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Pagaram no Pix, mas o dinheiro não caiu: como evitar golpes no caixa

Em março deste ano, um caso que circulou entre associações comerciais chamou atenção: um pequeno lojista finalizou uma venda após o cliente apresentar um comprovante de Pix agendado. O pagamento nunca foi concluído, e o prejuízo só apareceu horas depois. Situações como essa têm se repetido e acontecem em paralelo a mudanças recentes anunciadas pelo Banco Central do Brasil, que em fevereiro de 2026 atualizou mecanismos de segurança do Pix, incluindo ajustes no processo de devolução em casos de fraude.

Para Reginaldo Stocco, CEO da vhsys, o  erro mais comum é tratar o comprovante como confirmação de pagamento. “A única forma segura de validar uma venda é confirmar que o valor entrou de fato na conta da empresa e isso precisa fazer parte do processo, não da interpretação de quem está no caixa”, afirma.

Na prática, evitar esse tipo de golpe passa por organizar o fluxo de recebimento de forma clara e objetiva. O primeiro passo é definir uma regra simples: a venda só é concluída quando o pagamento aparece no sistema financeiro ou no extrato em tempo real. Isso elimina decisões baseadas apenas na aparência de um comprovante e reduz o risco de erro nos momentos de maior movimento.

Outro ponto importante é padronizar o comportamento da equipe. O caixa precisa saber exatamente o que verificar antes de liberar a venda: identificar se o Pix foi realmente concluído (e não apenas agendado), conferir se o valor recebido corresponde à compra e evitar validar pagamentos apenas por imagens enviadas ou apresentadas pelo cliente. Quando esse processo é claro, a chance de fraude diminui.

A tecnologia entra como um reforço direto nessa rotina. Sistemas de gestão que se conectam ao banco permitem acompanhar automaticamente as entradas de pagamento, reduzindo a necessidade de conferência manual. Isso significa que o próprio sistema sinaliza quando o valor foi recebido, trazendo mais segurança e agilidade para a operação, especialmente em negócios com alto volume de vendas.

“Quando o processo é bem definido e apoiado por tecnologia, o risco passa a ser controlado pela própria operação. É isso que protege o caixa no dia a dia, sem travar a venda e sem complicar o atendimento”, finaliza o CEO.

Rede Mulher Empreendedora e Amazon lançam 6ª edição do Decola Garota

A Rede Mulher Empreendedora (RME) e a Amazon lançam a 6ª edição do Decola Garota, programa gratuito voltado a mulheres com negócios formalizados que querem expandir a venda de seus produtos na internet. O lançamento será feito no dia 6 de maio em uma live no YouTube da RME em collab com a Amazon, marcando o início de uma nova fase do projeto, que terá aulas 100% online e várias atividades ao longo do ano, com início das capacitações em junho e encerramento previsto para outubro.

Nesta edição, o programa aposta em um formato de alcance ampliado e com conteúdo diretamente no YouTube, sem restrição de acesso. As aulas reúnem temas práticos para micro e pequenas empreendedoras, como gestão do tempo, comunicação assertiva, relacionamento com clientes, operação, logística, posicionamento digital e estratégias de crescimento no e-commerce, além de mentorias coletivas com especialistas da Amazon. Ao final, serão selecionadas cinco ganhadoras entre as participantes que receberão: 1° lugar R$ 10.000; 2° lugar R$ 7.000; 3° lugar R$ 5.000; 4° lugar R$ 3.500 e 5° lugar R$ 2.500.

“A parceria com a Amazon tem um papel estratégico para ampliar o acesso de mulheres empreendedoras ao mercado digital no Brasil. Ao longo dos anos, construímos juntas iniciativas que não só capacitam, mas também geram oportunidades reais de crescimento e autonomia financeira. Seguimos comprometidas em fortalecer esse ecossistema e expandir o impacto para cada vez mais mulheres em todo o país”, afirma Ana Fontes, fundadora e CEO da RME.

Os treinamentos do Decola Garota poderão ser acompanhados por todos, mas o programa é destinado principalmente a empreendedoras que já tem CNPJ, atuam com produtos físicos e têm potencial de escala, especialmente aquelas que ainda não possuem conta na Amazon ou contam com um perfil recente na plataforma. 

Mais de 500 mulheres já passaram pelo projeto. Já nesta 6ª edição, a proposta é democratizar ainda mais o acesso ao conhecimento e garantir aplicabilidade imediata do aprendizado, com prioridade para a escalabilidade dos negócios das participantes, mesmo após o término da jornada de aprendizado.

