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O varejo físico vai “morrer”? Especialista analisa o cenário atual

Nos últimos anos, o varejo tem se estabelecido cada vez mais no ambiente digital. Segundo um estudo divulgado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), as vendas online no faturamento final do setor alcançaram o número de 17,8% em fevereiro de 2025, o maior percentual desde junho de 2021, quando registrou 9,2% de participação.

Além disso, as projeções para os próximos anos são animadoras para o varejo digital, como relevada na pesquisa “Guia de Expansão Global para Mercados de Alto Crescimento”, divulgado pela Nuvei. De acordo com os dados, o comércio varejista online deve ultrapassar a marca de US$ 297 bilhões, observando as possibilidades de expansão a nível mundial.

Em meio ao crescimento do digital, uma dúvida vem sendo levantada: o varejo físico vai “morrer”? Para o especialista em varejo e consultor de franquias, Erlon Labatut, a resposta é simples e direta: o modelo tradicional de compra e venda não vai acabar. Segundo ele, o que está chegando ao fim é a loja “como sempre foi”, ou seja, apenas um espaço existente para estocar produto e realizar a compra no caixa.

“O que estamos vivendo não é um funeral, é uma metamorfose. A loja deixa de ser um ponto de transação e passa a ocupar um papel muito mais estratégico: experiência, relacionamento e logística”, completa. Labatut também pontua que o varejo físico está crescendo a partir de quatro transformações, que ele destaca como essenciais para garantir espaço frente à comodidade que o digital oferece.

O especialista enfatiza que a primeira mudança é a loja vista como um hub logístico, com a unidade funcionando como uma expansão natural do e-commerce – o que Labatut afirma ser um “modelo phygital”, que engloba o ambiente físico e o digital e que deixou de ser tendência para virar realidade, segundo ele. A ideia do processo é trazer mais agilidade e conforto ao consumidor.

“O clique e retire já consome boa parte do espaço das lojas, que também funcionam como mini centros de distribuição para entregas rápidas no entorno. Sem falar na logística reversa: trocar ou devolver um produto na loja é infinitamente mais simples para o cliente do que lidar com correios e formulários online”, explica.

Labatut ainda chama a atenção para a experiência do cliente nas lojas. Em sua percepção, os estabelecimentos vão além de somente pontos de venda, tornando-se um espaço de amostra. Logo, o consumidor pode experimentar e conversar com o vendedor a fim de comprar com mais segurança – e, por muitas vezes, ele escolhe por receber o produto em casa.

Outro ponto é que marcas estão criando espaços de lazer e ambientes para aumentarem o tempo de permanência do cliente na loja e, assim, fortalecer seu vínculo com o local. O especialista pontua que, desse modo, o vendedor passa a atuar também como um consultor, compreendendo o contexto de necessidade do público-alvo e seu estilo de vida.

O espaço físico com o digital

O especialista alerta para outra transformação que vem ocorrendo no varejo físico, que é a presença da digitalização. Em sua visão, a tecnologia não pode ser descartada pela loja que objetiva se destacar no mercado, uma vez que moderniza o ambiente e possibilita uma experiência melhorada ao cliente, que também busca por agilidade em suas compras.

“A tecnologia precisa sair dos bastidores e das áreas administrativa e estar presente nas prateleiras. É o que atrai cada vez mais consumidores nos últimos anos e dá a chance de ele conhecer o que o espaço físico tem a oferecer. Ferramentas, como checkouts autônomos e pagamentos via aplicativos, facilitam a compra do público. Além disso, sensores e dados em tempo real ajudam o lojista a entender o fluxo, o comportamento e o interesse, o que permite ajustes rápidos no layout e na operação”, pontua.

Socialização como estratégia

Explorar o lado social de frequentadores de shoppings e comércios pode ser uma tática interessante, segundo Labatut. Isso porque os locais seguem vistos como pontos de encontro e não apenas lugares de compra e venda. “Existe valor no imediatismo de levar o produto na hora e na confiança de saber onde buscar ajuda, trocar, reclamar ou simplesmente conversar. A loja física responde a uma necessidade emocional que o digital ainda não substitui”, ressalta.

