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Novas regras para operação de drones prometem destravar burocracia e desenvolver setores estratégicos

A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) está em vias de formalizar uma nova regulamentação sobre a operação de drones no país e que promete otimizar e desenvolver significativamente o uso desses equipamentos em atividades profissionais, como pulverização de lavouras, inspeções, mapeamento e delivery.

A proposta do Regulamento Brasileiro da Aviação Civil (RBAC) nº 100 foi apresentada em junho do ano passado durante o DroneShow Robotics, o principal evento do setor na América Latina, organizado pela MundoGEO e pela Italian Exhibition Group (IEG). Desde então, a Anac vem ouvindo a sociedade para aprimorar e finalizar o texto com as novas regras. A expectativa é de que a regulamentação atualizada seja publicada ainda no primeiro semestre de 2026.

A principal novidade que consta na proposta da Anac é a simplificação para autorização de operações mais complexas, como os voos BVLOS, nos quais os pilotos não têm contato visual direto com o drone. Isso tende a destravar investimentos públicos e privados em grandes projetos e também a retirar obstáculos em atividades profissionais. Isso ao mesmo tempo em que as operações permaneçam ou fiquem ainda mais seguras.

“A nova regulamentação será fundamental para, com segurança, dar escala na utilização dos drones voando sobre pessoas e BVLOS, impulsionando a logística, especialmente o delivery, a pulverização, as inspeções e operações urbanas em geral, como o mapeamento”, aponta o CEO da MundoGEO, Emerson Granemann.

Além de palco para anúncios relevantes do setor, a feira DroneShow Robotics, que será realizada neste ano de 16 a 18 de junho, no Expo Center Norte, em São Paulo (SP), reunirá fabricantes e importadores de drones, tecnologia embarcada, robótica, sistemas autônomos, equipamentos afins, plataformas de processamento de dados, além de prestadores de serviços, entidades reguladoras, universidades, startups, usuários públicos e privados destas tecnologias.

Além disso, o evento conta com cursos, seminários, workshops e fóruns. Na edição de 2026, será ofertado um curso sobre regulamentação de drones e um seminário para especialistas, inclusive da Anac, debaterem sobre os impactos da nova regulamentação. Outras atividades no setor de drones também estão programadas.

Na edição de 2025, o DroneShow reuniu mais de 10 mil visitantes de 30 países, representando 25% de crescimento em relação a 2024 — o evento é realizado simultaneamente com o MundoGEO Connect, SpaceBR Show e Expo eVTOL. Além disso, teve mais de 150 expositores na feira.

Serviço:

O quê: DroneShow Robotics 2026

Quando: 16, 17 e 18 de junho

Formato: Presencial

Onde: Expo Center Norte – Pavilhão Azul, em São Paulo (SP)

Mais informações e programação completa: www.droneshowla.com

Credenciamento: Link 

A inteligência preditiva como nova fronteira da resiliência digital

Modelos baseados em algoritmos são capazes de prever inconsistências e otimizar recursos de forma autônoma, transformando o gerenciamento de aplicações em um verdadeiro propulsor de inovação. Essa modernização redireciona o esforço técnico antes dedicado a resoluções emergenciais para o desenvolvimento de automações complexas. O resultado prático é a continuidade operacional, com maior eficiência e ganhos mensuráveis para  o negócio, mesmo em cenários de alta complexidade.

Automação inteligente e maturidade operacional 

A integração de modelos de linguagem de grande escala (LLMs) ao AMS substitui a observação de métricas por uma interpretação avançada do tráfego de dados. Essa base tecnológica permite  que as arquiteturas de RAG (Retrieval-Augmented Generation) potencializem a eficiência do suporte técnico e do atendimento especializado. O tempo médio de resposta é reduzido em corporações que possuem ambientes legados de diversos níveis de complexidade e de impacto no negócio. Essa abordagem agiliza o atendimento e simplifica a identificação e a resolução de incidentes, garantindo operações mais confiáveis.

Com essa camada de inteligência preditiva, algoritmos  de machine learning ampliam a análise de  incidentes recorrentes e grandes volumes de dados históricos  em tempo real. Isso permite detectar padrões de falhas recorrentes, degradação de desempenho e vulnerabilidades emergentes, viabilizando ações preventivas automatizadas e tornando a sustentação de sistemas corporativos mais inteligente e proativa.

Plataformas inteligentes conseguem executar correções automaticamente ao identificar indícios de falhas antes que se tornem incidentes críticos, reduzindo o tempo médio de resolução e limitando os efeitos indesejados nas operações. Processos autônomos de monitoramento elevam a maturidade tecnológica de toda empresa, garantem a estabilidade de forma antecipada, trazem previsibilidade financeira e integram as operações técnicas aos objetivos estratégicos de negócios.

Investimentos e governança digital

Estimativas recentes da Gartner indicam que os gastos mundiais com tecnologia da informação devem ultrapassar US$ 6 trilhões em 2026. Esse patamar recorde é impulsionado pela modernização de aplicações corporativas, na qual a automação preditiva se consolida como padrão operacional para reduzir os períodos de indisponibilidade e otimizar o uso de recursos computacionais.

