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Do Clique à Entrega: Social Digital Commerce explica como o Digital Fulfillment impacta vendas e experiência em evento na cidade de Porto Alegre

A modalidade fulfillment estará no centro dos debates da Social Digital Commerce durante a ExpoEcomm, feira itinerante que percorre diversas cidades do Brasil e que tem o primeiro encontro já marcado para o dia 10 de março, em Porto Alegre. Com a palestra “Do Clique à Entrega: como o Digital Fulfillment impacta vendas e experiência”, Nicolas Fernandes, CSO da Social, destacará como uma operação inteligente, integrada e orientada a dados, impacta diretamente na conversão, na fidelização de clientes e na reputação das marcas no ambiente digital. O consumidor exige velocidade, eficiência, transparência e uma jornada sem atritos, e a operação precisa estar preparada para isso. “A proposta da nossa palestra é exatamente esta: explicar como a logística deixou de ser apenas uma operação para se tornar protagonista na estratégia de vendas e na experiência do consumidor”, destaca Nicolas.

O conteúdo explicará as diferenças existentes em cada operação do fulfillment, que os SLAs (Acordo de Nível de Serviço, em inglês) devem ser poucos, mas os que de fato mudam as vendas e a experiência de compra, e como uma boa operação pode se tornar um grande diferencial de venda.

Além da palestra, a Social Digital Commerce também estará presente como uma das empresas mantenedoras do evento, além de apresentar ao público seu novo posicionamento de marca, com a metodologia proprietária Click-to-Growth que integra Digital, Varejo e Expansão em um único ecossistema, além das soluções e produtos oferecidos pela companhia, como o Social Vault, solução de pagamento com sistema antifraude e split automático, desenvolvida para oferecer mais transparência e segurança aos clientes; e o Easy Commerce, produto que une serviço e tecnologia, voltado à implementação ágil, eficiente e estruturada de lojas virtuais, para atender empresas que já operam ou desejam iniciar no comércio eletrônico com gestão própria, mas que precisam de apoio técnico e estratégico para iniciar suas vendas online.

O primeiro encontro da ExpoEcomm em 2026 será no dia 10 de março, das 13h às 19h, no Barra Shopping Sul, em Porto Alegre. O propósito da feira é gerar aprendizados e conexões para vendedores online em todo o país. Assim como nos outros eventos que também contarão com a presença da Social, esta edição trará ao público palestras de especialistas da área que compartilharão insights sobre o mercado de e-commerce.

Serviço

ExpoEcomm Porto Alegre

Local: Barra Shopping Sul – Porto Alegre

Data e horário: 10 de março, das 13h às 19h

Informações: no link

IA em alta, governança em falta: os desafios da informação na adoção de inteligência artificial

Das salas de reunião às janelas de chat, a inteligência artificial passou a ser uma ferramenta integrada à rotina das empresas brasileiras. Uma pesquisa realizada pela Associação Brasileira de Recursos Humanos, e divulgada em outubro passado, apontou que ao menos 79% dos profissionais no país já utilizam ferramentas de IA em suas tarefas diárias, mas apenas 23,7% afirmam que suas empresas têm políticas claras sobre o tema.

Esse descompasso mostra que enquanto as organizações correm para adotar inovações de IA, a governança da informação nem sempre acompanha o ritmo. No Brasil, essa lacuna se traduz em desafios práticos que afetam diretamente a qualidade dos dados, a conformidade legal e a confiança nas decisões automatizadas. Em um momento em que regulações ganham forma – a União Europeia aprovou o AI Act e o Brasil discute seu Marco Legal da IA (PL 2338/2023) – as empresas brasileiras precisam equilibrar a euforia da transformação digital com controles robustos.

Dados “sujos” e desatualizados: quando a IA aprende errado

Para a IA entregar valor real, a qualidade e organização dos dados são fundamentais. Porém, muitas empresas brasileiras ainda enfrentam um cenário de dados caótico: informações espalhadas em silos, duplicadas, inconsistentes e sem padronização ou qualquer governança. Modelos de IA treinados sobre essa base fragmentada absorvem vieses e erros, comprometendo a confiabilidade das previsões.

O perigo é que decisões automatizadas equivocadas – por exemplo, na análise de crédito ou em recomendações ao cliente – podem escapar ao radar até causarem prejuízos tangíveis. Sem governança de dados, os Data Lakes viram “pântanos” de informações de baixa qualidade, e a IA, em vez de ativo estratégico, vira fonte de risco técnico e reputacional.

