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Sinch destaca Brasil como mercado avançado em mensageria conversacional e aposta em RCS com PIX e autenticação avançada

A integração entre marketing, atendimento e tecnologia de dados tornou-se um dos principais desafios estratégicos das empresas que buscam melhorar relacionamento e geração de receita. Para a Sinch, líder global em comunicações em nuvem, o diferencial competitivo está na capacidade de organizar dados, estruturar a jornada do cliente e transformar interações em conversas seguras e transacionais.

“Marketing e atendimento muitas vezes operam como áreas separadas dentro das empresas, mas falam com o mesmo cliente. Se a jornada não estiver integrada, a experiência se fragmenta”, avalia a Julia Fraser, vice-presidente da Sinch North America.

Segundo a Sinch, o mercado está migrando de comunicações isoladas para jornadas conversacionais estruturadas, onde o momento, o contexto e o canal fazem diferença direta nos resultados de negócio.

A empresa observa que muitos clientes estão em fase de testes e pilotos, reorganizando CRM, arquitetura de dados e fluxos de interação. “Não é simples. Exige preparo interno. Mas quando a empresa consegue entregar a mensagem certa, no momento certo, o impacto em KPI é claro — seja aumento de conversão, redução de abandono ou melhoria de resolução”, reforça Fraser.

O setor aéreo é citado como exemplo clássico: reacomodação rápida, comunicação contextual e eliminação de fricção substituem experiências tradicionais como longas filas ou URAs ineficientes. Um dos pontos destacados é o papel do Brasil como mercado maduro em mensageria conversacional. A operação local tornou-se referência interna, exportando conhecimento para outras regiões.

“O Brasil está à frente de muitos mercados quando falamos de conversas digitais. Temos casos avançados aqui e equipes globais baseadas no país”, explica Julia. A Sinch mantém no Brasil seu time global de antifraude e mitigação, além de equipes de inteligência artificial e soluções. A escolha foi estratégica: alto nível de adoção tecnológica e forte ecossistema de talentos.

A empresa anunciou o desenvolvimento de jornadas conversacionais via RCS com PIX integrado, permitindo que pagamentos aconteçam dentro da própria experiência de mensagem.

“O RCS começa como mensageria rica e verificada, mas evolui para casos mais complexos, incluindo pagamento e transação. No Brasil, integrar PIX é fundamental”, avalia a executiva. A estratégia reflete o posicionamento da Sinch como empresa global com adaptação local. A jornada RCS com PIX estará disponível aos clientes para ampliar conversão e simplificar experiências.

A Sinch reforça que um dos diferenciais do RCS é o processo estruturado de verificação de marca. Empresas passam por validação formal antes de operar no canal, o que permite que a mensagem apareça com identidade oficial e selo de verificação.
 

“Você não pode usar uma marca no RCS sem passar pelo processo de autenticação. Isso cria um nível de confiança superior ao SMS tradicional. A empresa vê forte potencial do RCS em setores como serviços financeiros, onde a segurança da comunicação é essencial”)”, aponta Fraser. No campo de autenticação, a companhia observa uma transição gradual do SMS tradicional para soluções mais avançadas, como autenticação silenciosa (zero-click authentication).

“A verificação está evoluindo. Algumas empresas vão migrar para RCS, outras para WhatsApp ou autenticação silenciosa. Não é uma substituição imediata, mas um processo evolutivo”, verifica a vice-presidente. A Sinch possui solução própria de autenticação e trabalha no desenvolvimento contínuo dessas tecnologias. Para a empresa, a convergência entre conversa e pagamento é um movimento natural do mercado. “Para o consumidor, conversar e transacionar no mesmo ambiente é intuitivo. O desafio é garantir que confiança e segurança estejam no centro dessa evolução”, conclui.

Com presença em mais de 60 países, a Sinch aposta que 2026 será um ano decisivo para consolidação de experiências conversacionais mais completas, especialmente na América Latina, onde o Brasil representa cerca de 70% do negócio regional da companhia.