Labatut também alerta para varejistas que ficam “presos ao passado” e, dessa forma, não alteram a maneira como trabalhar e cuidar do próprio negócio. Apesar de o varejo, na análise do especialista, não estar morrendo, a operação deve ser moderna e que possa se autossustentar. “Aqueles que não se adaptarem, correm sério risco de ficarem pelo caminho”, diz ele.

Relatório de 2026 revela: Facebook ainda domina as publicações de marcas e “horário comercial” dita o ritmo das redes

Um novo relatório divulgado pela plataforma de gestão de mídias sociais SocialBee lançou luz sobre o comportamento real das marcas no ambiente digital para 2026. Baseado na análise de mais de 9,3 milhões de postagens realizadas ao longo de 2025, o estudo traz uma conclusão pragmática: enquanto o mercado discute novas tendências, a grande massa de conteúdo corporativo ainda flui pelas vias tradicionais, com o Facebook recebendo quase metade de todo o volume de publicações.

O domínio do “Big 4”

Contrariando a percepção de que o TikTok ou plataformas emergentes estariam monopolizando a atenção das empresas, os dados mostram uma concentração massiva nas redes consolidadas. O Facebook lidera com folga, sendo o destino de 44,5% de todas as postagens analisadas.

Junto com X (antigo Twitter), Instagram e LinkedIn, essas quatro plataformas representam mais de 80% de todo o conteúdo publicado por marcas. Segundo o relatório, essa preferência não é acidental, mas fruto de uma busca por audiências consistentes em vez de experimentação em canais onde o retorno é mais incerto.

A “Rotina de Escritório” das Redes Sociais

Outro dado curioso revelado pelo estudo é o quanto o agendamento de posts imita a rotina de trabalho tradicional. A “regra de ouro” para a maioria das marcas parece ser o meio da semana.

  • Dias de Pico: Quase metade (46%) de todas as publicações ocorre entre terça e quinta-feira, com a quarta-feira liderando ligeiramente o ranking (15,6%).
  • Horário Nobre: Esqueça as postagens de madrugada ou no café da manhã. O período mais ativo para as marcas é a tarde, especificamente entre 14h e 17h, com o pico absoluto às 15h.

“Isso sugere que as equipes não estão escolhendo horários aleatoriamente, mas agendando conteúdo para os momentos em que acreditam que o público está mais ativo e responsivo”, aponta o relatório. O fim de semana, por outro lado, continua sendo um deserto de postagens corporativas, com sábados e domingos somando menos de um quarto do volume total.

Imagem ainda é rei, mas texto surpreende

Na guerra dos formatos, a simplicidade vence. As imagens continuam sendo o tipo de postagem que mais gera engajamento, presentes em 44,8% dos posts de alta performance.

A surpresa, no entanto, fica por conta da disputa entre texto e vídeo. Apesar do forte investimento da indústria em vídeos curtos (como Reels e TikToks), posts baseados apenas em texto geraram quase a mesma parcela de engajamento de alta qualidade (9,1%) que os vídeos (9,7%).

O dado reforça a tese de que, para marcas que gerenciam em média 4,5 perfis simultâneos, a qualidade da mensagem e a facilidade de produção ainda superam formatos complexos que exigem alta edição.

Metodologia

O relatório “2026 Social Media Report” baseou-se em dados agregados e anônimos de usuários da SocialBee, cobrindo 9.332.840 postagens em 10 redes sociais diferentes, além de dados de crescimento e engajamento de dezenas de milhares de contas ativas em 2025.

Para conferir o relatório completo com todos os gráficos e estatísticas, acesse: SocialBee 2026 Social Media Report.

96% do conteúdo online pode ser de IA até o fim de 2026; mercado encara a “morte do clique” e disputa a resposta imediata

O ecossistema digital encerrou 2025 indicando uma mudança definitiva quanto ao comportamento dos usuários. O modelo tradicional que dominou a internet por três décadas — onde o usuário busca, clica em um link e consome o conteúdo de um site — perdeu espaço. 

