Início Site Página 28

Afya anuncia investimento na CareOn, startup que conecta médicos a vagas de plantões

A Afya anuncia investimento na CareOn, healthtech que conecta médicos e outros profissionais da saúde a hospitais, clínicas e laboratórios. A startup se junta ao portfólio de Corporate Venture Capital (CVC) da Afya, que já investiu em empresas como Marisa.Care, Caveo, Lean Saúde e Wellbe, nos últimos dois anos.

A principal frente de atuação da CareOn é a oferta de plantões e vagas fixas por meio de um aplicativo próprio. Além desse formato, a empresa também disponibiliza um serviço consultivo e personalizado no qual apoia instituições na formação de equipes médicas para projetos de maior complexidade.

Na prática, a plataforma conecta instituições de saúde que precisam preencher escalas e posições permanentes a profissionais em diferentes níveis de carreira que buscam oportunidades alinhadas ao seu perfil e disponibilidade. O processo é conduzido integralmente dentro do aplicativo da CareOn, que concentra publicação de vagas, candidaturas e acompanhamento das contratações.

Fundada em 2021, em Belo Horizonte, por duas irmãs empreendedoras, a startup atende hoje grandes hospitais da região Sudeste. Desde a sua criação, já publicou mais de 100 mil vagas, das quais cerca de 6 mil somente em dezembro de 2025, e contribuiu para o atendimento de mais de 5 milhões de pacientes em todo o país. 

Além da plataforma de vagas, a CareOn tem estruturado um ecossistema digital voltado à jornada profissional da saúde. Nesse contexto, o aplicativo oferece educação continuada por meio da CareOn Academy. Atualmente, a CareOn reúne mais de 40 mil médicos cadastrados e registrou um crescimento de receita superior a 160% de 2024 para 2025.

“Começamos resolvendo um problema muito específico, que é a dificuldade de organizar e dar visibilidade às oportunidades de plantão. Com o tempo, percebemos que poderíamos apoiar o profissional de saúde de forma mais ampla, integrando trabalho e capacitação em uma única plataforma”, afirma Fernanda Vieira, cofundadora e CEO da CareOn. “A entrada da Afya acelera esse movimento e fortalece nossa capacidade de expansão nacional, além de ampliar as sinergias com um ecossistema que já está presente em diferentes momentos da jornada médica.”

Os recursos captados serão direcionados à expansão geográfica da empresa, hoje ainda concentrada na região Sudeste, com foco na ampliação da base de instituições, no fortalecimento da presença em novos mercados e na evolução do aplicativo.

Para a Afya, o investimento reforça a estratégia de apoiar soluções que tragam eficiência ao sistema de saúde e ampliem a proposta de valor para médicos.

“A CareOn atua em um ponto estrutural do setor: a organização do mercado de trabalho em saúde, especialmente em plantões, um segmento que ainda opera, em grande parte, com baixa formalidade, tendo como principal concorrente grupos informais de WhatsApp. Ao digitalizar essa conexão, a empresa gera eficiência para as instituições e demanda para os médicos”, afirma Marcos Coelho, Diretor de M&A e CVC da Afya. 

Expansão do CVC e consolidação da estratégia de inovação

O investimento na CareOn faz parte da estratégia da Afya de consolidar um portfólio de startups com alto potencial estratégico e financeiro no médio e longo prazo. O objetivo é identificar soluções que resolvam dores reais da jornada médica, ampliem a proposta de valor da companhia e tragam ganhos de eficiência para provedores e operadoras de saúde.

Com a nova investida, a Afya amplia sua atuação em soluções voltadas à prática profissional, complementando seu portfólio de educação e prática médica e reforça sua posição como um dos principais articuladores de inovação no ecossistema de saúde brasileiro.

Especialista aponta 4 passos práticos para novos vendedores em marketplaces em 2026

A promessa de ganhos rápidos nas plataformas digitais tem atraído milhares de brasileiros para os marketplaces. O setor, de fato, está em expansão. O comércio eletrônico brasileiro faturou R$204,3 bilhões em 2024, alta de 10,5% em relação ao ano anterior, segundo a Associação Brasileira de Comércio Eletrônico. 

O setor registrou 414,9 milhões de pedidos e mais de 91 milhões de compradores online no período. O crescimento reforça o potencial das vendas digitais, mas especialistas alertam que a expansão do mercado não significa que não há riscos para quem inicia.

