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5 motivos que levam empreendedores a perder dinheiro no e-commerce

Mesmo com o avanço das plataformas de e-commerce e o aumento no número de consumidores conectados, muitos empreendedores brasileiros continuam enfrentando dificuldades para obter lucro no ambiente digital. Em 2023, o comércio eletrônico nacional movimentou R$ 196,1 bilhões, segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). Ainda assim, a taxa de mortalidade dos negócios digitais continua alta, estima-se que 70% das lojas virtuais não sobrevivem ao segundo ano de operação.

Na visão de especialistas, boa parte dos fracassos poderia ser evitada com informação de qualidade e organização estratégica. “Vender online não é apenas criar uma loja virtual e esperar resultados. É preciso planejamento, conhecimento técnico e atenção à experiência do cliente. Muitos erros comuns acabam comprometendo toda a operação”, explica Paulo Silva, CEO da Filtrify, primeira plataforma do mercado focada em inteligência para afiliados no marketing digital.

A seguir, o especialista lista os cinco erros mais frequentes e orienta como evitá-los:

1. Falta de planejamento financeiro: separar contas pessoais das empresariais e ter um fluxo de caixa estruturado ainda é um desafio para muitos pequenos negócios. “Sem um planejamento financeiro claro, o empreendedor se perde entre despesas e receitas, e isso afeta decisões estratégicas importantes, como investimento em marketing ou reposição de estoque”, alerta Paulo. Ter um plano de negócios bem definido, com metas realistas e análise de mercado, é essencial para a sobrevivência no comércio eletrônico.

2. Logística mal estruturada: altos custos de frete, prazos longos e problemas na entrega são grandes responsáveis por carrinhos abandonados, que no Brasil atingem taxa de 82%, segundo o E-Commerce Radar. “O consumidor quer praticidade e rapidez. Se o frete for caro ou a entrega demorar demais, ele simplesmente desiste da compra”, explica o especialista. Investir em parcerias logísticas eficientes e em sistemas de rastreamento pode fazer toda a diferença.

3. Experiência do cliente ruim: sites lentos, mal adaptados ao celular, com descrições incompletas e poucas opções de pagamento prejudicam a jornada do consumidor. “Hoje, mais da metade das compras é feita via smartphone. Se o site não for responsivo ou exigir muitos passos até o pagamento, a chance de conversão despenca”, destaca Paulo. A dica é simplificar o processo de compra e garantir que o consumidor encontre o que precisa com facilidade.

4. Tráfego desqualificado: atrair muitas visitas para o site não significa vender mais. “Muitos empreendedores investem em tráfego, mas não analisam se estão atingindo o público certo. Isso gera desperdício de verba e baixa taxa de conversão”, afirma o CEO da Filtrify. O ideal é trabalhar com dados e segmentação para alcançar consumidores realmente interessados no que está sendo oferecido.

5. Falta de atendimento eficaz: a ausência de um atendimento rápido e humanizado, seja no pré ou no pós-venda, afasta clientes e prejudica a reputação da marca. “O consumidor quer respostas. Ter canais de contato claros e um suporte eficiente influencia diretamente na fidelização e no sucesso da loja virtual”, comenta Paulo.

Apesar dos desafios, o especialista aponta que há caminhos para reverter esse cenário e melhorar os resultados no e-commerce. “A boa notícia é que todos esses pontos podem ser ajustados com organização e acesso à informação confiável. Conteúdos educativos, plataformas de suporte e ferramentas de gestão podem ajudar o empreendedor digital a corrigir rotas e alcançar resultados mais sustentáveis”, conclui Paulo Silva.

O novo CEO em 2025: Algoritmos, cultura digital e o peso da reinvenção pessoal

Não basta mais liderar com visão estratégica e fluência em números. O CEO (Chief Executive Officer) do presente e, sobretudo do futuro, precisa transitar entre o mundo dos dados e o das pessoas com a mesma naturalidade com que articula resultados trimestrais. Se antes era suficiente compreender cenários de negócios, hoje o executivo máximo de uma organização precisa dominar a lógica dos algoritmos, entender a ética por trás da Inteligência Artificial (IA) e, acima de tudo, assumir pessoalmente a responsabilidade por transformar sua empresa – e a si mesmo.

A chamada reinvenção do CEO não é uma metáfora: é uma exigência concreta. De acordo com um levantamento global, 72% dos líderes acreditam que suas empresas não serão viáveis economicamente na próxima década se não forem reinventadas. E não há reinvenção institucional sem transformação pessoal. A reinvenção corporativa exige, antes de tudo, a reinvenção pessoal da liderança. O CEO moderno precisa equilibrar a otimização de custos, reinventar modelos de negócios e liderar a transformação tecnológica, tudo isso enquanto constrói confiança com stakeholders e entrega valor sustentável.

Neste contexto, surgem os “Chief Exponential Officers” (Diretores Exponenciais, em tradução livre): executivos que criam laboratórios de inovação, comitês internos de tecnologia e ambientes seguros para a experimentação. Trata-se de líderes que entendem que não basta delegar a tecnologia ao CTO (Chief Technology Officer): é preciso internalizar o aprendizado e a alfabetização em IA como uma prioridade executiva. Como mostrou um estudo, 74% dos CEOs acreditam que perderão seus cargos até 2026 se não conseguirem entregar resultados mensuráveis com IA. Ou seja, a accountability do CEO se desloca do coletivo para o indivíduo: não é mais sobre o que empresa está fazendo, mas sobre o quanto eleouela lidera essa transformação com propriedade.

