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Empreendedora aposta em brechó e live commerce para transformar desapegos em negócio de sucesso

O crescimento da economia circular e a consolidação do live commerce estão redesenhando o varejo no Brasil, especialmente no segmento de moda e decoração. Impulsionados por mudanças no comportamento do consumidor e pela digitalização das vendas, modelos baseados no reaproveitamento de peças e na interação em tempo real ganham espaço e criam novas oportunidades de empreendedorismo.

Levantamento do SEBRAE aponta que o mercado de produtos de segunda mão vem registrando expansão acima do varejo tradicional, refletindo uma demanda crescente por alternativas mais econômicas e sustentáveis. Ao mesmo tempo, o live commerce, formato que combina transmissão ao vivo com vendas online, apresenta taxas de conversão superiores às do e-commerce convencional, segundo análises da McKinsey & Company.

É nesse contexto que se insere a trajetória da empreendedora Herida Demio. Natural de Belém, ela se mudou para Curitiba há cinco anos e encontrou no segmento de brechós uma alternativa de geração de renda após um período de instabilidade financeira e desafios pessoais.

Antes de empreender, Herida atuava no setor hoteleiro. A entrada no universo da moda aconteceu de forma gradual, a partir da revenda de acessórios. Com o tempo, passou a garimpar peças e estruturou seu negócio com foco em brechó, incorporando as transmissões ao vivo como principal canal de vendas.

“Comecei testando formatos e entendendo o que funcionava. As lives acabaram se tornando o meio de contato com o público e de crescimento do negócio”, afirma.

Com a consolidação das vendas online, a empreendedora ampliou a operação e abriu uma loja física em Curitiba. O espaço, batizado de Desapegue com Herida, está localizado no bairro Mercês e reúne itens de moda feminina, masculina e infantil, além de peças de decoração.

A estrutura marca a evolução do negócio, que hoje opera de forma integrada entre o digital e o presencial. Além de vender peças próprias, Herida também passou a realizar lives terceirizadas para pessoas que precisam vender itens diversos, como em casos de mudança de cidade ou grande volume de desapegos. Nesses formatos, ela é responsável pela curadoria, apresentação e condução das vendas ao vivo, atuando como parceira no processo.

O modelo combina loja física, presença digital e prestação de serviço, ampliando as possibilidades de monetização e acompanhando uma tendência do varejo mais flexível, baseada em relacionamento direto com o público e múltiplos canais de venda.

Hoje, Herida atua no segmento de moda circular com foco na revenda de peças e na construção de uma audiência digital, em um modelo alinhado à mudança no comportamento do consumidor brasileiro, cada vez mais atento a alternativas de consumo, reaproveitamento e custo-benefício.

A expectativa, segundo especialistas, é de que tanto o mercado de segunda mão quanto o live commerce continuem em expansão nos próximos anos, impulsionados pela digitalização e por uma agenda cada vez mais orientada à redução de desperdícios.

Nesse cenário, iniciativas independentes e modelos mais flexíveis de empreendedorismo tendem a ganhar força, especialmente entre pequenos negócios que utilizam as redes sociais como principal canal de venda e relacionamento.

Instacart adquire a Instaleap para acelerar a expansão global de sua plataforma enterprise

A Instacart (NASDAQ: CART), líder em tecnologia para supermercados na América do Norte, anunciou hoje a aquisição da Instaleap, uma plataforma global de serviços e soluções de fulfillment que capacita varejistas a otimizar e escalar suas operações online. O movimento reforça a estratégia da companhia de apoiar varejistas na evolução de suas operações omnichannel, integrando loja física, e-commerce e logística.

A Instaleap estabeleceu relacionamentos com quase 100 varejistas e marketplaces fora da América do Norte, incluindo redes presentes no Brasil como GPA, Tenda e Mambo, além de grupos internacionais como Cencosud, Continente e Jerónimo Martins. Na prática, a aquisição da Instaleap fortalece a capacidade da Instacart de expandir a oferta de um serviço completo de compras de supermercado para mais varejistas fora da América do Norte, por meio do alcance global da Instaleap (com operações em quase 30 países e mais de 100 milhões de pedidos processados).