Com a nova edição, RME e Amazon reforçam a aposta em capacitação, acesso ao mercado digital e geração de renda como caminhos para fortalecer negócios liderados por mulheres. A expectativa é que a sexta edição do Decola Garota contribua para consolidar a presença feminina no comércio eletrônico brasileiro.

A inteligência preditiva como nova fronteira da resiliência digital

A continuidade dos negócios, na atual dinâmica tecnológica, exige um padrão de estabilidade incompatível com o monitoramento tradicional. O processamento constante de grandes volumes de dados nas infraestruturas corporativas inviabilizou o controle manual, tornou a antecipação de falhas um requisito indispensável para a disponibilidade de TI. A necessidade de sustentar operações sem interrupções reposicionou os Application Management Services (AMS) como base de inteligência preditiva nas empresas.

Modelos baseados em algoritmos são capazes de prever inconsistências e otimizar recursos de forma autônoma, transformando o gerenciamento de aplicações em um verdadeiro propulsor de inovação. Essa modernização redireciona o esforço técnico antes dedicado a resoluções emergenciais para o desenvolvimento de automações complexas. O resultado prático é a continuidade operacional, com maior eficiência e ganhos mensuráveis para  o negócio, mesmo em cenários de alta complexidade.

Automação inteligente e maturidade operacional 

A integração de modelos de linguagem de grande escala (LLMs) ao AMS substitui a observação de métricas por uma interpretação avançada do tráfego de dados. Essa base tecnológica permite  que as arquiteturas de RAG (Retrieval-Augmented Generation) potencializem a eficiência do suporte técnico e do atendimento especializado. O tempo médio de resposta é reduzido em corporações que possuem ambientes legados de diversos níveis de complexidade e de impacto no negócio. Essa abordagem agiliza o atendimento e simplifica a identificação e a resolução de incidentes, garantindo operações mais confiáveis.

Com essa camada de inteligência preditiva, algoritmos  de machine learning ampliam a análise de  incidentes recorrentes e grandes volumes de dados históricos  em tempo real. Isso permite detectar padrões de falhas recorrentes, degradação de desempenho e vulnerabilidades emergentes, viabilizando ações preventivas automatizadas e tornando a sustentação de sistemas corporativos mais inteligente e proativa.

Plataformas inteligentes conseguem executar correções automaticamente ao identificar indícios de falhas antes que se tornem incidentes críticos, reduzindo o tempo médio de resolução e limitando os efeitos indesejados nas operações. Processos autônomos de monitoramento elevam a maturidade tecnológica de toda empresa, garantem a estabilidade de forma antecipada, trazem previsibilidade financeira e integram as operações técnicas aos objetivos estratégicos de negócios.

Investimentos e governança digital

Estimativas recentes da Gartner indicam que os gastos mundiais com tecnologia da informação devem ultrapassar US$ 6 trilhões em 2026. Esse patamar recorde é impulsionado pela modernização de aplicações corporativas, na qual a automação preditiva se consolida como padrão operacional para reduzir os períodos de indisponibilidade e otimizar o uso de recursos computacionais.

O mercado brasileiro acompanha essa tendência global com o mais recente relatório setorial da Brasscom, que projeta investimentos superiores a R$ 774 bilhões em tecnologias de transformação digital até 2028. Esses números comprovam que a modernização do AMS é essencial para suportar o aumento de transações digitais e garantir a autonomia tecnológica dos negócios.

A aplicação prática desses recursos exige um preparo corporativo que vai além da mera aquisição de tecnologia. Questões de governança, mensuração de retorno e capacidade de infraestrutura determinam o ritmo real de adoção de arquiteturas com agentes autônomos ou semiautônomos nas companhias. A efetividade dessa implementação requer alinhamento entre as decisões tecnológicas e os objetivos estratégicos de longo prazo. Esse processo depende de uma organização dos dados históricos em um modelo AI-Ready que sustenta a continuidade irrestrita das operações.

Experiência e resiliência

Priorizar a alta disponibilidade demanda um deslocamento de foco da correção de falhas pontuais para a garantia de jornadas digitais ininterruptas. Na visão do usuário final, a tecnologia deve ser invisível e infalível, o que exige que o AMS atue como uma camada de inteligência capaz de aprender a partir de cada evento operacional. Esse refinamento constante das decisões assegura que a experiência do cliente não seja prejudicada por instabilidades de sistemas.

