Início Site Página 35

Um erro operacional quase derrubou as vendas de um e-commerce no TikTok Shop

A ascensão do TikTok Shop como canal de vendas no Brasil abriu uma nova frente de crescimento para pequenos e médios negócios digitais. Relatório da Accenture aponta que o social commerce deve crescer quase três vezes mais rápido do que o e-commerce tradicional até 2026, impulsionado por vídeos curtos, afiliados e compras por impulso. Mas, junto com a escala acelerada, surgem armadilhas operacionais pouco discutidas.

Foi esse o aprendizado vivido pela empresária Sabrina Nunes, fundadora da Francisca Joias, e especialista em vendas na internet. A marca chegou a registrar picos de até 700 pedidos em um único dia dentro do TikTok Shop, impulsionada por vídeos próprios e de afiliados que viralizaram na plataforma. Pouco tempo depois, as vendas despencaram.

“O erro não foi marketing, nem produto, nem falta de demanda. Foi estoque. Eu descuidei da profundidade e o algoritmo respondeu cortando a distribuição”, afirma Sabrina. Segundo ela, a queda não aconteceu de forma gradual. “De um dia para o outro, os pedidos simplesmente pararam de entrar”, diz.

O funcionamento do TikTok ajuda a explicar o fenômeno. Diferentemente de redes sociais mais tradicionais, a plataforma opera também como mecanismo de busca. Vídeos bem ranqueados continuam sendo exibidos por semanas ou meses, o que amplia o potencial de vendas. No TikTok Shop, esse efeito é reforçado pelo interesse direto da plataforma em escalar produtos com capacidade de entrega.

“Quando o sistema percebe que você não tem estoque suficiente para sustentar a demanda, ele entende que aquele produto não é escalável. E, se não é escalável, deixa de ser prioridade para o algoritmo”, afirma Sabrina. O resultado é menos alcance, menos visualizações e queda abrupta nas vendas.

Dados do próprio TikTok, divulgados em relatórios globais de commerce, indicam que sellers com maior taxa de disponibilidade de estoque e fulfillment consistente têm mais chances de receber incentivos da plataforma, como vouchers de mídia e maior exposição em vitrines internas. No Brasil, a empresa tem estimulado o envio de amostras para afiliados como forma de ampliar o volume de vídeos, prática que também exige previsibilidade operacional.

Segundo a empresária, o erro ficou mais evidente quando a marca passou a integrar o estoque via ERP, sistema que conecta loja on-line e TikTok Shop. “O ERP joga a informação em tempo real. Se não há profundidade, o sinal para o algoritmo é claro: essa marca não aguenta escalar”, diz.

O caso chama atenção porque contraria uma lógica comum entre pequenos lojistas, que apostam em grande variedade de produtos. Para Sabrina, no TikTok Shop vale o oposto. “Importa mais profundidade do que mix. Não adianta ter muitos itens se você não consegue sustentar aquele que está performando”, afirma. Ela recomenda começar com cerca de dez produtos, desde que exista reposição garantida com fornecedores.

O aprendizado ocorre em um momento de forte expansão do canal. Estudo da NielsenIQ mostra que vídeos com recomendação direta influenciam mais de 70% das decisões de compra em social commerce, percentual superior ao de anúncios tradicionais. “É a rua mais movimentada do mundo hoje. Mas, se você não estiver preparado internamente, a mesma velocidade que leva para cima derruba”, diz Sabrina.

Para 2026, a empresária avalia que o TikTok Shop tende a separar rapidamente operações estruturadas das improvisadas. “Não é uma lojinha. É uma máquina de escalar produto. E máquina exige processo, estoque e previsibilidade”, afirma. Segundo ela, quem entender isso cedo pode capturar uma vantagem difícil de recuperar depois. “Quem chega antes bebe água limpa. Foi assim com Instagram, influenciadoras e e-commerce. Agora está acontecendo de novo.”