O mercado brasileiro acompanha essa tendência global com o mais recente relatório setorial da Brasscom, que projeta investimentos superiores a R$ 774 bilhões em tecnologias de transformação digital até 2028. Esses números comprovam que a modernização do AMS é essencial para suportar o aumento de transações digitais e garantir a autonomia tecnológica dos negócios.

A aplicação prática desses recursos exige um preparo corporativo que vai além da mera aquisição de tecnologia. Questões de governança, mensuração de retorno e capacidade de infraestrutura determinam o ritmo real de adoção de arquiteturas com agentes autônomos ou semiautônomos nas companhias. A efetividade dessa implementação requer alinhamento entre as decisões tecnológicas e os objetivos estratégicos de longo prazo. Esse processo depende de uma organização dos dados históricos em um modelo AI-Ready que sustenta a continuidade irrestrita das operações.

Experiência e resiliência

Priorizar a alta disponibilidade demanda um deslocamento de foco da correção de falhas pontuais para a garantia de jornadas digitais ininterruptas. Na visão do usuário final, a tecnologia deve ser invisível e infalível, o que exige que o AMS atue como uma camada de inteligência capaz de aprender a partir de cada evento operacional. Esse refinamento constante das decisões assegura que a experiência do cliente não seja prejudicada por instabilidades de sistemas.

Estabelecer esse nível de estabilidade requer a integração estrutural entre desenvolvimento e operação aliada ao poder da IA. A conversão do fluxo de dados em medidas preventivas neutraliza riscos antes de qualquer impacto nos resultados do negócio, garantindo a continuidade dos processos e a relevância das corporações em um momento em que ser competitivo não é mais uma opção.

Marcos Pinotti, diretor de engajamento da Kron Digital.

Como se preparar para o mercado de trabalho na era da Inteligência Artificial 

A Inteligência Artificial (IA) já é realidade no dia a dia das empresas e, com ela, crescem também as dúvidas sobre como se manter relevante no mercado. Segundo o Barômetro Global de Talentos, do ManpowerGroup, 43% dos trabalhadores temem ser substituídos pela automação nos próximos dois anos, enquanto 60% já estão em busca de novas oportunidades. 

“Estamos vivendo uma transformação acelerada no mercado de trabalho. As empresas têm o papel de investir em capacitação e criar ambientes que incentivem o aprendizado constante. Ao mesmo tempo, os profissionais podem adotar uma postura ativa para desenvolver novas competências e ampliar suas oportunidades”, afirma Bárbara Gonçalves, gerente de recrutamento e seleção do ManpowerGroup Brasil, consultoria global de soluções em RH.  

Pensando em apoiar quem busca se preparar para esse novo contexto, a especialista reuniu algumas orientações práticas. Confira: 

Reestruture o currículo com foco em resultados 

Currículos que apenas descrevem atividades tendem a perder força nos processos seletivos. Ao revisar cada experiência, é importante detalhar entregas concretas, como metas alcançadas, aumento de eficiência, projetos implementados ou melhorias que geraram impacto para a área ou para a empresa. Ferramentas de IA podem apoiar na organização do texto e na identificação de termos mais alinhados à vaga, mas o conteúdo precisa refletir com precisão a trajetória do profissional.  

“Há uma diferença clara entre escrever ‘responsável pelo atendimento ao cliente’ e apresentar ‘reduzi o tempo médio de resposta em 30% em seis meses’. É esse tipo de informação que chama a atenção de quem recruta”, explica Bárbara. 

Adapte o currículo aos sistemas de triagem automatizada 

Grande parte das empresas utiliza softwares de triagem automatizada, conhecidos como ATS, que rastreiam termos específicos antes de um recrutador ler o documento. Vale espelhar as palavras-chave e competências técnicas descritas no anúncio da vaga. 

Se a oportunidade exige “Gestão de Projetos Ágeis” e “Scrum”, é importante que esses termos exatos constem no histórico; substituições genéricas como “organização de equipes” podem prejudicar a classificação. 

Além disso, a estrutura deve ser limpa. Fontes padrão e ausência de colunas, tabelas ou gráficos garantem que o sistema não ignore informações importantes por falha de leitura. 

Invista em qualificação alinhada às demandas do setor 

Com a expansão da Inteligência Artificial, da automação e da digitalização dos processos, a atualização constante passou a ser requisito. Buscar cursos de curta duração, certificações reconhecidas pelo mercado e treinamentos específicos da área de atuação pode ampliar a empregabilidade. Além de concluir as formações, é importante evidenciar no currículo e em perfis profissionais quais competências foram desenvolvidas e como podem ser aplicadas na prática. 

Um profissional administrativo ganha relevância ao comprovar conhecimento em automação de processos, análise de dados ou no uso de ferramentas digitais baseadas em IA, por exemplo. No currículo, vale indicar a aplicação prática desse conhecimento, citando o software dominado ou a metodologia utilizada para resolver problemas reais. 

Desenvolva competências comportamentais 

Enquanto a IA assume tarefas repetitivas e operacionais, habilidades como comunicação, pensamento crítico, colaboração e inteligência emocional se tornam ainda mais valorizadas, e são justamente as que a tecnologia não consegue substituir. Participar de projetos interdisciplinares, assumir responsabilidades que envolvam tomada de decisão e buscar feedbacks estruturados são formas de desenvolver essas competências no dia a dia e demonstrar maturidade profissional. 