Estabelecer esse nível de estabilidade requer a integração estrutural entre desenvolvimento e operação aliada ao poder da IA. A conversão do fluxo de dados em medidas preventivas neutraliza riscos antes de qualquer impacto nos resultados do negócio, garantindo a continuidade dos processos e a relevância das corporações em um momento em que ser competitivo não é mais uma opção.

por Marcos Pinotti, diretor de engajamento da Kron Digital

Regulação de criptoativos avança com PL 4.932/2023 e pode destravar investimentos no Brasil, diz ABToken

A Associação Brasileira de Tokenização e Ativos Digitais (ABToken) apresenta seu Relatório Estratégico sobre o Projeto de Lei 4.932/2023, destacando o papel decisivo da proposta na consolidação institucional do mercado de ativos virtuais no Brasil. Segundo a entidade, o país atravessa um ponto de inflexão no desenvolvimento do sistema financeiro digital, exigindo uma modernização urgente do arcabouço jurídico.

Sendo assim, o documento posiciona o projeto de lei como um marco estruturante para o setor, ao preencher lacunas críticas deixadas pela legislação vigente e alinhar o Brasil às melhores práticas internacionais de governança.

A proposta, já aprovada pela Câmara dos Deputados e atualmente em tramitação no Senado Federal, altera dispositivos centrais do Marco Legal dos Criptoativos (Lei nº 14.478/2022) e da Lei nº 13.506/2017. Ela também conta com apoio significativo de diferentes setores. Entidades como CNF, Febraban, Anbima e outras associações do sistema financeiro, que manifestaram posicionamento favorável, destacando a importância da medida para a integridade do mercado e órgãos governamentais, incluindo o Banco Central e o Ministério da Fazenda, também reforçam a necessidade de aprovação da proposta para garantir proteção efetiva ao investidor, especialmente em cenários de insolvência.

Além disso, o relatório aponta que o PL 4.932/2023 segue a mesma direção de regulações adotadas em mercados como União Europeia, Singapura, Reino Unido e Japão, especialmente no que diz respeito à proteção fiduciária e segregação de ativos. Esse alinhamento posiciona o Brasil como uma jurisdição mais segura e competitiva no cenário global, reduzindo incertezas jurídicas e ampliando o fluxo de capital internacional.

Avanço

O principal avanço trazido pelo projeto é a obrigatoriedade da segregação patrimonial entre os ativos das plataformas e os recursos de seus clientes. Na prática, isso estabelece que os criptoativos custodiados constituem patrimônio separado, protegendo investidores contra riscos de falência ou recuperação judicial das prestadoras de serviços. O texto determina, ainda, que movimentações financeiras sejam realizadas exclusivamente por meio de contas individualizadas em instituições supervisionadas pelo Banco Central, eliminando o uso de “contas-ônibus” e ampliando a transparência e rastreabilidade das operações.

“O PL 4.932/2023 representa um divisor de águas. A segregação patrimonial é um pilar inegociável para a proteção do investidor e para a construção de um ambiente de confiança e inovação no país”, afirma Regina Pedroso, diretora executiva da ABToken.

O relatório resgata o contexto que motivou a proposta legislativa, marcada por fraudes de grande escala entre 2019 e 2022, investigadas pela CPI das Pirâmides Financeiras. Os casos evidenciaram falhas graves de governança, especialmente a confusão patrimonial entre empresas e clientes, além da atuação de plataformas estrangeiras sem presença jurídica no Brasil.

De acordo com a ABToken, a aprovação do projeto tende a elevar o nível de profissionalização do setor, promovendo uma reestruturação das empresas e incentivando a consolidação do mercado. A entidade também destaca que a medida cria as bases para o avanço de novas fronteiras tecnológicas, como a tokenização de ativos nos setores imobiliário, agroindustrial e ambiental.

Inovações e impactos do projeto:

  • Blindagem patrimonial: Transmuta a custódia em serviço fiduciário estrito; em caso de colapso da empresa, os ativos dos usuários devem ser integralmente restituídos ou transferidos, não compondo a massa falida.
  • Fim das “Contas-Ônibus”: Exige que o trânsito de moeda ocorra exclusivamente por contas individualizadas em nome do usuário final, combatendo a opacidade e facilitando a rastreabilidade financeira.
  • Jurisdição nacional: Obriga que plataformas estrangeiras possuam sede formal e pessoa jurídica constituída no Brasil para operar, sujeitando-as à fiscalização e à execução do Judiciário brasileiro.
  • Controle de derivativos: Proíbe a oferta de derivativos atrelados a ativos virtuais sem autorização prévia da CVM, protegendo o investidor de alavancagens excessivas.
  • Convergência global: Alinha o Brasil às práticas das jurisdições mais avançadas do mundo, como o regulamento MiCA europeu e as normas de Singapura e Japão.

