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Abrasel aponta riscos para o delivery com texto de projeto dos entregadores

A Abrasel divulgou posicionamento sobre o relatório do PLP 152/2025, que regulamenta o trabalho mediado por plataformas digitais. A entidade afirma que a proposta, ao instituir tarifas mínimas por entrega e adicionais obrigatórios, pode elevar custos e comprometer a operação de milhares de pequenos negócios do setor de alimentação fora do lar.

Segundo o documento, o piso nacional de R$ 8,50 por entrega pode aumentar em até 68% o valor das taxas e deixar pedidos até 25% mais caros, afastando consumidores e reduzindo o faturamento de bares e restaurantes. A Abrasel também destaca que o texto ignora diferenças regionais no custo de vida, o que pode inviabilizar o delivery em cidades menores e bairros periféricos.

“O equilíbrio do ecossistema depende de preços flexíveis. Uma regra nacional que não considera a realidade do setor tende a reduzir a oferta de serviços e a renda de quem entrega”, afirma o presidente executivo da Abrasel, Paulo Solmucci.

A entidade recomenda a retirada da taxa fixa obrigatória por entrega, a manutenção da livre definição de preços e a simplificação previdenciária para garantir um modelo sustentável para todos os envolvidos.

HSBC Rebaixa PayPal para “Hold” Diante de Preocupações com Participação no E-commerce

O HSBC rebaixou as ações do PayPal (NASDAQ:PYPL) de “Buy” para “Hold”, reduzindo o preço-alvo de US$ 72,00 para US$ 47,00. A decisão reflete uma confiança diminuída na capacidade da empresa de reverter a perda de participação no mercado de comércio eletrônico. O rebaixamento ocorre após uma queda de quase 23% nas ações do PayPal na última semana, que agora negociam perto de sua mínima de 52 semanas.

Desafios no E-commerce

O rebaixamento do HSBC é motivado por uma forte desaceleração nos volumes de checkout da marca do PayPal no quarto trimestre de 2025. A instituição financeira expressou dúvidas sobre a facilidade e a rapidez com que o PayPal conseguirá aumentar o engajamento de consumidores e comerciantes. A orientação da empresa para 2026, a retirada da orientação para 2027 e a ausência de um prazo claro para a recuperação dos volumes de checkout reforçam essas preocupações.

Mudanças na Liderança e Perspectivas

A nomeação de Enrique Lores como novo CEO visa revitalizar o negócio principal de checkout da marca. Lores traz consigo experiência em liderar transformações de negócios em larga escala. No entanto, o HSBC reduziu suas estimativas de lucro líquido ajustado e fluxo de caixa livre para o PayPal, com o novo preço-alvo de US$ 47,00 implicando um potencial de alta de cerca de 13%.

Reações do Mercado e Outros Rebaixamentos

O PayPal tem enfrentado um cenário desafiador, com outros analistas também ajustando suas avaliações. O Citizens rebaixou sua classificação para “Market Perform” após resultados do quarto trimestre mostrarem crescimento de apenas 1% no checkout da marca. A Canaccord Genuity rebaixou as ações para “Hold”, citando uma mudança nas perspectivas apesar do forte fluxo de caixa. A TD Cowen reduziu seu preço-alvo para US$ 48,00, mantendo um “Hold” devido a problemas de execução e perspectivas desafiadoras para 2026. Por outro lado, a Compass Point elevou a classificação para “Neutral”, apesar das incertezas de curto prazo.

Esses desenvolvimentos indicam um período de transição e ajuste para o PayPal, enquanto a empresa navega por desafios setoriais e mudanças internas significativas.

Fontes

  • HSBC rebaixa ações do PayPal para “Hold” devido a preocupações com perda de participação no e-commerce Por
    Investing.com, Investing.com Brasil – Finanças, Câmbio e Investimentos.