Fintechs, chineses e delivery: ranking revela os aplicativos preferidos dos brasileiros em 2025

Um novo levantamento da RankMyApp, referência em inteligência mobile e performance digital, revelou o panorama dos aplicativos mais baixados no último ano pelos brasileiros em mais de dez categorias, entre elas Finanças, Compras, Gastronomia, Entretenimento e Educação. O estudo ‘’Top Apps Brasil 2025’’, que analisou dados da Google Play Store e Apple Store, mostra três tendências distintas: o domínio absoluto das fintechs no setor financeiro, a consolidação das plataformas asiáticas no e-commerce e a força dos aplicativos de delivery de comida no país.

Finanças: bancos digitais conquistam o topo

Na categoria Finanças, o Nubank lidera no Android (18.112 pts), enquanto o Mercado Pago ocupa o 1º lugar no iOS (17.748 pts). PicPay e Mercado Pago aparecem entre as primeiras posições no Android, e, no iOS, o top 5 é composto por Mercado Pago, Nubank, FGTS, Serasa e InfinitePay. O levantamento reforça o protagonismo de apps digitais no topo do ranking, com presença pontual de banco tradicional, como o Banco Itaú, que aparece em 4º no Android (16.460 pts) e em 7º no iOS (16.283 pts)

Finanças – Top 5

Android:

  1. Nubank — 18.112
  2. PicPay — 17.398
  3. Mercado Pago — 17.180
  4. Banco Itaú — 16.460
  5. Inter — 16.320

 iOS:

  1. Mercado Pago — 17.748
  2. Nubank — 16.942
  3. FGTS — 16.698
  4. Serasa — 16.563
  5. InfinitePay — 16.535

“As fintechs entenderam que o consumidor brasileiro busca praticidade, transparência e taxas competitivas. Elas construíram experiências digitais nativas, sem o peso de infraestruturas bancárias tradicionais, e isso se reflete na preferência do usuário”, analisa Leandro Scalise, CEO da RankMyApp.

Bancos tradicionais como Itaú, Inter, Caixa e Santander mantêm presença relevante, mas ocupam posições intermediárias no ranking, demonstrando que a transformação digital do setor financeiro brasileiro ainda tem um protagonismo forte das instituições nascidas digitais.

Compras: a “guerra oriental” redefine o e-commerce

A categoria Compras apresenta o cenário mais disruptivo do levantamento. Plataformas asiáticas como Temu, Shopee e Shein ocupam posições de destaque em ambas as lojas de aplicativos, sinalizando uma mudança profunda no comportamento de compra do brasileiro.

No Android, o Mercado Livre mantém a liderança com 17.720 pontos, mas é seguido de perto por Temu (17.706), Shopee (17.649) e Shein (16.877). No iOS, o cenário é ainda mais favorável às plataformas orientais: Mercado Livre lidera com 17.651, mas Temu aparece com 17.512, praticamente empatado, e Shopee vem logo atrás com 17.493.

“A aceleração das plataformas chinesas não é apenas uma questão de preço”, explica Scalise. “Essas empresas entenderam profundamente o comportamento do consumidor brasileiro. Elas usam dados em larga escala para segmentar audiências, testar mensagens em ciclos rápidos e ajustar ofertas em tempo real. Essa capacidade de leitura e resposta coloca Shopee, Shein e Temu em uma posição muito competitiva na disputa pela atenção e pela recorrência de compra.”

O estudo aponta que esse avanço está diretamente relacionado ao comportamento do consumidor, que tem buscado maior conveniência e custo-benefício. Há um aumento significativo da adesão a experiências gamificadas de compra, como cupons, recompensas e programas de fidelidade, que estimulam a recorrência. Além disso, o consumidor tem demonstrado maior tolerância a prazos de entrega mais longos quando os descontos aplicados são expressivos, um reflexo do aumento do custo de vida e da necessidade de compras mais racionais.

Marketplaces consolidados como Amazon, Magalu e OLX seguem entre os dez mais bem posicionados no Brasil, mas passam a enfrentar uma concorrência cada vez mais intensa no ambiente digital.

