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Com avanço do varejo online, armazenagem se torna peça-chave no setor de alimentos

O varejo online de alimentos e bebidas no Brasil vive um momento de forte expansão. De acordo com a Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm), o e-commerce do setor cresceu 18,4% em 2024, movimentando R$ 16 bilhões. Para 2025, a projeção é de um avanço anual de 15%, o que reforça a consolidação do segmento como um dos mais promissores do comércio digital no país. Diante desse cenário, pensar estrategicamente na armazenagem torna-se fundamental, já que a eficiência no estoque, a conservação adequada dos produtos impactam diretamente a sustentabilidade da operação.

Para Giordania Tavares, CEO da Rayflex, empresa líder na fabricação de portas rápidas industriais, esse cenário reforça a necessidade de investir em soluções que otimizem a logística e a armazenagem, garantindo maior controle térmico, agilidade nas operações e preservação da qualidade dos alimentos. “A depender do tipo de produto, é essencial manter a estabilidade de temperatura, umidade e condições adequadas de higiene. Nesse contexto, a escolha dos modelos de portas para ambientes internos e externos merece atenção, já que o controle ambiental é determinante para assegurar a integridade dos itens ao longo de toda a cadeia”, afirma.

O desafio de armazenar alimentos perecíveis 

Quando o assunto passa para alimentos perecíveis, essa complexidade se intensifica, já que os prazos de entrega, a separação individual de pedidos e a maior rotatividade de estoque exigem ainda mais controle sobre temperatura, validade e condições de armazenamento. Nesse contexto, qualquer falha pode comprometer não apenas a qualidade do alimento, mas também a experiência do consumidor, tornando o cuidado com a gestão de perecíveis ainda mais estratégico. 

Nesse sentido, as portas rápidas são importantes aliadas para evitar que erros operacionais aconteçam, garantindo a fluidez do trabalho do operador, além de possuir alto grau de vedação, impedindo a entrada de calor em salas refrigeradas e até de impurezas no ambiente. Segundo a especialista, modelos com abertura e fechamento automáticos são mais indicados, pois considerando o alto fluxo de entrada e saída de pessoas, esses modelos conservam o produto no interior da câmara fria, evitando a perda de temperatura.

A consolidação do e-commerce de alimentos reforça a necessidade de pensar na infraestrutura de armazenagem. À medida que o consumidor incorpora a compra online de alimentos à sua rotina, a eficiência logística deixa de ser um diferencial e passa a ser um fator decisivo para a competitividade das empresas. “É preciso olhar para a infraestrutura como um pilar do negócio, capaz de sustentar o crescimento e garantir a confiança do consumidor”, encerra Giordania.

Marcos Gouvêa fala sobre o papel IA agêntica na reinvenção do varejo

Marcos Gouvêa, fundador e diretor-geral da Gouvêa Ecosystem, acredita que o varejo global vive um dos momentos mais transformadores de sua história, impulsionado pela consolidação da chamada era agêntica da Inteligência Artificial. Segundo ele, a IA deixa de ser apenas uma tecnologia de apoio ou automação e passa a atuar como um agente ativo na operação e na estratégia das empresas, com capacidade de interpretar cenários, definir prioridades e executar ações de forma autônoma.

Ele afirma que essa nova fase marca o fim de uma abordagem experimental da inteligência artificial no varejo, pois o  setor já passou anos testando aplicações pontuais, como chatbots, motores de recomendação e análises preditivas isoladas e agora a IA assume um papel estrutural, integrando ponta a ponta a cadeia de valor. Isso inclui desde o planejamento de sortimento e gestão de estoques até decisões de preço, abastecimento, logística e relacionamento com o consumidor.

O executivo explica que a principal diferença da IA agêntica está na sua capacidade de agir orientada a objetivos de negócio, e não apenas responder a comandos humanos. Esses agentes inteligentes conseguem coordenar múltiplos sistemas, analisar grandes volumes de dados em tempo real e tomar decisões contínuas, ajustando rotas conforme mudanças no comportamento do consumidor, nas condições de mercado ou na operação interna das empresas.

Outro ponto enfatizado é o impacto direto dessa evolução na experiência do cliente. Para ele, a IA passa a permitir níveis inéditos de personalização, com interações mais contextuais, relevantes e consistentes em todos os canais. “O consumidor deixa de ser impactado por ofertas genéricas e passa a viver jornadas construídas de forma dinâmica, quase individualizadas, baseadas em dados, intenção e momento”, destaca.

Gouvêa também chama a atenção para os desafios que acompanham essa transformação. Para ele, a adoção da IA agêntica exige uma revisão profunda da arquitetura tecnológica, dos modelos de governança e da cultura organizacional. “Não basta contratar tecnologia. É preciso preparar pessoas, redefinir processos e estabelecer regras claras sobre uso de dados, ética, segurança e responsabilidade nas decisões automatizadas”, alerta.