“A segregação patrimonial é um pilar inegociável de proteção ao investidor e de resiliência institucional. Estamos trabalhando junto aos relatores e presidentes de comissões para que o Brasil consolide um ambiente de inovação seguro e alinhado aos padrões internacionais de governança. A resolução definitiva da segurança de custódia contida no PL 4.932/2023 é a premissa basilar para o destravamento subsequente de outras pautas vitais para o país, como a tokenização no agronegócio e no setor imobiliário”, conclui Regina.

Próximos passos

Com tramitação avançada no Senado Federal e forte convergência entre setor público e privado, a expectativa é que a aprovação aconteça ao longo de 2026. A ABToken ressalta a importância de preservar a essência do texto aprovado pela Câmara, garantindo uma transição equilibrada para o novo modelo regulatório. A ABToken seguirá acompanhando a tramitação da matéria e dialogando com os agentes institucionais para contribuir com a construção de um ambiente regulatório favorável à inovação e à segurança jurídica.

IA que executa decisões em tempo real: empresa brasileira lança tecnologia que promete reduzir tempo de resposta de horas para minutos

Foi nesse contexto que a empresa brasileira Globalsys apresentou oficialmente o Satryo, uma nova solução de inteligência artificial corporativa que não apenas analisa dados, mas executa ações diretamente nos sistemas das empresas. O lançamento ocorreu durante um evento que reuniu executivos e especialistas em tecnologia.

A proposta do Satryo é mudar a lógica atual de uso da IA no ambiente corporativo: sair do modelo reativo, baseado em consultas e relatórios, para uma atuação contínua, integrada e proativa.

Diferente das soluções tradicionais, que dependem de consultas manuais, o Satryo opera conectado em tempo real aos sistemas da empresa (como ERPs, CRMs e bases internas) interpretando dados com base no contexto específico de cada operação.

Segundo a apresentação do produto, a tecnologia foi desenvolvida para atuar em cinco dimensões principais: integração em tempo real, entendimento do contexto do negócio, execução de ações, monitoramento contínuo e soberania dos dados.

Na prática, isso significa que a IA não apenas responde perguntas, mas pode, por exemplo, ajustar processos, acionar fluxos operacionais ou alertar equipes antes que um problema impacte o negócio.

“O modelo tradicional ainda depende de alguém olhar o dado, interpretar e agir. O que estamos propondo é eliminar esse intervalo”, afirmou Beto Yunes, CTIO da Globalsys e responsável pela apresentação do produto.

Um dos principais gargalos: tempo de decisão

Um dos pontos centrais abordados no lançamento foi o chamado “gap de decisão”, o tempo entre o momento em que o dado é gerado e a ação tomada.

De acordo com a própria análise apresentada no evento, esse ciclo pode levar até 72 horas em muitas empresas, passando por etapas como geração de relatórios, reuniões e validações.

Com o uso do Satryo, a proposta é reduzir esse intervalo para minutos ou até segundos, especialmente em cenários críticos, como identificação de anomalias financeiras, falhas operacionais, rupturas de estoque, oportunidades comerciais.

Em testes iniciais com clientes, a Globalsys afirma que o tempo de resposta caiu significativamente, saindo de horas para minutos em decisões operacionais.

Caso real: Braveo já utiliza a tecnologia

Segundo Marcelo Alexandre, Diretor Executivo de Tecnologia Digital e da Informação da Braveo, o impacto está diretamente ligado à velocidade e à autonomia na tomada de decisão.

“A principal mudança não é só ter acesso ao dado, mas conseguir agir a partir dele no momento certo. Isso altera completamente a dinâmica da operação”, destacou o executivo.

A aplicação envolve o uso da IA integrada aos sistemas da empresa, permitindo monitoramento contínuo e respostas automatizadas em diferentes áreas do negócio.

Mercado e tendência: da análise para a execução

O lançamento do Satryo reflete um movimento mais amplo no mercado de tecnologia: a evolução da inteligência artificial de ferramentas analíticas para sistemas que atuam diretamente na operação.

Esse avanço está ligado à crescente complexidade dos negócios e ao volume de dados gerados diariamente, que tornam inviável a dependência exclusiva de análises manuais.

Nesse contexto, a expectativa é que soluções com capacidade de execução automatizada ganhem espaço, principalmente em empresas de médio e grande porte, onde a velocidade de decisão impacta diretamente resultados.

