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O futuro das publis: report revela que 73% dos consumidores estão saturados, mas não querem o fim da publicidade

Em um cenário onde a publicidade deixou de ser interrupção para se tornar parte da narrativa, um novo estudo revela uma tensão central no mercado: embora 73% dos consumidores afirmem estar saturados com conteúdos patrocinados, apenas 16% desejam que as publicidades desapareçam.

O dado faz parte do report “O Futuro das Publis”desenvolvido pela Nozy Content Agency em parceria com a Cigarra Buzz Agency – agências do grupo UMAUMA. A análise foi construída a partir de 728 respostas válidas, visando investigar como o público percebe, consome e reage à publicidade no ambiente digital e apontar caminhos para a evolução da publicidade contemporânea.

O insight central do estudo parte de uma importante provocação: “o que é uma publi quando tudo é publi?”. Com isso, o material analisa o impacto da economia da influência em um país que já soma 3,8 milhões de influenciadores* – o maior número do mundo – e aborda como os conteúdos patrocinados vêm sendo percebidos, produzidos e tensionados atualmente.

De acordo com o report, a publicidade deixou de ocupar espaços delimitados e passa a operar de forma contínua, integrada ao conteúdo e mediada por creators, algoritmos e novas tecnologias. Nesse cenário, o problema não está na presença das marcas, mas na forma como elas se inserem nas narrativas: hoje, 85% dos consumidores pulam publicidades quando percebem que são forçadas ou artificiais, e 30% afirmam perder a confiança no influenciador após experiências negativas com conteúdo patrocinado.

“Os brasileiros passam, em média, mais de nove horas por dia online, em um ambiente altamente competitivo pela atenção. Com isso, a publicidade deixa de ser uma interrupção e passa a ocupar o centro da experiência de consumo de conteúdo, integrada às narrativas que circulam nas redes. O nosso report observa que o público não rejeita a publicidade em si, mas, sim, a falta de contexto, de coerência e de verdade. A atenção virou um ativo escasso e só permanece quem faz sentido dentro da história”, afirma Giovana Viscardi, sócia da Nozy Content Agency.

Entre os formatos que mais engajam, destacam-se conteúdos que priorizam entretenimento e experiência: 58% do público prefere abordagens com humor e leveza, 44% valorizam narrativas conectadas a situações reais e 42% confiam mais em reviews sinceros. O dado reforça uma lógica crescente no mercado: conteúdo primeiro, produto depois.

Outro ponto de atenção levantado pelo estudo é o uso da inteligência artificial na publicidade. Embora 95% dos entrevistados já utilizem IA no dia a dia, 86% demonstram desconfiança em relação à sua aplicação em campanhas, e 65% acreditam que marcas deveriam deixar explícito quando a tecnologia é utilizada. Para os pesquisadores, o desafio não está na tecnologia em si, mas na transparência e na manutenção da percepção de humanidade na comunicação.

“O futuro da publicidade não está em desaparecer, mas em se transformar. Sabemos que o mercado muda o tempo todo e que prever o futuro com precisão é impossível, mas estudos como esse ajudam a organizar sinais, entender o comportamento do público e ajudar marcas na construção da narrativa. A colaboração da Cigarra foi essencial nesse processo, justamente pela nossa expertise no mercado de influenciadores e pela proximidade com a prática real do setor”, declara Vivian Hipólito, sócia da Cigarra Buzz Agency.

Com base em três frentes de análise – público, criadores e agências – o report aponta que o mercado caminha para um modelo mais maduro, onde relevância cultural, responsabilidade e coerência passam a ser tão importantes quanto performance e alcance. Mais do que disputar atenção, as marcas precisam, agora, justificar sua presença.

Mais do que mapear tendências, “O Futuro das Publis” busca compreender o presente — analisando comportamentos, expectativas e contradições que moldam a relação entre marcas, creators e audiência. Ao reunir dados, análises e diferentes perspectivas de mercado, o material se posiciona como uma ferramenta para marcas, agências e criadores que buscam desenvolver comunicações mais relevantes, autênticas e conectadas com o público.

*Estudo de Marketing de Influencers 2025, elaborado pela HypeAuditor em parceria com a ESPM (Escola Superior de Propaganda e Marketing).

PMEs batem recorde de vendas no setor alimentício na semana de  Páscoa com alta de 27%

Pequenas e médias empresas demonstraram fôlego e estratégia na Semana de Páscoa de 2026, entre 30 de março e 05 de abril, com um desempenho expressivo que resultou em aproximadamente 6,3 milhões de vendas realizadas e R$ 1,23 bilhão transacionados, segundo levantamento da Olist, ecossistema focado em soluções de e-commerce para PMEs.