“A tecnologia continuará avançando, e a preparação deve acompanhar esse movimento. Quando empresas e profissionais investem em desenvolvimento contínuo, criam-se condições mais sólidas para enfrentar as mudanças e aproveitar novas oportunidades”, conclui a executiva.

Brasil tem a terceira maior intenção de contratação do mundo para o 2º trimestre de 2026

Para o segundo trimestre de 2026, 63% das empresas brasileiras pretendem contratar mais profissionais. É o que revela a Pesquisa de Expectativa de Emprego — Q2 2026, estudo exclusivo e preditivo desenvolvido trimestralmente pelo ManpowerGroup, líder global em soluções de força de trabalho.

Atualmente, o Brasil ocupa o 3º lugar no ranking global de Expectativa Líquida de Emprego — calculada subtraindo-se empregadores que planejam fazer reduções na equipe daqueles que planejam contratar. Para o período de abril a junho de 2026, essa taxa é de 55% no país, estando atrás da Índia (68%) e dos Emirados Árabes (60%).

“O fato de o Brasil aparecer entre os três países com maior expectativa de contratação mostra que, mesmo em um cenário econômico ainda moderado, as empresas continuam priorizando a atração de talentos para sustentar crescimento e transformação dos negócios. A demanda está cada vez mais direcionada a profissionais com competências específicas, capazes de acompanhar mudanças tecnológicas e novos modelos de trabalho”, comenta Nilson Pereira, Country Manager do ManpowerGroup Brasil.

Parte desse movimento de contratação está relacionada à transformação tecnológica em curso nas empresas, especialmente com a inteligência artificial. Segundo o levantamento, 86% das organizações relatam desafios relacionados à força de trabalho no uso de IA, principalmente devido a preocupações com privacidade e regulamentação, seguidas por lacunas de habilidades e resistência por parte dos trabalhadores.

Ao mesmo tempo, o estudo mostra que a adoção da tecnologia em processos de gestão de talentos ainda é limitada. Apenas 21% dos empregadores afirmam que as soluções atuais de IA atendem às suas expectativas em áreas como recrutamento, integração e treinamento, enquanto outros 21% dizem não utilizar inteligência artificial nessas frentes.

“As empresas estão percebendo que a inteligência artificial exige mudanças na forma de trabalhar e no desenvolvimento de habilidades. Esse processo passa por capacitação, adaptação cultural e definição de regras claras para o uso da tecnologia, o que explica por que muitas organizações ainda estão em fase de testes ou implementação gradual”, afirma Pereira.

Ao observar a intenção de contratação por setores econômicos no Brasil, o setor de Finanças & Seguros aparece à frente, com 68%. Na sequência, vêm Informação — setor que reúne o ecossistema de tecnologia, comunicação e mídia —, com 67%, e Comércio & Logística, 57%.

A análise por regiões mostra que o Estado de São Paulo se destaca, com a mais alta expectativa de contratação: 61% das empresas paulistas planejam novas admissões. Na sequência, aparecem a cidade de São Paulo (57%), Paraná (52%), Rio de Janeiro (48%) e Minas Gerais (45%).

No cenário global, a Expectativa Líquida de Emprego média é de 31%, com 45% dos empregadores indicando intenção de contratar. O setor de Informação lidera o ranking, com 41%, seguido por Finanças & Seguros, com 35%, e por Construção & Imobiliário, que aparece em terceiro lugar, com 34%.

Para visualizar os resultados completos da Pesquisa de Expectativa de Emprego do ManpowerGroup do segundo trimestre de 2026, incluindo dados regionais, nacionais e internacionais, visite o link. A próxima pesquisa será divulgada em junho e reportará as expectativas de contratação para o terceiro trimestre de 2026.

Maioria dos profissionais já tiveram boas ideias com IA, mas 9 em cada 10 sentem que ainda não conseguem executá-las

Aparentemente, ter boas ideias envolvendo a inteligência artificial não parece ser um problema dentro das empresas brasileiras — mas executá-las, sim.

Durante um estudo recente, que ouviu profissionais de diferentes áreas e regiões, 88% dos brasileiros ouvidos disseram já ter pensado em criar produtos, automações ou soluções promissoras com IA, mas esbarraram na dificuldade de colocá-los em prática.  

Os dados são da Conquer, escola de negócios que oferece cursos de liderança e desenvolvimento profissional e que, nas últimas semanas, investigou como pessoas de setores variados utilizam a IA no dia a dia, entre o uso de agentes e os desafios para passar do uso básico a aplicações mais estratégicas. 

Na prática, embora a tecnologia já esteja bastante presente na rotina corporativa, o estudo mostra que boa parte dos profissionais ainda se encontram em estágios iniciais de uso: 56,6% se definiriam, hoje, como usuários de nível “básico”, recorrendo às ferramentas para tarefas pontuais, como produzir textos, gerar imagens e responder perguntas. 

Quais os principais usos da IA no ambiente de trabalho em 2026? 