Nova gigante do frio: SuperFrio e IceStar unem operações e criam 3ª maior empresa de logística frigorificada da América Latina

A integração entre a SuperFrio, líder brasileira em logística com temperatura controlada, e a IceStar, com operações no Chile, Colômbia e Peru, marca um movimento de consolidação no setor de logística frigorificada na América Latina. Controladas pelo Pátria Investimentos, as empresas passam a operar de forma integrada, formando a terceira maior plataforma do segmento na região.

A nova estrutura reúne mais de 50 centros de distribuição em quatro países e uma capacidade instalada de aproximadamente 4 milhões de metros cúbicos, além de cerca de 480 mil posições paletes. A operação atua em múltiplas faixas de temperatura — congelado, refrigerado e seco — atendendo uma cadeia crítica para o abastecimento de alimentos e para a exportação de produtos sensíveis.

A integração amplia a capilaridade logística e reforça a eficiência operacional em um setor pressionado por custos, escala e necessidade crescente de previsibilidade na distribuição. A rede de transporte soma mais de 350 veículos próprios, sendo mais de 300 no Brasil e mais de 50 no Chile.

No Brasil, a SuperFrio mantém presença nas regiões Sul, Sudeste, Centro-Oeste, Nordeste e Norte, conectando centros logísticos aos principais polos de produção e consumo. Já a IceStar possui operação consolidada no Chile — de Arica a Chiloé — além de atuação na Colômbia, com centro em Medellín, e no Peru, com unidade em Paita, importante hub de exportação.

A plataforma integrada atende setores como varejo, food service, catering, alimentos industrializados, proteínas, pescados, agronegócio e sementes. Entre os serviços estão armazenagem, transporte, distribuição, exportação, importação, co-packing e movimentação de contêineres, apoiados por uma plataforma tecnológica integrada.

Segundo Francisco Moura, responsável pela direção executiva da nova operação, o movimento está alinhado a uma transformação mais ampla do setor: “A integração aponta para o futuro da logística de frio na América Latina: maior eficiência, sustentabilidade e uma visão regional alinhada às exigências do comércio internacional. Estamos preparados para crescer, investir e ampliar nossa presença com excelência operacional.”

Como parte da estratégia de expansão, a operação na Colômbia já prevê ampliação da unidade em Medellín, reforçando a capacidade instalada e a cobertura logística no país.

Sobre a SuperFrio

No Brasil, a SuperFrio conta com 35 centros de distribuição, aproximadamente 2,7 milhões de m³ de capacidade instalada e cerca de 341 mil posições paletes, com operações que abrangem produtos congelados, resfriados, climatizados e secos.

Praticidade, preço e experiência: a tríade de valor para os marketplaces

É um fato: os marketplaces no Brasil vivem um crescimento exponencial, concentrando cerca de 80% a 87% das vendas online e movimentando mais de R$300 bilhões em 2025. Esse crescimento acelerado nos últimos anos trouxe consigo um novo nível de exigência por parte dos consumidores. Se antes a conveniência já era um diferencial, hoje ela é apenas o ponto de partida. Na prática, o que vemos é um amadurecimento do consumidor digital, e com ela, a régua de valor também subiu.

Nesse cenário, três pilares se consolidam como determinantes para a competitividade dos marketplaces: praticidade, preço e experiência. Muito mais do que atributos isolados, essa tríade funciona como um sistema interdependente, onde o desequilíbrio de um elemento pode comprometer toda a percepção de valor de uma marca.

Praticidade: o básico precisa ser impecável, simples assim! Para o novo consumidor, a praticidade deixou de ser inovação e passou a ser obrigação. Navegação intuitiva, busca eficiente, checkout simplificado e entregas rápidas não são mais diferenciais, são pré-requisitos que o cliente já espera. 

O consumidor não tolera fricção. Cada clique desnecessário, cada etapa confusa ou atraso na entrega representa uma oportunidade perdida. Em um ambiente onde a concorrência está a poucos segundos de distância, simplificar a jornada é uma estratégia direta de retenção. Aqui reforço que a praticidade vai além da interface. Ela envolve também logística eficiente, integração de sellers e consistência operacional. É, essencialmente, a capacidade de fazer o complexo parecer simples.

Preço: neste quesito, gestores de marketplaces precisam encarar a competitividade com inteligência, não com margem zero. É claro que o preço continua sendo um dos principais fatores de decisão, especialmente em um ambiente inflacionário e de maior sensibilidade econômica. No entanto, a guerra de preços pura e simples não se sustenta no longo prazo.

Marketplaces maduros entendem que competitividade não significa necessariamente ser o mais barato, mas sim oferecer o melhor custo-benefício percebido. Isso envolve curadoria de produtos, diversidade de sellers, políticas de frete atrativas e estratégias de precificação dinâmicas, baseadas em dados. Além disso, a transparência é fundamental. O consumidor atual compara, pesquisa e identifica rapidamente inconsistências. Preço, hoje, também é sobre confiança.