O número representa um crescimento de 27% em relação ao mesmo período do ano anterior, evidenciando que, mesmo diante de um cenário macroeconômico mais desafiador. O ticket médio foi de R$ 194 por transação. Produtos como balas, chicletes, marshmallows e chocolate lideraram a preferência do público. 

Geograficamente, os estados de São Paulo, Minas Gerais, Paraná e Santa Catarina concentraram 77% das vendas, registrando variação de 3% no mesmo período do ano anterior.  Mesmo com a alta dos preços, com os chocolates figurando entre os itens mais pressionados, o sucesso das PMEs durante a Páscoa se explica por estratégias de antecipação, foco em experiência de compra e diferenciação. Para Fábio Gallo, COO da Olist, a chave está em planejar com antecedência e explorar os diferenciais que só os pequenos negócios conseguem entregar.

“Mesmo quando o preço não é o principal atrativo, datas como a Páscoa continuam sendo oportunidades estratégicas para os pequenos negócios”, afirma Gallo. “Com antecedência, criatividade e foco na experiência do consumidor, é possível gerar valor e conquistar clientes”, destaca.

Gallo ainda ressalta que quem se prepara com meses de antecedência tem mais chances de negociar bem com fornecedores, criar campanhas relevantes e evitar decisões de última hora. A experiência de compra também é um diferencial importante, com destaque para o atendimento próximo, embalagens cuidadosas, entregas ágeis e comunicação humanizada, elementos que contribuem para fidelizar o consumidor.

Além disso, contar a história por trás dos produtos, explorando o poder do storytelling, ajuda a criar conexões emocionais com o público. “Consumidores estão mais atentos à origem do que compram, e isso pode ser decisivo no momento da escolha”, reforça.

Amazon Brasil lança a ‘Central da Torcida’, página dedicada aos fãs de esportes

A Amazon Brasil anuncia hoje o lançamento da “Central da Torcida”, uma página exclusiva criada para ser o destino de compras para os torcedores brasileiros que se preparam para grandes eventosesportivos. A iniciativa reforça o compromisso da Amazon em oferecer um portfólio completo de produtos que atende a todas as paixões e necessidades dos clientes, combinando conveniência e preços competitivos em um só lugar.

A “Central da Torcida” foi projetada para facilitar a vida dos torcedores, reunindo em uma única página tudo o que é preciso para trazer para casa toda a energia da torcida. Os fãs de esportes encontrarão uma vasta seleção de produtos, incluindoTVs de última geração e sistemas de áudio para não perder nenhum lance, colecionáveis como álbuns de figurinhas licenciados, e uma linha exclusiva de vestuário, com produtos oficiais licenciados da FIFA e artigos esportivos. Além disso, a páginadisponibiliza itens de casa e decoração temáticos para transformar o ambiente.

“Sabemos que o brasileiro é apaixonado por esportes, especialmente pelo futebol, e que a celebração vai muito além dos 90 minutos. A ‘Central da Torcida’ nasce do nosso desejo de fazer parte dessa festa, oferecendo a melhor seleção e a maiorconveniência para que nossos clientes encontrem tudo o que precisam para torcer e celebrar”, afirma Ricardo Perez, diretor de Varejo na Amazon Brasil. “Este lançamento está diretamente conectado à nossa missão de oferecer uma ótima experiência decompra aos nossos clientes, combinando tecnologia e um profundo entendimento local para criar momentos memoráveis em ocasiões culturalmente relevantes para o país.”

A página contará com ofertas e cupons exclusivos em todas as categorias ao longo do ano, incluindo datas importantes como as promoções de 5.5 e 6.6. Como parte da experiência, a Amazon se uniu a 16 criadores de conteúdo do seu programa deAssociados, que farão uma curadoria especial de produtos em suas próprias vitrines dentro da “Central da Torcida”. A iniciativa oferece aos clientes dicas e recomendações, ao mesmo tempo em que gera novas oportunidades para os criadores engajarem suasaudiências.

A ‘Central da Torcida’ é uma iniciativa de longo prazo, projetada para futuros eventos esportivos, consolidando a Amazon como a casa do torcedor brasileiro. Para conhecer a seleção de produtos disponíveis, acessewww.amazon.com.br/centraldatorcida.

Para os momentos de última hora, a Amazon também oferece o Amazon Now, serviço que permite receber produtos selecionados em até 15 minutos em regiões específicas.

