Início Site Página 25

EUA, TikTok e a nova batalha pelo controle da informação

No fim de janeiro de 2026, usuários do TikTok nos Estados Unidos foram obrigados a aceitar uma nova política de privacidade para continuar utilizando o aplicativo. A atualização ocorre em um momento de maior escrutínio regulatório e de reorganização estrutural das operações da empresa no país, o que naturalmente intensificou a atenção em torno de quaisquer mudanças envolvendo dados pessoais.

A disposição que mais chamou atenção diz respeito à possibilidade de coleta de dados precisos de geolocalização quando os usuários ativam essa permissão em seus dispositivos. Nos termos do California Privacy Rights Act, dados precisos de geolocalização são expressamente classificados como informações pessoais sensíveis, o que aciona obrigações mais rigorosas de transparência e direitos ampliados aos consumidores. Classificações semelhantes aparecem em legislações como o Virginia Consumer Data Protection Act. A inclusão explícita dessa possibilidade em uma política de privacidade, portanto, carrega peso jurídico que vai além da mera formalidade. Geolocalização não é apenas um dado técnico. Trata-se de um identificador comportamental capaz de revelar padrões de deslocamento, rotinas diárias e redes de relacionamento.

Outra seção que gerou forte reação menciona cidadania ou status imigratório entre as categorias de informações que podem ser processadas caso sejam fornecidas voluntariamente pelos usuários. Em um ambiente socialmente sensível para comunidades imigrantes e em meio a debates nacionais sobre política migratória, qualquer referência a esse tipo de dado é inevitavelmente delicada. Do ponto de vista jurídico, contudo, a redação reflete, em grande medida, exigências estaduais de transparência que obrigam empresas a divulgar as categorias de informações sensíveis que podem tratar.

A conversa mais ampla vai além do TikTok. Segundo dados do Pew Research Center publicados em 2024, 81% dos americanos afirmam estar preocupados com a forma como empresas utilizam seus dados pessoais, enquanto 71% demonstram preocupação com o uso dessas informações pelo governo. O ambiente é de desconfiança estrutural. Na ausência de uma lei federal abrangente de privacidade, a governança digital nos Estados Unidos depende de um mosaico de legislações estaduais, normas federais setoriais e ações de fiscalização conduzidas principalmente pela Federal Trade Commission, com base em sua competência para coibir práticas desleais ou enganosas. Apesar de propostas bipartidárias recorrentes para a criação de um marco federal unificado, o Congresso ainda não aprovou um padrão nacional consolidado, deixando as empresas diante de obrigações sobrepostas e, por vezes, inconsistentes.

A política atualizada também evidencia a expansão dos ecossistemas de publicidade e o potencial uso de sinais comportamentais para segmentação. Cada ampliação no fluxo de dados aumenta a responsabilidade em relação à segurança, às práticas de retenção e ao compartilhamento com terceiros. Em cadeias digitais complexas, o risco raramente está em um único ponto de coleta, mas na circulação subsequente, onde governança contratual, supervisão de fornecedores e práticas de minimização de dados tornam-se determinantes.

Esse debate não deve ser enquadrado como polarização ideológica. Trata-se de arquitetura de poder informacional. Quando plataformas agregam dados comportamentais em larga escala, a questão central ultrapassa o consentimento formal e passa a envolver proporcionalidade, limitação de finalidade e responsabilização, princípios que moldam de forma crescente a regulação global de privacidade.

Em 2026, privacidade nos Estados Unidos não é apenas uma questão de compliance. É uma variável estratégica. Plataformas que desejam preservar a confiança pública precisam ir além de divulgações formais e investir em controles efetivos, transparência operacional e comunicação clara. O episódio do TikTok demonstra que, em um ambiente regulatório socialmente sensível, a percepção pública sobre práticas de dados pode ser tão relevante quanto a legalidade do tratamento em si. Na economia de dados, opacidade deixou de ser apenas um risco regulatório e tornou-se um passivo estratégico.

* Fernando Manfrin é advogado e pós-graduado em Direito Contratual e Compliance, especializado em prevenção à lavagem de dinheiro, governança regulatória e proteção de dados. Com ampla experiência no setor jurídico e de compliance de empresas multinacionais, assessora investigações de ética e corrupção, estruturação de programas de integridade, adequação à proteção de dados e desenvolvimento de auditorias internas e matrizes de risco. É reconhecido por estratégias que integram direito, tecnologia e gestão para fortalecer a conformidade corporativa e mitigar riscos legais, reputacionais e financeiros.

C-Level: vale a pena levar o time para outra empresa?

No mundo corporativo, é indiscutível o valor e importância do capital humano para o crescimento do negócio. Não à toa, é comum vermos C-Levels que, ao mudarem de empresa, costumam movimentar pessoas chave de seu time junto consigo por uma série de razões estratégicas. A grande questão que poucos se atentam a respeito desse movimento, e que precisa ser melhor compreendida, é até que ponto, de fato, é vantajoso manter essa formação, desconsiderando riscos de desentendimentos com os membros da nova organização, choques culturais e demais prejuízos quanto a produtividade e desempenho de todos. 