Na sua visão, o avanço da inteligência artificial também redefine o papel da liderança no varejo. Executivos passam a atuar menos como tomadores de decisão isolados e mais como orquestradores de sistemas inteligentes, capazes de direcionar a tecnologia para objetivos estratégicos claros. “A vantagem competitiva não estará em quem tem mais dados, mas em quem sabe transformar esses dados em decisões melhores e mais rápidas”, acrescenta.

Ao abordar o cenário brasileiro, o executivo destaca que o país tem uma oportunidade relevante de acelerar essa transformação, desde que as empresas deixem de enxergar a IA apenas como custo ou inovação experimental. Para ele, organizações que conseguirem integrar a inteligência artificial de forma estratégica terão ganhos expressivos de eficiência, produtividade e capacidade de adaptação, enquanto aquelas que retardarem esse movimento tendem a perder relevância frente a concorrentes mais ágeis e orientados por dados.

O empresário reforça ainda que a inteligência artificial não substitui a estratégia humana, mas amplia sua capacidade. “A IA agêntica passa a atuar como um verdadeiro copiloto do negócio, apoiando decisões mais precisas, antecipando riscos e oportunidades e permitindo que as empresas foquem no que realmente gera valor: inovação, relacionamento e crescimento sustentável”, conclui.

Quando o locker deixa de ser ponto de entrega e vira patrimônio estratégico da marca

Durante décadas, o varejo tratou a infraestrutura logística como um custo invisível – armazéns fora do radar, last mile terceirizado, pontos de retirada improvisados. Funcionava, mas não construía marca. Esse modelo começa a perder relevância. No varejo contemporâneo, a infraestrutura deixa de ser bastidor e assume papel central, tornando-se presença. E, no espaço urbano, presença é reputação. Os smartlockers expressam com clareza essa virada e deixam de ser apenas uma solução operacional para atuar como ativos estruturais de marca, com impacto direto na eficiência, na percepção de confiabilidade e na experiência do consumidor.

Um locker bem posicionado é capaz de gerar um tipo de presença que campanhas digitais não alcançam. Ele ocupa o espaço físico de forma contínua, previsível e cotidiana. Enquanto lojas físicas demandam CAPEX elevado, equipes dedicadas, contratos de longo prazo e exposição ao risco imobiliário, os lockers operam como unidades compactas de serviço, sempre ativas, com estrutura enxuta, custo controlado e baixa fricção operacional. Nesse modelo, cada unidade deixa de ser apenas um ponto de retirada e passa a funcionar como uma microextensão da marca, visível, funcional e integrada à dinâmica urbana.

No Brasil, o avanço dos lockers se dá por capilaridade territorial, com presença tanto em grandes centros quanto em regiões periféricas. Não se trata de escala por volume, mas de ocupação estratégica do território. Essa malha proprietária é rara em um setor historicamente dependente de terceiros justamente na etapa mais sensível da jornada. O contato final com o cliente. Ao assumir esse ponto de contato, a marca deixa de apenas prometer eficiência e passa a materializá-la no mundo físico.

Para o consumidor, a lógica é simples: marcas confiáveis são marcas disponíveis. Ao eliminar espera, desencontro e incerteza, os pontos automatizados de retirada transformam a experiência de entrega em acesso concreto e previsível, sem promessas vagas. O consumidor passa a decidir quando retirar, onde retirar e como interagir, o que devolve controle à ponta final da jornada e altera de forma estrutural a relação de poder entre marca e cliente. Não por acaso, estudos da McKinsey indicam que cerca de 75% dos consumidores consideram a conveniência um fator decisivo nas decisões de compra, entendida não apenas como rapidez, mas como a sensação de controle sobre a própria jornada de consumo.

O valor dos smartlockers não está apenas no que entregam, mas no que passam a representar dentro da estratégia do varejo. Hoje, já operam como pontos de troca e devolução, retirada de brindes, ativações promocionais, distribuição de documentos e vouchers e até como suporte técnico autônomo. A cada nova função incorporada, ampliam seu papel como infraestrutura de relacionamento. Em regiões sem lojas físicas, tornam-se, muitas vezes, o único ponto tangível da marca no território, uma presença silenciosa, constante e funcional.

Esse é o ponto em que branding deixa de ser discurso e passa a ser operação. Enquanto parte do varejo ainda discute experiência do cliente em apresentações e planos estratégicos, os smartlockers atuam no mundo real. Reduzem custos logísticos, aumentam a taxa de sucesso das entregas, melhoram indicadores como NPS e criam uma dependência positiva por parte do consumidor. Quando essa infraestrutura é proprietária, a marca deixa de disputar atenção e passa a se integrar ao hábito.