Revenue Intelligence é o novo BI? Por que as áreas de vendas estão virando centros de dados

Por anos, empresas investiram em BI para entender o que estava acontecendo, com dashboards, relatórios e cruzamento de bases. Funcionou até certo ponto. O problema é que boa parte dos dados que realmente importam nunca chegaram a nenhum sistema, ficando presos em conversas e trocas.

Em reuniões de vendas, ligações e trocas de mensagens, o cliente fala tudo: objeções reais, concorrentes que está avaliando, prazo de decisões, orçamentos que ainda não foram aprovados. São dados de pipeline, de inteligência competitiva e de timing. E nenhum deles vai automaticamente para o CRM.

O que vai para o CRM é o que o vendedor lembrou de digitar depois da reunião, no meio de outras inúmeras tarefas. Ou seja, é um recorte parcial e até defasado da realidade. E é sobre esse recorte que gestores fazem forecast, CS prioriza contas em risco e CROs projetam as próximas receitas. 

É aí, diante desses pontos desfalcados, que Revenue Intelligence aparece com a capacidade de transformar interações comerciais em dados estruturados que alimentam decisões estratégicas, transformando todo o ciclo de vendas e receitas de uma empresa.

Enquanto o BI parte de informações já registradas, Revenue Intelligence captura o dado no momento em que ele nasce, seja em uma fala do cliente ou nos padrões que só aparecem quando você junta centenas de conversas e consegue enxergar o que está acontecendo de verdade.

Além disso, essa inteligência não serve só para vendas. Ela conecta o que o cliente diz na prospecção com o que o CS precisa saber para a retenção, conecta o padrão de objeções com o conteúdo que o marketing deve produzir. Ou seja, é uma inteligência compartilhada entre times que, muitas vezes, operam de forma segmentada.

Empresas B2B com vendas complexas geram diariamente um volume imenso de dados não estruturados. Cada interação comercial contém informações valiosas sobre o mercado, concorrência, comportamento de compra do cliente e possíveis gargalos processuais. O desafio é que, frequentemente, esse dado é tratado apenas como parte de uma conversa.

Quando você começa a estruturar esse dado com segurança e integração aos sistemas que já existem, a área de vendas passa a funcionar como um centro de dados no sentido estratégico: um lugar de onde saem insights que orientam decisões estratégicas de toda a empresa.

Porém, é muito importante ressaltar que dados sem segurança não são ativos, são riscos. Sempre que se fala em captura de conversas, a pergunta sobre segurança é imediata (e legítima). A conversa com o cliente talvez seja o ativo mais sensível de uma operação comercial, tratar esse dado com o mesmo rigor que se trata uma base financeira é o mínimo que qualquer empresa séria deveria exigir das ferramentas que adota. 

Por fim, as melhores informações sobre o seu cliente já estão na sua empresa, nas conversas e trocas que acontecem todos os dias. A questão é o que você está fazendo com elas.  Sempre lembrando que criptografia e conformidade com a LGPD não são diferenciais, são requisitos. Qualquer plataforma que trata Revenue Intelligence com seriedade precisa ter isso como ponto de partida.

Thais Sterenberg é CEO e Cofundadora da Elephan.ai, plataforma mais completa de inteligência de receita para empresas B2B. Especialista em Growth e receita, pós-graduada em Marketing (ESPM), a executiva é ex-Danone e Nestlé, foi sócia/CMO da Fix e construiu do zero o B2B Growth do QuintoAndar. Atua ainda como professora e mentora, além de ser cofundadora do ecossistema Mulheres de Growth. Foi reconhecida como Top 10 Female Founders to Watch (Aurora Tech Awards).

Projeto de conectividade da Conversys para o Mercado Livre vence a premiação MELI Awards 2025 

A Conversys, empresa brasileira especializada em serviços e soluções em Tecnologia da Informação e Comunicação, foi reconhecida no MELI Awards 2025, premiação do Mercado Livre que destaca os principaisfornecedores de seu ecossistema na América Latina. A companhia venceu na categoria Equipamentos IS Shipping, consolidando-se como fornecedora de referência em infraestrutura para operações logísticas de grandeescala.

Mais do que um prêmio, o reconhecimento sinaliza uma mudança estrutural no e-commerce: a conectividade deixou de ser suporte e passou a ser um fator crítico para ganho de eficiência operacional. Após o crescimento acelerado dos últimos anos, osetor enfrenta o desafio de escalar suas operações com velocidade, estabilidade e previsibilidade. A expectativa é de que o comércio eletrônico brasileiro mantenha um ritmo médio de expansão de 17% ao ano até 2030, segundo estimativas domercado.

