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ABRAEL e VTEX DAY: Talk sobre luxo no maior evento de comércio digital da América Latina

Este é o tema do ‘The Luxury Edit’, destaque no VTEX DAY, no dia 16/4 às 16h45, que terá a participação de Carla Assumpção, presidente da ABRAEL (Associação Brasileira de Empresas de Luxo) e General ManagerLatam da Swarovski; de Barbara Fortes, diretora de Estratégia da ABRAEL e General Manager Brasil da The Estée Lauder Companies; e de Daniela Gontijo, General Manager da Louis Vuitton South América e membro daABRAEL.

A discussão mergulhará em estratégias que equilibram tradição e inovação, mostrando como comunicação seletiva, experiências personalizadas e inovação discreta preservam o valor simbólico das marcas.

Durante o painel, as executivas revelarão como o luxo continua aspiracional, relevante e desejado, mesmo em um cenário de mudanças constantes e comportamentos cada vez mais voláteis.

ABRAEL completa 18 anos e se consolida como hub de inteligência no “Brasil das Tramas Regionais”

Reunindo as principais marcas do luxo, a entidade dá um novo passo em sua representação institucional para atuar como porta-voz das transformações do consumo em estratégias de governança, tecnologia e valor de longo prazo

SÃO PAULO – A ABRAEL (Associação Brasileira de Empresas de Luxo) completa 18 anos consolidando a transição de entidade setorial para a principal plataforma de inteligência e leitura das transformações do luxo no Brasil. Com umabase que reúne 65 das principais marcas globais em operação na América Latina e no país — entre elas grupos como Estée Lauder, Kering, L’Oréal, LVMH e Richemont, além de marcas brasileiras relevantes comoArtefacto, Iguatemi, JHSF e Trousseau — a associação celebra sua maioridade liderando o debate sobre o redesenho do mercado de luxo nacional.

Este novo momento é impulsionado pela quebra definitiva do eixo Rio-São Paulo. O Brasil vive hoje a ascensão do que Carlos Ferreirinha, fundador da ABRAEL e estrategista da MCF Consultoria, define como o “Brasil das TramasRegionais”, com o luxo deixando de ser concentrado nas capitais tradicionais para se instalar em novos pólos de riqueza e repertórios culturais, que surgem com força no Centro-Oeste, Sul e Nordeste.

Segundo Carla Assumpção, presidente da ABRAEL e General Manager Latam da Swarovski, o fenômeno é um dos temas de discussão entre associados. “Cidades como Goiânia, Curitiba, Recife, Balneário Camboriú e o norte do MatoGrosso não são apenas novos pontos no mapa, mas ecossistemas que forçam as marcas a mudar a forma como operam e se comunicam. A ABRAEL hoje é o agente de leitura desse novo Brasil”, afirma.

Agenda 2026: Governança e Eficiência Operacional

Para acompanhar essa complexidade, a agenda da ABRAEL em 2026 mergulha em temas estruturantes. A inteligência artificial, os impactos da reforma tributária e a agenda ESG deixaram de ser periféricos para se tornar vitais para a sobrevivência dasoperações. “Operar luxo no Brasil hoje requer um nível de governança e adaptação tecnológica sem precedentes. Seja no varejo, na hotelaria ou no setor imobiliário, a eficiência operacional e a leitura precisa dos dados garantem aconstrução de valor a longo prazo. Na ABRAEL, traduzimos essas tensões em estratégias práticas para nossos associados”, pontua Carla.

Plataforma de inteligência do luxo

A força da ABRAEL reside na sua capacidade de reunir concorrentes em torno de um objetivo comum: o fortalecimento do setor. Para Barbara Fortes, diretora de Estratégia da associação e General Manager da Estée LauderCompanies no Brasil, o maior ativo é a rede de trocas. “A ABRAEL é a ponte entre as marcas globais e o entendimento profundo do novo consumidor brasileiro, atuando como um observatório do setor e porta-voz das transformações domercado. Estamos evoluindo da ‘representação institucional’ para uma plataforma integrada de inteligência do luxo no Brasil.”, afirma.

Calendário de discussões 2026

A agenda da ABRAEL materializa sua atuação como plataforma de inteligência do luxo, com um calendário estratégico desenhado para antecipar os grandes movimentos que impactam o segmento. A reforma tributária, o cenário econômico global e avanguarda tecnológica com foco em Inteligência Artificial são pontos altos do ano. A governança e a reputação ganham peso central, com comitês recorrentes de ESG e debates sobre crimes financeiros. A capacitação técnica é reforçada peloconcorrido Treinamento do Ano com Carlos Ferreirinha. Mais do que eventos, os encontros reúnem os principais decisores do mercado em um ecossistema de alto nível, onde a troca de repertório entre quem molda o setor fortalece as operações de altopadrão em todo o Brasil.

Amazon é a Mais Nova Patrocinadora Oficial das Seleções Brasileiras de Futebol  

A Amazon é a mais nova patrocinadora oficial das Seleções Brasileiras de Futebol. O acordo de dois anos abrange todas as categorias – masculina, feminina e de base – e marca um momento históricona trajetória da empresa no Brasil. Este patrocínio representa mais um capítulo do compromisso de longo prazo da Amazon com o país e reforça a estratégia de se conectar cada vez mais com a cultura e as paixões dos brasileiros.

O futebol é a maior paixão esportiva do Brasil. Com este patrocínio, a Amazon se posiciona ao lado de milhões de torcedores que vivem e vibram pela Seleção, conectando-se com eles em todos os momentos importantes: seja para preparar a casa ereceber amigos, encontrar produtos que demonstrem apoio à equipe ou torcer com toda a emoção.