Além disso, dados não classificados por sensibilidade podem acabar alimentando modelos inadvertidamente. Sem saber exatamente que tipo de dado está sendo usado, uma empresa pode, por exemplo, treinar um algoritmo de atendimento ao cliente com informações desatualizadas ou incompletas, resultando em respostas imprecisas, ou – pior – incorporar dados pessoais sensíveis sem as devidas salvaguardas, violando legislações como a LGPD. Dados desgovernados “contaminam” a inteligência artificial, criando um efeito cascata de decisões mal-informadas e potenciais conflitos éticos. Esse cenário torna evidente que IA confiável só nasce de dados confiáveis – e confiabilidade exige classificação, atualização e qualidade contínua, pilares da boa governança de informação.

Ausência de políticas e inventário: terreno fértil para a Shadow AI

Outro ponto crítico é a falta de políticas corporativas formais e de um inventário abrangente de dados. Na prática, isso significa que muitas empresas não sabem exatamente quais dados possuem, onde eles estão ou como são utilizados pelos algoritmos. Um estudo setorial realizado pela Miti – Markets Innovation & Technology Institute, e divulgado há pouco mais de um mês mostrou que apenas 27% das empresas brasileiras possuem políticas formais de governança de IA, revelando que a grande maioria opera sem regras claras para uso da tecnologia.

Da mesma forma, levantamento da IBM indica que 87% das organizações no Brasil não têm nenhuma política de governança de IA em vigor. Sem um catálogo de dados bem definido e políticas de uso, projetos de IA acabam se desenvolvendo no escuro: dados são aproveitados sem rastreabilidade de origem ou verificação de atualidade, e decisões importantes podem estar sendo tomadas com base em informações desconhecidas pela própria TI.

Essa ausência de diretrizes abre caminho para o fenômeno da “Shadow AI” – a infiltração silenciosa de inteligência artificial fora dos radares oficiais. Colaboradores, movidos pela urgência ou entusiasmo, passam a utilizar ferramentas de IA sem autorização ou supervisão da TI.

Um analista pode, por exemplo, inserir dados confidenciais de clientes em um chatbot público para gerar um relatório, ou um gerente pode alimentar uma planilha de planejamento estratégico em uma plataforma de IA generativa na nuvem, tudo à revelia de políticas internas. Esse uso desorganizado é mais comum do que se imagina: embora 40% das empresas afirmem oferecer ferramentas oficiais de IA, 90% dos funcionários já utilizam a tecnologia de forma não estruturada, segundo pesquisa da MIT Tech Review Brasil.

A Shadow AI expõe as empresas a vazamentos de dados, falhas de compliance e decisões tomadas fora do escopo corporativo. Um simples upload de dados sigilosos em um serviço de IA na nuvem pode comprometer segredos comerciais ou violações regulatórias, sem que a liderança sequer tome conhecimento imediato. Sem políticas e inventário de dados, a IA avança de forma desordenada, e os gestores perdem a visibilidade sobre quem usa o quê, com quais dados e para qual finalidade.

Decisões sem rastreabilidade: auditabilidade em xeque

Conforme a IA ganha papel em decisões de negócio – da concessão de crédito à triagem de currículos – surge uma nova dificuldade: auditar e explicar essas decisões automatizadas. Muitos algoritmos de aprendizado de máquina funcionam como verdadeiras caixas-pretas, das quais saem recomendações ou predições sem que fique claro aos humanos o porquê.

Nas empresas brasileiras, a capacidade de rastrear e inspecionar o funcionamento interno dos modelos ainda é incipiente. Mesmo entre as organizações que já adotam alguma governança de IA, apenas 34% realizam auditorias regulares para detectar uso não autorizado ou comportamentos anômalos em algoritmos. Ou seja, em muitos casos as decisões tomadas pela IA ocorrem sem registro acessível do processo: não há logs detalhados, nem documentação suficiente para reconstruir quais dados de entrada levaram àquela saída.

Decisões automatizadas sem auditoria dificultam identificar se um modelo está, por exemplo, discriminando certos clientes ou recomendando ações com base em dados equivocados. Quando um resultado controverso aparece – como a recusa de crédito a um perfil que teoricamente seria elegível – a empresa pode se ver de mãos atadas para explicar os critérios que o algoritmo utilizou, o que é problemático tanto internamente quanto perante órgãos reguladores.

Agilidade versus controle: o falso dilema estratégico

Diante de todos esses desafios, muitos executivos de TI se veem num dilema: como impor controle e governança sem sufocar a agilidade que a IA promete entregar? Num mercado competitivo, a pressão por inovar rapidamente é real – qualquer atraso na adoção de uma tecnologia pode significar perda de vantagem. Isso leva alguns a enxergarem a governança como sinônimo de burocracia ou freio à inovação.