Olhando sob um viés positivo, os executivos que trocam de emprego e decidem levar suas equipes juntas costumam ser movidos por manter os vínculos de confiança com aqueles que já tiveram boas experiências profissionais e um histórico de entregas comprovado. Ou, ainda, que almejam conquistar resultados com uma maior velocidade na nova posição, especialmente em casos de lançamentos de novos negócios, turnarounds ou exigências de habilidades específicas que tenha certeza de que seu time antigo possui e conseguirá continuar desenvolvendo. 

A ideia, nesse caso, é replicar a sinergia que já construiu anteriormente, minimizando riscos, diminuindo a curva de adaptação e de tempo para que os resultados comecem a aparecer. Isso eleva as chances de obterem uma maior qualidade em seus trabalhos e uma maior união frente as iniciativas desejadas, especialmente em cenários que buscam isso em um curto espaço de tempo. 

Mas, assim como toda moeda tem seu outro lado, essa decisão também pode apresentar certas desvantagens – desde riscos de adaptação com os profissionais que já estão na empresa, tendo maior dificuldade em construir e fortalecer relações próximas entre todos; desvalorização interna; queda de produtividade e de engajamento; baixa diversidade de ideias; até a própria imagem do C-Level que pode ser negativamente associada a um executivo com alta dependência em profissionais específicos com os quais já trabalhou, o que também pode prejudicar a abertura e desenvolvimento de possíveis sucessores internamente. 

Revisões acadêmicas sobre mudanças em top management teams (TMTs), inclusive, sugerem que alterações no time de liderança impactam, significativamente, os resultados organizacionais e dinâmicas internas. Isso inclui aspectos como governança, adaptação empresarial e desempenho — o que reforça que mover equipes não é apenas uma decisão pessoal, mas também gera efeitos amplos. 

Qual, então, seria o cenário ideal, diante de uma proposta de movimentação para outra organização? Não existe uma regra ou receita a ser seguida, mas sim equilibrar o bom senso entre esses prós e contras, analisando qual a real necessidade de levar seu time junto para o novo ambiente, de forma que este processo possa ser conduzido da melhor forma possível. 

Isso porque, fora as questões jurídicas envolvendo esse tipo de movimentação, desmanchar times em qualquer empresa sempre traz algum tipo de prejuízo, ainda mais se não possuem nenhum tipo de programa de desenvolvimento de lideranças que venha preparando potenciais sucessores para que, em cenários que nem esse, as operações não sejam impactadas. 

Em geral, um bom C-Level, ao passo que irá encerrar um ciclo em prol de um novo desafio, geralmente busca formar potenciais sucessores dentro da sua estrutura, visando impactar, da menor forma possível, a empresa que estava – mesmo que este sucessor fique na cadeira por tempo determinado até a vinda do novo executivo. Nem sempre isso será possível, porém, quando bem-sucedido, acaba sendo bem-visto pelo mercado e pelo negócio onde estava.  

É importante, também, que aplique uma boa dose de autoconhecimento em se questionar se está criando uma dependência excessiva em seus antigos times, ao invés de se abrir às oportunidades de desenvolvimento e crescimento com as novas equipes – o que pode prejudicar o crescimento tanto de outras pessoas quanto da organização em si. 

Pode parecer difícil encontrar o equilíbrio entre essas possibilidades, até porque levar o próprio time para uma nova empresa não é, por si só, certo ou errado. É uma decisão estratégica que exige uma análise aprofundada de contexto, cultura, objetivos de negócio e impactos de médio e longo prazo. No final, mais do que repetir fórmulas que deram certo no passado, o papel do C-Level é estar aberto para construir times diversos, éticos e sustentáveis — mesmo que isso significa abrir mão da zona de conforto. 

Jordano Rischter é headhunter e sócio da Wide Executive Search, boutique de recrutamento executivo focado em posições de alta e média gestão.  

A força da conversa: o que o jeito latino tem ensinado ao mundo sobre vendas no WhatsApp

A América Latina sempre foi um continente movido pela conversa e não seria diferente na relação de compra e venda. O dono do mercadinho que conhece o cliente pelo nome e tem uma relação próxima com os distribuidores e vendedores de marcas fornecedoras, negocia olhando nos olhos e ajusta o pedido conforme a necessidade do dia faz parte da identidade econômica da região. Por isso, quando o WhatsApp se tornou o principal canal de comunicação do continente, o salto para o chamado conversational commerce não exigiu ruptura e, sim, apenas uma migração.  

“O comerciante não adotou uma nova tecnologia; ele expandiu um hábito que já existia”, esclarece Andres Stella, COO da Yalo, empresa que se tornou referência global em jornadas conversacionais entre indústria e varejo. “O WhatsApp virou o balcão digital porque estava no bolso de todos e resolvia a principal dor do varejo latino: a simplicidade”. 

No entanto, a simplicidade virou escala e Stella explica que a digitalização promovida pela indústria acabou criando um paradoxo: para comprar de diferentes fornecedores, o pequeno varejista passou a ter de acessar inúmeros sites ou baixar diversos aplicativos – algo impraticável para quem opera em ritmo acelerado. “O WhatsApp eliminou essa dor imediatamente. O lojista concentra todas as interações no app que já usa diariamente. Nosso papel foi estruturar esse comportamento com catálogo, recomendação, pagamento e assistência dentro do próprio mensageiro”, explica o especialista.  

Esse comportamento já aparece de forma clara no varejo brasileiro. Um levantamento da Yalo mostra que 39% dos lojistas já utilizam o WhatsApp como principal canal para realizar pedidos junto aos fornecedores e 26% já usam sugestões automáticas de reposição dentro do aplicativo.  