Esse novo modelo de liderança exige operar em duas temporalidades simultâneas. De acordo com uma consultoria, os planos trianuais são insuficientes: CEOs bem-preparados criam táticas de seis meses para gerar resultados rápidos e, ao mesmo tempo, cultivam visões estratégicas de sete anos ou mais. É um equilíbrio entre velocidade e profundidade, tática e visão, reação e propósito. Nesse modelo, o CEO precisa ser menos um comandante e mais um arquiteto – alguém que desenha sistemas, desenvolve talentos e antecipa mudanças com serenidade.

Um dos estudos aqui mencionados propõe uma reconfiguração completa da liderança: em vez do modelo “heroico”, centrado em decisões unilaterais, surge o CEO como facilitador, arquiteto e coach. É ele quem promove uma cultura de aprendizagem contínua, legitima o erro como parte do processo e encoraja a cocriação entre equipes diversas. Liderar com dados, aqui, não é apenas uma questão de tecnologia, mas de mentalidade: significa tomar decisões baseadas em evidências, sim, mas sem perder a bússola ética e humana que define o propósito de uma organização. Como aponta o livro “The Journey of Leadership”, a liderança começa de dentro para fora, pela capacidade de inspirar, escutar e conectar.

A liderança na era da IA não se resume a dominar ferramentas tecnológicas, mas sim a orquestrar ecossistemas humanos e digitais. CEOs precisam ser mentores que promovem ciclos curtos de feedback, ambientes emocionalmente seguros e espaços de inovação descentralizada. Em suma, não se trata do CEO virar ou assumir as atribuições de um programador, mas de ser um curador estratégico do conhecimento. É preciso criar estruturas que permitam o uso intencional e governado da IA, com foco na capacitação das pessoas e na manutenção de culturas organizacionais vivas e adaptáveis.

Essa mudança de postura é urgente. De acordo com uma pesquisa do Fórum Econômico Mundial (WEF), 44% das habilidades atuais precisarão ser atualizadas até 2027, e os CEOs devem liderar esse movimento pelo exemplo. Ainda assim, 84% dos líderes globais se sentem despreparados para lidar com futuras disrupções. Isso revela um paradoxo perigoso: as companhias estão se digitalizando mais rápido do que suas lideranças conseguem acompanhar. Para quebrar esse ciclo, é necessário assumir a resiliência como competência estratégica, uma espécie de “musculatura emocional” que prepara as empresas não só para resistir, mas para evoluir diante do imprevisível.

Nesse sentido, CEOs resilientes adotam uma “mentalidade de ciclo completo”, como define a consultoria: eles olham para curto e longo prazo simultaneamente, mesmo que os resultados imediatos sejam desconfortáveis. Eles não evitam decisões difíceis, não terceirizam riscos tecnológicos e, principalmente, não se escondem da responsabilidade de liderar com propósito. Mais do que controlar crises, elas as transformam em alavancas de inovação. Isso é ser um “Chief Exponential Officer”: alguém que não apenas reage ao futuro, mas o redesenha com coragem, empatia e visão clara de que liderar é, cada vez mais, uma prática de humanidade em tempos de algoritmos.

Tech Rocket chega ao mercado com a premissa de transformar a jornada de vendas por meio de IA

Transformar, de maneira prática e eficiente, a jornada de vendas. É com essa premissa que chega ao mercado a Tech Rocket, spin-off da Sales Rocket que combina inteligência artificial, automação e dados para acelerar resultados e garantir eficiência comercial do lead ao pós-venda.

Sua principal função é ser uma plataforma tecnológica especializada em transformar o processo de vendas em uma experiência automatizada e orientada por dados, estruturada em três pilares principais: agentes de IA, orquestração de processos automatizados e inteligência de dados com foco em receita.

Thiago Hortolan, CEO da Tech Rocket, destaca que a empresa nasce com a missão clara de converter tecnologia em resultados concretos. “Inteligência artificial não é apenas um modismo, é a arquitetura para o crescimento sustentável. Nossa proposta é simples e ambiciosa: escalar receita com consistência, eficiência e propósito”, aponta.

Com foco em resultados reais e mensuráveis, a Tech Rocket oferece eficiência comercial com retorno claro sobre o investimento. Entre os principais benefícios esperados estão a automação de qualificação de leads, a conversão de oportunidades por agentes de IA em toda jornada do cliente e automação comercial através de RAGs. 

“Cada projeto nasce para ser um case. Nossos produtos carregam estratégia, design e impacto mensurável. O que entregamos no fim do dia é pipeline escalável, decisões mais inteligentes e receita real para os nossos clientes”, complementa Hortolan.

Além do aspecto tecnológico, a Tech Rocket aposta em uma cultura forte de aprendizado e liderança distribuída, posicionando-se como uma fábrica de cases. Sua equipe multidisciplinar valoriza a entrega, a excelência e a evolução constante, reforçando seu manifesto: “Não fazemos por fazer, fazemos para escrever história”.

Com uma visão clara para o futuro, a startup já está em movimento para consolidar sua presença no mercado e ampliar seu impacto. “A Tech Rocket já opera com clientes em fase de aceleração e tem planos concretos para expandir suas operações com ofertas modulares e escaláveis a partir do segundo semestre de 2025, ampliando sua presença no mercado e potencializando resultados,” conclui Hortolan.

Biometria não é suficiente: como fraudes avançadas estão desafiando os bancos

A adoção de biometria explodiu no Brasil nos últimos anos – 82% dos brasileiros já utilizam alguma tecnologia biométrica para autenticação, impulsionada pela conveniência e pela busca por mais segurança nos serviços digitais. Seja no acesso a bancos via reconhecimento facial ou no uso de impressão digital para autorizar pagamentos, a biometria virou o “novo CPF” em termos de identificação pessoal, tornando processos mais rápidos e intuitivos.  