Se, há alguns anos, o uso da inteligência artificial estava restrito a certas áreas, em 2026, é possível dizer que tais tecnologias já se consolidaram no dia a dia de muitas empresas brasileiras — movimento que, como evidencia a Conquer, deixou de ser novidade para se tornar parte da rotina em diferentes setores e funções. 

Quando questionados pela escola de negócios, a maioria dos profissionais confirmaram que interagem com essas ferramentas há algum tempo. De acordo com o estudo, 30,4% deles já utilizam IA por cerca de seis meses a um ano, enquanto 41% afirmaram fazer uso de soluções como o ChatGPT e Gemini há mais de um ano, indicando uma adoção consistente dentro dos escritórios. 

Em um contexto descrito por muitos como a “era da IA agêntica”, mais do que presente, a tecnologia também vem ganhando novas camadas de aplicação no ambiente corporativo. Quando o assunto são os agentes de IA, por exemplo, 55,8% dos entrevistados compartilharam utilizá-los no dia a dia para a geração de conteúdo, bem como para analisar dados, extrair insights e elaborar relatórios (47,2%). 

Outros impactos dos agentes também reforçam o papel da IA na organização profissional. Isso porque, dos respondentes, 4 em cada 10 utilizam essas ferramentas para organizar tarefas, agendas e demandas do dia a dia, enquanto 38,2% recorrem à tecnologia durante o atendimento ao cliente, por meio de respostas automáticas e chatbots. 

Brasileiros têm boas ideias envolvendo a IA, mas ainda esbarram na execução 

Mesmo presente na rotina dos times e equipes, algo que o levantamento da Conquer descobriu é que, em um momento de alta popularidade da IA, muitos profissionais ainda se veem em um estágio inicial de uso da tecnologia, recorrendo às ferramentas principalmente para tarefas simples — sem explorá-las para criar soluções, integrações ou aplicações mais avançadas.

Ao refletirem sobre a própria relação com tais tecnologias, por exemplo, a maioria dos respondentes se definem como “usuários de IA”, grupo que reconhece utilizar plataformas como ChatGPT apenas para demandas pontuais, como escrever textos, responder dúvidas ou gerar ideias (56,6%). Já 26,4% se consideram “exploradores”, buscando novas ferramentas e testando algumas automações simples no dia a dia. 

Na outra ponta, os chamados “construtores de soluções” — isso é, aqueles que vão além do uso básico e de fato constroem com apoio da tecnologia — ainda são minoria.

Ao longo do estudo, aliás, apenas 11,6% dos profissionais afirmaram utilizar a IA de forma avançada, criando soluções próprias ou desenvolvendo aplicações estruturadas. O número explica uma dor compartilhada por 9 em cada 10 respondentes: a sensação de ter ideias promissoras, mas ainda não ser capaz de colocá-las em prática. 

Afinal, o que impede os profissionais de evoluírem no uso da IA? 

Na prática, tal descompasso entre ter boas ideias e executá-las não acontece por acaso. Entre os obstáculos citados, por exemplo, estariam a falta de conhecimento técnico (41%), a maior das dores, a dificuldade em escolher as ferramentas mais adequadas (32%) e, ainda, a ausência de incentivo por parte das empresas (21,6%), apenas alguns dos fatores que acabam limitando o avanço no uso estratégico da tecnologia.

A constatação, vale dizer, vem acompanhada de um alerta. Para 80% dos entrevistados, nos próximos anos, profissionais que apenas utilizam IA devem ser substituídos por aqueles que sabem idealizar, modelar e construir projetos com ajuda da tecnologia, o que reforçaria a urgência de desenvolver novas habilidades para se manter relevante e competitivo.  

“Embora muitas pessoas abandonem ideias relevantes devido à falta de conhecimento técnico, a boa notícia é que, graças às plataformas no-code e low-code, todo profissional pode criar e construir com ajuda da IA mesmo sem dominar a programação”, comenta Juliana Alencar, Diretora de Marketing da Conquer. “É um pouco do que abordaremos no Conquer AI Summit, encontro gratuito que acontece em 22 e 23 de abril e mostrará como estruturar uma solução do zero, preparando as pessoas para o futuro da IA dentro e fora das empresas”. 

Metodologia 

Para compreender como os brasileiros usam a IA no trabalho, nas últimas semanas, foram entrevistados 500 profissionais (maiores de 18 anos) residentes em todas as regiões e conectados à internet. O índice de confiabilidade foi de 95%, e a margem de erro foi de 3,3 pontos percentuais.

Ao todo, os respondentes tiveram acesso a 8 questões, em que puderam avaliar os próprios perfis enquanto usuários, seus níveis de entendimento em relação às ferramentas e as principais dores quando o assunto é a IA. A organização das respostas possibilitou a criação de diferentes rankings, nos quais você confere cada alternativa apontada pelos entrevistados.

4 maneiras de usar a IA no processo de recrutamento e seleção

A Inteligência Artificial já cumpre funções indispensáveis nos times de recursos humanos, diante da demanda crescente por processos ágeis, baseados em dados e centrados no candidato. Quase metade (46%) dos profissionais brasileiros de RH afirmam usar a IA diariamente em suas funções, um índice bem acima da média global (29%) e o mais alto entre os países analisados, segundo um estudo do LinkedIn.