“Vemos um interesse crescente dos varejistas por tecnologias que simplifiquem a operação e melhorem a experiência do consumidor, tanto no online quanto dentro das lojas”, afirma Ryan Hamburger, Diretor Comercial da Instacart. “Com a Instaleap, ampliamos nossa presença internacional e fortalecemos nossa capacidade de apoiar varejistas e consumidores em diferentes regiões”, complementa o executivo.

Para a Instaleap, a integração representa ganho de escala e aceleração do desenvolvimento tecnológico. “Construímos nossa plataforma com foco nas necessidades reais da operação dos varejistas, desde a gestão de pedidos até a entrega do produto. Ao nos unirmos à Instacart, ampliamos esse impacto com mais investimento e alcance global”, diz Antonio dos Santos Nunes, CEO e cofundador da Instaleap.

Neste primeiro momento, a Instaleap seguirá operando como subsidiária integral da Instacart, garantindo continuidade para os clientes atuais. Ao longo do tempo, a expectativa é integrar gradualmente as soluções (que incluem Ecommerce, Connected Stores, Retail Media, IA e soluções de Dados) das duas empresas, ampliando a oferta para o varejo.

O portfólio da Instacart inclui tecnologias voltadas tanto para o ambiente digital quanto para as lojas físicas. Entre elas estão o Storefront Pro, plataforma de e-commerce utilizada por mais de 380 varejistas; o Carrot Ads, solução que permite aos supermercados gerar receita adicional com publicidade digital; os Caper Carts, carrinhos inteligentes com tecnologia de IA que tornam a jornada de compra mais ágil e personalizada; e o FoodStorm, sistema de gestão de pedidos para áreas de perecíveis, que conecta compras online à preparação em loja.

A aquisição reforça o movimento de digitalização do varejo alimentar, com foco em eficiência operacional, integração de canais e melhoria da experiência do consumidor, pontos cada vez mais centrais para a competitividade do setor. Para mais informações sobre a plataforma Instacart Enterprise, visite: https://www.instacart.com/company/retailer-platform.

Biometria facial avança no varejo brasileiro para autenticação de pagamentos e prevenção a fraudes

O crescimento das transações digitais e o aumento das tentativas de fraude têm levado empresas do varejo a buscar novas formas de autenticação que combinem segurança e agilidade na experiência de compra. Nesse cenário, o reconhecimento facialcomeça a ganhar espaço como alternativa para validar a identidade de consumidores em pagamentos, cadastros e acessos a aplicativos.

A tecnologia já é utilizada em diferentes setores, especialmente no sistema financeiro, onde bancos e instituições adotam biometria facial para confirmar a identidade de clientes antes de autorizar transferências, pagamentos ou alteraçõescadastrais. No varejo, no entanto, a aplicação ainda começa a ganhar escala.
De olho nesse movimento, a startup catarinense Deconve desenvolveu o FaceMatch, solução voltada à validação de identidade e prevenção a fraudes em ambientes físicos e digitais. Embora o reconhecimento facial já seja utilizado nopaís, a proposta da empresa foi adaptar a tecnologia para a realidade operacional do varejo brasileiro, permitindo uma adoção mais simples em lojas físicas e operações de grande volume.
“A solução captura a imagem do rosto no momento da compra ou do acesso ao serviço e realiza a verificação automática da identidade do usuário. Dependendo do cenário, essa comparação pode ser feita com um cadastro já existente ou utilizadapara validar a identidade de novos clientes”, explica Rodrigo Tessari, CEO da Deconve.
Como a tecnologia funciona na prática?Segundo a empresa, o sistema pode ser aplicado em diferentes etapas da jornada do consumidor, incluindo autenticação de pagamentos no ponto de venda, validação de identidade em aplicativos, processos de onboarding digital e abertura decrediário.

“Uma das aplicações é a chamada documentoscopia digital no momento do cadastro, em que o reconhecimento facial confirma se a pessoa que está abrindo o crédito é realmente o titular dos documentos apresentados. A tecnologia também permitepagamentos por reconhecimento facial, nos quais o cliente apenas olha para a câmera para autorizar a compra, sem necessidade de senha ou cartão”, complementa Tessari.

Para aumentar a segurança das validações, o FaceMatch incorpora mecanismos de prova de vida (liveness), capazes de identificar tentativas de fraude com fotos, vídeos ou máscaras. De acordo com a empresa, cerca de 90% dasautenticações são aprovadas em menos de um segundo, permitindo que o processo aconteça sem interromper a experiência de compra.