Portanto, smartlockers não são mídia, não são acessórios e tampouco uma tendência passageira. São patrimônio operacional e reputacional. O futuro do varejo será menos sobre quantas lojas abrir e mais sobre como ocupar o território com eficiência, consistência e propósito. Nesse cenário, essa infraestrutura automatizada de retirada responde com pragmatismo, oferecendo conveniência sem atrito, presença sem excesso e experiência sem promessas vazias. No fim, não se trata de tecnologia, mas de estratégia física em um mundo digital. As marcas que entenderem que infraestrutura também constrói reputação sairão na frente pelo espaço que conseguem ocupar.

*Gustavo Artuzo é CEO e fundador da Clique Retire, empresa de logística para o e-commerce. Antes disso, foi diretor de desenvolvimento de negócios no fundo de private equity Patria Investimentos, além de CFO na Delly’s, empresa líder em distribuição para food service. Tem também experiências relevantes no setor de real estate, atuando na Cyrela, Direcional Engenharia e Cury Construtora. Gustavo é engenheiro formado pelo ITA, com MBA pela Wharton School.

Marketplace como fonte de inteligência de mercado: quem domina os dados, domina o jogo

Por muito tempo, marketplaces foram vistos apenas como grandes vitrines digitais, ou seja, ambientes que conectam oferta e demanda, ampliam alcance e reduzem ruídos nas relações comerciais. É claro que esse papel continua relevante, mas já não é suficiente para explicar o verdadeiro valor dessas plataformas hoje. Na economia digital atual, que tanto sofre com impactos de inovações constantes, o diferencial competitivo de um marketplace não está apenas no volume de transações que ele processa, mas na inteligência que ele é capaz de extrair a partir dos dados que circulam em seu ecossistema.

Já faz alguns anos que estamos vivendo a era em que dados são o ativo mais estratégico de qualquer empresa e quando falamos de marketplaces, são poucos os modelos de negócio que concentram tantos dados  diversos e dinâmicos. Isso porque essas plataformas recolhem informações relevantes sobre comportamento de compra, variações de preço, elasticidade da demanda, ciclos de reposição, tendências regionais, sazonalidade, performance de fornecedores, jornada do cliente e gargalos logísticos.

É justamente por tudo isso que posso afirmar que o marketplace deixou de ser apenas um canal de vendas. Agora falar que ele se tornou um verdadeiro hub de inteligência de mercado não é nenhum exagero!

Diante disso, a diferença entre marketplaces que lideram seus setores e aqueles que apenas sobrevivem está na capacidade de transformar dados brutos em decisões estratégicas. Gestores dessas plataformas precisam entender que apenas coletar as informações já não é suficiente. O valor real surge quando esses dados são organizados, analisados e traduzidos em insights que possam ser colocados em prática.

Quando bem estruturada, a inteligência de mercado dos marketplaces permite antecipar movimentos do consumidor, identificar oportunidades antes da concorrência e apoiar decisões mais assertivas, seja para a própria plataforma ou seja para sellers, parceiros e marcas que operam dentro desse ecossistema.

É essa inteligência e leitura profunda do mercado que permite responder perguntas críticas, como: Quais categorias estão prestes a crescer e por quê?; Onde há ruptura entre oferta e demanda?; Quais preços são realmente competitivos em cada região ou canal?; Que mudanças de comportamento indicam uma tendência estrutural, e não apenas sazonal?.

Se você se acha capaz de responder questões como estas, com base em dados reais, atualizados e confiáveis, sairá na frente dos concorrentes. 

Outra dimensão pouco explorada, mas muito relevante, é o papel do marketplace como termômetro econômico. Por concentrar múltiplos vendedores, segmentos e perfis de clientes, a plataforma passa a refletir movimentos mais amplos do mercado, muitas vezes antes que eles apareçam em relatórios oficiais ou pesquisas tradicionais, ganhando tempo de ação para gestores.

É por isso que marketplaces mais maduros estão evoluindo de operadores transacionais para parceiros estratégicos, oferecendo inteligência de mercado como parte do valor entregue ao ecossistema. Outro ponto essencial desse segmento é que quanto maior o volume e a relevância das informações, maior também a obrigação de garantir governança, segurança e uso ético. Marketplaces que querem liderar o jogo da inteligência precisam investir em estruturas sólidas de governança de dados, compliance regulatório e transparência. 

Por fim, algo que acho muito interessante é uma discussão de entender que inteligência de mercado não deve ser um privilégio exclusivo das plataformas. Quando insights são compartilhados de forma estruturada com sellers e parceiros, todo o ecossistema se fortalece. Fornecedores passam a planejar melhor seus estoques, ajustar portfólios, definir preços mais competitivos e reduzir desperdícios. Por outro lado, as marcas conseguem lançar produtos com maior assertividade e o próprio marketplace se beneficia de uma operação mais eficiente, com menos rupturas e maior satisfação do cliente final. Esse modelo colaborativo transforma dados em um motor de crescimento coletivo.