Gastronomia: iFood mantém liderança absoluta

Na categoria Gastronomia e Bebidas, o iFood reina absoluto em ambas as plataformas. No iOS, o aplicativo registra 18.120 em pontuação, seguido por McDonald’s (17.564) e Zé Delivery (17.395). Já no Android, a liderança se repete com iFood (18.129 pts), enquanto Zé Delivery aparece em segundo lugar (17.522) e McDonald’s em terceiro (17.375).

O que chama atenção é a forte presença de redes de fast-food com aplicativos próprios no top 10. Burger King (17.112 no iOS  e 17.247 no Android), Food To Save (16.362 no iOS e 16.413 no Android) e Habib’s (15.861 no iOS e 15.243 no Android) demonstram que grandes marcas têm investido em canais diretos de relacionamento com o consumidor, buscando reduzir dependência de agregadores e aumentar margens.

Gastronomia e Bebidas – Top 5

iOS:

  1. iFood – 18.120
  2. McDonald’s – 17.564
  3. Zé Delivery – 17.395
  4. Burger King – 17.112
  5. Food To Save – 16.362

Android:

  1. iFood – 18.129
  2. Zé Delivery – 17.522
  3. McDonald’s – 17.375
  4. Burger King – 17.247
  5. Food To Save – 16.413

Aplicativos de nicho, como o Food To Save, que conecta consumidores a estabelecimentos que vendem excedentes de alimentos com desconto, também aparecem no ranking, sinalizando uma crescente preocupação do brasileiro com sustentabilidade e economia.

O levantamento analisou 400 aplicativos em 8 categorias no Android e 700 aplicativos em 14 categorias no iOS.

Métricas de excelência para se manter no topo

O estudo Top Apps Brasil 2025 utilizou metodologia proprietária para analisar o desempenho dos aplicativos nas lojas digitais ao longo de 2025. O ranking considera um índice composto que reúne indicadores como visibilidade, engajamento, pontuação e posicionamento por categoria, com dados da Google Play Store e da Apple App Store no Brasil, além de ferramentas próprias e APIs oficiais. A empresa ressalta que os resultados refletem um retrato do mercado no período e podem variar conforme a dinâmica do setor.

Além do ranking, o levantamento aponta que os aplicativos líderes compartilham padrões de excelência. Segundo a RankMyApp, essas plataformas costumam registrar ratings próximos ou superiores a 4,5 estrelas, altos níveis de engajamento e recorrência, além de bases amplas de usuários. O investimento contínuo em otimização nas lojas de aplicativos (ASO) e em experiência do usuário aparece como fator decisivo para sustentar performance e retenção no ambiente digital.

Futuro dos pagamentos: Pix já responde por mais de 50% das transações no Brasil e pressiona transformação das PMEs

A transformação do ecossistema de pagamentos no Brasil tem acelerado o debate sobre o papel tradicional do boleto bancário diante da popularização do Pix e da digitalização dos processos financeiros nas empresas. Segundo dados do Banco Central, o Pix já respondeu por mais de 50,9% de todas as transações financeiras no Brasil no primeiro semestre de 2025, com quase 37 bilhões de operações registradas, reforçando a sua posição como meio de pagamento dominante no país.

Nesse cenário, cresce também a demanda por soluções que organizem, validem e automatizem etapas críticas do fluxo financeiro, especialmente em pequenas e médias empresas (PMEs), que lidam com grande volume de dados, contratos, notas fiscais e cálculos de remuneração. Fundada para atender essa necessidade, a SplitC, software especializado na automação do cálculo de remuneração variável (RV), acompanha de perto esse movimento por meio do comportamento de seus clientes, que buscam mais controle, rastreabilidade e eficiência sobre valores que impactam diretamente o caixa.

Segundo Gabriel Segers, cofundador e CEO da SplitC, “a digitalização dos meios de pagamento não é mais uma tendência, é uma realidade que já está transformando a forma como empresas gerenciam seus recebíveis e compromissos financeiros. O Pix impulsionou essa mudança ao tornar as transações instantâneas e de baixo custo, mas o verdadeiro ganho de eficiência acontece quando as empresas organizam melhor as informações que antecedem o pagamento, como cálculos, validações e regras de remuneração.”