Atualmente, a solução possui processa mais de 2 milhões de autenticações por mês, o equivalente a mais de 20 milhões de biometrias por ano.

O impacto da adoção de reconhecimento facial em grande escalaHavan, uma das maiores varejistas do Brasil e com forte operação no sul do país, implementou a tecnologia da startup em sua rede para autenticação de pagamentos realizados com o cartão próprio da marca. “O Deconve FaceMatch éempregado para autenticar pagamentos por meio de reconhecimento facial em todas as nossas unidades, oferecendo alta assertividade e resposta rápida”, afirma Alexsandro Eloi Venâncio, gerente de sistemas da companhia.

A solução é utilizada principalmente para prevenir diferentes modalidades de fraude comuns no varejo, como autofraude — quando o próprio cliente contesta posteriormente uma compra —, fraude familiar e casos de roubo de identidade. De acordo comdados da empresa, nesse ambiente o sistema registra 96% de aprovação na primeira tentativa e 98% em até duas tentativas de autenticação.

Outro efeito relevante da tecnologia é a mudança no comportamento de pagamento dos consumidores, que passam a não depender mais do cartão físico para concluir suas compras. Atualmente, apenas 5,89% das transações realizadas com o cartãoHavan exigem o uso do cartão e senha, enquanto a grande maioria já é autenticada exclusivamente por biometria facial. Na prática, isso indica uma migração consistente para um modelo de pagamento mais fluido e invisível, no qual o processode autenticação ocorre de forma quase imperceptível para o cliente, reduzindo atritos no ponto de venda e acelerando o atendimento.

Entre os diferenciais da solução está a possibilidade de operar mesmo sem conexão com a internet, permitindo que processos de autenticação e autorização de compras continuem funcionando normalmente em caso de instabilidade derede, reduzindo custos operacionais e oferecendo uma melhor experiência de compra aos clientes. A tecnologia também foi projetada para simplificar a adoção no varejo, podendo ser integrada diretamente ao sistema de ponto de venda eoperar utilizando apenas uma webcam.

Como o reconhecimento facial envolve dados sensíveis, a empresa afirma que a solução segue o princípio de retenção mínima de informações, mantendo registros apenas pelo tempo necessário para verificação de identidade eprevenção a fraudes. Após esse período, os dados passam por descarte automático por meio de exclusão segura em até 30 dias, prazo utilizado para auditoria de transações.

A biometria capturada também não é armazenada como imagem. O sistema converte o rosto em um template biométrico, uma representação matemática que reduz a sensibilidade do dado e impede que a identidade da pessoa seja reconstruídaa partir dessas informações.

Para Tessari, o uso do reconhecimento facial tende a se expandir à medida que empresas buscam oferecer experiências mais rápidas e seguras para os consumidores. “Como visto, o reconhecimento facial aplicado ao varejo permite validara identidade do cliente de forma rápida e segura, sem interromper a experiência de compra. A proposta da tecnologia é tornar o processo de autenticação mais eficiente tanto para o consumidor quanto para as empresas”, conclui.

Análises com IA ganham espaço entre vendedores de marketplaces no Brasil com iniciativa da JoomPulse e Alexandre Nogueira

Em meio à crescente competição no e-commerce brasileiro, vendedores estão recorrendo cada vez mais a dados para decidir o que vender, como precificar e onde competir. Uma nova parceria entre a JoomPulse, plataforma de análise baseada em inteligência artificial, e o especialista em marketplaces Alexandre Nogueira busca acelerar esse movimento. 

A JoomPulse, que já atende mais de 30 mil vendedores no Mercado Livre, anunciou uma colaboração com Nogueira — fundador da Universidade Marketplaces — para capacitar vendedores brasileiros a utilizar dados e inteligência artificial na tomada de decisões. Como parte da iniciativa, Nogueira liderará uma turnê nacional por 12 cidades ao longo de 2026, com expectativa de alcançar entre 1.500 e 2.000 vendedores. 

O Brasil é o maior mercado de e-commerce da América Latina, com vendas online que alcançaram US$ 35 bilhões em 2024 e projeção de ultrapassar US$ 113 bilhões até 2029. Com a expansão do setor, porém, a competição se torna mais complexa — com margens mais apertadas, aumento de custos e maior saturação de produtos.