“Estar ao lado das Seleções Brasileiras significa fazer parte de algo que vai além do esporte – é sobre conexão, emoção e experiências que unem as pessoas. Os brasileiros têm uma relação única com o futebol. Estamos junto com os torcedorespara ajudá-los a aproveitar ao máximo esses momentos especiais, seja encontrando os produtos ideais para celebrar ou assistindo aos jogos com tudo o que precisam”, diz Juliana Sztrajtman, presidente da Amazon Brasil.

Para a Confederação Brasileira de Futebol (CBF), a chegada da Amazon representa a união entre tradição e inovação, fortalecendo ainda mais a marca das Seleções Brasileiras dentro e fora de campo.

“A entrada da Amazon como patrocinadora das Seleções Brasileiras reforça a união entre tradição e tecnologia. A empresa traz uma capacidade única de inovação e uma capilaridade que alcança milhões de brasileiros em todos os cantos do país.Essa força amplia ainda mais a conexão da Seleção com sua torcida. Estamos muito satisfeitos com essa parceria, que certamente elevará a experiência dos fãs dentro e fora de campo”, afirma Samir Xaud, presidente da CBF.

A parceria já estará ativa durante a Copa do Mundo FIFA 2026, onde a Seleção Brasileira Masculina buscará seu sexto título mundial. A iniciativa também é particularmente significativa, pois inclui apoio à Seleção Brasileira Feminina durante aCopa do Mundo da FIFA 2027, que será sediada aqui no Brasil. Desde 2025, a Amazon tem orgulho de apoiar o futebol feminino, contribuindo para a visibilidade e o crescimento do esporte no país.

Amazon e Futebol: Uma Conexão em Crescimento

Essa iniciativa vem para fortalecer ainda mais a ligação da Amazon com o futebol e com o brasileiro. Desde 2022, a empresa ampliou significativamente sua presença no esporte, entrando no patrocínio da transmissão da maior emissora de TV aberta dopaís. No Brasil, o Prime Video – o serviço de streaming incluído na assinatura Amazon Prime – detém os direitos de transmissão do Campeonato Brasileiro e da Copa do Brasil, além de produzir séries originais e documentários sobre o esporte. A Amazon também tem investido no futebol feminino, promovendo maior visibilidade para as atletas e competições. Durante as transmissões do Campeonato Brasileiro no Prime Video, ofertas são exibidas via QR Codes em momentos estratégicos – comocomemorações de gols e replays – conectando o momento emocional do torcedor a produtos relevantes.

O patrocínio das Seleções Brasileiras reforça a presença da Amazon nos momentos que mais importam para os torcedores brasileiros, consolidando a empresa como parte fundamental da experiência de torcer.

Tendências para o marketing no varejo em 2026

O varejo está entrando em uma nova fase, na qual, além de adotar tecnologia, ele está reorganizando seu modelo de crescimento, colocando mídia, dados e experiência no centro da estratégia. Isso acontece em meio a um cenário em que a inteligência artificial e outras tecnologias se tornam parte do coração das operações dos varejistas, como apontam dados do estudo State of AI in Retail and Consumer Package Goods: 2026 Trends, da NVIDIA, que mostram que 58% das empresas já utilizam IA de forma ativa, enquanto outras 33% estão em fase de avaliação. Ao todo, 91% das companhias do setor já estão engajadas com IA, seja em uso ou análise, e 89% afirmam que a tecnologia contribui para o aumento da receita.

A discussão agora é muito mais sobre como escalar esse uso de forma integrada ao negócio e, em 2026, a competitividade estará diretamente ligada à capacidade dos varejistas de transformar dados em decisões, tecnologia em eficiência operacional e experiência em diferencial de marca.

Pensando nisso, o Felipe Malheiros, Gerente de Agências da Unlimitail, plataforma de Retail Media do Grupo Carrefour, listou cinco tendências que se destacam como estruturais para o presente e futuro do setor. Confira:

1. O fim da busca e o início do Agentic Commerce

O varejo começa a migrar da lógica da busca por palavras-chave para um modelo baseado em agentes de inteligência artificial, capazes de entender intenção, contexto e momento. Iniciativas anunciadas recentemente por Walmart e Google, por exemplo, apontam para um novo comportamento do consumidor: ao invés de procurar produtos, ele conversa com um assistente que planeja, cria o carrinho e executa a compra.

“Nesse cenário, a barra de busca perde protagonismo e a decisão passa a ser mediada por inteligência. Para marcas e varejistas, o impacto é direto: quem influencia o agente passa a influenciar a venda”, analisa o executivo.

2. Consolidação do Retail Media

Depois de anos de testes e pilotos, 2026 marca a virada definitiva do Retail Media como linha relevante de receita. O que antes era tratado como complementar passa a ser estruturado como unidade de negócio, com metas claras, integração com trade, mídia e CRM, e impacto direto na margem do varejo.

O discurso agora é mais consistente: Retail Media deixa de ser uma estratégia incremental e se torna essencial para financiar preço, experiência, inovação e rentabilidade. Para as marcas, é o canal mais próximo da decisão de compra, enquanto para o varejo é o elo entre audiência, dados e monetização em escala.

3. A loja como palco: o ponto físico vira meio de comunicação

A loja física não é mais somente um espaço de exposição de produtos e está se transformando em um ambiente de mídia totalmente expressivo, onde prateleiras, geladeiras, corredores e fachadas passam a funcionar como ativos de comunicação endereçáveis e mensuráveis.