Para 2026 não hesito em afirmar que, no fim das contas, a disputa entre marketplaces não será decidida apenas por quem tem mais sellers, mais produtos ou mais usuários. Ela será definida por quem entende melhor o mercado que ajuda a construir todos os dias.

*Mariana Mantovani é especialista em Marketplace e E-commerce, e fundadora da Boost Marketplace, empresa especializada em turbinar e impulsionar resultados de vendas nos maiores marketplaces do mercado. Com mais de 15 anos de experiência no ecossistema digital, Mariana sempre atuou em empresas de referência como Netshoes, Electrolux, Mercado Livre e RD Saúde, com foco em e-commerce, marketplaces, liderança de times de performance, e desenvolvimento de negócios.

O lucro invisível: por que segurança digital virou a nova margem das empresas

Há momentos em que a segurança digital deixa de ser só tecnologia e se transforma em um diagnóstico do país. O Brasil convive com perdas bilionárias enquanto segue investindo muito menos do que economias com riscos semelhantes. Um relatório recente da Febraban mostra que golpes e fraudes bancárias geraram R$ 10,1 bilhões em prejuízos somente em 2024, incluindo R$ 2,7 bilhões relacionados a ataques e fraudes via Pix. Esses números contam parte da história: a porta não está trancada. Só parece.

No cenário global, o movimento é outro. A MarketsandMarkets aponta que o mercado mundial de cibersegurança deve praticamente dobrar em poucos anos. A Fortune Business Insights projeta crescimento ainda maior, impulsionado por nuvem, digitalização financeira e IA em escala. Segurança deixa de ser custo. Torna-se infraestrutura de continuidade e preservação de valor.

Na América Latina, a pressão se intensifica. Estudos da Mordor Intelligence mostram aumento expressivo de ataques, profissionalização do crime digital e expansão da superfície de risco. Prever, detectar e responder deixou de ser opção. Tornou-se elemento central da competitividade.

Existe ainda um aspecto raramente dito com clareza: para lucrar mais, não basta vender mais. É preciso perder menos. Perder menos para fraudes. Perder menos para interrupções evitáveis. Perder menos para vazamentos que custam milhões. Perder menos para operações emergenciais que drenam tempo e caixa. Empresas que reduzem perdas ampliam margem antes mesmo de crescer em receita. Segurança, hoje, é margem.

Dentro desse contexto, a Apura Cyber Intelligence se consolidou como líder latino-americana em inteligência de ameaças e antifraude. Com quase 600 clientes recorrentes, opera em uma escala comparável a cerca de um terço da maior empresa do setor no mundo, a Recorded Future, adquirida recentemente pela Mastercard por 2,65 bilhões de dólares. Esse paralelo dimensiona não um feito, mas o espaço real para empresas regionais com profundidade técnica e consistência operacional.

O relatório do INCC estima que violações de dados e ataques digitais já impactam o equivalente a 18% do PIB brasileiro. Somado aos prejuízos bilionários registrados pela Febraban, o cenário reforça um desequilíbrio claro entre risco e investimento. Esse hiato acelerou a busca por inteligência capaz de antecipar movimentos antes que se tornem incidentes. Inteligência não é só coleta. É leitura. É transformar sinais dispersos em decisões que protegem reputação, tempo e caixa.

O setor está mudando. Pressões regulatórias sobem. Conselhos exigem previsibilidade. Auditorias cobram redução real de exposição. Orçamentos passam a considerar o impacto financeiro das perdas evitadas. O mercado passa a valorizar maturidade comprovada, metodologias consistentes e histórico sólido de entrega.

A Apura cresce porque atua exatamente nesse ponto: reduzir perdas, antecipar riscos, ampliar visibilidade e fortalecer a continuidade operacional de centenas de empresas. Segurança não é apenas proteção. É estratégia, margem e capacidade de sustentar crescimento.

No fim, cibersegurança é uma forma de leitura da realidade, nua e crua. Uma leitura do que ainda não aconteceu, mas já começou. E a capacidade de enxergar antes define quem reage e quem realmente protege, preserva e cresce.