Porém, uma onda crescente de fraudes tem exposto os limites dessa solução: somente em janeiro de 2025, foram registradas 1,24 milhão de tentativas de fraude no Brasil, um aumento de 41,6% em relação ao ano anterior – o equivalente a uma tentativa de golpe a cada 2,2 segundos. Grande parte desses ataques mira justamente os sistemas de autenticação digital. Dados da Serasa Experian mostram que em 2024 as tentativas de fraude contra bancos e cartões cresceram 10,4% em relação a 2023, representando 53,4% de todas as fraudes registradas no ano.  

Se não tivessem sido evitadas, essas fraudes poderiam ter causado um prejuízo estimado em R$ 51,6 bilhões. Esse aumento reflete uma mudança de cenário: os golpistas estão evoluindo suas táticas mais rápido do que nunca. Segundo uma pesquisa da Serasa, metade dos brasileiros (50,7%) foi vítima de fraudes digitais em 2024, um salto de 9 pontos percentuais em relação ao ano anterior, e 54,2% dessas vítimas sofreram prejuízo financeiro direto.  

Outra análise aponta um aumento de 45% nos crimes digitais em 2024 no país, com metade das vítimas sendo efetivamente ludibriadas pelos golpes. Diante desses números, a comunidade de segurança questiona: se a biometria prometia proteger usuários e instituições, por que os fraudadores parecem estar sempre um passo à frente?

Golpes driblam reconhecimento facial e digital

Parte da resposta está na criatividade com que as quadrilhas digitais contornam os mecanismos biométricos. Nos últimos meses, surgiram casos emblemáticos. Em Santa Catarina, um grupo fraudulento lesou pelo menos 50 pessoas obtendo clandestinamente dados de biometria facial de clientes – um funcionário de telecomunicações simulou vendas de linhas telefônicas para capturar selfies e documentos dos clientes, usando esses dados depois para abrir contas bancárias e contrair empréstimos em nome das vítimas.  

Em Minas Gerais, criminosos foram além: fingiram ser entregadores dos Correios para coletar impressões digitais e fotos de moradores, com o objetivo expresso de burlar a segurança de bancos. Ou seja, os golpistas não só atacam a tecnologia em si, mas também exploram a engenharia social – induzindo pessoas a entregarem seus próprios dados biométricos sem perceber. Especialistas alertam que mesmo sistemas considerados robustos podem ser enganados.  

O problema é que a popularização da biometria criou uma falsa sensação de segurança: os usuários presumem que, por ser biométrica, a autenticação é infalível.  

Em instituições com barreiras menos rigorosas, golpistas conseguem êxito usando meios relativamente simples, como fotos ou moldes para imitar características físicas. O chamado “golpe do dedo de silicone”, por exemplo, tornou-se conhecido: criminosos colam películas transparentes em leitores de digitais de caixas eletrônicos para roubar a impressão do cliente e depois criam um dedo falso de silicone com aquela digital, realizando saques e transferências indevidas. Bancos afirmam já empregar contramedidas – sensores capazes de detectar calor, pulsação e outras características de um dedo vivo, inutilizando moldes artificiais.  

Ainda assim, casos isolados desse golpe evidenciam que nenhuma barreira biométrica está totalmente a salvo de tentativa de burlar. Outro vetor preocupante é o uso de ardis de engenharia social para obter selfies ou exames faciais dos próprios clientes. A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) soou o alarme para um novo tipo de fraude em que golpistas solicitam “selfies de confirmação” às vítimas sob falsos pretextos. Por exemplo, fingindo serem funcionários de banco ou do INSS, eles pedem uma foto do rosto “para atualizar cadastro” ou liberar um benefício inexistente – na verdade, usam essa selfie para se passar pelo cliente em sistemas de verificação facial.  

Um simples descuido – como tirar uma foto atendendo ao pedido de um suposto entregador ou agente de saúde – pode fornecer aos criminosos a “chave” biométrica para acessar contas alheias.  

Deepfakes e IA: a nova fronteira dos golpes

Se enganar pessoas já é uma estratégia muito utilizada, os criminosos mais avançados estão também enganando as máquinas. Aqui entram as ameaças de deepfake – manipulação avançada de voz e imagem por inteligência artificial – e outras técnicas de falsificação digital que tiveram um salto de sofisticação de 2023 para 2025.  

Em maio passado, por exemplo, a Polícia Federal deflagrou a operação “Face Off” após identificar um esquema que fraudou cerca de 3 mil contas do portal Gov.br usando biometria facial falsa. O grupo criminoso aplicava técnicas altamente sofisticadas para se passar por usuários legítimos na plataforma gov.br, que concentra o acesso a milhares de serviços públicos digitais.

Investigadores revelaram que os golpistas usavam uma combinação de vídeos manipulados, imagens alteradas por IA e até máscaras 3D hiper-realistas para enganar o mecanismo de reconhecimento facial. Em outras palavras, simulavam os traços faciais de terceiros – inclusive pessoas já falecidas – para assumirem identidades e acessar benefícios financeiros vinculados àquelas contas. Com movimentos artificiais de piscar olhos, sorrir ou virar a cabeça sincronizados perfeitamente, conseguiam até driblar a funcionalidade de liveness detection, que foi desenvolvida exatamente para detectar se há uma pessoa real diante da câmera.  

O resultado foi o acesso indevido a valores que deveriam ser resgatados apenas pelos verdadeiros beneficiários, além da aprovação ilícita de empréstimos consignados no app Meu INSS usando essas identidades falsas. Esse caso expôs de forma contundente que sim, é possível burlar a biometria facial – mesmo em sistemas grandes e teoricamente seguros – quando se dispõe das ferramentas certas.  