“Diversos estudos mostram que telas digitais no ponto de venda geram incrementos reais de vendas, ao mesmo tempo em que criam margens significativamente superiores às do varejo tradicional. Para a Unlimitail, o Retail Media in-store representa uma evolução natural da loja física, combinando performance para marcas, aumento de margem para o varejo e mais beleza e fluidez para a experiência do consumidor”, comenta Malheiros.

4. Inteligência em escala, com menos discurso e mais execução

A inteligência artificial saiu de um lugar de experimentação e passou a ser infraestrutura. O foco agora, portanto, está na implementação em larga escala para previsão de demanda, gestão de estoque, precificação dinâmica e personalização real.

O objetivo é reduzir a fricção entre o que o consumidor quer e o que o varejo consegue entregar, no momento certo e no canal certo. Aqui, dados deixam de ser relatório e viram motores de decisão, eficiência operacional e rentabilidade.


5. Do cliente ao membro: varejo como ecossistema de valor

A relação puramente transacional está ficando obsoleta. O varejo mais avançado caminha para modelos baseados em membresia, recorrência e lifetime value, em que produtos, serviços, dados e mídia operam de forma integrada.

“Um exemplo dessa lógica é o Sam’s Club, rede que já nasce com mentalidade de membro e vem evoluindo para um modelo de cadeia de valor completa. A proposta vai além da compra pontual e envolve curadoria, benefícios exclusivos, serviços e uma experiência de loja pensada para quem faz parte do ecossistema”, conta Felipe.

Nesse contexto, o Retail Media, além de um canal de monetização, passa a integrar a própria experiência do membro, conectando marcas a audiências qualificadas em momentos reais de decisão, sem romper a jornada. O foco deixa de ser vender mais vezes e passa a ser gerar mais valor ao longo do tempo.


O que isso representa para o varejo


Há uma mudança estrutural, na qual o varejo se torna menos linear, menos transacional e muito mais inteligente, midiático e conectado ao momento. O Retail Media, especialmente dentro da loja física, se consolida como um dos principais pilares de crescimento do setor, tanto como fonte de receita adicional quanto como ferramenta para ampliar a margem do varejo, entregar performance real para marcas, financiar melhores experiências e transformar a loja em um espaço mais vivo, relevante e atrativo.

“O futuro do varejo não é somente sobre vender mais. É sobre conectar melhor, monetizar melhor e criar experiências mais relevantes”, finaliza Felipe Malheiros.

KOBE lança inteligência artificial que personaliza a experiência de compra em tempo real

O varejo digital brasileiro movimentou R$ 235,5 bilhões em 2025, com 94,2 milhões de compradores e 438,9 milhões de pedidos registrados, segundo a Associação Brasileira de Inteligência Artificiale E-Commerce (Abiacom). Porém, o setor ainda se vê diante de um desafio recorrente: a falta de personalização nas compras, algo que poderia auxiliar para um desempenho mais eficiente nas experiências de jornada de compra dos consumidores. 

Para resolver essa questão e auxiliar no crescimento do e-commerce brasileiro,  a KOBE, líder em mobile commerce no Brasil, lança o NODO, a primeira plataforma de inteligência artificial nativa para e-commerce e app desenvolvida no país, capaz de aprender quemé cada consumidor e entregar uma experiência de compra personalizada em tempo real, dentro do canal proprietário de cada marca.

“Chegamos a um momento em que a tecnologia finalmente permite fazer algo que o varejo digital sempre quis, mas nunca conseguiu: tratar cada cliente como único, em escala real. O NODO é a resposta para essa demanda. Uma plataforma que aprende quem é cada consumidore entrega a experiência certa, no momento certo, dentro do canal da própria marca”, afirma Fábio Barboza, CEO e Co-founder da KOBE.

“Com o NODO, nós possibilitamos para os lojistas uma experiência em escala e personalizada, além de colocar o consumidor no centro das decisões. A IA da plataforma foi criada para conseguir dar voz às marcas. É como se o consumidor tivesse à disposição alguémda empresa, oferecendo um atendimento individual e personalizado a cada novo acesso ao site”, complementa.

Contexto global 

O NODO chega ao mercado como uma resposta a um movimento que já está redefinindo o varejo em escala global.

Na NRF 2026, o maior evento de varejo do mundo realizado em Nova York, o consenso entre líderes do setor foi de que a próxima vantagem competitiva do varejo digital não virá de mais tráfego ou mais investimento em mídia, mas da capacidade de construir ecossistemasproprietários de dados capazes de aprender continuamente com o comportamento do consumidor.

Segundo o relatório The State of GenAI in Marketplaces 2026, da Photoroom, a inteligência artificial deixou de ser uma camada complementar no e-commerce e passou a desempenhar papel central na operação, da organização de catálogos à personalização da jornadade compra. Marcas que implementaram personalização com IA já reportam crescimento de até 30% na conversão e 15% no ticket médio, segundo dados da McKinsey.

O Brasil, que historicamente acompanhou essas transformações com atraso, coloca-se agora na linha de frente com uma solução desenvolvida localmente, com profundo conhecimento da operação do varejo nacional.

“Acreditamos que o próximo grande salto do varejo digital brasileiro virá da capacidade de personalizar experiências em escala real. Marcas que conseguirem construir esse relacionamento inteligente com cada consumidor vão criar vínculos que vão muito além datransação., acrescenta Barboza.