Fontes:

  1. Relatório Febraban – Prejuízos com fraudes e golpes (R$ 10,1 bilhões totais; R$ 2,7 bilhões via Pix) https://www.poder360.com.br/poder-economia/golpes-causaram-prejuizo-de-r-101-bi-em-2024-diz-febraban/ https://www.abranet.org.br/publicacoes/noticias/5455
  2. INCC – Impacto estimado de 18% do PIB https://inforchannel.com.br/2024/12/05/violacoes-de-dados-geram-perda-de-18-no-pib-nacional-aponta-incc/
  3. MarketsandMarkets https://www.marketsandmarkets.com/Market-Reports/cyber-security-market-505.html
  4. Fortune Business Insights https://www.fortunebusinessinsights.com/industry-reports/cyber-security-market-101165
  5. Grand View Research (Brasil) https://www.grandviewresearch.com/horizon/outlook/cyber-security-market/brazil
  6. Mordor Intelligence (América Latina) https://www.mordorintelligence.com/industry-reports/latin-america-cyber-security-market
  7. MarketsandMarkets (Fraud Detection and Prevention) https://www.marketsandmarkets.com/PressReleases/fraud-detection-prevention.asp

E-commerce brasileiro projeta alta de 10% em 2026 impulsionado por Volta às Aulas e Carnaval

O comércio eletrônico brasileiro iniciou 2026 com expectativas otimistas e aquecimento nas vendas logo no primeiro trimestre. Segundo projeções do relatório E-Consumidor 2026, realizado pela Nuvemshop em parceria com a Opinion Box, o setor deve registrar um crescimento de cerca de 10% em relação ao ano anterior, alcançando um faturamento estimado em R$ 258,4 bilhões.

A expansão também se reflete no volume de compradores: a expectativa é que 96,87 milhões de brasileiros realizem compras online ao longo do ano, uma alta de 2,5% na comparação anual. O impulso inicial para esses números vem de duas datas que, tradicionalmente fortes no varejo físico, ganham cada vez mais relevância no digital: a volta às aulas e o Carnaval.

A digitalização da Volta às Aulas e a folia online

O comportamento do consumidor mudou, e a busca por conveniência e preços competitivos migrou parte das compras de início de ano para a internet.

No segmento de material escolar e eletrônicos, a pesquisa do Instituto Locomotiva, em parceria com a QuestionPro, revela uma tendência híbrida:

  • 39% dos consumidores pretendem dividir suas compras entre lojas físicas e online;
  • 16% afirmam que comprarão a maior parte dos itens exclusivamente pela internet.

Fatores como a facilidade para comparar ofertas e a variedade de produtos são os principais motores dessa migração.

Simultaneamente, o Carnaval se consolida como uma data estratégica, especialmente para Pequenas e Médias Empresas (PMEs). Dados da Nuvemshop mostram que, no ano anterior, PMEs faturaram R$ 2,7 milhões entre 1º de janeiro e 25 de fevereiro apenas com produtos relacionados à festa, como fantasias, adereços, moda casual e bebidas.

O desafio operacional e o risco de bloqueios

Apesar do cenário positivo de vendas, o aumento abrupto de pedidos em janelas curtas de tempo traz riscos operacionais significativos. Especialistas do setor alertam que, para quem opera em múltiplos canais (marketplaces), vender mais não significa automaticamente lucrar mais se a “cozinha” da operação não estiver organizada.

Falhas como erros de estoque, atrasos na expedição e falta de integração entre plataformas podem gerar prejuízos que vão além da venda perdida. O maior temor dos lojistas é a penalização por parte dos marketplaces. Plataformas de vendas punem severamente vendedores que cancelam pedidos por falta de produto (ruptura) ou que não cumprem prazos de entrega, o que pode levar ao bloqueio temporário ou definitivo da conta — um dano incalculável para o restante do ano comercial.

“Datas como a volta às aulas e o Carnaval escancaram quem está preparado para escalar e quem ainda depende de controles manuais”, avalia Claudio Dias, CEO da Magis5, empresa especializada em integração de marketplaces.

Dias ressalta a importância da tecnologia para sustentar esse crescimento: “Quando tudo acontece ao mesmo tempo, só processos bem definidos, com automação inteligente e gestão integrada, conseguem sustentar o crescimento sem comprometer margem e reputação. Quem tenta gerenciar múltiplos CNPJs e canais de venda manualmente nessa época está, na prática, flertando com o bloqueio de sua conta”, conclui o executivo.

iPhone 13 é o smartphone usado mais vendido por meio da OLX em 2025

Levantamento da OLX, maior marketplace de classificados de produtos usados do país, mostra que o iPhone 13 é o campeão em vendas de smartphones usados por meio da plataforma, em 2025. O iPhone 14 Pro Max ocupa a segunda posição, seguido pelo iPhone 13 Pro Max, na terceira. Completam os cinco primeiros colocados o iPhone 15 Pro Max, na quarta, e o iPhone 14, na quinta.

Os smartphones da Apple dominam as 11 primeiras posições entre os 20 mais comercializados por meio da OLX, que inclui a presença de dois modelos da geração anterior do gadget: o iPhone 16, na 8ª posição; e o iPhone 16 Pro Max, na 10ª colocação.