Contudo, essa é uma percepção equivocada, que os dados e os especialistas vêm desmentindo. Governança efetiva não diminui a velocidade da inovação; pelo contrário, reduz fricções e riscos, tornando o avanço mais seguro e sustentável. De fato, as empresas que crescem mais rápido com IA são justamente as que tratam governança como alicerce da inovação, e não como obstáculo.

O equilíbrio entre rapidez e controle, portanto, não é apenas possível – é necessário. O diferencial competitivo da próxima década estará em adotar IA com velocidade, mas sobretudo com responsabilidade. Agir rápido demais ignorando governança pode render ganhos imediatos, porém com riscos latentes que cedo ou tarde cobram seu preço (seja em multas, perda de reputação ou até na necessidade de refazer projetos inteiros após incidentes).

Por outro lado, incorporar frameworks de governança desde o início permite escalar a inteligência artificial de modo consistente, sem surpresas desagradáveis no caminho. Isso envolve desde políticas de acesso e autenticação robustas, segregação de ambientes, até registro detalhado de logs e monitoramento contínuo de modelos – práticas que algumas organizações pioneiras já adotam para assegurar que a IA atue como um ativo de negócio, e não como uma fonte de insegurança.

R$ 25 milhões em 90 minutos: Transmissões ao vivo mudam as vendas B2B e criam mercado bilionário no país

O live commerce, modalidade de vendas por transmissões ao vivo, passou a figurar entre as apostas mais observadas pelas áreas comerciais em 2026. No Brasil, o formato vem ganhando relevância não apenas no contexto de vendas ao consumidor final (B2C), mas começa a alterar a lógica de como fabricantes e distribuidores negociam diretamente com lojistas e canais de revenda (B2B).

Segundo a consultoria Grand View Research, o live commerce brasileiro, considerando B2C e outras aplicações, deve movimentar R$ 156,5 bilhões até 2033, com taxa anual composta superior a 30%.

Já os dados do índice Business-to-Business Online, da E-Consulting, indicam que o comércio eletrônico entre empresas responde por mais de R$ 2,4 trilhões em transações, mas apenas 2,5% desse volume ocorre em canais digitais. Ainda, no plano global, a International Trade Administration estima que o e-commerce B2B alcance US$ 36 trilhões até 2026.

“Esse é um espaço relevante que começa a ser disputado por novas tecnologias”, diz Daniel Arcoverde, cofundador da Netshow.me, especialista em live commerce, especialmente voltadas ao universo de vendas B2B.

Ele explica que, em essência, o live commerce B2B combina conteúdo ao vivo e engajamento interativo, criando um ambiente onde fornecedores podem apresentar produtos em detalhes; responder dúvidas técnicas em tempo real; oferecer condições comerciais exclusivas; e capturar pedidos e gerar carrinhos de compras durante a transmissão.

“O objetivo é transformar a transmissão em um verdadeiro ponto de venda digital entre empresas, onde a indústria consegue lançar produtos, negociar volumes e fechar pedidos em tempo real, enquanto o lojista ganha informação técnica e agilidade na decisão de compra”, afirma Daniel Arcoverde.

A companhia vem se destacando ao oferecer uma infraestrutura capaz de sustentar transmissões ao vivo em escala com ofertas de produtos e toda a gestão de pedidos em tempo real, permitindo a captação dos dados dos lojistas, compras para múltiplos CNPJs e gestão de preços por estado, tudo integrado na experiência da live, algo inédito no mercado.

“A plataforma permite que marcas fechem milhões de reais em vendas em poucos minutos, com retorno sobre investimento superior a 2.000% por transmissão”, afirma Arcoverde.

Em um dos eventos B2B realizados com a tecnologia, por exemplo, o volume pedidos superou R$ 25 milhões e reuniu mais de 4 mil pontos de venda em uma única live, segundo dados divulgados pela própria companhia. “Estamos falando de eficiência operacional, otimização de custos de visitação e resultados expressivos em uma experiência ao vivo de 1 a 2 horas”, afirma Rafael Belmonte, cofundador da Netshow.me.

Empresas que passaram a adotar o live commerce B2B relatam não apenas aceleração na geração de pedidos, mas também maior engajamento com a base de lojistas, fator considerado especialmente relevante em categorias técnicas como cosméticos, medicamentos, construção e autopeças.

Na prática, o modelo tem reduzido a dependência de deslocamentos físicos das equipes comerciais, ampliado o alcance geográfico das campanhas, criado canais diretos para esclarecimento de dúvidas durante as transmissões e permitido ajustes rápidos nas ofertas a partir de métricas captadas em tempo real.