No setor privado, a situação não é diferente. Em outubro de 2024, a Polícia Civil do Distrito Federal conduziu a operação “DeGenerative AI”, desarticulando uma quadrilha especializada em invadir contas de bancos digitais por meio de apps de inteligência artificial. Os criminosos realizaram mais de 550 tentativas de invasão de contas bancárias de clientes, usando dados pessoais vazados e técnicas de deepfake para reproduzir a imagem dos correntistas e assim validar procedimentos de abertura de novas contas em nome das vítimas e habilitar dispositivos móveis como se fossem delas.  

Estima-se que o grupo tenha conseguido movimentar cerca de R$ 110 milhões em contas de pessoas físicas e jurídicas, lavando dinheiro de diversas origens, antes que a maioria das fraudes fosse barrada pelas auditorias internas dos bancos.  

Para além da biometria

Para o setor bancário brasileiro, a escalada desses golpes de alta tecnologia acende um sinal de alerta. Os bancos investiram pesado na última década para migrar clientes para canais digitais seguros, adotando biometria facial e digital como barreiras contra fraude.  

Entretanto, a recente onda de golpes sugere que depender exclusivamente da biometria pode não ser suficiente. Golpistas exploram falhas humanas e brechas tecnológicas para se passar pelos consumidores, e isso demanda com que a segurança seja pensada em múltiplos níveis e fatores de autenticação, não mais um único fator “mágico”.

Diante desse cenário complexo, especialistas convergem em uma recomendação: adotar autenticação multifator e abordagens multicamadas de segurança. Isso significa combinar diferentes tecnologias e métodos de verificação, de forma que, se um fator falhar ou for comprometido, outros impeçam a fraude. A própria biometria continua sendo peça importante – afinal, quando bem implementada com verificação de vida (liveness) e criptografia, dificulta bastante ataques oportunistas.  

Porém, deve atuar junto com outros controles: senhas ou PINs de uso único enviados ao celular, análise de comportamento do usuário – a chamada biometria comportamental, que identifica padrões de digitação, uso do aparelho e pode soar o alarme ao notar um cliente “agindo diferente do normal” –, e monitoramento inteligente de transações.  

Ferramentas de IA também estão sendo usadas a favor dos bancos, identificando sinais sutis de deepfake em vídeos ou vozes – por exemplo, analisando frequências de áudio para detectar vozes sintéticas ou procurando distorções visuais em selfies.  

No fim das contas, a mensagem que fica para os gestores bancários e profissionais de segurança da informação é clara: não existe bala de prata. A biometria trouxe um patamar superior de segurança em comparação com senhas tradicionais – tanto que os golpes migraram em boa parte para enganar as pessoas, não mais quebrar algoritmos.  

Contudo, os fraudadores estão explorando cada brecha, seja humana ou tecnológica, para frustrar os sistemas biométricos. A resposta adequada envolve tecnologia de ponta em constante atualização e monitoramento proativo. Só quem conseguir evoluir suas defesas na mesma velocidade em que surgem novos golpes estará apto a proteger plenamente seus clientes na era da inteligência artificial maliciosa.

Por Sylvio Sobreira Vieira, CEO & Head Consulting da SVX Consultoria.

Diálogo quer otimizar operações de e-commerce com novas categorias de coleta e entrega de encomendas

A Diálogo, transportadora do Grupo BBM, especializada em entregas para e-commerce e marketplaces, anuncia a expansão de seus serviços além do last mile, passando a operar também com as modalidades Midpack, Inject e Inhub. A iniciativa reforça o compromisso da empresa em oferecer soluções flexíveis e integradas para o varejo digital.

Cada modalidade atua em um estágio específico da cadeia logística e foram implantadas para garantir maior controle, redução de etapas desnecessárias e agilidade no transporte e processamento das mercadorias.

Segundo a Diálogo, os clientes serão beneficiados com a redução de custos operacionais e de transporte, graças à otimização de rotas e consolidação de cargas. 

Outra vantagem é a possível integração dessas modalidades com tecnologias como torre de controle, aplicativos e sistemas de tracking para assegurar o rastreamento em tempo real e a transparência da movimentação dos produtos em todas as etapas logísticas, aumentando, assim, a confiabilidade das operações.

“Com informações centralizadas e rastreamento em tempo real, os varejistas digitais também podem melhorar o controle de estoque e ter uma maior precisão na gestão de pedidos”, diz Jorcei Chiochetta, diretor de transporte fracionado e e-commerce.

As novas modalidades também permitirão ao varejo digital otimizar a previsibilidade nas entregas, elevando a satisfação do consumidor e reduzindo o abandono de carrinho por prazos longos, além de flexibilizar a operação em múltiplos canais de venda, com a possibilidade de retirada em hubs ou entrega domiciliar.

O que são as novas modalidades e seus diferenciais

A modalidade Midpack é voltada para produtos entre 2kg e 10kg e contempla todas as etapas do transporte, ou seja, a gestão de encomendas entre centros de distribuição e hubs urbanos. Seu diferencial é otimizar o fluxo intermediário antes da entrega final, garantindo eficiência e controle no trajeto entre grandes centros. 

Já a Inject permite a consolidação e injeção de volumes diretamente nos centros de distribuição da Diálogo, agilizando o processamento e reduzindo etapas no ciclo logístico. Dessa forma, o cliente leva os produtos diretamente até o terminal destino e a empresa efetua a entrega final ao consumidor. 

Por fim, a  modalidade Inhub é uma operação de cross-docking e transbordo em hubs urbanos, permitindo a rápida transferência de mercadorias entre modais e reduzindo o tempo de entrega das encomendas. Na prática, o cliente deixa a carga em um terminal da BBM mais próximo e a Diálogo segue com os fluxos de transferência e entrega ao consumidor.