Criatividade e propósito se tornam os maiores diferenciais da nova economia na era da IA

A ascensão recente da inteligência artificial generativa tem provocado mudanças profundas no modo como pessoas e empresas estruturam trabalho, criatividade e tomada de decisão. Ferramentas como o ChatGPT, que se tornou a plataforma de crescimento mais rápido da história ao alcançar 100 milhões de usuários em apenas dois meses, ultrapassando inclusive o TikTok, aceleraram um processo de adoção que antes levaria anos.

No Brasil, a expansão também é evidente. Segundo estudo do Sebrae, 44% dos empreendedores de micro e pequenas empresas afirmam já ter utilizado algum tipo de IA. Esse cenário revela um movimento distinto das ondas tecnológicas anteriores, tradicionalmente lideradas por grandes corporações. Paralelamente, cresce a preocupação com burnout e com a falta de tempo para atividades de imaginação e inovação, mostrando que o debate sobre IA vai muito além da automação de tarefas.

O verdadeiro impacto da IA não está apenas em substituir tarefas mecânicas, mas em liberar espaço para que habilidades exclusivamente humanas, como empatia, propósito e curiosidade, ganhem centralidade. A nova economia exige produtividade com profundidade. A tecnologia, quando bem utilizada, devolve ao indivíduo o tempo necessário para exercitar pensamento crítico, criatividade e visão estratégica. Mais do que uma ferramenta de eficiência, ela se torna aliada no resgate do que nos torna únicos como espécie.

Durante o InovaTalks, Walter Longo, uma das vozes mais experientes do país em inovação e estratégia, reforça essa perspectiva ao afirmar que “nenhum humano será melhor que uma máquina, mas nenhuma máquina será melhor que um humano com uma máquina”. Para ele, a IA não possui vontade nem intencionalidade: apenas executa. Assim, o diferencial continuará sendo justamente aquilo que a tecnologia não tem, emoção, repertório e propósito. Longo também destaca que a inovação é uma postura mental, em que o verdadeiro inovador é aquele que já foi ao futuro e olha de lá para o presente.

Além disso, Longo propõe uma leitura original sobre o avanço da IA no mercado, a adoção precoce por pequenos empresários e por pessoas mais velhas, invertendo a lógica tradicional da inovação, ele acrescenta ainda que o maior risco não está na tecnologia, mas no excesso de estímulos que têm eliminado o ócio criativo, momento em que, o cérebro reorganiza ideias e produz insights essenciais para a inovação. Esses apontamentos ajudam a iluminar dilemas contemporâneos sobre atenção, criatividade e direção estratégica.

A partir dessas reflexões, é possível observar que a IA inaugura uma nova fronteira competitiva. Em vez de privilegiar apenas habilidades analíticas e operacionais, o mercado passa a valorizar repertório, sensibilidade humana e capacidade de conectar pontos. Empresas que integram inteligência artificial ao lado da inteligência emocional tendem a criar produtos mais relevantes, experiências mais empáticas e estratégias mais adaptáveis em um ambiente de transformação acelerada.

No campo da educação e da formação profissional, esse movimento já começa a se traduzir em novas práticas. A IA pode assumir funções de tutoria personalizada, permitindo que escolas e organizações dediquem mais tempo ao desenvolvimento de competências humanas, colaboração, ética, criatividade e pensamento crítico. Essa redistribuição de papéis não apenas eleva a eficiência da aprendizagem, como prepara profissionais para um mundo em que a tecnologia será abundante, mas a humanidade será o diferencial.

Em ambientes corporativos, a tendência é que lideranças adotem uma visão mais ampla sobre transformação digital. Não basta adotar ferramentas de IA; é necessário integrar essas tecnologias a uma cultura que incentive reflexão, experimentação e diversidade de experiências. Boas decisões raramente vêm do excesso de velocidade, mas da combinação entre dados, intuição e compreensão profunda do contexto.

Portanto, à medida que a inteligência artificial se torna parte do cotidiano, o verdadeiro desafio será preservar e valorizar o que nos torna humanos. A tecnologia tende a se tornar um recurso básico, amplamente disponível — mas habilidades como empatia, propósito, generosidade e entusiasmo ocuparão o centro das próximas décadas. É nesse equilíbrio entre máquina e humanidade que reside o real potencial da nova economia: criar empresas mais conscientes, mais criativas e mais conectadas com o seu tempo.

