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Marketplaces concentram quase 90% da receita do e-commerce global

Com marketplaces concentrando cerca de 87% da receita global do e-commerce em 2026, de acordo com o relatório Global Ecommerce Trends da ECDB, vender nessas plataformas se consolidou como um dos principais motores de crescimento do comércio digital. No Brasil, estimativas de mercado apontam que aproximadamente 80% das vendas online já passam por marketplaces, evidenciando o peso dessas plataformas na jornada de compra do consumidor.

Esse avanço, no entanto, traz desafios operacionais para micro e pequenos varejistas. Para aderirem aos marketplaces, eles precisam lidar com múltiplos canais, controle de estoque em tempo real e gestão de pedidos sem, necessariamente, ampliar estrutura ou custos fixos. A falta de integração entre sistemas segue como um dos principais gargalos para quem tenta escalar vendas no ambiente digital.

É nesse contexto que a vhsys, empresa especializada em soluções de gestão empresarial online, passa a disponibilizar a integração com o Mercado Livre — marketplace líder no Brasil — em seu app Marketplaces, com lançamento previsto para 10 de fevereiro. A funcionalidade permite que lojistas conectem esse canal ao seu sistema de gestão e centralizem cadastros, estoque e pedidos em um único ambiente, reduzindo retrabalho e falhas operacionais comuns na gestão multicanal.

“Quando a maior parte das vendas online acontece dentro de marketplaces, o diferencial para o pequeno varejo está na capacidade de participar desse movimento ao mesmo tempo que controla a operação com eficiência”, afirma Reginaldo Stocco, CEO da vhsys. “A integração com o Mercado Livre atende a uma demanda clara dos empreendedores: vender em grandes plataformas sem perder visibilidade, organização e previsibilidade do negócio.”

Lançado em 2025, o app Marketplaces da vhsys reúne mais de 70 canais de venda e opera com um modelo baseado no volume de pedidos, e não na quantidade de produtos ou marketplaces conectados. Isso permite que o lojista pague de acordo com o que vende e tenha liberdade para expandir canais conforme a estratégia do negócio.

Voltada a micro e pequenos empreendedores que já possuem loja física e buscam ampliar a presença digital sem investimentos elevados ou contratações complexas, a integração acompanha um movimento já consolidado no varejo: crescer em marketplaces exige, cada vez mais, gestão integrada e controle operacional.

Grupo Asia Shipping amplia operação de distribuição, aumentando em 60% capacidade de armazenagem no Brasil

A Asia Shipping, multinacional brasileira e maior integradora logística da América Latina, anuncia a expansão de sua operação de distribuição no Brasil e a consolidação de um novo modelo de atuação no país, validado a partir da aquisição da Hórus Logística, em 2024. O Grupo ampliou em mais de 60% sua capacidade operacional no último ano e alcançou 20 mil metros quadrados de área em três centros de distribuição localizados em Itajaí e Araquari (SC).

O movimento reforça a estratégia da Asia Shipping de ampliar sua atuação ao longo de toda a cadeia logística, integrando armazenagem, gestão de inventário e distribuição a um portfólio cada vez mais completo de soluções. Em 2025, o Grupo atingiu a marca de 30 clientes nessa frente de negócio, crescimento de 50% em relação ao ano anterior, impulsionado pela adoção de tecnologias proprietárias e pela integração inteligente dos fluxos logísticos.

“Estamos consolidando um modelo de distribuição que coloca tecnologia, eficiência e rastreabilidade no centro da operação. A Asia Shipping passa a entregar ao mercado um serviço de nível internacional, totalmente conectado e com visibilidade em tempo real para o cliente”, afirma Alexandre Pimenta, CEO da Asia Shipping.

Segundo o executivo, a aquisição da operação catarinense da Hórus Logística marcou o início de uma nova etapa para a Asia Shipping, ao acelerar investimentos, ampliar a infraestrutura e fortalecer a capacidade tecnológica que sustenta o atual modelo de distribuição da companhia.