Dados de mercado reforçam esse movimento. Um relatório recente indicou que o Pix processou aproximadamente 64 bilhões de transações em 2024, um crescimento de mais de 50% em relação ao ano anterior, ultrapassando o volume transacional combinado de cartões de crédito e débito. Ainda assim, o boleto bancário segue movimentando valores bilionários, estimados em cerca de R$ 2,47 trilhões em transações B2B, o que mostra que ele ainda desempenha um papel relevante em vários segmentos.

Para Segers, essa coexistência aponta para uma evolução do modelo financeiro, e não para a simples substituição de um meio por outro. “O que estamos observando é a transição de um sistema fragmentado e manual para um ecossistema em que dados, regras de negócio e processos financeiros são orquestrados de forma integrada. Isso traz benefícios como maior previsibilidade de caixa, redução de erros e ganhos de eficiência para as PMEs”, explica.

Além do aumento no uso do Pix, outro indicativo dessa transformação é a adoção crescente de soluções especializadas que automatizam o cálculo de comissões e bônus, oferecem visibilidade em tempo real dos valores aos colaboradores e parceiros, permitem assinatura digital de documentos, envio, coleta e autovalidação de notas fiscais, e estruturam essas informações para que o pagamento aconteça de forma mais segura e organizada.

Segers destaca: “Quando a empresa automatiza o cálculo da remuneração variável e centraliza regras, contratos e validações, ela reduz drasticamente retrabalho, planilhas manuais e divergências. Isso impacta diretamente a saúde financeira do negócio, independentemente do meio de pagamento utilizado.”

De acordo com o CEO, o debate sobre o futuro do boleto e a consolidação do Pix vai além da tecnologia. “Está ligado à maturidade da gestão financeira das empresas. À medida que soluções de automação e governança ganham espaço, as PMEs passam a operar com mais transparência, previsibilidade e competitividade em um ambiente cada vez mais digital”, conclui.

BASE Digital completa 15 anos e firma parceria estratégica com a Tramontina

BASE Digital, consultoria especializada em transformação digital para grandes empresas, celebra 15 anos de atuação no mercado e anuncia uma nova parceria estratégica com a Tramontina. A partir de 2026, a BASE passa a atuar como parceira da marca centenária para fortalecer e expandir sua presença digital, com foco em performance, SEO e posicionamento em ambientes de recomendação baseados em modelos de linguagem (LLMs), em um momento-chave de atualização da marca, que se aproxima de seus 115 anos de história. Atualmente, a Tramontina tem unidades próprias em 22 países e exporta para mais de 120.

Reconhecida por apoiar organizações líderes em segmentos como indústria, energia, saúde, educação e consumo, a BASE Digital inicia este ciclo ao lado da Tramontina com a missão de evoluir eixos estratégicos da companhia, entre eles o Portal Institucional Global. No ar há mais de dois anos, a plataforma tem papel central no planejamento digital da marca e pretende ampliar sua relevância em buscas orgânicas, performance digital e novos ecossistemas de descoberta e recomendação de produtos impulsionados por inteligência artificial.

“A parceria com a Tramontina simboliza muito do que acreditamos como consultoria, com projetos de longo prazo. Chegamos aos 15 anos com um modelo construído sobre execução rigorosa, método próprio e compreensão do negócio dos nossos clientes. No caso da Tramontina, o Portal Institucional Global assume um papel fundamental para sustentar a relevância da marca nos próximos anos”, afirma Marcos Schestak, Co-CEO da BASE Digital. 

Para a Tramontina, a iniciativa está diretamente conectada ao atual movimento de modernização da marca e às novas estratégias digitais que vêm sendo desenhadas para os próximos anos. “O Portal Institucional Global é um ativo para que os produtos Tramontina sejam referência tanto nas buscas orgânicas quanto nos novos ambientes de recomendação baseados em IA. Hoje, há mais de 22 mil itens cadastrados no site. Essa evolução acontece em um momento importante de atualização da marca, alinhado ao planejamento que estamos construindo para o futuro”, destaca Rosane M. Fantinelli, Diretora de Marketing da Tramontina.