Mercado

No Brasil, o live commerce corporativo avança rapidamente. O Mercado Livre, por exemplo, lançou uma unidade dedicada ao mercado empresarial e informou ter mais de 4 milhões de usuários habilitados para compras entre empresas, enquanto Amazon e Shopee ampliam funcionalidades B2B.

“A competitividade estimula indústrias a repensarem seus canais de sell-in tradicionais, que historicamente dependiam de representantes em campo, catálogos impressos e negociações concentradas em eventos sazonais, em favor de interações online dinâmicas e escaláveis”, destaca Belmonte.

O executivo aponta que as transmissões ao vivo trazem benefícios concretos para quem está disposto a apostar no modelo:

  1. Maior eficiência comercial: além de reduzir os custos de visitação, é uma forma escalável de humanizar a marca se aproximando de lojistas que não são visitados.
  2. Treinamento em tempo real: as indústrias aproveitam a participação dos varejistas para treinar e educar sobre seus produtos, aumentando o impacto das vendas na ponta.
  3. Dados e inteligência de mercado: métricas em tempo real permitem decisões rápidas e otimização de ofertas e estoques.

“Quando o lojista pode ver, perguntar e clicar para comprar na mesma interface, isso muda a lógica do relacionamento comercial”, destaca Rafael.

Para o executivo, o Brasil tem hoje um mercado interno robusto, uma base de lojistas ampla e distribuída geograficamente e um ambiente tecnológico que já absorveu com sucesso soluções de e-commerce e marketplaces. “Com isso, o live commerce B2B surge como a próxima fronteira para criar um mercado bilionário, reconfigurando a forma como indústrias estabelecem parcerias comerciais, conduzem negociações e geram receita”.

“A pergunta agora não é mais se o live commerce vai dominar o B2B no Brasil, mas quando e com que velocidade ele vai redefinir as regras do jogo”, diz Rafael Belmonte.

“Quando esse modelo ganha escala, ele não impacta apenas empresas individuais. Ele altera cadeias de suprimento, encurta ciclos de capital de giro e aumenta a produtividade comercial da indústria brasileira como um todo”, finaliza.

O outro lado das grandes liquidações: volume alto, lucro baixo

Grandes campanhas promocionais se consolidaram como um dos períodos mais relevantes do varejo, impulsionadas por descontos agressivos e alto investimento em mídia. A estratégia costuma elevar o volume de vendas e gerar movimentação de caixa no curto prazo. No entanto, para muitas empresas, esse crescimento não se traduz em aumento real de lucratividade. Datas como o Dia do Consumidor, considerada a Black Friday do primeiro semestre, reforçam esse cenário. 

Em busca de competitividade, companhias entram em uma guerra de preços, reduzem margens, subsidiam frete, oferecem parcelamentos longos sem juros e ampliam investimentos em mídia para ganhar visibilidade em meio ao excesso de ofertas. O resultado, muitas vezes, é previsível: faturamento elevado, lucro comprimido.

O primeiro erro estratégico está na confusão entre faturamento e rentabilidade. Vender mais não significa necessariamente ganhar mais. Quando o desconto é mal estruturado, o custo de aquisição de cliente (CAC) dispara, a margem encolhe e a operação, pressionada pelo aumento repentino da demanda, começa a apresentar ineficiências. O crescimento aparente pode esconder um resultado financeiro frágil.

Outro ponto crítico é o chamado efeito “promoção permanente”. Ao condicionar o consumidor a comprar apenas em datas promocionais, a empresa enfraquece seu poder de precificação ao longo do ano. O cliente deixa de valorizar diferenciais como qualidade, experiência ou posicionamento e passa a enxergar apenas o preço. Essa erosão silenciosa da marca compromete margens futuras.

Há ainda o impacto operacional. Logística pressionada, aumento no volume de trocas, sobrecarga no atendimento e falhas na experiência do cliente geram custos ocultos que raramente entram na conta da campanha. O que parecia uma ação estratégica se transforma em um esforço operacional desgastante e, muitas vezes, pouco rentável.

O problema não está nas datas promocionais, mas na forma como elas são utilizadas. Empresas de alta performance não operam no impulso. Trabalham com inteligência de margem, segmentação estratégica e planejamento financeiro rigoroso. Não aplicam descontos generalizados, mas criam ofertas direcionadas, utilizam a data para girar estoque parado, adquirir clientes com alto potencial de recompra e fortalecer posicionamento.

A visão precisa ser sistêmica. Se o CAC ultrapassa a margem gerada, o crescimento é artificial. Se a campanha compromete o fluxo de caixa dos meses seguintes, existe um desequilíbrio estrutural. Crescer exige sustentabilidade.

Do ponto de vista estratégico, liquidações devem ser encaradas como ferramenta tática, não como modelo de negócio. Empresas maduras utilizam essas datas para acelerar ciclos, ajustar estoques e ampliar base qualificada de clientes,  não para sustentar resultados.