Plataforma que aprende sobre a marca antes de atender o cliente

O que diferencia o NODO de outras soluções de inteligência artificial no varejo é onde e como ele opera. Ao contrário de ferramentas que dependem de canais de terceiros, como o WhatsApp ou modelos genéricos de linguagem, o NODO funciona dentro do canal proprietário,do app e do e-commerce da empresa, garantindo que os dados do relacionamento com o consumidor permaneçam com a marca e não com a plataforma.

Antes de atender qualquer cliente, o NODO aprende quem é a empresa: seu tom de voz, sua personalidade, suas regras comerciais e seu catálogo completo, com preços, estoque e políticas atualizadas em tempo real. Cada resposta, recomendação e interação soa comoa própria empresa, não como uma inteligência artificial genérica de mercado.

A plataforma atua em quatro momentos da jornada de compra. 

Na descoberta, monta vitrines personalizadas em tempo real para cada perfil de usuário, recomenda produtos por diálogo em linguagem natural e localiza itens a partir de uma foto enviada pelo consumidor. 

Na consideração, entrega insights contextualizados na página do produto, destacando o que importa para a decisão daquele consumidor naquele momento específico, e oferece um menu de ações inteligentes com provador virtual, comparações e produtos similares. 

Na etapa de análise, permite que o cliente experimente produtos aplicados à própria imagem em visualização 360 graus, eliminando a dúvida que mais causa devoluções no e-commerce. 

Na conversão, identifica carrinhos abandonados e favoritos salvos e ativa conversas personalizadas com contexto, lembretes e cupons de recuperação no momento de maior propensão à compra.

Operação de bilhões no varejo digital brasileiro

O NODO chega ao mercado com uma base sólida de credibilidade. A KOBE acumula mais de R$ 3 bilhões em GMV movimentados e anos de operação no centro do varejo digital brasileiro, com uma carteira de varejistas líderes dos seus segmentos, que coloca a empresaem contato direto com os desafios reais das maiores operações de e-commerce do país.

“O NODO foi construído de dentro para fora. A plataforma nasce do conhecimento acumulado em mais de 100 aplicativos de varejistas líderes dos seus segmentos, o que nos deu uma visão privilegiada sobre onde o e-commerce falha com o consumidor e o que é necessáriopara mudar isso”, explica o CEO.

Lançamento no maior evento de e-commerce do mundo

O NODO será apresentado ao mercado durante o VTEX Day 2026, um dos maiores eventos de e-commerce do mundo, que acontece nos dias 16 e 17 de abril, no São Paulo Expo, na capital paulista. A KOBE ocupará um estande de 120 metros quadrados próximo à área centraldo evento, com demonstrações ao vivo da tecnologia em funcionamento.

Em parceria com a FILA, a demonstração será realizada com o catálogo real da marca e o lançamento de um novo modelo de tênis, permitindo que os participantes experimentem o NODO funcionando dentro de um e-commerce real, com vitrine personalizada, conversacional,busca visual e provador virtual ativos simultaneamente. 

A KOBE também participará da programação oficial de palestras do evento, apresentando os resultados da operação do Atacadão como referência de crescimento em mobile commerce e transformação digital no varejo.

Disponibilidade e próximos passos

O NODO está disponível para marcas que operam em VTEX e Shopify. Para clientes KOBE com app ativo, a ativação acontece de forma nativa, sem necessidade de novo projeto de integração. O roadmap da plataforma inclui, em breve, integrações com plataformas de CDP,MMP e CRM, expansão para novos canais de atendimento e o lançamento do NODO Voice, a camada de voz nativa integrada à jornada de compra.

Daten lança IABox para processamento de dados e IA na ponta em operações críticas de segurança e defesa

Daten, empresa estratégica de defesa e uma das principais indústrias de computadores do Brasil, lança durante a LAAD Security Milipol Brazil 2026 a IABox, solução desenvolvida para levar capacidade computacional ao ambiente operacional de segurança e defesa, permitindo a integração com inteligência artificial (IA) em operações críticas. Baseada no conceito de edge computing e voltada a múltiplas aplicações do setor, a novidade é um Edge AI Gateway, um tipo de computador que funciona como uma base tecnológica para aproximar o processamento dos dados da ocorrência, reduzindo o tempo de latência entre a captura da informação e a geração de uma resposta. Com isso, amplia a autonomia e a capacidade analítica das equipes em campo, trazendo mais assertividade e agilidade à tomada de decisão, especialmente contextos em que segundos podem ser determinantes.

“A IABox foi criada para responder aos desafios crescentes do setor de segurança e defesa, que exige cada vez mais processamento local em cenários nos quais tempo de resposta, resiliência e continuidade operacional são fatores decisivos”, afirma Ian Vinhas, Gerente de Operações da Daten para Defesa. Segundo ele, em vez de depender exclusivamente de estruturas centralizadas, como centros de comando, ou de conectividade contínua com a nuvem, o equipamento permite que aplicações analíticas rodem mais perto do ponto de coleta das informações. “Isso torna a atuação dos agentes mais ágil e aderente à realidade de campo, garantindo maior robustez e resiliência, especialmente em ambientes críticos, áreas remotas ou com limitações de comunicação”, diz.

A solução é agnóstica em relação ao software de IA, o que significa que se adapta de acordo com a necessidade de cada projeto. Da mesma forma, o equipamento se conecta a diferentes tipos de câmeras, permitindo a análise de imagens e vídeos em tempo real diretamente no ponto de operação, viabilizando identificação de padrões e detecção de eventos que demandam decisões imediatas.