Em 2025, a inteligência artificial generativa (GenAI) já deixou de ser uma camada adicional para se tornar a linha de frente da experiência de navegação. Agora, dados levantados pelo Laboratório de Inovações da Europol (Agência da União Europeia para a Cooperação Policial) indicam que, até o final de 2026, entre 90% e 96% de todo o conteúdo disponível na web terá origem sintética. 

Apesar do levantamento da agência de segurança europeia ter focado inicialmente em questões voltadas à cibersegurança, os números acabaram forçando uma reconfiguração na forma como as marcas disputam a atenção do consumidor.

Faturamento das marcas resiste à queda do tráfego orgânico em cenário de buscas 10% mais volumosas

A chegada massiva dos AI Overviews (respostas geradas por IA no topo do Google) trouxe dúvidas iniciais sobre a era do “zero clique”. Entretanto, a análise da liveSEO, maior agência especializada em SEO do Brasil, revela que o volume de buscas aumentou 10%, embora o destino do usuário tenha mudado. 

O impacto nos negócios foi surpreendente: a receita permaneceu estável apesar da drenagem de acessos para as interfaces de IA. “Se antes o SEO era focado simplesmente em tráfego, hoje ele é sobre relevância de marca. Percebemos uma queda generalizada de acessos que não foi acompanhada por uma queda na receita do e-commerce. O usuário agora quer a resposta pronta, e a marca precisa ser a fonte dessa resposta”, explica Lorena Martins, CMO da agência.

Nova engenharia do Google utiliza Block Rank para priorizar o contexto semântico sobre as palavras-chave

A mudança estrutural nos buscadores substituiu a antiga contagem de links por sistemas que interpretam a profundidade do conteúdo. O algoritmo Block Rank surge como o novo pilar técnico, permitindo que as IAs analisem a relevância de passagens específicas de um site de forma isolada e simultânea. 

Para as empresas, isso significa que a repetição de termos isolados perdeu o sentido comercial frente ao processamento de contexto. Henrique Zampronio, Head Técnico da liveSEO, a palavra-chave informacional foi superada pela multimodalidade:

“Hoje, para ter visibilidade, trabalhamos a multimodalidade. O Google e as LLMs precisam entender que sua entidade é autoridade naquele assunto por meio de vídeos, áudios e textos segmentados. Antigamente ranqueávamos documentos; hoje, ranqueamos contextos”, afirma o especialista.

Expertise humana torna-se o único diferencial contra o crescente volume de conteúdo sintético

Com a facilidade de gerar textos via IA, a internet foi inundada por conteúdos genéricos e superficiais. Em resposta, os algoritmos passaram a privilegiar o que chamam de People-First Content — informações baseadas em experiências reais e dados proprietários.Nesse contexto, o cerco à mediocridade sintética transforma a “sinceridade” e a bagagem da marca nos novos fatores determinantes de ranking.

“O usuário busca pela dor, não pelo nome que a empresa deu ao produto”, afirma Laís Mikeyla, coordenadora de estratégias de SEO, sobre a necessidade de foco nas dores reais do usuário. “Se você vende moda para executivos com rotina corrida, o seu conteúdo precisa resolver o problema da falta de tempo, e não apenas listar peças de roupa. A IA do ChatGPT ou do Perplexity prioriza a entidade que demonstra essa expertise”.

Marcas precisam ser rastreáveis para robôs para sobreviver à era dos agentes de IA em 2026

A projeção para o próximo ano aponta para a “Web Agêntica”, conceito em que agentes de IA integrados a dispositivos vestíveis podem realizar tarefas de busca e transação de forma autônoma por seus usuários. 

Neste cenário, a infraestrutura técnica — como o uso de arquivos llms.txt — torna-se a linguagem de comunicação vital entre a empresa e os novos “consumidores robóticos”:

“Estamos caminhando para o que vemos no filme ‘Her’: você pensa, o agente processa e a solução aparece. Nosso trabalho é garantir que, quando o agente de IA for procurar o melhor produto, a sua marca seja a recomendação única“, projeta Lorena Martins.