“Em muitos casos, os vendedores ainda escolhem produtos com base na intuição — e é aí que perdem dinheiro”, afirma Alexandre Nogueira. “Entender demanda, concorrência e margens reais deixou de ser diferencial e passou a ser essencial para quem quer se manter competitivo”.

Por meio da parceria, os vendedores serão treinados para usar dados na identificação de categorias com maior potencial, antecipação de tendências antes do pico, cálculo de margens reais após taxas e custos logísticos, além do monitoramento de preços da concorrência em tempo real.

A iniciativa levará treinamentos presenciais para cidades como Curitiba, Salvador, Brasília, São Paulo, Recife e Joinville, além de polos emergentes do e-commerce como Bauru, Araçatuba, Limeira e Franca — refletindo a expansão dos negócios em marketplaces para além dos grandes centros.

Para a JoomPulse, o movimento faz parte de um esforço mais amplo para democratizar o acesso a ferramentas baseadas em dados entre pequenos e médios vendedores.
“O acesso a dados de qualidade ainda é desigual no ecossistema de sellers”, afirma Ivan Kolankov, CEO da JoomPulse. “Nosso objetivo é reduzir essa diferença, permitindo que mais vendedores tomem decisões informadas — e não apenas grandes operações.”

O “Head de Marketing” mudou ou foi a nossa definição de cargo que ficou obsoleta?

Estamos vendo um movimento forte no Brasil: influenciadores assumindo cadeiras de liderança em gigantes. Toguro como Head na Cimed e Victor Sarro na Philips. Será que as marcas são ingênuas de entregar o marketing para criadores de conteúdo?

Pelo contrário: elas finalmente entenderam o jogo.

A verdade é que o marketing mudou. O estrategista de “torre de marfim” está perdendo lugar para quem tem estômago para o algoritmo. Existe uma provocação latente aqui: o marketing hoje precisa menos de “formação tradicional” e muito mais de skin in the game.

O “Day Trading” da Atenção

Gary Vaynerchuk explica bem esse fenômeno em seu livro, Day Trading Attention. Ele traz uma reflexão que é o soco no estômago necessário para o mercado atual:

“O custo de dar errado nas redes sociais é zero. O custo de não tentar é a invisibilidade.”

Os influenciadores entenderam isso antes de todo mundo. Eles não gerenciam planilhas de logística ou P&L, a tecnologia, as máquinas e os times técnicos já resolvem isso. Eles gerenciam o ativo mais escasso e volátil do mundo: a atenção.

A Regra dos 3%

Estima-se que apenas 3% dos posts do Toguro realmente “furam a bolha”. Para um marketeiro clássico, uma taxa de 97% de posts que não viralizam seria motivo de demissão. Para o novo marketing, isso é aprendizado em tempo real.

Eles erram muito, rápido e barato, para acertar o que nenhuma pesquisa de mercado de seis meses conseguiria prever. O influenciador entende onde errou, algo que o marketing tradicional, preso em rodadas de aprovação, tem dificuldade de processar.

O papel da tecnologia

O estrategista não morreu, ele só foi automatizado. A Inteligência Artificial já faz o trabalho pesado de análise de dados, segmentação e execução técnica. A tecnologia democratizou a operação.

O que sobrou? A agilidade e a conexão visceral.

O influenciador entra para fazer o que o marketing institucional esqueceu como faz: gerar buzz real. No “day trade” da atenção, quem demora para postar o que o público quer ouvir, já perdeu dinheiro.

O jogo agora é outro. Não se trata mais de comprar mídia; trata-se de ser a mídia.

O marketing não morreu, mas ele nunca foi tão barulhento. E você?

Está focado na operação do passado ou na atenção do agora?

Opinião: Bruno Brambilla, CEO Biglink

A compra por impulso morreu? A nova lógica do consumo de moda

Durante anos, o consumo de moda foi impulsionado por desejo, tendência e estímulo. Mas esse cenário vem mudando. O consumidor brasileiro não deixou de se interessar por estilo, ele passou aconsumir de forma mais estratégica. Na prática, isso significa menos impulso e mais decisão. Menos excesso e mais intenção.