Experiência: este é o ‘pulo do gato’ como um verdadeiro diferencial competitivo. Isso porque, se praticidade é o básico e preço é o fator de entrada, a experiência é o que realmente fideliza. E aqui, a experiência deve ser entendida de forma ampla, ou seja, atendimento eficiente; personalização; comunicação relevante; pós-venda ativo; e resolução ágil de problemas. Cada ponto de contato contribui para a construção (ou destruição) da relação com o cliente.

Marketplaces que se destacam são aqueles que conseguem transformar uma transação em relacionamento. E isso passa, inevitavelmente, pelo uso inteligente de dados para entender comportamentos, antecipar necessidades e oferecer jornadas cada vez mais personalizadas.

Neste cenário tão dinâmico, o grande desafio para os gestores de marketplace não está em desenvolver cada um desses pilares de forma isolada, mas sim em orquestrá-los de maneira integrada e inteligente. À medida que o mercado evolui, a tendência é que a diferenciação deixe de estar em funcionalidades isoladas e passe a residir na consistência da entrega. Os consumidores não estão mais em busca de promessas, eles esperam fluidez, transparência e valor real em cada interação. E os marketplaces que compreenderem isso sairão na frente.

Afinal, a praticidade sem experiência gera eficiência fria; o preço sem praticidade gera abandono; e, por fim, a experiência sem preço competitivo limita escala. A verdadeira vantagem competitiva surge quando os três elementos operam em harmonia, sustentados por tecnologia, dados e uma visão clara de centralidade no cliente.

*Mariana Mantovani é especialista em Marketplace e E-commerce, e fundadora da Boost Marketplace, empresa especializada em turbinar e impulsionar resultados de vendas nos maiores marketplaces do mercado. Com mais de 15 anos de experiência no ecossistema digital, Mariana sempre atuou em empresas de referência como Netshoes, Electrolux, Mercado Livre e RD Saúde, com foco em e-commerce, marketplaces, liderança de times de performance, e desenvolvimento de negócios.

EBANX reforça time executivo global com nomeações de CTO e CHRO

EBANX anunciou hoje o reforço do time executivo global com as nomeações de Kalecser Kurtz como Chief Technology Officer (CTO), Jefferson Nunes como Chief Human Resources Officer (CHRO) e Isabela Rebello como Vice-Presidente Global de Risco e Compliance. O reforço segue o ano com o maior volume total de pagamentos (TPV) processados da história do EBANX, além do anúncio de expansão da operação para mais cinco países na Ásia.

No ano passado, o TPV do EBANX cresceu 48%, atingindo o maior volume desde a fundação, há 14 anos. Em março, a empresa inaugurou um headquarters em Singapura voltado para toda a região da Ásia-Pacífico, além de apoiar merchants globais. Na semana passada, anunciou expansão para Turquia, Indonésia, Tailândia, Malásia e Vietnã, ampliando as operações para sete mercados asiáticos, além dos países da América Latina e da África, onde processa pagamentos para mais de 500 merchants sediados na América do Norte, Europa e Ásia.

“Para sustentar o crescimento acelerado do EBANX, estamos fortalecendo nossa equipe executiva com uma combinação de expertise de mercado e talentos internos de alto nível. Essa linha de atuação faz parte da nossa filosofia desde o primeiro dia e é essencial para operar com uma verdadeira ambição global”, disse João Del Valle, Cofundador e CEO do EBANX.
 

Kalecser Kurtz assume o cargo de CTO depois de 10 anos no EBANX, onde começou como Arquiteto de Software e, mais recentemente, atuou como VP de Tecnologia, garantindo a robustez, precisão e confiabilidade da plataforma de pagamentos do EBANX. “Como CTO, meu papel é contribuir para a continuidade da evolução tecnológica do EBANX com excelência, ambição e profundidade. Enquanto a Inteligência Artificial transforma o modo como as empresas se desenvolvem e crescem, vejo essa mudança como um catalisador para aprendizados, invenções e possibilidades. Para o EBANX, isso resulta em produtos mais fortes, execução mais inteligente e maior capacidade de expansão para novos mercados”, afirmou Kurtz.