Para Silvio Fernandes, CEO da Hórus Logística, a integração das operações permitiu acelerar a maturidade da estrutura de armazenagem e distribuição da Asia Shipping. “A partir da incorporação da Hórus, foi possível padronizar processos, escalar tecnologia e integrar sistemas de gestão, o que ampliou a capacidade de atendimento e elevou o nível de controle e previsibilidade das operações. Hoje, operamos com uma estrutura preparada para atender demandas mais complexas e segmentos regulados, com alto grau de rastreabilidade e eficiência”, afirma.

Tecnologia como base da operação

Com foco em automação, segurança e agilidade, a operação de distribuição utiliza RFID em toda a cadeia, garantindo rastreamento preciso, além de Business Intelligence próprio integrado ao sistema de gestão WMS. A estrutura permite que os clientes acompanhem estoques, pedidos e movimentações em tempo real, com inventários mais rápidos e alta acuracidade.

O padrão de segurança dos armazéns inclui sistema completo de prevenção e combate a incêndio, iluminação LED em toda a operação e máquinas elétricas de íon-lítio, que eliminam o uso de combustíveis fósseis e tornam os processos mais silenciosos, seguros e sustentáveis.

Estrutura preparada para segmentos regulados

Entre as três unidades em operação, duas — em Itajaí e Araquari — já possuem licenças da Anvisa para armazenagem de medicamentos, produtos para saúde, correlatos, saneantes e cosméticos, além de áreas climatizadas e refrigeradas. A estrutura foi projetada para garantir controle rigoroso, rastreabilidade integral e conformidade regulatória.

“Temos uma operação licenciada, segura e preparada para atender produtos sensíveis. É um mercado estratégico para nós, e estamos prontos para expandir nossa atuação nesses segmentos”, reforça Pimenta.

Com a aquisição da Hórus, a Asia Shipping segue ampliando sua presença nacional. Além de Santa Catarina, a companhia mantém um escritório em São José dos Pinhais (PR) e prevê expansão para o Estado de São Paulo em 2026, acompanhando os polos de maior demanda logística. Para mais informações sobre os serviços da Asia Shipping, acesse o site da companhia

1° marketplace de planos de saúde projeta 50 milhões de valuation em 2026

O número de brasileiros com planos de saúde chegou a 52,8 milhões em junho de 2025, o maior patamar já registrado.  O setor movimentou cerca de R$ 190 bilhões no primeiro semestre, consolidando o país como o maior mercado de saúde privada da América Latina. A Click Planos projeta atingir R$ 6 milhões em faturamento até 2026 e atingir um valuation de R$ 50 milhões, impulsionada pela expansão da digitalização no acesso a planos de saúde. A expansão do setor, porém, contrasta com uma contradição persistente: a jornada de contratação ainda é lenta, complexa e dependente de intermediações humanas. Nesse cenário, o avanço das plataformas digitais começa a romper um ciclo histórico de ineficiência.

Segundo Gustavo Succi, CEO da Click Planos, a digitalização não é apenas uma questão de conveniência, mas de acesso. “O consumidor não aceita mais esperar dias por um retorno ou preencher dezenas de formulários para ter um plano. Ele quer clareza, comparação e economia, com decisões em minutos, não em dias ou semanas.  A tecnologia encurta o caminho entre o desejo de proteção e a contratação do plano”, afirma. Esse movimento reflete uma tendência mais ampla do mercado, em que a transformação digital vem redesenhando a forma como serviços essenciais chegam à população, da educação ao sistema financeiro, e agora à saúde. A digitalização do setor, antes vista como um avanço tecnológico, tornou-se uma necessidade econômica e operacional, impulsionada pelo aumento da demanda, pelo envelhecimento populacional e pela busca das operadoras por eficiência. A Click Planos atua conectando consumidores diretamente a operadoras de saúde, oferecendo uma jornada 100% digital que combina agilidade, segurança e atendimento humanizado, inserindo-se no centro dessa mudança estrutural que redefine o acesso à saúde privada no Brasil.