Essa mudança é visível no comportamento de compra online e tende a se aprofundar à medida que o digital consolida seu papel como principal ambiente de descoberta, comparação e decisão. Segundo pesquisa da Wake em parceria com o Opinion Box,74,4% dos consumidores brasileiros compram online com frequência e 61,6% utilizam mais de um canal antes de concluir uma compra, evidenciando uma jornada mais criteriosa, baseada em comparação e validação.

“O que a gente observa é uma mudança clara na lógica de consumo. A compra deixou de ser apenas aspiracional e passou a ser mais funcional, conectada ao uso real e ao valor percebido”, afirma Daniel Soares, CCO da Dafiti.

A seguir, cinco sinais que ajudam a explicar por que o consumo de moda está se tornando mais racional, e por que esse movimento deve se consolidar nos próximos anos:

1. A lógica do impulso está dando lugar à lógica da decisão

O consumidor continua comprando moda, mas com mais critério. A jornada inclui mais comparação, pesquisa e validação antes da escolha, o que reduz compras imediatas e aumenta a intencionalidade.

2. Versatilidade passou a ser mais importante do que tendência

Peças que se adaptam a diferentes contextos ganham espaço. O foco deixa de ser “o que está na moda” e passa a ser “o que funciona mais vezes”.

3. O preço perdeu protagonismo, o valor percebido ganhou

O menor preço já não é suficiente para garantir a compra. O consumidor avalia qualidade, durabilidade e frequência de uso, buscando equilíbrio entre investimento e retorno.

4. O consumo ficou mais livre e menos preso a marcas

A combinação entre itens premium e acessíveis reflete um comportamento mais autônomo. O consumidor monta suas escolhas com base em preferência e contexto, não mais em padrões rígidos.

5. O digital deixou de ser canal e virou ambiente de decisão

Mais do que um ponto de venda, o online se consolidou como espaço central da jornada. É ali que o consumidor descobre, compara, valida e decide, muitas vezes sem passar por outros canais.

Para as marcas, o desafio deixa de ser apenas atrair atenção e passa a ser sustentar relevância ao longo de toda a jornada.

“A relação com o consumidor está mais exigente. Não basta gerar interesse, é preciso facilitar a decisão, reduzir atrito e entregar uma experiência que faça sentido do início ao fim”, completa o executivo da Dafiti.

TCC fecha 2025 dobrando seu tamanho no Brasil e amplia presença no varejo alimentar

TCC, empresa global em soluções de marketing de fidelização baseadas em campanhas de alto engajamento junto ao varejo, encerrou 2025 com expansão consistente no Brasil. A empresaregistrou crescimento acelerado, duplicando o volume de projetos, ampliando sua presença no segmento alimentar e fortalecendo o pipeline de campanhas até 2027. Presentes no país há mais de uma década, os programas da TCC vêm ganhando tração entreredes nacionais e regionais diante da concorrência acirrada, da necessidade de recorrência e retenção e da busca por diferenciação no ponto de venda.Fundada há mais de 35 anos, com presença em 70 países, cerca 120 varejistas atendidos e mais de 10.000 campanhas entregues globalmente, a TCC tem foco na geração de valor – influenciando, reconhecendo e recompensando o comportamento do shopper naslojas e nos canais digitais.

As já conhecidas do público campanhas de selinhos, que se consolidaram como uma das estratégias mais eficazes de fidelização no varejo brasileiro, seguem encontrando aderência significativa. Popularizadas a partir de 2018, essas campanhasmovimentam milhões de transações ao ano e impactam diretamente indicadores comerciais das redes varejistas. Dados da TCC demonstram claramente que os clientes engajados aumentam o ticket médio e frequência de compra, de formarelevante, já que geram uma concentração de suas compras conectados à campanha. Muitos varejistas já tem as campanhas de fidelização consolidadas em seu calendário e os resultados gerados trazem uma mudança comportamental que gera valor de longoprazo, e não apenas estímulo promocional.
No mercado brasileiro, a TCC atendeu em 2025 redes reconhecidas do varejo alimentar, como Muffato e Oba Hortifruti, reforçando presença em diferentes regiões do país e ampliando cobertura em mercados locais emetropolitanos. A expansão reflete um pipeline mais robusto para 2026 e 2027, período para o qual a empresa já tem campanhas estruturadas e contratadas.