Esse movimento também é confirmado por dados inéditos da Meta. Em dezembro de 2024, uma pesquisa encomendada à Morning Consult, com 2.363 líderes empresariais da América Latina, revelou que 9 em cada 10 empresas consideram os aplicativos da Meta essenciais para seus negócios, com destaque para WhatsApp Business, Instagram e Facebook pela facilidade de uso, alto retorno sobre investimento e forte geração de vendas. 

O estudo mostra que o impacto vai diretamente para o caixa das empresas. No Brasil, 93% das companhias que utilizam as ferramentas da Meta relataram aumento de receita, sendo que 73% registraram crescimento superior a 25%. Na Argentina, 84% das empresas reportaram alta no faturamento, com 58% crescendo acima de 25%. Na Colômbia, 90% observaram aumento de receita, sendo que 60% superaram a marca de 25%. Já no México, 90% também registraram crescimento, com 62% avançando mais de 25%. 

As métricas são surpreendentes e chocam executivos de EUA, Europa e Ásia. Segundo o COO da Yalo, nenhuma reunião internacional passa incólume aos números latino-americanos. “Quando mostramos taxas de conversão próximas de 80%, frequência de recompra praticamente diária e adoção instantânea, os executivos ficam incrédulos. Se você coloca uma jornada fluida no WhatsApp, o comerciante adere imediatamente. Ele já confia no canal, já conversa com clientes e fornecedores ali. O crescimento é quase imediato e uma curva que não existe em interfaces tradicionais”. 

De acordo com o especialista, a escalabilidade real foi o ponto de virada, quando a América Latina deixou de ser exceção e virou modelo. “Quando vimos projetos saltarem de dezenas para centenas de milhares de lojas em poucos meses e funcionando com estabilidade, percebemos que o modelo era exportável”. Segundo ele, o exemplo mais emblemático é o da Coca-Cola FEMSA, que digitalizou mais de 1 milhão de pequenos comércios via WhatsApp utilizando a plataforma da Yalo. 

“Criamos uma jornada completa: catálogo, repetição de pedidos, histórico, campanhas segmentadas e integrações diretas com preço, estoque e logística. O canal conversacional se tornou um dos principais motores digitais da operação”, conta Stella. O resultado inclui taxas de conversão de cerca de 80% e mais de 60% das lojas realizando pedidos recorrentes. “O WhatsApp deixou de ser canal de comunicação; virou infraestrutura crítica de vendas”, resume. 

Stella elenca 3 lições que Estados Unidos e Europa estão correndo para absorver: a primeira delas é que o canal certo vale mais que a tecnologia nova. “Se não é WhatsApp, pode ser iMessage ou WeChat. O princípio é: não brigue com o comportamento do consumidor”; a segunda é que o Chat não é SAC e, sim, canal de vendas. “Na América Latina, provamos que mensagens podem ser o principal motor de pedidos e reabastecimento”; e a terceira é que IA e automação escalam a eficiência e o humano escala a conversão. “O equilíbrio é o segredo latino. A tecnologia não esfria a relação, ela prepara o terreno para que o humano brilhe”.  

O estudo feito pela Meta revela ainda um forte apetite por inteligência artificial generativa na região — com interesse de 79% das empresas na Argentina, 88% no Brasil, 80% na Colômbia e 89% no México — e mais da metade das organizações já utiliza a tecnologia na prática, acelerando automação, eficiência e personalização no relacionamento comercial. 

Aproveitando essa tendência, a Yalo vem implementando na indústria da América Latina o Oris, um agente inteligente criado para vender como os melhores vendedores humanos, em escala e com base em dados. O Oris é capaz de entender mensagens de voz, fazer recomendações estratégicas, agir proativamente e vender, de forma contextualizada, personalizada e escalável, utilizando inteligência artificial em qualquer canal, podendo ser chamadas de voz, WhatsApp, aplicativos e muito mais. 

Stella defende que a IA generativa se tornará o motor invisível do relacionamento, desenvolvendo o papel central nessa exportação. “Ela já é o cérebro que permite personalização em escala. Cria e adapta mensagens, recomenda produtos, antecipa rupturas e ajusta o tom da conversa. Cada lojista recebe algo relevante e no momento certo”, pontua.  

Segundo ele, a soma da atuação humanos + agentes inteligentes de IA será uma fórmula latino-americana poderosa no mercado nos próximos anos e ela também será usada para preservar o elemento cultural do varejo regional mantendo características específicas de cada cultura, o que proporciona uma maior aproximação com o consumidor.  

“O vendedor latino tem uma sensibilidade que nenhuma máquina reproduz. A automação cuida do operacional; ele cuida da confiança”, afirma Stella. Com isso, o atendente passa menos tempo conferindo estoque ou digitando respostas repetidas e mais tempo conversando, negociando e aprofundando o relacionamento. 

De acordo com o especialista, o próximo salto global virá de três frentes: interações multimodais (texto, foto, áudio e vídeo dentro da mesma conversa); agentes de IA mais autônomos e cada vez mais personalizáveis; novos modelos de cobrança e pagamento in-chat, cada vez mais integrados a ERPs locais. “Já temos casos em que o lojista envia a foto da prateleira e a IA monta automaticamente o pedido ideal. Isso será padrão global muito em breve”, projeta. 