A demanda por profissionais qualificados cresceu, a competição entre empresas aumentou e a pressão por contratações mais rápidas e bem-feitas nunca foi tão alta. Mas, embora o tema esteja em evidência, ainda é raro encontrar orientações práticas e aplicáveis, que possam explicar exatamente como a ferramenta pode ser útil para quem está na linha de frente do recrutamento. 

“O grande trunfo da IA nos recursos humanos é a capacidade de melhorar a triagem e ampliar a capacidade analítica dos recrutadores, sem substituir o olhar humano. Essa redução de gargalos operacionais faz dela indispensável”, comenta Christian Pedrosa, fundador e CEO da DigAÍ.

A seguir, o executivo destaca quatro processos que a IA pode otimizar no dia a dia dos processos seletivos:

1- Triagem inteligente de currículos e critérios ajustáveis à vaga

A primeira grande dor dos recrutadores é o volume; às vezes, há centenas de currículos para analisar em poucas horas. Soluções de IA conseguem fazer essa triagem de forma rápida e parametrizada, identificando palavras-chave, experiências relevantes e até compatibilidade com requisitos específicos. 

Diferente dos filtros tradicionais, a IA aprende com cada ajuste feito pelo RH, refinando a análise e reduzindo o risco de perder candidatos qualificados que não seguem um padrão tradicional de currículo.

2- Entrevistas automatizadas que analisam mais do que respostas

Os modelos de linguagem e as tecnologias de análise comportamental já são capazes de realizar entrevistas preliminares automatizadas, que avaliam coerência, clareza, raciocínio e até sinais de comunicação não verbal. A partir de sinais vocais quase imperceptíveis e da forma como cada resposta é construída, avalia-se inclusive se há contraste entre o que se diz e como se diz.

Isso torna mais evidentes comportamentos artificiais, como tom engessado ou respostas decoradas, e ajuda as empresas a reduzir vieses. Embora não substituam uma entrevista humana, essas características também ajudam a pré-selecionar candidatos mais alinhados, agilizando etapas e liberando o RH para conversas mais estratégicas.

3- Avaliação preditiva baseada em dados reais da empresa

Outra aplicação poderosa é o uso da IA para analisar o histórico de talentos da própria organização. Que características os colaboradores de alta performance têm em comum? Quais habilidades tendem a se traduzir em bons resultados em determinadas áreas? 

A partir desse diagnóstico, a tecnologia consegue indicar o potencial de fit dos candidatos com a equipe, a cultura e as demandas da função. Isso cria processos seletivos mais assertivos, com menos turnover e mais confiança nas escolhas.

4- Experiência do candidato mais humana (sim, com ajuda da IA)

Apesar de parecer paradoxal, a IA também melhora a percepção do candidato sobre o processo. Respostas mais rápidas, atualizações automáticas sobre etapas, orientações personalizadas e comunicação clara fazem com que o candidato se sinta valorizado, algo essencial em um mercado em que reputação empregadora é diferencial. Para o RH, isso reduz retrabalho, diminui dúvidas recorrentes e garante processos mais organizados.

“A adoção de IA no recrutamento já se consolidou como parte dos processos de recrutamento na forma como empresas atraem e selecionam talentos. Ela permite que o RH se dedique a funções mais centradas em relacionamento e decisão, ficando a cargo da tecnologia o trabalho de rotina, análise e de escala”, finaliza Pedrosa. 

Varejo brasileiro acelera reinvenção com crédito inteligente, omnichannel avançado e consumidor mais seletivo

O varejo brasileiro entra em 2026 consolidando uma nova fase de maturidade, marcada pela integração total entre canais físicos e digitais, expansão de modelos de crédito mais acessíveis e um consumidor mais exigente e racional. Em meio a juros ainda elevados e maior seletividade no consumo, empresas do setor aceleram investimentos em tecnologia, dados e experiência do cliente para garantir competitividade e crescimento sustentável. A transformação digital, que ganhou força durante a pandemia, deixou de ser diferencial e passou a ser pré-requisito no varejo.

Em 2026, o conceito de omnichannel evolui para uma integração quase invisível entre canais, com consumidores transitando de forma fluida entre lojas físicas, aplicativos, marketplaces e redes sociais. Dados recentes publicados indicam que mais de 70% dos consumidores brasileiros utilizam múltiplos canais antes de concluir uma compra, reforçando a necessidade de estratégias integradas. Ao mesmo tempo, o varejo físico ressurge com força, agora reposicionado como ponto de experiência, retirada e relacionamento.

Outro vetor central de crescimento é o crédito para consumo. Com a desaceleração gradual da inflação e ajustes na política monetária, varejistas ampliam ofertas de financiamento próprio, crediário digital e soluções “compre agora, pague depois” (BNPL), mirando principalmente as classes emergentes e consumidores com acesso limitado ao crédito tradicional.

Nesse cenário, a inteligência de dados ganha protagonismo. Empresas passam a utilizar analytics avançado para personalizar ofertas, prever comportamento de compra e otimizar estoques, reduzindo custos operacionais em um ambiente de margens pressionadas. Além disso, o consumidor de 2026 apresenta um perfil mais consciente: pesquisa mais, compara preços e valoriza marcas que oferecem transparência, conveniência e propósito. Sustentabilidade, reputação e experiência passaram a influenciar diretamente a decisão de compra.