Chegada da Temu ao Brasil aquece mercado de soluções de integração para e-commerce

A Temu, marketplace global, lançou seu programa de vendedores locais no Brasil e a Magis5, hub de integração e automação para e-commerce, é uma das parceiras no suporte às operações dos vendedores.

A parceria pretende garantir que os sellers brasileiros possam gerenciar suas vendas na nova plataforma com mais automação e controle.

A chegada da Temu movimenta o cenário do e-commerce nacional. Como um dos primeiros hubs a oferecer suporte completo de integração, a Magis5 será peça fundamental na estrutura tecnológica que vai sustentar essa nova demanda.

Gestão centralizada e eficiente para sellers

A integração da Magis5 permitirá que os sellers publiquem, sincronizem produtos, gerenciem pedidos e controlem estoque de forma centralizada, automatizando operações e garantindo segurança e eficiência.

“A Temu traz um modelo de marketplace global consolidado, que conecta milhões de compradores e vendedores. Nossa missão é ser a ponte que permite aos sellers maximizar seu alcance, organizar a gestão e crescer as vendas com segurança”, explica Dias.

Com o lançamento do programa no Brasil, cresce a demanda por soluções tecnológicas robustas que garantam integração e controle entre diferentes canais de venda. A Magis5 surge como parceira estratégica nesse processo, facilitando a entrada e expansão de sellers brasileiros dentro da nova plataforma.

“Estamos muito felizes em ser um dos ERPs parceiros oficiais da Temu no Brasil. É uma oportunidade única de fortalecer o e-commerce nacional e abrir novas frentes de crescimento para os nossos clientes”, destaca Dias.

Amazon Fire TV Stick Agora Bloqueia Apps Piratas na Instalação

A Amazon implementou uma nova medida de segurança em seus dispositivos Fire TV Stick, impedindo ativamente a instalação de aplicativos piratas diretamente durante o processo de download. Essa atualização visa combater a distribuição e o uso de software não autorizado, protegendo os usuários e a integridade da plataforma.

Combate à Pirataria

A recente atualização de software nos dispositivos Fire TV Stick da Amazon representa um passo significativo no combate à pirataria de conteúdo. Anteriormente, era possível contornar as restrições e instalar aplicativos de fontes não oficiais, muitos dos quais ofereciam acesso a conteúdo protegido por direitos autorais de forma ilegal. Com a nova política, a Amazon está bloqueando essas tentativas de instalação logo no início, antes mesmo que o aplicativo seja baixado completamente.

Segurança do Usuário Reforçada

Além de proteger os criadores de conteúdo e a integridade de seus serviços, essa medida também visa aumentar a segurança dos próprios usuários. Aplicativos piratas frequentemente contêm malware, spyware ou outras ameaças digitais que podem comprometer dados pessoais, roubar informações financeiras ou danificar o dispositivo. Ao impedir a instalação desses aplicativos, a Amazon protege seus clientes de potenciais riscos.

Implicações para Desenvolvedores e Usuários

Essa mudança impacta tanto os desenvolvedores que criam e distribuem aplicativos não autorizados quanto os usuários que buscam acessá-los. Desenvolvedores terão que encontrar novas formas de distribuir seus softwares, caso ainda o façam, enquanto usuários que dependiam desses aplicativos para acessar conteúdo pirata precisarão buscar alternativas legais. A Amazon incentiva o uso de aplicativos disponíveis em sua loja oficial, que passam por um processo de revisão para garantir segurança e conformidade.

A empresa reforça seu compromisso em oferecer uma experiência de entretenimento segura e legal para todos os seus clientes.

Uber Fortalece Presença Tecnológica no Brasil com Novo Centro em São Paulo

A Uber anunciou a expansão de sua presença tecnológica no Brasil com a inauguração de um novo e moderno centro em São Paulo. Este movimento consolida a capital paulista como o principal hub de tecnologia da empresa na América Latina, com um investimento significativo que reforça o compromisso da gigante da mobilidade com o país.