O equipamento pode ser instalado em viaturas, drones ou postos avançados para, em conjunto com softwares de IA, apoiar a leitura de placas de veículos com restrição, a identificação facial de suspeitos, a detecção de armas de fogo, o reconhecimento de situações de risco, enviando alertas em tempo real às equipes. A partir dessas detecções, também é possível gerar estatísticas que alimentam análises descritivas, diagnósticas, preditivas e prescritivas, ampliando a capacidade de planejamento e resposta.

Em aeroportos, terminais, regiões de fronteira e outros espaços públicos de circulação controlada, a solução pode fornecer suporte ao controle de acessos, ao monitoramento de áreas restritas e à resposta a ocorrências. A IABox também pode funcionar como base computacional para aplicações de vigilância perimetral, proteção de instalações estratégicas e apoio à consciência situacional em operações móveis.

“Mais do que uma aplicação específica, a IABox representa a infraestrutura que torna viável o uso de inteligência artificial no ambiente operacional, com flexibilidade e escala. Esse é um passo importante para a modernização da segurança e defesa pública, que viabiliza operações mais eficientes por meio da tecnologia. Com essa iniciativa, a Daten busca contribuir para a construção de um modelo mais preparado para os desafios contemporâneos de proteção da sociedade”, explica.

WPP Commerce estreia no VTEX DAY 2026 com dois estandes e conteúdos na Retail Media Area

A WPP Commerce estreia no VTEX DAY, levando ao maior evento de digital commerce do mundo uma atuação mais integrada e alinhada às demandas atuais do mercado. A edição de 2026 acontece nos dias 16 e 17 de abril, no São Paulo Expo, reunindo líderes globais, executivose empresas que impulsionam a transformação do varejo digital.

A participação inédita marca um novo momento da companhia, que passa a se posicionar como parceiraend-to-end para o digital commerce, com uma proposta que envolve construção, integração, otimização e aprimoramento de ecossistemas digitais ágeis. Durante o evento, a WPP Commerce estará presente em duas frentes estratégicas, com um estande de 24m²na West Village, voltado à apresentação institucional dos serviços, e outro espaço na Retail Media Area, com foco em soluções específicas para essa vertical, acompanhando o avanço desse modelo no Brasil.

A participação também inclui presença na agenda de conteúdo do evento, com uma palestra dedicada a retail media liderada por Bruno Mayer, Growth Director da WPP Commerce, além da participação de Felipe Macedo, CEO da companhia, no painel “Orquestrando a fragmentação:o papel das retail media networks”. As sessões devem reforçar o papel da empresa na construção de estratégias mais eficientes para marcas que buscam performance e relevância em ambientes digitais cada vez mais competitivos.

Segundo Felipe Macedo, a presença no VTEX DAY nesta nova fase reflete a evolução da empresa e a ambição de ampliar a atuação no mercado. “Estrear como WPP Commerce no VTEX DAY é um movimento importante para consolidar nosso posicionamento como parceiro estratégicode ponta a ponta no digital commerce. Queremos estar próximos das marcas, entender suas necessidades e contribuir com soluções que realmente gerem impacto no negócio”, afirma o CEO.

A expectativa é que a participação no evento contribua para fortalecer conexões comerciais e ampliar a visibilidade da marca em um ambiente que, ao longo dos anos, se consolidou como um dos principais pontos de encontro do ecossistema de comércio digital, reunindoconteúdo, networking e oportunidades reais de negócios em escala global.

Serviço

VTEX Day 2026

Datas: 16 e 17 de abril

Local: São Paulo Expo

Informações: vtexday.vtex.com

Algoritmos invisíveis: IA do marketing digital e as desigualdades de gênero

Quando uma mulher abre as redes sociais, o que os algoritmos decidem mostrar a ela? Segundo estudo de mestrado da MUST University (Flórida, EUA), a resposta revela um padrão preocupante: conteúdos sobre beleza, moda e consumo dominam o feed feminino, enquanto temas como carreira, tecnologia e finanças aparecem com muito menos frequência do que para os homens.

A pesquisa “O uso do marketing digital como instrumento de empoderamento feminino”, desenvolvida pela jornalista Monica Kulcsar como Trabalho de Conclusão do Master of Science in Digital Marketing, ouviu 134 mulheres e cruzou dados sobre comportamento algorítmico, vieses de inteligência artificial e percepção feminina sobre o ambiente digital.

Os resultados levantam uma questão central para o setor: se as plataformas digitais reforçam, sistematicamente, papéis de gênero através de seus sistemas automatizados, qual é a responsabilidade das marcas e dos profissionais de marketing que utilizam essas ferramentas?

O viés que os dados revelam

Os números do estudo são expressivos. Entre as participantes, 79,9% acreditam que algoritmos das plataformas tratam homens e mulheres de forma desigual. Ainda mais revelador: somente 3% concordam totalmente que as mulheres são mostradas de forma realista nas campanhas, que frequentemente trazem recomendações de conteúdo para mulheres mais centradas em aparência e consumo do que em carreira e tecnologia (79,3%).

“A tecnologia não é neutra. Algoritmos são treinados a partir de dados históricos, e esses dados carregam décadas de estereótipos de gênero. Quando um sistema aprende com esse passado, ele tende a reproduzi-lo e, muitas vezes, a amplificá-lo”, explica Monica.