“Queremos fortalecer nossa posição como parceira estratégica do e-commerce, oferecendo soluções que impulsionam a eficiência logística com entregas mais rápidas, previsíveis e com maior controle. Tudo isso para promover uma ótima experiência ao consumidor final e o crescimento sustentável dos negócios digitais dos nossos clientes”, destaca Chiochetta.

A Diálogo já trabalha com outras operações como: Standard (coleta, transferência e entrega para pacotes de 1kg a 2kg); Same Day (entrega no mesmo dia); Ship From Store (coleta nas lojas do cliente e entrega direta ao consumidor final); Express (entregas em até 48h em capitais); Omnichannel (coleta no Centro de Distribuição central do cliente e entrega ao consumidor); Marketplace (coleta nos vendedores e entrega ao cliente final); e Middle Mile (transferência de mercadorias entre CDs de clientes).

TikTok Shop e automação pautam debates sobre o futuro do varejo digital no Fórum E-commerce Brasil

Em julho, São Paulo se torna o grande palco do e-commerce nacional. Longe de ser apenas a maior metrópole do país, a cidade se reafirma como o principal polo de negócios digitais, impulsionando o setor que não para de crescer. Essa liderança se consolida nos dias 29, 30 e 31 de julho, com a realização do Fórum E-commerce Brasil 2025, o maior evento do setor na América Latina.

Com palco no Distrito Anhembi, o Fórum E-commerce Brasil atrairá um público altamente qualificado: profissionais que impulsionam a engrenagem de um setor que demonstra crescimento exponencial em todo o país e na região. O Fórum E-commerce Brasil é um mapa estratégico que oferece as tendências mais recentes, aborda os desafios críticos e, principalmente, destaca as oportunidades que moldam o futuro do varejo digital.

A programação completa do evento inclui palestras de ponta, painéis interativos e workshops práticos, promovendo um ambiente efervescente de negócios e intensa troca de experiências. Será o ponto de encontro para aqueles que buscam aprimorar a compra, venda, integração e automação para escalar seus faturamentos.

Entre os nomes que participarão está a Magis5, plataforma especializada em integração com marketplaces e automação de vendas, que ajuda vendedores a gerir estoques, pedidos e entregas de forma escalável. A empresa unifica mais de 30 marketplaces, incluindo o recém-chegado TikTok Shop, em uma única plataforma integrada.

Para Claudio Dias, CEO da Magis5, a presença no Fórum E-commerce Brasil é estratégica. “Estar no Fórum E-commerce Brasil é essencial. É o local ideal para demonstrar, na prática, como as ferramentas de automação e integração da Magis5 capacitam lojistas a otimizar operações, reduzir custos e alcançar um crescimento sustentável no ambiente online. Mais do que fechar negócios, o evento é um espaço privilegiado para ouvir o mercado, compreender as necessidades reais dos sellers e, em conjunto, desenvolver soluções inovadoras que impulsionem o setor”, explica Dias.

São Paulo, com sua infraestrutura e ambiente de negócios dinâmico, sempre foi o epicentro das grandes discussões e inovações no comércio eletrônico. Dias enfatiza que “eventos como o Fórum E-Commerce Brasil não apenas fortalecem o sistema digital da região. Aqui, não se fala mais somente de digitalizar empresas, fala-se de pensar o varejo como serviço, de integrar dados, automatizar processos e usar tecnologia como motor de crescimento”.

Para o CEO, “o que testemunhamos em São Paulo é um reflexo de um Brasil que compreendeu: a divisão entre o físico e o digital no varejo não existe mais. O Fórum E-commerce Brasil, nesse contexto, é precisamente o ponto de encontro de quem está construindo e revolucionando esse novo varejo”, resume Dias, ressaltando o papel da Magis5 nessa transformação.

ServiçoEvento: Fórum E-Commerce BR 2025Data: 29 a 31 de julho de 2025Local: Novo Complexo Anhembi. Avenida Olavo Fontoura, nº 1209, Bairro Santana, São Paulo/SP.

Inédito: Grupo Hi lança “Uber” das Lavanderias, com foco em IPO

Modelos de negócio sob demanda transformaram radicalmente a forma como as pessoas consomem serviços, priorizando conveniência, agilidade e autonomia. Esse movimento de empresas de serviços on-demand, impulsionou o surgimento de milhares de startups ao redor do mundo, especialmente na América Latina, que experimentou um crescimento de 78% deste modelo de negócios nos últimos 5 anos, movimentando mais de US$ 16 bilhões em investimentos. No Brasil, o formato representa uma parcela crescente do ecossistema de inovação, refletindo a preferência do consumidor por soluções automatizadas e acessíveis. É nesse contexto que surge o Laundry in Box, criado pelo Grupo Hi, holding que administra a Lavanderia 60 Minutos. Inspirado nessa mesma lógica, o modelo utiliza armários inteligentes instalados em condomínios e locais de grande circulação para coletar, higienizar e devolver roupas limpas em até 24 horas, com todo o processo sendo monitorado digitalmente pelo cliente via aplicativo.