*Especialista no desenvolvimento de projetos que integram marketing e inovação estratégica para transformar marcas em negócios altamente competitivos, Rico Araujo é CEO da PX/Brasil e Conselheiro de Inovação. Acesse o InovaTalks por meio do link: https://inovatalks.com.br

Após movimento do Mercado Livre, automação vira regra no varejo online

A Magis5, plataforma de automação e integração de marketplaces, anunciou o lançamento de sua nova funcionalidade: Gestão Automática de Preços.

A ferramenta foi desenvolvida como uma resposta imediata às recentes mudanças na política de preços do Mercado Livre, que agora monitora em tempo real os valores praticados pelos vendedores tanto dentro quanto fora da plataforma, exigindo que o preço mais baixo seja mantido no marketplace.

O movimento acendeu um alerta entre os sellers com presença neste marketplace, que agora precisam se ajustar rapidamente e aprimorar sua gestão para evitar as penalizações — que vão desde queda de relevância e redução drástica de visibilidade até, em último caso, a suspensão do anúncio.

“Criamos o Gestão Automática de Preços para garantir a competitividade das ofertas dos sellers e impedir que anúncios sejam suspensos por descumprimento das novas diretrizes”, explica Claudio Dias, CEO da Magis5.

Segundo ele, a ferramenta automatiza a análise comparativa de valores e ajusta os preços de forma inteligente, reduzindo riscos operacionais e mantendo os vendedores conforme as regras do Mercado Livre.

Tecnologia como vantagem competitiva

Para Claudio Dias, a mudança visa reforçar a competitividade do Mercado Livre perante o mercado. Porém, levantou uma preocupação entre lojistas que operam em múltiplos canais.

“Acompanhar preços manualmente, em grande volume, é inviável para quem gerencia dezenas, centenas ou até milhares de anúncios. Nesse cenário, a automação se torna indispensável”, destaca.

A nova ferramenta da Magis5 centraliza a inteligência da operação, permitindo monitorar valores e ativar regras automáticas de precificação. O sistema interpreta dados e orienta correções para manter a operação nas normas, reduzindo drasticamente o risco de penalidades.

A ferramenta lançada permite ao seller:

  • mapear anúncios com preços fora do recomendado, com base nos dados oficiais do Meli;
  • visualizar todos os anúncios com status em tempo real;
  • receber recomendações do próprio marketplace, importadas automaticamente;
  • ativar ajustes automáticos de preços conforme regras definidas;
  • filtrar produtos por quatro critérios: sugestões de ajuste, anúncios sem automação, preço mínimo acima da concorrência e automação pausada.

A funcionalidade também reúne e interpreta dados, orienta correções e mantém a operação nas normas, reduzindo o risco de penalidades que afetam vendas e visibilidade.

A funcionalidade já está acessível para a base de clientes na aba Produtos → Mercado Livre → Gestão de Preços.

Consumidor mais volátil pressiona margens e redefine estratégia do varejo digital

O varejo digital enfrenta um consumidor mais informado e menos previsível. Segundo a Global Consumer Insights Survey, da PwC, 79% dos brasileiros pesquisam produtos antes de comprar, contra 56% da média global. Essa jornada distribuída entre múltiplos canais infla os custos de aquisição, reduz a previsibilidade de conversão e pressiona as margens operacionais.

Na prática, a decisão de compra tornou-se volátil. O cliente alterna entre plataformas com rapidez e pode iniciar o contato nas redes sociais, pesquisar em marketplaces e visitar lojas físicas antes de concluir ou abandonar o pedido. Essa fragmentação, somada ao aumento das devoluções e à troca frequente de marcas, compromete os modelos tradicionais de planejamento baseados apenas em históricos e sazonalidades.

Para o varejo, o cenário implica maior risco de ruptura ou excesso de estoque. “Sem integração de dados e leitura em tempo real do comportamento, o varejo perde a capacidade de prever movimentos da demanda e proteger sua rentabilidade”, afirma Alexandre Mendes, Sócio-CMO da Lope Digital Commerce.