Quando o serviço vira cultura: a nova vantagem competitiva do varejo e dos serviços

O mundo testemunha uma transformação profunda onde o setor de serviços consolida sua posição como o principal motor econômico em mercados maduros e emergentes, enquanto o varejo, historicamente ancorado na venda de produtos, reinventa seu papel ao incorporar serviços como ferramenta estratégica de conexão humana e criação de valor. Não se trata apenas de preço ou produto. Hoje, o que distingue uma marca competitiva é como ela faz o cliente sentir-se reconhecido, valorizado e pertencente a sua comunidade.

O setor de serviços no Brasil tem mostrado crescimento consistente, renovando níveis recordes de atividade em várias pesquisas recentes, com altas mensais sucessivas e desempenho acima do esperado pelas projeções econômicas. O movimento sinaliza resiliência mesmo em contextos de juros elevados e incertezas macroeconômicas. No acumulado de meses consecutivos, o volume de serviços apresentou crescimento significativo, impulsionado por segmentos como transporte, tecnologia da informação e serviços às famílias.

Essa evolução não é apenas aos números. O setor de serviços deixa de ser um complemento “intocável” para a economia e passa a ser o centro de criação de valor e de experiências humanas, demandando que as empresas repensem seus modelos de atuação.

Mudança de lógica: do produto à experiência integrada

Tradicionalmente, empresas competiam por características do produto e preço. Hoje, o território da competição desloca-se para a experiência, entendida como a soma de todos os pontos de contato — antes, durante e depois da compra. Essa mudança de lógica acontece porque:

  • Os consumidores estão mais conectados e informados, com acesso imediato a comparações de preço e avaliações de experiência;
  • A tecnologia permite personalização em escala; serviços sob medida deixam de ser exceção para se tornarem expectativa básica.;
  • Experiências memoráveis criam fidelidade emocional, que transcende o custo financeiro.

Essa lógica explica por que as empresas hoje são comparadas não apenas pelo que vendem, mas por como fazem sentir. O impacto emocional da experiência é um critério de escolha tão poderoso quanto preço ou funcionalidade.

Do preço à emoção

Um exemplo claro desse fenômeno ocorre em marcas que transformam simples interações em momentos memoráveis, criando vínculos duradouros com o consumidor.

Imagine um cliente que visita uma loja de moda. Dois varejistas vendem produtos similares, a preços parecidos. Em um deles, o consumidor recebe um atendimento padronizado. No outro, há consultores que personalizam sugestões, ambientes que convidam à descoberta e serviços adicionais que prolongam o engajamento, como agendamento de looks, prova personalizada e atendimento pós-compra.

Essa diferença de abordagem faz com que o segundo varejista seja percebido como mais valioso, não pelo preço, mas pela forma como o cliente se sente cuidado e compreendido. Isso influencia escolhas, fidelidade e recomendação.

Varejistas incorporando serviços ao portfólio

O varejo contemporâneo já incorpora uma série de serviços que extrapolam a transação do produto e passam a gerar experiências completas. Confira, a seguir, alguns exemplos que podem gerar excelentes insights para o seu negócio:

Serviços consultivos e personalizados – Marcas de moda e lifestyle, como NK Store, oferecem personal shoppers ou consultores de estilo que ajudam a montar looks conforme as preferências e necessidades, uma estratégia que amplia o tempo de permanência e a satisfação.

Pós-venda ativo e fidelização – Empresas de eletroeletrônicos e tecnologia não só vendem produtos como também oferecem suporte estendido, manutenção integrada e conteúdos educacionais para uso dos aparelhos e equipamentos, fortalecendo o engajamento após a compra. É o caso, por exemplo, do Lu Conecta, uma plataforma do Magalu que oferece suporte técnico 24h, antivírus, armazenamento em nuvem e cursos online, dentre outras funcionalidades, para ajudar os usuários a aproveitarem melhor a tecnologia de diversos produtos. Isso aproxima o consumidor da marca, fazendo com que ela seja lembrada e tida como referência no momento do consumo.