Com 160 mil interações mensais, plataforma aposta em dados conversacionais para impulsionar vendas

A  HVOICE anuncia o reposicionamento de sua plataforma de Conversation Analytics como uma ferramenta estratégica capaz de analisar cerca de 160.000 conversas por mês, considerando canais como voz, chat, e-mail e WhatsApp, e transformar essas interações em insights que geram receita. Utilizando tecnologias avançadas de Inteligência Artificial Generativa e Machine Learning, a solução permite que empresas extraiam valor comercial de dados antes tratados como meramente operacionais. Atualmente, a plataforma processa dezenas de milhares de atendimentos mensais em mais de dez segmentos de mercado, consolidando-se como uma das soluções mais escaláveis do setor.

Segundo César Batista, sócio-diretor da HVOICE, o diferencial está em transformar dados brutos de interação em inteligência acionável para marketing e vendas. “As conversas com os clientes são uma mina de ouro de informações para qualquer negócio. No entanto, a maioria das empresas não consegue explorar esse potencial. Com o HVOICE, aplicamos inteligência artificial para decodificar milhares de interações e entregar para os times de marketing e vendas os insights que eles precisam para serem mais assertivos, entenderem a concorrência e, finalmente, venderem mais e melhor”, explica o executivo.

Esse movimento acompanha uma tendência global de monetização de dados conversacionais. Empresas que expandiram o uso de inteligência artificial aplicada à automação de atendimento e à análise estratégica de interações registraram crescimento expressivo de receita e elevaram suas projeções anuais para a faixa de US$ 165 milhões a US$ 180 milhões, refletindo a demanda por soluções escaláveis baseadas em voz e chat, de acordo com dados divulgados ao mercado e analisados pelo portal financeiro AlphaSpread em relatório sobre resultados corporativos do setor de IA conversacional em 2025. 

A tecnologia da HVOICE identifica padrões de comportamento e os principais fatores que levam ao fechamento de negócios, além de mapear argumentos de concorrentes mencionados durante as interações. A plataforma correlaciona o perfil e a performance do time de vendas com os resultados obtidos, revelando quais abordagens, discursos e estratégias comerciais realmente geram impacto. Esse processo permite que gestores tomem decisões baseadas em evidências e otimizem campanhas e treinamentos de forma contínua.

Outro diferencial da plataforma é a integração entre automação e curadoria humana. Enquanto a inteligência artificial processa grandes volumes de dados, profissionais especializados em atendimento e performance comercial validam as análises, garantindo precisão e contexto. Essa combinação amplia a qualidade dos relatórios entregues e fortalece a capacidade de diagnóstico, permitindo que as empresas compreendam não apenas o que os clientes dizem, mas também os motivos por trás dessas manifestações.

Com a digitalização acelerada das interações corporativas, o volume de dados não estruturados cresce de forma exponencial, tornando-se um dos principais desafios para gestores e analistas. Ao posicionar sua tecnologia como uma ferramenta de geração direta de receita, a HVOICE reforça seu papel como parceira estratégica de empresas que buscam integrar performance comercial, experiência do cliente e inteligência de dados em um único ecossistema.

Golpe do falso suporte de TI se espalha por ligações e WhatsApp nas empresas

Relatórios internacionais indicam que a engenharia social segue como principal porta de entrada para incidentes corporativos. O Verizon Data Breach Investigations Report aponta que cerca de 70% dos ataques bem-sucedidos envolvem o fator humano, enquanto pesquisas do FBI IC3 mostram crescimento de golpes baseados em contato direto, como ligações e mensagens que simulam áreas internas de tecnologia. 

Em 2026, empresas brasileiras passaram a relatar ondas de chamadas em português, sem sotaque, originadas no exterior, com pedidos para execução imediata de comandos ou instalação de softwares.