A resposta para essa instabilidade reside na transformação de sinais de navegação em decisões de inventário. Isso envolve monitorar desde o comportamento de scroll no mobile até a sensibilidade ao valor do frete no checkout. Ao cruzar esses dados comportamentais com indicadores de margem e custo logístico, o varejista deixa de apenas reagir ao passado para antecipar movimentos de mercado.

Essa inteligência viabiliza decisões de alta precisão. Se o sistema detecta, por exemplo, um pico de buscas por ar-condicionado em uma região onde a previsão indica onda de calor, a empresa pode automatizar o rebalanceamento do estoque local e disparar campanhas de mídia geolocalizadas apenas onde há disponibilidade. O resultado é a redução do custo de aquisição (CAC) e a blindagem da margem, evitando promoções agressivas e desnecessárias para desovar produtos parados.

A leitura integrada se estende à coordenação entre canais físicos e digitais. Informações sobre visitas às lojas, interações sociais e histórico de compras, quando combinadas, permitem personalizar ofertas e reduzir fricções. Um cliente que pesquisou online e visitou a unidade física pode receber um lembrete personalizado dias depois, enquanto o estoque é reabastecido com base em tendências regionais captadas em tempo real.

“A disputa deixou de ser por preço e passou a ser por relevância. Quem entrega a oferta certa, no momento certo e no canal certo, constrói fidelização e preserva o lucro. Isso exige disciplina analítica e velocidade na execução”, conclui Mendes.

Influenciadores buscam a capitalização para ampliar credibilidade dos seus sorteios

A profissionalização das ações promocionais nas redes sociais tem levado influenciadores digitais a buscarem modelos seguros e regulamentados para a realização de sorteios. Nesse contexto, a capitalização se consolida como uma alternativa juridicamente estruturada, alinhada às normas da Superintendência de Seguros Privados (SUSEP) que agrega credibilidade às iniciativas voltadas ao engajamento do público.

No centro desse movimento está a ApliCap Capitalização, sociedade de capitalização especializada na modalidade Filantropia Premiável e Incentivo e responsável por regulamentar sorteios de alguns dos maiores influenciadores do Brasil. A empresa que acaba de completar 15 anos de atuação no setor, tornou-se referência pela transparência e pelo modelo que une entretenimento e solidariedade. 

Para o diretor da ApliCap Capitalização, Márcio Fritsch, o crescimento desse formato reflete a evolução do mercado digital e o amadurecimento dos criadores de conteúdo em relação à responsabilidade de suas ações.

 “Os influenciadores compreenderam que é possível engajar grandes audiências com sorteios seguros e, ao mesmo tempo, gerar impacto social concreto. A Filantropia Premiável profissionalizou esse processo e ampliou o alcance das causas beneficentes”, afirma.

Os resultados reforçam essa tendência. Em 2025 a ApliCap destinou mais de R$ 445 milhões a entidades beneficentes parceiras, contribuindo diretamente para o fortalecimento de iniciativas sociais em todo o país. A convergência entre alcance digital e impacto efetivo tem consolidado a Filantropia Premiável como uma das modalidades mais relevantes do mercado de capitalização.

Com a tendência de crescimento e a adesão de grandes nomes da internet, o setor deve seguir expandindo, o que reforça a solução financeira enquanto ferramenta de responsabilidade social, estreitando a conexão entre influenciadores e seus seguidores.

Dispara Aí anuncia integração com a API oficial do WhatsApp

A Dispara Aí, plataforma de automação no WhatsApp presente em mais de 15 países, passou a operar com a API oficial mantida pela Meta. A homologação marca um avanço importante, condição que aumenta a estabilidade e reduz riscos operacionais da ferramenta.

A adoção da API oficial pelo Dispara Aí ocorre em um momento em que a agilidade no atendimento se tornou determinante para resultados comerciais em todo o mundo. Dados do InsideSales mostram que responder um possível cliente nos primeiros cinco minutos pode elevar a conversão em até 21 vezes em comparação com atendimentos iniciados após 30 minutos.