O Samsung Galaxy S24 Ultra é o mais bem colocado dentre os modelos com sistema Android, na 12ª posição. O Xiaomi 13, lançado em 2022, é o único modelo da fabricante chinesa a marcar presença dentre os mais bem colocados.

O estudo revela que alguns aparelhos usados lançados antes de 2024 tiveram destaque em crescimento de vendas no comparativo entre 2025 e o ano anterior. É o caso do iPhone 14 Pro, que registrou variação positiva de 80,4% e do iPhone 15, cujas vendas cresceram 63,8% de um ano para o outro.

O smartphone da Apple mais vendido por meio da plataforma também apresentou aumento de 22,2%. Já entre os dispositivos Android, o Samsung Galaxy S23, lançado em 2023, é o destaque, com alta de 11,8% nas comercializações.

Smartphones mais procurados e anunciados

O iPhone 13 também liderou as buscas em 2025, seguido pelo iPhone 14 Pro Max, na segunda posição, e o iPhone 13 Pro Max, na terceira. Também apareceu entre os 20 mais procurados um dos smartphones da geração lançada no ano passado, o iPhone 17 Pro Max, na 17ª colocação.

Dentre os aparelhos da Samsung, o S23 Ultra é o mais bem posicionado no ranking, na 13ª posição.

No ranking de mais anunciados, também lidera o iPhone 13, seguido pelo iPhone 16, em segundo, e o iPhone 14, em terceiro.

O Samsung S24 Ultra é o mais bem posicionado no ranking dentre os dispositivos Android, ocupando a 13ª posição.

Como fazer uma compra online com mais segurança

  • Não divulgue seus dados pessoais nem seu número de celular;
  • Desconfie de preços ou ofertas muito abaixo do mercado;
  • Verifique na plataforma informações sobre o vendedor, como tempo de conta, registro da empresa, se for o caso, e licenças;
  • A OLX oferece a garantia da OLX, serviço pelo qual é possível pagar a compra pela plataforma, sem precisar efetuar transferências para terceiros. Assim que o pagamento é confirmado pela OLX, o comprador recebe uma mensagem de confirmação diretamente no chat do anúncio;
  • Sempre peça a nota fiscal do item que está negociando. Desta forma, há certeza da legalidade da procedência do produto e, caso ainda esteja na garantia, é possível ter acesso à assistência técnica oficial;
  • No caso de uma compra ou entrega presencial, escolha lugares movimentados, como praças, shoppings ou estações de metrô. Se possível, sempre vá acompanhado de outro adulto;
  • A OLX não possui parcerias com aplicativos de mobilidade, como Uber, Rappi e 99. Para vendas e compras com a Garantia da OLX, as entregas funcionam para todo o Brasil via Correios, Jadlog, Clique e Retire, Loggi e R3 Transportes. Verifique sempre, na área logada do site ou app, seu histórico de venda e a forma como seu produto será enviado;
  • A OLX nunca solicita códigos de confirmação ou de segurança, seja por telefone, e-mail, chat ou aplicativos de mensagens. Se você receber algum contato em nome da OLX solicitando qualquer código ou senha, denuncie na plataforma;
  • A OLX não envia e-mails com anexos ou links que redirecionam para fora da plataforma. Caso você receba alguma comunicação do tipo, não baixe nenhum tipo de documento e não clique nos links.

StarLive consolida o live commerce como novo canal do varejo brasileiro com 100 milhões em vendas em 2025 e 39 milhões para o primeiro trimestre de 26

A StarLive, empresa nativa de Social Commerce fundada por Evelyn B. Marques e Marcio Osako, encerrou 2025 com R$ 100 milhões em vendas movimentadas em seu ecossistema de social commerce, consolidando o formato de vendas ao vivo como um dos canais mais relevantes do varejo digital brasileiro. O resultado também foi impulsionado pelo mês de novembro, quando a empresa alcançou R$ 11 milhões em vendas, justamente no período de inauguração da primeira galeria pública de estúdios de Live Shop do Brasil, em São Paulo. Para 2026, o primeiro trimestre promete alta movimentação de R$39 milhões, impulsionada pela demanda de volta às aulas, beleza, itens de academia e vida fitness e Carnaval.

As vendas em 2025 reforçam a maturidade dos modelos de live commerce no país e posiciona a StarLive como uma das principais operações do setor, atuando de ponta a ponta: desde a capacitação de live sellers (atividade completamente diferente de criadores de conteúdo em redes sociais e publis), até a execução profissional de transmissões para marcas, afiliados e vendedores independentes.