Para o COO da Yalo, o recado final é direto: “A América Latina não digitalizou o varejo pelo WhatsApp. Ela apenas deu internet ao que sempre existiu: a força da conversa. E isso, agora, virou vantagem competitiva global”.  

Mobly leva IA ao e-commerce e vê aumento de 10x na conversão

A Mobly, maior ecommerce de móveis e objetos de decoração do Brasil, levou a inteligência artificial para dentro da sua loja virtual e já observa ganhos relevantes de eficiência e vendas. Nos primeiros três meses de uso, a solução desenvolvida em parceria com a Simbios.ai vem gerando 10% de aumento no faturamento e uma taxa de conversão 10x maior entre os usuários que interagiram com a ferramenta, sem elevação do desconto médio.

Segundo Victor Noda, cofundador e CEO do Grupo Toky, que reúne a tradição, o design e a capilaridade da Tok&Stok, somados à inovação digital e ao modelo omnichannel da Mobly, o movimento faz parte da estratégia de reforçar o posicionamento da marca como especialista no segmento de casa e decoração, oferecendo uma experiência mais orientada em um ambiente digital cada vez mais amplo. “Marketplaces são generalistas por natureza. O nosso objetivo é oferecer profundidade, contexto e uma jornada guiada que ajude o cliente a tomar decisões melhores”, afirma.

A novidade já vem sendo oferecida a cerca de 50% dos usuários da Mobly e deve ser ampliada para cerca de 70% da base até o fim do mês. A assistente digital de compras Maia interage com os clientes durante a busca e navegação no site, sugere filtros e resume atributos técnicos dos produtos – como medidas, materiais e diferenciais – reduzindo a necessidade de leitura manual das fichas técnicas.

Na prática, a proposta é aproximar o online da lógica consultiva da loja física com uma vantagem difícil de replicar no atendimento humano: a IA opera como um vendedor com domínio de 100% do portfólio, capaz de cruzar preferências e restrições do cliente com atributos técnicos e disponibilidade para recomendar opções mais assertivas, com nível de detalhe e velocidade inviáveis em uma operação exclusivamente humana.

Diferentemente de iniciativas focadas em atendimento pós-venda, a Mobly decidiu posicionar a inteligência artificial ao longo de toda a jornada de compra – com destaque para a barra de busca, onde a parceria pretende redefinir a forma como consumidores encontram produtos dentro do e-commerce. Para Erik Santana, fundador da Simbios.ai, a inovação está em tornar a busca mais guiada e contextual, aproximando o processo do modelo consultivo de uma loja. “Estamos mudando a experiência de busca, mas também apoiamos quem já escolheu um produto e ainda tem dúvidas sobre montagem e detalhes técnicos. A conversão cresceu sem aumento do desconto médio, indicando que o ganho veio da experiência, não de incentivo promocional”, afirma.

Além da navegação dentro do site, o projeto inclui integração com WhatsApp para recuperação do carrinho. Entre os usuários que optam por compartilhar o contato, cerca de 10% das compras abandonadas são recuperadas, indicador relevante nas vendas de maior ticket, comuns no setor de móveis.

A implementação da novidade foi realizada de forma enxuta, com a maior parte do desenvolvimento conduzida pela Simbios.ai e impacto limitado na estrutura técnica da Mobly. A iniciativa, que começou a ser implantada em novembro do ano passado, deve avançar gradualmente dentro do Grupo Toky, que busca ampliar a integração entre experiência digital e omnichannel no segmento de casa e decoração.

TodoVino lança programa de afiliados e amplia estratégia de expansão digital

O e-commerce TodoVino, da Interfood Importação, anuncia o lançamento de seu programa de afiliados. A iniciativa integra a estratégia de expansão digital do negócio especializado em vinhos e bebidas premium e tem como objetivo fortalecer sua comunidade de parceiros em diferentes canais online de divulgação.

O programa de afiliados TodoVino permite que criadores de conteúdo, influenciadores, profissionais do setor e empreendedores digitais divulguem produtos da plataforma por meio de links personalizados. A cada venda realizada a partir desses links, o afiliado recebe uma comissão, que varia de 2% a 15%, conforme os produtos elegíveis.

Aberto para pessoas físicas e jurídicas, mediante cadastro, o programa oferece acesso a uma plataforma dedicada. Neste espaço, o parceiro pode criar sua loja personalizada, selecionar os rótulos que deseja promover e acompanhar o desempenho das vendas e das comissões.

“Queremos ampliar nossa rede de parceiros e criar oportunidades sustentáveis de geração de receita, ao mesmo tempo em que fortalecemos a presença da TodoVino no ambiente online”, afirma Luani Figueira, gerente de E-commerce da Interfood.

O programa foi lançado no final de janeiro e já reúne quase 300 afiliados cadastrados. A iniciativa se apoia em um portfólio com mais de 600 SKUs entre vinhos, cervejas, destilados e bebidas não alcoólicas, o que amplia as possibilidades de curadoria, alcance e geração de receita para os parceiros.

O cadastro pode ser realizado diretamente pelo site Link.