O funcionamento é simples: os armários são instalados em áreas comuns dos condomínios. Os moradores utilizam o aplicativo Hipag (solução de pagamentos da 60 Minutos) para realizar o pagamento e inserir as roupas sujas no compartimento indicado. A equipe da Lavanderia realiza a coleta, lavagem, secagem, embalagem e devolução no mesmo local, sem contato físico com o cliente e com rastreabilidade total do processo. A solução já começou a ser implantada, e deve alcançar 2 mil pontos até o fim de 2025 – sendo a maioria na cidade de São Paulo –, ampliando o alcance da marca por meio de conveniência, tecnologia e sustentabilidade. “Temos visto o mercado de serviços evoluir de forma muito rápida, e o Laundry in Box é a nossa resposta a essa tendência. A proposta é tornar a lavanderia tão simples e acessível quanto pedir comida ou chamar um carro. O modelo foi desenvolvido para oferecer a conveniência e flexibilidade que o cliente já espera de outros aplicativos, mas com o cuidado e a qualidade que a nossa marca sempre prezou. Queremos estar onde o cliente está e atender suas necessidades de forma rápida, prática e eficiente, de um jeito que faça sentido na vida real”, explica Isaelson Oliveira, fundador e CEO do Grupo Hi.

O Laundry in Box se destaca por unir comodidade e eficiência operacional. Com consumo médio de apenas 48 litros de água por ciclo e uso de insumos biodegradáveis, a rede adota práticas que contribuem para a preservação de recursos naturais. O serviço também reduz a necessidade de produção e descarte de máquinas domésticas, além de utilizar equipamentos industriais de alta durabilidade, que operam com baixa demanda de mão de obra. “O que fizemos foi adaptar a lógica do delivery para um serviço essencial, mas ainda pouco digitalizado. As pessoas estão cada vez mais acostumadas a resolver tudo pelo celular, com agilidade e praticidade, e o Laundry in Box surgiu justamente para atender a essa demanda, oferecendo um serviço que se adapta à rotina moderna, sem abrir mão da qualidade e da sustentabilidade”, afirma Isaelson Oliveira, fundador e CEO do Grupo Hi.

A expansão da solução faz parte do plano estratégico do Grupo Hi, que encerrou 2024 com R$ 54 milhões em faturamento e projeta alcançar R$ 75 milhões até o final de 2025. A rede, que já possui 500 pontos em funcionamento e outros 300 em implantação, planeja fechar o próximo ano com 1.400 unidades em operação. A internacionalização também já está em andamento, com investimento inicial de 1 milhão de euros para a entrada em Portugal, mercado que deve servir de base para o crescimento na Europa. O objetivo é atingir R$ 1 bilhão em valor de mercado e realizar um IPO até 2027.

Os principais desafios na adequação de pequenas e médias empresas à LGPD

A Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) foi um divisor de águas na forma como empresas brasileiras de todos os portes tratam informações pessoais. No entanto, embora a legislação seja única, os caminhos para sua adequação são desiguais. As pequenas e médias empresas (PMEs), que representam a maioria dos negócios do país, enfrentam desafios específicos que vão além da simples falta de orçamento. Trata de uma questão de cultura de governança, desconhecimento técnico-jurídico e ausência de priorização estratégica.

Uma pesquisa realizada pelo Sebrae recentemente, revelou que a adequação das PMEs à LGPD ainda está muito longe do necessário. Embora 80% dos empreendedores afirmem já ter ouvido falar da legislação, apenas 5% dizem conhecê-la em profundidade. Mais preocupante é o fato de que 77% dos pequenos negócios não adotaram nenhuma medida concreta de adequação, mesmo quase cinco anos após a entrada em vigor da lei. Além disso, 52% dos empresários não conseguem mensurar o impacto de incidentes cibernéticos e demonstram baixa familiaridade com o tratamento de dados sensíveis.

O primeiro grande desafio é entender que a LGPD não é opcional. Ainda é comum, em ambientes de PMEs, a percepção de que a lei só se aplica a grandes corporações ou a empresas de tecnologia. Essa crença é equivocada e perigosa. A LGPD não faz distinções com base no porte da empresa, mas, sim, sobre o tratamento de dados pessoais. Ou seja, qualquer organização que colete, armazene ou utilize dados identificáveis de clientes, colaboradores ou fornecedores, está sujeita à lei.

Em segundo lugar, há uma dificuldade real de traduzir os requisitos legais da LGPD em processos internos claros. A ausência de equipes jurídicas ou de compliance especializadas dentro da estrutura da empresa exige soluções criativas e acessíveis. No entanto, muitas vezes, o que se vê é uma tentativa de “copiar e colar” modelos prontos da internet ou de adotar medidas formais sem a correspondente mudança prática no cotidiano operacional. Essa abordagem não só é ineficaz, como representa um risco jurídico: aparentar conformidade sem efetivamente implementá-la.

Outro ponto crítico é a fragilidade na segurança da informação. A LGPD exige medidas técnicas e administrativas adequadas à proteção dos dados. Porém, boa parte das PMEs opera com infraestrutura limitada, sem controle de acessos, sem backups regulares, e com baixa maturidade em gestão de riscos cibernéticos. Nesse contexto, a exposição a vazamentos ou incidentes é elevada e muitas vezes invisível para os próprios gestores. A ideia de que a proteção de dados é apenas um tema jurídico está ultrapassada, é um pilar de segurança e continuidade do negócio.

Um desafio que considero central é o da responsabilização do controlador. A LGPD impõe deveres claros aos controladores de dados, que não podem ser terceirizados integralmente. Ainda que o tratamento seja operacionalizado por terceiros, a obrigação pela governança e pela conformidade permanece com o controlador. Em PMEs, essa figura costuma ser o próprio sócio ou CEO, o que aumenta a exposição pessoal a riscos legais e reputacionais. É fundamental que esse profissional compreenda o impacto da lei, não como uma barreira, mas como uma oportunidade de elevar o padrão de gestão e construir confiança com seus stakeholders.