O modelo tradicional, ainda centrado em corretores e etapas manuais, enfrenta um sistema de aprovação fragmentado e pouco transparente. Hoje, uma pessoa que quer contratar um plano de saúde é obrigada a esperar um corretor entrar em contato, pegar as informações para só depois passar as cotações. Além disso, o volume de informações de cada plano dificulta o entendimento. “A maioria das pessoas busca entender se o plano cabe no orçamento, se cobre os principais hospitais da região e se a contratação é rápida e sem burocracia. É essa clareza que a Click Planos entrega de forma muito mais ágil”. A plataforma funciona não apenas montando o comparativo, mas destacando os planos com maiores descontos para o perfil do usuário, o que permite reduzir custos e aumentar a transparência do processo. “A grande virada está em devolver ao consumidor o controle do processo. A saúde deve ser simples, direta e acessível, e isso só é possível com tecnologia. Foram 2 anos entre estudo de mercado e desenvolvimento da plataforma. Hoje, temos a patente da solução no Brasil e estamos em processo na Suíça. Já está no nosso Road Map a internacionalização em 2028”, complementa Succi.

A Click Planos tem em seu quadro de fundadores nomes de diferentes áreas, com experiências complementares em saúde, tecnologia, direito e finanças. Além de Gustavo Succi, empresário, fundador e CEO, fazem parte da estrutura societária Caio H. Adams Soares, COO e Advogado especializado em Direito da Saúde; Victor Reis, presidente do Grupo Med+; José Lamontanha, CTO e responsável pelo desenvolvimento tecnológico da plataforma; e Fabrizio Gueratto, sócio do Banco Modal, que atua no apoio estratégico e de comunicação A digitalização do acesso à saúde sinaliza um novo ciclo para o setor, que passa a combinar eficiência tecnológica com empatia no atendimento. Na prática, ao acessar o site clickplanos.com.br, o consumidor informa seus dados básicos, como cidade, idade e tipo de cobertura desejada, e em poucos segundos visualiza na tela as opções disponíveis de planos de saúde que atendem sua região. O sistema utiliza inteligência artificial para cruzar informações de preço, rede credenciada e perfil do usuário, facilitando a comparação entre operadoras.  A plataforma reúne atualmente  1.512 planos e uma rede de 140 mil clínicas e hospitais em todo o país. A contratação é feita de forma totalmente online, com suporte especializado em tempo real e validação das operadoras registradas na ANS. “O modelo permite que o processo que antes levava dias, seja concluído em cerca de 2 minutos, trazendo agilidade e transparência a uma das etapas mais burocráticas do setor”, finaliza Succi. 

Do trabalho braçal ao e-commerce mulheres reescrevem trajetórias de renda

O empreendedorismo digital tem se consolidado como uma das principais portas de entrada para geração de renda entre mulheres brasileiras, especialmente em um cenário de informalidade elevada e dificuldades de acesso ao mercado formal de trabalho. 

Dados do IBGE mostram que as mulheres ainda recebem, em média, cerca de 20% menos que os homens no país, enquanto o Sebrae aponta que elas já representam mais de 34% dos empreendedores no Brasil, com crescimento acelerado nos negócios digitais e no comércio eletrônico.

É nesse contexto que a trajetória da Sabrina Nunes, empreendedora e especialista em vendas na internet e fundadora da Francisca Joias, exemplifica o potencial dessa transformação. Ex-cortadora de cana-de-açúcar, ela construiu carreira no universo dos negócios digitais e hoje atua na formação de mulheres que buscam transformar experiências de vulnerabilidade em fontes estruturadas de renda por meio de lojas online. “O digital não elimina desigualdades sozinho, mas cria atalhos que antes não existiam para quem não tinha capital, tempo ou rede de apoio”, afirma.

O avanço do comércio eletrônico ajuda a explicar esse movimento. Segundo a Associação Brasileira de Comércio Eletrônico, o e-commerce brasileiro faturou mais de R$185 bilhões nos últimos três anos, com forte participação de micro e pequenos negócios. Levantamentos do setor indicam que mulheres estão mais presentes em segmentos como moda, beleza, bem-estar e produtos personalizados, áreas em que a entrada digital reduz custos fixos e barreiras logísticas.

Na avaliação de Sabrina, o diferencial está na adoção de modelos replicáveis, que dispensam estoques elevados e permitem escala gradual. “Quando a mulher entende que pode operar uma loja digital com processos simples e testados, ela deixa de depender apenas da força física ou de jornadas exaustivas. O negócio passa a trabalhar junto com ela”, diz.