Foi nesse contexto que a Conversys conduziu a modernização e a otimização da infraestrutura de rede do Mercado Livre em ambientes estratégicos, como centros de distribuição, service centers e escritórios administrativos.
O projeto envolveu a implementação de uma arquitetura baseada em Wi-Fi 6 (802.11ax), tecnologia projetada para suportar alta densidade de dispositivos conectados, com menor latência e maior eficiência no uso da rede -características essenciais para operações logísticas intensivas, com grande volume de dados que trafegam em tempo real.
Com a nova estrutura, o Mercado Livre ampliou sua capacidade operacional e passou a contar com uma rede mais estável e resiliente, reduzindo falhas e melhorando o desempenho das atividades logísticas. Na prática, isso se traduz em ganhos diretos deprodutividade e maior fluidez nas operações, fatores decisivos em um ambiente cada vez mais competitivo e dinâmico.

“Essa conquista reforça nosso papel como parceiro estratégico na construção de infraestruturas capazes de sustentar crescimento com eficiência e escala”, afirma Carlos Sega, CEO da Conversys.

Com atuação no Brasil e presença internacional, a Conversys expandiu sua operação para a América Latina a partir da demanda de clientes já atendidos no país, que buscavam replicar em outras localidades o mesmo nível de excelência e integraçãode serviços. A empresa apoia organizações na evolução de suas operações por meio de soluções que conectam conectividade, cloud e cibersegurança, com foco em desempenho, inovação e resultados de negócio. O Mercado Livre é um excelente exemplode parcerias que também avançam no Chile.

“Projetos como esse mostram que investir em infraestrutura de rede é investir diretamente na experiência do cliente e na eficiência do negócio. Quando a tecnologia funciona bem, toda a operação ganha. Em ambientes logísticos de altacomplexidade, cada segundo conta. Uma rede bem estruturada reduz falhas, aumenta a produtividade e cria as condições necessárias para que as operações acompanhem o ritmo do mercado”, complementa.

O futuro do retail media

Quem acompanhou a última edição do SXSW certamente percebeu que o shopper ficou mais exigente, intencional e difícil de impressionar. Num mundo com excesso de estímulos, a atenção virou um ativo mais escasso, e as marcas que seguem operando na lógica do volume comprarão briga com as novas gerações que ignoram quem não tem muito a dizer. Nesse sentido, vale destacar uma provocação trazida pelo painel “Forget Moments Marketing: Welcome to Worldbuilding”: marcas que tratam comunidades como canais de mídia estão errando.

Mais do que nunca, plataformas de retail media têm uma oportunidade: ao invés de se posicionarem apenas como inventário de impressões, podem se colocar como acesso a comunidades de consumidores com interesses e intenções reais. Portanto, o discurso precisa ser muito mais voltado à ‘participação relevante’.

Vivemos atualmente um grande paradoxo, no qual tudo mudou, mas os fundamentos do marketing permanecem os mesmos. Ou seja, marcas fortes seguem sendo aquelas que se conectam ao que realmente importa para as pessoas: suas paixões, rituais e identidade. O momento é difícil exatamente porque é preciso navegar na velocidade das transformações sem perder de vista esses princípios tão importantes.

Nesse contexto, temos transformações também no papel do CMO, que mudou fundamentalmente nos últimos anos. Hoje, ele deixou de ser a figura “responsável pelo departamento de marketing” e virou um arquiteto do crescimento, visto que o setor passou a ser um motor de desenvolvimento integrado que une tecnologia, dados e criatividade.

A partir desses entendimentos, o conceito de worldbuilding ganha uma camada ainda mais prática e especialmente relevante para o universo de Retail Media. Mais do que criar universos proprietários e tentar atrair consumidores para dentro deles, o momento atual pede reconhecimento de que esses mundos já existem, com dinâmicas, códigos e lideranças próprias. O papel das marcas, portanto, é participar com intenção, o que exige clareza sobre onde entrar e, principalmente, onde não entrar. Aqui, também é fundamental uma compreensão profunda sobre qual é a “moeda de troca” que justifica sua presença naquele contexto.

Essa lógica muda completamente a forma como as plataformas de Retail Media devem estruturar suas ofertas, pois enquanto antes o foco estava em disponibilizar inventário e escala, agora é essencial entender quais comunidades estão sendo acessadas em cada ponto de contato da jornada de compra. Afinal, um ambiente de e-commerce, um app de varejo ou até mesmo um PDV físico são, na prática, espaços onde diferentes “mundos” coexistem, definidos por hábitos, ocasiões de consumo e intenções específicas. O grande segredo é que participar desses momentos com relevância é muito mais poderoso do que simplesmente impactar.