O ano também foi marcado pela chegada de novos executivos como Andrea Sylos, que assumiu a posição de liderança da operação brasileira, puxando um novo ciclo estratégico de ampliação de mercado e integração com o ecossistemaglobal da companhia. O escritório brasileiro está inserido no contexto da América Latina, Portugal e Espanha, com acesso à boas práticas e casos internacionais. “A TCC se destaca por transformar a relação entre varejistas e consumidores pormeio de campanhas que mobilizam razão e emoção com resultados efetivos para os varejistas e recompensas aspiracionais para os consumidores.”, explica Andrea Sylos.

Com mais de 20 anos de experiência no varejo brasileiro, passando por Grupo Pão de Açúcar, Grupo DPSP e Rappi, a executiva traz uma visão transversal que combina Marketing, CRM, Comercial e Omnicanalidade, atributosessenciais para um mercado onde fidelização é o motor de recorrência, relacionamento e diferenciação competitiva.

O diferencial da TCC está na construção de campanhas que geram valor percebido, por meio de recompensas aspiracionais, marcas desejadas e curadoria alinhada ao estilo de vida do consumidor. Em 2025, a TCC ampliou seu portfólio commarcas internacionais consagradas, como MasterChef, a italiana Guzzini, a alemã Fissler, além de Schott Zwiesel e Thomas (Rosenthal Group). Na frente de entretenimento, licenças como Warner Brothers,Smurfs,Peanuts/Snoopy e Netflix ampliaram o alcance emocional das campanhas, fortalecendo conexão com diferentes faixas etárias da família brasileira.

“Fidelização não é sobre desconto – é sobre construir significado, preferência e valor. Quando o consumidor percebe que está ganhando algo que conecta com seu estilo de vida, o engajamento acontece no caixa da loja, na jornada e namemória”, afirma Andrea Sylos, diretora geral da operação brasileira.

TCC projeta manter o crescimento intenso no país para os próximos dois anos e também expandir atuação para novos segmentos, como postos de combustíveis, farmácias e franquias – verticais que já apresentam resultadossólidos na Europa e na América Latina. A companhia segue avançando em novas parcerias estratégicas com marcas premium europeias e americanas, em categorias como Casa e Decoração, Entretenimento e Viagens e Lazer, visando aumentar apelo e adesãoentre shoppers brasileiros.
O varejo brasileiro vive um momento em que fidelização deixou de ser uma iniciativa tática e se consolida como um pilar estratégico de geração de valor. As redes querem clientes que voltem, comprem mais e defendam a marca — e é exatamentenisso que a TCC opera, transformar relacionamento em resultado.”, finaliza Andrea.

Sistema indiano que abriu caminho para o Pix completa 10 anos e deve ultrapassar 1 trilhão de transações em 2027, aponta EBANX

Prestes a completar dez anos em 11 de abril, o Unified Payments Interface (UPI) da Índia caminha para ultrapassar a marca de 1 trilhão de transações acumuladas no início de2027. A expectativa é de que o marco seja atingido até o final do atual ano fiscal indiano, iniciado em 1º de abril deste ano, com 297,2 bilhões de operações adicionais processadas na rede. Em valor, o acumulado deve saltar de 1,07 quatrilhão derúpias (aproximadamente R$ 60 trilhões) para cerca de 1,44 quatrilhão de rúpias (R$ 80 trilhões) no mesmo período.

O Pix, inspirado no sistema de pagamentos instantâneos criado pela Índia, registrou 240 bilhões de transações desde o lançamento no fim de 2020, um terço do acumulado do UPI até março de 2026.

Os números fazem parte de uma nova análise do EBANX com base em dados públicos da National Payments Corporation of India (NPCI) , do Reserve Bank of India (RBI, o banco central do país) e do Banco Central do Brasil.

“O UPI é o sistema de pagamento instantâneo mais utilizado do mundo e conseguiu algo que cartões e carteiras digitais nunca alcançaram na Índia”, afirma Rashmi Satpute, Diretora Regional do EBANX no país. “A Índiaera uma economia baseada em dinheiro vivo, com poucas alternativas viáveis. O UPI mudou isso ao permitir que qualquer pessoa com conta bancária fizesse pagamentos em tempo real, a qualquer hora, pelo aplicativo que preferir no celular. Essa combinaçãonão existia antes.”