Um Novo Polo de Inovação em São Paulo

O novo escritório da Uber, localizado no bairro de Itaim Bibi, em São Paulo, ocupará 11 andares e terá uma área total de 16 mil metros quadrados. Projetado para abrigar até mil profissionais, o espaço será dedicado ao desenvolvimento de produtos e soluções que impactarão mais de 70 países onde a empresa opera. A estrutura foi planejada para integrar equipes especializadas em engenharia, design, produto e ciência de dados, promovendo um ambiente colaborativo e inovador.

As operações no novo centro estão previstas para iniciar no primeiro trimestre de 2027. Este espaço funcionará como o núcleo de inovação técnica da Uber, enquanto o escritório atual, localizado em Pinheiros, continuará focado em funções corporativas e operações de mercado.

Investimento Bilionário e Estratégia de Longo Prazo

A abertura deste novo centro tecnológico faz parte de uma estratégia de longo prazo da Uber para o Brasil. Com este novo aporte, o investimento total da empresa em tecnologia no país ultrapassará a marca de R$ 2 bilhões ao longo de quatro ciclos financeiros. Essa iniciativa reforça o anúncio feito em 2024, que previa um investimento de R$ 1 bilhão para a expansão de seus centros tecnológicos no Brasil ao longo de cinco anos.

Rafael Pereira, diretor de engenharia da Uber no Brasil, destacou a importância de um ambiente integrado para a colaboração entre os profissionais técnicos. Segundo ele, o novo espaço permitirá que as soluções desenvolvidas no Brasil tenham um impacto direto na experiência dos usuários em mercados globais, acelerando a criação de novas funcionalidades para o aplicativo.

Consolidação do Brasil como Hub Global de Tecnologia

Atualmente, o centro tecnológico de São Paulo já conta com aproximadamente 600 especialistas focados em aprimorar as plataformas de mobilidade e delivery da Uber. O crescimento da operação paulista acompanha a expansão da empresa em outras regiões do Brasil, como o anúncio de um segundo parque tecnológico no Rio de Janeiro em 2025, com investimentos na ordem de R$ 500 milhões.

Essa rede de centros de desenvolvimento no Brasil posiciona o país como um fornecedor estratégico de talentos e soluções para a estrutura global da Uber. O foco em áreas cruciais como ciência de dados e engenharia de software sugere que o Brasil desempenhará um papel fundamental na evolução de algoritmos de logística e inteligência artificial que gerenciam milhões de viagens e entregas diariamente em todo o mundo.

Fontes

Saks Fifth Avenue se Retira da Amazon e Reduz Operações de Desconto em Movimento Estratégico

A Saks Global anunciou uma reestruturação significativa em suas operações, encerrando sua loja virtual dentro do marketplace da Amazon e planejando o fechamento da maioria das unidades de suas redes de desconto, Saks OFF 5TH e Last Call. Essa decisão surge após a varejista de luxo entrar com pedido de recuperação judicial.

Saída da Amazon

A decisão de deixar o ecossistema da Amazon visa concentrar esforços em áreas de maior potencial de crescimento. A Saks Global avalia que a presença no marketplace tinha uma participação limitada de marcas, o que levou a empresa a priorizar o direcionamento de tráfego para o seu próprio site, Saks.com. A parceria, iniciada em meados de 2024 com um investimento de US$ 475 milhões da Amazon, enfrentou tensões após o pedido de recuperação judicial da Saks, com alegações sobre o uso de garantias imobiliárias.

Recuo nas Operações de Desconto

Paralelamente, a empresa decidiu encerrar a maioria das operações das redes Saks OFF 5TH e Last Call. As liquidações de encerramento devem começar a partir de 31 de janeiro, sujeitas às autorizações judiciais. Algumas lojas Saks OFF 5TH permanecerão abertas temporariamente para a venda de estoques remanescentes de outras marcas do grupo. O site saksoff5th.com também encerrará suas atividades com uma liquidação online iniciada em 30 de janeiro.

Essas mudanças fazem parte de um esforço para concentrar recursos em áreas consideradas estratégicas e financeiramente sustentáveis. A Saks Global confirmou que mantém acesso à primeira parcela de US$ 500 milhões de um financiamento bilionário aprovado. As operações da Saks Fifth Avenue, Neiman Marcus e Bergdorf Goodman continuam normalmente.