Hugo Vasconcelos, especialista em vendas de produtos físicos por marketplaces e sócio-fundador da VDV Group, empresa de educação voltada à formação de vendedores online,  afirma que a facilidade de abrir conta em plataformas digitais criou uma expectativa distorcida sobre os resultados.

Com sete anos de atuação no setor, ele estruturou duas operações que ultrapassaram R$1 milhão por mês em faturamento. “O mercado está crescendo, mas isso não elimina a necessidade de gestão. Marketplace é uma empresa de verdade, com custo fixo, variável, imposto e margem para administrar”, afirma.

Empreendedorismo consciente: o novo perfil do vendedor digital

Mesmo com o mercado de trabalho aquecido, a busca por autonomia financeira impulsiona o interesse pelos marketplaces. Dados do IBGE mostram que a taxa de desocupação no Brasil fechou 2025 em 5,6%, mínima histórica desde 2012. Para Vasconcelos, esse cenário revela que o brasileiro não empreende mais apenas por necessidade de sobrevivência, mas como uma escolha estratégica para diversificar ganhos e construir um negócio próprio.

Os erros invisíveis que corroem a margem no e-commerce

Segundo o especialista, o erro mais comum entre iniciantes é confundir faturamento com lucro. “O vendedor olha para o valor bruto vendido e ignora taxas da plataforma, investimento em anúncios, logística e impostos. Sem controle de margem, a operação cresce em volume e encolhe em resultado”, diz.

Para quem pretende iniciar nas plataformas, ele aponta quatro orientações práticas:

  1. 1Validar a demanda: Analisar volume de buscas, concorrência e posicionamento de preço antes de investir em estoque.
  2. Estruturar a precificação: Considerar todas as taxas, custos logísticos e impostos, evitando trabalhar apenas com o preço mais baixo como estratégia.
  3. Capital de giro: Manter fôlego financeiro para sustentar crescimento, especialmente em períodos de maior volume de vendas.
  4. Acompanhar indicadores diariamente: Monitorar taxa de conversão, margem líquida e índice de entrega no prazo, para corrigir rotas com rapidez. “Marketplace funciona com dados. Quem não acompanha números toma decisão no escuro”, afirma.

Reputação e constância como pilares de crescimento

A reputação também pesa no desempenho. As plataformas priorizam vendedores com boas avaliações e alto índice de cumprimento de prazos. Uma sequência de avaliações negativas pode reduzir a visibilidade dos anúncios e comprometer o faturamento. “Atendimento e pós-venda não são detalhes. Eles influenciam diretamente na exposição do produto”, diz.

O crescimento de dois dígitos do comércio eletrônico indica espaço para novos participantes, mas a consolidação depende de estratégia e disciplina operacional. Para o especialista, o marketplace pode ser um caminho consistente de geração de receita, desde que tratado como negócio estruturado. “É possível construir operações relevantes, mas isso exige método, constância e gestão financeira rigorosa. Não é renda automática”, afirma.

Privalia leva “caça ao tesouro” às ruas e transforma o Mês do Consumidor em uma jornada de descoberta e engajamento

Para o Mês do Consumidor de 2026, a Privalia apresenta uma campanha integrada que transforma o período promocional em uma jornada contínua de descoberta, engajamento e interação com a marca ao longo de março. A estratégia conecta redes sociais, mídia e criadores de conteúdo em três frentes complementares, desenvolvidas para estimular a curiosidade do público e incentivar acessos recorrentes ao aplicativo.

A principal dinâmica da campanha é a Hora Inimaginável, iniciativa que cria janelas programadas de oportunidades de compra com duração de apenas 60 minutos dentro do app. Durante o mês de março, seleções especiais de produtos entram no ar por tempo limitado, concentrando os melhores benefícios em períodos curtos e incentivando o monitoramento constante da plataforma. A ação será divulgada por meio de notificações push no app e conteúdos publicados nas redes sociais da marca.

Já no ambiente offline, a campanha ganha escala com a Caçada Inimaginável, uma “caça ao tesouro” realizada em algumas capitais do país. Durante 24 horas, influenciadores parceiros escondem QR Codes em pontos específicos das cidades e compartilham pistas em tempo real por meio dos Stories. O primeiro participante a localizar e escanear o código, desbloqueia um cupom no valor de mil reais para ser utilizado em compras no app. A ação transforma o espaço urbano em palco para a marca e posiciona o consumidor como protagonista da experiência.