Higiene e beleza apresentam crescimento 2 vezes maior no e-commerce em 2025

Em 2025, a categoria de higiene e beleza, que engloba cosméticos, skincare, haircare, perfumaria e itens de cuidados pessoais, consolidou o e-commerce como canal de escala e rentabilidade e não apenas conveniência. É o que mostra um levantamento realizado pela Social Digital Commerce, com base em dados do mercado. O varejo online ultrapassou 30% de aumento de compradores e chegou a 33% dos lares brasileiros na categoria.

Além de ganhar alcance, o varejo digital mostrou qualidade econômica, com um ticket médio 2,3 vezes maior do que no físico e crescimento de 33% na frequência de compra, comparado ao mesmo período do ano anterior. “Quando o aumento de compradores e o ticket médio têm crescimento paralelo, não ocorre apenas uma migração de canal, mas uma mudança de hábito, impulsionada por sortimento, personalização, influência social e recorrência”, diz Diogo Olher, co-fundador e VP de Marketing e Digital Business da Social Digital Commerce.

O crescimento foi puxado, principalmente, por produtos utilizados na rotina de skincare e maquiagem. Só no primeiro trimestre, a categoria cresceu 6% em valor, com avanço associado ao preço médio. O aumento do ticket médio acontece devido ao fato das opções de produtos serem mais completas, como a possibilidade da aquisição de kits e de frete grátis a partir de um determinado valor, que conduz o consumidor a comprar mais produtos para atingir o preço indicado.

O levantamento também revela que alguns pontos foram responsáveis pelo destaque do setor. “A influência do social commerce, a possibilidade de aplicação de filtros, os conteúdos gerados por usuários, que trazem recomendações de rotina e reviews, além da diversidade de produtos apresentados, que se adequa ao consumidor brasileiro, foram alguns dos responsáveis por ampliar a infraestrutura de conversão de vendas, e não apenas o marketing, como acontecia em anos anteriores”, ressalta o executivo.

Com base em dados divulgados pelo mercado, a Social ressalta que o segmento de beleza de alto valor agregado na América Latina registrou um crescimento de 18% em valor no primeiro trimestre de 2025. “Itens de perfumaria se consolidam como algo adequado para ser dado de presente, e produtos de skincare premium e dermocosméticos transmitem a narrativa de eficácia na rotina de cuidados. O desafio para as marcas está na autenticidade, experiência e política comercial”, sinaliza Olher.

Para 2026, o executivo acredita que o mercado de e-commerce como um todo deve continuar crescendo, projetando um faturamento próximo a R$ 260 bilhões, com ticket médio estimado em R$ 564,96, o que representa um crescimento de 4,7%, em relação ao ano passado. “Mesmo sendo um dado macro, o setor de higiene e beleza deve seguir performando bem no varejo online, devido à alta recorrência, à margem via mix, com a entrega de opções de tratamento, kits e produtos premium, além da elasticidade de sortimento, que vai do mais acessível ao de luxo. Este último tende a crescer quando entrega confiança, experiência e exclusividade ao consumidor”, explica.

A pressão por preço e promoção deve continuar, com a disputa pela aquisição mais cara. A tendência global para beleza em 2025 já trouxe sinais de maior sensibilidade a preço em alguns mercados e aumento de competição promocional, especialmente em linhas premium. Isso implica em uma pressão para o Custo de Aquisição de Clientes (CAC) e em ganho para quem tem retenção. Além disso, as marcas devem se atentar ao fato de que, se optarem por promoções, devem ter uma estratégia bem definida. Do contrário, podem prejudicar sua imagem. Outro ponto de destaque é o investimento em personalização e tecnologia como um diferencial real. A leitura de tendências do setor aponta no sentido da aceleração digital e do uso de dados para a implantação de novas jornadas de consumo.

O levantamento feito pela Social também mostra que, neste ano, as marcas que mais capturam crescimento devem investir em recomendação por objetivo, construção inteligente de marca, conteúdo nativo, operação estratégica e uma gestão de relacionamento com o cliente orientada ao ciclo de vida da jornada, focado no pós-compra. Um modelo simples é a organização dos itens por ticket e por público, alcançando diferentes perfis.

“Em 2025, o setor de beleza no e-commerce deixou de ser um canal alternativo e se transformou em canal de escala. Para este ano, o que deve prevalecer é a eficiência, resultando em crescimento com mais margem para as marcas que unirem conteúdo, dados, gestão eficiente de relacionamento com o cliente e operação, especialmente quem atua com itens voltados para a rotina de cuidados e de luxo”, finaliza o co-fundador e VP de Marketing e Digital Business da Social Digital Commerce.

IA no varejo: a transformação do setor pelo open source

Durante anos, a inteligência artificial (IA) no varejo foi tratada como promessa. Experimentos isolados, pilotos de personalização e automações pontuais dominaram o discurso de líderes, gerentes e tomadores de decisões. No entanto, o último National Retail Federation (NRF), maior feira de varejo internacional no mercado, realizado na primeira quinzena de janeiro, mostrou a todos que essa etapa ficou para trás. O segmento entrou em uma fase mais madura, integrada diretamente com uma estratégia omnichannel, fazendo com que, aos poucos, a IA deixe de ser um um diferencial e passa a se tornar parte operacional de negócios.