Experiências imersivas – Marcas como Farfetch têm explorado conceitos de “loja do futuro”, integrando tecnologia que conecta dados online com interações físicas, como o uso de IA para criação de provadores virtuais na loja física, criando experiências fluidas e envolventes no ponto de venda.

Comunidades e pertencimento – Retailtainment (entretenimento no varejo) ou shoppertainment (compras com entretenimento) e experiências comunitárias, como eventos, oficinas e espaços de encontro, transformam consumidores em participantes ativos da marca, reforçando o sentimento de pertencimento e relacionamento. Alguns cases interessantes nessa temática são a Nike House of Innovation, com experiências imersivas, personalização de produtos e eventos exclusivos para comunidades de corredores e entusiastas de esportes e a flagship da Lego, em Nova York, que combina brinquedos com realidade aumentada, permitindo que os clientes criem experiências virtuais e físicas no local.

Marcas de luxo como Armani, Ralph Lauren, Coach, Louis Vuitton e Dior, que estão abrindo restaurantes, cafés e criando espaços de bem-estar em parceria com hotéis e outros parceiros estratégicos para aprofundar a conexão, estão se aproximando do dia a dia dos clientes, reforçando o posicionamento e o lifestyle, além de ampliarem o senso de experiência para além do momento da compra.

Esses movimentos exemplificam que o varejo moderno compete por relevância emocional e cultural, não apenas transacional.

Cultura organizacional como motor da experiência

Para que esses serviços deixem de ser iniciativas pontuais e se tornem diferenciais competitivos sustentáveis, é necessário que a empresa integre o serviço à sua cultura organizacional. A cultura orientada a serviço implica em:

  • Pessoas no centro: colaboradores empoderados, treinados e motivados a encantar clientes;
  • Processos consistentes: rotinas que priorizam a experiência em cada interação;
  • Liderança alinhada: líderes que exemplificam cuidado, escuta ativa e visão de longo prazo;
  • Propósito claro: missão e valores que conectam ações ao impacto desejado no cliente.

Atendimento de excelência deixa de ser um departamento e passa a ser a forma natural de operar a empresa.

Serviço como vantagem competitiva sustentável

O serviço não é apenas um elemento de diferenciação momentânea – ele se transforma em uma estratégia estruturante para aumentar a fidelidade e retenção, elevar o valor percebido da marca e gerar defensibilidade estratégica por meio de relevância, senso de pertencimento e conexão, verdadeira e profunda, com clientes apaixonados. É criar ambientes onde clientes se tornam promotores genuínos e promovem a comunidade, mesmo em um mercado altamente competitivo.

Empresas que elevam o serviço de função tática para núcleo cultural não apenas sobrevivem, mas prosperam.

Competir apenas em preço ou produto é se tornar comoditizado. O novo campo de batalha é a experiência, construída, vivenciada e sentida. E isso só é possível quando o serviço deixa de ser um complemento e passa a operar no DNA da organização.

Empresas que transformam sua cultura para viver o serviço não ganham apenas clientes: ganham relevância, propósito e vantagem competitiva sustentável.

Roberta Andrade é diretora de Educação Corporativa, sócia da Friedman e da Gonow1 e diretora da Gouvêa Ecosystem

Após movimento do Mercado Livre, automação vira regra no varejo online

A Magis5, plataforma de automação e integração de marketplaces, anunciou o lançamento de sua nova funcionalidade: Gestão Automática de Preços.

A ferramenta foi desenvolvida como uma resposta imediata às recentes mudanças na política de preços do Mercado Livre, que agora monitora em tempo real os valores praticados pelos vendedores tanto dentro quanto fora da plataforma, exigindo que o preço mais baixo seja mantido no marketplace.