Complementando a estratégia, a Prilover Indica convida o público a compartilhar, em seus próprios perfis, sugestões de produtos disponíveis na Privalia. Ao marcar o perfil da marca nos Stories, os participantes concorrem a cupons para utilizar no app, incentivando a geração de conteúdo espontâneo e ampliando o alcance da campanha para novas audiências.

“Nosso desafio foi evoluir a lógica da data e transformá-la em uma experiência que combina descoberta, entretenimento e oportunidade dentro de uma mesma narrativa. Ao incorporar o conceito de shoppertainment, pensamos cada ponto de contato como parte de uma jornada capaz de engajar o consumidor de forma mais ativa e participativa”, comenta Mayra Palacios, CMO da Privalia Brasil. “Ao integrar ativações no online e no offline, construímos uma narrativa única, pensada para gerar conexão real e incentivar interações recorrentes ao longo de todo o mês.”, finaliza.

Com presença em social, mídia paga, creators e ativações nas ruas, a campanha, idealizada pela Monks e com o PR desdobrado pela Loures, busca manter uma expectativa alta e constante ao longo do mês, estimulando a descoberta de marcas, categorias e novidades disponíveis na plataforma.

Warm-up e Dia do Consumidor

Como desdobramento da campanha, no dia 03 de março a Privalia promove uma mecânica exclusiva em seu ambiente digital, oferecendo R$100 de cashback e frete grátis para todo Brasil, em compras acima de R$399, além de cupons exclusivos no app. Já no dia 13 de março, data que a companhia passa a assumir como o seu próprio Dia do Consumidor, a marca prepara uma série de ações e vantagens exclusivas, como desconto progressivo e melhores oportunidades de compra. Afinal, na sexta-feira 13, a intenção é inverter a lógica da superstição e posicionar a data como um momento potencialmente inimaginável de sorte para quem estiver atento às oportunidades na plataforma.

Startup de CRM voltada à gestão de creators prevê expansão acelerada com IA no próximo ano

Uma ferramenta de inteligência artificial desenvolvida para análise de conteúdo de influenciadores digitais tem reduzido em até 40% o tempo que marcas gastam validando vídeos publicados por creators. A tecnologia classifica automaticamente os materiais e verifica se estão alinhados às diretrizes estabelecidas no briefing da campanha.

Desenvolvido pela Inbazz, plataforma de gerenciamento de influenciadores, o sistema analisa três elementos ao mesmo tempo: as orientações da campanha, as imagens do vídeo e o áudio. Com base nesse cruzamento, classifica cada conteúdo como “Aprovado”, “Em Alerta” ou “Reprovado” e apresenta uma justificativa detalhando pontos que atendem ao briefing, aspectos que precisam de ajuste e eventuais violações às diretrizes da marca.

Na prática, enquanto a análise manual de cada vídeo demanda cerca de cinco minutos, o modelo de IA leva 15 segundos para processar o mesmo conteúdo. A Inbazz testou a solução com uma marca parceira e considera a funcionalidade em fase beta. A redução de 40% no tempo leva em conta que conteúdos classificados como “Aprovados” ou “Reprovados” dispensam revisão manual, enquanto aqueles marcados como “Em Alerta” seguem para análise humana.

“O mercado de creators cresceu rápido e trouxe um gargalo operacional para as marcas: como garantir que centenas de conteúdos publicados mantenham consistência? A validação manual consome tempo e está sujeita a interpretações diferentes. Automatizar essa triagem inicial libera as equipes para decisões estratégicas”, afirma Matheus Barcelos, CEO da Inbazz.

A ferramenta avalia aspectos como presença e posicionamento do produto no vídeo, clareza da mensagem, alinhamento ao tom da marca, qualidade técnica e adequação do estilo do creator à estratégia. Segundo a Inbazz, a solução reduz riscos de imagem ao identificar antecipadamente problemas como linguagem inadequada, produto mal posicionado ou mensagens contraditórias.