Ex-Diretor de Recursos Humanos do EBANX, Jefferson Nunes retorna à empresa como CHRO, trazendo experiência de companhias globais de tecnologia como a Uber. Na nova posição, ele será responsável pela estratégia global de recursos humanos do EBANX, com apoio ao time de mais de 700 profissionais distribuídos em 16 países. “Como CHRO, minha principal missão será fortalecer ainda mais a cultura do EBANX em todos os países com atuação, dando o apoio necessário para o crescimento da empresa e, consequentemente, impactando os resultados que entregamos aos merchants e aos consumidores que eles atendem”, explicou Nunes.
 

Isabela Rebello entra no EBANX como Vice-Presidente Global de Risco e Compliance, depois de passagens por cargos executivos em empresas como Amazon, Stripe e BTG Pactual. Ela será responsável pelo avanço do programa global de compliance e da gestão de risco do EBANX. “Uma das principais propostas de valor do EBANX como parceiro de merchants globais é a segurança das operações, com confiabilidade, total conformidade e a capacidade de navegar pelas complexidades de cada mercado emergente. Estou empolgada em entrar para o time e reforçar mais ainda essa forma de atuar do EBANX”, disse Rebello.

Rebello entra na empresa em uma fase decisiva para a área de Risco e Compliance, com marcos como a concessão da licença de Major Payment Institution (MPI) pelo MAS (Monetary Authority of Singapore), o banco central de Singapura, onde a empresa estabeleceu o HQ para a região da Ásia-Pacífico.

As novas nomeações seguem uma série de anúncios recentes de líderes, incluindo Marie-Elise Droga como Chief Revenue Officer (CRO), Marin Mignot como Chief Operating Officer (COO) e Eduardo de Abreu como Chief Product Officer (CPO) e CEO regional do EBANX Singapura. Os anúncios reforçam o foco da empresa em excelência nas áreas de Tecnologia, Recursos Humanos, Compliance, Comercial, Operações e Produto.

“A trajetória de Kurtz é um ótimo exemplo de como o EBANX é construído em torno de talentos: depois de uma década em cargos de liderança na área de engenharia, ele assume a posição de CTO em um momento decisivo para a empresa. Ao mesmo tempo, trazer líderes como Nunes e Rebello, com ampla experiência no setor, fortalece nossa capacidade de escalar com excelência”, acrescentou Del Valle.

Shopee aponta Goiás como estratégico em plano logístico nacional após acordo com Estado

A expansão das operações da Shopee em Goiás, formalizada por meio de memorando de entendimento assinado com o Governo de Goiás nesta quarta-feira (22/4), vai impulsionar a geração de empregos e reforçar o posicionamento do estado como referência logística no país. “Goiás foi o primeiro estado a receber um centro de distribuição, o que demonstra a importância do estado e o reconhecimento da sua capacidade logística”, frisou a head de relações governamentais da Shopee, Luciana Hachmann.

A expansão das atividades da empresa em solo goiano prevê o fortalecimento do modelo de fulfillment, no qual há armazenamento de produtos, além da ampliação da estrutura já existente no estado. “Essa estratégia de distribuição está alinhada ao nosso plano nacional de aprimoramento logístico, para que as entregas cheguem rapidamente ao consumidor”, justificou Luciana, ao completar que a Shopee conta com centros de distribuição, hubs logísticos e uma rede de pontos parceiros, que contribuem para dar mais agilidade às entregas e ampliar o alcance das operações.

A representante da Shopee destacou ainda que Goiás tem capacidade de atuar como elo em diferentes mercados. “Nosso objetivo é conectar vendedores e consumidores em todo o Brasil. A expansão em Goiás é estratégica porque conseguimos integrar nossa operação logística à região Centro-Oeste”, ressaltou Luciana Hachmann.

Ao detalhar o pacote de medidas, o governador Daniel Vilela explicou que inclui a simplificação de regras para o comércio eletrônico, com foco na redução da burocracia e no estímulo a novos investimentos. “O decreto trata da eliminação de burocracias que impediam o aumento de investimentos por parte desse mercado eletrônico, principalmente em razão da multiplicidade de fornecedores que tem uma exigência, a inscrição estadual para cada um desses fornecedores”, explicou o governador.

O chefe do Executivo goiano destacou ainda que a medida está alinhada à estratégia de modernização da gestão tributária. “Para que a gente possa cada vez mais modernizar as nossas operações tributárias, simplificá-las para que o cidadão, o contribuinte tenha o menor trabalho possível, a menor burocracia possível em relação à Secretaria de Economia”, salientou.

Presente em Goiás desde 2024, a Shopee mantém expansão contínua. A expectativa é que, com a ampliação da gigante varejista, sejam gerados cerca de 3 mil empregos nos próximos cinco anos. “Há uma cadeia de geração de empregos através das agências e também dos fornecedores que são estimulados a poder empreender e produzir no nosso estado utilizando essas plataformas”, finalizou Daniel Vilela.