Pesquisas do Sebrae também mostram que negócios liderados por mulheres tendem a reinvestir mais na família e na comunidade, ampliando o impacto social da renda gerada. Na visão de Sabrina, a visibilidade dessas trajetórias ajuda a romper estigmas históricos. “Durante muito tempo, o trabalho braçal foi visto como destino final para muitas mulheres. O digital mostrou que é possível mudar a rota sem romantizar a pobreza, mas com método, educação e acesso à informação”, afirma.

A consolidação do empreendedorismo digital feminino, segundo especialistas do setor, tende a se intensificar nos próximos anos, impulsionada pela expansão do acesso à internet, pela popularização de plataformas de venda e pela busca crescente por alternativas de renda mais flexíveis. Nesse cenário, histórias reais de transformação econômica deixam de ser exceção e passam a integrar o debate sobre desenvolvimento e inclusão produtiva no Brasil.

LinkedIn revela as habilidades que mais crescem e devem impulsionar o mercado de trabalho brasileiro em 2026

O LinkedIn, maior rede social profissional do mundo, divulga a nova edição da lista Habilidades em Alta 2026 no Brasil, levantamento anual que identifica as competências que mais crescem no país e que devem ganhar protagonismo ao longo do ano. O estudo reflete um mercado em rápida evolução, no qual a transformação digital, o avanço da inteligência artificial e a reconfiguração das carreiras tradicionais vêm redefinindo as habilidades mais valorizadas por empresas de diferentes setores.

A edição deste ano mapeou as habilidades em ascensão em 10 áreas estratégicas: Vendas, Desenvolvimento de Negócios, Educação, Engenharia, Serviços de Saúde, Tecnologia da Informação, Gestão de Projetos, Recursos Humanos, Finanças e Marketing.

Esse cenário amplia oportunidades, mas também torna as expectativas do mercado mais complexas. Segundo pesquisa do LinkedIn, um em cada cinco profissionais no mundo afirma que a falta de qualificação adequada dificulta sua busca por emprego. O dado evidencia o ritmo acelerado dessa transformação: à medida que funções incorporam inteligência artificial, novos sistemas e decisões orientadas por dados, cresce a necessidade de competências mais especializadas e estratégicas.

O que vemos é um aprofundamento claro da transformação digital no Brasil. A inteligência artificial deixa de ser um tema concentrado em áreas técnicas e passa a integrar o cotidiano de praticamente todas as funções, elevando o nível de exigência das organizações. O diferencial competitivo já não está apenas no acesso à tecnologia, mas na capacidade de integrá-la aos sistemas existentes, garantir segurança e conformidade, e transformar dados em decisões estratégicas com impacto real no negócio. Isso exige um equilíbrio cada vez maior entre competências técnicas e comportamentais, capazes de conectar áreas, orientar decisões e transformar conhecimento em execução”afirma Guilherme Odri, editor-chefe do LinkedIn Notícias Brasil.

O estudo identificou cinco grandes grupos de competências que sintetizam as transformações estruturais do mercado brasileiro em 2026:

  • Estratégia de IA, Plataformas e Sistemas Inteligentes
  • Marketing, Comunicação e Storytelling Estratégico 
  • Engenharia de Software, APIs e Desenvolvimento de Sistemas
  • Gestão de Programas, Projetos e Operações 
  • Segurança da Informação, Cibersegurança e Conformidade Técnica 

As funções estão se tornando mais complexas e interdisciplinares. À medida que cresce a demanda por conhecimentos como LLM (Large Language Models), integração de sistemas e cibersegurança, ganham relevância a capacidade de liderança estratégica, escuta ativa, resolução colaborativa de problemas e pensamento sistêmico,  reforçando que identificar e desenvolver competências diversas é um passo decisivo para acompanhar a evolução do mercado.

Profissionais em busca de atualização e recrutadores(as) podem conferir aqui mais detalhes sobre as habilidades em alta para 2026 e seus respectivos recortes por área, além de cursos gratuitos do LinkedIn Learning para cada uma delas, disponíveis até 23 de março, como Como Transformar sua Estratégia Empresarial com IA GenerativaFundamentos da Programação: Além do BásicoFundamentos de CibersegurançaCompetências Básicas de Gestão de Projetos e Fundamentos do Marketing Digital.