No quinto aniversário, em 2021, o valor processado pelo UPI já superava em uma vez e meia o valor total em notas e moedas em circulação. Agora, no décimo, a diferença é de oito vezes: 314,2 trilhões de rúpias (R$ 17,5 trilhões) movimentadas nosúltimos 12 meses contra 39,9 trilhões de rúpias (R$ 2 trilhões) em dinheiro físico, segundo análise do EBANX.

O mesmo aconteceu no Brasil, mas em um patamar acima, alavancado pelo poder de compra do brasileiro — o tíquete médio de cada Pix em 2025 (R$ 443,45) foi seis vezes o do UPI (cerca de R$ 72,20). Os mais de R$ 35 trilhões movimentados pelo sistemabrasileiro nesse período representam quase 100 vezes o valor total em cédulas e moedas em circulação (R$ 365,7 bilhões). Essa diferença também se reflete no que os sistemas representam em suas respectivas economias: o valor processado em rúpias pelo UPI no último ano fiscal equivale a 88% do PIB indiano; no Brasil, o Pix já movimenta valores equivalentes a quasetrês vezes o PIB nacional.

Economias cada vez mais digitalizadas

O mercado de e-commerce da Índia deve alcançar US$ 275 bilhões até 2028 — praticamente dobrando de tamanho em cinco anos. O UPI já responde por 57% do valor total de compras online no país, seguido por cartões de crédito com25%, segundo dados da Payments and Commerce Market Intelligence (PCMI) presentes no estudo Beyond Borders 2026 do EBANX.

“O que começou como um esforço para reduzir a dependência do dinheiro em espécie redefiniu o que significa dinheiro na Índia e se tornou a espinha dorsal da economia digital do país”, diz Satpute.

No Brasil, o Pix também está alavancando o crescimento do comércio eletrônico. No ano passado, ele ultrapassou os cartões de crédito e se tornou o método mais usado para compras online, com 42% do valor total, segundo dados da PCMI analisados peloEBANX. A expectativa é que essa participação chegue a 50% até 2028, quando o e-commerce atingirá um valor de mercado de US$ 516 bilhões, quase o dobro do indiano.

O roteiro indiano adaptado a outros países

Primeiro sistema de pagamento instantâneo a ganhar escala, o UPI acumulou uma década de aprendizados que outros países, incluindo o Brasil, vêm aproveitando para implementar e acelerar suas próprias redes. O Pix Automático, por exemplo, foilançado cinco anos depois do UPI AutoPay, funcionalidade de recorrência introduzida pela Índia em 2020. Um dos próximos passos da instituição brasileira é a internacionalização do Pix, prevista para o ano que vem. O UPI já opera nos Emirados Árabes Unidos, Singapura, França e outros cinco países.

“A Índia é constantemente procurada por outros países que querem entender como o UPI foi construído e como escalou”, afirma Satpute“O Brasil foi um dos primeiros a fazer isso, e hoje, cinco anos depois, tem o Pix— o segundo sistema de pagamento instantâneo mais utilizado do mundo, atrás apenas do UPI.”

Embora a experiência indiana tenha influenciado o desenvolvimento de sistemas em outros países, o Brasil trilhou um caminho próprio, com funcionalidades e regulamentações distintas: adesão obrigatória das instituições bancárias, padronizaçãode pagamentos via QR Code desde o primeiro dia, gratuidade para pessoas físicas, entre outras. O sucesso chamou a atenção de vizinhos.

A Colômbia foi um dos primeiros a criar um sistema inspirado no Pix. Lançado no ano passado, o Bre-B segue as mesmas características da rede brasileira: interoperabilidade, disponibilidade 24/7 e liquidação imediata. O EBANX foi uma das duas fintechs convidadas para ajudar no desenvolvimento da ferramenta colombiana de pagamento instantâneo.

Eitri leva nova geração de app commerce SaaS ao VTEX Day 2026

A Eitri participa pela terceira vez do VTEX Day 2026, que ocorre nos dias 16 e 17 de abril, no São Paulo Expo, em São Paulo. A empresa aposta em uma abordagem que busca redefinira maneira como aplicativos impactam performance, engajamento e resultados no e-commerce, em um setor que, segundo a companhia, evoluiu pouco desde sua consolidação, por volta de 2017.

“Estamos prontos para mostrar ao mercado uma nova geração de app commerce. É uma mudança relevante na forma como os aplicativos entregam performance e resultados, com ganhosreais para o negócio”, afirma Vinicius Nastri, CRO da Eitri.