Os estandes e palestras em Nova Iorque deixaram claro que a transformação não está mais em “testar tecnologia” para soluções sob medida e para aspectos laterais de negócios, mas sim em conectar dados, processos e decisões em escala, em um cenário de custos elevados, consumidores exigentes e cadeias de suprimento cada vez mais complexas. Em um contexto de oportunidades menos evidentes e marcas cada vez mais ávidas por reter clientes, a inteligência artificial apresenta-se como uma metodologia integrada para reduzir fricções, aumentar a previsibilidade e sustentar o crescimento.

Não se trata de apenas adotar soluções prontas para impulsionar a produtividade e flexibilizar o atendimento, mas sim de construir toda uma percepção no varejo a respeito da importância de tecnologias abertas e arquiteturas colaborativas. Poderoso catalisador da inovação, o open source têm sido essencial para empresas de diferentes tamanhos aumentaram sua capacidade de adaptação com as novas tendências do mercado, por meio de estruturas mais flexíveis, ágeis e, principalmente, resilientes. 

Inteligência artificial: da teoria à prática

Para muitos, esse salto para o ecossistema de inteligência artificial pode parecer uma forçação de barra, principalmente para Pequenas, Média e Microempresas que, raramente, dispõem de margem no orçamento para realizar investimentos em tecnologia de médio e curto prazo, no entanto, um levantamento recente da NVIDIA apontar para um cenário diversos. Lançado no começo de janeiro, o State of AI in Retail and CPG indica que mais de 58% do ecossistema global de negócios utiliza ativamente soluções, ferramentas ou metodologias de IA, um salto de 16 por cento em relação à pesquisa passada.  

Ainda que exista um gap de 21 pontos entre as formas de uso da tecnologia para negócios com mais de 1 mil colaboradores (68%) e micro, médias e pequenas empresas (49%), a IA se tornou unânime para alavancar receitas, reduzir custos operacionais e aumentar eficiência operacional e a produtividade de times em diferentes frentes do segmento. Seja para o ecossistema cadeia de suprimentos, back office ou lojas físicas, 91% dos tomadores de decisões concordam em que investir em inteligência artificial está nos planos para 2026 por meio de soluções que tragam resultados ágeis e concretos.

Como ressalta o Guia de Tendências do Sebrae, organizado especialmente para o NRF, na realidade brasileira esses investimentos em tecnologia se traduzem: na adoção da IA agêntica (também conhecida como agentes de IA); na personalização da jornada da compra de clientes em multicanais; na antecipação de gargalos operacionais buscando não só evitar o desabastecimento de estoques, como também integração das operações em múltiplos canais de atuação e; principalmente, no aumento da segurança de operações, seja no e-commerce, em marketplaces ou ainda no atendimento presencial nas lojinhas.

De forma geral, o documento suscita que o futuro da área representa uma aproximação decisiva da tecnologia do core business do varejo. Observando os benefícios, os casos de sucesso e os encaminhamentos para este ano, fica claro que a IA, bem como outras metodologias-irmãs como a automação e a modernização de infraestrutura técnica, serão indispensáveis para o sucesso de negócios e na melhora do atendimento de consumidores. Como o próprio relatório sublinha, não se trata, de delegar à IA e às novas metodologias toda a criatividade, inovação e engenhosidade do segmento, mas sim fazer uso dessas soluções para que o human touch no atendimento, nas conversas e no trato direto com o público seja mais assertivo e decisivo.

Código aberto: um investimento de inteligência no varejo

Por mais que a tecnologia apresente benefícios inquestionáveis e duradouros para diferentes tipos de negócios, no Brasil, organizações ainda enfrentam obstáculos na sua adoção. De acordo com um relatório recente da Fecomércio, disponibilizado na coluna de Kelly Carvalho, assessora do órgão, mais do que um problema de custo elevado de implementação (36%), a maior barreira vivida por empresas é entrave cultural, ou seja, não dispõem de um ambiente preparado (processos, gestão de pessoas, capacitação de profissionais, validação de resultados) para absorver essas mudanças ágeis.

Neste cenário de desafios, o código aberto se apresenta como um grande aliado para empresas realizarem o on-boarding na IA e outras tecnologias, de maneira progressiva, descomplicada e a um baixo custo de aquisição. Seu diferencial é oferecer centenas de milhares de softwares, cursos e capacitações gratuitas para organizações irem construindo a sua própria base tecnológica. Mais do que uma maneira simples de mergulhar no vasto mundo da tecnologia, a metodologia aberta se apoia sobre uma cultura colaborativa universal, na qual cada indivíduo contribui para um bem maior. Também conhecido como pay it forward, o princípio tem guiado a comunidade a alavancar a inovação nos últimos 40 anos.

Essa abordagem colaborativa permite que equipes ajustem modelos de IA, personalizem fluxos e criem diferenciais competitivos com rapidez, especialmente quando combinada com dados próprios de clientes, estoque e comportamento, algo essencial diante das demandas por personalização contínua e logística integrada discutidas na NRF 2026. Mas falar é fácil, difícil é colocar todas essas ideias em prática. Por isso, dois casos de sucesso merecem nossa atenção para entender o potencial desse negócio:

Walmart: Escalando IA com arquiteturas abertas

O Walmart provou que o código aberto pode se tornar um pilar estratégico em operações de escala global. A empresa adotou tecnologias abertas como o Hadoop, o Spark e uma arquitetura de Kubernetes para construir e escalar seus sistemas de dados e inteligência artificial, integrando milhões de transações, estoques e interações entre canais físicos e digitais em tempo real