Outro tema que merece destaque é a relação com criadores, visto que o modelo tradicional, que trata creators como mídia terceirizada, perde força diante da necessidade de autenticidade por parte dos consumidores. Cada vez mais, eles devem ser vistos como co-autores da marca, ou seja, pessoas que já pertencem a esses cosmos e que, por isso, têm legitimidade para construir narrativas que ressoam. Para o retail media, há uma enorme oportunidade de integrar creator tanto nas campanhas quanto na própria experiência de compra, aproximando conteúdo, influência e conversão de forma orgânica, ou seja, creators em retail media podem e devem fazer parte de estratégias de topo, meio e fundo de funil. Quão interessante seria ver aquele creator que você se identifica interagindo ou até consumindo um produto que você está considerando colocar no carrinho, em uma tela de DOOH no PDV?

É claro que todas essas mudanças trazem desafios para o varejo: o primeiro deles é abrir mão do controle absoluto em favor de uma lógica de curadoria, enquanto o segundo é garantir consistência em escala, o que demanda investimento real em dados, tecnologia, social listening e inteligência local. Em um ambiente tão dinâmico não basta ter uma boa estratégia central, pois é a execução contextualizada que determina o sucesso das iniciativas de retail media.

Por fim, podemos notar uma transformação importante na forma como as relações são construídas nesse ecossistema. Há uma substituição de campanhas pontuais e transacionais por parcerias mais profundas, duradouras e integradas, seja com marcas, criadores ou até mesmo com os próprios varejistas. A partir de agora, e levando em consideração que o mercado é cada vez mais orientado por relevância, confiança e construção de significado, plataformas de retail media que conseguirem se posicionar também como facilitadoras de participação genuína, além de intermediárias de mídia, ganharão vantagem competitiva e o poder de ditar o futuro, deixando de disputar atenção para, de fato, mediar relações com valor percebido.

*Felipe Malheiros é Head de Agências na Unlimitail Brasil, plataforma de Retail Media do Grupo Carrefour no Brasil.

Ransomware cresce com uso da IA e agentes

De Brasil a Estados Unidos, do Reino Unido à União Europeia, o ransomware entrou no meio da década como um tipo de “economia paralela” da criminalidade digital: organiza-se como serviço, terceiriza etapas e explora a dependência de empresas e governos de sistemas conectados. A novidade não é a criptografia em si, mas sim como a extorsão se combina com operações mais rápidas, com mais dados roubados e com o uso crescente de inteligência artificial para reduzir custo e aumentar alcance.

O relatório Threat Landscape 2025, publicado pela ENISA – a agência da EU para cibersegurança – classificou a inteligência artificial como um dos elementos definidores do panorama de ameaças atual. O relatório destaca que campanhas de phishing apoiadas por IA passaram a representar parcela majoritária das iniciativas de engenharia social observadas no ano passado. O impacto prático é direto: textos mais convincentes, adaptação de linguagem ao perfil da vítima, automação de testes de abordagem e redução do custo operacional do ataque.

A IA não substitui integralmente o operador humano no ransomware, mas reduz o esforço nas etapas que historicamente exigiam tempo e habilidade manual. Modelos de linguagem são utilizados para produzir e-mails altamente personalizados, analisar dados exfiltrados para identificar informações sensíveis com maior potencial de pressão e apoiar a pesquisa de vulnerabilidades. O National Cyber Security Centre, do Reino Unido, já alertou que a IA tende a aumentar eficiência, frequência e escala de táticas existentes, sobretudo em reconhecimento e exploração assistida.

O papel dos agentes de IA

O avanço mais sensível, no entanto, está no uso de arquiteturas baseadas em agentes. Diferentemente de um modelo que apenas gera texto, agentes são sistemas capazes de planejar tarefas, executar chamadas a ferramentas externas, interagir com APIs e manter contexto ao longo de múltiplas etapas. Quando aplicados em ambientes corporativos legítimos, esses agentes automatizam processos internos, integram sistemas e reduzem fricção operacional. Sob a perspectiva ofensiva, a mesma lógica pode ser utilizada para coordenar ações distribuídas.

Um ataque estruturado pode envolver um agente dedicado à coleta de informações públicas e internas, outro voltado à validação de credenciais e exploração de permissões excessivas, e um terceiro responsável por operar APIs de serviços em nuvem para mapear recursos, tokens e chaves de acesso. A partir da intrusão inicial, a automação acelera a movimentação lateral e a exfiltração. O resultado é um encurtamento do ciclo entre comprometimento e extorsão. 