Igor Moura, COO da Under Protection, afirma que o avanço desse tipo de fraude está ligado à profissionalização dos grupos criminosos. “O discurso é técnico, convincente e exploratório. Eles usam urgência, dizem que há um problema crítico e pedem colaboração imediata. Quando o funcionário executa o comando, o atacante já ultrapassou importantes barreiras de defesa”, afirma.

Como o golpe funciona na prática

O roteiro costuma seguir um padrão. O contato começa com a identificação como “suporte de TI” ou “parceiro do fornecedor”, acompanhado de informações genéricas sobre falhas, atualizações pendentes ou tentativas de invasão. Frases como “precisamos validar agora para evitar bloqueio”, “é um procedimento rápido” ou “a diretoria já está ciente” aparecem com frequência. 

Em seguida, o fraudador orienta a abrir o prompt de comando, instalar um aplicativo de acesso remoto ou clicar em um link enviado por WhatsApp.

Segundo Igor, a sofisticação não está na tecnologia, mas no contexto. “Eles falam o idioma da empresa, conhecem termos internos e escolhem horários de maior pressão operacional. O objetivo é reduzir o tempo de reflexão e levar a vítima a agir”, afirma.

As regras de ouro para equipes

Diante desse cenário, algumas orientações simples seguem como as mais eficazes. TI não solicita execução de programas por telefone ou mensagem; links recebidos fora dos canais oficiais não devem ser acessados; credenciais jamais são pedidas em contato ativo. 

Igor ressalta que a clareza dessas regras precisa ser recorrente. “Não basta treinar uma vez. A repetição transforma comportamento em reflexo”, pontua.

Dados da PwC Global Economic Crime Survey reforçam que empresas com treinamentos contínuos e políticas claras reduzem significativamente a incidência de fraudes internas e externas. A diferença, segundo o estudo, está menos na ferramenta e mais na padronização da resposta humana.

Procedimento interno recomendado

A principal medida estrutural é a adoção de um canal único de suporte. Qualquer contato inesperado deve ser interrompido e validado por retorno ao número oficial da empresa, com registro formal do chamado. Esse procedimento simples quebra a cadeia do golpe ao retirar do fraudador o controle da conversa.

Para Moura, a lógica precisa ser invertida. “Quem recebe o contato assume o papel ativo da comunicação. Se for legítimo, o processo interno confirma. Se não for, o ataque morre ali”, afirma. Ele destaca que empresas que institucionalizam esse fluxo reduzem drasticamente o risco de comprometimento, mesmo diante de tentativas cada vez mais realistas.

O avanço do falso suporte de TI reforça um ponto central da segurança corporativa em 2026: tecnologia sem processo não protege. Em um ambiente em que a voz do outro lado da linha parece confiável, a resiliência passa pela disciplina operacional e pela capacidade de dizer não mesmo quando o pedido soa técnico e urgente.

Vendas digitais aceleram crescimento do setor alimentício e transformam estratégias B2B e B2C

O comércio eletrônico brasileiro segue em expansão acelerada, consolidando-se como uma alternativa estratégica para indústrias alimentícias que buscam diversificar canais de venda e alcançar novos públicos. Dados da Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm) mostram que as vendas on-line cresceram 10,5% em 2024, totalizando R$ 204,3 bilhões, com 414,9 milhões de pedidos e ticket médio de R$ 492,40. O número de compradores digitais atingiu 91,3 milhões, e a projeção para 2025 é de faturamento superior a R$ 234 bilhões.

O crescimento não se deve apenas à maior adesão dos consumidores, mas também à profissionalização do setor. “As plataformas B2B estão cada vez mais adotando práticas do varejo B2C, como catálogos completos, condições comerciais personalizadas e processos de pedido mais ágeis, transformando o e-commerce em uma ferramenta estratégica para expandir negócios e alcançar mercados geograficamente dispersos”, avalia Hygor RoqueHead of Revenue da Divibank.

A evolução do e-commerce permite que fabricantes explorem oportunidades antes inacessíveis, especialmente em cidades menores e regiões do interior, que tradicionalmente dependiam de distribuidores e vendas presenciais. Além disso, a integração entre canais físicos e digitais, por meio de estratégias omnichannel, tem se mostrado fundamental para fidelizar clientes e aumentar a competitividade no mercado.