“Estamos vivendo uma nova virada no varejo brasileiro. Não é mais sobre ser físico ou digital, é sobre ser eficiente, acessível e relevante para um consumidor que está muito mais criterioso”, afirma Ricardo Nunes, fundador do Grupo R1 e da Ricardo Eletro.

“O crédito voltou a ser protagonista, mas com uma nova cara. Hoje, tecnologia e dados permitem oferecer soluções mais inteligentes, com menor risco e maior inclusão. Quem souber usar isso com responsabilidade vai liderar o mercado”, completa.

Segundo o empresário, o maior desafio do setor está na execução: “Muitos falam de inovação, mas poucos conseguem transformar isso em resultado real. O varejo de sucesso em 2026 é aquele que consegue integrar operação, tecnologia e estratégia de forma simples e eficiente.”

Ricardo Nunes é um dos nomes mais emblemáticos do varejo brasileiro. Fundador da Ricardo Eletro construiu uma das maiores redes de eletrodomésticos do país, com forte presença nacional e atuação marcante no modelo de vendas populares e acesso ao crédito. Atualmente à frente do Grupo R1, mantém atuação ativa no setor, acompanhando de perto as transformações do varejo e novos modelos de consumo.

Especialistas apontam que o varejo brasileiro deve crescer entre 3% e 5% em 2026, com destaque para segmentos como eletroeletrônicos, bens duráveis e marketplaces. A penetração do e-commerce deve ultrapassar 20% do total das vendas, enquanto o varejo físico seguirá relevante, especialmente em regiões fora dos grandes centros.

A tendência é de consolidação do setor, com fusões, aquisições e reestruturações financeiras entre grandes players, além da entrada de novos modelos de negócio baseados em tecnologia e serviços financeiros.

Inside Fashion Business reúne empresários do Tik Tok, Riachuelo, Dafiti, AZZAS 2154, Dass e Alpargatas para discutir tendências e o futuro da moda

O mercado de moda brasileiro segue em transformação acelerada, impulsionado pela digitalização, pela evolução do comportamento do consumidor e pela busca por modelos mais sustentáveis. O setor movimenta mais de R$ 230 bilhões ao ano no país e está entre os cinco maiores mercados têxteis do mundo. Ao mesmo tempo, cresce a demanda por experiências omnichannel, personalização e transparência nas cadeias produtivas, enquanto a inteligência artificial começa a redefinir desde a criação até a gestão de estoques e relacionamento com o cliente.

Globalmente, a indústria da moda também vive um momento de inflexão: o avanço do resale, a ascensão do consumidor orientado por valor e a integração entre físico e digital apontam para um novo ciclo de crescimento mais eficiente e orientado por dados. No Brasil, esse movimento se reflete no aumento do consumo híbrido, na expansão de marketplaces e no fortalecimento de marcas que combinam propósito, tecnologia e agilidade operacional.

É neste contexto que o Inside Fashion Business 2026 chega à sua terceira edição como um dos principais encontros estratégicos do setor no país. Promovido pela Gouvêa Experience, o evento será realizado no dia 27 de abril, no auditório da TOTVS, em São Paulo, reunindo executivos, especialistas e lideranças para discutir os desafios e as oportunidades que estão redesenhando a indústria da moda.

Ao longo de um dia completo de programação, o evento propõe uma imersão em temas centrais como inteligência artificial, omniconsumo, dados proprietários, sustentabilidade, novos formatos de varejo e a evolução da cadeia de valor da moda. A iniciativa reforça o papel da Gouvêa Experience como plataforma de conexão, conteúdo e geração de negócios no ecossistema de varejo e consumo.

A abertura será conduzida por Ana Paula Rocha, diretora-executiva da Gouvêa Experience, ao lado de Elói Assis, diretor-executivo de Varejo e Distribuição da TOTVS, trazendo uma visão estratégica sobre o momento atual do setor.

Na sequência, o painel “Crescer em Cenários Incertos” reúne lideranças como José Luís, CEO do Grupo HOPE, e Giuliano Donini, CEO da Marisol, com moderação de Marcos Gouvêa, para discutir os desafios e caminhos de crescimento na cadeia de valor da moda no Brasil.

A inteligência artificial ganha protagonismo ao longo do evento, especialmente no painel “Agentic AI: Inteligência Artificial com Ganho Real”, que traz nomes como Eric Chien, do TikTok Shop Brasil, Mauricio Bastos, da AZZAS 2154, e Yuri Gricheno, CEO e cofundador da Insider. A discussão aborda como a IA está impactando diretamente a eficiência dos negócios e a experiência do consumidor.

Outro destaque é o painel sobre a reconfiguração da força de trabalho em tempos de IA, com moderação de Roberta Andrade, trazendo reflexões sobre talentos, cultura organizacional e novas competências exigidas pelo mercado.

Em seguida, o conteúdo ganha novas perspectivas com a palestra “O Futuro do Luxo”, apresentada por Mariana Santiloni, da WGSN, que analisa as transformações no mercado global e o avanço de experiências e serviços como novos marcadores de status.