Mercado de R$ 250 bi impulsiona inovação

Fundada em 2024 e investida por Antler e Stamina VC, a Inbazz registrou crescimento de faturamento de R$ 540 mil para R$ 4,8 milhões no último ano ao automatizar processos de gestão de campanhas com influenciadores. de marcas como  Farm, Insider, Liv Up, Max Titanium e Três Corações

O avanço reflete uma demanda crescente do mercado de creator economy, que movimenta mais de US$ 250 bilhões ao ano globalmente e deve dobrar até 2027, segundo projeção da Goldman Sachs. No Brasil, o uso de influenciadores se consolidou em setores como moda, alimentação e beleza, pressionando empresas a buscar ferramentas que transformem dados de conteúdo em insumos para ajustes estratégicos e justificativa de investimentos.

Guilherme Matiello assume como VP Executivo de Supply Chain, Vendas e Operações na UP2TECH

UP2TECH, empresa global de tecnologia com forte presença na distribuição de eletrônicos e no setor B2B e B2C, anuncia a chegada de Guilherme Matiello como Vice-Presidente Executivo de Supply Chain, Vendas e Operações. A movimentação coloca sob uma única liderança três pilares críticos do negócio: cadeia de suprimentos, estratégia comercial e execução operacional.

Executivo C-Level com mais de 20 anos de trajetória, Mattielo acumulou passagens por Google, iFood, Walmart, KaBuM!, Magazine Luiza, GPA e Larroudé. Ao longo da carreira, liderou operações B2B e B2C, estruturas omnichannel, marketplaces e gestão industrial, com forte domínio de P&L, S&OP e estratégias de go-to-market.

Entre os marcos de sua trajetória estão a migração do Walmart.com para o modelo 3P, a participação no processo de venda do KaBuM! ao Magazine Luiza por R$ 3,5 bilhões e a atuação na digitalização do varejo brasileiro no Google, incluindo a consolidação da Black Friday como evento de escala nacional.

Na UP2TECH, seu desafio será integrar de ponta a ponta a operação, conectando supply chain, vendas e performance operacional para ampliar margem e acelerar crescimento sustentável.

“A integração entre cadeia de suprimentos, estratégia comercial e execução é o que transforma complexidade em vantagem competitiva. O foco é estruturar escala com disciplina operacional e visão de longo prazo, garantindo eficiência e geração consistente de valor”, afirma Matiello.

Para Rodrigo Abreu, CEO da UP2TECH, a chegada do executivo representa um movimento estruturante. “Estamos fortalecendo nossa governança executiva com uma liderança que combina visão estratégica e profundidade operacional. A experiência do Guilherme em ambientes de alta escala e transformação será decisiva para elevar nosso nível de eficiência e sustentar nosso próximo ciclo de expansão”.

Walmart recruta talentos de TI com processo seletivo gamificado dentro do Fortnite

A Thunder Games em parceria com a GMD, estúdio brasileiro especializado na criação de experiências interativas e mapas personalizados em plataformas como Fortnite, Roblox e Minecraft, acaba de assinar um projeto inovador para o Walmart. A empresa desenvolveu um processo seletivo totalmente gamificado para a área de tecnologia da varejista, transformando o recrutamento em uma experiência imersiva dentro do Fortnite Creative.

Batizado de Walmart Techlab, o projeto nasceu com o objetivo de tornar o processo seletivo de TI mais atrativo para desenvolvedores, conectando a marca a um público altamente qualificado e alinhado à cultura digital. A solução criada pela Thunder Games utiliza um mapa exclusivo, no qual os candidatos participam de desafios lógicos e sistêmicos que simulam situações reais do dia a dia profissional.

No Walmart Techlab, os participantes percorrem seis salas de puzzle guiados por um mentor virtual, o robô R3K. Em cada etapa, os jogadores precisam “programar” ações para resolver desafios como navegação por grades, sincronização de elevadores, separação de caixas por cor e ativação de mecanismos, colocando em prática raciocínio lógico, clareza de pensamento e visão sistêmica, sem depender de habilidades avançadas em games 

Além da experiência imersiva, o projeto se destaca pelo uso de avaliação orientada por dados. Durante a jornada, o sistema coleta métricas como tempo de sessão, tempo gasto em cada desafio, número de tentativas, falhas e progressão geral, oferecendo ao Walmart uma leitura precisa do desempenho técnico e comportamental dos candidatos 

O sucesso do processo seletivo gamificado fez com que o Walmart ampliasse a iniciativa. O mapa evoluiu para um campus virtual, que passa a incluir simulações voltadas a outras áreas da empresa, como Marketing, Administração, TI e Finanças. A nova fase incorpora desafios de gestão de recursos, resolução de conflitos e tomada de decisão, ampliando o uso da plataforma como ferramenta de recrutamento e desenvolvimento interno.