A pergunta que todo empresário deve fazer ao final de uma grande campanha não é “quanto eu vendi?”, mas sim “qual foi o lucro líquido real após todos os custos diretos e indiretos?”. No mundo dos negócios, crescimento sem margem não é expansão, é risco disfarçado de sucesso.

Ycaro Martins é especialista em expansão e negócios de alta performance, CEO e fundador da Maxymus Expand, empresa focada em estruturação estratégica, aceleração e crescimento de operações comerciais em diversos segmentos. Com mais de 20 anos de experiência em empreendedorismo, construiu uma trajetória sólida com inovação e excelência em gestão. Através da sua expertise leva ao mercado a metodologia e mentalidade de transformação e expansão. Fundador da Vaapty, uma das maiores empresas do segmento de intermediação automotiva do país com mais de R$ 2,6 bilhões em operações comerciais.

InfinitePay lança Soma: a carteira que divide o dinheiro sem dividir a relação

Cobrar R$ 47 de um amigo após uma viagem não deveria ser um dilema moral. Mas é. Perguntar a um funcionário ou sócio se ele já pagou o fornecedor não deveria gerar desconfiança. Mas gera. Conferir com o cônjuge quem pagou a conta de luz este mês não deveria virar discussão. Mas pode virar.

O problema nunca foi o dinheiro – foram sempre as conversas sobre o dinheiro. Planilhas, prints de comprovante no WhatsApp e o eterno “depois a gente acerta” transformam questões simples de matemática em desgaste entre pessoas que se gostam.

Para acabar com isso, a InfinitePay, plataforma de serviços financeiros da CloudWalk, lança o Soma: uma carteira em que duas ou mais pessoas reúnem recursos antecipadamente em um único saldo. A partir dali, todos acompanham em tempo real como o dinheiro é utilizado, com registro automático de cada contribuição e de cada saída.

“Ninguém deveria precisar de uma planilha para confiar no sócio ou de um print para cobrar um amigo. Construímos o Soma para que a tecnologia absorva essa carga – o sistema registra, categoriza e organiza cada centavo automaticamente. O cliente só precisa decidir o que quer fazer junto”, afirma Yuri Gravatá, diretor de Banking da CloudWalk.

Como funciona na prática

Diferentemente de uma conta conjunta tradicional – que exige burocracia, assinaturas e um certo grau de compromisso permanente -, o Soma é leve e flexível. Cada pessoa pode participar de várias carteiras ao mesmo tempo, uma para cada contexto da vida. Cada grupo funciona de forma independente, e todas as movimentações via Pix ocorrem instantaneamente na plataforma.

A lógica é simples: os participantes depositam recursos na carteira antes de gastar. A partir daí, o Soma registra automaticamente cada movimentação – quem contribuiu, quanto e para onde o dinheiro foi.

Pequenos negócios. Um empreendedor cria um Soma para uma obra e deposita o orçamento ali. O responsável pela execução paga fornecedores direto da carteira, e o dono acompanha cada saída em tempo real. Funciona também entre sócios que dividem custos de um projeto ou espaço físico – as finanças do negócio ficam separadas das pessoais, e todos enxergam o que entra e o que sai.

Casais. Em vez de transferências cruzadas via Pix e a eterna dúvida de quem pagou o quê neste mês, ambos contribuem para uma carteira destinada às despesas da casa. Um paga a conta de luz, o outro faz o mercado, e os dois acompanham o saldo e os gastos em tempo real.

Viagens. Um grupo de amigos ou uma família cria um Soma para a próxima viagem. Cada um deposita sua parte, e hospedagem, transporte e passeios saem dali. Sem acertos depois, sem pendências – só fica a parte de aproveitar.

Se o grupo decide encerrar a carteira, o Soma devolve o saldo restante respeitando a proporção exata da contribuição de cada participante. Sem negociação, sem constrangimento.

A IA como agente criador

Por trás dessa simplicidade está uma nova engrenagem de inovação da InfinitePay. A companhia desenvolveu uma geração de agentes autônomos de IA que trabalham em paralelo com os engenheiros. Parte desses agentes analisa continuamente os feedbacks dos clientes e identifica oportunidades de evolução da plataforma. Outra parte transforma essas oportunidades em código que se traduz em produtos.

O resultado é um ciclo de inovação radicalmente mais curto: o que antes levava meses para conceber, desenvolver e testar, agora acontece em dias – da identificação da demanda à distribuição para toda a base.

“O Soma foi pensado para que o cliente foque no objetivo – seja gerir o negócio, planejar uma viagem ou administrar as contas da casa – enquanto o sistema cuida da matemática e da memória”, resume Gravatá.