O fenômeno, descrito na literatura como viés algorítmico, tem implicações que vão além das redes sociais. Estudos acadêmicos citados na pesquisa apontam que sistemas de aprendizado de máquina podem penalizar determinadas palavras em processos de recrutamento, reduzir a visibilidade de mulheres em anúncios de vagas de liderança e direcionar crédito e oportunidades financeiras de forma desigual por gênero.

Autonomia aparente: a armadilha da personalização

Um dos conceitos centrais da pesquisa é o de “autonomia aparente”: a sensação de liberdade de escolha que os usuários experimentam nas plataformas digitais, mas que, na prática, é condicionada por estruturas algorítmicas invisíveis que orientam comportamentos, desejos e percepções.

Aplicado ao universo feminino, isso significa que mulheres podem acreditar que estão escolhendo livremente os conteúdos que consomem, quando, na realidade, o ambiente digital foi calibrado para direcioná-las a determinados temas e afastá-las de outros.

“O empoderamento digital precisa ser examinado com cuidado. Plataformas oferecem visibilidade, mas também enquadram o que é visível. Se o algoritmo decide que mulheres devem ver mais conteúdo sobre dietas e menos sobre investimentos, ele está, silenciosamente, reforçando uma estrutura de desigualdade”, avalia a pesquisadora.

Mulheres percebem a falta de ética

O dado que talvez mais chame a atenção das equipes de marketing e tecnologia é o nível de percepção crítica das participantes. A maioria das mulheres ouvidas na pesquisa, com alto nível de escolaridade e acesso diário intenso às redes sociais, demonstra consciência sobre a mediação algorítmica de suas experiências.

Ao mesmo tempo em que apontam os problemas, as respondentes não rejeitam a tecnologia: reconhecem os benefícios da personalização digital e valorizam marcas que a utilizam de forma ética, transparente e com governança de dados sensível às questões de gênero.

Para a pesquisadora, esse é um sinal claro de oportunidade. “Há um público feminino informado, crítico e disposto a se relacionar com marcas que usem a tecnologia com responsabilidade. O desafio e a oportunidade para o setor são desenvolver estratégias que trabalhem com os algoritmos, não contra as mulheres.”

O que isso exige das marcas e plataformas

A pesquisa aponta caminhos concretos. Entre as recomendações que emergem dos dados, destacam-se a realização de auditorias regulares dos sistemas de segmentação para identificar vieses de gênero; a diversidade nas equipes de desenvolvimento de IA e curadoria de conteúdo; a adoção de critérios éticos na definição de públicos e na escolha de formatos; e a transparência com as usuárias sobre como seus dados são utilizados.

“Não basta uma campanha bonita em março. O compromisso com o empoderamento feminino precisa estar embutido nas decisões técnicas, nos modelos de dados e na cultura organizacional. Caso contrário, a tecnologia que deveria ampliar a autonomia das mulheres acaba sendo mais um obstáculo”, conclui Monica.

E-commerce farmacêutico cresce, mas é a logística que decide quem fica de pé

O crescimento do e-commerce farmacêutico no Brasil deixou de ser tendência para se tornar realidade concreta e mensurável. Dados da Associação Brasileira de Farmácias e Drogarias (Abrafarma)mostram que, entre novembro de 2024 e outubro de 2025, o varejo farmacêutico movimentou R$ 114,87 bilhões, com alta de 13,82% em relação ao período anterior, impulsionado principalmente pelos medicamentos, com destaque para os genéricos e os produtos isentosde prescrição. O canal digital avançou em ritmo ainda mais acelerado, crescendo mais de 50% e alcançando faturamento superior a R$ 20 bilhões. Esses números confirmam a maior adesão do consumidor ao online, e revelam uma mudança definitiva na forma como asfarmácias se relacionam com seus clientes.

A consolidação do e-commerce farmacêutico está diretamente ligada à busca por conveniência, personalização, integração de serviços e lojas físicas de alta densidade. O consumidor espera encontraro produto certo, no momento certo, com informações claras e entrega rápida, especialmente quando se trata de saúde. Nesse contexto, a logística deixa de ser um tema operacional de bastidor e passa a ocupar papel estratégico. Não basta vender bem no digitalse a entrega falha, atrasa ou compromete a qualidade do produto. No varejo farmacêutico, logística eficiente é sinônimo de confiança.

Com o aumento expressivo dos pedidos online existe uma pressão para que as operações logísticas sejam mais ágeis, precisas e escaláveis. Entregas no mesmo dia, rastreamento em tempo real ecumprimento rigoroso das normas sanitárias se tornam requisitos básicos, não diferenciais. Ao mesmo tempo, operar com estruturas rígidas e frotas próprias infladas pode gerar custos elevados e baixa flexibilidade, especialmente em períodos de variação de demanda.É por isso que modelos logísticos mais dinâmicos, baseados em redes flexíveis de entrega, ganham espaço ao permitir ajustes rápidos de capacidade, melhor aproveitamento de recursos e maior capilaridade urbana.

A transformação digital do setor farmacêutico reforça ainda mais essa necessidade. Com investimentos bilionários projetados em inteligência artificial ao longo da próxima década, as farmáciascaminham para assumir um papel como hubs de saúde, integrando dados, serviços e experiências. A tecnologia aplicada à logística contribui para padronizar processos, reduzir falhas, otimizar rotas e aumentar a previsibilidade das operações. Quando bem integrada,ela conecta o ponto de venda ao consumidor final de forma fluida, garantindo eficiência sem abrir mão da segurança.