A GMD, consultoria digital especializada em tecnologia e soluções de transformação de experiência, atuou como parceira estratégica da Thunder Games na concepção e operacionalização do Walmart Techlab. Segundo a GMD, o projeto vai além de um processo seletivo tradicional e representa uma nova forma de humanizar a conexão entre marcas e talentos tecnológicos.

Unir a expertise da Thunder Games com nossa visão de experiência digital permitiu criar algo verdadeiramente inovador. O Walmart Techlab não só mapeia competências técnicas, como também devolve ao candidato uma jornada memorável e alinhada às expectativas das gerações mais conectadas, afirma a GMD.

Segundo a Thunder Games, projetos como esse oferecem vantagens claras para marcas que desejam inovar na comunicação e no relacionamento com talentos: engajamento real com audiências jovens, diálogo direto com a Geração Z, geração de dados comportamentais, além de baixo custo por impacto quando comparado a campanhas tradicionais 

Games como plataforma de marketing e negócios

A Thunder Games atua na criação de mapas personalizados em Fortnite Creative, Roblox Studio e Minecraft, ecossistemas que somam centenas de milhões de usuários ativos mensalmente, majoritariamente jovens e altamente engajados. A empresa já desenvolveu projetos para marcas como Brasilprev, Banco do Brasil, além de iniciativas ligadas a entretenimento, educação e branded content 

“Os games deixaram de ser apenas entretenimento e se tornaram plataformas estratégicas de marketing, recrutamento e relacionamento com marcas. O case do Walmart mostra como experiências jogáveis podem gerar valor real para o negócio”, destaca Bruna Simões, CEO da Thunder Games.

Mais informações sobre a empresa e seus projetos estão disponíveis em https://www.thundergames.com.br

Padronizar ou adaptar? O dilema dos sistemas corporativos na era digital

A escolha entre sistemas corporativos padronizados ou adaptados permanece como uma das decisões mais relevantes para líderes de tecnologia. O avanço da transformação digital, aliado à automação, à integração de dados e ao uso crescente de inteligência artificial, ampliou o impacto dessas escolhas, que hoje influenciam diretamente a eficiência operacional, a governança e a capacidade de resposta das empresas às mudanças do mercado.

A evolução dos sistemas intensificou a complexidade das operações e elevou a expectativa por plataformas capazes de integrar diversos fluxos de trabalho e fornecer informações confiáveis em tempo real. Esse cenário impulsiona a reavaliação de soluções de gestão em busca de flexibilidade e escala, embora a cobertura integral das particularidades de cada negócio, mesmo com os avanços tecnológicos, permaneça como um desafio recorrente.

Sistemas corporativos padrão evoluíram para atender a uma ampla gama de procedimentos de mercado, mas dificilmente cobrem, de forma integral, todas as particularidades de cada organização. A necessidade de ajustes ou extensões normalmente surge quando existem diferenciais competitivos relevantes, exigências regulatórias específicas, conexões com ecossistemas legados ou digitais, ou ainda modelos operacionais que não se encaixam plenamente nos fluxos padrão do ERP.

Estratégias de adaptação e a consolidação da nuvem

O mercado global de software empresarial mantém uma trajetória consistente de crescimento, impulsionado pela busca por maior visibilidade das operações. De acordo com análises da Gartner, as soluções de gestão seguem entre os principais destinos de investimento em tecnologia, com destaque para arquiteturas de nuvem que oferecem atualização contínua, escalabilidade e sinergia com ferramentas analíticas e de automação.

A adoção de modelos cloud reduz a dependência de infraestrutura local e acelera a adequação a novas demandas. Diante dessa evolução, o debate atual ultrapassa a dúvida sobre a execução de customizações para focar na viabilidade estratégica de onde e como adaptá-las. O princípio de preservação do código original, orientado pela estratégia de Clean Core, determina que alterações profundas no núcleo do ERP sejam evitadas, priorizando extensões side-by-side, uso de APIs e serviços na camada de plataforma. Ainda assim, há contextos em que ajustes controlados no software são legítimos e necessários, contanto que executados sob governança, rastreabilidade e o suporte de modelos de AMS voltados à sustentação tecnológica.