O movimento acendeu um alerta entre os sellers com presença neste marketplace, que agora precisam se ajustar rapidamente e aprimorar sua gestão para evitar as penalizações — que vão desde queda de relevância e redução drástica de visibilidade até, em último caso, a suspensão do anúncio.

“Criamos o Gestão Automática de Preços para garantir a competitividade das ofertas dos sellers e impedir que anúncios sejam suspensos por descumprimento das novas diretrizes”, explica Claudio Dias, CEO da Magis5.

Segundo ele, a ferramenta automatiza a análise comparativa de valores e ajusta os preços de forma inteligente, reduzindo riscos operacionais e mantendo os vendedores conforme as regras do Mercado Livre.

Tecnologia como vantagem competitiva

Para Claudio Dias, a mudança visa reforçar a competitividade do Mercado Livre perante o mercado. Porém, levantou uma preocupação entre lojistas que operam em múltiplos canais.

“Acompanhar preços manualmente, em grande volume, é inviável para quem gerencia dezenas, centenas ou até milhares de anúncios. Nesse cenário, a automação se torna indispensável”, destaca.

Quando a inteligência artificial assume o comando da entrega 

A logística de última milha se tornou um dos maiores desafios do ambiente urbano moderno. É um cenário em que o trânsito muda sem aviso, as rotas deixam de fazer sentido de uma hora para outra, as janelas de atendimento precisam ser respeitadas e cada erro custa caro. Nesse contexto, a inteligência artificial não surge apenas como uma ferramenta de aprimoramento, mas como um novo gestor operacional, capaz de tomar decisões com a velocidade e a precisão que nenhum modelo manual conseguiria replicar. A IA interpreta variáveis complexas em segundos, ajusta caminhos diante de imprevistos e elimina etapas historicamente suscetíveis a falhas humanas. Ao automatizar decisões como roteirização, priorização e alocação de recursos, ela se torna o centro de controle natural de toda a operação. 

Hoje, é possível prever atrasos, reorganizar entregas de acordo com urgência e distância, equilibrar a carga de trabalho entre profissionais, reduzir deslocamentos e, sobretudo, minimizar tentativas malsucedidas, responsáveis por desperdícios e frustrações. A IA não apenas enxerga o que está acontecendo, mas antecipa o que está prestes a ocorrer, analisando padrões históricos e comportamento de compra para prever picos de demanda e orientar o planejamento. 

Tecnologias como algoritmos de roteirização, modelos preditivos e motores de otimização não atuam isoladamente. Elas se alimentam de dados em tempo real para montar um painel completo e dinâmico da operação, atualizando status para operação e cliente e garantindo visibilidade em cada etapa. O ganho não se limita ao controle, ele se reflete diretamente em indicadores fundamentais. No custo por entrega, a redução de deslocamentos desnecessários e de tentativas fracassadas traz impacto imediato. Na produtividade, rotas melhores significam mais entregas em menos tempo. No nível de serviço, prazos mais confiáveis e informações transparentes elevam a confiança do cliente. 

Outro aspecto essencial desse movimento é a transformação do papel humano. A IA não destina profissionais ao obsoleto, mas os libera do trabalho exaustivo e repetitivo. Ao automatizar tarefas operacionais, ela permite que gestores se concentrem em análise e melhoria contínua, enquanto entregadores recebem rotas mais inteligentes, menos desperdício de tempo e maior taxa de sucesso. O atendimento apoiado por IA fornece suporte imediato para dúvidas e eventuais problemas, simplificando uma rotina historicamente complexa. Assim, a tecnologia expande a eficiência das pessoas em vez de substituí-las. 

Olhando para o futuro, a tendência é de uma IA cada vez mais autônoma. Modelos preditivos ficam mais precisos, agentes inteligentes passam a tomar decisões de forma quase integral e a unificação de dados urbanos permite uma coordenação fluida em tempo real. Quando a IA se torna capaz de antecipar riscos, reorganizar a operação antes de o problema se materializar e manter todos os pontos conectados, ela deixa de ser ferramenta complementar e passa a assumir a função de gestora. 