Fontes

  • E-Commerce Brasil.

SHEIN Fortalece Compromisso Ambiental com Novas Certificações e Logística Circular

A SHEIN anunciou em 2025 a expansão de suas iniciativas de sustentabilidade, focando em governança ambiental e operacional. O plano anual evoluSHEIN inclui a modernização da rede logística e a adoção de sistemas globais de gestão, com ênfase em certificações internacionais, redução de resíduos, logística circular e padrões de água, saneamento e higiene.

Avanços em Certificações Ambientais e de Segurança

No ano passado, a SHEIN deu um passo significativo em suas operações na China ao obter as certificações ISO 14001 e ISO 45001 em seis de seus parques logísticos. Essas auditorias, conduzidas pela SGS, validam a gestão ambiental e a saúde e segurança ocupacional, exigindo identificação de riscos, planos de resposta a emergências e treinamento contínuo para os funcionários. O objetivo é assegurar que a expansão das operações esteja alinhada com normas internacionais e requisitos legais.

Gestão de Resíduos e Logística Circular

No que diz respeito à gestão de resíduos, a SHEIN ampliou sua estratégia de eficiência de recursos. Oito novas instalações conquistaram o selo “Zero Waste to Landfill” concedido pela TÜV Rheinland, elevando para 15 o número total de unidades com essa certificação, incluindo o Centro de Inovação para Fabricação de Vestuário (CIGM). Outras sete unidades já certificadas renovaram o selo. Este processo avalia procedimentos e resultados práticos para evitar o envio de resíduos a aterros sanitários. Atualmente, todos os armazéns de operação própria da SHEIN na China e quase metade das instalações gerenciadas pela empresa no país atendem a este padrão.

Nas operações logísticas, a empresa implementou medidas para reduzir o uso de materiais descartáveis, eliminando cerca de 932 toneladas métricas de resíduos de uso único. As ações incluem a substituição de caixas de papel por sacos reutilizáveis para movimentação interna, otimização de embalagens e fitas adesivas, além da reutilização de paletes plásticos e materiais de fixação de cargas.

Padrões de Água, Saneamento e Higiene

A SHEIN também expandiu as avaliações relacionadas a água, saneamento e higiene. Em 2025, o número de locais auditados aumentou de 22 para 29 unidades em diversos países. As análises seguiram o framework WASH4WORK, uma iniciativa ligada ao Pacto Global da ONU, confirmando que as instalações operadas pela empresa cumprem os requisitos de acesso à água potável, saneamento adequado e suprimentos de higiene.

Volume de conversas digitais deve crescer até 5 vezes com agentes de IA, aponta Sinch

A comunicação entre empresas e consumidores está prestes a entrar em uma fase de expansão sem precedentes. De acordo com previsões da Sinch, o volume de interações digitais deve crescer entre três e cinco vezes até 2026, impulsionado pela adoção acelerada de agentes de inteligência artificial tanto por marcas quanto por usuários.

Esse avanço será viabilizado pela redução do custo marginal de conversação, que tende a se aproximar de zero, permitindo que empresas realizem até 20 pontos de contato por consumidor para gerar conversão, relacionamento e fidelização. Em vez de focar apenas em resolver demandas rapidamente, a próxima geração de atendimento deverá priorizar conversas mais profundas e frequentes, capazes de criar oportunidades de engajamento contínuo.

O movimento ganha força em um contexto no qual os modelos de voz-para-voz estão alcançando latência semelhante à humana e taxas de desvio de chamadas atingem 65%, com base na Pesquisa do Resultado do Primeiro Trimestre de 2025. Isso permitirá que empresas deixem os clientes conversarem o quanto quiserem, transformando cada interação de serviço em uma oportunidade potencial de venda, retenção e construção de relacionamento. Os agentes de IA, antes vistos como ferramentas de redução de custos, passam agora a desempenhar papel central na geração de receita ao responder, aprender e recomendar de forma proativa.