Essa flexibilidade permitiu ao Walmart não só abarcar omnichannel como padrão operacional, mas também refinar previsões de demanda, otimizar rotas logísticas e personalizar experiências em escala, transformando assim todo o seu ecossistema produtivo. Em outras palavras, graças às soluções e metodologias open source, a gigante do varejo internacional pode aprimorar seu planejando em solo americano e projetar sua expansão para diferentes territórios nas Américas e, principalmente, em outros mercados com hábitos, culturas e economias próprias

Magazine Luiza: open source como alavanca de crescimento no Brasil

No Brasil, o Magazine Luiza exemplifica como varejistas podem incorporar IA com base em tecnologias abertas para adaptar-se à realidade local. Ao construir sua plataforma tecnológica sobre metodologias open source, integrando dados de lojas físicas, marketplace e canais digitais, a empresa ganhou agilidade para ajustar fluxos de pedidos, antecipar gargalos logísticos e personalizar ofertas com base em comportamento real de compra de brasileiros.

Essa capacidade de conectar dados e processos internamente traduz-se em maior eficiência operacional, uma resposta clara aos desafios nacionais de distância geográfica e diversidade regional, enfrentados por lojistas de diferentes segmentos e, mais importante, apresenta-se como uma base estratégica para planejar a jornada digital da companhia, seja quando implementar novidades de inteligência artificial e IA agêntica ou apenas na automatização de respostas, scripts e outras tecnologias de impacto para a companhia.

Varejo e código aberto: um futuro da IA à vista

Diante desse cenário, fica evidente que a inteligência artificial deixou de ser uma tendência futurista para se consolidar como um componente estrutural do varejo contemporâneo. Para além de ganhos pontuais em eficiência e escala, a IA tornou-se um elo entre dados, processos e decisões, permitindo que empresas respondam com maior precisão às demandas de consumidores cada vez mais conectados e exigentes. A maturidade apontada pelo NRF, por exemplo, reforça que o diferencial competitivo não está apenas na adoção da tecnologia, mas sim na sua integração profunda ao core do negócio, respeitando contextos locais, escalas operacionais e, sobretudo, preservando o papel humano na construção de experiências relevantes para clientes.

Nesse movimento de protagonismo da tecnologia, o open source se afirma como um aliado decisivo de democratização e sustentabilidade da inovação no varejo. Ao derrubar barreiras de custo, acelerar o aprendizado organizacional e fomentar uma cultura colaborativa pautada pela inovação, colaboração e segurança, as soluções abertas permitem que empresas de todos os portes avancem de forma progressiva na jornada de transformação digital. Em suma, investir em código aberto deixou de ser uma escolha técnica e hoje se tornou uma decisão estratégica de longo prazo para um varejo mais resiliente, adaptável e centrado no cliente, seja no mercado internacional ou em nosso quintal de grandes oportunidades.

*Fabiano Assis é diretor comercial para a Red Hat Brasil

Brasil caminha para liderar o mercado de games na América Latina, avalia especialista

O Brasil está cada vez mais próximo de assumir a liderança definitiva do mercado de games na América Latina. A combinação entre consumo interno robusto, investimentos estratégicos e amadurecimento do ecossistema de desenvolvimento tem colocado o país em posição de destaque no cenário regional. É isso que avalia Thiago Tieri, Gerente de Marketing da ADATA, uma das principais fabricantes mundiais de memória DRAM e de dispositivos de estado sólido (SSDs).

Segundo Tieri, o Brasil tornou-se um grande protagonista na cadeia de valor da indústria de games, tanto em receita quanto em desenvolvimento. O especialista aponta 3 sinais de que o Brasil está se tornando referência no mercado de games na América Latina.

  1. Concentração histórica de receita na região

Segundo a PwC, o Brasil é, desde 2021, o país latino que mais se destaca no mercado de games. Está entre os cinco maiores mercados consumidores de games (Abragames), sustentando um consumo massivo e diversificado. “O setor de jogos online já movimenta cifras bilionárias anualmente, consolidando os games como um dos pilares da economia criativa nacional. Essa combinação de base consumidora robusta e crescimento em segmentos estratégicos coloca o Brasil no centro das atenções da indústria latino-americana”, complementa o executivo.

  1. Sede de grandes iniciativas e polo de investimentos

O Brasil também se destaca como palco de eventos globais e programas de incentivo que fortalecem o desenvolvimento local. Um exemplo é o “Indie Games Fund”, anunciado por uma gigante da tecnologia em 2024. A iniciativa destina US$ 2 milhões anuais (cerca de R$ 11 milhões) para apoiar desenvolvedores e estúdios independentes da América Latina, estimulando que esses talentos permaneçam na região e fortaleçam o ecossistema local. O investimento representa a consolidação de um setor que avança de forma estruturada, apoiado por políticas públicas, novos modelos de financiamento e programas de capacitação.

Maturação do ecossistema e exportação de propriedade intelectual

O país também deixou de ser apenas um grande consumidor para se tornar exportador de propriedade intelectual. Hoje, o Brasil conta com mais de mil desenvolvedoras ativas e cerca de 12 mil profissionais qualificados atuando no setor, segundo dados de 2025 da Abragames. A produção nacional demonstra que a qualidade técnica dos jogos brasileiros já atende aos padrões exigidos pelo mercado externo.