Além disso, o mercado ainda carece de mecanismos de apoio voltados à realidade das PMEs. A própria Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD) já reconheceu isso ao publicar normativos voltados a agentes de pequeno porte. No entanto, tais instrumentos precisam ser mais divulgados, debatidos e aplicados com inteligência. O setor jurídico tem papel crucial em traduzir essas normas em soluções viáveis, de forma educativa e prática, sem gerar pânico ou burocratização excessiva.

É preciso dizer que a adequação à LGPD não é um projeto com data de início e fim. Se trata de um processo contínuo de amadurecimento institucional, que deve ser incorporado à estratégia da empresa. Não há fórmula mágica, mas há um ponto de partida essencial, que é reconhecer que o tratamento de dados pessoais envolve deveres legais, riscos reais e relações de confiança que sustentam a atividade empresarial no século XXI.

A LGPD veio para ficar. As PMEs que compreenderem isso de forma profunda e estratégica sairão na frente, não apenas no cumprimento da lei, mas na construção de uma cultura organizacional mais ética, segura e sustentável.

Profissionais humildes e altruístas são os mais eficazes contra ataques cibernéticos, aponta estudo da Hogan

Após o sistema financeiro brasileiro ter sofrido o maior ataque hacker de sua história recentemente, com estimativas apontando que os criminosos desviaram mais de R$ 800 milhões de contas ligadas a instituições financeiras brasileiras, especialistas alertam que fortalecer equipes de segurança digital com profissionais que possuem determinados traços de personalidade, como modéstia, altruísmo e serenidade, é essencial para prevenir novos ataques, de acordo com um estudo realizado pela Hogan Assessments.

“O incidente recente mostrou claramente que tecnologia, por si só, não é suficiente para garantir a segurança digital. Empresas precisam entender que profissionais com perfis comportamentais adequados são a primeira e mais importante linha de defesa contra ataques dessa magnitude”, afirma Roberto Santos, sócio-diretor da Ateliê RH, distribuidora dos assessments Hogan no país.

A partir do banco de avaliações de personalidade da Hogan, que fornece testes ao menos para 57 países no mundo todo, foi possível identificar oito traços comportamentais diretamente relacionados à eficácia dos profissionais de segurança digital. Essas características permitem às organizações não apenas recrutar com mais precisão, mas também desenvolver estrategicamente suas equipes para enfrentar ameaças cibernéticas cada vez mais complexas. Os pesquisadores selecionaram oito traços de personalidade que podem fazer a diferença na área de cibersegurança:

Humildade: Profissionais de sucesso em segurança tendem a evitar os holofotes e o estrelismo individual. Eles não agem por ego ou fama, mas pelo resultado coletivo. Afinal, no mundo da cibersegurança, os “famosos” costumam ser os próprios criminosos, não os guardiões dos sistemas.

Altruísmo: Quem trabalha em segurança deve genuinamente querer ajudar as pessoas e proteger a organização. Embora lidem o dia todo com sistemas e códigos, no fundo estão defendendo usuários e clientes. Esse profissional valoriza a cooperação e evita isolar-se – combater ameaças exige confiança mútua e trabalho em equipe entre colegas, todos alinhados aos mesmos objetivos de proteção. O altruísmo também implica em compartilhar conhecimentos e boas práticas, fortalecendo a conscientização de todos contra ataques.

Serenidade: Em meio a crises e ataques que estressam qualquer um, o bom profissional de segurança da informação mantém a calma sob pressão. Ter sangue-frio é vital para tomar decisões racionais durante um incidente. Reações impulsivas ou descontroladas podem ser desastrosas, desviando a atenção do que realmente importa na hora do ataque. A serenidade garante que, mesmo diante de um ataque em andamento, a equipe responda de forma coordenada e eficaz, sem pânico.

Mentalidade Científica: Resolver problemas de segurança exige uma abordagem analítica e orientada por dados. Os cibercriminosos estão cada vez mais sofisticados em suas táticas, então o profissional de defesa precisa ser altamente técnico, lógico e basear decisões em evidências concretas. Essa mentalidade científica se traduz em testar hipóteses, analisar logs e indicadores de invasão, e aplicar metodologia rigorosa para identificar vulnerabilidades e conter violações. Valorizar fatos e tomadas de decisão baseadas em dados ajuda a filtrar alarmes falsos e priorizar riscos reais.

Curiosidade intelectual: A área de cibersegurança é extremamente dinâmica – novas ameaças surgem a todo momento. Por isso, destaca-se quem é curioso, criativo e disposto a aprender continuamente. Profissionais inquisitivos exploram problemas imaginando diferentes ângulos, mostram motivação para dominar tecnologias emergentes e estão abertos a novas ideias.

Essa curiosidade impulsiona a pesquisa de técnicas inovadoras de defesa e a rápida aquisição de conhecimentos sobre malwares ou explorações recém-descobertas, mantendo a equipe um passo à frente dos criminosos.

Ceticismo: No mundo digital, desconfiar é preciso. Profissionais céticos estão sempre alertas, pensando como um hacker e questionando se os sistemas estão realmente seguros. Esse traço evita a complacência – cada e-mail, arquivo ou anomalia é visto com saudável suspeita até prova em contrário. Em um cenário de ameaças constantes, ingenuidade é perigosamente arriscada. O ceticismo ajuda a detectar sinais sutis de intrusão que outros poderiam ignorar.

Resposta Ágil: Ataques acontecem em alta velocidade – um simples clique em phishing pode comprometer dados em minutos. Por isso, profissionais de segurança devem ser ágeis e abertos a feedback. Ter responsividade significa reagir prontamente a alertas e aceitar críticas ou novas informações sem adotar postura defensiva.