No Brasil, alertas do CTIR Gov já descreviam desde 2022 o amadurecimento de grupos como BlackCat/ALPHV, operando com técnicas de movimentação lateral e criptografia customizada. O que muda agora é a camada adicional de automação inteligente, somada à crescente adoção corporativa de integrações baseadas em APIs, contas de serviço e fluxos automatizados.

Essa convergência amplia a superfície de risco. Cada integração adiciona credenciais, tokens e permissões. Cada agente corporativo com autonomia operacional representa uma nova identidade de máquina. Se comprometidos, esses elementos podem agir com legitimidade aparente dentro do ambiente. A investigação deixa de perguntar apenas “quem acessou” e passa a questionar “qual sistema executou determinada ação e sob qual cadeia de decisões”.

Do ponto de vista técnico, a resposta a essas novas ameaças exigem revisão arquitetural. Modelos de zero trust, segmentação granular e controle rigoroso de identidades de máquina tornam-se prioridade. A gestão de privilégios precisa incluir contas de serviço e integrações automatizadas. Logs devem ser centralizados e protegidos contra adulteração, permitindo análise comportamental baseada em sequências de eventos e não apenas em alertas isolados.

Backups imutáveis continuam sendo medida fundamental contra criptografia, mas não resolvem a dimensão reputacional da extorsão por vazamento. Monitoramento contínuo de exfiltração e políticas claras de resposta a incidentes passam a integrar o planejamento estratégico.

A adoção de inteligência artificial nas empresas não é, por si, o problema. Ao contrário, pode fortalecer detecção e resposta quando aplicada de forma estruturada. O risco surge quando agentes operam com permissões excessivas, integrações são implementadas sem inventário adequado e decisões automatizadas não possuem trilha auditável.

O ransomware evoluiu de ataque técnico para modelo econômico estruturado. A incorporação de IA e agentes autônomos acelera essa lógica, reduz custos para os criminosos, e aumenta a complexidade para as empresas, que precisam manter suas estratégias de defesa atualizadas. A prioridade estratégica passa por governar identidades, APIs e algoritmos com o mesmo rigor aplicado a ativos físicos e financeiros.

Empresas que tratarem agentes e automações como parte central da arquitetura de risco estarão melhor posicionadas para enfrentar a próxima onda. As que enxergarem a IA apenas como ferramenta de produtividade podem descobrir tarde demais que autonomia sem controle amplia a exposição de forma silenciosa, porém decisiva. 

5 dicas para evitar impostos indevidos na compra de produtos importados

Com o crescimento das compras internacionais pela internet, cada vez mais brasileiros recorrem a plataformas estrangeiras para adquirir eletrônicos, roupas, acessórios e diversos outros produtos. No entanto, junto com a praticidade e a variedade de ofertas, também aumentam os casos de consumidores que acabam pagando impostos indevidos ou valores superiores ao que realmente seria devido no momento da entrega das encomendas.

Para o advogado tributarista especializado em investimentos internacionais Adriano Murta, muitas dessas cobranças podem ser evitadas com informação e atenção a alguns pontos básicos do processo de importação. “Desde agosto de 2024, as compras internacionais feitas por pessoas físicas passaram a seguir regras específicas para remessas postais e expressas, com diferenciação entre plataformas que aderiram ao Programa Remessa Conforme e aquelas que não participam do programa”, explica o especialista.

Essas regras continuam válidas em 2026 e determinam que o imposto de importação seja calculado com base no valor aduaneiro da encomenda, que inclui o preço do produto, o frete e o seguro. Nesse cenário, Murta lista cinco práticas que ajudam o consumidor a evitar problemas e surpresas ao realizar compras internacionais.

Confira a classificação tributária do produto

Antes de finalizar a compra, é importante verificar como o produto é classificado para fins de tributação. A classificação correta determina quais impostos podem incidir sobre a mercadoria e evita que itens sejam enquadrados de forma equivocada, o que pode gerar cobranças superiores ao devido. Entender a categoria fiscal do produto também ajuda o consumidor a ter uma estimativa mais realista do custo final da importação.

Calcule corretamente impostos e taxas de importação

É essencial considerar previamente todos os tributos e encargos que podem incidir sobre a compra internacional. Dependendo do valor da mercadoria, do tipo de produto e da forma de envio, podem ser aplicados imposto de importação, ICMS e taxas administrativas. Segundo Murta, o cálculo deve sempre considerar o valor total da operação. “Minha orientação é que o consumidor não avalie o imposto apenas com base no preço do produto anunciado, mas sim sobre o valor total da operação. A maior parte das divergências ocorre justamente por desconhecimento dessa regra legal.”