O comportamento do consumidor será tema central do painel “Value-Driven Consumer”, que reúne Daniel Milaré (Grupo Dass), Gabriela Silvarolli (Corello) e Daniel Soares (Dafiti) para discutir o que realmente influencia a percepção de valor e o vínculo com as marcas.

A agenda também destaca a sustentabilidade como eixo estratégico, no painel mediado por Edmundo Lima, da ABVTEX, com participações de Taciana Abreu (Riachuelo) e Maria Augusta Bottino (Alpargatas), além das discussões sobre a transformação dos espaços físicos com tecnologia e serviços, com Jéssica Menali (Panobianco) e Silvina Mirabella (EssilorLuxottica).

Encerrando o encontro, o painel final aborda a integração como caminho para o futuro da cadeia de valor da moda no Brasil, consolidando as principais reflexões do dia e reforçando a necessidade de colaboração entre indústria, varejo e tecnologia.

Mais do que um evento, o Inside Fashion Business se posiciona como um hub de inteligência e relacionamento, conectando os principais decisores do setor para antecipar tendências, compartilhar experiências e impulsionar a transformação do varejo de moda.

Shoppings superam concorrência de e-commerce e se consolidam como centro de serviços, entretenimento e convivência

O avanço do comércio eletrônico no Brasil caminha lado a lado com a experiência que o cliente busca em grandes centros de compras como os shoppings. Em vez de se tornar concorrente, o e-commerce evidenciou a força de um varejo cada vez mais integrado, de modo especial no pós-pandemia. Longe de uma disputa direta, os dois canais evoluem de forma complementar, refletindo uma jornada de consumo cada vez mais híbrida e centrada no cliente. É o que aponta Glaydson Trovão, superintendente do Londrina Norte Shopping.

Enquanto o e-commerce brasileiro faturou mais de R$ 204 bilhões em 2024, com crescimento superior a 10% ao ano e projeções que ultrapassam R$ 230 bilhões, os shoppings centers também atingiram um marco histórico ao superar R$ 200 bilhões em vendas em 2025, consolidando sua presença física em mais de 650 empreendimentos espalhados pelo país. Aliás, dados da Associação Brasileira de Shopping Centers (Abrasce) apontam que a taxa média de ocupação dos shopping centers no Brasil está em torno de 95,4%.

“Esse cenário reforça que o crescimento do digital não substitui o físico, mas amplia o ecossistema do varejo. O e-commerce se fortaleceu como canal de conveniência, impulsionado por logística eficiente, variedade de oferta e facilidade de compra. Ao mesmo tempo, os shopping centers seguem como espaços estratégicos de experiência, reunindo varejo, serviços e entretenimento em um único ambiente, com fluxo constante de consumidores e forte presença nas principais cidades brasileiras”, pondera Glaydson Trovão.

Na prática, conforme o superintendente do Londrina Norte Shopping, o comportamento do consumidor demonstra que a jornada de compra deixou de ser linear. “O cliente pesquisa online, compara preços e avalia opções, mas ainda valoriza o contato físico, o atendimento personalizado e a possibilidade de experimentar produtos antes da decisão final. Nesse contexto, os shoppings assumem o papel de hubs multifuncionais, conectando diferentes etapas da jornada e ampliando o tempo de permanência do consumidor com experiências que vão além da compra.”

Experiência e convivência

O setor de shopping centers, inclusive, tem demonstrado resiliência e capacidade de adaptação. “Mesmo diante do crescimento acelerado do digital, o setor mantém expansão gradual, alta taxa de ocupação e constante renovação do mix de lojas. Esse movimento evidencia a confiança de marcas e investidores no modelo, que se reinventa ao incorporar novas demandas e formatos de consumo”, avalia Glaydson.

O superintendente afirma ainda que, mais do que centros de compras, os shoppings evoluíram para plataformas completas de convivência. “Serviços de saúde, academias, espaços de coworking, gastronomia diversificada e atrações de lazer ampliam o papel desses empreendimentos na rotina das pessoas. Essa multifuncionalidade reforça sua relevância como destinos frequentes, e não apenas ocasionais”, ressalta.

Fator humano

Há ainda um aspecto que diferencia de forma definitiva os shopping centers do e-commerce: o fator humano. “O shopping é, essencialmente, o lugar do encontro de famílias, amigos e comunidades. É onde experiências são compartilhadas, onde o consumo se mistura com lazer, cultura e convivência. No caso do Londrina Norte Shopping, somos o ponto de encontro na zona norte da cidade. Essa dimensão social, sensorial e emocional não pode ser replicada por plataformas digitais. O e-commerce entrega eficiência e conveniência, mas não substitui o valor do contato, da presença e da vivência coletiva que os espaços físicos proporcionam”, comenta Glaydson.

Por outro lado, o digital segue como um aliado estratégico, inclusive para os shoppings. “O e-commerce amplia o alcance das marcas, facilita o acesso a produtos e fortalece o relacionamento com o consumidor. Integrado ao físico, ele potencializa resultados e contribui para uma experiência mais fluida e personalizada.” Dessa forma, segundo o superintendente, o varejo brasileiro avança para um modelo integrado, no qual experiência e conveniência caminham juntas. “Nesse cenário, os shoppings não apenas mantêm sua importância, como se consolidam como protagonistas de uma jornada de consumo mais completa, humana e conectada às novas expectativas da sociedade.”