Diligência: Em um ambiente de alta pressão e risco, é indispensável ser detalhista e persistente. Pequenas falhas ou descuidos podem abrir brechas enormes – e o profissional diligente verifica configurações minuciosamente, acompanha os projetos de segurança até o fim e não relaxa após a primeira barreira implementada.

Lideranças e especialistas técnicos

Tanto executivos quanto técnicos na área de Segurança da Informação se beneficiam desses traços de personalidade – embora possam se manifestar de formas diferentes conforme o papel. “CISOs e gerentes de TI precisam ser humildes o suficiente para ouvir especialistas e não subestimar riscos, e serenos para tomar decisões estratégicas sob pressão sem precipitação. Traços como ceticismo e diligência os ajudam a antecipar ameaças e implementar controles rigorosos, mantendo uma visão constante de “e se acontecer?” para proteger o negócio”, complementa.

Ainda de acordo com Santos, profissionais técnicos de segurança – analistas de SOC, engenheiros de software seguro, especialistas em resposta a incidentes – aplicam diariamente a curiosidade científica e o inconformismo positivo para dissecar malwares, testar sistemas e descobrir vulnerabilidades antes dos invasores. “Eles devem aprender e se adaptar a novas técnicas de ataque, o que demanda perfil inquisitivo e mente aberta. A responsividade também é vital nesses cargos: ao detectar um alerta estranho às 3 da manhã, é preciso reagir imediatamente e em coordenação com o time, não hesitar”, pontua o executivo.

Em ambos os níveis – estratégico e operacional – o traço do altruísmo faz a diferença. “Segurança da informação não é trabalho de um só; depende de colaboração intensa e confiança mútua. Líderes altruístas formam equipes unidas e engajadas na missão de proteger a empresa, enquanto membros de equipe altruístas compartilham conhecimento, oferecem ajuda e não têm receio de pedir suporte quando necessário”, acrescenta Santos.

Para o especialista, a personalidade também é uma ferramenta de defesa. “Profissionais com o perfil certo formam uma linha de defesa resiliente, capaz de antecipar ameaças e reagir com eficácia – protegendo a empresa mesmo quando os hackers estão um passo à frente”, finaliza Santos.

Trends no e-commerce: como aproveitar tendências virais e ter sucesso com seu negócio

As tendências virais representam uma oportunidade de ouro para aumentar as vendas, mas é preciso saber como e quando entrar nelas – e, principalmente, quando sair. Para o Ecommerce na Prática, líder global em educação para e-commerce, os empreendedores devem ter um olhar estratégico para aproveitar trends, atrair novos consumidores, fortalecer sua marca e focar na fidelização desse público.

“Nós vemos o impacto dessas tendências de forma muito clara. Um exemplo é o aumento de 2000% na quantidade de itens vendidos com o nome ‘capivara’ cadastrados na plataforma da Nuvemshop. Isso mostra como os comportamentos culturais da internet podem se refletir diretamente no e-commerce. Mas é essencial agir com consciência e não deixar levar pela emoção”, afirma Ana Clara Magalhães, especialista em marketing e gerente de aquisição sênior do Ecommerce na Prática.

Confira as principais dicas da especialista para transformar uma trend em oportunidade de venda:

1) Esteja atento aos movimentos da sociedade: entender o que está acontecendo no mundo – e na internet – é o primeiro passo. Tendências surgem de memes, vídeos virais, influenciadores ou movimentos sociais. “Você não precisa seguir tudo o que está em alta, mas deve identificar o que faz sentido para o seu público. Isso exige escuta ativa nas redes sociais e curiosidade para acompanhar as trends. Só assim se sabe quando há potencial real de virar produto”, explica Ana Clara.

2) Adapte a tendência ao seu nicho: nem toda trend precisa ser seguida à risca: o ideal é adaptar o que está em alta à identidade da sua marca ou aos interesses do seu público, gerando mais conexão e vendas. “No caso das capivaras, por exemplo, você não precisa necessariamente vender pelúcias. Pode usar o tema em uma estampa, decoração, referências de uma campanha divertida ou até no conteúdo das redes sociais. O importante é incorporar o que está viralizando de um jeito que faça sentido para o seu negócio”, orienta.

3) Teste antes de investir pesado: antes de apostar alto em uma nova demanda, experimente. Faça um lançamento limitado ou até um produto sob encomenda para sentir a receptividade do mercado. “Pequenos testes evitam prejuízos e ajudam a entender se a tendência tem fôlego ou se vai ter um pico e declinar. Em geral, este último é o que ocorre, seja em curto ou médio prazo, por isso encher o estoque de produtos pode não ser o melhor caminho inicial. . No digital, tudo muda muito rápido, então a experimentação é uma aliada valiosa”, orienta Ana.

4) Prepare-se para repor o estoque rapidamente: quando o produto começa a vender bem, o tempo de resposta precisa ser rápido; uma boa negociação com fornecedores e parceiros logísticos vai fazer toda a diferença. “Por outro lado, a lentidão pode fazer você perder a melhor parte da trend. Por isso, tenha sempre um plano B para reposição e avalie se o fornecedor tem condições de entregar no ritmo que a tendência exige”, destaca a gerente.

5) Use a tendência para fidelizar clientes: mais do que vender, a tendência pode ser um ponto de entrada para construir um relacionamento com novos consumidores. “Se alguém chegou à sua loja por causa de um produto viral, esse é o momento de mostrar outros diferenciais do seu negócio. Envie um brinde, ofereça um cupom para a próxima compra ou tenha seu site preparado para agregar ofertas complementares e semelhantes com foco em aumentar o ticket médio imediato ou a recompra posterior. O primeiro contato é muito importante para oferecer uma boa experiência ao consumidor e começar a apostar em estratégias para fidelizar”, conclui Ana Clara.