A entrega urbana sempre foi uma soma de variáveis difíceis de controlar. Quando a inteligência artificial ocupa o centro dessa equação, ela coloca ordem no caos, transforma reação em planejamento e substitui incerteza por previsibilidade. Mais do que tecnologia, ela se consolida como o novo cérebro operacional de um setor dinâmico e que não pode mais depender de decisões manuais. 

Walmart Alcança US$1 Trilhão em Valor de Mercado Impulsionado Por Crescimento Digital

Em um movimento histórico para o varejo tradicional, o Walmart acaba de atingir a marca de US$1 trilhão em valor de mercado. A valorização ocorre devido aos avanços significativos em comércio eletrônico, inovação tecnológica e uma estratégia omnicanal, colocando a gigante ao lado das maiores empresas de tecnologia do mundo.

O Caminho Até o Valor Trilionário

Nos últimos anos, o Walmart investiu pesado em tecnologia, especialmente para modernizar suas operações digitais e competir diretamente com gigantes como Amazon. Adquiriu empresas especialistas em comércio eletrônico e expandiu a oferta de serviços digitais, como o Walmart+, programa de assinatura que oferece benefícios exclusivos e está cada vez mais popular.

A receita do varejo físico continua forte, mas foi a expansão do marketplace próprio, da entrega rápida e das compras online com retirada nas lojas que catalisaram o crescimento. Em 2025, o Walmart registrou aumentos expressivos nas vendas digitais e, mais recentemente, lucros consistentes com sua plataforma de publicidade, que já supera em rentabilidade diversas áreas tradicionais do grupo.

Estratégia Omnicanal e Inovação

A empresa implementou um modelo de negócios omnicanal, integrando lojas físicas, apps e site. O consumidor agora encontra mais facilidades, como entrega no mesmo dia, retirada de pedidos e recomendações personalizadas via inteligência artificial (IA). A nova sede em Bentonville reflete a cultura de inovação: espaços modernos e atraentes para disputados talentos de tecnologia.

O uso de IA no atendimento digital e na gestão de estoques reduz custos e melhora a experiência dos clientes. Essa mistura entre preço baixo tradicional e conveniência tecnológica atraiu não só o consumidor preocupado com a inflação, mas também perfis de maior renda, especialmente em categorias como moda e mobiliário, agora disponíveis online.

Mudanças no Comando e Novos Desafios

A transição para a liderança de John Furner foi vista como aposta na aceleração digital. O novo CEO deve ampliar ainda mais a adoção de IA e fortalecer a presença digital mundialmente. A valorização das ações, 28% nos últimos 12 meses, indica a confiança do mercado nesse novo perfil de varejo inovador.

Apesar do cenário positivo, a concorrência no comércio eletrônico segue intensa e os próximos desafios serão manter a vantagem tecnológica e continuar atraindo novos públicos, enquanto aperfeiçoa a integração entre o online e as lojas físicas.

O Futuro do Varejo

O Walmart se reposicionou como referência em tecnologia no varejo, rompendo barreiras que antes separavam empresas tradicionais de gigantes digitais. O marco do US$1 trilhão reflete não só o sucesso financeiro, mas também a capacidade de se adaptar e liderar em um setor em constante transformação.

Fontes consultadas

  • Walmart Joins Tech Giants With $1 Trillion Market Valuation, The New York Times.
  • Walmart hits $1 trillion market cap as e-commerce and new businesses drive growth, Cleveland.com.

Shopee Impulsiona Expansão no Brasil com 326 Novas Vagas em Áreas Estratégicas

A gigante do e-commerce Shopee anunciou uma nova onda de contratações no Brasil, com a abertura de 326 vagas de emprego. A iniciativa visa fortalecer a estrutura da empresa para impulsionar sua expansão no país, com foco em áreas cruciais como tecnologia, logística, finanças e operações. As oportunidades abrangem diversos níveis de experiência e modelos de trabalho, incluindo presencial, híbrido e remoto.