O Soma já está disponível gratuitamente para a base de mais de 6 milhões de clientes da InfinitePay. Quem ainda não é cliente pode baixar o app, criar ou ser convidado para um grupo.

TikTok Shop cresce em alcance no Brasil enquanto Temu fatura mais por cliente

A disputa entre as novas plataformas asiáticas de comércio eletrônico no Brasil começa a revelar estratégias distintas e resultados igualmente desiguais. Dados da Klavi, fintech especializada em open finance, indicam que TikTok Shop e Temu avançam sobre o varejo digital nacional por caminhos diferentes: uma amplia o alcance com compras impulsivas e recorrentes; a outra aposta em maior gasto por cliente, ainda que com uma base mais restrita.

A análise acompanhou o comportamento de 50 mil consumidores ao longo de 2025. Nesse universo, 2,7% realizaram ao menos uma compra na TikTok Shop, contra 1% que comprou na Temu. Em volume absoluto, foram 4.165 transações na plataforma ligada à ByteDance, ante 2.772 da concorrente. Em termos proporcionais, os números representam 0,6% e 0,4% do total de operações observadas na amostra.

A diferença mais relevante, no entanto, está no desenho do consumo. Integrada à dinâmica de vídeos curtos e recomendação algorítmica, a TikTok Shop opera com lógica de descoberta contínua. O tíquete médio registrado foi de R$ 47,47, e cada consumidor realizou, em média, 3,9 compras no período analisado. Trata-se de um modelo baseado em volume e capilaridade, no qual a conversão acontece quase simultaneamente ao entretenimento.

A Temu, por sua vez, apresenta comportamento distinto. Embora alcance menos consumidores, demonstra maior intensidade de uso e de gasto. O número médio de transações por cliente chegou a 6,9, com valor médio por pedido de R$ 196,62, mais de quatro vezes o tíquete da rival. O padrão sugere maior disposição para compras concentradas e de valor agregado superior.

Para Hygor RoqueHead of Revenue da Divibank, os dados evidenciam transformações estruturais na jornada digital. “A TikTok Shop avança ao integrar conteúdo e varejo, transformando descoberta em conversão quase imediata. Já a Temu opera com menor capilaridade, mas extrai mais valor de cada consumidor ativo, em um modelo que depende de recorrência individual e tíquetes mais altos, o que tende a limitar uma expansão acelerada da base”, afirma.

O contraste ajuda a compreender a dinâmica competitiva que se consolida no país. De um lado, a aposta na integração entre entretenimento e varejo, reduzindo fricções entre desejo e compra. De outro, a estratégia de maximizar receita por usuário, mesmo com crescimento mais gradual da base. Em um mercado ainda em expansão e marcado por forte sensibilidade a preço, a consolidação dessas plataformas dependerá menos da presença isolada e mais da capacidade de equilibrar escala, rentabilidade e fidelização.

Entre datas, clima e sentimentos: por que o varejo de flores depende de estratégia?

No varejo de flores, a demanda não nasce apenas de uma necessidade objetiva, mas de um sentimento. Quem compra um buquê ou um arranjo está adquirindo uma memória afetiva. Para as empresas do setor, isso significa que vender exige mais do que produto e preço, exige planejamento estratégico capaz de transformar sensibilidade em operação eficiente. A complexidade aumenta porque nem todo pico de demanda está em datas especiais, mas Dia das Mães e Dia dos Namorados seguem sendo fundamentais. 

A importância da estratégia também se reflete nos números do segmento. O mercado global de flores deve movimentar US$ 104,6 bilhões até 2033, segundo a consultoria Business Research, impulsionado pela digitalização e pela expansão do consumo online. No Brasil, o cenário acompanha essa tendência, com produção em crescimento e estratégias de marketing mais sofisticadas fortalecendo o segmento. 

Os riscos de operar sem planejamento são elevados. Falta de estoque em datas críticas, sobrecarga logística, atrasos de entrega e ruptura de itens-chave comprometem não apenas a venda, mas a experiência emocional do cliente. Um presente que chega fora do prazo carrega impacto maior do que o de uma simples falha de serviço. Em vez de conduzir a demanda, a empresa passa a reagir a crises. 

A sazonalidade climática adiciona outra camada de complexidade ao planejamento. Cada estação influencia preferências e disponibilidade. Na primavera, predominam rosas, gérberas e orquídeas em arranjos amplos e tons suaves. O verão favorece espécies tropicais e vibrantes, como girassóis e helicônias. O outono traz paletas quentes e formatos menores, enquanto o inverno destaca flores mais sofisticadas, como lisianthus e orquídeas, em composições estruturadas. Essas variações afetam também preços, custos de importação e logística. 