Primeira galeria de Live Shop do Brasil acelera resultados

Inaugurada oficialmente em 25 de novembro, na Vila Madalena, próximo ao Beco do Batman, a StarLive(Shop) Street Studio nasceu inspirada nos grandes shoppings de live commerce da China, onde prédios inteiros são dedicados exclusivamente a transmissões de vendas ao vivo. O espaço reúne 10 estúdios profissionais, com capacidade para até 140 horas de transmissões por dia, operando simultaneamente em plataformas de e-commerce e social commerce.

Desde a abertura, o local passou a atrair tanto marcas quanto o público que circula pela região, criando uma experiência 100% phygital, que integra loja física, transmissão ao vivo e compra digital em tempo real, um modelo inédito no Brasil e ainda raro na América Latina.

Uma liderança formada no berço do live commerce

À frente da operação está Evelyn B. Marques, sócia-fundadora da StarLive e uma das principais referências em social commerce no país. Com mais de oito anos de atuação no live commerce, Evelyn iniciou sua trajetória na China, em 2018, onde teve contato direto com o modelo que hoje inspira a Street Studio. Em 2024, ganhou projeção nacional após ultrapassar R$ 25 milhões em vendas no Kwai, resultado amplamente repercutido pela imprensa. Hoje, ela lidera a capacitação de marcas e live sellers, além de participar ativamente da estruturação das operações ao vivo da StarLive.

“Não estamos aprendendo sobre live commerce agora. Nós nascemos dentro desse ecossistema, diretamente na China, e trouxemos esse conhecimento para o mercado brasileiro com as adaptações culturais necessárias”, afirma Evelyn.

Da capacitação à escala: um ecossistema completo

A trajetória da StarLive começou com a formação de afiliados e live sellers que buscavam novas fontes de renda por meio das vendas ao vivo. Atualmente, a empresa reúne mais de 1.000 profissionais capacitados, que produzem lives e shoppable videos diariamente em plataformas como TikTok Shop, Shopee, Mercado Livre, Kwai, além de redes sociais como YouTube, Instagram e Facebook.

Esse conhecimento acumulado permitiu à empresa estruturar uma das operações mais completas do país em live commerce, unindo técnica de vendas, storytelling, leitura de dados em tempo real e gestão de comunidades, elementos fundamentais para a recorrência e a performance do formato.

Modelo chinês, comportamento brasileiro

Embora inspirado no modelo chinês, o Street Studio foi desenhado para o comportamento do consumidor brasileiro, que tende a interagir mais durante as transmissões, fazer perguntas, buscar demonstrações detalhadas e valorizar a proximidade com o live seller. Essa combinação entre eficiência operacional e abordagem mais humanizada tem sido determinante para os resultados alcançados.

Plusoft reforça estratégia centrada na experiência do cliente em 2026

Com mais de três décadas de atuação no mercado brasileiro de tecnologia, a Plusoft, empresa de gestão da jornada do cliente, entrou em 2026 com expectativas positivas de crescimento e uma estratégia clara de consolidação em segmentos-chave. A companhia prevê expansão de sua base de clientes, fortalecimento do portfólio e ampliação da atuação nacional e internacional.

O foco de negócios da Plusoft para 2026 estará concentrado em verticais como serviços financeiros, seguro e previdência, saúde, indústria farmacêutica, varejo, bens de consumo e telecomunicações. Paralelamente, a companhia intensifica sua estratégia de internacionalização, com investimentos na geração de oportunidades em mercados na América Latina e Europa.

“A Plusoft chega a 2026 com uma visão muito clara, que é crescer de forma sustentável, aprofundando nossa presença em verticais onde conseguimos gerar mais valor e levando nossa expertise em gestão da jornada do cliente para outros países”, afirma Solemar Andrade, CEO da Plusoft.

O executivo ressalta que o foco da empresa estará concentrado na gestão da jornada do cliente, provendo soluções completas de CX, atendimento a clientes, vendas, marketing digital e agência de performance, por meio de tecnologia de ponta, integração multicanal, IA avançada e automação. O principal diferencial da empresa está no Plusoft Omni CRM, plataforma que centraliza todas as interações entre marcas e consumidores, oferecendo uma visão 360º do cliente. A solução permite integrar canais, dados e processos de vendas, marketing e atendimento, apoiando empresas na construção de jornadas mais eficientes, personalizadas e consistentes.

Para Andrade, a longevidade da empresa está diretamente ligada à sua especialização em soluções omnichannel de CRM e à visão de que tecnologia só faz sentido quando orientada às pessoas. “Nossa receita de sucesso sempre foi colocar o cliente no centro e usar a tecnologia como meio para entregar a melhor experiência humana possível. Somos uma empresa de tecnologia, mas acima de tudo, somos uma empresa de relações”, destaca o executivo.