Fortalecimento da Estrutura Operacional

A Shopee está investindo no aprimoramento de sua infraestrutura para acompanhar o dinamismo do setor digital e o aumento das demandas internas. O processo seletivo busca perfis variados, desde posições técnicas até funções administrativas e de gestão, essenciais para garantir a eficiência e a escalabilidade das operações. A empresa reconhece que o crescimento em e-commerce exige uma estrutura robusta para evitar gargalos em prazos, atendimento e estabilidade dos sistemas.

Áreas e Cargos em Destaque

As 326 vagas estão distribuídas em áreas consideradas vitais para a operação da Shopee, incluindo Tecnologia da Informação, Logística, Operações, Finanças e Planejamento. Cargos como analista de compras, coordenador de operações logísticas, analista de orçamento, auditor, consultor comercial, desenvolvedor e especialista em projetos estão entre as posições abertas. Essa diversidade de funções sinaliza um foco tanto na execução quanto na melhoria contínua dos processos.

Modelos de Trabalho e Benefícios

A flexibilidade é um dos pilares desta iniciativa, com vagas disponíveis em modalidades presencial, híbrida e remota, ampliando o alcance do processo seletivo para profissionais de diferentes regiões do Brasil. Além disso, a Shopee oferece um pacote de benefícios competitivo, que inclui plano de saúde, plano odontológico, vale-refeição, vale-transporte, seguro de vida e auxílio para trabalho remoto, além de programas de capacitação e desenvolvimento de carreira. Esses benefícios visam não apenas atrair talentos, mas também retê-los em um mercado de trabalho disputado.

Perfil Buscado

A Shopee procura profissionais que combinem capacidade de execução com visão sistêmica, capazes de demonstrar impacto em suas funções, seja pela redução de tempo, melhoria de qualidade ou otimização de processos. Para posições técnicas, valoriza-se a habilidade de trabalhar em ambientes dinâmicos e lidar com prioridades mutáveis. Já para funções administrativas e de gestão, o foco está na compreensão de operações em escala, acompanhamento de indicadores e coordenação de equipes. A capacidade de transformar complexidade em rotina é um diferencial importante para os candidatos.

Como se Candidatar

Os interessados em se candidatar às vagas devem acessar o portal oficial de carreiras da Shopee. Lá, é possível consultar as oportunidades disponíveis, filtrar por área, país e nível de experiência, além de cadastrar o currículo online. As inscrições permanecem abertas até o preenchimento de todas as vagas anunciadas. A empresa recomenda alinhar o currículo e a experiência com a área específica desejada para aumentar as chances de sucesso no processo seletivo.

Fontes

  • Gigante do e-commerce Shopee abre 326 vagas no Brasil em nova onda de contratações, com oportunidades em
    tecnologia, logística e áreas estratégicas para impulsionar sua expansão no país, CPG Click Petróleo e Gás.

Como os agentes de IA estão se tornando a infraestrutura invisível das empresas

A tendência é inequívoca: a inteligência artificial está deixando de ser vista como ferramenta e se tornando infraestrutura central para a operação das empresas. Em 2025, cerca de 88% das organizações já usam IA em pelo menos uma função de negócio, com muitas ampliando casos de uso e explorando agentes inteligentes além de projetos-piloto. Consultorias renomadas indicam que essa transição para usos mais profundos continuará a se acelerar ao longo de 2026 e 2027 conforme as capacidades de agentes de IA se incorporam ao core dos negócios.

Três movimentos principais explicam essa mudança. O primeiro é a chegada de modelos multimodais que compreendem e geram texto, imagem, áudio e outros formatos de dados de maneira integrada, o que amplia enormemente o escopo de aplicações possíveis e torna as interações com sistemas mais naturais e poderosas. A própria Gartner estima que 40% das aplicações empresariais terão agentes de IA voltados para tarefas específicas até 2026, um salto expressivo em comparação com praticamente nenhum uso em 2025. 