Na prática, isso significa conseguir escalar entregas em diferentes regiões sem a necessidade de ampliar frotas próprias, ajustar rapidamente a capacidade logística em datas sazonais ou picosde demanda e reduzir a ociosidade operacional. Também representa menor custo por entrega e maior velocidade no atendimento, fatores decisivos para a fidelização do cliente no ambiente digital. O avanço do e-commerce farmacêutico é irreversívele o crescimentosustentável depende da capacidade das operações de acompanhar o ritmo com inteligência logística. Quem entender que logística não é apenas custo, mas parte essencial da experiência e da estratégia, estará mais preparado para atender à demanda crescente, mantereficiência operacional e fortalecer a relação de confiança com o consumidor. No varejo farmacêutico digital, não vence apenas quem vende mais, mas quem entrega melhor.

*Norton Canali é diretor comercial daEuEntrego.com, logtech que conecta varejistas com a maior rede de entregadores autônomos do Brasil. – E-mail:euentrego@nbpress.com.br.

Conselho de IA da Qlik alerta empresas para se prepararem para a parte mais difícil da IA

AQlik® traz um alerta à ação de seu Conselho de IA sobre as mudanças que as empresas devem se preparar conforme a IA avança se aprofunda no apoio à tomada de decisão, na execução de fluxos de trabalho e nas operações do dia a dia.

A mensagem do Conselho é clara: a próxima fase da IA será moldada por forças que muitas organizações ainda estão subestimando.A avaliação e a prestação de contas terão mais peso. Os ambientes regulatórios continuarão se fragmentando. A qualidade do raciocínio enfrentará um escrutínio maior. A rotatividade de modelos e interfaces continuará. As escolhas de arquitetura determinarãoa rapidez com que as empresas poderão se adaptar sem precisar se reinventar repetidamente.

“A IA está entrando em uma fase mais difícil e com mais consequências”, afirma Mike Capone, CEOda Qlik. “As conversas fáceis já ficaram para trás. O acesso a modelos poderosos é generalizado. A questão mais difícil é se a IA consegue operar dentro das condições reais de um negócio, com dados confiáveis, raciocínio responsável, exigências regulatóriasem evolução e a flexibilidade necessária para continuar se adaptando conforme o mercado muda.”

Cinco pontos de vista sobre o que as empresas devem preparar

“Muitas organizações ainda tratam a governança como um conjunto de documentos”, diz a Dra. Rumman Chowdhury, líder em IAresponsável, engenheira, auditora e investidora. “Essa abordagem falhará sob pressão real. Conforme a IA se aproxima mais das decisões e das ações, a confiança dependerá de evidências. A avaliação precisa ocorrer de forma contínua, em condições reais, comsinais claros de quando os sistemas são confiáveis e quando não são.”

“A próxima divisão da IA será moldada por poder, acesso e dependência”, diz Nina Schick, Autora, Conselheira e Fundadorade uma Consultoria de IA. “A inteligência está sendo industrializada, concentrada e contestada ao mesmo tempo. Os líderes precisam pensar além das decisões sobre ferramentas e se concentrar em saber se suas organizações foram estruturadas para se adaptar conformea configuração da economia da IA se transforma.”

“A fragmentação regulatória está se tornando uma realidade operacional para empresas globais”, afirma Kelly Forbes, Co-Fundadorae Diretora-Executiva do AI Asia Pacific Institute. “Diferentes mercados estão avançando em velocidades distintas, com expectativas diferentes em relação à transparência, impacto no trabalho, supervisão e uso aceitável. As empresas que conseguirem escalar comeficácia tratarão coordenação e adaptabilidade como capacidades centrais desde o início.”

“Um resultado fluente ainda pode refletir um raciocínio superficial”, diz Michael Bronstein, Professor de Inteligência Artificialda DeepMind na Universidade de Oxford. “Os sistemas que importam nos negócios serão aqueles capazes de trabalhar com estrutura, relações e restrições. É o contexto que torna a inteligência útil dentro de uma organização real.”

“A camada de modelos continuará mudando mais rápido do que a maioria dos ciclos de planejamento corporativo”, afirma MarkRelph, Diretor de Go-To-Market (GTM) de Dados e IA na AWS. “As empresas devem partir do princípio de que novos modelos, novos assistentes e novos padrões de orquestração continuarão surgindo. A escolha mais duradoura é permanecer aberto, governado e prontopara adotar o que funciona sem reformular todo o sistema a cada vez.”

Tomadas em conjunto, as perspectivas do conselho apontam para um padrão mais exigente de prontidão para IA. As empresasprecisarão de sistemas que resistam ao escrutínio, operem com contexto confiável, incorporem modelos melhores conforme surgirem e permaneçam úteis à medida que as condições de negócios, regulatórias e técnicas continuem mudando.

Essa perspectiva orientará uma conversa mais ampla no Qlik Connect® 2026, onde a Qlik anunciará um conjunto coordenado delançamentos focados em analytics agêntico, bases de dados abertas e reutilizáveis, confiança operacional e implementação preparada para soberania. Em conjunto, esses anúncios refletem uma visão prática do que a IA corporativa exige agora: útil sob pressão,explicável quando questionada e adaptável conforme as condições mudam.

O que precisa ser aprendido sobre a Coreia além do varejo

Nos anos 1960 o Brasil era maior, mais rico e mais estruturado do que a Coreia do Sul, que permanecia ainda rural, pobre e devastada pela guerra com seu vizinho do Norte. Porém a Coreia decidiu desenvolver um projeto de Nação, enquanto no Brasil somos a continuidade de projetos até a próxima eleição.