Segundo a empresa, por possuir servidores distribuídos, a Meta é capaz de reduzir quedas, atrasos e falhas no envio de mensagens. Além disso, é projetada para grandes volumes, oportunizando o envio de centenas de milhares de conteúdos por dia sem riscos de banimentos e com priorização de entrega. 

“Ao contrário das alternativas não oficiais, a API homologada garante operação compatível com todas as diretrizes do aplicativo. Ela permite integrar sistemas, automatizar tarefas e gerenciar grandes volumes de mensagens com escalabilidade e profissionalismo, sem riscos de perda repentina do número da empresa”, afirma Luan Mileski, head de produto e negócios do Grupo Irrah Tech.

Segundo Luan, ferramentas não oficiais enviam mensagens como um “usuário comum”, apresentando falhas constantes. Quando o WhatsApp atualiza sua infraestrutura, essas soluções paralelas costumam travar, deixando empresas horas ou até dias sem atendimento. Já a API oficial mantém continuidade operacional mesmo durante atualizações, além de seguir integralmente as normas da Meta e as diretrizes da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD). “A comunicação via WhatsApp se tornou indispensável para empresas de todos os portes. A homologação nos permite entregar estabilidade, qualidade e conformidade”, completa Mileski.

O Dispara Aí faz parte do grupo paranaense Irrah ech, que possui um ecossistema próprio de produtos digitais, automações e integrações inteligentes, sempre com foco em autonomia tecnológica e redução de processos manuais. Hoje, a Irrah Tech atua globalmente, levando inovação para operações de diferentes portes e segmentos, com soluções baseadas em IA e comunicação avançada que impulsionam performance, produtividade e crescimento sustentável.

“A integração reforça o nosso posicionamento como solução estratégica para empresas que utilizam o WhatsApp como canal de vendas, suporte e relacionamento”, conclui o head de produto, complementando que a novidade acompanha o crescimento da plataforma, que atingiu 16 milhões de mensagens enviadas por mês e uma base superior a 650 mil usuários.

E-commerce supera R$ 230 bi em 2025 e acelera modelos de vendas recorrentes com IA

O e-commerce brasileiro ultrapassou R$ 230 bilhões em faturamento em 2025, mantendo crescimento anual próximo de 15%, segundo a Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm). O país já soma mais de 90 milhões de consumidores digitais ativos, com centenas de milhões de pedidos realizados todos os anos, de acordo com a Ebit | Nielsen. Em um cenário marcado por maior concorrência, automação e mudança no comportamento de compra, empresas têm acelerado a adoção de modelos de vendas recorrentes como forma de garantir previsibilidade e fidelização.

A consolidação da inteligência artificial nesse ambiente tem reduzido barreiras técnicas e operacionais. Hoje, mais de 50% dos consumidores brasileiros já utilizam IA para pesquisar, comparar ou decidir compras online, segundo a Salesforce (State of Commerce), enquanto cerca de 90% das empresas de e-commerce no mundo já usam ou testam IA em vendas, marketing ou atendimento, conforme estudos da McKinsey & Company e da Gartner. Nesse contexto, a Betalabs, plataforma SaaS pioneira em soluções de recorrência para e-commerce, compartilha aprendizados observados na prática do mercado.

De acordo com Luan Gabellini, cofundador da Betalabs, a recorrência deixou de ser uma estratégia restrita a grandes operações e passou a integrar o plano de crescimento de empresas de diferentes portes. “Hoje, a recorrência não é mais um diferencial exclusivo de grandes players. Com tecnologia e automação, empresas menores conseguem estruturar modelos sustentáveis, previsíveis e alinhados ao comportamento do consumidor digital”, afirma o executivo.

A seguir, ele destaca três práticas essenciais para estruturar esse modelo de forma sustentável.

1. Transforme redes sociais em canais diretos de venda recorrente

As redes sociais deixaram de cumprir apenas o papel de divulgação e passaram a integrar a jornada de compra. A incorporação de checkouts nativos, catálogos integrados e links de compra em vídeos curtos permite reduzir etapas e aumentar conversão. Quando conectadas a modelos de assinatura, essas plataformas também se tornam canais relevantes de aquisição recorrente, especialmente em um mercado com milhões de consumidores digitais ativos.