Em paralelo, os sistemas agênticos se consolidam como a nova camada operacional das empresas. Já hoje uma parte significativa das organizações está experimentando ou implantando agentes de IA capazes de executar fluxos completos de trabalho, como integrar dados entre sistemas, preencher formulários, montar relatórios e disparar processos automáticos em diferentes partes da operação. Pesquisas recentes mostram que 62% das organizações experimentam agentes de IA e cerca de 23% já estão expandindo essas soluções dentro de suas operações corporativas. 

Esse movimento de automação inteligente vem crescendo em ritmo acelerado e tende a se integrar de forma nativa aos softwares empresariais ao longo de 2026.

Esse avanço cria uma nova lógica de abundância operacional, em que gargalos históricos em atendimento ao cliente, análise de dados, gestão de cadeia de suprimentos e suporte técnico começam a ser eliminados ou drasticamente reduzidos. Relatórios setoriais apontam que organizações que incorporam agentes de IA em seus processos centrais observam ganhos expressivos de eficiência e produtividade. 

Ao mesmo tempo, a passagem da IA de projeto isolado para infraestrutura implica em redesenho de processos, novos modelos de governança e reconfiguração de papéis internos.

Por isso, 2026 se desenha como um ponto de inflexão em que a IA deixa de ser percebida como funcionalidade acessória e passa a funcionar como infraestrutura estratégica de negócio. Empresas que já internalizaram essa mudança estão redesenhando fluxos, revisando estruturas de gestão e tirando vantagem competitiva dessa reorganização. Nesse novo cenário, o diferencial de mercado deixa de ser simplesmente “usar IA” e passa a ser reformular o próprio modelo de operação em torno de capacidades de inteligência artificial, uma distinção que deve separar aquelas que avançam no ritmo exigido pela próxima década daquelas que ainda tratam IA como experimento isolado.

*Felipe Giannetti, ex-sócio da StartSe e executivo responsável por liderar a expansão da StackAI,  startup norte-americana especializada em automação corporativa com inteligência artificial (IA), para o Texas (EUA) e Brasil.

Valentine’s Day ganha força no Brasil e Giuliana Flores projeta crescimento de 15%

O Valentine’s Day, celebrado em 14 de fevereiro, vem ganhando cada vez mais espaço no calendário brasileiro, ampliando seu significado para além dos casais e se consolidando como uma data para celebrar o amor em todas as formas com afeto, cuidado e conexões especiais. De olho nesse movimento, a Giuliana Flores, maior e-commerce de flores e presentes da América Latina, projeta um crescimento de 15% nas vendas para a data em 2026 e aposta que as categorias que devem liderar o desempenho são buquês de rosas, rosas encantadas, cestas com chocolates, combos de flores com presentes premium, girassóis e orquídeas.

O peso da data também é sentido na economia global. O Valentine’s Day se tornou um dos eventos sazonais mais relevantes do varejo mundial, movimentando não apenas presentes tradicionais, mas também experiências e compras digitais. Segundo levantamentos de mercado de instituições como a National Retail Federation (NRF) e a Statista, os gastos globais na data vêm crescendo de forma consistente: em 2023, alcançaram cerca de US$ 142 bilhões, frente aos US$ 136 bilhões em 2022. Mantida a tendência, a expectativa é que o volume ultrapasse US$ 150 bilhões até 2026.