No período de 60 anos, a Coreia construiu uma das maiores transformações econômicas da história moderna num projeto estratégico próprio apoiado principalmente na educação, com o desenvolvimento econômico interno mirando o mercado externo e integrando governo e setor empresarial para torná-lo efetivo e real.

O projeto teve 3 pilares estratégicos claros:

a. Educação, como infraestrutura econômica, formando capital humano antes de formar consumo.

b. Industrialização orientada ao mercado interno e exportação com a criação dos conglomerados globais, os Chaebols

c. Coordenação do Estado com setor empresarial com uma estratégia de longo prazo.

O conjunto desses elementos formou um país que, com uma população de pouco mais de 50 milhões de habitantes e importantes limitações naturais, tornou-se uma das 12 maiores economias do mundo e com PIB per capita 3,4 vezes maior que o do Brasil nesse período.

Seguramente vale melhor conhecer para inspirar e aprender.

Aspectos diferenciados no varejo e consumo coreanos

Na Coreia o que vemos no varejo é também reflexo dessa visão estratégica e se traduz em três obsessões nacionais envolvendo eficiência, velocidade e sofisticação.

Os exemplos dos ecossistemas criados a partir do varejo são marcantes como a Lotte, atuando com lojas de departamento (Lotte Department Store), supermercados (Lotte Mart), operações duty free e e-commerce.

O Shinsegae Group opera lojas de departamentos, cash and carry (Traders), supercenters (E-Mart) e SSG no e-commerce, além do conceito No Brand, lojas apenas de marca própria. E sempre com a característica de importar os conceitos desenvolvidos em outros países e reinterpretá-los à moda coreana.

O Hyundai Group opera lojas de departamento que se mesclam com shoppings centers, reconfiguradas para incorporar muitos serviços, experiências e um posicionamento premium que faz com que sua principal loja em Seul tenha 350 operações de foodservice integradas no seu complexo.

Nos formatos de lojas menores de conveniência, algo cuja densidade é marcante por lá, destaca-se a GS Retail, com mais de 18 mil lojas GS25. Já a BGF Retail opera a Convenience for You (CU), com perto de 19 mil lojas, num modelo de negócio próprio com adesão de lojas individuais.

No e-commerce, operado por todos os principais ecossistemas varejistas, são destaques a Coupang – caracterizada como a Amazon da Coreia – e a Naver, principal plataforma digital por lá.

Chama muito a atenção a proposta da Kakao, um ecossistema que tem na Kakao Talk seu principal instrumento de integração e envolvendo messaging, pagamentos, varejo e outros serviços integrados digitalmente, em muito similar ao que se desenvolveu na China com Tencent e seus WeChat e WePay.

Merece também destaque a Oliver Young, que é o mais importante operador envolvendo saúde, beleza, cosmética e cuidados pessoais, e que se tornou um símbolo da Coreia moderna.

E vale sempre lembrar que as marcas coreanas, especialmente de eletrônicos e cosméticos, estão entre as precursoras globais em sua estratégia de DTC, ou seja, na chegada direta ao consumidor final com conceitos físicos e digitais.

K-culture como posicionamento global

Tudo que envolve a K-culture se transformou numa plataforma global de exportação da cultura, costumes, moda, música e conceitos da Coreia e como parte do projeto estratégico. E com penetração marcante especialmente entre os segmentos mais jovens em todo mundo ocidental.

Em muitos outros aspectos, a K-culture tem papel importante no posicionamento global da Coreia e atrai recursos, interesse e uma inegável simpatia gerando crescente proximidade e identidade cultural.

Mas sempre é fundamental identificar que essa expansão e interesse não são obra do acaso, mas sim algo planejado e desenvolvido com a finalidade de apoiar a expansão econômica global dos Chaebols.

O que se aprende com quem cresce muito mais rápido e de forma consistente?

A história recente da Coreia não é apenas um caso de sucesso econômico. É um caso de escolhas. De priorizar educação. De pensar no longo prazo. De alinhar interesses. De competir globalmente. E, principalmente, da escolha de executar com consistência e integração.

Isso é o que mais deveria nos provocar porque mostra que não se trata de capacidade. Trata-se de decisão.

E o Brasil?

Precisamos, urgentemente, responder a uma pergunta simples: O que queremos ser como Nação? Sem essa resposta, continuaremos avançando em ciclos curtos, com ganhos pontuais e consistentes perdas estruturais e sociais. Com recursos naturais e humanos em abundância e potencial desperdiçados pela falta de visão, direção e a inconsequente polarização.

Vale refletir. E agir. O setor empresarial tem muito por fazer, apoiar e se envolver. Só não deve se omitir e depois lamentar.

Imersão na Coreia e NRF Asia Pacific

De 26 de maio a 4 de junho, a Gouvêa Experience e a sua parceira Spheria Global realizarão a imersão Ásia – Coreia do Sul + Singapura, uma jornada executiva internacional que leva líderes brasileiros de varejo, consumo, serviços e tecnologia para uma experiência imersiva nos mercados mais inovadores do mundo. O programa reúne conteúdo estratégico, visitas técnicas e participação em um dos principais eventos globais do setor, a NRF Asia Pacific 2026.

Ao longo de 10 dias, os participantes vivenciam, na prática, operações de varejo, tecnologias emergentes, modelos de negócio e experiências de consumo que estão moldando o futuro do setor em escala global em uma jornada com visitas técnicas, study tours na Coreia do Sul e em Singapura, com curadoria especializada da equipe Gouvêa Experience.