Escolha plataformas confiáveis

Optar por plataformas de comércio eletrônico conhecidas e que informam de forma transparente os custos envolvidos na importação também faz diferença. Muitos marketplaces já apresentam estimativas de tributos no momento da compra ou operam em programas que simplificam o recolhimento de impostos. “Alguns cuidados simples reduzem significativamente o risco de tributação acima do devido, como verificar se o valor do produto foi corretamente declarado e priorizar plataformas que aderiram ao programa Remessa Conforme”, explica Murta.

Mantenha a documentação organizada

Guardar comprovantes de pagamento, faturas da compra, descrição do produto e informações do vendedor é fundamental. Esses documentos podem ser necessários caso haja divergência na tributação aplicada ou se o consumidor precisar comprovar o valor real da mercadoria perante as autoridades aduaneiras.

Declare corretamente à Receita Federal quando necessário

Em determinadas situações, especialmente quando o valor da compra é mais elevado ou envolve procedimentos específicos de importação, pode ser necessário realizar a declaração adequada às autoridades fiscais. Informações incorretas ou incompletas podem resultar em retenção da mercadoria ou cobrança adicional de tributos.

Além disso, Murta destaca que o cenário tributário tende a passar por mudanças nos próximos anos. “A partir de 2026, a Reforma Tributária do Consumo entra em fase de implementação gradual, com discussões envolvendo a unificação de tributos e possíveis impactos sobre a tributação de bens importados. Por isso, é importante acompanhar as regras e entender que ajustes podem ocorrer ao longo do tempo.”

O mapa do sushi no Brasil: onde investir no setor que movimenta R$2 bilhões em delivery

O apetite do brasileiro pela culinária asiática está longe de ser uma novidade, mas os números comprovam que essa paixão se transformou em uma das mais sólidas oportunidades de negócio no país, especialmente no segmento de delivery. Somente no iFood, o setor de comida asiática arrecadou impressionantes R$2 bilhões em vendas com delivery em 2025, segundo a Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel). 

Esse crescimento vigoroso é reflexo de uma transformação profunda nos hábitos de consumo e na própria estrutura do setor de alimentação fora do lar. E, ao contrário do que muitos pensam, o modelo de negócio ideal não se resume a operar delivery de comida asiática ou contar com um bom sushiman. O diferencial está na gestão eficiente e na capacidade de escalar o negócio por meio de uma franquia bem estruturada, capaz de capturar essa demanda com escala e padronização. 

Para o investidor atento, o momento atual configura um cenário fértil, mas que exige estratégia e precisão na escolha do ponto e do modelo de negócio.

A Pesquisa Trimestral de Desempenho da Associação Brasileira de Franchising (ABF) revelou que o segmento de Food Service, incluindo a culinária oriental, alcançou faturamento de R$10,5 bilhões no segundo trimestre de 2025, um crescimento de 14,2% em relação ao ano anterior. Esse vigor, no entanto, não se distribui de forma homogênea. O movimento observado em 2026 aponta para uma descentralização, com o consumo se deslocando para bairros residenciais e cidades médias de alta densidade populacional e poder de consumo concentrado.

O potencial de investimento não se mede apenas pela renda per capita, mas por um tripé que combina poder de consumo, densidade populacional e infraestrutura logística. “Regiões de média e alta renda em cidades médias do interior paulista, mineiro e catarinense apresentam equilíbrio quase perfeito: habitantes com alto poder aquisitivo, concentração demográfica que justifica a operação e um trânsito que não impõe as barreiras logísticas dos grandes centros, permitindo entregas mais rápidas e eficientes”, comenta Amauri Sales, CEO e cofundador do Home Sushi Home, rede brasileira de delivery de culinária asiática.

A lógica de expansão, portanto, deve mirar na demanda reprimida. Enquanto os bairros nobres das capitais já estão saturados de opções, cidades com mais de 100 mil habitantes no interior de estados como Santa Catarina, Paraná, Goiás e São Paulo despontam como alvos prioritários. “A estratégia é levar um modelo profissionalizado, com qualidade consistente e operação de delivery eficiente, para regiões onde o consumidor ainda depende de opções escassas ou serviços pouco desenvolvidos”, sugere Sales.

Essa expansão para novas fronteiras foi viabilizada principalmente pelo modelo de dark kitchens. Cozinhas exclusivas para delivery eliminam os altos custos de um salão comercial, reduzem o investimento em ponto físico e permitem instalar o negócio em zonas de alta densidade populacional sem o ônus de um aluguel de frente de rua. “O futuro da expansão em food service passa, inevitavelmente, pela eficiência operacional. As dark kitchens permitem chegar a bairros e cidades com alta demanda sem comprometer a rentabilidade com estruturas superdimensionadas. É a união entre capilaridade e controle de custos”, sugere o CEO, após recentemente ter adaptado a estrutura operacional, com uma consultoria especializada em processos e produção, como estratégia de redução de investimento inicial e o quantitativo de mão de obra. 