Desenvolvimento sob medida e governança técnica

A necessidade de atender demandas exclusivas, regras operacionais específicas ou requisitos regulatórios leva, em alguns casos, ao desenvolvimento de soluções sob medida. Tecnologias como microsserviços, APIs e abordagens nativas em nuvem ampliam essa possibilidade ao permitir estruturas mais modulares, criando espaço para inovação sem intervenções profundas no sistema principal.

Esse tipo de iniciativa exige disciplina técnica, manutenção contínua e visão de longo prazo, pois a ausência de governança adequada pode resultar em aumento de custos operacionais e dificuldades na evolução do ecossistema. Para mitigar esses riscos, o uso de ferramentas desacopladas e extensões externas permite atender necessidades específicas sem comprometer a estabilidade do núcleo tecnológico, garantindo controle de impacto e alinhamento com ciclos de atualização.

Arquiteturas híbridas e a resposta à complexidade operacional

A variabilidade das atividades de negócio e o rigor dos processos críticos demandam uma estrutura bem definida e modular. Processos altamente padronizáveis colhem benefícios ao priorizar as funcionalidades nativas do ERP, o que reduz o custo de manutenção e aumenta a previsibilidade operacional. Por outro lado, fluxos que representam diferenciação estratégica, alto volume transacional, regras específicas ou forte conectividade com canais externos exigem arquiteturas mais flexíveis.

Uma infraestrutura de nuvem moderna permite aliar a eficiência do ERP a modelos híbridos sustentados por extensões independentes e camadas de integração externas. Esse equilíbrio entre estabilidade, escalabilidade e potencial de inovação garante que as decisões de negócio sobre a conveniência de customizar sejam integralmente respeitadas.

Os sistemas corporativos deixam de ser apenas ferramentas de suporte para se tornarem pilares essenciais da longevidade institucional na economia digital. Ao estabelecer o equilíbrio ideal entre padronização, personalização e conectividade, as empresas asseguram a criação de estruturas resilientes e preparadas para as transformações futuras, consolidando sua competitividade em um mercado em constante mudança.

“O Brasileiro que Decifrou a China” é um manual prático da cultura chinesa aplicada aos negócios

Traduzir a China vai muito além de passar palavras de um idioma para outro. É traduzir mentalidade, hierarquia, tempo, risco e, principalmente, confiança. Na China, isso tem nome: guanxi. É a rede de relações que sustenta decisões comerciais. Muitos negócios fracassam não por preço ou qualidade, mas por não entender essa lógica. Esse é um dos principais segredos revelados por Theo Paul Santana, brasileiro que há 15 anos vive, estuda, negocia dentro da China e que acaba de lançar o livro “O Brasileiro que Decifrou a China”. A obra une relato pessoal, bastidores de negociações e análise cultural para explicar como o país funciona além dos estereótipos econômicos, surgindo em um momento em que a China consolida seu papel como centro decisório da economia global.

O consultor em negócios internacionais é fundador do Destino China – plataforma de inteligência de mercado que conecta empresários brasileiros a oportunidades reais no mercado chinês. Com agenda confirmada no Brasil, Theo estará em São Paulo para o lançamento oficial que será realizado no dia 10 de março, às 19h, na Livraria Drummond, localizada na Av. Paulista, 2073, no prédio do Conjunto Nacional, na capital paulista. A abertura contará com um bate-papo inicial com o autor sobre cultura de negócios chinesa, oportunidades para empresas brasileiras e os bastidores de quem vive há mais de uma década no principal centro produtivo do mundo. “Entender a China hoje é entender o futuro dos negócios”, afirma o especialista.

Mais do que relato pessoal, a obra funciona como um manual prático da cultura chinesa aplicada aos negócios. O livro traduz os códigos invisíveis sobre como decisões são tomadas, como a confiança é construída e por que cultura ainda define o sucesso ou o fracasso de muitos negócios internacionais.

Entender a China não é apenas saber números de exportação ou tendências tecnológicas. 

Theo possui MBA em Gestão de Negócios pelo Beijing Institute of Technology e doutorando em Comércio Internacional pela Shanghai Jiao Tong University, uma das instituições mais prestigiadas da Ásia. Sua formação acadêmica foi construída no mesmo ambiente onde se formam executivos, engenheiros e formuladores de política industrial chinesa. Essa vivência permitiu que ele acompanhasse de perto a transformação do país:

– da China fábrica para a China tecnológica

– do “Made in China” para o “Designed in China”

– da indústria de baixo custo para a liderança em eletrificação, digitalização e consumo

O livro mostra como essa transformação impacta diretamente o Brasil — seja nas cadeias produtivas, no comércio exterior ou na forma como empresas brasileiras precisam se preparar para negociar com parceiros chineses.