Visa apresenta novos serviços para modernizar o processo de resolução de disputas

A Visa (NYSE: V), líder global em pagamentos digitais, anunciou seis novas ferramentas de resolução de disputas, desenvolvidas para reduzir a perda de bilhões de dólares a cada ano em razão de processos ineficientes e obsoletos. O portfólio ampliado de serviços de resolução de disputas busca ajudar estabelecimentos comerciais e instituições financeiras a reduzirem custos administrativos, diminuírem os prejuízos com fraude e realocarem esses recursos para crescer, inovar e melhorar a experiência do cliente.

As disputas continuam sendo um dos pontos de fricção mais persistentes no comércio, elevando os custos dos estabelecimentos comerciais e das instituições financeiras, causando frustração e dúvidas nos consumidores. Em 2025, a Visa processou 106 milhões de disputas mundialmente, número recorde que representa um aumento de 35% desde 2019.

“A gestão de disputas está deixando de ser uma atividade administrativa para se tornar uma prioridade estratégica, impulsionada pelo aumento dos volumes, do rigor regulatório e da pressão para preservar a experiência do cliente”, disse Sam Abadir, diretor de pesquisa, risco, conformidade e crimes financeiros da IDC Financial Insights. “As instituições que continuam gerenciando disputas por meio de processos fragmentados e manuais estão abrindo mão de receitas irrecuperáveis, e absorvendo custos que os fluxos de trabalho modernos poderiam eliminar”.

Por exemplo, no dia a dia, uma ação aparentemente simples pode escalar rapidamente. Alguns consumidores podem contestar uma cobrança porque não reconhecem o nome da empresa, sem saber que se trata do nome oficial da filial onde fizeram a compra. Outros podem contestar cobranças vinculadas a uma assinatura difícil de cancelar. Por trás de cada caso, há processos que consomem tempo e dinheiro dos bancos e dos estabelecimentos comerciais. Hoje, porém, é possível reduzir esses esforços usando ferramentas modernas que agilizam e automatizam processos, agilizando a resposta e agregando clareza a todos os atores.

Ferramentas novas e aprimoradas de resolução de disputas para estabelecimentos comerciais

  • Resolução eficiente de disputas: Dispute Resolution Network otimiza a gestão prévia da disputa para que os estabelecimentos comerciais evitem que um caso escale e se transforme em disputa, acelerando a resolução e reduzindo a carga operacional. O piloto já está disponível, e a implementação geral está prevista para o final de 2026.
  • Recuperação de receita impulsionada por IA: Dispute Recovery Manager automatiza a resposta dos estabelecimentos comerciais aos pedidos de estorno, gerenciando disputas com respostas baseadas em inteligência artificial generativa (GenAI, na sigla em inglês) e fornecendo uma pontuação preditiva da probabilidade de sucesso para maximizar a recuperação. O piloto será expandido até o final de 2026.
  • Prevenção proativa de disputas: Order Insight ajuda a prevenir disputas desnecessárias ao mostrar detalhes das transações e esclarecer dúvidas sobre cobranças legítimas. Com a atualização de abril de 2026, os estabelecimentos comerciais poderão utilizar a solução Compelling Evidence 3.0 dentro de Order Insight para compartilhar evidências com os bancos sobre transações suspeitas, filtrando os casos com baixa probabilidade de avançar no processo.

Ferramentas novas e aprimoradas de resolução de disputas para emissores e credenciadores

  • Empoderamento de agentes: Dispute Intelligence é movida por modelos preditivos de IA e auxilia na análise de cada caso com uma visão abrangente da rede. Os agentes utilizam dados globais de transações e disputas da Visa para tomar decisões mais informadas. Já disponível de forma geral.
  • Revisão otimizada: Dispute Doc Analyzer utiliza IA para eliminar a revisão manual de documentos nas respostas pré-arbitragem dos analistas dos emissores. A ferramenta analisa anexos e resume e estrutura os principais dados, ajudando a reduzir tarefas manuais demoradas e a aumentar a eficiência das tomadas de decisão. Já disponível de forma geral. Para os credenciadores, Doc Analyzer permite que o questionário de resposta a disputas seja preenchido em segundos em nome dos seus estabelecimentos comerciais. A ferramenta estará disponível para os credenciadores no final de abril.
  • Plataforma de disputas impulsionada por IA: Visa Dispute Case Manager incorpora funcionalidades de IA para unificar fluxos de trabalho em uma plataforma centralizada que gerencia disputas em várias redes de cartão, do recebimento à resolução. Disponibilidade geral na América do Norte em 2026.

“As disputas geram pressão em cada parte do ecossistema de pagamentos, frustrando os consumidores e aumentando os custos e a complexidade para os estabelecimentos comerciais e as instituições financeiras”, disse Leonardo Collado, líder de serviços de valor agregado, Visa América Latina e Caribe. “Quando a tecnologia obsoleta não consegue acompanhar o ritmo das fraudes, elas passam despercebidas. Nosso portfólio ampliado de serviços de disputa oferece aos usuários a visibilidade que eles precisam para focar no que mais importa: atender os clientes, lançar novos produtos e expandir seu negócio”.