A mudança também é estrutural. Segundo a Robert Half, 68% das organizações planejam implementar agentes semiautônomos integrados às operações centrais até 2026, acelerando a transformação do atendimento digital. “Estamos entrando em uma era em que conversar será mais natural, barato e eficiente do que nunca. IA não vai substituir o olhar humano — vai amplificá-lo”, afirma Mario Marchetti, diretor-geral da Sinch para a América Latina.

No varejo, os resultados já aparecem. Dados da Gupshup/Decagon indicam que empresas que incorporaram IA às interações registraram aumento de 25% a 30% no ticket médio e até três vezes mais conversões pós-atendimento. A combinação entre agentes inteligentes, automação contextual e experiências conversacionais tende a gerar uma onda de crescimento para empresas que investirem em jornadas integradas.

Pesquisa global revela: 74% dos consumidores já usam recomendações com IA, e o toque humano continua sendo decisivo no marketing

Uma nova pesquisa internacional da Kantar, Marketing Trends 2026, lançada em novembro de 2025, mostra que 74% dos usuários de assistentes de inteligência artificial buscam regularmente recomendações impulsionadas por IA para decisões de compra, um sinal claro de que a tecnologia vem assumindo papel central na jornada do consumidor.  No entanto, apesar do avanço tecnológico, os resultados ressaltam que a presença humana, criatividade, empatia e construção de significado continuam sendo essenciais para as marcas que desejam se destacar em um cenário cada vez mais automatizado.

“Os consumidores utilizam ferramentas de IA para facilitar decisões, mas confiança, narrativa e contexto emocional ainda são atributos construídos por pessoas”, afirma o especialista em marketing e estratégia de negócios Frederico Burlamaqui. “A IA pode ajudar a otimizar conteúdos e ampliar alcance, mas é a sensibilidade humana que garante que esses conteúdos ressoem de verdade com o público.”

O relatório da Kantar aponta que a Generative Engine Optimisation (GEO), uma evolução do SEO voltada para ambientes de IA, será uma das principais frentes de investimento dos profissionais de marketing em 2026. A ideia é garantir que modelos de IA reconheçam, citem e recomendem marcas nos momentos de decisão de compra dos consumidores.

Para Burlamaqui, entretanto, “a adoção de tecnologias como GEO ou sistemas de recomendação não dispensa o olhar humano estratégico. A tecnologia só é útil quando alinhada a propósito de marca, relevância cultural e experiência autêntica”, afirma.

Além disso, o levantamento Tendências de Marketing 2026, da Conversion, divulgado em janeiro de 2026, aponta que 82,4% dos profissionais de marketing já utilizam ferramentas de inteligência artificial em suas rotinas de trabalho. Apesar da alta adoção, o estudo revela que o uso estratégico da IA ainda é limitado, se concentrando principalmente em tarefas operacionais, como automação de conteúdos e apoio pontual à produção, e não como parte integrada da estratégia de negócios.“Esses dados mostram que a IA já é uma realidade no marketing, mas ainda existe um grande espaço para amadurecimento estratégico”, analisa Frederico Burlamaqui. “A diferença está em quem consegue ir além da ferramenta e usar a tecnologia com visão humana, conectando dados, propósito e contexto cultural para gerar valor real para as marcas.”

O lado humano da estratégia

Segundo o estudo, a presença de marcas nos conjuntos de dados que alimentam os modelos de IA será tão importante quanto sua presença nas telas dos consumidores. Ainda assim, a qualidade da interação humana, seja em microcomunidades, conteúdo editorial ou experiência de marca, continua sendo um imperativo. “Um conteúdo que ignora as tensões, valores e desejos reais das pessoas pode até ser ‘encontrado’ por algoritmos, mas dificilmente causará impacto emocional ou fidelidade de marca”, analisa Burlamaqui. “A tecnologia acelera processos, mas a interpretação e tradução desses sinais em estratégias que conectam culturas e histórias ainda depende de especialistas.”

O Marketing Trends 2026 destaca que as empresas que conseguirem equilibrar insights impulsionados por IA com uma narrativa humana forte e experiências carregadas de significado estarão mais bem posicionadas para conquistar relevância e engajamento em 2026