Decreto alterado
No encontro, o governador assinou a alteração do Decreto nº 4.852, de 29 de dezembro de 1997, para viabilizar a simplificação de operações de comércio eletrônico em Goiás. Trata-se de uma medida que visa simplificar as operações de comércio eletrônico em território goiano. Agora, a inscrição estadual é facultativa para vendedores de outros estados que utilizam centros de distribuição em Goiás. A medida reduz custos operacionais e obrigações acessórias, especialmente para empresas enquadradas no Simples Nacional.

A novidade não impacta a arrecadação do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). Isso porque não houve alteração no sistema de partilha do tributo nas operações interestaduais, nem nos mecanismos de fiscalização. As vendas realizadas por empresas de e-commerce são classificadas como operações interestaduais. Por isso, Goiás já recebe o Diferencial de Alíquota do ICMS (Difal) e continuará recebendo normalmente após a mudança.

iFood lança 3ª edição do “Elas são Tech”, programa voltado para mulheres na tecnologia que oferece 50 posições exclusivas

O iFood anuncia a abertura das inscrições para a terceira edição do programa < Elas são Tech/ >. Com 50 vagas abertas exclusivamente para profissionais mulheres, a iniciativa vai além de um processo seletivo tradicional e é desenhada como uma experiência completa de recrutamento para mulheres que desejam acelerar suas trajetórias em posições de nível Pleno a Especialista. Com o programa, o iFood  busca promover a inclusão e o protagonismo feminino no setor, oferecendo capacitação, mentorias e desenvolvimento para mulheres da área. As inscrições estarão abertas até 2 de maio e podem ser realizadas pelo site oficial do programa (Engenharia e Dados)

Nesta edição, o programa foca em talentos para as áreas de Engenharia de Software (Backend e Frontend) e Data Science e Inteligência Artificial. As oportunidades são para atuação 100% remota, permitindo a participação de profissionais de todo o Brasil. Um diferencial do programa é a não exigência de formação acadêmica específica, priorizando a experiência prática e a capacidade de resolver desafios complexos que a empresa brasileira de tecnologia oferece.

“No iFood, a diversidade não é uma meta de futuro, é um pilar de inovação presente: hoje, 46% da nossa liderança é composta por mulheres e o ‘Elas são Tech’ é fundamental para alimentarmos esse fluxo, garantindo que talentos femininos encontrem um ambiente onde possam não apenas entrar, mas aprender e ascender através de, apoio contínuo, desafios reais e impacto em escala”, conta Silvia Kihara, Diretora de Talent Acquisition do iFood.  

As participantes passarão por um processo seletivo que inclui desafios técnicos e entrevistas, que ocorrerão entre os meses de abril e maio com admissões previstas para início de junho. As candidatas interessadas devem ter experiência na área, vontade de desenvolver soluções inovadoras e desejo de integrar uma das empresas referência em tecnologia do Brasil. 

Destaques das edições anteriores

O programa se destaca pelo acompanhamento personalizado, garantindo suporte individualizado às participantes em toda a jornada de aprendizado. Ingressante da última edição, a engenheira de software Tamires Araujo, 32, compartilha que  o Elas São Tech não é apenas sobre contratação, mas sobre representatividade, incentivo e transformação. “Decidi fazer uma transição de carreira e desde a faculdade, éramos poucas mulheres, mas fiquei impressionada com o programa porque, tudo foi pensado para nos preparar tecnicamente, com mentorias e suporte contínuo. Tive acesso a tecnologias que me ajudaram a crescer e hoje sinto que estou em um lugar que realmente impulsiona meu crescimento”, conta a engenheira.

Já são mais de 4.600 participantes impactadas pelo programa e mais de 70 contratações realizadas no último ano. Em outras edições do Elas São Tech, o iFood ofereceu 12 semanas de imersão na tecnologia da empresa, onde as novas colaboradoras receberam suporte contínuo com foco no desenvolvimento de soft e hard skills, metodologia guiada por IA, mentorias com especialistas do iFood, além de aulas síncronas com cases práticos e testes direcionados. 

Serviço Elas são <Tech/>

Inscrições para processo seletivo: de 15 de abril a 2 de maio, pelo site;

Admissões previstas: junho de 2026. 

Benefícios: salário compatível com os valores de mercado, iFood Benefícios (vale-refeição ou alimentação,  farmácia, vale cultura e mais), assistência médica e odontológica; seguro de vida, ajuda de custo para curso de idiomas; auxílio home office e incentivos financeiros para desenvolvimento profissional.