Muito além do relato pessoal

“O Brasileiro que Decifrou a China” não é apenas um livro de memórias. É também um guia de leitura sobre:

✔ os erros mais comuns de empresários brasileiros ao negociar com a China

✔ como a guanxi, ou seja, cultura chinesa influencia decisões comerciais

✔ o papel da confiança nas relações de longo prazo

✔ as diferenças de mentalidade entre Brasil, China e Ocidente

✔ o impacto da ascensão chinesa na indústria e no consumo global

Ao longo da obra, Theo mostra que muitas negociações fracassam não por preço ou qualidade, mas por desconhecimento cultural. Para ele, traduzir a China vai além do idioma: envolve traduzir lógica, tempo, hierarquia, percepção de risco e forma de construir relacionamento.

Ao longo da obra, Theo mostra que a China não pode ser lida apenas como mercado, mas como sistema — onde Estado, indústria, tecnologia e cultura caminham juntos. “A China não pensa trimestre. Ela pensa década. E quem negocia com ela precisa sair da lógica imediatista”, afirma Theo.

Principais trechos do livro

Cultura e Negócios

“Na China, você não entra em um negócio pela porta da empresa. Entra pela porta da relação. Antes de falar de preço, fala-se de confiança. Antes de discutir contrato, constrói-se convivência. O ocidental quer garantias jurídicas; o chinês quer garantias humanas. Quem ignora essa ordem, começa a negociação já em desvantagem.”

O erro que virou lição

“Eu mesmo já errei. No início, apresentei um cliente brasileiro a um fornecedor chinês e levei uma proposta fechada, objetiva, direta — do jeito que aprendemos no Brasil. A resposta foi um sorriso educado e um silêncio que durou semanas. Depois descobri que o erro não foi a proposta, mas o ritmo. Faltou tempo de convivência, de confiança, de alinhamento informal. Na China, pressa é vista como insegurança. Aprendi que negociar ali exige paciência estratégica.”

Visita à fábrica

“Um empresário brasileiro me disse que já tinha negociado tudo por e-mail: preço, volume, prazo. Achava que estava pronto para fechar o contrato. Quando chegamos à fábrica na China, o diretor nos recebeu com chá, mostrou a linha de produção e, por duas horas, não falou de negócio. Falou da família, da história da empresa, da cidade. Só no final comentou: ‘Agora podemos falar de cooperação’. Naquele momento, o empresário entendeu que não estava ali para confirmar um acordo — estava ali para começar uma relação.”

A transformação da China

“Eu cheguei a um país conhecido como a fábrica do mundo. Vi esse mesmo país se transformar em laboratório global de tecnologia, mobilidade elétrica e consumo digital. A China deixou de produzir apenas para os outros e passou a produzir para si — e, nesse processo, redefiniu o que o mundo consome, como consome e por que consome.”

Mentalidade de longo prazo

“O Brasil negocia olhando o próximo trimestre. A China negocia olhando a próxima década. Enquanto discutimos preço, eles discutem posicionamento estratégico. Enquanto pensamos em oportunidade, eles pensam em permanência. Entender essa diferença de tempo é entender por que tantos acordos fracassam antes mesmo de começarem.”

SERVIÇO

Livro: O Brasileiro que Decifrou a China: 15 Anos Decifrando a China por Dentro

Autor: Theo Paul Santana

Data do lançamento presencial: 10/03, às 19h

Local: Livraria Drummond – Av. Paulista, 2073 – Conjunto Nacional

E-book disponível em: Amazon Brasil

Link: https://www.amazon.com.br/Brasileiro-que-Decifrou-China-Decifrando-ebook/dp/B0GHS6ZS44

Mercado Pago atinge R$ 139 milhões em recuperação de dívidas atrasadas de clientes com estratégia digital de renegociação em parceria com Serasa Experian

O Mercado Pago, instituição financeira do Grupo Mercado Livre, recuperou R$ 139 milhões em dívidas de clientes no último bimestre de 2025 por meio do Limpa Nome, plataforma de renegociação da Serasa. O resultado é fruto da ampliação da parceria entre as empresas e da evolução do modelo operacional, que passou de trocas periódicas de bases para uma integração direta via API, tornando a estratégia de recuperação mais escalável e eficiente.