Esse posicionamento se reflete também na visão da Plusoft sobre o futuro do atendimento ao cliente, cada vez mais marcado pela presença da IA generativa, hiperpersonalização e automação de dados. Para a empresa, o caminho está no equilíbrio entre escala digital e empatia humana. A IA é vista como um elemento que amplia capacidades, reduz esforços operacionais e libera tempo para interações mais complexas e sensíveis, sem substituir o papel das pessoas.

“O futuro do atendimento não é totalmente automatizado nem totalmente humano, ele exige uma orquestração inteligente, como saber quando automatizar, quando envolver pessoas e como manter o contexto ao longo de toda a jornada”, explica o CEO. “Esse modelo se apoia em três pilares, que são hiperpersonalização em tempo real baseada em dados, automação resolutiva de ponta a ponta e o conceito de human-in-the-loop, no qual a IA atua como copiloto, com supervisão humana garantindo qualidade, ética e empatia”, complementa Andrade.

A compreensão do comportamento humano é outro eixo estratégico da Plusoft para antecipar tendências e liderar a evolução da experiência do cliente. A empresa integra análises avançadas de dados comportamentais, históricos e de intenção para transformar informações em inteligência acionável, permitindo recomendações alinhadas às reais necessidades e desejos dos consumidores. Já no campo da governança, ética e segurança da informação, especialmente em soluções baseadas em IA, a Plusoft adota uma abordagem rigorosa. As informações geradas nas interações se tornam ativos estratégicos quando protegidas por certificações como a ISO 27001 e integradas a canais oficiais, como a API oficial do WhatsApp da Meta.

Para os próximos anos, a empresa prevê que segmentos, como financeiro, telecomunicação, saúde, bens de consumo e varejo continuem tendo papel central em seu portfólio, acompanhando a crescente demanda por soluções de CX, CRM e automação de dados, capazes de lidar com jornadas cada vez mais complexas.

“Sabemos que 2026 será um ano desafiador para os negócios no Brasil, com fatores externos que podem impactar a produtividade. Nosso compromisso é trabalhar para que nossos clientes tenham sucesso, entregando eficiência, melhor experiência para o consumidor e performance em vendas, mesmo em um cenário complexo”, finaliza Andrade.

Temu Conquista o Brasil e Desafia Gigantes do E-commerce em Meio a Crescimento e Competição Global

A Temu, plataforma de comércio eletrônico chinesa, tem demonstrado um crescimento expressivo no mercado brasileiro, alcançando a liderança em tráfego e desafiando players estabelecidos como Mercado Livre e Shopee. Apesar de sua ascensão meteórica, a empresa enfrenta um cenário de intensa competição global e desafios operacionais.

Ascensão Meteórica no Brasil

Em um ano de operação no Brasil, a Temu rapidamente se consolidou como um dos principais players do e-commerce nacional. Em julho, a plataforma registrou 409,7 milhões de visitas, ultrapassando Mercado Livre e Shopee, segundo dados da Conversion. Esse feito é atribuído a uma estratégia agressiva que combina preços extremamente competitivos, um catálogo diversificado e um marketing digital intensivo, focado em gatilhos psicológicos e gamificação para engajar os usuários.

Estratégia de Engajamento e Preços Baixos

A Temu, pertencente ao grupo chinês PDD Holdings (também dono do Pinduoduo), aposta em uma abordagem que vai além da venda de produtos. A plataforma incentiva a descoberta constante através de algoritmos que aprendem rapidamente e jogos que mantêm os usuários engajados. A gamificação, com roletas, jogos internos e recompensas em pontos, aumenta o tempo de permanência no aplicativo e cria um vínculo emocional com a experiência de compra, especialmente atraente para consumidores das classes C e D que buscam economia e entretenimento.

Cenário Global e Competição Acirrada

Enquanto a Temu celebra seu sucesso no Brasil, sua controladora, PDD Holdings, enfrenta um ambiente global desafiador. No segundo trimestre, a empresa reportou uma queda de 3,9% no lucro líquido, apesar de um aumento de 7,1% na receita. A concorrência global está se intensificando, com gigantes como a Amazon lançando aplicativos concorrentes em diversos países, como o Amazon Bazaar, focado em produtos de baixo custo. A japonesa Rakuten também está apostando em parcerias estrangeiras para competir com a Temu e Shein.

Desafios e o Futuro da Temu

O rápido crescimento da Temu não vem sem seus desafios. Críticas sobre a qualidade dos produtos, atrasos nas entregas, falhas no suporte ao cliente e falta de transparência na cadeia de suprimentos têm ganhado força. No Brasil, a empresa aparece como “não recomendada” no Reclame Aqui, com mais de seis mil reclamações no último ano. Para manter seu ritmo de crescimento, a Temu precisará investir em logística local, aprimorar a jornada do consumidor e abordar questões cada vez mais sensíveis como sustentabilidade, proteção de dados e ética empresarial.