O equilíbrio entre qualidade, frescor e custo depende muito da capacidade das floriculturas em planejar o estoque conforme o clima e o calendário.  A logística, por sua vez, torna-se fator crítico em períodos de temperaturas extremas. No frio, são usados veículos refrigerados e embalagens reforçadas. No calor, o foco é manter a umidade e a temperatura estáveis para evitar a desidratação das pétalas. Cada detalhe conta para garantir que o produto chegue perfeito e dentro do prazo. 

Mais do que um item sazonal, flores representam emoção e bem-estar. Transformar esse simbolismo em uma operação consistente é o que diferencia empresas que apenas vendem produtos daquelas que constroem relevância de longo prazo. Em mercados movidos por sentimentos, estratégia não é acessório. É o que sustenta crescimento, confiança e vantagem competitiva.

Concorrência no delivery exige atenção a práticas que dificultam a entrada de novos competidores

O Termo de Compromisso de Cessação firmado entre o Cade e o iFood foi um avanço para coibir práticas de exclusividade no setor de entregas. No entanto, para a Abrasel, o acordo ou está sendo descumprido, ou não está produzindo os efeitos esperados. A dificuldade de novos players para ingressar em mercados relevantes, como ocorreu no Rio de Janeiro, demonstra que as barreiras continuam sólidas.

Atrasos como o da Keeta, que postergou sua entrada na capital fluminense por encontrar resistência prática no acesso aos estabelecimentos, mostram que a exclusividade não é o único ponto crítico. Segundo reportagens recentes, a empresa afirma que um volume significativo de restaurantes permanece, na prática, impedido de aderir a outras plataformas por acordos comerciais que seguem limitando sua liberdade de escolha.

Segundo o presidente de operações internacionais da Keeta, Tony Qiu, “as cláusulas de exclusividade colocam em risco a competição saudável no Brasil, não apenas no delivery de comida, mas em todas as indústrias, impedindo a livre escolha e restringindo oportunidades de renda para todos os participantes do mercado, incluindo consumidores e parceiros comerciais. A Keeta defende um mercado aberto e competitivo, que permita crescimento sustentável. Acreditamos que restaurantes devem ter liberdade para diversificar canais de vendas, entregadores parceiros devem ter mais oportunidade de geração de renda, e consumidores devem se beneficiar de um maior leque de opções e um serviço com mais qualidade”.

Para Paulo Solmucci, presidente da Abrasel, é preciso olhar para o quadro completo. “A exclusividade é só uma parte do problema. Hoje, a verticalização das plataformas cria um pacote de serviços que prende o restaurante e dificulta qualquer movimento competitivo. Isso reduz a autonomia dos estabelecimentos e restringe a concorrência”, afirma.

Além da exclusividade formal, o setor enfrenta obstáculos ligados à integração obrigatória de serviços, como pagamento, logística, crédito e publicidade. Esses mecanismos reforçam a dependência e ampliam o domínio das empresas líderes, deixando claro que o mercado demanda medidas adicionais de ordenamento.

“Abrir espaço para novos entrantes é fundamental. O TCC foi importante, mas não basta. Já está evidente que as dificuldades persistem e que a solução precisa ir além do que já foi acordado. O país precisa de um ambiente competitivo real, onde restaurantes tenham liberdade de escolha e onde novas plataformas possam disputar espaço em condições justas”, completa Solmucci.

Inovação contra o crime: totens interativos de segurança ganham destaque no iLab 2026

Discutir soluções eficazes para combater o avanço do crime organizado e tornar as cidades mais seguras é um desafio urgente. Com o objetivo de posicionar a inovação tecnológica como eixo central nesse cenário, a II Conferência de Segurança Pública – iLab Segurança 2026 acontece entre os dias 3 e 6 de março, no Centro Internacional de Convenções do Brasil (CICB), em Brasília. O evento reúne a cúpula policial, gestores e especialistas em painéis e exposições sobre inteligência e modernização das forças de proteção.

Dois pilares essenciais das cidades inteligentes são a segurança pública e as inovações tecnológicas — fatores que impactam diretamente o bem-estar da população, o desenvolvimento econômico e a atratividade dos centros urbanos. A integração dessas frentes possibilita monitoramento em tempo real, respostas ágeis às emergências e otimização do trabalho policial. Nesse contexto, um dos destaques do evento é o totem de segurança da Helper Tecnologia, empresa detentora da patente dos equipamentos voltados à vigilância e à proteção de espaços urbanos.