Metodologia 

O LinkedIn avalia o crescimento anual das habilidades com base em dois critérios: aquisição de competências e êxito na contratação. A aquisição de competências avalia o crescimento de uma determinada competência com base nos usuários que a adicionam aos seus perfis. O êxito na contratação avalia o crescimento de uma determinada competência com base nos usuários que a possuem e que foram contratados no último ano. As taxas de crescimento de todas as métricas são calculadas comparando os dados do LinkedIn de 1º de dezembro de 2024 a 30 de novembro de 2025 com o mesmo período do ano anterior (1º de dezembro de 2023 a 30 de novembro de 2024). Para entrar na lista, as competências devem ter representação e atividade suficientes durante o período analisado.

Os dados são normalizados em todas as competências. Foram excluídas as competências linguísticas, as digitais básicas e aquelas muito gerais. A lista principal foi elaborada agrupando as competências individuais em categorias mais amplas, com base em funções, áreas técnicas ou casos de uso.

Giuliana Flores prevê 5 mil entregas no Dia da Mulher 2026

A Giuliana Flores projeta mais de 5 mil entregas apenas no Dia Internacional da Mulher, em 8 de março de 2026, e um crescimento de 12% no número de pedidos em relação a 2025. A expectativa da empresa reflete tanto o fortalecimento de campanhas sazonais quanto o papel simbólico da data no calendário de consumo brasileiro. No portfólio da companhia, girassóis, rosas encantadas e orquídeas devem liderar as vendas, acompanhados por itens como cachepôs, que se destacam como formas diferenciadas de homenagear.  

A data tem origem nas lutas históricas por direitos e igualdade de gênero. Mais do que um momento de vendas, é um espaço de reconhecimento social e de reflexão sobre avanços e desafios nas trajetórias femininas. Dentro desse contexto, o ato de presentear também ganha um novo significado. Mais do que um gesto comercial, a lembrança funciona como forma de reconhecimento, afeto e valorização. Flores, em especial, permanecem relevantes porque carregam simbolismos ligados a respeito, admiração e cuidado. 

O desempenho esperado para a data também se insere em um contexto mais amplo de expansão do e-commerce no país. De acordo com projeções da Associação Brasileira de Inteligência Artificial e E-commerce (Abiacom), o setor deve faturar mais de R$ 259 bilhões em 2026, impulsionado por datas comemorativas como o Dia da Mulher.  Segundo o Painel Webshoppers 2026, campanhas sazonais motivam 74% dos consumidores brasileiros a realizar compras online, o que reforça o impacto direto desse tipo de ação no faturamento das lojas virtuais. 

Para empresa, a combinação de produtos afetivos, variedade de opções e o significado associado à data formam a base de uma estratégia de crescimento que vai além do faturamento, traduzindo respeito e valorização em cada entrega. “No Dia da Mulher, percebemos que as pessoas optam mais por lembranças do que por grandes presentes. Independente da escolha é uma data que carrega homenagem, reconhecimento e a força da mulher em sua pluralidade”, afirma Clóvis Souza, CEO da Giuliana Flores.

Material escolar em 2026: como o e-commerce se tornou estratégia para driblar os preços

No retorno das aulas pós-carnaval, o e-commerce deve se consolidar em 2026 como uma das principais alternativas para as famílias que buscam ofertas na compra de materiais escolares. Uma pesquisa divulgada em janeiro pelo Instituto Locomotiva indica que 39% das pessoas deverão fazer buscas e compras tanto em lojas físicas quanto online. O levantamento mostra também que 16% dos responsáveis poderão utilizar apenas as plataformas de vendas virtuais.

As informações do Instituto apontam que esse movimento surge como uma reação ao cenário econômico do país. A inflação dos artigos de papelaria fechou o ano de 2025 com alta de 5,32%, valor que superou o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que encerrou o período em 4,26%. Como os valores desses produtos subiram acima do custo de vida médio no ano passado, os preços chegarão em fevereiro com um peso maior, o que forçará o cliente a buscar alternativas para lidar com a lista de material escolar.

Para Eduardo Esparza, VP General Manager da Tenerity Ibéria e LATAM, companhia líder internacional de engajamento que aumenta o valor do relacionamento entre as empresas e seus clientes, a sensibilidade ao preço pode mudar a dinâmica da busca por produtos por parte dos consumidores, o que pode fortalecer o relacionamento dos consumidores com as marcas.