Durante os dois dias de evento, a empresa contará com um estande próprio, onde realizará demonstrações práticas e apresentará cases reais de clientes. A ideia é evidenciar,na prática, como o modelo atual de app commerce evoluiu com a proposta da Eitri, trazendo ganhos concretos para operações digitais.

Entre as ativações, os visitantes poderão experimentar recursos baseados em inteligência artificial integrados diretamente aos aplicativos, incluindo agentes inteligentesque operam em tempo real e de forma iterativa dentro das plataformas. A empresa também disponibilizará análises em tempo real, como avaliações de desempenho de aplicativos, cálculo automatizado de ROI no canal mobile e estimativas de perdas de vendas causadaspor falhas como crashes.

Além das demonstrações, a Eitri levará materiais com comparativos de resultados e cases detalhados, permitindo que empresas entendam de forma objetiva os impactos da soluçãono desempenho de seus aplicativos.

O VTEX Day reúne anualmente líderes de varejo, tecnologia e inovação, além de empresas e parceiros do ecossistema de e-commerce do Brasil e do exterior, e é visto pela Eitri comouma oportunidade estratégica para geração de negócios. A companhia se posiciona como uma solução voltada à infraestrutura, permitindo que parceiros e agências ampliem a geração de valor no canal de aplicativos nativos.

Serviço

Eitri no VTEX Day 2026

Datas:16 e 17 de abril

Local:São Paulo Expo

Informações:https://vtexday.vtex.com/

A economia dos algoritmos: o risco que impacta resultados

O e-commerce no Brasil já não é o mesmo. Hoje, não basta ter boa logística ou investir em marketing. Existe uma engrenagem menos visívelque influencia diretamente os resultados: os algoritmos.

Enquanto muitas empresas ainda olham apenas para vendas e participação de mercado, são esses sistemas que definem, em poucos segundos,quais produtos aparecem para o cliente, quais ganham destaque e quais perdem espaço.

Na prática, o desempenho de um negócio deixou de depender só do produto. Ele passa, cada vez mais, pela forma como os dados são interpretadospor essas plataformas. E é aí que surge um risco que nem sempre é percebido a tempo.

Ignorar o funcionamento desses sistemas pode trazer consequências no médio prazo.

A primeira é a perda de visibilidade. Quando uma empresa não entende ou não se adapta às regras das plataformas, ela simplesmente deixade aparecer. Não se trata apenas de vender menos, mas de se tornar irrelevante para o consumidor.

Outro ponto é a dificuldade de entender decisões automatizadas. Preços e recomendações mudam o tempo todo, muitas vezes sem clarezasobre o porquê. Quando os resultados não vêm, identificar a causa se torna um desafio.

Também há a dependência crescente de grandes plataformas. Dados e atenção do público estão concentrados em poucos players, o que tornao cenário mais vulnerável. Uma mudança nessas estruturas pode afetar diretamente o desempenho de um negócio de um dia para o outro.

Diante disso, a inteligência artificial precisa fazer parte da estratégia, e não ficar restrita à área técnica. O tema deve estar namesa da liderança.

Isso passa por revisar com frequência os algoritmos utilizados, garantindo que decisões automatizadas, como precificação e recomendação,estejam alinhadas com os objetivos do negócio. Também envolve definir critérios claros para o uso de dados, com atenção à ética e aos impactos sobre o cliente.

Além disso, desenvolver uma cultura orientada a dados é essencial. Não é necessário que executivos saibam programar, mas é fundamentalque saibam interpretar informações e questionar resultados.

A economia orientada por algoritmos já faz parte da realidade. A diferença está na forma como cada empresa se posiciona. É possívelusar esses sistemas de maneira estratégica ou apenas reagir ao que eles determinam.

A tecnologia tende a ganhar ainda mais espaço no e-commerce, mas a decisão final continua sendo humana. É isso que separa quem acompanhao movimento de quem realmente lidera.

*Airan Jr. é especialista em IA First e membro do Conselho de IA da Associação Brasileira de Inteligência Artificial e E-commerce (ABIACOM), entidadeque reúne representantes de lojas virtuais e prestadores de serviços nas áreas de tecnologia, mídia e meios de pagamento –E-mail: abiacom@nbpress.com.br.