2. Use inteligência artificial para personalizar a recompra

A aplicação de IA no e-commerce tem avançado do suporte ao marketing para a gestão do relacionamento com o cliente. Algoritmos capazes de analisar histórico de compras e comportamento de navegação permitem recomendar produtos, ajustar comunicações e identificar o melhor momento para a recompra. “A recorrência depende menos de descontos e mais de relevância ao longo do tempo. A inteligência artificial permite entender quando e como o cliente quer comprar novamente, com base em dados reais”, afirma Luan Gabellini, cofundador da Betalabs.

3. Produza conteúdo como parte da experiência de compra

Conteúdos educativos, demonstrações práticas e orientações de uso ajudam o consumidor a perceber valor contínuo no produto ou serviço. Vídeos curtos, tutoriais e comunicações automatizadas reduzem dúvidas, fortalecem a confiança e contribuem para a retenção. Em modelos recorrentes, o conteúdo deixa de ser apenas ferramenta de alcance e passa a integrar a própria experiência do cliente.

Com consumidores mais informados e custos de aquisição cada vez mais elevados, o avanço das vendas recorrentes apoiadas por inteligência artificial tem se consolidado como uma resposta estratégica do e-commerce brasileiro. Ao combinar dados, tecnologia e relacionamento, empresas buscam não apenas aumentar vendas, mas construir receitas previsíveis em um mercado cada vez mais automatizado.

Gabriela Prioli e Leandro Karnal protagonizam debate no Senior Experience 2026

A segunda edição do Senior Experience 2026 terá como destaque o debate entre Gabriela Prioli e Leandro Karnal, que dividirão o palco principal do evento no dia 21 de maio, em São Paulo (SP). O encontro marca a retomada de uma parceria intelectual já conhecida do público, agora inserida em um contexto de debate sobre gestão, tecnologia e transformações no ambiente corporativo.

Ao longo dos últimos anos, Prioli e Karnal construíram interlocuções frequentes em projetos editoriais, debates públicos e espaços de formação de opinião. Os diálogos transitam por temas como direito, história, política, ética, comportamento e sociedade — tópicos que se conectam aos desafios contemporâneos enfrentados pelas organizações, especialmente em um cenário de rápidas mudanças institucionais e tecnológicas.

Gabriela Prioli é advogada, mestre em Direito Penal pela Universidade de São Paulo e doutoranda em Direito Constitucional pela Universidade de Salamanca. Antes de alcançar projeção nacional como comunicadora, atuou como sócia de um escritório de referência em Direito Penal e como professora de Processo Penal em cursos de pós-graduação. Atualmente, leciona na FADISP e se destaca pela atuação no debate público, com análises que combinam rigor técnico e linguagem acessível sobre temas jurídicos, institucionais e sociais.

Leandro Karnal, por sua vez, é doutor em História Social pela Universidade de São Paulo, membro da Academia Paulista de Letras e foi professor da Universidade Estadual de Campinas por mais de duas décadas. Autor de diversos livros e presença constante em espaços de reflexão sobre comportamento, liderança e ética, Karnal ampliou o alcance de suas ideias nos últimos anos por meio de colunas, palestras, podcasts e plataformas digitais.

O debate ocorre em um ambiente que reúne executivos, conselheiros e gestores de médias e grandes empresas, reforçando a presença de discussões conceituais em uma programação voltada à tomada de decisão, inovação e estratégia empresarial.

Evento amplia escala e presença nacional

A edição de 2026 será realizada no pavilhão C do Transamerica Expo Center, em São Paulo, ocupando uma área superior a 8 mil metros quadrados. A expectativa é reunir presencialmente mais de 2 mil participantes, além de ampliar o alcance por meio de experiências on-line.

A programação terá mais de 70 palestrantes e cerca de 50 horas de conteúdo distribuídas em palcos simultâneos, painéis e experiências interativas. Os temas abordados passam por gestão, inteligência artificial, liderança, ESG, reforma tributária, governança e gestão de pessoas, com foco na aplicação prática no ambiente empresarial.