A mudança permitiu ampliar significativamente o número de devedores elegíveis, reduzir fricções operacionais e oferecer uma jornada de negociação mais clara ao consumidor. Na prática, o novo modelo aumentou o alcance da estratégia e melhorou a experiência de quem busca regularizar suas pendências financeiras com o Mercado Pago.

O impacto fica evidente na comparação anual: no último bimestre de 2024, a recuperação das dívidas atrasadas foi de R$ 64 milhões. Um ano depois, o valor mais que dobrou, chegando aos R$ 139 milhões.

“Essa evolução da parceria com a Serasa marcou um avanço importante na nossa estratégia de recuperação de crédito. Vimos que havia um match de 93% de consumidores que já eram cadastrados no app da Serasa. Com isso, avançamos para uma integração via API que nos permitiu ganhar escala, ampliar a base elegível e oferecer uma jornada de negociação mais simples e alinhada ao momento financeiro de cada cliente”, afirma Eric Uemura, Diretor de Recuperação de Crédito do Mercado Pago.

No último bimestre de 2025, o valor total de acordos fechados chegou a R$ 205 milhões, com mais de 1 milhão de clientes renegociando dívidas com o Mercado Pago. Desse total, mais de 860 mil consumidores efetuaram o pagamento.

“A parceria com o Mercado Pago mostra como a integração entre dados, tecnologia e canais digitais pode transformar a recuperação de crédito em escala. O bom resultado obtido na primeira fase da parceria nos permitiu evoluir para um modelo integrado via API. Com isso, conseguimos ampliar o alcance, reduzir fricções e oferecer uma experiência de renegociação mais eficiente, alinhada às necessidades reais do consumidor”, afirma Samira Leite, Gerente Executiva de Negócios da Serasa.

LinkedIn Learning destaca mais de 300 cursos alinhados às habilidades prioritárias do mercado de trabalho para 2026

Diante de um cenário em que um em cada cinco profissionais no mundo afirma que a falta de qualificação adequada dificulta sua busca por emprego, o LinkedIn, maior rede social profissional do mundo, reforça seu compromisso com o desenvolvimento profissional ao reunir, por meio do LinkedIn Learning, mais de 300 cursos alinhados às Habilidades em Alta 2026 no Brasil. Como parte da iniciativa, uma curadoria especial de conteúdos está sendo disponibilizada gratuitamente até 23 de março.

A edição deste ano do levantamento aponta uma mudança estrutural nas competências mais demandadas pelas empresas, com destaque para inteligência artificial, comunicação estratégica, integração de sistemas, gestão operacional e segurança digital. À medida que as funções incorporam IA, novos sistemas e decisões orientadas por dados, cresce a demanda por profissionais capazes de combinar competências técnicas, estratégicas e comportamentais, reforçando a importância da atualização contínua.

Atualmente, o LinkedIn Learning disponibiliza:

  • +80 cursos em Estratégia de IA, Plataformas e Sistemas Inteligentes
  • +70 cursos em Marketing, Comunicação e Storytelling Estratégico
  • +60 cursos em Engenharia de Software, APIs e Desenvolvimento de Sistemas
  • +40 cursos em Gestão de Programas, Projetos e Operações
  • +40 cursos em Segurança da Informação, Cibersegurança e Conformidade Técnica

Como parte do compromisso do LinkedIn em apoiar o desenvolvimento contínuo dos(as) profissionais, a plataforma está oferecendo gratuitamente uma curadoria especial com mais de 20 cursos relacionados às habilidades da lista, disponíveis até 23 de março, todos em português. Entre eles, destacam-se:

“Estamos vendo uma mudança estrutural nas competências mais demandadas pelas empresas no Brasil. A inteligência artificial e a tomada de decisão orientada por dados já não são diferenciais, mas parte do cotidiano de diversas funções. Ao conectar a lista de Habilidades em Alta a uma oferta robusta de cursos no LinkedIn Learning queremos apoiar profissionais e empresas nesse processo de atualização contínua, transformando tendência em desenvolvimento prático”, afirma Ana Claudia Plihal, Executiva de Soluções de Talentos do LinkedIn no Brasil.

Os conteúdos estão disponíveis na página oficial do LinkedIn Learning