Nesse contexto, contar com uma franqueadora que ofereça direcionais claros aos franqueados é o ponto central para o sucesso nos negócios, principalmente para investidores de primeira viagem. Diretrizes bem definidas sobre operação, logística, padronização e expansão garantem um negócio estruturado. Ter uma retaguarda sólida permite ao franqueado tomar decisões com segurança, replicar o modelo com eficiência e manter a qualidade que fideliza o cliente, dominando o mercado local com consistência e escala.

A consolidação do delivery como principal motor de vendas também reposiciona a importância da logística, visto que não basta ter um ótimo produto se ele chega desmanchado ou atrasado. A proximidade de centros de distribuição de alimentos, a qualidade das vias de acesso e a disponibilidade de mão de obra para entregadores são fatores que podem determinar o sucesso ou o fracasso da operação. “Quando olhamos para uma nova cidade, não enxergamos apenas o número de habitantes, mas sim o ‘raio do delivery’. Mapeamos quantas pessoas estão a até 15 ou 20 minutos da nossa cozinha. É esse raio que define o mercado endereçável e a capacidade de atendermos com a qualidade que o cliente espera”, explica Amauri Sales.

Para o investidor que busca embarcar nesse setor bilionário, o momento é de expansão clara, principalmente nas cidades médias e bairros residenciais de alto poder aquisitivo das periferias metropolitanas, locais onde a demanda por conveniência e qualidade encontra um ambiente de concorrência ainda em formação.

DataCrazy revela o “comércio invisível” que já movimenta milhões em vendas pelo WhatsApp e Instagram no Brasil

Longe dos carrinhos de compra e das plataformas tradicionais de e-commerce, um novo modelo de consumo vem ganhando escala no Brasil: silencioso, descentralizado e baseado em conversas. Todos os dias, milhões de negociações são iniciadas, conduzidas e concluídas dentro de aplicativos como WhatsApp e Instagram, transformando esses canais em uma espécie de “comércio invisível”.

Um levantamento da DataCrazy ajuda a dimensionar esse movimento. A partir da análise de sua base de clientes, a empresa identificou que já são mais de 6,7 milhões de mensagens trocadas diariamente e cerca de 11 mil vendas concluídas por dia diretamente nesses aplicativos. Estes números que indicam que uma parcela relevante das transações no país acontece fora dos sistemas tradicionais de venda.

Na prática, a jornada de compra também mudou. Em vez de navegar por sites, muitos consumidores iniciam o processo com um simples “oi”, tiram dúvidas em tempo real, negociam condições e finalizam a compra em poucos minutos. Tudo dentro de uma conversa.

Esse modelo tem sido impulsionado principalmente pelas pequenas e médias empresas (PMEs), que encontraram nos aplicativos uma forma mais ágil, próxima e personalizada de atender seus clientes. Mas o avanço acelerado também trouxe novos desafios.

“O que estamos vendo é um volume relevante de vendas acontecendo em ambientes que não foram pensados para gestão comercial. As empresas estão, literalmente, operando faturamentos relevantes dentro de conversas”, afirma o CEO da DataCrazy, Andreone Ribeiro.

Segundo o levantamento, apesar da alta demanda, muitas empresas ainda não conseguem capturar todo o potencial dessas interações. Falhas como demora no atendimento, ausência de follow-up e falta de organização das conversas fazem com que negócios percam entre 20% e 40% das oportunidades comerciais.

Esse movimento tem impulsionado também o crescimento de empresas focadas na organização dessas vendas. A DataCrazy, que hoje conta com cerca de 2,6 mil clientes pagantes, projeta expandir sua base para 15 mil empresas até o fim de 2026, acompanhando a demanda crescente por soluções que tragam gestão, escala e previsibilidade a esse modelo.

O cenário revela uma mudança estrutural no comportamento de consumo: a preferência por interações diretas, rápidas e personalizadas. Ao mesmo tempo, aponta para um novo estágio de maturidade do mercado, em que vender já não é o principal desafio, mas sim organizar, escalar e trazer previsibilidade para esse novo modelo.

À medida que esse “comércio invisível” ganha relevância, cresce também a demanda por soluções que consigam transformar conversas em processos estruturados, com dados, controle e eficiência. Um movimento que deve redesenhar não apenas a forma como as empresas vendem, mas também como o próprio mercado enxerga o que, de fato, é o varejo digital hoje.