Além das atividades de conteúdo, o evento também contará com uma feira de negócios que reúne empresas e soluções voltadas a setores como Indústria, Agronegócio, Construção e Logística.

Nomes do mercado e especialistas integram a agenda

O line-up inclui executivos de grandes companhias, especialistas em inovação, governança, dados, ESG, OKRs e transformação digital, compondo uma programação voltada a lideranças que atuam diretamente na estratégia das organizações.

Entre os nomes confirmados está Walter Longo, publicitário e administrador com trajetória em grupos como Abril, WPP e Young & Rubicam, além de atuação como mentor em estratégia e inovação.

Também participam especialistas como Sandro Araujo, senior director do Gartner na área de Recursos Humanos; Bruno Perin, reconhecido internacionalmente em OKRs; e executivos como Pedro Henrique Grimaldi, vice-presidente da BlackRock, e Eduardo Shakir Carone.

A agenda inclui ainda lideranças empresariais de diferentes setores, como Bianca Setin, Francieli Tartari Pietsch, Davi Teixeira, Gabriel Burd, Jorge Campos, Tatiani Tiemi e Rodrigo Scotti, além de especialistas em dados, Inteligência Artificial, sustentabilidade e reforma tributária.

Criado em 2025 pela Senior Sistemas, o Senior Experience é um espaço de articulação entre conhecimento estratégico, prática de mercado e networking executivo. A edição de 2026 amplia essa proposta ao reunir diferentes perfis de liderança em torno de temas centrais para o futuro da gestão empresarial no Brasil.

Ingressos

A venda de ingressos para o evento já está oficialmente aberta. O primeiro lote pode ser adquirido exclusivamente pelo site oficial www.seniorexperience.com.br. Os ingressos são limitados, e a organização recomenda que o público garanta sua participação com antecedência, aproveitando as condições especiais do lote inicial.

Varejo entra na disputa direta pelo orçamento publicitário das marcas

O avanço do retail media em 2026 reflete a resposta do varejo digital à pressão por eficiência em mídia, mensuração de resultados e uso de dados proprietários. Somente em 2025, a demanda por soluções de retail media na Dafiti cresceu 70% vs 2024, movimento que acompanha a consolidação do modelo como frente estratégica de monetização e a disputa direta pelo orçamento publicitário historicamente concentrado em plataformas abertas.

Com maior exigência por performance, anunciantes vêm priorizando canais capazes de combinar audiência qualificada, contexto de consumo e proximidade com a conversão. Nesse cenário, o varejo ocupa uma posição estratégica ao reunir dados proprietários obtidos diretamente da relação com o consumidor, além de intenção de compra e mensuração direta de resultados ao longo da jornada.

Para 2026, a expectativa da companhia é que o modelo aumente a representatividade na receita de serviços para marcas dentro do ecossistema, refletindo a realocação do investimento publicitário para ambientes proprietários do varejo, com foco em mensuração, eficiência de mídia e proximidade com a conversão.

O crescimento é sustentado por formatos como anúncios onsite, busca patrocinada e sistemas de recomendação, que permitem impacto mais preciso ao longo da jornada do consumidor e maior proximidade com a conversão, reforçando o papel do varejo como ambiente proprietário de mídia.

“Na Dafiti, campanhas de retail media ativadas em formatos como onsite, busca patrocinada e recomendação registraram ganhos médios de mais de 1000% de ROAS em eficiência em relação às mídias digitais abertas. É a combinação entre dados proprietários, contexto de consumo e mensuração direta da conversão que tem levado as marcas a realocar orçamento para ambientes do varejo”, afirma Rodrigo Leite, CGO da Dafiti.

Com a reorganização do mercado publicitário e maior pressão por retorno sobre investimento, a expectativa é que o retail media se consolide em 2026 como um dos principais vetores de realocação de verba, eficiência em mídia e monetização de audiência no varejo digital brasileiro.