No ambiente B2C, a experiência do usuário ganha centralidade, com jornadas de compra mais fluidas, integração de meios de pagamento digitais e logística eficiente. Dessa forma, o comércio eletrônico deixa de ser apenas um canal de vendas e passa a atuar também como ferramenta de análise de mercado e relacionamento com o cliente.

Com o setor em franca expansão, o e-commerce se consolida como um motor de crescimento para a indústria alimentícia, oferecendo não apenas aumento de faturamento, mas também maior capacidade de adaptação, eficiência operacional e ampliação de mercado em todo o Brasil.

Amazon Expande Varejo Físico com Megaloja Revolucionária nos EUA

A Amazon está intensificando sua presença no varejo físico com o anúncio de sua maior loja já construída nos Estados Unidos. Localizada em Orland Park, Illinois, a nova megaloja de aproximadamente 21 mil metros quadrados representa um investimento significativo da gigante do e-commerce em estabelecimentos físicos, buscando integrar ainda mais as experiências de compra online e offline.

Um Novo Conceito de Loja Física

A futura megaloja da Amazon em Orland Park, Illinois, foi projetada para atender às demandas atuais dos consumidores. Metade do vasto espaço será dedicada à venda de uma ampla gama de alimentos e mercadorias gerais. A outra metade será estrategicamente utilizada para a separação e o atendimento de pedidos, tanto os feitos online quanto os realizados diretamente na loja física. Essa abordagem visa otimizar a logística e a conveniência para os clientes.

Integração Digital e Física

Embora o nome oficial e detalhes completos do novo conceito ainda não tenham sido divulgados pela Amazon, a apresentação do projeto às autoridades locais revelou um plano ambicioso. A loja permitirá que os clientes façam pedidos através de quiosques dentro do estabelecimento e retirem seus itens enquanto realizam outras compras, como as de supermercado. Essa fusão entre o digital e o físico é vista como um passo crucial para a empresa.

Estratégia de Longo Prazo no Varejo

Esta iniciativa surge em um momento em que a Amazon busca consolidar seu sucesso no mundo digital no varejo físico. Apesar de ter fechado diversas operações físicas nos últimos anos, como algumas lojas Amazon Go e a marca Amazon Books, a empresa tem trabalhado para reformular e aprimorar suas redes de supermercados, como a Amazon Fresh, que é uma versão mais acessível da rede Whole Foods, adquirida em 2017. Analistas veem essa nova aposta em lojas de grande formato como um movimento mais alinhado à escala de varejo online da Amazon, com potencial para alavancar dados do programa Amazon Prime para personalizar ofertas e estoques com base nas preferências dos assinantes locais.

Fontes

  • EUA: Amazon aumenta aposta no varejo físico com megaloja – 04/02/2026 – Economia, Folha de S.Paulo.

E-commerce entra em 2026 com vendas em alta e margens sob pressão

O comércio eletrônico brasileiro manteve um ritmo consistente de expansão em 2025, movimentando R$ 100,5 bilhões apenas no primeiro semestre do ano, segundo dados oficiais da Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm). O desempenho reforça o canal digital como um dos principais motores do varejo nacional e ajuda a explicar por que, no início de 2026, empresas de diferentes setores passaram a revisar suas estratégias de venda. Em um ambiente cada vez mais competitivo, a busca agora é por modelos capazes de oferecer maior previsibilidade financeira, retenção de clientes e menor dependência de campanhas pontuais de aquisição.

Para Luan Gabellini, cofundador da Betalabs Tecnologia, plataforma SaaS pioneira e líder em soluções para e-commerce e vendas recorrentes, o volume alcançado pelo setor indica que o mercado digital entrou em uma nova fase de maturidade, que impõe desafios mais complexos às empresas que atuam online. “O patamar atingido pelo e-commerce em 2025 mostra que crescer deixou de ser apenas uma questão de escalar mídia ou ampliar sortimento. Cada vez mais, o crescimento passa por estratégias que sustentem o relacionamento com o cliente ao longo do tempo e tragam previsibilidade para o negócio”, afirma.