O Valentine’s Day é comemorado em diversos países, especialmente nos Estados Unidos e na Europa e celebra o amor de forma ampla, com a troca de cartões, flores, chocolates e presentes, além de gestos de carinho que vão além dos casais e incluem amigos e familiares. No Brasil, embora o Dia dos Namorados continue sendo celebrado em 12 de junho, a data internacional vem ganhando espaço justamente por seu caráter global e por valorizar diferentes formas de afeto, não restritas apenas aos relacionamentos românticos. Além disso, as origens são distintas: o Valentine’s Day remete a tradições europeias antigas ligadas a São Valentim, enquanto o Dia dos Namorados brasileiro surgiu como uma estratégia comercial para aquecer as vendas no varejo e remete ao Santo Antônio.

“Em 2025, tivemos crescimento consistente no volume de entregas, impulsionado pela expansão do e-commerce, campanhas promocionais mais eficientes, ampliação logística e conquista de novos públicos e regiões. Isso reforça a Giuliana Flores como referência nacional em flores e presentes com entrega rápida. O Valentine’s Day já se consolidou no calendário brasileiro como uma data importante para demonstrar carinho e amor, e nossa missão é ajudar os clientes a transformarem esse sentimento em momentos inesquecíveis”, afirma Clóvis Souza, CEO da Giuliana Flores.

C6 Bank registra lucro líquido de R$ 2,5 bilhões em 2025

O C6 Bank, banco brasileiro que tem como sócio o JPMorganChase, registrou lucro líquido de R$ 2,5 bilhões em 2025, um crescimento de 8,5% em relação a 2024. No segundo semestre do ano passado, o lucro líquido foi de R$ 1,41 bilhão, o que representa um aumento de 35% em relação ao semestre anterior. O retorno sobre o patrimônio líquido (ROE) ficou em 45% no ano.   

“O balanço de 2025 evidencia a solidez e a consistência do nosso modelo de negócio e deixa clara a capacidade do banco de apresentar um ROE acima de 40%”, diz Marcelo Kalim, CEO do C6 Bank.  

O índice de eficiência, que é a relação entre as despesas operacionais e a receita líquida, caiu de 57%, em 2024, para 45% no ano passado, refletindo a alavancagem operacional que a estrutura do banco proporciona.  

receita líquida cresceu 15% entre 2024 e 2025, encerrando o ano passado em R$ 9,2 bilhões. No mesmo período, as despesas operacionais apresentaram redução de 9%, para R$ 4,2 bilhões. As despesas com provisões para devedores duvidosos (PDD) fecharam o ano em R$ 2,5 bilhões, alta de 32% ante 2024, em razão do crescimento da carteira de crédito e dos efeitos da Resolução CMN nº 4.966.  

A carteira de crédito expandida do banco fechou o ano de 2025 em R$ 89,3 bilhões, uma expansão de 49% em relação a 2024. O banco também registrou aumento na captação de recursos. A base de captação do C6 Bank cresceu 36% entre dezembro de 2024 e dezembro de 2025, de R$ 79,4 bilhões para R$ 108,3 bilhões.   

inadimplência ficou em 2,9% em 2025, ante os 2,6% registrados em 2024. Excluindo o impacto da Resolução CMN nº 4.966, o índice de empréstimos com atraso de 90 dias ou mais seria de 2,0% em dezembro de 2025. A baixa inadimplência resulta da qualidade da carteira de crédito construída pelo banco ao longo do tempo, na qual 80% correspondem a crédito com garantia, principalmente consignado e financiamento de veículos.   

“Parabéns ao C6 Bank por alcançar resultados sólidos pelo segundo ano consecutivo. Seu crescimento consistente reflete o compromisso e o espírito inovador da equipe”, diz Mark O’Donovan, CEO de International Consumer Banking do JPMorganChase.   

Com 40 milhões de clientes, o C6 Bank – que atua nas áreas de pessoa física, pessoa jurídica, atacado, veículos, home equity e consignado – tem um portfólio de mais de 100 produtos, serviços e funcionalidades. Além de conta corrente, cartão e programa de pontos, o banco oferece uma conta global com saldo em dólar e euro e uma plataforma que permite investir em ativos no Brasil e no exterior, tudo no mesmo aplicativo.