Dia Mundial do Consumidor: pesquisas revelam um público mais cauteloso, digital e orientado por propósito em 2026

Mais cauteloso, mais digital e mais criterioso. É assim que pesquisas vêm desenhando o consumidor de 2026. Segundo a NielsenIQ, em seu relatório global de perspectivas para 2026, cerca de 40% dos consumidores no mundo afirmam estar mais atentos aos gastos, priorizando compras planejadas e avaliando cuidadosamente o custo-benefício antes de decidir. Já a Euromonitor International aponta que o bem-estar integral (físico, mental e emocional), está entre as principais motivações de consumo, enquanto a digitalização consolida jornadas não lineares, com múltiplos pontos de contato antes da conversão. Além disso, no Brasil, um levantamento da PwC Brasil indica que a decisão de compra começa muito antes do checkout, passando por pesquisas online, comparação de preços e avaliações em diferentes canais. Esse conjunto de dados ajuda a explicar o perfil que ganha evidência neste 15 de março, Dia Mundial do Consumidor.

Para o especialista em marketing e estratégia de negócios, Frederico Burlamaqui, não se trata apenas de uma mudança de comportamento, mas de mentalidade. “O consumidor atual é estratégico. Ele coleta informações, consulta reviews, compara preços em tempo real e valida socialmente suas escolhas antes de concluir uma compra. A jornada deixou de ser linear e passou a ser fragmentada em múltiplos micro-momentos. A marca precisa estar preparada para ser relevante em cada um deles”, afirma.

O especialista explica que o avanço da tecnologia é um dos principais vetores dessa transformação, sendo o smartphone o principal hub de pesquisa e compra, integrando redes sociais, marketplaces, buscadores e aplicativos de pagamento. “A expectativa por experiências omnichannel, fluidas entre o ambiente físico e o digital, já não é diferencial competitivo, mas requisito básico. Além disso, cresce a demanda por hiperpersonalização, sendo que o consumidor espera que a marca o reconheça, entenda suas preferências e entregue ofertas contextualizadas. Porém, é importante ressaltar que essa personalização precisa ser transparente e ética, já que o uso inadequado de dados compromete a confiança, que hoje é ativo central”, observa Burlamaqui.

Fatores econômicos são relevantes no Brasil

Ao mesmo tempo, fatores econômicos continuam influenciando fortemente as decisões. No Brasil, dados recentes da Ipsos mostram o país entre os mercados com níveis elevados de confiança do consumidor no início de 2026, impulsionados pela percepção de melhora em emprego e renda. Ainda assim, a racionalidade financeira permanece presente. “Confiança não significa consumo impulsivo. Significa disposição para consumir desde que haja coerência entre preço, proposta de valor e experiência. O brasileiro está mais atento a marcas próprias, promoções estratégicas e meios de pagamento que facilitem o fluxo de caixa, como PIX e parcelamento no crédito”, explica o especialista.

Outro ponto de destaque é a valorização de propósito e autenticidade, com consumidores demonstrando maior sensibilidade a práticas ambientais e sociais e rejeitando discursos vazios, com foco na sustentabilidade prática, integrada ao produto e comprovável. Além disso, pode-se observar um crescimento do interesse por experiências mais analógicas e por conexões reais. “Existe uma fadiga digital. Marcas que promovem comunidade, pertencimento e experiências presenciais ganham relevância emocional. O consumidor não quer apenas transacionar, quer se relacionar”, afirma Burlamaqui.

O especialista reforça que, neste Dia Mundial do Consumidor, o mercado opera sob uma nova lógica competitiva, onde o preço segue sendo variável decisiva, especialmente em um ambiente ainda sensível à renda, mas deixou de ser fator isolado de escolha. Experiência consistente, personalização baseada em dados, confiança construída com transparência e um propósito legítimo e comprovável compõem a nova arquitetura de valor das marcas. “O consumidor não compara apenas preços, ele compara relevância. Ele avalia o que recebe em troca, seja funcional, emocional ou simbólico. Quem compreender que a decisão de compra está ancorada em valor percebido, e não apenas em produto ou promoção, consolida vantagem estratégica sustentável no médio e longo prazo”, conclui o especialista.