Nesse contexto, modelos baseados em vendas recorrentes ganham espaço como resposta natural à profissionalização do comércio eletrônico brasileiro. A Betalabs atua oferecendo software, treinamento e assessoria para vendas online de produtos e serviços recorrentes, atendendo desde pequenos empreendedores até grandes marcas. A adoção desse tipo de estrutura permite que empresas organizem melhor seus fluxos de caixa, planejem o crescimento com mais consistência e desenvolvam relações de longo prazo com seus consumidores, acompanhando a evolução do comportamento de compra no ambiente digital.

Segundo Gabellini, o início de 2026 marca um ponto de inflexão para empresas que desejam se manter competitivas no e-commerce nacional. “Quando o mercado atinge esse nível de escala e concorrência, a recorrência deixa de ser apenas uma alternativa operacional e passa a ser uma escolha estratégica. Ela desloca o foco da venda pontual para a construção de valor contínuo, trazendo mais controle, eficiência e sustentabilidade para o crescimento”, conclui.

Queda de 2,1% nas remessas globais de smartphones pressiona varejo especializado

As remessas globais de smartphones devem cair 2,1% em 2026, pressionadas pelo aumento no custo de memória e semicondutores, segundo a Counterpoint Research. Para a Mercado Phone, rede de lojas especializadas, o cenário evidencia a necessidade de depender cada vez menos do volume de vendas e mais de gestão eficiente, pós-venda, relacionamento com clientes e uso de tecnologias avançadas, incluindo inteligência artificial (IA), para manter competitividade.

Apesar da retração no volume, o mercado continua registrando alta no valor dos dispositivos. Dados da Popal indicam que o preço médio de venda de smartphones deve subir para US$ 465 em 2026, em comparação com US$ 457 em 2025, colocando o setor em um valor recorde de US$ 578,9 bilhões. Esse aumento de preços reforça a importância de soluções tecnológicas: empresas como Meta, Microsoft e Google ampliam investimentos em data centers para suportar a crescente demanda por IA, com projeção global de quase US$ 7 trilhões em infraestrutura até 2030, segundo relatório da McKinsey & Company.

Para Maycon Richart da Costa, fundador e CEO da Mercado Phone, a combinação de retração de mercado e avanço tecnológico exige transformação nas operações do varejo especializado. “O consumidor mantém seus dispositivos por mais tempo, reduzindo a dependência de novas vendas. Lojas que utilizam gestão eficiente, automação e IA conseguem antecipar demandas e manter crescimento mesmo em um cenário desafiador”, analisa.

“Investir em tecnologias de gestão e automação é essencial para enfrentar esse momento”, complementa Maycon Richart. “Sistemas que monitoram estoque, analisam o comportamento dos clientes e otimizam processos internos permitem que as lojas operem com maior eficiência. Além disso, programas de fidelização e estratégias focadas em pós-venda ajudam a reduzir a dependência de novas vendas e fortalecem o relacionamento com o cliente, aumentando o valor do ciclo de vida de cada consumidor.”

Segundo Maycon, essas iniciativas transformam desafios em oportunidades concretas. Mesmo diante da retração nas remessas, lojas especializadas podem combinar gestão eficiente, automação, análise de dados e estratégias de fidelização para otimizar operações, reduzir desperdícios e criar novas fontes de receita, mostrando que a adaptação tecnológica e o foco no cliente não apenas mitigam os impactos do mercado, mas também geram vantagem competitiva a longo prazo.

Frente a esses desafios, a sustentabilidade do varejo especializado depende da capacidade de integrar tecnologia, automação e estratégias de fidelização para gerar valor real aos clientes. “Quem consegue unir gestão eficiente, inteligência artificial e foco no relacionamento transforma a retração do mercado em oportunidades de crescimento, fortalecendo a conexão com os consumidores e garantindo resultados consistentes a longo prazo”, finaliza o especialista.