasileira tenha comprado presentes na data, com gasto médio entre R$ 250 e R$ 450 por pessoa, conforme informações do levantamento da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e do SPC Brasil.

Essas movimentações reforçam o papel das datas sazonais como importantes impulsionadoras do consumo e evidenciam a necessidade de um planejamento estratégico que contemple tanto o comércio físico quanto o digital. Em um mercado cada vez mais dinâmico e exigente, estar atento às novas demandas do consumidor não é apenas um diferencial, é essencial para garantir relevância, competitividade e sustentabilidade nos negócios.