Com tecnologia de ponta, os totens oferecem comunicação direta com as autoridades e respostas rápidas. Personalizados com a identidade visual das forças policiais locais, os equipamentos também possuem uma estrutura robusta, reforçando a sensação de segurança nas ruas.

Os postos eletrônicos Helper possuem três modelos: Helper One, voltado ao policiamento; Helper Neo, destinado à segurança escolar; e Helper Max, indicado para operações avançadas em áreas de defesa civil, presídios e rodovias.

Os equipamentos contam com giroflex semelhante ao das viaturas, comunicador bidirecional de alta potência para alertas à população, mensagens automáticas de áudio para campanhas educativas e informativas, além de câmeras com visão 360°. “Nosso estande demonstra como essa tecnologia pode ser integrada a outras soluções urbanas e de inteligência, criando ambientes mais seguros. O iLab 2026 é uma oportunidade para gestores públicos, instituições e especialistas conhecerem de perto o impacto positivo que nossos totens de segurança podem trazer para as cidades no enfrentamento à criminalidade”, destaca o diretor da Helper Tecnologia, Edison Endo.

Gigantes Globais Dominam E-commerce Brasileiro, Enquanto TikTok Shop Revoluciona as Vendas

O cenário do comércio eletrônico no Brasil está cada vez mais acirrado, com gigantes globais consolidando sua liderança e novas plataformas como o TikTok Shop apresentando modelos inovadores que desafiam os players tradicionais. A disputa acirrada impacta diretamente as plataformas nacionais, que enfrentam dificuldades crescentes para competir em um mercado dominado por investimentos massivos em logística e tecnologia.

Consolidação dos Gigantes Globais

Um relatório recente do BTG Pactual, com dados da SimilarWeb, revela que o trio composto por Mercado Livre, Amazon e Shopee já detém impressionantes 82,5% dos acessos aos principais sites de e-commerce no Brasil. Essa participação aumentou significativamente entre março de 2025 e janeiro de 2026, superando os 76,6% registrados anteriormente. Esse domínio é impulsionado por investimentos bilionários em infraestrutura logística, tornando a competição ainda mais desafiadora para empresas brasileiras.

  • Mercado Livre: Ampliou sua fatia de acessos de 32,3% para 33,7%.
  • Amazon: Viu sua participação crescer de 25,5% para 26,5%.
  • Shopee: Aumentou sua relevância, saltando de 18,8% para 22,3%.

Em contrapartida, plataformas brasileiras como Magalu e Casas Bahia viram suas participações diminuírem. O Magalu caiu de 13,9% para 11,7%, enquanto Casas Bahia reduziu sua presença de 5,3% para 4,1%. A Americanas, em particular, registrou uma queda drástica, passando de 2,3% para apenas 0,7% dos acessos.

A Ascensão do TikTok Shop

Enquanto os gigantes consolidados disputam a liderança, o TikTok Shop surge como um disruptor no mercado. Em menos de um ano desde seu lançamento no Brasil, a plataforma já movimenta cerca de R$ 1,2 bilhão em volume bruto de mercadorias (GMV). O sucesso se deve à sua abordagem inovadora de “discovery commerce”, que integra entretenimento, conexão humana e um algoritmo poderoso para apresentar produtos aos usuários de forma orgânica e envolvente.

O modelo do TikTok Shop se diferencia por resgatar a experiência de “compra por descoberta”, onde o consumidor é exposto a produtos enquanto consome conteúdo, muitas vezes sem uma intenção de compra prévia. Influenciadores e afiliados desempenham um papel crucial, demonstrando produtos em lives e vídeos curtos, o que gera uma taxa de conversão significativamente maior em comparação com canais tradicionais. Marcas renomadas, como Granado, têm utilizado a plataforma para rejuvenescer sua base de clientes e viralizar produtos.

O Futuro do Varejo Online

A entrada de novos modelos de negócio, como o TikTok Shop, sugere uma mudança estrutural no e-commerce brasileiro. A capacidade de integrar a experiência de compra diretamente no ambiente de entretenimento de uma rede social, com fricção mínima e alta capacidade de engajamento, representa um desafio para os modelos de negócio estabelecidos. A ByteDance, dona do TikTok, demonstra um compromisso de longo prazo com o Brasil, com investimentos significativos em infraestrutura, como a construção de um data center, que visa otimizar ainda mais o funcionamento de seu algoritmo e a experiência do usuário.

A competição no e-commerce brasileiro promete continuar intensa, com inovações tecnológicas e novos modelos de negócio moldando o futuro das compras online no país.

Fontes

  • Trio de gigantes globais do e-commerce ‘esmaga’ ainda mais plataformas brasileiras, O Globo.
  • TikTok Shop avança sobre grandes de e-commerce e já movimenta R$ 1,2 bi, VEJA.