“As famílias trocarão de fabricante ou de estabelecimento sem hesitação se encontrarem uma vantagem financeira clara. Esse movimento pode gerar oportunidades para o varejo online, uma vez que fazer comparações de preços é mais fácil pelas plataformas de e-commerce. Por isso, os varejistas devem investir no fortalecimento de seus canais digitais e na comunicação de ofertas e benefícios, que assumirão um papel central na decisão de compra”, afirma o executivo.

Comportamento do e-consumidor

O cenário indicado pela pesquisa se alinha aos dados do relatório E-Consumidor 2026, que revela que 57% dos compradores brasileiros priorizam os canais digitais justamente pela competitividade de preços em itens como cadernos, estojos e mochilas.

O relatório também aponta que, além do frete grátis, os programas de benefícios e o cashback figuram como os maiores atrativos para a decisão de compra. Essa tendência abrirá espaço para que o setor explore novas frentes de engajamento, como o retail media, que permite a entrega de ofertas personalizadas no momento exato do checkout.

“A consolidação do retail media será fundamental para equilibrar essa conta. Ao utilizar espaços estratégicos nas plataformas de vendas online, os varejistas podem gerar renda extra com a criação de espaços publicitários, obter novas oportunidades de compras e estreitar o relacionamento com os consumidores”, conclui o executivo.

Magalu reduz comissão pela metade para novos sellers

O Magalu acaba de lançar uma campanha para atrair ainda mais sellers para a sua plataforma de marketplace. Novos vendedores terão a taxa de comissão reduzida de 18% para 9,9% no início da sua jornada, com incentivos como frete grátis e cupons para os clientes, até que o indicador de qualidade do seller dentro da plataforma seja calculado.  

“Com essa campanha, queremos incentivar que mais sellers utilizem a nossa plataforma e tenham sucesso em suas vendas”, afirma Diego Ferreira, gerente corporativo de marketplace do Magalu. “O nosso marketplace é um dos maiores do Brasil e quanto mais varejistas parceiros temos, mais nossos clientes se beneficiam em relação ao sortimento de produtos, preço competitivos e, claro, na experiência de compra.”

Os sellers já ativos no marketplace do Magalu seguem com outras vantagens para impulsionar o crescimento nas vendas, como participação em campanhas comerciais, maior visibilidade na plataforma, soluções logísticas, ferramentas de Ads e dados de performance, além dos benefícios progressivos como cupons e coparticipação em campanhas, garantidas de acordo com a sua evolução.

Até setembro de 2025, o marketplace do Magalu acumulou 12,6 bilhões de reais em vendas. Em 2024, a plataforma fechou o ano com 19 bilhões de reais de faturamento, mais de 350 mil sellers e 50 milhões de clientes. 

Dia do Consumidor: porque experiência virou diferencial no varejo físico e digital

Data com ganchos promocionais vai muito além de descontos. Em um cenário cada vez mais competitivo e híbrido, a experiência do cliente se consolida como o principal diferencial no varejo físico e digital. Segundo Caroline Jurdi, CEO e fundadora da CJ Hub, agência de Marketing as a Service, o consumidor atual não escolhe apenas pelo preço ou pelo produto, mas pela jornada completa desde o primeiro contato com a marca até o pós-venda. 

“Hoje, a experiência é um dos principais pilares que sustentam a relação entre marcas e clientes. Portanto, precisa ser fluida, personalizada e consistente em todos os pontos de contato, seja no e-commerce, nas redes sociais ou na loja física. Quando essa experiência é bem construída, gera confiança, fortalece o relacionamento e aumenta significativamente as chances de fidelização. Já quando falha, o impacto é imediato, o cliente busca por outras marcas”, orienta Jurdi. 

No ambiente digital, fatores como navegação intuitiva, rapidez no atendimento, personalização e integração entre canais são determinantes para o sucesso. Já no físico, o desafio é transformar a loja em um espaço de conexão, onde o atendimento humano, o ambiente e a proposta de valor da marca criem memórias positivas. “As pessoas querem ser reconhecidas, ouvidas e bem atendidas. Quando isso acontece, a marca deixa de ser apenas um ponto de venda e passa a ocupar um espaço de confiança na vida do consumidor”, explica a CEO. 