“Essa maturidade técnica, aliada à criatividade cultural e à diversidade temática, fortalece a marca do Brasil no cenário internacional e amplia as possibilidades de coproduções, parcerias e exportações”, finaliza o Gerente de Marketing.

Como trabalhar de casa com uma loja virtual sem estoque e faturar R$ 10 mil por mês

Trabalhar de casa, com baixo investimento inicial e sem se preocupar com estoque físico e entrega. O que parece um cenário ideal é, na verdade, a base do dropshipping: um modelo logístico onde você atua como uma vitrine e o fornecedor, cuida de toda a logística e entrega. 

O empreendedor pode optar por um dropshipping nacional ou um internacional, atuando como intermediário para fornecedores globais e acessando uma variedade maior de itens exclusivos. “Nos dois casos, a tecnologia de plataformas de ecommerce, como a Tray, por exemplo, automatizam os pedidos, reduzem erros e liberam tempo para o marketing, o verdadeiro motor de quem trabalha com vendas online em casa”, afirma Tiago Mazeto, diretor da Tray, plataforma de e-commerce da LWSA, direcionada para quem quer começar no e-commerce e para quem quer escalar o negócio. .

O faturamento do lojista está na diferença entre o preço pago pelo cliente e o valor transferido para o fornecedor, que costuma ser em média de 10% e 30% e, por isso, juntamente com seu baixo custo de investimento, a modalidade tem atraído tantos brasileiros. “É uma solução para quem quer começar no e-commerce e não tem muitos recursos para investir e, para quem já está operando o negócio, é a possibilidade de diversificar portfólio e aumentar lucro”, explica Tiago Mazeto, diretor da Tray.

Não por acaso, o modelo de negócios é uma das alavancas de crescimento do setor neste ano, além de lojas virtuais, social commerce e marketplaces. As projeções da Abiacom (Associação Brasileira de Inteligência e Comércio) é de que o setor chegue a 100 milhões de compradores em 2026 e um faturamento de R$ 260 bilhões. 

“Esses dados mostram que é possível empreender online com sucesso, desde que apoiado por plataformas de ecommerce que integram todas soluções que o lojista precisa para ter  tempo para planejar e investir em planejamento e estratégias de vendas que trazem bons resultados”, conclui. 

Confira algumas dicas para empreender online com dropshipping 

  1. Nicho e Produtos em Alta: Começar sem estoque facilita testar produtos. Em 2026, três setores se destacam pela alta margem: Tecnologia para Bem-estar no Trabalho (ergonomia para home office), Pet Tech (acessórios inteligentes para animais) e Eco-sustentabilidade (produtos reutilizáveis).
  2. Fornecedores de Confiança: Como eles entregam em seu nome, a reputação da sua loja depende deles. É vital avaliar histórico e prazos antes de começar.
  3. Vitrine e Escala: O lojista define fotos, descrições e prazos. Ter uma estrutura como a da Tray é o que permite centralizar a operação e integrar sua loja a gigantes como Mercado Livre e Amazon.
  4. Precificação Profissional: Não venda por intuição. Calcule taxas e custos de marketing para garantir que o faturamento se transforme em lucro real no bolso.
  5. Conformidade Fiscal: A obrigação fiscal existe no modelo. O uso de softwares de gestão facilita a emissão de notas e a regularidade do seu CNPJ enquanto você foca na estratégia.

Varejo entra na disputa direta pelo orçamento publicitário das marcas

O avanço do retail media em 2026 reflete a resposta do varejo digital à pressão por eficiência em mídia, mensuração de resultados e uso de dados proprietários. Somente em 2025, a demanda por soluções de retail media na Dafiti cresceu 70% vs 2024, movimento que acompanha a consolidação do modelo como frente estratégica de monetização e a disputa direta pelo orçamento publicitário historicamente concentrado em plataformas abertas.

Com maior exigência por performance, anunciantes vêm priorizando canais capazes de combinar audiência qualificada, contexto de consumo e proximidade com a conversão. Nesse cenário, o varejo ocupa uma posição estratégica ao reunir dados proprietários obtidos diretamente da relação com o consumidor, além de intenção de compra e mensuração direta de resultados ao longo da jornada.

Para 2026, a expectativa da companhia é que o modelo aumente a representatividade na receita de serviços para marcas dentro do ecossistema, refletindo a realocação do investimento publicitário para ambientes proprietários do varejo, com foco em mensuração, eficiência de mídia e proximidade com a conversão.

O crescimento é sustentado por formatos como anúncios onsite, busca patrocinada e sistemas de recomendação, que permitem impacto mais preciso ao longo da jornada do consumidor e maior proximidade com a conversão, reforçando o papel do varejo como ambiente proprietário de mídia.

“Na Dafiti, campanhas de retail media ativadas em formatos como onsite, busca patrocinada e recomendação registraram ganhos médios de mais de 1000% de ROAS em eficiência em relação às mídias digitais abertas. É a combinação entre dados proprietários, contexto de consumo e mensuração direta da conversão que tem levado as marcas a realocar orçamento para ambientes do varejo”, afirma Rodrigo Leite, CGO da Dafiti.

Com a reorganização do mercado publicitário e maior pressão por retorno sobre investimento, a expectativa é que o retail media se consolide em 2026 como um dos principais vetores de realocação de verba, eficiência em mídia e monetização de audiência no varejo digital brasileiro.