Para Caroline Jurdi, empreendimentos que entendem o Dia do Consumidor como uma oportunidade estratégica, e não apenas promocional, alcançam resultados mais sustentáveis. “Promoções atraem, mas é a experiência que fideliza. No marketing atual, não basta gerar tráfego ou conversão, é preciso criar jornadas que conectem, engajem e transformem clientes em defensores da marca”, destaca.

A CEO da CJ Hub reforça que a integração entre físico e digital é indispensável. “O consumidor não enxerga canais separados, espera-se uma experiência única, contínua e coerente em todos os pontos de contato. Marcas que ainda não entenderam essa lógica omnichannel correm o risco de perder relevância, competitividade e espaço na preferência do cliente”, conclui Jurdi. 

Interior do Brasil ganha protagonismo nas vendas online e redesenha o mapa do empreendedorismo digital

O avanço do comércio eletrônico no Brasil tem produzido um efeito estrutural que vai além do aumento das vendas online. Nos últimos anos, a expansão das operações fora das capitais consolidou o interior do país como um polo relevante dentro dos marketplaces, redesenhando o mapa do empreendedorismo digital. Nesse processo, o Mercado Livre tem desempenhado papel central ao ampliar sua estrutura logística e tecnológica em diferentes regiões.

A presença crescente de vendedores em cidades médias está ligada à redução de barreiras que historicamente concentravam oportunidades econômicas nos grandes centros urbanos. Com a integração do interior às rotas nacionais de distribuição, empreendedores passaram a acessar o mesmo mercado consumidor atendido por operações sediadas nas capitais, diminuindo a distância entre produção, estoque e cliente final.

Esse processo tem impacto direto na economia regional. A interiorização do e-commerce favorece a formalização de pequenos negócios, amplia a geração de renda local e cria novas cadeias de serviços, como transporte, armazenagem e suporte operacional. Estados como São Paulo, Minas Gerais, Santa Catarina, Paraná, Bahia, Distrito Federal e Rio de Janeiro reúnem condições estruturais que facilitam esse avanço, como a malha rodoviária integrada, a concentração de centros de distribuição e a oferta de serviços logísticos mais maduros.

A logística aparece como fator-chave dessa transformação. Os investimentos do Mercado Livre em centros de distribuição, operações de cross-docking e modelos de entrega mais rápidos permitiram que empreendedores de cidades do interior reduzissem prazos e custos, tornando seus negócios mais competitivos no ambiente digital. A aproximação física entre estoque e consumidor final passou a ser um diferencial estratégico, independentemente da localização do vendedor.

Para Hugo Vasconcelos, especialista em vendas de produtos físicos por marketplaces e sócio-fundador da VDV Group, essa mudança alterou de forma concreta o perfil do empreendedor digital brasileiro. “A logística deixou de ser um limitador geográfico. Hoje, quem está no interior consegue estruturar uma operação profissional, com previsibilidade de entrega e alcance nacional”, afirma.

Além da infraestrutura física, o avanço do acesso à internet e a popularização de ferramentas digitais contribuíram para ampliar a base de vendedores. Plataformas de pagamento, sistemas de gestão e soluções de atendimento reduziram a dependência do ponto físico e do capital elevado, facilitando a entrada de novos empreendedores em regiões antes pouco conectadas ao comércio eletrônico.

Na avaliação de Vasconcelos, esse cenário exige uma mudança de mentalidade por parte de quem entra no marketplace. “Não é mais a cidade onde o vendedor está que define o potencial do negócio, mas a forma como ele organiza logística, precificação e exposição do produto dentro da plataforma”, diz. Segundo ele, a descentralização também aumentou a diversidade regional das operações, com vendedores de diferentes estados disputando espaço em igualdade de condições.

Ao integrar regiões antes periféricas ao fluxo nacional de consumo, o e-commerce consolida um processo de descentralização que vai além do digital. O interior, antes tratado como mercado secundário, passa a ocupar papel de destaque em uma nova etapa do comércio eletrônico brasileiro, com impacto direto sobre renda, formalização e desenvolvimento regional.